Banco do Brasil deve fechar 11 agências no Ceará; veja lista

Publicado em: 25/02/2021

Subiu para 11 o número de agências do Banco do Brasil (BB) que devem ser fechadas no Ceará desde o início da reestruturação da instituição, em janeiro deste ano. O quantitativo foi confirmado pelo Sindicato dos Bancários do Estado (Seeb). Na Capital, serão três unidades: da Parquelândia, Aerolândia e avenida Barão de Studart.

No último dia 10, a informação da entidade é de que seriam oito as unidades encerradas.

Além das agências que terão as atividades encerradas, outras nove serão reduzidas a postos de atendimento. De acordo com o presidente do sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, o número pode ser ainda maior.

“O Banco não está tendo transparência com os dados, mas o movimento deve seguir sendo esse. Acreditamos que eles querem reduzir para facilitar a privatização”, avalia.

Na sexta-feira (19) o Sindicato realizou uma manifestação na agência Empresa Parquelândia, em frente ao North Shopping, que já foi anunciada como uma das que terão as atividades encerradas em breve.

Nesta segunda-feira (22), a partir das 14h, o Seeb participa de uma reunião por videoconferência com o Comando Nacional dos Bancários.

O Diário do Nordeste questionou o Banco do Brasil sobre novos fechamentos e aguarda resposta.

Veja quais as agências serão fechadas:

  1. Empresa Parquelândia (Fortaleza)
  2. Aerolândia (Fortaleza)
  3. Barão de Studart (Fortaleza)
  4. Santana do Cariri
  5. Juaci Sampaio (Caucaia)
  6. Alto Santo
  7. São João do Jaguaribe
  8. Itaiçaba
  9. Posto de Atendimento de Ibiapina
  10. Dois Postos de Atendimento vinculados a Tabuleiro do Norte

Agências que virarão postos de atendimento (9 unidades)

  1. Orós
  2. Cambeba (Fortaleza)
  3. Aiuaba
  4. Catarina
  5. Irauçuba
  6. Morrinhos
  7. Ipueiras
  8. Frecheirinha
  9. Iracema (posto sem atendimento de caixas)

Brasil

Em todo o País, o plano de reorganização do banco prevê a desativação de 361 unidades (112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento), a conversão de 243 agências em postos de atendimento e oito postos de atendimento em agências.

Fonte: Diário do Nordeste

 

BB: cidade do Maranhão se mobiliza contra fechamento de única agência

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O fechamento de mais de 360 agências do Banco do Brasil no país e o programa de demissão de 5.000 funcionários, medidas anunciadas em janeiro pela direção do banco, irão, caso sejam levadas adiante, causar forte impacto nos municípios, especialmente aqueles mais pobres, com menor assistência bancária e necessidade de acesso a pequenos créditos.

“Essas medidas vão enfraquecer ainda mais a atuação do Banco do Brasil, especialmente nas pequenas cidades, onde são mais necessárias as ações sociais, de fomento ao desenvolvimento e combate às desigualdades”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), Eloy Natan.

O município de Governador Archer, localizado a 310 km da capital São Luís é um exemplo do caos que poderá ser provocado com o fechamento de agências em pequenas cidades do país.

A população se uniu ao sindicato em defesa da manutenção da única agência da cidade, que sequer vai receber posto de atendimento. Para ter acesso aos serviços bancários, será necessário percorrer quase 40 quilômetros até o município mais próximo.

Os próprios moradores abraçaram a causa, em reconhecimento aos impactos que irão sofrer e coletaram mais de 1.600 assinaturas, entregues ao sindicato. É o que explica a pequena comerciante Saldanha Maria Monteiro, moradora de Governador Archer e cliente do banco há mais de 22 anos.

“Alguns comerciantes irão fechar, porque não haverá circulação de dinheiro na nossa cidade, irá causar prejuízos a pessoas idosas e deficientes que precisarão se deslocar até outras cidades para realizar um saque. Eu sou cliente há mais de 22 anos e é uma agência que sempre trabalhou corretamente. Não há necessidade para o fechamento de uma agência que ajuda as pessoas da sua cidade e que gera economia para a nossa cidade”, defende Monteiro.

Para atuar junto à população, ao sindicato e demais entidades, foi criada também a “Frente Parlamentar Contra o Fechamento das Agências Bancárias no Maranhão”, de autoria do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), com o apoio de outros 23 deputados estaduais.

O deputado explica que com a falta de acesso às ferramentas digitais, além de prejudicar a população, o deslocamento a outros municípios vai impactar diretamente a economia da região.

“Quando a pessoa vai fazer uma atividade de movimentação financeira em outra cidade, automaticamente ela já tende a consumir lá, dificultando o comércio na outra região. É algo que prejudica diretamente toda a população, para além dos servidores”, afirma o parlamentar.
Caso de Justiça

Em resposta a uma ação civil pública do Sindicato dos Bancários do estado, foi do Maranhão a liminar provisória que impediu o fechamento de qualquer unidade do Banco do Brasil durante a pandemia, decisão válida para todo o país.

Expedido pelo juiz Douglas de Melo Martins no dia 3 de fevereiro, o documento mantinha a decisão “enquanto perdurarem as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância nacional de que trata a Lei nº 13.979/2020.”

No entanto, no dia 11 de fevereiro, o desembargador Guerreiro Júnior, também do TJ-MA, suspendeu a liminar e autorizou a continuidade do processo de reestruturação do banco, que inclui o fechamento de agências e demissão de funcionários, sob a alegação de que a suspensão geraria “danos financeiros irreparáveis.”

Para o SEEB-MA, a justificativa não se sustenta, uma vez que o Banco do Brasil registrou lucro de R$ 13,9 bilhões em 2020, em pleno ápice da pandemia.

“Ao nosso ver essa decisão é absurda, tendo em vista que o Banco do Brasil e os bancos em geral têm obtido lucros bilionários ano após ano. Mesmo durante a pandemia, os ganhos dos bancos são superiores a qualquer setor da economia. Então estamos buscando o recurso ao Tribunal de Justiça, buscando reverter essa decisão”, diz o sindicalista Eloy Natan.

O sindicato promete recorrer da decisão do desembargador, com um recurso ao TJ-MA, na expectativa de que o pleno de desembargadores possa reverter a decisão. Além disso, conta com o fortalecimento de alianças com mandatos parlamentares, com a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) e também outros órgãos de defesa dos interesses da população.

Esse é o propósito também da Frente Parlamentar Contra o Fechamento das Agências Bancárias no Maranhão, que garante atuação junto à bancada federal maranhense, a fim de unir forças pela reversão do fechamento das agências frente ao governo Bolsonaro.

“A gente acredita sim, que é possível reverter essa decisão do Governo Federal, sobretudo com o envolvimento da sociedade civil organizada, dos poderes. A gente se abraçar e abraçar essa causa, mostrando que ela é fundamental para o desenvolvimento do nosso estado”, conclui o deputado Marco Aurélio.

Fonte: Rede Brasil Atual

Gerentes da PSO no Banco do Brasil constrangem funcionários, diz sindicato

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Uma das administradoras da PSO (Plataforma de Suporte Operacional) na região Sul de São Paulo encaminhou mensagem de e-mail constrangendo e expondo o nome e a produtividade de funcionários, e também em tom de ameaça aos gerentes de módulos, em uma atitude pouco respeitosa e que desconsidera a atual realidade em que se encontra a relação entre os caixas e escriturários da PSO e a direção do Banco do Brasil, por causa da reestruturação que retirou as comissões destes funcionários.

O e-mail foi enviado pouco depois que o Banco do Brasil divulgou o programa de reestruturação, pelo qual irá reduzir o salário dos colegas da PSO por meio da extinção da comissão Caixa Executivo e acabar com o compromisso da gratificação de caixa para os escriturários.

Por outro lado, o banco apresentou lucro líquido de R$ 13,8 bi em 2020, e anunciou aumento da participação na distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas.

Estas ações geraram indignação do funcionalismo, que vem aderindo às mobilizações feitas pelos sindicatos ao redor do país, com grande participação dos funcionários das PSO’s, principalmente nas paralisações.

Devido a isto, parece claro que venha a ocorrer a diminuição das vendas causada a desmotivação e a perda do entusiasmo em relação a procura por resultados, elencados com as mazelas da reestruturação.

“E parece que agora os problemas estão sendo agravados pelo jeito autoritário e desrespeitoso como as metas estão sendo cobradas, o que só piora a situação e coloca em xeque o conceito falacioso de liderança entre os gestores do BB”, afirma Ana Beatriz Garbelini, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e bancária do Banco do Brasil.

A PSO Centro está com defasagem de caixas. Porém, há agências que estão com quadro muito defasado de funcionários, e os caixas estão sendo usados nas Salas de AutoAtendimento, exercendo a função de escriturários sem abrir caixa e sem receber gratificação. “Sendo que com esta defasagem de caixas, estes poderiam estar abrindo o Terminal de Caixa, onde há falta, ao invés de cobrirem a defasagem das agências. E não está havendo respaldo da PSO para priorizarem a abertura de caixa pra manter a gratificação”, afirma Ana Beatriz.

Há relatos também de reuniões nas quais os funcionários são apenas obrigados a obedecer, sem direito a dar opinião, em um tom agressivo, em que as exigências têm destoado do limite do razoável.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Justiça do Trabalho suspende programa de reestruturação que barrou gratificação de caixas executivos no BB

Publicado em: 19/02/2021

A 6ª Vara do Trabalho de Brasília, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, concedeu liminar que suspende, até que o processo seja concluído, a reversão dos cargos de ‘caixa executivo’ para ‘escriturários’, promovida pelo Banco do Brasil no âmbito de seu plano de reestruturação. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), autora da ação, argumentou que a mudança provocou a perda de rendimento por parte dos servidores, devido à supressão de gratificações. A decisão vale para todo o País.

O Banco do Brasil colocou em curso um plano de reestruturação com o objetivo de enxugar custos e melhorar a eficiência de seu serviço. Dessa forma, diversas agências bancárias devem ser vendidas e um programa de demissão voluntária foi implantado — consta no processo que 5.533 foram desligadas da instituição. A Contraf argumenta que não houve negociação prévia com os servidores, conforme é firmado em acordo coletivo celebrado entre o banco e seus funcionários. Nesse contexto, também foi anunciada a extinção do cargo de ‘caixa executivo’ e a consequente anulação das gratificações concedidas às pessoas que desempenhavam essa função.

A confederação questionou a medida, uma vez que os benefícios deveriam ser mantidos até 31 de agosto de 2022, como foi estabelecido no acordo coletivo que está em vigência. Além disso, a entidade de representação pondera que a Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho prevê a incorporação das gratificações aos salários, quando o trabalhador permanece por dez anos ou mais desempenhando a mesma função. Segundo a advogada Renata Cabral, que representou a Contraf na ação, a reestruturação do banco ‘previa a extinção de algumas agências e unidades sem garantir a estabilidade da remuneração dos empregados que vierem a perder seus cargos’.

O juiz relator do caso, Antonio Umberto de Souza Júnior, afirmou que a discussão ainda encontra-se em estágio inicial e que, portanto, faltam insumos para uma decisão definitiva. Porém, ponderou que ‘a forte automação bancária e os interesses do capital não devem ser as únicas variáveis a serem consideradas quando se cogita de uma reorganização empresarial’. “Afinal, convivem, no mesmo nível da planície constitucional, o valor social da iniciativa privada e empresarial pública e o valor social do trabalho”, escreveu o magistrado.

Dessa forma, ele acolheu a argumentação apresentada pela Contraf e determinou a suspensão da medida que extinguiu os cargos e gratificações até que o processo seja concluído. Além disso, ele firmou que seja aplicada multa no valor de 100% do valor da gratificação de caixa executivo ‘por e para cada empregado prejudicado’, caso o banco descumpra a liminar.

Com a palavra, o Contraf e o CEBB

A reestruturação do BB previa a extinção de algumas agências e unidades sem garantir a estabilidade da remuneração dos empregados que vierem a perder seus cargos. A decisão impede que a remuneração seja rebaixada, com a perda da gratificação da função, nesse caso, os caixas executivos.

“É uma vitória importante! A retirada da gratificação reduziria significativamente os rendimentos dos funcionários, que são escriturários e recebem o valor adicional para exercerem a função de caixa. Não é justo que o banco deixe de pagar esses valores”, destacou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

“O banco promoveu a mudança sem sequer comunicar aos funcionários, nem sua representação sindical. Quando soubemos, tentamos negociar, inclusive com a mediação do Ministério Público (do Trabalho), e somente buscamos a Justiça após o banco se negar a atender qualquer das reivindicações dos trabalhadores”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Com a palavra, o Banco do Brasil

A reportagem entrou em contato com o Banco do Brasil e aguarda resposta. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte: Estadão e Contraf

 

 

Deputado Kim Kataguiri quer incluir BB no pacote de privatizações do governo

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O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) apresentou na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (17 de fevereiro), um Projeto de Lei (PL 461/2021) que altera a Lei 9.491 de 1997 e inclui o Banco do Brasil no Programa Nacional de Desestatização.

“Kataguiri é e sempre foi um instrumento da política privatista dentro do Congresso Nacional e fora dele. Um simples executor e apoiador dos projetos nefastos do governo Bolsonaro e do (ministro da Economia) Paulo Guedes. O deputado justifica o projeto alegando que é muito ‘simples’ privatizar o Banco do Brasil, desconhecendo totalmente sua função pública e os lucros astronômicos produzidos por seus funcionários, que refletem em recursos para a União”, observou o secretário de Relações do Trabalho e responsável por acompanhar os projetos de interesse da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) no Congresso Nacional, Jeferson Meira.

O dirigente da Contraf-CUT observa, porém, que, mesmo se aprovada, a proposta de Kataguiri terá que ser alterada por uma Lei Complementar, que deve ter origem no Executivo.

“Mas temos que lutar com todas as nossas forças para que o projeto do Kataguiri não seja aprovado. Pois sabemos dos interesses do governo Bolsonaro na privatização das empresas públicas, dentre elas o Banco do Brasil. Já sentimos na pele a privatização disfarçada que ele vem promovendo no banco, com reestruturações e a venda de subsidiárias altamente lucrativas e, sabemos, se o banco ainda não foi privatizado foi devido à resistência das entidades sindicais e do apelo popular contra a pauta de privatizações”, ressaltou o dirigente.

Caixa Econômica Federal

Apesar de em sua justificativa o deputado dizer que existem peculiaridades que dificultam a privatização da Caixa Econômica Federal, por ela fazer parte do sistema nacional de habitação e por controlar as loterias, Meira diz que também existe risco para a Caixa.

“Na justificativa ele diz que existem ‘peculiaridades que dificultam a privatização da Caixa Econômica Federal’, mas no texto que dá à nova redação ao artigo 3º da Lei 9.491, de 1997, ele também exclui a Caixa dos dispositivos da lei que vedam participações acionárias na empresa. Ou seja, existem dificuldades, mas a colocação de ações da Caixa na Bolsa também não estará mais vedada”, observou.

Mostrar contrariedade

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, critica o projeto: “Dizer que o Banco do Brasil pode ser privatizado por já ter ações na Bolsa é, no mínimo, falta de conhecimento da importância do banco para a economia do país. Mas, também pode ser que haja interesses diferentes do que o de desenvolvimento social e econômico do Brasil, o que contraria o dever que deveria ter um deputado federal”, criticou.

“Por isso, vamos alertar aos funcionários e também toda a sociedade quanto aos riscos que existem caso o projeto seja aprovado. Vamos instruir a todos que se manifestem contra a aprovação”, acrescentou Fukunaga.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Despesas permanecerão sob rigoroso controle neste ano, diz presidente do BB

Publicado em: 18/02/2021

O presidente do Banco do Brasil (BBAS3), André Brandão, prometeu controle rigoroso nas despesas em 2021. Depois de uma leve alta de 0,1% no ano passado, com uma inflação de 4,5% e reajuste dos bancários, a meta é perseguir a redução nominal dos gastos.

“Mantivemos um firme controle das despesas, que cresceram abaixo da inflação anual, e permanecerão sob rigoroso controle neste ano, certamente se comportando abaixo da inflação, mas com o BB perseguindo a redução nominal das despesas”, disse Brandão, em nota à imprensa.

A sinalização ao mercado vem em um momento importante após o anúncio quanto a um plano de eficiência do BB ter desagrado o presidente Jair Bolsonaro. Na prática, o que pesou foi o fato de a iniciativa prever o fechamento de 12 agências, totalmente em linha com o que os bancos privados, mas que vai de encontro com as preferências dos parlamentares.

De acordo com Brandão, o Banco do Brasil finalizou 2020 mais preparado para continuar crescendo em seus negócios neste ano. “Mesmo com as dificuldades da pandemia, atravessamos esse período com crescimento de 9% na carteira de crédito”, disse.

Com índices de capital “ainda mais sólidos”, o BB poderá, conforme ele, continuar expandindo os empréstimos e financiamentos, desde que aprovados após “análises adequadas de avaliação de risco”.

O executivo destacou ainda a qualidade do crédito concedido. “Nossa inadimplência fechou o ano em 1,9%, patamar inferior à média dos nossos principais concorrentes”, observou, chamando atenção para a forte presença do BB em linhas de menor risco.

Outro ponto mencionado por Brandão – e que é uma das prioridades de sua gestão – diz respeito ao aprimoramento da experiência do cliente. “O setor financeiro passa por nível de competitividade que exige dos bancos estratégias totalmente focadas nos consumidores”, admitiu.

O objetivo do BB, disse, é fazer com que todos os números do resultado sejam direcionados para melhorar a experiência do cliente, priorizando soluções digitais. “Estamos trabalhando fortemente nesse sentido. Prova disso são os 4,7 milhões de usuários que nosso APP (aplicativo) ganhou em 2020. Foram realizados mais de 17 milhões de atendimentos pelo WhatsApp. Em dezembro, somaram-se mais de 21 milhões de clientes ativos nos canais digitais”, listou.

Segundo Brandão, o digital permite especializar ainda mais o atendimento. Nesse sentido, o banco prevê incluir 1,3 milhão de clientes nesse modelo, fazendo com que 100% do alto varejo siga esse padrão.

Outra agenda que o executivo tem focado é a ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança). “O Banco do Brasil já é o melhor banco nessa agenda, mas estamos indo além disso. Estamos criando compromissos claros, específicos e econômicos para que a gente possa, ainda mais, atender a sociedade de uma forma sustentável”, prometeu.

“2020 foi um ano de transformação digital e o Banco do Brasil seguiu essa linha. Mas a gente quer dar um passo além. Queremos adicionar inclusão digital. Vai ser bom para nós, do Banco do Brasil, e bom para a sociedade”, acrescentou.

De acordo com o executivo, o banco está lançando um programa, juntamente com o Ministério das Comunicações, para aumentar a maturidade digital nas cidades e no campo. “Nós vamos apoiar nossos clientes, atrair novos, ajudar a sociedade e ganhar eficiência”, concluiu.

Fonte: Infomoney

Com custo alto, Banco do Brasil vai rever rede de agências no exterior

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Além de manter o plano de reestruturação doméstica, o Banco do Brasil (BB) vai rever a rede de agências mantida no exterior. A ideia é otimizar a atuação internacional, centralizando o atendimento nos locais de maior retorno.

As agências do exterior entraram na mira de André Brandão porque custam muito. Segundo o presidente do BB, a operação internacional tem peso equivalente à economia com o programa de desligamento voluntário que atingiu 5,5 mil funcionários e ainda tem um risco regulatório e operacional alto. Por isso, pode ser revista para que o banco mantenha o atendimento no exterior, mas “de forma mais centralizada e com uma estrutura mais enxuta”.

“Nós temos uma atuação tradicional no exterior, mas discutimos internamente que está na hora de rever”, disse o presidente do BB. “Vai passar por otimizar e centralizar em alguns blocos”, acrescentou, o executivo, que pretende detalhar o assunto na próxima apresentação de resultados do BB.

Segundo Brandão, o foco da reestruturação externa ainda está sendo estudado. Porém, passa por centralizar o atendimento nos locais relevantes para o comércio exterior das empresas brasileiras e nos locais com muitos brasileiros residentes. O banco também pretende manter um centro de liquidez e pontos importantes na captação de recursos em moeda estrangeira. Assim, o programa de enxugamento deve preservar as agências dos Estados Unidos e do Japão.

A Anabb, no entanto, questiona a iniciativa. Afirma que a atuação internacional é lucrativa para o BB. “Faltam, ao Banco do Brasil, estratégias vencedoras. Basta olhar, por exemplo, que, enquanto os concorrentes avançam no agronegócio e na internacionalização, o BB recua”, criticou, em nota, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Analistas de mercado, por outro lado, veem a medida como um complemento do plano de eficiência do banco. Porém, acreditam que a questão política também pode afetar o desempenho da reestruturação externa. É que BB já avaliou o fechamento da agência que mantém na China, mas a medida pode “pegar mal e esbarrar no risco político” neste momento.

Fonte: Blog Correio Braziliense

Fechamento de agências do BB empobrece cidades menores, diz sindicalista

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Trabalhadores bancários de todo o Brasil realizaram, no dia 10 de fevereiro, o Dia Nacional de Paralisação dos funcionários do Banco do Brasil, aprovado em assembleia pela categoria. Para explicar os motivos da paralisação e o impacto das mudanças propostas pelo BB na vida da população, o Brasil de Fato conversou com Sandra Trajano, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.

Confira a entrevista a seguir:

Brasil de Fato: Quais são as motivações das paralisações que os bancários vêm realizando?

Sandra Trajano: O movimento sindical não tem viés apenas corporativo. Não é só pela perda de emprego ou diminuição de salário que a gente faz as mobilizações. Dessa vez não é diferente, nós defendemos os empregados do Banco do Brasil, mas principalmente a permanência de uma empresa com mais de mais de 200 anos prestando esse serviço à população, que já vem sendo descaracterizado com essa abertura de capital, o que deixou o banco mais próximo de um banco privado. Mas ele ainda oferece serviços à população, assim como a Caixa Econômica Federal, que são voltados ao desenvolvimento da região.

Isso é importante porque o BB tem por sua característica social trabalhar o desenvolvimento da região, a CEF é voltada para a população e o BB tem linhas de crédito para plantação, para diversas formas de financiamento e desenvolvimento onde ele está. Sem o BB, a região perde muito, é um empobrecimento para cidade, para o município, para o estado onde o banco diminuiu sua atuação, é sofrimento para população porque é menos crédito oferecido e e mais tempo perdido para resolver seus problemas.

Quais foram as pautas da paralisação do dia 10?

Primeiro a suspensão do encerramento das agências e postos de atendimento que o banco está fechando no país inteiro. Aqui em Pernambuco são 26 agências, algumas fechando e outras se transformando em posto de atendimento e outros postos fechando. Rio Formoso, por exemplo, fecha; A agência da Av. Norte, na metropolitana, fecha; Olinda se torna posto de atendimento. São agências grandes, muitas vezes a cidade só tem aquele posto do BB, então a população fica desassistida. Nossa primeira exigência é a suspensão desse encerramento.

A outra é que o banco abriu um Plano de Demissão Voluntária e, com isso, muitas pessoas saem do banco. Se hoje está difícil chegar numa agência e ser atendido, vai ser muito pior. As pessoas estão saindo porque não veem mais perspectiva de trabalho no BB. A outra questão é que o banco, para se adaptar a essa nova onda, cortou todos os cargos de caixa, então hoje o banco não tem caixa para atender as pessoas e, dependendo da demanda, uma pessoa que é do setor de atendimento é direcionada para o caixa. Você imagina o transtorno. A pauta é voltada para o não encerramento dos postos de atendimento, a não continuidade das demissões e o não encerramento dos caixas, porque isso descaracteriza completamente o banco.

De que forma a desvalorização desses trabalhadores impacta os serviços?

Veja, uma pessoa que não está feliz não trabalha bem, não vive bem, não se relaciona bem. Uma pessoa que não acredita no seu ambiente de trabalho, mesmo tendo se preparado pra isso vê a empresa descaracterizada, longe do seu objetivo que é ser um banco social, ela também entra em choque de identidade. O serviço prestado a população, e tenho impressão que isso é feito de forma pensada pela diretoria do banco, é feito de forma a colocar a população contra o funcionalismo público, haja vista a reforma administrativa, que vai impactar o serviço público e outras empresas públicas.

Aí acontece o que aconteceu com Bandepe aqui em Pernambuco, que destruíram por dentro a empresa e chegou num ponto que todo mundo era a favor da privatização. Mal sabe a população que nós sofremos diversas perdas na área do desenvolvimento na nossa região pela falta de um banco nosso.

Por que é tão importante para a população lutar para garantir que existam os bancos que têm essa parte voltada ao social?

O que é público é de todos. A gente precisa aprender, internalizar isso. O que é público é para todos. Então todas as pessoas, seja a mais simples ou a mais elaborada, ela precisa ter esse serviço para lhe atender. Seja só uma poupança ou num grande financiamento; seja no fornecimento da bancarização, de inserir essa pessoa no sistema econômico ou simplesmente para o financiamento de um veículo. O banco público e as empresas públicas, como a Petrobras, os Correios, são para todos os brasileiros, são empresas que têm o dinheiro dos nossos impostos do nosso trabalho aplicado, então elas estão resistindo para prestar serviço à população.

Fonte: BdF Pernambuco

Banco do Brasil sinaliza avanço nos cortes de custos em 2021

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O Banco do Brasil afirmou, no dia 11 de fevereiro, que avançará com cortes de custos neste ano, apesar de uma rusga recente entre o presidente-executivo André Brandão e o presidente Jair Bolsonaro. O banco estimou seu lucro líquido recorrente entre R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões, ante R$ 12,7 bilhões no ano passado.

A confirmação da iminência de algum tipo de corte de custos veio no dia em que o BB registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre, e superou as estimativas, mas ficou 30,1% abaixo do ano anterior. O banco foi atingido por provisões mais altas para empréstimos inadimplentes em meio à pandemia do coronavírus. E seu retorno sobre o patrimônio líquido foi de 12,1%.

O Banco do Brasil afirmou, ontem (11), que avançará com cortes de custos neste ano, apesar de uma rusga recente entre o presidente-executivo André Brandão e o presidente Jair Bolsonaro. O banco estimou seu lucro líquido recorrente entre R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões, ante R$ 12,7 bilhões no ano passado.

A confirmação da iminência de algum tipo de corte de custos veio no dia em que o BB registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre, e superou as estimativas, mas ficou 30,1% abaixo do ano anterior. O banco foi atingido por provisões mais altas para empréstimos inadimplentes em meio à pandemia do coronavírus. E seu retorno sobre o patrimônio líquido foi de 12,1%.

Fonte: Forbes

 

Transações em guichês caíram 42% desde 2016 no Banco do Brasil

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Após funcionários do Banco do Brasil anunciarem paralisação de 24 horas das atividades nesta quarta-feira, em protesto contra o plano do banco de fechar 112 agências no primeiro semestre e cortar 5 mil trabalhadores por meio de programas de demissão voluntária, a instituição emitiu nota na qual ressalta a diminuição do uso dos guichês para transações, enquanto cresce a participação dos canais digitais.

“Os 16,5 mil pontos de atendimento físico do BB se somam ao conjunto de soluções de atendimento digital por mobile e internet banking. Desde 2016, o BB observa significativa redução nas transações em guichês de caixa (-42%), enquanto o uso do mobile praticamente dobrou no mesmo período e já responde por 86% das transações, junto com o internet banking”, afirma o banco.

O plano de reestruturação do BB foi divulgado no dia 11 de janeiro. O anúncio, contudo, irritou o presidente Jair Bolsonaro, que viu a possibilidade de se desgastar politicamente e cogitou demitir o presidente do banco, André Brandão. O executivo, porém, foi mantido, assim como o plano, que também correu risco de passar por ajustes.

Na nota desta quarta-feira, o BB afirmou ainda que as ações buscam adequar a rede de agências ao aumento do comportamento digital de seus clientes e à necessidade de ampliar o atendimento especializado, principalmente aquele voltado ao agronegócios, que contará com mais 14 agências exclusivas e novos 276 gerentes de atendimento dedicados. As ações, diz o banco, também buscam aumentar a eficiência nas atividades da empresa.

A instituição destacou ainda que conta com 5,4 mil agências e postos de atendimentos e ampliará a rede de correspondentes bancários, que hoje tem 11,1 mil pontos, tornando possível o banco seguir com presença em todos os 4,8 mil municípios onde já atua.

O BB lembra que, conforme comunicado enviado ao mercado no último dia 8, foram finalizadas as etapas de manifestação voluntária para aqueles que têm interesse em participar dos programas de demissão, com a validação dos desligamentos de 5.533 funcionários.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação, aprovada para ser de 24 horas, pode se estender por mais dias, uma vez que foi aprovado pelos funcionários um “estado de greve”, o que dá aval para novas paralisações sem a necessidade de convocação de assembleias.

Eles já realizaram atos nos dia 15 e 21 de janeiro, além de uma outra paralisação de 24 horas no dia 29 do mesmo mês. De acordo com o dirigente sindical João Fukunaga, não houve contato do banco para negociação. Na nota, o BB não menciona conversas.

Fonte: Época Negócios

Banco do Brasil prevê aumento de 7% a 11% em sua carteira de agro neste ano

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O Banco do Brasil prevê um crescimento entre 7% e 11% na carteira de agronegócios do banco neste ano, segundo o vice-presidente de Agronegócios, João Rabelo.

Em nota, nesta sexta-feira (12/2), ele diz que as iniciativas para estimular esse crescimento incluem especialização no atendimento dos clientes, ampliação das soluções com títulos e mercados de capitais, atuação nos ecossistemas do setor e criação de mais 14 agências especializadas no agro em seis Estados.

As novas lojas vão atender os municípios de Rio Verde (GO), Sorriso (MT), Dourados (MS), Cascavel (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Ponta Grossa (PR), Ijuí (RS), Santa Maria (RS), Passo Fundo (RS), Araçatuba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), e Franca (SP).

As unidades se somam às quatro que já funcionam em Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS) e Campo Mourão (PR). Segundo o Banco Central, o Banco do Brasil é responsável atualmente por 54,1% das operações de crédito agrícola no país.

Na carteira de agronegócios do BB, que cresceu 4,3% em 12 meses, somando R$ 191,7 bilhões em dezembro de 2020, Rabelo destaca o crescimento na carteira de crédito rural, que somou R$ 183 bilhões, e as operações de custeio agropecuário, que tiveram evolução de 17% em dezembro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019.

“Na CPR (Cédula de Produto Rural), avançamos 11%, somando R$ 4,6 bilhões de saldo. Vale ressaltar que as liberações na safra 2020/21 somam R$ 1,9 bilhão e 80% foram realizadas via mobile”, destaca.

Fonte: Globo Rural

Justiça determina a reintegração de auditor-geral aos quadros do Banco do Brasil

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O juiz substituto do Trabalho, Rossifran Trindade Souza, concedeu liminar determinando a reintegração imediata de Aurieli Carlos Balestrini ao cargo de auditor-geral do Banco do Brasil. Ele foi demitido por justa causa em agosto de 2020, acusado de irregularidade em um processo de desligamento de funcionários da instituição. Com ele, outros auditores também foram demitidos, perdendo todos os direitos trabalhistas.

Em sua decisão, o magistrado levou em consideração parecer da Controladoria-Geral da União (CGU), que colocou em suspeição os argumentos apresentados pelo Banco do Brasil para a demissão sumária de dois auditores e destituição de funções de outros seis.

O parecer da CGU, inclusive, já determinava à instituição financeira a reintegração de todos os auditores aos seus quadros, o que não foi acatado. Por isso, Balestrini recorreu à Justiça. Outro demitido também espera decisão judicial. Entre os que perderam as funções, cinco estão em agências e um se aposentou.

Na liminar, o juiz deu prazo de cinco dias, a contar de 10 de fevereiro, para que o Banco do Brasil incorpore Aurieli aos seus quadros. Se descumprir a determinação, a instituição pagará multa de R$ 5 mil por dia, inicialmente limitada a R$ 150 mil. A sentença também determina a notificação da Controladoria-Geral da União, para que tome ciência da reintegração do auditor-geral.

A CGU levantou suspeitas nas apurações internas feitas pelo Banco do Brasil que resultou na demissão do quadro de auditores. O órgão que a ação disciplinar que investigou condutas do auditor-geral e do gerente executivo na auditoria interna do banco não observou a necessária segregação de instâncias, “em que a fase de apuração deveria ter sido dirigida pelo Conselho de Administração, a fase de análise e proposta de solução deveria ter sido dirigida pela Comissão de Alto Nível e a fase de julgamento caberia também ao Conselho de Administração”.

Em suas apurações, a CGU verificou que a Comissão de Alto Nível desvirtuou o rito processual estabelecido para a condução da apuração disciplinar, pois participou, de forma contínua, do juízo de admissibilidade, da fase de apuração e da fase de análise e proposta de solução, em total desacordo com as normas internas do reclamado para o procedimento em questão. “Inclusive, há provas de que um membro desta comissão, Márvio Sarmento Botelho, foi responsável pela investigação do procedimento disciplinar em questão em 30.10.2019, ou seja, antes mesmo da instauração formal da ação disciplinar penas em 08/05/2020.

Diante disso, a Nota Técnica da CGU fez a seguinte observação: “Não é recomendável que aquele que, por hipótese, tenha realizado uma análise prévia sobre os fatos apresentados participe da apuração eventual subsequente, sob risco da ocorrência de pré-julgamento da matéria e violação ao princípio da imparcialidade, doravante apreciado, quando do exame dos argumentos subsequentes, juntamente com a cronologia dos atos processuais praticados”.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

 

Associados da Cassi lançam abaixo-assinado pela redução das coparticipações

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Bancários do Banco do Brasil associados à Cassi lançam manifesto em defesa da imediata readequação do Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) e do retorno da coparticipação aos percentuais cobrados até dezembro de 2018 (30% para consultas e 10% para exames). Direcionado a Sérgio Faraco, presidente do Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), o abaixo-assinado é um importante instrumento para pressionar a direção da entidade a abrir o diálogo sobre as reivindicações dos associados.

“O abaixo-assinado é pela garantia de duas questões muito importantes, que interferem diretamente no cotidiano dos associados, especialmente os adoecidos, os portadores de doenças crônicas. Após as recentes mudanças, a Cassi está onerando os trabalhadores e descumprindo, inclusive, o que foi acordado e prometido durante a campanha. Por isso, convocamos todos associados e associadas a entrarem nesta luta, assinarem o documento para que, assim possamos ampliar nossa capacidade de mobilização e pressão para que a direção da Cassi abra o debates sobre esses temas”, convoca a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone

Confira as reivindicações dos associados:

Qual é a CASSI que nós queremos?

Em janeiro de 1.944 um grupo de colegas empreendedores, embalados pela conscientização sobre os direitos e necessidades dos trabalhadores trazidos pela CLT, decidiu criar a CASSI. Segundo consta nos primeiros documentos, eles tinham um grande sonho: “tornar-se um exemplo em nosso país”. Eles realizaram o sonho. Durante muito tempo fomos um ótimo exemplo. Não é exagero afirmar que a maioria dos associados nem se davam conta da ANS mesmo depois de alguns anos da criação daquela Agência reguladora. Era como se ela tivesse sido criada para proteger os usuários dos outros planos e não os associados da CASSI, que estavam sendo bem atendidos.

O Dr. Januario Montone, primeiro presidente da ANS, em um artigo na Folha de São Paulo em 2.008, ano em que se comemorava 10 anos da Lei do Planos de Saúde, revelou que antes eles eram “verdadeiras arapucas que tomavam dinheiro dos incautos” ( https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1609200809.htm ).

Percebe-se com clareza que a Agência nasceu para proteger o cidadão contra a fúria gananciosa dos Planos de Saúde. Portanto, ela estabeleceu um Rol de Procedimentos MÍNIMOS que deveriam ser oferecidos pelos planos. Hoje encontramos colegas que se contentam com o pouco e afirmam: “a CASSI está obedecendo às normas da ANS”.

Colegas, isso é o MÍNIMO!

E olhe lá se estão sendo mesmo cumpridas… O Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TCAC) assinado pela atual diretoria com a ANS, que está disponível no site da CASSI, nos diz exatamente o contrário.

O fato é que nos últimos anos o patrocinador tem intensificado seu poder, reduzindo suas responsabilidades e aumentado as obrigações dos associados junto à CASSI. Dá-nos a impressão de que os nossos representantes lá foram seduzidos pelo canto da sereia.

A atual diretoria, quando interpelada pela ANABB, uma das maiores associações de empregados do país, senão a maior, se limitou a responder com evasivas. Mas, não nos esqueçamos: somos o Corpo Social, órgão supremo da CASSI. Temos o direito de reivindicarmos e sermos atendidos, sob pena de não aprovarmos os atos dos nossos representantes.

ABAIXO ASSINADO QUE FAZEM OS ASSOCIADOS DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL- CASSI PROPONDO A URGENTE READEQUAÇÃO DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – PAF E DA COPARTICIPAÇÃO AOS LIMITES E AS FINALIDADES A QUE AMBOS SE DESTINAM.

I – COPARTICIPAÇÃO

Considerando que:

– Segundo publicações de entidades associativas e sindicais, quando das negociações para revisão estatutária, os dirigentes da CASSI se comprometeram a retornar os limites da coparticipação aos percentuais cobrados até 2018, caso o novo texto estatutário fosse aprovado;

– a decisão de aumentar, em janeiro de 2019, foi circunstancial e transitória, conforme consta nos documentos internos da CASSI;

– o percentual de cobrança foi elevado em 33 e 100%, respectivamente, para consultas e exames;

– coparticipação caracteriza-se como fator de moderação com a função de estimular o uso adequado dos procedimentos de saúde;

– é ônus pago exclusivamente pelos associados;

– o trabalhador paga em média 24% pela coparticipação em planos de saúde empresariais, segundo dados da pesquisa da consultoria Mercer Marsh Benefícios;

– de acordo com os especialistas do setor, a coparticipação alta inibe tratamento, pois a falta de poupança para arcar com os custos e realizar os exames e consultas necessários faz com que o paciente não faça uso dos serviços e, por consequência, gere demora no diagnóstico de doenças graves, causa de mais despesas para os planos de saúde no futuro;

– o aporte de recursos dos associados e do patrocinador para CASSI foram mais que suficientes para sanar todas as irregularidades antes apontadas pela ANS, tendo ainda contribuição de um cenário que favoreceu o alcance de um superávit próximo de 1 bilhão de reais, em 2020;

– os limites atualmente praticados são de 20% para exames e 40% para consultas;

– mesmo não havendo disposição expressa no Estatuto da CASSI que impeça elevados aumentos de cobrança, o assunto coparticipação ainda não se encontra pacificado nos tribunais, desde que a Ministra do STF, Carmem Lúcia, suspendeu os efeitos da Resolução 433 da ANS, hoje extinta, que autorizava os planos de saúde privados a elevar a sua coparticipação para até 40%;

– o efeito do aumento excessivo desconfigurou o percentual de equilíbrio financeiro de participação no custeio entre o patrocinador e os associados, centro dos debates para reforma estatutária.

Solicitamos:

– retornar a coparticipação aos percentuais cobrados até dezembro de 2018 (30% para consultas e 10% para exames);

– deixar de promover, a qualquer época, alterações nas condições válidas até 2018, do item coparticipação, sem anuência dos associado2

Infelizmente, o aumento da coparticipação criou um ambiente restritivo à saúde do associado e fatalmente acarretará prejuízos futuros às pessoas e às finanças da CASSI
Outrossim, entende-se que as medidas de majoração dos percentuais de coparticipação autorizadas pelo Conselho Deliberativo desconfiguraram o marco legal de proteção do associado, promoveram o desequilíbrio financeiro entre os sócios, em benefício exclusivo do patrocinador.
A célebre frase pronunciada pela Ministra Carmem Lúcia no parecer que suspendeu a Resolução 433 da ANS, que ambicionava autorizar os planos de saúde do mercado a elevar a coparticipação, sintetiza o ambiente legal de que tratamos:

“Saúde não é mercadoria, vida não é negócio, dignidade não é lucro e direitos conquistados não podem ser retrocedidos, sequer instabilizados”

Nesta perspectiva, a Resolução CONSU 08 vedava expressamente o estabelecimento de coparticipação ou franquia que caracterizasse ônus restritivo severo ao acesso aos serviços.
Há de se constatar que o aumento do percentual de coparticipação autorizado pelo Conselho Deliberativo da CASSI, em janeiro de 2019, foi danoso a uma parcela significante de associados hipossuficientes, cuja renda foi comprometida acima de 10%, em vários casos.
O uso da coparticipação como fonte de receita é tema questionável, inclusive judicialmente, tendo atenuante apenas pelo caráter temporário, conforme justificado pela diretoria da CASSI no Portal de Notícias, à época da implantação, em meio a um processo de auditoria fiscal.
Ressaltar ainda que se deixou de observar alguns quesitos pétreos na elaboração desta estratégia e alteração do plano de regulamento, que deveria se manter em linha com o Código de Ética da CASSI, como:

Imparcialidade – somos independentes, não privilegiamos ninguém e nenhuma parte
Igualdade – praticamos tratamento isonômico a pessoas
Corpo Social e patrocinadores – agimos e interagimos de maneira ética, participativa e democrática com o Corpo Social.
Solidariedade – pagamos de acordo com a renda
Equidade – usamos os serviços de acordo com a necessidade
Confiança -conquistamos credibilidade ao longo de nossa existência, pois cumprimos o que acordamos. .

II – PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – PAF

Considerando que:

– Os medicamentos são insumos de grande importância na prevenção de doenças e na recuperação da saúde;

– O PAF beneficiou 47.859 participantes a um custo total de R$ 96,5 milhões no ano de 2019;

– O objetivo do programa é contribuir para o controle dos agravos dos pacientes, por meio do acesso facilitado aos medicamentos e materiais necessários ao cuidado das condições crônicas da população assistida pela CASSI no plano associados;

– faz parte de uma política alinhada aos cuidados integrais e primários da saúde;

– é de natureza preventiva no atendimento e garantia de acesso a um público fragilizado;

– estrategicamente, evita o agravo de doenças nos pacientes em estado de vulnerabilidade, através do acesso de um insumo essencial a qualidade de vida;

– em 2020, a partir das revisões promovidas pela CASSI, o programa vem sendo descaracterizado através da exclusão sistemática de medicamentos e patologias enquadráveis, importantes para resolutividade de doenças graves;

– O novo PAF excluiu condições crônicas amparadas até 2019, como:

doenças osteomusculares
doenças geniturinárias
doenças neurológicas
doenças oftalmológicas
doenças gastrointestinais
doenças infecto contagiosas crônicas
doenças autoimunes
doenças da pele
diabetes, embolias e tromboses
doenças vasculares celebrais
insuficiência renal crônica
o rol de cobertura foi cortado, a partir da reestruturação:

Princípio Ativo Medicamentos Materiais

Antes 365 Antes 2985 Antes 143

Depois 92 Depois 1167 Depois 31

Redução 74,80% Redução 60,90% Redução 78,30%

– Excluiu da nova LIMACA medicamentos sem substitutos na essência para condições crônicas, a exemplo:

doenças cardiovasculares
doenças psiquiátricas
doenças endócrinas e metabólicas
doenças respiratórias

– A grande massa dos medicamentos banidos da lista não é encontrada na farmácia popular.

Solicitamos:

– fazer contemplar na LIMACA todos os medicamentos de uso crônico, tradicionalmente indicados e úteis na prevenção de doenças, em linha com o que prescrevem os médicos da Estratégia Saúde da Família;

– assegurar a assistência para todas as patologias, inicialmente acatadas pelo programa;

– publicar, dar transparência da metodologia adotada e dos medicamentos substitutos, em futuras revisões, quando necessárias.

É fato que o associado não pretende ter uma farmácia à sua disposição, mas também não pode prescindir de fazer uso de uma prerrogativa a seu favor, fruto de uma prescrição médica aderente aos cuidados primários e à política de saúde integral.
Sob esta lógica, a indicação de medicamentos por profissional qualificado utiliza diretrizes baseadas em evidências e técnicas com o objetivo de alcançar resultados satisfatórios para os pacientes.
Nota-se, ainda, que no centro desta polêmica causada pelas revisões do PAF se encontram pessoas frágeis, algumas muito penalizadas pelos critérios de prevalência adotados no modelo revisional.
O Programa de Assistência Farmacêutica – PAF retrata uma política inibidora de custos com internações e procedimentos hospitalares no futuro, porque é potente redutora de sinistralidade.
Na perspectiva financeira, nota-se o contrassenso e a falta de paridade no tratamento com o patrocinador. Enquanto o contrato de PCMSO com o banco foi reduzido em 9 milhões, com retorno para CASSI de 4% da RDO, inferior à despesa administrativa que fica entre 7 e 8%, a economia com a redução de 1.800 medicamentos possui estimativa menor do que 0,5% dos eventos indenizáveis líquidos (despesas totais).
O associado é dono e autor do seu direito e, sem a anuência deste, não é aceitável o uso de programas como moeda de troca financeira para implantação de projetos de saneamento, pois fere frontalmente a finalidade para os quais eles foram criados.
Assim como, o associado não pode ser compelido a escolhas sombrias, com medidas que fazem com que ele busque o sistema apenas quando a doença já esteja agravada.
A busca pelo equilíbrio financeiro e sustentabilidade do plano é algo desejado, desde que preservados o acolhimento e a orientação para uma boa saúde, que implique em vidas mais saudáveis e produtivas, acolhidas com orientação e medicamentos, solidárias no custeio e no uso, pilares maior da CASSI.
Assim, certos do altruísmo e da responsabilidade que devem nortear as ações dos representantes eleitos, a fim de evitar, inclusive, maiores custos à CASSI e prejuízo à dignidade e à qualidade de vida dos associados, apelamos a Vossa Senhoria pelo pronto atendimento do nosso pleito.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

 

Banco do Brasil irá pagar R$ 1,2 bilhão em juros sobre o capital próprio

Publicado em: 12/02/2021

O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou o pagamento de R$ 1,2 bilhão em juros sobre o capital próprio relativos ao quarto trimestre, mostra fato relevante enviado ao mercado nesta quinta-feira (11).

Segundo o documento, o valor por ação será de R$ 0,43453097234, a ser pago no dia 3 de março.

A partir de 23 de fevereiro, as ações passam a ser negociadas “ex-JCPs”.

O JCP será atualizado, pela taxa Selic, da data do balanço (31/12/2020) até a data do pagamento.

Fonte: Money Times

 

 

Banco do Brasil registra lucro de R$ 13,9 bilhões em 2020

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O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 13,9 bilhões em 2020, segundo balanço divulgado no dia 11 à noite pela instituição financeira. Isso representa queda de 22% em relação ao lucro obtido em 2019.

A queda ocorreu, apesar do aumento no lucro do quarto trimestre, que somou R$ 3,7 bilhões e subiu 6,1% em relação ao trimestre anterior. Em comunicado, o BB informou que a maior parte da redução anual no lucro decorreu da antecipação, em caráter prudencial, de R$ 8,1 bilhões em provisões feitas ao longo dos trimestres.

As provisões são reservas financeiras que as instituições mantêm para se precaverem contra crises e aumento na inadimplência. Por causa da pandemia de covid-19, os bancos aumentaram as provisões para evitarem possíveis perdas.

Em mensagem enviada aos acionistas, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, disse que a instituição financeira conseguiu enfrentar a pandemia de covid-19 com crescimento na carteira de crédito. Ele também citou a liberação de linhas emergenciais, como o Pronampe, linha especial para micro e pequenas empresas, e o Peac Maquininhas, modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital para microempreendedores individuais e micro e pequenos empresários.

“O Banco do Brasil finalizou 2020 mais preparado para continuar crescendo em seus negócios neste ano. Mesmo com as dificuldades da pandemia, atravessamos esse período com crescimento de 9% na carteira de crédito. Estivemos junto de nossos clientes pessoas físicas e empresas nos momentos em que mais precisaram do nosso apoio”, destacou Brandão.

Desempenho

Ao desconsiderar as provisões, o resultado estrutural do BB cresceu 5,9% em 2020, somando R$ 42,4 bilhões. Segundo o banco, o desempenho foi influenciado pelo crescimento de 5,1% na margem financeira bruta, pelo controle de gastos administrativos e pela redução na linha de risco legal.

A carteira de crédito ampliada cresceu 9% nos últimos 12 meses e alcançou R$ 742 bilhões. O volume de crédito para pessoas físicas aumentou 6,7%. O crédito rural subiu 6,8%. A maior expansão ocorreu no crédito a micro, pequenas e médias empresas, que cresceu 25,6% no ano passado.

O índice de inadimplência, com operações vencidas há mais de 90 dias, encerrou dezembro em 1,9%. No fim de 2019, o indicador estava em 3,27%.

As receitas com a prestação de serviços cresceram 1,5% em relação ao terceiro trimestre, impulsionadas pelas linhas de administração de fundos (+3,8%) e pelas tarifas de conta corrente (+2,3%). Em 2020, no entanto, houve redução de 1,7%.

Apesar da queda anual nas receitas de serviços, alguns segmentos, como linhas de receitas com seguros, previdência e capitalização (+4,8%), consórcios (+14,5%) e administração de fundos (+7,2%) cresceram em 2020. As despesas administrativas somaram R$ 31,6 bilhões em 2020, com leve expansão de 0,1% em relação a 2019.

Fonte: Agência Brasil

5.533 funcionários do Banco do Brasil aderiram ao PDV e receberão até R$ 450 mil

Publicado em: 11/02/2021

O Banco do Brasil divulgou nesta segunda-feira, dia 8 de fevereiro, o resultado de seu programa de demissão voluntária. Segundo a instituição, 5.533 funcionários optaram por se desligarem de suas funções, conforme antecipou o Blog. A indenização chegará a até R$ 450 mil.

Do total das adesões, 74% se desligaram para se aposentar. Outros 5% podem se aposentar em até três anos. Nesses casos, o Banco do Brasil incluiu nas verbas rescisórias o valor referente ao pagamento das contribuições patronais para a Cassi, que administra os planos de saúde do BB, e para a Previ, o fundo de pensão dos empregados da instituição.

Esse programa de desligamento provocou uma cizânia entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Bolsonaro ameaçou demiti-lo. O chefe do Executivo falou em suspensão do PDV, mas tudo continuou como o programado pelo banco.

De acordo com a instituição, as adesões ficaram próximas do que havia sido estimado pelo banco. Os programas fazem parte do conjunto de medidas anunciadas pelo BB no dia 11 de janeiro para “aumentar a eficiência nas atividades da empresa, garantindo a sustentabilidade dos negócios”.

Com o encerramento do PDV, o Banco do Brasil se dedicará ao processo de fechamento de postos de atendimento. Estão na lista 361 unidades, das quais, 112 são agências. Esse processo, porém, exige mais tempo, pois deve seguir uma série de burocracias, como afixar placas nos locais 30 dias antes do encerramento das operações e realocar a clientela.

O fechamento dos postos de atendimento se estenderá de fevereiro a junho. Nada foi mudado, mesmo com os ruídos políticos. A meta do Banco do Brasil, com o PDV e o fechamento de pontos de atendimento, é economizar R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

Fonte: Blog do Correio Braziliense com Jornal Extra

 

 

Presidente do Banco do Brasil manda acelerar fechamento de agências

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Depois do sucesso nos planos de demissão voluntária — 5.533 funcionários aderiram aos programas, que pagarão até R$ 450 mil de indenização —, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, vai acelerar o processo de fechamento de 361 pontos de atendimento, sendo 112 agências.

A meta é encerrar todo o processo de reestruturação até junho, para que os resultados já apareçam no balanço do Banco do Brasil no segundo semestre. Por sinal, o BB apresenta, nesta quinta-feira (11/02), as demonstrações financeiras de 2020. Bradesco, Itaú Unibanco e Santander registraram lucros menores do que em 2019.

Pelos planejamentos do Banco do Brasil, a economia com as demissões voluntárias — o custo do programa será apresentado com o balanço de 2020 — e com o fechamento de postos de atendimento será superior a R$ 300 milhões neste ano e de R$ 2,7 bilhões até 2025.

Brandão não quer fazer muito barulho em cima do programa de reestruturação, pois quase perdeu o cargo porque políticos foram pedir ao presidente Jair Bolsonaro que o BB suspendesse o fechamento de agências. O presidente da República ameaçou o subordinado de demissão.

Poder ficou na língua

O chefe do Executivo, no entanto, jogou para a plateia. Todo o processo de ajuste do Banco do Brasil foi acertado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e passou pelo crivo do Palácio do Planalto. O poder de Bolsonaro ficou só na língua.

O Banco do Brasil justifica que a reestruturação é urgente, para se tornar mais competitivo e enfrentar novos concorrentes, como as fintechs e os bancos digitais, que vêm apresentando crescimento espetacular.

A estrutura atual do BB é considerada inchada e incompatível com as de seus principais concorrentes, que, por terem controle privado, têm mais agilidade na tomada de decisões. O Banco do Brasil enfrenta uma série de burocracia da máquina estatal.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

 

Funcionários do BB fazem greve contra demissão de 5 mil em todo o país

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Funcionários do Banco do Brasil realizaram na quarta-feira, dia 10 de fevereiro, uma paralisação nacional em protesto contra o programa de reestruturação da empresa que propõe o fechamento de 112 agências e o desligamento de 5 mil pessoas. O estado de greve foi aprovado por 87% dos trabalhadores em uma assembleia virtual realizada na sexta-feira (5). A decisão de paralisar as atividades foi reforçada depois de uma nova rodada de negociações intermediada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) terminar sem acordo.

Apesar da paralisação, os bancários afirmam que querem retomar o diálogo. “Mostramos que estamos dispostos a negociar. Acreditamos na via negocial e queremos continuar as tratativas”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Esse não é o primeiro ato contra reestruturação proposta pelo banco. Nos dias 15 e 21 de janeiro foram realizados atos nacionais contra as mudanças. Em 29 de janeiro foi realizada uma paralisação de 24 horas.

A reestruturação anunciada pelo banco pretende desligar 5 mil bancários por meio do PDV (programa de demissão voluntária), fechar 361 unidades – sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento -, descomissionamento de funções e a extinção do cargo de caixa.

Em um comunicado divulgado em janeiro, o Banco do Brasil afirmou que as medidas “buscam adequar a rede de agências ao aumento do comportamento digital de seus clientes e à necessidade de ampliar o atendimento especializado, especialmente o voltado ao agronegócios, que contará com mais 14 agências exclusivas e novos 276 gerentes de atendimento dedicados. As ações também buscam aumentar a eficiência nas atividades da empresa, garantindo a sustentabilidade dos negócios”.

A reorganização compreende ainda “medidas de otimização de estrutura descritas acima, outros movimentos de revisão e redimensionamento nas diretorias, áreas de apoio e rede, privilegiando a especialização do atendimento e a ampliação da oferta de soluções digitais”, fala o comunicado do BB. A economia líquida anual estimada por estes movimentos é de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

Dentro do plano, o BB também aprovou um Programa de Adequação de Quadros (PAQ) para otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e excessos em suas unidades, e um Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), disponível a todos os funcionários do BB que atenderem aos pré-requisitos. Até o dia 8, finalizadas as etapas de manifestação voluntária, mais de 5.000 desligamentos foram validados, segundo o banco.

Reorganização melhora experiência do cliente, diz BB

Em nota, o Banco do Brasil diz que a reorganização foi informada ao sindicato e que pode trazer melhoria para a experiência do cliente. Confira a nota completa abaixo.

“O Banco do Brasil reafirma seu entendimento de que as medidas de reorganização preparam a empresa para um ambiente de maior competitividade no setor financeiro. Também estão alinhadas com o aprimoramento da experiência do cliente e com o maior investimento em soluções digitais.

Os sindicatos foram prontamente informados sobre as mudanças e o Banco do Brasil colocou-se à disposição das entidades sindicais para prestar os esclarecimentos que forem necessários. O Banco do Brasil anunciou, no último dia 11, conjunto de ações que buscam adequar a rede de agências ao aumento do comportamento digital de seus clientes e à necessidade de ampliar o atendimento especializado, especialmente o voltado ao agronegócios, que contará com mais 14 agências exclusivas e novos 276 gerentes de atendimento dedicados. As ações também buscam aumentar a eficiência nas atividades da empresa, garantindo a sustentabilidade dos negócios.

O BB possui uma das maiores redes de atendimento no País, com 5,4 mil agências e postos de atendimento, e ampliará sua rede de correspondentes bancários, hoje com mais de 11,1 mil pontos, mantendo sua presença nos 4.883 municípios de atuação.

Os 16,5 mil pontos de atendimento físico do BB se somam ao conjunto de soluções de atendimento digital por mobile e internet banking. Desde 2016, o BB observa significativa redução nas transações em guichês de caixa (-42%), enquanto o uso do mobile praticamente dobrou no mesmo período e já responde por 86% das transações, junto com o internet banking.

Conforme Comunicado enviado ao mercado em 08 de fevereiro, finalizadas as etapas de manifestação voluntária de interesse por desligamento incentivado no âmbito do Programa de Adequação de Quadros (MO e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), foram validados os desligamentos de 5.533 funcionários.”

Fonte: Portal UOL

Banco do Brasil deve fechar oito agências no Ceará, diz sindicato

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O Banco do Brasil (BB) deve fechar oito agências no Ceará e transformar outras cinco em postos de atendimento, segundo informações do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB). As medidas fazem parte do plano de reestruturação do banco anunciado em janeiro, mas o BB não confirma quantas e quais agências devem ser afetadas no Estado.

De acordo com o presidente do sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, serão fechadas as seguintes agências:
Fortaleza (Aerolândia, Parquelândia e Av. Barão de Studart) e Região Metropolitana de Fortaleza e interior (Juaci Sampaio, Santana do Cariri, Alto Santo, São João do Jaguaribe e Itaiçaba).

As agências do Cambeba (Fortaleza), Orós, Aiuaba, Catarina e Irauçuba devem virar postos de atendimento, conforme o Sindicato. “Está faltando muita transparência do Banco do Brasil. Eles não deram nenhum detalhe. Mas um levantamento feito pelo próprio sindicato está denunciando o fechamento dessas agências. Funcionários já relataram que foram retirados de suas funções originais e constam agora no quadro como excesso”, explica Bezerra.

Ele detalha que as pessoas enquadradas como excesso não têm um destino certo, podendo ser transferidas para qualquer outra cidade e estado.

O projeto de reestruturação prevê fechamento de 112 agências no Brasil. Na segunda-feira (8), o BB comunicou que mais de 5,5 mil funcionários já aderiram aos programas de desligamento voluntário da empresa no País, lançados em janeiro.

De acordo com o Sindicato, ao todo, as medidas devem afetar 150 mil pessoas, entre clientes e população em geral nessas localidades.

Procurado, o Banco do Brasil informou, por meio de nota, que comunicou prontamente os sindicatos da reestruturação e “colocou-se à disposição das entidades sindicais para prestar os esclarecimentos necessários”. No entanto, o banco não se pronunciou sobre quantas e quais agências no Ceará serão afetadas. A instituição também ressalta que os clientes serão comunicados com antecedência sobre qualquer mudança.

O BB justifica as modificações com base no “aumento do comportamento digital de seus clientes”. Segundo o banco, desde 2016, vem havendo “significativa redução nas transações em guichês de caixa (-42%), enquanto o uso do mobile praticamente dobrou no mesmo período e já responde por 86% das transações, junto com o internet banking”.

Fonte: Diário do Nordeste

 

OCESC quer agências do Banco do Brasil especializadas em agro

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O Banco do Brasil anunciou nesta semana a abertura de 14 agências voltadas para o agronegócio em seis Estados brasileiros, mas nenhuma delas está destinada ao território catarinense. A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) ressalta a importância de contemplar Santa Catarina com uma agência para o setor.

O presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin, realça que o agronegócio catarinense é considerado um dois mais avançados do País e respondeu por 70% das exportações do Estado em 2020.

Lembra que em 2016 o Banco chegou a comunicar que instalaria em Chapecó uma agência especializada em agronegócio, atendendo pedido das entidades do setor. A medida foi confirmada pelo então ministro da Agricultura Blairo Maggi e aprovada pelo então vice-presidente de agronegócio Tarcísio Hubner.

Suzin destaca que na região do grande oeste barriga-verde existem milhares de produtores que operam com o Banco do Brasil. “As agências tornaram-se pequenas para o volume de atendimentos específicos voltado ao setor”, explica.

O atendimento especializado para o agronegócio anunciado agora iniciará em março. As novas agências funcionarão nas cidades de Rio Verde (GO), Sorriso (MT), Dourados (MS), Cascavel (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Ponta Grossa (PR), Ijuí (RS), Santa Maria (RS), Passo Fundo (RS), Araçatuba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP) e Franca (SP). Atualmente, o BB tem quatro agências dessa área localizadas em Goiânia, Uberlândia (MG), Campo Grande (MS) e Campo Mourão (PR).

De acordo com comunicado do Banco emitido nesta semana, a instituição financeira intensificará o atendimento por gerentes especializados em agronegócio, com o reforço de 276 profissionais voltados para o setor. O número de clientes com atendimento especializado saltará de 158 mil para 227 mil.

Atualmente, o BB concentra 55,2% do crédito rural no País. Até setembro passado, segundo os dados mais recentes, o total de crédito do banco voltado para o agronegócio somava R$ 190,5 bilhões, o que corresponde a 26% da carteira de crédito total da instituição.

Fonte: Portal do Agronegócio

BB Seguridade tem lucro de R$ 3,9 bilhões em 2020, queda de 10%

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A BB Seguridade (BBSE3) encerrou o ano passado com lucro líquido ajustado de R$ 3,877 bilhões, recuo de 10% na comparação com 2019, quando o braço de seguros do Banco do Brasil (BBAS3) havia somado R$ 4,306 bilhões, conforme documento enviado ao mercado nesta manhã de segunda-feira (08).

Em relação ao quarto trimestre, a companhia teve lucro de R$ 917 milhões, contra o desempenho de R$ 1,133 bilhão um ano antes, período anterior à pandemia de Covid-19.

A cifra obtida no intervalo de outubro a dezembro também foi inferior ao montante reportado durante o terceiro trimestre, quando a seguradora havia totalizado R$ 1,096 bilhão.

Segundo a companhia, o resultado operacional das empresas do grupo cresceu 7,5% no ano, mostrando mais uma vez a resiliência do modelo de negócios, atingindo o intervalo de crescimento projetado divulgado no início de 2020.

Segundo a companhia, o resultado operacional das empresas do grupo cresceu 7,5% no ano, mostrando mais uma vez a resiliência do modelo de negócios, atingindo o intervalo de crescimento projetado divulgado no início de 2020.

“Por outro lado, o resultado financeiro manteve-se ainda muito pressionado pela manutenção da taxa Selic em patamar baixo e pela forte alta do IGP-M, que impactou a dinâmica de atualização de ativos e passivos de planos de previdência de benefício definido”, destaca a BB Seguridade no documento.

Com isso, o resultado financeiro combinado das empresas do grupo atingiu a mínima histórica de representatividade para o lucro líquido, chegando a 4,1%.

Para 2021, a companhia espera a sustentação da tendência de crescimento operacional, conforme refletido nas projeções divulgadas hoje ao mercado, que indicam aumento entre 8% e 13%.

Fonte: Money Times

 

Plano de Demissão Voluntária do BB tem adesão de quase 5 mil funcionários

Publicado em: 05/02/2021

Apesar das ameaças do presidente Jair Bolsonaro de suspender o programa de demissão voluntária (PDV) aberto pelo Banco do Brasil, quase 5 mil funcionários da instituição já aderiram à medida, praticamente atingindo a meta prevista. O prazo de adesão ao PDV acabaria na sexta-feira (05/02).

Diante das vantagens oferecidas pelo banco, muitos funcionários, que estão próximos da aposentadoria, preferiram aderir ao PDV. Eles acreditam que há boas perspectivas no mercado e não veem vantagens de continuarem no BB por falta de perspectivas.

Nem mesmo no período mais tenso vivido pelo Banco do Brasil, quando Bolsonaro ameaçou demitir o presidente da instituição, André Brandão, por causa do plano de enxugamento de despesas, os interessados no PDV se intimidaram. Para o comando do BB, foi a senha de que a medida era acertada.

Com o encerramento do PDV, o Banco do Brasil se dedicará ao processo de fechamento de postos de atendimento. Estão na lista 361 unidades, das quais, 112 são agências. Esse processo, porém, exige mais tempo, pois deve seguir uma série de burocracias, como afixar placas nos locais 30 dias antes do encerramento das operações e realocar a clientela.

Foi nesse ponto, sobretudo, que Bolsonaro se pegou para ameaçar Brandão de demissão. Prefeitos e parlamentares reclamaram com o presidente do fechamento de agências, alegando que a medida prejudicaria as economias locais. O presidente, porém, ficou somente na ameaça.

O fechamento dos postos de atendimento se estenderá de fevereiro a junho. Nada foi mudado, mesmo com os ruídos políticos. A meta do Banco do Brasil, com o PDV e o fechamento de pontos de atendimento, é economizar R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

“A reestruturação do Banco do Brasil é muito importante para manter a sua competitividade no mercado. O banco ficará mais digital para enfrentar a concorrência, que está cada vez mais forte”, diz um funcionário da instituição.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

 

 

Justiça proíbe BB de fechar agências e demitir funcionários até fim da pandemia

Publicado em: 04/02/2021

A Justiça do Maranhão determinou por meio de liminar a suspensão do fechamento das agências do Banco do Brasil em todo o país. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (3) pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís depois de uma ação movida pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA).

A organização trabalhista acionou a justiça depois do anúncio do banco, no último dia 11, sobre a decisão de implementar o PDV (Plano de Demissão Voluntária), que tinha como objetivo promover a demissão de 5 mil funcionários e o fechamento de 361 unidades, entre elas, 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento.

Na ação civil pública que ajuizou, o sindicato maranhense alegou prática abusiva do banco baseado na alteração unilateral do contrato firmado entre a instituição e os consumidores. Segundo a entidade, “o fechamento de agências e a redução de postos de atendimento, na atual circunstância de pandemia da Covid-19, aumentará o fluxo de pessoas nas unidades dos bancos, gerando aglomeração”.

Na decisão, o juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da de São Luís, exigiu que o banco mantenha aberta todas as unidades do país “enquanto perdurarem as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância nacional de que trata a Lei nº 13.979/2020”, que vigorará até que seja decretado o fim do estado de emergência internacional, declarado pela Organização Mundial da Saúde.

O Banco do Brasil tem 15 dias para recorrer da decisão.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil segura dez diretores seniores ante ofensiva de rivais

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O Banco do Brasil conseguiu segurar ao menos dez diretores que estavam com o pé na aposentadoria, apurou a Coluna do Estadão. Trata-se de uma ofensiva da atual gestão para reter profissionais que já atingiram a idade de deixar o banco. A ação ocorre em meio à debandada de funcionários do alto escalão do BB nos últimos anos – com destino à iniciativa privada -, em um ambiente de forte concorrência no setor financeiro e ainda às vésperas da adoção de um programa de demissão voluntária (PDV) no conglomerado.

Batizado de ‘plano de incentivo a diretores’, a iniciativa terá validade somente até 2027, com o objetivo de segurar nomes mais seniores e que estavam prestes a deixar o BB por conta da aposentadoria. Com o plano, esses diretores podem se aposentar, mas seguem trabalhando no banco. Antes, esse era um benefício restrito a vice-presidentes da casa e que foi estendido ao escalão abaixo, em meio ao forte assédio dos concorrentes privados ao quadro do banco público.

O plano tem como meta reter em torno de 15 executivos prestes a se aposentarem. É praticamente metade do total de diretores do banco. Boa parte da ação já foi concluída, com cerca de dez adesões. Dentre elas, estão nomes como o de Edson Rogério da Costa, de meios de pagamentos e que lida com o sócio Bradesco em negócios como Elo e Cielo. Além dele, estão o diretor de empréstimos e financiamentos, Marco Túlio de Oliveira Mendonça, e o diretor de Gestão de Pessoas, José Avelar Matias Lopes, dentre outros. Procurado, o BB não comentou.

Fonte: Estadão

 

Reestruturação: sindicato cobra do Banco do Brasil realocação de bancários em SP

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Dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reuniram-se com representantes do Banco do Brasil para cobrar a relocação sem perda de comissão dos funcionários em excesso das agências e escritórios digitais que estão sendo extintos por conta da nova reestruturação que está sendo promovida pela direção da empresa.

A reunião foi realizada virtualmente na terça-feira 2, com integrantes da Gepes (Gestão de Pessoas), e das Superintendências de São Paulo PJ; PF (Estilo/Exclusivo); e Especializada (Varejo).

Os representantes do banco informaram que os funcionários subordinados às superintendência PJ, PF e Varejo já estão sendo realocados, sem perda de comissão, mas ainda falta equacionar algumas vagas de gerentes de conta dos escritórios digitais.

“É importante frisar que, mesmo em meio às adversidades causadas pela pandemia, estes colegas evidenciaram todo seu esforço e profissionalismo por meio do atingimento dos resultados. Por esta razão o banco tem o dever de os acolher, sem perda de comissão”, afirma a dirigente sindical e bancária do Banco do Brasil Adriana Ferreira.
Contra a discriminação de gênero

O Sindicato levantou a preocupação com as bancárias que, devido à especificidade de dupla jornada e de estarem em home office, correm mais risco de serem discriminadas nas escolhas de descomissionamento.

“Bancárias com filhos, chefes de família, ou que detêm a maior responsabilidade com a família e a casa poderiam ser preferidas e afastadas das possibilidades de comissionamento”, sugere Adriana, enfatizando que o banco se comprometeu a fazer tudo o que se está ao alcance pra que todos os trabalhadores mantenham comissão e sejam alocados adequamente.

“Estamos acompanhando a questão e vamos continuar cobrando do banco medidas para solucionar a situação destas trabalhadores”, afirma a dirigente

Os funcionários que estiverem com problemas relacionados à realocação devem entrar em contato com Sindicato, por meio de um dirigente sindical ou pelos canais da entidade, para relatar o problema. O sigilo é absoluto.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

BB aposta em especialização no atendimento ao agronegócio com 14 novas agências

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O Banco do Brasil anunciou a abertura de 14 agências Agro em seis estados, totalizando agora 18 unidades de negócios voltadas especificamente ao relacionamento e consultoria aos produtores rurais. O BB também intensifica o atendimento com mais 276 gerentes dedicados ao setor e o número de clientes que contam com o atendimento especializado evolui de 158 mil para 227 mil. Ao todo, são 2 mil profissionais qualificados para prestar assessoria completa aos produtores rurais.

Os novos prefixos funcionarão nas cidades de Rio Verde (GO), Sorriso (MT), Dourados (MS), Cascavel (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Ponta Grossa (PR), Ijuí (RS), Santa Maria (RS), Passo Fundo (RS), Araçatuba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), e Franca (SP), se somando às já em funcionamento em Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS) e Campo Mourão (PR). As aberturas devem ocorrer entre fevereiro e março. Com esse movimento, a atuação comercial do Banco é ampliada em 145 municípios, totalizando em 243, e a quantidade de carteiras específicas para o agro salta de 639 para 915. No Private rural, elas passam de 76 para 82, com ênfase na região Centro-Oeste.

“Reforçamos nosso protagonismo no agronegócio. Queremos prestar o melhor atendimento aos produtores rurais e para o ecossistema agro. Buscamos por meio de consultoria construir de forma conjunta as melhores soluções para seus negócios, seja em questões agronômicas ou questões financeiras”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, João Rabelo Jr.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações lançadas no início do ano para reforçar o apoio e compromisso da instituição com o segmento em que mantém liderança histórica, com 55,2% de todo o crédito rural disponibilizado no sistema financeiro. A carteira de crédito agro representa 26% da carteira de crédito total do Banco e apresentou crescimento de 4,2% nos últimos 12 meses, chegando a R$ 190,5 bilhões (posição setembro/2020).

O Banco preza pela conveniência no atendimento e busca promover maior autonomia ao cliente para que seja atendido onde e quando quiser. Para isso, tem aprimorado o desenvolvimento de soluções modernas que atendam às demandas do setor com maior agilidade.

Desde agosto de 2018, o cliente pode acessar o crédito de maneira rápida, fácil e segura pela ferramenta CPR digital, no APP BB. Também no aplicativo, o Custeio Digital foi lançado em fevereiro de 2017 e permite contratar o custeio de safra (agrícola e pecuário).

Fonte: Banco do Brasil

 

Parceria entre Prefeitura e BB pretende trazer para Coxim Programa AABB Comunidade

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Na tarde desta segunda-feira (1) o prefeito Edilson Magro foi conhecer as instalações atuais da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) de Coxim a convite do gerente da instituição Breno Reis. Existe uma proposta de parceria para que seja implantado em Coxim o Programa AABB Comunidade.

Estão sendo feitas tratativas e estudos para que seja viabilizado o programa em Coxim, para isso, reuniões entre a gerência do banco, prefeitura e secretarias de assistência social, desenvolvimento sustentável e educação tem acontecido desde o início do mês de janeiro.

Nessa última reunião na sede da AABB, o prefeito Edilson Magro deu o seu aval para que o programa aconteça aqui em Coxim. Segundo Reis, gerente do banco do Brasil, cumprindo todos os quesitos necessários, possivelmente o programa já pode ser iniciado em abril no município. A Secretária de Assistência Social Andréa Weber, acredita no potencial do programa sendo uma grande oportunidade no desenvolvimento das crianças e adolescentes de Coxim.

O AABB Comunidade oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos. O Programa, que é fruto de parceria entre a Fundação BB e a FENABB, é realizado nas AABBs de todo o País.

Fonte: Prefeitura de Coxim

 

Banco do Brasil mantém reestruturação, com PDV e fechamento de agências

Publicado em: 29/01/2021

O Banco do Brasil (BB) decidiu manter o plano de reestruturação que prevê o fechamento de 361 unidades de atendimento e o desligamento voluntário de até 5 mil funcionários, apesar de a repercussão negativa do projeto quase ter custado a demissão do presidente do banco, André Brandão.

A manutenção do plano foi confirmada pelo Conselho de Admnistração do BB, em reunião extraordinária realizada realizada nesta semana, após os ruídos sobre a demissão de Brandão terem diminuído. Na ocasião, os conselheiros do BB confirmaram a permanência do executivo no comando do banco e negaram quaisquer revisões no plano de reestruturação, que será executado ao longo deste semestre.

O plano de reestruturação do BB foi anunciado no início do mês e irritou o presidente Jair Bolsonaro. Incomodado com a repercussão negativa do projeto de enxugamento da rede de agências do BB, Bolsonaro chegou a pedir a demissão de André Brandão. Porém, o executivo foi mantido no cargo depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alertaram o presidente da República de que a ameaça de demissão foi interpretada pelo mercado como uma interferência política no BB.

Com a manutenção de Brandão, chegou-se a cogitar uma revisão no plano de reestruturação do BB. Porém, a ata da última reunião do Conselho de Administração do BB descarta essa possibilidade, negando “qualquer espécie de interferência do acionista controlador na execução das medidas de eficiência anunciadas, que seguem sendo executadas exatamente como aprovada” e dizendo que as notícias sobre a demissão de Brandão não passaram de “graves especulações”.

O documento acrescenta que os conselheiros não aceitariam interferências políticas no banco. E explica que, em respeito à Lei das Sociedades por Ações e à Lei das Estatais, “não seria admitido a estes conselheiros anuir com qualquer prática que porventura viesse a ser adotada contrariamente aos melhores interesses da companhia e de seus acionistas”.

“Os conselheiros aqui signatários reiteram seu compromisso com as melhores práticas de governança corporativa, com a estrita observância de suas atribuições estatutárias e de seu dever de diligência, lealdade e defesa dos interesses da companhia”, ressalta a ata. “A reação dos agentes de mercado às referidas especulações noticiosas, que provocou significativa desvalorização dos preços das ações do BB, evidencia o que se espera da administração da companhia: adoção de contínuas medidas em busca de maior eficiência e permanente austeridade, com o condão de lhe conferir adequada competitividade e resultados sustentáveis ao longo do tempo, sobretudo no atual ambiente de negócios de crescente competição, complexidade, volatilidade e transformação tecnológica”, acrescenta.

O comunicado também lembra que o programa de reestruturação foi aprovado ainda em 2019 pelo conselho e está “alinhado às melhores práticas de mercado”. E destaca que, como mostrou o Correio, “a aprovação dos programas cumpriu toda governança da companhia, tendo transitado, inclusive, pela Secretaria de Coordenação e Governança das Estatais (Sest) do Ministério da Economia, conforme normas vigentes”.

A manifestação sobre a manutenção de Brandão e do plano de reestruturação foi assinada por cinco dos oito conselheiros do BB. Assinaram o documentos os conselheiros indicados pelo Ministério da Economia – Hélio Lima Magalhães, que é presidente do Conselho de Administração; Fabio Augusto Cantizani Barbosa e José Guimarães Monforte – e também os membros do Conselho que foram eleitos pelos acionistas minoritários do BB – Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima.

Por outro lado, não assinam o comunidado o próprio André Brandão, presidente do BB; o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, que também já foi ameaçado de demissão pelo presidente Bolsonaro, durante as discussões sobre o Renda Brasil; e Débora Fonseca, que é a representante dos funcionários do BB no Conselho. Segundo a ata, “a abstenção dos demais conselheiros” foi registrada “com o fim de se elidir qualquer potencial conflito de interesses”.

Funcionários do BB seguem reticentes ao plano de reestruturação do banco, pois entendem que o fechamento de agências e a redução do quadro de pessoal do banco representa um “plano de desmonte” com vistas na privatização. Por isso, têm feito protestos em todo o país e buscado apoio de parlamentares e prefeitos para barrar o projeto.

Fonte: Correio Brazilliense

Bolsonaro quer que presidente do BB seja um “executivo político”

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Após aceitar o convite para presidir o Banco do Brasil, em setembro do ano passado, o banqueiro André Brandão gravou uma entrevista em vídeo para os servidores da instituição estatal. Em sua residência, ele falou sobre os seus planos de gestão e contou qual foi a missão que recebeu do ministro da Economia, Paulo Guedes. “O ministro pediu um gestor do banco. Ele falou assim: ‘André, tem várias coisas que a gente precisa fazer, e eu preciso de um executivo’. E é o que sou: sou um executivo”, afirmou Brandão, que atuou mais de vinte anos em bancos privados, sendo conhecido no mercado pelo perfil técnico. É justamente essa característica que Jair Bolsonaro pretende mudar.

Desde o fim do ano passado, o presidente tem recebido reclamações sobre Brandão, que, segundo seus detratores, tem pouco jogo de cintura político em Brasília. Em tom de crítica, alguns parlamentares disseram que o executivo não atendia a pedidos diversos, de indicação para cargos no BB a convites para eventos culturais patrocinados pela instituição. Até então, Brandão não era afeito à dinâmica de Brasília. Costumava declinar convites de jantares com senadores e evitava receber deputados em seu gabinete. Mais reservado, ele se tornou a antítese do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, que tem um bom trânsito no Palácio do Planalto e no Congresso.

A gota d’água do estresse entre Bolsonaro e Brandão ocorreu em 11 de janeiro deste ano, quando o BB anunciou dois programas de demissão voluntária para cerca de 5 000 funcionários e o fechamento de 361 unidades da instituição, sendo 112 agências, 242 postos de atendimentos e sete escritórios. A notícia gerou um alvoroço entre servidores do banco e prefeitos de municípios — que passaram a pressionar parlamentares em Brasília para cobrar uma resposta do Planalto. Após receber diversas reclamações e sem antes tentar entender detalhes da medida, Bolsonaro disse para os seus auxiliares que iria “cortar a cabeça” do chefe do BB e que a ação era mais uma “manobra para sabotar” o seu governo.

A exoneração só não foi assinada porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Campos Neto, entraram em ação. O ministro explicou para Bolsonaro que nenhuma cidade ficaria sem unidades de atendimento e que haveria apenas um enxugamento das estruturas. O próprio Brandão, antes de assumir a sua função, gravou um vídeo dizendo que não reduziria a presença do BB nos municípios, mas apenas mudaria o estilo das agências, um plano chancelado pelo Conselho de Administração e que poderá render uma economia de 2,7 bilhões de reais até 2025.

A investida deu certo. Por ora, Brandão continuará no cargo sob uma condição: adotar uma agenda mais política e estreitar os laços com parlamentares. Além disso, decisões mais delicadas do banco terão de se despachadas no Palácio do Planalto. Conforme relata reportagem de VEJA, o episódio põe em dúvida — mais uma vez — a fidelidade do presidente à agenda liberal do governo.

Fonte: Veja.com

BB revisa para 40% percentual do lucro de 2021 a ser distribuído a acionistas

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O conselho de administração do Banco do Brasil aprovou a revisão de sua política de remuneração aos acionistas e estabeleceu o percentual de 40% do lucro líquido a ser distribuído referente ao exercício de 2021 via dividendos e/ou juros sobre o capital próprio (JCP).

O percentual representa um aumento frente ao payout de 35,29% aprovado para o exercício de 2020, conforme fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (25).

A divulgação do balanço do quarto trimestre da instituição está programada para o próximo dia 11 de fevereiro. De janeiro a setembro, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 10,2 bilhões, o que representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período de 2019.

No auge da crise do coronavírus, o Banco Central limitou o chamado payout, ou seja, o percentual do resultado distribuído aos acionistas dos bancos para 25% ou o mínimo definido no estatuto, mas flexibilizou a norma no fim do ano passado.

“O valor do payout definido pelo Conselho de Administração considerou os balizadores constantes na Política, em especial, o resultado do Banco, sua condição financeira, a necessidade de caixa, o Plano de Capital e suas metas e respectivas projeções, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, perspectivas dos mercados de atuação presentes e potenciais, oportunidades de investimento existentes e a manutenção e expansão da capacidade operacional”, informou a nota assinada por Carlos José da Costa André, Vice-Presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores.

Fonte: CNN Brasil com Money Times e Seu Dinheiro