Bancários cobram explicações sobre reestruturação de unidades da Cassi

Publicado em: 17/10/2022

O processo de desmonte iniciado pela direção da Caixa de Assistência à Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) tem causado indignação entre os associados. De acordo com o programa anunciado como reestruturação, cinco unidades de atendimento serão fechadas e 23 serão terceirizadas. A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) e os conselheiros deliberativos eleitos pela chapa Unidos por uma Cassi Solidária já cobraram da direção da Cassi transparência nos processos de mudanças.

O fechamento e terceirizações de CliniCassi vai contra a Estratégia Saúde da Família, como explica a diretora do Sindibancários/ES Bethânia Emerick, que também integra o Conselho de Usuários da Cassi do Espírito Santo. “Exigimos transparência na gestão da Cassi. Cobramos mais informações sobre esse programa de reestruturação e não podemos aceitar o desmonte do atendimento aos associados e usuários. Sabemos que a consequência da terceirização é a precarização do serviço. A Cassi deve apresentar as justificativas para esse processo e quais são os reais impactos financeiros”, aponta Bethânia.
Transparência

O processo de reestruturação foi aprovado em reunião da diretoria antes da posse da diretoria eleita. O plano já vinha apresentando déficit, porém a diretoria não estava publicando a informação no site. “Até dezembro de 2021, a operadora publicava no seu site o resultado mensal detalhado por plano e o respectivo balancete. Neste ano, a Cassi parou de fornecer a informação sem dar qualquer explicação aos participantes dos planos”, falou Bethânia.

Em junho último, o Plano Associados foi apresentado com déficit e, desde então, os representantes eleitos solicitaram do Banco do Brasil o início das negociações. A falta de transparência na gestão financeira da Cassi e o desequilíbrio orçamentário são alvos de duras críticas dos representantes dos bancários.

“É preciso discutir como o plano vai continuar sendo sustentável, como serão mantidas as unidades e a qualidade do atendimento. Para isso, é preciso ter transparência na gestão financeira do plano, o que não está acontecendo. Vamos continuar cobrando da direção a prestação de contas. Isso é fundamental para pensar ações que garantam a sustentabilidade da Cassi como plano de autogestão”, enfatiza Bethânia.
Unidades na mira

Segundo informações internas da entidade, cinco unidades “de porte 5” devem ser fechadas nos estados do Acre, Amapá, Tocantins, Rondônia e Roraima. Já as unidades previstas para serem entregues à administração de terceirizadas seriam das cidades: Araçatuba, Piracicaba, Bauru, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba (SP); Petrópolis e Campos dos Goytacases (RJ), Campina Grande (PB); Feira de Santana, Itabuna e Vitória da Conquista (BA); Maringá (PR); Montes Claros, Uberlândia e Uberaba (MG); Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Maria (RS); Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau (SC).

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

Trabalho liderado pela Previ é selecionado em prêmio internacional

Publicado em:

Para a Previ, integridade é mais do que uma palavra: é um valor que serve como bússola para as práticas de investimento responsável, que tem como aspectos importantes os critérios ambientais, sociais, de governança e integridade. Na Previ, a sigla ASG ganhou um I de integridade, para mostrar a ênfase dada ao tema na Entidade, que assumiu também o compromisso de ser uma indutora de boas práticas para o mercado.

De 2019 até 2021, a Previ liderou um trabalho sobre Integridade com o apoio do PRI, sigla em inglês para a iniciativa Princípios para o Investimento Responsável. O PRI é um grupo internacional dedicado a usar a força dos grandes investidores institucionais para fazer a diferença. A Previ foi uma das fundadoras da iniciativa em 2006 e faz parte do grupo desde então.

O trabalho liderado pela Previ teve a participação de outros 35 signatários do PRI, tanto brasileiros quanto internacionais. Entre os objetivos estava conhecer as melhores práticas adotadas pelo mercado e ampliar o entendimento das políticas que poderão contribuir para uma avaliação mais fundamentada dos riscos relacionados às questões de integridade. Durante o trabalho foram realizadas entrevistas com representantes de doze empresas listadas na bolsa de diferentes setores da economia.

O Engajamento sobre Políticas de Integridade está concorrendo ao PRI Awards 2022, na categoria “Emerging markets iniative of the year” (em português, Iniciativa do Ano dos mercados emergentes). O resultado final da premiação será conhecido no dia 1/12. Para ler o Relatório Final do trabalho, clique aqui. Ele está disponível no site da Previ, na seção do menu A Previ >> Sustentabilidade e Práticas AGSI >> Iniciativas.

Por causa da iniciativa, a Previ foi convidada para participar de debates e webinars sobre integridade e combate à corrupção, além de também ter recebido pedidos de orientações para desenvolver trabalhos coletivos. O diretor de Investimento Denísio Liberato realizará uma nova apresentação sobre o trabalho em um evento do PRI, em dezembro. Denísio é o candidato da Previ a uma vaga no conselho do PRI que reúne investidores institucionais, na categoria Asset Owners.

O PRI Awards reconhece a excelência de projetos conduzidos pelos signatários dos Princípios do Investimento Responsável. Outros dois projetos brasileiros também estão concorrendo ao prêmio em outras categorias.

Fonte: Previ

 

Tudo sobre as resoluções CNPC nº53/2022 e Previc nº 15/2022

Publicado em:

Recentemente o tema “retirada de patrocínio” ganhou espaço no noticiário ligado às entidades fechadas de previdência complementar por conta da atualização dos normativos que definem operacionalmente como esse processo é realizado, mais especificamente a Resolução nº15/2022 da Previc e a Resolução nº53/2022, do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).

Dada a relevância do assunto, é importante esclarecer que essas atualizações não trouxeram nenhuma grande novidade e em nada alteram a dinâmica hoje existente entre Previ e Banco do Brasil.

O Banco continua acreditando nos planos da Previ como um diferencial de atratividade e retenção muito importante. No mais recente concurso, houve um forte trabalho conjunto para incentivar a adesão dos novos funcionários ao Previ Futuro. “Trabalhamos para entregar uma gestão eficiente, segura e sustentável que seja motivo de orgulho e tranquilidade para os associados e para o patrocinador”, afirma Daniel Stieler, Presidente da Previ. Ele lembra que “Banco do Brasil e Previ têm uma história centenária de sucesso, que serve de modelo para o sistema de previdência fechada privada do país e não há sinalização alguma de retirada de patrocínio”.

Em junho, Daniel Stieler participou de audiência pública sobre o regramento da retirada de patrocínio na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. “Foi uma oportunidade de reforçar aos nossos associados que esse era um tema já regulado há muito tempo e que as novas resoluções foram mera atualização desses textos, não havendo, portanto, qualquer razão para preocupações”.

A possibilidade de retirada de patrocínio já estava prevista na Resolução CPC nº6 de 1988 e foi mantida no Art. 25 da Lei Complementar 109 de 2001. Seu detalhamento operacional foi regulado em 2013, pela Resolução CNPC nº11, com definição clara de que patrocinadores e instituidores ficam obrigados ao cumprimento da totalidade dos compromissos assumidos com a entidade relativamente aos direitos dos participantes, assistidos e obrigações legais, até a data da retirada ou extinção do plano. E nada disso mudou com as atualizações feitas em 2022.

“É importante deixar claro que essa atualização normativa não afeta a relação centenária entre Previ e Banco do Brasil. Construímos juntos o maior fundo de pensão do Brasil e um dos maiores da América Latina e temos na Previ uma de nossas maiores forças para atração e retenção de talentos no Banco do Brasil. ”, reforça o Presidente do Conselho Deliberativo da Previ e Vice-Presidente Corporativo do Banco do Brasil, Ênio Ferreira.

Dessa forma, reiteramos e tranquilizamos a todos os associados, que esse é um processo já regulado há muitos anos e que não representa nenhuma ameaça aos nossos associados. Banco do Brasil e Previ seguem firmes em sua parceria de 118 anos, cuidando do futuro das pessoas e gerindo seus planos de forma eficiente, segura e sustentável.

Fonte: Previ

Banco do Brasil lança movimento de apoio às micro e pequenas empresas

Publicado em: 09/10/2022

Na semana em que se comemora o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa (05/10), tem início a MPE Week, um movimento do BB que tem a finalidade de apoiar as micro e pequenas empresas e fomentar o crescimento de parceiros e clientes. Qualquer empresa, cliente ou não do BB, poderá promover seus produtos e serviços na plataforma digital criada especialmente para a MPE Week. O Banco fará a divulgação das ofertas para mais de 26 milhões de clientes pessoas físicas, além do público geral, que também pode aproveitar as ofertas.

“O comprometimento com o sucesso do cliente é o principal pilar na construção desse movimento. Sabemos da importância das micro e pequenas empresas na economia e com a MPE Week, o Banco busca apoiá-los no seu crescimento por meio de ofertas de benefícios e também na divulgação dos seus produtos e promoções”, destaca Carlos Motta, vice-presidente de negócios de varejo do BB.

O Sebrae é parceiro desta iniciativa, promovendo a MPE Week para as micro e pequenas empresa de sua base de atendimento. “Ao apoiar iniciativas como essa, que valorizam e potencializam os pequenos negócios, estamos cumprindo a nossa missão. Hoje as micro e pequenas empresas são responsáveis por 70% dos empregos do país. O Sebrae tem capilaridade, temos mais de 5 mil pontos de atendimento próprios e com parceiros por todo o território nacional”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Na última edição em 2021, a MPE Week teve a participação de mais de 48 mil empresas, que disponibilizaram mais de 61 mil ofertas, contribuindo para um incremento de faturamento de mais de R$ 515 milhões para as MPEs no período da ação (valor calculado considerando os vouchers de desconto emitidos pelos clientes PF).

Neste ano, a ação acontece em duas fases. A primeira, de 3 a 14 de outubro, é o momento de cadastramento das empresas e suas ofertas exclusivas para a MPE Week no Portal do BB, pelo endereço ligapj.com.br/mpeweek. A segunda fase vai de 17 a 28 de outubro, quando acontece o convite ao público para aproveitar as vantagens em duas semanas repletas de ofertas imperdíveis.

Ofertas do BB

O próprio Banco do Brasil também promoverá descontos e ofertas especiais em produtos e serviços para as empresas, como: crédito (capital de giro e antecipação de recebíveis), contratação de soluções para fluxo de caixa (maquininha de cartão, boletos), seguros, consórcios e investimentos, bônus de milhas no programa BB Relaciona Empresas, além de descontos em ofertas em diversos parceiros varejistas. E nesse ano, serão realizados sorteios de prêmios em dinheiro para as empresas participantes.

Inovação e empreendedorismo

Haverá ainda a integração da plataforma Liga PJ (ligapj.com.br) com a plataforma da MPE Week. A Liga PJ é um espaço para troca de informações, experiências e conexões negociais entre empreendedores e parceiros, criada pela BB. Trata-se de um hub de informações, soluções e oportunidades, com conteúdo relevante, para atuar nas principais necessidades das micro e pequenas empresas, independentemente do estágio ou nível de sua jornada empreendedora.

Sobre a MPE Week

A MPE Week iniciou em 2018, e teve como inspiração o movimento “Compre do Pequeno” coordenado pelo Sebrae, que propõe a valorização do pequeno comércio local como estratégia de crescimento e fortalecimento da economia dos municípios. Quanto maior o consumo local, existe mais dinheiro em circulação, o que favorece o crescimento dos empreendimentos existentes e a criação de novos, fomentando a geração de emprego e renda, retenção de talentos e impulsionando o crescimento econômico da localidade.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil troca comando nos EUA em meio a reestruturação

Publicado em:

O Banco do Brasil mudou o comando de sua subsidiária nos Estados Unidos, o BB Americas, confirmou a instituição ao Estadão/Broadcast. João Fruet assumiu a posição neste mês, no lugar de Carlos Omine, que se aposentou após 36 anos de casa.

A mudança ocorre em meio a um projeto de reestruturação da operação, com vistas à expansão, ao contrário de gestões passadas, que tentaram se desfazer do ativo nos EUA. Fruet assume a liderança do BB Americas com o desafio de seguir com o processo em andamento.

O executivo ingressou no BB em 1987. De lá para cá, passou por vários segmentos, incluindo a área corporativa, ocupou posições na operação dos EUA e, mais recentemente, teve uma passagem por seguros, área em que ocupou o cargo de diretor comercial da Brasilseg, seguradora do banco, por dois anos.

De acordo com ele, a essência do BB Americas foi construída com base no conceito de um banco competitivo voltado à comunidade brasileira nos EUA. “Nosso foco é atuar com proximidade junto ao nosso público”, afirmou em nota ao Estadão/Broadcast.

Depois de diferentes estratégias para sua subsidiária nos EUA, o BB decidiu, na gestão atual, reforçar o negócio. Para isso, considera unificar as estruturas do BB Americas e do BB Miami, expandindo tanto sob a ótica de ativos quanto de estrutura física, conforme antecipou o Broadcast, em março.

Em paralelo, o BB segue firmando parcerias para crescer no exterior. Primeiro, selou um acordo com o UBS para ampliar sua área private, que toca o relacionamento com endinheirados, nos EUA. Agora, a ideia é avançar com essa estratégia também para a Europa, conforme revelou recentemente a Coluna do Broadcast.

O BB Americas teve origem no EuroBank, adquirido pelo Banco do Brasil em 2012. Atualmente, conta com sete agências nos EUA e mais de 30 mil clientes.

Fonte: Estadão

Previ aumenta margem consignável para operações com participantes

Publicado em:

Agora, os associados da Previ podem contratar Empréstimo Simples e Financiamento Imobiliário com uma margem consignável maior, de 35% da remuneração disponível, que corresponde à diferença entre a renda bruta e as consignações obrigatórias. A partir dessa mudança, participantes que estão sem margem terão a oportunidade de rever os valores e tomar novos empréstimos, em caso de necessidade.

A alteração é resultado da conversão da Medida Provisória 1.106 na Lei 14.431, de 3 de agosto de 2022, e que alterou a Lei nº 10.820, de 17 de dezembro de 2003. A antiga legislação determinava que os descontos em folha de pagamento de operações com participantes não deveriam exceder a 30% de remuneração disponível.

Apesar de ser uma boa novidade para quem precisa e mais uma vantagem para os participantes, cada associado deve avaliar com cautela sua situação financeira e a real necessidade de um novo empréstimo ou financiamento.

E aqui na Previ o nosso compromisso é garantir o seu futuro e contribuir para a sua qualidade de vida e a de seus familiares. E, enquanto fazemos isso, ainda fazemos a economia nacional girar com essa injeção significativa de recursos sempre à luz da legislação atual de Política de Investimentos e Recursos Garantidores.

Fonte: Previ

Previ Futuro: novo regulamento é aprovado pela Previc

Publicado em:

As mudanças em benefício dos associados do Previ Futuro, propostas pelos diretores e conselheiros eleitos da Previ, já aprovadas pelo Conselho Deliberativo, foram finalmente aprovadas pela Previc (Superintendência Nacional da Previdência Complementar).

Entre as mudanças estão:

  • Redução de 15 para 10 anos no tempo de filiação para aposentadoria;
  • Resgate de até 80% da reserva patronal, além da reserva individual, no desligamento do plano;
  • Possibilidade do participante em BPD (Benefício Proporcional Diferido) requerer a Renda Mensal de Aposentadoria já a partir dos 50 anos, mesmo sem estar aposentado pelo INSS;
  • Redução de 20% para 5% do salário de participação na contribuição esporádica mínima (2C), lembrando que a contribuição para 2C não possui taxa de carregamento.

Para quem optou pelo BPD, as mudanças no regulamento trazem ainda mais duas conquistas:

  1. Redução de 15 para 10 anos na carência para concessão do benefício;
  2. Possibilidade de verter contribuições esporádicas à reserva individual ou portar valores de outros planos previdenciários.

“As mudanças no regulamento do Previ Futuro, em favor dos associados, era um compromisso dos diretores e conselheiros eleitos da Previ. Com a aprovação pela Previc, estamos muitos felizes em poder trazer essa boa nova aos associados”, diz Getúlio Maciel, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e eleito pelos participantes para o Conselho Fiscal da Previ.

O novo regulamento foi publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira 30. Antes da aprovação pela Previc, já havia sido aprovado pelo Conselho Deliberativo da Previ; pelo Banco do Brasil, o patrocinador, pela Sest (Secretária de Coordenação Governança das Empresas Estatais); e submetido a audiência pública.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

O risco de o BB retirar o patrocínio da Previ e ser privatizado com vitória do atual governo

Publicado em:

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) publicou dia 20 de setembro a Resolução 15 para regulamentar a Resolução 53 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), de março deste ano, que trata da operacionalização da retirada de patrocínio de fundos de pensão fechados. A edição da resolução reacende o debate sobre o tema que pode representar um risco para a Previ caso o governo a ser eleito em 30 de outubro decida, por exemplo, privatizar ou enfraquecer o Banco do Brasil.

Os diretores e conselheiros eleitos reafirmam que são contrários à retirada de patrocínio de planos de previdência complementar. Mas voltam a esclarecer que o problema não reside nas resoluções do CNPC e da Previc. Elas apenas corrigem em favor dos associados distorções de redação da CNPC 11 de 2013, implementada após amplo debate convocado pela Anapar (Associação Nacional de Participantes de Fundos de Pensão e de Autogestão em Saúde).

“O risco de fato está na Lei Complementar 109 de 2001, em seu artigo 25 e parágrafo, que permite que o patrocinador de fundos de pensão fechados, sem necessidade de apresentar razão justa, retire o patrocínio e quebre um contrato que foi assinado quando o trabalhador entrou na empresa”, afirma Marcel Barros, presidente da Anapar e ex-diretor eleito de Seguridade da Previ.

“A Previ, por exemplo, pode correr um risco real se o presidente a ser eleito no final deste mês adotar uma política econômica de viés neoliberal que inclua eventual privatização e enfraquecimento do Banco do Brasil. Aí passa a ser real a possibilidade de o banco retirar o patrocínio da Previ”, alerta Marcel.

Fonte: Associados Previ

Colegas do Banco do Brasil são eleitos para o Legislativo no RS e em SP

Publicado em:

Quatro associados da ANABB, dois do Rio Grande do Sul e dois de São Paulo, foram eleitos para o Poder Legislativo nas Eleições 2022. Para a Câmara dos Deputados, conquistaram a reeleição Pompeo de Mattos (PDT) e Ricardo Silva (PSD). Para as respectivas Assembleias Legislativas, foram eleitos Gilmar Sossella (PDT) e Rafael Silva (PSD).

Candidaturas de 19 associados, independentemente de partidos ou coligações, foram divulgadas por meio do Programa Sócio Candidato – Eleições 2022. Criado pela ANABB, o programa buscou incentivar a participação dos colegas do BB no processo eleitoral, valorizando a defesa de pautas de interesse da categoria.

Ao valorizar a presença dos colegas nas eleições, a Associação fortalece também o papel do Banco do Brasil no fomento ao desenvolvimento do país. A ANABB parabeniza, assim, os associados pela conquista, com a certeza de contar com seu apoio na atuação conjunta em defesa do BB e de seus funcionários.

OS ASSOCIADOS ELEITOS:

Pompeo de Mattos (PDT)

Deputado Federal / RS

Funcionário aposentado do BB. É advogado. Tem 64 anos. Foi vereador e prefeito, além de deputado estadual por duas legislaturas. Eleito para o 6º mandato como deputado federal.

 

Ricardo Silva (PSD)

Deputado Federal / SP

Graduado em Direito e em Filosofia. Possui pós-graduação em Sociologia. Tem 37 anos. É filho do deputado estadual Rafael Silva. Reeleito para a Câmara dos Deputados.

 

Gilmar Sossella (PDT)

Deputado Estadual / RS

Funcionário aposentado do BB. É advogado. Tem 61 anos. Foi vereador, prefeito e presidente da Assembleia Legislativa.

 

Rafael Silva (PSD)

Deputado Estadual / SP

Funcionário aposentado do BB. Formado em Filosofia e pós-graduado em Sociologia. Tem 76 anos. Reeleito para a Assembleia Legislativa.

Fonte: Agência ANABB

 

Funcionários do BB são coagidos pela direção a usar amarelo na Bahia

Publicado em:

Funcionários e funcionárias do Banco do Brasil na Bahia, escalados para as atividades do MPE Week, ação que ocorre todos os anos em várias capitais para promover as micro e pequenas empresas, estão sendo coagidos a usarem camisetas amarelas durante todo o evento.

“Nunca foi solicitado que os bancários usassem roupas amarelas nas edições passadas do MPE Week, que acontece desde 2018”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Segundo Fábio Ledo, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, os funcionários estão se sentindo intimidados. “A informação que chega para nós é que a direção do BB está orientando o uso de camisa amarela e que as bancárias e bancários enviem fotos durante a campanha da MPE Week”, disse, ao acrescentar que, para não deixar registros, os gestores estão fazendo o pedido de “boca”, numa tentativa de se fazer campanha eleitoral disfarçada para o atual governo. “O uso da cor amarela é uma tentativa de fazer com que se acredite que os funcionários apoiam Jair Bolsonaro”, completou.

Mensagem política

O doutorando em Comunicação e Semiótica pela Escola de Comunicação da USP, Alexandre Rolim, explica que quando uma empresa realiza uma ação para capitar clientes, por exemplo, não existe nada de errado em pedir para os funcionários usarem determinada cor.

“Mas, isso é feito sempre respeitando protocolos dentro da estratégia de marketing e de forma oficial. Agora, o fato de os trabalhadores do BB estarem sendo coagidos a usar, de forma extraoficial, a vestimenta amarela, aponta para uma conotação de manipulação eleitoral, de uma possível intencionalidade de passar uma mensagem subliminar política”, avaliou Alexandre, que também é diretor de arte da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Distorção do papel do BB

Na corrida ao Planalto, o ex-presidente Lula venceu em 415 dos 417 municípios baianos no primeiro turno. Já o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, venceu em apenas dois municípios. Em todo o estado, Lula obteve 67% dos votos contra 24% do candidato do PL. Enquanto que, em âmbito nacional, no primeiro turno, o atual governante teve cerca de seis milhões de votos a menos que Lula e as projeções apontam para uma derrota do candidato do PL no segundo turno.

“Nos preocupa essa possível manipulação do BB, por parte da direção da empresa, em favor do atual presidente da República, para tentar, a todo o custo, correr atrás da diferença de votos. Um banco público não pode ser instrumentalizado dessa forma”, ponderou Fukunaga.

Fonte: Contraf_CUT

 

 

Justiça condena banco por rebaixar funcionária após diagnóstico de câncer

Publicado em:

A Justiça condenou o Banco do Brasil a indenizar uma funcionária em R$ 10 mil por tê-la rebaixado de função, após alta médica de tratamento contra câncer de mama. A decisão de primeiro grau foi mantida pela 4ª Turma do TRT da 2ª Região, e divulgada nesta sexta-feira, 07.

Antes do afastamento, a mulher exercia a função de assistente e, quando retornou, passou a desenvolver atividades de escriturária em agência diferente da que trabalhava. Para a desembargadora-relatora Ivete Ribeiro, a conduta da instituição é “causa de dano extrapatrimonial à empregada, pois é hábil a diminuí-la como trabalhadora, em ofensa à sua dignidade e integridade moral”.

A magistrada esclareceu também que a existência da lesão nesse caso é presumida, ou seja, basta comprovar a veracidade do fato ou da prática ilícita, não sendo necessário provar o prejuízo.

“Todos nós, consoante as máximas de experiência, temos noção de quão doloroso deve ser – e é – sofrer rebaixamento funcional e mudança do local de trabalho, após o retorno de afastamento médico por doença grave, como visto. Logo, é desnecessária a prova do sofrimento”, determinou a relatora Ivete Ribeiro.

Fonte: Jornal O Dia

Itaú troca Banco do Brasil por estatal mais barata e rentável; veja carteira

Publicado em:

O Itaú BBA trocou as ações do Banco do Brasil (BBAS3) pela Sabesp (SBSP3), empresa de saneamento de São Paulo, mostra relatório enviado a clientes nesta semana.

Apesar dos analistas Victor Nadal e Paulo Folha ainda gostarem de BB, que segue como o banco favorito do BBA, “preferimos não ter exposição à tese devido ao momento volátil de mercado”.

O Banco do Brasil, que disparou no pregão da última segunda, caiu com força na sessão desta terça-feira (-5,38%).

Já a Sabesp, segundo a dupla, parece uma tese interessante em termos de valuation, tanto sob o prisma de múltiplos quanto de potencial de valorização.

O BBA vê a ação negociada a 4,6x o EV/Ebitda (valor da empresa sobre resultado operacional) para o final de 2023, ante uma média dos últimos três anos em 6,0x – o que representa um potencial de valorização de mais de 30%.

A Sabesp é considerada uma das maiores empresas de saneamento do mundo em população atendida. São 28,4 milhões de pessoas abastecidas com água e 25,2 milhões de pessoas com coleta de esgotos.

É responsável por cerca de 30% do investimento em saneamento básico feito no Brasil. Para o período de 2022 a 2026, a companhia planeja investir aproximadamente R$ 23,8 bilhões.

Fonte: Money Times

 

Trabalho liderado pela Previ em prêmio sobre Investimento Responsável

Publicado em:

Para a Previ, integridade é mais do que uma palavra: é um valor que serve como bússola para as práticas de investimento responsável, que tem como aspectos importantes os critérios ambientais, sociais, de governança e integridade. Na Previ, a sigla ASG ganhou um I de integridade, para mostrar a ênfase dada ao tema na Entidade, que assumiu também o compromisso de ser uma indutora de boas práticas para o mercado.

De 2019 até 2021, a Previ liderou um trabalho sobre Integridade com o apoio do PRI, sigla em inglês para a iniciativa Princípios para o Investimento Responsável. O PRI é um grupo internacional dedicado a usar a força dos grandes investidores institucionais para fazer a diferença. A Previ foi uma das fundadoras da iniciativa em 2006 e faz parte do grupo desde então.

O trabalho liderado pela Previ teve a participação de outros 35 signatários do PRI, tanto brasileiros quanto internacionais. Entre os objetivos estava conhecer as melhores práticas adotadas pelo mercado e ampliar o entendimento das políticas que poderão contribuir para uma avaliação mais fundamentada dos riscos relacionados às questões de integridade. Durante o trabalho foram realizadas entrevistas com representantes de doze empresas listadas na bolsa de diferentes setores da economia.

O Engajamento sobre Políticas de Integridade está concorrendo ao PRI Awards 2022, na categoria “Emerging markets iniative of the year” (em português, Iniciativa do Ano dos mercados emergentes). O resultado final da premiação será conhecido no dia 1º de dezembro. Para ler o Relatório Final do trabalho, clique aqui. Ele está disponível no site da Previ, na seção do menu A Previ >> Sustentabilidade e Práticas AGSI >> Iniciativas.

Por causa da iniciativa, a Previ foi convidada para participar de debates e webinars sobre integridade e combate à corrupção, além de também ter recebido pedidos de orientações para desenvolver trabalhos coletivos. O diretor de Investimento Denísio Liberato realizará uma nova apresentação sobre o trabalho em um evento do PRI, em dezembro. Denísio é o candidato da Previ a uma vaga no conselho do PRI que reúne investidores institucionais, na categoria Asset Owners.

O PRI Awards reconhece a excelência de projetos conduzidos pelos signatários dos Princípios do Investimento Responsável. Outros dois projetos brasileiros também estão concorrendo ao prêmio em outras categorias.

Fonte: Previ

 

Cassi passa a ter sete planos de saúde em Brasília, Salvador e Triângulo Mineiro

Publicado em:

A ANABB acompanhou o lançamento dos novos planos de saúde da Cassi. O evento, que ocorreu no dia 28 de setembro, em Brasília (DF), teve a participação da Diretoria da Caixa de Assistência, entre eleitos e indicados, e de representantes do Banco do Brasil.

A Cassi vem ampliando seu portfólio para atender ao maior número possível de familiares do BB. De acordo com o diretor eleito Carlos Flesch, a oferta dos planos regionais foi um compromisso assumido por ele com os associados.

Para viabilizar os novos projetos, a Cassi se baseou em dados importantes que refletem o cenário atual do mercado de saúde. Entre as informações destacadas estão o fato de que ter um plano de saúde é o terceiro bem mais desejado pelos brasileiros, no entanto, 71% da população não possui assistência privada à saúde.

SAIBA MAIS SOBRE OS NOVOS PLANOS DA CASSI

Os novos planos Cassi Vida foram lançados para atender Brasília, Salvador e o Triângulo Mineiro. Eles possuem valores mais acessíveis, adequados à realidade econômica de cada região, por disponibilizarem uma cobertura regionalizada.

Os planos Cassi Vida são destinados aos familiares consanguíneos até 4º grau e, por afinidade, até 2º grau dos funcionários, ex-funcionários (exceto aqueles demitidos por justa causa) e aposentados da Cassi e do Banco do Brasil, além de familiares de pensionistas do BB.

São oferecidas no plano: segmentação ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, acomodação em enfermaria e coparticipação com teto limitador. Além disso, é oferecido acesso ao serviço das CliniCassi e Telemedicina 24 horas, sem custos adicionais na mensalidade.

A adesão aos planos pode ser feita pelo site www.cassi.com.br, pelo aplicativo da Cassi, nas Unidades Regionais ou por meio da Central Cassi (0800 729 0080). Os valores das mensalidades podem ser consultados no site.

Características de cada plano:

Cassi Vida Brasília

Os moradores do Distrito Federal e entorno poderão contar com a credibilidade da Rede Grupo Santa, com atendimento em quatro grandes hospitais de referência da região: Santa Lúcia Sul, Santa Lúcia Norte, Unidade Avançada Taguatinga e Gama. O plano oferece acomodação em enfermaria e atendimento completo em medicina.

Cassi Vida Salvador

Já os moradores de Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho, na Bahia, contam com a Rede Mater Dei, o maior complexo médico-hospitalar da região. A unidade dispõe de pronto-socorro adulto e pediátrico, centro oncológico e estrutura para internações, cirurgias e parto, atendendo mais de 40 especialidades médicas.

Cassi Vida Triângulo Mineiro

Quem reside em Uberlândia e região poderá contar com a melhor assistência médico-hospitalar, ambulatorial e laboratorial disponíveis no Triângulo Mineiro. O atendimento também será realizado por meio da Rede Mater Dei.

Fonte: Agência ANABB

 

Homenagem ao BB ganha forma de autobiografia romanceada

Publicado em:

“Este livro é uma homenagem ao Banco”, define o próprio Everaldo Dantas da Nóbrega, autor da obra Memórias de um Bancário (João Pessoa/PB: Ideia Editora, 2022). Para homenagear a instituição, que completa 214 anos de existência na próxima quarta-feira, 12 de outubro, o associado da ANABB optou por elaborar um texto na forma de autobiografia romanceada.

O livro traz relatos e histórias do Banco do Brasil das décadas de 1960 a 1990, desde o momento que o autor ouviu falar da instituição pela primeira vez, ainda menino, até sua aposentadoria, em julho de 1995, na então Consultoria Jurídica – atual Diretoria Jurídica do Banco, em Brasília/DF.

A obra possui mais de 60 capítulos, além de notas explicativas, fotocópias de documentos e fotos – afinal, a “História, de um modo geral, é contada não somente com palavras escritas e faladas”, explica Everaldo Nóbrega, hoje com 75 anos de idade.

As imagens mostram momentos marcantes da vida pessoal e profissional do autor, selecionadas por ele. Como a foto em que recebe os cumprimentos de João Otávio de Noronha – ex-diretor jurídico do BB, atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – no dia da aposentadoria.

O texto, por sua vez, é marcado pela fluidez e objetividade, características que o tornam de fácil leitura. O livro está organizado em “capítulos curtos dentro do possível – inclusive nos seus títulos (…). E sem nenhuma outra pretensão que não seja a de contar uma história, a minha história no Banco do Brasil”, descreve o autor.

Cronista e poeta, Everaldo Nóbrega responde com um poema a eventual questionamento a respeito da justificativa de uma carreira profissional em instituição bancária virar um livro:

Neste mundo pequenino
De rumos, rotas incertas,
Das coisas pequenas, mínimas,
Todas eu as faço grandes,
Dispensando a veleidade,
Para ter metas e metas
E me dar finalidade.

CARREIRA NA LITERATURA

Memórias de um Bancário é o 13º livro do autor. Os 12 anteriores são dedicados à poesia, ao Direito ou formam coletâneas de crônicas e contos, entre outros gêneros discursivos. O advogado também possui colaborações em livros de outros autores, além de publicações em jornais e revistas.

Nascido em São Mamede e tendo vivido a infância em Patos, na Paraíba, Everaldo Nóbrega fez o concurso para o BB (e obteve aprovação) aos 16 anos de idade. Aguardou até os 18 anos para ter idade legal para tomar posse na instituição, o que ocorreu em Pombal (PB), em 1965, na função de auxiliar de escriturário. A agência havia sido criada dois anos antes.

Depois, trabalhou em sua conhecida Patos; em Sousa, onde prestou concurso interno para o cargo de escriturário; e na capital do estado, João Pessoa. Já como advogado seguiu para Brasília, onde assumiu a função de assessor jurídico junto à Direção Geral do Banco.

Foi instrutor no BB, lecionando disciplinas de áreas do Direito; chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Integração Nacional; juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba; conselheiro e ouvidor geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Seccional PB e professor de Direito em universidades. É membro da Academia Paraibana de Letras Jurídicas, da União Brasileira de Escritores em São Paulo e do Instituto Histórico e Geográfico de Patos, entre outras entidades.

Como destaca o escritor Coelho Netto, em citação selecionada pelo autor: “A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração”. Memórias de um Bancário revela essas saudades e presta suas homenagens a uma instituição bicentenária, que marca a História do Brasil e, também, a de todos nós.

Fonte: Agência ANABB

Quatro maiores bancos reduziram participação em 2021, diz BC

Publicado em:

Indicadores do Banco Central apontam para uma gradual redução da concentração bancária no Brasil, o que a autarquia atribui à entrada de novos participantes, embora as quatro maiores instituições financeiras do país ainda respondam por mais da metade da fatia de mercado.

Os dados fazem parte do Relatório de Economia Bancária, divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (6). Segundo o relatório, os quatro maiores bancos do país são Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC3 e BBDC4) e Itaú (ITUB3 e ITUB4).

O volume de ativos dessas quatro instituições representou 56% do total do sistema financeiro nacional em 2021, abaixo dos 57,3% do ano anterior – em 2019 estava em 60%.

Também houve queda nos depósitos totais desses bancos. Reunidos, os quatro representaram 67,2% da fatia de mercado em 2019, 62,7% em 2020 e 60,1% em 2021.

O volume de operações de crédito também mostra uma tendência de recuo. A participação dos quatro maiores bancos nesse segmento foi de 60,6% em 2019 para 59,4% em 2020 e 59,3% em 2021.

“O fato de que a concentração nos mercados de crédito se reduziu significativamente reflete a política pública perseguida pelo Banco Central nos últimos anos, que incentiva uma maior digitalização dos meios de pagamento e modelos de negócio inovadores”, disse o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Renato Gomes, citando a entrada de novos participantes no mercado, como fintechs.

De acordo com o relatório do BC, esse movimento ocorreu a despeito de, em 2021, terem sido avaliados 12 atos de concentração. Entre as operações mencionadas pela autoridade monetária, estão a compra de participação da XP (XPBR31) pelo Itaú e a aquisição, pelo BTG Pactual (BPAC11), de ações do Banco Pan (BPAN4) detidas pela Caixa.

Avaliando recortes mais específicos, Gomes ressaltou que houve um aumento da participação das cooperativas no período, de 4,3% para 6,1% das operações de crédito entre 2019 e 2021.

Também foi observado um aumento da fatia de empréstimos concedidos por bancos privados, de 52,4% para 56,5%. As operações feitas pelas instituições com controle de capital público recuaram de 47,6% para 43,5%.

No relatório, o BC mudou sua metodologia, deixando de avaliar a concentração a partir de dados dos cinco maiores bancos, grupo que também incluía o Santander. Gomes afirmou que a mudança segue padrões internacionais e não altera a conclusão do documento.

Fonte: Invest News

Concentração de bancos cai no Brasil, mas custo do crédito cresce

Publicado em:

A concentração do mercado bancário no Brasil caiu no ano passado, e a inadimplência e o custo do crédito subiram um pouco. Já o total de empréstimos realizados cresceu 18% em 2021, maior taxa de crescimento da série histórica iniciada em 2011.

Segundo o diretor de política econômica do Banco Central, Diogo Guillen, a inflação e o aumento da atividade econômica explicam esse crescimento. Os dados foram divulgados, nesta quinta-feira (06), no Relatório da Economia Bancária, produzido pelo Banco Central.

O documento destacou ainda que a concentração do mercado bancário do país caiu de 77% para 76% entre 2020 e 2021. Ou seja, os cinco maiores bancos do país, Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, concentravam 76% dos ativos do mercado financeiro nacional em dezembro do ano passado.

O professor de economia da Universidade de Brasília, César Bergo, explica que a redução da concentração do sistema bancário é resultado do crescimento dos bancos digitais.

Em 2021, a inadimplência cresceu 0,2 ponto percentual, chegando a 2,3%. O economista César Bergo opina que esse ainda é um aumento moderado e está em níveis históricos baixos.

O aumento da inadimplência e da taxa básica de juros, a Selic, ao longo do ano passado, também elevaram o custo de crédito no país de 16% ao ano, em 2020, para 18% ao ano, em dezembro de 2021.

Fonte: Agência Brasil

A qualidade dos processos e a certificação ISO 9001 da Cassi

Publicado em: 03/10/2022

O que faz uma empresa ser referência em atendimento? Sua organização? A capacidade operacional e de gerenciamento de processos? Todas essas características são importantes e contribuíram para que a Cassi recebesse nova certificação na Norma ISO 9001, relacionada a sua central de atendimento.

Com a nova certificação, a Cassi garante a qualidade dos processos, o planejamento de atividades, definição de metas, implementação de planos de ação e relacionamento com clientes, fornecedores e colaboradores. Esse reconhecimento é importante, mas sabemos que os desafios na área de inovação são enormes e que a Cassi precisa estar cada vez mais atenta às novas tecnologias de mercado na área de saúde.

Segundo o Diretor Carlos Flesch, “a certificação só confirma o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, oferecendo uma Central robusta e qualificada em seus processos, assegurando aos associados a excelência no atendimento, foco constante dessa gestão”.

A nova certificação da Cassi vai ao encontro do volume de atendimentos registrados pela Caixa de Assistência. Em 2021 foram realizados 2,6 milhões de atendimentos, sendo 1.184 mil por telefone, 1.270 mil autorizações, 142 mil Fale com a CASSI e 19 mil chat (iniciou no final do ano). Em 2022 (até o final de agosto) foram registrados 2,0 milhões de atendimentos, sendo 651 mil por telefone, 1.049 mil autorizações, 120 mil Fale com a Cassi e 185 mil por chat.

Fonte: Agência ANABB

Economus Futuro não terá reajuste pelo segundo trimestre consecutivo

Publicado em:

Os beneficiários do Economus Futuro têm mais uma boa notícia: o plano não terá aumento nas contribuições para o trimestre composto pelos meses de setembro, outubro e novembro. A decisão pela manutenção dos valores foi possível após avaliação técnica, que observou o equilíbrio financeiro entre receitas e despesas no período de abril a junho/22.

Este é o terceiro trimestre de operação do Economus Futuro, implementado em março deste ano para oferecer assistência médica aos aposentados. Os preços permanecerão iguais aos do lançamento até o fim de novembro/22. Consulte a tabela de contribuições e o demonstrativo trimestral clicando aqui.

Isso é resultado da utilização consciente do plano pelos beneficiários. Lembrando sempre que a prevenção é fundamental para a boa saúde de todos, na medida em que evita procedimentos mais complexos e onerosos.

Economus Futuro já é uma realidade! E quanto mais pessoas aderirem, melhor será para o equilíbrio do plano e para a manutenção dos valores competitivos de mensalidade.

Fonte: Economus

BB inicia conversas com UBS para parceria em gestão de fortunas na Europa

Publicado em:

O Banco do Brasil deve buscar na Europa um modelo de parcerias semelhante ao que começa a explorar nos Estados Unidos, para assessoria em investimentos a clientes endinheirados. Segundo apurou a Coluna, há conversas preliminares com o UBS, que já é sócio do banco no UBS BB e com o qual o BB assinou o primeiro acordo para discutir uma possível parceria no mercado norte-americano. Para a Europa, ainda não há acordo formal, e a expectativa é de que a negociação se estenda para o ano que vem.

Três mercados merecem atenção especial: Portugal, no qual há uma grande comunidade de brasileiros de alta renda, França e Itália. No continente europeu, o BB atua por meio do BB AG, que além desses três países, tem presença na Áustria.

Nos EUA, banco já financia imóveis

Nos Estados Unidos, o banco ainda deve agregar mais potenciais parceiros ao novo modelo de assessoria. A expectativa é multiplicar por dez o volume de recursos de clientes no exterior sob gestão do banco. Em solo americano, a instituição tem avançado ainda em outro produto: o financiamento à compra de imóveis por brasileiros endinheirados em Miami, a partir da fusão entre o BB Americas e o BB Miami.
Instituição busca diferentes parcerias

Nas parcerias internacionais, o BB tem buscado atuação com diferentes sócios, ou seja, sem exclusividade. A percepção é que, com as rápidas mudanças no mercado de investimentos, há uma variedade de agentes assediando o público de alta renda – e, por isso, faz sentido ter várias alternativas. Procurados, o BB e o UBS não comentaram.

Fonte: Estadão

 

Banco do Brasil é condenado por expor gerente em ranking de desempenho

Publicado em:

Um gerente do Banco do Brasil, que atuou em diversas agências será indenizado por danos morais, no valor de R$ 5 mil, por ter tido seu nome divulgado em ranking de desempenho da empresa. A decisão é da 3ª turma do TRT da 5ª região. Os desembargadores sustentaram que o trabalhador era exposto a situações abusivas e vexatórias e comprovou o assédio moral sofrido através dos documentos juntados por meio de mídia digital.

No processo, o autor alegou que o Banco possuía vários rankings para medir e comparar a atuação dos gerentes e suas agências através de programas de computador. “Também havia cobranças por grupos de WhatsApp, com envio de mensagens ao longo do dia sobre as metas de vendas impostas aos gerentes e quanto cada um estava vendendo”, afirmou o empregado. Por sua vez, o Banco do Brasil respondeu que apenas cobrava metas de seus funcionários e divulgava ranking de vendas, o que faz parte do seu poder diretivo.

De acordo com a relatora do acórdão, desembargadora Léa Nunes, mesmo que o empregador possa estabelecer metas, o que corresponde a um ato inerente ao seu poder diretivo, estas devem ter o seu cumprimento estimulado de maneira positiva, e não através de exposição pública que evidencia a improdutividade do trabalhador.

“O respeito deve pautar a relação empregatícia, cabendo ao empregador orientá-los, fiscalizá-los e zelar pela manutenção de um ambiente de trabalho saudável e cordial, o que, contudo, não ocorreu nessa situação.”

Em seu voto, a magistrada ressaltou ainda que, diferentemente do posicionamento do magistrado de origem, entendeu que a cobrança do Banco extrapolou a razoabilidade diante da publicação de ranking com qualificação e colocação dos funcionários, de modo a ressaltar sua improdutividade, sendo manifestamente abusiva e vexatória, “sujeitando não só o trabalhador, mas também toda a coletividade a situações constrangedoras e humilhantes, de modo habitual, sendo típica hipótese de assédio moral organizacional”.

Norma coletiva

A desembargadora Léa Nunes também pontuou que a divulgação interna do ranking individual dos empregados contraria, inclusive, determinações das cláusulas estabelecidas pelo sindicato profissional nas negociações coletivas. Ainda, afirmou que “o Banco não negou as informações contidas nos documentos juntados no processo que demonstraram a existência dos referidos rankings”.

Quanto ao valor a ser arbitrado a título de indenização, a terceira Turma entendeu que a condenação deve ser coerente, visando à proporcionalidade do fato e do dano.

Foi explicado, no acórdão, que assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-a, muitas vezes, a desistir do emprego.

Fonte: Migalhas

 

BB passa a atuar em todo ciclo do mercado de carbono com ações que vão da originação à comercialização

Publicado em:

De forma inédita, o Banco do Brasil anuncia seus primeiros projetos e negócios no mercado de créditos de carbono. Foram firmados, na manhã desta quinta-feira (29), no Edifício Sede BB em Brasília, três contratos de projetos de originação de créditos de carbono nos biomas Amazônia e Cerrado. Ainda, também assinou seu primeiro negócio de comercialização de créditos na região Sul do país.

De acordo com o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, a proximidade do Banco com clientes permite atuar gerando valor em diversas etapas do ciclo do mercado de carbono. “A partir de análises em 80 propriedades por todo o país, nossas equipes técnicas mapearam cerca de 500 mil hectares de terra que podem ser habilitadas para o Mercado de Carbono. Desse total, 150 mil hectares ganharam o status de pré-avaliados para viabilidade de projetos”, explica Ribeiro.

Fausto Ribeiro destaca que a celebração dos contratos conta com proprietários rurais de todas as regiões do Brasil. “A amplitude da localização dos projetos demonstra capilaridade do Banco do Brasil, a força da nossa atuação no agronegócio e capacidade de aproximação com clientes e parceiros”, diz o executivo.

A iniciativa é desdobramento do evento Mercado Global de Carbono, que aconteceu em maio deste ano, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, quando o BB anunciou um conjunto de iniciativas para apoiar seus clientes na originação e comercialização de créditos de carbono.

Comercialização

Em uma das frentes anunciadas hoje, o Banrisul assinou uma intenção de parceria na área de sustentabilidade para a aquisição de créditos de carbono para compensação de suas emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1), com foco em mudanças climáticas. Em um primeiro momento, está prevista a utilização da plataforma de intermediação de compra de crédito de carbono do Banco do Brasil para compensar as suas emissões diretas relativas ao ano de 2021.

O presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, afirma que “compreendemos a importância dessas ações para avançar em direção a uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, estamos unindo forças e contando com a expertise do Banco do Brasil, que já realiza importantes projetos neste novo mercado”.

Para a compensação, prevê-se a utilização de um projeto desenvolvido no próprio Rio Grande do Sul, por meio da intermediação do BB na contratação de energia de uma hidrelétrica localizada na divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Originação

Na ponta da originação, o BB também firmou contratos com três grandes proprietários rurais nos biomas Amazônia e Cerrado, com áreas potenciais de preservação que somam mais de 70 mil hectares e expectativa de geração de 290 mil créditos de carbono/ano.

Esses projetos coordenados pelo BB e parceiros contempla a categoria desmatamento evitado, mas já há projetos mapeados de outras categorias como eficiência energética, reflorestamento e agricultura de baixo carbono. Os projetos são desenvolvidos e estruturados por empresas parceiras com expertise de atuação no mercado voluntário de carbono.

A metodologia utilizada para elaboração dos projetos são a de desmatamento evitado REDD+ – reduções de emissões de gases de efeito estufa e aumento de estoques de carbono florestal.

Certificação

O Banco do Brasil utiliza o padrão Verra, largamente utilizado no mercado voluntário de carbono e que atualmente tem sido o mais valorizado. Criada em 2005, a Verra é reconhecida internacionalmente pela sua expertise e excelência técnica em certificar projetos de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), com benefícios positivos sociais e à natureza gerados pelos projetos de carbono.

Um dos projetos prospectados pelo BB é de uma propriedade localizada no município de Ipixuna (AM), com área preservada de 17,3 hectares de floresta amazônica, com potencial para geração de cerca de 112 mil créditos de carbono por ano, durante vinte anos.

O outro é de projeto com área preservada de 16.280 hectares de no bioma Cerrado, com potencial para a geração de cerca de 50 mil créditos de carbono por ano, durante vinte anos. O terceiro projeto é de produtor agrícola com área preservada de 28,1 mil hectares de floresta amazônica e potencial para a geração de cerca de 124 mil créditos de carbono por ano, durante vinte anos.

Prospecção

O Banco dá suporte a clientes, sobretudo produtores rurais, com a identificação do potencial da área até a conclusão final do projeto e a geração de créditos. O BB utiliza em suas análises metodologias internacionalmente reconhecidas e já validadas.

A metodologia de desmatamento evitado é aquela em que o BB detecta casos em que os clientes dispõem de áreas de floresta nativa preservada excedente a reserva legal em suas propriedades, e que, por não desmatarem, façam jus aos créditos de carbono anualmente.

“Prospectamos clientes que possuam áreas de floresta nativa preservada para projetos de desmatamento evitado, além das demais metodologias de geração de créditos, casos da energia renovável, agricultura de baixo carbono e reflorestamento”, explica o vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, Barreto Junior.

Os créditos podem ser originados em atividades como preservação de matas nativas, regeneração e reflorestamento, práticas agropecuárias de baixo impacto, além de projetos de energias renováveis.

A ideia é valorizar práticas que aliam preservação ambiental e produtividade, permitindo acesso dos clientes a mecanismos que remunerem seu trabalho de conservação e valorização de ativos ambientais.

Fonte: Banco do Brasil

Dívida da Rossi Residencial com Caixa e BB tem poucas garantias de pagamento

Publicado em:

A situação da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil no processo de recuperação judicial da Rossi Residencial não é das mais confortáveis. Apenas uma pequena fatia da dívida da incorporadora junto aos bancos públicos tem garantias reais, ou seja, com a previsão de entrega de imóveis ou outros ativos, em caso de descumprimento do pagamento.

A Caixa é o maior credor individual da Rossi, com dívida total de R$ 456 milhões. Desse montante, só R$ 88,7 milhões (19,5%) contam com garantias reais. Outros R$ 182,9 milhões são do tipo quirografário (40%), quer dizer, sem garantia. Por fim, há mais R$ 184,8 milhões (40,5%) classificadas como extraconcursais, o que significa que não serão sujeitas ao processo de recuperação. No caso do Banco do Brasil, a dívida total é de R$ 29,4 milhões, sendo a totalidade do tipo quirografária.
Empresa renegociou dívidas bancárias entre 2016 e 2017

A dívida só não é maior porque, nos idos de 2016 e 2017, a Rossi implementou com relativo sucesso um plano de renegociação de dívidas bancárias no total de R$ 1,66 bilhão com Bradesco, Banco do Brasil e Caixa, o que reduziu significativamente seu passivo financeiro.

A Rossi aguarda o deferimento de seu pedido de recuperação pelo juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo. Dentro do processo, a companhia buscará uma solução para pagar dívida de R$ 1,2 bilhão, o que possivelmente envolverá descontos, parcelamentos de longo prazo e dação de ativos – como é comum em processos do gênero. As partes terão 60 dias para apresentar uma minuta do plano de recuperação após o pedido ser deferido pelo juízo.
Recessão, distratos e pandemia prejudicaram a incorporadora

A incorporadora foi vítima da recessão da economia brasileira nos anos de 2014 a 2016, que derrubou as vendas de imóveis e, pior: levou ao cancelamento das vendas já realizadas na planta, obrigando as empresas do setor a devolver aos consumidores o dinheiro que seria empregado na obra. Após a renegociação da dívida bancária em 2017, havia expectativa de recuperação dos negócios, mas a chegada da pandemia foi como uma pá de cal para a empresa. Desde 2013, a Rossi não lança um projeto sequer, trabalhando apenas com a desova dos estoques de imóveis remanescentes.

Nos últimos anos vieram milhares de processos de consumidores por atrasos na entrega de obras e distratos – isso é o que compõe o grosso da dívida. Dentro da recuperação, as dívidas trabalhistas somam R$ 83,8 milhões, e os passivos junto a pequenas empresas são de R$ 16 milhões, de acordo com o documento que traz a lista de credores.

Fonte: Estadão

Eleições não turvam visão sobre BB; por que analistas recomendam a ação?

Publicado em:

Anos de eleições costumam pressionar ações de empresas estatais, mas 2022 tem se mostrado uma exceção até agora. Petrobras (PETR4) e do Banco do Brasil (BBAS3) não só acumulam valorização no ano, como a alta de seus papéis é forte – respectivamente, +56,28% e +43,65%.

No caso do BB, analistas continuam construtivos com a tese de investimento da companhia, que recentemente realizou seu evento anual com investidores.

Apesar das incertezas envolvendo o cenário político brasileiro, o Safra destaca, em relatório divulgado na semana, que o banco possui decisões colegiadas e acionistas minoritários, além da obrigatoriedade de os diretores estatutários serem de dentro da instituição.

Na avaliação do Safra, as perspectivas para 2022 e 2023 pendem mais para o lado otimista, com a inadimplência devendo se manter controlada no curto prazo, apesar da possibilidade de ligeira deterioração nos próximos trimestres.

“Estruturalmente, a inadimplência não é nossa grande preocupação quando olhamos para o Banco do Brasil, dado seu mix de crédito com posicionamento ainda muito defensivo, apesar da recente movimentação para linhas mais arriscadas no segmento de pessoas físicas, devido à alta parcela do agronegócio e corporativo”, afirma. “Além disso, o BB possui um índice de cobertura confortável (271% no segundo trimestre de 2022)”, completa o Safra.

A equipe de análise da instituição ainda diz que, no quesito controle de despesas, o banco segue “fazendo a lição de casa”, com boas perspectivas de melhoria de eficiência.

Iniciativas digitais

O BB tem se empenhado em repaginar suas operações, mostrando avanço em sua agenda digital, mas sem deixar de lado o modelo físico. A estratégia “figital” do banco reflete a entrega de produtos e serviços digitais, seja no aplicativo ou por modelos de análise de dados na cessão de crédito, afirma o Inter Research, que também participou do Investor Day.

“Além disso, ressaltamos que o BB, desde a implementação do Pix, tem orientado todos os novos processos em nuvem, priorizando a eficiência deste modelo nos sistemas e no Open Finance. O banco tem liderado a adoção e desenvolvimento no país, utilizando um modelo com 100% da arquitetura de dados organizada e disponível em ambiente big data”, acrescenta.

O Inter acrescenta que, como reflexo do Open Banking, o BB lançou o “Minhas Finanças Multibanco”, com cerca de R$ 8 bilhões em saldos consolidados com outros bancos, resultando em uma oferta totalmente personalizada para cerca de 90% dos clientes que disponibilizaram seus dados.

Ainda descontada

Apesar da valorização em 2022, as ações do Banco do Brasil continuam atrativas, na opinião do Safra.

Analistas destacam que o banco está rodando com “um grande desconto” em comparação com seus pares (3,8 vezes P/L (preço sobre lucro para 2023 vs. aproximadamente 7 vezes da média dos principais pares privados) e com sua média histórica de 10 anos (de 6,4 vezes).

Outro aspecto positivo levantado pelo Safra é o dividend yield (rendimento do dividendo).

“Esperamos que o BB distribua um dividend yield de 9,7% e 12,7% para 2022 e 2023, respectivamente”, afirma.

O Inter diz que o Banco do Brasil tem apresentado resultados “surpreendentes” em 2022, o que levou o ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido) a um nível semelhante a dos pares privados.

O Inter ressalta, no entanto, que o BB tem buscado alavancar mais seu resultado com um mix de carteira mais rentável, o que deve elevar a inadimplência.

“Por isso, entendemos que para o longo prazo, caso o banco continue crescendo em linhas de crédito mais arriscadas, podemos ver um reflexo de maior margem financeira, que é suportada pelo alto indicador de cobertura do banco e a boa qualidade geral da carteira”, comenta a instituição.

O Inter tem recomendação de compra para o nome, com preço-alvo ao fim de 2023 de R$ 54 ao fim de 2022.

Fonte: Money Times

Reajuste de benefícios para aposentados e pensionistas do Economus

Publicado em:

Neste mês de setembro ocorrerá o reajuste dos benefícios dos planos Regulamento Complementar Nº 2 (Grupo A), Regulamento Complementar Nº 1 (Grupo B), Regulamento Geral (Grupo C) e PrevMais.

Os aposentados e pensionistas dos Grupos A e B que recebem seus benefícios por meio da folha de pagamento administrada pelo Economus terão reajuste salarial de 8%, baseado na Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários.

Para os planos Regulamento Geral (Grupo C) e PrevMais, como previsto nos regulamentos, o reajuste integral será de 8,83%. O número foi calculado com base no acumulado do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), respeitando a proporcionalidade da data de início de benefício, conforme demonstrado a seguir:

Importante: Para os meses de junho, julho e agosto, apesar dos índices do INPC resultarem negativos, os benefícios não serão reduzidos, mantendo-se o valor recebido atualmente.

Fonte: Economus

 

BB: funcionários cobram transparência da Cassi e negociações com o banco

Publicado em:

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) cobra explicações da Cassi sobre um programa de reestruturação que prevê o fechamento de cinco e terceirização de 23 unidades da caixa de assistência à saúde dos trabalhadores do BB, distribuídas em 13 estados. Nos últimos dias, os sindicatos de todo o país começaram a receber diversos questionamentos sobre o processo para enxugar o número de unidades da Cassi. O assunto está sendo discutido dentro da entidade, mas ainda não foi divulgado, oficialmente, para os associados, que temem ficar sem atendimento.

“Cobramos transparência na gestão da Cassi. Queremos saber quais são as justificativas para descobrir o atendimento de usuários e usuárias de várias partes do país e os reais impactos orçamentários para validar esse desmonte”, explicou o coordenador da CEBB, João Fukunaga.

Os representantes dos trabalhadores do BB também solicitam do banco negociações sobre o déficit no Plano Associados. “Nós temos denunciado esse desequilíbrio bem antes da posse dos novos eleitos da Cassi, que ocorreu em junho deste ano”, completou Fukunaga.

O coordenador da CEBB também observou sérios riscos à qualidade dos atendimentos com a terceirização das unidades da CliniCassi: “Os associados e associadas não podem ser prejudicados pelo resultado de uma gestão mercadológica e que desequilibra o orçamento da Cassi. A gestão da entidade precisa ser discutida na perspectiva da sustentabilidade do Plano Associados e na ampliação e manutenção de unidades e da qualidade de atendimento. E o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família é um caminho para isso”, pontuou.
Unidades na mira

Segundo informações internas da entidade, cinco unidades “de porte 5” devem ser fechadas nos estados do Acre, Amapá, Tocantins, Rondônia e Roraima. Já as unidades previstas para serem entregues à administração de terceirizadas seriam das cidades: Araçatuba, Piracicaba, Bauru, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba (SP); Petrópolis e Campina Grande (PB); Feira de Santana, Itabuna e Vitória da Conquista (BA); Maringá (PR); Montes Claros, Uberlândia e Uberaba (MG); Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Maria (RS); Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau (SC).

Fonte: Contraf_CUT

Cassi lança três novos planos regionais e expande o sucesso da linha Vida

Publicado em:

Diante do sucesso do Cassi Vida BH, a Cassi lançou nesta quarta-feira (28) mais três planos da linha Vida: Brasília, Salvador e Triângulo Mineiro. As novas modalidades de plano oferecem as melhores redes de assistência de saúde locais com os melhores valores do mercado.

A linha Cassi Vida tem cobertura para 100% do Rol de procedimentos e eventos em saúde definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), segmentação ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, acomodação em enfermaria e coparticipação com teto limitador. Além disso, oferece acesso ao serviço das CliniCassi e da Telemedicina 24 horas, sem qualquer valor adicional na mensalidade.

Os novos planos ampliam a possibilidade de acesso à Cassi , com o melhor custo-benefício para os familiares de funcionários, aposentados e pensionistas do Banco do Brasil e da Cassi até o 4º grau consanguíneo e até o 2º grau por afinidade.

Conheça os benefícios de cada um:

Cassi Vida Brasília

Os moradores do Distrito Federal e entorno poderão contar com a credibilidade da Redes Grupo Santa, com atendimento em quatro grandes hospitais de referência da região: Santa Lúcia Sul, Norte, Unidade Avançada Taguatinga e Gama. O plano traz assistência humanizada, acomodação em enfermaria de alto padrão e um mix de serviços e especialidades que atendem a todas as suas necessidades de saúde.

Cassi Vida Salvador

Já os moradores de Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho, no estado da Bahia (BA), contam com a Rede Mater Dei, que oferece atendimento no maior complexo médico-hospitalar da região. A unidade dispõe de pronto-Socorro (adulto e pediátrico), o melhor centro oncológico da cidade, além de estrutura de ponta para internações (incluindo cirúrgicas) e parto, medicina diagnóstica e ambulatorial em mais de 40 especialidades.

Triângulo Mineiro

Quem reside em Uberlândia e região poderá contar com a melhor assistência médico-hospitalar, ambulatorial e laboratorial da região, além de benefícios exclusivos.

Fonte: Cassi

 

Financiamento Imobiliário da Previ agora pode ser portado para o BB

Publicado em:

O Banco do Brasil anunciou na terça-feira, 27/9, que os associados da Previ já podem efetuar a portabilidade das operações de financiamento imobiliário contratadas com o fundo de pensão para a instituição financeira.

A portabilidade pode ser simulada no App do BB, que está preparado para mostrar a melhor opção para cada usuário, de acordo com o seu perfil, dentre as diversas opções de indexadores e condições de financiamento que o Banco do Brasil oferece.

Confira o vídeo do presidente do BB, Fausto Ribeiro, falando sobre essa novidade:

Fonte: Previ

Muito além das eleições: o que esperar do Brasil para os próximos quatro anos

Publicado em:

Ivan Sant’Anna*

Receio sinceramente que quem lê o título desta crônica pense que fiquei maluco. Se escrever sobre as perspectivas para os próximos quatro meses, e até sobre as próximas quatro semanas, já é uma tarefa difícil no Brasil, ainda mais numa época conturbada como esta, imagine, caro leitor, fazê-lo para os próximos quatro anos.

Mas foi o tema que Seu Dinheiro me encomendou e não sou muito de fugir de desafios. Como se os complicadores acima já não fossem suficientes, este texto, que comecei a escrever na segunda-feira, 26, está sendo publicado no domingo, dia das eleições gerais, um dos momentos mais decisivos da história contemporânea do país.

Ou seja, quem estiver lendo provavelmente ainda não saberá se haverá ou não segundo turno para presidente da República, o que só começará a ser definido lá pelas 18 horas, quando serão divulgadas as pesquisas de boca de urna, ou, se estas estiverem empatadas dentro da margem de erro, bem tarde noite adentro quando o STE divulgar o resultado final.

Os dois cenários possíveis das eleições

Algumas coisas já podem ser descartadas, sem medo de errar:

Ciro Gomes e Simone Tebet, por melhor que tenham se saído no debate da TV Globo, não têm a menor chance de se eleger.

Chance ainda menor tem Jair Bolsonaro de vencer no primeiro turno, embora volta e meia ele diga que terá 60% dos votos no dia 2 de outubro, desde que “a apuração seja honesta” (palavras do candidato).

A dúvida, portanto, se restringe a duas hipóteses:

Lula vence no primeiro turno.
O capitão-presidente vai disputar com o petista a segunda rodada, em 30 de outubro.

Vejamos primeiro o que se pode esperar de um governo Luiz Inácio no quatriênio 2023/2026:
Aspectos positivos:

– Lula tem boa aceitação nos países chamados progressistas do primeiro mundo (e aí estou incluindo os Estados Unidos democratas de Joe Biden), pois já circulou entre estadistas importantes durante seus oito anos de mandato (2003/2010), ocasião em que quase não havia governos de extrema direita (Donald Trump deu o pontapé inicial nas eleições de 2016). Nem mesmo Vladimir Putin era classificado como tal. No máximo, “o homem forte da Rússia”.

– Se é fato concreto, ou não, o certo é que a pessoa de Lula é ligada, pela opinião pública internacional, à proteção do meio ambiente, talvez como contraponto às posições de Bolsonaro nessa área.

– O mesmo se refere a causas indígenas e diversidade religiosa, racial, orientação sexual e direitos humanos, temas considerados essenciais por grande parte das democracias desenvolvidas. Não todas, é bom que se esclareça, como prova a eleição da extremista de direita Giorgia Meloni na Itália no domingo passado.
Aspectos negativos:

– Lula insiste em manter relações amistosas com ditaduras de esquerda da América Latina, como são os casos de Cuba, Venezuela e Nicarágua.

– Numa época em que a situação fiscal brasileira é péssima, o candidato petista não só diz que em seu governo não haverá privatizações (cita nominalmente os Correios, a Petrobras e o Banco do Brasil) como andou falando que irá reverter a da Eletrobras.

– Lula promete revogar a reforma trabalhista, avanço alcançado no governo Michel Temer.

– Em termos de política externa, diz que se voltará para os países da América Latina e da África. Com todo o respeito, isso me faz lembrar de um amigo, recém falecido, que costumava dizer que “ser sócio de pobre é pedir esmolas pra dois”.

E se houver segundo turno nas eleições?

Tudo bem, sejamos objetivos:

Se Lula não vencer no primeiro turno, é quase certo que o faça no segundo.

Quase!

Nos 28 dias entre uma rodada e outra, muitas coisas poderão acontecer.

Uma semana antes do primeiro turno das eleições de 2018 para governador do Rio de Janeiro, pouquíssima gente tinha ouvido falar num certo Wilson Witzel, homem que já fora oficial dos fuzileiros navais e juiz federal, tendo desistido das duas carreiras, que propiciam prestígio e estabilidade, por iniciativa própria.

Eis que num único debate Witzel demoliu os favoritos Eduardo Paes e Romário.

Na campanha do segundo turno, Wilson Witzel, agora bem conhecido dos eleitores, veio com uma história de “mirar na cabecinha do bandido e atirar”.

Por mais mal gosto semântico que a frase contenha, ela caiu no agrado do eleitor, farto de ter amigos e parentes mortos pelas quadrilhas que fazem dos morros e favelas cariocas seus feudos independentes, onde a polícia só entra em grupos bem armados e protegidos por blindados.

O mandato de Witzel durou pouco. Ele foi cassado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Mas isso já é outra história.

Nas eleições municipais de São Paulo em 1985, Fernando Henrique Cardoso era a barbada das barbadas. Os eleitores ainda não perdoavam seu adversário, Jânio Quadros, que renunciara — sem que houvesse uma razão plausível para isso — à presidência da República em 1961, com apenas sete meses de governo no Planalto.

Mais tarde, em 2014, num jantar com empresários, FHC, ao dizer que “é possível perder uma eleição ganha”, explicou o que aconteceu em 1985.

Além de se declarar ateu, e dizer que já experimentara maconha, aceitou se deixar fotografar na cadeira de prefeito “antes” das eleições.

O ateísmo e a maconha foram um prato feito para Jânio Quadros.

Quanto a sentar na cadeira de prefeito, o fotógrafo prometera a FHC que só publicaria a foto após a confirmação da vitória (praticamente certa, como eu disse acima) do candidato. E não cumpriu a promessa.
O Brasil de Bolsonaro 2

Pois bem, como Lula é grande favorito, mas ainda não ganhou nada, vamos imaginar mais quatro anos de governo Bolsonaro.

O que é que nós, cidadãos, podemos ganhar ou perder com isso.
Aspectos positivos:

– Os cofres do Tesouro precisam desesperadamente de reforço. Por isso, existe a possibilidade de privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e dos Correios.

– Muito da gastança do governo neste ano de 2022 se deve à busca da reeleição. Se ela ocorrer, tudo indica que o Planalto entre num período de austeridade comandado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Aspectos negativos

– Se há uma coisa que caracteriza bem a personalidade e as atitudes do presidente Jair Bolsonaro, é a imprevisibilidade de suas decisões e declarações.

– Bolsonaro cria inimigos à toa e compra aliados. Só que amigos comprados rompem o laço tão logo o dinheiro pare de fluir.

– Não sei se isso é uma impressão falsa minha, mas a religiosidade do presidente soa muito falsa. Nada mais é do que uma troca de interesses.

Quem manda no Brasil

Um detalhe importante é que, qualquer que seja o presidente eleito, seja Lula ou Bolsonaro, quem vai mandar mesmo é o Centrão.

Não fosse esse bloco parlamentar, sem nenhum perfil ideológico, e que faz do Congresso Nacional um balcão de negócios, Lula e Bolsonaro poderiam ter sido “impichados”.

O primeiro, durante os episódios do Mensalão; o segundo durante sua atuação nos primeiros meses da Covid-19, quando se posicionou contra as vacinas e até debochou da pandemia que matou quase 700 mil brasileiros.

Nos próximos anos, continuaremos a ser governados pelo Congresso Nacional, que imporá seus desejos e seus interesses ao ocupante do Planalto.

Em seus dois mandatos, Lula primeiro tentou comprar o apoio dos parlamentares pagando-lhes uma mesada. Foi o chamado “mensalão”.

Revelado o escândalo, passou a permitir que os partidos políticos indicassem integrantes do governo e dirigentes das estatais, o que acabou gerando o “petrolão” — revelado pela Operação Lava Jato já na gestão de Dilma Rousseff.

Jair Bolsonaro demorou mas depois não deixou por menos. Só para ficar num exemplo, admitiu a excrescência chamada Orçamento Secreto, através da qual os contribuintes simplesmente não sabem para onde está indo parte de seu dinheiro.
As eleições e os mercadores do dinheiro

Concluindo: nos próximos quatro anos, o mercado financeiro, tal como vem acontecendo nos últimos meses, será mais influenciado pelo que acontece lá fora do que pelas obviedades que ocorrerão aqui.

As empresas brasileiras já estão acostumadas a lidar com esses tipos de terrenos minados, assim como o mercado de ações.

Para os candidatos, essa eleição é importantíssima. Mas não tanto para os mercadores do dinheiro.

Profissionais que já lidaram com hiperinflação, choques heterodoxos, tablitas, confiscos e outros obstáculos, pelo menos desta vez não enfrentarão novidades, como aconteceu no Plano Collor (março de 1990).

Nos próximos quatro anos, os brasileiros vão lidar com Lula ou Bolsonaro. Ambos são cartas marcadas, com a tipicidade de cada uma, mas que não trarão nenhuma surpresa.

Felizmente o Brasil tem um setor privado maduro, empresas grandes e executivos excepcionais que sabem lidar com todas as situações.

O país é também uma fonte praticamente inesgotável de produtos agrícolas e matérias-primas.

Enfim, vamos depender mais do comportamento desses insumos do que do homem que dará um passeio de Rolls-Royce no dia 1º de janeiro de 2023 no Eixo Monumental de Brasília.

*Atua no mercado financeiro desde 1958 e foi trader por 37 anos antes de se tornar autor de livros best-sellers como “Os Mercadores da Noite” e “1929”. Escreve as newsletters de investimentos “Warm Up Inversa” e “Os Mercadores da Noite”, da Inversa Publicações.

Fonte: Seu Dinheiro

Bancos que se digitalizaram antes da pandemia emprestaram mais, diz BC

Publicado em:

Os bancos que se digitalizaram antes da pandemia de covid-19 conseguiram emprestar mais na fase aguda da crise sanitária. A conclusão consta de estudo divulgado pelo Banco Central (BC).

De acordo com a pesquisa, que integra o Relatório de Economia Bancária, os bancos que mais investiram em tecnologia da informação conseguiram lidar melhor com o aumento de custos durante a pandemia. As instituições que se prepararam tecnologicamente, segundo o estudo, conseguiram melhorar de posição no mercado bancário, ao aumentarem a clientela que deixou de ser atendida presencialmente.

“Bancos que mais investiram em TI [tecnologia da informação] antes da pandemia conseguem ajustar melhor seus custos locais totais. Adicionalmente, aumentaram relativamente o número de clientes residentes fora da localidade da agência e o volume de concessão de crédito”, destacou o Banco Central.

Para o BC, as instituições financeiras que modernizaram os canais digitais de atendimento diminuíram os efeitos do encarecimento do custo marginal após o início da pandemia. “Esse resultado possivelmente se deve a esses bancos possuírem sistemas mais desenvolvidos e canais digitais mais confiáveis, facilitando que suas agências expandissem sua atuação para os mercados de crédito fora de sua localização”, acrescentou o BC.

Segundo o relatório, a expansão do atendimento compensou a alta dos custos de concessão de crédito provocada pela pandemia. “É razoável supor que a flexibilização conferida por investimentos em TI não se limita a custos. Bancos mais digitalizados geram maior conveniência e possibilitam a clientes a manutenção do canal financeiro de forma eletrônica, independentemente da localidade de acesso”, ressaltou a pesquisa.

Apesar de a crise sanitária impulsionar a digitalização do sistema financeiro, o BC destacou que esse processo ocorria antes da pandemia. “Com a introdução de medidas de saúde pública desencorajando contatos pessoais, esse processo se acelerou tanto no setor financeiro quanto no real”, concluiu o BC.

No próximo dia 6 de outubro, o BC divulgará a íntegra do Relatório de Economia Bancária.

Fonte: Agência Brasil