LGBTQIAP+: BB ressalta importância de conscientização entre bancários

Publicado em: 19/06/2023

A participação do Banco do Brasil em uma série de atividades em comemoração ao mês do orgulho LGBTQIAP+, como o patrocínio à parada de São Paulo, com presença na 22ª Feira Cultural da Diversidade e que inclui a promoção da educação financeira e oferta de cartão de crédito voltado à comunidade, reafirma a mudança de direção da empresa, em respeito à diversidade e combate à homofobia na sociedade. A avaliação é dos membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

“Ações como essas são extremamente importantes em um país que bate recorde nos níveis de violência contra essa população”, explicou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. “Além disso, a participação ativa do BB nas atividades do mês de junho reforça a importância da mesa de diversidade, que existe no campo da negociação entre funcionários e empresa para erradicar a homofobia e permitir igualdade de oportunidade às funcionárias e funcionários dentro do banco”, completou.

Fernanda lembrou ainda que, em gestões anteriores, a direção do BB chegou a retirar do ar propagandas que já estavam sendo veiculadas ao público e que exaltavam a diversidade, como em abril de 2019, quando Bolsonaro vetou uma campanha publicitária simplesmente por ter atores e atrizes negros e jovens tatuados, culminando com a demissão do então diretor de Comunicação e Marketing do BB, Delano Valentim. “Essa mudança pública do BB é fundamental. Assim como é fundamental avanços dentro da empresa em relação à mesa da diversidade”, continuou. Uma reunião sobre o tema, que está incluído nas mesas permanentes de negociações entre funcionários e banco, está prevista para ocorrer no dia 20 de julho, quando também será discutida a pauta de igualdade de oportunidade no BB.

“Como parte da comunidade LGBTQIAP+ eu me sinto muito feliz em ver essa mudança de posicionamento da gestão do banco. Muito importante o BB, enquanto banco público, ser representativo para todos os brasileiros”, avaliou a funcionária do BB e secretária da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Bianca Garbelini. “A gente espera que essa mudança também se reflita internamente, com a valorização da diversidade entre os funcionários e programas de combate à LGBTfobia dentro da empresa”, continuou.

Manifestações entre bancários

O banco também realizou uma ação interna que foi a inclusão de um coração com as cores do arco-íris na plataforma online, de acesso aos funcionários. O mesmo tipo de ação o banco tem realizado para outras campanhas, como foi recentemente no mês de março, quando parte da plataforma foi pintada de rosa em homenagem às mulheres ou quando, em novembro, foi pintada de azul, para conscientização sobre a saúde do homem.

Porém, funcionários registraram situações em que colegas manifestaram desagrado ao símbolo que faz referência ao mês do orgulho LGBTQIAP+. “Registramos casos de alguns funcionários que se ofenderam com a mensagem de luta pela igualdade. Um deles chegou a sugerir, então, poder usar uma imagem da suástica nazista, cometendo o absurdo de equiparar um símbolo que representa um movimento extremista e que dizimou milhões de seres humanos com um símbolo que promove o contrário, que é o respeito às diferenças”, pontuou Fernanda Lopes. “Apesar de essas manifestações terem sido pequenas, em relação ao número de funcionários do banco, nos traz um grande alerta: se um funcionário não se constrange de expor esse pensamento em um fórum aberto, entre os colegas, imagine como ele se comporta parente pessoas LGBTQIAP+ no dia a dia do trabalho?”, completou.

Diante dos casos que manifestam homofobia dentro da empresa, a representante da CEBB reforça a importância da mesa de diversidade. “Isso reforça a necessidade de falarmos mais do assunto dentro da empresa, através da formação e que precisamos continuar valorizando a conquista desta pauta como mesa permanente, uma reivindicação histórica do movimento sindical bancário. Todas as pessoas têm o direito de serem tratadas com respeito e da mesma maneira, independente de sexualidade, raça, credo e gênero”, concluiu.

Fonte: Contraf_CUT

Prefeito de Prudente participa de reunião com gerente de governo do BB

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O prefeito de Presidente Prudente, Ed Thomas, recebeu na manhã desta segunda-feira (12/06), no gabinete da Prefeitura, a visita do gerente de governo do Banco do Brasil, Bruno Vilas-Boas, que participou de uma videoconferência com o prefeito e gerentes do Escritório Setor Público, em São Paulo. A reunião contou com a participação da secretária de Finanças Célia Molinari.

Houve uma apresentação dos serviços e de todo suporte do Banco do Brasil e também sobre a aproximação entre a instituição e os municípios da Unipontal.

Na videoconferência, as gerentes do escritório setor público do Banco do Brasil, Poliana Borges e Paula Prado, falaram sobre os serviços ofertados e da disponibilidade do banco para atender aos municípios da região.

A secretária de Finanças, Célia Molinari, disse que o Banco do Brasil trouxe para a administração municipal uma novidade, que é o cartão para despesas menores, e que no momento a Prefeitura está avançando na questão da utilização do PIX.

O Prefeito falou sobre os desafios e dificuldades da Unipontal, que Prudente é referência para as cidades menores e sobre a importância de oferecer esse conhecimento sobre novidades, como a ferramenta do PIX para os municípios. O prefeito enfatizou que Prudente é referência no processo de desburocratização de abertura de empresas e outras inovações.

Fonte: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Presidente Prudente

SDE apresenta oportunidades de negócios na Bahia para lideranças do BB

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) participou, na tarde desta quarta-feira (14 de junho), do Encontro de Lideranças (Enlid) do Banco do Brasil (BB). Durante o evento, que aconteceu no Novotel Hangar, em Salvador, o secretário Angelo Almeida apresentou oportunidades de negócios na Bahia com foco no potencial de geração de energia renovável do Estado.

“A Bahia tem essa gigantesca janela de oportunidades. Me sinto muito honrado em poder apresentar toda essa pujança do nosso estado durante esse encontro, com lideranças dessa importante instituição brasileira, o Banco do Brasil”, destacou Almeida. Durante sua fala, o gestor destacou ainda o potencial do estado na produção de energia eólica e solar e sobre a produção de hidrogênio verde.

O evento, com o tema ‘Juntos e Misturados’, reuniu 400 colaboradores da instituição com o objetivo debater a atuação do Banco, realizar um alinhamento estratégico entre as redes e aproximar os diferentes segmentos por meio do compartilhamento de experiências em suas regionais.

A SDE colaborou com o painel “Economia da Bahia”, que também contou com a participação do superintende do Banco do Brasil na Bahia, Eduardo Lima, e do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda.

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento da Bahia

Bancos encabeçam lista de marcas mais valiosas do Brasil

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O Itaú é a marca mais valiosa do Brasil. É o que indica o relatório anual “Brasil 100”, da consultoria britânica Brand Finance. O estudo mostra que o banco é avaliado em US$ 8,7 bilhões, valor de mercado 70% superior ao do 2º colocado da lista, o Bradesco, de US$ 5,1 bilhões.

Na sequência, está o Banco do Brasil, avaliado em US$ 4,9 bilhões. Segundo o relatório, o crescimento do setor bancário está 16% acima da média das marcas do país.

O relatório anual “Brasil 100” também mostra que o Itaú cresceu 32% em relação ao ano passado. O banco é a única marca brasileira listada entre as 500 mais valiosas do mundo.

Já o Bradesco cresceu 33%, enquanto o Banco do Brasil registrou crescimento de 34% na comparação com 2022. A Caixa Econômica Federal, que aparece em 5º lugar no ranking, cresceu 14% no período, sendo avaliada em US$ 3,1 bilhões.

Leia a lista das 10 marcas mais valiosas no Brasil:

  1. Itaú (US$ 8,7 bi);
  2. Bradesco (US$ 5,1 bi);
  3. Banco do Brasil (US$ 4,9 bi);
  4. Petrobras (US$ 3,9 bi);
  5. Caixa (US$ 3,1 bi);
  6. Vale (US$ 2,2 bi);
  7. Natura (US$ 2 bi);
  8. Skol (US$ 1,8 bi);
  9. Brahma (US$ 1,6 bi);
  10. Sadia (US$ 1,6 bi).

Em relação ao valor de marca, o segmento de locação de automóveis foi o de maior crescimento (87%), pelo 2º ano consecutivo. Bancos, serviços comerciais, vestuário, produtos químicos, engenharia e construção aparecem na sequência.

O ranking de 2023 trouxe nomes inéditos: Banco Big e Ypióca entraram na lista de 100 marcas valiosas pela 1ª vez. Já Ponto Frio e Bavaria voltaram a integrar os selecionados.

Marcas que mais se valorizaram

Segundo o relatório, a Equatorial Energia é a marca de maior crescimento do ranking da consultoria britânica, com valor 205% superior ao de 2022. Em seguida, estão a locadora de veículos Movida e o banco Nubank.

Leia a lista das marcas que mais cresceram no Brasil:

  1. Equatorial Energia (+205,8%);
  2. Movida (+121%);
  3. Nubank (+110,1%);
  4. Localiza (+101,2%);
  5. Comgás (+75,3%);
  6. Arezzo (+67,3%);
  7. Copel (+54,1%);
  8. Sabesp (+53%);
  9. Votorantim (+50%);
  10. BB Seguros (+48,7%).

Fonte: Poder 360

Banco do Brasil dispara e se aproxima de máxima histórica; hora de comprar?

Publicado em: 12/06/2023

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) dispararam na sessão desta sexta-feira em dia de valorização do Ibovespa. O papel fechou negociado a R$ 47,74, alta de 4,88%. Dessa forma, a ação acumula salto de 43% no ano e se aproxima da sua máxima histórica, quando atingiu R$ 54 em 2019.

De acordo com Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos, os ganhos são resultado não apenas de fatores internos, como um balanço trimestral robusto, com um crescimento de lucro de mais de 28% em relação ao ano anterior, mas também de fatores macroeconômicos, como a melhora das perspectivas futuras e da expectativa de cortes na taxa Selic ainda está ano, “embora de forma mais moderada, com uma redução mais significativa prevista para 2025”.

“Esses elementos atraíram recursos estrangeiros para o Brasil, principalmente por meio de investidores institucionais desde o início do ano, resultaram em um aumento da demanda por ações tendo impulsionando o desempenho da empresa”, discorre.

Além disso, Abrahão diz que diversos jogadores do mercado já destacaram a empresa como “overweight” (expectativa de desempenho acima da média) no primeiro trimestre. “Em um momento de alta da bolsa (mesmo que com cautela e ainda a ser consolidado), grandes empresas, especialmente aquelas com boa liquidez e que apresentam um valuation descontado, tendem a ser as primeiras a se beneficiar, o que é bastante observado por investidores estrangeiros”, completa.

É hora de comprar Banco do Brasil?

O Banco do Brasil foi a ação mais recomendada pelos analistas para o mês de junho quando o assunto é distribuição de dividendos. O banco estatal recebeu 13 indicações nas carteiras recomendadas, segundo levantamento feito pelo Money Times com 22 corretoras.

De acordo com os analistas, o BB surfa um bom momento de lucros visto em 2022, além de ter projeções otimistas para o decorrer de 2023.

Além disso, o banco deve garantir vantagem em um cenário de crescimento na concessão de crédito e retomada acelerada da economia.

Os analistas de mercado também consideram que o valuation de BBAS3 é atraente.

Fonte: Money Times

Grupo de Trabalho irá revisar a regulação dos fundos de pensão; ANABB quer participar

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Em decreto publicado na sexta-feira (2 de junho), o governo federal instituiu um Grupo de Trabalho (GT) com a finalidade de elaborar propostas de revisão da regulação das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), como a Fundação dos Economiários Federais (Funcef).

Com duração de 180 dias, prorrogáveis uma vez por igual período, o Grupo vai concentrar o trabalho nos seguintes temas:

– Avaliação e registro de títulos e valores mobiliários, processo de escolha de dirigentes e conselheiros e equacionamento de déficit atuarial relativo ao exercício de 2022;

– Retirada de patrocínio e rescisão unilateral de convênio de adesão;

– Procedimentos e critérios específicos para a apuração e o tratamento dos resultados dos planos de benefícios.

“São temas de grande interesse dos participantes e a Fenae estará atenta ao trabalho do Grupo. Os últimos governos e a diretoria anterior da Funcef promoveram mudanças que prejudicaram não apenas os participantes, mas as entidades fechadas em geral. Uma delas é a possibilidade de repassar a gestão dos recursos acumulados pelos participantes para os bancos privados”, avaliou Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

“É importante reforçar que a presença dos representantes dos participantes no GT é fundamental para resgatar os direitos e proteger o patrimônio dos participantes”, observou Takemoto, que ressaltou que a Fenae tem acompanhado e cobrado definições importantes sobre o equacionamento e a revisão do atual estatuto da Funcef, em vigor desde agosto de 2021.

O GT será composto por representantes dos ministérios da Previdência Social, Casa Civil, Fazenda e Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O Grupo conta, ainda, com a participação de representantes da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e dos Beneficiários de Saúde Suplementar de Autogestão (Anapar), da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) e patrocinadores e instituidores, indicado na forma disciplinada pelo Ministério da Previdência Social.

O relatório do Grupo de Trabalho será encaminhado ao Ministro de Estado da Previdência Social e ao Conselho Nacional de Previdência Complementar.

Funcionário do Banco do Brasil e associado do Plano 1, o secretário do Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência, Paulo Roberto dos Santos Pinto, em palestra no 24º Congresso Nacional da Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e de Autogestão em Saúde), disse em entrevista ao Associados Previ que a orientação do Ministério da Previdência vai no sentido contrário da gestão anterior, que buscou enfraquecer as entidades fechadas de previdência complementar, administradoras de recursos de aproximadamente R$ 1,3 trilhão, e ampliar a participação dos planos abertos administrados pelo sistema financeiro.

“Essa era uma orientação do ministro da Economia, que tinha uma visão ultraliberal do Estado mínimo. Ele entendia que tudo que era público era ruim. Ele usava vários termos pejorativos para se referir aos fundos de pensão, aos servidores públicos”, lembra Paulo Roberto. “Nós agora no Ministério da Previdência temos o princípio de que não existe nação sem Estado. E não existe Estado sem o servidor público, que é quem vai atender à população. Nosso governo já deu mostras que tem lado. É o lado do trabalhador.”

No governo passado, tanto o Ministério quanto os órgãos reguladores e fiscalizadores do sistema, segundo o secretário, “tinham uma preocupação de ‘harmonizar’, é a palavra que eles usavam, a previdência fechada com a aberta. Só que era um ‘harmonizar’ para tornar tudo aberto, jogar tudo para os bancos. Hoje temos uma preocupação forte de harmonizar na direção contrária”.

Na visão de Paulo Roberto, “o sistema de previdência aberta não é previdência. O VGBL por exemplo é um plano sucessório, uma poupança em que os recursos investidos não pagam imposto de renda. Onde efetivamente temos uma previdência é no sistema fechado e por isso achamos que é importante fortalecê-lo cada vez mais”.

ANABB solicita ingresso no grupo

Tendo o Presidente da República assinado decreto que institui Grupo de Trabalho (GT) com a finalidade de elaborar propostas de revisão da regulação do segmento fechado de previdência complementar, a ANABB passou a realizar diligências para melhor acompanhar os desdobramentos da iniciativa e seu alcance.

Nesse sentido, na tarde desta quarta-feira (7), a Associação encaminhou ofício ao ministro de Estado da Previdência Social, Carlos Lupi, solicitando o ingresso da entidade no GT. No documento, a Associação destaca que representa mais de 80 mil associados, beneficiários de fundos de pensão, e que é patrocinadora e instituidora da ANABBPrev – fundo de previdência fechado.

Veja a íntegra do documento:

Senhor Ministro,

A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) é a maior associação de classe trabalhadora do Brasil, com mais de 80 mil associados e beneficiários de fundos de pensão, e também é patrocinadora e instituidora do fundo de previdência fechado ANABBPrev.

Além disso, a ANABB participa ativamente de todos os assuntos relevantes relacionados à própria Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI).

Dito isso, tomamos conhecimento da criação de um Grupo de Trabalho com a finalidade de elaborar propostas de revisão da regulação do segmento fechado de previdência complementar, conforme Decreto nº. 11.543, de 1º de junho de 2023.

O referido Grupo de Trabalho contará, dentre outros, com a participação de um representante do segmento de patrocinadores e instituidores (art. 3º, III, “c”).

Considerando que a ANABB possui representação nacional, é patrocinadora e instituidora de fundo fechado de previdência complementar e atua há mais de 30 anos na seara previdenciária, solicitamos o ingresso da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil no Grupo de Trabalho instituído pelo Decreto nº 11.543/2023, como representante do segmento “patrocinadores e instituidores”.

Cordialmente,

Augusto Silveira de Carvalho

Presidente da ANABB

Fonte: Fenae com Aggência ANABB

Banco do Brasil, Bradesco e Itaú anunciam adesão ao Desenrola Brasil

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Três dos principais bancos do Brasil confirmaram que vão participar do programa Desenrola Brasil, lançado na segunda-feira (5), que tem como objetivo a renegociação de dívidas de pessoas físicas.

Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco informaram à Folha que entrarão no programa que deve começar em julho. Caixa Econômica Federal, Mercantil e Banrisul divulgaram que aguardam a regulamentação da medida, a ser publicada pelo ministério da Fazenda nos próximos dias.

Os bancos Santander, Daycoval, PagBank, Nubank, C6, Pan e Inter não responderam até a publicação da reportagem. O BMG disse que não se pronunciará.

Em nota, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) afirma ter participado das negociações com o governo federal e diz que o programa é uma forma de garantir crédito futuro a quem está endividado.

“A Febraban acredita que o programa Desenrola tem potencial para que o crédito possa continuar a ser concedido de forma segura e dentro das necessidades dos tomadores”, diz o presidente da entidade, Isaac Sidney.

A participação dos bancos é importante para a execução do programa, já que serão as instituições financeiras que realizarão as operações de crédito e receberão o valor do devedor, repassando em seguida para o credor.

O QUE É O DESENROLA BRASIL?

O programa terá duas faixas de renegociação de dívidas. A faixa 1 será restrita a renegociação de dívidas de até R$ 5.000, para cidadãos com nome no cadastro de inadimplentes em 31 de dezembro de 2022 e que receba até dois salários mínimos (R$ 2.640) ou esteja cadastrado no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).

Já a faixa 2 será para pessoas com dívidas no banco, com possibilidade de renegociação direta com a instituição financeira. A expectativa do governo é começar o programa em julho e que mais de 70 milhões de pessoas possam ser beneficiadas, renegociando até R$ 100 bilhões em dívidas.

Uma das condições para a inclusão do banco no programa será retirar a pessoa que tem dívidas de até R$ 100 da lista de inadimplentes. Segundo o ministério da Fazenda, a medida não representa um perdão da dívida, mas sim uma forma de permitir que o devedor possa participar do Desenrola Brasil.

“O banco vai tirar o nome dela de lá, não vai colocar mais e não vai fazer cobrança ativa dessa dívida. Os bancos não chamam isso de perdão porque é contra os princípios bancários, mas, na prática, a dívida não vai ser cobrada”, explicou o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, em entrevista à Folha de S.Paulo.

A expectativa é que 1,4 milhão de pessoas sejam beneficiadas com a medida. Esta condição que será imposta aos bancos não tem relação com a renegociação da dívida das duas faixas envolvidas no programa.

O ministério da Fazenda deve publicar nos próximos dias uma resolução com a definição de critérios para participação dos bancos e também estipulando condições para o financiamento.

A intenção da pasta é que as renegociações possam ser pagas à vista ou em até 60 vezes, sem entrada, com juros de 1,99% ao mês e a primeira parcela sendo cobrada após 30 dias e podendo ser quitada por Pix, débito ou boleto.
Renegociação

A renegociação deve ser feita pelo celular, por meio de uma plataforma que será criada e precisará de conta no portal gov.br. Na plataforma, a pessoa terá informações como lista de dívidas que podem ser negociadas, desconto oferecido pelo credor e a situação de cada uma das dívidas.

QUEM PODERÁ PARTICIPAR DO DESENROLA?

  • Devedor: pessoa física com nome em cadastro de inadimplente e que pode quitar os débitos com recursos próprios ou contratação de empréstimo;
  • Credor: pessoa jurídica que incluiu o devedor no cadastro de inadimplente. É preciso solicitar a inclusão no programa e oferecer descontos nas dívidas e opção para excluir dívidas de “pequeno valor”. A quantia não é especificada na medida provisória, mas o ministério da Fazenda diz que será de R$ 100.
  • Agente financeiro: bancos ou instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central para realizar operações de créditos. Eles pagarão com recursos próprios os valores das dívidas e receberão garantia de pagamento da faixa 1 do FGO (Fundo de Garantia de Operações).

QUAIS SÃO AS REGRAS PARA ENTRAR NO PROGRAMA?

Na faixa 1 do programa serão aceitos os devedores que atendam as seguintes condições:

  • Ter o nome no cadastro de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022.
  • Dívidas de até R$ 5.000 e de natureza privada.
  • Renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640) ou que tenha inscrição no CadÚnico
  • Não entram no programa financiamento imobiliário, crédito rural e outras operações
  • Devedores serão incentivados a realizar curso de educação financeira;

A faixa 2 do Desenrola Brasil será voltada apenas a quem tem dívidas com bancos, que oferecerão renegociação direta aos clientes. Em contrapartida aos descontos nas dívidas, o governo oferecerá incentivo regulatório para aumentar a oferta de crédito, mas não haverá a garantia do FGO.

Nas duas faixas, os valores negociados por meio do Desenrola Brasil não terão a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

COMO VAI FUNCIONAR?

A primeira etapa será a adesão dos credores e dos bancos, que deve começar no início de julho. Em seguida, será feito um leilão por categoria de crédito (por exemplo: dívidas bancárias, dívidas de serviços básicos e dívidas de companhia), sendo que o vencedor será o credor que oferecer o maior desconto para a dívida a ser renegociada. Ficará fora do programa quem propor descontos menores.

Em cada categoria, haverá uma espécie de fila de dívidas à espera da negociação. “Se tiver R$ 1 bilhão [do FGO] para a categoria telecomunicações, por exemplo, vai entrando em ordem. A primeira dívida tem um desconto de 90%, a segunda, 70%. Vai empilhando até usar todo o dinheiro. Usado todo o dinheiro, o resto fica de fora”, explica o secretário Marcos Barbosa Pinto, que prevê que a etapa irá até a metade de agosto.

Após o leilão, será feito o processo de inclusão dos devedores no programa e, por fim, haverá o período de renegociação da dívida entre o devedor e o banco que foi escolhido pela pessoa inadimplente. O devedor pagará ao banco, que repassará o valor ao credor.

A expectativa é de que a plataforma de negociação fique aberta por dois ou três meses para a conclusão dessas negociações.

PASSO A PASSO PARA DEVEDORES DA FAIXA 1

  • Devedores da faixa 1 poderão acessar a plataforma do Desenrola Brasil com seu usuário gov.br
  • Na plataforma, o devedor poderá visualizar as dívidas cadastradas pelas empresas credoras e as ofertas de desconto
  • Se a oferta for considerada atrativa, o cidadão terá duas opções: pagar o valor reduzido à vista ou financiar em até 60 meses, com taxa de juros de até 1,99% ao mês
  • Ao escolher a opção do financiamento, o devedor poderá selecionar com qual banco contratará o novo crédito. As instituições podem dar descontos na taxa de juros para atrair um maior número de operações
  • O pagamento das parcelas poderá ser realizado em débito em conta, boleto bancário ou Pix. A primeira prestação será cobrada 30 dias após a renegociação

Fonte: Diário do Comércio

Banco do Brasil projeta R$ 350 milhões em negócios na Bahia Farm Show

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O Banco do Brasil, reforçando seu compromisso de estar próximo aos produtores rurais, participou da Bahia Farm Show, uma das principais feiras do agronegócio brasileiro que ocorreu entre os dias 6 e 10 de junho na cidade de Luis Eduardo Magalhães (BA). Para fomentar e dinamizar o agronegócio na região, o BB promoveu 17 eventos pré-feira, mobilizando produtores rurais e empresas para a realização de novos negócios. Estima-se o volume de R$ 350 milhões em propostas acolhidas no evento, valor 86% superior ao observado em 2022.

A participação do BB contou com ações de relacionamento e promoção de negócios, realização de palestras técnicas, além da apresentação de soluções BB para os empreendimentos dos produtores e produtoras rurais. Destaque para o evento Mulheres no Topo, que contou com a participação de clientes produtoras rurais mostrando o papel das lideranças femininas no setor.

A presidenta do BB, Tarciana Medeiros, reforça o compromisso do BB com o agronegócio brasileiro e afirma que o Banco continuará levando aos produtores rurais as melhores condições para ampliarem sua produção de maneira sustentável. “Somos próximos e relevantes na vida de nossos clientes, proporcionando o desenvolvimento econômico e social do país com inclusão produtiva, assessoria financeira, disseminação de conhecimento e soluções digitais. Só de janeiro a maio, desembolsamos R$60 bilhões referentes ainda à safra 2022/2023, valor que é 23% superior ao mesmo período da safra passada. Além disso, maio foi um mês recorde também, com R$ 15,1 bilhões, um valor 13% maior que maio de 2022”, afirma. “O apoio do BB a toda a cadeia do agronegócio é um grande diferencial. Destaco aqui que os financiamentos contratados no Pronaf e no Pronamp representam 60% das nossas operações agro nesse ano. Só no Pronaf foram R$ 6,6 bilhões, um valor 24% maior que no ano passado”, enfatiza a presidenta do BB.

O Vice-Presidente de Agronegócios, Empréstimos e Financiamentos, Luiz Gustavo Braz Lage, destaca que “é vocação histórica do Banco do Brasil estar junto e misturado com os agricultores familiares, médios e grandes produtores, além dos demais integrantes da cadeia de valor do agro. Somos e seguiremos sendo o maior parceiro do agro de todos os tempos”.

Os visitantes puderam trocar pontos Livelo por produtos exclusivos durante a feira. Os pontos arrecadados com a comercialização dos produtos serão doados e convertidos em reais, sendo posteriormente repassados pela Fundação BB a projetos socioambientais do Programa Carbono Neutro BB no Estado da Bahia.

Fonte: Banco do Brasil

BB libera R$ 60 bilhões neste ano referente à safra 2022/2023

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O apoio do BB à toda a cadeia do agronegócio é um dos destaques do BB em 2023. De janeiro a maio deste ano, os desembolsos ao agro na safra somam R$ 60 bilhões, valor 23% superior ao observado no mesmo período da safra anterior.

Nos 5 primeiros meses de 2023, foram contratadas mais de 200 mil operações em 4,8 mil munícipios em todas as regiões do País. O mês de maio deste ano foi o melhor da história para o período. Foram desembolsados R$ 15,1 bilhões, soma 13% superior ao registrado no mesmo mês de 2022.

Os financiamentos contratados com os agricultores familiares (PRONAF) e médios produtores (PRONAMP) representam 60% do total de operações. No período, os desembolsos para a Agricultura Familiar (PRONAF) somaram R$ 6,6 bilhões, volume 24% superior ao mesmo período de 2022.

A carteira de crédito destinada a agro somou R$ 323 bilhões em março de 2023, representando crescimento de 27% em 12 meses.

A presidenta do BB, Tarciana Medeiros, afirma: “Estamos juntos do pequeno produtor rural e de todos os segmentos do agronegócio, para dentro e para fora da porteira. O agronegócio é e sempre será estratégico para o Banco do Brasil. Por isso, reafirmamos nosso compromisso de estar ao lado do produtor rural brasileiro, de todos os portes e de todas as regiões do país”. Ela ainda destaca a parceria histórica do Banco junto ao segmento agro: “Somos os líderes desse segmento da economia, o que contribui para o PIB brasileiro; e queremos ter posição de ainda maior destaque. Os números demonstram a prioridade que damos para nossa parceria com o agronegócio”.

A suplementação de recursos para o atual Plano Safra, publicada no Diário Oficial de 24/05, destinou R$ 4 bilhões em operações de custeio e investimento para o BB que já vem sendo desembolsadas desde o primeiro dia aos agropecuaristas. Em complemento aos volumes do Plano Safra, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito para custeio, investimento, comercialização e CPR com recursos próprios, atendendo toda a demanda do setor.

Para o Vice-Presidente de Agronegócios, Empréstimos e Financiamentos, Luiz Gustavo Braz Lage, “o volume recorde de desembolsos é resultado da vocação histórica do Banco do Brasil em estar próximo e apoiar os agricultores familiares, médios e grandes produtores, além de toda a cadeia de valor do agro. Seguiremos sendo o maior parceiro do agro de todos os tempos reforçando nosso protagonismo e fomento ao esse fundamental setor da economia brasileira”.

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária registrou alta de 21,6% no primeiro trimestre de 2023 ante o quarto trimestre, informou nesta quinta-feira (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2022, o PIB apresentou avanço de 18,8%. O desempenho extraordinário da agropecuária contribuiu com cerca de 1,7 ponto percentual para a alta de 1,9% do PIB do primeiro de 2023 ante o quarto trimestre de 2022.

Fonte: Banco do Brasil

 

Após voltar ao armário sob Bolsonaro, BB retoma diversidade e estreia na Parada LGBT+

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A mudança de gestão do Banco do Brasil, com o terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deu nova cara ao comando do banco, com quatro mulheres, uma delas na presidência do BB. Mas a diversidade vai além do que se observa à primeira vista. Dois dos membros da cúpula do banco são abertamente LGBT+: a própria presidente, Tarciana Medeiros, e o vice-presidente de Finanças, Marco Geovanne Tobias, ambos funcionários de carreira da instituição.

O banco público quer mostrar, para dentro e para fora, que voltou a se abrir à diversidade, após a pressão sofrida contra o tema durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em um setor já pouco diverso.

No domingo, 11, pela primeira vez, o BB terá sua marca na Parada do Orgulho LGBT+, em São Paulo. Na quinta-feira, 8, a presidente do banco esteve na Feira da Diversidade, na capital paulista, na qual o banco montou um espaço. Há ainda uma versão do cartão Ourocard com a bandeira do movimento, que pode ser solicitada por qualquer cliente. O Ourocard Orgulho é um cartão de crédito em que possível o titular usar o nome social. O plástico será estampado com as cores da bandeira do arco-íris.

Não é coincidência que os movimentos aconteçam com a troca de governo. Nos bastidores, sob anonimato, funcionários do banco afirmam que programas afirmativos criados na última década e intensificados na gestão de Paulo Caffarelli (2016-2018) foram paralisados durante o governo Bolsonaro, em especial na gestão de Rubem Novaes (2019-2020).

Logo no primeiro ano, em 2019, a guinada veio a público por meio de uma crise: o Planalto não gostou e o banco teve de cancelar uma propaganda que exaltava a diversidade. À época, o diretor responsável foi afastado.

“Quando você fala em 84 milhões de pessoas (clientes), não são todas brancas, cis, hétero”, disse Tobias à Coluna. “A marca precisa refletir isso na comunicação, e também para dentro, porque quando eu falo de 86 mil funcionários, é a mesma coisa.” Ele afirma que, ao retornar ao BB, em 2023, descobriu que os funcionários continuavam organizados para falar de diversidade dentro do banco, com grupos de WhatsApp, mesmo sem o respaldo oficial.

Um dos primeiros passos de Tarciana Medeiros à frente do banco foi criar um comitê estratégico de diversidade, de mesmo peso hierárquico que o de crédito, por exemplo, para auxiliar a ascensão interna de mulheres, pessoas pretas, LGBT+ ou com deficiência, por exemplo.

“Até determinado nível hierárquico da empresa, temos participação substancial das mulheres. Só que de determinado patamar em diante, isso não acontece”, disse ela à reportagem em maio, afirmando que o banco também tem olhado para a questão em outras empresas com as quais tem relacionamento.

“Criamos esta instância de governança para dar uma sinalização à organização de que esta orientação veio para ficar, e tentar reconstruir essas pontes”, afirmou Tobias, que trabalhou no BB entre 1987 e 2010, e ajudou a estruturar programas de diversidade em sua passagem pelo Bank of America, entre 2015 e 2022.

Política e negócio

O sociólogo e professor de comunicação da ESPM Gabriel Rossi afirma que o posicionamento do BB deixa claro ao público que o governo Lula tem visão progressista, no campo oposto ao bolsonarismo, mas tem um fundamento de negócio. “Esse (LGBT+) é um mercado que nenhum banco pode abandonar”, disse.

Segundo ele, bancos tradicionais, como o Itaú, têm se movimentado para falar com esta faixa da sociedade, mas ainda estão atrasados em relação às fintechs, que nasceram empunhando a bandeira da diversidade.

Para Rossi, as empresas não podem mais fugir de temas sociais relevantes porque os clientes cobram posicionamentos, mas o discurso precisa estar alinhado à prática dentro de casa. “Talvez na parte da comunicação haja alguns esforços interessantes, mas a grande questão é se a cultura interna corresponde, se essas pessoas têm voz ativa e se há ações afirmativas”, disse.

Tobias afirma que, apesar de a pauta ESG estar em alta, questões de raça e gênero ainda passam longe das prioridades dos investidores. “Mas entendemos que, ao trabalhar isso (diversidade), teremos consequências em termos de produtividade, de rentabilidade e de crescimento de negócios, que eles vão perceber.” ESG é a sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governanças.

Tobias ecoa a visão de Tarciana, que defende que a diversidade dá lucro, e que isso se provará ao longo do tempo.

Ele admitiu que nem todos os clientes podem aprovar o posicionamento, diante da polarização que o assunto gera. Afirmou, por outro lado, que é preciso dar o primeiro passo, a despeito dos riscos. “Vamos ter de aprender em pleno voo, vai ser a primeira vez na história que o banco estará na Parada”, disse. “Eu mesmo, como gay, demorei muitos anos para ter coragem de participar de uma Parada Gay.”

Setor é visto como pouco diverso

Na visão do sócio fundador e gestor da Fama Investimentos e especialista em ESG, Fabio Alperowitch, o setor financeiro carrega uma cultura corporativa que ainda favorece a ascensão de homens brancos a cargos de liderança, e que explica o desinteresse pela diversidade. “O mercado financeiro tem um componente cultural do poder do homem branco, hétero, conservador, e isso se manifesta de diversas formas”, afirma. “O investidor é o setor financeiro, portanto, não cobra algo que não é importante para ele.”

Se depender da gestão atual do BB, o banco vai continuar levantando a bandeira da diversidade no sistema financeiro. Segundo Tobias, as iniciativas lançadas no mês do Orgulho LGBT+ deste ano devem ser aprofundadas nos próximos. Há a intenção, por exemplo, de reverter parte das receitas com o cartão alusivo à causa para instituições que trabalham no acolhimento de pessoas trans.

“Vai ser a primeira iniciativa LGBT (primeiro produto declaradamente alusivo à questão do orgulho) do banco. É acima de tudo um posicionamento da marca, é uma resposta para o nosso público interno que espera a reconstrução dessas pontes, mas vamos testar o mercado”, afirma. “Não é algo só de comunicação. Assim como vamos à feira do agronegócio, queremos estar nesses outros segmentos que muitas vezes estão à margem.”

Fonte: Estadão

Setor bancário eliminou 70 mil empregos e fechou mais de 5 mil agências em 10 anos

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A digitalização do setor bancário está levando as instituições financeiras a enxugarem suas estruturas, eliminando postos de trabalho e fechando agências. O assunto foi tema de reportagem do Estadão, publicada na última segunda-feira 5. O jornal usou dados fornecidos pelo Dieese e pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região: de janeiro de 2014 a abril deste ano, os bancos fecharam 5.716 agências e extinguiram cerca de 70 mil postos de trabalho.

A reportagem ouviu a presidenta do Sindicato, Ivone Silva, que lembrou que o avanço da digitalização e o aumento do número de clientes que usam aplicativos bancários acelerou ainda mais com a pandemia.

“Os bancos têm feito uma movimentação que se intensificou após a pandemia. As pessoas aprenderam a usar o celular, especialmente as mais idosas. Com isso, muitas agências têm sido fechadas. Hoje, na agência, o número de trabalhadores é cada vez menor, e isso tem a ver com o uso da tecnologia no setor”, disse Ivone, ao Estadão.

Ela destacou ainda que os bancários que ficam, acabam acumulando uma carga de trabalho enorme nas agências e em outras áreas, porque são cada vez menos pessoas trabalhando.

Dados do Caged

O Estadão cita ainda dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho): o volume de demissões no setor bancário em março foi 39% maior que a média mensal de 2022, quando o número de desligamentos chegou a 1.474. Já o número de contratações foi 16,5% abaixo da média mensal registrada no setor em março do ano passado. Março de 2023 foi o sexto mês consecutivo de cortes de postos de trabalho no setor bancário.

A reportagem destaca também que foram eliminadas 2.662 vagas no setor bancário, no primeiro trimestre deste ano, enquanto que, no mesmo período de 2022, haviam sido abertas 3.160 vagas. E que nos grandes bancos, o corte de pessoal chegou a 2.394, comparando os dados do primeiro trimestre de 2023 com igual período no ano passado.

Ainda citando o Novo Caged, a reportagem ressalta que a eliminação de empregos tem impactado mais a categoria bancária do que as demais categorias do setor financeiro: “Considerando o ramo financeiro como um todo, que inclui gestoras, corretoras e assessores, houve crescimento de vagas.” Em março foram criadas 925 vagas no setor financeiro como um todo; e nos últimos 12 meses, foram criados 28,5 mil postos de trabalho no ramo. A média é a criação de 2,3 mil vagas por mês. O Estadão lembra ainda que a digitalização dos bancos resulta em novo perfil de contratações: “(…) os novos postos de trabalho, na maioria dos casos, foram para profissionais de tecnologia da informação, como programadores, analistas e gerentes de produto.”

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Quatro bancos concentraram 59% do mercado de crédito em 2022

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As quatro maiores instituições financeiras do país concentravam 59,0% do mercado de crédito no segmento bancário em 2022, segundo dados divulgados no Relatório de Economia Bancária (REB) do Banco Central (BC) nesta terça-feira. O dado representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao ano anterior. Com a elevação da taxa básica de juros (Selic) os juros cobrados nas operações de crédito contratadas em 2022 foram pressionados.

O percentual de concentração bancária segue em trajetória de redução desde 2018. Segundo o BC, maiores bancos do país são a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, o Itaú e o Bradesco. Na edição passada, o BC adotou uma nova metodologia para medir a concentração do sistema financeiro, considerando as quatro maiores instituições e não mais as cinco maiores.

Na prática, a nova métrica retira o Santander do grupo. Segundo a autoridade monetária, o indicador com os quatro maiores bancos é “mais comum internacionalmente” e “mais informativo”.

Em relação aos depósitos, o grupo concentrava 58,9%, ante 60,1% em 2021. Os ativos totais das quatro maiores instituições, por sua vez, equivaliam a 55,7% do total, contra 56,0% no ano anterior.

Os bancos públicos detinham 43,7% do crédito total e os privados, 56,3%. O maior índice de concentração está em financiamentos habitacionais, que alcançaram 92,6%, e em financiamentos de infraestrutura e desenvolvimento para empresas, com 94,2% em 2022 entre os quatro maiores.

O documento manteve um quadro com a medição antiga – os cinco maiores bancos do país representavam 77,6% do crédito em 2022, queda de 1,1 ponto em relação ao ano anterior. Incluindo o segmento não bancário, o percentual era de 66,9%, redução de 1 ponto.

Nos depósitos, os cinco concentravam 74,7% no segmento bancário e 68,0% no não bancário. Os ativos totais do grupo somavam 73,5% do total do segmento bancário e 63,8% do não bancário.

O Índice Herfindahl-Hirschman Normalizado (IHHn) caiu para 0,1015 pontos no mercado de crédito em 2022. No ano anterior, o indicador media 0,1034 pontos. Quando o índice está entre 0 e 0,10 o BC considera baixa concentração. Acima de 0,10 até 0,18 representa moderada concentração e acima de 0,18 até 1, elevada concentração.

Elevação da Selic

A taxa média de juros dos novos contratos aumentou de forma mais destacada para pessoas físicas com recursos livres, segundo o documento. Além disso, o BC destaca que houve aumento da inadimplência do crédito livre, especialmente no segmento das famílias.

“A carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) encerrou 2022 com forte crescimento pelo terceiro ano consecutivo. No primeiro semestre, o crescimento do saldo manteve-se em ritmo elevado, impulsionado pelas modalidades de custo mais elevado no segmento de pessoas físicas (PFs) e pelo capital de giro no segmento de pessoas jurídicas (PJs)”, ressaltou a autoridade monetária.

“No segundo semestre, entretanto, observou-se desaceleração na expansão do crédito, com o arrefecimento do crédito livre. Por outro lado, as operações de crédito direcionado cresceram de forma mais acentuada”, complementou.

Fonte: Valor Investe

Bancos tradicionais têm queda de 57% em movimentações

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Até dezembro de 2017, ao menos 99,8% transferências bancárias realizadas pela Transfeera, fintech de Joinville que fornece infraestrutura de pagamentos para empresas, se concentravam nos 5 maiores bancos brasileiros: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco e Santander.

Já em dezembro do ano passado, apenas 42,7% dos pagamentos considerando pessoas físicas e jurídicas tinham como destino os cinco maiores bancos, uma queda de 57% em 5 anos.

Os números foram levantados no estudo Market Share de Bancos 2023 que analisou um montante de 29.680.808 transferências bancárias realizadas pela fintech no período.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são os que mais vêm perdendo espaço. Em dezembro de 2017, o Banco do Brasil representava 33,1% das transações da fintech. No mesmo mês do ano passado, o número não passou de 5%.

A queda dos bancos tradicionais se contrapõe ao crescimento do banco digital Nubank, que começou a aparecer na base de dados da fintech em abril de 2019, com 1% das transações, e chegou a 26,6% em dezembro do último ano.

“Na linha de competição que o BCB vem provocando nos últimos anos, a gente saí de um histórico de concentração e um sistema legado de muitas décadas para um sistema mais dinâmico, Desde 2013, com a criação das Instituições de pagamentos, vemos as lacunas deixadas pelas grandes instituições sendo preenchidas por soluções majoritariamente digitais. A realidade de hoje no mercado é a de pluralidade de soluções e a verticalização focando em nichos e públicos que eram desatendidos. Agora, o cliente, seja ele empresa ou pessoa, tem larga quantidade de opções para escolher dentro daquilo que melhor se adequa às suas necessidades. Esse mercado em total ebulição é um mar gigante para competição e cooperação entre as diferentes instituições e agentes”, comenta Fernando Nunes, CEO e cofundador da Transfeera.

Comparação do mercado PF e PJ

Na análise separando pessoas físicas e jurídicas esses números comprovam a crescente preferência por bancos digitais que buscam inovar de forma constante. Destaca-se o fato de que, no quesito de transferências para pessoas jurídicas, Itaú e Santander se mantiveram estáveis em suas respectivas parcelas de mercado.

Enquanto isso, os outros três grandes bancos sofreram quedas significativas como Caixa Econômica Federal (-20,39%), Bradesco (-16,28%) e Banco do Brasil (-16,19%). Individualmente, Nubank e Itaú concentram o maior volume de transações.

Considerando apenas transações feitas para pessoas físicas, os grandes bancos caíram 57,5% em 5 anos. Em contrapartida, o Nubank, que entrou na base da empresa somente em 2019, passou a dominar quase um terço das transações em dezembro do ano passado.

Seguindo essa comparação, porém agora no cenário do sistema de pagamento instantâneo, o PIX, a partir de abril de 2021, com a possibilidade de cobranças oferecendo QR codes pela Transfeera para pessoas físicas, o Nubank se destacou com 27% em recebimentos de pessoa física por banco.

No quadro de recebimento de pessoa jurídica por banco, em maio de 2021, 100% das operações eram dominadas pelo Santander, porém em dezembro do ano passado, PagSeguro (12,93%) e Nubank (12,09%) lideram, apesar de a operação estar bem distribuída entre diferentes players.

“Comparando os dados da Transfeera com os dados do Banco Central, percebemos a profundidade que o Pix atinge nas transações entre pessoas físicas, o que, ainda, não se repete quando falamos de transações de pessoas para empresas ou de empresas para pessoas. As agendas evolutivas do Pix e do Open Finance devem contribuir para uma nova onda de crescimento dos pagamentos instantâneos, entretanto, os entes do mercado também precisam fazer a sua parte propondo inovações para esse arranjo. A experiência do usuário com Pix é um ponto que precisa de muitas melhorias, realizar um pagamento usando um cartão com aproximação é muito mais simples do que fazer um Pix. Além de experiência, estamos falando de segurança, velocidade e um fluxo de caixa em tempo real, sem necessidade de pagar taxas relevantes para antecipação ou ter de esperar dias para poder receber o dinheiro do seu intermediador“, explica.

Fonte: Economia SC

Previ divulga perfil da Seleção de Conselheiros 2023 da instituição

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Após processo de avaliação, a Seleção de Conselheiros da Previ de 2023 foi concluída em abril. Nessa matéria, vamos compartilhar as principais estatísticas sobre o perfil dos participantes no processo, além do balanço das indicações nas assembleias gerais ordinárias nas principais empresas em que a Previ detém participação.

Os conselheiros de administração e fiscal desempenham um papel fundamental nas organizações, contribuindo para a tomada de decisões estratégicas, o monitoramento das atividades e o bom funcionamento das empresas. As responsabilidades dos conselheiros indicados pela Previ envolvem o acompanhamento e aconselhamento dos executivos e gestores, bem como a proteção dos interesses da Companhia, colaboradores e demais partes interessadas.

Para a Previ, a Seleção de Conselheiros tem papel fundamental no atingimento de nossos objetivos estratégicos e na construção de colegiados robustos, diversos e legítimos nas empresas em que investimos. A partir deste processo, buscamos selecionar candidatos capazes de auxiliar na criação de valor a todos os acionistas, colaboradores, fornecedores, clientes, comunidades e, por consequência, a sociedade de uma forma geral.

Mais que um processo seletivo comum, a Seleção de Conselheiros representa a indicação de profissionais que atuarão com objetivo de buscar a perenidade das companhias em que a Previ investe, contribuindo para o futuro da nossa instituição.

Raio-x da seleção

O banco de candidatos da Seleção de Conselheiros de 2023 totalizou 355 inscritos, dos quais 91 foram indicados para vagas (40 delas por recondução e 51 novas indicações) e 80 foram eleitos. Confira o perfil dos inscritos:

Além da conferência curricular, os candidatos habilitados nas etapas anteriores, foram encaminhados para o Assessment, uma avaliação qualitativa para identificação de tendência de comportamento, desempenho e potencial, conduzida por consultoria independente.

Nesse ano, para a temporada de assembleias gerais ordinárias das empresas, a Previ apresentou indicações para 91 vagas. Confira o perfil dessas vagas:

Dessas 91 vagas, a Previ obteve êxito na indicação de 80 candidatos. Confira o perfil dos eleitos:

 

Dos 80 assentos preenchidos, 40 são reconduções de conselheiros que exerceram as funções de conselheiros de administração ou fiscal. Das 51 novas indicações, 25% foram preenchidas por mulheres.

A Previ vem buscando engajar as empresas em ações que promovam uma cultura inclusiva e valorizem diversidade, dentre outras práticas ASGI (Ambiental, Social, de Governança e Integridade), pois acredita na sua importância para melhor posicionar as empresas frente aos desafios, aproveitar as oportunidades, fortalecer a reputação da companhia e criar valor de forma sustentável.

A relação completa com os conselheiros eleitos com o apoio institucional da Previ está divulgada no site Previ.

Fonte: Previ

Justiça suspende decisão que afastava presidente da Previ do cargo

Publicado em: 02/06/2023

O desembargador Rafael Paulo Soares Pinto, da 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, derrubou na segunda-feira, 29, a decisão que afastou do cargo o presidente da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, João Luiz Fukunaga. De acordo com o desembargador, o afastamento não poderia ser decidido pela Justiça.

Fukunaga havia sido afastado pelo TRF-DF na sexta-feira, 26, com base em ação popular protocolada pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP). A alegação era que o presidente da Previ não dispunha dos requisitos técnicos necessários para exercer o cargo.

A nomeação de Fukunaga despertou críticas, como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em fevereiro, sob temores de que fora motivada politicamente.

Funcionário do banco desde 2008, o dirigente da Previ ocupava o posto de secretário de organização e suporte administrativo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região até ser indicado. As normas do setor determinam a necessidade de experiências administrativas, que foram questionadas pela ação de Siqueira.

Na decisão da segunda-feira, o desembargador afirma que o mérito administrativo que cabe à administração pública deve ser preservado, e é preciso comprovar que a habilitação emitida pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que regulamenta o setor, foi equivocada.

“Ademais, a decisão agravada padece de fundamentação adequada quanto ao periculum in mora imprescindível à concessão da tutela provisória de urgência, uma vez que apenas presumiu o perigo pela perpetuação dos efeitos decorrentes do ato que reputou lesivo à moralidade pública”, escreve o magistrado.

A decisão veio após recurso da defesa de Fukunaga, que alega que o Judiciário deveria apenas analisar os requisitos formais e materiais exigidos pela lei, sem entrar em um mérito que cabe a um órgão do poder Executivo – o de aprovar ou não o dirigente da Previ para o cargo.

O fundo de pensão é o maior da América Latina, com mais de R$ 240 bilhões sob gestão no início do ano, e é acionista relevante de algumas das maiores empresas do Brasil, como a mineradora Vale e a empresa de alimentos BRF.
Defesa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) divulgou um manifesto criticando a ação que levou ao afastamento de Fukunaga. “Supostamente preocupado com o patrimônio dos associados da Previ, o deputado na verdade se funda em premissa totalmente equivocada. Por isso, é importante deixar claro: nunca houve cobrança aos associados por déficit na Previ, que é o maior fundo de pensão do País”, diz o texto.

Críticos de Fukunaga citaram, à época de sua nomeação, investimentos feitos por outros fundos de pensão de empresas públicas durante governos anteriores do PT, e que levaram os beneficiários a terem de pagar pelos prejuízos anos depois. Na Previ, não houve necessidade de pagamento.

O manifesto afirma ainda que a governança da Previ é robusta, e que um diferencial é a presença de representantes dos trabalhadores entre os dirigentes.

“A interferência na Governança da Previ, sem o menor indício de que a entidade estivesse sob risco, desqualificando ao mesmo tempo a competência do Banco do Brasil em promover as indicações que julgue pertinentes, desqualificando também a Previc na sua competência de avaliar o enquadramento legal das indicações, não atende aos interesses dos verdadeiros interessados na saúde da entidade, que são seus Associados e seu Patrocinador, pelo contrário: promove a instabilidade e compromete a governança do fundo de pensão”, diz o manifesto.

O texto é assinado pelo ex-presidente da Previ, Sérgio Rosa, pelos ex-ministros da Previdência, Ricardo Berzoini e Carlos Gabas, por dirigentes sindicais, outros dirigentes da Previ e ex-funcionários do BB, além de associações sindicais.

Fonte: Infomoney

Mesa de Negociação Contec e BB debate sobre gratificação de caixa

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A Mesa Permanente de Negociação CONTEC/BB, formada pelos dirigentes sindicais e funcionários do Banco do Brasil, estiveram reunidos hoje (01/06), a partir das 10h30, com representantes da empresa, para discutir sobre alternativas para composição nos autos da Ação Civil Pública Cível 0000102-38.2021.5.10.0016, que tramita na MM. 16ª Vara do Trabalho de Brasília, em que foi deferida antecipação dos efeitos da tutela objetivando a manutenção ou o restabelecimento do pagamento da verba intitulada “gratificação de caixa” paga aos substituídos que exercem a função de Caixa Executivo, independentemente do período de seu recebimento ou, sucessivamente, a manutenção ou o restabelecimento daquela parcela aos empregados que a receberam por 10 ou mais anos até 10.11.2017, nos termos da Súmula 372 do TST.

As partes ajustaram pedir prorrogação de prazo nos autos do processo, com vistas a aprofundar o debate objetivando a celebração de acordo.

Por conseguinte, nova reunião deverá ser agendada para a formulação das alternativas.

Representaram a Contec o Coordenador da Comissão, Gilberto Antonio Vieira e os seguintes dirigentes: Carlos Souza, Dejair Besson, José Luiz do Vale e Rogério Marques (FEEB-SP/MS), Florival Cardoso Menezes, Geraldo Lourenço Sena, Marcelo Araújo, Marcelo Pizzo, Valéria Ferreira de Oliveira (FEEB-MG/GO/TO/DF), Antônio Ribas Maciel Júnior, Carlos Ferreira Kravicz e Luana Narimatsu da Silva (FEEB-PR), Ana Lúcia Brandes, Carla Flores, Gricele, Ivone A. Cracco Cuccarolo, Joel Soares Bueno, Luiz Francisco Cardoso, Mário Sérgio Visentainer, Marlon Cesar Bambinetti, Michael da Silva, Roberto Ortiz, Simone e Walter Augusto Hofelmann (FEEB-SC), Crispim Batista Filho, Ivanilson Batista Luz e Edson Carvalho Alencar e Ruy Ferreira Ramos (FEEB GO/TO), Leonardo Soares, Valderlan Galindo Ramos, Nivaldo, Paulo César e Paulo Tabosa (FEEB-AL/PE/RN) e Elsie de Andrade Farias (FEEB-NN).

Participaram da reunião representando o Banco, pela Dipes, Sheyla Hesketh, Gerente de Soluções, Paulo Cesar Neto, Gerente de Soluções e Adriano Weber, Gerente Executivo. E, pela Dijur, Luigi Morelli, assessor jurídico e Fabricio Goncalves dos Santos, Gerente de Soluções.

Fonte: Contec

Banco do Brasil prepara licitação de R$ 750 milhões

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O Banco do Brasil abriu nesta segunda-feira, 29, consulta pública para definir os detalhes do edital para selecionar novas parceiras de publicidade. O documento, que pode ser acessado pelo portal da instituição, pretende colher percepções técnicas, por parte do mercado publicitário, a respeito do edital que será publicado ainda este ano, pelo qual o Banco do Brasil selecionará quatro agência de publicidade para suas campanhas e ações de marketing.

Segundo a consulta pública, o contrato entre o Banco do Brasil e suas novas agências de publicidade terá vigência inicial de 12 meses. A verba estimada para o trabalho dessas empresas será de R$ 750 milhões. A instituição poderá, contudo, definir se utilizará ou não a totalidade da verba.

Desde 2018, ano da última licitação feita pelo Banco do Brasil para selecionar seus parceiros de publicidade, a conta de publicidade da instituição tem sido dividida entre WMcCann e Lew’Lara\TBWA. O contrato com as duas agências termina em setembro deste ano.

Na ocasião, o edital previa uma verba de R$ 500 mil e também previa a contratação de quatro agências. Apenas as duas contratadas, contudo, ultrapassaram os pré-requisitos escolhidos pelo banco.

A consulta pública para a elaboração do edital termina no dia 16 de junho.

Fonte: Meio e Mensagem

 

 

BB Asset e Banco Inter: estratégia conjunta para distribuição de fundos atrai investidores

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A atuação conjunta entre a Inter Invest, plataforma de investimentos do Inter, e a BB Asset, gestora de ativos do Banco do Brasil, para a distribuição de fundos de investimento por conta e ordem tem ganhado força, contribuindo para o sucesso da gestora em sua estratégia de distribuição e na consolidação da Inter Invest como um dos principais canais de venda de fundos digitais.

Nesse formato, em que o investidor pode aplicar em fundos BB por meio do Inter, a BB Asset ampliou a sua base de cotistas não-correntistas do BB, alcançando incremento de 290% em 2022. O relacionamento entre as duas instituições teve início em agosto de 2022, quando o Inter passou a recomendar alguns fundos da gestora do Banco do Brasil nas carteiras digitais disponíveis na sua plataforma de investimentos. Desde então, consolidou-se como um dos principais parceiros de distribuição de fundos da BB Asset fora do Banco do Brasil, seu principal distribuidor.

O objetivo do trabalho conjunto entre as duas empresas é a troca de experiências e o fortalecimento das duas marcas. De um lado, a BB Asset é reconhecida, principalmente, pela sua expertise em gestão de fundos, pela sua liderança no mercado, com participação de 20% na indústria, e pelo seu portifólio destacado, que vai além da renda fixa, ofertando soluções offshore com parcerias renomadas internacionalmente.

O Inter, por sua vez, tem se destacado com sua plataforma de investimentos, a Inter Invest, reconhecida por sua distribuição 100% digital e por já contar com mais de 2,9 milhões de investidores. De acordo com Felipe Bottino, diretor da Inter Invest, o principal ganho para as duas empresas é o intercâmbio de experiências e conhecimentos. “Estamos honrados em atuar com a BB Asset, principalmente porque temos segurança da representatividade e solidez da gestora no mercado” afirma Bottino.

“Do nosso lado, sabemos que podemos contribuir com o nosso dinâmico e disruptivo modelo de distribuição digital de investimentos, que tem atraído um público cada vez maior. As duas empresas contam com interesses cruzados e essa tem sido uma excelente oportunidade de crescermos juntos” complementa Bottino.

Para Mário Perrone, Diretor Comercial e de Produtos da BB Asset, “Esta é mais uma demonstração do quanto estamos empenhados na centralidade do cliente. Expertise e inovação são valores que a BB Asset e Inter compartilham e por isso, a parceria vem dando tão certo! Com essa colaboração, promovemos uma cultura contínua de transformação digital por meio da qual os clientes têm acesso a produtos de investimento cada vez mais sofisticados, diversificados e acessíveis. Uma prova viva de que cada vez mais as marcas precisam pensar juntas e cocriar soluções.

Para 2023, a estratégia é ampliar essa parceria por meio de diversas interações entre as equipes de ambas as instituições para promover novas soluções e informações relevantes para os investidores e a oferta digital de fundos de investimento.

Fonte: Banco do Brasil

Mesmo com dividendos milionários, Banco do Brasil pode não valer a pena

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Depois que o Banco do Brasil (BBAS3) anunciou na semana passada que irá distribuir dividendos em junho, muita gente ficou animada e até cogitou comprar ações do banco para ter a chance de receber uma “fatia” dos proventos. E não é para menos: o BB vai distribuir um valor total de R$ 966,378 milhões, o que equivale a R$ 0,33863133949 por ação.

Mas por mais que a perspectiva de receber dividendos no mês que vem seja “de encher os olhos”, os proventos não são o único critério a se levar em conta na hora de decidir comprar uma ação. Na verdade, é possível até cair em “furadas” ao investir em uma empresa pensando apenas nos dividendos… e o barato pode acabar saindo caro.

Mas afinal de contas, vale a pena comprar ações do Banco do Brasil agora esperando os dividendos ou não? Antes de responder a essa pergunta, precisamos falar mais sobre o que você deve considerar antes de investir em uma empresa pagadora de dividendos.

O que você precisa saber antes de comprar uma ação que paga dividendos?

O “pulo do gato” ao comprar uma ação que paga dividendos é considerar que os dividendos que serão pagos em breve já estão “embutidos” no preço da ação. É por conta disso que as ações costumam sofrer um reajuste logo depois do pagamento dos proventos, e ficam mais baratas.

Então, não vale a pena comprar ações pensando apenas nos pagamentos a curto prazo. O investimento acaba ficando “elas por elas” – você recebe os dividendos, mas a ação passa a valer menos. Na prática, é como se não tivesse recebido nada.

O segredo para ter lucros verdadeiramente impressionantes com dividendos, recebendo pagamentos todos os meses do ano, é montar sua carteira pensando no longo prazo.

Pensa comigo: os dividendos são diretamente proporcionais aos lucros de uma empresa, certo?

Então, o segredo para ter um bom dinheiro pingando na sua conta de maneira recorrente é escolher ações de empresas sólidas, com potencial para entregar resultados robustos todos os meses daqui para frente.

Em outras palavras, é preciso prestar atenção nos fundamentos de uma empresa. Uma empresa de fundamentos sólidos tem uma perspectiva maior de valorização, e, por consequência, de dividendos para seus acionistas.

Uma empresa de fundamentos fracos, por outro lado, pode até oferecer dividendos robustos por algum tempo, mas não vai conseguir se manter lucrativa a longo prazo – e vai acabar dando prejuízo aos investidores.

O preço também é um ponto importante a considerar. Uma empresa pode até ser sólida, mas mesmo assim não será um bom negócio investir nela se o preço das ações estiver muito acima do lucro que a companhia tem o potencial de entregar.

Quando isso acontece, consideramos que a ação está cara, e que o investimento não compensa.

Comprar uma ação cara apenas pelos dividendos é como comprar uma nota de R$ 10 por R$ 50, por exemplo. Você estará pagando caro pela possibilidade de receber proventos baixos, o que, é claro, não vale a pena.

Afinal, vale a pena investir em Banco do Brasil pelos dividendos?

Como você já deve ter percebido, não é vantajoso comprar qualquer ação pensando apenas nos dividendos a curto prazo, por vários motivos – mencionamos o preço e os fundamentos, principalmente.

Mesmo se estivermos falando de uma empresa sólida, com ações a um bom preço, ainda não é uma boa ideia comprar pensando apenas nos proventos.

O reajuste do preço da ação depois da data de corte faz com que você acabe “trocando seis por meia dúzia”, já que você recebe os dividendos, mas fica com as ações valendo menos na sua carteira.

O Banco do Brasil é um desses casos. O banco faz parte da lista das maiores pagadoras de dividendos do Brasil, que está sendo divulgada gratuitamente pela Empiricus Research.

A lista foi elaborada pelos analistas da Empiricus Research, a partir de um exame meticuloso do mercado.

Ela é composta pelas empresas conhecidas por pagarem dividendos recorrentes, de modo que, comprando as ações indicadas, é possível receber dinheiro todos os meses na sua conta, sem precisar trabalhar nem um segundo a mais por isso.

Só de janeiro a abril, os investidores que seguiram as recomendações da Empiricus Research já receberam 12 pagamentos.

E é claro que o valor desses depósitos vai depender do quanto você tiver para investir. Mas você irá receber mesmo se comprar apenas R$ 100 ou R$ 200 em ações. As empresas são obrigadas por lei a repassar esse dinheiro aos acionistas.

Tudo isso investindo em empresas robustas, com fundamentos sólidos e preços vantajosos – sem correr o risco de cair em “furadas”, como eu expliquei lá em cima.

E essa lista é o seu ponto de partida para um plano de longo prazo – para que você possa receber dividendos todos os meses não só este ano, mas pelo resto da sua vida.

Ou seja, é mais do que possível compor uma fonte de renda extra com o amparo da Empiricus Research. Depois de algum tempo recebendo e reinvestindo os proventos, os pagamentos podem até mesmo superar os seus gastos fixos.

E esse será justamente o seu passaporte para uma vida mais tranquila, com menos preocupações financeiras.

Fonte: Seu Dinheiro

 

 

BB vai permitir compra de imóveis rurais em leilão com créditos de carbono

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O Banco do Brasil vai permitir, pela primeira vez, que o pagamento por imóveis rurais leiloados seja feito com créditos de carbono, de modo parcial ou integral. Os lances estão abertos, e a sessão de disputa online ocorrerá em 7 de junho, pelo site www.lancenoleilao.com.br.

Segundo o banco, os créditos poderão ser usados com valor unitário máximo de R$ 88,27. Para serem aceitos no pagamento, eles devem ser gerados de acordo com padrões e termos reconhecidos pelo mercado regulado ou pelo mercado voluntário, como o “Verified Carbon Standard”. Também é possível pagar pelos imóveis totalmente em dinheiro.

Serão vendidos seis imóveis, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Os descontos serão de até 55% em relação ao valor de mercado.

O banco afirma que a novidade visa fomentar o mercado de créditos de carbono. Também permite que geradores dos créditos invistam em imóveis rurais sem se descapitalizar.

No ano passado, o BB começou a auxiliar produtores rurais que são clientes da instituição na geração de créditos de carbono.

“Fomos os primeiros a investir em uma parceria com uma startup do segmento e oferecer uma experiência totalmente digital para os compradores”, diz em nota o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do banco, Gustavo Lellis. “Agora, alinhamos o aspecto ambiental a essas vendas, o que reforça o compromisso assumido pelo banco por meio da sua Agenda 30 de sustentabilidade.”

A nova modalidade de pagamento permitirá ao BB ter uma nova fonte de aquisição desse tipo de ativo, que utiliza desde 2021 para compensar emissões de gases causadores do efeito estufa dos escopos 1 e 2. O banco tem investido ainda em energia renovável, e deve inaugurar 20 novas usinas fotovoltaicas para atender à demanda das agências neste ano.

Fonte: Estadão

Artigo: O papel público que desejamos do Banco do Brasil

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Kelly Quirino*

Em 26 de abril deste ano passei a integrar o Conselho de Administração do Banco do Brasil na condição de representante eleita pelos funcionários da estatal. Concorrendo com outros 91 candidatos, venci em primeiro turno com um rol de propostas estruturadas no papel público do BB e na valorização da diversidade de seu corpo funcional. Sentei-me na cadeira do Conselho com o ineditismo de ser a primeira mulher negra a ocupar este papel.

Acredito se tratar de uma conquista que transcende o âmbito pessoal, pois representa um marco significativo para a representatividade racial e de gênero, ao mesmo tempo em que ecoa um grito de repúdio ao racismo e ao sexismo enraizados na estrutura social, tanto no Brasil quanto no mundo corporativo. Sinto-me imensamente orgulhosa por fazer parte da mudança tão necessária na sociedade.

Ao longo de anos, as mulheres negras foram sistematicamente excluídas das esferas de liderança dos grandes conglomerados brasileiros, permanecendo invisíveis e marginalizadas. Conforme revelado por uma pesquisa divulgada pelo IBDEE (Instituto Brasileiro de Diversidade Empresarial) em 2021, o percentual de mulheres ocupando cargos em conselhos de administração de empresas no Brasil é alarmantemente baixo, situando-se em apenas 17%. No entanto, quando consideramos a interseção de gênero e raça, o número de mulheres negras praticamente inexiste, representando menos de 1% do total, conforme ressalta o manifesto elaborado pela Women On Board (WOB). Tal índice evidencia a vergonhosa sub-representação dessas mulheres e revela o quão monumental será o esforço necessário para que suas vozes ecoem pelos espaços de poder.

É evidente que o papel desempenhado pelo Banco do Brasil é essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. Por isso mesmo, é importante que se invista em ações e estratégias que permitam fortalecer este banco como instituição pública, que contribua para construir uma nação mais justa e inclusiva.

Os bancos públicos têm um papel excepcionalmente importante a desempenhar pois têm a capacidade de apoiar políticas de desenvolvimento, como o fomento a projetos de longo prazo e a capacitação para utilização correta do crédito produtivo, que as instituições financeiras desprezam por sua visão míope, exageradamente focada em resultados imediatos. Estamos falando, por exemplo, de financiamento à economia inteligente, voltada à inovação, e nas necessidades da emergência climática, como os investimentos que serão necessários para tornar nossa economia verde.

Além de sua fundamental atuação no crédito, desejamos que o Banco do Brasil seja um modelo para seus pares e para as demais empresas brasileiras: governança forte e transparente, respeito aos funcionários e defesa de princípios democráticos e dos direitos humanos.

Acreditamos que é necessário estimular a diversidade e promover o respeito entre as pessoas para gerar verdadeiras mudanças. Por isso, enfatizamos a importância da representatividade de mulheres negras, pessoas LGBTQIA+, PCDs e outros grupos historicamente marginalizados nas esferas decisórias das organizações. Por que não começar pelo BB?

Como mulher negra e funcionária do Banco do Brasil há 15 anos, me comprometo a trabalhar incansavelmente para que ele cumpra a sua missão de ser uma ponte entre o governo, as empresas e as pessoas rumo a uma sociedade menos desigual.

Estamos prontas – e sedentas – para contribuir nesta direção.

*É doutora em comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), professora e funcionária de carreira do Banco do Brasil há 15 anos, além de representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB

Acordo entre TST e Banco do Brasil vai reduzir número de processos

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O Tribunal Superior do Trabalho e o Banco do Brasil assinaram nesta quinta-feira (25) um Acordo de Cooperação Técnica para a redução de litigiosidade e a racionalização dos processos do banco em trâmite no TST e outras medidas de racionalização do acervo. O acordo também incorpora a execução de projetos ou eventos de interesse comum ligados à prevenção de litígios, à desjudicialização, ao gerenciamento de precedentes qualificados sobre temas jurídicos diversos e ao fomento da resolução consensual de controvérsias.
Aproximação

Para o vice-presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, o acordo representa uma aproximação do Poder Judiciário com a sociedade. “É uma mudança que vem sendo experimentada ao longo do tempo com êxito absoluto”, afirmou. Como exemplo, lembrou a criação dos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT) em toda Justiça do Trabalho e a solução de conflitos “pelo método mais adequado, justo e equilibrado, que é a conciliação”
Desjudicialização

A diretora jurídica do Banco do Brasil, Lucinéia Possar, disse que a assinatura representa um momento histórico para a instituição, que completa 215 anos. “É muito importante poder contribuir, juntamente com o TST, para a tão pretendida desjudicialização do país.
Cultura da paz

De acordo com a juíza auxiliar da Vice-Presidência do TST, Roberta Carvalho, o acordo de cooperação técnica simboliza uma mudança paradigmática da cultura do litígio para a cultura da paz. “O Banco do Brasil se compromete, com o TST, a promover a desjudicialização, buscando resolver os conflitos por meio do diálogo”.
Conciliação

No mesmo dia, foi assinado acordo entre o Banco do Brasil e o Sindicato dos Bancários numa ação coletiva em trâmite desde 2014. O processo, que discute o intervalo previsto no artigo 384 da CLT, envolve cerca de 3.800 trabalhadoras e R$ 50 milhões. Como a distribuição de valores em processos trabalhistas também aquece a economia, o caso tem alto impacto social e econômico.

Fonte: Jusdecisium

Venâncio Aires assina contrato de R$ 8 milhões com o Banco do Brasil

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A prefeitura de Venâncio Aires e a Gerência de Municípios do Banco do Brasil assinaram, nesta terça-feira (30), operação de crédito, no valor de R$ 8 milhões. O valor será destinado para obras de capeamento asfáltico no centro da cidade e aquisição de máquinas e equipamentos para o município.

De acordo com a secretária de Planejamento e Urbanismo do Município e Coordenadora da Central de Projetos, Deizimara Souza, o valor financiado está dividido em duas linhas específicas: R$ 3 milhões para capeamento asfáltico de aproximadamente 3 km de vias urbanas – rua Emílio Selbach, rua Sete de Setembro e a Marechal Floriano. Já o valor de R$ 5 milhões será para a revitalização da frota de veículos pesados da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. “Temos a estimativa de aquisição de três retroescavadeiras e quatro caminhões”, completa. Os dois projetos para abertura de licitação de obras e compra de máquinas já estão prontos para serem publicados nos próximos dias.

Durante o ato, o secretário de Infraestrutura, Sidnei Ferreira, ressaltou a importância de manter o parque de máquinas novo e em boas condições de atendimento à população. “São quase dois mil quilômetros de estradas de chão que atendemos através de oito capatazias. Máquinas novas significam mais trabalho e menos gasto com manutenção”, considerou.

O prefeito Jarbas da Rosa também falou dos investimentos em mobilidade urbana através do capeamento de vias alternativas para o trânsito do centro da cidade e da aquisição de máquinas para atendimento ao interior. “Quando o município contrai financiamentos é porquê está com as contas saudáveis e sempre buscando investir no desenvolvimento. Temos a certeza que, tanto a infraestrutura da cidade quanto do interior, terão um acréscimo importante com essas aquisições”, finalizou.

Fonte: Jornal do Comércio

Banco do Brasil fecha com Claro para laboratório 5G

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O Banco do Brasil fechou com a Claro – o contrato está em fase de formalização – para fazer experimentações com o 5G no laboratório da instituição, criado há um ano. Ao participar do Tech Bank Forum, organizado pela Network Eventos, nesta terça-feira, 30 de maio, em Brasília, executivo admitiu que, até agora, o Banco do Brasil ainda não descobriu o que pode ser feito com o 5G, mesmo tendo recebido parceiros ao longo dos 12 meses do laboratório ativo.

“A ideia de fechar com a Claro é fazer com que tenhamos aplicações efetivas. O 5G ainda não tem uma aplicação matadora para os bancos. Não estou falando do 5G privado, como conectividade, que pode ou não ser melhor que a fibra óptica numa agência. Estou falando de aplicação. O 5G é para a hiperconexão, mas muito pouca gente tem o 5G de verdade no Brasil”, destacou Nascimento, lembrando que apenas 3,2%$ dos acessos móveis no Brasil são 5G.

Para Nascimento, a saída para ter mais aplicações é a massificação real do 5G e o executivo do Banco do Brasil diz que essa massificação não deve ficar apenas sob a responsabilidade do governo e das operadoras. “O B2B precisa se mobilizar mais, o mercado precisa trazer mais smartphones e notebooks 5G. Ainda são poucos efetivamente e caros”, pontuou.

Fonte: Convergência Digital

Secretaria do MS destaca parceria do BB para alavancar o desenvolvimento economia

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A parceria do Banco do Brasil na liberação de recursos e linhas de crédito voltados para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul com o Governo do Estado, foram destacadas hoje pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Inovação, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Jaime Verruck. Ele foi um dos participantes do painel de debates do “Encontro de Lideranças do Banco do Brasil”, realizado hoje (01) no auditório do Bioparque Pantanal. O encontro contou com a presença da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros (primeira mulher a presidir a instituição), superintendência regional do BB em MS além de clientes do meio rural e empresarial.

Entre os recursos que são liberados estão o FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) , crédito rural e empresarial, Plano Safra entre outros produtos destinados a melhoria dos negócios.”O Banco já é um parceiro na liberação dos recursos do FCO. Temos um compromisso assumido pelo banco de que as cartas-consulta apresentadas ao Fundo, que forem chanceladas pelo Sebrae-MS ou pelas Associações Comerciais terão uma “esteira de tramitação” diferenciada na instituição financeira. Isso tem permitido que o montante destinado ao FCO Empresarial seja totalmente aplicado para o segmento, ampliando o número de empreendimentos beneficiados e gerando mais emprego e renda no Estado. Isso sem o contar também o FCO Rural”, salientou o secretário.

Ele lembrou que neste ano o Estado está bantendo recordes de produtividade na soja com mais de 4 milhões de hectares cultivados e 15 milhões de toneladas colhidas graças a oferta de crédito. “Este resultado foi obtido com a eficiência dos produtores e também pela liberaçao de financiamentos para o setor rural no período indicado. Só se faz uma safra recorde com recursos”, finalizou.

Fonte: Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Inovação, Ciência, Tecnologia e Inovação

Manobra processual do BB ataca direitos dos egressos do BESC

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A Secretaria de Assuntos Jurídicos atualiza a situação processual da ação coletiva n. 0008366-21.2010.5.12.0001(do direito de associação ao plano de saúde CASSI)

1. Como informado em outras matérias, a decisão coletiva proferida nos autos 0008366-21.2010.5.12.0001, reconheceu o direito de associação ao Plano de Saúde da CASSI a todos os/as empregados/as que laboravam em Florianópolis na data do ajuizamento da ação, que foi em 17/12/2010, devendo ser garantido a esses/as trabalhadores o direito de associação à Cassi nos mesmos moldes e com os mesmos benefícios assegurados aos empregados contratados diretamente e originalmente com o Banco do Brasil. Ou seja, o Plano da Cassi deve ser garantido nos mesmos moldes e com os mesmos benefícios vigentes em dezembro de 2010, data do ajuizamento da ação coletiva.

2. No entanto, apesar do Banco do Brasil ter utilizado de todos os recursos e de todas as garantias de defesa durante o trâmite do processo, após o trânsito em julgado, ajuizou ação rescisória.

3. A ação rescisória visa rescindir a decisão transitada em julgado. É bem verdade, que o ajuizamento desse tipo de ação é bastante restrito, entretanto, nada impede seu ajuizamento.

4. Com o ajuizamento da ação rescisória, o banco requereu a concessão de uma liminar, buscando a suspensão da execução da decisão judicial transitada em julgado. Em outras palavras, o Banco requereu uma liminar para não cumprir o que foi decidido após quase 13 anos de trâmite do processo.

5. O Relator do processo da ação rescisória, de forma monocrática, não concedeu essa liminar, no entanto, foi deferida pela corregedoria do Tribunal Superior do Trabalho, em caráter provisório, até o momento em que o Tribunal do Trabalho de Santa Catarina, através de seu Pleno ( ou seja, o conjunto de desembargadores e desembargadoras que compõem o pleno do TRT/SC) decida se mantem o entendimento do Relator – que não deferiu a liminar – ou, ao contrário, suspende a execução da decisão proferida na ação que garantiu o direito de associação à CASSI dos incorporados do extinto BESC.

6. Diante dessa situação processual, informamos que a decisão que garantiu o direito de associação à CASSI dos egressos do BESC, que laboram em Florianópolis ou que se aposentaram nessa localidade após a incorporação; dos egressos do BESC que encerraram, em Florianópolis, seus contratos de trabalho em decorrência de aposentadoria, com complementação paga pela FUSESC, após a incorporação daquela instituição financeira por esta, independentemente de estarem vinculados ao SIM, o direito de associação à CASSI, nos mesmos moldes e com os mesmos benefícios assegurados aos empregados cujo vínculo empregatício foi firmado direta e originariamente com o Banco do Brasil está suspensa, ou seja, não necessita ser cumprida, por enquanto.

A Direção do Sindicato repudia a decisão do Banco do Brasil em ajuizar um processo de ação rescisória contra um direito legitimamente conquistado que prejudica todos os egressos do nosso BESC, interessados em aderir à Cassi. Especialmente num tema que é de extrema importância, a saúde dos colegas que devem ter os mesmos direitos dos demais funcionários do Banco do Brasil. O Sindicato e a assessoria jurídica continuam empenhados para que o Banco do Brasil e a Cassi cumpram com as responsabilidades que lhes competem e que os funcionários egressos do BESC sejam respeitados em suas demandas e direitos.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região

Economus publica Relatório Anual 2022 e Demonstrações Contábeis

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O Relatório Anual de Informações 2022 do Economus está disponível. Para acessá-lo, clique aqui!

Nele, você terá acesso às Demonstrações Contábeis e pareceres atuariais, além de outras informações importantes do Instituto.

Além do Relatório Anual 2022, as Demonstrações Contábeis da Gestão Assistencial e demais documentos também estão disponíveis aqui!

A divulgação ocorre após a deliberação das Demonstrações Contábeis, ocorrida em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, em 31 de maio.

Fonte: Economus

Banco do Brasil vai pagar R$ 966,3 milhões a acionistas em 30 de junho

Publicado em: 26/05/2023

Em fato relevante, o Banco do Brasil (BVMF:BBAS3) anunciou a aprovação da distribuição de R$966,378 milhões em proventos na forma de remuneração antecipada aos acionistas em Juros sobre o Capital Próprio (JCP), relativos ao segundo trimestre de 2023.

O valor por ação do provento será de R$0,33863133949. Os proventos serão pagos em 30 de junho, com base na posição acionária de 12 de junho. A partir de 13 de junho, a data é considerada “ex” JCP.

As ações do banco do Brasil fecharam o pregão de quinta-feira, 25, em alta de 0,04%, a R$44,66. A média das estimativas de analistas compiladas pelo InvestingPRO é de um preço-justo de R$56,41, potencial de valorização de 26,3%.

Fonte: BR Investing

Justiça Federal do DF afasta temporariamente presidente da Previ

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A 1ª Vara Federal do Distrito Federal determinou o afastamento provisório do presidente da Previ – o fundo de previdência dos servidores do Banco do Brasil – João Luiz Fukunaga. A decisão foi tomada pelo juiz substituto Marcelo Gentil, após ação popular impetrada pelo deputado estadual paulista Leonardo Siqueira (Novo).

Segundo o juiz, os documentos apresentados por Fukunaga, funcionário do Banco e que atuou como sindicalista, não atendem às exigências para o cargo. Ele determinou a suspensão do atestado de habilitação dado ao presidente pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), sem o qual não é possível ocupar a presidência do órgão.

“Além da probabilidade do direito, demonstrada conforme a fundamentação supra, o perigo da demora também se encontra presente, ante o prejuízo, presumido, na perpetuação dos efeitos decorrentes do ato que aqui se reputa lesivo à moralidade pública”, escreveu Gentil em sua decisão.

Falta de experiência

Em sua ação popular, Leo Siqueira questionou as qualificações de Fukunaga para assumir o cargo, criticando o seu histórico de atuação em sindicatos. Segundo o deputado, a Previ, que é o maior fundo de previdência da América Latina, com ativos na ordem de R$ 250 bilhões, precisa ser gerido por um presidente qualificado.

Um dos pontos contestados, inclusive na decisão da Justiça, é a exigência de experiência comprovada de, no mínimo, três anos “no exercício de atividades nas áreas financeira, administrativa, contábil, jurídica, de fiscalização, de atuária, de previdência ou de auditoria”.

Em fevereiro, quando Fukunaga recebeu o atestado de habilitação, o Banco do Brasil, a indicação foi questionada pela Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (FAABB). Em resposta, tanto o Banco do Brasil quanto a Previ reforçaram que o processo seguiu todas as normas de governança dos órgãos, e que Fukunaga atendeu a todos os requisitos do cargo.

Apoio do movimento sindical

Participantes e dirigentes eleitos de fundos de pensão fechados divulgaram, na tarde desta sexta-feira (26), um documento em apoio à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). “Para nós é muito óbvio que se trata de mais um ataque do mercado financeiro para afastar os representantes dos trabalhadores da gestão de um patrimônio que construíram com muito esforço e competência”, registraram.

O grupo ressaltou que João Fukunaga assumiu a Previ depois de receber o atestado de capacitação técnica da Previc e a aprovação da sua indicação por parte do patrocinador Banco do Banco do Brasil e da própria Previ. “A coincidência é que a notícia chegou exatamente no momento em que os delegados presentes ao Congresso discutiam como reagir à escalada de perseguição do mercado financeiro – e também das entidades reguladoras do sistema nos últimos governos – aos representantes dos associados nas entidades de previdência complementar, que hoje administram recursos dos trabalhadores da ordem de R$ 1,3 trilhão”, arremataram.

Os associados dos fundos de pensão destacaram ainda repúdio “veemente” à decisão à decisão judicial “politicamente orientada e juridicamente descabida”, completando que serão utilizados “todos os meios legais” para que a liminar seja revogada. “Manifestamos todo apoio ao companheiro João Luiz Fukunaga e reafirmamos nosso princípio de que ninguém tem mais competência para administrar os recursos dos trabalhadores do que eles próprios. Exemplos recentes de gestão de especialistas do mercado reforçam essa nossa certeza”, completaram.

Fonte: Correio Brazilliense com Contraf-CUT

 

BB: presidente quer banco sem mudanças bruscas, mas evitando os ‘erros do passado’

Publicado em: 25/05/2023

Em meio à desconfiança do mercado com mudanças realizadas em outras estatais, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirma que o “BB não atua em mudanças bruscas de rota”. Há 23 anos no banco e primeira mulher a presidi-lo em 214 anos de história, Tarciana diz que não há orientações para que o banco mude a estratégia e que as conversas com o governo e a equipe econômica têm sempre como diretriz que o BB siga suas vocações – o agro entre elas – de forma sustentável e responsável.

Em outras estatais, como a Petrobras, alterações têm gerado dúvidas no mercado. Tarciana não comenta sobre a petroleira, mas ressalta que o BB tem disciplina de estratégia e que isso pode ser visto, na prática, nos resultados, como no primeiro balanço de sua gestão. O BB teve o maior lucro entre os grandes bancos e manteve a inadimplência controlada. A instituição espera manter números robustos nos próximos trimestres.

“Há uma preocupação grande em não se repetir erros do passado, em não se fazer de novo algo que já foi feito e deu errado, e um direcionamento de fazer tudo o que for possível, dentro da governança do banco”, afirma Tarciana em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast.

Um dos temores do mercado é de que os bancos oficiais, como o BB e a Caixa, sejam utilizados para fomentar o crédito no País em momentos menos favoráveis. A presidente do BB afirma, porém, que o banco crescerá neste ano dentro das projeções que forneceu ao mercado, e sem desrespeitar a governança que construiu ao longo dos anos.

Nas conversas com o governo, o BB também tem negociado os próprios interesses. Segundo Tarciana, a instituição mira aumentar sua fatia de recursos no Plano Safra para algo mais condizente com sua participação de mercado no crédito agrícola, de 58%. No Plano Safra 2022/2023, a parcela do banco nos recursos é de 47%.

A seguir os principais trechos da entrevista:

A senhora apresentou seu primeiro resultado, o maior entre os grandes bancos. Qual seu balanço pessoal dos primeiros meses à frente do BB?

O que eu destacaria é a constatação de que é possível conciliar a atuação social com a comercial. Quando conseguimos concatenar a cadeia produtiva, colocar a micro e pequena empresa para fornecer a uma grande cadeia, estamos gerando emprego, renda, desenvolvendo uma empresa, capacitando pessoas.

O que a senhora considera que reflete a visão da sua gestão no primeiro trimestre?

A concessão de crédito de maneira adequada, com responsabilidade, inteligência e em preços adequados. O BB expandiu o crescimento da carteira de crédito no primeiro trimestre calcado na pessoa física, quando o mercado entendeu que não era possível. Eu venho falando do preço por cliente, inteligência analítica a serviço do desenvolvimento econômico. A concessão de crédito conhecendo o cliente, com preço adequado e para o que o cliente precisa foi um diferencial, não só para pessoa física, mas para micro e pequena empresa. Óbvio que sempre vamos aliar a isso os nossos modelos de risco. Emprestamos para 40% mais pessoas que no primeiro trimestre do ano passado. Quando você pulveriza o risco, a chance de ter problemas com inadimplência se reduz de forma considerável. Entregamos a linha de crédito mais adequada, mesmo que não seja a mais rentável para o banco.

Em cartões, o BB está olhando para o público que já conhece. É a estratégia também em outros produtos para pessoa física?

Declaramos ter cerca de 80 milhões de clientes ativos, e o Brasil tem uma população economicamente ativa de 140 milhões de pessoas. Destas, com renda, são cerca de 98 milhões. Ou seja: a população economicamente ativa está no Banco do Brasil. Nosso “mar aberto” é a nossa base de clientes. Quando mudamos a estratégia de cartão, isso ficou muito evidente. Eu não deixei de atuar com o cliente de mar aberto, mas fui atuar com o cliente que eu conheço.

A senhora completou o conselho diretor com o vice-presidente de Agronegócios, e é um conselho totalmente composto por funcionários do banco. Essa fórmula traz resultados no balanço?

Acredito que sim. O banco tem um jeito de existir e fazer as coisas. Isso quer dizer que quem vem de fora não se adapta? Não, quer dizer que quem é da casa entende melhor os preceitos de crescimento do banco. Aquilo que o Marco Geovanne (vice de Gestão Financeira e Relações com Investidores) falou recentemente foi forte: quando ele saiu do banco, há 12 anos, havia muita coisa na estratégia que dizíamos que seria feita e o mercado não acreditava. Hoje, ele voltou, e o que nós dissemos que faríamos, fizemos. O banco não atua em mudanças bruscas de rota. Sempre se tem uma ansiedade: mudou o governo, mudou o presidente do Banco do Brasil, o Banco do Brasil agora vai fazer… Não. O Banco do Brasil não é assim. Essa disciplina de execução de estratégia é uma característica do Banco do Brasil.

Como convencer o mercado? Sempre há um temor de mudança de rota, um desconto na ação com a mudança de governo.

O jeito de convencer o mercado é sendo disciplinado na condução dessa estratégia. Pretendemos adicionar à estratégia essas premissas, de atuação em cadeia, entender os diversos públicos e nichos únicos para atuação específica quando necessário. Talvez nunca consigamos convencer o mercado, mas trazendo resultados do tamanho que o BB é capaz de produzir e respeitando a base de acionistas sem deixar de atender ao acionista majoritário, eu acredito que serão próximos passos que trarão mais confiança. Nesse momento em que o mercado tem sofrido muito e o BB se mantém firme, trimestre após trimestre, trazendo resultados robustos, sem ter de explicar coisas que não sejam as que também afetaram o mercado, essa confiança tende a se elevar.

No trimestre, o BB, assim como a Caixa, cresceu a carteira acima dos pares. Crescer acima da média é um objetivo?

Nosso objetivo é crescer, em 2023, dentro dos índices do guidance (entre 8% e 12% em relação a 2022). O primeiro trimestre foi mais forte porque tínhamos demandas que precisávamos tratar, modelos prontos para ir para a rua. O exemplo do consignado do INSS: desembolsamos R$ 3,1 bilhões. No crédito para micro e pequena empresa, temos muitas empresas saudáveis no País. A concessão de crédito no primeiro trimestre foi muito pulverizada. Vemos um espaço para avançarmos na concessão para o varejo.

A Petrobras anunciou a mudança de política de preços. A senhora disse que o BB não fará nada que não tenha base técnica. Existe espaço para que o banco mude algum tipo de política por orientação do governo?

Não vejo espaço, e nem há esse pedido, em nenhum instante. O diálogo com o governo tem sido presente e muito aberto, e sempre há o cuidado de agir dentro do que é tecnicamente correto, aceitável, e não vá trazer prejuízo para o banco. O presidente da República disse isso em mais de uma oportunidade. Quando eu friso isso, é porque é bom para o governo. Não vou falar da Petrobras, não conheço o amparo técnico da medida mas, no banco, temos essa orientação de trabalhar com o que o banco sabe fazer de melhor: agricultura familiar, agronegócio, é a nossa vocação, somos o banco do agro. Aliado a isso tem a parte de serviços, como a de seguros. Há uma preocupação grande em não se repetir erros do passado, em não se fazer de novo algo que já foi feito e deu errado, e um direcionamento de fazer tudo o que for possível, dentro da governança do banco, respeitando as instâncias decisórias, e nada que não vá trazer resultado aceitável dentro da política de crédito do banco. Em relação ao Banco do Brasil, tenho tido uma autonomia muito grande para fazer a gestão, sem nenhuma ingerência. O que temos conversado com o Ministério da Fazenda são questões técnicas: entender a formação de preço de uma linha de crédito, a estrutura de custos de um produto.

O vice-presidente de Atacado falou sobre conversas com o governo sobre eventual linha de exportação para a Argentina. Em que ponto está a discussão? A Argentina vive uma grande crise e há preocupação no mercado sobre a sustentabilidade de uma possível linha de crédito.

Não há um desenvolvimento de um programa, ou “o Banco do Brasil vai fazer uma linha”. O que tem é: caso se fosse fazer uma linha, quais seriam as questões técnicas necessárias para ficar de pé, para que todo o mercado possa atuar? Um exemplo desse diálogo, que apesar da ansiedade do mercado é um case de sucesso, é o Desenrola. É um programa para reduzir a quantidade de negativados e trazer mais gente para a economia, em que eu percebi uma disposição do governo em ouvir todas as partes, e construir uma solução em que fosse possível todo o mercado atuar. Acho que houve percepção, acertada, de que não é o Banco do Brasil sozinho ou a Caixa sozinha, é o mercado financeiro. O cliente não está inadimplente em um banco só.

O BB está se preparando para começar a operar no Desenrola este ano, se realmente sair?

Por estarmos trabalhando muito forte nossa esteira de cobrança e recuperação de crédito, temos testado muito essa esteira. Quando o programa for lançado, vamos estar prontos para atuar muito forte com ele também.

Como vê o cenário da economia este ano? Há uma perspectiva de que os juros caiam? Continuaremos tendo um cenário desafiador?

Não vou comentar as questões do regulador, mas uma taxa de juros nos patamares atuais em um tempo prolongado torna insustentável a atividade produtiva. Se observarmos a economia de qualquer país que tenha a taxa de juros muito elevada, com o tempo empobrece. Chega a um nível em que é necessário que se retraia a taxa de juros. E eu acredito que as condições para que isso aconteça já estão postas, ou se desenhando. Temos o arcabouço fiscal, que traz mais previsibilidade para as contas do governo. Daqui a pouco temos a reforma tributária. Uma taxa de inflação estável já sinaliza uma estabilidade da economia. Os níveis de empregos e renda têm se mantido. Nosso anseio é que, a partir do segundo semestre, consigamos ter juros caminhando para patamares mais aceitáveis para que consigamos fazer mais e mais negócios.

A eleição de Gabriel Galípolo para a presidência do Conselho de Administração do banco após ele ser indicado para a diretoria do Banco Central foi considerada um movimento um pouco “atípico” no mercado. Por que eleger Galípolo agora?

Nós temos um rito de governança para a eleição dos membros do conselho de administração que passa pela indicação na Assembleia Geral Ordinária do banco. A assembleia tem data para acontecer e a indicação do Gabriel já tinha acontecido, antes de ele ser indicado à diretoria do BC. No dia da reunião do CA, fazemos a eleição formal. O Gabriel foi eleito presidente e a doutora Anelize (Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional) foi eleita vice-presidente. Então, no caso de o Gabriel assumir no BC, nós não teremos prejuízo de andamento na governança do banco. Depois da sabatina, quando ele for tomar posse no BC, precisaremos fazer uma nova eleição para eleger um vice-presidente.

A doutora Anelize assumiria como presidente do conselho em caso de confirmação do nome de Galípolo ao BC?

Sim, pelos ritos de governança, a vice-presidente passa à presidência.

E já existe indicação do governo sobre quem irá para o conselho nessa vaga que vai se abrir quando Galípolo sair?

Ainda não. Muito provavelmente será o próximo secretário-executivo.

A senhora falou em uma negociação com o governo para uma proporção mais adequada de participação do banco no Plano Safra. Qual seria essa proporção?

O BB tem 58% de mercado. Não há um número de proporção mais adequada, mas, nos planos anteriores, todos os players tiveram incremento no seu valor a distribuir, e o BB manteve. E o que aconteceu logo depois? Precisamos pedir suplementação orçamentária. Está acontecendo agora, saiu uma suplementação de R$ 1,3 bilhão para o banco. Quando falamos de proporção mais adequada, não é só levando em conta o nosso tamanho no mercado, mas nossa capacidade de distribuir. Nós temos operação agro em todos os municípios do Brasil. Para descentralizar, precisamos ter acesso a uma fatia maior desses recursos. Quanto é essa fatia? Estamos conversando, mas o número que tenho levado é o nosso market share, que já foi 68%.

É a meta recuperar dez pontos porcentuais em participação no mercado agro?

É a meta até eu sair da presidência do banco, recuperar parte considerável do market share que foi se perdendo ao longo dos anos.

Dentre as novidades da sua gestão está a criação de um Conselho de Diversidade. Estamos falando de buscar diversidade em lideranças, em outras instâncias? Qual deve ser o efeito prático para o banco?

Percebi que é uma coisa do mercado, não só do banco. Até determinado nível hierárquico da empresa, temos participação substancial das mulheres. Só que, de determinado nível em diante, isso não acontece. Quando olhamos o porcentual de colegas negros e pardos (nas lideranças) versus o porcentual de negros e pardos no corpo da empresa, esse estrato não está refletido. Quando olhamos comunidades LGBT, as questões de raça, de colegas PCDs (pessoas com deficiência), eles não estão inseridos nos cargos de gestão do banco. E começamos a ampliar o olhar, fomos ver com os nossos fornecedores. Aí vimos que tínhamos um gap grande para buscar e que não seria possível nas instâncias de governança que já tínhamos. Percebemos que era necessário criar dentro das instâncias do banco um nível colegiado de decisão para trazer a diversidade de fato para todos os níveis hierárquicos, até o board. E, para isso, o comitê estratégico de diversidade entrou no rito de governança, foi aprovado pelo conselho diretor do BB. Esse conselho tem o mesmo peso de importância do conselho estratégico de crédito. O conselho tem comitês que apoiam o encaminhamento das pautas, e vamos ter comitês regionais. Dentro do comitê, tem alguns capítulos que vamos tratar de forma mais direcionada agora: gênero, gerações, LGBTQIAPN+, raças e etnias e PCDs. Não é porque é bonito, porque está se falando, porque é ESG. É porque a diversidade traz resultados econômicos mais sustentáveis. Quando você constrói uma solução com diversos pontos de vista, sai mais completa. E isso dá dinheiro.

A sra. é uma rara mulher a presidir um banco no Brasil e uma rara autodeclarada pessoa LGBTQIA+ a presidir um banco no Brasil. Por que tão poucas e o que falta para isso se tornar mais comum?

É comum, na escolha de alguém para alguma função, que o comitê que escolhe busque pessoas com as suas características, então, precisamos de diversidade nesses grupos. A escolha do meu nome passou pela diversidade de quem estava pensando. Essa preocupação de montar um conselho diretor mais diverso é trazer esse olhar para que consigamos montar uma diretoria executiva mais diversa. Exemplo disso é que, das 11 vagas recentes na diretoria executiva, 5 foram ocupadas por mulheres. Foi natural. Em duas vagas, foram colegas negros. Falta um olhar mais diverso nos boards das empresas, que têm o poder de realizar escolhas, seleções. Trazendo diversidade para o board, vamos levar isso para os diversos níveis hierárquicos da empresa. Temos um desafio muito grande. E estamos encarando de frente.

Fonte: Estadão