Com menos agências, idosos se reinventam no mundo dos aplicativos

Publicado em: 28/05/2026

Durante décadas, eles aprenderam a preencher cheques, enfrentar filas de banco e guardar comprovantes em pastas. Agora, aos 60, 70 e até 80 anos, precisaram trocar o talão pelo Pix, o gerente pelo aplicativo e o balcão pelo WhatsApp — numa das mudanças tecnológicas mais rápidas e profundas já enfrentadas por uma geração.

A revolução digital que transformou o sistema bancário brasileiro obrigou milhões de brasileiros da geração que cresceu no mundo analógico a fazer uma migração acelerada para celulares, aplicativos e autenticações virtuais, além de acompanhar um cotidiano em que até ligar a televisão exige senha, conexão e atualização.

A adaptação tem sido bem-sucedida. Levantamento da Serasa aponta que quase 80% dos idosos já utilizam aplicativos bancários, enquanto estudos sobre mobile banking indicam que o celular se tornou parte da rotina financeira dessa geração.

Impulsionados pelo fechamento de agências, pela popularização do Pix e pela ajuda de filhos e netos, passaram de espectadores da revolução digital a usuários ativos dela — ainda que convivendo com dificuldades, insegurança e medo de golpes.

Apoio dos filhos ajuda na transição para aplicativos

A trajetória de Paulo Godoy, de 79 anos, ajuda a ilustrar essa mudança. A familiaridade com computadores começou cedo, ainda nos anos 1990, quando o filho entrou para a faculdade de Ciência da Computação. “Eu viajava muito e trazia periféricos, CPU, HD. Meu filho montava computadores em casa e fui acompanhando toda aquela transformação”, lembra.

A adaptação, porém, não aconteceu sem sustos. A digitalização, que ele classifica como “avassaladora”, impõe muitos desafios à terceira idade. “Antigamente você ligava a televisão e mudava o canal rodando o seletor”, lembra Godoy. “Hoje tem aplicativo, receptor, internet, sincroniza com celular. Desconfigura alguma coisa e vira uma loucura.”

Para ele, a palavra-chave nessa transição é paciência. “É como reaprender a ler. Uma coisa que meu filho faz em cinco minutos, eu levo umas duas horas.” Mesmo assim, ele faz praticamente toda a vida financeira pelo celular. Paga boletos, acompanha investimentos e opera renda fixa e ações pelo aplicativo do banco.

O Pix, diz, mudou completamente sua rotina. “Foi uma salvação. Antigamente você recebia cheque, tinha compensação, cheque sem fundo. Hoje resolve tudo na hora.” A relação com os bancos também mudou. O gerente, que antes centralizava as decisões financeiras, perdeu espaço para os aplicativos e para o acesso direto à informação.

“Gerente de investimento é bom para o gerente, não para você”, afirma, rindo. “No aplicativo você consegue comparar, olhar melhor, pesquisar. Se a pessoa não tiver informação, dança bonitinho.”
Golpes bancários são a principal preocupação dos idosos

O mesmo aconteceu com Eurides de Oliveira, de 83 anos, servidor federal aposentado. Assim como Paulo, ele afirma ter conseguido atravessar a revolução digital graças ao apoio dos filhos — um deles ligado à computação e outro ao design gráfico e às ferramentas de inteligência artificial. “Isso ajudou muito”, diz.

Hoje, Oliveira vê muita praticidade no celular: Pix, transações bancárias, pagamentos e conversas no WhatsApp fazem parte da rotina. Com as novas ferramentas, já não depende de atendimento presencial para resolver a maior parte das tarefas financeiras.

Ainda assim, preserva uma relação afetiva com o banco, construída muito antes da era dos aplicativos. Cliente do Banco do Brasil há décadas, mantém amizade até hoje com o mesmo gerente que o atende há mais de 30 anos.

A conexão pessoal sobreviveu à digitalização acelerada do sistema bancário. Redes sociais, porém, ficaram de fora da rotina. “Não me acostumei”, resume.

A maior preocupação dele são os golpes digitais. “Hoje em dia está tudo muito bem feito. Tem que prestar atenção em tudo”, afirma. “Se desconfio de algo, nem clico.”

O receio não é exagero. Pesquisa da Silverguard apontou que idosos registram os maiores prejuízos médios em golpes digitais no Brasil, com perdas superiores a R$ 4,8 mil por vítima.

Especialistas afirmam que pessoas mais velhas se tornaram alvo preferencial de criminosos por já terem acumulado patrimônio. Também costumam demonstrar maior confiança em contatos telefônicos e mensagens, sobretudo com o avanço da inteligência artificial e das fraudes que simulam vozes, rostos e conversas reais.

Aprender para não ficar para trás

Para Waldemar Santos Guimarães, engenheiro de recursos hídricos aposentado, a adaptação digital foi quase uma continuação natural da vida profissional. Aos 81 anos, ele diz não se sentir velho — e atribui parte disso à disposição para continuar aprendendo.

Depois de trabalhar durante anos com projetos e capacitação técnica, ele vê semelhanças entre a revolução digital atual e outras transformações tecnológicas que acompanhou ao longo da carreira.

Hoje, usa Pix regularmente e quase não frequenta mais agências bancárias. Apesar disso, ainda valoriza o contato presencial com os gerentes. “Às vezes vou lá conversar, entender alguma operação.”

Para Guimarães, a tecnologia trouxe praticidade, mas não eliminou completamente a necessidade de relações humanas — especialmente para uma geração acostumada ao atendimento “olho no olho”.

Nesse sentido, faz ressalvas à mudança do próprio conceito de trabalho promovida pela digitalização. “Hoje muita gente trabalha de casa, mas o espírito de equipe continua importante”, afirma.

Em comum, as histórias traduzem a percepção de que resistir à tecnologia deixou de ser uma opção. A geração criada entre cheques, carnês e cadernetas bancárias acabou obrigada a aprender, em poucas décadas, a viver em um mundo de QR Code, biometria facial e autenticação por aplicativo — e, apesar das dificuldades, conseguiu fazer a travessia. “Quem não se atualiza e não evolui fica para trás”, resume o aposentado.

Fonte: Gazeta do Povo

Conglomerado BB vai implantar Pontos de Apoio a entregadores de aplicativos

Publicado em: 26/03/2026

Nesta terça-feira, 24 de março, o Banco do Brasil, via Fundação BB, firmou parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) para a implantação de Pontos de Apoio destinados a entregadores e entregadoras de aplicativos. A iniciativa é voltada à ampliação das condições de dignidade, saúde, segurança, inclusão produtiva e bem-estar desses trabalhadores em todas as regiões do país.

O acordo prevê a criação de espaços físicos padronizados, com infraestrutura essencial para apoiar o trabalho de entrega urbana e fortalecer o desenvolvimento social e econômico nos territórios. Cada unidade destes pontos de apoio vai contemplar infraestrutura sanitária, áreas de descanso, pontos de hidratação e recarga elétrica. O cenário de expansão nacional prevê a expectativa de implementar cerca de 100 pontos destes, com investimento estimado de R$ 24 milhões.

“Esses pontos de apoio representam umas das demandas mais frequentes dos entregadores e motoristas. Muitas vezes os trabalhadores não têm um local para parar, ir ao banheiro, carregar o celular, por exemplo. Os pontos de apoio terão impacto real e concreto no dia a dia desses profissionais”, diz o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

A iniciativa parte do reconhecimento de que grande parte dos entregadores atua sem acesso garantido a banheiros, água potável, áreas de descanso e pontos de recarga elétrica, o que impacta diretamente a saúde física e mental, além de aumentar a exposição a riscos operacionais. O projeto incorpora recortes de equidade e cidadania, considerando vulnerabilidades específicas enfrentadas por mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e pela população negra, majoritária no setor e, em grande parte, residente em periferias urbanas.

Para a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, a iniciativa reforça o papel do conglomerado BB como agente de inclusão. “O Banco do Brasil tem um compromisso histórico com o desenvolvimento do país e com a geração de emprego e renda de forma sustentável. Apoiar iniciativas que promovem condições dignas de trabalho, em todas as regiões do Brasil, é parte essencial da nossa atuação como conglomerado financeiro comprometido com a melhoria das condições sociais e econômicas dos territórios onde estamos presentes”, afirma.

Na fase inicial, o projeto será implementado por meio de um piloto, com recomendação técnica da Fundação BB para a instalação de até 20 Pontos de Apoio, permitindo a calibração do modelo de gestão, operação e monitoramento antes de uma eventual expansão nacional. Cada unidade contará, obrigatoriamente, com banheiros adequados — incluindo estrutura para higiene menstrual —, água potável gratuita, área de descanso protegida, estações de recarga de celulares, mobiliário interno e externo, além de iluminação e ambiente seguro. As medidas estão detalhadas dentro do relatório do grupo de trabalho técnico interministerial sobre os entregadores de aplicativo.

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, o acordo anunciado tem caráter estruturante. “Ao implantar os Pontos de Apoio, a Fundação BB assume um compromisso concreto com a promoção da cidadania e com a redução de vulnerabilidades no trabalho de entregadoras e entregadores por aplicativos. Trata-se de uma iniciativa de grande impacto social, que amplia o acesso a direitos básicos, fortalece a inclusão e contribui para a construção de políticas públicas permanentes voltadas a esses trabalhadores”, destaca.

A governança do projeto prevê coordenação nacional da SGPR, com diretrizes, acompanhamento e monitoramento sob responsabilidade da Fundação Banco do Brasil. Durante o piloto, A execução e gestão cotidiana ficará sob responsabilidade de Organizações da Sociedade Civil.

A duração do Acordo de Cooperação está prevista inicialmente para 24 meses. Com essa iniciativa, o Banco do Brasil, via Fundação BB, reafirma seu compromisso com projetos estruturantes de impacto social, que contribuem para a promoção da cidadania, da inclusão produtiva e do desenvolvimento econômico sustentável no Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

Uso do celular por clientes triplica em cinco anos e muda cara e desafios dos bancos

Publicado em: 04/07/2025

Desde 2020, o número de transações bancárias feitas pelos brasileiros por meio dos aplicativos dos bancos aumentou três vezes, de acordo com dados de pesquisa de tecnologia bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Deloitte. A fatia do mobile no total passou de 51% para 75% até o ano passado. Com a transição, mudaram a cara e os desafios dos bancos, que precisam se adaptar a uma realidade em que a competição passa a ser com todos os demais aplicativos que estão na tela do smartphone.

A pandemia de covid-19, em 2020, foi o catalisador de uma tendência que era visível nos anos anteriores. Entre 2015 e 2019, saiu de 20% para 44% o total de transações feitas através dos aplicativos de banco, tomando espaço tanto do internet banking quanto do atendimento nas agências. No ano passado, estes canais responderam por 7% e por 2% das operações, respectivamente.

O diretor de Tecnologia do Banco do Brasil e responsável pela pesquisa por parte da Febraban, Rodrigo Mulinari, afirma que o perfil de uso mudou: os clientes deixaram de usar o aplicativo apenas para a consulta de saldos e passaram a movimentar dinheiro por meio dele. E isso também mudou a oferta de produtos e serviços que os bancos fazem.

“Os aplicativos eram muito reativos, mas agora eles se ativam. Quando o cliente entra, recebe uma informação sobre algo que tem de fazer, como um pagamento, ou uma dica sobre a vida financeira”, diz o executivo. “Mudou muito a forma como fazemos o aplicativo e como fazemos as ofertas.”

Nos bancos, produtos antes considerados de agência têm crescido no digital. No Bradesco, o volume de créditos liberados para pessoas físicas via aplicativo cresceu 22% entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano, ajudando a elevar para R$ 35 bilhões a concessão via canais digitais como um todo.

“Temos 99% das transações no canal digital, é um número muito alto”, diz a diretora de tecnologia da instituição, Cíntia Scovine Barcelos. “O meio físico tem sido cada vez mais para negócio, e o cliente tem sido cada vez mais servido pelos meios digitais.”

O sócio da Bain & Company e especialista em serviços financeiros, Thiago Delfino, afirma que a relação dos brasileiros com as empresas através do celular nasceu da ampla utilização dos smartphones, o mesmo fenômeno que deu origem a bancos digitais como Nubank, PicPay, Inter e C6. No entanto, não é só com eles que os grandes bancos competem.

“O brasileiro escolhe de forma muito criteriosa quais aplicativos vai manter no celular, porque boa parte não tem celulares com muita memória”, diz. “Além disso, tem de ser muito fácil de usar, porque marcas como Google, iFood e as redes sociais ensinaram e acostumaram o brasileiro a um certo patamar de experiência.”

Transição

Para fazer frente a essa competição, não basta colocar tudo o que os bancos oferecem dentro do celular. Junto com fatores como segurança e quantidade de produtos, as instituições precisam tornar o uso das plataformas mais fácil, o que significa que todo mínimo movimento do cliente nos aplicativos é medido e avaliado para entender o que falta melhorar.

O Itaú, por exemplo, criou linguagens padronizadas de desenvolvimento. O objetivo é tornar os produtos e serviços claros o suficiente para que o autosserviço seja eficaz, e também aproveitar o maior volume de dados que a interação digital gera. O cliente do banco acessa o app mais de uma vez por dia, e esse número de acessos aumentou 26% entre maio do ano passado e o mesmo mês deste ano.

“Quanto mais o cliente acessa e usa, melhor o conhecemos. A nossa capacidade de individualizar a conversa é muito maior”, afirma o diretor de Negócios, Plataformas e Experiências Digitais do banco, João Araújo. Segundo ele, é possível fazer ofertas mais específicas, o que inclui passar à frente de um produto ou serviço avisos de que alguma conta ou boleto está para vencer.

Em média, o brasileiro acessa o aplicativo do banco 55 vezes por mês, segundo a pesquisa da Febraban. Essa frequência de uso, bem maior que a vista na época em que as agências eram o principal canal, demanda que os bancos estejam disponíveis todos os dias, 24 horas. Para dar suporte a essa estrutura, o setor espera investir R$ 47,8 bilhões em tecnologia este ano, 13% a mais que em 2024.

A próxima parada é a adoção mais ampla da inteligência artificial generativa. O Bradesco inseriu a tecnologia na BIA, assistente virtual do banco, e lançou a nova versão para 4 milhões de clientes. Além disso, deve lançar em breve um “Pix inteligente”, que faz transferências através de comandos como os de voz. Tecnologia similar já tem sido oferecida por outros bancos, entre eles o Itaú.

Fonte: Invest Talk

Banco do Brasil anuncia três novas soluções em APIs

Publicado em: 29/07/2022


O Banco do Brasil segue avançando no desenvolvimento de APIs. Desde o final de junho, três novas soluções estão disponíveis no Portal do Desenvolvedor. A API de Validação de Contas, a API BB Pay e a API Login BB.

A API de Validação de Contas permite verificar se determinada conta corrente do BB está ativa ou não. Também permite verificar se o CPF/CNPJ informado pertence ao titular da conta. Assim, uma empresa pode validar os dados bancários de um fornecedor, por exemplo, antes de realizar um pagamento ou transferência.

Já a API BB Pay é uma solução que permite o recebimento de valores por intermédio de diversos meios de pagamento, simplificando a conciliação destes para o recebedor. Ao se integrar com o BB Pay, o cliente pode habilitar qualquer um deles para disponibilizá-los a um cliente (pagador), conforme a necessidade de seu negócio e da venda em questão.

Um exemplo de uso é para lojas que vendem online. O BB Pay oferece uma integração que permite à empresa oferecer um ambiente seguro de pagamento, para o pagador e para si. No momento, há opção de pagar com Pix. Em breve serão disponibilizadas as opções de boleto e cartão de crédito.

Por fim, a API Login BB possibilita que clientes do Banco acessem serviços em sites e aplicativos de parceiros utilizando as credenciais do BB (agência, conta e senha). É uma solução que já é utilizada no portal gov.br, por exemplo, agora aberta e disponível no Portal Developers BB.

Conexão com 10 mil clientes

Além das novidades tecnológicas, o Banco alcançou a marca de 10 mil clientes integrados, entre empresas e entes públicos, um ano e meio após o lançamento do Portal do Desenvolvedor. São mais de 20 mil desenvolvedores cadastrados desde dezembro de 2020.

Atualmente, o Banco do Brasil disponibiliza oito APIs no Portal do Desenvolvedor:

• Cobrança: solução que permite receber valores por meio da apresentação de boletos de pagamento, emitidos pelo beneficiário ao pagador/devedor.
• Pix: possibilita que o usuário recebedor possa automatizar sua interação com o Banco do Brasil, a fim de receber e gerenciar transações Pix. O usuário recebedor poderá, via API Pix BB, gerar QR Code de cobrança para pagamentos e verificar a liquidação desses pagamentos, entre outras possibilidades.
• Arrecadação Integrada ao Pix: permite o recebimento de valores relativos à prestação de serviços (água, luz etc.), impostos, taxas e contribuições de melhoria, por meio do Pix (QR Code) atrelado ao código de barra de guia não compensável. Tem como foco concessionárias de serviços públicos (saneamento, energia elétrica, telefonia e gás) e entes públicos de todas as esferas
• Autorização de Débito Automático: permite receber valores recorrentes – mensalidades, anuidades – referentes a bens adquiridos, e/ou serviços prestados.
• Pagamentos em Lote: é um conjunto de serviços que viabiliza, de forma automatizada, o pagamento de diversas contas em um único processo.
• Validação de Contas: solução que permite verificar se determinada conta corrente está ativa ou não. Além disso, também permite verificar se o CPF/CNPJ informado pertence ao titular da conta informada.
• BB Pay: é uma solução que permite o recebimento de valores por intermédio de diversos meios de pagamento. Ao se integrar com o BB Pay, o cliente pode disponibilizá-los ao pagador, conforme a necessidade do negócio e da venda em questão.
• Login BB: solução que permite fazer login em outros apps ou serviços a partir da impostação de dados como: número de agência, conta e senha eletrônica.

Fonte: Banco do Brasil

BB lança novas ferramentas em portal que cria soluções para empresas

Publicado em: 22/07/2022


O Banco do Brasil lançou em junho três novas soluções no Portal do Desenvolvedor, um site da instituição que permite, no âmbito do Open Finance, a criação por empresas e governos de ferramentas para auxiliar suas atividades.

Conforme antecipou o BB ao Broadcast, as novidades são as APIs (interfaces de comunicação) de Validação de Contas, BB Pay e Login BB. No âmbito do Open Finance, as APIs são os veículos que permitem a transferência de dados dos clientes entre as instituições. No portal do BB, os desenvolvedores de softwares e aplicativos podem usar as APIs para criar ferramentas e funcionalidades que se integrem ao ecossistema financeiro via Open Finance.

Em relação às novidades, a API de Validação de Contas permite verificar se determinada conta corrente do BB está ativa e se o CPF/CNPJ informado pertence ao titular da conta. “Assim, uma empresa pode validar os dados bancários de um fornecedor, por exemplo, antes de realizar um pagamento ou transferência”, exemplifica o banco.

Já a API BB Pay é uma solução que permite o recebimento de valores por meio de diversos meios de pagamento, simplificando a conciliação dos recursos para o recebedor. Por exemplo, uma loja que vende online pode usar a API para criar um ambiente seguro de pagamento para seus clientes, com a integração de formas de pagamento. No momento, há opção de pagar com Pix, mas o BB afirma que em breve serão disponibilizadas as opções de boleto e cartão de crédito.

Segundo o banco, podem empregar esta categoria de recebimento negócios representados por uma pessoa jurídica, seja indústria, comércio, prestação de serviço ou agronegócio, seja governo. Já a API Login BB possibilita que clientes do banco acessem serviços em sites e aplicativos de parceiros utilizando as credenciais do BB (agência, conta e senha).

Com as novidades, o portal conta agora com oito APIs. Já estavam disponíveis as soluções de cobrança, Pix, arrecadação integrada ao Pix, autorização de débito automático e pagamentos em lote.

Em junho, o Portal do Desenvolvedor tinha 10.597 clientes integrados, entre empresas e entes públicos, um aumento de mais de 4.600% ante dezembro de 2020 (223), quando passou por uma reformulação.

Fonte: EInvestidor Estadão

Bancos tradicionais precisam melhorar jornada nos apps para não perder mercado

Publicado em: 18/03/2022


Atualmente, há duas experiências bem diferentes em aplicativos de bancos. Em fintechs como o Nubank, por exemplo, há pouca oferta de produtos, mas os usuários têm muitos incentivos a monitorar suas contas diariamente. Já nos apps de bancos tradicionais, como Itaú, Caixa e Santander, muitos produtos estão disponíveis. Porém, o acesso não é muito intuitivo, tampouco agradável.

Assim, uma vez que os bancos digitais estão com cada vez mais serviços financeiros, os bancos tradicionais precisam melhores seu sistema dentro dos apps, para não acabar perdendo relevância no mercado.

Dessa forma, enquanto entrar no aplicativo de bancos como o Nubank e acessar algum serviço é algo feito com seis toques no celular, no app do Itaú, o maior banco privado do Brasil, leva muito mais de 27 toques. Este fato foi revelado por Federico de Simoni, diretor regional da Flybits para a América Latina para o site Valor.

Simoni ressalta que as plataformas digitais incentivam os usuários a voltarem ao app na busca por novidades ou para checar uma notificação, enquanto grandes bancos não.

Na opinião do especialista, o cenário brasileiro, marcado pela alta presença de smartphones e o grande número de pessoas desbancarizadas, gera o ambiente ideal para neobanks e fintechs se desenvolverem. Nesse sentido, os bancos tradicionais precisam melhorar e aprimorar as jornadas dentro de seus aplicativos, se não quiserem continuar perdendo para as instituições concorrentes.

Por fim, Simoni recomenda que aos bancos que uma das formas de se diferenciar no mercado brasileiro seria unir diversos serviços. Ou seja, disponibilizar na plataforma do banco a opção de fazer reservas em hotéis, por exemplo, ou de unir informações para trazer a melhor promoção para cada cliente.

Dessa forma, os aplicativos ofertariam um produto realmente personalizado. Portanto, esta solução tornaria a relação mais interessante para o usuário.

Fonte: Seu Crédito Digital