BB pretende levar Wi-Fi gratuito a até 500 municípios brasileiros

Publicado em: 29/04/2021

O Banco do Brasil patrocinará a instalação de sinal gratuito de Wi-Fi em até 500 municípios do interior do país. “Acreditamos na inovação e na tecnologia para a inclusão digital e financeira, transformando a vida das pessoas”, afirma Fausto Ribeiro, presidente do BB. O programa terá apoio de correspondentes bancários como pontos propagadores de transformação digital, contando com esses pontos de Wi-Fi para a população. Ribeiro reforça o foco na experiência do cliente, com eficiência e aceleração da transformação digital, ações que geram valor com sustentabilidade nos negócios do Banco.

A ação faz parte do programa “Valoriza Wi-Fi”, que pretende proporcionar transformação social a partir do incentivo ao aculturamento digital brasileiro com educação financeira, investimento em infraestrutura, fomento ao empreendedorismo.

O programa promove a conexão entre o Banco e a sociedade em geral, com clientes podendo realizar transações bancárias em segurança, especialmente em momento de pandemia, por exemplo, de modo rápido, fácil e prático e seguro. O programa deverá atender a escolas, postos de saúde, unidades de segurança pública, aldeias indígenas, quilombos, assentamentos rurais e outros equipamentos públicos. “Expectativa é ampliar o relacionamento com clientes com os pontos de internet ilimitada, gratuita e de alta velocidade em diversas cidades do país, fortalecendo o papel do BB no apoio ao desenvolvimento regional”, reforça Fausto.

O Valoriza Wi-Fi conta com parceria com o Ministério das Comunicações e com o Sebrae para apoio aos pequenos empresários.

Fonte: Banco do Brasil

 

Banco do Brasil pode ampliar carteira digital ainda em 2021

Publicado em:

O Banco do Brasil deve aprimorar sua carteira digital com aplicativo próprio e estrutura para pagamento de contas e recebimento de valores até o fim do segundo semestre deste ano. A ideia é permitir que qualquer usuário tenha acesso ao sistema, mesmo sem ser correntista do banco.

O produto será melhorado a partir da carteira digital já utilizada pela instituição financeira desde o ano passado para repassar os benefícios emergenciais a mais de 3 milhões de usuários durante a pandemia. A promessa foi feita pelo diretor de pagamentos do banco, Edson Costa, durante painel virtual sobre tendências de pagamento, acompanhada pelo portal Telesíntese.

O BB identificou um crescimento de 800% no pagamento com cartões de débito e mais de 200% no crédito nos últimos meses. Clientes pessoa jurídica, especialmente os pequenos empreendedores, teriam sido o segmento que mais impactou nisso, já que precisaram adaptar seus negócios ao modelo digital. Segundo Costa, o lançamento do Pix também ajudou a popularizar as transações online.

Por enquanto, ainda não há mais detalhes sobre como funcionará a carteira e quais serviços serão oferecidos. O que se especula é que ela possa ter os moldes de outras já existentes, como o Claro Pay e o WhatsApp Pay.

Bancos buscam modernização

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu no fim do mês passado a importância de integrar mecanismos de pagamento às mídias sociais. Em uma live, o executivo antecipou que o WhatsApp seria aprovado pela autoridade regulatória e que prevê uma expansão do setor nos próximos anos.

O Banco do Brasil já é reconhecido por ter um sistema avançado de internet banking e de ter sido um dos pioneiros do segmento. Agora, ao que tudo indica, um dos maiores — e mais tradicionais — bancos do país pretende dar passos ainda mais ousados nao ambiente digital. Isso pode ser extremamente positivo, pois deve estimular as outras instituições financeiras a se modernizarem, inclusive com a oferta de mais serviços online e a possibilidade de aquisição de criptoativos.

Expansão do cenário digital

Estudo desenvolvido pela Minisait Payments com mais de 2 mil usuários na Europa e nas Américas revelou que nove em cada 10 executivos acredita que o isolamento foi benéfico para o mercado de meios de pagamento. Para se ter uma ideia: mais de 63% deles disseram que adotaram os meios eletrônicos como principal forma de colocar as contas em dia.

Mesmo com a maior adoção do cartão, o boleto bancário ainda correspondeu por 55% do volume total das transações realizadas no país, em 2020. Para 2021, a Minisait estima queda para algo em torno de 18%. Afinal, com o Pix, o boleto perde um pouco do seu propósito, já que o concorrente é mais rápido e permite controlar melhor a quem será destinado o pagamento.

A chegada da figura do Iniciador de Pagamento, estabelecida em resolução do Banco Central, como facilitador das compras online também poderá ajudar a reduzir o uso do boleto. Na visão de Costa, o Pix também deve tomar o lugar da TED e do DOC aos poucos. “O Pix ampliou o escopo da utilização do meio de pagamento, porém a grande revolução na indústria ainda está para acontecer com o open finance”, explicou.

Já no Mercado Livre, 80% das compras são realizadas por meio de celular ou tablet, sendo que quase a metade dos usuários (45%) continuará a usar sistemas de pagamento via internet. Só no período da pandemia, o site teve um crescimento de 9 milhões de novos usuários na sua base de clientes. Os dados são de Elaine Shimoda, head de inovação em pagamentos e parcerias do Mercado Pago.

Parece que a pandemia veio para obrigar o mundo a adentrar no ambiente digital e esse é um caminho sem volta. As empresas investem em novas funcionalidades e recursos de segurança para resguardar suas transações online.

Fonte: Canal Tech

 

BB atinge marca de 15 milhões de cartões com a tecnologia NFC

Publicado em:

O pagamento por aproximação já era uma tendência nos meios de pagamentos, mas o contexto atual contribuiu para o aumento do uso da tecnologia NFC no decorrer dos últimos 12 meses. O Banco do Brasil chegou a 15 milhões de cartões Ourocard com esta tecnologia no Brasil, sendo o maior emissor de cartões com aproximação do país.

A solução utilizada em cartões permite que pagamentos de até R$ 200 sejam feitos sem a necessidade de inserir o plástico na maquininha, tampouco a digitação de senha. As transações no débito e no crédito acompanharam o crescimento da base de cartões com NFC.

Entre os clientes do BB, as transações com NFC cresceram quase 800% no débito e 210% no crédito. Enquanto os valores de compras, no mesmo período, cresceram 870% no débito e 216% no crédito. O ticket médio dessas compras no crédito foi de R$93,47 e no débito de R$42,50.

No acumulado do ano, supermercados (29%), restaurantes (7,9%), drogarias e farmácias (7,7%) foram os estabelecimentos que mais receberam pagamentos por aproximação na função crédito. Já no débito, os segmentos mais utilizados para pagamentos por aproximação são supermercados (42,5%), restaurantes (13,3%), postos de combustíveis (10,7%) e drogarias e farmácias (7,2%).

“O BB está sempre na vanguarda de toda tecnologia que facilita o dia a dia das pessoas, como os pagamentos por aproximação. Dessa forma, esse número de 15 milhões de cartões com NFC emitidos pelo BB vai crescer muito em 2021, com a chegada de novas bandeiras com a tecnologia, como a Elo”, afirma Edson Costa, diretor de meios de pagamento e serviços do Banco do Brasil.

A expectativa do Banco é chegar ao final do ano com mais de 21 milhões de cartões com NFC emitidos, nas bandeiras Visa e Elo.

Fonte: Banco do Brasil

 

Waldery Rodrigues perde cargo na Fazenda, mas mantém vaga no BB

Publicado em:

Waldery Rodrigues, agora ex-secretário de Fazenda do Ministério da Economia, foi rebaixado na equipe de Paulo Guedes — será assessor especial do ministro —, mas garantiu complemento do salário ao ser reeleito para o Conselho de Administração do Banco do Brasil.

A eleição dos novos integrantes do Conselho de Administração do Banco do Brasil ocorreu na quarta-feira (28/04). Além de Waldery, dois outros membros foram reeleitos: Débora Cristina Fonseca, indicada pelos empregados da instituição, e Paulo Roberto Evangelista, representante dos acionistas minoritários.

Com o novo Conselho, o Banco do Brasil espera dar uma guinada em relação às diretrizes que vinham prevalecendo desde o início do governo de Jair Bolsonaro. O BB deixa de ter um olhar totalmente de mercado e passa a também focar em políticas de governo.

Esse novo modelo, que inclui um viés social, foi fechado entre o Palácio do Planalto e o novo presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro. De agora em diante, a palavra privatização está, por enquanto, riscada do dicionário do BB.

Veja a lista dos novos conselheiros do Banco do Brasil:

Indicados pelo governo, acionista controlador: Aramis Sá de Andrade, Fausto de Andrade Ribeiro, Iêda Aparecida de Moura Cagni, Waldery Rodrigues Júnior e Walter Eustáquio Ribeiro.

Indicada pelos funcionários do BB: Débora Cristina Fonseca.

Indicados pelos acionistas minoritários: Paulo Roberto Evangelista e Rachel de Oliveira Maia.

Integrantes do Conselho Fiscal (mandato 2021/2023): Lucas Pedreira do Couto Ferraz, sem suplente; Rafael Cavalcanti de Araújo, como titular, Lena Oliveira de Carvalho, como suplente; Samuel Yoshiaki Oliveira Kinoshita, sem indicação de suplente; Aloísio Macário Ferreira de Souza, como titular, e Tiago Brasil Rocha, como suplente; e Carlos Alberto Rechelo Neto, como titular, e Sueli Berselli Marinho, como suplente.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

 

Funcionários estão atentos aos ataques contra o Banco do Brasil

Publicado em:

Funcionários do Banco do Brasil estão atentos às tentativas de privatização do banco. Após o apensamento do Projeto de Lei 461/2021, que inclui o Banco do Brasil no Programa Nacional de Desestatização (privatização) ao PL 3091/2019, que trata de assunto correlato, sindicatos de todo o país receberam mensagens de alertas de bancários do BB denunciando o chamaram de “movimentação do projeto”.

“Foi bom recebermos os alertas para sabermos que os funcionários estão atentos e preocupados com uma possível aprovação de um projeto que pode levar à privatização do Banco do Brasil. É sinal de que eles estão sintonizados com o trabalho de acompanhamento da tramitação dos projetos de interesse dos trabalhadores no Congresso”, ressaltou o secretário de Relações do Trabalho, Jeferson Meira, o Jefão, que é o responsável de fazer tal acompanhamento pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Mesmo se tratado de um apensamento, estamos acompanhando a movimentação para fornecer subsídios aos deputados e senadores, para que eles vejam o absurdo da propositura e a rejeitem”, completou.

Segundo as normas da Câmara dos Deputados, projetos mais recentes que tratem de uma mesma questão são apensados ao projeto mais antigo para tramitarem em conjunto. Caso um dos projetos já tenha sido aprovado pelo Senado, encabeçará a lista, tendo prioridade sobre os da Câmara. Quando há movimentação na tramitação, o relator analisa todos os projetos e dá um único parecer. Se usar partes de mais de um projeto, faz um substitutivo ao projeto original, mas ele também pode indicar a aprovação de um projeto apensado e a rejeição dos demais.
Alertas contra a privatização

O PL 461/2021, do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) foi apensado ao PL 3091/2019, do deputado Danilo Cabral (PSB-PE), que tinha sido apensado ao PL 6490/1996, da deputada Angela Albino (PCdoB-SC), que já havia sido apensado ao PL 2728/1989, do Senado Federal.

“O Kim Kataguiri, infelizmente, desconhece o trabalho árduo dos funcionários e das funcionárias, assim como da importância do Banco do Brasil para o país e para os brasileiros”, criticou Jefão.

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga lembrou que são projetos que tratam do mesmo tema, mas alguns deles se contrapõem. “E, neste sentido, é bom que a categoria esteja atenta para pressionar o deputado que for escolhido para a relatoria. Estes alertas de agora não são apenas para os sindicatos, mas também para o relator ver que se fizer alguma proposta de privatização do banco pode não passar impune pelo julgamento dos trabalhadores na próxima eleição”, afirmou.

Para a Conselheira Representante dos Funcionários (Caref) no Conselho de Administração do Banco do Brasil, Débora Fonseca, as muitas mudanças recentes no comando e no Conselho de Administração do Banco do Brasil podem ter ligação com a reação dos bancários. “Naturalmente os funcionários ficaram mais receosos por perceberem que o PL 461/2021 foi apensado a outros que tramitam. É essa reação é muito importante para demonstrar ao governo que, caso se enverede por esse caminho de ataque e privatização, será cobrado e pressionado não só pelos funcionários mas por diversos setores da sociedade que dependem do apoio do Banco do Brasil para o desenvolvimento de suas atividades”, concluiu.

Fonte: Contraf-CUT

Bancos vão devolver R$ 107 bilhões ao Tesouro em 2021 e R$ 92 bilhões até 2031

Publicado em:

Os cinco bancos federais que receberam recursos da União se comprometeram a devolver R$ 198,8 bilhões ao Tesouro Nacional até o fim de 2031. O cronograma foi alinhado depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu em janeiro que as operações estavam em desconformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A maior parte da devolução dos recursos vai ocorrer nos próximos dois anos, sendo R$ 107 bilhões em 2021 e R$ 60,5 bilhões em 2022. As informações são do Valor Econômico.

O BNDES vai devolver R$ 100 bilhões em 2021, sendo que R$ 38 bilhões já foram pagos, enquanto para 2022 serão R$ 54,2 bilhões. Já a Caixa Econômica se comprometeu a devolver R$ 35 bilhões, sendo R$ 7 bilhões neste ano e depois em parcelas até 2031. O Banco do Brasil, por sua vez, vai devolver R$ 8,1 bilhões em oito parcelas entre 2022 e 2029.

O Banco da Amazônia (Basa), com devolução de R$ 1 bilhão, quer cinco parcelas de R$ 200 milhões entre 2022 e 2026. Já o Banco do Nordeste (BNB), com R$ 500 milhões, sugeriu três prestações de R$ 167 milhões entre 2022 e 2024.

Fonte: Gazeta do Povo

Banco do Brasil descumpre liminar e não paga gratificação de caixa

Publicado em: 23/04/2021

Depois da restruturação e mesmo com liminar para o pagamento, bancários do Rio de Janeiro e São José dos Campos não tiveram suas gratificações de caixa pagas pelo Banco do Brasil, em abril, segundo denúncias dos sindicatos. A liminar para o pagamento é nacional. Movimento Sindical já questionou e solicitou imediato ressarcimento.

Algumas reclamações aconteceram nas regiões do Rio de Janeiro e São José dos Campos de que o Banco do Brasil não pagou (em abril) a gratificação de caixa a todos que a recebiam até o dia 11 de janeiro, data em que o cargo foi extinto pela reestruturação, ainda na gestão André Brandão. A ordem para que a verba continuasse a ser paga e o cargo não fosse extinto foi dada pelo juiz Antônio Humberto de Souza Júnior, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, no dia 18 de fevereiro de 2021, em caráter liminar, sendo válida para todo o país. A decisão atendeu à ação movida pelo movimento sindical nacional.

O magistrado entendeu que a eliminação da gratificação mensal de caixa executivo para todos que exerciam tal função causaria uma “redução impactante sobre suas rendas”. E que “tanto a norma interna, quanto a norma coletiva, desautorizam a súbita e nociva alteração contratual maciça promovida pelo reclamado” (o Banco do Brasil).

Segundo a denúncia do sindicato do Rio de Janeiro, o BB cumpriu a ordem em março, mas, em abril, a verba não constava no contracheque de inúmeros funcionários. Embora o pagamento seja feito neste dia 20, o contracheque já pôde ser visto antes. A liminar continua em vigor e afirma que o banco fica obrigado a manter o pagamento da gratificação para todos os que estavam na função em 11 de janeiro de 2021.

“Até o momento o Sindicato dos Bancários de Santos e Região não soube de nenhum caso ou denúncia. Caso algum funcionário não receba a gratificação, denuncie e envie o contracheque comprovando o descumprimento da liminar para o e-mail santobancarios@uol.com.br”, afirma André Elias, dirigente do Sindicato e bancário do BB.

O movimento sindical nacional já entrou com questionamento e o imediato pagamento aos funcionários afetados pela ilegalidade.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Ação contra o BB que já passou por quatro juízos voltará a São José dos Campos

Publicado em: 22/04/2021

A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho não admitiu o conflito de competência suscitado pelo juízo da 1ª Vara do Trabalho de São José dos Campos (SP), em processo contra o Banco do Brasil que já passou por quatro juízos distintos. Segundo o colegiado, a admissão do incidente processual depende de manifestação do juízo considerado competente por quem suscita o conflito, o que não ocorreu no caso.

O caso teve início com uma ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São José dos Campos contra o Banco do Brasil S.A., para pedir a incorporação de gratificações que estariam sendo retiradas em razão da reestruturação do banco iniciada em 2017. A ação foi distribuída à 1ª Vara do Trabalho da cidade paulista.

Como havia ação semelhante ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) em relação aos empregados do banco em todo o território nacional na 17ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), a ação foi extinta. O Distrito Federal é o foro competente em casos de abrangência nacional.

O sindicato, então, reapresentou a ação em Brasília, sem, contudo, indicar a dependência com o processo nacional porque, na sua avaliação, os pedidos seriam distintos. O novo processo foi distribuído, à 2ª Vara do Trabalho de Brasília, que, por sua vez, entendeu que o sindicato teria legitimidade para atuar apenas em favor dos bancários de sua região.

Com isso, o caso retornou a São José dos Campos e foi distribuído à 2ª Vara do Trabalho local. Esse juízo, ao verificar que, apesar da numeração diferente, a ação era idêntica à anterior, remeteu-a à 1ª Vara do Trabalho, que, por fim, suscitou o conflito de competência no TST.

Conflito inexistente

A relatora do processo, ministra Maria Helena Mallmann, explicou que o conflito não é admissível caso o juízo suscitante atribua a competência a outro além daqueles que o antecederam na condução do processo. Segundo ela, o conflito só se instala depois d decisão do último juízo considerado competente. “Até esse instante, não há que se falar em juízos ‘atribuindo um ao outro a competência’, porque não há manifestação daquele considerado competente ao final”.

Peregrinação

No caso, a ministra recapitulou que a celeuma teve início com a extinção da primeira ação em São José dos Campos e o ajuizamento de uma segunda em Brasília, sem a indicação da dependência. “Essa circunstância motivou a peregrinação do caso em outros dois juízos, sem que, em nenhum momento, houvesse qualquer pronunciamento da 17ª Vara do Trabalho de Brasília”, ressaltou, lembrando que todo juiz é árbitro de sua própria competência. “Sem que este juízo tenha dela declinado, não existe propriamente um conflito, o que torna o incidente processual inadmissível”, concluiu.

Por unanimidade, a SDI-2 rejeitou o conflito e determinou que o juízo da 1ª Vara de São José dos Campos seja oficiado para que remeta os autos ao que entender competente (17ª Vara de Brasília) ou para que fixe a sua própria competência.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

 

 

CGU investiga demissões de comitê de auditoria do Banco do Brasil

Publicado em:

A CGU (Controladoria Geral da União) investiga se a cúpula do Banco do Brasil agiu de má-fé na demissão dos 2 principais dirigentes do Comitê de Auditoria Interna no final de 2020. A informação é da Folha de S.Paulo, que teve acesso a documentos do processo, que está sob sigilo.

O auditor-geral Aureli Balestrini e seu principal assessor, Alexander Alves Pires, que foram demitidos por justa causa, recorreram à Justiça.

O Banco do Brasil afirma que ambos fraudaram as regras do programa de desligamento do banco, permitindo que mais pessoas da própria auditoria saíssem ganhando um bônus. Com isso, o banco gastou cerca de R$ 2 milhões a mais.

Eles negaram as fraudes e recorreram à CGU e ao TCU (Tribunal de Contas da União). Aos órgãos, ambos disseram que havia um plano por parte da cúpula do BB e de seu conselho administração para acabar com o trabalho da auditoria interna.

No início deste ano, a CGU anulou o processo da demissão pela forma como foi conduzido, mas ainda analisa o mérito. Nesse período, o banco reintegrou 3 assessores do comitê que tinham sido afastados.

Aureli Balestrini e seu principal assessor afirmam nos processos que os problemas começaram porque eles questionaram negócios feitos pelo BB que teriam gerado perdas ao banco.

O TCU (Tribunal de Contas da União) investiga se houve prejuízo em duas dessas operações: a venda de carteira (empréstimos do BB) para o BTG Pactual por cerca de R$ 300 milhões; e a parceria do BB Investimentos com o UBS.

Segundo a Folha, no 1º caso, Balestrini e o assessor afirma que havia dívidas de clientes do BB no pacote de créditos vendidos ao BTG que seriam facilmente recebidas se fossem cobradas pelo próprio banco. Ou seja, com a venda de “créditos bons”, o BB deveria ter pedido mais do que pagou o BTG.

Já no 2º caso, segundo os auditores, na parceria com o UBS os ganhos previstos seriam de cerca de R$ 78 milhões. O BB, com equipe própria, conseguiria gerar R$ 70 milhões em ganhos.

Aureli Balestrini conseguiu uma liminar determinando que fosse readmitido. O Banco do Brasil recorreu, mas perdeu. Balestrini foi readmitido, mas em uma posição inferior, com salário menor.

Ao TCU, o banco negou qualquer irregularidade. Disse que houve disputa pela carteira e que só havia créditos de difícil recuperação, uma das especialidades do BTG.

Sobre a parceria com o UBS, afirmou que mira um horizonte de longo prazo e que o banco suíço tem tradição nesse ramo de negócio. Em conjunto com o BB, poderá ampliar a carteira de clientes e os ganhos para a instituição.

Procurados pela Folha, o Banco do Brasil e os 2 auditores não quiseram comentar sobre o assunto. Alegaram que os processos correm sob sigilo.

Procurada pelo Poder360, a CGU não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Com a saída de Rubem, por questões pessoais, o BB passou a ser presidido por André Brandão, ex-presidente do HSBC. Diante da agenda de desligamentos de funcionários e fechamento de agências, foi demitido por Jair Bolsonaro, que escolheu Fausto Ribeiro por ser mais “afinado com ele”. Tido como bolsonarista, ele dirigia o braço de consórcios do BB.

Fonte: Poder360

 

Novo presidente do BB trocará comando do poderoso fundo de pensão do banco

Publicado em:

O novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, não vai se ater às mudanças que já está promovendo nas lideranças do banco. Ele também vai mudar o comando da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do BB que tem 220 bilhões de reais sob sua administração.

O atual presidente do fundo, José Maurício Pereira Coelho, que foi indicado ainda na gestão Paulo Caffarelli/Michel Temer, deve deixar o cargo em breve sob a justificativa de que vai se aposentar do banco. O diretor de participações, Denísio Liberato, deve assumir interinamente e eventualmente poderá ser confirmado no cargo.

Apesar de estar há pouco tempo na administração da Previ, Liberato seria o primeiro negro a assumir a presidência do fundo. O movimento também deve afetar a Vale já que José Maurício é hoje presidente do conselho de administração da empresa, como membro indicado pela Previ.

Fonte: Veja

 

Sindicato tem alta de procura de bancários do BB afetados pela reestruturação

Publicado em:

O Sindicato cos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já atendeu 103 bancários afetados pela mais recente reestruturação do Banco do Brasil que fechou 361 unidades – sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento –, está demitindo quem aderiu ao Programa de Desligamento Extraordinário ou Programa de Adequação de Quadros (PDE/PAQ), descomissionou centenas de funções e reduziu salários.

Dessas 103 pessoas, 48 são caixas e comissionados que perderam suas funções e tiveram seus salários rebaixados. Outros 36 são colegas que aderiram aos planos de demissão. Interessados na Comissão de Conciliação Prévia (CCP) e Comissão de Conciliação Voluntária totalizaram 19 pessoas.

Para o atendimento emergencial, foram criados três formulários para cadastro (veja abaixo). Um diretor do sindicato retorna em 24 horas e dá o primeiro atendimento. Em seguida, o escritório Crivelli Associados presta o atendimento jurídico.

As principais demandas dos trabalhadores são manter seus salários, tirar dúvidas sobre planos de saúde na demissão, em especial sobre o Economus, orientações para o processo demissional, sétima e oitava horas, comissões de conciliação. Nas reuniões as ações coletivas também são esclarecidas aos bancários.

“É importante que todo bancário apoie seu sindicato e se sindicalize. Isso fortalece a luta contra a privatização do BB e ainda garante mais segurança nas ações coletivas”, ressalta Ernesto Izumi, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do Banco do Brasil.

“Além disto, há outras vantagens em ser associado, como descontos e convênios. Os ataques do governo aos direitos dos trabalhadores não param. Neste ano, o sindicato completou 98 anos de lutas e conquistas e mais do que nunca segue defendendo o associado e contando com seu suporte”, acrescenta o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Prefeitos brigam para evitar que o BB feche 26 agências na Bahia

Publicado em:

Prefeitos do Brasil, na Bahia pilotados por Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié e presidente da UPB, tomaram uma decisão: vão conclamar deputados e senadores dos seus estados para evitar que o Banco do Brasil execute o seu projeto de fechar 361 agências no país, 26 delas em território baiano.

O consenso: é um retrocesso, em alguns casos, letal para a economia dos municípios e para a segurança dos usuários. Ontem, representantes da Confederação Nacional dos Municípios se reuniram com João Rabelo, vice-presidente de agronegócio do BB, para discutir o assunto.

O BB alega que o volume de negócios é cada vez mais on line. O advogado Isaac Newton, consultor jurídico da UPB, que representou Zé Cocá no encontro, afirma que o leque de desserviço inclui pagamento de aposentados, servidores municipais e benefícios sociais, além de acesso a crédito agrícola, todos obrigados a se deslocar.

A promessa do BB é colocar um posto de serviço a pelo menos três quilômetros da cidade onde havia agência, segundo Isaac, uma falácia:

– No mix de municípios que perderão agências, o que fica mais próximo de outro com agência é no mínimo 20 km. Sem falar que, quando você se desloca, a tendência é fazer compras na cidade do banco, esvaziando a de origem, já que ninguém vai ficar carregando dinheiro por aí.

Fonte: Jornal A Tarde

Vereadores de Umuarama assinam moção contra o plano de reestruturação do BB

Publicado em:

Nesta segunda-feira (19) os vereadores de Umuarama aprovaram e assinaram uma moção de apelo aos deputados federais do Paraná, Ministério da Economia e presidência do Banco do Brasil contra a reestruturação anunciada pela instituição em janeiro deste ano.

Representantes do Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região estiveram presentes na sessão da segunda passada (12) explicando os porquês da contrariedade ao plano, que, entre outros, prevê o desligamento de mais de 5 mil funcionários e funcionárias, o fechamento de mais de 100 agências, a transformação de mais de 200 agências em postos de atendimento e a extinção da função de Caixa.

Edilson José Gabriel, diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato, durante sua fala destacou o papel do Banco do Brasil na economia brasileira, principalmente no financiamento da agricultura e, particularmente, da agricultura familiar.

Os vereadores entenderam, a exemplo do sindicato, que mesmo que a reestruturação não tenha afetado diretamente Umuarama, com exceção da extinção da função caixa, tais medidas resultarão em inúmeras consequências negativas.

Desta forma, a moção a ser remetida com algumas reivindicações.

Leia a íntegra do documento que foi assinada por todos os vereadores:

MOÇÃO DE APELO

Os vereadores e vereadoras do município de Umuarama-PR dirigem a presente Moção, de maneira muito respeitosa, aos deputados federais do estado do Paraná, à Presidência do Banco do Brasil e ao Ministério da Economia.

A Câmara de Vereadores de Umuarama tomou conhecimento de que o Banco do Brasil lançou, em 11/01 deste ano, um Plano de Reestruturação que, entre outras medidas, determinou:

– o desligamento, sem reposição, de mais de 5 mil funcionários e funcionárias

– o fechamento de mais de 100 agências

– a transformação de mais de 200 agências em postos de atendimento

– a extinção da função de Caixa, com o consequente rebaixamento salarial de centenas de funcionários e funcionárias

Embora as medidas não tenham afetado diretamente o município de Umuarama (com exceção, é claro, da extinção da função de Caixa), manifestamos, através desta Moção, nossa preocupação em relação aos motivos e às consequências do Plano implementando pelo Banco do Brasil.

O Banco do Brasil é a maior instituição financeira do país e responde por mais de 60% do crédito para a agricultura e mais de 70% do crédito para a agricultura familiar. Não temos dúvidas de que o Banco do Brasil, em conjunto com a Caixa Econômica Federal e BNDES, foi essencial para retardar e amenizar os efeitos da crise econômica mundial desencadeada em 2008, a partir da quebra do Banco Leman Brothers, nos Estados Unidos. Ao manter e ampliar a oferta de crédito, o BB demonstrou o quanto é importante que o governo disponha do controle de um banco para enfrentar as recorrentes crises do sistema financeiro mundial.

Diante do exposto, manifestamos nossa discordância com as medidas do Plano de Reestruturação do Banco do Brasil. Ao nosso ver, ao invés de fortalecer a bicentenária instituição, ela fragiliza o banco e abre caminho para a mais indesejável de todas as medidas: a sua privatização.

Por isso, através desta Moção de Apelo, pedimos:

– a realização urgente de concurso público, a fim de repor os funcionários desligados

– o cancelamento do fechamento de agências e a revisão dos critérios que determinaram a transformação de agências em postos de atendimento

– a revogação da medida que determinou o injusto e ilegal rebaixamento salarial de centenas de funcionários e funcionárias do banco

– a abertura de negociações com os representantes dos sindicatos, pelo menos em relação às medidas que afetam o cotidiano dos bancários e bancários do Banco do Brasil

– o debate transparente, no Congresso e com toda sociedade, sobre o projeto do governo e da direção do banco para o futuro do Banco do Brasil

Fonte: Divulgação

Banco do Brasil fica em Autazes após apelo do prefeito da cidade

Publicado em:

Apelo feito em Brasília pelo prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), reverteu possível saída do Banco do Brasil do município, a 108 km da capital. O apelo foi feito por meio de articulação com o senador Eduardo Braga (MDB). Os dois se reuniram na sexta-feira, dia 16.

Ontem, o senador informou ao prefeito que já fez contato com o BB e que o presidente da instituição sinalizou positivamente pela permanência da agência em Autazes.

Andreson agradeceu ao senador e demais parlamentares, que receberam também o pedido da Prefeitura, ressaltando a necessidade da sede da agência no município.

“Nós queremos em nome do povo de Autazes agradecer ao senador Eduardo Braga pelo empenho, por usar todo o seu conhecimento em Brasília, prestígio, para que Autazes não tivesse essa perda, afinal de contas, o Banco do Brasil tem um papel fundamental na geração de emprego e renda, sobretudo do agronegócio, já que a nossa principal fonte econômica é a pecuária e o Banco do Brasil atua fortemente nesse segmento com linhas de crédito voltadas aos nossos produtores rurais. Eles estavam apreensivos com a possível saída da agência”, disse o prefeito em vídeo gravado ao lado do senador, postado em suas redes sociais.

O senador Eduardo Braga confirmou que foi procurado pelo prefeito e comentou sobre a articulação junto à instituição para atender a necessidade do povo autazense.

“Ao longo da semana (passada) o prefeito entrou em contato comigo para que nós pudéssemos intermediar junto ao Banco do Brasil a permanência da agência em Autazes. E, hoje, em conversação com o presidente do Banco do Brasil, Dr. Fausto, e, diante da decisão que o próprio prefeito tomou, de transferir as contas dos funcionários da prefeitura de Autazes para o Banco do Brasil, o presidente do Banco do Brasil nos garantiu, não só a manutenção da agência, como também a avaliação e análise até para ampliação e fortalecimento do banco no município”, disse o senador Eduardo Braga.

O prefeito também agradeceu também o apoio dos senadores Plinio Valério (PSDB) e Omar Aziz (PSD), dos deputados federais Silas Câmara (Republicanos) e Átila Lins (PP), nessas e em outras causas em prol do município.

Na semana passada, o prefeito iniciou uma peregrinação em busca de apoio para que a agência permanecesse no município, tendo em vista que a instituição pretende fechar algumas agências e Autazes estava na relação.

O apelo apelou, então, para membros da bancada federal com o firme propósito de manter a filial do banco no município.

Fonte: BNC Amazonas

Vereadores autorizam Prefeitura de Manaus a emprestar R$ 470 milhões do BB

Publicado em:

Os vereadores de Manaus aprovaram, por unanimidade, nesta segunda-feira, 19, o projeto de lei que autoriza prefeitura a emprestar R$ 470 milhões do Banco do Brasil. Conforme o plano apresentado aos parlamentares, os recursos serão usados para obras em vias de grande circulação da capital amazonense.

Na lista, as interligações das avenidas Brasil e Coronel Teixeira; Djalma Batista, João Valério e Rua Pará; Efigênio Sales e Governador Lindoso; e André Araújo, Humberto Calderaro e Rua Salvador. O plano também cita intervenção entre o Complexo Viário Gilberto Mestrinho, a ‘bola do Coroado’, e Avenida Rodrigo Otávio.

Na discussão da matéria, após questionamento de Amom Mandel (Podemos), Lissandro Bessa (Solidariedade) disse que, atualmente, a capacidade de endividamento de Manaus é de R$ 6 bilhões.

O líder do governo na CMM (Câmara Municipal de Manaus), Marcelo Serafim (PSD), explicou que, devido o longo trâmite processual, o empréstimo deverá ser feito nos próximos anos. O vereador também citou que Manaus iniciou o ano pagando R$ 100 milhões de dívidas contraídas em gestões anteriores.

“O que nós estamos votando hoje é uma autorização para que o prefeito David Almeida possa seguir todo o trâmite que se encerrará após a aprovação na STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e na Comissão de Economia e Finanças do Senado Federal”, disse Marcelo.

O empréstimo, com garantia da União, terá prazo de 180 meses, ou seja, 15 anos, com carência de 12 meses. O dinheiro será aportado pelo FMDU (Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano), cujos recursos podem ser destinados a programas habitacionais e sistema de transporte coletivo público.

Na justificativa, o prefeito afirma que o pacote de restrições adotadas pelo Governo do Amazonas no combate a pandemia de Covid-19 “praticamente parou” a economia de Manaus, refletindo diretamente na arrecadação municipal, perdendo drasticamente a capacidade de investimentos.

De acordo com David, mesmo com esse cenário, as obras continuaram graças a operações de créditos firmados pelo ex-prefeito Arthur Neto (PSDB). Ele cita a restruturação do antigo Hotel Cassina, reformas de mercados municipais e a construção do Velódromo e do Street Park.

Fonte: Amazonas Atual

 

Banco do Brasil faz leilão de 106 imóveis com até 40% de desconto

Publicado em:

O Banco do Brasil vai leiloar 106 imóveis residenciais com descontos de até 40% no valor da avaliação no dia 27 de abril, às 15h, através do site da Sato Leilões. Há opções de casas e apartamentos residenciais em nove estados diferentes: Goiás, Piauí, Paraíba, Pará, Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Os lances iniciais começam em R$ 20.886 com uma casa residencial de 63m² na cidade de Teotônio Vilela em Alagoas, e vão até R$ 77.834 em uma casa residencial de 126 m² na Cidade Ocidental em Goiás, ambos os imóveis com 25% de desconto.

Um dos destaques é a casa residencial de 40,75 m² na cidade de Água Fria de Goiás, com lance inicial de R$ 47.964 e 40% de desconto sobre o valor de avaliação. Outro imóvel com o mesmo desconto está na cidade de Águas Lindas de Goiás, a casa residencial de 182,91 m² tem lance inicial de R$ 60.870.

Na capital São Luís do Maranhão, o apartamento residencial de 61,37 m² está com 40% de desconto e lance inicial de R$ 62.661. E em Campina Grande, Paraíba, o apartamento residencial de 48,83 m² tem como lance inicial R$ 62.661.

“O leilão de imóveis é uma oportunidade imperdível para o consumidor, com as vantagens que apenas este tipo de negócio oferece. Com os juros em baixa e o dólar em alta, esse é, sem dúvida, um dos investimentos mais rentáveis e seguros atualmente”, explica Antonio Hissao Sato Junior, leiloeiro público oficial e CEO da Sato Leilões.

O estado com maior número de imóveis é Goiás, com 48 lotes, seguido pelo Piauí com 37 e a Paraíba com 6. O Pará conta com 4 imóveis, Pernambuco e Alagoas com 3, Maranhão e Mato Grosso do Sul com 2 e o Rio Grande do Norte com 1.

Como participar

Podem participar do evento pessoas físicas, maiores de 18 anos, e jurídicas. É necessário fazer cadastro no site da Sato Leilões. Além disso, é importante ler o edital antes de realizar um lance, já que nele constam todas as informações essenciais de cada um dos 106 imóveis.

Fonte: Uol

 

CCBBs entre os museus mais visitados em todo o mundo em 2020

Publicado em:

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro ocupou o 17º lugar entre museus e espaços culturais mais visitados no mundo em 2020, segundo o ranking anual elaborado pelo jornal britânico The Art Newspaper, que lista 15º instituições. As sedes de São Paulo, Belo Horizonte e Distrito Federal ocuparam, respectivamente, a 83ª 101ª e 102ª posição.

O ranking internacional constata redução de 77% no público dos 100 museus que mais receberam visitantes em 2019, diminuindo do total 230 milhões de visitantes para 54 milhões em 2020. Na pesquisa, também observaram que em média as 230 instituições culturais pesquisadas ficaram fechadas por 145 dias.

“Diante da pandemia, tivemos que nos adaptar. Desde abril de 2020, investimos nos projetos on-line, para continuar a nossa missão de levar Arte e Cultura para os nossos visitantes”, explica Paula Sayão, Diretora de Marketing do Banco do Brasil. “Depois de meses fechados, reabrimos, adaptados às novas medidas de segurança sanitária, com entrada apenas com agendamento on line, controle da quantidade de pessoas no prédio e redução de 80% da capacidade de atendimento, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.”

Desde 2011, além do público geral dos museus, os CCBBs também são destaque na publicação no Ranking Anual das mostras de arte mais visitadas do Planeta. Foram dezenas de indicações, como: “O Mundo Mágico de Escher”, “Impressionismo”, “Yayoi Kusama”, “O Triunfo da Cor”, “Ai WeiWei” e “DreamWorks”. Em 2020, pela primeira vez, a publicação inglesa não apresentou a lista das exposições de arte mais visitadas do mundo.

Público e protocolos

Em relação a 2019, o público do CCBB RJ teve um decréscimo de 69%, ao ficar 159 dias fechado. Dos 790.357 visitantes em 2020, cerca de 96% estava concentrado no 1º trimestre do ano, quando abrigou a mostra “Egito Antigo: do Cotidiano à Eternidade”. O CCBB RJ fechou suas portas no dia 14 de março de 2020, só reabrindo em 16 de setembro do mesmo ano.

A exposição “Egito Antigo”, que estava em cartaz nos primeiros meses do ano e retornou após à reabertura, também foi a responsável pela maior parte dos visitantes do CCBB São Paulo. A unidade paulista alcançou a marca de 282.998 visitantes no ano de 2020, mesmo tendo passado 188 dias de portas fechadas, entre os dias 14 de março e 16 de outubro. Em comparação ao ano de 2019, o CCBB SP apresentou uma redução de 66% no público total.

Já o CCBB Brasília funcionou, ao longo do ano de 2020, durante 183 dias com atividades culturais presenciais, contabilizando 278.740 visitantes. Uma redução de 65,5% em comparação com o ano de 2019, no qual esteve aberto de terça a domingo durante todo o ano, com um público total de 808.312 pessoas. O compromisso de continuar proporcionando arte, educação e cultura ao público se materializou, entretanto, no Drive-in CCBB Brasília que, de julho a setembro, e cumprindo as orientações e protocolos sanitários oficiais, ofereceu ao público de Brasília uma programação diferenciada com dança, música, cinema e teatro.

O CCBB Belo Horizonte, por sua vez, contabilizou 201 dias de fechamento, configurando-se como a unidade com o maior período de indisponibilidade à visitação. Ainda assim, alcançou o número de 248.406 visitantes. Em 2019, foram mais de 1,5 milhões de visitantes. A maioria do público esteve presente à programação de férias, nos dois primeiros meses do ano, que incluíram atrações para públicos de todas as idades. A unidade mineira teve suas atividades presenciais suspensas em 16 de março de 2020 e reabriu ao público em 04 de novembro.

CCBB segue on-line

Mesmo com a pandemia da Covid-19 os visitantes puderam seguir frequentando os CCBBs, mas de forma virtual. A programação nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e educativo seguiram foram mantidas na forma de conteúdos digitais, com muitas atividades sendo realizadas de forma remota e virtual. É lá que podem ser encontradas mostras como “Linhas da vida”, de Chiharu Shiota, “Egito antigo: Do cotidiano à antiguidade”, “Ivan Serpa” e “Alphonse Mucha”, além de atividades para crianças e conteúdos voltados à comunidade escolar, artistas e público em geral.

Fonte: Banco do Brasil

 

Com novo comando, Banco do Brasil voltará a ser o que era antes dos liberais

Publicado em: 15/04/2021

Desde que tomou posse na presidência do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro tem procurado transmitir tranquilidade aos funcionários da instituição. Muitos, por sinal, estão surpresos com a capacidade do executivo de agregação. Quem participou das conversas com ele garante que o BB voltará a ser o que era antes de ser comandado pelos liberais.

A orientação que vem sendo passada por Ribeiro é a de que o Banco do Brasil continuará com seu compromisso de manter a rentabilidade e dar lucro, princípios de mercado, mas conjugará com essa missão o seu lado público, apoiando medidas que sejam de interesse do governo e da instituição.

Um caso que ilustra o retorno do Banco do Brasil às origens é um projeto do Ministério das Comunicações que prevê a instalação de wi-fi gratuito em várias cidades do país. O BB tem interesse em financiar esse projeto pois, com acesso à internet, os clientes podem movimentar suas contas sem precisarem ir às agências. É o banco digital se expandindo.

BB no Palácio do Planalto

“Daqui por diante, não teremos mais o Banco do Brasil pensado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo ex-presidente da instituição Rubem Novaes. A página virou com Fausto Ribeiro”, diz um integrante do BB. “Vamos ver, por exemplo, o presidente do banco participando como protagonista de cerimônias no Palácio do Planalto, coisa que não se viu nos últimos dois anos”, acrescenta.

Nada, porém, será feito com truculência, muito pelo contrário, pois os funcionários do Banco do Brasil apoiam a volta às origens. “A ruptura que estamos vendo é com a gestão liberal de Guedes, de privatização do BB. Vamos ter um banco lucrativo para seus acionistas, mas, também, com visão social”, acrescenta outro importante funcionário da instituição.

A posição de Ribeiro tem todo o apoio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro já deixou claro que não queria um “outro André Brandão”, que renunciou à presidência do Banco do Brasil, comandando a maior instituição financeira pública do país.

Fonte: Blog Correio Braziliense

 

Após troca de CEO, Banco do Brasil tem renúncia de dois vice-presidentes

Publicado em:

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta terça-feira a renúncia de dos de seus vice-presidentes, na esteira da conturbada troca do comando da instituição controlada pelo governo federal.

Segundo o BB, Carlos da Costa André renunciou como vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, para se aposentar. Para ocupar o cargo, o banco indicou José Forni, atual diretor de suprimentos e infraestrutura do banco.

O outro executivo a deixar o BB é Mauro Ribeiro Neto, que resolveu deixar o cargo de vice-presidente corporativo, alegando motivos pessoais, afirmou o banco por meio de fato relevante. O indicado para substituí-lo é Ênio Mathias Ferreira, hoje diretor de Governo.

As indicações de ambas precisam de aval do conselho de administração do BB.

As mudanças são anunciadas após Fausto Ribeiro ter sido empossado na presidência-executiva do banco, na esteira da demissão de seu antecessor, André Brandão, cujos planos de fechamento de agências irritaram o presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Money Times

 

“Banco do Brasil não é do mercado, é do Brasil”, diz João Fukunaga

Publicado em:

O novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, promoveu uma mudança do rumo que vinha sendo imposto ao banco pelos dois ex-presidentes da instituição. Em todas as entrevistas, faz questão de valorizar os funcionários e destacar a importância do BB para o desenvolvimento do país. Mas, o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, alerta para os cuidados que devem ser tomados com a insistência em dizer que o “Banco do Brasil é do mercado”.

“Em seus pronunciamentos, o Fausto (Ribeiro) tem dito que ‘o Banco do Brasil é do mercado e do Brasil’. Por mais que ele tenha mudado a postura anteriormente adota e boa vontade para valorizar os funcionários e a instituição, os acionistas sempre vão querer mais lucros. E isso significa redução de postos de trabalho e a consequente sobrecarga e adoecimento dos funcionários. Significa precarizar o atendimento aos clientes, não apenas com a redução dos funcionários, mas também com o fechamento de agências e o aumento das tarifas e taxas”, disse Fukunaga.

O coordenador da CEBB ressaltou que o Banco do Brasil é lucrativo e altamente eficiente, com o melhor índice de eficiência entre os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander). “O Banco do Brasil já possui faz bastante tempo o melhor índice de eficiência entre os maiores bancos do país. Com 10 pontos percentuais à frente do Bradesco e mais de 10 à frente do Itaú”, afirmou ao informar os índices de cada um dos cinco maiores bancos. “A sociedade e os funcionários (e o Fausto é um funcionário) não podem deixar se enganar que ‘o mercado’ quer o bem do Banco do Brasil e da sociedade. Eles querem lucro cada vez maior, mesmo se for necessário sacrificar os funcionários e o povo”, completou.

Eficiência

O índice de eficiência indica quanto custa para o banco gerar receita. Quanto menor for o índice, menor o custo e mais eficiente é o banco. Em 2020, o índice de eficiência do Banco do Brasil foi de 36,6%. O segundo em eficiência foi o Santander, com 37%; seguido pelo Bradesco, com 46,3%; Itaú, com 47,1%; e pela Caixa Econômica Federal, com 58,97%. Em 2019 o BB, já ocupava a liderança, com 36,1%, assim como nos anos anteriores.

O índice da Caixa é maior porque o banco mantém uma estrutura de agências e funcionários dedicada a atender programas de Governo Federal, como o Bolsa Família e Auxílio Emergencial, que não são operações rentáveis do ponto de vista dos indicadores financeiros da empresa, como o índice de eficiência, mas trazem enorme retorno para a sociedade brasileira.

Com relação ao lucro, Fukunaga também lembra que já faz muitos anos que o banco apresenta resultados positivos. “O BB já passou pelas reestruturações necessárias para transformá-lo em uma instituição eficiente e lucrativa. As estruturações que vem ocorrendo nos últimos três, ou quatro anos são para saciar a sede de lucro dos acionistas minoritários e para preparar a instituição para a entrega do patrimônio público ao mercado, com uma possível privatização, ou perda de competitividade”, concluiu.

Fonte: Contraf-CUT

Senadora lamenta fechamento de agências do Banco do Brasil na PB

Publicado em:

A senadora Daniella Ribeiro (Progressistas) lamentou nesta segunda-feira (12) o fechamento de quatro agências do Banco do Brasil na Paraíba, sendo duas em João Pessoa, uma em Campina Grande e outra em Alagoa Grande, apesar dos esforços feitos através de reuniões com a presidência do BB em Brasília, no início deste ano.

O fechamento de agências, na prática, representa acúmulo de trabalho para os funcionários do banco e filas ainda mais longas para a população. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários na Paraíba, Lindonjohnson Almeida, o que está acontecendo é um plano de desmonte do Banco do Brasil no país.

Diante disso, a senadora lamentou o fechamento das agências e destacou que a população como um todo acaba sendo prejudicada, além dos próprios servidores. “A situação que já não era favorável, fica ainda pior. Infelizmente temos muitos municípios onde já não há agência, e as pessoas precisam se deslocar para outra localidade para sacar dinheiro. Isso causa um prejuízo para a economia local, além de causar transtornos para o cidadão que acaba pagando a mais ao ter que se deslocar para ter acesso ao serviço bancário”, declarou.

A senadora teve reunião em fevereiro com o então presidente do BB, André Brandão, que falou da necessidade de reestruturação do banco em todo o país. Na ocasião, Daniella pediu que as agências do Nordeste fossem as últimas a serem atingidas pelo tal plano, considerando o já insuficiente número de agências. Na mesma reunião, o presidente falou ainda sobre a abertura de postos de atendimento e do programa de demissão voluntária.

“Vamos continuar lutando pela categoria dos bancários, que também será duramente penalizada em tudo isso. Se as agências fecham, as filas aumentam. E se as filas aumentam, o bancário trabalha mais, o que acarreta danos à sua saúde devido à carga que muitas vezes é excessiva”, afirmou a senadora.

Daniella disse ainda que o fechamento das agências e o consequente aumento das filas acontece em um momento arriscado, devido à pandemia do novo coronavírus, uma vez que a Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta o distanciamento social como uma das medidas de prevenção ao vírus.

Fonte: Blog Anderson Soares

 

BB anuncia que vai oferecer exposição em criptomoedas para clientes

Publicado em:

O Banco do Brasil seguiu os passos do Itaú e do BTG e aderiu à primeira emissão do ETF na condição de participante especial e distribuidor. Desta forma, a instituição pública vai oferecer a seus clientes a compra do ETF de criptomoedas da Hashdex, o HASH11.

Com a ação, o Banco do Brasil será o primeiro banco público do mundo a oferecer exposição a criptomoedas para seus clientes. O Banco do Brasil seguiu os passos do Itaú e do BTG e aderiu à primeira emissão do ETF na condição de participante especial e distribuidor.

Segundo informou a Hashdex em carta para seus clientes, a adesão do BB obrigou o gestor a adiar a estreia do produto na B3, programada para 22 de abril.

Os pedidos de subscrição de cotas podem ser feitos a partir de hoje até dia 20 de abril. Quem faz o pedido são os agentes autorizados, que podem fazer isso em nome próprio ou por conta e ordem de clientes. A operação será liquidada em 22 de abril.

O produto de investimento em criptomoedas também será disponibilizado pelo Banco Itaú, pelo Banco BTG e pela Genial. Ele é o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil, uma parceria dos bancos junto com a Hashdex. O ETF é aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM .

O Itaú, o BTG Pactual e a Genial serão os coordenadores oficiais da oferta, que tem o nome de Hashdex Nasdaq Crypto Index e será o primeiro produto baseado em criptomoedas a ser negociado na Bolsa de Valores do Brasil, a B3 e será negociado com o ticker HASH11.

Ele vai replicar o Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice desenvolvido em conjunto pela Nasdaq e pela Hashdex. O NCI é composto por seis criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink — e é rebalanceado trimestralmente.

Fonte: CoInteligraph

 

 

Funcionários do BB que aderiram ao PAQ e PDE podem fazer portabilidade à Previ Família

Publicado em:

Os mais de cinco mil funcionários do Banco do Brasil que aderiram ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e ao Programa de Desligamentos Extraordinários (PDE), em fevereiro deste ano, e que por ventura só precisarão dos recursos acumulados no plano de benefícios na Previ no médio e longo prazo, podem fazer a portabilidade para o Previ Família, garantindo toda a reserva patronal.

Ao optar pela portabilidade do Previ Futuro ou Plano 1 para o Previ Família, o associado passa a fazer parte de um plano mais flexível, dentro das suas possibilidades, e continua a contar com a segurança e experiência da Previ na gestão do seu patrimônio.

O associado também pode utilizar parte do seu saldo para quitar eventuais dívidas de Empréstimos Simples e Financiamento Imobiliário do seu plano atual e garantir o retorno da parte patronal depositada pelo BB.

“A Previ oferece a maior solidez do mercado. Garantir esta qualidade aos participantes que saíram é um benefício exclusivo dos funcionários do BB. Ótima opção para quem quer manter rentabilidade e segurança de seu patrimônio”, enfatiza o dirigente sindical e bancário do BB Davi Basso.

Planos de saúde

O diretor do Sindicato e bancário do BB, Ernesto Izumi, alerta que os associados do Economus que pretendem continuar com o plano de saúde Novo Feas na aposentadoria precisam manter um benefício previdenciário complementar, sob risco de serem excluídos do plano de saúde, conforme o estatuto e regulamento dos planos.

“Por isso, não é recomendável nesse caso fazer a portabilidade. A decisão cabe ao associado do Economus, mas alertamos o bancário a avaliar com cuidado e consultar a entidade. Os associados à Previ também devem prestação atenção, pois se não tiverem um benefício complementar pela entidade, terão de arcar com a cota patronal no pagamento do plano Cassi, aumentando sua contribuição mensal. Independentemente do plano de previdência, todos devem ter cautela”, alerta Ernesto.

Vantagens da portabilidade para o Previ Família:

· Taxa zero de carregamento e taxa de administração a partir de 0,98% ao ano, decrescente conforme o saldo acumulado

· Contribuições mensais a partir de R$ 100

· Flexibilidade para efetuar resgates parciais após três anos de filiação e solicitar benefícios a partir de 5 anos de filiação

· Possibilidade de resgate do saldo portado (pessoal + patronal) após três anos de vinculação ao plano

Como fazer a portabilidade:

1) Inscreva-se em www.previfamilia.com.br ou no App Previ;

2) Baixe o Termo de Portabilidade para o Previ Família, preencha e envie para vinculo.contingencia@previ.com.br.

A Previ disponibiliza algumas possibilidades para que você permaneça no plano:

– Autopatrocínio: você mantém o pagamento das contribuições pessoais e patronais.

– Benefício Proporcional Diferido: há a suspensão do pagamento das contribuições.
Atendimento jurídico na reestruturação

Os bancários do Banco do Brasil demitidos podem realizar junto ao Sindicato o pedido de ingresso na na Comissão de Conciliação Prévia (CCP) através de formulário online (CLIQUE AQUI).

Já os que perderam sua função de caixa ou comissão podem solicitar atendimento sindical e jurídico CLICANDO AQUI. No caso de bancários que ainda não foram demitidos e solicitaram ao banco inclusão no PAQ ou PDE, o Sindicato presta orientações jurídicas (CLIQUE AQUI). Em ambos os casos, um dirigente sindical retorna a solicitação em até 24h.

Com pandemia, bancos brasileiros devem voltar a ampliar prazo de dívidas

Publicado em:

Após renegociarem quase R$ 1 trilhão em contratos de empréstimos no ano passado, suspendendo mais de R$ 146 bilhões em parcelas de financiamentos, os maiores bancos do país já começam a perceber novas dificuldades dos clientes neste momento mais grave da pandemia. Embora o consenso do setor financeiro seja de que a crise atual será menos profunda do que em 2020, algumas instituições financeiras se planejam para uma nova etapa de medidas de apoio ao crédito de empresas e famílias.

Segundo o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, a perspectiva agora é de que, embora a pandemia esteja mais forte em 2021, o efeito para a economia deve ser mais concentrado. “Há perspectiva de vacinação, que ainda que lamentavelmente esse processo esteja atrasado. Mas há a perspectiva de que a situação vai melhorar a partir do segundo semestre.”

Ele admite, porém, que há alguns sinais de alerta no horizonte. “Alguns bancos já estão em processo de renegociação – não amplo, mas focado. Não adianta cobrar um dono de restaurante que não pode abrir”, diz o economista da Febraban.

O diretor executivo do Bradesco, José Ramos Rocha Neto, conta que o banco sequer chegou a fechar as portas da renegociação de crédito desde o início da pandemia. “Por mais que o sistema permaneça aberto desde o ano passado, muitas vezes o cliente não se lembra dessa opção. Quando vejo que há uma redução no fluxo de caixa de uma empresa, posso já oferecer a prorrogação”, diz.

Ainda assim, Rocha acredita que as dificuldades dos correntistas do Bradesco serão menores neste ano. “Boa parte das empresas criou alternativas para continuarem abertas e hoje já estão preparadas para atuar por meio digital. Vimos isso no setor de alimentação em 2020. Já houve esse aprendizado.”

O Estadão/Broadcast procurou os cinco maiores bancos do Brasil para saber quais medidas já vêm sendo tomadas por eles no crédito. O Itaú Unibanco respondeu que ainda não adotou novas ações. “No momento, não vemos necessidade de estender o programa de flexibilização de créditos (o Programa Travessia). Isso não impede que continuemos a discutir situações pontuais de nossos cliente”, afirmou, em nota.

Já o Santander informou já ter tomado duas medidas neste ano para facilitar os pagamentos dos contratos de crédito. Uma delas foi a prorrogação por mais três meses da carência nas operações de giro para empresas. De acordo com o banco, 35% das firmas que usam a linha aderiram à opção. Para pessoas físicas, o Santander lançou condições especiais para clientes e não clientes no empréstimo pessoal, no consignado e no financiamento de veículos.

O Banco do Brasil informou que oferece linhas de renegociação que contemplam até seis meses de carência, todas customizadas de acordo com o perfil do cliente.

A Caixa Econômica Federal declarou que tem proporcionado aos seus clientes a possibilidade de pausa em contratos de crédito e condições facilitadas para renegociação de dívidas. Para as micro e pequenas empresas, por exemplo, o banco ampliou o prazo de carência para início do pagamento do financiamento do Pronampe de 8 para 11 meses.

Fonte: CNN Brasil

Novo presidente do Banco do Brasil diz que vai priorizar eficiência e desinvestimentos

Publicado em: 09/04/2021

Fausto Ribeiro, o novo presidente-executivo Banco do Brasil (BBAS3), empossado após o presidente Jair Bolsonaro demitir seu antecessor devido a planos de fechamento de agências, disse nesta segunda-feira que vai priorizar melhoria da eficiência da instituição e desinvestimento em ativos não essenciais.

“É inegociável buscar eficiência, lucros crescentes, rentabilidade compatível com as principais instituições financeiras”, escreveu Fausto Ribeiro em carta aos funcionários do Banco do Brasil, citando um ambiente competitivo mais desafiador.

Bolsonaro confirmou Ribeiro como o novo presidente-executivo do BB na sexta-feira, em um movimento que levou dois membros do conselho a renunciar por causa do que eles descreveram como falta de experiência do executivo.

Entre suas prioridades, Ribeiro também citou a venda de ativos não essenciais. O BB colocou à venda, por exemplo, sua unidade de gestão de ativos, conforme relatado anteriormente pela Reuters.

Ribeiro disse ainda que vai trabalhar de acordo com as orientações do governo e não deu mais detalhes sobre isso no longo texto enviado aos funcionários. “O Banco do Brasil é de mercado e é do Brasil”, afirmou o executivo no texto.

As ações do Banco do Brasil acumulam queda de 21% neste ano, desempenho inferior ao dos principais concorrentes do banco. Nesta segunda-feira, os papéis encerraram em queda de 0,13% enquanto o Ibovespa avançou quase 2%.

Ribeiro afirmou ainda que os funcionários do BB continuarão trabalhando em casa durante a pandemia de coronavírus, apesar da oposição de Bolsonaro a acordos de trabalho remoto.

Críticas do Conselho de Administração

Antes mesmo de renunciarem aos mandatos, os membros do conselho de administração do Banco do Brasil Hélio Lima Magalhães, que era o presidente, e José Guimarães Monforte já vinham manifestando contrariedade com as decisões do governo sobre a direção do banco em atas. Na última, publicada um dia antes da renúncia, questionaram o rito de nomeação do presidente do banco, uma atribuição do presidente da República. O documento também traz uma ponderação sobre o nome de Fausto Ribeiro.

Em relação à indicação, o argumento é de que apesar de o ordenamento jurídico permitir essa indicação, ela também pode ser atribuída ao conselho administrativo, o que estaria alinhado às melhores práticas de gestão recomendadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A despeito do referido ordenamento, atualmente invocado para cumprimento do rito de nomeação para o maior cargo na hierarquia do Banco do Brasil, entendemos que existe legislação e interpretações mais avançadas para o tema, cuja aplicação, em não sendo possível no caso concreto, deve, contudo, ser perseguida pelos guardiões das boas práticas de governança corporativa”, argumentam em ata.

Para os conselheiros, as leis das sociedades por ações e das estatais abrem espaço para que a definição do cargo de presidente da instituição possa ser uma atribuição do conselho. Esse entendimento é reforçado pelas Diretrizes sobre Governança Corporativa para Empresas Estatais, da OCDE, que reconhece a competência dos conselhos para indicar ou destituir diretores-presidentes.

“Ressalte-se que as Diretrizes da OCDE são reconhecidas como padrão internacional para o exercício da função de propriedade estatal, com o objetivo de se evitar as armadilhas da titularidade passiva e a excessiva intervenção do Estado”, ponderaram.

Meritocracia e questionamento ao novo chefe

O documento também questiona o nome de Fausto Ribeiro, funcionário de carreira do BB e que comandava o braço de consórcio do banco desde setembro passado. A ata ressalta que “ameritocracia é um valor intrínseco” ao BB e elenca pontos da Política de Indicação e Sucessão da estatal para discordar da indicação de Ribeiro à função.

“Ao trazer à baila a Política de Indicação e Sucessão, observa-se que o ora indicado, sem qualquer demérito ao profissional e à sua carreira de 33 anos no BB, não percorreu ainda todas as etapas de funções gerenciais, o que não significa dizer que, ao vir a fazê-lo, não poderia se colocar em nível de prontidão para assunção de novos desafios futuros”, escreveram.

A avaliação é de que havia ferramentas que poderiam ser ajudado na identificação de candidatos e planejamento da sucessão na alta liderança do banco.

Fonte: Money Times

 

Falta de credibilidade do novo presidente dificulta ajustes no BB, avalia economista

Publicado em:

Em carta enviada a funcionários do Banco do Brasil na última segunda-feira (5), o novo presidente da instituição, o administrador Fausto de Andrade Ribeiro, afastou a ideia de privatizar o banco, também criticada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. No entanto, prometeu austeridade e levar adiante a agenda de venda e reorganização societária de negócios secundários.

Ribeiro tomou posse na última semana em meio à insatisfação de conselheiros do BB, que o consideraram pouco preparado para a função. Ele assumiu após a demissão do experiente André Brandão, executivo de mercado com atuação no HSBC dos Estados Unidos. Por conta da troca, o presidente do conselho, Hélio Magalhães, e o conselheiro independente José Guimarães Monforte decidiram renunciar.

“O Banco do Brasil é de mercado e é do Brasil”, afirmou o novo mandachuva do banco na carta. “É inegociável buscar eficiência, lucros crescentes, rentabilidade compatível com as principais instituições financeiras.”

Um dos motivos para a saída de Brandão seria a estratégia de reduzir consideravelmente o número de agências do BB pelo país, que teria incomodado o presidente.

Apesar de ser uma sociedade de economia mista e, assim, ter que dar rentabilidade aos seus acionistas, o Banco do Brasil também é uma empresa controlada pelo Estado, e, como tal, tem atribuições a cumprir que vão além da simples maximização de lucros. É o que explica, em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil, a professora Maria Beatriz de Albuquerque David, da Faculdade de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“As novas estratégias bancárias são cada vez mais de reduzir custos e trabalhar no sistema on-line, fazer a maior parte das suas operações digitalmente. Então, a proposta do antigo Banco do Brasil ia nesse sentido. Há um conflito aí porque o Brasil é um país muito grande e tem cidades pequenas. Então, os bancos estatais cumprem mais ou menos esse papel de ter agências em toda parte do país. Mas está sendo cada vez mais um papel da Caixa Econômica, porque ela tem custos mais baixos e tem menos participação de acionistas no sentido de exigir um retorno do seu capital”, afirma.

Para a especialista, a posse de Ribeiro como presidente do BBB e a contestação a ela cria um problema de credibilidade, ainda mais pelo fato de ele não ser um executivo conhecido no mercado e respeitado pela “burocracia do Banco do Brasil”.

“O Banco do Brasil não é um banco tradicional tampouco. Ele não é um banco comercial como o Bradesco, como o Itaú. Ele tem uma tradição de carreiras. Ele fica entre um misto de carreiras tradicionais do Estado com um banco. E também isso tem que ser ajustado, e isso é um problema difícil, principalmente por alguém que não tem respeitabilidade nem do corpo funcional e nem do mercado. Então, ele está frágil nos dois pés.”

A economista vê a nova presidência como uma forma de atender a desejos do Poder Executivo, mas “uma empresa estatal é uma empresa do Estado brasileiro”, e não “do governante do momento”. De acordo com ela, como a Caixa tem respondido muito bem a todas essas demandas estatais e do governo, “ele [Bolsonaro] quer o mesmo papel no Banco do Brasil”.

“O Banco do Brasil foi sempre um banco com uma grande ramificação rural, porque ele era o grande responsável pelos empréstimos rurais. Isso tem mudado nos últimos anos, mas a capilaridade de agências dele no interior se justificava por isso. Mas a tradição agora no mundo inteiro é que você faça grupamentos conjuntos, de agências bancárias junto com agências dos Correios, junto com mercados. Quer dizer, uma integração entre várias atividades nos locais onde você tem pouca capilaridade e pouca população. Então, é o que está mostrando a mudança do sistema bancário, mesmo estatal, a nível internacional.”(com agência Sputnik Brasil)

Fonte: Jornal do Brasil

Novo presidente do BB mostra alinhamento com Bolsonaro

Publicado em:

O novo presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, enviou nesta segunda-feira, 5, uma mensagem aos funcionários do conglomerado em seu primeiro ato após tomar posse na última quinta-feira, 1º. Na carta, obtida pelo Estadão/Broadcast, ele prometeu “austeridade” nas despesas e sequência à agenda de venda e de reorganização societária de negócios secundários, movimento que já está em curso na instituição. Ao mesmo tempo, tentou mostrar alinhamento ao presidente Jair Bolsonaro, contrário à privatização da instituição.

A carta veio depois de uma polêmica. Na esteira da saída de André Brandão, que era um executivo de mercado e veio do HSBC nos EUA para assumir o banco público, a escolha de Ribeiro não agradou a membros do conselho do BB. Na semana passada, o presidente do conselho, Hélio Magalhães, e o conselheiro independente José Guimarães Monforte, devolveram os cargos que ocupavam. Uma das razões para a saída de Brandão foi o anúncio de um forte programa de redução de agências, o que desgradou o presidente da República.

“As circunstâncias (da substituição), representadas por restrição inaceitável a atos da administração, emergiram e impedem efetivar medidas que visam realizar avanços na direção de ganhos de eficiência”, afirmou Monforte em trecho da sua carta de renúncia. “Acredito também que o processo de sucessão na liderança de empresas, principalmente as de capital aberto, não deve ser feita somente porque se detém o poder para fazê-las.”

Alinhamento com Bolsonaro

Mesmo sem citar explicitamente, a leitura foi a de que Ribeiro defende o mesmo discurso do presidente Jair Bolsonaro, que é contra a privatização do BB, diz um funcionário, na condição de anonimato. De diferentes maneiras, ele afirmou na carta aos funcionários que o conglomerado, de 212 anos de atuação, é um “patrimônio de todos os brasileiros”.

“O Banco do Brasil é de mercado e é do Brasil”, afirmou o novo presidente da instituição. E explicou: “É de mercado, está listado em Bolsa, tem que ser lucrativo, competitivo e eficiente ao atender mais de 65 milhões de clientes no Brasil e no Exterior; e é do Brasil, porque cada brasileiro é um sócio desse Banco, que nos faz ser historicamente compromissados com o desenvolvimento econômico e social do País.”

Citando seus colegas de BB, o novo presidente do banco disse que tem o compromisso de conduzi-lo com “retornos adequados” aos acionistas e “atuando de forma integrada e sinérgica com as diretrizes do seu controlador, o governo federal”. “É inegociável buscar eficiência, lucros crescentes, rentabilidade compatível com as principais instituições financeiras”, prometeu.

Na carta, Ribeiro listou dez itens que chamou de iniciativas estruturantes e nos quais suas gestão focará esforços. Dentre os pontos mencionados, prometeu acelerar a transformação digital e a inovação; compromisso com a austeridade e a eficiência na gestão de despesas; priorizar a cadeia do agronegócio; efetuar alianças e parcerias estratégicas para ampliar competências que permitam a expansão dos resultados do conglomerado; e realizar desinvestimentos e reorganização societária em determinados negócios.

Desafios tecnológicos

Ribeiro afirmou ainda que tem consciência de que o banco “está diante de enormes desafios” e que o ambiente é desafiador, mencionando fintechs e novas tecnologias como Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, e o open banking, que vai permitir o compartilhamento de dados do cliente. Para ele, as novas tecnologias “exigem novos modelos de negócio em um ambiente financeiro cada vez mais complexo”.

Fonte: Terra

 

A disputa pelos salários de 61,5 mil reais no BB — e que podem dobrar

Publicado em:

Desde que o presidente Jair Bolsonaro resolveu entrar no jogo político e se aliar ao centrão, sabe-se que o apoio político custaria altos cargos no governo. O que ninguém imaginava era, no entanto, que os cargos mais bem-remunerados do Banco do Brasil também entrariam na mira.

Depois da troca do presidente, cogita-se que cinco das sete cadeiras de vice-presidentes do conselho diretor do BB estão sendo avidamente disputadas pelo centrão e por aliados da família Bolsonaro. A remuneração do ocupante é de 61.564,83 reais, um valor que pode dobrar com a remuneração variável. O novo presidente, Fausto de Andrade Ribeiro, terá um salário de 68.781,66 reais – que também pode dobrar.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem e que atuam no banco há décadas, a briga é grande e esta é a primeira vez que veem isso acontecer de maneira tão voraz. Durante os governos anteriores, a quantidade de cadeiras presenteadas a aliados políticos variava de uma a três. Sabia-se internamente que a vice-presidência de governo e de agronegócio, por exemplo, já tinham um destino político. Dessa forma, ficavam preservadas as outras cadeiras mais concentradas nos negócios do banco propriamente ditos.

Quando Rubem Novaes assumiu como presidente do BB, no início do governo de Bolsonaro, isso mudou. Naquela época, a proposta de Bolsonaro de acabar com o “toma-lá da cá” e enxugar o Estado vinha sendo aplicada e as nove cadeiras de dos VPs viraram sete. Quando o seu substituto, André Brandão, assumiu em 2020, ele manteve os nomes e, apenas devido a falecimento, colocou na vice-presidência de negócios de atacado Bernardo de Azevedo Silva Rothe, funcionário de carreira do banco.

Agora, tudo mudou, a começar pela própria indicação de Fausto Ribeiro no lugar do técnico Brandão, com larga experiência de mercado e vindo do HSBC. Atualmente, os vice-presidentes que mais possuem estabilidade na camada de diretoria são Carlos Motta, de negócios e varejo, e Mauro Ribeiro Neto, corporativo. Motta teve indicação política e é o líder da rede de varejo do banco. Já Ribeiro Neto tem bom trânsito no Ministério da Economia e é reconhecido pelo bom trabalho que estaria fazendo no enxugamento de custos do banco.

Fonte: Veja

Centrão cobiça duas vice-presidências do Banco do Brasil

Publicado em:

O centrão marcha sobre o organograma do governo Bolsonaro com rara desenvoltura. Não para de crescer e absorver. Já não se contenta com tudo. Quer mais um pouco. Na semana em que colocou os pés no Planalto, o centrão intensificou a pressão para obter o controle de duas das sete vice-presidências do Banco do Brasil. A prioridade do grupo é a vice-presidência que cuida do agronegócio.

O olho do centrão engordou depois que Fausto Ribeiro foi nomeado por Bolsonaro nesta semana para substituir André Brandão, que renunciou à presidência do Banco do Brasil em março. Brandão saiu pela porta de incêndio porque Bolsonaro o impediu de implantar um programa de demissão voluntária e fechamento de agências para reduzir custos. A reestruturação saiu dos trilhos por pressão dos aliados do governo no Congresso.

Na última quinta-feira, dia em que a nomeação de Fausto Ribeiro foi formalizada por Bolsonaro, o presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Magalhães, e um conselheiro, José Guimarães, renunciaram aos cargos. Outros dois conselheiros estão aborrecidos com a novidade: Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista.

A saída de André Brandão foi vista como uma derrota para o ministro Paulo Guedes (Economia). Egresso do banco HSBC, ele realizava uma gestão técnica no Banco do Brasil. Extinguiu duas vice-presidências. Nas sete que manteve, acomodou funcionários de carreira, sem vínculos políticos. Sua saída funcionou como uma senha para a fase do liberou geral. Daí o assanhamento do centrão.

O que leva deputados e senadores a reivindicarem o controle de poltronas no Banco do Brasil? Você pode acreditar que é por patriotismo. Mas será assaltado (ops!) por uma dúvida se ouvir um trecho do depoimento de Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato.

Funcionário de carreira da Petrobras, o engenheiro Paulo Roberto tinha currículo e experiência para tornar-se diretor de Abastecimento da companhia. Mas os requisitos técnicos pesaram menos do que o apadrinhamento político. O então presidente Lula permitiu que o PP, partido do atual chefe da Câmara Arthur Lira, se apoderasse da alma de Paulo Roberto.

Em sua delação, Paulinho, como Lula o chamava, resumiu a metamorfose que o transformou de funcionário exemplar em corrupto confesso: “Eu trabalhei na Petrobras por 35 anos. Vinte e sete anos do meu trabalho foram trabalhos técnicos, gerenciais. E eu não tive nenhuma mácula nesses 27 anos.”

Paulinho prosseguiu: “Se houve erro —e houve, não é?— foi a partir da minha entrada na diretoria por envolvimento com grupos políticos, que usam a oração de São Francisco, que é dando que se recebe. Eles dizem muito isso. Então, esse envolvimento político, […] que tinha em todas as diretorias da Petrobras, é uma mácula dentro da companhia.”
Quer dizer: os apadrinhados dos partidos políticos devem obediência aos seus padrinhos, não aos contribuintes que lhes pagam o salário. Eleito com a falsa promessa de banir da administração pública os métodos do centrão, Bolsonaro, com os pés de barro expostos no caso da rachadinha, confraterniza com os maus costumes.

Os partidos do centrão e assemelhados já controlam três ministérios: Cidadania (João Roma), Comunicações (Fábio Faria) e, desde quarta-feira, a pasta responsável pela coordenação política do Planalto (Flávia Arruda). No segundo escalão, o grupo beliscou órgãos do porte do FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) —um cofre de R$ 50 bilhões anuais.

O centrão controla também o Dnocs, Departamento Nacional de Obras contra a Seca. Beliscou ainda a presidência do Banco do Nordeste. Agora, força a porta de acesso a duas vice-presidência do Banco do Brasil.

Nesse ritmo, logo ficará verde o “sinal amarelo” que o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse ter acendido no discurso em que ameaçou Bolsonaro com o impeachment. O lero-lero segundo o qual o Congresso dispõe de remédios “amargos” e “fatais” para lidar com presidentes ineptos é coisa de quem está irritado. E o centrão não costuma ficar com raiva. Fica com tudo.

Fonte: Uol

 

 

Monforte cita ‘restrição inaceitável a atos da administração’ em carta de renúncia

Publicado em:

Após o ex-presidente do conselho de administração do Banco do Brasil (BB), Hélio Magalhães, entregar sua carta de renúncia, tornada pública na noite de quinta-feira, 1, foi a vez do conselheiro independente José Guimarães Monforte, também ex-Citi, apresentar suas razões para abrir mão do assento que ocupava. A série de renúncias vem na esteira da nomeação de Fausto Ribeiro para a presidência do BB, no lugar de André Brandão, que entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto após lançar plano de enxugamento da instituição.

“As circunstâncias, representadas por restrição inaceitável a atos da administração, emergiram e impedem efetivar medidas que visam realizar avanços na direção de ganhos de eficiência”, afirma Monforte em trecho da sua carta de renúncia. “Acredito também que o processo de sucessão na liderança de empresas, principalmente as de capital aberto, não deve ser feita somente porque se detém o poder para fazê-las.”

Monforte ocupou a posição por pouco mais de um ano. Brandão, que deixou o posto em março, esteve à frente do BB por aproximadamente seis meses. O plano, que previa o fechamento de diversas agências e a redução da força de trabalho por meio de um plano de demissão voluntária, havia sido anunciado em janeiro e foi bem recebido no mercado, que interpretou a movimentação como um alinhamento da instituição bicentenária ao modelo de gestão empregado nas grandes instituições privadas, para fazer frente ao cenário competitivo que se desenha com a entrada das fintechs na disputa pela clientela. Mas desagradou o presidente Jair Bolsonaro e culminou na debandada de executivos.

“Tenho participado há alguns anos de tormentosa jornada na busca da evolução da governança das empresas estatais. Muitos avanços foram conquistados, não todos os pretendidos, mas conviver com retrocesso estabelece o limite que estou disposto a aceitar”, acrescentou Monforte, na carta, datada também de 1º de abril.

Em sua carta de renúncia, o presidente do colegiado, Hélio Magalhães, disse ter tomado a decisão em razão do “reiterado descaso com que o acionista majoritário vem tratando não apenas esta prestigiada instituição, mas também outras importantes estatais de capital aberto e seus principais administradores”. Magalhães protestou ainda contra o rito de escolha do novo presidente do banco, “o qual simplesmente não considera o desejável crivo deste conselho, vez que baseado em legislação anacrônica e contrária às melhores práticas de governança em nível global”.

Conselheiro Luiz Serafim Spinola Santos retira candidatura

Também na noite de quinta-feira, o Banco do Brasil enviou comunicado aos acionistas reapresentando documentos para a assembleia geral ordinária (AGO), devido ao pedido de retirada de candidatura do conselheiro Luiz Serafim Spinola Santos. É mais um nome a deixar o conselho de administração do banco. A saída de membros do conselho foi antecipada pelo Estadão/Broadcast.

Segundo o comunicado, os votos que já haviam sido conferidos ao indicado serão desconsiderados para a nova composição do colegiado e da diretoria, pauta da assembleia marcada para 28 de abril. Um novo boletim de voto poderá ser enviado até o dia 22.

Conforme o edital da assembleia, no caso dos conselheiros indicados pelos acionistas minoritários eram três indicações para somente duas vagas. Além de Santos, fora reconduzido Paulo Roberto Evangelista de Lima e no edital constava o nome da ex-CEO da Lacoste, Rachel de Oliveira Maia.

Diante do aumento da interferência do governo Bolsonaro nas estatais, conforme revelou o Estadão/Broadcast, alguns membros do conselho do BB vieram a público mostrar seu descontentamento com o governo e em defesa da gestão de André Brandão. Uma manifestação no início de março foi assinada por Magalhães e Monforte, além de Santos e Lima.

Fonte: Terra