BB anuncia redução de 90% no tempo das operações de câmbio com uso de IA

Publicado em: 30/07/2026

O Banco do Brasil (BB) anunciou que conseguiu reduzir em 90% o tempo médio para contratação de operações de câmbio por grandes empresas com o uso de agente autônomo de Inteligência Artificial (IA).

“A atividades que antes demandavam cerca de 40 minutos passaram a ser concluídas em aproximadamente quatro minutos”, ressalta o BB em comunicado à imprensa. Esse tipo de operação exige a análise de vários documentos e, por isso, levava mais tempo.

O Agente Autônomo de Câmbio do BB foi desenvolvido na plataforma Microsoft Foundry. A ferramenta automatiza a leitura, interpretação e consolidação dos documentos enviados pelos clientes, reunindo as informações necessárias para a formalização das transações.

Nas operações de câmbio do BB, a validação final continua sob responsabilidade das equipes especializadas do banco. “A iniciativa representa um avanço relevante na aplicação de inteligência artificial em processos financeiros complexos e altamente regulados”, ressalta o comunicado.

Com a evolução do agente de IA, o Banco do Brasil poderá ampliar o horário para recebimento de solicitações de operações de câmbio.

“A solução faz parte da estratégia do Banco de ampliar o uso de tecnologias avançadas em processos de negócio”, afirma o gerente geral da Unidade Inteligência Artificial e Analítica do Banco do Brasil, Rafael Rovani, na nota. Com a operação bem sucedida no câmbio, há a possibilidade também do uso de agentes de IA em outras atividades de retaguarda, especialmente aquelas que envolvem elevado volume de informações, processos complexos e requisitos rigorosos de conformidade, ressalta o executivo.
Ranking de IA

Bancos brasileiros lideram o primeiro ranking das instituições financeiras mais maduras na aplicação da Inteligência Artificial na América Latina, conforme índice compilado pela plataforma Evident. Nubank, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil ocupam, respectivamente, as quatro primeiras posições da lista.

O Brasil é sede de sete das 20 instituições avaliadas pelo levantamento. O BTG Pactual aparece na sétima colocação, enquanto a Caixa Econômica Federal vem em 12º lugar e o Banco Safra, em 17º.

Segundo a pesquisa, o Nubank se destaca por ter uma das maiores concentrações de profissionais especializados em IA. Mais de 5% da força de trabalho da fintech atua em funções relacionadas a essa tecnologia, cerca de três vezes acima da média dos demais bancos da região.

Na segunda posição, o Itaú tem o maior número absoluto de profissionais de IA entre os bancos avaliados. Também mobiliza investimentos em governança e mecanismos de controles voltados ao uso responsável da IA, ainda conforme o estudo.

O Bradesco, por sua vez, tem fortalecido capacidades tecnológicas internas e ampliado o uso de IA por meio de iniciativas como a plataforma Bridge e os assistentes BIA, ressalta a publicação. Iniciativas de análise de análise de crédito apoiadas por IA já contribuíram com mais de R$ 1 bilhão em receita adicional para o banco, segundo o relatório.

Já o Banco do Brasil, em quarto, tinha mais de 2 mil soluções de IA em produção até o primeiro trimestre, incluindo modelos de machine learning, IA generativa e agentes autonômos.

Fonte: Mercado & Consumo

Banco do Brasil adota open source e moderniza 43 mil caixas eletrônicos

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O Banco do Brasil concluiu a modernização tecnológica de mais de 43 mil caixas eletrônicos distribuídos pelo país, em um projeto que padronizou uma das maiores infraestruturas bancárias do mundo e permitiu acelerar em até cinco vezes a entrega de novas aplicações, além de reduzir em até 74% o tempo de desenvolvimento de software. A iniciativa foi implementada com soluções da SUSE e reforça um movimento crescente do setor financeiro em direção à automação, ao código aberto e à maior eficiência operacional.

A transformação ocorre em um momento em que instituições financeiras precisam conciliar a evolução acelerada dos serviços digitais com a operação de uma infraestrutura física que continua essencial para milhões de brasileiros. Com aproximadamente 88 milhões de clientes no Brasil e no exterior, o Banco do Brasil buscava ampliar a agilidade, a padronização e a segurança de um ambiente responsável por suportar serviços financeiros críticos em larga escala, incluindo plataformas como o PIX.

Antes da modernização, a instituição operava em um ambiente composto por diferentes sistemas operacionais, o que aumentava a complexidade de gerenciamento, dificultava a evolução das aplicações e ampliava o esforço das equipes de tecnologia. A adoção do SUSE Linux Enterprise Server e do SUSE Linux Enterprise Desktop criou uma base única para o desenvolvimento e a operação dos sistemas críticos, simplificando processos, aumentando a produtividade e reduzindo falhas durante o desenvolvimento de aplicações.

Como parte da modernização, o banco também implementou um processo automatizado de implantação de software utilizando o SUSE Open Build Service (OBS), reduzindo etapas manuais e garantindo maior padronização na distribuição das aplicações para toda a rede de caixas eletrônicos.

“Com as soluções da SUSE, conseguimos criar um pipeline automatizado de deployment. Os desenvolvedores do BB não enfrentam mais o que é conhecido como ‘dependency hell’. Eles simplesmente enviam seu código, e o OBS automaticamente o empacota para deployment”, explica Berthonio de Medeiros Lucena, gerente de TI do Banco do Brasil.

Além dos ganhos de produtividade, a modernização tornou possível evoluir continuamente os softwares instalados em equipamentos com ciclos de vida superiores a uma década, prolongando o uso dos caixas eletrônicos sem a necessidade de substituições frequentes de hardware.

Ao utilizar o SUSE Open Build Service e o SUSE Linux para desenvolver e manter o software dos equipamentos, o Banco do Brasil também fortaleceu a segurança da cadeia de fornecimento de software de sua infraestrutura de ATMs. A padronização garante um ambiente mais seguro, verificável e consistente para a operação de milhares de dispositivos distribuídos por todo o país.

O projeto acompanha uma tendência crescente no setor financeiro de adoção de tecnologias de código aberto para ampliar a soberania digital, reduzir a dependência de fornecedores, aumentar a flexibilidade operacional e acelerar a entrega de novas capacidades em ambientes considerados críticos para o funcionamento das instituições.

“Projetos como o do Banco do Brasil demonstram como é possível modernizar infraestruturas críticas em larga escala sem interromper as operações. Ao longo desse processo, padronização e automação tornam-se essenciais para acelerar o desenvolvimento e garantir a segurança dos serviços”, afirma Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina.

Fonte: Convergência Digital

Economus supera as metas de rentabilidade para o 1º Semestre de 2026

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A gestão do Instituto obteve resultados acima das metas atuariais em todos os planos no 1º Semestre de 2026. Com isso, o Economus alcançou os objetivos estabelecidos pela Política de Investimentos, aprovada pelo Conselho Deliberativo da entidade.

Veja a seguir as rentabilidades obtidas e as metas para cada plano:

PrevMais

Os quatro perfis de Investimento do PrevMais também superaram a meta de rentabilidade do Plano (INPC + 4%). O Perfil Conservador, por exemplo, obteve resultado equivalente a 94% do CDI no período.

Veja a seguir as rentabilidades obtidas e metas de cada perfil:

Cenário e estratégia

O Economus realizou movimentos estratégicos na Renda Fixa e manteve postura conservadora na gestão de Renda Variável. As decisões impactaram diretamente nos resultados positivos observados no primeiro semestre de 2026.

Fonte: Economus

Funcionários do BB cobram avanços em inclusão, igualdade e apoio a trabalhadores endividados

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As negociações da pauta de diversidade específica dos funcionários do Banco do Brasil tiveram início no dia 17 de julho, em São Paulo, com o debate sobre os direitos das pessoas com deficiência (PcDs), um dos primeiros temas abordados na mesa entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco.

As propostas apresentadas pelas entidades buscam ampliar a acessibilidade, promover a inclusão e garantir igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho.

Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a negociação é uma oportunidade de consolidar avanços nas políticas de diversidade do banco.

“A construção de um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo passa pelo reconhecimento das diferentes realidades vividas pelos funcionários e pela implementação de medidas concretas que garantam igualdade de oportunidades, respeito e dignidade para todas as pessoas”, destacou.

Entre as reivindicações apresentadas está a cumulatividade dos benefícios destinados às pessoas com deficiência com o auxílio-creche/babá, a concessão de licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade, em consultas e tratamentos médico-odontológicos, a realização de um Censo da Pessoa com Deficiência no Banco do Brasil para identificar esse público e suas necessidades, a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PcDs que necessitem dessa modalidade e que haja o acompanhamento para garantir a adaptação dos trabalhadores. Outra reivindicação é o abono das horas necessárias para tratamentos, terapias, consultas médicas.

No caso das mulheres, a proposta é incentivar a participação feminina na área de Tecnologia, segmento que vem crescendo no Banco do Brasil, mas que ainda conta com baixa representatividade. A iniciativa busca ampliar as oportunidades de acesso e desenvolvimento profissional, criando um ambiente mais acolhedor e estimulando que mais mulheres ocupem esses espaços.

A pauta também contempla a ampliação da proteção às mulheres em situação de violência doméstica, com a garantia de afastamento de até seis meses, sem necessidade de encaminhamento ao INSS e com preservação do cargo no retorno ao trabalho.

Os dirigentes também pediram que mulheres vítimas de violência que estejam afastadas do trabalho e tenham garantia de permanência no cargo por, pelo menos, um ano.

Outro ponto defendido pelas entidades é a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada a duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou da remuneração, garantindo condições para o exercício da parentalidade. Também foi reivindicada a equiparação da união estável ao casamento para fins de concessão dos benefícios previstos no acordo coletivo.

O banco recebeu de forma positiva as reivindicações apresentadas pelas entidades e informou que avaliará as propostas antes de apresentar uma resposta. A direção também afirmou que trabalha com a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030. Segundo os dados apresentados na mesa, as mulheres já representam 50% do Conselho de Administração, 44% do Conselho Diretor e 25% da Diretoria Executiva. Além disso, o banco destacou que vem promovendo programas de desenvolvimento para ampliar a participação feminina em áreas estratégicas, como Tecnologia.

Endividamento

Outro tema apresentado pela representação dos funcionários foi a criação de uma alternativa efetiva para a renegociação de dívidas dos empregados junto ao Banco do Brasil. A proposta prevê uma linha de crédito específica destinada a funcionários com dívidas, em atrasos ou não, cujas prestações mensais ultrapassem 30% do salário bruto.

As entidades defendem que a linha tenha condições semelhantes às praticadas na primeira faixa do programa Minha Casa, Minha Vida, com juros em torno de 4,5% ao ano, além de carência de 90 a 120 dias para o início do pagamento, podendo ser reduzida mediante solicitação do trabalhador. A proposta também prevê a possibilidade de abatimento do valor total da dívida, quando necessário, para adequar a renegociação à capacidade de pagamento do funcionário, permitindo que ele regularize sua situação financeira sem comprometer sua renda.

A direção do banco informou que também está preocupada com a situação de endividamento dos funcionários e afirmou que estuda alternativas para enfrentar o problema.

Monitoramento

Outro tema levado à mesa foi a melhoria das condições de trabalho, com destaque para a revisão dos mecanismos de monitoramento da produtividade. As entidades reivindicaram a extinção do controle individual do tempo de atendimento e dos atuais instrumentos de acompanhamento individual da produtividade.

Segundo a representação dos funcionários, os processos de monitoramento têm consumido tempo excessivo dos trabalhadores e, muitas vezes, não refletem a realidade das atividades desempenhadas. Além disso, os critérios utilizados deixam de considerar diversas tarefas realizadas no dia a dia, comprometendo a efetividade das avaliações.

Por isso, as entidades defenderam a participação dos funcionários na construção e no aperfeiçoamento dessas ferramentas, de forma a desenvolver indicadores mais justos, transparentes e compatíveis com a realidade do trabalho, sem que o monitoramento se torne um obstáculo ao desempenho das atividades.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Entidades cobram do BB melhores condições de trabalho e o fim do assédio moral

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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) participou, nesta quinta-feira (23 de julho), em Brasília, de mais uma mesa de negociação com a direção do banco. Nesta rodada, foram debatidas as reivindicações dos trabalhadores por melhores condições de saúde e de trabalho, com destaque para os principais problemas enfrentados pelos funcionários, como as constantes queixas de caixas e demais empregados da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) e o adoecimento geral da categoria provocado pelas metas abusivas.

Crescimento do assédio

Os dirigentes sindicais denunciaram o crescimento do assédio moral no Banco do Brasil. O diretor executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, membro da CEBB e representante da base da Federa-RJ, Alexandre Batista, avaliou a reunião.

“O adoecimento da categoria e a necessidade de um cuidado maior com a saúde do funcionalismo foram o tema central desta rodada. É impossível tratar desse assunto sem abordar fatores diretamente ligados ao adoecimento, como a competição interna imposta pelos programas em vigor e as metas abusivas. Além de inadequadas, essas metas aumentam a pressão, a sensação de impotência e a baixa autoestima dos trabalhadores. Mesmo quando já não são atingidas, acabam sendo elevadas novamente pelo banco”, criticou, lembrando que esse cenário tem levado a um aumento no número de bancários que dependem de medicamentos controlados e sofrem, principalmente, com doenças relacionadas à saúde mental.

Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB lembra que o problema foi apontado pela categoria num levantamento com bancários do Banco do Brasil. “Em uma consulta realizada com os bancários do BB, mais de 40% informaram depender de medicamentos controlados. Esse adoecimento está diretamente relacionado às condições de trabalho. O banco tenta atribuir esses índices a uma realidade geral da população, mas os números entre os funcionários são muito superiores”, ressaltou Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB.

Categoria lidera afastamentos

Dados oficiais mostram que a categoria bancária está entre as mais afetadas por afastamentos relacionados à saúde mental, especialmente entre gerentes e escriturários, em razão da cobrança excessiva por metas, que tem provocado transtornos psicológicos. Mais da metade dos afastamentos na categoria decorre de problemas mentais e comportamentais.

Alexandre Batista criticou o modelo de cobrança adotado pelo banco. “Essas metas sequer consideram períodos de férias e licenças médicas”.

O dirigente também defendeu que o BB apresente soluções para os empregados que precisam se afastar do trabalho para realizar exames ou acompanhar familiares em tratamento de saúde.

Novo concurso e mais contratações

Os representantes dos funcionários também reivindicaram a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, principalmente para reforçar o atendimento nas agências. Segundo a representação sindical, a medida é fundamental para melhorar o atendimento à população, em especial aos idosos, que ainda enfrentam dificuldades no uso das plataformas digitais, e para solucionar a sobrecarga de trabalho.

Solução para a Cassi

Embora exista uma mesa específica para discutir os problemas da Cassi, o tema também esteve presente na negociação.

“O custeio da Cassi e a solução para os funcionários que ainda têm tratamento diferenciado no acesso ao plano também foram destaques nesta rodada. Esperamos avançar na luta por melhores condições de saúde e de trabalho nas próximas negociações”, afirmou Alexandre Batista. Segundo o dirigente, com a necessária alteração do estatuto da Cassi, em novas bases, o banco sinalizou a possibilidade de garantir que os empregados oriundos de bancos incorporados pelo BB tenham os mesmos direitos dos demais participantes do plano de saúde.

Fernanda Lopes também reforçou a necessidade de uma solução definitiva para a Caixa de Assistência. “O banco precisa assumir sua responsabilidade. Reforçamos na mesa a necessidade de uma solução definitiva para a Cassi e, neste momento, de um aporte financeiro capaz de cobrir o déficit previsto para este ano.”

A coordenadora da CEBB cobrou o fim da sobrecarga de trabalho, com a definição de metas compatíveis com a realidade e os limites humanos. Segundo ela, o aumento das despesas da Cassi está diretamente relacionado ao adoecimento dos trabalhadores, provocado pela política de metas do banco, e ao achatamento salarial decorrente das sucessivas reestruturações.

“Hoje, quando a maioria não consegue atingir os objetivos, o banco altera indicadores para viabilizar o cumprimento das metas. O correto seria estabelecer metas alcançáveis desde o início, permitindo que os trabalhadores exerçam suas atividades com tranquilidade.”

Situação no PSO

A representação dos trabalhadores denunciou à direção do Banco do Brasil os graves problemas enfrentados pelos empregados da Plataforma de Suporte Operacional (PSO). Segundo o movimento sindical, gerentes de serviço acumulam atividades administrativas e negociais, enquanto escriturários executam tarefas como abastecimento dos terminais de autoatendimento (TAA) e gestão de numerário, caracterizando desvio e acúmulo de funções.

Os representantes dos funcionários reivindicaram que todos os trabalhadores que exerçam atividades de caixa sejam nomeados para o cargo de assistente. Também cobraram a garantia de tempo para capacitação dos empregados do PSO, que vêm absorvendo novas atribuições sem receber treinamento adequado.

A próxima rodada de negociação será no dia 31 de julho, para tratar de questões sobre a remuneração dos funcionários.

CONTEC pressiona Banco do Brasil por solução para reivindicações antigas

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A CONTEC voltou a cobrar do Banco do Brasil respostas para reivindicações antigas dos trabalhadores durante nova rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026, realizada nesta quinta-feira (23 de julho). A reunião tratou de saúde, segurança, ambiente de trabalho e direitos dos empregados oriundos de instituições incorporadas pelo banco. Também foram debatidas medidas de proteção aos trabalhadores afastados, igualdade de direitos e melhorias nos mecanismos de acompanhamento e defesa das vítimas de assédio moral e sexual.

Apesar da apresentação de demandas objetivas, parte dos pontos permanece sem solução. O secretário-geral da CONTEC, David Zaia, criticou a demora dos bancos em responder às reivindicações da categoria.

O calendário de negociações inclui reuniões com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Fenaban. Mesmo com o ritmo intenso das mesas, as instituições ainda não apresentaram respostas concretas para problemas que afetam diariamente os trabalhadores, como metas abusivas, pressão constante e condições inadequadas de trabalho. No caso do Banco do Brasil, a CONTEC cobrou atenção especial aos funcionários de instituições adquiridas pelo banco que ainda não possuem os mesmos direitos dos demais empregados.

“Os bancos precisam melhorar as condições de trabalho e dar mais atenção aos trabalhadores. Para avançarmos e termos força na negociação, é importante mobilizar e mostrar a insatisfação com essa situação”, disse Zaia.

O coordenador da Comissão de Negociação com o Banco do Brasil, Gilberto Vieira, destacou que algumas das reivindicações relacionadas aos bancos incorporados estão pendentes desde 2008 e 2009.

“São pedidos antigos, que foram renovados porque não foram atendidos até hoje. Temos a expectativa de que, neste ano, o banco resolva alguma coisa”, completou.

Entre os avanços sinalizados pelo Banco do Brasil está o fornecimento de informações de assiduidade aos dirigentes sindicais. Segundo Vieira, o acesso permitirá que as entidades tenham melhores condições de orientar os trabalhadores representados. A comissão também conseguiu incluir na rodada quatro cláusulas que estavam fora da discussão inicial. Duas delas tratam especificamente da previdência e da assistência médica dos empregados de instituições incorporadas. Vieira ressaltou que as reivindicações encaminhadas pelos trabalhadores são analisadas pela comissão antes de serem levadas à mesa de negociação.

“A gente recebe os pedidos e as solicitações, procura responder aos e-mails e às mensagens e aproveita tudo o que pode ser incorporado. Os empregados do Banco do Brasil podem contar com a gente na mesa de negociação”, concluiu.

A CONTEC aguarda agora uma devolutiva do Banco do Brasil e reforça que a mobilização da categoria será fundamental para pressionar por respostas e avanços concretos.

Fonte: Contec

Bancários cobram Banco do Brasil mais recursos para Cassi, e a GEAP?

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Representantes das entidades dos servidores do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) receberam um comunicado da Diretoria da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil) alertando, em caráter urgente, para a necessidade de uma solução para manter as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias.

As entidades representativas e a CEBB se reuniram para alinhar estratégias da negociação com o banco e, diante do cenário, chegaram a um consenso de que seria necessário reforçar ao Banco do Brasil a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, para garantir os recursos imediatos e preservar o atendimento aos associados. Eles também defenderam o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027.

Uma Mesa de Negociação foi instalada entre as entidades e o Banco do Brasil. O negociador do BB afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de aporte, mas ponderou que a antecipação do 13º salário não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi.

Para o Presidente da Cassi, Claudio Said, o comunicado tem o objetivo de informar aos patrocinadores da entidade, Banco do Brasil e associados sobre a situação financeira e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados, além de alertar para a gravidade do momento.

Na Mesa de Negociação, a dirigente das entidades, Fernanda Lopes, defendeu que “a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente”.

O negociador do BB acolheu positivamente a proposta, mas afirmou que a instituição precisa de tempo para avaliar seus impactos.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Banco do Brasil, Matheus Fraiha, a Cassi é “uma conquista histórica do funcionalismo e, como participamos das negociações, defendemos que as decisões avancem com responsabilidade e agilidade. O Banco do Brasil precisa assumir seu compromisso em garantir atendimento de qualidade aos associados e a sustentabilidade da nossa Caixa de Assistência”, destacou o diretor.

GEAP Saúde também enfrenta crise

Assim como a Cassi, uma das maiores operadoras de plano de saúde na modalidade autogestão, a GEAP Saúde também atravessa graves problemas financeiros e em breve necessitará de aportes financeiros para sobreviver.

Enquanto a direção da Cassi trata o assunto de forma transparente, informando tanto a patrocinadora Banco do Brasil como as entidades representativas dos funcionários do BB, na GEAP Autogestão em Saúde o assunto da crise é ignorado. Tanto pelo CONAD como pela Direção da operadora.

Recentemente em matéria publicada na Folha de São Paulo, foi tornado público aquilo que os beneficiários da GEAP vêm sentindo na pele: rede que não funciona, negativa ou demora excessiva na autorização de procedimentos, dívida com a rede de prestadores, etc.

A política de crescimento sem sustentabilidade que a operadora adotou desde o início da atual gestão, com o aval dos Conselheiros do CONAD, sejam eles eleitos ou do governo, empurraram a operadora para a maior crise da história.

Para tentar solucionar o problema de descredenciamento de prestadores por falta de pagamento e utilização de glosas como instrumento de fazer caixa, a GEAP optou por uma série de artifícios para solucionar a crise, dentre elas as parcerias generalizadas com outras operadoras, como Cassi, Hapvida, Unimed Nacional e Amil.

Todas essas operadoras estão entre as que tem o maior número de reclamações na ANS, além de também estarem enfrentando problemas financeiros. Esse é o famoso e conhecido “abraço de afogados”!

A Associação A GEAP É NOSSA tem reiterado que os beneficiários não podem mais arcar com o ônus de gestões que arruínam a operadora e, depois, deixam a conta para eles pagarem.

Em caso de intervenção da ANS, caberá à maior “patrocinadora” da operadora, a UNIÃO – detentora da Presidência do CONAD e do voto de minerva – realizar os aportes necessários para o equilíbrio das contas, não os beneficiários.

Fonte: Geap é Nossa

MP para renegociar dívidas rurais é positiva para setor produtivo, diz BB

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O Banco do Brasil (BB) avalia a Medida Provisória (MP) 1.376/2026 para a renegociação das dívidas rurais como “positiva para o setor produtivo”. A medida, editada pelo governo federal na última quarta-feira (15), autoriza a criação de linhas especiais de crédito para liquidação ou amortização de dívidas rurais de produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos ou problemas de comercialização.

Em nota, o BB afirmou que a MP prevê mecanismos para “apoiar a recuperação da capacidade produtiva e a regularização financeira do setor agropecuário”. A expectativa do governo é de que a medida alcance R$ 100 bilhões em dívidas a serem renegociadas.

O banco destacou que produtores rurais com operações inadimplentes e operações prorrogadas em situação de adimplência poderão adequar e reorganizar seus fluxos de caixa em novas operações de crédito rural com taxas de juros entre 5% e 12% ao ano e prazos de pagamento de até dez anos, com dois anos de carência, dependendo do porte do produtor e do percentual de perdas.

“Essas condições permitem que a maioria dos produtores impactados readequem seus compromissos e se mantenham na atividade produtiva, gerando receitas e fomentando o setor”, destacou o BB, em nota.

O BB lembrou que a operacionalização da medida depende de regulamentação complementar pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e de ato do Ministério da Fazenda que estabelecerá as condições de equalização dos encargos financeiros.

“O Banco do Brasil, reforçando seu protagonismo e parceria junto ao setor, segue acompanhando a regulamentação da matéria e já trabalha internamente para que os sistemas de contratação estejam prontos para operar assim que ocorrer a publicação da Resolução do CMN e da portaria de equalização do Ministério da Fazenda, nos próximos dias”, afirmou o BB, em nota.

Fonte: UOL

BB simplifica abertura de contas para candidatos nas Eleições 2026

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Com o início da preparação para as Eleições 2026, o Banco do Brasil ampliou as funcionalidades da Conta Eleitoral Digital BB, solução que permite aos candidatos abrirem contas destinadas à movimentação financeira de campanha de forma totalmente digital.

A principal novidade é a integração com os sistemas da Justiça Eleitoral para validação automática das informações e do Requerimento de Abertura de Conta (RAC), reduzindo etapas e tornando o processo mais ágil e simples para candidatos aos cargos federais e estaduais que disputarão o pleito deste ano.

Pelo aplicativo BB, é possível abrir até cinco contas eleitorais sem necessidade de comparecimento à agência, utilizando apenas documento de identificação e validação biométrica facial. A iniciativa busca oferecer mais autonomia, praticidade e segurança aos candidatos e suas equipes.

Lançada em 2024, a Conta Eleitoral Digital BB teve ampla adesão já em seu primeiro ciclo eleitoral, quando mais da metade das contas eleitorais passou a ser aberta pelos canais digitais do Banco.

“A Conta Eleitoral Digital BB reforça o compromisso do Banco do Brasil em oferecer soluções cada vez mais simples, seguras e acessíveis para o setor público e para os participantes do processo eleitoral. Ao permitir a abertura de contas pelo celular, com validação integrada à Justiça Eleitoral, ampliamos a autonomia dos candidatos, reduzimos etapas operacionais e contribuímos para uma jornada mais eficiente, transparente e alinhada às exigências da legislação eleitoral”, afirma Euler Mathias, diretor de Governo do Banco do Brasil.

A conta eleitoral é obrigatória para a movimentação dos recursos de campanha e contribui para a transparência e rastreabilidade financeira exigidas pela legislação eleitoral.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil supera R$ 650 milhões em negócios no Move Brasil

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O Banco do Brasil alcançou a marca de R$ 650,9 milhões em negócios no Move Brasil Táxis e Aplicativos, iniciativa que amplia o acesso ao crédito para motoristas profissionais e estimula a renovação da frota utilizada no transporte individual de passageiros.

Desde o lançamento, já foram mais de 6 mil motoristas com propostas aprovadas em 778 municípios de todas as regiões do país, com valor médio de R$ 108,1 mil por empréstimo.

Do total de negócios, 53% das propostas foram originadas nos canais digitais e 47% diretamente na rede de agências, combinando uma atuação fígital que integra conveniência, comodidade, relacionamento, atendimento personalizado e assessoria financeira.

A iniciativa contribui para ampliar a participação feminina no setor. Com condições diferenciadas para mulheres, já foram beneficiadas 392 motoristas, com R$ 41,4 milhões em propostas de financiamentos, fortalecendo o empreendedorismo feminino, promovendo inclusão produtiva e diversidade.

“Os resultados refletem a evolução contínua do portfólio de soluções de crédito do Banco do Brasil, impulsionada por avanços e melhorias em processos, jornadas, inteligência analítica, modelos de oferta e análise de crédito”, afirma a presidenta do BB, Tarciana Medeiros.

A atuação também reforça a estratégia do BB de fomentar novas oportunidades na carteira de crédito pessoa física, expandindo negócios no segmento de financiamento de veículos e contribuindo para a geração sustentável de resultados diretos e indiretos nesse mercado.

“Ao combinar crédito, inovação, mobilidade urbana e sustentabilidade, o Banco do Brasil reforça o seu compromisso com o desenvolvimento de soluções que geram impacto positivo para os clientes, contribuem para a renovação da frota e apoiam a modernização e a melhoria dos serviços de transporte prestados à população”, acrescenta Tarciana.

Além do financiamento, os clientes contam com a assessoria especializada do Banco do Brasil e acesso a um amplo ecossistema de soluções financeiras, seguros e serviços voltados à proteção patrimonial e ao fortalecimento da atividade profissional.

A simulação e a contratação do financiamento podem ser realizadas nas agências e app do BB, de forma simples e ágil.

A linha de crédito Move Brasil oferece condições diferenciadas, com financiamento de veículos, incluindo modelos elétricos, híbridos, flex ou a etanol, no valor de até R$ 150 mil, com prazo de pagamento de até 72 meses, incluída carência de até 6 meses, e taxas de juros de 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens.

Parceria Banco do Brasil e Uber

No conjunto de soluções e benefícios adicionais às condições do Move Brasil, ressalta-se a parceria estabelecida entre o Banco do Brasil e a Uber, que contempla a possibilidade de concessão de um cashback de até 3,5 parcelas ao longo do contrato, de acordo com o valor, prazo e pontualidade do financiamento, valorizando o relacionamento com os motoristas.

Atuação Estratégica – Banco do Brasil e Banco Votorantim

Em outra frente de negócios voltada à expansão do financiamento de veículos, destaca-se a parceria estratégica do BB com o Banco Votorantim, que fortalece a troca de experiências, incorporação de conhecimentos, desenvolvimento de soluções e a adoção das melhores práticas de mercado. Essa parceria se concretiza no projeto conjunto de financiamento de veículos zero quilômetro desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, no qual as instituições já realizaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão em operações de financiamento de veículos no período, consolidando uma atuação integrada e sinérgica na geração de resultados para o conglomerado.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil negociou mais de R$ 16,5 bilhões no âmbito do Desenrola

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Desde o início de maio, o BB já renegociou R$ 16,5 bilhão em dívidas de seus clientes. O valor considera as quatro frentes do Novo Desenrola Brasil, além de renegociações realizadas com clientes do BB que não fazem parte do programa.

“Nossa atuação negocial une eficiência operacional à gestão responsável do crédito, reforçando o compromisso do Banco do Brasil com a inclusão e a sustentabilidade financeira”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do BB. “Ao aliar a agilidade dos canais digitais com o suporte qualificado do atendimento dos nossos funcionários, temos proporcionado aos nossos clientes a oportunidade de reorganizar seus orçamentos de forma ágil e segura. É assim que fortalecemos um relacionamento de longo prazo: combinando educação financeira e gerando valor seja para pessoas físicas, pessoas jurídicas e para os produtores rurais”, complementa Tarciana.

Especificamente no Desenrola Famílias, foram realizadas operações com 392 mil clientes pessoas físicas, totalizando R$ 3,3 bilhões em dívidas renegociadas. Para demais clientes pessoas físicas, não contidos no âmbito do programa, foram realizadas operações com mais 562 mil clientes, que renegociaram R$ 6,1 bilhões.

No âmbito do Desenrola Pessoa Jurídica, R$ 4,3 Bilhões desembolsados no âmbito do Pronampe e do Procred para 34 mil empresas atendidas desde maio.

No Desenrola FIES, já foram R$ 2,65 bilhões de dívidas renegociadas de 49 mil clientes.

No Desenrola Rural, desde o início das operações já foram realizadas operações na ordem de R$ 149,7 milhões para 8,9 mil clientes. Cabe destacar que o BB emitiu comunicado ao mercado no dia 22 de julho sobre a MP 1376/2026, que trata sobre a renegociação de dívidas rurais aos clientes afetados por eventos climáticos extremos ou por redução dos preços de comercialização. A íntegra deste comunicado pode ser acessada neste link.

O BB oferece a seus clientes a possibilidade de renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial do BB (61 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90%, além de condições facilitadas de pagamento.

A partir do contato pelo WhatsApp, com uso da senha pessoal, a renegociação pode ser concluída ali mesmo, de forma ágil. E os clientes ainda contam com atendimento especializado realizado por atendentes da Central de Relacionamento BB, garantindo suporte humano durante todo o processo de negociação, de forma simples, segura e digital, aos clientes que precisarem de consultoria específica. O BB oferece ainda o acesso às negociações por outros canais, como o aplicativo da instituição, Internet Banking, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O Banco do Brasil incentiva hábitos financeiros mais saudáveis e reafirma seu papel como agente de desenvolvimento econômico e social, oferecendo soluções responsáveis que apoiam a regularização de dívidas, a recuperação do equilíbrio financeiro e o planejamento do futuro com mais segurança.

Fonte: Banco do Brasil

Fórum Powershoring apresenta compromissos para industrialização verde do Nordeste

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O Banco do Brasil, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Consórcio do Nordeste apresentam hoje, 29, a Carta Compromisso com investimentos para região e lançam os Grupos de Trabalho do Fórum Powershoring para o Nordeste. A iniciativa tem meta de atração de R$ 77 bilhões em investimentos industriais de baixo carbono no Nordeste até 2030, redução de emissões da ordem de 20 MtCO2e na cadeia produtiva criada após quatro anos dos investimentos, além de ser uma plataforma permanente de diálogo e coordenação.

A Carta Compromisso consolida os princípios, diretrizes e objetivos que orientarão a atuação conjunta dos participantes. Também serão apresentados os grupos de trabalho que vão desenvolver iniciativas voltadas ao aprimoramento do ambiente de investimentos, ao fortalecimento de setores estratégicos e à promoção de condições favoráveis para a neoindustrialização verde.

Concebido pelas três instituições e lançado em 2025, em Fortaleza (CE), o Fórum é uma plataforma permanente de articulação e cooperação entre governos, setor privado, instituições financeiras, academia e parceiros internacionais que apoia a expansão da industrialização verde na região, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos estados.

O evento marca o início da agenda de implementação, fase operacional que estrutura ações coordenadas com o objetivo de acelerar a industrialização sustentável da região. Para transformar essa estratégia em execução, o Fórum tem uma governança conduzida por um comitê gestor e na qual grupos de trabalho lideram as iniciativas que tornam os objetivos estratégicos uma realidade. Cada um dos GTs fica responsável por produzir conhecimento e liderar iniciativas estratégicas para fazer diagnósticos e solucionar gargalos nas frentes de infraestrutura, logística e financiamento para atividades de baixo carbono.

O powershoring, conceito que se refere à atração de investimentos produtivos para regiões capazes de oferecer energia renovável, confiável e competitiva, vem se consolidando como uma das principais oportunidades para promover uma nova etapa do desenvolvimento econômico sustentável.

Fonte: Banco do Brasil

Aposentados: como usar a antecipação do 13º a favor do seu bolso

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O meio do ano é o momento ideal para fazer uma pausa estratégica, olhar para as finanças e ajustar a rota para os próximos meses. Para quem já construiu uma história de muito trabalho e costuma ser o porto seguro da família, manter as contas no azul é o segredo para curtir o dia a dia com a tranquilidade merecida.

Se você está em busca de uma alternativa inteligente para dar aquele respiro no bolso, a antecipação do 13º pode ser uma excelente aliada. Continue lendo para descobrir como usar esse recurso com segurança, organizar o orçamento no meio do ano e garantir um segundo semestre mais sossegado.

Por que o meio do ano aperta o orçamento do aposentado

Os meses de junho e julho costumam trazer demandas bem particulares. Muitas vezes, é a soma daquelas despesas acumuladas do primeiro semestre com necessidades que surgem de repente. Pode ser um reparo na casa, uma atenção extra à saúde para a chegada dos dias mais frios ou até mesmo o desejo de apoiar um novo passo seu, dos filhos ou dos netos.

Não dá para evitar que imprevistos aconteçam, mas é possível encará-los de frente. Ter uma visão clara do que está pesando no bolso é o melhor jeito de colocar o planejamento financeiro da aposentadoria em prática, mantendo a engrenagem familiar rodando e até mesmo se antecipando para os meses que virão.

O que é a antecipação do 13º e quem pode pedir

Pense na antecipação do 13º como uma ponte para acessar um dinheiro que já é seu usando uma linha de crédito com juros mais baixos sem parcelas mensais.O banco libera apenas o valor referente ao seu 13º do INSS, meses antes da data oficial de pagamento estipulada.

E quem pode pedir? O serviço é liberado para aposentados e pensionistas do INSS que já recebem o benefício diretamente na conta do Banco do Brasil, no caso de quem quer solicitar pelo BB. A ideia é facilitar ao máximo o acesso para quem já tem essa parceria no dia a dia.

A parte mais tranquila de todo esse processo é o pagamento. Você não precisa se preocupar em gerar boletos ou anotar datas de vencimento na agenda. A quitação acontece de forma automática, no dia em que o seu décimo terceiro salário for finalmente depositado na conta, com transparência e sem burocracia.

Quando antecipar o 13º vale a pena para o seu bolso

Ter um recurso extra à disposição é ótimo, mas usar ele com estratégia é melhor ainda. Saber quando vale a pena antecipar o décimo terceiro é o grande segredo para transformar esse dinheiro em um aliado. Por isso, pensamos em algumas situações em que ele faz toda a diferença. Veja a seguir.

Trocar uma dívida cara por juros menores: se o rotativo do cartão ou o limite da conta saíram do controle, esta é a hora de agir. Como a antecipação tem taxas bem mais amigáveis, ela se torna uma solução inteligente para quem busca sair do cheque especial e quitar dívidas caras de uma vez por todas.

Cuidar da casa e da saúde com tranquilidade: surgiu um pequeno reparo não planejado em casa ou a necessidade de cobrir exames médicos? Esse fôlego resolve a questão rapidamente, garantindo o seu bem-estar sem desequilibrar as contas do mês.

Apoiar os sonhos de quem você ama: ajudar os filhos ou netos em um projeto importante da família é sempre uma alegria. Com o adiantamento, você consegue dar esse suporte de forma planejada, mantendo a sua própria segurança financeira intacta.

Cuidados antes de contratar a antecipação

Mesmo sendo um recurso acessível e prático, vale lembrar que a operação não tem os mesmos juros do consignado. Por isso, a regra de ouro da educação financeira é dar esse passo com bastante clareza e consciência. Antes de confirmar o pedido, avalie com cautela se esse desconto não fará falta na sua rotina nos meses seguintes. Considere o impacto dessa decisão no período em que o 13º viria como um grande auxílio, como final e começo de ano, com as festividades, presentes, viagens, IPVA, entre outros.

A ideia é usar o adiantamento como um caminho inteligente para resolver as questões de hoje, protegendo a sua reserva financeira e garantindo que o futuro continue no azul e sem apertos.

Como simular e pedir a antecipação pelo aplicativo

Fazer isso sem sair de casa é muito simples e seguro. Pelo App BB, você consegue simular o valor, entender exatamente as condições e pedir a sua antecipação em poucos cliques.

Basta acessar o aplicativo, ir em Menu > Empréstimo > Contratar empréstimo > Simular e contratar e seguir o passo a passo na tela.

É tudo muito intuitivo e rápido. Além disso, o recurso cai na conta pronto para ajudar a colocar as ideias em prática.

E para facilitar ainda mais o acompanhamento do seu orçamento depois que o dinheiro entrar, você pode contar com a ferramenta Minhas Finanças, também disponível no App BB, que ajuda a categorizar os gastos e ter uma visão completa do seu mês.

Quem quer continuar cuidando do seu bem-estar financeiro sabe que a organização é sempre o melhor caminho para uma rotina mais leve. Aproveite que você já está ajustando as velas para navegar no segundo semestre e confira outras matérias que preparamos para apoiar a sua jornada.

Fonte: Blog BB

O custo social da reestruturação bancária no Brasil

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Enquanto bancos priorizam lucratividade com baixo custo, clientes idosos ou de baixa renda perdem canais de atendimento.

O cenário bancário brasileiro apresenta um paradoxo que desafia a lógica do cidadão comum. De um lado, os balanços financeiros dos cinco maiores bancos do país — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa — celebram lucros recordes que, somados, atingiram a cifra astronômica de R$ 124 bilhões ao longo do ano de 2025.

Do outro, o som metálico de portas de aço se fechando em esquinas de todo o país sinaliza o fim de uma era. A era do atendimento presencial, da conversa com o atendente ou o gerente para esclarecimentos e fechamento de novos contratos, está dando lugar ao atendimento via celular ou internet banking.

A quem serve, de fato, essa modernização galopante? Enquanto os algoritmos e a Inteligência Artificial (IA) otimizam a rentabilidade para acionistas, uma parcela significativa da população é empurrada para um deserto de assistência. A eficiência digital, ao que parece, tem um preço social elevado, pago com o isolamento dos mais vulneráveis.

Radiografia do Encolhimento

O encolhimento da rede bancária física não é apenas uma “tendência”; é um desmonte sistemático. Entre 2024 e 2025, o Brasil perdeu 1.345 unidades físicas, consolidando uma retração que já eliminou 37% das agências desde 2015.

Contudo, os dados revelam uma face ainda mais perversa: a “terceirização” da responsabilidade social para o Estado. Enquanto os bancos privados fecharam mais da metade de suas agências (-53%), os bancos públicos resistem com uma queda menor (-17%).

O resultado é que hoje a rede física sobrevivente é majoritariamente estatal (59%), deixando o atendimento presencial — essencial para o varejo de baixa renda — sob as costas das instituições públicas.

Entre os players privados, o Santander liderou a redução recente, reforçando o movimento de retirada do balcão em favor do clique.

Rentabilidade e a Guerra pela “Principalidade”

O que o setor chama de “transformação tecnológica” é, na verdade, uma contraofensiva estratégica conhecida nos bastidores como a “Revanche dos Bancões”.

Após verem o Nubank multiplicar sua receita por 20 e transformar prejuízos em lucros superiores aos do Santander e da Caixa, as instituições tradicionais mudaram o jogo. A nova estratégia converge em quatro pilares:

Seletividade de Crédito: Em uma manobra defensiva, o foco agora é o retorno ajustado ao risco, priorizando operações com garantias.

Redução de Custos: A IA e a automação não são apenas ferramentas, são substitutos para o trabalho humano e para a manutenção de estruturas físicas caras.

Foco em Alta Renda: O abandono do varejo popular é nítido. Os bancos estão migrando para segmentos como Uniclass, Prime, Select e Estilo, disputando os 1,2% a 4,4% de contribuintes que representam o topo da pirâmide de renda.

A Guerra pela “Principalidade”: O novo troféu não é apenas estar no celular do cliente, mas ser a “conta principal”. Nesta fase, a proposta de valor e a oferta de investimentos passam à frente da tecnologia pura.

A digitalização forçada ignora uma realidade crua: o Brasil ainda é um país de excluídos digitais. Segundo dados do PNAD e do BID referentes ao ano de 2025, 42 milhões de brasileiros (29% da população) não utilizam serviços financeiros digitais.

Idosos: 30% deste grupo não possui acesso à internet, sendo os mais prejudicados pelo fim do atendimento humano.

Abismo Rural: Enquanto o acesso urbano atinge 94,7%, o rural estagna em 84,8%.

O “Imposto” da Pobreza: O custo transacional de um atendimento presencial para o cidadão é de R$ 59,74**, contra **R$ 6,64 no digital. Ao fechar agências, o banco transfere para o cliente o custo do deslocamento e do tempo, criando um ônus invisível para quem já tem pouco.

O Desmonte do Emprego e o Viés de Gênero

Pode-se dizer que essa reestruturação bancária é um moedor de empregos. Desde 2016, 83,5 mil postos foram eliminados, com 12.815 cortes apenas em 2025. Mas o dado mais alarmante é a desigualdade de gênero nessa transição: as mulheres representam 80% do saldo negativo de emprego no setor.

A explicação é matemática e cruel: as vagas que estão sendo extintas são as de “Caixa” (-57%), ocupadas majoritariamente por mulheres (62%). Em contrapartida, as vagas de TI, que cresceram 175%, são um território ainda hostil: apenas 24% dessas novas posições são ocupadas por mulheres. A modernização está, na prática, expulsando a força de trabalho feminina do sistema financeiro.

Para tentar mitigar a ausência física, o setor financeiro aposta em Correspondentes Bancários (COBANS), que já somam 213 mil unidades majoritariamente contratadas pelos grandes bancos. Outro ponto de destaque é o crescimento de 102% das cooperativas de crédito, um segmento que concorre com os bancos, mas com o diferencial de contar com alternativas de atendimento presencial.

Contudo, o esforço é insuficiente. Atualmente, 2.649 municípios brasileiros não possuem agências físicas, o que deixa cerca de 19,6 milhões de pessoas sem acesso local a um gerente ou caixa eletrônico. Para esses milhões de brasileiros, o “banco digital” é uma promessa vazia em locais onde o sinal de internet é instável e o dinheiro físico ainda é a única linguagem de troca.

O Futuro da Bancarização no Brasil

Recentemente, a Febraban declarou que “está na hora de fechar a torneira” do crédito para conter o endividamento. O discurso soa cínico quando vem de um setor que lucra R$ 124 bilhões enquanto seleciona apenas os clientes de alta renda e abandona o cidadão comum à própria sorte digital.

A eficiência operacional não pode ser um salvo-conduto para a exclusão social. Com o avanço da IA Generativa, o risco de um apagão de humanidade no atendimento é iminente.

O Brasil precisa, com urgência, de políticas públicas que garantam a equidade digital e punam a discriminação de gênero e renda na oferta de serviços essenciais. Caso contrário, o banco do futuro será um cofre digital inexpugnável, muito lucrativo para poucos e invisível para milhões.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Bancos são os que mais investem em mídia, aponta estudo

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A indústria financeira brasileira ampliou os investimentos em mídia paga nos últimos anos, mas vem registrando uma queda no retorno sobre cada real aplicado em publicidade. É o que revela o estudo “Uncovering Finance 2026 – Quando performance não é suficiente”, produzido pela Uncover, plataforma brasileira especializada em Marketing Mix Modeling (MMM), que analisou mais de R$ 10 bilhões em investimentos de bancos, fintechs e instituições financeiras nos últimos quatro anos. Segundo o levantamento, empresas do setor financeiro investem entre duas e três vezes mais em mídia do que organizações de outros segmentos da economia. Apesar disso, o retorno sobre investimento em publicidade (ROAS) dessas companhias está 27% abaixo da média registrada por outras indústrias.

A conclusão é resultado da análise de 22 modelos de Marketing Mix Modeling desenvolvidos para empresas do mercado financeiro, comparados a outros 67 modelos de mais de dez segmentos econômicos. Ao todo, a Uncover afirma já ter analisado mais de R$ 30 bilhões em investimentos em mídia desde 2021. A metodologia de Marketing Mix Modeling utiliza modelos estatísticos para medir o impacto de fatores como canais de mídia, preço, distribuição, sazonalidade e contexto macroeconômico sobre os resultados de negócio. O modelo permite identificar quanto da receita foi efetivamente gerada pela publicidade, qual é o retorno de cada canal e em que momento o aumento do investimento deixa de produzir ganhos incrementais.

O estudo também incorpora dados produzidos pela Winnin sobre comportamento de consumo de conteúdo no ambiente digital, ampliando a análise sobre a eficiência das estratégias de comunicação adotadas pelo setor.

Mais alcance, menos engajamento

A análise da Winnin aponta um crescimento expressivo na produção de conteúdo sobre economia e finanças, mas sem avanço proporcional no envolvimento da audiência. Entre 2024 e 2025, o número de vídeos publicados na categoria cresceu 22%, enquanto a quantidade de criadores aumentou 32%. As visualizações médias por vídeo praticamente dobraram, passando de 13 milhões para 25 milhões. Em contrapartida, o engajamento por vídeo avançou apenas 3%, e a taxa de engajamento da categoria recuou 38% no período. Para o estudo, os dados indicam que o alcance aumentou, mas a conexão entre marcas e consumidores diminuiu.

A pesquisa também mostra uma mudança nas preferências da audiência. Conteúdos sobre bancos digitais e segurança financeira acumularam 5,4 bilhões de visualizações nos últimos 12 meses, mas registraram 88,3 milhões de interações. Já conteúdos voltados à educação financeira e planejamento pessoal alcançaram cerca de 3 bilhões de visualizações, porém geraram 127 milhões de interações, indicando um público mais participativo.

Outro movimento identificado foi o avanço do TikTok na distribuição de vídeos sobre finanças. A participação da plataforma cresceu de 16,8% para 24,6% no período analisado.

Performance ganha espaço, branding perde força

Os dados da Uncover indicam que, pressionadas por resultados de curto prazo, empresas do setor financeiro ampliaram em 32% a participação de mídia de performance em seus investimentos. No mesmo intervalo, os aportes voltados à construção de marca recuaram 29%, enquanto iniciativas focadas em consideração caíram 50%. Segundo a empresa, essa estratégia tende a produzir resultados positivos apenas no curto prazo, sustentados pela força acumulada de campanhas anteriores de branding. Com o tempo, porém, a redução do investimento em construção de marca diminui o crescimento da demanda, aumenta o custo de aquisição de clientes (CAC) e reduz a eficiência das campanhas de conversão.

A modelagem aponta que atualmente 40% dos resultados obtidos pelo setor decorrem da demanda já consolidada pela marca, enquanto 38% são atribuídos diretamente à mídia e 22% a fatores externos, como sazonalidade, cenário macroeconômico e comportamento do consumidor. O estudo também estima que cerca de 10% do potencial da mídia é perdido em função da concorrência direta entre anunciantes.

“O mercado confunde eficiência de curto prazo com eficiência de verdade”, afirma Daniel Guinezi, co-CEO da Uncover. “Quando a indústria corta investimento em marca para proteger o resultado do trimestre, ela está financiando o próprio problema que vai enfrentar no ciclo seguinte, porque a demanda que sustenta a performance também se esgota.”

Creators e conteúdo educativo ganham relevância

Ao cruzar os resultados dos modelos econométricos com os dados de comportamento digital, o estudo conclui que estratégias centradas apenas em performance tendem a perder eficiência em categorias que exigem confiança do consumidor, como serviços financeiros. Nesse contexto, a Uncover recomenda ampliar investimentos em formatos capazes de fortalecer relacionamento e credibilidade, como marketing de influência, vídeos online e Connected TV (CTV). A avaliação é que creators e conteúdos educativos contribuem para reduzir barreiras institucionais e gerar maior confiança durante a jornada de decisão.

O levantamento também mostra que 16,5% das vendas do setor financeiro têm origem em buscas orgânicas, resultado atribuído ao trabalho contínuo de construção de marca. Segundo a Uncover, empresas que equilibram investimentos entre branding e performance podem alcançar retorno até 16 vezes superior ao de organizações que concentram seus recursos exclusivamente em ações de conversão imediata.

Fonte: PropMark

COMUNICADO IMPORTANTE

Publicado em: 17/07/2026

A ação de restituição do IRPF proposto pela AGEBB em parceria com um escritório especializado tem gerado muitas dúvidas quanto a utilização das contribuições extraordinárias do Economus para abater na base de cálculos do IR.

Em decorrência disso, elaboramos um pequeno FAQ, com perguntas e respostas, que esclarece melhor o motivo da ação.

  • Qual a finalidade dessa ação?

    Fazer com que a Receita Federal admita as contribuições efetuadas para a cobertura dos déficits dos planos de previdência serem abatidas, até o limite de 12% da renda bruta da base de cálculo do IR.

    • O que é o tema 1.224 do STJ?

    É um julgado do STJ que validou a dedução das contribuições extraordinárias dos planos de previdência complementar da base de cálculo do IRPF. Significa que o STJ pacifica o entendimento judicial, mas ao tempo determina que os contribuintes ingressem com ação judicial individual.

    • A Receita Federação não aceita liminar dessas deduções?

    Não. Todos que utilizam as deduções com base em liminar estão na Malha Fina.

    • O que a AGEBB está propondo?

    Ingressar com ações individuais para fazer valer os direitos dos contribuintes, bem como buscar, nos últimos cinco anos, o ressarcimento dos valores pagos a maior ou recebidos a menor.

    Observação: depois da sentença favorável poderá utilizar este benefício para sempre.

    BB: nova MP do agro traz alívio no curto prazo, mas não elimina desafios

    Publicado em: 16/07/2026

    Após anos de dificuldades provocadas por quebras de safra, eventos climáticos extremos, queda nos preços de algumas commodities e juros elevados, o agronegócio brasileiro passou a representar uma preocupação crescente para o sistema financeiro, especialmente para o Banco do Brasil (BBAS3), instituição com a maior exposição ao setor no país. O aumento da inadimplência entre produtores rurais e as incertezas em torno de um programa de renegociação de dívidas pressionaram as perspectivas para a qualidade dos ativos do banco nos últimos trimestres.

    Nesse contexto, o governo anunciou na quarta-feira (15) uma nova medida provisória (MP) para viabilizar a renegociação de dívidas do agronegócio, após meses de impasse político em torno do Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, aprovado pelo Senado.

    Na avaliação do JPMorgan, a nova versão é mais restritiva do ponto de vista fiscal e mais sustentável do que a proposta original, ao reduzir o volume potencial de renegociações e elevar as taxas de juros cobradas dos produtores.

    Banco do Brasil: MP tem efeito positivo no curto prazo

    Para o Banco do Brasil, a medida tende a ter um efeito positivo no curto prazo. Segundo o banco americano, o programa deve aliviar a situação financeira de produtores rurais, aumentar as chances de recuperação de créditos e reduzir parte das preocupações relacionadas ao risco moral criado pela expectativa de sucessivas renegociações.

    Além disso, a MP pode destravar os desembolsos do Plano Safra, importante motor de crescimento da carteira agrícola do BB. A suspensão, por 30 dias, dos pagamentos de parcelas com vencimento em julho também deve dar fôlego aos produtores e ampliar o acesso às novas linhas de crédito.

    Cenário segue desafiador

    Apesar do alívio imediato, o JPMorgan destaca que a medida não resolve os problemas estruturais de qualidade dos ativos do setor agrícola. O banco continua esperando um cenário desafiador para o Banco do Brasil nos próximos trimestres, uma vez que a expectativa pela criação do programa pode ter incentivado produtores a postergar pagamentos no segundo trimestre, pressionando a inadimplência e as despesas com provisões.

    No primeiro trimestre de 2026, o BB registrou cerca de R$ 19 bilhões em provisões. Caso esse ritmo seja mantido ao longo do ano, o custo anualizado poderia se aproximar de R$ 80 bilhões, acima do guidance atual de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.

    O JPMorgan também ressalta que a suspensão temporária dos pagamentos pode reduzir a entrada de caixa no curto prazo e postergar o reconhecimento de inadimplência para o terceiro trimestre. Além disso, o forte crescimento esperado da carteira rural, impulsionado pelo Plano Safra e pela menor amortização dos financiamentos renegociados, pode aumentar as necessidades de capital e financiamento do Banco do Brasil.

    Por fim, o banco segue atento aos efeitos indiretos da crise no campo sobre outras linhas de crédito, como empréstimos a pessoas físicas e cartões, já que muitos produtores rurais também são clientes do Banco do Brasil nesses segmentos. Assim, embora a nova MP represente um alívio relevante para o BB no curto prazo, os desafios relacionados à qualidade dos ativos e à rentabilidade do banco ainda devem permanecer no radar dos investidores.

    Fonte: Infomoney

    Banco do Brasil sinaliza avanço nas negociações sobre o custeio da Cassi

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    O Banco do Brasil recebeu de forma positiva a proposta de negociação sobre o custeio da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), mas ainda não apresentou resposta definitiva ao consenso construído pelas entidades sindicais. A proposta foi consolidada na sexta-feira, 3 de julho, durante reunião na sede da ANABB, em Brasília. Representando a CONTEC, participaram o coordenador da Comissão de Negociação com o Banco do Brasil, Gilberto Vieira, e o diretor de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Goiás (SEEB-GO), Ivanilson Batista.

    Após o debate, as entidades reafirmaram a proposta construída no último mês, que prevê aporte emergencial de R$ 580 milhões para assegurar a continuidade da assistência aos associados e o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o final de 2027.

    O gerente executivo de Gestão de Pessoas da instituição, Fabrizio Bordalo Calixto, afirmou que o Banco recebeu a proposta de forma positiva, mas destacou que ainda precisa avaliar os impactos financeiros e jurídicos das medidas. O representante do Banco também ponderou que a antecipação do 13º salário, de forma isolada, não resolve o desenquadramento do capital regulatório da CASSI e destacou qualquer solução definitiva deverá passar por consulta ao corpo social.

    O presidente da CASSI, Cláudio Said, explicou que o comunicado enviado às entidades e ao Banco decorreu do dever de diligência da Diretoria, diante da necessidade de registrar formalmente a situação financeira do Plano de Associados e os riscos da ausência de novos recursos. A preocupação também foi registrada em ata da última reunião do Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência.

    As entidades sindicais também reforçaram que a recomposição das reservas deve observar a proporção de 70% de participação do Banco e 30% dos associados, conforme possibilita a Resolução CGPAR nº 52/2024. Foi sugerido ainda a celebração de um Memorando de Entendimentos formalizando os compromissos assumidos entre Banco e entidades e estabelecendo os parâmetros para os aportes e para a consulta aos associados.

    Ao fim da reunião, o Banco informou que fará a avaliação técnica da proposta e se comprometeu a apresentar manifestação em curto prazo, além de indicar nova data para a continuidade das negociações.

    Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

    BB coloca agentes de IA ao lado de gerentes para melhorar o atendimento a seus 88 milhões de clientes

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    Durante muito tempo, inteligência artificial nos bancos significou modelos capazes de calcular risco de crédito, detectar fraudes ou responder perguntas simples em um chatbot. Agora, uma nova geração de sistemas começa a assumir um papel diferente: atuar como um colega de trabalho dos funcionários.

    É exatamente esse movimento que o Banco do Brasil iniciou nos últimos meses. Em parceria com a Salesforce, a instituição passou a colocar agentes de inteligência artificial ao lado dos gerentes de relacionamento para ajudá-los a entender melhor cada cliente antes mesmo do início da conversa.

    Hoje, cerca de 12 mil funcionários já utilizam esses agentes, número que deve chegar a 36 mil até o fim do ano. A aposta faz parte da estratégia do banco para escalar um atendimento mais personalizado para seus mais de 88 milhões de clientes, sem substituir o contato humano.

    “Nossa premissa é transformar o nosso humano em um superfuncionário. Queremos eliminar os fardos operacionais e trazer informações relevantes para que ele ajude o cliente em uma transação ou em uma decisão financeira”, afirma Analaura Morais, head de CRM do Banco do Brasil.

    Ganhos em satisfação e conversão

    O agente mais avançado do banco recebeu o nome de “Resume Aí”. Sua função é reunir, em poucos segundos, informações que antes estavam espalhadas por centenas de sistemas internos.

    O Banco do Brasil possui mais de 900 sistemas legados. Antes de iniciar um atendimento, um gerente precisava consultar diferentes plataformas para entender o relacionamento daquele cliente com a instituição. Agora, o agente faz esse trabalho automaticamente.

    Ele reúne transações recentes, conversas realizadas em diferentes canais, perfil financeiro, histórico de relacionamento e até análises de sentimento das últimas interações. Com base nesse conjunto de informações, produz um resumo executivo e recomenda qual deve ser a melhor abordagem naquele atendimento.

    “O agente consegue integrar qualquer canal. Se o cliente falou no chat, no WhatsApp ou fez alguma transação, ele reúne tudo em um único espaço. Com um clique, o funcionário recebe um briefing completo sobre aquele cliente, além das melhores recomendações para aquele momento”, explica Morais.

    Além de reconstruir rapidamente o histórico do relacionamento, o sistema indica em que estágio o cliente se encontra – se o foco deve ser fidelização, aquisição de novos produtos ou ampliação dos negócios – e sugere os próximos passos ao gerente.

    Segundo o Banco do Brasil, os primeiros resultados apareceram rapidamente. Nas unidades que já utilizam o “Resume Aí”, o banco registrou aumento de cinco pontos no NPS (Net Promoter Score, pesquisa para avaliar a satisfação do cliente), crescimento de aproximadamente 30% na conversão de leads e expansão do relacionamento comercial com os clientes.

    A implantação também chamou atenção pela velocidade. Da concepção até o início da operação passaram menos de dois meses. Hoje, a tecnologia está presente nas agências digitais e em cerca de 200 agências físicas que participam dos testes da nova plataforma.

    IA também ajuda na concessão de crédito

    Outro agente em desenvolvimento atua durante as negociações de crédito. Enquanto o gerente conversa com o cliente, a IA acompanha a negociação e sugere, em tempo real, quais produtos fazem mais sentido para aquele perfil, quais taxas podem ser oferecidas e alerta quando determinada solução não é adequada ou não atende aos critérios regulatórios.

    “A ideia é que ele seja esse grande cérebro que apoia o funcionário. Ele padroniza processos, aumenta a segurança e ajuda a recomendar a melhor solução sem que o gerente precise consultar diversos sistemas durante a conversa”, diz Morais.

    Apesar da expansão dos agentes, tanto o Banco do Brasil quanto a Salesforce insistem que o objetivo não é substituir funcionários, mas aumentar sua capacidade de atendimento.

    “Temos 125 mil funcionários e 88 milhões de clientes. A IA entra como um conector entre um humano e outro humano. Ela vem para complementar e potencializar as relações, não para substituir colaboradores”, afirma Morais.

    Para Rodrigo Bessa, country manager da Salesforce Brasil, esse tipo de implementação representa uma nova etapa da evolução da inteligência artificial nas empresas.

    “Depois da IA preditiva e da IA generativa, entramos oficialmente na era da IA agêntica. O agente já funciona como um colega de trabalho capaz de ampliar a capacidade das pessoas. O grande desafio agora é preparar os profissionais para trabalharem ao lado dessas inteligências”, afirma.

    Fonte: Época Negócios

    Perfil das doenças e dos associados está mudando e a Cassi precisa acompanhar

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    A nova diretora eleita de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, Luciana Bagno, assumiu o cargo no dia 1º de junho junto com os conselheiros deliberativos e fiscais que integraram as “Chapas 2 e 55 Cassi para os Associados”.

    Filha de funcionário do Banco do Brasil (que ela acabou de perder dois dias após tomar posse), a mineira Luciana costuma dizer que “nasceu na Cassi”, onde continua até hoje, 23 anos após entrar no banco. Graduada em Psicologia pela PUC-MG, com MBA em Gestão Estratégica, Luciana Bagno foi gerente no Segmento Alta Renda, diretora do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e representante da Fetrafi-MG na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Ela também foi diretora executiva da Fundação Banco do Brasil e conselheira deliberativa eleita da Previ.

    Nesta entrevista, Luciana explica seu ousado plano de gestão, centrado na Atenção Primária à Saúde (APS), com ações planejadas em oito frentes diferentes, que vão desde a expansão da rede de atendimento e da implementação do TeleSaúde e de outras novas tecnologias até programas voltados para a Saúde do Trabalhador e Saúde da Mulher.

    “Nossa visão de Atenção Primária é focar mais na saúde, na prevenção, no acompanhamento do paciente, para que ele não precise das outras atenções secundária e terciária. Nosso objetivo é fazer com que a Atenção Primária funcione de fato e que chegue em todos os participantes de norte a sul do país, tanto da ativa quanto do aposentado”, diz a nova diretora eleita.

    Confira na entrevista abaixo.

    O seu plano de gestão é bastante ambicioso. O que você está pensando em mudar na gestão, o que você vai dar continuidade e o que você está trazendo de novo?

    Luciana Bagno – O meu plano de gestão traz sim muitas coisas que vinham sendo realizadas pela diretoria do Fernando Amaral, que já vinha conduzindo coisas bacanas. Eu acho isso importante porque a gente sempre falava na campanha eleitoral que éramos concorrentes, mas que ele é uma pessoa que tem a mesma visão de Cassi que a gente tem, que entende que a Cassi tem sempre que seguir pelo caminho da solidariedade. Então, muitas coisas que estavam lá vamos dar continuidade, como por exemplo a expansão e fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), a expansão das nossas CliniCassi e relocalização. Porque, se estamos falando de Atenção Primária, que é o coração da Cassi e da Diretoria de Saúde, temos que ter boas estruturas para atender o nosso participante. Então isso vai ter continuidade.

    Você poderia explicar rapidamente para o associado o que é Atenção Primária à Saúde?

    Luciana – Bom você perguntar isso, porque a gente fala e muitas vezes o associado não tem clareza sobre sua importância. Atenção Primária é, como o próprio nome diz, o primeiro atendimento, a primeira porta que o associado vai entrar na Cassi. Isso é muito importante porque, se a gente tem uma Atenção Primária bem feita, que é focada na prevenção, com capilaridade e com a abrangência que a gente precisa, estaremos promovendo a saúde. Hoje a nossa Atenção Primária se dá principalmente pelas CliniCassi, onde o associado e a associada são atendidos pelo seu médico da família, terão acompanhamento contínuo. Nossa visão de Atenção Primária é focar mais na saúde, na prevenção, no acompanhamento desse paciente, para que ele não precise das outras atenções secundária e terciária. Nosso objetivo é fazer com que a Atenção Primária funcione de fato e que chegue em todos os participantes de norte a sul do país, tanto da ativa quanto do aposentado.

    O que você pretende agregar na Atenção Primária?

    Luciana – Vou procurar na nossa gestão — eu detesto falar “eu” porque não existe “eu” aqui, eu sempre tive essa visão de que a gente é um mandato coletivo, estou aqui sendo um instrumento para poder fazer essas coisas funcionarem — fazer com que a Atenção Primária seja mais proativa. Eu nasci e cresci dentro da Cassi, eu vi essa Atenção Primária sendo estruturada e avançando, e a Cassi sempre foi um grande exemplo, que vem avançando muito ao longo dos anos e a gente tem que valorizar e honrar quem fez essa caminhada. Porém, a gente precisa que essa Atenção Primária chegue a mais pessoas e que ela seja mais efetiva.

    E como você pretende tornar a APS mais proativa?

    Luciana – Vamos continuar com as ampliações das CliniCassi. E embora a Atenção Primária se dá prioritariamente pelas CliniCassi, ela não pode ser operacionalizada exclusivamente pelas CliniCassi. Primeiro porque tem determinadas localidades em que a gente não vai conseguir ter CliniCassi, principalmente nesse primeiro momento. Temos alguns critérios que estou querendo revisitar, que é a de quantidade de participantes que a gente tem que ter para determinado porte de CliniCassi. Então, além das CliniCassi, queremos levar a Atenção Primária à Saúde também às clínicas parceiras e às “células avançadas”.

    O que serão as células avançadas?

    Luciana – Muitas vezes, para eu prestar uma Atenção Primária de qualidade não preciso de uma grande estrutura. Então, em localidades onde não há quantidade de vidas suficiente para ter uma CliniCassi, mas eu preciso de bons profissionais para fazer a Atenção Primária, essas células serão estruturas que vão contar com bons profissionais para fazer a Atenção Primária naquela localidade.

    E como você pensando o Telesaúde APS?

    Luciana – Aí vem o que eu acho que pode ser um grande diferencial. Durante as minhas visitas aos locais de trabalho e às CliniCassi vi que muitas vezes o associado não tem Atenção Primária porque não tem uma CliniCassi naquela localidade ou porque a CliniCassi está muito distante. Ou, muitas vezes — principalmente o colega da ativa — ele não tem tempo. Porque nós somos a sociedade do imediatismo. Eu vou no médico quando eu estou doente, e olhe lá. Eu não vou sair e perder duas horas do meu dia para ir numa CliniCassi para fazer um trabalho de prevenção e acompanhamento. Então o que eu quero? Estabelecer o modelo híbrido. Nas capitais, queremos ter o Telesaúde APS. Uma vez que o associado já está na Cassi, já tem o seu médico de família, o meu companhamento não precisa ser presencial. Porque 90% das vezes esse acompanhamento vai ser uma conversa, saber como está, pedidos de exame, prescrição de remédios. E esse acompanhamento eu consigo fazer pelo Telesaúde. Com isso eu consigo trazer mais gente para essa Atenção Primária e fazer um acompanhamento de fato. Porque esse é o desafio da Cassi: não é cadastrar gente na Atenção Primária, é fazer esse acompanhamento efetivo. Então essa é uma das mudanças que a gente quer trazer para a gestão.

    E quais outras políticas que a gestão anterior já vinha desenvolvendo que você vai dar continuidade ou ampliar?

    Luciana – As Redes Temáticas. O Amaral já vinha desenvolvendo em parceria com a diretoria do Júnior (Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes). Na gestão anterior, já vinham desenvolvendo a questão das “Redes Referenciadas”. O que é isso? Hoje, o próprio associado, quando entra no app da Cassi, tem a opção de avaliar o prestador. A partir dessas avaliações, essa rede referenciada vem sendo construída, onde eu vou ter bons prestadores a partir da avaliação do próprio usuário e uma avaliação técnica da Cassi. A gente vai dar um passo adiante, que vai ser a criação das “Redes Temáticas”. Elas serão como subprodutos dessa rede referenciada, onde eu pretendo começar com umas três redes temáticas que seriam, a princípio: Saúde do Trabalhador, Oncologia e Saúde da Mulher. São grupos de pessoas que não é aquele paciente que vai ali fazer uma consulta, prescrever um medicamento e acabou. São grupos que precisam de acompanhamento contínuo. Os crônicos também, que talvez seja o nosso maior grupo hoje: diabetes, dislipidemia, pressão alta.

    E como vão funcionar as redes temáticas?

    Luciana – A partir dessa rede referenciada, queremos ter uma rede temática com prestadores das especialidades (que geralmente não é uma só) e que coordenarão o cuidado desse participante. Faremos um acompanhamento desse paciente crônico e orientar melhor. O paciente oncológico — eu passei por isso recentemente — muitas vezes descobre um câncer e nem sabe para onde vai. Nesse momento, a Cassi vai estar lá para orientar: “Você vai nesse oncologista, nesse mastologista, vai fazer seu exame nesse hospital”, tudo dentro da nossa rede temática. Isso a gente pretende fazer inicialmente para uns três grupos para poder expandir para os demais.

    Uma das iniciativas que você propõe é a frente “Informação, Educação e Comunicação em Saúde”. Você explicar o que é isso?

    Luciana – A gente fala muito de educação previdenciária e financeira, mas temos que falar muito também da educação em saúde. Queremos estruturar um curso na própria Unibb (Universidade Corporativa Banco do Brasil) para fazer essas informações chegarem mais ao nosso associado, principalmente se considerarmos que temos um contingente enorme de pessoas jovens que entraram no banco nos últimos anos e que não têm tanto esse conhecimento do que é a Cassi, o que é trabalhar com Atenção Primária e prevenção. Queremos levar esse conhecimento de uma forma mais didática, gamificada, para que essa informação chegue de fato ao associado.

    E quais outras novidades você pretende implantar na Cassi?

    Luciana – Minha cabeça fica borbulhando de ideias. Infelizmente na primeira semana de mandato eu perdi meu pai, então minha energia deu aquela baixada, mas aos pouquinhos está voltando. Quero fazer meu mandato para honrar o nome dele também, que sempre gostou tanto da Cassi. Mas uma das ideias que eu tive recentemente: como a gente faz para ter um acompanhamento mais efetivo do nosso associado? Toda a parte de orientação do cuidado passa pela “interoperabilidade”. Durmo e acordo pensando nisso hoje. Que é você conseguir ter o compartilhamento de prontuário e de informações, tudo, óbvio, respeitando a LGPD e com consentimento do associado. Mas é importante que eu tenha as informações desse participante compartilhadas para que eu possa de fato trazer isso para a minha Atenção Primária. Então tudo o que o participante fizer na rede, os médicos que ele consultar, quando ele estiver dentro da nossa rede referenciada, isso vai estar conectado também com as nossas CliniCassi. A própria Telesaúde tem que ter essa interoperabilidade funcionando. E vou dar um spoiler: a gente quer apostar muito também nos dispositivos “wearables”. Muita gente já tem os smartwatches, que medem sono, oxigenação, batimento cardíaco, pressão. Queremos viabilizar esses equipamentos para os nossos associados e, a partir daí, para quem estiver na Atenção Primária. É uma forma de induzir o comportamento de ir para a APS e que a gente possa fazer o monitoramento da saúde dele a partir dos dados fornecidos pelo relógio. É uma forma de a gente qualificar e dar escalabilidade para o acompanhamento dos associados. Isso é um ganho enorme para o associado e para a gente também em termos de prevenção e redução de custos com internações e exames desnecessários.

    E quais outros programas, que você está chamando de “frentes” no seu projeto?

    Luciana – Exato. Hoje estamos trabalhando com oito frentes. A “Saúde do Trabalhador” é uma questão que vamos dar um foco muito grande. Em que sentido? O nosso exame periódico, por exemplo, é um momento muito valioso para conhecermos o nosso participante e identificar doenças físicas ou mentais sinalizadas naquele questionário. A nossa ideia é conectar o exame periódico com a nossa Atenção Primária. Eu acho que o nosso exame periódico teria que ser feito pelo próprio médico da família. Tudo isso depende das nossas conversas com o banco, pois o periódico está dentro do PCMSO, que é um contrato da Cassi com o Banco do Brasil.

    E como funcionaria essa frente “Saúde do Trabalhador”?

    Luciana – A ideia é que haja o compartilhamento das informações entre o médico que avaliou e o médico da família. Quero passar essa segurança para o associado: o sigilo é garantido. A gente sabe que muitos associados têm receio de falar de algum problema no exame periódico temendo que vai vazar. Isso não vai ocorrer. O sigilo será com o médico da família para que ele comece o acompanhamento daquele funcionário, orientando se ele precisa de um especialista ou exames.

    E também pretendemos fazer um programa de acompanhamento daqueles funcionários que estão afastados há mais de 90 dias. Eu sou psicóloga de formação, e quanto maior o tempo de afastamento, mais difícil é para ele retornar, pelo medo do que vai encontrar, pela fragilidade… A gente quer ajudar nesse retorno para a atividade e com isso evitar inclusive as recidivas, que é um novo afastamento após pouco tempo de retorno. Queremos trazer saúde mental e conforto para o nosso associado.

    Outra frente que você está priorizando é a “expansão do uso de dados na gestão populacional”. O que é isso?

    Luciana: Dentro da nossa diretoria temos a gerência de saúde, rede de atendimento e risco populacional. A gerência de risco populacional é onde tudo começa. Ela faz os estudos populacionais. É com base nisso que vamos saber onde atuar e que problema sanar. Queremos que esses dados sejam de fato convertidos em ações. Os dados são riquíssimos, estudos muito robustos. Queremos pegar esses dados e transformar em ações efetivas para o cuidado da população. A abrangência da Cassi é muito grande: o problema que tenho no Norte é completamente diferente do Sul. A qualificação desses dados vai me permitir ter uma atuação muito mais efetiva nessas diversas populações.

    Sobre a saúde da mulher, tem algo específico planejado?

    Luciana – Tem uma frente que não está especificamente no plano de gestão mas vai entrar nas redes temáticas e conversar com a saúde do trabalhador: a “Saúde da Mulher”. Quero que essa seja uma das nossas primeiras redes temáticas. Gostaria de incluir no questionário do periódico questões relativas à saúde da mulher. Temas como vida fértil, gestação, parto humanizado até a menopausa. No banco, nosso público da ativa feminino está muito na faixa dos 35 aos 45 anos, que é quando a mulher começa a sentir os efeitos da perimenopausa. Ninguém fala disso. A queda dos hormônios tem impacto na vida pessoal e profissional (dorme mal, fadiga, oscilações de humor). Queremos trabalhar formas hormonais e não hormonais de dar qualidade de vida para essas mulheres. E incluo aqui as mulheres que passaram pelo câncer, como eu. Hoje as mulheres não estão morrendo de câncer como antigamente, estamos sobrevivendo. Só que sobreviver ao câncer não é a reta final. Começa uma outra fase difícil, muitas vezes com menopausa antecipada pelo tratamento. Toda essa parte do cuidado a gente tem que ter esse olhar. O mundo está mudando, o perfil das doenças e dos nossos associados está mudando, e a Cassi tem que acompanhar.

    E gostaria de ressaltar que o plano de fundo de todo esse plano de gestão é o contato constante com os nossos associados. Quero visitar todas as CliniCassi, me reunir com os nossos Conselhos de Usuários (instância que o Amaral já valorizava muito e queremos continuar). E também as nossas “lives” para prestar contas do mandato.

    Para concluir, vocês eleitos e as entidades representativas do funcionalismo do BB estão negociando com o banco um plano de sustentabilidade da Cassi. Como você está enxergando isso? Está otimista que se chegará a um acordo?

    Luciana – Eu sou otimista de nascimento. E eu gosto de negócio difícil. Já cheguei na Cassi com déficit e negociação. Estou muito otimista que a gente consiga uma solução para sanar esse momento de déficit. Temos que trabalhar com ações de curto e médio prazo. A de curto prazo é conseguir o aporte de recursos que precisamos para dar o respiro e tirar a Cassi da situação de risco de uma direção fiscal da ANS. Mas temos que pensar urgentemente em uma solução mais perene e sustentável. Não dá para ficarmos sentando de dois em dois anos para negociar custeio, aumentando contribuição de um lado e de outro. Isso não é sustentável. O problema a gente já sabe: as contas não fecham. E nem quero que fechem no sentido de “plano de mercado” (onde se o custo sobe, eu reajusto e quem não pode pagar, sai). O nosso modelo de solidariedade é um desafio para a sustentabilidade, mas tem solução. Queremos uma solução de longo prazo para que a gente possa trabalhar nos projetos sem interrupções por crises financeiras.

    Fonte: Associados Cassi

    BB e Cielo querem impulsionar negócios de empreendedoras na Amazônia

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    O Banco do Brasil e a Cielo anunciam, em parceria, uma nova edição do Impulsiona Cielo Amazônia, programa voltado ao fortalecimento de negócios liderados por mulheres empreendedoras negras ou indígenas do Pará. A iniciativa pretende impulsionar o desenvolvimento dos empreendimentos por meio de capacitações e apoio financeiro, contribuindo para a ampliação da autonomia econômica das participantes e para o desenvolvimento sustentável na região amazônica.

    Nesta nova edição, o programa se estrutura em três frentes: mentalidade, voltada ao desenvolvimento de mulheres como líderes e gestoras; inclusão financeira, que amplia o acesso a ferramentas, crédito e conhecimentos de gestão; e geração de renda, com foco em fortalecer a estrutura dos negócios. A iniciativa inclui acompanhamento individualizado e aporte financeiro na etapa final para impulsionar resultados duradouros.

    As inscrições para o programa foram até o dia 15 de julho.

    José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade do BB, afirma que “o Impulsiona Cielo Amazônia está alinhado ao compromisso do Banco do Brasil de promover o desenvolvimento sustentável com inclusão social e geração de oportunidades. Ao apoiar mulheres negras e indígenas empreendedoras, contribuímos para fortalecer negócios que geram renda, valorizam os saberes locais e impulsionam uma economia mais diversa, resiliente e sustentável na região amazônica. Acreditamos que ampliar o acesso ao conhecimento, às oportunidades de mercado e à inclusão financeira é fundamental para transformar potencial em prosperidade e promover o desenvolvimento dos territórios”.

    “Com o Impulsiona Cielo Amazônia, a Cielo já atua no fortalecimento do empreendedorismo feminino na região, com foco na geração de renda e na autonomia. A parceria com o Banco do Brasil nos permite ampliar esse impacto de forma consistente, integrando capacitação, inclusão financeira e acesso a mercado em uma jornada estruturada e adaptada às realidades locais, gerando impacto positivo e sustentável, promovendo diversidade, equidade e o desenvolvimento das economias locais a partir do protagonismo feminino”, afirma Angélica Campos, Vice-presidente de Gente, Gestão e Performance da Cielo.

    A ação está em linha com toda a atuação do BB durante a COP30, realizada em Belém em 2025. A parceria entre BB e Cielo amplia o alcance do Impulsiona Cielo Amazônia para conectar essas mulheres a crédito, tecnologia e mercado, elementos essenciais para transformar talento em negócio sustentável.

    Como funciona a nova edição do Impulsiona Cielo Amazônia

    A jornada de aprendizado ocorre de forma progressiva, em quatro etapas. Começa com 500 empreendedoras em aulas gravadas ao longo de um mês, avança para aulas ao vivo e, na sequência, segue para mentorias coletivas. Na etapa final, 20 empreendedoras recebem mentorias individuais por dois meses e, ao término, são contempladas com capital semente de R$ 15 mil cada para investir em seus negócios.

    Além de uma formação completa, o programa oferece 1.000 bolsas de inglês, sendo 500 para as participantes e outras 500 para dependentes das participantes, ampliando o impacto social da iniciativa para as famílias das empreendedoras. É a primeira vez que o Programa oferece o benefício.

    Ao longo da Impulsiona Cielo Amazônia, as participantes desenvolvem autoconhecimento e confiança para empreender, além de competências em gestão financeira, como precificação, fluxo de caixa e formalização, e o uso de tecnologias de pagamento no dia a dia. A iniciativa também valoriza saberes tradicionais e cadeias produtivas amazônicas como ativos que contribuem para fortalecer as economias locais.

    Fonte: Banco do Brasil

    BB leva pesquisas em IA para dentro da UnB e reforça tendência no setor

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    O Banco do Brasil (BB) e a Universidade de Brasília (UnB) vão desenvolver pesquisas conjuntas em dados e Inteligência Artificial (IA). O acordo de cooperação técnico-científica acompanha um movimento cada vez mais frequente no sistema financeiro, no qual bancos se aproximam de universidades para transformar pesquisas acadêmicas em soluções voltadas a desafios do negócio. O anúncio foi feito pelas instituições na quarta-feira (7 de julho).

    A parceria prevê o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de programas de capacitação. Os trabalhos devem envolver áreas como IA, analítica, experiência do usuário e segurança digital.

    Segundo as instituições, as pesquisas deverão resultar em aplicações para o Banco do Brasil. Além disso, a cooperação prevê estudos de interesse da instituição, do mercado financeiro e da sociedade.

    O acordo também prevê a atuação conjunta de equipes do banco e da universidade em iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e capacitação, aproximando a academia do setor financeiro.

    Mas o movimento não é isolado. No ano passado, o Itaú lançou o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), voltado ao desenvolvimento de pesquisas em parceria com universidades brasileiras e internacionais. À época, o banco afirmou que a iniciativa busca transformar a produção científica em aplicações práticas, com foco em IA.

    Além disso, o ICTi reúne projetos em machine learning, computação quântica, engenharia de software e ciência de dados. Nesse sentido, o modelo prevê pesquisadores, bolsistas de mestrado e doutorado trabalhando diretamente em desafios tecnológicos do setor financeiro.

    Antes disso, em 2024, outros grandes bancos tradicionais também reforçaram essa aproximação com a academia. O Bradesco, por meio do ecossistema de inovação Inovabra, ampliou o acordo com o InovaUSP e diferentes laboratórios da universidade. Com isso, a parceria passou a desenvolver pesquisas em IA generativa, computação quântica, cibersegurança, otimização de investimentos e defesa contra ataques a modelos de IA.

    Já a Caixa Econômica Federal, no mesmo período, anunciou sua associação ao Parque Científico e Tecnológico da UnB. Assim, passou a integrar uma estrutura voltada ao desenvolvimento de soluções digitais e tecnológicas.

    Fonte: FInsiders

    Hub de Sociobioeconomia do BB viabiliza R$ 3,2 milhões na região cacaueira

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    Além da terra e dos insumos agrícolas, o acesso ao crédito e à assistência técnica viraram os mais novos recursos indispensáveis ao produtor rural. Grupos ligados à sustentabilidade e à preservação ambiental, portanto, ganharam ainda mais enfoque de entidades privadas e públicas na busca por aproximação a esses dispositivos.

    Há cerca de um ano, o Banco do Brasil (BB) ampliou a atuação do Hub Financeiro em Bioeconomia com objetivo de aproximar a assistência a quem vive da terra, principalmente àqueles ligados a produções em povos e comunidades tradicionais, agricultura familiar e assentamentos da reforma agrária.

    Em agosto de 2025, a Mata Atlântica do Sul e Baixo Sul da Bahia, territórios que se destacam pela cadeia produtiva do cacau, receberam o Hub de Sociobioeconomia do Banco do Brasil, sediado em Ilhéus.

    Ao menos 2,8 mil pessoas foram impactadas em 30 municípios. Ao todo, o Hub alcançou 35 comunidades, com atendimento direto a 22 assentamentos da reforma agrária, 8 aldeias indígenas e 5 comunidades quilombolas.

    “É uma frente que o Banco do Brasil deu há uns 2 anos de sociobioeconomia com o conceito de apoio à terra e das oportunidades que se tem com os produtos da biodiversidade e da preservação ambiental. Começamos há um ano no Sul da Bahia, onde pretendemos expandir para o restante do estado e do Nordeste, apoiando o produtor de cacau, povos e comunidades tradicionais”, disse José Ricardo Sasseron, Vice-presidente de Negócios com Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, em entrevista ao A TARDE Cast, podcast do Grupo A TARDE.

    Como o Hub atua no campo

    Além da Bahia, o Hub também está presente em Belém (PA) e Manaus (AM). A atuação desse dispositivo nestes territórios é uma forma de apoiar iniciativas e produtos da sociobiodiversidade característicos de cada região.

    A atuação desse dispositivo financeiro nestes territórios, inclui:

    • Visitas técnicas;
    • Orientação financeira;
    • Apoio à regularização documental; e
    • Estruturação de operações de crédito rural voltadas à agricultura familiar, povos indígenas, comunidades quilombolas e famílias assentadas.

    O trabalho é desenvolvido em parceria com instituições como Funai, Incra, Bahiater, CIAPRA e CDSLS, fortalecendo o acesso a políticas públicas, assistência técnica e crédito orientado.

    Como resultado, já foram viabilizados mais de R$ 3,2 milhões em crédito rural, principalmente por meio das linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf A e Pronaf B, destinados ao fortalecimento da produção, geração de renda e desenvolvimento local.

    Segundo Sasseron, o modelo de assistência ao produtor rural é uma forma de dinamizar a economia e estruturar essas pessoas em suas atividades econômicas.

    “Ao mesmo tempo em que apoiamos essa população, procuramos estruturar a cadeia produtiva negociando com grandes empresas que compram produtos dessas pessoas. O principal é chegarmos às comunidades porque existem muitas pessoas que nunca tiveram acesso ao crédito. E é nesse cenário que formamos agentes de crédito, junto com a Conexsus e o Instituto de Clima e Sociedade (iCS), captados dentro da própria comunidade de maneira que eles auxiliem o banco no fornecimento de crédito a essas pessoas”, continuou o vice-presidente de negócios.

    Cacau e o financiamento à sustentabilidade

    Na região cacaueira da Bahia, o Hub apoia a ampliação da produção de cacau em sistemas agroflorestais e no modelo cabruca, reconhecido por conciliar produção agrícola e conservação ambiental. A iniciativa também incentiva a diversificação produtiva com culturas como frutas, mandioca, hortaliças e mel, contribuindo para ampliar as fontes de renda das famílias rurais.

    Entre os projetos em andamento está a estruturação de operações de crédito para expansão da produção de cacau orgânico no Assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga. Outro destaque é o trabalho de inclusão financeira e acesso ao crédito junto às comunidades indígenas da etnia Pataxó Hã Hã Hãe, na região de Porto Seguro, fortalecendo atividades produtivas sustentáveis e agregando valor à produção das aldeias.

    Ao integrar crédito, assistência técnica e desenvolvimento territorial, o Hub de Sociobioeconomia reforça o compromisso do Banco do Brasil com a valorização dos povos e comunidades tradicionais, o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na preservação da Mata Atlântica.

    Distribuição dos recursos do Plano Safra 2026/2027

    Ainda como parte do plano de apoio à produção do agronegócio, o Banco do Brasil foi uma das instituições financeiras responsável por injetar R$ 210 bilhões para o financiamento do Plano Safra 2026/27.

    O Plano Safra da Agricultura Familiar reúne medidas relacionadas ao crédito rural, seguro agrícola, assistência técnica e extensão rural (Ater), compras públicas e demais instrumentos destinados à agricultura familiar.

    Do total, cerca de R$ 40 bilhões serão destinados a pequenos e médios produtores; R$ 170 bilhões à agricultura empresarial, contemplando operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização; e R$ 25 bilhões em financiamentos para a cadeia de valor do agro.

    Cerca de 7,2 bilhões serão destinados ao estado da Bahia, com a distribuição da agricultura empresarial, mas também para os pequenos e médios produtores. De acordo com o superintendente de Varejo da Bahia do BB, Sinvaldo Vieira dos Santos, o valor investido no setor é mais uma comprovação de que o Banco do Brasil segue na missão de estreitar relações com o agronegócio.

    “A gente tem uma missão para fazer no próximo Plano Safra de trabalhar um crédito consciente, de proximidade, de investir mais no dia a dia, nas visitas, no apoio, na assessoria financeira aos nossos produtores, para que o investimento aconteça, o custeio aconteça na medida certa, no tempo certo, com toda orientação necessária e com a nossa rede de apoio. O Banco do Brasil é o principal agente financeiro do agronegócio do país, e a gente tem toda a estrutura montada e instalada para fazer o melhor Plano Safra possível”, explicou o superintendente.

    Fonte: A Tarde

    Banco do Brasil inaugura nova sede de agência em Itu, interior de São Paulo

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    O Banco do Brasil inaugurou, na manhã de segunda-feira (13 de julho), a nova sede da Agência 6523-4, em Itu. Após anos de funcionamento no prédio que abrigou o antigo Banco Nossa Caixa, na Rua Floriano Peixoto, a unidade passou a atender em um novo endereço, localizado na Avenida Tiradentes, 409, no Alto da Vila Nova, em frente ao Supermercado São Vicente.

    A cerimônia de inauguração contou com a presença do gerente geral da agência, Hissakazo Taya Júnior, e do gerente de Relacionamento, Paulo Eduardo Maclean, além de convidados e representantes da instituição. Também estiveram presentes diversos vereadores e secretários municipais.

    O novo espaço, que anteriormente abrigava uma agência do Banco Itaú, foi preparado para oferecer mais conforto, acessibilidade e modernidade aos clientes. Com uma estrutura mais ampla e adequada às demandas atuais, a unidade busca proporcionar uma experiência de atendimento mais eficiente e acolhedora.

    A mudança da Agência 6523-4 não alterou o funcionamento da outra unidade do Banco do Brasil em Itu, localizada na Rua Floriano Peixoto, 952, em frente à Azul Calçados, que continua realizando atendimento normalmente.

    Fundado em 1808, o Banco do Brasil é a instituição financeira mais antiga em atividade no país e uma das maiores da América Latina. Com presença em todos os estados brasileiros, o banco atua nos segmentos de varejo, agronegócio, empresas, investimentos e setor público, oferecendo uma ampla gama de produtos e serviços financeiros.

    A instituição também desempenha papel estratégico na execução de políticas públicas e no financiamento de atividades econômicas, mantendo forte atuação no desenvolvimento regional e no apoio ao agronegócio brasileiro.

    Fonte: Jornal Periscópio

    Sindicato quer concursos públicos e valorização dos funcionários do BB

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    A primeira rodada de negociações com o Banco do Brasil, no âmbito da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, realizada no dia 8 de julho, teve como principal pauta a defesa do emprego.

    “O BB precisa ter o foco no funcionário, no cliente e no fortalecimento da sua responsabilidade como banco público. O papel do banco público não é o de ser um banco meramente de mercado, que busca somente o lucro, mas que está presente em todas as regiões e cidades do interior, estimula o desenvolvimento, a partir da ampliação do acesso ao crédito que fortalece a produção e reduz as desigualdades”, resumiu a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Fernanda Lopes.

    O movimento sindical reforçou que existe um movimento de mudanças estruturais que estão descaracterizando a função pública do BB. “O cenário hoje é de agências com poucos funcionários, de prefixos sendo agregados e agências transformadas em lojas. Paralelo a esse movimento, ocorre o aumento de correspondentes bancários contratados pelo próprio banco e que atendem clientes que poderiam ser atendidos por funcionários do BB”, destacou Fernanda Lopes.

    Abertura de concursos públicos

    Diante desse quadro, a categoria reforçou a reivindicação pela abertura de concursos públicos, para garantir a qualidade do atendimento presencial e humanizado aos clientes e pela saúde mental da categoria.

    Em São Paulo, Osasco e região, temos agências em que clientes aguardam até mais de uma hora, por conta da insuficiência de funcionários para atendê-los. A saída é a recomposição do corpo de funcionários via concurso público, com a garantia de que a população de regiões menos assistidas continue sendo assistida. Inclusive o Sindicato está fazendo protestos, diariamente, para denunciar esta situação.

    Avanços para os funcionários de bancos incorporados

    Os trabalhadores reforçaram a reivindicação para que os colegas de bancos incorporados pelo BB (como Banco Nossa Caixa/BNC, Banco do Estado de Santa Catarina/Besc e Banco do Estado do Piauí/BEP) tenham os mesmos direitos previdenciários (Previ) e de saúde (Cassi) que os demais funcionários do banco público.

    “Entendemos que a integração é complexa, seja pela conciliação de direitos, seja pelas diferenças atuariais, financeiras e custeio dos planos originais em relação à Previ e à Cassi. Mas acreditamos que a integração é possível, a partir da combinação de acordos coletivos, aportes financeiros do banco e reformas no modelo de custeio que beneficiem a categoria e protejam o princípio de solidariedade”, reforçou Fernanda Lopes.

    Segurança bancária

    As mudanças estruturais, com prefíxos sendo integrados e transformação de agências em lojas, estão resultado ainda na retirada de mecanismos de segurança que antes eram tradicionais dos bancos: as portas giratórias e vigilantes.

    “Defendemos manutenção das portas giratórias e da vigilância em todos os tipos de unidades, sejam agências, lojas ou unidades de atendimento. Ainda que em algumas dessas unidades não se trabalhe mais com o numerário (dinheiro físico), os funcionários e funcionárias estão sendo expostos às situações de violência”, destacou Fernanda Lopes.

    “O BB não pode se deter na ideia de que a porta giratória não é uma boa experiência para o cliente, mas sim que é uma ferramenta que reforça a segurança, tanto para os funcionários quanto para os próprios clientes, pois reduz drasticamente o risco de serem abordados por criminosos”, completou a dirigente.

    O movimento sindical também reforçou que a vigilância ajuda a reduzir casos de violência de clientes para com os funcionários.

    Escala 4×3

    Os representantes dos trabalhadores do Banco do Brasil defenderam a escala 5×2 para todos os funcionários e que, ainda, que há espaço para a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho para três dias de descanso), respeitando a jornada diária de 6h.

    Fernanda Lopes afirma que as novas tecnológicas permitem que a escala 4×3 possa ser implementada no Banco do Brasil, sem comprometer o atendimento ao público, possibilitando a melhora da qualidade de vida do funcionalismo e dos ganhos de produtividade à empresa.

    Incorporação das comissões

    Os sindicatos também reivindicaram a “incorporação das comissões”, portanto o direito dos trabalhadores de manterem os valores da gratificação de função (comissão), mesmo se o funcionário perder ou deixar o cargo de confiança.

    Os membros da CEBB querem ainda que esse direito seja acompanhado da regra dos 10% a cada ano, ou seja, que uma fração de 10% da comissão seja incorporada à remuneração do funcionário a cada ano, até somar 100%. “Esse, aliás, é um critério de estabilidade financeira muito comum em disputas trabalhistas”, pontuou Fernanda Lopes.

    Acúmulo e desvio de funções

    O movimento sindical denunciou que, em algumas bases, estão sendo registrados trabalhadores realizando atividades que não são relacionados às suas funções de registro. Entre os exemplos, estão gerentes de serviços que acabam acumulando funções administrativas e negociais. E, ainda, de escriturários que acabam tendo que fechar e abrir caixas, sem o direito de receberem o adicional da função de caixa.

    O banco respondeu que irá apurar os casos levados à mesa. “No fim, tudo esbarra na questão de falta de funcionários, e que traz outros impactos como a dificuldade de ascensão de trabalhadores, que são impedidos de assumirem funções mais elevadas em outras unidades, porque estão em locais que já estão com cargos vagos ou posições de trabalho deficitárias no quadro de funcionários (claros)”, explicou Fernanda Lopes.

    Pessoas com Deficiência (PCDs)

    O movimento sindical reivindicou neste ponto que o banco derrube o limite de idade de filhos PCDs que necessitam de suporte.

    Atualmente, o ACT possibilita o abono falta aos funcionários com filhos PCDs de até 14 anos, quando necessitam levar seus filhos para alguma terapia, atendimento médico ou outro tipo de suporte. Ocorre que alguns filhos precisarão de suporte a vida toda, por isso a reivindicação dos trabalhadores é pelo fim do limite de idade.

    Essa reivindicação inclui o pedido de jornada de trabalho reduzida aos funcionários que possuem como dependentes pessoas com deficiência, principalmente com deficiência intelectual, conforme art. 98 da Lei 8112/1990.

    Reembolso de conselhos profissionais (OAB, CREA, etc.)

    A categoria reivindica que o banco devolva o valor integral da anuidade paga por funcionários ligados às entidades regulamentadoras de profissões, a exemplo da OAB, CREA, CRM e CRP.

    Agenda das próximas negociações:

    17/07 – Igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento
    23/07 – Saúde e condições de trabalho
    31/07 – Remuneração e cláusulas econômicas

    Manifesto em defesa do BB público

    Antes de apresentarem as reivindicações, a CEBB iniciou o encontro entregando à representação da empresa um manifesto em defesa do Banco do Brasil como banco público e necessário para o desenvolvimento de todas as regiões do país.

    “O Brasil precisa de um Banco do Brasil que seja muito mais do que um banco lucrativo. Precisa de um banco que seja instrumento de política econômica nacional, capaz de estimular o desenvolvimento, ampliar o acesso ao crédito, fortalecer a produção, reduzir desigualdades e impulsionar a geração de emprego e renda”, destacam os dirigentes em um dos trechos do manifesto.

    Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

    TJPE e Banco do Brasil discutem melhorias no pagamento de precatórios

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    O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Francisco Bandeira de Mello, recebeu, nesta quinta-feira (3), representantes do Banco do Brasil para uma reunião voltada ao aperfeiçoamento dos procedimentos relacionados ao pagamento de precatórios. Também participaram do encontro o coordenador-geral de Precatórios do TJPE, juiz Luiz Carlos Vieira de Figueirêdo, a diretora-geral adjunta do Tribunal, Anna Karolina Costa, e o secretário-geral da Coordenadoria de Precatórios, Maurício Santa Cruz.

    Representando o Banco do Brasil, estiveram presentes Whelen Rodrigues Leite Arruda, superintendente regional de Governo; Raimundo da Silva Baia, gerente-geral do Escritório Setor Público de Pernambuco; Bruno Vieira da Cunha, gerente de Negócios do Escritório Setor Público de Pernambuco; Fabiana Maria de Vasconcelos Lins Maia, gerente de Relacionamento do Escritório Setor Público de Pernambuco; Alessandra Farias de Oliveira Barboza, gerente-geral do Jurídico; e Isis Yumi Miyachi Matos, supervisora Jurídica.

    Durante o encontro, foram debatidas medidas para fortalecer a interação entre o Banco do Brasil e a Coordenadoria-Geral de Precatórios do TJPE, com o objetivo de tornar mais eficiente o fluxo de pagamento aos beneficiários.

    Também esteve em pauta a ampliação da transparência das informações compartilhadas entre o Tribunal de Justiça, a instituição financeira e os credores, permitindo maior clareza sobre as etapas do processamento dos pagamentos.

    Outro encaminhamento discutido foi o estabelecimento de um canal permanente de interlocução entre o TJPE e o Banco do Brasil, a fim de agilizar a solução de eventuais pendências documentais ou operacionais que possam retardar a liberação dos valores de precatórios.

    Fonte: Tribunal de Justiça de Pernambuco

    BB anuncia fim de cartão e envia alerta para clientes com contas a pagar

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    O Banco do Brasil confirmou o encerramento do Cartão Ame e emitiu um aviso aos clientes por e-mail e pelo aplicativo da instituição.

    A descontinuição do produto, prevista para ocorrer em até 30 dias, não interrompe a cobrança de compras parceladas nem de valores ainda em aberto, que continuarão sendo enviados até a quitação total.

    A medida atinge exclusivamente o Cartão Ame emitido pelo Banco do Brasil com bandeira Mastercard, sem impacto sobre os demais cartões oferecidos pela instituição.

    Conforme comunicado do Banco do Brasil, mesmo após o fim do cartão, clientes que ainda possuem despesas pendentes não deixarão de receber as cobranças.

    A instituição informou que “se ainda houver compras parceladas ou valores pendentes no seu Cartão Ame, as faturas continuarão sendo enviadas pelos canais que você já utiliza, até a quitação total”.

    A medida ocorre quase dois anos depois do encerramento da carteira digital Ame. Na ocasião, a Americanas informou que concentraria seus esforços em um novo programa de fidelidade, deixando de oferecer a conta de pagamento e os demais serviços financeiros vinculados à marca.

    Agora, o processo avança com o encerramento definitivo do cartão de crédito emitido em parceria com o Banco do Brasil.

    Quem ainda utiliza o Cartão Ame deve acompanhar os comunicados enviados pelo aplicativo e pelo e-mail cadastrado para verificar prazos e informações sobre o encerramento do produto.

    Enquanto houver parcelas ou débitos pendentes, o envio das faturas continuará normalmente, garantindo que os compromissos financeiros possam ser quitados mesmo após a desativação do cartão.

    Fonte: ND Mais

    Rede CliniCassi vive expansão com a inauguração de novas unidades

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    A ClinicaCassi Santos, inaugurada no fim de junho, somou-se às mais de 60 unidades existentes em todo o país, incluindo as localizadas no Jabaquara e na Avenida Paulista, em operação desde 2024 e 2025, respectivamente.

    Há ainda a previsão de três novas unidades em São Paulo: na zona norte da capital, em Santo André e em São José do Rio Preto

    Nas duas unidades inauguradas na capital paulista houve um aumento considerável no número de atendimentos entre o primeiro semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026. Na Avenida Paulista, o crescimento foi de 12%, e na Jabaquara, 75%.

    “Esse crescimento dos números demonstra a confiança dos colegas nessa nova estrutura de atendimento, e sinaliza que a diretoria eleita de saúde, rede de atendimento e risco populacional, liderada por Luciana Bagno, está no caminho certo para atender as demandas dos associados, sempre buscando novas melhorias nessa nova estrutura de atendimento da CliniCassi”, destaca Diego Carvalho, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidente do Conselho Fiscal da Cassi.

    Ana Beatriz Garbelini, diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro do Conselho Deliberativo da Cassi, enfatiza o compromisso dos novos conselheiros de fazer uma gestão mais inclusiva, representativa e atenta às demandas dos associados. E também o dever do Sindicato de fiscalizar a gestão 2026-2030. “O Sindicato mantém contato constante com os diretores e conselheiros eleitos para cobrar melhorias na rede de atendimento da Cassi”, afirma.
    CliniCassi Santos

    O Sindicato dos Bancários de São Paulo, representado por Diego Carvalho, esteve presente na cerimônia de inauguração da CliniCassi Santos, no dia 26 de junho.

    Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

    Planos Feas: percentuais de contribuição mantidos para o próximo trimestre

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    Após análise dos resultados do estudo técnico trimestral de revisão de custeio dos planos Feas, informamos que o Conselho Deliberativo do Instituto aprovou a manutenção dos parâmetros de contribuição para o próximo trimestre.

    Os quadros abaixo demonstram os percentuais, pisos e tetos de contribuição dos planos Feas Básico, Feas Pamc e Novo Feas, com vigência para os meses de julho a setembro/26.

    Fonte: Economus

    Banco do Brasil pode enfrentar nova pressão no segundo semestre, diz BTG Pactual

    Publicado em: 03/07/2026

    O Banco do Brasil (BBAS3) deve enfrentar mais um trimestre desafiador diante da piora no comportamento de pagamento de produtores rurais, segundo avaliação do BTG Pactual. Para o banco, a expectativa de aprovação, no Congresso Nacional, de um programa de renegociação de dívidas do agronegócio pode estar levando parte dos tomadores de crédito a adiar o pagamento de financiamentos, aumentando a pressão sobre a qualidade da carteira rural.

    A análise foi elaborada após reportagem do jornal Valor Econômico informar que produtores rurais têm postergado pagamentos na expectativa de que suas operações sejam incluídas em um eventual programa de renegociação. Executivos de grandes bancos e cooperativas relataram ao jornal que os índices de inadimplência apresentaram deterioração em maio e junho, contrariando o padrão sazonal normalmente observado para o período.

    Na avaliação do BTG Pactual, esse movimento está alinhado com as conversas recentes mantidas pela instituição com participantes do mercado. O banco afirma que o debate em torno de novas medidas de renegociação pode estar criando um ambiente de “risco moral”, no qual produtores optam racionalmente por atrasar pagamentos enquanto aguardam possíveis condições mais favoráveis para regularizar suas dívidas.

    Segundo o relatório, a implementação do Desenrola 2.0 e as discussões sobre programas de renegociação para contratos ainda adimplentes reforçaram essa dinâmica, elevando as incertezas sobre o comportamento dos clientes do crédito rural.

    Calendário amplia riscos

    O BTG destaca que o calendário de vencimentos da carteira rural do Banco do Brasil aumenta a sensibilidade dos resultados do segundo trimestre. Conforme dados apresentados pela própria instituição durante o Investor Day, o banco possui R$ 155,6 bilhões em operações com produtores rurais vencendo ao longo de 2026.

    Desse total, R$ 44,2 bilhões — o equivalente a 28,4% dos vencimentos do ano — concentram-se justamente no segundo trimestre. As linhas de financiamento de custeio agrícola representam 56% dos vencimentos de abril, 60% dos de maio e 63% dos de junho, enquanto quase 60% de todos os vencimentos anuais estão concentrados entre abril e setembro.

    Na visão do BTG, essa concentração, combinada com os relatos de enfraquecimento da disciplina de pagamentos, tende a manter elevada a pressão sobre a capacidade de cobrança do banco e sobre o custo do risco nos resultados do segundo trimestre.

    Desafios persistem

    A avaliação ocorre após um primeiro trimestre já considerado difícil para o Banco do Brasil. Na ocasião, a instituição reportou um ROE (Return on Equity) de 7,3% e revisou suas projeções para 2026, citando a deterioração da qualidade da carteira de crédito voltada ao agronegócio.

    Para o BTG Pactual, os próximos resultados deverão continuar refletindo os desafios enfrentados pelo segmento rural. Embora o lançamento do Plano Safra 2026/2027 possa trazer maior previsibilidade ao setor, a instituição acredita que a discussão sobre renegociação de dívidas continuará sendo um fator relevante para o comportamento dos produtores e para o desempenho financeiro do Banco do Brasil nos próximos meses.

    Fonte: Eu Quero Investir