União decidiu renovar conselho do Banco do Brasil, mas pode não evitar polêmica

Publicado em: 31/03/2021

Partiu da União a decisão de não reconduzir quatro conselheiros do Banco do Brasil (BB), inclusive o presidente do colegiado, Hélio Magalhães, apurou o Valor. Com a manobra, o governo tentou evitar o desgaste de ver esses integrantes pedirem para não continuar nos cargos, como aconteceu na Petrobras.

Pode ter sido insuficiente, porém. O conselho do BB deve sofrer baixas nos próximos dias. Segundo fonte a par do assunto, há integrantes que não têm a intenção de permanecer no órgão até a eleição dos novos membros do conselho, que será votada na assembleia geral ordinária e extraordinária marcada para 28 de abril.

Os conselheiros independentes do Banco do Brasil (BB) voltaram à carga com uma nova manifestação na qual criticam o processo de sucessão no comando da instituição financeira. No documento, apontam que Fausto Ribeiro, indicado pelo Ministério da Economia para assumir a presidência do BB “não percorreu ainda todas as etapas de funções gerenciais” que seriam desejáveis para assumir o cargo máximo.

Ribeiro, que era desde setembro presidente da BB Consórcios, não estava entre os elegíveis para assumir a presidência conforme o programa sucessório adotado pelo BB, desenvolvido pela consultoria Korn Ferry. O texto é assinado pelo presidente do conselho, Hélio Magalhães, e pelos conselheiros independentes José Guimarães Monforte, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima. Os dois primeiros foram indicados pela União e os dois últimos, pelos minoritários.

Nesta segunda-feira, o BB divulgou a lista dos indicados para compor o conselho. Magalhães, Monforte, Brandão e Fábio Barbosa, ex-vice-presidente do banco, não serão reconduzidos.

Os conselheiros indicados

No lugar dos quatro conselheiros que estão saindo, serão indicados Aramis Sá de Andrade, Walter Eustáquio Ribeiro, Iêda Aparecida de Moura Cagni e Rachel de Oliveira Maia.

Andrade é graduado em Economia e em Direito (UFAC), especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil (Estácio de Sá), com MBA em Formação Geral e Desenvolvimento de Executivos em Administração (USP/FIA), além de outras extensões acadêmicas. Possui certificações em governança corporativa, por experiência (CCIe) e pelo IBGC. Foi funcionário do BB de 1979 a 2015, onde chegou a ocupar os cargos de gerente executivo e gerente geral. Atualmente, é membro do conselho de administração da Infraero.

Ribeiro é diretor geral do Mackenzie em Brasília e possui bacharelado em Relações Internacionais (UnB), com pós-graduação em Marketing e Recursos Humanos. Tem formação de conselheiro pela Fundação Dom Cabral-MG, além de mestrado e doutorado (não concluído) em Administração. Ocupou cargos gerenciais, executivos e de assessoria da presidência no Banco do Brasil por mais de 30 anos.

Iêda é procuradora da Fazenda Nacional, graduada em Direito pelo Centro Universitário de Anápolis, com especialização e mestrado em Administração Pública pela FGV. Atualmente, ocupa o cargo de Secretária-Geral de Administração da Advocacia-Geral da União (AGU). Foi integrante do conselho de administração da Embasa e Serpro.

Rachel é fundadora e CEO da RM Consulting e ex-CEO da Lacoste. Ela começou sua carreira como controladora financeira sênior na 7-Eleven. Também tem passagens pela Novartis Pharmacy, Tiffany e Pandora. É graduada em contabilidade pelo Centro Universitário FMU e possui MBA pela FGV. Concluiu o curso de Negociação e Liderança por meio do Programa de Educação Executiva da Harvard Business School e treinamento de gerenciamento geral na Universidade de Victoria (Canadá).

As indicações de Andrade, Ribeiro, Iêda ainda aguardam o envio de documentação para o Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem) do BB. A indicação de Rachel, feita pelos minoritários, já teve documentação entregue e agora aguarda manifestação do Corem.

Mais cedo nesta segunda-feira, o BB informou que o Ministério da Economia encaminhou para análise e manifestação do Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem) o processo de indicação de Fausto de Andrade Ribeiro para ocupar o cargo de presidente do BB. “O BB informa que o Corem reunir-se-á para avaliar a indicação à luz da Lei nº 13.303/2016, do Decreto nº 8.945/2016 e do Estatuto Social do BB e demais disposições regulamentares, cabendo ao presidente da República a nomeação do indicado na forma do artigo 24, inciso I, do Estatuto Social”.

A indicação de Ribeiro já havia sido informada pelo Ministério da Economia no dia 18, mas ainda não havia sido confirmada oficialmente pelo BB. O atual presidente do banco, André Brandão, renunciou naquele dia, depois de um longo processo de fritura após ter sido desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro em janeiro, quando anunciou um programa de demissões e fechamento de agências. Ele fica no cargo até o fim deste mês. 

Fonte: Valor Investe

 

Governo nega pedido de informação sobre reestruturação do BB a portal

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A Controladoria-Geral da União (CGU) negou um pedido de Lei de Acesso à Informação, feito pela reportagem do Congresso em Foco, para obrigar o Banco do Brasil a divulgar dados que expliquem como deveriam ocorrer os planos de reestruturação da empresa. O recurso negado foi o 3º apresentado pela reportagem para que o banco explicasse o fechamento de 5 mil postos de trabalho e 361 de suas unidades.

Para a CGU, o banco está livre de prestar tais informações – mesmo sendo estatal. A Controladoria, assim como em decisões internas do próprio banco, entende que a companhia tem uma natureza híbrida e, portanto, não se enquadra nas regras de acesso à informação administração pública. Apesar disso, o banco tem 50% sob controle do governo brasileiro, que inclusive tem ingerência sobre a política adotada pela instituição e na escolha de presidentes e diretores.

“Vale destacar que o recorrido [Banco do Brasil] subordina-se à Lei de Acesso à Informação – LAI e está obrigado ao fornecimento de informações públicas”, assina a analista Andréa Souza Goes, responsável pelo caso.

“Entretanto, devido à sua natureza híbrida, a qual o permite atuar no meio concorrencial do mercado privado, excepciona-se da regra o fornecimento de informações nas hipóteses de sigilo previstas na legislação, como fiscal, bancário, de operações e serviços no mercado de capitais, comercial, profissional, industrial e segredo de justiça.”

A resposta tem o mesmo tom das apresentadas pelo Banco do Brasil para não apresentar os dados da reestruturação – publicadas pela primeira vez em fato relevante ao mercado em 11 de janeiro. No mesmo dia em que o fato relevante foi apresentado pelo Banco do Brasil, este repórter questionou o Banco pela Lei de Acesso à Informação – ferramenta gratuita e aberta a qualquer cidadão brasileiro – que “publicizasse todo e qualquer relatório que justifique ou embase os planos de redimensionamento organizacional e demissão voluntária da empresa, tornados públicos no comunicado.”

Até fevereiro, dois recursos analisados internamente dentro do Banco do Brasil foram respondidos de maneira negativa, com o mesmo argumento.

“Uma vez que o Banco está sujeito ao regime próprio das empresas privadas, a informação solicitada está restrita ao âmbito interno da empresa, não havendo, assim, interesse público na obtenção das informações pleiteadas”, respondeu Thiago Borsari, que se apresentava como membro da Diretoria de Gestão da Cultura e de Pessoas do BB. Hoje, Borsari é diretor de Negócios Digitais.

Após os dois recursos internos ao Banco do Brasil, era possível discutir a questão na CGU, que opera fora do escopo da instituição financeira. A resposta, no entanto, foi negativa.

Quase imediatamente ao início do processo, o governo federal anunciou que desistiu da proposta de fechamento das agências – o que aumentou o desgaste entre o então presidente André Brandão e Jair Bolsonaro. Brandão se demitiu no dia 18 de março, e assumiu em seu lugar Fausto de Andrade Ribeiro.

O recurso apresentado pela reportagem defendeu que o Banco do Brasil é, como um banco público, também executor de políticas públicas. Desta forma, não cabe alegar sigilo comercial, sob risco de tornar esta própria política pública sigilosa e desvirtuar o sentido de existência de uma instituição como o Banco do Brasil.

A publicidade ao que se pede, discutiu-se no recurso, é interessante inclusive a investidores privados do BB S.A., que passarão a contar com maior transparência sobre as decisões tomadas pelo banco. Em um aspecto geral, lembra-se que o Banco Central do Brasil, também vinculado ao Ministério da Economia e gestor do sistema bancário nacional, tem uma política de “bancarização” crescente, incentivando o uso de instituições financeiras pela população.

Uma decisão de fechar agências e postos de atendimento, como publicado no comunicado ao mercado, vai contra esta filosofia do Banco Central, e pode inclusive por em risco a segurança do sistema. Isto pode ocorrer, uma vez que o Banco do Brasil não explicou se, entre as agências que pretende fechar estão postos que são as únicas agências de pequenos municípios do país.

O advogado e conselheiro da agência Fiquem Sabendo, Bruno Morassutti, apontou problemas na fundamentação da decisão. “Há uma diferença de quando o banco estatal está concorrendo efetivamente com outros players de mercado e quando ele está na função de executor de políticas públicas”, pondera o advogado. “O Banco do Brasil tem como função executar parte importante da política pública federal de bancarização e acesso a crédito.”

Para Bruno, quando o banco decide que fechará agências, “ainda que em um primeiro momento se pareça uma decisão comercial, ela ultrapassa isso ao afetar diretamente a disponibilidade de acesso bancário à população”. Considerar a informação sem interesse público, como alegou o BB em sua resposta, não faria sentido.

“Não cabe ao banco decidir o que tem ou não interesse público. Se o cidadão pediu, é porque há o interesse público”, disse Bruno Morassutti.

Fonte: Congresso em Foco

Ex-prefeito de Juazeiro recusa homenagem do BB após fechamento de agência

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O empresário e ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Salviano, informou nesta segunda-feira (29), que recusou uma homenagem que receberia da gerência do Banco do Brasil, para a Farmace, empresa de produtos farmacêuticos que administra. Segundo ele, devido à decisão da empresa em descontinuar os atendimentos da agência localizada no bairro Pirajá, não receberia a honraria e ainda disse que deixará de ser cliente do banco.

Salviano construiu durante a primeira gestão como prefeito o famoso mercado do bairro, hoje um dos centros comerciais da cidade e também da região do Cariri. Em entrevista ao Portal Badalo, o empresário afirmou que a saída de uma agencia bancária de tamanha importância prejudica imensamente o potencial do bairro, visto que o estabelecimento atendia a pelo menos 50% dos clientes do município.

“A gente lamenta que o Juazeiro vem a perder a melhor agência do Banco do Brasil que a cidade tem. O banco vai perder clientes, pois serei o primeiro a tirar minha conta de lá e ir para outro banco”, afirmou Salviano, informando que irá redirecionar sua conta para outro banco com características similares à agência do BB descontinuada.

Quanto à honraria, destinada a atuação e importância do empresário na condução da Farmace, com sede em Barbalha, este disse que a recusou assim que foi comunicado, e explicou o motivo da recusa.

“Me ligaram da direção do banco, me oferecendo uma homenagem, e eu disse que me recusava a receber pois o Juazeiro estava perdendo um das agências mais importantes que a cidade tem. Não troco minha homenagem pessoal por um prejuízo para a cidade de Juazeiro. Não aceitei e não aceitarei uma homenagem em detrimento a um prejuízo a minha cidade”, completa.

A agência do Banco do Brasil no bairro Pirajá já havia sido anunciada dentro do plano de corte da diretoria do banco. No Ceará, esta será a única agência a ser totalmente fechada, sendo as demais dentro do pacote tendo sido reduzidas a postos de atendimento com caixas de autoatendimento.

Fonte: Portal Badalo

Funcionário do BB reclama da demora da PLR, viraliza e fatura mais de R$ 12 mil

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E não é que deu certo? Após as críticas de Estácio na rede de notícias interna do BB, a PLR foi finalmente paga. Estácio fez críticas não só sobre o atraso do pagamento, mas também sobre as metas abusivas impostas pelo banco. Segundo ele, os funcionários se esforçavam para atingir tais metas e não eram tratados com respeito pela instituição.

Em agradecimento, os funcionários do BB que fizeram os memes do Estácio, resolveram doar 1 real cada para este líder nato, no dia do pagamento da PLR. E, no fim das contas, Estácio faturou R$ 12 mil em doações. Merecidos, diga-se de passagem, pois nem todo mundo tem essa coragem. Estácio teve ao todo mais de 200 páginas de depósitos no extrato bancário.

Além disso, funcionários de outros bancos também resolveram fazer doações para Estácio. E você, teria a coragem do Estácio e peitaria também a direção de sua empresa para cobrar a demora da PLR ou outro direito atrasado?
O que é PLR?

A Participação nos Lucros e Resultados é um tipo de bonificação que algumas empresas, como o BB, pagam aos seus funcionários. Regida pela lei 10.101/00, a PLR é a divisão dos lucros com os trabalhadores da empresa. Em contrapartida, normalmente a empresa estabelece metas que os funcionários devem atingir para receber o bônus.

Fonte: Portal Seu Crédito Digital

 

BB usa inteligência artificial para tirar dúvidas sobre open banking

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Compartilhamento de dados bancários entre as instituições financeiras, o open banking tem provocado dúvidas entre os correntistas de todo o país. Para facilitar a compreensão em torno do serviço, que tem como objetivo aumentar a concorrência e baratear o crédito, o Banco do Brasil (BB) passou a oferecer serviços de inteligência artificial para esclarecer as informações.

Pioneiro no país, o serviço está disponível no WhatsApp e no Google Assistente. Os aplicativos simulam uma conversa e oferecem informações acessíveis com linguagem simples e conteúdo similar ao de um bate-papo com amigos.

Outros bancos permitem tirar dúvidas sobre open banking por aplicativos, mas sem o uso da inteligência artificial. Apenas encaminham para o site das instituições os clientes que perguntam sobre o tema, sem oferecer o recurso de interação.

Os usuários de Whatsapp podem salvar o número oficial do Banco do Brasil no celular – (61) 4004-0001 – e enviar perguntas sobre o open banking que o assistente virtual do banco responderá. As perguntas podem ser escritas ou gravadas em áudio. O robô responderá por escrito.

No Google Assistente, a pessoa deve chamar o assistente BB (“falar com Banco do Brasil”) e então começar perguntando “O que é open banking?”. O aplicativo guiará a experiência por voz, tirando as principais dúvidas.

Segundo o Banco do Brasil, o uso de assistentes virtuais para atendimento está em expansão. Em 2020, 10 milhões de clientes conversaram com os robôs do banco no WhatsApp, no Google Assistente, nas redes sociais Twitter e Facebook e no ambiente virtual Carteira BB e no próprio aplicativo BB.

Etapas

Desde fevereiro, os clientes que usam o open banking podem pedir os dados cadastrais e financeiros à instituição financeira e, de posse das informações, procurar outras instituições. Em 15 de julho, entra em vigor a segunda fase, que prevê o compartilhamento automático dos dados entre as instituições, com o cliente podendo autorizar ou cancelar o serviço.

Fonte: Folha de Pernambuco

 

TST aceita agravo do MPT no processo que pede Cassi e Previ para bancários incorporados

Publicado em: 26/03/2021

Deu mais um passo na Justiça a ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que pede Cassi (plano de saúde) e Previ (plano de previdência privada) para os funcionários originários da Nossa Caixa, do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Estado do Piauí (BEP), as três instituições financeiras adquiridas pelo Banco do Brasil em 2008.

Vale lembrar que desde 2018 a ação encontra-se no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que é a terceira e última instância da Justiça do Trabalho. Na segunda instância, o pedido pela Cassi para os bancários incorporados foi considerado procedente, e o pedido pela Previ foi considerado improcedente.

Em 30 de setembro do ano passado, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região noticiou que estava marcado para aquele dia mais um andamento do processo, mas que o TST havia adiado o evento. A notícia, agora, é que neste dia 24 de março, o tribunal aceitou o agravo de instrumento interposto pelo MPT contra a decisão de segunda instância referente à Previ.

Ou seja: ao dar provimento ao agravo do MPT, o TST determinou que o tribunal de segunda instância volte a analisar a possibilidade de que a Previ seja estendida aos bancários oriundos da Nossa Caixa, do Besc e do BEP. No entanto, ainda há outros dois agravos a serem analisados pelo TST, da parte do BB e da Cassi. Isso deve acontecer em breve.

Fato é que não houve nenhuma alteração no que foi julgado até o momento, e que os bancários interessados terão de aguardar o próximo passo, que será o julgamento do mérito do recurso do MPT.

Para o Sindicato de Bauru, esse julgamento ganha ainda mais importância agora, pois o Banco do Brasil acaba de desligar milhares de bancários que aderiram ao Plano de Desligamento Extraordinário (PDE), e muitos deles são originários da Nossa Caixa.

Segundo o BB, dos 5.533 funcionários desligados, 4.093 (74%) deixaram o banco para se aposentar, e, como se sabe, o Economus (instituto que cuida dos planos de saúde e de previdência dos funcionários do extinto banco paulista) está tornando inviável o plano de saúde dos aposentados, o Economus Família.

O Sindicato, inclusive, já ajuizou uma ação pedindo que os bancários que se aposentaram agora, no PDE, possam se manter no Economus Plus, em vez de forçosamente migrarem para o Economus Família. Para poderem permanecer no plano Plus, no entanto, os aposentados têm de assumir seu pagamento integral. Leia mais sobre a ação aqui.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região

 

Transferências para grandes bancos encolhem 38% nos últimos três anos

Publicado em: 25/03/2021

Quase todos os pagamentos (99%) até dezembro de 2017 (incluindo pessoas físicas e jurídicas) se concentravam nos cinco maiores bancos brasileiros (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa), segundo levantamento feito pela plataforma de automação de pagamentos da Transfeera. Ao fim de dezembro de 2020 essa parcela passou a representar 61% das transferências, uma queda de 38,4% em três anos.

A queda de participação dos bancos tradicionais é decorrente do crescimento dos bancos digitais, especialmente do Nubank, que em dezembro do ano passado representou 15% do total de pagamentos realizados por meio da Transfeera.

Levando em consideração apenas as transferências para pessoas físicas, os grandes bancos representavam 55% dos pagamentos no fim de 2020, bem menos que os 80% três anos antes.

Nas transferências entre pessoas físicas, o Banco do Brasil foi o que mais sofreu. Em dezembro de 2017, 33% dos pagamentos realizados pela Transfeera tinham como destino o banco estatal e três anos depois essa parcela caiu para 10%.

O Bradesco segue em uma trajetória estável, recebendo cerca de 14% dos pagamentos realizados no fim de 2020 e o Nubank ficou com 18% das transferências entre pessoas físicas.

Para Carlos Augusto de Oliveira, diretor de tecnologia da associação brasileira de bancos (ABBC), a realidade constatada no ambiente de pagamentos da Transfeera “demonstra uma tendência clara de utilização crescente desses ‘neo-bancos’ ao escolherem de forma crescente estas instituições digitais como plataforma para recebimento do seu fluxo financeiro, o que significa uma opção de uso prioritário no seu dia-a-dia”.

Nas transferências para contas de pessoas jurídicas, o banco que mais sofreu com perda de clientes é a Caixa Econômica Federal. Em dezembro de 2017 ela representava 24% dos pagamentos e no mesmo mês do ano passado foi apenas 6%. Do outro lado, o Banco Inter hoje representa 10% das transferências recebidas.

A participação do Nubank é menos expressiva em contas empresariais e representavam 7% do total de pagamentos. Segundo a Transfeera, a parcela pequena é sinal de que as contas de pessoas jurídicas no Nubank têm como foco empreendedores individuais.

“Mecanismos de liquidação digital e instantâneas e ecossistemas de compartilhamento e integração, trazidas pelo Pix e open banking tendem a pressionar ainda mais os bancos tradicionais, obrigando-os a acelerar a agenda de transformação ao mesmo tempo que acirra a competição com fintechs com estruturas mais leves e ágeis por definição”, afirma o diretor da ABBC.

O estudo analisou um montante de 3,2 milhões de transferências bancárias, realizadas entre abril de 2017 e dezembro de 2020 na plataforma de automação de pagamentos da Transfeera. Do total de transferências, 2,3 milhões (73%) tiveram como destino pessoas físicas e 861 mil (27%) pessoas jurídicas.

Fonte: Valor Investe

 

Novo presidente do BB enterra privatização da instituição e deve vetar venda da BB DTVM

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Os funcionários do Banco do Brasil estão em festa. Pelo que já receberam de retorno do novo presidente da instituição, Fausto Ribeiro, que tomará posse no início de abril, não há qualquer possibilidade de ele levar adiante qualquer processo de privatização do BB. Mais: ao que tudo indica, vai rever todos os programas de desinvestimentos do banco. Isso quer dizer que a venda da BB DTVM deverá ser vetada.

Ribeiro representa uma guinada em relação a Rubem Novaes, primeiro a comandar o Banco do Brasil no governo de Jair Bolsonaro, e a André Brandão, que renunciou ao cargo. Para ele, o BB tem de continuar sob controle do Estado e, em vez de encolher, desfazendo-se de negócios importantes, como a BB DTVM, que controla o grosso dos recursos administrados pela instituição, tem de crescer.

Funcionário de carreira do BB, Ribeiro está recolhido desde foi anunciado como sucessor de André Brandão. Mas, aos poucos colegas de trabalho com os quais conversou nos últimos dias, disse que a determinação de Bolsonaro é de que o banco tenha um papel social. Não é só: tudo indica que ele suspenderá o programa de fechamento de agências, pivô da crise com Bolsonaro que levou à demissão de Brandão.

Esse programa de fechamento de postos de atendimento foi dividido em quatro ondas, como se diz dentro do banco. A primeira, que agrega 90 pontos, incluindo agências, já foi concluída, porque Brandão pediu pressa. Os dois programas de demissão voluntárias, também anunciados no início do ano, foram concluídos com a adesão de 5.500 funcionários.

Mudanças nas vice-presidências

Ribeiro também acertou com Bolsonaro liberdade para mudar a composição da atual vice-presidência do BB. Quer dar uma cara nova ao comando da instituição com pessoas de sua confiança. Essa troca deverá ser facilitada, pois pelo menos dois executivos já demonstraram desejo em deixar os cargos, número que deve crescer, seja porque alguns têm idade para se aposentar, seja porque têm convite do mercado.

Pelo menos uma vice-presidência, a de Governo, será entregue a um político, muito provavelmente, ligado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Hoje, essa vice é ocupada por João Rabelo Júnior, que é de carreira, mas começou a ganhar antipatia do Palácio do Planalto porque foi secretário-adjunto no Ministério da Fazenda na gestão de Guido Mantega, do PT.

Em meio a todos esses movimentos, Ribeiro está disposto, também com o apoio de Bolsonaro, a mudar o Conselho de Administração do Banco do Brasil. Os mandatos dos atuais integrantes terminam em 28 de abril, quando haverá assembleia para decidir se os atuais conselheiros continuam ou não. O novo presidente do BB não se conforma com a reação contrária de vários conselheiros à sua indicação.

Para Ribeiro, o fato de conselheiros como Hélio Magalhães, que foi do Citibank e hoje presidente o Conselho de Administração do BB, e José Guimarães Monforte terem indicado que renunciariam aos cargos por causa da escolha de Bolsonaro mostra que eles não têm espaço no futuro comando do banco. Se não renunciarem, serão defenestrados.

Há outro fator que pesa contra atuais conselheiros do Banco do Brasil: são extremamente a favor da privatização da instituição e são vistos pelos funcionários como entreguistas, por defenderem a venda de ativos importantes da instituição, como a BB DTVM, que estaria sendo negociada com o banco suíço UBS, que já assumiu o controle do BB Investimentos. Esses negócios fechados com o UBS são alvos de várias representações feitas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que ainda não se manifestou sobre os casos.

No nome de Ribeiro ainda precisa passar pelo Comitê de Elegibilidade do Banco do Brasil, cuja missão é de analisar se o indicado por Bolsonaro atende aos requisitos legais previstos na Lei das Estatais. Vencida essa etapa, caberá ao presidente da República publicar um decreto com a nomeação.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

 

 

Novo presidente do BB monta equipe: Barreto vai para a vice-presidência de governo

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Sem alarde, sobretudo porque seu nome ainda está sendo submetido às regras de avaliação, o novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, está começando a montar sua equipe. O primeiro nome escolhido é o de Antônio Barreto, que comandará a vice-presidência de Governo da instituição.

Barreto, que foi cotado para substituir André Brandão no comando do Banco do Brasil, é hoje secretário-executivo do Ministério da Cidadania, com forte trânsito no Palácio do Planalto, sobretudo por causa do trabalho que realizou envolvendo o auxílio emergencial. Ele é funcionário de carreira do BB.

Experiente e conhecedor dos meandros políticos de Brasília, Barreto está tendo papel fundamental no preparo de Fausto Ribeiro para tocar a maior instituição financeira do país. Juntos, têm sondado figuras estratégicas com o objetivo de dar uma cara nova ao Banco do Brasil.

Vaga ambicionada pelo Centrão

A indicação de Antônio Barreto para a vice-presidência do Banco do Brasil é vista por Ribeiro como um trunfo, uma vez que se cogitava a nomeação de um político do Centrão para a vaga. O presidente da Câmara, Arthur Lira, ambicionava a vaga hoje ocupada por João Rabelo.

Desde o governo Lula, convencionou-se dar a vice-presidência de Governo do BB a políticos. Isso mudou a partir da gestão de Rubem Novaes, o primeiro presidente do Banco do Brasil na administração Bolsonaro. Novaes bateu o pé para fazer a própria equipe, mas durou pouco.

No que depender de Fausto Ribeiro, que comandava a BB Consórcios, qualquer estudo no sentido de privatizar o Banco do Brasil será enterrado, até para acalmar os funcionários da instituição. Ele também deve deixar de lado os planos de vendas de ativos do banco, como a BB DTVM, ambicionada pelo suíço UBS.

A perspectiva é de que Fausto Ribeiro tome posse na presidência do Banco do Brasil no início de abril. A partir do momento em que seu nome for aprovado pelo Comitê de Elegibilidade do BB, o presidente Bolsonaro poderá baixar decreto com a nomeação do executivo que substituirá André Brandão.

Saída em massa da diretoria

A saída de André Brandão da presidência do Banco do Brasil pode desencadear uma retirada em massa de diversos integrantes da cúpula do banco estatal. Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S.Paulo, diretores e vice-presidentes começam a sinalizar que podem acompanhar a decisão de Brandão e abandonar ao barco – e pelo menos dois vice-presidentes teriam saída certa.

O colegiado do Banco do Brasil vinha mostrando diversos sinais de insatisfação com a interferência do governo Jair Bolsonaro dentro das estatais, além do processo de fritura de Brandão nos últimos meses. O estopim para a saída em massa seria a indicação de Fausto Ribeiro, que só ocupou cargos de gerência antes de assumir a área de consórcios.

O fato de Ribeiro ter chegado ao segundo escalão do BB já pouco tempo aumentou a insatisfação dentro do colegiado, mas uma renúncia coletiva estaria descartada em um primeiro momento.

Fonte: Blog do Correio Braziliense com Estadão

Bancos vão mostrar boa recuperação em 2021; BB e Bradesco são as melhores

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O setor bancário brasileiro deve apresentar uma boa recuperação em 2021, afirmou o Safra. Os analistas defenderam, em relatório divulgado ontem, que o aumento das taxas de juros pode beneficiar os resultados das empresas no médio prazo, uma vez que elas devem reavaliar seus produtos de empréstimo, aumentar a remuneração de sua própria base de capital e melhorar os resultados financeiros de seguros.

“Esperamos uma boa recuperação dos resultados para 2021com base na redução significativa do custo do crédito, considerando que 2020 foi um ano em que os bancos construíram enormes provisões para perdas com empréstimos e o pico de inadimplência pode não ser tão forte quanto inicialmente esperado”, afirmou a instituição.

Com a temporada de resultados do quarto trimestre de 2020 perto do fim, o Safra atualizou os números do setor. Uma das mudanças foi a recomendação do BTG Pactual (BPAC11), que passou de neutra para compra, bem como o preço-alvo por unit, que subiu de R$ 92 para R$ 111.

O novo rating do banco tem como base o cenário favorável projetado para o mercado de capitais no Brasil.

“O mercado de capitais brasileiro parece apresentar forte recuperação apoiada por um ambiente de taxas de juros muito baixas. Acreditamos que o BTG pode capturar esse efeito positivo no mercado de capitais”, explicou o Safra.

Além disso, a empresa possui um portfólio diversificado que vai desde vendas e negociação até gerenciamento de patrimônio, criando possibilidades para explorar oportunidades de venda cruzada.

No caso do Banrisul (BRSR6), a recomendação foi rebaixada de compra para neutra e o novo preço-alvo ficou em R$ 19 (de R$ 22). Para a tese de investimento da companhia, o Safra considerou um custo de capital mais alto e um ROE (retorno sobre o patrimônio) de longo prazo mais baixo.

Apesar de aumentar a confiança no BTG, o Safra manteve Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) como preferências no setor. Ambas as companhias têm recomendação de compra e preços-alvo de, respectivamente, R$ 36 e R$ 50.

“Em nossa opinião, além de ambos os nomes terem bom potencial de alta, eles ainda estão negociando a múltiplos atraentes (Bradesco está negociando a 9 vezes P/L [preço sobre lucro] projetado para 2021, enquanto Banco do Brasil está a 5 vezes)”, destacou a instituição.

As perspectivas para Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander (SANB11) continuam positivas. O Safra também possui recomendação de compra para os dois bancos: o Itaú porque a ação está sendo negociada a múltiplos baixos após a cisão parcial com a XP e o Santander devido à expectativa de ROE mais forte para 2021, além da cisão da Getnet. Os preços-alvo indicados são de R$ 38 e R$ 53, respectivamente.

Fonte: Money Times

 

“Seria muito bom se o Banco do Brasil fosse privatizado”, diz Gustavo Franco

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O ex-presidente do Banco Central, sócio da Rio Bravo Investimentos e colunista do Estadão, Gustavo Franco, afirmou que a privatização do Banco do Brasil+1,48% seria boa para incentivar a competição entre instituições financeiras e diminuir o spread bancário.

A declaração foi feita na segunda-feira (22) em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. “Não há razão pra ter tão poucos intermediários, temos tido muitas iniciativas no plano regulatório com o intuito de incentivar a competição bancária. Seria muito bom se o Banco do Brasil fosse privatizado e tivesse um dono preocupado com resultado”, afirmou.

Franco disse que, por ser público, os custos do Banco do Brasil são maiores, já que as compras devem ser feitas por meio de licitação e há processos burocráticos que encarecem os produtos.

“É ótimo para os privados terem um competidor que tem um custo maior. Você opera no preço do seu concorrente que tem preço mais alto e ganha muito dinheiro. O Banco do Brasil, do jeito que está, serve aos bancos privados”, declarou o economista, que defendeu o fim de estatais como a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), criada para conduzir um projeto de trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Ao responder a uma pergunta de Márcio Kroehn, editor-chefe do E-Investidor que participou do programa, Franco manifestou preocupação com a volta da inflação. “A inflação acordou um pouquinho. Mas, para um ex-alcoólatra, qualquer pouquinho é um perigo”, comparou. No entanto, o economista apontou que o regime de juros baixos deve continuar, ainda que haja algumas oscilações.

Fonte: Estadão Investidor

UBS avalia aquisição da gestora de recursos do Banco do Brasil

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O UBS está entre os interessados em adquirir a gestora de fundos do Banco do Brasil (BBAS3), a BB DTVM, disseram pessoas com conhecimento direto do assunto.

O negócio deve sofrer atraso com a mudança de presidente do banco, que vai precisar assinar a venda, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas, pois o assunto não é público.

Participaram das conversas empresas como Franklin Templeton e BlackRock Inc, com o Rothschild & Co contratado para assessorar o Banco do Brasil, segundo as pessoas.

Os termos propostos dariam ao parceiro o controle sobre o negócio, embora diversas estruturas estejam sendo avaliadas, segundo as pessoas. A ideia é buscar investidores internacionais para evitar concentração de mercado.

Fausto de Andrade Ribeiro foi nomeado para assumir as rédeas do maior banco estatal do Brasil na última quinta-feira e a venda da gestora será seu primeiro desafio.

A BB DTVM tem mais de R$ 1,2 trilhão de ativos sob gestão, o que a coloca em primeiro lugar no ranking do país. O UBS já tem uma parceria com o BB em banco de investimento na América do Sul e corretagem no Brasil, além de um acordo comercial com o Banco Patagônia, na Argentina.

O Banco do Brasil, o UBS, o BlackRock, o Franklin Templeton e o Rothschild não quiseram comentar.

André Brandão, presidente do Banco do Brasil que renunciou na semana passada e priorizou a venda, desistiu de sua função depois de entrar em choque com o presidente Jair Bolsonaro por causa de medidas de austeridade.

Os investidores agora questionam se Ribeiro, que está no Banco do Brasil há mais de 20 anos, vai dar continuidade à agenda de Brandão, que incluía a venda de ativos, ou pará-la de vez.

A troca de CEO “pode ​​criar incerteza em torno da estratégia do banco para oferecer melhorias de eficiência”, escreveram os analistas do Goldman Sachs liderados por Tito Labarta em uma nota aos clientes.

O Banco do Brasil faturou mais de R$ 6,85 bilhões com o negócio de gestão de fundos de investimento no ano passado, um aumento de 7,2% em relação a 2019, segundo seu balanço.

Navegar na política é outro desafio que Ribeiro enfrentará. O executivo, pós-graduado em Economia pela George Washington University, ingressou no Banco do Brasil em 1988 e já ocupou diversos cargos no banco, como diretor executivo de canais terceirizados e responsável pelas unidades na Espanha e no Marrocos.

“Fausto de Andrade Ribeiro é um candidato qualificado devido ao seu sólido histórico dentro do banco”, escreveram analistas do Citigroup liderados por Jorg Friedemann em um relatório. “Apesar disso, a notícia repercute mal no Banco do Brasil, embora já esperada, pois demonstra uma clara interferência política.”

Fonte: Money Times

Banco do Brasil fechou 90 agências das 361 previstas em plano de reestruturação

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Dois meses depois de anunciar um plano de reestruturação do Banco do Brasil, o presidente demissionário da instituição, André Brandão, conseguiu fechar cerca de 90 agências das 361 incluídas no projeto, segundo fontes. O balanço equivale a cerca de um quarto do total. Brandão deve seguir no cargo até o fim deste mês.

Caberá ao substituto do executivo, Fausto Andrade Ribeiro, dar continuidade ou não ao projeto. A depender do presidente Jair Bolsonaro, a medida poderá ser suspensa, diante da pressão de prefeitos dos municípios atingidos. O plano de reestruturação está na origem da crise entre Brandão e o presidente.

A orientação do presidente é para que os bancos públicos abram novas agências, apesar dos avanços da tecnologia que permitem aos clientes realizar operações por aplicativos de celular e internet, sem precisar ir a uma agência.

Um milhão de clientes

Somente no ano passado, os três maiores bancos privados fecharam 1.500 agências e pontos de atendimento, um processo que já vinha em curso, mas que ganhou velocidade com a mudança de hábitos causada pela pandemia.

O plano anunciado por Brandão precisa ser tocado em etapas, porque envolve um número expressivo de clientes, cerca de um milhão. Antes de encerrar esses pontos de atendimento, é necessário remanejar esses usuários.

Na contramão do previsto para o BB por Brandão, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou na quinta-feira que pretende abrir até 400 agências. Outras 76 já estão em processo de abertura.

O fechamento das agências do BB foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco dentro do plano estratégico para o quinquênio 2021-2025. Para reduzir despesas, foi adotado também um plano de demissão voluntária, que teve 5,5 mil adesões.

A meta é fechar todas as agências deficitárias em pequenos municípios. Os clientes atingidos estão sendo direcionados para outras agências em outras cidades, com distância média de 25 quilômetros, segundo o BB.

Para evitar deixar cidades desassistidas, o BB pretende ampliar a rede de correspondentes bancários tradicionais (supermercados, padarias e farmácias), investir na abertura de franquias e postos “inteligentes”, sem caixas e vigilantes, apenas com terminais de autoatendimento, onde as mesmas cédulas depositadas pelos clientes podem ser sacadas instantaneamente, dispensando abastecimento frequente por carros-fortes.

Receio de fim do home office

O plano foi o principal motivo da queda de Brandão. O sucessor, Fausto Ribeiro, já passou por várias áreas do BB, inclusive pela Unidade de Canais, responsável por abertura e fechamento de agências. Além dessa questão, Ribeiro terá liberdade para criar novas vice-presidências.

A vice-presidência de Governo e Agronegócio deverá ser desmembrada. O secretário executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, deverá ocupar a área de Governo.

Embora a indicação de Ribeiro tenha sido defendida pela equipe econômica como um sinal de prestígio aos funcionários, ela causou estranheza na cúpula do banco, porque significou quebra de hierarquia. Tradicionalmente, para alçar ao topo é preciso ocupar outros postos, como vice-presidência.

Em agosto do ano passado, Ribeiro era gerente executivo da Diretoria de Contadoria, responsável pela contabilidade das subsidiárias. Em setembro, foi promovido a presidente do BB Consórcios.

No banco, ele é conhecido pelo perfil bolsonarista. Na crise, durante a pandemia, o andar que comanda manteve trabalho presencial. Há receio por parte dos funcionários de que ele resolva acabar com o home office. A indicação, que ainda precisa passar por instâncias no BB, teria também o respaldo do centrão. (Colaborou João Sorima Neto)

Fonte: O Globo

Deputada apela por permanência das agências do BB em Sergipe

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O Banco do Brasil (BB) informou que, até o final do primeiro semestre de 2021, desativará 361 unidades, sendo: 112 agências bancárias, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento. Diante desse cenário, a deputada Maria Mendonça apresentou à Mesa da Casa Legislativa na manhã de hoje (24) uma Moção de Apelo pela permanência das agências bancárias do BB em todo o território sergipano.

A Moção de Apelo de nº 13/2021 será enviada para a bancada de Sergipe no Congresso Nacional, em Brasília, por meio do seu coordenador, o deputado Federal, Bosco Costa. Na matéria a deputada apela para que os deputados dialoguem com o presidente do Banco do Brasil pela manutenção das agências bancárias em Sergipe. Em especial, a agência do município de Itabaiana, localizada na avenida Dr. Luiz Magalhaes.

Fonte: Assembleia Legislativa de Sergipe

Bancários manifestam contra fechamento de unidades do BB no Acre

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Trabalhadores do Sindicato dos Bancários do Acre e o deputado estadual Jenilson Leite (PSB) se reunirão com a direção da entidade para alinharam um pedindo de apoio contra o fechamento de algumas agências nos municípios e contra a privatização do Banco do Brasil.

Jenilson assinou junto ao sindicato uma carta compromisso, onde se compromete em fazer a defesa da permanência das agências abertas e contra a privatização. “Não podemos aceitar o que vem acontecendo com esses trabalhadores, onde demissões acontecem em meio a uma pandemia”, afirmou o parlamentar.

De acordo com o grupo, o Banco do Brasil é o principal operador do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, com empréstimos subsidiados pelo Governo Federal. Com a redução de agências nos municípios, produtores serão afetados e isso acarretará no preço dos alimentos no Acre, diz Lopes.

Fonte: Acre 24 Horas

 

Venda de ativos pode não ser a melhor opção de longo prazo para BB

Publicado em: 24/03/2021

Com a saída de André Brandão do Banco do Brasil (BBAS3), a pauta sobre a potencial venda da BB DTVM, gestora de fundos da estatal, voltou a circular. O banco suíço UBS é um dos interessados em adquirir o ativo, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto.

Brandão, que ficará na presidência do Banco do Brasil até 30 de março, tinha o desinvestimento na gestora como uma das prioridades na agenda. Agora, o mercado está à espera para saber se Fausto de Andrade Ribeiro, nomeado para assumir o comando da companhia, vai dar continuidade aos planos do seu antecessor.

Segundo a Ágora Investimentos, existem dois caminhos que o Banco do Brasil pode seguir para destravar valor: reduzir despesas e aumentar a eficiência ou encolher a estrutura por meio de acordos com players do setor privado. Na avaliação da corretora, a segunda opção parece mais provável de acontecer, mas não é a melhor alternativa.

“O risco é reduzir a exposição a negócios mais lucrativos”, afirmaram os analistas Victor Schabbel e Ricardo França, em relatório divulgado nesta terça-feira (23). “Essa pode não ser a melhor opção de longo prazo. O pior cenário para uma franquia forte como o Banco do Brasil é ter menos ativos valiosos em suas mãos e dificuldades para implantar com eficácia iniciativas de corte de custos”.

A BB DTVM tem mais de R$ 1,2 trilhão de ativos sob gestão, o que a coloca em primeiro lugar no ranking do país. Em 2020, o Banco do Brasil faturou mais de R$ 6,8 bilhões com o negócio de gestão de fundos, alta de 7,2% em relação ao ano anterior.

Fonte: Money Times

Agricultores catarinenses buscam renegociação de dívidas com o BB

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Acumulando prejuízos causados pela estiagem prolongada e pela cigarrinha do milho, os produtores rurais de Santa Catarina solicitam ao Governo Federal a prorrogação de dívidas vencidas e vincendas em 2021. O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, apresentará a pauta de reivindicações do setor à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante reunião em Brasília nesta segunda-feira, 22.

“Os agricultores de Santa Catarina passam por dificuldades devido à estiagem que se prolonga, principalmente nas regiões Oeste e Extremo Oeste, somadas aos prejuízos deixados pela cigarrinha do milho. Nossa intenção é buscar alternativas para que os produtores possam continuar trabalhando, investindo e gerando riqueza para Santa Catarina”, destaca Altair Silva.

Neste sábado, 20, o secretário da Agricultura participou de encontro virtual com o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) e com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro de Nadal, para alinhar a pauta de reivindicações e de que forma o Governo do Estado pode auxiliar nas tratativas com o Governo Federal.

Entre as maiores demandas do setor produtivo estão a renegociação de dívidas do Plano Safra, a liberação de mais recursos para investimentos e medidas para apoiar os produtores de leite de Santa Catarina. Segundo o presidente da Fetaesc, José Walter Dresch, além da prorrogação de dívidas que já venceram ou que vencerão este ano, os agricultores pedem ainda a liberação de mais recursos para investimentos.

“Queremos essa atenção especial do Governo Federal para garantir que as dívidas, que o agricultor tem junto ao Banco do Brasil, possam ser prorrogadas para a última parcela do investimento, mantendo os mesmos juros. Estamos esperando também um recurso emergencial de R$ 30 mil com taxa de juros de 2.5% para os agricultores atingidos pela estiagem, com dez anos para pagar e rebate de 20% para quem pagar em dia. É interessante um novo recurso e não aquele já disponível pelo Plano Safra 2020/21”, explica José Walter Dresch.

Durante a reunião virtual, o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Natal, reforçou que o parlamento será parceiro na busca de apoio para os agricultores afetados pela estiagem. “Nossa preocupação com a situação da estiagem no Oeste do Estado é constante. Trabalhamos em ações que busquem ajudar nossos agricultores em épocas difíceis. Vamos encaminhar, em nome da Assembleia Legislativa, um ofício à ministra da Agricultura endossando a necessidade de uma atenção maior por parte do Governo Federal à nossa região”.

Quebra na safra de milho em Santa Catarina

Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), a safra de milho em Santa Catarina terá uma quebra de 28,4% em relação à estimativa inicial, fechando em 2,07 milhões de toneladas. A estiagem prolongada em 2020 e a cigarrinha do milho causaram a perda de aproximadamente 800 mil toneladas do grão nas lavouras do estado, principalmente no Oeste e Extremo Oeste.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural

Com pandemia, Banco do Brasil realiza Circuito Virtual Agro de 2021

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O Banco do Brasil deu início, no dia 22 de março, ao Circuito Virtual Agro de 2021, com o objetivo de levar aos clientes as condições especiais disponibilizadas nos circuitos tradicionais de feiras agropecuárias, que estão suspensos desde o ano passado em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O movimento é dividido em cinco etapas e seguirá com programação especializada até o fim do ano.

A proposta reforça a estratégia de adaptação e inovação que o BB adotou deste o início da crise. A ambientação toda ocorre na plataforma especializada em agronegócios Broto, ambiente virtual que conecta compradores e vendedores.

Circuito Virtual Sul

Nesta primeira etapa do Circuito, que ocorre entre os dias 22 de março e 9 de abril, o produtor rural terá acesso a novidades exclusivas em seguros, consórcios e financiamentos, além de ações promocionais em diversas modalidades. Cada semana representará um dos três estados da região, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A programação é formada por lives, demonstrações virtuais e promove a interação do público com as revendas, com as principais montadoras do país, além de demais parceiros do agronegócio e funcionários do BB. Apesar de toda a programação ser regionalizada, as condições especiais serão válidas para todo o país. Dentre elas, o cliente contará com itens promocionais das principais montadoras do país, descontos em seguros e consórcios e distribuição de pontos Livelo.

Digital

Entre 26 de outubro e 27 de novembro do ano passado, foi realizada a 1ª Feira Virtual Agro do BB, pela plataforma Broto, com a colaboração das montadoras e suas revendas, em conjunto com os parceiros agro do BB (empresas de assistência técnica, agentes de crédito e correspondentes agro). A Feira disponibilizou atrativos e conteúdos especiais, com condições vantajosas para aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

O vice-presidente de Agronegócios e Governo do BB, João Rabelo, explica que o evento, mesmo sendo virtual, se comparado às feiras de 2019, equivaleria à quinta maior do País, com cerca de R$ 130 milhões efetivamente comercializados no seu âmbito. Durante o período, a plataforma superou a marca de 50 mil acessos.

Márcio Hamilton Ferreira, CEO da BB Seguridade, holding controlada pelo BB que concentra os negócios relacionados a seguros, previdência complementar aberta, capitalização e planos odontológicos, destaca a permanente preocupação com o atendimento das necessidades do mercado agropecuário. “Nossa convicção sobre a representatividade e potencial de expansão desse mercado é tamanha que a Brasilseg tem investido fortemente nessa iniciativa digital específica, a plataforma Broto, voltada especialmente para o mundo do agronegócio”, afirma. O executivo reforça que “em 2020, foram pagos R$ 1,6 bilhão em indenizações a produtores rurais pelo Banco, sendo 60% no Rio Grande do Sul, em função da forte estiagem que impactou a produção gaúcha. No país, foram mais de 23 mil solicitações de indenização atendidas, dados que reforçam nossa capacidade de atender a este público e nosso compromisso com o agronegócio nacional”.

Para o presidente da Brasilseg Rodrigo Caramez, promover um evento tão importante para o calendário nacional do agro, como o Circuito Virtual, é motivo de muito orgulho e uma grande oportunidade para o Broto. “Além da vitrine on-line de máquinas e implementos, ferramentas e simuladores já disponíveis no site, entregaremos no Broto, muito em breve, um novo ecossistema de relacionamento para o setor. O produtor encontrará tudo o que necessita para potencializar a sua produtividade econômica. O calendário de eventos de agro do BB, certamente, impulsionará ainda mais nosso crescimento, nos ajudando a trilhar o caminho de inovação e proximidade com os clientes”.

O Broto se encontra em constante evolução para se tornar uma solução cada vez mais abrangente para o agronegócio, ampliando o acesso a serviços, ferramentas digitais para toda a cadeia produtiva e consultoria ao produtor rural, para reduzir riscos e aumentar sua produtividade.

Fonte: Banco do Brasil

André Brandão renuncia à presidência após 6 meses no comando do Banco do Brasil

Publicado em: 18/03/2021

Após muitas especulações, o Banco do Brasil (BBAS3) anunciou em comunicado ao mercado nesta quinta-feira (18) a saída do presidente da estatal, André Brandão. A saída terá efeito a partir de 1 de abril.

“O Banco do Brasil (BB) comunica que André Guilherme Brandão entregou, nesta data, a Jair Messias Bolsonaro, ao Ministro da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes, e ao Presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Lima Magalhães, pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB, com efeitos a partir de 1 de abril de 2021”, destaca o comunicado do banco estatal.

O Ministério da Economia indicou nesta quinta-feira (18) Fausto de Andrade Ribeiro, atual diretor da BB Administradora de Consórcios, para a presidência do Banco do Brasil (BBAS3). “Informamos, considerando o que dispõem os artigos 18, § 2º, inciso I, 24, inciso I, e 34, § 5, inciso IV do Estatuto do Banco do Brasil SA, que, em razão da renúncia, nesta data, do Sr. André Guilherme Brandão dos cargos de integrante do Conselho de Administração e de Presidente do Banco, será encaminhado para análise do Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade da Companhia, para o preenchimento das respectivas vagas, o nome do Sr. Fausto de Andrade Ribeiro”, diz a nota do Ministério da Economia.

Assim, Fausto de Andrade Ribeiro será o terceiro presidente do banco em menos de um ano. Segundo o currículo enviado pelo Ministério da Economia, Ribeiro é servidor do Banco do Brasil desde 1988. Ele é formado em direito e administração de empresas, e tem especialização em finanças internacionais e pós-graduação em economia.

Atualmente é diretor presidente da BB Consórcios, subsidiária do BB, posição que ocupa desde setembro de 2020. Antes disso, estava na função de gerente executivo da diretoria de contadoria. Ele tem passagens como gerente executivo em diretorias e em projetos específicos do Banco do Brasil. De maio de 2013 a junho de 2016, foi diretor geral da unidade do BB na Espanha.

Ribeiro ocupou a Gerência Executiva da Unidade de Canais de junho de 2016 a fevereiro de 2019 e a Gerência Executiva da Diretoria de Contadoria de março de 2019 a agosto de 2020. Graduado em direito e em administração de empresas, o futuro presidente do BB tem MBA Executivo em Finanças no Ibmec e pós-graduação em economia no Programa Minerva, na Universidade George Washington, nos Estados Unidos.

Brandão assumiu em setembro de 2020

André Brandão tomou posse como presidente do BB em 22 de setembro de 2020, em substituição a Rubem Novaes. A saída de Novaes, por sinal, causou turbulência no mercado em meio ao anúncio inesperado. Contudo, houve uma maior tranquilidade em meio às informações sobre o seu sucessor.

Brandão veio do HSBC, onde estava desde 2003; o CEO atuava como chefe global da instituição para as Américas. Desde que vendeu o banco de varejo para o Bradesco, em 2016, o HSBC atua no Brasil apenas como banco de investimento. Antes de chegar ao HSBC, ele permaneceu mais de dez anos no Citibank (outra instituição que, recentemente, saiu do segmento de varejo no País, ao ser adquirida pelo Itaú Unibanco).

Entre os planos de Brandão, estavam o de prosseguir com a digitalização e aumentar a eficiência do banco estatal. Contudo, as medidas para elevar a eficiência acabaram contribuindo para a saída do CEO, após um 2021 marcado por especulações sobre a demissão do executivo.

Brandão já enfrentava uma situação bastante delicada desde o início do ano, quando anunciou um plano de reestruturação do banco envolvendo fechamento de agências do banco e do plano de demissão voluntária que desagradou o presidente Jair Bolsonaro, que buscou forçar uma demissão do executivo, bem avaliado pelo mercado. Contudo, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, conseguiu convencer Bolsonaro a não tirá-lo do cargo.

Na ocasião, Campos Neto, que tem alta estima com o presidente, o alertou de que uma demissão seria avaliada como interferência política em uma empresa pública que tem ações na Bolsa.

Brandão era bem visto pelo mercado

Porém, no final de fevereiro, as especulações de que Brandão estaria de saída do banco estatal voltaram a ganhar força. Diversos veículos de mídia destacaram que Brandão teria colocado o cargo à disposição de Jair Bolsonaro, depois de observar o destino do presidente da Petrobras (PETR3;PETR4), Roberto Castello Branco, demitido pelo presidente em meio a discordâncias sobre os reajustes de combustíveis.

Na ocasião, ao comentar as especulações sobre a saída do executivo, o Credit Suisse destacou que Brandão é bem visto pelo mercado e estava avançando nas iniciativas de reestruturação. A avaliação é de que o foco deve ser em seu potencial sucessor, aumentando a incerteza sobre os rumos do banco, avaliaram os analistas.

Pedro Lang, head de renda variável da Valor Investimentos, aponta que o mercado já precificou “uma boa parte” da saída de Brandão semanas atrás, uma vez que já havia especulações sobre a saída do executivo.

“Mas ainda pode haver algum impacto sobre as ações. O mercado sempre precifica uma probabilidade de o evento acontecer, mas como nunca é 100% ainda temos price action [reflexo nas ações] para ver. Agora, é esperar que venha alguém técnico e que tenha liberdade para continuar com as mudanças na gestão que o banco precisa para se adequar à essa nova realidade de fintechs, juros baixos e empresas ágeis”, avalia Lang.

Fonte: Infomoney

Bancos terão de fechar 30% das agências em até 3 anos para manter rentabilidade

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Os cinco maiores bancos brasileiros, com quase R$ 8 trilhões de ativos em mãos, precisam enxugar 30% de sua rede de agências físicas em no máximo três anos, aponta estudo exclusivo feito pela consultoria alemã Roland Berger e obtido pelo Estadão/Broadcast. Isso significa fechar as portas de cerca de 5 mil unidades de alvenaria, de um total de 16.704, somados Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil e Caixa Econômica Federal, conforme dados do Banco Central do fim de fevereiro.

O fechamento de agências resulta da pressão por corte de custos e eficiência diante do ‘novo normal’ do sistema financeiro, de acordo com a Roland Berger. Se antes essa já era uma realidade com a multiplicação de fintechs, com a pandemia, que acelerou o processo de digitalização dos brasileiros, só fez crescer.

“Os bancos brasileiros vão precisar encerrar pelo menos 30% de suas agências no curto prazo, no máximo, em dois anos. Estamos falando de 5 mil agências dos 5 maiores bancos”, afirma o presidente da consultoria alemã Roland Berger, Antônio Bernardo, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

De acordo com ele, a mudança de comportamento dos clientes a reboque da covid-19 coloca a rentabilidade dos bancos brasileiros, ainda elevada frente aos pares internacionais, na berlinda. O retorno sob o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) já foi afetado com o aumento das provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, reforçadas para fazer frente à inadimplência.

Berger destaca que apesar do cenário a rentabilidade dos bancos nacionais ainda é alta mas se esta transformação não ocorrer o lucro vai diminuir e eles vão ficar menos atrativos. “Se os bancos brasileiros não se transformarem – e as agências são só uma das mudanças -, a rentabilidade vai baixar mais, ficando menos atrativos para investidores”, disse.

Digitalização do dinheiro

Para aumentar sua competitividade os bancos vem investindo na digitalização da economia e somente em tecnologia para ‘digitalização do dinheiro’ os bancos investem anualmente cerca de R$ 19,6 bilhões, segundo a Febraban que também destaca que cada vez mais, os clientes também pagam suas contas e fazem transferências de valores pelos canais digitais.

Segundo o diretor de Canais Digitais e Experiência do Cliente do Bradesco, Marcelo Frontini, 97% das transações no banco já são realizadas em canais digitais.

Além disso, a digitalização do dinheiro pelos bancos no Brasil também pode envolver Bitcoin e criptomoedas já que Eduardo Abreu, vice-presidente de Novos Negócios da Visa do Brasil, revelou que a empresa já está trabalhando na integração de criptoativos e instituições financeiras no Basil.

A primeira solução a ser disponibilizada, segundo ele, será um conjunto de APIs voltados a bancos para que estes possam oferecer criptomoedas aos seus clientes.

Abreu também revelou que a empresa já está conversando com grandes bancos digitais no Brasil que podem aderir ao serviço e oferecer Bitcoin a seus clientes e embora não tenha revelado o nome das instituições, um levantamento do Cointelegraph revelou que no radar da empresa estão Nubank, Inter e C6.

“Primeiro, estamos conversando com os bancos mais digitais. Isso porque são os que têm mais perfil para esses clientes (de criptos)”, revelou.

Fonte: Estadão com Cointelegraph

Banco do Brasil tem 160 agências e postos com aviso de encerramento

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O Banco do Brasil já pregou avisos de fechamento nas portas de pelo menos 160 unidades de sua rede, considerando agências tradicionais e postos de atendimento, segundo mapeamento preliminar feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finaceiro (Contraf) e obtido pelo Estadão/Broadcast. Apesar da crise gerada no Palácio do Planalto, o plano de reestruturação, anunciado em janeiro, não só foi mantido como já começa a ser implementado.

A lista oficial das agências que serão fechadas – em um total de 112 -, porém, ainda não foi divulgada pelo BB. Segundo o secretário-geral da Contraf, Gustavo Tabatinga, funcionário do banco, o conglomerado se nega a passar aos funcionários as unidades que serão encerradas, postura que ele afirma ser inédita. “O banco alega questões de mercado, mas, em todas as reestruturações feitas no passado, o banco nos passava essas informações, até para que possamos orientar os trabalhadores”, disse o sindicalista, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Diante da negativa do BB, os bancários se mobilizaram e começaram a mapear, por conta própria, as agências e os postos de atendimento que já estavam em processo de encerramento. Para isso, foram de unidade em unidade para verificar quais delas já contavam com o cartaz que avisa do fechamento aos clientes, uma obrigação que o banco tem de cumprir 30 dias antes do encerramento de fato.

O levantamento é considerado preliminar porque a Contraf não tem presença em todos os municípios onde o BB tem alguma unidade. O número, portanto, pode ser maior.

O plano do BB envolve a desativação de 361 unidades ao longo do primeiro semestre, sendo 112 agências tradicionais, sete escritórios e 242 postos de atendimento. Além disso, haverá a conversão de 243 agências em postos de atendimento e oito postos de atendimento em agências, transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB, sem guichês de caixa, relocalização compartilhada de 85 unidades de negócios e criação de 28 unidades de negócios (14 agências especializadas agro e 14 “escritórios digitais leves”).

Nordeste

Pelo mapeamento do Contraf, a região mais afetada será a Nordeste, com 60 unidades com cartazes já colados. O Estado com maior número de encerramentos em andamento, por enquanto, é São Paulo, com 17, seguido do Rio de Janeiro, com 14, e o Pará, com 13.

“Fechar agências numa pandemia é jogar as pessoas para a aglomeração e exclusão bancária. Há agências que estão em cidades que só têm aquela agência e vão ficar sem banco”, afirma Juvandia Moreira, presidente da Contraf.
Segundo levantamento da Contraf, 23 municípios ficarão sem agências bancárias, a maioria no Nordeste: seis na Bahia (Caem, Gentil do Ouro, Itaquera, Lajedo do Tabocal, Pau Brasil e Uibai), quatro em Sergipe (Nossa Senhora de Lourdes, Monte Alegre, Pacatuba e Tomar de Geru), duas no Ceará (Santo Antônio do Jaguaribe e Itaiçaba), uma em Alagoas (Passo do Camaragibe) e uma na Paraíba (Alagoa Grande).

Também ficarão órfãos cinco municípios do Pará (Água Azul do Norte, Curuca, Monte Dourado, Ourem e Ourilândia do Norte), um no Acre (Mâncio Lima), um no Mato Grosso (Ribeirão Cascalheira), um no Paraná (Laranjal) e um em Rondônia (Alto Alegre dos Parecis).

Fonte: Estadão

Trabalhadores lançam campanha contra desmonte no Banco do Brasil

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Trabalhadores do Banco do Brasil lançaram no dia 12 de março a campanha ‘Articulação Nacional contra o Desmonte do BB’. Trata-se de um conjunto de forças que pretende alertar a população sobre os ataques sofridos pela bicentenária instituição. O lançamento foi marcado por uma live que contou com a participação de associações de trabalhadores, parlamentares e outras entidades da sociedade civil.

Desde 2016, com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, o Banco do Brasil dispensou mais de 17 mil trabalhadores, fechou quase 1,1 mil agências bancárias e encerrou atividades em municípios e comunidades sem nenhum outro tipo de serviço bancário. Ainda que, no mesmo período, teve um acréscimo em sua carteira de 9,5 milhões de clientes.

Recentemente o banco anunciou seu plano de reestruturação, que prevê a demissão de mais 5 mil funcionários e o fechamento de agências em cidades pequenas do interior do país. Em alguns municípios, como no estado do Pará, será preciso que aposentados se desloquem por até 70 quilômetros para receber suas aposentadorias.

País arrancado de si mesmo

Para a deputada federal Érica Kokay (PT/DF) “é como se o país estivesse sendo arrancado de si mesmo”, disse, durante a live. Ela lembrou que durante a crise financeira de 2008, foram os bancos públicos que impediram que os efeitos se alastrassem duramente sobre a vida das famílias brasileiras. “Possibilitaram que tivéssemos políticas anticíclicas para que a crise financeira não atingisse o bem estar das pessoas do país. Quando se mexe no BB, estão mexendo com a possibilidade do Brasil ser um país soberano. De abraçar seu povo.”

“Qualquer iniciativa que implique em desmonte do BB ignora que, em praticamentetodos os rincões desse Brasil, de Norte ao Sul, o BB foi o pioneiro a se instalar como uma agência facilitadora e viabilizadora da atividade econômica”, explicouLoreni de Senger, presidente da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil. “Pensar no papel do BB é mais do que pensar numa instituição financeira. Se confunde com a formação da nossa nação”.

Crédito rural

Juvândia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, lembrou da importância dos bancos públicos, que são responsáveis por cerca de 80% do crédito disponível para regiões Nordeste, Centro Oeste e Sul. Percentual ainda mais importante quando se trata especificamente do crédito rural. “Tem um ditado muito interessante, na agricultura familiar: ‘Se o campo não planta, a cidade não janta’”. Ela destacou que a instituição é responsável por 93% do crédito rural disponível na região Norte, 79% na região Nordeste,78% no Centro Oeste.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais, o momento é de dialogar com toda a sociedade. Conversar sobre os desmontes com parlamentares, lideranças políticas, empresários e, em especial, os trabalhadores. “O funcionalismo do BB o fermento da nossa mobilização e da nossa luta.”

A iniciativa da ‘Articulação Nacional contra o Desmonte do BB’ é da Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários de Brasília, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil, da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil e a Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil. São parceiros ainda na campanha a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos e a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional.

Fonte: Rede Brasil Atual

 

Gestor do Banco do Brasil retém carteira de trabalho de bancário

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Denúncias de bancários ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reforçam que o Banco do Brasil prepara mal seus administradores para as rescisões de contrato de trabalho. A empresa está convocando funcionários demissionários a irem até seus locais de trabalho para assinarem o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRTC), apesar do risco da pandemia. A reforma trabalhista de Temer acabou com a obrigatoriedade de as rescisões serem homologadas nos sindicatos.

Bancários que apresentaram rescisão de contrato de trabalho com ressalva (leia abaixo) denunciam que alguns gestores rejeitaram o termo. Um chegou a negar a devolução da carteira de trabalho assinada.

Segundo uma das denúncias, o gestor afirmou que iria consultar a Gestão de Pessoas sobre o termo de rescisão; e sobre a carteira, afirmou que não assinaria, e que isso tinha de ser visto no Ministério do Trabalho. Lembrando que o órgão foi extinto no governo Bolsonaro.

“O gerente reteve a carteira, não aceitou a rescisão de contrato com ressalva e o mandou de volta para casa. Agora o trabalhador terá de retornar ao banco na pandemia para retirar os documentos”, resume Ernesto Izumi, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do Banco do Brasil. “Vamos denunciar este fato na Justiça e cobramos do banco que oriente seus gestores contra estas práticas que contrariam a lei e a Constituição Federal”, acrescenta.
Violações

André Watanabe, advogado e assessor da secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato, diz que a ressalva passa pelo direito de não assinar um “cheque em branco” para o banco. “O empregado e qualquer cidadão pode ressalvar um texto que irá assinar, haja vista não ter certeza do que está escrito ali”, enfatiza.

Especificamente no TRCT, o artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal, bem como a Súmula 330 do Tribunal Superior do Trabalho, permitem a ressalva.

“Para o gestor do banco, basta aceitar, mesmo se ele não quiser assinar, a via que fica no banco. Mas o empregado deve ter o direito de manifestar a sua vontade e constar em, pelo menos, uma via do banco”, ressalta Watanabe.

Além disto, reter a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) é crime conforme artigo 3º da Lei 5553/68, artigo 29 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) e artigo 187 da Código Civil. Inclusive, caberá pedido de danos morais se o trabalhador sofrer alguma consequência por esta retenção.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Aplicativo do Banco do Brasil passa a contratar microcrédito produtivo

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Os pequenos empreendedores podem assinar contratos de microcrédito diretamente pelo smartphone. O Banco do Brasil (BB) anunciou que agora a formalização do contrato de microcrédito produtivo orientado (MPO) pode ser feita de forma eletrônica, por meio do aplicativo da instituição financeira.

Com a ferramenta, as transações formalizadas digitalmente dispensam a impressão de documentos e a assinatura física.

O valor do empréstimo varia de R$ 1 mil a R$ 21 mil, com pagamentos de 5 a 18 parcelas, estabelecidos com base na capacidade do credor.

Para novas operações, o empreendedor informal deve ir à sua agência de relacionamento. No caso de renovação do empréstimo, o pedido pode ser feito por canais virtuais – telefone ou WhatsApp.

Após o pedido do cliente, é realizado o cálculo da capacidade de pagamento, o que leva em média cinco minutos. Caso o proponente aprove a proposta do banco, assinará todos os documentos eletronicamente.

Na seção “Perfil”, dentro do aplicativo, o cliente clica em “Confirmações pendentes” e escreve a senha de seis dígitos, formalizando a contratação do microcrédito produtivo orientado. O Banco do Brasil orienta o proponente a ler toda a documentação antes de proceder à assinatura eletrônica.

Segundo o Banco do Brasil, a melhoria dos canais eletrônicos de atendimento é essencial para fortalecer os pequenos negócios, principalmente neste momento de recrudescimento da pandemia de covid-19.

De acordo com a instituição, os profissionais que mais recorrem ao microcrédito produtivo orientando são vendedores informais de roupas e acessórios, cabeleireiros, manicure e pedicure, vendedores informais de alimentos, empreendedores dos ramos de estética e outros serviços de cuidados com a pele e higiene pessoal.
Faturamento

O MPO só pode ser contratado por três tipos de empreendedores: informais com renda mensal de até R$ 30 mil, microempreendedor individual (MEI) com faturamento de até R$ 81 mil por ano ou microempresa com faturamento de até R$ 360 mil por ano. O contratante não pode ter mais de R$ 80 mil de dívidas com bancos e outras instituições financeiras, exceto no caso de operações de crédito habitacional.

Voltada à ampliação da capacidade produtiva, esse tipo de linha de crédito pode financiar a melhora do fluxo de caixa (capital de giro). O MPO também pode ser usado para a compra de equipamentos, móveis, ferramentas e demais itens necessários ao funcionamento da atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil

 

Agência Abadia do Banco do Brasil fecha as portas a partir do dia 29

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Banco do Brasil programa o fechamento da agência do bairro Abadia para o dia 29 de março. A informação foi repassada pelo Sindicato dos Bancários de Uberaba e região, que organiza nova manifestação contra o encerramento das atividades da unidade bancária.

A medida é decorrente da reestruturação anunciada em janeiro passado, que também envolve um Plano de Demissão Voluntária (PDV), cuja meta é demitir cinco mil funcionários em todo o país.

A agência do bairro Boa Vista também está com fechamento programado em Uberaba. Na quinta-feira (11), os caixas da agência bancária pararam de atender o público e, no dia 20 de abril, será concluído o processo de fechamento.

Além disso, a unidade da cidade de Campo Florido também está na lista de encerramento das atividades e a unidade de Nova Ponte será convertida em Posto de Atendimento.

A reorganização da rede de atendimento tem o objetivo, segundo o Banco do Brasil, de gerar economia de R$353 milhões em 2021 e de R$2,7 bilhões até 2025. Prevê mudanças em 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios e a conversão de 243 agências em postos.

Presidente do Sindicato dos Bancários, Diego Bunazar, informa que não há nenhum sinal de que os fechamentos das agências serão revertidos em Uberaba. Segundo ele, entre 2013 e 2019, o BB reduziu aproximadamente 18% do seu quadro de funcionários. Na região, essa reestruturação representa uma redução de quadro da ordem de 10%. “De uma tacada só, teremos menos dois pontos de atendimento, com o fechamento das agências Abadia e Boa Vista”, diz.

Além disso, o sindicalista informa que o fechamento da agência de Campo Florido vai prejudicar o atendimento da agricultura familiar, “uma vez que o atendimento de lá deve ser direcionado para outros municípios da região”, diz. Já em Nova Ponte, o sindicalista aponta que a conversão da agência para Posto de Atendimento “é um prenúncio de fechamento do local em um futuro próximo”.

Fonte: JM Online

Agência do BB da UFPI é fechada; contas são transferidas para outras agências

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A agência do Banco do Brasil localizada no campus da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), em Teresina, foi fechada nesta terça-feira (16). Por este motivo, as contas dos clientes foram transferidas para outras agências da capital.

O fechamento de agências faz parte de um programa de reestruturação do Banco do Brasil anunciado ainda em janeiro de 2021.

A previsão é que seja fechada ainda a agência do BB na Avenida Frei Serafim, no Centro da capital. Mas, a data do fechamento ainda não foi divulgada.

O Sindicato dos Bancários do Piauí informou que os clientes não teriam sido informados sobre a mudança. “Estamos tendo o desprazer de acompanhar essas medidas arbitrárias e contrariados aos interesses da categoria. Os clientes sequer foram informados”, comunicou.

Em janeiro, os bancários fizeram duas paralisações para protestar contra o fechamento das agências.

O Banco do Brasil anunciou o fechamento de 361 unidades – 112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento – no primeiro semestre deste ano em todo o Brasil.

Fonte: Globo.com

Interferência do governo no comando de estatais abala avaliação de governança das empresas

Publicado em: 12/03/2021

A troca no comando da Petrobrás, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro, e o impasse em relação à permanência do presidente do Banco do Brasil, que colocou o cargo à disposição, provocaram estragos nas duas empresas. Pela forma como essas coisas se deram, investidores se afastaram, as ações perderam valor e os acionistas tiveram perdas significativas.

Mais do que isso, o temor de interferências ainda mais profundas nas estatais de capital aberto provocou uma grande incerteza quanto ao cumprimento das boas práticas de governança corporativa – um dos itens de uma sigla que tem capturado a atenção dos investidores: ESG.

O termo ESG refere-se a ativos que, além de aspectos financeiros, consideram os impactos ambientais, sociais e de governança de uma empresa. O conceito foi criado como uma métrica para avaliar o desempenho das companhias.

As estatais listadas na Bolsa são sociedades de economia mista – a União, que é acionista majoritária, é a controladora. Por isso, o governo tem alguns direitos, como indicar nomes para o comando das empresas. No entanto, as regras de governança dizem que a indicação deve ser considerada e votada pelo conselho de administração, que é o agente responsável por escolher a diretoria executiva.

A interferência do governo no comando das empresas não viola uma regra específica de governança. O problema é a desconfiança gerada no mercado em relação ao motivo da interferência. “O problema que se discute muito é o motivo da mudança. A preocupação no caso das empresas estatais de economia mista é: seria realmente uma mudança de comando relacionada a um problema de desempenho ou é uma intervenção por questões políticas?”, questiona Maurício Colombari, sócio da PwC Brasil.

No caso da Petrobrás, Bolsonaro decidiu trocar o presidente Roberto Castello Branco pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna, por conta de discordâncias quanto à política de reajuste dos combustíveis. Como o conselho apoiava Castello Branco, nada menos que 5 dos 11 conselheiros pediram para deixar o cargo.

No Banco do Brasil, Bolsonaro se irritou com um anúncio de fechamento de agências e corte de pessoal, via programa de demissão voluntária, feito em janeiro. Ameaçou demitir o presidente do banco, André Brandão, mas acabou dissuadido. Mesmo assim, a pressão sobre o banco continuou, e Brandão colocou o cargo à disposição. Quatro conselheiros se manifestaram publicamente contra a troca de comando.

O funcionamento das companhias de capital aberto é regido pela Lei das S/A e por normas da B3, dependendo do nível de governança corporativa em que elas estão listadas. Esses dispositivos estabelecem requisitos que devem ser levados em consideração no processo de nomeação do presidente da companhia. No caso das empresas de economia mista, é preciso também obedecer à Lei das Estatais, que estabelece outros requisitos a serem cumpridos.

Segundo Alexandre Pierantoni, diretor da Duff & Phelps no Brasil, em termos de governança corporativa, é muito importante que o apontamento de nomes para cargos pelo governo cumpram os requisitos da lei. “É preciso avaliar se a indicação está seguindo os critérios ou não. Quando há uma comunicação clara, efetiva, qualificada, você traz menos ruído para o ambiente”, diz.

“Infelizmente, não foi o que a gente teve na questão da Petrobrás, e aí você assusta o mercado. Nesse caso específico, o que incomodou muito foi a forma de fazer, e a comunicação disso” acrescenta Pierantoni. “É importante que haja um alinhamento entre o governo e o próprio conselho de administração da empresa, mesmo que formado na maior parte por indicados do governo, pois isso tende a beneficiar a empresa, a sociedade e os investidores.”

Esse alinhamento entre as partes interessadas (stakeholders, no jargão do mercado) das empresas de capital aberto é um ponto importante quando o assunto é governança corporativa. “A estrutura de governança tem o objetivo de alinhar os interesses dos acionistas e de outros stakeholders, a fim de maximizar o valor econômico da empresa”, explica Kieran McManus, também sócio da PwC Brasil. “Decisões que não agregam valor para a empresa ou que não buscam alinhar interesses dos investidores podem ser vistos como não sendo boas práticas de governança corporativa”, diz.

McManus destaca que uma das áreas mais importantes da governança é a definição do propósito da empresa e que, com mudanças bruscas de comando, os investidores ficam em dúvida se a empresa continuará seguindo o mesmo rumo. “Se a empresa já definiu seu plano, já está indo nesse caminho e há uma troca de comando, o receio do mercado é se haverá alguma alteração desse caminho que a empresa está seguindo”, comenta.

Estatais e governança

Segundo a professora Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV-EAESP, a desconfiança do investidor em relação a empresas de economia mista sempre existiu, justamente pelo fato de o governo ser o acionista majoritário. “Ter o governo como acionista principal de uma empresa sempre vai trazer o risco de existir alguma interferência política mais forte”, diz.

Claudia afirma que as interferências no comando da Petrobrás e do Banco do Brasil são vistas como péssimas pelo mercado, porque, “se já havia alguma desconfiança de que o governo como acionista poderia ser problema, aparentemente isso está se confirmando”.

A professora cita ainda a “golden share”, mecanismo que dá ao governo poder de veto mesmo quando ele deixa de ser um acionista controlador, se tornando um acionista minoritário. “É um mecanismo bastante comum nas empresas públicas e que, do ponto de vista de mercado, é tido como um negócio ruim. Porque viola um princípio básico de governança, que é a equidade, ou seja, garantir que todos os acionistas tenham os mesmos poderes. A ‘golden share’ é vista de maneira negativa pelo mercado, porque cria diferenças entre tipos de acionistas”, diz.

De modo geral, se não há equidade e alinhamento entre os acionistas, isso afeta a imagem da empresa, gerando desconfiança no mercado quanto ao cumprimento das práticas de governança corporativa. “Obviamente uma interferência como a que existiu na Petrobrás e em empresas de economia mista que têm ações negociadas no mercado, gera um ruído. O investidor se sente menos seguro quanto à previsibilidade da operação, a questões referentes à governança corporativa, e isso acaba por, no momento imediato, afastar o investidor, principalmente o estrangeiro”, diz Alexandre Pierantoni, da Duff & Phelps.

No curto prazo, há volatilidade dos preços e receio de maiores interferências, como o congelamento de preços, por exemplo, no caso da Petrobrás. Isso pode comprometer a rentabilidade da empresa. “Ela acaba tendo uma deterioração do seu preço no mercado internacional e uma deterioração das condições em que ela pode captar mais recursos”, afirma Pierantoni.

Apesar da possibilidade de haver a recuperação das empresas no médio prazo, uma possível consequência de longo prazo é que os investidores decidam não investir mais em empresas estatais. “Se isso começar a ficar um problema sério de governança, isso pode virar uma regra para o investidor: não investir em empresas públicas brasileiras”, afirma Claudia. Ela destaca que o mercado de capitais brasileiro ainda depende muito de investidores estrangeiros. “E começar a ser mal visto lá fora pode ser um problema.”

Fonte: Estadão

BRF assina acordo com Banco do Brasil para estimular energia solar em granjas

Publicado em: 11/03/2021

A BRF (BRFS3) assinou os primeiros contratos com o Banco do Brasil (BBAS3) para estimular a adoção da energia solar pelas granjas que são parceiras da companhia. O convênio oferecerá até R$ 200 milhões para financiar a instalação de painéis solares e implementação de melhorias energéticas nas granjas.

No comunicado desta quinta-feira (11), a BRF afirma que a parceria com o Banco do Brasil é uma iniciativa que se enquadra na estratégia de longo prazo de tratar a “sustentabilidade de forma transversal e permeando todo o seu negócio.”

Entre os objetivos da dona das marcas Sadia e Perdigão, está o de ampliar em 50% a geração de energia elétrica por meio de fontes limpas e renováveis, num prazo de dez anos.

Fonte: Money Times

Bancários do BB aprovam acordo emergencial na pandemia

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Funcionários do Banco do Brasil da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho Emergencial (Pandemia Covid-19), em assembleia virtual que ocorreu nesta quarta-feira 10 de março, com votações das 8h às 20h.

O acordo prevê que não haverá descomissionamentos por desempenho enquanto durar a pandemia; prevê ainda anistia de 10% do saldo total de horas negativas a compensar e prazo de compensação de horas negativas de 18 meses. Com a aprovação, o que já havia sido acertado em acordo anterior, que venceria em 31 de dezembro de 2020, foi estendido, uma vez que liminar do STF prorrogou o estado de pandemia.

“O acordo dá mais tranquilidade para os trabalhadores neste período de pandemia, tanto na questão das horas negativas, com anistia de 10% e mais tempo para compensá-las, quanto na proibição do descomissionamento por desempenho, o que evita o acirramento de cobrança pelo cumprimento de metas, que se tornam ainda mais difíceis de serem batidas neste momento de grave crise econômica”, destaca o diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga.

Segundo informações passadas pelo bancos, existem 3.500 funcionários com horas a compensar. Dentre eles, 2.600 têm mais de 200 horas a compensar.

O dirigente ressaltou também que, para além do acordo, espera que o banco garanta mais segurança aos trabalhadores em relação à pandemia. “O acordo foi aprovado e isso é positivo, mas também esperamos que o banco se esforce em garantir mais segurança para o pessoal das agências, com a redução da jornada e com a ampliação do home office para o maior número de funcionários.”

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Cadeira da presidência do Banco do Brasil parece incerta; quais as consequências?

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Novo presidente do Banco do Brasil pode alterar cenário econômico nacional. Nos próximos dias o Palácio do Planalto deverá definir quem irá assumir o cargo de chefia máxima do BB ao longo dos próximos anos. Entre os nomes mais cotados está o de André Brandão, já posicionado no cargo, podendo assim ter acesso a um novo período de gestão.

A eleição para novo presidente do Banco do Brasil vem movimentando possíveis cenários na economia nacional. Com o apoio do ministro da economia, Paulo Guedes, o atual gestor da instituição, André Brandão, tenta a renovação de seu contrato. O que significa que o banco estaria atuando como aliado dos atuais líderes do governo.

Para os servidores do BB, manter Brandão seria uma decisão segura e positiva, tendo em vista que sua gestão foi considerada positiva nos índices econômicos.

Alguns vice-presidentes do BB têm restrição ao nome [de Dacache], pois ele era bem ativo nessa ‘concorrência’ e é muito próximo do Pedro [Guimarães]. Isso cria uma certa resistência por aqui. Não podemos ter algum tipo de ‘parceria’”, diz um funcionário, na condição de anonimato.

Impacto no mercado

Entre as medidas que podem ser feitas caso Brandão seja mantido é a alteração no número total de agências. Há um movimento para que o BB abre novas 400 pontos, mesmo após a publicação do projeto que almejava fechar 112 unidades diante da pandemia do novo coronavírus.

Os gestores estudam ainda que parte dessas agencias sejam destinadas especificamente para contratos vinculados ao agronegócio, setor que já apresenta um forte vínculo com a instituição.

Guedes, na tentativa de manter Brandão, vem ainda alterando o cenário das reformas junto ao Congresso. O assunto foi debatido no último sábado (06), contando com a participação do presidente do BC, Roberto Campos Neto, e do presidente Bolsonaro participaram.

Conselho do Banco do Brasil deseja renovar o contrato

Há ainda a aprovação e interesse do Conselho de Administração que já se manifestou publicamente sinalizando o interesse de manter a contratação de Brandão. Em reunião extraordinária, quatro conselheiros emitiram um apelo “continuidade da gestão de excelência”.

A previsão é de que a definição da cadeira ocorra até o fim de março.

Fonte: Portal FDR