Banco do Brasil testa primeiro débito online via Click to Pay

Publicado em: 12/08/2026

Banco do Brasil, Visa e Stone concluíram a primeira transação de débito utilizando o Click to Pay no Brasil. Realizada em ambiente de produção controlado, a operação marca um avanço na adoção do débito nas compras online ao eliminar a necessidade de inserir manualmente os dados do cartão durante o pagamento.

Segundo as empresas, a solução está na fase final de implementação e deve ser disponibilizada ao mercado ainda em 2026.

A novidade amplia o uso do Click to Pay, tecnologia que já vinha sendo utilizada para pagamentos com cartão de crédito, e busca tornar a experiência de compra com débito mais simples, rápida e segura.

Débito online ganha jornada mais simples

Embora o débito seja um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros nas compras presenciais, sua utilização no comércio eletrônico ainda enfrenta etapas adicionais em comparação com outras modalidades.

Com a nova solução, as transações passam a ser autenticadas automaticamente pelo emissor com base no usuário e no dispositivo utilizado, reduzindo atritos durante o checkout.

Nos últimos 12 meses, o número de transações realizadas por meio do Click to Pay cresceu quase 12 vezes no Brasil, refletindo a expansão da tecnologia no mercado nacional.

Biometria reforça segurança da operação

A primeira transação foi viabilizada pela integração das tecnologias desenvolvidas por Banco do Brasil, Visa e Stone.

O processo utilizou o Visa Passkey, solução de autenticação biométrica que adiciona uma camada extra de segurança às transações.

O Banco do Brasil foi responsável pela autenticação do consumidor, permitindo o cadastro da credencial diretamente no aplicativo da instituição por meio do push provisioning e utilizando a tecnologia Cloud Token Framework (CTF), que possibilita a geração do Visa Passkey.

Segundo Bárbara Lopes, diretora de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, a iniciativa busca ampliar o uso do débito no comércio eletrônico com uma experiência mais fluida para os consumidores.

Já a Stone informou que prepara sua infraestrutura para disponibilizar a funcionalidade aos estabelecimentos que utilizam suas soluções de pagamento.

Tokenização melhora aprovação das compras

A tecnologia é baseada em tokenização, processo que substitui os dados reais do cartão por um identificador digital exclusivo durante a transação.

Segundo a Visa, esse modelo pode reduzir em até 60% os índices de fraude.

A empresa informa ainda que as compras realizadas por meio do Click to Pay registram taxa média de aprovação de 81%, resultado dois pontos percentuais superior ao das transações tokenizadas tradicionais e oito pontos acima dos pagamentos realizados sem tokenização.

Fonte: E-Commerce Brasil

Visa e Banco do Brasil testam compras feitas por agentes de IA

Publicado em: 09/04/2026

Em um futuro bem próximo, não serão apenas CEOs que terão secretárias para resolver burocracias do dia a dia, como comprar passagens aéreas, flores para a esposa ou encomendar um terno para um evento especial. Até o próximo ano, é possível que qualquer consumidor tenha a sua própria assistente pessoal de compras, graças à inteligência artificial.

A Visa realizou a primeira transação via agentes de inteligência artificial do Brasil na quarta-feira, 11 de março. O teste foi feito em parceria com o Banco do Brasil, utilizando a plataforma Visa Intelligent Commerce (VIC). A perspectiva é que a tecnologia seja liberada para amplo uso já no segundo semestre.

O chamado “comércio agêntico”, aquele que ocorre quando agentes movidos por IA e não por pessoas conduzem o processo de compra, é o que está por trás do teste realizado pela Visa e pelo Banco do Brasil.

Na prática, o sistema permitiu que um agente de inteligência artificial executasse o pagamento utilizando um cartão BB Visa previamente habilitado, com autenticação, tokenização e controles de segurança apoiados pela infraestrutura global da Visa.

A novidade propõe uma mudança na lógica do e-commerce. Em vez de o consumidor navegar por sites e aplicativos, ele delega parte da jornada de compra a um agente de IA — sejam grandes LLMs, como ChatGPT, ou mesmo bots de lojas — que pode buscar produtos, comparar ofertas e concluir a transação dentro de parâmetros definidos pelo usuário.

“Você pode falar: procure uma passagem do Rio de Janeiro e, se encontrar por menos de R$ 300, pode comprar. O agente monitora e executa quando encontra a condição. É como ter uma secretária digital que faz a pesquisa e executa a compra”, afirma Leandro Garcia, diretor-executivo de produtos da Visa do Brasil, ao NeoFeed.

Além do Banco do Brasil, outros emissores brasileiros também participam dos testes da tecnologia. Se ganhar escala, o impacto pode ir além da experiência do consumidor. Para Garcia, o comércio agêntico também pode mudar a dinâmica de competição no varejo digital.

De acordo com ele, pequenos lojistas, que hoje têm dificuldade de aparecer nas primeiras posições das buscas, podem ganhar mais visibilidade quando a recomendação passa a ser feita por algoritmos. “Em vez de disputar a primeira página do buscador, as empresas vão disputar a preferência dos agentes de IA”, diz Garcia.

A Visa lançou globalmente o Visa Intelligent Commerce no ano passado e já realizou as primeiras transações desse tipo nos Estados Unidos e na Europa. Desde o fim de 2025, a companhia vinha trabalhando para antecipar a chegada da tecnologia ao mercado brasileiro.

Um dos desafios foi adaptar a solução às particularidades do sistema de pagamentos local, que combina diferentes modalidades — como crédito e débito — e exige controles adicionais.

“É um país desafiador. A gente precisa colocar uma lupa maior para garantir que todos os mecanismos de segurança e controle funcionem”, diz Garcia.

Além da infraestrutura de pagamentos, a companhia também desenvolveu um protocolo chamado Trust Agent Protocol, lançado globalmente em novembro, que permite identificar quando uma transação está sendo iniciada por um agente de IA certificado pela Visa. A ideia é dar mais transparência aos comerciantes e reduzir o risco de fraudes.

Outro foco da fase atual de testes é entender o comportamento tanto dos usuários quanto dos próprios agentes de IA. A preocupação é garantir que o sistema opere dentro dos padrões de segurança e evitar erros de interpretação ou decisões indevidas dos algoritmos.

Fonte: Neofeed

BB conclui 1ª transação com agente de IA no País usando plataforma da Visa

Publicado em: 20/03/2026

O Banco do Brasil afirma ter conduzido no dia 11 de março, a primeira transação no País em que um agente de inteligência artificial realizou uma compra em nome do consumidor. O procedimento foi feito por meio do Visa Intelligent Commerce, a plataforma da bandeira multinacional que viabiliza o chamado “comércio agêntico”.

O processo ocorreu em um ambiente de produção controlado, espécie de teste monitorado com aplicação real. A partir de uma autorização prévia, o cartão do portador é habilitado para o processamento da transação, o que permite que o agente de IA faça o pagamento em favor do cliente. Em um exemplo hipotético prático, o usuário pode pedir que a ferramenta compre passagens aéreas para determinado destino a partir de certo preço.

A rede da Visa fica responsável pela autenticação e os controles de segurança, além da tokenização — a substituição de dados sensíveis de um cartão por um código único para proteção da informações.

“A adoção do Agentic Commerce amplia a conveniência para os clientes, sem abrir mão da segurança e da confiabilidade tradicionais do BB, e aproveita a oportunidade gerada com a adoção massificada de IA pelo mundo”, afirmou o diretor de Soluções em Meios de Pagamento e Serviços do BB, Pedro Bramont.

O Visa Intelligent Commerce entra como o viabilizador da infraestrutura tecnológica que permite transações baseadas em consentimento, iniciadas por agentes de IA em nome dos consumidores. A empresa garante seguir “rigorosos padrões de segurança e requisitos regulatórios”.

“Esse movimento inaugura uma era de conveniência e eficiência sem precedentes, tornando essencial que empresas, consumidores e todos os participantes da cadeia de valor de pagamentos estejam preparados para se adaptar rapidamente a esse ‘novo mundo’, em que a inteligência artificial redefine padrões de consumo, competitividade e inovação no varejo digital”, disse o presidente da Visa no Brasil, Rodrigo Cury.

O comércio agêntico é uma das grandes apostas do setor para alavancar o uso da IA no e-commerce, que completou 30 anos no Brasil. A principal rival da Visa, a Mastercard, tem concentrado o desenvolvimento da tecnologia no chamado Agent Pay e tem parceiros como Microsoft e PayPal.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BB e Visa fecham parceria para agilizar transações online

Publicado em: 17/07/2019


Diante do aumento das compras online e da proliferação de marketplaces e sites de compra e venda via internet, Banco do Brasil e Visa firmaram parceria para realizar pagamentos via débito com o protocolo 3DS 2.0. Segundo as duas instituições, a novidade será capaz de agilizar a comunicação entre o dono e emissor do cartão e estabelecimento de compra, facilitando a verificação da identidade do portador deixando o processo 10 vezes mais rápido.

O BB se torna o primeiro banco da América Latina a adotar o protocolo para compras de débito (já existia a função para crédito). Segundo dados da Visa, o novo método adotado pelo Banco do Brasil é responsável 70% menos desistências das compras, e uma agilidade de até 85% na hora do checkout online. O 3DS 2.0 possibilita a verificação quase imperceptível e sem atritos, além de evitar o cancelamento de compras em razão do uso da marca Verified by Visa (VBV).

“O passo que demos agora é essencial para oferecer uma experiência de compra mais segura e eficiente aos nossos clientes, diminuindo atritos e aumentando a conversão de vendas. Hoje o BB é o único banco que está pronto para transacionar de forma completa, tanto no crédito quanto no débito na América Latina”, comenta Edson Costa, Diretor de Meios de Pagamento do BB.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

BB e Visa: receba até 100 reais em benefícios

Publicado em: 30/08/2017


Desde a semana passada, os consumidores com a função crédito habilitada poderão receber ressarcimento de compras efetivadas via “Visa Checkout” com os parceiros deste programa de benefícios. A promoção é exclusiva para clientes do “Banco do Brasil” que possuem função crédito liberada nos cartões da bandeira “Visa”, indiferente da modalidade, e o benefício nao se estende para as demais bandeiras.

Existem várias bandeiras disponíveis, como as bandeiras “Elo”, “Visa”, “Mastercard”, “Amex”, dentre outros. Para solicitar, você precisa entrar em contato com alguma agência do banco e realizar uma análise de crédito; ou pode ir em alguma empresa conveniada, como a “Livrarias Saraiva”.

Visa Checkout

Visa Checkout é um serviço ofertado pela bandeira “Visa” que disponibiliza maior facilidade no pagamento de contas via internet, a partir de qualquer dispositivo eletrônico sem prévio cadastro desde que o usuário já possua cadastro no programa. Quando o usuário faz a inscrição, tem seus dados resguardados, e as operações realizadas no crédito contam com a segurança da empresa. Assim, todos os clientes que ainda não se sentem confortáveis como o uso de aplicativos remotos (celular, computador e tablet) poderão fazer uso do serviço sem nenhuma restrição de fraude.

A parceira

Em parceira, o “Banco do Brasil [VIDEO]” e a bandeira “Visa” disponibilizarão um retorno do valor gasto pelos seus clientes que utilizarem o aplicativo até o final de setembro, dia 30. Os clientes deverão ser ressarcidos até o valor de R$ 40, sendo R$ 20 na primeira compra efetivada e na segunda, o restante do valor. Entretanto, para ganhar o benefício, o usuário precisa se cadastrar no site “Vaidevisa”.

A promoção é por CPF e cliente, e exige função crédito habilitada em qualquer modalidade de cartão visa. Para os clientes com perfil estilo que possuam cartões da sua modalidade de relacionamento, até 5 compras no valor de R$ 20,00 são permitidas, não ultrapassando o teto de R$ 100 [VIDEO]. Algumas das lojas conveniadas com a visa Checkout são “Ponto frio”, “Casas Bahia”, “Saraiva”, “ifood”, dentre outras. A promoção, inclusive, é cumulativa com outras incluídas em quaisquer convênios da “Visa Checkout” com outras empresas, como os descontos no aplicativo “ifood”.

Fonte: Portal Blasting News

CVM condena Pizzolato por desvio de recursos no BB

Publicado em: 26/12/2016


Em um julgamento de pouco mais de meia hora, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, a pagar a multa máxima aplicável, de R$ 500 mil, por irregularidades no repasse de recursos referentes a ações de marketing do Fundo Visanet à agência de publicidade, como a DNA Propaganda, de Marcos Valério, apontado como principal operador do esquema do mensalão.

Além dele, a CVM ainda penalizou outros dois ex-diretores de varejo do banco – Fernando Barbosa de Oliveira, que deverá pagar multa de R$ 250 mil, e Paulo Bonzanini, que não pagará multa, mas recebeu advertência.

Pela visão da autarquia, eles agiram sem a diligência exigida, diante dos alertas de que os procedimentos para aprovação da antecipação de pagamentos a agências de publicidade e de controle da aplicação dos recursos em ações de marketing eram falhos.

O Fundo Visanet foi criado em 2001 para promover a marca Visa e pertencia à Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP), da qual o Banco do Brasil detinha 31,99%.

No processo do Mensalão, Pizzolato foi acusado de liberar irregularmente mais de R$ 70 milhões do fundo para a DNA. Acabou condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O ex-diretor cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O processo sancionador na CVM foi aberto em 2012, para investigar repasses de 2001 a 2004. Após Pizzolato assumir a diretoria de marketing, em 2003, mudanças nos procedimentos internos do banco permitiram que os recursos fossem repassados à agência de publicidade antes de serem definidas as ações publicitárias de incentivo a que se destinavam.

O total repassado em 2003 e 2004 (R$ 73,8 milhões) correspondia a 81,65% do total aportado pelo BB para o Fundo Visanet via CBMP.

“O então diretor de marketing atuou de forma completamente dolosa para desviar recursos da companhia para a agência DNA. O próprio STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu que a atuação de Henrique Pizzolato, desde que tinha assumido o cargo, foi determinante para materialização do esquema lesivo em detrimento do Banco do Brasil”, afirmou o presidente da CVM, Leonardo Pereira.

Apesar da multa máxima aplicável ser de R$ 500 mil – valor que deverá ser pago por Pizzolato -, os diretores da CVM chegaram a considerar a possibilidade de estendê-la a três vezes o prejuízo causado à empresa e seus acionistas.

A proposta de ampliar a penalidade partiu do diretor Gustavo Borba, que, no entanto, teve o voto vencido, por causa da dificuldade em definir exatamente o tamanho do prejuízo provocado.

Sobre os outros dois diretores julgados no processo, a compreensão é que suas participações no esquema foram menos danosas do que a de Pizzolato.

“Há uma fundamental diferença no dever de lealdade de Pizzolato e as infrações dos diretores de varejo. A conduta dos diretores de varejo apresentam graus substancialmente menores que a de Pizzolato”, disse Pereira, em seu voto.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/cvm-condena-pizzolato-por-desvio-de-recursos-no-banco-do-brasil/