Bancários cobram Banco do Brasil mais recursos para Cassi, e a GEAP?

Publicado em: 30/07/2026

Representantes das entidades dos servidores do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) receberam um comunicado da Diretoria da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil) alertando, em caráter urgente, para a necessidade de uma solução para manter as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias.

As entidades representativas e a CEBB se reuniram para alinhar estratégias da negociação com o banco e, diante do cenário, chegaram a um consenso de que seria necessário reforçar ao Banco do Brasil a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, para garantir os recursos imediatos e preservar o atendimento aos associados. Eles também defenderam o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027.

Uma Mesa de Negociação foi instalada entre as entidades e o Banco do Brasil. O negociador do BB afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de aporte, mas ponderou que a antecipação do 13º salário não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi.

Para o Presidente da Cassi, Claudio Said, o comunicado tem o objetivo de informar aos patrocinadores da entidade, Banco do Brasil e associados sobre a situação financeira e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados, além de alertar para a gravidade do momento.

Na Mesa de Negociação, a dirigente das entidades, Fernanda Lopes, defendeu que “a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente”.

O negociador do BB acolheu positivamente a proposta, mas afirmou que a instituição precisa de tempo para avaliar seus impactos.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Banco do Brasil, Matheus Fraiha, a Cassi é “uma conquista histórica do funcionalismo e, como participamos das negociações, defendemos que as decisões avancem com responsabilidade e agilidade. O Banco do Brasil precisa assumir seu compromisso em garantir atendimento de qualidade aos associados e a sustentabilidade da nossa Caixa de Assistência”, destacou o diretor.

GEAP Saúde também enfrenta crise

Assim como a Cassi, uma das maiores operadoras de plano de saúde na modalidade autogestão, a GEAP Saúde também atravessa graves problemas financeiros e em breve necessitará de aportes financeiros para sobreviver.

Enquanto a direção da Cassi trata o assunto de forma transparente, informando tanto a patrocinadora Banco do Brasil como as entidades representativas dos funcionários do BB, na GEAP Autogestão em Saúde o assunto da crise é ignorado. Tanto pelo CONAD como pela Direção da operadora.

Recentemente em matéria publicada na Folha de São Paulo, foi tornado público aquilo que os beneficiários da GEAP vêm sentindo na pele: rede que não funciona, negativa ou demora excessiva na autorização de procedimentos, dívida com a rede de prestadores, etc.

A política de crescimento sem sustentabilidade que a operadora adotou desde o início da atual gestão, com o aval dos Conselheiros do CONAD, sejam eles eleitos ou do governo, empurraram a operadora para a maior crise da história.

Para tentar solucionar o problema de descredenciamento de prestadores por falta de pagamento e utilização de glosas como instrumento de fazer caixa, a GEAP optou por uma série de artifícios para solucionar a crise, dentre elas as parcerias generalizadas com outras operadoras, como Cassi, Hapvida, Unimed Nacional e Amil.

Todas essas operadoras estão entre as que tem o maior número de reclamações na ANS, além de também estarem enfrentando problemas financeiros. Esse é o famoso e conhecido “abraço de afogados”!

A Associação A GEAP É NOSSA tem reiterado que os beneficiários não podem mais arcar com o ônus de gestões que arruínam a operadora e, depois, deixam a conta para eles pagarem.

Em caso de intervenção da ANS, caberá à maior “patrocinadora” da operadora, a UNIÃO – detentora da Presidência do CONAD e do voto de minerva – realizar os aportes necessários para o equilíbrio das contas, não os beneficiários.

Fonte: Geap é Nossa

Gestores da Geap visitam Cassi em Brasília para troca de experiências

Publicado em: 26/02/2026

Na quinta-feira (12 de fevereiro), gestores da Geap foram recebidos em uma visita técnica na sede da Cassi em Brasília. Na pauta, questões comuns às autogestões na área da saúde, como regulação, auditoria, rede credenciada. “Foi uma visita bem operacional, nosso time debateu com os gestores da Cassi as estratégias adotadas, a mudança de modelos, as novas tecnologias, com uma troca de experiências inicial que pode produzir frutos benéficos para as duas autogestões num futuro próximo, como ocorre com a forma solidária de compartilhamento das redes”, ressaltou David Basbaum, diretor Assistencial da Geap.

Estiveram presentes pela Geap, além do diretor Assistencial, os gerentes Diogo Afonso, Janaina Faria Lopes Boueres, Leonardo Carvalho, Felipe Farias e Bárbara Rabelo, que foram recebidos pelo diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Alberto Junior e pelos gerentes Clécio Jung, Rafael Zanon, William Huang, Dilcrécio Akira e Silvia Muto.

O dirigente da Cassi explicou o organograma e a estrutura organizacional atual da operadora e detalhou as áreas estratégicas, suas respectivas atribuições e o modelo de governança adotado e apresentou os projetos e planos de gestão em andamento, com destaque para a melhoria no processo de autorização de procedimentos e o aprimoramento da ferramenta de busca da rede credenciada da Cassi, com a utilização de IA, a implementação de mecanismo de avaliação da rede credenciada pelos participantes, com o objetivo de qualificar a experiência de busca e a possibilidade de busca da rede credenciada por tipo de procedimento.

A rede compartilhada entre a Geap Saúde e a Cassi, por meio de convênio de reciprocidade, completou um ano e hoje já cobre mais de 84 mil vidas (titulares, dependentes e agregados) dos planos nacionais apartamento. No início da parceria, em 1º de dezembro de 2024, a cobertura alcançava os beneficiários do interior das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Com a ampliação, em julho de 2025, o compartilhamento da rede passou a cobriu também o interior das regiões Norte e Sul.

Fonte: GEAP

Geap estuda reduzir o preço do plano de saúde para servidores

Publicado em: 19/12/2023

Após enfrentar dificuldades em razão da pandemia e outros fatores, a Geap Saúde — plano de saúde voltado exclusivamente para servidores públicos — está se preparando para um novo ciclo. Convidado desta terça-feira (12/12) do Podcast do Correio, o diretor-presidente da entidade, Douglas Figueredo, detalhou os planos de recuperação para os próximos meses.

“Podem esperar um preço melhor dos planos de saúde da Geap”, disse Figueredo. Segundo o executivo, a empresa está em processo de estudos de uma revisão nos preços aplicados para os planos.

“A gente tem boa qualidade e a gente tem boa rede. Precisa melhorar o preço. Essa é a nossa maior discussão. A gente deve fazer um aporte importante para que garanta um preço muito mais competitivo no mercado. Eu não posso dar a notícia inteira agora, até porque a gente não tratou de forma conclusiva com o ministério. Mas vem coisa boa, nova e importante”, revelou Figueredo, na entrevista aos jornalistas Victor Correia e Vinicius Doria.

Atualmente, a Geap conta com 300 mil beneficiários e figura entre as três principais empresas do mercado de saúde suplementar de órgãos públicos, junto com a Cassi, do Banco do Brasil, e a Postal Saúde, dos Correios. Segundo o diretor-presidente, as três devem atingir, juntas, uma receita de R$ 12 bilhões em 2023. A Geap também está presente em órgãos estaduais e municipais, mas a maior parte de clientes da Geap vem do serviço público federal, pelo Convênio Único, com aproximadamente 270 mil vidas.

A almejada redução no valor da mensalidade valerá tanto para novos usuários quanto para quem já é beneficiário. Figueredo ainda justificou que, quando há uma queda no preço do Convênio Único, outros planos também apresentam recuo nas mensalidades. “A ‘mãe’, como a gente costuma chamar, que é o Convênio Único, amparará outros convênios da Justiça, convênios das prefeituras, convênios nos estados”, acrescentou.

Melhor atendimento

O gestor comentou ainda os esforços para melhorar a relação entre a operadora, o prestador do serviço e o beneficiário. Um ponto crítico é o prazo para o pagamento aos prestadores de serviço, como hospitais e clínicas. Figueredo relatou que havia um tempo muito longo para o pagamento às prestadoras, que chegava a 90 dias, enquanto a média para o setor é de 70 a 80 dias.

Para reverter essa situação, o executivo se reuniu com os 100 maiores prestadores da Geap em maio. No encontro, anunciou a antecipação de dois pagamentos (de junho e de julho) e a redução da régua de pagamento para 40 dias. “O que eu quero em troca? Que, quando chegar um beneficiário com a carteirinha da Geap, a sua atendente dê um sorriso, e atenda com a precisão de um bom pagador. Podem cobrar. Eu quero feedback. Se estiver ruim, eu vou cobrar do prestador”, explicou.

Mudança de rumo

A perspectiva de melhoria no preço e na qualidade do serviço ao usuário é uma mudança de rumo na trajetória recente da Geap. Durante a pandemia de covid-19, a busca por planos de saúde aumentou entre os brasileiros e elevou em 5% o número de pessoas no país que possuem convênio médico, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Enquanto a maioria das empresas crescia, a Geap Saúde viu a perda de 200 mil beneficiários nos últimos quatro anos. Para Douglas Figueredo, o revés nesse período foi resultado de má gestão.

Com o fim da emergência sanitária e a troca na gestão da empresa, a Geap já consegue reverter os dados negativos. De acordo com o novo gestor, houve um saldo de 25 mil novos beneficiários durante os últimos 10 meses, quando ele assumiu o cargo de presidente. “Nós reescrevemos estratégias comerciais, reescrevemos a estratégia de fidelização, redefinimos a nossa forma de reter beneficiários, e melhoramos a qualidade”, disse.

Prazo de autorização de consultas

Figueredo também abordou outros pontos relativos aos consumidores. A principal queixa dos clientes do plano de saúde, de acordo com o site Reclame Aqui, é em relação à demora para a autorização de consultas, exames e cirurgias. Para o presidente, no entanto, esse é um “assunto superado”. “Agora nós temos regulação 24 horas. A gente tem reduzido, em média, sete dias, buscando diminuir mais esse prazo, inclusive. Tinha procedimento de 15 e de 20 dias, coisa que a gente tem feito o possível para estabelecer entre sete dias”, afirmou.

Outro problema relatado por beneficiários é a dificuldade para cancelar o plano. Para mudar esse cenário, o presidente disse que a empresa buscou entender os motivos que as pessoas que desejavam sair da Geap tinham, para solucionar com celeridade. “Eu falei: ‘Vai na casa (do usuário). Não é para cobrar. Faça abordagem, perguntas. ‘Tudo bem? Como é que a gente pode reconversar esse passivo que ele tinha conosco?’. Resumo: apenas, aproximadamente, 38, 40 vidas disseram ‘eu não quero mais saber de Geap'”, expôs.

Fonte: Correio Braziliense