Como Itaú, Bradesco, BB e Santander reagiram à invasão das fintechs

Publicado em: 12/03/2026

Para a maioria das pessoas, a relação com o banco se resume a alguns segundos. Abrir o aplicativo, pagar uma conta, fazer um Pix e conferir o saldo. Se tudo funciona sem travar, a missão está cumprida. O que acontece por trás da tela raramente entra na conta do cliente.

Mas nos últimos anos, enquanto a experiência digital demonstrava evoluir na superfície — interfaces mais limpas, jornadas mais simples e botões mais intuitivos —, uma transformação profunda de tecnologia estava em curso dentro dos grandes bancos.

A chegada de fintechs como Nubank e Inter acelerou essa mudança. Leves, ágeis e construídas sobre arquitetura moderna, as novas empresas financeiras nasceram sem o peso do legado de décadas de sistemas.

Para o usuário, a comparação parecia inevitável: apps mais rápidos e menos burocracia. A leitura inicial do mercado foi que os bancos tradicionais estavam correndo atrás.

Mas a realidade, segundo executivos do setor, é mais complexa. Enquanto o cliente se encantava com as interfaces, os bancões passaram os últimos anos reconstruindo silenciosamente o que acontece sob o capô.

Mainframes históricos foram gradualmente substituídos por infraestrutura em nuvem (cloud). A inteligência artificial (IA) deixou de ser um experimento de laboratório para operar em escala. Ao mesmo tempo, continuaram processando milhões de transações por minuto.

Essa transformação silenciosa vem acontecendo em praticamente todas as grandes instituições financeiras do país, com cada banco adotando uma estratégia diferente.

Hoje, a guerra não é para ter o aplicativo mais bonito. É para conquistar algo muito mais valioso: a principalidade — ser o banco onde o cliente realmente concentra sua vida financeira. E, nesse campo, os gigantes afirmam estar prontos para uma revanche.

Você confere abaixo as estratégias do Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) para conquistar clientes com tecnologia.

Bradesco: “não fomos atropelados — recalibramos o motor”

O Bradesco (BBDC4) rejeita a narrativa de que ficou para trás na corrida tecnológica. Para o banco da Cidade de Deus, o que aconteceu nos últimos anos se assemelha a uma relargada estratégica.

Executivos do banco dizem que o surgimento da inteligência artificial generativa — que ganhou projeção global após o lançamento do ChatGPT — funcionou como um safety car em uma corrida.

Quando o carro de segurança entra na pista, o pelotão se aproxima do líder. Mas isso não significa que a liderança mudou, segundo o Bradesco.

“Não diria que fomos atropelados. Participamos dessa transformação tecnológica dos últimos anos”, afirma Cíntia Scovine Barcelos, diretora de tecnologia (CTO) do banco.

Hoje, segundo ela, 99% das transações do Bradesco já acontecem no ambiente digital.

Barcelos ressalta que a transformação tecnológica começou muito antes da explosão recente da inteligência artificial generativa. A assistente virtual BIA foi lançada ainda em 2017 — anos antes da IA virar a palavra da moda no mercado. Desde então, tornou-se um dos principais canais de interação com os clientes.

“O desafio em 2023 [com a chegada da IA] foi seguir na frente. Era como uma prova em que estávamos liderando, mas entrou o safety car e o pelotão encostou. Precisávamos preservar o diferencial competitivo e seguir na dianteira”, diz Rafael Cavalcanti, diretor do departamento de inteligência de dados.

O peso do legado — e o uso dele

Para os executivos, o que mudou nos últimos anos foi a democratização da infraestrutura. A computação em nuvem reduziu barreiras de entrada e permitiu que novos competidores surgissem com estruturas mais leves.

A resposta do Bradesco foi acelerar sua própria modernização. A estratégia declarada é “cloud first” — mas não “cloud only”.

Na prática, isso significa priorizar a nuvem para novas aplicações, sem necessariamente abandonar completamente os mainframes tradicionais. A lógica é que a melhor arquitetura é aquela que equilibra segurança, inovação e velocidade de lançamento.

“Nosso alvo não é 100% de uma tecnologia específica, mas a melhor arquitetura para inovação e time to market. Cloud facilita o acesso a IA, computação quântica e blockchain, pois tudo de novo nasce lá. Somos ‘cloud first’”, disse Cavalcanti.

Além do chatbot no banco: crédito e ‘Pix inteligente’

A inteligência artificial também começa a aparecer em produtos visíveis para o cliente. Um exemplo é o projeto Renda BRA, criado a partir da aquisição da startup Kunumi. O modelo utiliza IA para estimar renda e capacidade de endividamento com maior precisão, permitindo calibrar concessões de crédito de forma mais assertiva.

No varejo, a aposta é tornar a experiência cada vez mais invisível. O chamado “Pix Inteligente”, por exemplo, permite realizar transferências via WhatsApp em linguagem natural.

O usuário pode simplesmente dizer: “manda 50 reais para a Camille”. A inteligência artificial identifica o contato correto, resolve ambiguidades, confirma valores e executa a transação — sem necessidade de navegar por menus.

App único no Bradesco? Não necessariamente

Enquanto alguns concorrentes apostam em consolidar todos os serviços em um único aplicativo, a prioridade do Bradesco não é necessariamente reduzir o número de apps, mas garantir que a experiência seja a melhor possível para o usuário.

Hoje, por exemplo, serviços de seguros e investimentos já podem ser acessados com autenticação única a partir do aplicativo principal.

Mas diferentes perfis de cliente podem demandar jornadas diferentes, segundo a CTO. Um cliente de alta renda, por exemplo, pode preferir utilizar o desktop para gerir investimentos complexos. Já usuários de renda mais baixa tendem a priorizar canais de conveniência, como o WhatsApp.

“Ter um app único como fim por si só seria simplificar demais a expectativa do cliente”, argumenta. “O mote é simplificação e convergência, não necessariamente zerar o número de aplicativos.”

O que vem pela frente no Bradesco?

Questionada sobre prioridades para os próximos meses e para o longo prazo, Barcelos afirma que a estratégia do Bradesco inclui digitalização do varejo massificado e evolução em crédito e pagamentos.

Cloud e IA seguem como pilares. A computação quântica aparece como aposta estrutural.

O banco estuda como essa tecnologia poderá rodar modelos de risco e portfólio que a computação clássica levaria décadas para processar, além de já implementar algoritmos quantum safe para proteger a criptografia das transações contra futuras ameaças.

Internamente, a eficiência é ditada pela IA agêntica — múltiplos agentes de IA que colaboram para aumentar a produtividade dos desenvolvedores, como a BIATech, e até para “treinar” operadores de cobrança, gerando ganhos de performance de até 8%.

Banco do Brasil: a vantagem de enxergar o cliente inteiro

Quando as fintechs começaram a ganhar espaço no Brasil, havia uma vantagem óbvia a favor delas: nasceram do zero.

Partiram de um “papel em branco” para desenhar experiências digitais enxutas e intuitivas, sem estruturas herdadas de décadas e a complexidade de atender do pequeno produtor rural ao investidor de alta renda.

O Banco do Brasil (BBAS3) sabia disso. “Tivemos que correr um pouco”, admitiu Rodrigo Mulinari, diretor do departamento de tecnologia do banco. Mas, passados os primeiros anos da corrida digital, a avaliação interna mudou. Hoje, o BB não se enxerga tentando alcançar os novos entrantes — mas competindo em outro patamar: com oferta mais completa, infraestrutura robusta e escala difícil de replicar.

“Não vejo nenhuma defasagem tecnológica. Não tem nenhum serviço hoje que alguém oferta que um banco não oferte. Mas vejo um monte de serviços e tecnologias que bancos ofertam que esses players digitais não têm portfólio”, afirma Mulinari.

A visão integrada do cliente no banco

A grande aposta do Banco do Brasil para se diferenciar é a visão única do cliente. Enquanto muitas fintechs operam em nichos — cartão, investimento e crédito pessoal —, o BB trabalha com uma leitura integrada.

Por trás de cada CNPJ, há um CPF. O produtor rural do agronegócio pode ser também investidor. O dono de uma pequena empresa é, ao mesmo tempo, pessoa física.

Essa visão integrada permite cruzar dados e construir ofertas mais completas. Para sustentar essa estratégia, o banco dobrou o tamanho do time de tecnologia nos últimos dois anos.

Hoje, o Banco do Brasil fala em estabilidade, escala e inclusão digital como diferenciais competitivos.

Compatibilidade com diferentes aparelhos, consumo reduzido de dados, acessibilidade: detalhes que passam despercebidos para parte do público, mas fazem diferença quando se atende milhões de brasileiros em realidades distintas.

“Temos uma preocupação muito grande com estabilidade e escala. Precisamos atender todos os públicos. É isso que nos torna o Banco do Brasil para todos os brasileiros.”

Na modernização da infraestrutura, o Banco do Brasil afirmou que opera com estratégia multi-cloud: combina nuvem privada com as três principais nuvens públicas do mercado, escolhendo o melhor ambiente para cada necessidade. “O nosso target de nuvem vai estar sempre em cima do negócio”, afirma o executivo.

Um aplicativo para 33 milhões de clientes

Enquanto alguns concorrentes fragmentaram a experiência em múltiplos aplicativos, o Banco do Brasil seguiu o caminho oposto. Desde cedo, apostou em um aplicativo único.

Hoje, cerca de 33 milhões de clientes acessam o app mensalmente. A vantagem dessa abordagem é escala. Quando uma nova tecnologia é implementada, ela pode ser distribuída rapidamente para toda a base.

“Quando um novo cliente entra no Banco do Brasil, ele vai ver o que tem de mais moderno no mundo de tecnologia”, diz Mulinari. “Já somos muito digitais. Precisamos mostrar isso.”

A nova fronteira do Banco do Brasil: hiperpersonalização

Se há alguns anos a inteligência artificial ainda estava em fase experimental, hoje ela já opera em escala no Banco do Brasil.

Está no onboarding, com análise automatizada de documentos; na segurança, com biometria facial e comportamental; na gestão de investimentos e na detecção de fraudes. O próximo passo é hiperpersonalização.

A ideia é que, ao abrir o aplicativo, o cliente encontre um ambiente com ofertas aderentes ao seu perfil, atalhos configuráveis e possibilidade de personalizar cores e interface.

A ambição vai além da personalização estética. O objetivo é antecipar necessidades.

Se um pagamento é negado na rua, por exemplo, o sistema deve identificar rapidamente o motivo e oferecer suporte antes mesmo que o cliente peça ajuda.

É uma tentativa de digitalizar um conceito antigo do setor bancário: o gerente que conhece o cliente pelo nome.

“Queremos que, quando a pessoa acessar o aplicativo, ela enxergue o banco dela”, afirma o executivo. “Queremos antever movimentos e surpreender de alguma maneira.”

A competição pelo público jovem

O BB também quer ganhar relevância junto às novas gerações. Para isso, aposta em soluções como o BB Cash para adolescentes, no uso de embaixadores de marca e em um processo de abertura de conta que afirma ser um dos mais ágeis do mercado.

O objetivo é que o jovem inicie sua vida financeira ali — e não precise “começar” em uma fintech para depois migrar.

“Somos uma startup de mais de 200 anos”, define o executivo, afirmando que a ideia é combinar a agilidade de uma empresa nascida digital com a solidez de uma instituição secular.

Itaú Unibanco (ITUB4) na disputa

O Itaú Unibanco (ITUB4) foi um dos primeiros gigantes a colocar como meta se tornar tão ágil e leve quanto as rivais digitais — e decidiu reconstruir sua base tecnológica.

O objetivo? Alcançar “ritmo de empresa de tecnologia”, como define João Araújo, diretor de estratégia e ciclo de vida do cliente.

Nos últimos três anos, o Itaú reduziu pela metade o tempo necessário para lançar novas funcionalidades e mais do que dobrou sua produtividade tecnológica.

A migração para a nuvem — que deve ser concluída integralmente até 2028 — já contempla os serviços mais críticos, segundo Araújo. “Hoje, podemos dizer com muito conforto que a nossa plataforma tecnológica é super moderna”, afirma o diretor.

Ao descomissionar plataformas legadas, o banco também reduziu custo transacional. Mas, internamente, o ganho mais celebrado é outro: time to market, com melhora na agilidade e qualidade da entrega de novos produtos.

“Os lançamentos que fizemos são fruto dessa capacidade acrescida de entrega. O cliente sente isso através de mais funcionalidades, velocidade, qualidade e menos latência. Estamos felizes com os resultados, mas não paramos por aqui; continuaremos buscando a próxima fronteira.”

O Super App e o Itaú “personalizado”

A estratégia digital do Itaú também passou pela consolidação de plataformas. Aplicativos antes separados — como Itaucard, Credicard e Hipercard — foram integrados em um único ambiente.

Cerca de 15 milhões de clientes já foram migrados para esse chamado Super App.

“A magia não é a migração em si, mas a qualidade do serviço entregue depois”, diz Araújo. “A lógica da migração é meio para chegar a um fim, não o fim em si mesmo.”

A ideia é que o aplicativo se comporte de forma diferente para cada cliente, utilizando inteligência artificial para adaptar a experiência — desde a mensagem de boas-vindas até a oferta de produtos.

O banco como conversa

Na visão do Itaú, a próxima grande transformação pode estar na forma de interação com os clientes. O banco aposta que a experiência financeira tende a se tornar cada vez mais conversacional.

Em vez de navegar por menus, o cliente simplesmente descreve sua necessidade — e o banco responde.

A grande aposta atual do Itaú é a IA generativa. O banco já utiliza a tecnologia em quatro frentes principais:

  • Transacional: Como o Pix via WhatsApp, que entende comandos de voz e texto para realizar transferências de forma ultraconveniente;
  • Atendimento: Utilizando modelos de linguagem (LLM) para compreender e resolver problemas de forma mais humana e eficiente, abandonando as antigas árvores de decisão;
  • Segurança: Com o recém-lançado Modo Protegido, que usa IA para identificar “redes de segurança” (como a casa do cliente) e limitar transações fora desses perímetros, protegendo o patrimônio em caso de roubo do aparelho;
  • Assessoria de Investimentos: Atualmente em teste com 100 mil clientes, uma inteligência que analisa perfis de investimento e sugere produtos disponíveis de forma conversacional, com consultas e dúvidas sobre produtos bancários.

Santander e a guerra pela principalidade

Para o Santander Brasil (SANB11), a disputa com as fintechs não é sobre quem tem o aplicativo mais leve ou o botão mais intuitivo. É uma guerra pela principalidade — ser o banco onde o cliente concentra sua vida financeira de verdade.

“O ‘transacionalzinho’ do dia a dia pode até estar pulverizado”, afirma Gilberto de Abreu Filho, vice-presidente de tecnologia e operações. “Mas previdência, investimento de longo prazo e financiamento imobiliário ainda estão nos bancos tradicionais.”

O desafio agora é como transformar essa vantagem estrutural em uma experiência digital tão simples quanto a das fintechs.

“Ainda não estamos lá”: modernizar um gigante é diferente de nascer leve

A meta declarada do Santander é atingir o “estado da arte” tecnológico. Abreu admite que o banco ainda não está lá. “Quando concluirmos o processo de modernização, estaremos. Talvez até à frente.”

A confiança tem explicação: a complexidade que hoje é obstáculo pode virar diferencial quando combinada com tecnologia de ponta. O Santander começou o processo de modernização com milhões de clientes, dezenas de linhas de produto e sistemas acumulados ao longo de décadas.

Hoje, cerca de dois terços da infraestrutura tecnológica do Santander já operam em nuvem. Cartões e pagamentos devem concluir a modernização até 2027. A conta corrente — o coração do banco — ficará por último.

“Tudo isso já está indo para a infraestrutura mais moderna que existe no mercado. Assim, temos a expectativa de ter um banco em ‘estado da arte’ para competir de igual para igual com todos”, disse o executivo.

Mas por que isso importa para o investidor e para o cliente? Simples: velocidade. Com os sistemas em cloud, o Santander consegue lançar versões do aplicativo com mais frequência, testar funcionalidades em ciclos mais curtos e reduzir custos operacionais.

“A nossa luta é contra o tempo. Ninguém está parado”, diz o executivo. “Os grandes bancos são competentes e as fintechs estão se movendo. Cada um tem seu desafio.”

O desafio das fintechs? Construir oferta completa e balanço robusto. O dos bancões? Modernizar sem interromper a operação.

A briga pela principalidade: onde o calo aperta para as fintechs

A estratégia do Santander para se tornar o banco número um do cliente passa por três pilares tecnológicos:

  • Visão multibanco: O novo aplicativo — já distribuído para 100% da base — permite visualizar saldos de outras instituições via Open Finance. A proposta é centralizar a experiência, mesmo quando o dinheiro está espalhado. A aposta é transformar o aplicativo na “experiência natural” do usuário, combatendo a conveniência das fintechs com uma arma que elas ainda lutam para construir: a oferta completa.
  • CRM contextual e quase invisível: A ambição é ser uma espécie de “anjo da guarda financeiro”, atuando antes do problema virar frustração. Mais de 300 gatilhos automatizados monitoram a jornada do cliente. Entrou no cheque especial? O sistema alerta sobre os 10 dias sem juros. Recebeu salário? Sugestões de organização financeira aparecem. A meta é escalar para milhares de interações inteligentes.
  • Inteligência artificial: Além de modelos tradicionais de risco, o banco vem ampliando o uso de Large Language Models — tecnologia semelhante à que impulsionou o ChatGPT — para extrair valor da enorme base de dados de comportamento financeiro.

Fonte: Seu Dinheiro

“Bancões” fecham 2,3 mil agências em 2025; Bradesco lidera o ranking

Publicado em: 12/02/2026

Os três maiores bancos privados do Brasil — Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — fecharam mais de 2,3 mil agências e postos de atendimento durante o ano passado, de acordo com dados divulgados pelas próprias instituições financeiras em seus balanços corporativos.

Nesta semana, Itaú, Bradesco e Santander anunciaram os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025. Entre os principais “bancões” do país, o único que ainda não divulgou o balanço é o Banco do Brasil.

O líder no ranking de fechamento de agências no ano passado é o Bradesco, que terminou 2025 com 1.356 unidades a menos — o que correspondeu a uma redução de 28,2% em relação a 2024. O banco fechou o ano com 3.450 agências em todo o país.

Em seguida, aparece o Santander, que encerrou 579 unidades (-25,6%) e terminou 2025 com 1.685 agências. O Itaú vem na sequência, com o fechamento de 399 pontos (-13,6%), ficando com 2.529 unidades. Ao todo, os três “bancões” fecharam 2.334 agências no ano passado.
O que dizem os bancos

Ao comentar os resultados financeiros do banco, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que a companhia teve de realizar um ajuste do “footprint”. A “redução do footprint”, na linguagem do mercado financeiro, significa a eliminação de pontos de atendimento físico.

“A gente continua investindo em uma transformação para criar um funcionamento melhor. Fazendo ajuste do ‘footprint’, ganhando capacidade de competir mais e de reduzir o custo de serviço no varejo digital”, disse Noronha.

O CEO do Santander, Mario Leão, diz que a diminuição do número de agências e pontos de atendimento do banco é um fenômeno observado há alguns anos e atinge todo o mercado. “Os clientes estão indo menos em lojas e estamos respondendo, tendo menos lojas, mas melhores lojas”, explicou.

Para o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, não se trata apenas “de um processo de migração de plataforma”. “É um processo de oferta de ‘full bank digital’ para esses clientes. Quando olhamos para 2025, finalizamos a migração dos clientes para o superapp, dentro da estratégia de ‘one Itaú’. Foram 15 milhões de clientes migrados”, destacou.

Despesas aumentam

Mesmo com o fechamento de milhares de agências, as despesas dos maiores bancos do país continuaram pressionadas em 2025.

O Bradesco reportou um aumento de 8,5% nos gastos operacionais totais, para R$ 64,350 bilhões – resultado influenciado, principalmente, por gastos com pessoal (+9,7%).

No Itaú, o crescimento das despesas foi de 7,5% no ano passado, atingindo R$ 66,762 bilhões. Apenas no setor de tecnologia, considerando pessoal e infraestrutura, a alta foi de 18,2%.

“O aumento das despesas de pessoal, que impacta as despesas comercial e administrativa, transacionais e tecnologia, ocorreu devido aos efeitos da negociação do acordo coletivo de trabalho, além de maiores despesas com participação nos resultados”, afirmou o banco no balanço.

O Santander, por fim, registrou o menor crescimento das despesas em 2025, com leve alta de 0,8%, para R$ 26,041 bilhões. “Na comparação anual, no quarto trimestre houve queda de 2%, refletindo principalmente a otimização do ‘footprint’ e força de trabalho, parcialmente compensada por maiores gastos com o acordo coletivo 2025 e com investimentos em tecnologia. As despesas com expansão dos negócios e tecnologia aumentaram 4,1%, enquanto as despesas recorrentes recuaram 5,1% no ano”, afirmou o banco.

Lucros dos “bancões”

O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no período entre outubro e dezembro do ano passado. O resultado representou um crescimento de 20,6% em relação ao quarto trimestre de 2024.

O Santander, por sua vez, teve um lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões. Foi o melhor resultado trimestral dos últimos quatro anos, com um crescimento de 6% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

O Itaú registrou um lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no período. O desempenho do banco entre outubro e dezembro do ano passado representou um crescimento de 13,2% em relação ao mesmo período de 2024.

O resultado veio em linha com as estimativas dos analistas do mercado. De acordo com a média das projeções reunidas pela Reuters, o lucro do Itaú ficaria exatamente em R$ 12,3 bilhões.

Fonte: Metrópoles

Lucro dos três grandes bancos privados do país sobe 16% em 2025

Publicado em:

Os três grandes bancos privados do país -Itaú, Bradesco e Santander tiveram um lucro acumulado de R$ 87,1 bilhões no acumulado de 2025.

O resultado cresceu 16,4% em relação ao ano anterior, quando somou R$ 76,8 bilhões, mesmo diante dos juros altos e da pressão na inadimplência.

Itaú lidera

Como era de se esperar, o Itaú entregou a maior parte desse resultado, ao registrar mais um lucro recorde.

O maior banco do país lucrou R$ 46,8 bilhões em 2025. Isto é, um resultado superior ao do Bradesco e do Santander juntos.

O Itaú ainda manteve a liderança no quesito rentabilidade, ao entregar um ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Anualizado) de 23,4%.

Bradesco cresce

Porém, foi o Bradesco que reportou as maiores taxas de crescimento dos três bancões, mostrando que o processo de recuperação seguiu avançando em 2025.

O Bradesco lucrou R$ 24,6 bilhões em 2025, ou seja, 26,1% a mais que em 2024. Além disso, melhorou a sua rentabilidade de forma significativa, levando o ROE de 11,7% para 14,8%.

Os resultados vieram ligeiramente acima do esperado pelo mercado. Contudo, as ações caem nesta sexta-feira (6) porque os analistas acreditam que o banco foi cauteloso demais no seu guidance para 2026.

Santander fica dentro do esperado

Já o Santander cresceu em um ritmo mais lento e deixou o mercado preocupado em relação à qualidade dos seus ativos.

O lucro do Santander subiu 12,6% em relação a 2024, chegando a R$ 15,6 bilhões. Já a rentabilidade ficou praticamente estável, em 17,6%.

Crédito

Com os juros e a inadimplência elevada, os bancos brasileiros adotaram uma postura mais cautelosa em relação à concessão de crédito em 2025.

Ainda assim, a carteira de crédito seguiu em crescimento, puxada pelos segmentos considerados menos arriscados pelos bancos. A inadimplência, no entanto, ainda está sob pressão.

Dos três grandes bancos privados, apenas o Itaú conseguiu reduzir a taxa de inadimplência acima de 90 dias ao longo de 2025, de 2,0% para 1,9%.

Já a do Santander teve um aumento de 0,5 ponto percentual, saltando de 3,2% para 3,7%. Mesmo assim, o Bradesco ainda apresenta a maior taxa do setor: 4,1%, contra os 4,0% de 2024.

Ao apresentar os dados, o Bradesco garantiu que a inadimplência está sob controle e creditou o resultado à “resiliência” do indicador referente à carteira de pessoas físicas.

Diante desse cenário, no entanto, os bancos continuaram ampliando as provisões para perdas esperadas e o Bradesco foi o que mais precisou reforçar esse tipo de despesa.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Como o Banco do Brasil vai estragar a festa bilionária do lucro dos bancões em 2025

Publicado em: 05/02/2026

Os quatro maiores bancos brasileiros em atacado e varejo (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) devem lucrar juntos 101,6 bilhões de reais em 2025, queda de 9,56% em relação ao lucro de 112,34 bilhões de reais. As informações foram levantadas por VEJA nesta sexta-feira, 30, com base em relatórios da Ágora Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos.

A queda no lucro das empresas reflete o desempenho do Banco do Brasil, que, segundo as estimativas mais conservadoras, deve lucrar 18,84 bilhões de reais em 2025, baixa de 50,27% em relação ao lucro líquido de 37,89 bilhões de reais em 2024. O BB será o único entre os quatro líderes do setor a registrar queda no lucro.

O BB vem passando por uma situação complicada em meio à inadimplência do agronegócio e à piora dos calotes nas carteiras de pessoas jurídicas. Para o quarto trimestre, analistas consultados pela reportagem esperam a continuidade da inadimplência. A equipe da XP Investimentos lembra que, apesar dos fortes desembolsos vinculados à MP 1.314, o impacto deverá ser limitado no quarto trimestre de 2025. Isso porque a medida entrou em vigor apenas no final de outubro de 2025, e o quarto trimestre normalmente apresenta um cronograma de vencimentos mais leve.

A corretora também destaca que a carteira de crédito para empresas deverá continuar enfrentando pressão devido ao ambiente de altas taxas de juros e aos efeitos persistentes do setor agrícola. Desse modo, estima que as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos destinados a cobrir os calotes dos clientes, devem permanecer elevadas, em cerca de 62 bilhões de reais no acumulado de 2025.

A Ágora Investimentos afirma que essas provisões devem refletir uma inadimplência de 4,9% do BB no quarto trimestre de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas estabilidade na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

“Esperamos um crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no período, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões”, diz Renato Chanes, que assina o relatório da Ágora.

O Itaú BBA é mais pessimista em relação ao BB e prevê uma piora generalizada em suas carteiras na comparação anual, mas uma estabilização frente ao terceiro trimestre de 2025. Assim, o banco estatal deve seguir pressionado em relação a 2024, mas apresentar certa estabilização na margem trimestral.

Itaú será joia da coroa entre os bancos

O Itaú deve manter sua liderança entre os quatro grandes bancos no quarto trimestre de 2025 e no acumulado do ano. As estimativas apontam um lucro entre 12,17 bilhões de reais (XP Investimentos) e 12,28 bilhões de reais (Genial Investimentos) no período. Os números representam altas entre 11,8% e 12,86%.

Para o acumulado de 2025, com base na estimativa mais conservadora, a instituição financeira pode lucrar 42,68 bilhões de reais, avanço de 4% em relação ao resultado de 41,04 bilhões de reais registrado em 2024. Para a Genial Investimentos, a casa mais otimista, o banco deve apresentar mais um trimestre sólido, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.

“O resultado será reflexo da manutenção de uma qualidade de ativos benigna, apesar de pressão pontual no segmento de atacado sobre o custo de crédito. No varejo, o custo permanece controlado, refletindo um mix mais defensivo, com maior participação de linhas com garantia e consignado”, argumentam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, que assinam o relatório da Genial.

Os especialistas também atribuem o bom desempenho do Itaú à sua elevada participação no segmento de alta renda, considerado mais resiliente, o que mantém a inadimplência da companhia sob controle. A Genial estima que a inadimplência do banco deve encerrar o quarto trimestre de 2025 em 2,28%, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Diante disso, os analistas reforçam que o banco, gerido por Milton Maluhy Filho, deverá apresentar o melhor balanço entre os tradicionais.

Bradesco dará novo passo para recuperação

O Bradesco deve apresentar mais uma melhora em seus resultados. A companhia tende a elevar sua rentabilidade para um patamar equivalente ao seu custo de capital. Os analistas calculam que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) deve atingir 15%, mesmo percentual da Selic, que baliza a remuneração dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Em termos práticos, o banco terá a rentabilidade dos empréstimos no mesmo nível do custo de captação. O número pode parecer modesto, mas vale lembrar que o Bradesco chegou a registrar rentabilidade inferior a 10% no auge da crise, o que evidencia a melhora promovida pela gestão de Marcelo Noronha desde que assumiu, no fim de 2023 e início de 2024.

Para o lucro, os analistas estimam ganhos entre 6,39 bilhões de reais e 6,44 bilhões de reais, altas entre 18,3% e 19,25% em relação ao quarto trimestre de 2024. Para a XP Investimentos, o quarto trimestre reforça a percepção de que o banco está ligeiramente adiantado em seu cronograma de reestruturação. “Isso permite ao Bradesco usar parte dessa reserva para proteger o balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, afirmam Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.

Santander ficará estagnado

O Santander será o primeiro a divulgar o balanço, que deve ser morno e sem grandes novidades. Esses resultados estagnados fazem parte da estratégia da instituição de adotar uma postura cautelosa em um ano de juros elevados e inflação que chegou a ultrapassar o teto da meta, embora o indicador tenha ficado abaixo do limite no acumulado do ano.

Para o quarto trimestre de 2025, os analistas esperam uma rentabilidade próxima de 17%, mesmo patamar observado no terceiro trimestre de 2025 e no quarto trimestre de 2024. Segundo a Ágora Investimentos, a receita de Tesouraria deve permanecer pressionada, movimento que tende a ser parcialmente compensado pela expansão da margem com clientes e por um crescimento anual de 3% na carteira de crédito.

“Além disso, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, o que deve impactar o lucro líquido”, afirma Renato Chanes. A estimativa é que o Santander registre lucro entre 4,04 bilhões de reais e 4,15 bilhões de reais, crescimento de 5% a 7,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, os grandes bancos devem apresentar crescimento no lucro e avanços em algumas linhas do balanço. A única exceção será o Banco do Brasil, que seguirá pressionado, mesmo após anunciar, no balanço do terceiro trimestre, que passará a priorizar a concessão de crédito à pessoa física, uma vez que a inadimplência do agronegócio e das empresas deve continuar elevada.

Fonte: Veja

Enquanto cortam empregos e fecham agências, bancos lucram mais de R$ 64 bi

Publicado em: 27/11/2025

Nos primeiros nove meses de 2025, três dos maiores bancos privados do país – Itaú, Santander e Bradesco – já lucraram juntos R$ 64,178 bilhões, crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Por outro lado, estes mesmos bancos, extinguiram 9.099 postos de trabalho bancário em 12 meses, considerando a variação entre o terceiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, e fecharam 1.168 agências no mesmo intervalo analisado.

Além disso, o número de clientes do Santander cresceu em cerca de 4 milhões em 12 meses; no Itaú o número de clientes cresceu em 1,079 milhão no mesmo período, e, no Bradesco, em 1,1 milhão.

“Esta conta não fecha. Enquanto os bancos fecham unidades e cortam postos de trabalho, o número de clientes cresce exponencialmente. O resultado disso se traduz no atendimento precarizado à população e, sobretudo, em metas abusivas, mais pressão e sobrecarga de trabalho para os bancários, acarretando na evidente epidemia de adoecimento na categoria, especialmente por questões relacionadas com a saúde mental”, diz Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Adoecimento

De acordo com dados apurados pelo jornalista Carlos Juliano Barros, publicados na sua coluna no Portal Uol, os bancários dominam o “top 5” das atividades profissionais com mais pedidos de afastamentos por saúde mental reconhecidos como doença ocupacional (B91), ocupando duas posições: motorista de ônibus, gerente de banco, escriturário de banco, técnico de enfermagem e vigilante.

Entre as cinco atividades profissionais com maior número de afastamentos por questões de saúde mental, os gerentes de bancos são os que apresentam maior percentual de afastamentos reconhecidos como doenças ocupacionais (B91) em relação ao total de afastamentos. Do total de 13.077 profissionais que pararam de trabalhar para cuidar da saúde mental, 37,76% tiveram benefícios enquadrados como decorrentes da sua atividade.

O adoecimento da categoria bancária também fica evidente quando analisado o fato da mesma representar apenas 0,8% do emprego formal no país, mas ter sido responsável por 2,18% dos 168,7 mil afastamentos acidentários (B91) registrados em 2024.

Em 2024, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a 1ª posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental, por atividade econômica, com 1.946 afastamentos e a 5ª posição entre os afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências.

Questões relacionadas com a saúde mental foram as principais causas de afastamento de bancários em 2024: 55,9% dos benefícios acidentários (B91) e 51,8% dos benefícios previdenciários.

“Os dados revelam uma epidemia silenciosa, causada por um ambiente de trabalho extremamente adoecedor, que mantém uma pressão absurda por metas, cada vez mais abusivas, para aumentar os lucros bilionários dos bancos. Enquanto acionistas comemoram os balanços dos bancos, os bancários, organizados no Sindicato, exigem menos metas e mais saúde”, conclui a presidenta do Sindicato.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Bancões na corrida do ouro: as estratégias do BB, Bradesco e Santander para conquistar a alta renda

Publicado em: 23/10/2025

O mercado de clientes de alta renda no Brasil virou um campo de batalha onde os bancões tradicionais travam uma competição ativa. Com rentabilidade atraente e inadimplência mais baixa, esse público tão disputado agora está forçando o Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) a irem muito além das agências tradicionais para cativarem os milionários.

A tarefa hercúlea dos bancos agora é descobrir como se diferenciar em um mercado tão disputado.

Em linhas gerais, as estratégias passam por cartões com benefícios atraentes, atendimento hiperpersonalizado, remodelagem dos espaços físicos e criação de experiências premium.

E, bem como o tamanho do desafio, os objetivos dos três gigantes são audaciosos.

O Santander Select, por exemplo, quer superar os 30% de ganho anual de principalidade daqui para frente. Já o Bradesco Principal mira a captura de 1 milhão de clientes milionários até o final de 2026. Enquanto isso, o Banco do Brasil Estilo aposta no lançamento do “High Estilo” e quer ampliar a base de clientes em 25% até 2029.

Você confere a seguir os detalhes das estratégias de cada um dos bancões para vencer a “corrida do ouro”.

Banco do Brasil com Estilo repaginado para alta renda

Após mais de 20 anos, o Banco do Brasil (BBAS3) decidiu remodelar a bandeira Estilo para capturar a nova onda de clientes de alta renda. Embora a CEO Tarciana Medeiros reconheça que a base de servidores públicos confere ao BB uma “vantagem competitiva muito grande em alta renda,” o banco quer mais.

“É um mercado muito concorrido e rentável. Como temos a maior base, a oportunidade está em nos especializarmos cada vez mais para entregar nossa proposta de valor, tanto para o público interno quanto na prospecção”, afirmou a diretora de clientes Pessoa Física do BB, Larissa Novais.

A meta é ousada: ampliar a base de clientes Estilo em 25% e aumentar a margem de contribuição do segmento em mais de 70% até o final de 2029. Hoje, o público de alta renda já representa mais da metade da margem de contribuição do varejo do BB.

Fontes afirmam que o número de clientes Estilo poderia passar dos 2,5 milhões nos próximos cinco anos.

O pilar central da repaginada é a criação do “High Estilo”. Este é um novo patamar de especialização dedicado a clientes com mais de R$ 1 milhão investidos no banco. Para o segmento Estilo tradicional, o acesso se dá com renda a partir de R$ 15 mil ou R$ 200 mil em investimentos.

O modelo High Estilo prevê uma assessoria dupla e especializada, com um gerente de banking para as operações diárias da conta-corrente e outro especializado exclusivamente em investimentos.

O High Estilo já está em fase piloto em 10 cidades, com a expectativa de chegar a 23 cidades e a 140 mil clientes até o final deste ano.

A experiência digital também será renovada. O BB está implementando uma hiperpersonalização do aplicativo, adaptando a interface sem a necessidade de baixar um novo app.

Complementando a estratégia, o Banco do Brasil lançará um novo cartão para o segmento de alta renda. O produto terá diferenciais para o High Estilo, oferecendo benefícios ampliados, como maior acesso a salas VIP, pontuação diferenciada e vantagens no exterior.

O BB também está investindo em novos espaços físicos e planeja transformar suas 280 agências Estilo em praças estratégicas no conceito Casa Estilo. O banco também anunciou o conceito Ponto BB, que oferece uma experiência phygital (físico + digital).

Na visão de Antônio Martins, analista da Kinea Investimentos, a estratégia do Banco do Brasil em focar na carteira de Pessoa Física e no segmento de alta renda é acertada — mas isso não significa que o BB conseguirá atrair clientes da concorrência.

“Um cliente de alta renda do Itaú Personnalité vai migrar para o Banco do Brasil? Eu não acho. Na minha visão, é mais um movimento de defesa do que de ataque: é segurar o cliente que já está no BB e evitar que ele saia para outros bancos”, disse Martins.

Bradesco Principal de olho em 1 milhão de milionários

Um ano após lançar o Principal, o Bradesco (BBDC4) já mostra uma ambição avassaladora. Atualmente com 150 mil clientes na carteira — no segmento que atende a faixa de renda a partir de R$ 25 mil até R$ 10 milhões —, o banco planeja um crescimento exponencial.

Apesar de ter começado de forma conservadora, a abordagem se tornou mais agressiva no segundo semestre de 2025. O objetivo imediato é alcançar 250 mil clientes em outubro de 2025 e fechar o ano com 350 mil.

Mas o alvo que realmente chama a atenção é a meta de 1 milhão de clientes até dezembro de 2026. A diretora do Bradesco Principal, Daniela de Castro, afirma que o crescimento virá tanto do aumento orgânico quanto da prospecção a mercado.

Para sustentar a expansão, o Bradesco está ampliando sua rede de atendimento físico, com planos de atingir 110 escritórios até o final de 2026 (atualmente, são 40 unidades inauguradas).

O banco está investindo na especialização dos gerentes, que estão sendo transformados em “concierges financeiros”. A ideia é reduzir a carteira de clientes por gerente e garantir que esse profissional seja capaz de atender a todas as necessidades do cliente, desde investimentos e cartões de crédito até consórcios.

Além disso, cada cliente Principal terá um especialista de investimentos dedicado.

Mas o Bradesco também está de olho na retenção de longo prazo e na sucessão familiar. Em um movimento estratégico para disputar com bancos digitais e fintechs, que têm captado a próxima geração de milionários, o Principal oferece uma conta familiar para os filhos dos clientes atuais, mesmo que esses jovens ainda não possuam renda própria.

“Eles serão os clientes do Principal de amanhã,” disse a diretora.

Outros pilares da estratégia incluem serviços de banking internacional, cartões de crédito com benefícios exclusivos e a promessa de ganhar a principalidade através do “cliente-centrismo”, com foco em apresentar ao cliente o valor de ter “tudo em um único lugar”.

Santander Select entre o café e a Fórmula 1

O Santander (SANB11) é outro que demonstra confiança na competição pelos clientes de alta renda. O head sênior do Select no Brasil, Thiago Mendonça, afirma que o banco “ainda nem começou a arranhar o potencial”.

O banco já conta com cerca de 5,8 milhões de clientes Select e conseguiu crescer 30% em principalidade no último ciclo anual.

A estratégia de crescimento do Santander Select se baseia em três grandes esferas: impactar o cliente de alta renda, valorizar o tempo do cliente e investir em novas experiências únicas.

A principal aposta do Santander para transformar a experiência bancária é o Work/Café. Trata-se de um novo modelo de agência que integra um espaço de coworking, wi-fi e cafeteria, além da equipe Select disponível.

O banco acelerou as aberturas neste ano e pretende inaugurar mais três unidades até dezembro, encerrando o ano com 20 Work/Cafés no total.

“Temos um plano muito ambicioso. Acreditamos que o Work/Café é o caminho. Nós teremos espaço do Work/Café em todas as regiões do Brasil, em capitais e no interior, concentrados majoritariamente em regiões de alta renda”, disse Mendonça.

O Santander também investe na associação da marca a eventos de alto padrão, para fazer os clientes sentirem, de forma tangível, os benefícios de ser Select. O patrocínio da Fórmula 1 é um dos motores escolhidos para atrair o público de alta renda.

O segmento de crédito também é apontado como um dos principais motores de expansão, visto que o público de alta renda é altamente atraído pelos benefícios tangíveis devolvidos pelos cartões de crédito.

O banco quer expandir sua carteira de crédito principalmente no segmento de alta renda, priorizando portfólios com garantia, em busca de crescimento acelerado com menos risco.

Fonte: Seu Dinheiro

Grandes bancos privados fecharam mais de 1,5 mil agências em 2020

Publicado em: 04/02/2021


Bradesco, Itaú e Santander, os três maiores bancos privados do país, sinalizam que estão revendo seus processos mais tradicionais de operação e atendimento ao cliente. O movimento ocorre na esteira de uma maior adesão dos brasileiros aos canais digitais, como reação ao isolamento social, mas também como uma alternativa para a redução de custos.

O maior indicador dessa mudança é o fechamento de agências e a redução no quadro de funcionários. Apenas em 2020, as três instituições fecharam, juntas, mais de 1.500 agências e pontos de atendimentos. O número representa uma queda de 12% na estrutura.

O enxugamento de agências não é de agora. Especialistas e analistas do mercado já projetavam a tendência de migração de áreas físicas para canais digitais, com investimentos cada vez maiores em tecnologia.

“A capilaridade, de certa forma, era um grande ativo para o setor. Mas, de um tempo para cá, os bancos se anteciparam à digitalização, e não é de hoje que vêm diminuindo a presença física”, afirmou o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney, em um Webinar promovido pela Fitch Ratings em setembro de 2020.

A expectativa, agora, é que o maior uso dos canais digitais durante a pandemia intensifique esse movimento. Pesquisa realizada pela federação e pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) com 3.000 entrevistados embasa essa percepção: 60% afirmaram que passaram a usar mais os canais virtuais dos bancos com a pandemia.

Outro levantamento feito pelo Banco Central apontou que o distanciamento social e o pagamento do auxílio emergencial em 2020 aceleraram o processo de bancarização no Brasil, fazendo com que 9,8 milhões de pessoas iniciassem relacionamento com uma instituição financeira entre março e outubro.

Segundo Milton Maluhy Filho, novo presidente do Itaú Unibanco, que assumiu o cargo na terça-feira (2) no lugar de Candido Bracher, o grande banco privado deve focar ainda mais em sua atuação digital e também no ESG (melhores práticas ambientais, sociais e de governança).

A instituição encerrou o quarto trimestre de 2020 com 24,4 milhões de clientes digitais, um aumento de 2,9% em relação aos três meses imediatamente anteriores.

“Investiremos o dobro em tecnologia em 2021 do que investimos em 2018. Aumentamos a quantidade de soluções de tecnologia em 81%, com novos serviços e funcionalidades para as plataformas digitais. Esses canais continuam a crescer mesmo depois do período mais crítico da pandemia”, afirmou o executivo.

O mesmo aconteceu nos outros dois grandes bancos privados.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (3) o Bradesco apontou que um quarto (25, 3%) dos empréstimos feitos pelo banco em 2020 foi feito em canais digitais.

Em nota, Octavio de Lazari, presidente da instituição, disse que parte da explicação para a rápida reação do banco diante da crise do coronavírus foi poder contar com uma robusta estrutura tecnológica para atendimento digital.

Segundo Sergio Rial, presidente do Santander, o banco trabalhar para colocar 90% de seus produtos em canais digitais em dois anos.

“Até o final de 2022, esperamos que a atividade operacional das nossas lojas [agências] seja próxima de zero. Isso significa eliminar processos que precisem de papeis e trazer produtos e serviços cada vez mais digitais”, afirmou.

Para ele, a mudança para os meios digitais também reflete em agências mais voltadas para o atendimento especializado -que priorizam a consultoria ao invés do atendimento de caixa, pagamento de contas ou assinatura de contratos, por exemplo.

“Não acho que alguém consiga fazer previdência de longo prazo por meio de uma tela digital. A não ser que seja um investidor qualificado, o cliente pode querer uma consultoria. O mesmo acontece para financiamentos de veículos”, disse Rial.

Só o Santander encerrou o ano passado com 3.564 agências e pontos de atendimento, um redução de 7,2% na estrutura em relação a 2019. O banco também demitiu 3.220 funcionários no período. O quadro atual conta com 44.599 colaboradores.

O Bradesco fechou 1.083 agências em 2020 -400 delas apenas no quarto trimestre. Nesta quinta-feira (4) o presidente do banco, Octavio de Lazari, também sinalizou que estima fechar mais 450 agências em 2021, o que totalizaria um corte superior a um terço da estrutura física do Bradesco.

O banco encerrou 2020 com uma redução de 8% do seu quadro de funcionários, de 97.329 para 89.575.

“Esse movimento intensifica a transformação digital, com uma cultura intensiva de dados e o melhor atendimento dos clientes com essas ferramentas. Isso tem se mostrado fundamental”, disse Lazari. Ainda assim, o movimento enfrenta reações de sindicatos dos bancários que têm feito críticas à instituição.

O Itaú, apesar de também ter registrado demissões ao longo da pandemia, encerrou o ano com 96.540 funcionários, 1.659 a mais do que o registrado em 2019. De acordo com o banco, foram contratados 3.764 engenheiros e equipe de tecnologia, já incluindo os profissionais absorvidos com a compra da Zup, companhia mineira de serviços de tecnologia.

Em 2020, o banco também encerrou 167 agências e pontos de atendimento – 117 deles no Brasil. Segundo Maluhy, no entanto, o banco não tem planos de reduzir ainda mais a sua estrutura física.

“Temos um público muito heterogêneo, desde pessoas que vão nas agências todos os dias até aqueles que só conseguem resolver as coisas pelos canais digitais. Mas nós continuamos trabalhando bastante na evolução do sistema legado e o investimento em tecnologia é uma tendência do setor”, disse Maluhy.

Fonte: Folha de Londrina

 

Banqueiros chegam a ganhar 800 vezes mais que bancários, diz CVM

Publicado em: 18/06/2019


Itaú, Bradesco e Santander pagam as maiores remunerações do país. Mas para membros das suas diretorias executivas. A maior delas, que inclui os salários mensais e também bônus e outras vantagens, é paga a um membro da diretoria do Itaú: R$ 46,880 milhões, o equivalente a quase R$ 4 milhões por mês, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O valor corresponde a 832 vezes aquilo que recebeu um escriturário do Itaú no mesmo ano. Cargo de menor remuneração na carreira bancária, os escriturários ganharam R$ 56.280 em 2018.

A lista de maiores remunerações recebidas no ano passado traz, na sequência, membros da diretoria estatutária do Santander (R$ 43,068 milhões), da diretoria estatutária da Bolsa de Valores — B3 (R$ 37,849 milhões) e do conselho de administração do Bradesco (R$ 27,684 milhões).

No Bradesco, o presidente do conselho de administração recebeu no ano passado R$ 27,6 milhões, o que equivale a 491 vezes aquilo que um escriturário ganhou em 2018.

Em países como Alemanha e Japão, os diretores executivos de grandes companhias ganham cerca de cinco a sete vezes mais do que os funcionários. Mesmo no Brasil, onde essa diferença é bem maior do que nos países desenvolvidos, ainda assim ela é muito menor do que nos bancos.

Das 601 empresas analisadas, o empregado de alto escalão no Brasil ganha, em média, 34 vezes mais do que seu colega operacional. Os dados são da pesquisa de Remuneração Total feita pela consultoria Mercer em 130 países.

Injustiça tributária

As injustiças não se restringem às diferenças de remuneração. O sistema tributário brasileiro ajuda a aumentar o fosso social entre trabalhadores e altos executivos.

Segundo estudo do Ipea, a redução das alíquotas do Imposto de Renda, ocorrida entre os anos 1980 e 1990, é uma das responsáveis pela imensa concentração de renda no país. O Brasil já chegou a cobrar alíquotas de até 50% para rendas mais elevadas. A partir de 1988, as taxas sofreram um movimento de redução até chegar ao teto atual de 27,5%

Isso significa que a maior alíquota é cobrada tanto para quem ganha R$ 5 mil quanto para quem recebe R$ 5 milhões por mês.

“A diferença salarial obscena verificada nas empresas brasileiras e, principalmente nos bancos, associada a um sistema tributário injusto e perverso, contribuem para manter nossa sociedade entre as mais desiguais do mundo. E são justamente esses altos executivos de bancos e empresas que defendem a reforma da Previdência que irá prejudicar a aposentadoria dos trabalhadores sob o argumento do desequilíbrio das contas públicas”, critica a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Rita Berlofa.

“O Brasil é o paraíso fiscal dos ricos. Rico paga imposto muito aquém de sua capacidade contributiva. Os lucros e dividendos precisam ser tributados. Hoje, a carga tributária incide mais sobre o consumo (48,4%) do que sobre a renda (19,2%). Isso torna nosso modelo tributário regressivo, fazendo com que famílias de menor renda paguem mais. As desonerações e sonegações precisam ser combatidas. Mais de R$ 500 bilhões são sonegados, em média, por ano. Já as desonerações concedidas a empresas representaram R$ 354 bilhões a menos nos cofres públicos somente em 2017 ”, acrescenta a dirigente.

“É urgente que a sociedade brasileira se mobilize na luta por uma reforma tributária que institua um sistema progressivo de cobrança de impostos, para que os mais ricos e os que ganham mais paguem conforme seu rendimento. Não é justo que a maior alíquota de imposto seja de apenas 27,5% e incida tanto para quem ganha R$ 5 mil como para quem ganha R$ 5 milhões”, finaliza Rita Berlofa.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Santander abrirá agências para voluntariado de funcionários aos sábados

Publicado em: 08/05/2019


O Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira que vai abrir aos sábados algumas agências em 25 cidades do país para prestar orientação financeira gratuita à população, em um projeto de voluntariado entre seus funcionários. A iniciativa foi criticada pelo sindicato dos bancários de São Paulo.

Segundo a filial brasileira do banco espanhol, 29 agências do banco ficarão abertas aos sábados entre 4 de maio e o último sábado de junho, das 9h às 12h. As agências não prestarão atendimento bancário regular, mas voluntários do banco vão atender clientes e não clientes “interessados em receber apoio para organizar suas contas e investir”.
“Até o momento, mais de 1,2 mil funcionários do banco se inscreveram para participar desta missão cidadã”, afirmou o Santander Brasil em comunicado.

Porém, a presidente Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, afirmou que sábado não é dia de expediente bancário segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Não há porque o Santander abrir suas portas no fim de semana”, disse a presidente do sindicato. “Fomos comunicados pela imprensa e por denuncias de funcionários, tentamos falar com a direção do banco, mas ela tomou uma decisão unilateral e se recusou a negociar com os representantes dos trabalhadores.”

Segundo a entidade, a iniciativa do Santander Brasil representa um “precedente ruim para a categoria”.
“O banco quer promover um curso de educação financeira e poderia dar o exemplo diminuindo os juros e reduzindo as tarifas bancárias”, afirmou a dirigente.

O Santander Brasil frisou que qualquer funcionário do banco, e não apenas bancários, podem ser voluntários e que trata-se de um programa-piloto que poderá ser ampliado para mais cidades se houver demanda.

No primeiro trimestre, o Santander Brasil teve lucro recorrente de 3,485 bilhões de reais, alta 21,9 por cento sobre um ano antes. A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias avançou 9,5 por cento, para 4,529 bilhões, enquanto as despesas com pessoal subiram 0,4 por cento, a 2,319 bilhões.

Fonte: Exame

Banco do Brasil e Santander possuem piores ouvidorias entre bancos maiores

Publicado em: 01/05/2019


O Banco do Brasil e o Santander possuem as piores ouvidorias entre as instituições financeiras de maior porte no País, indicou o “Ranking de Qualidade de Ouvidorias”, divulgado pelo Banco Central. Em uma escalada de zero a cinco, o índice do Banco do Brasil foi de 2,86 no primeiro trimestre de 2019, enquanto o do Santander foi de 3,39.
Quanto menor o índice, pior a ouvidoria.

O índice é formado a partir das reclamações registradas pelos cidadãos nos canais de atendimento do Banco Central. São considerados aspectos como o prazo de resposta dos bancos às reclamações e a qualidade da resposta. Além disso, o indicador leva em conta a iniciativa dos bancos em aderir a plataformas públicas de resolução de conflitos com os clientes.

Entre as instituições com mais de quatro milhões de clientes, o Banco do Brasil apresentou prazo médio de respostas de 9,04 dias úteis, sendo que houve 28 reclamações sobre a qualidade da resposta e seis reclamações sobre a própria ouvidoria. No caso do Santander, foram 10,57 dias úteis para resposta e 12 reclamações contra a qualidade da resposta. Não houve reclamações contra a ouvidoria. A terceira pior ouvidoria, conforme o ranking, é da Caixa Econômica Federal, com índice de 3,45. Na lista com 11 instituições, a OMNI aparece com a melhor classificação para ouvidorias, com índice de 5,00.

Instituições menores

Entre as instituições financeiras com menos de quatro milhões de clientes, a pior ouvidoria é a da Avista S.A Crédito, Financiamento e Investimento, com índice de 1,00. Na sequência aparecem Banco da Amazônia (1,46) e Modal (1,79). A íntegra do ranking está disponível em https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankouvidoria.

Fonte: UOL

Com lucro em alta, Santander lidera ranking de reclamações no trimestre

Publicado em: 24/04/2019


Mesmo apresentando uma alta lucratividade no Brasil, o descaso do Santander com bancários e com seus clientes colocou o banco no topo do ranking de reclamações do Banco Central no primeiro trimestre de 2019.

O índice traz o Santander na liderança, seguido de Bradesco, Caixa Econômica, Itaú e Banco do Brasil.

A liderança era esperada, visto os rumos decididos pela atual gestão do Santander, que inclui a redução de custos nos ambientes de trabalho com aluguéis e café, por exemplo, e a precarização das condições de trabalho. A transferência dos correntistas das agências físicas para as digitais, especialmente dos clientes que possuem faixa de renda até R$ 4 mil, também impacta nas reclamações.

“O Brasil é responsável por 26% do lucro mundial do Santander, mas é aqui que o banco precariza o cotidiano dos trabalhadores e prejudica o atendimento aos clientes”, diz a dirigente sindical Wanessa Queiroz, lembrando que o banco aumentou em 38% o número de contas exclusivamente digitais em 2018 em comparação com o ano anterior.

Wanessa ressalta que o lucro do Santander também aumentou através da arrecadação de tarifas bancárias que, sozinhas, poderiam pagar quase duas folhas de pagamento dos funcionários da empresa no país. Além disso, o banco foi escolhido pelo quinto ano consecutivo como “o melhor para investir” no país, e a liderança no ranking pode prejudicar a imagem da instituição.

“É importante dizer ainda que o banco tem falado sobre educação financeira, inclusive convidando os seus funcionários a trabalharem voluntariamente no sábado para oferecer educação financeira para a população, descumprindo a Convenção Coletiva de Trabalho vigente, sem negociação com o movimento sindical. Além disso tem uma política agressiva de venda de produtos financeiros, muitas vezes sem compreender a realidade do cliente”, finaliza.

O ranking

O ranking de reclamações é formado a partir das queixas do público registradas nos canais de atendimento do Banco Central como internet, aplicativo, correspondência, presencialmente ou por telefone. São consideradas como reclamações procedentes as ocorrências registradas no período de referência em que se verificou indício de descumprimento por parte da instituição financeira.

O resultado é obtido pelas reclamações procedentes, divididas pelo número de clientes do banco, e multiplicadas por 1 milhão. Assim, é gerado um índice, que representa o número de reclamações da instituição financeira para cada grupo de 1 milhão de clientes. O resultado é, portanto, avaliado pela quantidade de clientes de cada instituição financeira, combinada como número de reclamações.

Participam do ranking, além dos bancos comerciais, os bancos múltiplos, os cooperativos, bancos de investimento, filiais de bancos comerciais estrangeiros, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento e administradoras de consórcio. As listas se dividem entre aquelas instituições financeiras com mais ou menos de 4 milhões de clientes.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Três maiores bancos privados lucram 13% mais e preveem crédito com mais vigor

Publicado em: 06/02/2019


Os três maiores bancos privados do Brasil viram o lucro líquido consolidado acelerar a taxa de expansão no último trimestre de 2018. Apesar de o motor para os números até então ser o menor gasto com calotes, para 2019, essas instituições já veem o crédito podendo retomar um ritmo de crescimento de dois dígitos e recuperar, de quebra, o posto de principal fonte de resultados dos pesos pesados do setor financeiro.

Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander apresentaram lucro líquido recorrente de R$ 15,713 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 13% maior que a vista 12 meses antes, de R$ 13,894 bilhões. Em todo o exercício de 2018, o resultado dos privados ficou em R$ 59,695 bilhões, montante 10,84% maior que o de 2017, quando somou R$ 53,856 bilhões.

Com os resultados de 2018 em linha com as projeções do mercado, o destaque da abertura dos números dos grandes bancos ficou para as projeções de desempenho para o exercício em questão – com exceção do Santander, que não divulga guidances. Na opinião do diretor de renda variável da Eleven Financial, Carlos Daltozo, o guidance divulgado por Bradesco e Itaú ilustra exatamente o diferente momento vivido pelos dois bancos.

“Enquanto, no Bradesco, o agressivo guidance aponta uma aceleração dos resultados, no Itaú, as projeções para 2019 são mais tímidas, resultando em menor crescimento de lucro”, destaca ele. Segundo Daltozo, no ponto médio, o guidance do Bradesco aponta para um crescimento acima de 20% do lucro. Já a projeção do Itaú indica elevação de 11%.

Sob o ponto de vista do crédito, entretanto, os dois maiores bancos privados do País em ativos veem a possibilidade de suas carteiras retomarem o patamar de dois dígitos de expansão neste ano. O Bradesco está mais otimista e espera que seus empréstimos totais cresçam de 9% a 13% em 2019. Já o Itaú prevê alta de 8% a 11%.

No que tange ao retorno, o Itaú segue na liderança entre os privados. O banco encerrou dezembro com indicador (ROE, na sigla em inglês) de 21,8%, acima dos 21,3% vistos em setembro de 2018. Na sequência, o Santander manteve a segunda posição com rentabilidade recorde de 21,1%, ante 19,5%. Já o Bradesco fechou o quarto trimestre com retorno de 19,7%, superior aos 19,0% registrados nos três meses anteriores.

O presidente do Santander, Sergio Rial, destacou que não é possível manter a rentabilidade do banco crescendo a partir do patamar do visto no quarto trimestre, uma vez que o período é sazonalmente mais forte, mas ponderou que o banco segue focado em crescer com rentabilidade. Já o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, mira retorno acima dos 20%. “Seria ótimo chegar aos 20% de ROE, mas vamos buscar indicador melhor ainda. A busca pelo indicador é o melhor possível”, disse o executivo, em conversa com a imprensa, na semana passada.

Fonte: UOL

BB e Santander reabrem conta de corretora de Bitcoin para não pagarem multa

Publicado em: 30/10/2018


O Banco do Brasil e o Santander reabriram as contas da exchange Bitcoin Max após as decisões liminares concedidas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A razão para o cumprimento para as respectivas ordens judiciais é simples: evitar o pagamento de multas. O descumprimento poderia custar para as respectivas instituições um custo de até R$ 5 mil – para o Santander —; e de até R$ 20 mil – para o Banco do Brasil.

Leonardo Ranna, advogado da corretora de criptomoedas, disse ao Portal do Bitcoin que todas as contas bancárias da AL- INFORMÁTICA LTDA – ME, razão social da Bitcoin Max, “foram restabelecidas, incluindo as dos sócios a exchange”.

As decisões, entretanto, não são definitivas. Na ação contra o Banco Santander, essa conquista da corretora se deu graças à uma concessão de tutela antecipada de urgência (espécie de decisão liminar) para que o Santander em cinco dias restabelecesse as contas que haviam sido encerradas.

O pedido havia sido negado anteriormente pela juíza Geilza Fátima Cavalcanti Diniz da 3ª Vara Cível de Brasília, onde o processo tramita. Com isso, os advogados resolveram apresentar o agravo de instrumento para que a decisão fosse revista por um desembargador do TJDFT.

Bloqueio pelo Banco do Brasil

A nova decisão, então, foi proferida pela desembargadora relatora do caso, Ana Catarino, da 8ª turma cível do TJDFT. Na visão da relatora, a falta de comunicação prévia do banco sobre o encerramento da conta é conduta abusiva vedada pelas regras de proteção ao consumidor e viola “o contido na Resolução nº 2.025/93 do Banco Central do Brasil”.

O caso do Banco do Brasil foi um tanto mais delicado. Além de encerrar a conta, a instituição financeira bloqueou R$120 mil que estavam nela.

Adriano Zanella, CEO da Bitcoin Max, disse que em ambas as situações não houve comunicação formal dos bancos sobre o encerramento das contas. No caso do Banco do Brasil, Zanella afirma que soube do bloqueio através do gerente de sua agência momento em que iria “realizar um TED no banco”.

A ação contra o Banco do Brasil foi protocolada no dia 12 de setembro e tramita na 2ª Vara Cível Especial de Brasília. A liminar foi negada. Do mesmo modo que ocorreu no caso do Santander, os advogados agravaram da decisão.

O resultado foi que a desembargadora Fátima Rafael, da 3ª Turma Cível do TJDFT, concedeu a tutela de urgência que havia sido negada anteriormente. Ela deu o prazo de 24 horas para que o Banco do Brasil cumprisse a ordem judicial sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Fonte: Portal do Bitcoin

Dividendo do Banco do Brasil pode superar 40%, avalia Santander

Publicado em: 25/05/2018


A equipe de análise de investimentos do Santander esteve reunida com o diretor de relações com investidores do Banco do Brasil (BBAS3) Daniel Maria e reiterou a recomendação de compra dos papéis após o encontro. O preço-alvo de R$ 42 corresponde a um potencial de valorização de aproximadamente 38%.

Segundo os analistas Henrique Navarro e Olavo Arthuzo, o foco atual do BBAS no fortalecimento de capital (CET1 em 9,8% no primeiro trimestre de 2018) permitiu ao banco aumentar o índice de distribuição de dividendos, passando de 25% para cerca de 40% no exercício fiscal de 2018. Este nível, explicam Navarro e Arthuzo, pode ultrapassar os 40% se o banco atingir sua meta de CET1 de 11%.

Fonte: Money Times

Caixa, Santander e BB lideram ranking de reclamações contra bancos no 1º tri

Publicado em: 20/04/2018


A Caixa Econômica Federal, o Santander e o Banco do Brasil são as instituições que aparecem na liderança do mais recente Ranking de Instituições por Índice de Reclamações, divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central. No topo do ranking, referente ao primeiro trimestre de 2018, está a Caixa, com índice de reclamações de 27,62. Nesta lista, são consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes.

Pela metodologia do BC, este índice é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes, dividido pelo número total de clientes do banco e multiplicado por um fator fixo (1.000.000). No caso da Caixa, foram 2.444 reclamações consideradas procedentes no primeiro trimestre, numa base total de 88.470.270 clientes. Na segunda posição entre os bancos que foram alvos de reclamações aparece o Santander, com índice de 25,66 (1.038 reclamações procedentes e 40.441.975 clientes).

Na terceira posição do ranking está o Banco do Brasil, com índice de 24,20, resultado de 1.504 reclamações procedentes numa base de 62.141.375 clientes. Na sequência do ranking, ainda considerando os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes, aparecem Bradesco (índice de 20,05), Itaú (14,58), Banrisul (12,21), Votorantim (6,38), Pernambucanas (3,79), Midway (3,50) e Banco do Nordeste (0,46).

Instituições menores

O ranking do BC indica ainda que, entre as instituições financeiras com menos de 4 milhões de clientes, o campeão de reclamações é o BRB, com índice de 311,77. Na sequência aparecem Safra (73,56) e Intermedium (67,59).

Reclamações

Entre os assuntos que mais motivam reclamações por parte dos clientes, o campeão é o item “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo e legitimidade das operações e serviços, exceto as relacionadas a cartão de crédito, cartão de débito, internet banking e ATM”. Ao todo, de acordo com o BC, este assunto gerou 1.300 reclamações com indícios de descumprimento das regras em vigor. Na sequência dos assuntos mais reclamados aparecem “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada” e, em seguida, “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito”.

Fonte: Época Negócios

Bancos ganham mais com juros altos? Balanços de 2017 mostram que não

Publicado em: 22/03/2018


Juros altos só servem para os “bancões” aumentarem o próprio lucro, prega o senso comum. Economicamente falando, até faz sentido. Se os juros estão lá em cima, muitos investimentos financeiros trarão um bom retorno, até mais garantido do que pensar em criar um negócio. Ganhando dinheiro fácil, os bancos acabam emprestando mais – e a taxas mais altas. Mas, por incrível que pareça, os bancos também ganham com juros baixos. A Selic, a taxa básica de juros do Brasil, vem caindo gradativamente desde 2016, chegando ao nível mais baixo da história no início deste ano. E o lucro dos bancos em 2017, vejam só, aumentou – e bastante.

Os quatro maiores bancos de capital aberto do país – Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil – lucraram R$ 64,9 bilhões no ano passado, após sofrerem com os resultados de 2016. O resultado positivo veio justamente num ano em que a taxa Selic despencou e o país começou a recuperação econômica – o PIB de 2107 registrou crescimento de 1%, após dois anos negativos.

Juros em queda e lucro crescente se justificam por um motivo simples: nesse cenário, os bancos conseguem captar dinheiro mais barato. Mas a taxa de juro para concessão de crédito não reduz no mesmo ritmo que a Selic. E isso acaba deixando uma margem mais confortável para o “spread”, que é o quanto o banco ganha na operação.

Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2018, a Selic saiu de 14,25% para a atual taxa de 6,75% – uma redução de 52,63%. No mesmo período, a taxa média de juros para pessoa física saiu de 39,58% ao ano para 32,34% ao ano, uma variação de 18,29%. Já o spread caiu ainda menos: 7,84% – saiu de 28,19% para 25,98% ao ano. Os números ajudam a entender porque o lucro cresceu, mesmo com os juros caindo.

O economista Maurício Godoi, da Saint Paul Escola de Negócios, pondera que é normal as taxas dos bancos caírem num ritmo mais lento que a Selic. Com os juros em alta, os bancos naturalmente captam mais dinheiro e acabam emprestando a taxas mais altas. “Eles ganham dinheiro porque as pessoas depositam mais facilmente. Eles não precisam correr atrás como fazem hoje”, explica.

Agora, com os juros em baixa, os bancos conseguem dinheiro mais barato. “O banco capta dinheiro no curto prazo, mas empresta no longo prazo, para 24, 36 e até 60 meses. Ainda tem muitas incertezas no período da concessão, principalmente a respeito de ambiente político”, pontua. E é esse cenário que acaba levando os bancos a manterem a precificação.

Godoi aponta cinco fatores que explicam porque não há redução das taxas de juros na concessão de crédito. O próprio crédito ainda não está fácil, o mercado de trabalho está em recuperação, a taxa de desemprego é alta, as pessoas demoram mais tempo para se recolocar no mercado e a atividade industrial ainda não retomou totalmente a sua capacidade de produção.

Para ele, questões como a reforma da Previdência, a inflação e até mesmo as medidas protecionistas que vêm sendo tomadas pelo presidente Donald Trump nos Estados Unidos colaboram para que os bancos mantenham os juros mais elevados. “Mesmo com a inadimplência dando sinais de redução, os bancos ainda não baixam a precificação”, completa.

Juros em queda
A Selic, taxa básica de juros, vem caindo num ritmo mais rápido do que os bancos repassam aos clientes. É mais barato captar dinheiro, mas o risco da concessão de crédito a longo prazo faz com que as taxas de juros cobradas dos clientes não caiam tanto. Captar dinheiro na baixa e manter uma taxa de juros conservadoras garantem aos bancos um ganho na operação, o spread, bem interessante. E isso ajuda a explicar porque muitos “bancões” viram seu lucro crescer em 2017, mesmo com a queda na Selic. Entenda:

Lucro dos bancos
Resultado dos quatro maiores bancos de capital aberto

Em R$ bilhões – valores do lucro recorrente

Sem título

Fonte: Gazeta do Povo

Nubank abre processo no Cade contra Itaú, Bradesco, Caixa, BB e Santander

Publicado em:


O Nubank entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acusando os cinco principais bancos do país – Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil e Santander – de prejudicarem a livre concorrência no mercado de cartão de crédito. O Cade abriu então um inquérito administrativo para apurar a denúncia de que os bancos dificultam a atuação de novos agentes no mercado de cartões.

Na representação, o Nubank alega que os grandes bancos impõem barreiras para sua atuação no segmento. Como exemplo, a fintech alega que as instituições criam dificuldades para a contratação do débito automático, serviço considerado essencial para quem quer pagar a fatura do cartão de crédito. Sem esse convênio com os grandes bancos, os portadores de cartão Nubank não conseguem pagar a fatura por débito automático.

O Nubank afirmou ao Cade que essa conduta tem consequências gravíssimas para a empresa e o mercado consumidor. “Para o representante [Nubank] resultaria em elevação de custos caso continuasse com sua política de não cobrar anuidade dos clientes, ou perda indireta para seus clientes (mercado consumidor) que precisariam investir tempo e esforço extra para quitar boleto de outras formas. Caso viesse a cobrar para cobrir tais custos tal prática poderia resultar em perda de seu diferencial competitivo com o aumento da tarifação e consequente redução de sua capacidade de contestação no mercado de cartões”, diz documento do Cade.

Pelos cálculos do Nubank, o prejuízo somente com a ausência da funcionalidade de débito automático será superior a 340 milhões de reais até o final de 2018.

O Nubank alega ainda que os bancos reduziram o prazo de pagamento do comércio de 30 para 2 dias com o ‘único objetivo de aniquilar a concorrência no mercado de cartões, que não suportaria os encargos dessa alteração’. A fintech afirma que a mudança acaba por prejudicar os próprios bancos, mas que esses têm condições financeiras de suportar essa antecipação.

Outra denúncia diz respeito somente ao Itaú Unibanco. O Nubank diz que um analista sênior do Itaú encaminhou mensagens para onze profissionais da fintech em um período de dez dias pedindo que encaminhassem seus currículos. Para o Nubank, o assédio a esses funcionários teria como objetivo fragilizar área essencial para a Nubank e prejudicar suas atividades no mercado de emissão de cartões de crédito.

Procurado, o Nubank informou que acredita ‘que ter um mercado livre e competitivo garante que as pessoas tenham a liberdade de escolher os melhores serviços para elas, independentemente de qualquer restrição que o mercado imponha’. “Por isso, confiamos que as autoridades reguladoras continuarão a proteger e a estimular a competitividade no setor, garantindo que novos entrantes continuarão a ter espaço para inovar e oferecer mais e melhores opções para as pessoas.”

Outro lado

O Itaú Unibanco diz em nota que ‘sempre se pautou pela livre iniciativa e entende que a competição é positiva não só para o sistema financeiro, mas para todo o país’. “O banco refuta qualquer acusação de promover barreiras que dificultem a atividade de novos agentes de mercado e acrescenta que apresentará sua manifestação ao órgão de concorrência no devido prazo, confiante de que suas condutas serão consideradas legítimas.”

O BB informa que já prestou todos os esclarecimentos solicitados pelo Cade e nega que adote práticas comerciais que firam as boas práticas de mercado.

O Bradesco diz que não comenta ‘assunto sub júdice’. O Santander e a Caixa ainda não se pronunciaram.

Fonte: Veja

BB, Bradesco, Itaú e Santander rejeitam pedido de empréstimo da Odebrecht

Publicado em: 22/02/2018


A Odebrecht procurou Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander para negociar novo empréstimo de R$ 3,5 bilhões para pagar dívidas e tocar projetos no curto prazo. Mas a empresa tem enfrentado resistência dos bancos, que estão dispostos a liberar um valor menor, cerca de R$ 1 bilhão, conforme apurou o Estadão/Broadcast. O montante em negociação foi antecipado pelo jornal Valor Econômico.

O avanço na negociação com os bancos, conforme uma fonte do mercado financeiro, dependerá da contrapartida que a Odebrecht vai oferecer para obter dinheiro novo.

Os credores, que ainda não bateram o martelo nem demonstraram apetite, defendem que é preciso limitar o endividamento do grupo e de suas empresas e verificar a real necessidade do recurso novo a despeito do esforço de reestruturação de dívidas e venda de ativos. “A Odebrecht ainda está estruturando as proposições”, afirma uma fonte próxima às conversas com os bancos, na condição de anonimato.

A Odebrecht teria oferecido aos bancos, de acordo com outra fonte, usar novamente as ações da Braskem, que tiveram forte valorização recentemente. Essa estrutura foi usada desde a reestruturação da dívida da Atvos (ex-Agroindustrial). Como os papéis da Braskem estão valorizados – em um ano subiram mais de 35% -, o objetivo da Odebrecht é obter mais dinheiro com a mesma garantia.

A liberação de novos recursos também dependerá de um consenso entre os bancos credores. Isso porque existe uma espécie de “pacto” das instituições financeiras em relação ao endividamento da Odebrecht.

Não há nada formal, mas, segundo uma fonte, há um “combinado” entre os bancos para que movimentações de crédito para a companhia só ocorrerão com o aval de todos.

O apetite limitado dos bancos credores não é à toa. Essas instituições aportaram volumes relevantes de recursos na companhia logo após a prisão de Marcelo Odebrecht, evitando que o grupo enfrentasse uma recuperação judicial.

Apesar de duros na negociação, os bancos não querem que a Odebrecht se torne mais um caso de inadimplência em seus balanços. Pesa, sobretudo, o fato de essas instituições financeiras estarem saindo da pior crise em termos de calotes e ainda lidarem com casos específicos no setor corporativo trimestre após trimestre. Por isso, devem buscar uma alternativa.

Dívidas

Um dos maiores gargalos de curto prazo está na dívida de R$ 500 milhões em bônus emitidos no exterior pelo braço financeiro do grupo e garantidos pela construtora, que está no foco da Odebrecht para evitar a insolvência. Esses papéis têm vencimento em abril. Os demais títulos de dívida (bônus) vencem a partir de 2020.

No momento, a holding estuda como pode, de acordo com uma fonte, apoiar eventual reestruturação no exterior dessa dívida, que não estaria considerada no crédito novo que o grupo pleiteia com credores locais. A capitalização da construtora é tida como a etapa final da reestruturação dos negócios do grupo. Procurados, Bradesco, BB, Itaú, Santander não comentaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

Odebrecht pede R$ 3,5 bi a Bradesco, Itaú, BB e Santander, mas encontra resistência

Publicado em: 16/02/2018


Segundo fontes, credores, que ainda não bateram o martelo nem demonstram apetite, defendem que é preciso limitar o endividamento do grupo

A Odebrecht S.A. procurou Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander para negociar um novo empréstimo bilionário para fazer frente aos seus compromissos financeiros e também tocar projetos no curto prazo, conforme apurou o Broadcast. A conversa, embora ainda esteja no começo, já enfrenta resistência, uma vez que essas instituições estão dispostas a liberar um valor menor, de cerca de R$ 1 bilhão, do que a companhia estaria buscando, de R$ 3,5 bilhões.

O avanço na negociação com os bancos, conforme uma fonte, dependerá, contudo, da contrapartida que a Odebrecht vai oferecer para obter dinheiro novo. Os credores, que ainda não bateram o martelo nem demonstram apetite, defendem que é preciso limitar o endividamento do grupo e suas respectivas empresas e ainda verificar a real necessidade do recurso novo a despeito do esforço de reestruturação de dívidas e venda de ativos. “A Odebrecht ainda está estruturando as proposições”, afirma uma fonte próxima às conversas com os bancos, na condição de anonimato.
A Odebrecht teria ofertado aos bancos, de acordo com outra fonte, usar novamente as ações da Braskem que tiveram forte valorização recentemente. Essa estrutura foi usada desde a reestruturação da dívida da Atvos (ex-Agroindustrial). Como os papéis da Braskem estão valorizados – somente em um ano subiram mais de 35% –, o objetivo da Odebrecht é obter mais dinheiro com a mesma garantia.

No entanto, além do apetite de cada credor, a liberação de novos recursos também dependerá de um consenso entre os bancos credores. Isso porque existe uma espécie de “pacto” das instituições financeiras em relação ao endividamento da Odebrecht. Não há nada formal, mas, segundo uma fonte, um “combinado” entre os bancos, no qual consentiram que movimentações de crédito junto à companhia só ocorrerão com o aval de todos.

O apetite limitado dos bancos credores não é à toa. Essas instituições aportaram volumes relevantes de recursos na companhia logo após a prisão de Marcelo Odebrecht, evitando que o grupo enfrentasse uma recuperação judicial.

Apesar de duros na negociação, os bancos não querem, contudo, que a Odebrecht se torne mais um caso de inadimplência em seus balanços. Pesa, sobretudo, o fato de essas instituições financeiras estarem saindo da pior crise em termos de calotes e ainda lidarem com casos específicos no setor corporativo trimestre após trimestre. Por isso, devem buscar uma alternativa.

Uma das saídas é a Odebrecht se desfazer de ao menos um pedaço de sua fatia na Braskem, no âmbito da oferta subsequente(follow on), que já está sendo preparada pela Petrobras, que busca uma porta de saída da petroquímica. A venda de alguma fatia da Braskem pela Odebrecht está sendo discutida, o problema é que até aqui a empreiteira tem relutado em seguir esse caminho e quer manter o controle da empresa, que é responsável por uma parte relevante das receitas do grupo.

Essa decisão, conforme fontes, depende ainda do acordo de acionistas da Braskem, que vem sendo discutido entre Petrobras e Odebrecht. Somente a partir disso é que a própria Petrobras definirá o quanto irá vender no follow on, que quer que aconteça ainda neste ano. Na Braskem, a Odebrecht detém 50,1% das ações ordinárias.
Dívidas. Um dos maiores gargalos de curto prazo está na dívida de R$ 500 milhões em bônus emitidos no exterior pelo braço financeiro do grupo e garantidos pela construtora, que atualmente está no foco da Odebrecht para evitar a insolvência. Esses papéis têm vencimento em abril deste ano. Os demais títulos de dívida (bônus) vencem a partir de 2020.

Nesse momento, a holding estuda como pode, de acordo com uma fonte, apoiar uma eventual reestruturação no exterior da dívida que não estaria considerada no crédito novo que o grupo pleiteia junto a credores locais. A capitalização da construtora é tida como a etapa final da reestruturação dos negócios do grupo.

O principal problema da construtora é justamente o encolhimento de seu caixa, em consequência da paralisação de sua carteira de contratos (backlog), na esteira da Lava Jato. A saúde financeira da construtora depende também da liberação de uma linha de cerca de R$ 600 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de obras realizadas em Angola.

A Odebrecht S.A. compreende os diversos negócios do grupo. Além de ter metade da Braskem, atua nos setores de engenharia e Construção, indústria, imobiliário, infraestrutura e energia. Fundada pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht, no ano de 1944, em Salvador, foi uma das protagonistas da Operação Lava Jato, o maior esquema de corrupção da história brasileira.

Procurados, Bradesco, BB, Itaú, Santander não comentaram. A Odebrecht também não se manifestou.

 

Fonte: Estadão

BC recebe 11 mil queixas contra bancos no trimestre; Santander lidera

Publicado em: 18/01/2018


BRASÍLIA – O Banco Central (BC) computou 11.087 reclamações contra bancos e financeiras no quarto trimestre de 2017, em comparação com 10.812 reclamações no terceiro trimestre. Esse volume de reclamações considera apenas queixas tidas como procedentes, que infringem normas do BC ou do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Colocando na conta reclamações reguladas que não ferem normas e as reclamações não reguladas que ferem, por exemplo, normas fora da alçada do BC, o total de queixas sobe para 56.950, em comparação com 59.854 no trimestre anterior. Uma reclamação pode infringir mais de duas normas ao mesmo tempo.

Para fazer o ranking de reclamações, o BC divide as instituições entre aquelas com mais e menos de 4 milhões de clientes. Entre as instituições com mais de 4 milhões de clientes, o Santander seguiu na liderança, com índice de 42,87, resultado de 1,7 mil reclamações procedentes para um universo de 39,649 milhões de clientes.

Em segundo lugar aparece a Caixa Econômica, com índice de 33,24. O banco teve 2.913 queixas para 87,613 milhões de clientes. O Bradesco ficou na terceira colocação. Com 2.438 reclamações para 95.112 milhões de clientes, o índice ficou em 25,63. O Banco do Banrisul ocupa a quarta colocação com índice de 25,06. Foram 114 reclamações para 4,548 milhões de clientes. Encerrando o Top Five está o Banco do Brasil, com índice de 24,5, que capta 1.524 reclamações dentre 62,181 milhões de clientes.

Para construir o ranking, são considerados clientes aqueles com depósitos (contas correntes e poupanças) cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com operações de crédito e outros tipos de depósitos não cobertos pelo FGC. Para chegar ao índice que define a posição no ranking de reclamações, o BC considera o número de reclamações procedentes, divide pelo número de clientes e multiplica por um milhão.

Entre bancos e financeiras com menos de quatro milhões de clientes, Facta Financeira lidera, com índice de 497,87, que capta 20 reclamações, para 40.171 clientes. Na sequência aparecem Sofisa, Realize Crédito, PAN e Citibank.

No ranking geral de reclamações, as queixas envolvendo integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços, exceto as relacionadas a cartão de crédito lideram, com 1.894 ocorrências. A Caixa respondeu por 793 delas.

A oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada aparece em segundo lugar, com 1.580 queixas. Bradesco respondeu por 448 deles. As irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito tiveram 1.155 reclamações. Caixa respondeu por 287 delas.

(Eduardo Campos | Valor)

Pesquisa do Idec mostra que tarifa bancária subiu bem mais que inflação

Publicado em: 21/12/2017


O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, o Idec, divulga pesquisa inédita sobre o reajuste das tarifas cobradas pelos cinco maiores bancos do País: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander. A constatação foi a de que os valores tanto de tarifas avulsas como de pacotes de serviços subiram bem acima da inflação, no período de novembro de 2016 a outubro deste ano.

O levantamento mostrou que entre os 58 pacotes de tarifas, oferecidos por esses bancos, 50 deles subiram de preço. O maior reajuste, de 78,88%, foi aplicado pela Caixa em seu “pacote Convencional” que subiu de R$ 25,10 para R$ 44,90. Na média, a correção dos pacotes pesquisados ficou em 12,6%, o que é 4,6 vezes a inflação do período, que ficou em 2,70%.

O reajuste em si não deve ser analisado de forma linear, porque embora a Caixa tenha aplicado um forte reajuste, esse seu pacote teve o preço ajustado ao de mercado. Confira:

agebb

Em relação às tarifas avulsas, o reajuste médio no BB ficou em 10,07%; no Bradesco, 5,12%; na Caixa, 14,56%; no Itaú, 4,87%; e no Santander, 3,10%.

Balanços divulgados pelo setor financeiro, neste ano, mostram que os bancos têm conseguido melhorar seus resultados tanto pela redução de provisões de perdas com a inadimplência como pelo aumento de suas tarifas.

Melhoria na regulamentação

Para a economista responsável pela pesquisa, Ione Amorim, o aumento acentuado de preço, sem ter uma contrapartida de melhorias nos serviços prestados, “sinaliza a necessidade de aprimoramento das normas de regulação, incluindo os critérios de reajuste”.

Também chama atenção, como resultado da pesquisa, o fato de que bancos como o Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, que já trabalhavam com serviços digitais, muitos deles gratuitos, tenham deixado de oferecê-los para novas contratações, sem justificativas. A especialista lembra que pelas normas do Banco Central, os pacotes criados não podem ser interrompidos antes de um período de 180 dias. Esses mesmos bancos relançaram suas contas virtuais, mas com tarifas mensais.

Segundo Amorim, “os elevados reajustes aplicados pelos bancos, o alinhamento dos preços dos pacotes padronizados, a baixa concorrência e a suspensão das contas digitais expõem os consumidores a práticas abusivas”.

Ela destaca, ainda, uma prática comum no momento da abertura de contas, em que são oferecidos os pacotes sem considerar as reais necessidades do consumidor, mas apenas o perfil de renda. Com isso, o correntista acaba contratando serviços caros que sequer serão utilizados. “ Uma prática também frequente é a falta da oferta dos pacotes padronizados e negativa dos serviços essenciais pelos bancos”.

Tarifa zero

Nem todo mundo sabe, mas por determinação do Banco Central, os bancos devem oferecer um pacote de serviços essenciais sem cobrança de tarifa.

O cliente tem direito gratuitamente a fazer 4 saques no caixa por meio de cheque ou cheque avulso, ou no terminal de autoatendimento, um cartão de débito, 2 extratos por mês, consulta ilimitada pela internet, 2 transferências para contas do mesmo banco e compensação de cheques, além de um talão com 10 folhas de cheques, desde que não tenha o nome nas listas de proteção ao crédito.

O correntista tem direito ainda a um extrato consolidado com os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas que deve ser entregue até 28 de fevereiro de cada ano. Ao usar esse pacote de serviços gratuito, o correntista precisa ficar atento para não ultrapassar esses limites, pois cada transação excedente terá cobrança individual.

Segundo o Banco Central, saques em terminais de autoatendimento feitos em intervalo de até 30 minutos são considerados como único evento. Quem tem necessidade de outros serviços além dos essenciais deve optar pelos pacotes padronizados existentes no mercado, que oferecem oito tipos de serviço.

Fonte: Estadão

BB, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa aderem ao acordo sobre planos

Publicado em: 14/12/2017


A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou nota à imprensa confirmando o acordo de pagamento das perdas decorrentes dos planos econômicos realizados nos anos 1987, 1989 e 1991. As instituições financeiras que aderiram são: Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB). “Outras poderão aderir em até 90 dias”, diz a nota.

O acerto é que o pagamento da dívida, alvo de disputa judicial há três décadas, será feito em até três anos, conforme as faixas de valor a receber. A adesão será dividida em 11 lotes, separados de acordo com o ano de nascimento dos poupadores e dando preferência aos mais idosos. “Antes de começarem a ser feitos os pagamentos, é preciso que o STF homologue o acordo e os poupadores se inscrevam em plataforma digital que ainda será criada. O acesso a esse sistema será feito pelos advogados dos beneficiados”, esclarece o texto.

O acordo define que quem tem até R$ 5 mil a receber terá o recurso à vista. “Entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, uma parcela à vista e duas semestrais. A partir de R$ 10 mil, uma à vista e quatro semestrais. A correção para os pagamentos semestrais será feita pelo IPCA”, diz o texto da AGU. “Não haverá qualquer desconto para poupadores que tenham a receber até R$ 5 mil. Para valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, haverá 8% de abatimento. Na faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil, o desconto será de 14%. Já aqueles que tenham direito a receber mais de R$ 20 mil, terão 19% do valor descontado”, completa o texto.

A AGU informa que terão direito a reparação todos que haviam ingressado com ações coletivas e individuais para cobrar das instituições financeiras valores referentes às correções. “No caso das individuais, poupadores ou herdeiros que acionaram a Justiça dentro do prazo prescricional (20 anos da edição de cada plano) também poderão receber os valores”, informa a nota, acrescentando que também poderão aderir os poupadores que, com base em ações civis públicas, entraram com execução de sentença coletiva até 31 de dezembro de 2016, dentro do prazo de cinco anos de prescrição.

Os pagamentos serão feitos de acordo com as faixas de valor a receber. Antes de começarem a ser feitos os pagamentos, é preciso que o STF homologue o acordo e os poupadores se inscrevam em plataforma digital que ainda será criada. O acesso a esse sistema será feito pelos advogados dos beneficiados.

A nota informa ainda que, após as adesões ao acordo, que serão submetidas a auditoria e procedimentos anti-fraudes, as ações serão extintas. “Não será necessário se dirigir ao banco para receber os valores. O pagamento será feito em conta corrente do poupador ou por meio de depósito judicial”, completa o texto.

Fonte: Valor Econômico

Santander contrata ex-vice-presidente do BB para comandar private bank

Publicado em: 23/11/2017


O Santander contratou Alberto Monteiro de Queiroz Netto, ex-vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do Banco do Brasil, para comandar o private bank. Monteiro deve assumir apenas em 18 de março de 2018, após cumprir um período de “quarentena” do Banco do Brasil.

Na segunda-feira, o BB comunicou que Monteiro renunciou ao cargo. Em seu lugar, o presidente do banco, Paulo Caffarelli, indicou ao conselho Bernardo de Azevedo Silva Rothe. Funcionário de carreira do BB, Rothe está no banco há 35 anos e ocupa o cargo de gerente de relações com Investidores desde de 2015. Rothe atuou como gerente-executivo de Mercados de Capitais e Infraestrutura.

Para o lugar de Rothe, o banco indicou Daniel Alves Maria. O executivo tem 46 anos, é funcionário de carreira a instituição financeira há 32 e ocupa o posto de diretor-executivo da Banco do Brasil Securities nos EUA desde de 2014.

Daniel Maria é graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pela USCS. Possui MBA pela University of Toronto e Executive MBA pela Universität St Gallen – Suíça. É pós-graduado em Negócios, com ênfase em Finanças pela FGV-SP.

Fonte: Jornal Floripa

Queda dos calotes puxa alta de 14,6% no ganho de bancos

Publicado em: 16/11/2017


Apesar de gastarem menos para cobrir calotes, os grandes bancos não conseguiram acelerar o crescimento dos lucros no terceiro trimestre. Pesou, sobretudo, o desempenho ainda tímido do crédito e o impacto da queda dos juros nas margens financeiras. O resultado líquido de Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander cresceu 14,6% no terceiro trimestre, ante igual período do ano passado, para R$ 16,4 bilhões.

Os gastos com provisões para devedores duvidosos (PDDs) tiveram uma queda de 21% em relação ao ano passado, para R$ 17,4 bilhões, na soma de todas as instituições.

A oferta de crédito, de forma geral, seguiu decepcionando e deixou alguns bancos abaixo das próprias previsões – a exceção foi o Santander, que viu sua carteira crescer de julho a setembro. No entanto, os grandes bancos preferiram manter suas expectativas para o ano.

O grande entrave à retomada do crédito tem sido as pessoas jurídicas. Os empréstimos neste segmento encolheram em cerca de R$ 90 bilhões no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2016.

Ainda que a pessoa jurídica jogue contra, o quarto trimestre é a aposta dos grandes bancos para ficar dentro das estimativas para o ano. Para 2018, entretanto, há mais otimismo.

Depois de dois anos seguidos de queda, o presidente do BB, Paulo Caffarelli, afirmou que o crédito em geral deve crescer cerca de 6% no próximo exercício. “Uma variável muito importante para o crédito será o crescimento econômico”, afirmou o executivo, ontem, ao comentar os resultados do BB.

Inadimplência

Do lado da inadimplência, apesar de a Oi ainda pesar no indicador do BB, as notícias continuam positivas. Enquanto Itaú e Santander mostraram estabilidade nos calotes a empréstimos, Bradesco voltou a reduzir o seu indicador, considerando atrasos acima de 90 dias. O BB seguiu a tendência e apresentou a primeira redução nos calotes desde dezembro de 2016. E, conforme o presidente do banco estatal, a expectativa é de melhora em 2018, graças à redução do risco da carteira da instituição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Isto É

Golpe via SMS atinge mais de 33 mil clientes do BB e Santander

Publicado em: 01/11/2017


O DFNDR Lab, laboratório de segurança digital especializado em cibercrimes, alerta para golpes envolvendo o nome de dois importantes bancos do país de forma fraudulenta: o Santander e o Banco do Brasil. Na última semana, hackers disseminaram de forma massiva links maliciosos via mensagens SMS que simulavam à perfeição comunicações oficiais das instituições financeiras

As mensagens recebidas pelas vítimas dos golpes traziam os dizeres: “Por razões de segurança, seu cartão foi bloqueado” e “Prezado(a) cliente, seu cartão de segurança expirou”. Ao todo, mais de 33 mil ataques deste golpe pelo aplicativo do DFNDR Lab.

Segundo Emílio Simoni, diretor do DFNDR Lab, “ataques via SMS ainda são muito comuns. Por isso, é muito importante manter um aplicativo de segurança atualizado com a função antiphishing e também desconfiar de quaisquer arquivos e links, mesmo quando recebidos de pessoas conhecidas ou quando a comunicação aparenta ser oficial”.

Todo cuidado é pouco!

Tendo como base a quantidade de smartphones no Brasil, o laboratório estima que cerca de outras 410 mil pessoas tenham sido impactadas. O golpe pode parecer datado e até um pouco óbvio nos dias de hoje, mas não deixa de fazer vítimas entre usuários mais descuidados, que acabam cedendo à perfeição das mensagens usadas para pescar dados pessoais, que é como o phishing funciona.

Ao acessar a URL do golpe, o usuário do smartphone é encaminhado a uma página que o induz a passar informações pessoais e bancárias, como CPF e dados do cartão de crédito, incluindo senhas e fotos de tokens/cartões de segurança bancários. Além disso, também é solicitado do correntista o número de IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) dos aparelhos celulares. Com isso, criminosos conseguem clonar os dispositivos dos usuários.

A recomendação é que sempre deve-se usar aplicativos de segurança para evitar qualquer tipo de infecção do seu dispositivo e, claro, tomar cuidado sempre com mensagens suspeitas, mesmo que venham de remetentes confiáveis, como seus amigos ou conhecidos. Nenhum tipo de informação bancária individual deve ser fornecido para ninguém por meio de mensagens ou mesmo ligações telefônicas.

Fonte: TecMundo

Santander Brasil lidera ranking de reclamações do 3º tri, diz BC

Publicado em: 19/10/2017


O Santander Brasil foi o banco mais reclamado do terceiro trimestre entre as grandes instituições financeiras que operam no país, informou nesta segunda-feira o Banco Central.

Maior banco estrangeiro no país, o Santander Brasil foi alvo no período de 1.600 reclamações consideradas procedentes, o que lhe rendeu um índice 41,16, o maior da lista de 10 instituições.
Segundo o levantamento, o maior volume de ocorrências (567) contra o banco de origem espanhola está relacionado a queixas de clientes por irregularidades relativas à segurança, sigilo ou legitimidade das operações de internet banking.

O índice do BC é obtido a partir do número de reclamações, dividido pelo número de clientes e multiplicado por um milhão.

Por este critério, o Votorantim, que tem o Banco do Brasil como sócio, ficou em segundo, com índice 32,05. A Caixa Econômica Federal foi o terceiro mais reclamado dentre os grandes, com índice 31,88. O banco estatal havia liderado o ranking de reclamações no segundo trimestre.

Bradesco, com índice 23,99; BB (22,00); e Itaú Unibanco (17,20) foram quarto, quinto e sexto bancos com maiores índices de reclamações, respectivamente.

O Banco Votorantim afirmou que sua posição no ranking se deve a “um caso pontual” e que, sem ela, o banco ficaria nas últimas colocações como tem sido habitual nos últimos anos.

A Caixa respondeu que revisa permanentemente seus serviços e produtos, priorizando a redução das reclamações.

Procurado, o Santander Brasil não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Fonte: Terra

BNDES assina acordo com bancos para compartilhar garantias

Publicado em: 29/06/2017


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou acordo com os principais bancos públicos e privados do país para compartilhamento de garantias nos financiamentos de projetos de infraestrutura. Entre os bancos estão a Caixa Econômica Federal (Caixa), o Banco do Brasil, o Itaú, o Santander, o Safra, entre outros.Segundo o BNDES, o modelo acordado é inédito nos contratos firmados pela instituição. A expectativa é que o acordo permitirá reduzir custos nas operações de longo prazo. O acordo prevê que os bancos que oferecerem fianças equivalentes a, pelo menos, 40% do total do financiamento, terão direito a compartilhar garantias com o BNDES.

O novo modelo já vai vigorar para empréstimos que forem concedidos aos grupos vencedores dos leilões de aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, realizados em março, e os de rodovias paulistas. Valerá ainda para os chamados empréstimos sindicalizados, os concedidos por um sindicato de bancos.

O BNDES informou que a instituição financeira que tiver participação relevante no projeto, individualmente, correspondente a um mínimo de 20%, também terá acesso às garantias.

Na avaliação do diretor das áreas de Crédito, Financeira e Internacional do BNDES, Claudio Coutinho, “o compartilhamento de garantias proporcionará a melhor alocação de riscos dos projetos de infraestrutura, aumentando a previsibilidade para os fiadores, potencialmente reduzindo custos”. Segundo ele, as regras valerão, em especial, para a etapa de maior risco, que antecede a conclusão das obras de um projeto.

Fonte: Jornal do Brasil

BB testa blockchain para aceite de boletos de propostas

Publicado em: 14/06/2017


O Banco de Brasil, em conjunto com Bradesco, CIP, Itaú Unibanco e Santander, desenvolveu um projeto para criar um sistema de registro de consulta de aceites de boletos de propostas emitidos pelas instituições financeiras. A prova de conceito teve como objetivos analisar o armazenamento do aceite e do boleto de proposta de forma eletrônica e testar a tecnologia blockchain.

Em palestra no Ciab FEBRABAN 2017, evento de tecnologia bancária que ocorre nesta semana em São Paulo, Leandro Minniti, gestor de produtos da CIP, explicou que o projeto — batizado de Aciptance — começou a ser desenvolvido em abril deste ano e contou com sete desenvolvedores trabalhando ao longo de quatro semanas.

Este tipo de boleto destina-se a apresentar uma proposta, seja de oferta de produtos e serviços, doações ou convite de associação. A particularidade dele está no aceite, isto é, a manifestação da pessoa que irá recebê-lo.

Não houve, segundo Minniti, integração com sistemas legados e nem uso de dados reais de clientes. Além disto, o escopo foi reduzido para ter um conjunto mínimo de informações e regras. Foi pensado como um modelo de blockchain privado do qual participam da rede apenas entidades autorizadas.

De acordo com Minniti, se, por um lado, a prova de conceito se mostrou uma excelente oportunidade para trabalhar em um modelo de colaboração entre as instituições e trocar experiências, por outro, a governança ainda é um ponto crítico que precisa ser debatido. É preciso também fomentar o desenvolvimento de conhecimento específico no tema.

“O digital morreu”, provoca o presidente do Banco Santander

Publicado em: 08/06/2017


Em palestra ministrada durante o Ciab FEBRABAN 2017, evento de tecnologia bancária que acontece esta semana, em São Paulo, Sergio Rial, presidente do Banco Santander, provocou a plateia no sentido de repensar a importância da tecnologia por si só para as instituições financeiras. “O digital morreu”, afirmou o executivo.

Para Rial, depois da Revolução Industrial, em que máquinas assumiram tarefas bastante valiosas para os negócios, agora vivemos a Revolução Cognitiva, em que a tecnologia por si só perde relevância. Ele explica: “a tecnologia, oferecer um aplicativo, por exemplo, é obrigação de todos os bancos. Agora é preciso desmaterializar as ofertas. O cliente quer cada vez menos produtos e mais serviços.”

O presidente do Santander alertou que o grande risco para os bancos hoje não está no crédito nem tampouco na tecnologia, e sim na reputação. “O desafio não são as fintechs. Somos nós”, afirmou. “Neste mundo de desmaterialização, temos o desafio de transformar o bancário, como o conhecemos, em um empreendedor. É ele quem pode ajudar o banco a buscar customização rentável – do produto ao cliente.”

Para Rial, a Revolução Digital não tem a ver com um novo momento da tecnologia, mas com um novo momento da sociedade. “Vivemos a era da desmaterialização, e as empresas terão que pensar no que significa se desmaterializar”, provocou.

Na visão do executivo, as pessoas não querem mais ter posses de bens, mas usufruir daquilo que eles proporcionam. Esse seria o processo de desmaterialização ao qual os bancos têm de se adaptar para sobreviver. “Estamos falando de um mundo que visa menos patrimônio e mais usufruto, menos produto e mais serviço. Isso é a Revolução Cognitiva.”

Rial disse que o setor nunca teve tanto chassi e tanta infraestrutura para gerar riqueza. Mas para isso terá de focar naquilo que realmente faz sentido para o consumidor atual. Essa desconstrução dos produtos faz com que o capital humano tenha um valor imenso. A importância das experiências na formação acadêmica nunca foi tão grande no setor bancário.

“A tecnologia veio para industrializar aquilo que deve ser industrializado, mas a educação nunca foi tão importante para a sobrevivência da indústria financeira”, afirmou Rial. “As máquinas são incapazes de inspirar. As máquinas não têm capacidade de ser criativas, inventivas e surpreendentes.”

Na visão de Rial, se a indústria financeira cair no erro de não aceitar o fato de que o cliente não quer pagar por serviços básicos e produtos, ela perderá oportunidades imensas. Mais ou menos como aconteceu com as operadoras, que resistiram a acreditar que o cliente não pagaria por SMS ou ligações. “Veio o WhatsApp”, provocou. “As instituições precisam aumentar a bancarização sem temer o fato de serem intermediárias e criadoras dos processos de desintermediação”, finalizou.

Fonte: Convergência Digital

BB compra R$ 1 bi em créditos inadimplentes do Santander

Publicado em: 04/05/2017


São Paulo – Uma empresa estatal do Brasil está ampliando os investimentos em ativos distressed.

A Ativos, uma companhia controlada pelo Banco do Brasil, adquiriu R$ 1 bilhão (US$ 315 milhões) do portfólio de créditos em atraso do Santander, segundo três pessoas com conhecimento do assunto.

A Recovery, empresa de ativos inadimplentes do Itaú Unibanco, já havia comprado R$ 300 milhões em créditos em atraso do mesmo portfólio do Santander, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as transações não são públicas.

A maior parte dos empréstimos já teve baixa contábil por parte do Santander, disseram as pessoas.

“Eu limitaria o potencial de resultados da Ativos se não aproveitasse a oportunidade de adquirir esses créditos inadimplentes dos bancos”, disse Márcio Hamilton Ferreira, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do Banco do Brasil, que tem sede em Brasília, em entrevista por telefone.

“A economia mais conturbada dos últimos dois anos trouxe mais vendedores ao mercado.”

Ferreira, que não quis dar detalhes de preço sobre as transações, disse que a Ativos está comprando as carteiras de varejo com recursos gerados por sua própria atividade.

A Recovery preferiu não comentar sobre a transação e o Santander não respondeu até o momento aos pedidos de comentário enviados por e-mail.

Em seu balanço do primeiro trimestre, divulgado em 26 de abril, o Santander só divulgou uma venda de empréstimos de R$ 225,8 milhões que ainda constavam de seu balanço patrimonial.

O Bradesco, segundo maior banco em valor de mercado no Brasil, é um dos novos vendedores. A Ativos comprou cerca de R$ 3,95 bilhões em créditos inadimplentes do Bradesco em dezembro, segundo comunicados ao mercado.

A transação foi contabilizada em duas fases: no quarto trimestre, a Ativos adquiriu cerca de R$ 2 bilhões em empréstimos por cerca de R$ 42 milhões. No ano passado, comprou mais R$ 1,95 bilhão por R$ 9,79 milhões.

Nova direção

Essas aquisições transformaram a Ativos na maior compradora de créditos inadimplentes de bancos brasileiros dos últimos seis meses, se descontadas as vendas feitas entre empresas de um mesmo grupo.

A Ativos superou concorrentes como a Recovery e a RCB Investimentos, uma companhia controlada pela PRA Group, que tem sede em Norfolk, Virgínia, EUA.

Trata-se de uma mudança de rumo para uma empresa criada em 2003 que adquiriu em grande parte créditos inadimplentes de sua instituição controladora, o Banco do Brasil, que é o maior banco estatal do país em ativos.

Antes da aquisição do ano passado, em 2015 a Ativos adquiriu R$ 423,2 milhões em uma carteira de créditos inadimplentes da Caixa Econômica Federal, outro banco estatal.

“A recuperação do crédito parece ser um bom negócio atualmente no Brasil e se a aquisição da carteira ajudar a melhorar a rentabilidade do Banco do Brasil, é positiva”, disse Max Bohm, analista da Empiricus Independent Research em São Paulo, em entrevista.

“Mesmo sendo estatal, o Banco do Brasil é um banco comercial normal e isso é uma atividade comercial normal.”

A Ativos registrou R$ 156,5 milhões em lucro líquido em 2016, com um retorno sobre ações de 15 por cento, mais do que o dobro dos 7,2 por cento de sua instituição controladora.

Fonte: EXAME