Banco do Brasil defende política de dividendos e meritocracia para sucessão

Publicado em: 16/11/2022

Executivos do Banco do Brasil defenderam nesta quinta-feira sua política de remuneração a acionistas e o uso da “meritocracia” para definir a sucessão no comando, na esteira de resultados trimestrais surpreendentemente fortes.

“Consideramos que o atual nível de remuneração a acionistas (40% do lucro) é adequada”, disse em teleconferência com jornalistas o vice-presidente de finanças e de relações com investidores do banco, José Ricardo Forni.

O BB divulgou na véspera que teve no terceiro trimestre lucro ajustado de R$ 8,36 bilhões, alta de 62,7% sobre um ano antes e acima da previsão média de analistas. O desempenho veio na contramão de bancos privados, como Bradesco e Santander Brasil, que tiveram lucros menores.

Segundo Forni, a definição sobre qual percentual do lucro será distribuído em 2023 deve ser divulgada entre o mês que vem e janeiro do próximo ano.

Fonte: Forbes

 

Iniciativa apoiada pela ONU reconhece a diversidade de gênero no Conselho de Administração da BB Asset

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A BB Asset Management, gestora de fundos de investimento do Banco do Brasil, conquistou recentemente o selo WOB (Women on Board), que reconhece as organizações que possuem pelo menos duas mulheres em seus Conselhos de Administração (CA) ou Conselhos Consultivos. Trata-se de uma iniciativa independente, sem fins lucrativos, apoiada pela ONU Mulheres e Pacto Global da ONU, a fim de reconhecer, divulgar e valorizar ambientes corporativos com a presença feminina em seus Conselhos, para demonstrar os benefícios da diversidade ao mundo empresarial e à sociedade.

Paula Sayão, diretora de Marketing e Comunicação do BB e Andrea Kerr, gerente de soluções na gestora, eleita representante dos funcionários no Conselho de Administração da BB Asset, são as mulheres que integram o CA da BB Asset.

Em março deste ano, as integrantes do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Iêda Cagni – presidente do CA, Rachel Maia e Debora Nascimento, representaram o BB no recebimento do Certificado WOB.

Paula Sayão avalia que a liderança feminina tem ocupado espaço de maior relevância nas organizações e na sociedade. “Ainda há muito por avançar, mas tenho visto o quanto mulheres das mais diversas origens e culturas têm transformado as organizações. Além de mostrar sua competência, elas trazem novas pautas e abordagens para os rumos das empresas, incentivando a diversidade de ideias e visões de mundo”, comenta.

Para Carol Conway, cofundadora do WOB, a certificação da BB Asset é um marco importante. “Demonstra que a maior gestora de investimentos do país está trabalhando efetivamente no ASG, e entende os benefícios da equidade de gênero na alta liderança para os negócios”.

“Acreditamos, de verdade, que diversidade e inclusão são ativos estratégicos para empresas que pretendem se destacar em eficiência, criatividade e responsabilidade social. Portanto, ter a diversidade em posições de liderança é fundamental! Obter o selo WOB é mais uma demonstração de que aqui na BB Asset, nosso compromisso com ASG é na prática!”, afirma Aroldo Medeiros, diretor-presidente da BB Asset.

A gestora está engajada com a equidade de gênero desde 2018, quando realizou a adesão ao Women’s Empowerment Principals (Princípios de Empoderamento das Mulheres – WEPs), uma iniciativa da ONU em parceria com o Pacto Global, para ampliar a participação feminina em cargos de liderança e empoderar as mulheres no ambiente corporativo.

Ainda em 2018, a BB Asset foi primeira gestora a lançar um fundo com a temática da equidade de gênero no Brasil: o BB Ações Equidade, que possui uma carteira composta por ativos de empresas que adotem ou incentivem a prática de equidade e que sejam signatárias dos WEPs, respeitando as análises fundamentalistas das equipes de pesquisa da BB Asset.

A BB Asset Management é líder da indústria de fundos de investimento, com patrimônio líquido sob gestão de R$ 1,43 trilhão em recursos e 20% de participação de mercado, conforme ranking de Gestores de Fundos de Investimento da Anbima (setembro/2022). Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating – Fitch Rating e Moody’s.

Fonte: Banco do Brasil

 

COP 27: BB capta 80 milhões para financiar reflorestamento

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O presidente Fausto Ribeiro, participou nesta terça-feira, 15, do painel “Carbono + Conservação” durante a 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP27), encontro que conta com a participação de mais de 190 países, iniciado na semana passada e que vai até o dia 18 de novembro em Sharm El Sheikh, no Egito.

O BB faz sua segunda participação na COP com a expectativa de discutir os efeitos das mudanças climáticas no planeta e as vulnerabilidades, capacidades e os limites do mundo e da sociedade para se adaptar às mudanças climáticas.

“Apresentamos cases de sucesso que demonstram como a atuação no mercado de carbono e a concessão de crédito sustentável contribuem para uma economia mais verde e inclusiva e também para sermos classificados como uma das empresas mais sustentáveis do mundo”, compartilha o presidente.

Durante o evento, Fausto anunciou um contrato de captação de recursos com o alemão KfW Bankengruppe (Grupo de bancos KfW), um dos bancos de fomento líderes e mais experientes do mundo.

Pela parceria, o BB distribuirá até € 80 milhões de euros para financiar projetos que envolvam medidas de conservação ambiental, reflorestamento e restauração de áreas degradas no setor agropecuário para a conservação florestal.

Produção sustentável

Na segunda-feira, 14, representantes do Conglomerado BB participaram de dois painéis virtuais no âmbito da Cop 27. O gerente de soluções da Dirag, Carlos Tuma apresentou o trabalho da Fazenda Jerivá, em Abadiânia (GO), que desenvolve sistemas de produção sustentável e integrada, com foco na agricultura orgânica, produção de galinha caipira, bovinocultura leiteira, biodigestor para produção de biogás, separação de dejetos sólidos, além de produção de bioinsumo.

Nesse mesmo dia, Elisângela Zilli, presidente da Fundação BB, Rogério Miziara, assessor especial de parcerias e projetos da Fundação BB, e Eric Sawyer (representante da Tecnologia Social) destacaram a atuação da Fundação BB e seu principal eixo de atuação: a Tecnologia Social

Eles contaram sobre a metodologia certificada que valoriza o trabalho tradicional de pescadores e marisqueiras da Lagoa de Mundaú, estimulando o uso alternativo das conchas do molusco (sururu) para reduzir os impactos ambientais e melhorar a qualidade de vida da população que fica na orla da lagoa, em Maceió (AL). Para conhecer outras Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação BB, acesse transforma.fbb.org.br

Créditos de carbono

A participação do Banco terá continuidade nesta quinta-feira, 17, com o painel “Mercado Global de Carbono – Descarbonização e Investimentos Verdes”, que será apresentado pelo vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial, Barreto Jr., acompanhado por Werner Kornexl, gestor do Programa de Florestas do Banco Mundial e da cliente BB Laiz Mappes.

O principal objetivo deste painel é discutir o mercado de carbono enquanto uma importante alternativa econômica que promove a proteção ambiental e gera retorno financeiro para quem preserva o meio ambiente. O caso da Família Mappes possibilitará uma abordagem prática do funcionamento do mercado de créditos de carbono e das soluções lançadas pelo BB em maio deste ano.

Vale lembrar que o BB realizou o congresso “Mercado Global de Carbono – Descarbonização e Investimentos Verde” em maio de 2022, com o objetivo de promover debates sobre o mercado de crédito de carbono, além de apresentar estratégias corporativas, projetos e cases para impulsionar negócios verdes, com foco em inovação e sustentabilidade.

O Banco também atua na originação e comercialização de créditos de carbono com o intuito de apoiar seus clientes na agenda de descarbonização e dar sua contribuição aos objetivos globais como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. No portfólio também está o fundo BB Multimercado Carbono, que já levantou quase R$ 30 milhões.

Nesse sentido, o BB estrutura parcerias para oferecer apoio técnico para a elaboração de projetos de crédito de carbono seguindo metodologias internacionalmente reconhecidas e validadas em desmatamento evitado, recuperação de florestas, agricultura de baixo carbono, recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta e energia.

Negócios ASG

O Banco do Brasil conta com amplo portfólio de negócios ASG e contribui para a geração de emprego e renda para as comunidades impactadas. A carteira de crédito sustentável do BB alcançou saldo de R$ 321 bilhões, na posição de setembro 2022. Apenas no agro sustentável, que contempla boas práticas socioambientais e agricultura de baixo carbono, a carteira tem saldo de mais de R$ 140,3 bilhões em 2022, cerca de 50% da carteira total de agronegócio no BB.

Além do apoio em agro e energia, o Banco do Brasil se posiciona como suporte de linhas de crédito ASG para estados e municípios com uma carteira de R$ 52,5 bilhões. Esta iniciativa já beneficiou mais de 400 cidades brasileiras.

Fonte: Banco do Brasil

 

BB é primeiro a oferecer investimentos no ecossistema do Open Finance

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O Banco do Brasil disponibiliza nesta semana a opção de investir nos fundos de investimento BB debitando o valor em contas mantidas em outras instituições financeiras. A solução inovadora é a primeira do País.

Fausto Ribeiro, presidente do BB, reforça a importância das soluções de investimentos na proposta de valor que o Banco oferece aos seus clientes, além da relevância nos resultados da empresa. “Nossas posições de liderança se destacam também em momentos como esse, com uma atuação inovadora para os clientes investidores”, afirma. Ribeiro considera que a novidade materializa a conveniência e praticidade que o Open Finance pode trazer na prática. “Nosso portfólio completo de fundos de investimentos e nosso pioneirismo no Open Finance também neste segmento de negócios materializam a nossa busca permanente por sermos a principal instituição financeira no relacionamento com nossos clientes. Acreditamos que esse é o caminho para sermos próximos e relevantes na vida das pessoas.”, destaca o presidente do BB, ao comentar sobre como os investidores poderão realizar suas aplicações com débito em outras instituições.

Todo o processo acontece no app BB. Até então, o cliente que desejasse fazer uma aplicação em um fundo de investimento do BB e mantinha saldo em outra instituição precisaria fazer uma TED ou PIX. Agora, a jornada é completa no aplicativo do banco. Para que a operação seja concluída, é necessário possuir também o app da instituição onde será realizado o débito habilitado e as senhas de acesso ativas.

A solução foi viabilizada pela evolução da agenda do Open Finance, notadamente pelo Iniciador de Transação de Pagamento (ITP), uma funcionalidade que permite iniciar um pedido de pagamento sem que o usuário tenha que, ativamente, sair do ambiente de compra (ou investimentos, no caso da nova solução).

Recentemente, a mesma tecnologia permitiu ao Banco disponibilizar aos clientes o serviço de iniciação de pagamentos via PIX para transferência de dinheiro de outras instituições financeiras por meio do App BB, solução que também já chegou ao Whatsapp (61 4004-0001).

Atualmente, mais de 1,2 milhão de clientes compartilham dados de outros bancos com o Banco do Brasil, o que possibilita uma série de benefícios já em vigor:

Pioneirismo e geração de valor para o cliente

Em se tratando de Open Finance e WhatsApp, o Banco do Brasil conquista diversas marcas, que o colocam como uma referência no tema:

Open Finance

· Lançamento do Portal do Desenvolvedor (developers.bb.com.br), sendo o primeiro banco da América Latina a fazer uma operação estruturada de Open Banking, em junho de 2017
· Parceria de Open Banking negocial no Brasil, em agosto de 2017
· Jornada do consentimento completa no Open Banking regulatório em todos os canais (agosto de 2021)
· Primeiro grande banco habilitado a operar como iniciador de pagamentos (abril de 2022)
· Destaque no mundo, ao disponibilizar a jornada do consentimento do Open Finance no whatsapp BB (61 4004-0001) (agosto de 2022)
· Posicionamento de vanguarda, aos permitir aos clientes realizar transferência de recursos de outros bancos via Pix, sem sair do aplicativo BB

WhatsApp
· Contratação de CDC (maio de 2022);
· Informe de Rendimentos;
· Jornada completa do Pix (novembro de 2020);
· Serviços de INSS;
· Entendimento de mensagens de voz;
· Renegociação de dívidas;
· Registro de boleto;
· Autorização de débito automático;
· Disponibilidade de consulta e pagamento de obrigações DDA;
· Disponibilidade de solicitação de portabilidade de salário.

Vantagens já disponíveis para clientes que compartilham dados
· Minhas Finanças Multibanco (personal financial manager – pfm)
· Assessoria de investimentos
· Reavaliação automática do limite de cartão
· Ofertas personalizadas de empréstimo
· Orientação sobre o uso de crédito rotativo
· Upgrade de modalidade de cartão
· Atualização automático de cadastro
· Adequação do modelo de relacionamento
· Cashback na Loja BB (app) com base no consumo do cliente

Fonte: Banco do Brasil

 

Fundação Banco do Brasil e BNDES assinam parceria na COP 27

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Somadas às ações do BB na COP 27, Fausto Ribeiro de Andrade, presidente do Banco do Brasil e do Conselho Curador da Fundação BB, anuncia nesta semana, diretamente do Egito, a parceria da Fundação BB com o BNDES no Floresta Viva. A Fundação BB e o BNDES pretendem investir R$ 20 milhões (R$ 10 milhões da Fundação BB e R$ 10 milhões do BNDES) no projeto socioambiental. A instituição executora das ações de recuperação de biomas brasileiros, entidade sem fins lucrativos que receberá os recursos, será o Instituto Espinhaço.

Fausto Ribeiro, presidente do BB, ressalta que a atuação ASG do Banco do Brasil faz parte da estratégia de longo prazo da empresa e está presente, de forma transversal, em todas as decisões do Banco. “O tema sustentabilidade tem longa trajetória no BB, sendo a criação da Fundação Banco do Brasil há cerca de 36 anos, um dos seus grandes marcos. Adotamos as melhores práticas Ambientais, Sociais e de Governança e somos reconhecidos como um dos Bancos mais sustentáveis do mundo pelo segundo ano consecutivo pelo Global 100″, diz o presidente Fausto.

“Queremos colocar a nossa expertise e potencialidades para gerar cada vez mais valor para nossos diversos públicos de relacionamento, por meio de negócios que aliam proteção ambiental e inclusão social. E essa iniciativa de agora, se soma aos mais de 100 projetos de cuidado com o meio ambiente em andamento na Fundação Banco do Brasil e materializa mais uma vez a conjugação de esforços para alcançar impactos sociais ainda maiores”, destaca.

O diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, afirma que o BNDES e a Fundação BB unem esforços mais uma vez em prol do desenvolvimento sustentável do Brasil. “Com o Floresta Viva, queremos preencher os “vazios” de floresta nativa e biodiversidade, com a expectativa de recuperação ecológica do equivalente a mais de 40 mil campos de futebol. A parceria com a Fundação Banco do Brasil segue no caminho correto de causar mais impacto positivo no meio ambiente e no clima e queremos que cada vez mais interessados unam seus esforços aos nossos para potencializar essa iniciativa”, afirma.

Sobre o Floresta Viva

O Floresta Viva é uma iniciativa conjunta destinada a implementar projetos de restauração ecológica com espécies nativas e sistemas agroflorestais nos biomas brasileiros. Em mobilização inédita, o BNDES, Petrobras, Coopercitrus, Grupo Heineken, CEDAE, Energisa, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eneva, Minerva Foods, Norte Energia, CTG, Philip Morris Brasil e Fundo Vale anunciaram uma meta de investimento de R$ 700 milhões em 7 anos. Além da restauração propriamente dita, a iniciativa Floresta Viva também está focada no fortalecimento da estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de restauração. Espera-se atingir entre 20 mil e 30 mil hectares de área restaurada, com a retirada de 7 a 10 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, considerando um ciclo de crescimento da vegetação de 25 anos.

A Floresta Viva conta com o apoio do FUNBIO, entidade sem fins lucrativos com larga experiência em gestão financeira de projetos ambientais, que foi selecionado por meio de Chamada Pública. O FUNBIO será responsável pela organização das chamadas públicas de projetos de restauração ecológica e também terá a atribuição de receber os recursos do BNDES e de outras instituições e repassá-los aos projetos selecionados, bem como acompanhar as atividades e resultados.

Fonte: Banco do Brasil

 

Broto do BB disponibiliza informações de clima e balanço hídrico

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A partir da seleção do município, é possível localizar dados como temperatura, precipitação, radiação, velocidade do vento, ponto de orvalho, nascer e pôr do sol, previsão climática para os próximos dias, além do balanço hídrico para o tipo de solo selecionado.

Esse serviço é fundamental, pois o clima é um fator de incerteza para o produtor rural e o seu acompanhamento é decisivo para o sucesso dos empreendimentos agropecuários.

Além disso, a informação de balanço hídrico auxiliará o produtor rural a monitorar a quantidade de água disponível no solo, ajudando-o a controlar a irrigação ou planejar manejos para a evolução vegetativa da lavoura.

O Banco do Brasil e o INMET celebraram, em outubro de 2019, um Acordo e Cooperação Técnica para desenvolvimento de soluções envolvendo dados climáticos. A partir desse acordo trabalharam em conjunto para desenvolver novas soluções junto ao Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), que tem como objetivo apoiar usuários do setor agrícola em suas tomadas de decisão, auxiliando no planejamento e manejo agropecuário.

“Essa parceria é mais um passo do INMET para encontrar valor na financeirização dos dados meteorológicos. A união com o Banco do Brasil é uma construção importante. As ações dessa parceria são só um primeiro passo de um projeto que pode gerar valor para o produtor rural brasileiro a partir dos dados meteorológicos”, disse o diretor do INMET, Miguel Lacerda.

Para Antonio Chiarello, Diretor de Agronegócios do BB “a parceria com o INMET/Mapa. A amplia o desenvolvimento de soluções voltadas para disseminação de informações e dados aos produtores rurais, contribuindo positivamente para os processos de acompanhamento e gestão de todas as etapas do ciclo de produção”.

Rogério Pio, executivo do Broto, diz ser “um privilégio para a plataforma disponibilizar essa importante solução aos produtores rurais brasileiros”. O propósito do Broto é reunir, em um só lugar, tudo que o produtor precisa para gerir o seu negócio e tomar boas decisões no dia a dia.

“Dessa forma, é essencial disponibilizar dados confiáveis sobre clima, evapotranspiração, balanço hídrico e o armazenamento de água do solo. Esse recurso, somado às nossas soluções de loja virtual (produtos e serviços), crédito, seguros, cursos e notícias, torna nosso ecossistema cada vez mais completo e robusto, gerando efetivamente valor à atividade agropecuária”, avalia Pio.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil lança mais um ETF inovador com a temática agro

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A BB Asset Management, gestora de fundos de investimento do Banco do Brasil, iniciou a oferta de investimentos do novo BB ETF IFBOI B3 Fundo de Índice. O fundo tem como objetivo refletir as oscilações do índice Futuro de Boi Gordo (IFBOI B3), que acompanha o desempenho do preço dos contratos futuros dessa commodity, com taxa de administração de apenas 0,45% ao ano.

Para investir nesse ETF, negociado na bolsa brasileira pelo ticker BBOI11, os clientes poderão manifestar sua intenção de compra das cotas até 24/11. A reserva também estará disponível em diversos distribuidores de produtos de investimento do mercado, além do próprio BB.

O BBOI11 vem a mercado com um preço inicial de R$ 10,00 e reserva mínima de R$ 100,00 para investimento (representado o mínimo de 10 cotas adquiridas) e estará disponível para aplicação por investidores em geral. Após a oferta destas reservas de investimento, o ETF poderá ser negociado no mercado secundário, em operações de compra e venda no ambiente da bolsa de valores.

O índice IFBOI foi lançado recentemente pela B3 e permitiu que o mercado criasse produtos como ETFs. Segundo Mario Perrone, diretor comercial e de produtos da BB Asset, “lançamos o BBOI11, mais um ETF da temática Agronegócios, pois acreditamos no potencial desse segmento. A pecuária de corte movimentou R$ 900 bilhões em 2021 e esse produto inovador possibilita que nossos investidores se posicionem nesse ativo para hedge ou diversificação”.

O CORN11 reforça a presença do Banco também como originador de soluções para investimentos por seus clientes, ampliando o portfólio já existente alinhado ao Agro com os fundos BB Ações Agro, BB Fiagro (negociado na bolsa pelo ticker BBGO11), BB ETF IAgro (negociado na bolsa pelo ticker AGRI11) e BB ETF IFMILHO (negociado na bolsa pelo ticker CORN11).

Informações básicas do fundo:
– taxa de administração: 0,45% ao ano
– índice de referência: IFBOI B3
– gestor: BB Asset
– auditor: Deloitte
– valor da cota: R$ 10,00
– negociação: ticker BBOI11

Cronograma
– Período de reservas: até 24/11/2022
– Liquidação financeira da oferta: 28/11/2022
– Início da negociação de cotas na bolsa: 24/11/2022

A BB Asset Management é líder da indústria de fundos de investimento, com patrimônio líquido sob gestão de R$ 1,43 trilhão em recursos e 20% de participação de mercado, conforme ranking de Gestores de Fundos de Investimento da Anbima (setembro/2022). Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating – Fitch Rating e Moody´s.

Fonte: Banco do Brasil

 

BB anuncia investimento estratégico na Bitfy, fintech de blockchain

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O Banco do Brasil anuncia o investimento estratégico na Bitfy, startup brasileira especializada em infraestrutura para operações com blockchain e criação de aplicações utilizando a tecnologia. O aporte é o primeiro realizado através do BB Impacto ASG, fundo de Corporate Venture Capital do Banco do Brasil que, sob gestão da VOX Capital, está orientado para a geração de impacto positivo.

A chegada da Bitfy na carteira de investimentos do BB amplifica a estratégia de tornar o Banco cada vez mais reconhecido como uma empresa de tecnologia e inovação. As soluções da startup podem ser utilizadas, por exemplo, em campanhas que utilizam NFTs e tokenização de ativos, o que inclui produtos do Banco do Brasil.

Por parte do Banco, o investimento visa otimizar as aplicações e sistemas internos da instituição, desenvolvendo soluções mais eficientes para democratizar o acesso a produtos financeiros, como pagamento e crédito, e não financeiros, como ativos agrícolas e carbono. Clientes pessoas físicas e jurídicas serão beneficiadas.

Fausto Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, enxerga a tokenização como uma excelente oportunidade para melhoria e ganho de eficiência dos negócios atuais e criação de novos negócios. “O BB acredita que a tendência de tokenização ampliará opções de investimento e adicionará fontes interessantes de financiamento para empresas. Por este motivo, buscamos o investimento estratégico na Bitfy, para acelerar o desenvolvimento de soluções neste sentido”.

Fundada em 2017 por Lucas Schoch, a Bitfy possui entre os investidores a Borderless Capital, Algorand Capital e Dash Investment Foundation, especializados no mercado blockchain. A startup facilita a relação de empresas com esse ecossistema de inovação em blockchain, permitindo o desenvolvimento de soluções para troca de valor ou informação. A proposta de valor está na criação de soluções descentralizadas, transparentes e seguras, promovendo ampliação de acesso.

O BB Impacto ASG tem como objetivo investir e impulsionar startups de base tecnológica que endereçam problemas socioambientais com foco em fintechs, agritechs, govtechs, e startups com soluções que buscam melhorar a experiência digital dos clientes do Banco.

O fundo prioriza empresas nos estágios Seed e Série A, e a previsão é ter até 15 empresas no portfólio.

“O investimento na Bitfy em parceria entre o Banco do Brasil e a VOX é muito estratégico por diversos ângulos. Ao aproximar a instituição financeira mais experiente do Brasil rumo ao desenho de um arranjo financeiro mais eficiente e democrático, é possível incluir pessoas hoje à margem do sistema financeiro tradicional devido a inúmeros gargalos que a tecnologia blockchain permite solucionar”, diz Marcos Olmos, sócio e gestor da VOX Capital.

“Agora que selamos essa parceria estratégica, Bitfy e Banco do Brasil, iremos impulsionar a adoção da nova economia DeFi [finanças descentralizadas], desenvolvendo a infraestrutura necessária para ampliar a autonomia e democratizar a utilização e acesso ao ecossistema de ativos digitais em todo o Brasil”, comenta Lucas Schoch, fundador e CEO da Bitfy.

Sobre a Bitfy: A Bitfy oferece um produto de infraestrutura como serviço desenvolvido por meio de tecnologia proprietária ao longo de dez anos por especialistas em Blockchain, oferecendo um hub one-stop-shop que abstrai a complexidade da construção de soluções via blockchains, completamente seguro devido a criptografia de ponta a ponta e as etapas de autenticação de dois fatores.

Sobre a VOX Capital: Fundada em 2009, a VOX Capital é a primeira e principal gestora de investimentos de impacto do Brasil. A empresa desenvolve soluções financeiras atrativas, em que o fluxo de dinheiro gera abundância, equidade e transformações socioambientais positivas. Além disso, ela atua para democratizar o acesso a investimentos de impacto a todo tipo de investidor – do profissional ao varejo. Desde sua fundação, a VOX Capital já investiu mais de R$ 650 milhões.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil termina terceiro trimestre com 22 milhões de chaves Pix

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O Banco do Brasil totalizou 22 milhões de chaves Pix cadastradas por seus clientes no terceiro trimestre de 2022. De acordo com seu relatório financeiro, 93% das transações deste arranjo de pagamentos estão concentradas no canal mobile. O banco também destaca no período 2 milhões de transações de pagamentos aos mesários que participaram das eleições para o auxílio alimentação.

No open finance, a instituição relatou que 1 milhão de seus clientes compartilharam dados de outros bancos com o BB no terceiro trimestre de 2022, sendo que 85% deles receberam ofertas personalizadas por meio dos dados compartilhados. Outra solução do sistema financeiro aberto, o iniciador de pagamentos via Pix, teve R$ 500 mil transferidos de outros bancos para o BB em seu primeiro mês de atividade.

Na base deste movimento estão as APIs. Segundo o reporte, o banco fechou o terceiro trimestre de 2022 com 21 APIs negociais com chamadas em produção, 40% de aumento ante 15 de um ano antes. Em APIs regulatórias, o BB saltou de duas para 15. E a quantidade de parceiros com chamadas em produção dobrou de 2,5 mil para 5 mil.

Fonte: Mobile Time

Cassi: diretoria convoca reunião com entidades para admitir rombo de R$ 366 milhões

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De forma intempestiva e desrespeitando a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as entidades representam os associados (Anabb, Aafbb e Faabb), diretores e representantes de conselhos da Cassi, convocaram para a tarde desta segunda-feira (14) uma reunião onde admitiram déficit de R$ 366 milhões no Plano Associados.

“Elencamos uma série de problemas. Primeiro, parece que a Cassi quer assumir o papel da Comissão de Empresa, que representa os associados na entidade de assistência dos funcionários do BB. Segundo, finalmente admitiu a situação de déficit do Plano Associados, que denunciamos diversas vezes, bem antes de os novos eleitos da Cassi tomarem posse, em junho deste ano. E, além de tudo isso, apresentaram uma proposta vergonhosa, que onera apenas os associados, com aumento de coparticipação que pode chegar a 50%. Isso impactaria apenas aos associados, pois o banco não colocaria um tostão na coparticipação”, denuncia o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga.

Ele observa ainda que a decisão de aumentar a coparticipação, foi levada para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo na manhã desta segunda, antes da reunião com as entidades. “Então, ao que tudo indica, eles chamaram essa reunião, no período da tarde, já com uma proposta, na tentativa de que as entidades que representam os trabalhadores homologassem”, completa.

“Todos nós, de forma unânime, não aceitamos as propostas colocada na mesa pela Cassi. Porque a única oferta foi reajustes naquilo que fere diretamente os associados, como se o adoecimento fosse culpa única e exclusivamente deles, o que não é. Muito dos associados carregam doenças provocadas no trabalho, pelas metas abusivas. Então, o banco tem que ser responsabilizado”, pondera Fukunaga.

Trabalhadores vinham alertando

“A postura das diretorias da Cassi, formada por indicados do BB e eleitos do chamado Grupo Mais, não é transparente com os associados, que até hoje só sabem da real situação deficitária por denúncias das entidades representativas dos trabalhadores”, pontua Fukunaga ao destacar que sucessivas matérias foram publicadas somente ao longo deste ano sobre o déficit que vinha se acumulando no Plano Associados.

“Quando o material de campanha da chapa que a Contraf-CUT apoiava falou do déficit, a Comissão Eleitoral da Cassi veio para censurar, para que fosse retirado de circulação. Entretanto, essa proibição não estava no regulamento das eleições e, agora, passado algum tempo, estávamos certos. Ou seja, admitiram que já vinha ocorrendo déficit, porque o déficit operacional da Cassi começa durante o ano e não agora nesses últimos meses”, completa Fukunaga, observando que a administração teve tempo suficiente para promover mudanças estruturais que proporcionassem sustentabilidade no longo prazo.

“Esconderam esse déficit porque tinham uma chapa concorrendo, apoiada pelo banco e por diretores já presentes na entidade, entre eles o [Carlos Emílio] Flesch, [diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes], pertencente ao Grupo Mais. Então perguntamos: o banco admite que apoiava o Grupo Mais nas eleições da Cassi, o que explica a razão de ter escondido o déficit operacional? Por isso que não deixou a outra chapa publicar sobre o déficit e tirou o relatório Visão Cassi do ar por cerca de seis meses?”, questiona Fukunaga.

Entidades têm propostas

O coordenador da CEBB destaca que os representantes dos trabalhadores não aceitaram o programa de contingenciamento colocado na mesa pela direção da Cassi, por onerar única e exclusivamente os associados. Ele ainda destacou que já existem propostas das entidades, dentre elas estão o retorno da taxa administrativa, já acordada na Reforma Estatutária; recursos de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre ressarcimento de ações trabalhistas, onde parte que é devida pelo banco seria direcionada à Cassi; e por fim, que o BB, como patrocinador, assuma das despesas que a Cassi teve no combate à covid-19.

“Parte dessas propostas já foram aceitas e reconhecidas pelo banco o que falta da Cassi é cobrar. Então, porque onerar os associados antes de cobrar que o banco responda a esses pedidos? E como são capazes de propor essa discussão que onerar os associados, na véspera de mudança do governo? Ou seja, essa atual administração, indicada pelo banco, quer mostrar somente agora serviço, onerando o associado com o lucro astronômico que o BB teve, sendo que pode ser que eles saiam da Cassi, com as mudanças no Planalto?”, pontua Fukunaga.

Estratégia Saúde da Família

“Com a Reforma Estatutária de 2018/2019, a Cassi assumiu o compromisso de ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF). E eles nunca apresentaram o relatório a respeito desse compromisso. Hoje foi dito que temos 240 mil famílias na ESF e que a meta colocada pelo presidente da Cassi é crescer 600 mil em apenas seis meses. Ou seja, o que eles não fizeram em cinco anos, querem fazer em seis meses?”, conclui o coordenador da CEBB, arrematando que, em 2018, a Accenture, empresa de consultoria contratada pela própria Cassi, já recomendava a ampliação do modelo que melhora resultados de saúde, otimizando custos.

Fonte: Contraf_CUT

Justiça suspende decisão que garante Cassi aos oriundos da Nossa Caixa

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A 3ª Vara do Trabalho de Brasília acolheu pedido do Banco do Brasil para suspender, em caráter temporário, decisão que dava à empresa o prazo de 20 dias para conceder aos trabalhadores oriundos do Banco Nossa Caixa (BNC) a possibilidade de ingresso à Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), nas mesmas condições dos bancários originários do BB.

“A decisão é desta segunda-feira (7) e ainda será publicada”, destacou a advogada do escritório Crivelli Associados, Renata Cabral, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) que, na ação, participa como amicus curie (amigo da corte, em latim), termo que designa um agente que auxilia com subsídios técnicos.

“Essa ação civil pública pertence ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que, após a decisão anterior, beneficiando os bancários oriundos do BNC, pediu a extensão da sentença aos empregados egressos do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) e do Banco do Estado do Piauí (BEP), além de seus dependentes”, explicou Renata.

O argumento apresentado pelo BB para conseguir a suspensão temporária da decisão foi que ainda não houve o trânsito em julgado de recurso feito pelo banco. A empresa também ingressou com embargos de declaração que estão em análise no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na ação de conhecimento.

No despacho proferido nessa segunda, a juíza responsável destacou também que “o pedido do MPT sobre a extensão da decisão [para os oriundos dos outros bancos incorporados] será oportunamente decidido quando do julgamento dos embargos de declaração, opostos na decisão que determinou a execução”, pontuou a advogada Renata Cabral.
Mesa de negociação

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, afirmou que o movimento sindical continuará observando o andamento desta ação na Justiça. “A nossa prioridade, por outro lado, continua sendo o debate do tema na mesa de negociação com o banco. Temos a expectativa de que, com a mudança de governo, vamos avançar nas pautas de interesses de todos os funcionários de bancos incorporados, tanto nos direitos de acesso à Cassi quanto à Previ”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Justiça determina que BB garanta Cassi aos oriundos da Nossa Caixa

Publicado em: 07/11/2022

Em ação judicial impetrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que conta com o apoio da Contraf-CUT, o juiz Francisco Luciano de Azevedo Frota, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, determinou que o Banco do Brasil ofereça, no prazo de 20 dias, o ingresso na Cassi, nas mesmas condições dos funcionários originários do BB, aos bancários oriundos do Banco Nossa Caixa. Há pedido de extensão aos oriundos do Banco do Estado do Piauí e Banco do Estado de Santa Catarina, que ainda será analisado pelo Juiz.

Cabe recurso por parte do banco. “Trata-se de uma decisão proferida em pedido de cumprimento de sentença, que tem origem em ação civil pública, ainda tramitando no Tribunal Superior do Trabalho. O banco tem 20 dias, a contar da data de sua notificação, para oferecer aos funcionários egressos dos bancos incorporados a possibilidade de acesso à Cassi”, disse Renata Cabral, advogada do escritório Crivelli Associados, que representa a Contraf-CUT na ação.

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, assim como a Contraf-CUT, acompanhará de perto o cumprimento da decisão judicial pelo Banco do Brasil. “A decisão proferida em favor dos bancários oriundos dos bancos incorporados é uma ótima notícia. A Contraf-CUT, o Sindicato e todo o movimento sindical bancário está nesta luta há mais de dez anos. É bom lembrar também que ela não afasta a nossa atuação negocial junto ao banco, na qual temos uma mesa permanente para tratar do tema”, diz a dirigente do Sindicato e bancária do BB, Adriana Ferreira.

“Seguiremos acompanhando de perto o cumprimento desta decisão judicial por parte do BB, de forma a assegurar os direitos destes trabalhadores”, afirma Felipe Garcez, secretário jurídico do Sindicato e bancário do BB.

A decisão foi tomada no último dia 26 de outubro. O magistrado pontuou que, em caso de descumprimento, o BB terá que pagar multa de R$ 300 por dia, por empregado prejudicado.

“O movimento sindical sempre priorizou a negociação, e temos mesa com o banco, cobrando os interesses de todos os funcionários de bancos incorporados, incluindo os aposentados e seus dependentes”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “No atual governo, de Bolsonaro, o banco não se propôs a negociar a questão dos incorporados. Continuaremos batalhando por essa via, porque nós acreditamos no poder da negociação”, continuou.

Há mais de uma década os trabalhadores do banco, que foi incorporado pelo BB em novembro de 2009, reivindicam, com o apoio do movimento sindical, acesso ao mesmo plano de saúde dos demais colegas. “O acesso à Cassi para todos já foi, inclusive, campanha nossa e motivo de várias lutas. Avançamos em vários pleitos no que tange o Acordo Coletivo, mas, essa discussão, especificamente, sempre foi adiada pelo banco”, pontuou Fukunaga, completando que a Contraf-CUT apoia a ação na condição de amicus curie (amigo da corte, em latim), termo que designa um agente que auxilia a Corte com subsídios técnicos.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (com Contraf-CUT)

Transição do Banco do Brasil será comandada por presidente do banco

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O presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Fausto Ribeiro, deve ser o principal contato na instituição com o governo de transição, que começa nesta quinta, 3, segundo apurou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Ribeiro foi o primeiro dirigente de uma instituição pública do governo Bolsonaro a falar sobre a transição. “Como integrante da administração pública o BB sempre cumpriu com a legislação que estabelece as regras de transição entre governos. O BB mantém sua postura de prestar neste momento todas as informações que forem solicitadas”, afirmou em curta declaração divulgada pelo banco.

O executivo ficará responsável por receber as demandas da administração atual e da equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A questão foi definida em reunião na terça-feira, de acordo com fontes que pediram anonimato.

Além do nome de Ribeiro, foram definidos outros executivos do banco que também vão auxiliar no processo. Um deles é o do vice-presidente corporativo, Ênio Ferreira, disseram fontes. Será o responsável pela cessão e pela organização do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O banco já recebeu o pedido de uso do espaço.

O BB prepara uma apresentação inicial com números do banco para atualizar o governo eleito sobre o panorama atual da instituição. Essa responsabilidade deve ficar com a Diretoria de Estratégia e Organização, chefiada por Paulo Guimarães, afirmou outra fonte.

No mercado, há dúvidas quanto à postura que Lula terá em relação aos bancos públicos, o que se refletiu nas ações do BB após o segundo turno. No dia seguinte ao pleito, o banco perdeu mais de R$ 5 bilhões em valor de mercado na B3. Procurado, o BB não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Infomoney

BB Asset anuncia sua primeira parceria com gestora de fundos independente, a Occam

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A BB Asset, gestora de fundos de investimentos do Banco do Brasil, anunciou a sua primeira parceria comercial com uma gestora de fundos independente, a Occam, com foco em crédito privado. Esse mercado anda amadurecendo no Brasil, ainda mais após a alta da Selic, que aumentou a atratividade desses títulos.

A sinergia é uma medida em direção à modernização da BB Asset, a maior empresa do ramo do país, com R$ 1,5 trilhão sob gestão. A casa é conhecida pelo seu tamanho, mas também por ser mais devagar no processo de sofisticação dos produtos.

As gestoras manterão a gestão de fundos segregada, mas planejam explorar sinergias entre as equipes. Serão criados produtos exclusivos para clientes da BB Asset e outros abertos a diferentes públicos.

A BB Asset afirma que o seu objetivo é expandir a sua atuação em fundos com estratégias mais sofisticadas e suprir a crescente demanda de seus clientes por diversificação.

“Estamos atentos à concorrência e desejamos manter nossa liderança, diversificar nossas receitas e oferecer as melhores opções de investimentos para nossos clientes”, afirma Aroldo Medeiros, diretor-presidente da BB Asset.

Além disso, a empresa disse que estava estruturando áreas para analisar e colocar para dentro das carteiras ativos cada vez mais sofisticados, entre elas, uma mesa de análise e operações de renda fixa ativa, com o objetivo de comprar títulos com retornos acima do CDI.

A Occam possui R$ 10 bilhões em ativos sob gestão e é uma gestora de fundos multimercados, ações, previdência e crédito. A Nova Occam, braço da Occam dedicado a crédito, possui uma equipe com 25 anos de experiência nesse mercado.

Fonte: Valor Investe

Prédio do Centro Cultural Banco do Brasil será cedido para governo de transição

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O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, informou à CNN que o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, será cedido para o funcionamento do governo de transição. O prédio foi utilizado pela equipe de transição de Jair Bolsonaro em 2018, no período de transição com o governo de Michel Temer, do MDB.

Segundo relatos feitos à CNN, nesta terça-feira (1), integrantes da Casa Civil visitaram o local e integrantes do Banco do Brasil já começaram a montar a estrutura para a equipe que será liderada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin.

A expectativa é de que as primeiras reuniões entre integrantes do atual e do novo governo ocorram nesta quinta-feira (3). Caberá ao ministro da Casa Civil comandar o processo de transição pela administração federal.

O gabinete da Presidência da República em São Paulo, no prédio do Banco do Brasil na Avenida Paulista, também deve ser cedido para a equipe de transição.

A equipe petista aguarda também uma opção da atual gestão para a permanência do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro, dias antes da cerimônia de posse.

A residência oficial que costuma ser usada pelo presidente eleito é a Granja Torto. O local, no entanto, tem sido utilizado atualmente para a moradia do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Fonte: CNN Brasil

 

É hora de fugir das estatais? As perspectivas após as eleições

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As ações das estatais Petrobras (PETR3; PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) amargaram queda de 8,47%, 7,04% e 4,64% no primeiro pregão após o resultado da eleição presidencial. Investidores refletiram o aumento da incerteza em relação às estratégias que serão empregadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No entanto, esse movimento foi passageiro e, depois do susto inicial, os papéis viraram para um movimento de recuperação, levando ao patamar pré-eleitoral. A exceção ficou para a petrolífera, cujas ações preferenciais ainda acumulam perdas de 8% na semana até ontem (3).

É hora de vender Petrobras? Ainda é cedo para dizer, pois há muita indefinição pela frente. Em um relatório, o banco de investimentos americano JP Morgan escreveu que as ações da petrolífera não irão refletir totalmente os fundamentos até que investidores tenham clareza sobre as mudanças na gestão. “Isso deve levar, em nossa opinião, pelo menos seis meses”, escreveram os analistas na segunda-feira (31).

Com isso, fica a dúvida: o que fazer com os papéis das estatais? Para Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos, agora não é hora de fugir das ações, mas sim de revisitar a tese de investimento e verificar se as premissas que fizeram o investidor entrar no papel continuam ou se mudaram drasticamente com a nova abordagem política.

Segundo o especialista, as perspectivas para as estatais ainda são de muita precaução. Isso ocorre por conta da política econômica não estar definida, o que causa apreensão no mercado, em especial em relação ao teto dos gastos. “A dúvida sobre um risco fiscal pode assustar”, diz Alves.

Apesar da deterioração de margem no primeiro momento, Alves frisa que os ativos são atemporais, só que com o porém do risco político embutido. Assim como qualquer investimento, é preciso ficar atento para ajustar a posição se necessário.

Neste caso, o especialista lista dois pontos fundamentais para atenção. A primeira é como será feita a transição de governo: “É necessário avaliar se não ficará nenhum ‘esqueleto’ na sala para a próxima gestão resolver”.

Já a segunda, é o que tem deixado o mercado em dúvida: a política econômica do governo de Lula. “É necessário ver se vai ser mais do mesmo dos outros mandatos ou se terá um alinhamento.”

Para ele, também há duas questões importantes para acompanhas na economia brasileira: a inflação e ajuste de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. “Se o processo inflacionário voltar a ser um grande problema para o governo, é muito provável que em especial Petrobras e elétricas sejam chamadas à mesa para ‘ajudar’ na redução da inflação”. Segundo Alves, isso com certeza vai impactar o preço das ações. “Se rememoramos 2012 e 2016, elas chegaram a bater mínimas históricas por conta desse movimento.”

Marcelo Oliveira, CFA e co-fundador da Quantzed, diz que não apostaria em estatais neste momento. “É preciso entender que os planos do próximo governo para empresas como Petrobras e Banco do Brasil não são atraentes para os investidores em geral. Os barulhos afastam investidores que buscam dividendos nesse tipo de empresa madura”, diz.

Em relatório, a Rico Investimentos também recomenda evitar empresas com maiores riscos políticos, principalmente estatais. “Dito isso, seguimos recomendando posições defensivas, diante do cenário ainda incerto.”

Em nota, a XP Investimentos citou a volatilidade para as estatais como certa no curto prazo. “Não temos um caminho claro para a política futura do próximo governo. Com isso, devemos continuar vendo maior volatilidade para a Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3).”

A XP, inclusive, removeu exposição da petrolífera da carteira citando os riscos políticos. “Mas temos a PetroRio (PRIO3) como a top pick dentre as empresas juniores do setor por enquanto”, escreveram os analistas em relatório.

A Ativa Investimentos concorda com a preferência pela PetroRio (PRIO3). Para os especialistas, a escolha é por ela ser privada e poder capturar o movimento de alta da commodity de forma integral, sem passar por ruídos políticos.

“Ainda gostamos da Petrobras (PETR3, PETR4), mas estamos atentos aos nomes que devem surgir para comandar a estatal e ditar os novos rumos”, escreveram os analistas.

Outro lado

Após a conclusão das eleições, o Goldman Sachs revisou suas posições em ações do Brasil. Em relatório divulgado na segunda-feira, o banco de investimentos norte-americano diz acreditar que as ações de consumo serão mais positivas.

“Ele [Lula] afirmou que manterá um programa de transferência social de renda para famílias de baixa renda (R$ 160 bilhões anualizados ou 1,5% do PIB de 2023 estimado). Embora as forças inerciais ainda estejam em jogo, a inflação está diminuindo para itens de linha importantes, como combustíveis e comida, onde os preços até sofreram deflação mês a mês”, escrevem os analistas do banco.

Para o Goldman Sachs, mesmo sem um viés geográfico direto, o estímulo às famílias de baixa renda tende a beneficiar indiretamente mais o Nordeste do que outras regiões, devido à demografia da região, onde mais indivíduos dependem desses benefícios.

“Nesse sentido, observamos que quaisquer políticas/programas de gastos que apoiem a região de forma mais direta podem ser positivos para as empresas com maior exposição ao Nordeste”, diz o banco de investimentos em relatório.

Os destaques são Carrefour (CRFB3), que possui 28% de lojas na região, assim como o Assaí (ASAI3), que tem os mesmos 28% de participação. Em seguida aparece o Magazine Luiza (MGLU3), com 22%.

Já para a Rico Investimentos, empresas boas pagadoras de dividendos e em setores como o bancário, elétrico, de saneamento, varejo, construção de baixo poder aquisitivo, educação e consumo essencial são opções mais atraentes neste momento de incerteza política.

Em relatório, a XP Investimento cita que as ações de educação, varejo e habitação popular devem se beneficiar dos resultados eleitorais.

A Ativa vê que, com um possível incentivo maior nas políticas sociais, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida (MCMV) e Fies, construtoras de baixa renda como MRV (MRVE3), Direcional (DIRR3), Tenda (TEND3) e o setor de educação Yduqs (YDUQS3), Cogna (COGN3), Anima (ANIM3), Ser (SEER3) podem aproveitar melhor o momento.

As informações desta reportagem são de caráter exclusivamente informativo e não constituem recomendação de investimento.

Fonte: Forbes

 

Sindicato e BB debatem home office, condições de trabalho e metas no Cenesp

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Recentemente, sindicalistas reuniram-se com administradores dos prefixos vinculados a Diretoria de Operações (DIOPE), situados no Centro Empresarial Santo Amaro em São Paulo (CENESP), e com a área de Gestão de Pessoas em São Paulo (GEPES-SP) a fim de tratar de questões ligadas ao home office, condições de trabalho e cobrança de metas.

Pontuou-se a preocupação com o fato de o corpo gerencial estar exagerando na cobrança de metas e utilizando o teletrabalho como “moeda de troca” para alocação dos trabalhadores nesta modalidade de trabalho.

Apesar da regra interna do banco preconizar apenas 30% do quadro dos funcionários em home office e de ausências programadas, o movimento sindical esperava que, já no início do Trabalho Remoto Institucional (TRI) houvesse rodizio programado entre os funcionários dentro do percentual estipulado pelo BB, para que todos pudessem ser contemplados.

Até agora, contudo, houve pouca movimentação neste sentido, e denúncias apontam que colegas já em home office estão sendo ameaçados a sair deste regime de trabalho, caso não atinjam as metas do período; e bancários que não estão em teletrabalho são coagidos ao cumprimento imediato das metas.

“Este método de cobrança de metas é muito ruim. Deixa na mão da gerência média a decisão de colocar em home office quem acharem melhor, com critérios pouco conhecidos e subjetivos. Isto tem aumentado as reclamações sobre conflitos nos locais de trabalho e assédio”, afirma Diego Pereira, o Peppe, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

“Estamos acompanhando denúncias feitas na Ouvidoria Interna que expõem a falta de clareza nesse tipo de definição e, também, mas contendas pessoais entre gestores e subordinados, piorando o ambiente de trabalho”, acrescenta o dirigente.

Os sindicalistas solicitaram, portanto, que seja estabelecido um rodízio com a participação de todos os colegas, sem exceção, e o cumprimento daquilo que está estabelecido na norma interna da empresa: que o teletrabalho seja uma opção para colegas que possam e queiram fazer, e haja a elegebilidade do processo, até a instauração das mesas de negociação sobre teletrabalho junto aos negociadores do banco. A administração dos Centros de Negócios vinculados à DIOPE em SP no CENESP se comprometeu a analisar esta solicitação.

“A empresa já possui como ferramenta as avaliações na GDP atreladas ao ATB [acordo de trabalho] para a cobrança de metas dos funcionários, que também são vinculadas ao recebimento de PLR e programa de premiação (PDG), não havendo necessidade de se punir, cobrar e ameaçar duas vezes os bancários pelo atingimento das metas. Esta postura pode aumentar o assédio moral e piorar o clima organizacional nas unidades, bem como afetar negativamente a relação entre gestores e demais colegas”, alerta Willame de Lavor, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

A reivindicação dos sindicatos e da Contraf-CUT é o aumento do percentual de colegas em home office para até 100% do quadro funcional, e de mais de 50% da jornada semanal em teletrabalho, com pagamento de ajuda de custo e demais benefícios.

São estas as reivindicações – agora corroboradas pelos relatos dos colegas dos prefixos vinculados à DIOPE – que serão apresentadas, no dia 21 de novembro, na mesa de negociação com o BB sobre o tema. Nesta mesa o banco irá apresentar o resultado dos projetos pilotos sobre o tema realizados em algumas áreas sobre.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Gratificação suprimida por justo motivo depois de 11 anos não se incorpora a salário

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A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho absolveu o Banco do Brasil S.A. da obrigação de incorporar ao salário de uma bancária uma gratificação de função recebida por mais de dez anos, mas suprimida após a aplicação de pena de censura. Os ministros reforçaram que, pelo item I da Súmula 372 do TST, a incorporação decenal apenas não é devida quando o retorno ao cargo sem gratificação se dá por justo motivo, como ocorreu no caso julgado.

A súmula prevê que o empregador não pode retirar a gratificação de função recebida por dez ou mais anos quando não houver justo motivo para o retorno do empregado ao seu cargo efetivo, tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. A bancária perdeu a função de gerente após o banco aplicar pena de censura em decorrência de ação disciplinar que descobriu diversas falhas cometidas por ela.

Na ação judicial, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) manteve sentença que deferiu o pedido da ex-gerente para incorporar ao salário a gratificação suprimida. Ao ressaltar que a pena de censura já teve como consequência a sua reversão a cargo sem função de confiança, o TRT entendeu que o Banco do Brasil não poderia, pelo mesmo fundamento, afetar a estabilidade financeira resultante da gratificação recebida por mais de dez anos, sob o risco de punir a empregada duas vezes pelo mesmo fato, “o que é vedado pelo ordenamento jurídico”.

Relator do recurso do banco ao TST, o ministro Márcio Eurico Vitral Amaro afirmou que a Súmula 372 estabelece que a reversão por justo motivo impede a incorporação. De acordo com ele, em vista de o Regional não ter afastado o justo motivo, indefere-se a integração da parcela à remuneração.

A decisão foi unânime.

Fonte: Jusdecisium

Banco do Brasil e Livelo restituirão cliente vítima de golpe por SMS

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A juíza de Direito Ana Lucia Xavier Goldman, da 28ª vara Cível de São Paulo, condenou o Banco do Brasil e a Livelo a restituírem R$ 51.980 a cliente que foi vítima de golpe e teve suas contas invadidas por falha na segurança. A juíza considerou que a responsabilidade das instituições financeiras é objetiva, não havendo a necessidade de culpar seus clientes pelo acesso de terceiros a informações sigilosas.

Narra a vítima que recebeu em seu celular um link via SMS sobre pontos a expirar no programa Livelo. Ao digitar sua senha, suspeitou da ação e tentou contato com a instituição para confirmar a veracidade do recebido, mas não obteve sucesso.

Ainda, a mulher diz ter bloqueado seu código, e tentado novamente contato com o banco alguns dias após o ocorrido, que a orientou a alterar a senha pelo terminal de autoatendimento.

Entretanto, recebeu novamente uma ligação que julgou ser da central, cujo interlocutor obtinha seus dados de transações anteriores, razão pela qual acreditou na veracidade e compartilhou novamente suas informações de segurança. Logo em seguida, percebeu a existência de três transferências indevidas em sua conta, nos valores de R$ 49 mil, R$ 50 mil e R$ 49,4 mil.

Segundo a mulher, conseguiu estorno de duas das três transferências, apenas ao acionar a delegacia de polícia especializada, mas sofreu prejuízo material de R$ 49 mil.

Em defesa, as empresas contestaram o feito e defenderam a culpa exclusiva da cliente.

Fonte: Migalhas

 

Banco do Brasil é primeiro a oferecer Pix via Open Finance no WhatsApp

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O Banco do Brasil disponibiliza nesta semana a opção de fazer um Pix via WhatsApp BB (61 4004-0001) utilizando o saldo da conta de outro banco, por meio da estrutura do Iniciador de Pagamentos do Open Finance. O BB é o primeiro banco no mundo a oferecer a transação de Pix via Open Finance no WhatsApp e foi também o primeiro grande banco a ser habilitado a operar como instituição ITP (iniciador de transações de pagamento) e a ofertar essa possibilidade em seu aplicativo.

Para Fausto Ribeiro, presidente do BB, o iniciador de pagamentos do Open Finance vai transformar o jeito como as pessoas gerem suas finanças e ampliar a disputa por ser o aplicativo de preferência do cliente. “Queremos conquistar a relevância na vida das pessoas em todos os momentos. Somos os primeiros a oferecer essa facilidade aos nossos clientes no WhatsApp, uma das ferramentas mais usadas no dia a dia pelos brasileiros, e onde já é possível realizar uma série de transações financeiras aqui pelo Banco do Brasil”, reforça.

Inicialmente, o cliente vai poder trazer recursos de uma conta que possui em outros bancos para o BB. A ideia é que aos poucos essa possibilidade de usar o saldo em outros bancos para realizar transferências ou pagamentos seja integrada a outras funcionalidades do nosso assistente virtual, como o pagamento de parcelas e faturas, por exemplo. Atualmente, temos cerca de 12 milhões de clientes que utilizam o WhatsApp para consultas e transações.

Como funciona

Toda jornada ocorre em formato de conversa com o assistente virtual do BB no WhatsApp, deixando a experiência bem fluida para o cliente. Para iniciar uma transferência, o cliente deve digitar “trazer dinheiro de outro banco” no WhatsApp BB e receberá uma mensagem para escolher a instituição de onde quer trazer o saldo. A lista de instituições já abrange mais de 90% dos bancos com os quais os clientes se relacionam também, e será expandida gradualmente.

Depois, o cliente irá escolher o valor a ser transferido, confirmar e será direcionado ao canal da instituição escolhida para confirmar a transferência. Após a confirmação, automaticamente, o usuário será direcionado de volta para o WhatsApp BB e pronto. A transação utiliza a estrutura da iniciação de pagamentos do Open Finance. Para utilizar essa funcionalidade, não é necessário que o cliente tenha consentimento para compartilhamento de dados com o BB.

Pioneirismo e geração de valor para o cliente

Em se tratando de Open Finance e WhatsApp, o Banco do Brasil conquista diversas marcas, que o colocam como uma referência no tema:

Open Finance
• 1º banco da América Latina a fazer uma operação estruturada de Open Banking, em junho de 2017, com lançamento do Portal do Desenvolvedor (developers.bb.com.br)
• 1º banco a estabelecer uma parceria de Open Banking negocial no Brasil, em agosto de 2017
• 1ª instituição a oferecer a jornada do consentimento completa no Open Banking regulatório em todos os canais (agosto de 2021)
• 1º grande banco habilitado a operar como iniciador de pagamentos (abril de 2022)
• 1º banco do mundo a disponibilizar a jornada do consentimento do Open Finance no whatsapp BB (61 4004-0001) (agosto de 2022)
• 1º banco a disponibilizar aos clientes a transferência de recursos de outros bancos via Pix, sem sair do aplicativo BB

WhatsApp
• 1º banco a oferecer contratação de CDC (maio de 2022);
• 1º banco a entregar Informe de Rendimentos;
• 1º banco com jornada completa do Pix (novembro de 2020);
• 1º banco com serviços de INSS;
• 1º banco a entender mensagens de voz;
• 1º banco com renegociação de dívidas;
• 1º banco com registro de boleto;
• 1º banco com autorização de débito automático;
• 1º banco a disponibilizar a consulta e pagamento de obrigações DDA;
• 1º banco a disponibilizar a solicitação de portabilidade de salário.

Atualmente, mais de 1,2 milhão de clientes compartilham dados de outros bancos com o Banco do Brasil, o que possibilita uma série de benefícios já em vigor:

Vantagens já disponíveis para clientes que compartilham dados
• Minhas Finanças Multibanco (personal financial manager – pfm)
• Assessoria de investimentos
• Reavaliação automática do limite de cartão
• Ofertas personalizadas de empréstimo
• Orientação sobre o uso de crédito rotativo
• Upgrade de modalidade de cartão
• Atualização automático de cadastro
• Adequação do modelo de relacionamento
• Cashback na Loja BB (app) com base no consumo do cliente

O que é ITP
A iniciação de pagamentos é um serviço que está no escopo do Open Finance no Brasil. As instituições iniciadoras de transações de pagamento (ITPs), como o Banco do Brasil, precisam ser autorizadas pelo Banco Central e seguir diretrizes previstas em regulação específica. Na prática, o serviço simplifica o processo de pagamento ou transferência de recursos, ao integrar um canal digital (que receberá o crédito) com as instituições detentoras de conta (que serão debitadas). Assim, um consumidor ou uma empresa conseguirá realizar um débito em sua conta – por enquanto utilizando o Pix – diretamente no site ou aplicativo de quem recebe, sem a necessidade de acessar o app de seu banco para concluir o pagamento ou transferência. Além de melhorar a experiência do cliente, o processo tende a reduzir custos, já que reduz as etapas (de 7 para 3) de um pagamento digital e tende a reduzir também o abandono de compras no e-commerce, já que o pagamento acontece na hora, sem atrito.

Fonte: Banco do Brasil

Após fim das eleições, analistas veem “riscos potenciais” no BB

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Na segunda-feira (31), após as eleições do segundo turno de 2022 no domingo (30), o Goldman Sachs atualizou suas estimativas para o Banco do Brasil (BBAS3). Os analistas do Goldman Sachs mantiveram recomendação de “compra” para as ações do Banco do Brasil, com o preço-alvo de R$ 46. Não esperam impacto do resultado da Eleição de Lula para presidente no curto prazo. Mas já veem o ativo descontado em relação aos seus pares no setor privado.

O Goldman Sachs avalia que pode haver maior incerteza para o BB até que haja definição sobre o futuro das políticas públicas. Além disso, o banco destacou a melhora na lucratividade do Banco do Brasil para o máximo de 10 anos.

Entretanto, os riscos potenciais para a rentabilidade do Banco do Brasil incluem as renegociações de crédito e aumento de empréstimos, já mencionados por Lula em campanha, disseram os analistas.

Segundo o Goldman, ainda que o Banco do Brasil tenha uma governança corporativa como defesa, o CEO é nomeado a critério do Governo Federal e poderia mudar a estratégia da companhia.

“Embora não tenhamos opinião sobre o possível curso de ação do presidente eleito, os bancos do setor público historicamente tiveram rentabilidade menor em períodos de expansão de market share”, destacaram os analistas.

Na análise de sensibilidade do Goldman Sachs, a cada 1% de aumento no custo de capital do BB o preço-alvo cai em 9%, enquanto um declínio de 1% no ROE (Retorno sobre patrimônio) sustentável reduziria sua meta de preço em 14%.

Além disso, o Banco do Brasil deve atingir ROE de 19,2% este ano, na expectativa do Goldman Sachs, no nível mais alto desde 2012. Enquanto isso, esperam o ROE normalizar para 16 a 17% nos próximos anos.

O Banco do Brasil informou, por meio de nota, que irá prestar todas as informações que forem solicitadas no processo de transição do atual governo para a gestão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. “Como integrante da administração pública, o BB sempre cumpriu com a legislação que estabelece as regras de transição entre governos. O BB mantém sua postura de prestar neste momento todas as informações que forem solicitadas.”

Conforme noticiado mais cedo, a equipe econômica também se prepara para participar de forma “transparente” do governo de transição. Conforme fontes consultadas pelo Broadcast, os projetos e medidas que estão em estudo na pasta hoje serão repassados ao novo governo.

Pela lei que regula o governo de transição, o presidente eleito conta com uma equipe de 50 membros para participar do processo de atualização sobre os principais pontos da administração pública federal pelos próximos dois meses.
Petrobras é rebaixada por analistas após resultado das eleições

As ações da Petrobras (PETR4) são alvo de uma revisão de cenário em massa desde a noite de domingo (30), quando Lula (PT) ganhou a disputa eleitoral.

Apesar da recomendação de compra para as ações da Petrobras, a XP cortou o preço-alvo para os papéis, de R$ 47,30 para R$ 35,50. Para a casa, a percepção de risco político aumentou, apesar da Lei das Estatais ainda blindar a empresa.

Ainda assim, entendem PETR4 como um papel relativamente descontado e não estimam grandes mudanças na política financeira da empresa.

“Vemos os patamares de preços das ações da Petrobras reduzidos, especialmente considerando o rendimento dos dividendos (30% em 2023 e 65% entre 2024 e 2027)”, comentam.

Fonte: Suno Research

 

 

Recolocação em fundos de pensão no novo governo conta até com headhunter

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Com a troca do governo, dirigentes dos principais fundos de pensão de estatais chegaram até a contratar headhunters (caçadores de talentos) para costurar indicações em outras fundações de previdência ou órgãos ligados à administração indireta.

Um desses executivos é Bruno Dias, presidente da Petros, o bilionário fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. Funcionário de carreira do BNDES, ele é ligado a Solange Vieira, indicada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar a Susep (Superintendência de Seguros Privados).

A missão de seu headhunter é difícil: desvincular seu nome de Gustavo Montezano, presidente do BNDES, e de Solange Vieira, junto ao PT.

Uma das saídas será lembrar que Solange Vieira foi presidente da Anac, a agência da aviação, durante o primeiro mandato de Lula.

Por meio de sua assessoria, Bruno Dias negou ter contratado headhunter para deixar a fundação.

Ele disse que segue “focado no comando da fundação” e que, sob sua gestão, os dois planos de benefício definido mais importantes do Petros apresentaram um superávit depois de 9 anos.

Na diretoria da Funcef e da Previ (Banco do Brasil), três executivos falaram com a coluna sob a condição de anonimato. Afirmam que já acionaram lideranças partidárias da base de apoio de Lula para arranjar indicações. Um deles também acionou um recrutador com interlocução junto a políticos do PT e do PSB para fazer a ponte.

Na Funcef, o PDT, partido do ex-deputado Carlos Lupi, é o que vem recebendo mais pedidos para cargos em bancos estatais, fundos de pensão ou na Previc, o órgão regulador desse setor.

Segundo um dos dirigentes da Funcef envolvido, quem coordena essa movimentação por cargos no PDT é o diretório nacional.

Lupi deu apoio a Lula no segundo turno da campanha eleitoral em momento decisivo para a formação da chamada “frente ampla”, que garantiu a vitória ao petista.

Fonte: Yahoo Notícias

PrevMais: período de alteração de percentual de contribuição e da forma de recebimento

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Em novembro, participantes ativos, autopatrocinados, aposentados e pensionistas do plano PrevMais poderão realizar alterações que refletirão no próximo ano. Portanto, é importante estar atento, analisar a sua situação previdenciária e realizar a melhor escolha.

As alterações poderão ser solicitadas durante todo o mês de novembro e as mudanças passam a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2023.

Os participantes ativos e autopatrocinados podem realizar a alteração do percentual de contribuição mensal do plano PrevMais. Vale ressaltar que, quanto mais investir em sua previdência agora, maior poderá ser o seu benefício quando se aposentar.

Outro ponto importante é que as contribuições são paritárias, ou seja, o patrocinador contribui com o mesmo percentual. Portanto, quanto maior a contribuição do participante, maior a acumulação, pois é dobrada (*). Além disso, todos os participantes podem deduzir suas contribuições do IR até o limite de 12% de sua renda bruta anual tributável (no caso de declaração completa).

Já os participantes assistidos que optaram pela renda mensal programada em percentual ou prazo no PrevMais poderão realizar alteração em ambos.

Destacamos que a alteração somente poderá ser realizada no portal, não sendo mais necessário o envio do formulário para o Instituto. Esse processo torna mais fácil para o participante exercer a sua opção de alteração de forma mais autônoma.

Para alterar a sua opção, acesse o autoatendimento e faça o login. Em seguida, localize a aba “PrevMais” > “Alterações”.

Fonte: Economus

BC: lucro dos bancos chega a R$ 138 bilhões nos 12 meses encerrados em junho

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O lucro líquido do sistema bancário foi de R$ 138 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2022, resultado 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos 12 meses encerrados em junho de 2021. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado nesta quinta-feira, 3, pelo Banco Central (BC).

Já o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do sistema bancário atingiu 15,1% em 12 meses até junho de 2022, a mesma taxa registrada em dezembro do ano passado.

Segundo o BC, a rentabilidade do sistema bancário deve se manter resiliente, mas o cenário econômico marcado por condições financeiras restritivas e inflação elevada, exige atenção por parte das instituições.

O lucro líquido do sistema bancário foi de R$ 138 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2022, resultado 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos 12 meses encerrados em junho de 2021. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado nesta quinta-feira, 3, pelo Banco Central (BC).

Já o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do sistema bancário atingiu 15,1% em 12 meses até junho de 2022, a mesma taxa registrada em dezembro do ano passado.

Segundo o BC, a rentabilidade do sistema bancário deve se manter resiliente, mas o cenário econômico marcado por condições financeiras restritivas e inflação elevada, exige atenção por parte das instituições.

A autoridade monetária ainda alertou que uma eventual piora da atividade econômica e deterioração da qualidade do crédito podem afetar os resultados dos bancos à frente.

Cenário global

O Banco Central no REF que o cenário global se deteriorou, mas o sistema financeiro das principais economias segue resiliente. Segundo o BC, há preocupações com a manutenção da política de covid-zero e a contração do mercado imobiliário na China, assim como com as consequências do conflito geopolítico para a inflação e para a economia da Europa.

“Entretanto, testes de estresse realizados pelas jurisdições indicam que o sistema financeiro global permanece preparado para suportar choques adicionais, o que minimiza a preocupação levantada na PEF Pesquisa de Estabilidade Financeira com cenário externo”, ponderou o BC no relatório.

Crédito

O Banco Central também mostrou que o crescimento do crédito amplo no Brasil continuou condizente com os fundamentos econômicos, mas alertou que a materialização do risco de crédito aumentou no primeiro semestre deste ano devido a concessões mais arriscadas nos períodos anteriores. As avaliações está contidas no Relatório de Estabilidade Financeira.

Segundo o BC, a materialização do risco para as famílias cresceu de forma relevante este ano no crédito não consignado, no cartão de crédito e no financiamento de veículos. Além disso, a autarquia afirmou que a capacidade de pagamento dos tomadores de crédito piorou, mesmo diante da recuperação econômica e do aumento do emprego. “O cenário ainda é de renda das famílias cada vez mais comprometida com dívidas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado.”

O BC destacou que o crédito não consignado permanece crescendo mais em operações de maior risco, sem garantia ou com garantia fidejussória. Em relação aos veículos, o órgão disse que ainda predomina o financiamento de usados, com prazos mais longos.

O lucro líquido do sistema bancário foi de R$ 138 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2022, resultado 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos 12 meses encerrados em junho de 2021. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado nesta quinta-feira, 3, pelo Banco Central (BC).

Já o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do sistema bancário atingiu 15,1% em 12 meses até junho de 2022, a mesma taxa registrada em dezembro do ano passado.

Segundo o BC, a rentabilidade do sistema bancário deve se manter resiliente, mas o cenário econômico marcado por condições financeiras restritivas e inflação elevada, exige atenção por parte das instituições.

A autoridade monetária ainda alertou que uma eventual piora da atividade econômica e deterioração da qualidade do crédito podem afetar os resultados dos bancos à frente.

Cenário global

O Banco Central no REF que o cenário global se deteriorou, mas o sistema financeiro das principais economias segue resiliente. Segundo o BC, há preocupações com a manutenção da política de covid-zero e a contração do mercado imobiliário na China, assim como com as consequências do conflito geopolítico para a inflação e para a economia da Europa.

“Entretanto, testes de estresse realizados pelas jurisdições indicam que o sistema financeiro global permanece preparado para suportar choques adicionais, o que minimiza a preocupação levantada na PEF Pesquisa de Estabilidade Financeira com cenário externo”, ponderou o BC no relatório.

Crédito

O Banco Central também mostrou que o crescimento do crédito amplo no Brasil continuou condizente com os fundamentos econômicos, mas alertou que a materialização do risco de crédito aumentou no primeiro semestre deste ano devido a concessões mais arriscadas nos períodos anteriores. As avaliações está contidas no Relatório de Estabilidade Financeira.

Segundo o BC, a materialização do risco para as famílias cresceu de forma relevante este ano no crédito não consignado, no cartão de crédito e no financiamento de veículos. Além disso, a autarquia afirmou que a capacidade de pagamento dos tomadores de crédito piorou, mesmo diante da recuperação econômica e do aumento do emprego. “O cenário ainda é de renda das famílias cada vez mais comprometida com dívidas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado.”

O BC destacou que o crédito não consignado permanece crescendo mais em operações de maior risco, sem garantia ou com garantia fidejussória. Em relação aos veículos, o órgão disse que ainda predomina o financiamento de usados, com prazos mais longos.

“Nesse sentido, cresce a preocupação com o efeito de eventual frustração da atividade econômica sobre a materialização do risco de crédito. Diante de tal quadro, o Comef (Comitê de Estabilidade Financeira) reiteradamente tem avaliado ser importante as IFs continuarem preservando a qualidade das concessões”, explicou.

O órgão também disse que os ativos problemáticos (APs) das microempresas aumentaram, apesar do forte crescimento da carteira. “O apetite ao risco das IFs seguiu elevado no crédito para microempresas e para famílias. A estimativa da qualidade das contratações para as microempresas ao longo do primeiro semestre manteve-se em nível inferior à dos períodos anteriores”, disse o BC.

Índice de Liquidez

O Índice de Liquidez (IL) do Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 2,2 em dezembro do ano passado para 1,9 em junho de 2022, conforme a mediana divulgada no Relatório de Estabilidade Financeira.

Esse indicador é usado para avaliar a capacidade de pagamento de instituições financeiras em relação a suas obrigações. Ele representa a relação entre os ativos mais líquidos do sistema bancário e a honra de seus compromissos em um prazo de 30 dias. Quanto maior o número, mais confortável é a situação de liquidez dos bancos.

Já o Índice de Liquidez Estrutural (ILE) não foi atualizado no REF. A última informação disponível é a de dezembro de 2021, quando chegou a 1,3, considerando a mediana. O desejável é ter um índice perto ou acima de 1, já que esse termômetro serve para verificar quanto as instituições possuem de recursos estáveis em seus passivos para fazer frente a um ativo de mais longo prazo – seja ele crédito, investimento ou participação societária, entre outros.

Fonte: Infomoney

Artigo: O que as pessoas reclamam sobre os bancos?

Publicado em:

Wilson Fernandes Negrão*

Sabemos que os bancos estão sujeitos a uma série de regras e regulamentações, mas, não é fácil para os clientes saberem quais são essas regras e como elas se aplicam a eles.

Diante disso, surgem situações em que os consumidores, lesados ou frustrados abrem reclamações perante estas instituições. Pois bem, neste artigo, serão abordadas as principais reclamações dos consumidores contra os bancos, a seguir:

Atendimento ao cliente

Liderando a lista de reclamações, o Atendimento ao Cliente é a líder dentre as reclamações, sendo que, os principais motivos de reclamação são

  • A demora na solução de problemas
  • A falta de informações claras
  • O atendimento ruim
  • A falta de transparência nos serviços prestados pelos bancos
  • As altas taxas cobradas pelas instituições

Recomenda-se que, para evitar problemas com o atendimento, seja realizada pesquisa prévia antes de escolher um banco para realizar operações e estar atento às taxas cobradas pelo banco e ler com atenção todos os documentos assinados.

Problemas com cartões de crédito e débito

Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), o número de cartões em circulação no país ultrapassou a marca dos milhões em 2017.

Mas, o quão convenientes eles são, eles causam em problemas aos seus usuários, consumidores reclamam principalmente por:

  • cobranças indevidas
  • taxas abusivas
  • problemas na utilização do cartão

Seja pela tarifa de “manutenção” (cobrada anualmente pelo simples fato de o cliente possuir um cartão, mesmo que não utilizado) ou pela tarifa de “emissão”, que é cobrada quando o cliente solicita um novo cartão, mesmo que estejam sendo emitidos para substituir um cartão já existente e que não está vencido ou pelas taxas abusivas, os consumidores também reclamam dos problemas na utilização do cartão.

Muitos relataram ter tido seus cartões bloqueados sem motivo aparente ou ter sido impedidos de realizar determinadas operações mesmo dentro do limite. Outro problema bastante comum é o atraso na liberação do crédito nas compras parceladas, o que pode causar muitos transtornos aos consumidores.

Para evitar esses problemas, é importante ficar atento às condições estabelecidas pelo banco no contrato do cartão e verificar regularmente sua fatura para verificar se há alguma cobrança indevida. Além disso, caso tenha algum problema com o seu cartão, não hesite em entrar em contato com o banco para solicitar uma solução.

Cobrança de tarifas abusivas e enganosas

Os bancos, inúmeras vezes, cobram tarifas abusivas e enganosas aos seus clientes, o que acaba encarecendo o custo total dos produtos financeiros. Além disso, os bancos recebem milhares de reclamações por supostamente enganar seus clientes quanto às informações claras a respeito das taxas cobradas, às vezes omitindo informações importantes e não dando as devidas explicações sobre os custos envolvidos.

Falha na aprovação de empréstimos

Mesmo quando cumprem todos os requisitos, os consumidores não conseguem a aprovação de empréstimos e quando conseguem os juros estão altíssimos, o que pode custar-lhes mais dinheiro no longo prazo. Isso é muito mais comum do que parece e pode ter um plano de fundo claro (Registrato)

Oposição à mudança de banco

A portabilidade de conta bancária é um processo que pode ser realizado pelo consumidor para transferir a titularidade da sua conta para outro banco. No entanto, muitos consumidores têm reclamado que esse processo é burocrático e difícil de ser realizado.

Falta de transparência nas comissões bancárias

A falta de informações claras infelizmente é comum nas operações envolvendo bancos, seja pela necessidade que as coisas aconteçam rápido por conta das metas, seja por qual motivo for, fato é que os bancos pecam muito nesse ponto e os maiores prejudicados são os consumidores. Dessa forma os bancos são acusados rotineiramente de não serem transparentes ou de não dar as devidas explicações e informações sobre as taxas e tarifas cobradas aos seus clientes.

*É advogado especialista em Direito Bancário, sócio fundador da Fernandes e Fernandes Advocacia Especializada

Fonte: Migalhas

 

Prévia de balanços: Banco do Brasil e BTG Pactual devem ser os destaques do 3T22

Publicado em: 28/10/2022

A temporada de resultados do 3T22 para o setor financeiro começa nesta semana. Entre os bancos, a nosso ver, Banco do Brasil, BTG Pactual e Itaú devem ser os principais destaques positivos.

Tratando das instituições que não são bancos, esperamos que a BB Seguridade e a Cielo apresentem os resultados mais fortes, enquanto o IRB Brasil RE pode decepcionar mais uma vez.

Esperamos que o Banco do Brasil apresente resultados muito fortes no 3T22, com boa evolução da renda líquida com juros e expansão do lucro líquido das empresas investidas. O lucro líquido do Banco do Brasil deve avançar para o topo de seu guidance revisado.

O Itaú Unibanco deve continuar a apresentar bons resultados, mantendo seu bom momento de resultados, especialmente no negócio de crédito, sustentando uma forte rentabilidade financeira junto aos clientes. Esperamos que o lucro cresça 19% no ano, mantendo o ROAE na marca de 21%.

O BTG Pactual também deve apresentar bons resultados no 3T22, apoiados pelo desempenho consistente da gestão de patrimônio e ativos e empréstimos corporativos e ventos favoráveis da alta da taxa Selic na linha de juros e outros.

O Bradesco deve apresentar resultados medíocres, em função de uma renda líquida com juros ainda negativa com o mercado e uma pequena deterioração na qualidade do crédito.

Por outro lado, o Bradesco deve continuar reportando uma boa recuperação do Negócio de Seguros (principalmente dos resultados operacionais).

Também esperamos que o Santander reporte contratempos de renda líquida com juros com o mercado e altos níveis de inadimplência, enquanto o desempenho de sua carteira de crédito pode continuar abaixo de seus principais pares privados, levando seu lucro líquido a registrar uma ligeira queda em relação ao ano anterior.

Entre os bancos de médio porte, o Banco Pan pode apresentar resultados medíocres principalmente sobre a inadimplência ainda elevada.

O Banrisul pode apresentar números fracos, com resultado inferior, mesmo considerando eventos não recorrentes (de provisões cíveis e trabalhistas).

Entre as Seguradoras, a BB Seguridade deve apresentar outro resultado muito bom, após forte desempenho em prêmios emitidos (rural e prestamista), suportando também receitas de corretagem e normalização de sinistros.

A Porto poderá apresentar melhores números no segmento de seguros de automóveis, com prémios crescendo fortemente, sinistralidade com ligeira melhoria na comparação trimestral e alguma recuperação nos resultados financeiros líquidos.

Do lado negativo, o IRB deve apresentar resultado negativo, impactado por um índice de sinistralidade muito alto (especialmente de Prejuízos Rurais).

Esperamos um desempenho positivo para a Cielo, que deve continuar melhorando seus resultados, em suas duas divisões: Cielo Brasil (com melhora do MDR) e Cateno (com bons volumes transacionados). Além disso, projetamos o crescimento de lucro líquido para a Cielo de 8% na comparação anual.

Em relação à B3, ela pode continuar apresentando resultados medíocres, refletindo o desempenho mais fraco do segmento de ações listadas (que refletiu menor valor de mercado das ações listadas), levando o lucro líquido a apresentar uma ligeira queda na comparação anual.

Fonte: Safra

 

Lucro dos grandes bancos deve chegar aos R$ 25 bilhões no terceiro trimestre

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Quem acompanha os balanços dos grandes bancos brasileiros deve estar se sentindo preso num feitiço do tempo. Ao longo de 2022, as expectativas dos analistas para os resultados das instituições financeiras têm se repetido a cada safra de balanços e, para o terceiro trimestre, temos uma nova reprise.

Assim como nas temporadas anteriores de balanços, os investidores devem ficar atentos mais uma vez, aos indicadores tradicionais de qualidade dos ativos dos bancos, muito mais do que aos lucros.

O principal deles é a inadimplência, mas o foco também recai sobre os dados de renegociações de dívidas e venda de carteiras ‘podres’.

Ainda que um aumento da inadimplência já seja esperado, os resultados e as justificativas da direção dos bancos para os números serão essenciais para traçar um cenário para as instituições no curto prazo.

A piora da inadimplência pode levar, por exemplo, a uma desaceleração da contratação de créditos mais arriscados, afetando a margem financeira no ano que vem.

Nada disso, porém, vai tirar os bancões do trilho dos lucros bilionários. A expectativa é que o resultado combinado de Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander atinja R$ 25 bilhões, o que representa um avanço de 9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

O duplo efeito da alta dos juros nos bancos

O cenário macroeconômico para os bancos não tem sido dos mais construtivos. A taxa básica de juros, a Selic, chegou a 13,75%. Se por um lado o juro alto é bom para as instituições financeiras, por outro pode ser uma armadilha em razão do endividamento cada vez maior das famílias.

Na última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o total de lares brasileiros com dívidas a vencer chegou a 79,3%.

Dentre os consumidores mais pobres, a proporção passou de 80,3%, o maior nível da série histórica da pesquisa, iniciada em 2010. A inadimplência acelerou para 30%, também o maior patamar da série histórica.

Ainda assim, dados do Banco Central indicam que o crescimento do crédito continua em níveis saudáveis, mesmo que em desaceleração. Ao mesmo tempo, os spreads bancários — ou seja, a diferença entre os juros que o banco paga e os juros que ele cobra — continuam em níveis recorde.

Para os analistas do Santander, isso deve ser suficiente para mitigar os impactos da inadimplência, que está concentrada em empréstimos sem garantia, como, por exemplo, cartão de crédito.

Quais bancos se sairão melhor?

É quase consenso que o Bradesco (BBDC4) e o Santander (SANB11) terão o pior desempenho no terceiro trimestre, enquanto o Itaú (ITUB4) e o Banco do Brasil (BBAS3) serão, novamente, os destaques positivos.

Quem inaugura a safra de balanços é o Santander, que divulga os resultados na quarta-feira(26), antes da abertura do mercado.

Na segunda semana de novembro, os outros bancos publicam seus balanços um após o outro: Bradesco no dia 8, Banco do Brasil no dia 9 e Itaú no dia 10.

Santander (SANB11)

Data do balanço: 26 de outubro (antes da abertura)
Lucro projetado para o 3º tri 2022: R$ 2,991 bilhões (-30% ante o 3º tri de 2021)*

Praticamente nenhum analista que cobre os grandes bancos tem palavras positivas para dizer sobre o Santander neste trimestre.

O tom geral é de piora da margem financeira com os clientes e também com o mercado, além de recuo do lucro tanto na comparação trimestral quanto na comparação anual.

A expectativa é de que a inadimplência continue com viés de alta, mas com menos ímpeto do que nos trimestres anteriores. No segundo trimestre, as dívidas vencidas há mais de 90 dias chegaram a 2,9%, um índice estável em relação ao primeiro trimestre.

No entanto, em se tratando especificamente dos clientes pessoa física, a inadimplência vem em trajetória de alta nos últimos 12 meses. No mês de junho, o índice desses clientes chegou a 4,1%, acima dos níveis pré-pandemia.

“A qualidade dos ativos deve continuar se deteriorando, mesmo considerando os níveis altos de renegociações, levando a custos altos de provisões”, afirmou o Bank of America em relatório.

Bradesco (BBDC4)

Data do balanço: 8 de novembro (depois do fechamento)
Lucro projetado para o 3º tri 2022: R$ 6,749 bilhões (estável ante o 3º tri de 2021)*

As projeções para o Bradesco no terceiro trimestre não estão tão ruins quanto as do Santander, mas tampouco estão otimistas.

A expectativa dos analistas é de que o Bradesco apresente resultados “sem brilho”, com avanço das receitas líquidas de juros, mas sem efeito no lucro trimestral.

Além disso, o mercado espera por mais uma piora da inadimplência, que vem seguindo uma trajetória ascendente desde que atingiu os níveis mais baixos durante o primeiro ano da pandemia.

No segundo trimestre, as dívidas vencidas há mais de 90 dias chegaram a 3,5% da carteira do Bradesco, com destaque para os clientes pessoa física e pequenas e médias empresas.

O Itaú BBA, que vinha recomendando compra das ações do Bradesco desde o primeiro trimestre deste ano, desistiu depois de calcular as expectativas para o terceiro trimestre.

“Não apenas a inadimplência ainda está em alta, mas houve contaminação do portfólio de pequenas e médias empresas”, disseram os analistas em relatório.

Assim, o Itaú BBA mudou a recomendação das ações do Bradesco para neutro.

Banco do Brasil (BBAS3)

Data do balanço: 9 de novembro (depois do fechamento)
Lucro projetado para o 3º tri 2022: R$ 7,245 bilhões (+41% ante o 3º tri de 2021)*

Queridinho dos analistas, o Banco do Brasil deve entregar resultados sólidos mais uma vez neste trimestre. Alguns preveem, inclusive, que suas próprias projeções de lucro podem estar mais baixas do que os números que o banco público vai, de fato, apresentar.

A expectativa é de crescimento tanto do lucro líquido quanto da margem financeira, associados a uma carteira de crédito saudável.

“Além disso, as receitas de tarifas também devem ser fortes nas comissões de administração de fundos e contas correntes, compensando parcialmente as maiores despesas operacionais com aumentos de salários”, afirmaram analistas do Bradesco BBI.

A inadimplência deve ter uma piora marginal, ao mesmo tempo que os custos com provisões devem crescer em linha com o guidance do banco para o ano.

Vale ressaltar que os resultados espetaculares do Banco do Brasil neste ano fizeram a direção revisar suas próprias projeções.

No início do ano, a previsão interna era de que o lucro total de 2022 ficaria entre R$ 23 e 26 bilhões. Mas após os fortes resultados do primeiro semestre, a projeção passou para entre R$ 27 e R$ 30 bilhões.

A empolgação com o momento do Banco do Brasil é tanta que quase todos os analistas recomendam comprar as ações. Alguns gestores, inclusive, reforçam o coro, dizendo que os papéis estão baratos.

Itaú Unibanco (ITUB4)

Data do balanço: 10 de novembro (depois do fechamento)
Lucro projetado para o 3º tri 2022: R$ 8,036 bilhões (+18,5% ante o 3º tri de 2021)*

Último banco grande a publicar seus resultados nesta temporada, o Itaú deve ver novo aumento dos lucros e também das margens com os clientes e com o mercado.

O consenso de mercado indica que o lucro trimestral do Itaú deve ultrapassar os R$ 8 bilhões no terceiro trimestre. Caso isso se concretize, será o maior da história dos bancos brasileiros.

O mercado prevê, ainda, que a qualidade dos ativos do Itaú deve permanecer melhor do que a dos concorrentes, mas com ligeiro aumento da inadimplência e das provisões.

“Vemos chances de que as receitas com tarifas venham melhores do que o previsto, dada à boa performance dos seguros, mas, por outro lado, as despesas de curto prazo (opex) também devem vir acima do previsto devido aos impactos do reajuste salarial anual”, afirmou o Bank of America.

Apesar das projeções otimistas para o Itaú, ele não é o preferido dos analistas, que veem as ações do Banco do Brasil com maior potencial.

Fonte: Seu Dinheiro

 

A poucos dias da eleição, presidente do BB entra em campo para negar privatização

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Fausto Ribeiro, o presidente do Banco do Brasil, gravou e postou um vídeo de 1m45, para negar que haja qualquer decisão do governo Bolsonaro em privatizar o Banco do Brasil. O vídeo é uma óbvia exigência da campanha presidencial.

Desestatizar o BB é assunto polêmico. Não se mexe neste tipo de vespeiro em véspera de eleição. Ribeiro disse que esta é uma “informação sem qualquer fundamento” :

— Posso que nunca tratei deste assunto com com qualquer integrante do governo.

Ribeiro precisa, no entanto, se entender com Paulo Guedes. A vários interlocutores o ministro da Economia tem repetido que, se Jair Bolsonaro for reeleito, o BB é o primeiro de uma lista de estatais intocáveis que ele quer desestatizar. A Petrobras seria a segunda.

Fonte: O Globo

 

Funcionários do Banco do Brasil temem privatização

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Funcionários do Banco do Brasil estão preocupados com a sinalização, cada vez mais forte, do atual governo de privatizar a entidade. O ministro da Economia, Paulo Guedes, que continuará no cargo caso ocorra a reeleição, conseguiu tirar do papel a privatização de Eletrobrás, Correios e BR Distribuidora, tendo manifestado diversas vezes que o BB está “na fila”.

“Observamos preocupados esse interesse de vender o BB, que coloca em risco tanto o futuro dos trabalhadores quanto o futuro do país, dada a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do país e como indutor da economia local”, avalia Rafael Matos, que foi o primeiro Representante dos Funcionários (Caref) eleito no Conselho de Administração do BB.

Ainda em 2020, o atual presidente da República declarou em uma entrevista à Veja seu interesse em entregar o banco ao mercado somente em 2023, portanto, em caso de reeleição. Em entrevista mais recente à mesma revista, ele voltou a defender as privatizações sob o argumento de que “quanto mais Estado, pior”.

A atual Caref, Débora Fonseca, destaca também que o medo de privatização é um sentimento crescente entre os colegas, “porque são recorrentes as falas do ministro da Economia colocando o BB na pauta de privatizações”, por isso, a eleição presidencial passa a ter uma importância especial. “Precisamos avaliar qual candidato se compromete não só com a manutenção do banco, mas também com sua utilização como mecanismo de recuperação econômica”, pondera.

Desmonte silencioso

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, alerta que o BB passou, nos últimos quatro anos, por um processo de redução no número de agências e funcionários, que remete ao mesmo caminho que levou à privatização de outros bancos públicos. “Foram mais de 1.500 agências fechadas e mais de 10.500 funcionários dispensados no período”, relata.

Fernanda Lopes, funcionária do BB e secretaria de Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pontua que, “além de reduzir a oferta de serviço bancário à população”, o processo de encolhimento do banco sobrecarrega os trabalhadores, com aumento de denúncias de assédio moral e metas abusivas.

“Há necessidade de mais contratações pelo BB, não apenas para reequilibrar as tarefas entre os funcionários, mas também para melhorar o atendimento aos clientes, porque, nesse processo de desmonte, periferias e pequenas cidades são as que mais sofrem com filas de espera”, completa.

Fonte: Contraf-CUT

 

Polo compra Banco do Brasil e Petrobras e vê proteção na lei das estatais

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Mesmo com os riscos políticos sobre empresas estatais a dias das eleições presidenciais, a Polo Capital avalia que este não é o momento de ficar de fora de Banco do Brasil (BBAS3) e Petrobras (PETR3;PETR4), ainda que com posições reduzidas, diz o sócio e gestor Conrado Rocha, em entrevista.

A gestora, que administra um patrimônio de R$ 4,3 bilhões de acordo com a Anbima, estava fora de ambas as estatais, mas decidiu montar posições após o primeiro turno das eleições, aproveitando os preços descontados.

Rocha avalia que há proteções legais construídas nos últimos anos que não devem ser revertidas, independentemente de quem vencer a eleição presidencial em 30 de outubro.

Além da lei das estatais, ele destaca que o Banco do Brasil conta ainda com o crivo do Banco Central, regulador do setor e que teve sua autonomia aprovada.

As ações das estatais têm reagido ao cenário eleitoral, pois o mercado avalia que um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva poderia significar menos independência e eficiência dessas empresas, na comparação com uma reeleição de Jair Bolsonaro.

“Banco do Brasil pode até cair logo após as eleições no caso de Lula vitorioso, mas está tão barato e tem tanta proteção com lei das estatais e pelo Banco Central que achamos difícil cair demais depois de passado 1, 2 ou 3 meses”, disse, acrescentando não acreditar que Lula gastaria capital político importante no primeiro ano para alterar a lei das estatais.

No caso de Petrobras, Rocha avalia que a empresa “é a petroleira mais barata do mundo” e que, em caso de uma vitória de Jair Bolsonaro, “teria espaço para ganhar muito”, o que justificaria a posição da gestora. “Mas todo mundo tem medo, então a posição é pequena.”

A gestora, que adota uma estratégia long short com operações de compra e venda de ativos dentro de um mesmo setor, também possui posições dentro de outros segmentos que têm reagido às sinalizações políticas. Ao contrário das estatais, o setor educacional se favoreceu depois que Lula sinalizou a volta de um programa de financiamento estudantil nos moldes do Fies, caso eleito.

Nesse caso, Rocha coloca Ânima e Ser Educacional no topo da lista. Ânima é, inclusive, a segunda maior posição do fundo hoje. “Mesmo sem o Fies, entendemos que está tão barato que o discurso do Lula chamou a atenção para o setor.” O sócio da Polo optou ainda por Tenda no setor de construção civil.

Ele também vê espaço para empresas alavancadas se beneficiarem do fim do ciclo de alta de juros e da redução de risco político, passadas as eleições. No setor de saúde, as empresas favorecidas são Kora, Dasa e Rede D’Or.

Fonte: Money Times