Comunicações e BB fazem parceria para expansão de sinal de internet

Publicado em: 29/01/2021

O Ministério das Comunicações anunciou hoje (27) uma parceria com o Banco do Brasil (BBAS3) para expandir o Programa Wi-Fi Brasil. O acordo foi confirmado após uma reunião entre o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente do banco, André Brandão.

A meta é que o BB auxilie o ministério levando pontos de internet para agências em cidades que têm pouca ou nenhuma conexão de internet.

A parceria também prevê a capacitação de clientes para o mundo digital, consultoria em educação financeira e uso dos serviços bancários por produtores rurais. “Queremos unir forças para levar acesso à internet, capacitação aos nossos clientes e colaborar nesse movimento de transformação digital. Estamos discutindo localidades que podem receber o sinal. Com Wi-Fi no campo, por exemplo, o fazendeiro que tiver acesso à internet vai poder fazer suas transações bancárias sem precisar ir até uma agência física”, disse Brandão.

O Wi-Fi Brasil leva internet de alta velocidade ilimitada a locais remotos aonde esse recurso não chega por fibra óptica, nem por sinal de rede móvel de dados. O programa tende escolas, postos de saúde, unidades de segurança pública, aldeias indígenas, quilombos, assentamentos rurais e outros equipamentos públicos.

Ao longo de 2020, foram instalados 12.715 pontos de internet ilimitada. Mais de 80% deles atenderam às regiões Norte e Nordeste. A internet de alta velocidade chegou a mais de 9,5 mil escolas, alcançando 2,6 milhões de estudantes.

O ministro sinalizou que a parceria firmada hoje é apenas o passo inicial, mas comemorou a iniciativa. “O plano está apenas no início, mas esta é uma ideia extremamente válida.

A praça é um ponto de encontro na maioria das cidades pequenas, isoladas e distantes dos centros urbanos. E, hoje em dia, levar conectividade, colocar um ponto de Wi-Fi em um lugar desses é como se fosse levar água.”

Fonte: Money Times

 

Contra desmonte, bancários do BB em todo país paralisam atividades

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Com 89.76% dos votos favoráveis, os bancários da ativa do Banco do Brasil, da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, aprovaram em assembleia virtual a realização de paralisação por prazo determinado, das 00h às 23h59 de sexta-feira 29. A paralisação, que ocorre em todo o país, é contra a reestruturação anunciada recentemente pela direção do banco, que prevê fechamento de centenas de unidades, desligamento de milhares de trabalhadores, descomissionamento de funções e a extinção do cargo de caixa.

“Mais uma vez, como não poderia deixar de ser diante da atual conjuntura de desmonte do BB e ataques aos direitos dos funcionários, os bancários e bancárias do banco público da base do Sindicato reafirmaram a sua disposição para a luta. Na sexta-feira 29, todos iremos cruzar os braços, de agências ou departamentos, trabalhando presencialmente ou em home office. Juntos somos mais fortes”, enfatiza a dirigente do Sindicato e bancária do BB, Adriana Ferreira.

“O Sindicato reconhece o grave momento da pandemia de coronavírus. Portanto, não será possível a realização de piquetes em todos os locais e muito menos aglomerações. O Sindicato está preparado para dar o suporte necessário para a paralisação, mas a adesão deve ser voluntária e responsável, sempre com a utilização de máscaras e respeitando o distanciamento social”, acrescenta.

Uma das principais críticas dos trabalhadores é a redução salarial de até 40%. “A perspectiva é de revertermos essa desestruturação com fechamento de agências e demissão em massa, principalmente com a evolução da entrada em cena também de atores sociais e políticos em defesa do Banco do Brasil como instituição pública indissociável da vida dos brasileiros e do processo de desenvolvimento do nosso país”, disse ao Metrópoles o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília , Kleytton Morais, que acrescentou que a paralisação vai envolver todos os estados do Brasil.

A paralisação ainda luta contra a privatização do Banco do Brasil . “Temos como objetivo avisar toda a população que vai ficar desassistida dos serviços bancários, uma vez que vários municípios brasileiros têm apenas a nossa agência em operação. Isso obriga o pequeno agricultor, por exemplo, andar dias e mais dias em busca de uma operação”, completou o presidente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região com Portal IG

 

BB: sem decisão sobre qualquer negociação envolvendo BB DTVM

Publicado em: 28/01/2021

O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou nesta segunda-feira que não há decisão materializando qualquer negociação envolvendo o segmento de gestão de recursos, a BB DTVM, no âmbito da governança do banco.

No entanto, o BB disse que continua “estudando alternativas e avaliando oportunidades que contribuam com sua estratégia de atuação na atividade de gestão de recursos de terceiros e, ainda, agreguem valor para seus clientes e acionistas”.

Na última sexta-feira, a Reuters noticiou, citando fontes, que o BB retomou o processo de venda da BB DTVM e que o banco espera a entrega de ofertas vinculantes no próximo mês.

O processo de venda da gestora teve início em 2019, sob o comando do ex-presidente Rubem Novaes, mas foi interrompido em fevereiro passado, após o BB considerar as propostas entregues muito baixas, disse à Reuters uma fonte a par do assunto.

Fonte: Money Times

Sindicato ganha ação de incorporação para funcionária do BB

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Uma bancária do Banco do Brasil, incorporada da Nossa Caixa, exerceu função gratificada ininterruptamente por mais de dez anos, até que foi descomissionada em fevereiro do ano passado.

Ao menos a partir de novembro de 2007, a trabalhadora recebia parcela sob a rubrica “gratificação de cargo”, posteriormente renomeada como “adicional função dos incorporados”, depois como “adicional básico de função”, substituídos depois pelo “adicional por função de confiança”.

A trabalhadora, que atua em Jaú e não recebeu apoio dos representantes do movimento sindical local, procurou o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, que não negou ajuda diante da situação e ajuizou uma ação, com base na Súmula nº 372 do Tribunal Superior do Trabalho, pleiteando a incorporação da gratificação à remuneração mensal da trabalhadora, bem como o pagamento das gratificações vencidas.

A súmula 372 do TST define, em seu item I, que “Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado, se o empregador, sem justo motivo, revertê-lo a seu cargo efetivo, não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira”.

O Banco do Brasil, por sua vez, tentou justificar o descomissionamento da bancária, alegando que ela “apresentava resultado insatisfatório em avaliações de desempenho”. No entanto, conforme estabelecido pela cláusula 49, do Acordo Coletivo de Trabalho vigente na época da reversão ao cargo originário, o requisito para dispensa de função ou de comissão, era de “três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios”, e a trabalhadora atingiu somente dois desses resultados. Desta forma, o Sindicato provou que o descomissionamento foi ilícito, pois deixou de observar a norma coletiva vigente.

Sendo assim, no dia 19 de janeiro, o juiz Jose Augusto de Almeida Prado Ferreira de Castilho, da 1ª Vara do Trabalho de Jaú, condenou o Banco do Brasil a pagar o “adicional por função de confiança, no valor de R$4.093,47, a partir de marco/2020, com reflexos no 13º salário, nas férias acrescidas do terço constitucional, e nos recolhimentos do FGTS”.

Com essa decisão, a trabalhadora receberá toda a diferença salarial no final do processo. Por isso, o Sindicato entrará com recurso para que seja concedida a antecipação de tutela, para que a bancária não continue tendo prejuízo mensal.

O Banco do Brasil tem dez dias para cumprir a obrigação. Caso isso não ocorra, a instituição receberá multa diária no valor de R$500, ilimitada.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

 

 

Bancários do Banco do Brasil fazem protesto nacional antes da paralisação

Publicado em: 22/01/2021

Bancárias e bancários do Banco do Brasil realizaram, nesta quinta-feira 21, um Dia Nacional de Lutas contra a reestruturação proposta pela direção do banco. Além de atos nas unidades do banco, os trabalhadores também fizeram tuitaço, com a hashtag #MeuBBValeMais. O calendário de mobilizações se estenderá até a paralisação de 24 horas no dia 29.

“Estamos percorrendo os locais de trabalho para ouvir as questões que os bancários têm nos colocado. Os próprios trabalhadores têm sugerido, desde o dia 15, tuitaços, dia nacional de luta, uso de roupa preta em luto, e paralisação. Tudo isso é o caldo para construir uma possível greve contra mais este ataque ao BB, mas para isso são necessárias unidade e mobilização da categoria”, explicou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

No dia 29 será realizada uma paralisação nacional de 24 horas e atuação organizada nas mídias sociais.
Dia Nacional de Luta

O ato nacional desta quinta-feira 21 teve, abaixo-assinado, reuniões com os funcionários nos locais de trabalho, colagens e panfletagens.

Em São Paulo, as atividades se concentraram em agências da zona Leste, que foram palco de diálogo com bancários e com a população sobre os resultados de uma nova reestruturação que pretende fechar 361 unidades – sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento –, demitir 5 mil bancários e descomissionar centenas de funções.

“Reforçamos à população que menos agências significa precarização do atendimento, especialmente para os mais idosos e mais vulneráveis, que muitas vezes não têm outro canal bancário”, relata a dirigente sindical e bancária do BB Adriana Ferreira.

“Fechamento de agências físicas também irá impedir o atendimento bancário a milhares de brasileiros de pequenos municípios pelo Brasil que só contam com o BB”, acrescenta.

“Os bancários sabem que o corte de 5 mil postos irá levar a sobrecarga de trabalho, que já é absurda, além de causar muitos descomissionamentos com redução salarial; e prejudicar o atendimento e o papel social de um banco público”, afirma a dirigente.

Mais lucro, menos funcionários e agências

Entre 2016 e 2019, o lucro líquido ajustado do BB apresentou crescimento de 122%, passando de R$ 8,033 bilhões em 2016 para R$ 17,848 bilhões em 2019. No mesmo período, o banco fechou 19% das agências e reduziu o quadro em 16%.

“Estes números refletem o movimento pelo qual o Banco do Brasil está passando: redução de funcionários e de agências e aumento dos lucros, o que só irá prejudicar trabalhadores e sociedade, em benefício de alguns acionistas. É imperativo lutar contra este desmantelamento da função pública e social que o Banco do Brasil tem o dever de executar”, finaliza Adriana Ferreira.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Reestruturação do BB: confusão é geral com os planos PAQ e PDE

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Luciano Stangherlin*

É isso mesmo. Um novo plano de restruturação no Banco do Brasil foi apresentado e, para complicar e deixar os funcionários na maior indecisão, foram lançados dois (por falta de um), visando diminuir o quadro em até 5 mil trabalhadores. Não bastasse a pressão e o assédio que os funcionários da ativa hoje sofrem por causa das metas cada vez maiores impostas de cima para baixo, o BB divulgou no dia 11 de janeiro, e implementou já no dia seguinte, a uma nova reestruturação, com o objetivo de fechar mais de 300 postos de trabalho entre agências, postos de atendimento e demais unidades. Além disso, demonstrou o interesse em enxugar o quadro funcional e para isso lançou mão do Programa de Adequação de Quadro (PAQ) e o Programa de Desligamento Extraordinário (PDE). Cada um deles com regras específicas.

No PAQ, como o próprio nome diz, a instituição procura adequar as unidades que possuem “excesso” de quadro funcional. Então, podemos entender que funcionários interessados em sair do BB, que estejam em lotações com quadro em excesso, devem optar preferencialmente por esse programa. Já no PDE independe de excesso, todos os funcionários que atingirem a pontuação mínima de 10 pontos calculados sobre o tempo de serviço, tempo de banco, idade, entre outros (não vou detalhar a fórmula aqui por ser bastante minuciosa), podem se inscrever.

Lembrando que os funcionários serão desligados em ordem de pontuação. Quanto maior a pontuação, maior a classificação para ter a sua adesão validada. Ocorre que algumas comissões têm um multiplicador bem maior que outras. Vê-se que nesse programa a prioridade é dada para escriturários e caixas, sendo que os gerentes já ficam com um multiplicador bem baixo, prejudicando o resultado final da pontuação.

Para completar todo esse imbróglio, associados relataram à AGEBB que no dia em que se abriu a opção para se inscrever no plano de desligamento, por exemplo, um gerente de relacionamento tinha no PAQ um valor bem mais atrativo que no PDE e que dias depois o BB alterou o cálculo neste programa, incluindo uma “complementação de aposentadoria” para os egressos de bancos incorporados (Banco Nossa Caixa, por exemplo), valores que não foram incluídos no PAQ.

Então, um gerente de relacionamento que fez a adesão logo no primeiro dia no PAQ agora se vê completamente perdido com a mudança no valor do PDE. E mais, se excluir sua opção do PAQ e incluir no PDE, além de correr o risco maior de não conseguir ter a sua adesão validada por causa da baixa pontuação dessa comissão no sistema de classificação, ainda é penalizado na preferência em caso de empate, pois o programa para desempate leva em conta também o fator referente a data e horário da adesão. Quem se inscreveu antes tem prioridade no desempate. Seria cômico se não fosse trágico!

Perguntamos: o que fazer em uma situação dessas? E perguntamos mais: por que o BB não assumiu de vez seu compromisso quando da incorporação do Banco Nossa Caixa com relação ao plano de saúde dos egressos daquela instituição? Sem contar que um plano do Economus hoje está bastante caro para o aposentado, que terá seus proventos reduzidos, conseguir manter.

Estamos de olho…

*É membro do Conselho Deliberativo da Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB)

Banco do Brasil corre risco de perder espaço para concorrentes

Publicado em: 21/01/2021

O Banco do Brasil pode rever o plano de reestruturação que irritou o presidente Jair Bolsonaro e colocou o presidente do BB, André Brandão, na berlinda. Para analistas, no entanto, a medida pode abafar a crise política e dar sobrevida ao executivo. Porém, expôs, mais uma vez, as divergências entre o Palácio do Planalto e o Ministério da Economia e só vai adiar o problema do BB. É que, diante do processo de digitalização do setor financeiro, o mercado acredita que a reestruturação do banco é inevitável e alerta que o engavetamento do plano pode deixar o banco atrás dos seus concorrentes.

O plano de reestruturação do BB prevê o fechamento de 361 unidades de atendimento, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento, além da abertura de um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que pode atingir até 5 mil, dos 92,5 mil funcionários do banco. Segundo o BB, a medida pode gerar uma economia de $ 2,7 bilhões até 2025, sendo R$ 353 milhões só neste ano, e visa adequar o banco ao novo perfil e comportamento dos clientes do mercado financeiro, que interagem com as finanças de forma cada vez mais digital.

Segundo fontes do BB, a reorganização da rede de atendimentos passou, portanto, pelo crivo da equipe econômica, que defende a redução de custos e o aumento da eficiência do poder público, bem como a modernização do sistema financeiro. O plano também foi apresentado com antecedência ao Palácio do Planalto. Ainda assim, fez Jair Bolsonaro pedir a demissão de André Brandão, apenas quatro meses depois de o executivo ter deixado um cargo de comando do HSBC nos Estados Unidos para assumir a presidência do Banco do Brasil no lugar de Rubem Novaes, que saiu do banco dizendo que a instituição precisava de alguém mais novo, como Brandão, para poder avançar no processo de digitalização bancária.

Bolsonaro ficou irritado com a medida, depois que parlamentares reclamaram do fechamento de agências em suas bases eleitorais e sugeriram que a repercussão negativa poderia afetar o apoio político aos candidatos do governo na eleição interna da Câmara dos Deputados e do Senado. O plano de reestruturação ainda recebeu críticas da oposição e gerou protestos dos funcionários do banco, que classificaram o projeto como o início do processo de desmonte e privatização do Banco do Brasil. As críticas lembraram que, além de buscar a rentabilidade dos seus acionistas, o BB cumpre papeis sociais importantes como a distribuição do papel-moeda e o pagamento de benefícios sociais e é o único banco de muitas cidades do interior.

Brandão, contudo, parece ter ganhado sobrevida no cargo, pois foi defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A equipe econômica entrou em campo para reverter a demissão mostrando ao Palácio do Planalto que a medida foi interpretada pelo mercado como uma interferência política que contraria a agenda liberal que ajudou a eleger Bolsonaro.

Sócio da Consultoria GO Associados e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gesner Oliveira, por exemplo, disse que, se concretizada, a emissão poderia ser equiparada às interferências realizadas pelo governo do PT na Petrobras, criticadas pelo atual presidente da República. “Se o banco toma a decisão de implementar um plano de racionalização de custos, que já foi adotado por outros bancos, mas não pode, por conta de uma interferência do presidente, fica claro que Bolsonaro é contrário a tudo aquilo que pregou na campanha”, afirmou.

O consultor lembrou que o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista, com ações negociadas em bolsa. Logo, deveria seguir as regras de governança do Novo Mercado. Tanto que o próprio Ministério da Economia já disse, em nota, que a condução dos negócios do BB compete aos seus órgãos de governança, isto é, à diretoria e ao Conselho de Administração. “Esse tipo de ingerência contraria as melhores práticas de governança e contraria a filosofia econômica proposta pelo governo. O que se espera é que a gestão do BB seja tocada de forma técnica, sem ingerência política, pois há um risco de que as decisões políticas não sejam as melhores para uma sociedade de economia mista, que tem o governo como acionista majoritário, mas tem outros acionistas”, declarou Oliveira.

Analistas de mercado acrescentam que, não bastasse isso, a ameaça de demissão colocou em xeque a capacidade de o BB tocar o processo de modernização delegado a Brandão, logo após o executivo fazer o seu primeiro grande anúncio nesse sentido. “A reação de Bolsonaro trouxe uma desconfiança enorme sobre se a agenda liberal e o processo de modernização do BB vão de fato acontecer. A mensagem é que essas questões sempre vão depender do aval do presidente”, afirmou o analista de research da Ativa Investimentos, Leo Monteiro, lembrando que, até hoje, Paulo Guedes não conseguiu entregar muitas das suas pautas liberais, como as privatizações. “Preocupa, porque Brandão foi contratado há poucos meses. É um nome com grande experiência na iniciativa privada, que provavelmente colocaria em prática aquilo que foi prometido pelo governo na eleição: a redução da máquina pública e a busca de eficiência das estatais que não seriam privatizadas, como o Banco do Brasil”, acrescentou o analista da Guide Investimentos, Henrique Esteter.

Onda da revolução digital avança rápido

Além de reacender o debate sobre a ingerência política nas estatais, a ameaça de demissão de André Brandão pode custar a revisão ou o adiamento do plano de reestruturação do Banco do Brasil. A medida foi cobrada pelo Palácio do Planalto diante da permanência do executivo, mas sofre resistência da equipe econômica e também é mal vista pelo mercado, que vê o processo de renovação do setor financeiro como algo inevitável.

“O setor financeiro passa por uma grande transformação. Daqui a cinco anos, talvez não existam 50% das agências que têm hoje, pois as pessoas vão cada vez menos às agências, por conta das ferramentas digitais”, explicou o professor do Insper, Michel Viriato. Ele lembrou que o isolamento social imposto pela covid-19 e as medidas como o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiros, só acelerou esse processo.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos, 63% das 89,9 bilhões de transações bancárias realizadas no Brasil em 2019 já foram efetuadas por meio do celular ou da internet, mas o ritmo de crescimento das ferramentas digitais acelerou no ano passado. De janeiro a abril de 2020, as transações por celular cresceram 22% e as interações digitais dos clientes com os seus bancos avançaram 78%. Já o volume de transações realizadas em agências bancárias desabou 53%. Por isso, a expectativa é que a participação das agência nesse mercado, que já era de 6% em 2019, tenha ficado ainda menor. Foi por conta disso, por sinal, que o Bradesco anunciou o fechamento de 1,1 mil agências no Brasil no ano passado. O Itaú fechou 128 agências no país em 2020, segundo os dados do Banco Central.

Nos últimos anos, Bradesco, Itaú e Caixa Econômica Federal também já haviam anunciado planos de demissão voluntária, como o que foi anunciado pelo Banco do Brasil. E o secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, lembrou que outras 22 estatais, como a Petrobras e a Eletrobras, implementaram planos de demissão voluntária durante o governo Bolsonaro, já que os gastos com pessoal representam um dos principais gastos do Executivo e as estatais sofreram um deficit projetado de R$ 3,97 bilhões em 2020. “As estatais devem estar comprometidas com o reequilíbrio das contas públicas. O Banco do Brasil tem uma função social pública importante, mas não pode ser o dinossauro dos bancos brasileiros, precisa atuar de forma competitiva, até para aprimorar as funções sociais que executa”, avaliou.

Viriato acrescentou que a modernização de grandes bancos como o BB é necessária e deve ocorrer de forma cada vez mais veloz. Afinal, os bancos digitais e as fintechs têm ganhado espaço no mercado brasileiro, seja por conta da atualização da agenda regulatória e de competição por parte do Banco Central ou pelo interesse dos brasileiros por essas instituições. Pesquisa realizada pela Incognia, no fim do ano passado, revelou que 75% dos brasileiros já se dizem dispostos a trocar um banco tradicional por um banco digital, pois consideram que o mais relevante hoje no sistema financeiro é a boa experiência e os baixos custos.

O risco de não avançar nesse sentido, segundo os analistas, é que o BB fique atrás dos seus pares no novo mercado financeiro. Na única apresentação de resultados que já comandou, Brandão admitiu que o Banco do Brasil tem uma rentabilidade “um pouco aquém do que poderia ter” por conta do perfil conservador.

Resistência

Funcionários do BB, porém, continuam resistindo à medida e buscando a suspensão do plano de reestruturação do banco, tanto na direção do BB, quanto no Congresso Nacional. “Qualquer reestruturação, neste momento, precisa considerar questões humanitárias e sociais, antes de — apressadamente — pensar apenas em agradar investidores privados”, defendeu o presidente Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), Reinaldo Fujimoto.

Ele destacou que o BB exerce papeis sociais relevantes, como o financiamento da agricultura familiar e o pagamento do benefício emergencial de manutenção do emprego e da renda durante a pandemia de covid-19. E lembrou que nem todos os brasileiros têm facilidade com as ferramentas digitais. “As inovações tecnológicas são fundamentais para o sistema financeiro, mas o que temos visto é um volume enorme de trabalho nas agências, sobrecarregando os caixas e funcionários na linha de frente. Então, é preciso satisfazer os clientes, ser competitivo, investindo em pessoas e em tecnologia, com a mesma ênfase”, afirmou.

Bancários ouvidos pelo Correio disseram também que, apesar de oferecer indenizações de R$ 10 mil a R$ 450 mil, o Plano de Demissão Voluntária do BB pode gerar prejuízos em relação ao plano de saúde e de previdência de alguns funcionários. Por isso, há dúvidas sobre o alcance do plano, que está aberto até o próximo dia 5. “Acredito que apenas cerca de 2 mil pessoas vão entrar no programa devido a isso, pois muitos terão prejuízos e a indenização não compensa nesse aspecto”, disse, por exemplo, Eduardo Araújo, de 49 anos, bancário de Brasília.

Fonte: Correio Braziliense

PAQ/PDE: como foram calculadas a elegibilidade e a projeção do benefício?

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Os planos de desligamento do BB – Planos de Adequação de Quadros (PAQ) e de Desligamento Extraordinário (PDE) – consideram algumas informações sobre os associados, que foram prestadas pela Previ, como elegibilidade Previ, INSS e projeção dos benefícios.

– Elegibilidade Previ e INSS: a Previ informou ao BB se o participante já poderia receber um benefício pela Entidade, seja antecipado ou vinculado ao INSS, em 11/1/2021. Caso não pudesse, qual seria a data em que o associado atingiria tal condição.

– Projeções dos benefícios: também foi informado qual seria o valor do benefício da Previ simulado, considerando atendida a elegibilidade em 11/1/2021.

As informações que foram aplicadas nas regras estabelecidas para o programa serão disponibilizadas para consulta individual pelo BB. Veja abaixo como elas foram apuradas.
Elegibilidade Previ

Para o tempo estimado para elegibilidade Previ, foi considerada a data em que a pessoa reúne duas condições: 50 anos de idade e 180 meses de contribuição.

 

Atente que, para os participantes que completam 180 contribuições e podem se aposentar pelo INSS antes de completar 50 anos, foi considerada a data de elegibilidade ao benefício do INSS.

Elegibilidade INSS

Para estimativa da data de aposentadoria ao INSS, os dados utilizados foram o tempo de trabalho no Banco do Brasil e o tempo de trabalho fora do Banco do Brasil, informado pelo participante por meio dos sistemas do BB. Foi considerada a primeira data que ocorrer dentre as abaixo listadas, desde que cumprida a carência de 180 meses de contribuição para o plano:

– Data possível para aposentadoria conforme a regra de transição para aposentadoria por tempo de contribuição, com pedágio de 50% para quem faltava menos de dois anos para se aposentar em 12/11/2019;

– Data possível para aposentadoria conforme a regra de transição para aposentadoria por tempo de contribuição, com pedágio de 100% para quem faltava mais de dois anos para se aposentar em 12/11/2019, considerando a idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens;

– Data possível de aposentadoria por idade ao completar 62 anos (mulheres) ou 65 anos (homens).

– Se já recebe benefício INSS pelo Prisma e cumpriu a carência de 180 meses, foi automaticamente considerado elegível, independentemente de outras informações cadastrais.

As projeções dos benefícios foram realizadas utilizando as mesmas metodologias dos simuladores disponíveis no Autoatendimento.

Devido à necessidade de estabelecer um ponto de corte, as projeções enviadas ao BB consideraram os dados registrados em 30/11/2020, inclusive as informações financeiras naquela data (INPC, valor de cota, contribuição).

Os simuladores disponíveis em nossos canais de autoatendimento utilizam as informações mais recentes disponíveis, como o INPC de dezembro, as variações das cotas por perfil, eventuais alterações salariais ou cadastrais. Portanto, os valores apresentados pelos nossos simuladores já estão um pouco diferentes dos enviados ao Banco do Brasil para fins específicos do seu programa. Da mesma forma, os complementos e rendas que venham a ser efetivamente concedidos pela Previ também serão atualizados e recalculados na data da efetiva concessão (DIB), que deverá ser a data do desligamento do BB.

Fonte: Previ

 

Brandão fica no BB, mas plano para fechar agências e desligar 5 mil pode ser ajustado

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O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, está garantido no posto, mas o pacote bilionário de redução de custos, anunciado na semana passada como uma das primeiras grandes ações de sua gestão, pode sofrer ajustes, apurou o Estadão/Broadcast. Eventuais mudanças estão sendo discutidas internamente, disseram três fontes, na condição de anonimato, e que descartam a reversão das medidas. O risco de revisão é monitorado com atenção pelo mercado, que vê em qualquer movimento nesta direção como uma nítida interferência política do governo Bolsonaro no banco, com ações listadas em Bolsa.

Internamente, executivos do BB estão em compasso de espera por eventuais ajustes. A orientação geral passada, contudo, é de que seja olhada a foto ampliada e que, na prática, “nada muda”. Dentre as possíveis mudanças, por exemplo, estaria a revisão da lista – já definida – de agências bancárias, que deve ser impactada pelo pacote. São 112 no total. Esse tipo de movimento, vale destacar, já estaria no radar – antes mesmo da repercussão do anúncio do pacote – e é visto como algo natural. Geralmente, revisões na rede de atendimento de bancos públicos podem desagradar prefeitos, com folhas de pagamentos nessas instituições e, portanto, negociações ocorrem a reboque.

Por ora, as medidas anunciadas pelo Banco do Brasil seguem o curso normal, dizem duas fontes. Hoje, por exemplo, o banco divulgou vagas para movimentação interna no âmbito da reorganização de sua rede de atendimento. A ideia da atual gestão do BB é recolocar parte do back-office, funcionários que atuam nos bastidores, para a linha de negócios da instituição.

O plano de reestruturação do banco prevê, por enquanto, o fechamento de 112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento. Além disso, 243 agências seriam convertidas em postos de atendimento, 143 unidades de negócios seriam transformadas em Lojas BB (sem guichês de caixa) e ainda haveria relocalização compartilhada de 85 unidades de negócios e criação de 28 unidades de negócios.

Todo o programa, com previsão de ser completamente implementado no primeiro semestre, deve resultar em uma economia anual líquida de R$ 353 milhões só em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025, sem considerar os planos de desligamentos voluntários, que, na estimativa do BB, devem gerar o corte de 5 mil pessoas. Com as medidas, o banco pretende ter uma atuação mais focada no público digitalizado e espera atrair de 5,5 milhões de novos clientes digitais em 2021, repetindo o mesmo feito do ano passado. Hoje, são 22 milhões.

Quem não gostou nada do plano foi o presidente Jair Bolsonaro, que alegou não ter sido avisado sobre as medidas e teve de dar explicações a parlamentares que o procuraram para reclamar do fechamento de agências em pequenos municípios. A lista de cidades que terão agências fechadas, contudo, ainda não foi revelada. Essa é exatamente uma das medidas que pode ser ajustada.

Sob a justificativa de que não havia sido informado do plano de eficiência do BB, Bolsonaro pediu a cabeça de Brandão, no comando do banco público desde setembro último. Vindo do HSBC, o executivo foi trazido à instituição justamente para reforçar a bandeira de um perfil de mercado e blindagem das empresas estatais no atual governo – o que, novamente, caiu por terra com o imbróglio. Fontes garantem que tanto o Ministério da Economia quanto o Planalto haviam sido informados do pacote – e do risco de imagem atrelado.

Eficiência

As medidas anunciadas pelo BB estão em estudo desde o fim do ano passado e geraram boatos de um novo programa de demissão voluntária, na época, confirmados posteriormente. Na primeira reunião anual com investidores e analistas, no fim de 2020, o próprio Brandão já havia sinalizado que eficiência era um dos pontos fortes da sua gestão. “Estamos na construção de uma agenda de eficiência”, disse, sem dar detalhes.

Após os panos quentes colocados pelo Ministério da Economia junto ao Planalto, Brandão aceitou permanecer no banco, mas, conforme pessoas próximas a ele, disse que não abriria mão do plano já desenhado. Entretanto, teria concordado em submeter à autorização prévia do Planalto ações no BB com impacto político. Essa seria, dizem fontes, a fatura que teria restado a Brandão pagar fora do banco.

Apesar da repercussão negativa do pacote, não será a primeira vez que o banco fechará agências sob a gestão Bolsonaro. Desde que o presidente assumiu, no início de 2019, o BB fechou as portas de mais de 400 agências, mais que o triplo das 112 programadas para o primeiro semestre de 2021. Em 2018, último ano do governo Michel Temer, também houve enxugamento da rede, com 127 unidades a menos. O movimento segue alinhado ao capitaneado pelos bancos privados, que têm diminuído a rede física com a maior digitalização dos clientes e a pressão da concorrência do lado das margens financeiras e rentabilidade.

A diferença entre a redução feita ao longo de 2018 e 2019 e o plano anunciado para 2021 está na velocidade e no objetivo. Lá atrás, as agências foram sendo fechadas aos poucos, uma de cada vez, para fazer ajustes na rede, sem alarde. Agora, quando a intenção é diminuir a rede como uma parte de um plano de reestruturação que envolve enxugar o quadro de funcionários via programas de desligamento voluntário, os encerramentos terão de ser feitos de maneira simultânea – o que gera um barulho maior e mais desgaste político.

No mercado financeiro, o anúncio foi recebido de forma positiva, com analistas que acompanham o BB elogiando o esforço do banco para se tornar operacionalmente mais eficiente e se alinhar às tendências de digitalização dos serviços financeiros. Eventuais mudanças no pacote, porém, preocupam.

Para o diretor de renda variável da Eleven Financial, Carlos Daltozo, qualquer revisão das medidas confirma ingerência política no BB, um problema que assombra o banco e que cobra seu preço com um desconto histórico em suas ações frente aos rivais privados. “O presidente Bolsonaro deveria se preocupar com a vacina. Uma mudança no pacote já é sinal claro de interferência política. Acho bem ruim”, afirma o analista de um banco estrangeiro, na condição de anonimato.

Fonte: Terra

 

CVM decide investigar rumores sobre saída de Brandão da presidência do BB

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável pela fiscalização de empresas com ações negociadas em bolsa de valores, abriu um processo para investigar os rumores sobre a suposta saída de André Brandão da presidência do Banco do Brasil.

O processo foi aberto pela Superintendência de Relações com Empresas da CVM na última sexta-feira (15).

Em nota, a CVM informou que o procedimento é rotineiro. “Processos dessa natureza são abertos rotineiramente no âmbito da supervisão das companhias abertas”, diz a nota.

Em comunicado de fato relevante divulgado no último dia 14, o Banco do Brasil informou à CVM que não recebeu nenhuma comunicação formal por parte do governo federal sobre uma eventual decisão de demitir o presidente André Brandão.

Segundo interlocutores do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que demitisse Brandão da presidência do Bando do Brasil.

Bolsonaro teria se irritado com o anúncio do fechamento de cerca de 200 agências e com o plano de reestruturação do banco que prevê um programa de demissão voluntária com o objetivo de cortar 5 mil vagas.

Sanções da CVM

Caso constate alguma infração às leis ou a normas da autarquia, a CVM tem o poder de impor às companhias com ações negociadas em bolsa penalidades como advertências e multas.

Além disso, a autarquia pode considerar a empresa inabilitada para exercício da atividade pelo prazo máximo de 20 anos.

Em casos mais severos ou se a companhia for reincidente, a CVM pode temporariamente proibir a empresa de praticar determinadas operações ou mesmo de atuar no mercado de capitais, ainda que indiretamente.

Se a CVM entender que a companhia parou de praticar os atos ilícitos e corrigiu as irregularidades, a autarquia pode suspender o processo administrativo destinado a apurar eventuais infrações.

Caso recebam uma punição da CVM, as empresas podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), órgão do Ministério da Economia.

Conhecido como “Conselhinho”, o CRSFN é responsável por julgar recursos contra sanções aplicadas pela CVM ou pelo Banco Central.

Nos processos de lavagem de dinheiro, o Conselhinho julga recursos contra penalidades aplicadas pela Unidade de Inteligência Financeira, antigo Coaf, e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Fonte: Globo.com

Funcionários do BB pedem apoio de parlamentares contra corte de custos

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Associações de funcionários e aposentados do Banco do Brasil (BB), além de sindicalistas, vão disparar cartas a deputados e senadores nesta sexta-feira pedindo apoio para reverter as medidas de corte de custos anunciadas nesta semana pela instituição financeira.

O objetivo é que o documento chegue às mãos de cada parlamentar para aumentar a pressão contra o fechamento de agências e os programas de desligamentos voluntários anunciados no começo desta semana pelo BB.

Em paralelo, há negociações para que sejam preservadas as agências de pequenas localidades caso o programa de corte de custos seja mantido.

Na carta que será enviada aos parlamentares, as entidades afirmam entender que “o Congresso Nacional, representante da vontade popular, poderá ter um papel decisivo no sentido de impedir que sigam em frente os planos de fechamento de unidades do Banco do Brasil e de extinção de 5 mil vagas no quadro de pessoal da empresa”.

O documento é assinado por representantes da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB), da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (FAABB) e da Contraf-CUT.

“A crise na saúde, com profundos reflexos no desenvolvimento econômico e social do País, desafia os bancos públicos a um outro tipo de atuação de forma que possam contribuir para a sociedade brasileira neste momento especial”, afirmam as associações. “A insensibilidade diante deste momento, a falta de empatia e a ausência de um plano voltado para as reais necessidades do País chocam quando partem de uma empresa pública de 212 anos de serviços prestados à sociedade brasileira.”

Conforme o Valor relatou na tarde desta sexta-feira, o presidente do BB, André Brandão, vai permanecer no cargo depois que parte da equipe econômica e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, agiram para reverter a demissão do executivo pelo presidente Jair Bolsonaro.

O BB anunciou na segunda-feira um plano de reorganização de sua rede física que envolve 870 pontos de atendimento, além de dois PDVs com os quais espera reduzir 5 mil vagas.

Fonte: Valor Investe

Resistência à reestruturação do BB pode se dar em três frentes

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A resistência ao processo de reestruturação do Banco do Brasil, envolto em uma polêmica palaciana que quase custou a permanência de seu presidente no cargo, deve envolver três frentes de atuação: no Congresso, no Judiciário e nas “ruas”. A estratégia começou a ser desenhada por entidades vinculadas ao funcionalismo e por parlamentares de oposição.

A reunião da chamada “Frente ampla em defesa do Banco do Brasil” ocorreu nesta terça-feira (19), articulada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília e peça Contraf-CUT.

Kleytton Morais, presidente do sindicato, iniciou o encontro virtual lembrando que o BB, “desde 2016, vem sofrendo intensos ataques no sentido da privatização”.

“Fomos surpreendidos pelo processo de reestruturação, que chamamos de desestruturação. Ataca ferozmente os trabalhadores e trabalhadoras”, relatou aos congressistas, destacando que a ofensiva se dá não apenas pelo programa de demissão voluntária, mas também se “reduzindo valores referentes à sua remuneração” para os que ficarem.

João Fukunaga, da Contraf, destacou que, pela lógica da direção do banco, unidades de locais considerados pouco lucrativos devem ser fechadas e que o argumento de acessibilidade pela internet não se sustenta em relação aos mais pobres: “Prejudica diretamente a atuação do Branco do Brasil como Banco Público. Em alguns casos, se trata da única agência da localidade”

“Guedes é um legítimo representante do mercado. Para 30 milhões de brasileiros, internet não existe. É um raposão cuidando das galinhas”, emendou Pompeo de Mattos (PDT-RS).

Reinaldo Fujimoto, presidente da ANABB, reclamou da postura do banco e do governo em afirmar que só há uma alternativa para o futuro da instituição.

“Eles vão pelo lado mais fácil, fechar agências e demitir colegas. Esse momento exige revisar o valor que o Banco do Brasil gera para a sociedade. Isso requer um BB sólido e eficiente, mas sem pensar exclusivamente pela ótica do mercado”, apontou.

Representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB, Débora Fonseca trouxe ao debate a falta de transparência e informações sobre o processo.

“Muitas dessas informações poderiam ter chegado, mas eu tive que fazer um pedido formal para obter. Não temos lista de agências para mensurar o impacto para o País”, relatou. “Os funcionários passam por um momento de muita insegurança”.

A ideia de articular diversas frentes de resistência foi do senador Jaques Wagner. Além da atuação parlamentar, requisitando informações ao BB, e a contestação judicial, o parlamentar entende ser necessário convencer as pessoas nas “localidades”.

“Temos que descer ao nível dos prefeitos e vereadores. [Nós da oposição] somos aguerridos no parlamento, mas, [por exemplo], garantimos o Fundeb por conta de uma rede pressionando os parlamentares”, defendeu.

Fonte: Portal Reconta Aí

Crise no BB esfria, mas bancários pedem que Congresso barre reestruturação

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Após uma semana de crise, os ânimos se acalmaram no Banco do Brasil (BB). A ideia é silenciar e deixar a poeira baixar para voltar a tratar do plano de reestruturação que irritou o presidente Jair Bolsonaro e quase custou a demissão do presidente do BB, André Brandão. Os bancários, no entanto, seguem tentando reverter o projeto. Por isso, já se reuniram com executivos do banco e agora pediram ajuda de parlamentares para evitar o fechamento de agências e uma nova rodada de demissões no BB.

O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (15/1) por meio de uma “carta a parlamentares”, assinada pelas associações que representam os funcionários do Banco do Brasil — Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB), Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única de Trabalhadores (Contraf-CUT) e Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (Faabb).

O documento ressalta que “qualquer reestruturação precisa considerar a dimensão estratégica do Banco do
Brasil, sobretudo neste momento crucial da vida do país” e diz que “o Congresso Nacional, representante da vontade popular, poderá ter um papel decisivo no sentido de impedir que sigam em frente os planos de fechamento de unidades do Banco do Brasil e de extinção de 5 mil vagas no quadro de pessoal da empresa”. Por isso, pede “apoio e atenção de cada parlamentar para que as intenções da Direção do Banco do Brasil sejam revistas”.

Os funcionários do BB argumentam que “inovação digital é bem-vinda, desde que combinada com uma rede capaz de atendimento presencial”. E explicam: nem toda a população brasileira tem facilidade com os meios digitais e o BB é o único banco com atendimento presencial em muitas das pequenas cidades do interior do país, sobretudo naquelas em que há forte agricultura familiar, que é amparada pelos programas de crédito do Banco do Brasil.

“Ademais, ao diminuir o quadro de pessoal, a decisão amplia o deficit no atendimento à população e sobrecarrega ainda mais as agências, com ônus para a qualidade dos serviços prestados aos clientes e acarretando desgaste físico e emocional para os funcionários na linha de frente”, acrescenta o documento, lembrando que o BB pode contribuir com o processo de enfrentamento à crise da covid-19 por meio de ações como o crédito e destacando que o momento já é de elevação do desemprego.

Foi o momento inoportuno para o anúncio da reestruturação e a queixa de parlamentares, que não gostaram da notícia de que o BB iria fechar agências em suas bases eleitorais, por sinal, que fez o presidente Jair Bolsonaro perder a cabeça com o projeto que prevê o fechamento de 361 unidades de atendimento e o desligamento voluntário de até 5 mil funcionários do Banco do Brasil. O Palácio confirmou que, irritado, Bolsonaro pediu a demissão de Brandão. Porém, o executivo parece ter ganhado sobrevida.

Reestruturação

A permanência de Brandão foi defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que viram o mercado reagir negativamente à demissão. Contudo, fez a ala política do Palácio do Planalto pedir revisões do plano de reestruturação do BB. A equipe econômica ainda não confirma alterações no projeto. Porém, a tendência é a reestruturação caminhe mais devagar a partir de agora.

Funcionários do BB estão esperançosos na revisão do plano. É que, nessa quinta-feira (14), a Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação (CEBNN) da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) foi recebida por representantes da administração do Banco do Brasil e pediu que a reestruturação fosse deixada de lado. Os executivos ficaram de apresentar as reivindicações ao Comitê Gestor do BB e voltar a conversar com os funcionários sobre o assunto.

“Diante do fato de o banco ter atendido nosso pedido de aceitar participar da reunião de quarta e da afirmativa de que nossas reivindicações seriam levadas ao Comitê Gestor do BB, além do fato de estarmos em mobilização nacional, acredito ser possível uma rodada de negociações extraordinária e, a depender da posição dos parlamentares contatados, que a diretoria do banco seja obrigada a recuar na implantação oportunística de desmonte do papel social do BB”, disse Arimarcel Padilha, membro do Contec.

Fonte: Correio Braziliense

 

Protestos contra demissões e fechamento de agências do Banco do Brasil no país

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Depois do anúncio do PDV do BB, manifestações e protestos contra a reestruturação ocorreram em várias partes do país. O Sindicato dos Bancários de Santos, no litoral de São Paulo, realizou um protesto em frente a agência do Banco do Brasil, localizada na Avenida Ana Costa, 486, no Gonzaga, das 10h às 12h, desta quinta-feira (21). Houve distribuição de carta aberta, colagem de cartazes, faixas e som para esclarecer aos funcionários, clientes e à população, o prejuízo que a restruturação causará, segundo o sindicato, com fechamento de agências e as demissões voluntárias. O movimento sindical, ainda propõe uma paralisação nacional no próximo dia 29.

A reestruturação prevê o fechamento de quase 400 agências e outras unidades do Banco do Brasil (BB), além da demissão de 5 mil funcionários.

O governo federal diz que vai fechar “361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento (PA)”, além da conversão de 243 agências em postos de atendimento e a ‘transformação’ de 145 unidades de negócios em Lojas BB, estes dois últimos, sem gerentes e guichês de caixa. Tudo no primeiro semestre de 2021.

“Nenhum outro banco facilita empréstimos com juros mais baixos aos micros, pequenos e médios agricultores; empresas e comércio em geral, instalados em pequenas cidades. Financia esporte, cultura e outras áreas sociais. A importância para a sociedade brasileira, fomento de empregos e riquezas à nação é extraordinária e essencial ao País! Os bancos privados só objetivam o lucro, sem se importar com os brasileiros!”, ressalta Eneida Koury, presidente do Sindicato e funcionária do Banco do Brasil.

Duas agências podem ser fechadas em Santos

Em Santos, duas agências serão desativadas nos planos do banco. A agência Santista, rua Dom Pedro II, 49, Centro e o Posto de Atendimento que fica na esquina do canal 5 com Epitácio Pessoa, Av. Almirante Cochrane, 47, Embaré.

“A população será prejudicada. Passará a contar com uma rede de agências menor, com menos funcionários. Algumas cidades ficarão sem agências. O atendimento vai ser ainda mais precarizado”, diz André Elias, dirigente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancário do BB.

Fonte: Diário do Litoral

 

 

 

Thiago Borsari é o novo diretor de negócios digitais do Banco do Brasil

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O conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3) elegeu Thiago Borsari para ser o novo diretor de negócios digitais, mostra comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (19).

Thiago Borsari é graduado em sistemas de informação, pós-graduado em administração de negócios, possui MBA em administração financeira e mestrado em gestão do conhecimento e tecnologia da informação.

Iniciou sua carreira no BB há 17 anos, tendo atuado recentemente na diretoria gestão da cultura de pessoas como gerente executivo de estratégia, cultura, analytics, canais, gestão da rede e design de RH.

Fonte: Money Times

 

Carlesse discute projetos para o Tocantins com diretores do Banco do Brasil

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O governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, recebeu na tarde desta quarta-feira, 20, o superintendente Regional do Banco do Brasil, José Aparecido de Oliveira, o gerente geral de Agência, Whélen Gonçalo de Arruda Leite, e outros diretores da instituição. O objetivo foi discutir a parceria do Banco com o Governo do Estado.

Durante a reunião, foram discutidas operações de crédito, projetos apresentados pelo governo junto à instituição, melhorias nos processos de arrecadação de tributos e outros assuntos de interesses do Banco e do Governo do Tocantins. O superintendente José Aparecido agradeceu a boa receptividade do governador Mauro Carlesse e destacou que a parceria com o Governo sempre visa destinar recursos para o desenvolvimento da região. “É uma parceria muito exitosa, que visa sempre expandir os negócios e trazer mais recursos para avançar no desenvolvimento do Estado”, ressaltou.

Na oportunidade, o executivo da instituição, Raul Abu Mohamed, que está deixando o Tocantins, agradeceu a acolhida e disse que vai levar o Tocantins no coração. “Aqui fui muito bem acolhido, é um Estado maravilhoso, que recebe todos muito bem”, frisou.

O governador Mauro Carlesse destacou o bom relacionamento com a instituição e a agilidade com que tramita os projetos de interesse do Estado. “A boa vontade faz a diferença e temos que reconhecer isso do Banco do Brasil”, comentou.

Participaram da reunião os secretários de Estado Sandro Henrique Armando, da Fazenda e Planejamento; Tom Lyra, da Indústria, Comércio e Serviços; Segirlei Moura, subsecretário de Planejamento e Orçamento; e o subprocurador-geral do Estado, Márcio Junho Pires.

Fonte: Conexão Tocantins

 

Com setor cada vez mais digitalizado, Banco do Brasil busca eficiência com menos

Publicado em: 14/01/2021

Com um setor bancário cada vez digitalizado, o Banco do Brasil (BBAS3) recalibrou sua presença física, com a desativação de centenas de unidades pelo Brasil, o que deve gerar uma economia, em termos líquidos, em torno de R$ 353 milhões ainda em 2021.

O Inter Research, braço de análise de investimentos do Banco Inter (BIDI11), considera que as medidas de redução trazem impactos positivos para o Banco do Brasil, que segue na constante busca pela “eficiência operacional” em um ambiente cada vez mais digitalizado e com menor demanda por locais físicos.

A equipe do Inter Reseach avalia que as mudanças estruturais não foram muito agressivas, já que se contrai pouco a estrutura atual de 12.453 Pontos de Atendimento para 12.092 e das 4.370 agências atuais, o número cai para 4.258.

“O banco espera economizar R$ 2,7 bilhões até 2025, o que representa uma economia anual de R$ 540 milhões nas despesas administrativas. Incluímos as estimativas em nossas projeções para 2021, resultando numa Despesa Administrativa de R$ 10,8 bilhões (-5% ao ano)”, considera o analista Matheus do Amaral, que assina o relatório a clientes.

Ainda assim, o Inter atualizou o preço-alvo das ações do Banco do Brasil para R$ 44 cada, até o final de 2021. Com a recomendação de compra, espera-se uma valorização em torno de 12% no ano.

Fonte: Money Times

 

BB: analistas defendem que saída de Brandão não afeta fundamentos da empresa

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A proposta do Banco do Brasil (BB) de fechar 112 agências e desligar 5 mil funcionários abriu uma crise no governo e deve levar à demissão do presidente do banco, André Brandão, menos de quatro meses após sua posse. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o presidente Jair Bolsonaro decidiu demiti-lo pelo desgaste provocado com o anúncio, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tenta demovê-lo da ideia.

Embora a reestruturação do banco tenha agradado investidores e tenha sido considerada positiva pela equipe econômica para um reposicionamento do banco com enfoque no digital, o anúncio foi considerado inoportuno neste momento em que o Palácio do Planalto negocia apoio para os comandos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A eleição está marcada para o início de fevereiro.

Em campanha pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro recebeu em um só dia oito deputados e ouviu reclamações sobre o fechamento de agências do BB em cidades menores. O presidente argumentou que não foi avisado antes do plano de reestruturação, embora Brandão tenha sido contratado exatamente com a missão de enxugar o banco.

Notícia no mercado

A notícia sobre uma possível saída de André Brandão no comando do Banco do Brasil (BBAS3) foi mal recebida pelo mercado, tanto que as ações da estatal apresentaram uma queda expressiva no pregão de ontem, tendo recuado 4,94% no fechamento, a R$ 37,55.

Em comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-feira, o Banco do Brasil disse que não recebeu comunicação formal do governo sobre qualquer decisão no que diz respeito à saída do CEO. Hoje mais cedo, Bolsonaro foi questionado por um apoiador se demitiria Brandão. O presidente optou por se manter em silêncio.

Analistas de duas corretoras comentaram sobre o assunto e chegaram a um consenso: a demissão de Brandão é negativa, pois pode ser vista como interferência política do governo.

Segundo a Ativa Investimentos, a notícia coloca em xeque qualquer possibilidade de o Banco do Brasil assumir uma gestão mais liberal no momento. Na avaliação da XP Investimentos, ela sinaliza de maneira positiva para o mercado que o mandato de Brandão seria voltado para ganho de eficiência por meio de uma reestruturação organizacional. Ainda assim, à espera de uma confirmação, a corretora manteve recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 43.

“Acreditamos que tal mudança não afetará os fundamentos do banco, devido a: i) um desconto de 15% ao valor patrimonial e 7 vezes P/L 2021 (preço sobre lucro), o que já poderia implicar em uma gestão abaixo da média; ii) defendido com uma boa carteira de crédito, menor exposição a receitas de serviços, elevados índices de liquidez e adequação de capital e tesouraria passiva; iii) digitalmente competitivo com o maior número de usuários ativos mensais de aplicativos e uma estratégia omnichannel; e iv) com vitaminas de curto prazo que poderiam aumentar os ganhos por meio de um menor custo de captação e provisões operacionais”, explicou.

As ações do Banco do Brasil seguem em trajetória de queda nesta quinta. Por volta das 12h05, os papéis caíam 0,21% a R$ 37,47.

Presidente quer continuar

Com sua permanência no cargo ameaçada, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, cumpre agenda “normalmente” e está “tranquilo”, disseram à CNN auxiliares diretos do executivo na instituição. Segundo executivos do BB, “Brandão está trabalhando normalmente com a tranquilidade de quem não deve nada”, relatou à coluna um auxiliar direto.

Segundo esse auxiliar, o executivo já esperava “desconforto político” com os recentes cortes anunciados. Auxiliares de Brandão afirmam que ele já esperava a reação política, mas que a medida era “necessária”. Dizem também que o executivo planejou algumas medidas para tentar amortecer esse impacto, como ampliação do número de correspondentes bancários.

Equipe econômica tenta segurar presidente 

A equipe econômica do governo federal busca uma “Solução Waldery” para o presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Ficou ainda mais incomodado quando foi informado que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sabia do movimento havia pelo menos um mês.

Como o ministro da economia, Paulo Guedes, tem muito apreço por Brandão, a operação em curso agora é para que ele saia dos holofotes como fez o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior.

Fonte: Money Times com IstoÉ e CNN Brasil

 

 

 

‘Houve uma comunicação talvez deficiente’, diz Mourão sobre crise no BB

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O vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), evitou comentar a aguardada saída de André Brandão do comando do Banco do Brasil. O dirigente deve ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em razão de uma crise aberta pela proposta de fechar 112 agências do banco e desligar quase 5.000 funcionários.

De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, a decisão já foi tomada pelo chefe do Executivo federal. No entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tentaria demovê-lo da ideia.

Mourão fugiu das perguntas sobre a saída de Brandão, mas afirmou achar que “houve uma comunicação talvez deficiente do banco” ao expor o plano de enxugamento de agências e do quadro de pessoal. “Porque normalmente as pessoas queriam sair eram pessoas que já tinham completado o seu tempo para se aposentar, né, essa é a realidade.”
“Talvez pouquíssimas pessoas tivessem um rebaixamento de cargo e não pudessem se aposentar. Mas eu acho que a maioria ia se aposentar”, completou o general, em entrevista concedida nesta manhã na chegada ao seu gabinete no Palácio do Planalto.

O vice-presidente disse ainda “não saber” como ficaria agora a situação do comandante do Banco do Brasil. “Esse assunto não foi discutido comigo e eu não posso informar o que eu não sei”, comentou. “Não recebi nenhuma informação extra a respeito do assunto. É uma questão aí que está sendo debatida pelo presidente e pelo ministro da Economia.”

Com os rumores sobre a possível demissão de Brandão, as ações do Banco do Brasil na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, despencaram ontem e fecharam com queda de 4,71%.

Bolsonaro também foi questionado a respeito do assunto hoje mais cedo, na saída do Palácio da Alvorada, em conversa com apoiadores. O presidente, no entanto, saiu pela tangente, disse que estava com pressa e que não poderia “gravar”.

Logo após deixar a residência oficial da Presidência, Bolsonaro passou pelo Hospital das Forças Armadas, em Brasília, onde realizou exames periódicos. Segundo o Planalto, o governante está bem e apenas se submeteu a testes de rotina.

Fonte: Uol

Reestruturação: Qual o impacto do encolhimento do Banco do Brasil?

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De acordo com a diretoria do Banco do Brasil, as medidas de reestruturação apresentadas na segunda-feira (11) são uma adequação do BB para o novo contexto da indústria financeira. Contudo, essa não é a opinião de alguns economistas e dos funcionários do Banco Público.

Para justificar a mudança de tipo de atendimento e extinção de quase 800 agências e pontos de atendimento, a empresa utilizou os movimentos da concorrência – principalmente Santander e Bradesco, que fizeram grandes demissões durante a pandemia.

Entretanto, ao utilizar somente indicadores de mercado, o BB deixou de lado uma parte fundamental da sua ação e história: a sua função social, que deve ser cumprida por se tratar de um Banco Público, ainda que de economia mista.

O economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, reforça que o Banco do Brasil é uma das empresas públicas mais importantes do País. “Sua história se confunde com a história do Brasil e da formação do Estado brasileiro”. No mesmo sentido, o economista acrescenta: “Talvez tenha sido o maior formador de quadros para a administração pública”.

Grave perda para o desenvolvimento nacional

Contudo, os funcionários do BB não prestam serviços apenas na administração pública. Ainda como servidores do banco, eles são responsáveis por uma série de ações que não só atendem aos consumidores, mas também ao País.

É o caso da expertise em crédito rural, que é disponibilizado para o agricultor familiar via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e para a agroindústria. Com um diferencial muito importante em relação à concorrência privada, o BB chega a todo o território nacional. No mesmo sentido, o Banco do Brasil também possui expertise em microcrédito, entre outros produtos que atendem à população de baixa renda. Além disso, é preciso lembrar também do seu papel como braço do governo para implementação de políticas públicas no âmbito da economia.

Levando toda essa carga de responsabilidade do BB, Sérgio Mendonça afirma: “Em um momento de enorme desafio, durante e após a pandemia da Covid-19, ao contrário do proposto pela direção do banco, é o caso de fortalecer a instituição e não enfraquecê-la”, disse. “Garantir a presença em todo o território nacional é algo que só os bancos públicos como o BB, a Caixa e os demais bancos públicos conseguem”, enfatiza o economista.

Como reerguer uma economia com o encolhimento das ferramentas do Estado?

Inteligência artificial, uso de robôs para atendimento digital entre outras medidas, são necessidades para um novo tempo. Entretanto, não substituem agências e funcionários. Infelizmente, 30% dos brasileiros ainda não têm acesso à internet e cerca de 11 milhões são analfabetos. Logo, a exclusão digital ainda é uma realidade que estatais e empresas públicas ainda precisam ser levadas em conta.

Nesse sentido, Mendonça relembra que Bancos Públicos devem “apoiar os setores que necessitarão fortemente da atuação estatal e dos bancos públicos para a retomada econômica pós-crise”. Dentre eles, de acordo com o economista, destacam-se agricultura familiar, o agronegócio, as micro, pequenas e médias empresas e a habitação popular, entre outros. Sob o mesmo ponto de vista, Mendonça projeta que somente o Banco do Brasil e os demais Bancos Públicos “farão isso nesse momento desafiador”.

Fonte: Portal Reconta Aí

 

Goldman Sachs vê como positivo plano de reorganização do BB

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Após o Banco do Brasil (BBAS3-0,45%) informar que aprovou um plano de reorganização para ganhos de eficiência operacional, o Goldman Sachs avaliou as medidas como positivas para a estatal. Segundo o banco americano, o BB pode ter redução de gastos de R$ 809 milhões em 2021 com o fechamento de 361 unidades de atendimento e programas de demissão voluntária que podem impactar até cinco mil funcionários.

Neste cenário, o Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para BBAS3, com preço-alvo de R$ 43, o que representa um potencial de valorização de 9,86% da ação, ante ao fechamento do mercado desta segunda (11).

“O movimento mostra o comprometimento da diretoria com a busca pela eficiência para abater pressões nas receitas em meio às baixas taxas de juros e competição”, afirmam Tito Labarta, Gustavo Schroden, Jonathan Uriel Schajnovetz e Nicholas Walker, analistas do Goldman Sachs.

As ações do BB fecharam o pregão de terça-feira (12) cotadas a R$ 39,50. No acumulado de janeiro, a alta acumulada é superior a 1,03%.

Fonte: Estadão Investidor

Banco do Brasil pretende descomissionar funcionários em fevereiro

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Em comunicado ao mercado financeiro nesta segunda-feira (11), o Banco do Brasil apresentou uma revisão e redimensionamento da sua estrutura organizacional. Entre os dados apresentados, há a extinção de 361 agências; a conversão de 243 agências em postos de atendimento e transformação de 145 unidades de negócios em lojas do Banco do Brasil, sem guichês de atendimento. Nesse sentido, a diminuição da instituição é evidente, assim como a estrutura de atendimento do Banco Público aos brasileiros, sobretudo os não-incluídos digitalmente.

Da mesma forma, o Banco já deu início à realização de dois PDVs (Plano de Demissão Voluntária). Os programas têm por objetivo o desligamento de 5 mil funcionários. O movimento é realizado na esteira das demissões ocorridas em grandes bancos privados, como o Santander e o Bradesco, realizadas durante a vigência da pandemia.

Extinção de cargos busca descomissionar funcionários

Além do desmonte do Banco Público, que afeta diretamente à população, os funcionários também serão atingidos. O plano é extinguir a função de Caixa Executivo, revertendo os trabalhadores nessa função a escriturários – que é a carreira de entrada no Banco do Brasil.

Outra mudança questionada pelos representantes dos funcionários do BB – além da perda da gratificação – é o regime de trabalho a que esses escriturários serão submetidos. O BB buscará implementar o caixa por demanda, causando extrema insegurança.

O descomissionamento dos funcionários alocados como Caixa Executivo será feito ainda em fevereiro. Além disso, os escriturários terão modificadas a nomenclatura de seu cargo: a partir de hoje, serão chamados de Agentes Comerciais.

De acordo com informações obtidas com dirigentes sindicais, a diretoria do Banco foi intransigente. E assegurou que as mudanças não fazem parte de um processo negociação; foram apenas comunicados.

Fonte: Portal Reconta Aí

 

Para funcionários do Banco do Brasil, medidas são ‘cortina de privatização’

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A ANABB (Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil) cobrou a revisão das medidas anunciadas ontem, de fechamento de agências e desligamento de 5 mil funcionários. Em carta encaminhada ao presidente do BB, André Guilherme Brandão, a ANABB diz que as medidas transmitem uma percepção de “cortina de fumaça” para encobrir “intenções privatistas” em torno do BB.

Para a entidade, o esvaziamento do BB e o enfraquecimento de sua atuação em áreas chave de negócio comprometem sua solidez e seu papel de banco público. “Uma forma de se desfazer de patrimônio público é ir, gradativamente, enfraquecendo as empresas e comprometendo seu desempenho”, acusa o presidente da ANABB, Reinaldo Fujimoto, na carta encaminhada ao BB.

Fujimoto alerta que a medida trará reflexo negativo para milhões de clientes do banco, desconsiderando a realidade brasileira.

Para a associação de funcionários, as medidas anunciadas sobrecarregam os colaboradores. “O anúncio pode satisfazer expectativas do mercado de curtíssimo prazo, mas estão na contramão do papel histórico e institucional do Banco do Brasil na economia brasileira, sobretudo em situações de estagnação econômica e de desafios para a retomada do desenvolvimento”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Uol

Guedes deu aval a demissões e fechamento de agências do Banco do Brasil

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Ameaçado de demissão pelo presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, negociou toda reestruturação da instituição com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O processo, que prevê o desligamento voluntário de 5 mil funcionários e o fechamento de 361 pontos de atendimento, só andou depois do aval do chefe da equipe econômica.

O Banco do Brasil só tornou público o processo de reestruturação depois de submeter todas as medidas ao crivo da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), chefiada por Amaro Luiz de Oliveira Gomes. O órgão faz parte do guarda-chuva do Ministério da Economia.

“Nada do que foi anunciado pelo Banco do Brasil seria possível se não tivesse o aval do ministro Paulo Guedes”, diz um executivo da instituição. “Todos os argumentos para a reestruturação do banco foram apresentados e aceitos pela Sest. Ou seja, não há porque falar em surpresas dentro do governo”, ressalta.

Para os executivos do Banco do Brasil, a reestruturação e o enxugamento de despesas pela instituição é vital. É questão de sobrevivência, pois o banco está vendo as receitas caírem com o crescimento espetacular das instituições digitais. “O BB tem tudo para se dar bem, desde que a política não atrapalhe”, frisa o mesmo executivo.

Com a demissão voluntária de empregados e o fechamento de postos de atendimento, o Banco do Brasil espera economizar quase R$ 3 bilhões até 2025.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

Sindicato prepara uma série de iniciativas jurídicas contra a reestruturação do BB

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O Banco do Brasil anunciou na segunda-feira (11) uma reestruturação que prevê o fechamento de centenas de agências e postos de atendimento, desligamentos e transferências de milhares de funcionários (por meio de programas de demissão voluntária e de “adequação de quadros”), além de mudanças em cargos como os de escriturários (que serão transformados em agentes comerciais) e de caixas (que devem deixar de existir — os funcionários ganharão comissão pelos dias que atuarem na função).

Diante dessa reestruturação que promete prejudicar a quase totalidade do corpo funcional do banco, o departamento jurídico do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região já está preparando algumas iniciativas.

Em primeiro lugar, vai ajuizar nos próximos dias uma ação coletiva com pedido de liminar visando manter a comissão de caixa para todos os que detêm a função, ou, pelo menos, para todos os que já têm 10 anos ou mais de exercício da função, que era o entendimento da Justiça do Trabalho (Súmula nº 372) até a reforma trabalhista.

Depois, caso o BB realize transferências arbitrárias, o Sindicato vai acionar o Judiciário para que seja cumprido o que determina a legislação trabalhista, ou seja, para que só haja transferências que não acarretem mudança de domicílio. No começo do ano passado, a entidade obteve uma liminar impedindo isso.

Por fim, os advogados do Sindicato estudam, ainda, a possibilidade de pleitear contra a ida obrigatória para o Economus Futuro ou Família dos funcionários oriundos da Nossa Caixa que aderirem ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ), pois são planos que o banco não tem obrigação de pagar coparticipação, onerando, portanto, apenas os funcionários.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

Banco do Brasil espera economizar R$ 2,7 bi até 2025 com reestruturação

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O Banco do Brasil espera economizar R$ 353 milhões com o programa de reestruturação anunciado nesta segunda-feira (11/01) ao mercado e R$ 2,7 bilhões até 2025. O programa prevê o corte de cerca de 5 mil funcionários e o fechamento de 361 unidades de atendimento, sendo 112 agências.

Segundo Carlos José da Costa André, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do Banco do Brasil, a reorganização da rede de atendimento e a redução de funcionários objetivam a adequação da instituição ao novo perfil e comportamento dos clientes.

O Banco do Brasil informa que, além das medidas de enxugamento de sua estrutura, estão a caminho outros movimentos de revisão e redimensionamento nas diretorias, nas áreas de apoio e na rede, “privilegiando a especialização do atendimento e a ampliação da oferta de soluções digitais”.

Com a reestruturação, o Banco do Brasil acredita que expandirá “sua capacidade de assessoramento gerenciado aos
clientes, ampliando o relacionamento e os negócios e potencializando a satisfação e a fidelização”.

“A economia líquida anual estimada com despesas administrativas gerada por esses movimentos é de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025”, reforça Carlos André, no fato relevante. Com a reestruturação, o BB quer estar mais bem posicionado para competir com os bancos digitais, que não param de crescer.

Fonte: Blog Correio Braziliense

 

Banco do Brasil anuncia 14 novas agências para atendimento ao agronegócio

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O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje (12) a abertura de 14 novas agências para atuar no setor do agronegócio. Segundo a instituição, o segmento representa 26% da carteira de crédito total do banco e teve crescimento de 4,2% nos últimos 12 meses, chegando a R$ 190,5 bilhões.

O BB anunciou o pagamento de R$ 103 bilhões para o plano Safra 20/21, valor 11% superior ao da safra anterior. “Mesmo diante dos fortes impactos econômicos causadas pela crise da covid-19, as operações de investimento tiveram destaque, com contratação 41% superior ao mesmo período da Safra 19/20, enquanto as de custeio apresentaram aumento de 15%”, destaca nota do banco.

No setor do agronegócio, o BB intensificará a atuação em 243 municípios e 71 mil clientes contarão com atendimento especializado. “A iniciativa faz parte de um conjunto de ações lançadas nesta semana para reforçar a competividade e a eficiência operacional do BB, buscando a melhoria da experiência e satisfação do cliente”, diz o comunicado.

O portal do BB disponibiliza uma página de produtos e serviços exclusivos para o agronegócio.

Fonte: Jornal O Tempo

Desmonte do Banco do Brasil vai precarizar atendimento à população

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O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira (11) que pretende demitir 5 mil funcionários até o início de fevereiro e desativar 361 unidades, entre as quais 112 agências e 242 postos de atendimento. Além do ataque aos direitos dos trabalhadores, que estão sendo removidos dos seus pontos, com comissões reduzidas, esse desmonte também deve afetar o atendimento à população.

Em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta quarta-feira (13), o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, diz que o banco se utiliza do crescimento do atendimento digital para justificar o fechamento das agências. Contudo, nem todos têm acesso aos meios virtuais.

De um lado, esse fechamento pode abrir espaço para a atuação de bancos privados, que cobram tarifas mais elevadas e juros mais altos. Por outro, há regiões onde não há interesse da iniciativa privada em manter o atendimento. Os principais prejudicados, segundo Fukunaga, serão os agricultores familiares, micro e pequenos empresários, idosos e correntistas de baixa renda.

“Estamos no meio de uma pandemia. É óbvio que o atendimento digital vai aumentar. Mas, mesmo assim, é possível perceber a quantidade de pessoas buscando atendimento nas agências, principalmente aquelas que têm acima de 60 anos. Essas pessoas não têm familiaridade com o banco digital”, criticou.

Da mesma forma, a população carente também tem dificuldade em acessar essas ferramentas. “Para acessar o aplicativo, é preciso ter acesso a internet. Normalmente essas pessoas têm celulares que são pré-pagos, o que dificulta. O banco não vai atender essa pessoa pelos canais digitais, não vai atender nas agências tradicionais. Vão fazer o quê? Perder esses clientes?”, questionou.

Crédito

O representante dos funcionários destacou que o BB responde por cerca de 55% do crédito agrícola voltado para a agricultura familiar. Nesse processo de “reestruturação”, a instituição anunciou a abertura de 14 “escritórios agro”. Mas são unidades voltadas para atender ao agronegócio, e não aos pequenos produtores.

“Se o banco está fechando unidades comerciais normais, entende-se que a agricultura familiar vai ter dificuldade de acessar esse crédito. Já o agronegócio é voltado para a exportação, e não traz o alimento para as nossas mesas. É terrível essa segmentação que o banco está fazendo, e uma falta de respeito com a população”.

Além disso, Fukunaga também destacou que, durante a pandemia, o Banco do Brasil atendeu a mais de 110 mil micro e pequenas empresas. Os recursos emprestados através do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) somaram R$ 6,9 bilhões.

Balanço

Além do prejuízo ao público, o dirigente afirma que os cortes também não se justificam, considerando o balanço financeiro da instituição. Em 2020, por exemplo, o banco registrou lucro líquido de R$ 17 bilhões, com crescimento de 122% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, a base de clientes também cresceu, atingindo a marca de 73 milhões. Contudo, nos últimos cinco anos, entre o início de 2016 e setembro de 2020, o BB já eliminou mais de 17 mil postos de trabalho, fechando 1.058 agências.

Fonte: Rede Brasil Atual

 

Controladoria da União anula demissão de auditores do Banco do Brasil

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A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13) a anulação parcial do processo interno do Banco do Brasil que demitiu dois auditores no ano passado. Com isso, eles deverão ser readmitidos.

A demissão causou polêmica e virou objeto de investigação pelo Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU). Isso porque os demitidos denunciaram o que consideraram interferências políticas na cúpula do banco na gestão de Rubem Novaes em 2019. A denúncia acusou, por exemplo, a cúpula de operar para evitar apurações sobre assuntos sensíveis do banco. Essa ação ainda tramita no TCU.

No entanto, em outra frente, dois deles apresentaram um recurso à CGU, cuja decisão saiu hoje. O órgão viu fragilidade no processo de demissão dos auditores, cancelou e suspendeu seus efeitos e, ainda, resolveu abrir um processo próprio para analisar o mérito do recurso.

O Banco do Brasil afirmou, em nota, que “solicitará esclarecimentos à Controladoria Geral da União, com vistas a uma melhor compreensão dos seus fundamentos, e reafirma a correção dos procedimentos adotados no âmbito do seu controle disciplinar que contaram com a participação de auditoria independente na investigação dos fatos”.

Procurado, Rubem Novaes disse achar “positivo que a CGU examine também a questão”.

Fonte: CNN Brasil

 

Banco do Brasil renegocia R$ 40 milhões em dívidas por meio do WhatsApp

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Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões. A informação foi dada pelo Banco do Brasil. O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira. Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.

Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia. Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.

O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente. (Com Agência Brasil)

Fonte: Portal Focus