BB aposta em novo seguro, títulos verdes e alternativas de financiamento

Publicado em: 07/01/2021

O Plano Safra 2020/2021 entrou em vigor no dia 1º de julho de 2020. No acumulado até novembro último, o Banco do Brasil emprestou 16% mais do que no mesmo período da temporada passada, de acordo com o vice-presidente de Agronegócios da instituição, João Rabelo Júnior, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).

“Uma característica interessante é que, no custeio, a gente desembolsou 15,5% a mais e no investimento, 40% a mais, por conta dos bons preços, da produtividade e da possibilidade de exportação que tivemos”, destaca.

Rabelo Júnior afirma que a pandemia da Covid-19 forçou o BB a se adaptar e descobrir novas formas de fazer planejamento e gestão. Tivemos que construir um Plano Safra em home office. Era uma capacidade que a gente nem sabia que tinha. Além disso, no fim da safra passada, tivemos um problema de seca sério no Sul do país e os instrumentos de regulação de sinistro funcionaram super bem. Nós conseguimos fazer praticamente toda a regulação de sinistro a distância por satélite”, diz.

Para avançar, o BB teve que aderir às tecnologias digitais, o que também facilitou para o produtor. “As CPRs digitais pegaram uma velocidade; estamos na carteira com mais de 4,5 bilhões de CPRs digitais, então isso pegou uma velocidade muito forte”, conta Rabelo.

O vice-presidente do Banco do Brasil afirma que a instituição mudou o foco do trabalho. Agora, no centro da discussão não está o produto, mas a necessidade do cliente. Este ano, o BB lançou uma plataforma batizada de Broto. “Começou mais como uma plataforma de venda de máquinas e equipamentos, mas a gente fez uma feira digital recentemente. Começamos com a parte de consultoria, vamos usar os dados que temos para oferecer as melhores soluções para os nossos clientes”, diz.

Em entrevista ao Canal Rural, João Rabelo Júnior falou sobre as perspectivas para o futuro do Banco do Brasil e do crédito rural. Confira na íntegra:

Canal Rural: Qual o futuro do crédito rural no Brasil?

João Rabelo Júnior: As mudanças no agro estão acontecendo como tem que ser: paulatinamente. Este ano, por exemplo, nós já fizemos o seguro também para áreas do Pronaf. Foi um grande sucesso! Foi um piloto que o Ministério da Agricultura nos chamou para fazer. Nós conseguimos e funcionou. Mostra que é também um caminho a ser seguido.

Esse é um ano bom pra falar de crédito privado, porque conseguimos colocar R$ 1 bilhão a mais de recurso nosso, do Banco do Brasil, nas mesmas condições do Moderfrota, e temos falado bastante com parceiros para poder desenvolver soluções específicas.

Recentemente, lançamos um programa com a BRF – e nós vamos levar essa solução a outras empresas do agronegócio – de financiamento de painéis solares para as granjas. Você sabe que neste segmento o custo da energia elétrica é muito alto pro produtor, então é alta geração. E mais que isso, a migração para uma energia renovável faz todo sentido. Então, dentro dos nossos compromissos ambientais, nós assumimos o objetivo de ajudar o nosso cliente a migrar da energia tradicional para uma energia renovável que tem tudo a ver com o mercado que a gente atua. Esse nosso mercado, ele é muito verde por natureza, então isso vai ajudar ainda mais. E aí a gente fez essa linha e estamos conseguindo fazer isso com prazos bons, prazos adequados, de 8 a 10 anos com recursos do Banco do Brasil, sem necessidade de equalização, exatamente porque hoje a Selic está mais baixa.

CR: Como fica o cenário de taxas de juros e condições em 2021? A conjuntura econômica vai afetá-las?

JRJ: Acho que não! Para a taxa básica da economia, o consenso do mercado é que a gente vai encerrar o ano que vem com 3%. Então a gente vai continuar com taxas de juros muito, muito baixas. O Brasil está experimentando isso pela primeira vez na história recente, então a gente nem sabia o que era isso. Novos produtos de crédito estão sendo desenvolvidos por nós e pelos concorrentes. A sensação que eu tenho é que a gente está trabalhando para que o crédito chegue melhor e mais fácil para o produtor. Vai ser um crédito do jeito que a gente está fazendo? Um pedaço, sim. Outro pedaço vai vir de outras soluções.

Estamos apostando demais nos títulos do agronegócio, nas CRAs, CDCAs, CPRs. Acreditamos muito que essas novas formas de financiamento vão se tornar cada vez mais viáveis e a gente vai poder ter recursos tanto de curto prazo quanto de longo.

No caso das exportações, está ficando cada vez mais claro que é possível buscar fundings externos para financiar os nosso produtos aqui também e aí, com a proteção adequada também, financiarmos desta forma.

CR: Estão previstos lançamentos de novos produtos ou linhas de crédito em 2021?

JRJ: Estamos trabalhando, sim. Os primeiros produtos dos quais eu gostaria de falar são os produtos de proteção. No ano passado, o produtor plantou e acabou fazendo a troca por um preço de R$ 80/R$ 90 reais a saca de soja, e no vencimento estava R$ 100/R$ 120, em alguns casos até mais que isso. Existem soluções que não necessariamente o produtor precisa travar o preço, ele pode comprar uma opção e escolher se vai exercer ou não aquela opção. Então, ele compra o direito de vender a determinado preço. Se estiver muito acima, ele não exerce aquela opção. Este produto [contratos de opção] já existe, mas nós vamos dinamizá-lo bastante, até aproveitando o momento, porque muitos produtores já perceberam isso, a necessidade de ter flexibilidade.

A outra parte é a proteção climática. Continuamos com o seguro climático e o seguro faturamento e, agora, a gente começou a trabalhar pelo trigo em uma coisa : vamos começar a assegurar a qualidade. Você sabe que dependendo de como o trigo sai, ele tem maior ou menor valor para o produtor. A partir da próxima safra do trigo já vai estar disponível este tipo de seguro e devemos evoluir também para a cana. O seguro está indo para ajudar o produtor a ter ainda mais previsibilidade na sua atividade empresarial.

No Pronaf, a gente lançou o seguro do Pronaf e estamos trabalhando com um produto que a gente está apostando demais que é a bioeconomia. Bioeconomia é o produto que ajuda o nosso pequeno produtor, o pronafiano, a fazer uma migração, é quase como um ABC do Pronaf. Ele migra para uma agricultura mais de baixo carbono, e a gente financia isso: proteção de reserva, recomposição de reserva natural e adoção de práticas menos agressivas ao meio ambiente.

CR: O Banco do Brasil vai entrar no mercado de títulos verdes?

JRJ: Não posso falar muito sobre isso, mas é uma coisa em que apostamos muito. Acreditamos que aqueles produtores que seguem todos os preceitos, que são mais verdes do que os outros, que conseguem ter uma reserva maior até que a obrigatória, que usam práticas de plantio com integração lavoura-pecuária-floresta, aqueles que preservam, que são produtores de água também, eles têm um valor a ser monetizado e acreditamos muito nisso.

A gente ainda não está vendo isso aparecer na taxa de juros, então quando a gente coloca esses títulos – a gente tem acompanhado muito essa colocação de títulos verdes – ainda não apareceu na taxa, a taxa ainda não baixou. Mas a gente tem percebido uma maior procura, então a liquidez já acontece. Um título verde tem mais demanda do que um título não-verde, isso vai evoluir depois para taxa de juros.

CR: Como será a retomada econômica para o agro na visão do Banco do Brasil?

JRJ: Acreditamos que com a chegada da vacina, tudo muda. A economia retoma e a gente volta a ter um crescimento bom e grande. Se a gente continuar com a taxa de câmbio como está, a gente vai ter um bom momento da exportação junto com um bom momento interno.

A gente tem aprendido a conviver um pouco mais com a pandemia e isso vai dinamizando a economia, e o setor que é afetado mais rapidamente é o agronegócio.

Estamos fazendo estudos específicos para a olericultura, um olhar específico, porque foi um mercado que sofreu bastante. Eu diria que a olericultura e pesca foram os mercados que mais sofreram com a pandemia e estamos trabalhando forte, desenvolvendo soluções para eles. Isso vai ficar pronto ano que vem, a gente vai poder anunciar alguma coisa bem bacana nos próximos dias.

Estamos nos preparando para esse retorno. Achamos que vai ser um retorno gradual, mas forte e sustentável, da economia.

Fonte: Canal Rural

 

Banco do Brasil cria plataforma para venda de imóveis rurais

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O Banco do Brasil (BB) disponibilizou no final de dezembro uma plataforma digital exclusiva para venda de propriedades rurais, a AgroBB. A ferramenta funciona por meio do portal Seu Imóvel BB, lançado em abril deste ano pelo banco, em parceria com a startup Resale, para venda digital de imóveis.

No momento, estão disponíveis 77 propriedades rurais em todo o país, com valor de mercado médio de R$ 1,6 milhão.

O objetivo do banco, ao adotar o modelo de marketplace, é “fomentar a cadeia produtiva da agroindústria e integrar suas linhas de negócios”. De acordo com o BB, a plataforma digital lançada na quarta-feira (16), além de viabilizar a aquisição do imóvel, traz um link com acesso aos seus produtos e serviços. “Já estamos trabalhando também para que esses imóveis rurais sejam integrados a soluções rápidas de seguro, pagamentos, linhas de crédito e vendas de maquinário, reafirmando nosso protagonismo no ecossistema do agronegócio”, afirmou o vice-presidente Corporativo do BB, Mauro Neto, em comunicado.

Dentre as propriedades disponíveis no AgroBB está a Fazenda Fico, localizada no município de Nova Ubiratã, no Mato Grosso, grande produtor de grãos do estado. Com área de 9,7 mil hectares, a fazenda está à venda com valor mínimo de R$ 48 milhões e as propostas podem ser enviadas até 19 de janeiro de 2021.

A carteira de ativos do BB é composta por imóveis rurais e comerciais recebidos em processos de recuperação de dívidas, imóveis residências retomados do crédito imobiliário e imóveis liberados do uso. De acordo com o banco, o portal utiliza, na concorrência pública, a tecnologia blockchain e é uma plataforma completa de comercialização de imóveis, que oferece desde a consulta de imóveis disponíveis para venda, o envio de propostas, assinatura de contratos, até a transferência da propriedade ao comprador, tudo online.

O BB garante ainda o pagamento de todas as despesas vinculadas ao imóvel até a transferência da propriedade ao comprador (impostos, taxas de energia, água e gás, condomínio etc.). Entretanto, no caso de caso de propriedades ocupadas por terceiros, o comprador assume os riscos, providências e custas necessárias à desocupação, como medidas judiciais e extrajudiciais.

Fonte: Portal Amazônia

 

Primeiro turno da Eleição ao Caref 2021 ocorre entre os dias 8 e 14 de janeiro

Publicado em: 18/12/2020

No último dia 8, a Comissão Eleitoral da Eleição 2021 do Conselho de Administração do Banco do Brasil (Caref) divulgou a relação preliminar de candidatos para o processo de escolha do(a) conselheiro(a) representante dos funcionários . No total, 66 funcionários concorrem ao cargo. A lista final será apresentada no próximo dia 23. A votação em primeiro turno ocorrerá entre os dias 8 e 14 de janeiro de 2021. O segundo começa no dia 29 de janeiro e encerra-se em 4 de fevereiro. O nome do eleito será divulgado no dia 12 de fevereiro.

O Conselho de Administração é composto de oito membros, sendo cinco indicados pelo governo, dois pelos acionistas minoritários e um eleito pelos funcionários. O conselheiro eleito participa de todas as decisões tomadas pelo conselho, exceto daquelas que dizem respeito à remuneração e benefício dos funcionários.

A eleição ao Caref ocorre a cada dois anos. Eleger um representante dos funcionários para integrar o Conselho de Administração do BB é sempre um momento muito importante para o funcionalismo. Afinal, é o Caref que ajudará a fiscalizar a execução da política geral de negócios e serviços do BB.

Fonte: AGEBB

Para melhor relacionamento, bancos apostam em novo modelo para agências

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Nem parece banco. A porta giratória sumiu. O caixa, também. O cafezinho com o gerente continua existindo, mas em alguns casos ele é servido por um barista. Em busca de um melhor relacionamento com os clientes e de reduções de custos de até 40%, os bancos têm adotado um novo modelo de agências. Nele, saem de cena as transações e as filas e entram os serviços de assessoria.

Esse processo já vinha em curso, mas a pandemia deu força a ele. O movimento nas agências caiu mais de 70% nesse período, e não há nenhuma indicação de que voltará ao que era. Durante a crise do coronavírus, os canais digitais chegaram a representar 74% das transações de pessoas físicas, segundo a Febraban. Porém, há instituições financeiras em que internet banking e mobile banking já somam 98% das operações, caso do Bradesco.

Na pandemia, movimento nas agências caiu mais de 70%, e não há nenhuma indicação de que ele voltará ao que era. “Há uma necessidade de renovação sem perder o conceito de presença. Entendemos isso como a integração do físico com o digital”, afirma João Carlos Gomes, diretor-executivo do Bradesco.

O banco da Cidade de Deus (SP) anunciou em outubro um amplo programa de reestruturação da rede física, que contempla o fechamento de 400 agências e a conversão de outras 700 em unidades de negócios neste ano e um número ainda não revelado em 2021. Estas são estruturas mais enxutas, sem boca de caixa, voltadas a negócios e relacionamento com clientes. Na prática, serão postos de atendimento que ficarão ligados a uma agência maior na mesma região – onde, aí sim, continuarão sendo realizadas transações financeiras.

Quando apresentou o desenho, em outubro, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr., afirmou que a estrutura permite diminuir de 30% a 40% os custos dessas agências. A maior economia vem do fato de que o manejo de numerário deixa de existir, o que diminui gastos com logística, tesouraria e segurança.

As unidades de negócios ainda devem passar por uma mudança de visual e, em algumas localidades, a ideia é que também promovam palestras sobre educação financeira, economia e outros temas relacionados. Com isso, afirma Gomes, o objetivo é estreitar o relacionamento com clientes.

Há mais tempo nesse processo, o Santander passou a chamar suas agências de lojas. “São mais um ambiente de convivência do que um lugar que se pareça com uma agência clássica”, afirma Ede Viani, vice-presidente de tecnologia e operações do banco.

Das 2.168 agências que o Santander tinha no fim do terceiro trimestre, cerca de metade estava equipada com redes WiFi, com o objetivo de permitir que os gerentes ajudem os clientes a fechar suas transações por meio do aplicativo do banco. Em algumas unidades, há também uma cafeteria dentro das lojas, com a intenção de que sejam usadas como espaços de convivência. No Work/Café, com seis unidades em São Paulo e no Rio, os clientes podem reservar salas de reuniões para usar num esquema de coworking.

No ano passado, o Banco do Brasil (BB) também anunciou a conversão de 333 agências em postos de atendimento, enquanto outras 634 tiveram o status reduzido. Esses locais se organizam em torno do que a instituição chama de agências “hub”, que funcionam como estruturas mais completas. As operações de backoffice também foram retiradas da rede física e passaram a se concentrar nas áreas administrativas, de forma que as equipes das agências se dediquem apenas a fazer negócios.

As mudanças também vislumbram uma melhoria de imagem. Ir a uma agência bancária no Brasil costuma ser uma experiência ruim, com a chateação de passar pelas portas giratórias e, muitas vezes, filas demoradas.

Por isso, o processo de conversão de agências tem sido muitas vezes acompanhado da adoção das chamadas caixas recicladoras – terminais de autoatendimento em que o dinheiro depositado é o mesmo usado para saque. O custo desses equipamentos é maior que o de um ATM convencional, mas a logística do numerário fica com o prestador de serviços e não com o banco, que dessa forma não precisa manter uma tesouraria no local. Sem cofre do lado de dentro, as agências podem abrir mão das portas giratórias.

Com a disseminação dos recicladores, cenas como as tentativas de assalto vistas há duas semanas em Criciúma (SC) e Cametá (PA) também tendem a se tornar mais raras, já que passa a haver bem menos dinheiro nas agências bancárias.

De acordo com Viani, o Santander já usa recicladores em cerca de 400 unidades e tem a expectativa de adotá-los em mais 200 no próximo ano. O Bradesco também está encampando esse modelo, que ajuda a melhorar a experiência, afirma Gomes.

O novo modelo tem levado à redução dos espaços físicos e, em muitos casos, do pessoal alocado nas agências. E a despeito do que defendem os entusiastas das fintechs e dos bancos digitais, a rede física parece longe de ser extinta. No fim de outubro, o país contava com 19.553 agências e 18.489 postos de atendimento, de acordo com dados do Banco Central (BC).

“Os clientes ainda buscam aconselhamento nas agências e muitas vezes querem tratar de forma presencial operações mais complexas, como o crédito consignado, mesmo elas estando disponíveis nos canais digitais”, afirma Gomes, do Bradesco.

“Acreditamos em distribuição física, especialização e conveniência”, diz Viani, do Santander. “Não achamos que tudo é digital.”

Embora haja fechamento de agências nos grandes centros urbanos, em alguns casos ainda há expansão da rede física. O Santander, cuja estrutura de atendimento é menor que a dos concorrentes, ainda vê espaço para ampliar sua presença física no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste. Nesse processo de interiorização, a aposta é nas chamadas lojas especializadas. O banco já tem 50 lojas voltadas ao agronegócio e planeja chegar a cem. Também há planos de ampliar os locais focados no microcrédito e na clientela de alta renda.

A Caixa também ampliou sua rede, com o objetivo de cobrir todo o território brasileiro. O número de agências se manteve praticamente estável neste ano em 3.372 unidades, mas o banco reforçou a presença por meio de correspondentes bancários, que são 8.591, e postos de atendimento (784 no total). O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirma que a presença física é essencial para a instituição financeira, tanto por ser a distribuidora de benefícios sociais do governo quanto pelo perfil dos clientes que atende.

Segundo Guimarães, as agências são em geral rentáveis por causa da estratégia do banco de financiar prefeituras, da receita oriunda dos programas de habitação popular e da clientela atraída por meio dos programas benefícios sociais. Por isso, a instituição vem buscando racionalizar a rede em localidades em que existe mais de uma agência e abrir unidades especializadas no atendimento a pequenas e médias empresas, mas não há urgência para reduzir a rede física.

A instituição também está incrementando as operações disponíveis na rede de lotéricas, que soma quase 13 mil unidades com potencial para a venda de produtos do banco. A estratégia é aliar o uso do Caixa Tem a essa estrutura, principalmente em municípios onde não há agência. “Com o aplicativo, dá para fazer várias coisas na lotérica sem que os lotéricos tenham acesso aos sistemas do banco”, diz Guimarães.

O Bradesco, por sua vez, também pretende ampliar o uso de sua rede de correspondentes, a Bradesco Expresso, que soma cerca de 40 mil pontos. São, em geral, pequenos lojistas que oferecem serviços bancários dentro de seus estabelecimentos. O banco tem atraído cerca de 6 mil novos participantes a cada ano. De acordo com Gomes, esse canal já é responsável por mais de 30% das aberturas de contas e ofertas de cartões de crédito e consignado. “Agora estamos levando isso para o mundo digital. O correspondente vai ter um QR Code para vender produtos aos clientes”, afirma.

Maior banco do país, o Itaú Unibanco não detalhou os planos para sua rede de agências. Por meio da assessoria de imprensa, informou que está “avaliando mais de um movimento relevante nesse contexto, novamente com foco no cliente e nas transformações digitais pelas quais já temos passado”. De acordo com o banco, o modelo também beneficiará os funcionários, “com foco em modernização e no futuro do trabalho”.

Fonte: Sincafsp

João Campos faz reunião com Banco do Brasil e fala em parcerias

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O prefeito eleito do Recife, João Campos, recebeu, na manhã desta quarta-feira (16/12), o superintendente estadual do Banco do Brasil, Eduardo Lima, e o gerente geral do setor do BB, Edilberto Passos. De acordo com a nova gestão, na reunião, foram discutidas possibilidades de parceria entre a Prefeitura e a instituição financeira, que concentra algumas de suas operações nacionais na capital pernambucana.

“O Banco do Brasil tem uma presença forte no Recife, empregando cerca de mil pessoas nas atividades que desenvolvem a partir da nossa cidade. Quanto mais operações puderem ser realizadas aqui, melhor será para os recifenses”, frisou João Campos.

“É no Recife que o Banco do Brasil coordena o Pix nacional e as ações antifraudes da instituição. A capital pernambucana concentra algo em torno da metade dos funcionários que o banco tem no estado”.

Depois do encontro, a nova gestão falou sobre possibilidade da contratação de operações de crédito através do BB.
“O banco possui uma vasta carteira que se encaixa em projetos idealizados e apresentados por João Campos na campanha eleitoral e que podem necessitar de financiamento para a suas respectivas implementações”.

“Estamos estudando todas as possibilidades que nos garantam elevar a taxa de investimento do Recife. As operações de crédito apontam para um caminho interessante, e vamos observar o que é melhor para a cidade”, disse João Campos.

Fonte: Blog do Jamildo

Banco do Brasil lança renegociação de parcelas do Fies em atraso

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Os estudantes em atraso com o Financiamento Estudantil (Fies) no Banco do Brasil (BB) poderão renegociar as parcelas até o fim do ano. A instituição financeira lançou um programa que prevê descontos de 25% a 100% nos juros de mora.

A parcela não poderá ser inferior a R$ 200. Quem quitar integralmente o financiamento ou o saldo devedor terá redução de 100%. A liquidação em quatro parcelas semestrais e o reparcelamento em até 24 meses terá desconto de 60%. A redução cai para 40% nos reparcelamentos em até 145 meses e para 25% nos reparcelamentos em até 175 meses.

Os descontos foram previstos pela Lei 14.024/2020, editada como medida de ajuda durante a pandemia de covid-19. A renegociação vale para os contratos firmados até o segundo semestre de 2017, com débitos vencidos e não pagos até 10 de julho deste ano.

As parcelas começam a ser pagas em janeiro. Em caso de prorrogação do estado de calamidade pública por causa da pandemia do novo coronavírus, o pagamento da primeira parcela ficará adiado automaticamente para o mês seguinte ao seu término, como estabelece resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação editada em setembro. A única exceção é para as amortizações em parcela única, que devem ser feitas até 31 de dezembro.
Aplicativo

Por enquanto, as renegociações só podem ser pedidas nas agências. Até o dia 15, o BB oferecerá a adesão pelo aplicativo da instituição. Caso o contrato seja garantido por fiança convencional ou solidária, os fiadores deverão necessariamente comparecer às agências, sem a possibilidade de renegociação no aplicativo.

Uma vez formalizado o termo de adesão às condições de renegociação, não será possível cancelar ou optar por outra forma de parcelamento, ainda que antes do vencimento da primeira parcela. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp do Banco do Brasil, no número (61) 4004-0001, e pela Central de Atendimento BB (0800-729-0001).

Fonte: Agência Brasil

Lew’Lara\TBWA cria campanha de fim de ano do Banco do Brasil

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O Banco do Brasil convida os brasileiros a imaginarem os seus sonhos para 2021 e, em campanha criada pela Lew’Lara\TBWA, mostra que apoiará as pessoas, seja qual for a sua versão no próximo ano. Veiculada na TV aberta, mídia display, OOH, internet e redes sociais, a ação destaca o propósito do BB de cuidar do que é valioso.

“Se tem um legado que 2020 nos deixa, com certeza, é sobre valorizar pequenas coisas e momentos com quem nós amamos. É por isso que mantemos, sob o conceito ‘Já imaginou’, o convite à imaginação nesse mundo de possibilidades e experiências a serem vividas, pois o BB está sempre pronto para estabelecer e reforçar parcerias”, diz Marcelo Mendonça, gerente executivo do Banco do Brasil.

A marca aproveita o ambiente de recuperação após a crise instaurada pela pandemia da Covid-19 para deixar a mensagem de que planejar – a compra de uma casa, a abertura de um negócio ou a realização de um curso – é possível.

“Ninguém passou incólume por esse ano. Todo mundo parou para pensar e acabou mudando, crescendo, evoluindo. Mais do que um ano novo, tem um novo brasileiro em cada um de nós. E é pra fazer essa versão 2021 de cada um acontecer que existe o Banco do Brasil”, conclui Sleyman Khodor, diretor-executivo de criação da Lew’Lara\TBWA.

Fonte: Propmark

A fórmula do Banco do Brasil para lucrar mais: fazer melhor o que já domina

Publicado em: 11/12/2020

O Banco do Brasil (BBAS3) traçou um roteiro bastante conservador para crescer e melhorar sua lucratividade nos próximos anos. A estratégia não contém nenhuma pirotecnia e foca no básico: racionalizar custos, melhorar a prestação de serviços aos clientes e, sobretudo, crescer em segmentos em que o banco já é líder, ou tem um bom desempenho.

Os contornos desse plano de ação foram apresentados a analistas e investidores, durante o Banco do Brasil Day, e parecem ter impressionado positivamente a plateia.

No relatório sobre o evento que o Banco Safra enviou aos clientes, Luis Azevedo e Silvio Dória afirmam que mantêm “uma visão positiva do Banco do Brasil”. A dupla reiterou a recomendação outperform (desempenho esperado acima da média do mercado) para os papéis, com preço-alvo de R$ 56 por papel para 2021.

Caminho conhecido

Um ponto que agradou bastante o Safra é a intenção do Banco do Brasil de crescer em segmentos de crédito com bons spreads e baixo risco, como as operações com pequenas e médias empresas e os empréstimos consignados.

Segundo os analistas do Safra, a carteira de consignados do BB está crescendo a um ritmo anualizado de 15%, e a instituição deseja acelerar essa taxa no ano que vem. Os empréstimos debitados diretamente do salário do cliente são a principal modalidade de crédito pessoal do BB, e responde por 42% dessa carteira.

“Acreditamos que esta é uma indicação muito boa, já que um crescimento mais robusto da carteira de crédito pessoal sustentaria um bom desempenho do NII [receita líquida de juros, na sigla em inglês]”, afirmam os analistas.

Por último, o BB também deseja reforçar a liderança em um segmento crucial: o agronegócio. O plano é atender a todo o ecossistema, abrangendo desde os produtores rurais até seus parceiros de negócios, como os fornecedores. Para tanto, a instituição quer desenvolver linhas de crédito mais ágeis, acessíveis, por exemplo, em sua plataforma digital.

Fonte: Money Times

 

Após 11 anos, incorporados ainda buscam equiparação de direitos no BB

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A saga, infelizmente, continua. Em novembro último, completou-se 11 anos da incorporação do Banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil pela bagatela de R$ 5,4 bilhões. Mais um ano que passa em que os funcionários incorporados e os aposentados do banco paulista buscam junto ao BB o cumprimento das negociações acordadas entre as instituições, inclusive registradas em termo de compromisso (veja aqui o documento).

Quando da compra, a direção do BB se comprometeu em respeitar os direitos dos funcionários (da ativa e aposentados) do BNC, bem como estender o regulamento de pessoal a todos os trabalhadores oriundos do banco estadual. Esse compromisso está expresso no Artigo 1º, § 7º, onde diz que o “Banco do Brasil S.A. compromete-se a, após o processo de incorporação do Banco Nossa Caixa S.A., estender a política de gestão de pessoas conferida aos empregados do Banco do Brasil S.A. aos funcionários egressos daquela empresa que optarem pelo regimento funcional do Banco do Brasil S.A., garantindo-se negociação com os representantes sindicais”. Esse compromisso foi reiterado no contrato de compra e venda assinado pelas partes no Artigo 4, § 4.1.1.2.

Apesar de constar no contrato, não foi exatamente o que aconteceu. “Tivemos e temos inúmeras tentativas de negociação, mas o BB nos trata com descaso e mantem sua política de discriminação, exclusão e segregação com os incorporados”, declara Francisco Vianna de Oliveira Júnior, presidente da AGEBB. “Nós, como incorporados, só queremos o que nos foi prometido, nada mais do que isso. E vamos continuar buscando o cumprimento do que foi acordado em 2009”, completa.

As principais reivindicações

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores incorporados, da ativa ou aposentados, estão a isonomia de direitos e benefícios, inclusive quanto ao pagamento de PLR, programas próprios de remuneração variável e outras premiações internas do BB, assegurar o direito de migração para Cassi de todos os funcionários egressos do BNC e/ou afiliados ao Economus, além de efetuar a migração de todos os planos de previdência do Economus (A, B, C e PrevMais) para administração da Previ.

Para o presidente da AGEBB, única entidade da classe gerencial do BB no país, passados 11 anos da incorporação do BNC, o que se verifica é o desrespeito à lei estadual e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que autorizaram o governador da época, José Serra, a vender a instituição ao BB. “E os maiores prejudicados em toda essa história são os trabalhadores incorporados, que infelizmente sofrem com as mazelas do banco.

Um dos casos que mais chama a atenção da imprensa, principalmente desde 2015, é a gestão ineficiente do BB no fundo de pensão do Economus – Instituto de Seguridade Social. O fundo criado para subsidiar a assistência médica depois da aposentadoria (FEAS – Fundo Economus de Assistência Social) dos trabalhadores está com recursos chegando ao fim. “A falta de respeito e entendimento são flagrantes, não se conversa mais nada, existem apenas imposições. A pergunta que fazemos é: qual a dificuldade do BB em simplesmente cumprir a legislação?”, questiona Oliveira Júnior. “Queremos ações efetivas que preservem o mínimo dos direitos em relação à saúde e previdência dos incorporados. É lei”, completa o executivo.

Fonte: AGEBB

 

Em assembleia, bancários do BB aprovam acordo de teletrabalho

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Em assembleia virtual encerrada às 23h59 desta quarta-feira 9, os bancários do Banco do Brasil da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região aprovaram com 93,9% dos votos o acordo que regulamenta o teletrabalho no banco pós-pandemia.

O acordo, negociado pelo Sindicato e outras entidades representativas, garante ajuda de custo para quem atue em mais de 50% dos dias úteis na modalidade de teletrabalho, fornecimento e manutenção de equipamentos e cadeira adequada pelo banco, VR e VA nos termos da CCT, controle de jornada, desconexão entre outros pontos.

“Mais uma vez a categoria bancária e o Sindicato reforçam seu papel de referência na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Em razão de não existir uma posição unificada dos bancos na Campanha Nacional dos Bancários 2020, não foi possível regulamentar o teletrabalho naquela ocasião. Agora, negociando banco a banco, vamos assegurando garantias aos bancários nesta modalidade de trabalho, que estará cada vez mais presente na categoria. No caso do BB, não foi uma negociação fácil. A princípio, a proposta era de começar a pagar a ajuda de custo somente a partir de julho, mas, após pressão da representação dos trabalhadores, o BB aceitou começar a pagar assim que os funcionários aderirem ao teletrabalho. Estão de parabéns os bancários e bancárias do Banco do Brasil. Juntos somos mais fortes”, enfatiza Getúlio Maciel, dirigente sindical da Fetec-Cut/SP e representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

“É importante lembrar que o Acordo Emergencial da Covid-19 preservou vidas em um momento de incertezas e insegurança. Por isso, muitos funcionários foram para o home office rapidamente. Este outro acordo, aprovado agora, não é sobre a pandemia, mas sim para regular o teletrabalho após o fim do Estado de Calamidade decretado pelo governo federal em razão da pandemia, cabendo ao banco definir as áreas e quantidade de funcionários que irão para home office”, acrescenta o dirigente.

O Estado de Calamidade em todo o país em decorrência da pandemia tem vigência até o dia 31 de dezembro, mas caso o governo federal estenda este prazo, o Acordo Emergencial de Teletrabalho do Banco do Brasil é automaticamente estendido.

Confira abaixo os principais pontos do acordo aprovado:

Definição de Trabalho Remoto

Toda e qualquer prestação de serviços realizada remotamente, de forma preponderante ou não, fora das dependências do banco ou em local diferente do de lotação do funcionário, com a utilização de tecnologias da informação e comunicação.

Modalidades do Trabalho

O Trabalho Remoto no BB poderá ocorrer:

a) Na residência do funcionário, o qual se denomina home office;
b) Em outras dependências do banco, empresas parceiras ou em coworkings (espaços colaborativos) internos, o qual se denomina on office.

Excepcionalmente, há a possibilidade da realização do Trabalho Remoto fora da praça de lotação, por interesse do funcionário, sendo necessária a autorização do comitê da unidade gestora.

Equipamentos para o Trabalho Remoto

a) Equipamento eletrônico corporativo (desktop ou notebook);
b) Acessórios (mouse, teclado, headset);
c) Cadeira ergonômica.

Ajuda de custo

a) R$ 80,00/mês para funcionários que atuem em mais de 50% dos dias úteis do mês e tenham aderido ao trabalho remoto, na modalidade home office.

Outros itens do acordo

Facultatividade: a adesão ao teletrabalho deve ser facultativa ao funcionário;

Controle de jornada: o banco implantará um sistema de controle da jornada, para evitar que haja excesso de trabalho e “pedidos” fora do expediente;

Desconexão: serão dadas instruções e orientações para desconexão em horários fora do expediente;

Manutenção dos equipamentos: será de responsabilidade do banco;

Preocupação com a saúde: além de oferecer equipamentos ergonômicos, o banco se compromete a manter cuidados especiais com a saúde dos funcionários que exercerem suas atividades em home office;

Violência doméstica: conforme estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, o banco criará uma Central de Atendimentos para as bancárias vítimas de violência doméstica;

Auxílio refeição e alimentação e vale transporte: serão mantidos os direitos aos vales refeição, alimentação e ao vale-transporte;

Acompanhamento pelo sindicato: os sindicatos terão acesso aos funcionários que exercerem seus trabalhos fora das dependências do banco.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

BB Seguridade focará em resultados operacionais e tecnologia em 2021

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A BB Seguridade, holding de seguros do Banco do Brasil, vai se debruçar em melhorar seus resultados operacionais e ampliar os investimentos em tecnologia no próximo ano. As informações foram passadas pelo presidente da companhia, Marcio Hamilton, durante conversa virtual com analistas sell-side, aqueles que acompanham e fazem recomendações para ações de empresas listadas na bolsa, na última sexta-feira, de acordo com relatório do banco norte-americano Citi, a clientes.

“Os principais tópicos discutidos na reunião foram a digitalização da empresa, estratégias de distribuição e novo pipeline de produtos”, destacam os analistas Jörg Friedemann, Karina Salva Martins e Gabriel D. Nóbrega, em relatório.

Quanto ao foco na melhoria de resultados operacionais, eles dizem que a BB Seguridade quer impulsionar produtos nos segmentos de seguro de vida, crédito e capitalização lançados neste ano e fazer novas ofertas em 2021. Além disso, também quer aprimorar a distribuição de planos de previdência privada a partir da estratégia de fundos com estrutura aberta.

A BB Seguridade prometeu aos analistas, de acordo com o Citi, investir mais em tecnologia sob a ótica de canais. O foco aqui é ampliar as vendas digitais, que ainda são tímidas no mercado de seguros em geral. Uma das ferramentas para isso, mencionam Friedemann, Martins e Nóbrega, é o uso de análise de dados para uma oferta mais assertiva.

De acordo com eles, o presidente da BB Seguridade disse, na reunião, que os investimentos nos canais digitais foi ampliado – movimento importante durante a pandemia, reduzindo, assim, a dependência do canal bancário – a rede do BB. No entanto, um maior avanço passa por uma mudança cultural. São necessárias “novas formas de fazer negócios – um processo que consome tempo, mas no qual a BB Seguridade tem investido fortemente”, acrescentam os analistas do Citi.

Do lado de seguros, além dos novos produtos, o foco da BB Seguridade, conforme eles, é aproveitar oportunidades de mercado, com ou sem o reforço do BB, principal balcão de vendas da companhia. Já na previdência privada, a companhia admite uma maior concorrência, o que pressiona as receitas da Brasilprev, braço que atua neste segmento – e do qual é líder.

“Devido ao perfil de produtos da Brasilprev (maior concentração em renda fixa), a empresa continua investindo no aumento da diversificação de seu portfólio, o que deve ajudar na monetização da base de clientes em um ambiente de menor taxa de juros”, afirmam os analistas do Citi. Conforme eles, o CEO da BB Seguridade também observou que há uma perspectiva positiva de crescimento para a empresa a partir da base de clientes do Banco do Brasil.

Hamilton assumiu o comando da BB Seguridade em outubro último. Funcionário de carreira do BB, estava desde janeiro na presidência da Brasilprev. Com a dança de cadeiras no banco capitaneada pelo novo presidente da instituição, André Brandão, o executivo foi promovido à presidência da holding de seguros. Em seu lugar, a até então diretora de comunicação e marketing da Brasilprev, foi nomeada presidente da companhia, a primeira mulher no cargo.

Fonte: Dinheiro Rural

BB Seguridade: Banco do Brasil passa de vantagem estratégica a pedra no sapato

Publicado em: 10/12/2020

Quando a BB Seguridade (BBSE3) realizou seu IPO, em abril de 2013, a capilaridade conferida pela rede de agências do Banco do Brasil (BBAS3) foi vista como estratégica para a distribuição de seus produtos. Contar com a retaguarda da instituição foi crucial para que a seguradora realizasse o maior IPO da história da Bolsa verde-amarela até então, movimentando R$ 11,47 bilhões.

Sete anos depois, contudo, o Banco do Brasil deixou de ser um supertrunfo para se tornar sua maior fragilidade, segundo analistas de mercado. Se pretende conquistar mais participação de mercado e diversificar sua clientela, a BB Seguridade precisa depender cada vez menos das agências do banco como pontos de venda.

Essa preocupação do mercado voltou a circular nesta semana com a publicação de um relatório do Banco Safa sobre uma reunião do novo presidente da seguradora, Marcio Ferreira, com analistas de mercado.

Digitalização

A principal aposta de Ferreira para reduzir a dependência do Banco do Brasil é a digitalização da BB Seguridade, recorrendo, para tanto, à experiência que acumulou na BrasilPrev, onde focou na melhoria da experiência dos clientes, por meio de ferramentas digitais.

“A BB Seguridade deverá endereçar as preocupações do mercado, relativas à sua forte dependência das agências do Banco do Brasil”, afirmam Luis Azevedo e Silvio Dória, que assinam o relatório do Safra. Mas o fato de a nova gestão estar atenta ao assunto não significa que o problema será resolvido rapidamente.

Primeiro, porque o acordo com o Banco do Brasil só termina em 2033, lembram os analistas do Safra. Segundo, porque a digitalização da BB Seguridade só trará resultados “relevantes” no longo prazo. Isto porque, segundo os analistas, a transformação digital da companhia ocorrerá em duas frentes: a otimização de ferramentas e plataformas, e a mudança da cultura corporativa.

Oportunidade

Enquanto isso, o Safra observa que há outras iniciativas que servem de exemplo da diversificação dos canais de distribuição. Entre eles, está a venda, pela BB Seguridade, de seguros rurais para cooperativas agrícolas de crédito.

Mesmo que a solução de questões estratégicas esteja apenas no início, o Safra reiterou sua recomendação de outperform (desempenho esperado acima da média do mercado) para as ações, com preço-alvo de R$ 35, o que implica uma alta potencial de 22% sobre a cotação usada como referência pelos analistas.

Eles argumentam que o papel oferece uma combinação atraente de crescimento de lucros e dividendos, por um preço razoável.

Fonte: Money Times

BB confirma extinção da Bescval e incorporação ao banco

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Os acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) aprovaram nesta quarta-feira (9), juntamente com os acionistas da Bescval, aprovaram a extinção e incorporação da distribuidora de títulos e valores mobiliários pelo banco. O movimento foi deliberado em assembleias gerais extraordinárias (AGEs).

Como resultado, segundo fato relevante, todo o patrimônio da Bescval será vertido para o Banco do Brasil. Para isso, o capital social da instituição financeira será elevado em R$ 23,47534 mil, o que corresponde a participação acionária dos minoritários no patrimônio líquido da Bescval.

Desse modo, o aumento de capital vai levar a emissão de 425 novas ações ordinárias, sendo que, desse total, 420 serão atribuídas por inteiro e as cinco restantes serão negociadas em bolsa.

Para evitar diluição das participações dos atuais acionistas do BB, no entanto, a emissão das novas ações acontecerá depois do cancelamento de igual quantidade de ações de emissão do banco mantidas em tesouraria.

Ainda de acordo com o fato relevante, o Banco do Brasil salientou que a operação para incorporar a Bescval tem por objetivo a “racionalização e a simplificação da estrutura societária” e, com isso, a “consolidação e redução de custos e despesas operacionais combinadas.”

A operação é o primeiro movimento do novo presidente da instituição, André Brandão, envolvendo a agenda de desinvestimentos. O executivo assumiu a chefia do BB em setembro, em substituição à Rubem Novaes.

A incorporação da distribuidora de títulos e valores mobiliários ainda deverá ser submetida à aprovação do Banco Central (BC).

Fonte: Suno Research

 

 

Banco do Brasil traça meta para chegar a 90% de energia renovável até 2024

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Após iniciar investimentos em fazendas solares para abastecer sua rede de agências, o Banco do Brasil traçou uma meta ambiciosa e pretende atingir, até 2024, um nível de suprimento de energia 90% renovável. O objetivo será alcançado por meio de geração distribuída remota, com 22%, e pelo mercado livre, com 68%.

“É um compromisso do banco com a eficiência e com a sustentabilidade dos seus negócios. É uma meta desafiadora, mas plenamente factível de ser cumprida até 2024”, disse o vice-presidente Corporativo da instituição, Mauro Ribeiro Neto.

Atualmente, 10% da eletricidade consumida pelo banco já é solar. Outros 20% são adquiridos no mercado livre, a partir de fontes renováveis – a energia vem da comercializadora da EDP, selecionada por meio de licitação.

O modelo de fazendas solares agrega eficiência ao negócio, diz Ribeiro. Apesar de contar com uma rede de 5,1 mil agências, o banco avaliou que a instalação de painéis solares em cada uma delas não seria economicamente viável.

Até o momento, sete fazendas solares foram contratadas no Distrito Federal, Goiás, Pará, Bahia e Ceará, além de duas em Minas Gerais. Outras três devem ser licitadas em breve em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O investimento também deve gerar ao BB uma economia de quase R$ 200 milhões em gastos com energia até 2025.

O modelo de fazendas solares é o de geração distribuída remota, em que pequenas usinas de até 5 megawatts (MW) produzem energia a clientes distantes desses locais. A eletricidade injetada na rede gera créditos que são usados pelos edifícios do BB.

Em paralelo, o banco atua para reduzir o consumo de energia, com substituição de lâmpadas, modernização de equipamentos e um projeto de inteligência artificial e automação de aparelhos de ar condicionado. Sensores instalados nos edifícios que otimizam o consumo e mantêm a refrigeração já reduziram os gastos em 30%, disse o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, Ricardo Forni.

“Nosso projeto de ecoeficiência energética está prospectando continuamente soluções de mercado que viabilizem ações concretas que se traduzam em eficiência e sustentabilidade”, afirmou.

Fonte: Infomoney

Diretora de Marketing do BB Ana Cláudia Kakinoff renuncia ao cargo

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O Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta terça-feira (8) a renúncia de Ana Cláudia Kakinoff Corrêa do cargo de Diretora de Marketing e Comunicação. Sem dar muitos detalhes, em seu comunicado ao mercado o Banco do Brasil salientou que a renúncia de Ana Cláudia Kakinoff terá efeito a partir do dia 11 de janeiro do ano que vem.

Kakinoff assumiu o cargo no banco após a renúncia de Alexandre Alves de Souza em 27 de abril. A Diretora de Marketing e Comunicação é graduada em Administração de Empresas e Comércio Exterior e é funcionária do Banco do Brasil desde 1992.

Em sua trajetória na companhia, já atuou como gerente executiva da Secretaria Executiva, assessora especial das Vice-Presidências de Atacado e de Negócios de Varejo e gerente de Soluções de Marketing e Comunicação.

Vale lembrar que recentemente, no dia 24 de novembro, o Vice-Presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do banco, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, também renunciou ao seu cargo.

Com a renúncia de Araújo, o Conselho de Administração da instituição financeira elegeu Carlos José da Costa André ao cargo. A posse ocorreu na última terça-feira (1).

Fonte: Suno Research

BB: parceria na gestão de recursos deve ser positiva, mas espere para apostar

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O Banco do Brasil (BBAS3) contratou a Rothschild para encontrar um parceiro para seu negócio de gestão de recursos, de acordo com as informações divulgadas na imprensa.

Para a XP Investimentos, a possível parceria parece ser positiva, mas é bom esperar para ver quem será o parceiro, já que muitas informações ainda não foram esclarecidas.

De acordo com eles, faltam detalhes importantes como a estrutura do negócio, se for uma joint venture como a parceria de banco de investimento; se o banco vai ser acionista minoritário, uma vez que o os ativos sob gestão do banco já são superiores a R$ 1 trilhão; e quem pode ser o parceiro.

Existem especulações desde o anuncio de que a BlackRock seria a escolhida para preencher o espaço, mas nada foi confirmado.

“Acreditamos que tais parcerias são positivas, especialmente se o banco se tornar um acionista minoritário no sentido de que isso auxilia no problema do teto de remuneração, que torna os funcionários de gestão de recursos mais propensos a sair devido a remuneração abaixo do mercado. Por fim, acreditamos que um player como a BlackRock pode trazer expertise em renda variável e alcance global, enquanto o banco é um player competitivo em renda fixa”, afirmou a XP.

Fonte: Money Times

Sindicato disponibiliza boletim em defesa do BB e demais bancos públicos

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O movimento sindical elaborou um boletim com dados e informações que ressaltam a importância do Banco do Brasil e demais instituições públicas para a sociedade e a economia. O texto de capa enfatiza que a função social dos bancos é emprestar dinheiro a pessoas e empresas. Contudo, lembra que os bancos privados captam dinheiro para emprestar no curto prazo, cobrando altas taxas de juros, para financiar a dívida púbica ou investir na especulação financeira.

Já os bancos públicos – como Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB e Basa – concedem empréstimos de longo prazo e atuam de maneira anticíclica, irrigando a economia em períodos de recessão e crise. “Foi assim que o Brasil venceu a crise mundial de 2008”, afirma o texto.

O material salienta que os bancos públicos financiam atividades essenciais como a agropecuária, a construção civil e da casa própria, obras de saneamento e infraestrutura. E viabilizam o pagamento de programas sociais e a bancarização das camadas da população de renda mais baixa.

Entretanto, a partir de 2016, os governos Temer e Bolsonaro vêm promovendo a descapitalização dos bancos públicos, retirando recursos que essas empresas deveriam disponibilizar para financiar a atividade econômica, gerar empregos e renda e, assim, ajudar o país enfrentar crises.

No verso, o material expõe dados que mostram por que os bancos públicos são imprescindíveis para que o país saia da crise econômica na qual está mergulhado.

Campanha “O Bom do BB é…”

O material faz parte da campanha “O Bom do BB é…”, que reforça a importância do Banco do Brasil para a sociedade brasileira. “Nessa conjuntura de crise econômica e de ataques por partes do governo às empresas públicas, a campanha busca o engajamento das entidades e setores da sociedade civil que entendem a importância do papel do Estado para a economia e a população, e que queiram somar a esta luta”, ressalta o dirigente sindical e bancário do Banco do Brasil Antonio Netto.

O lançamento da campanha, em 16 de outubro, foi marcado por duas lives. A primeira abordou a perspectiva de como atuar no Congresso e também contribuir para a estratégia de atrair mais parlamentares para a defesa do Banco do Brasil e de sua função social. O bate-papo teve a participação do senador Jaques Wagner (PT-BA); do economista Luiz Gonzaga Belluzo; do diretor do Sindicato e coordenador da CEBB, João Fukunaga; e do ex-diretor da Previ e Anapar José Ricardo Sasseron. Assista abaixo.

A segunda live reforçou a importância do BB para São Paulo e teve a contribuição dos dirigentes sindicais Adriana Ferreira, (Seeb-SP), Antônio Netto e Antônio Saboia (Fetec-SP), Marcel Barros (ex-diretor da Previ) e Leonardo Pinho, representando a Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil). Assista abaixo.

O debate sobre a importância do BB no estado de São Paulo e sua presença nas grandes cidades e no campo destacou a importância do Banco Nossa Caixa (BNC), banco público paulista incorporado pelo Banco do Brasil em 2009. Foi ressaltado o papel dos trabalhadores oriundos desse banco e também prestadas homenagens à memória de Maria da Glória Abdo, a Glorinha, dirigente sindical e bancaria do BNC.

Na segunda live, Leonardo Pinho lembrou o projeto que teve a participação do Banco do Brasil e que consistiu na entrega de mais de duas toneladas de alimentos de pequenos produtores rurais na periferia durante a pandemia.

“Ou seja, gerou renda no campo e solidariedade na cidade, e isso não teria sido possível sem o Banco do Brasil. O episódio é apenas uma pequena mostra da importância fundamental desta empresa pública para a sociedade brasileira e para a economia”, afirma Antonio Netto.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

BB e Nubank são os melhores bancos digitais do país segundo o iBest

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Após um hiato de mais de uma década, o Prêmio iBest, considerado uma das principais premiações da internet brasileira, voltou em 2020 para eleger as melhores empresas em mais de 50 categorias.

A iniciativa leva em conta duas votações paralelas: uma popular e outra feita por um júri de especialistas da Academia iBest. Como critério de qualificação para ambas, os dez finalistas (os iBest Top 10) são definidos com base em um algoritmo proprietário, que calcula a presença e o engajamento nas principais redes sociais. Foi a partir dessa lista que o público e o júri de especialistas escolheram as iniciativas digitais que considera as melhores de cada categoria.

O BB Digital, do Banco do Brasil, foi apontado como o melhor Banco Digital do Brasil segundo a votação popular. A disputa foi com o Banco Inter e o Nubank na votação popular. Já na eleição da Academia, o vencedor foi o Nubank, que concorreu com Banco Inter e Itaú.

“O Banco do Brasil mostrou que um grande banco tradicional pode competir e ter a melhor percepção de qualidade, mesmo em um setor com grande inovação e renovação como o bancário. Ao mesmo tempo, o Nubank, com o prêmio do júri especializado, mostrou estar preparado para o protagonismo que caminha para ter no setor”, diz Marcos Wettreich, CEO do iBest. “Este é um mercado que há décadas é concentrado em poucos players, mas que agora se encontra em um momento de transição, onde novos líderes estão sendo moldados.”

A edição deste ano registrou mais de 2 milhões de votos certificados. Para 2021, a organização diz que pretende aumentar o número de categorias e incluir uma fase de pré-votação, que começará em março e que permitirá que todas as iniciativas digitais se candidatem a ser um Top 10 Brasil.

Fonte: Forbes

BB: diretor eleito da Cassi quer manter valor extra de coparticipação

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O diretor eleito pelos funcionários para ocupar a Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi), Carlos Flesch, emitiu um comunicado defendendo que as pessoas que o elegeram continuem pagando valores adicionais de coparticipação para consultas médicas, sessões de psicoterapia, acupuntura e visitas domiciliares e exames de laboratórios, diagnose e terapia.

Para Flesch, o “cenário exige prudência da atual Diretoria, no sentido de não rever, neste momento, a coparticipação, até que a Cassi esteja saudável no longo prazo.”

Em janeiro de 2019, os percentuais de coparticipação para os participantes do Plano de Associados da Cassi foram definidos em 40% para consultas médicas (exceto as realizadas por médicos nas CliniCassi), sessões de psicoterapia, acupuntura e visitas domiciliares e em 20% para os exames de laboratórios, diagnose e terapia (tais como fisioterapia, RPG, fonoaudiologia, terapia ocupacional). Em novembro do mesmo ano, quando ocorreram as reuniões para a mudança do estatuto da Cassi, houve acordo na mesa de negociação, entre as entidades representativas dos funcionários do BB e a diretoria da Cassi, para que a cobrança da coparticipação retornasse aos percentuais anteriores a janeiro de 2019, caso a proposta de estatuto fosse aprovada pelo corpo social.

“O valor das coparticipações já deveriam ter voltado aos patamares anteriores. Mas, infelizmente, na última eleição, foi eleito um diretor que não defende os interesses dos associados”, lamentou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

O que realmente é preciso fazer

“O excedente da coparticipação foi uma medida apenas paliativa. Flesch omite o resultado da negociação feita pelas entidades de representação dos funcionários, coordenada pela Contraf-CUT, que possibilitou alguma estabilidade financeira à Cassi. Agora é preciso promover mudanças estruturantes nos processos de gestão e de TI, bem como no modelo de saúde”, observou a representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS) na CEBB, Elisa Figueiredo. “Isso sim pode garantir a perenidade da Cassi”, completou.

Para Elisa, a mudança precisa partir do aprofundamento do modelo de atenção primária na saúde. “É, comprovadamente, a única possibilidade de sustentabilidade de qualquer sistema ou plano de saúde. A manutenção de altos níveis de coparticipação vai justamente na contramão disto, pois inibe e restringe o cuidado com a saúde. A consequência disso é o adoecimento ou o avanço da doença, e tratar a doença é muito mais caro do que preveni-la, gerando mais déficit. A coparticipação deve ser vista como efeito moderador e não fonte de renda”, concluiu.

Procedimentos represados

O diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi usa o déficit de R$ 11 milhões em outubro de 2020, supostamente gerado pelo retorno de procedimentos represados por conta da pandemia, para justificar a defesa da manutenção do percentual de coparticipação.

Mas, para o ex-gerente executivo da Cassi, Claudio Said, que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na área de saúde, as alegações de Flesch não se sustentam. Segundo Said, no balancete de outubro, divulgado no site da Cassi, consta que o valor provisionado para pagar guias não liquidadas aumentou de R$ 512 milhões em setembro para R$ 632 milhões em outubro (R$ 120 milhões). “O aumento pode ter ocorrido devido a represamento de guias nos prestadores de serviços ou na própria Cassi. Uma diferença tão grande entre dois meses seguidos sugere que alguma coisa deixou de ser registrada em setembro e foi registrada em outubro. Esse efeito tem caráter operacional e não pode ser avaliado olhando apenas o mês de outubro. A leitura deve abranger todo o ano de 2020, o qual tem registrados superávits sucessivos, devido ao aumento na receita proporcionado pelo aumento na contribuição dos associados e pela cobrança por dependentes”, disse.

Said observou, ainda, que o efeito da pandemia sobre as finanças dos planos de saúde foi a redução de despesas, não o incremento delas, porque as pessoas deixaram de procurar o atendimento, exceto em situações de emergência. “Grande parte dos procedimentos eletivos não-realizados por conta da pandemia não retornará. Quem deixou de fazer uma coleta de sangue em março não fará duas coletas em setembro apenas para compensar a coleta que deixou de fazer. Atendimentos nos ambulatórios de hospitais e clínicas também não retornarão, porque a situação de urgência já foi vencida. Não me venha o diretor querer atirar nos ombros dos associados a responsabilidade por déficits ocasionais. Isso é covardia. Não é postura de diretor eleito”, criticou. “É preciso respeitar o associado que colocou a mão no próprio bolso, foi excessivamente onerado com o aumento da coparticipação, para salvar a Cassi”, concluiu.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região

 

Sob pressão das techs, grandes bancos remanejam estrutura para focar no cliente

Publicado em: 04/12/2020

Os grandes bancos estão repaginando suas estruturas para dar um maior foco na satisfação do cliente, o que pode – se a promessa for cumprida – representar o início do fim da era da venda somente pela geração de resultados. A mudança de postura vem em meio à pressão da concorrência com empresas que têm a tecnologia na veia, como fintechs e bigtechs. A chegada das rivais e as novas gerações colocaram os lucros crescentes e os gordos retornos em xeque, acendendo um alerta: o que trouxe os bancos tradicionais até aqui não os garantirá no futuro.

Na semana passada, o Itaú Unibanco anunciou, em evento fechado para funcionários, uma série de ajustes futuros que fará em sua rede de varejo, considerando a satisfação do cliente em várias frentes, apurou o Broadcast. As mudanças estão em estudo há cerca de dois anos e começam a ser implementadas em 2021, de forma gradual. A defesa do Itaú é de que não se move um banco de mais de R$ 2 trilhões em ativos, o maior da América Latina, do dia para a noite.

São várias ações que formam o que o banco chamou de ‘Visão Cliente’, diz um executivo, na condição de anonimato. Algumas já estão em curso como, por exemplo, a reestruturação das agências físicas. Além de menos numerosas – o banco reduziu sua rede em mais de 500 pontos de 2019 para cá -, elas estão, aos poucos, ganhando uma outra cara. O novo desenho tem como foco melhorar a experiência do cliente nesses ambientes, seja ele acostumado com a estrutura ‘de tijolos’ ou virtual.

“Os bancos começam a repensar seus modelos de negócio sob a ótica de ganhar eficiência. Os bancos de varejo tem uma rede bastante ampla. Isso precisa ser revisto para que o banco continue rentável e eficiente”, diz o diretor sênior de instituições financeiras da Fitch Ratings para América Latina, Claudio Gallina.

Dentre as mudanças previstas no Itaú, o programa de remuneração dos gerentes das agências deve ser revisto. O cálculo hoje é feito por pontos acumulados ao longo do mês conforme a venda de produtos financeiros – e as metas estabelecidas. A ideia do Itaú é, conforme duas fontes, incluir na conta também a satisfação dos clientes – hoje, elogio não rende nada para os gerentes. O programa também será rebatizado. O famoso ‘Agir’ dará lugar ao ‘Gera’.

Outro avanço tem relação com um atendimento mais omnichannel, ou multicanal, unindo os mundos físico e digital. Antes, os clientes eram divididos entre um e outro. A saída aqui foi criar o cliente ‘figital’, garantindo-lhe um melhor atendimento, independente de onde esteja, seja na agência física ou no aplicativo, por exemplo.

Para o analista da Genial Investimentos, Eduardo Nishio, a mudança com um olhar mais atento ao cliente é urgente para os grandes bancos. “Do ponto de vista do cliente, precisam melhorar a experiência. Tem muita competição vindo. As novas gerações não estão aderentes aos bancos antigos”, avalia.

Nesse sentido, o novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão, decidiu criar uma nova unidade voltada à satisfação do cliente. A instituição já tinha áreas com esse foco, mas o executivo, que assumiu o comando do BB em setembro, viu a necessidade de um reforço.

“Não é só falar da experiência do cliente com uma forma simples… Eu particularmente acredito nisso. Não é a única, mas uma das boas formas de competirmos com a indústria, e com a indústria nova, que tem chegado, as fintechs, é melhorar a experiência do cliente”, enfatizou Brandão, a investidores e analistas, durante a divulgação de resultados do BB do terceiro trimestre.

Para ele, a melhora da experiência do cliente passa pela atitude dos funcionários do banco, que são quem interage com os clientes, e ainda o digital. Para tocar a nova unidade, Brandão nomeou uma mulher, a gerente executiva Emanuelle Oliveira, da diretoria de tecnologia, que se reportará diretamente a ele. Além de independente, ela relatará quais são as reais dores dos clientes dentro do conglomerado. Será uma espécie de ‘cão de guarda’ do bom atendimento.

O foco do BB não é olhar apenas de dentro para fora. O banco também quer mapear boas práticas que estão sendo adotadas no mercado para fazer uma lição de casa quando o assunto é satisfação do cliente. Segundo Brandão, estão previstas ainda mudanças na área de produtos com essa mesma visão, e também com o objetivo de ganhar sinergias entre o banco de atacado e de varejo, que devem começar a aparecer a partir do ano que vem.

“A intenção aqui é muito simples, é essa proximidade com a diretoria, o vice-presidente, a gente poder dissecar qualquer problema que tenha que ser dissecado e trabalhar com ele de uma forma com muita celeridade”, disse Brandão, na divulgação de resultados.

Além da unidade de satisfação do cliente, o novo presidente do BB também fez mudanças na ouvidoria externa, que passou a se reportar diretamente a ele. Aqui, o desafio é melhorar como se monitora a satisfação e a fidelidade dos clientes do banco, atacando diretamente na fonte. A área funcionaria como um porta-voz dos correntistas.

O mesmo movimento já foi feito pelo atual presidente do Itaú, Candido Bracher. Criada em 2005, a ouvidoria do banco está sob sua alçada desde o início do ano passado. O movimento foi um marco gestão de Bracher. No comando do Itaú desde maio de 2017, o executivo considera mais importante manter os insatisfeitos por perto, ainda que seja um trabalho mais árduo, e sempre pregou o mantra de “centralidade no cliente”.

Ele completa 62 anos nesta semana, idade limite para o presidir o banco. Será substituído pelo vice-presidente de finanças do Itaú, Milton Maluhy, em fevereiro de 2021.

Procurados, Itaú e BB não comentaram.

Fonte: Estadão

Mesa dos Bancos Incorporados frustra expectativas dos egressos do Besc

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No dia 1º de dezembro, ocorreu a mesa inicial de debate dos bancos incorporados entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e os representantes do banco. A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – Fetrafi SC estava representada na reunião pelos Dirigentes Luiz Toniolo, Orlando Flávio Linhares e Dirceia de Mello Locatelli.

A instalação da mesa de negociação de entidades patrocinadas dos bancos incorporados pelo BB está prevista na cláusula 58ª do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2020/2022 e vai debater as questões específicas de funcionários egressos do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), Banco Nossa Caixa (BNC e do Banco do Estado do Piauí (BEP).

A primeira reunião foi marcada pelo debate das principais demandas dos bancários dos bancos incorporados principalmente quanto à busca pela isonomia de direitos e benefícios em relação aos demais funcionários do quadro de pessoal do BB. Constata-se que as pautas de reivindicações são bem semelhantes entre os egressos dos três bancos estaduais. O que diferencia são as entidades de previdência e saúde patrocinadas com suas peculiaridades e que passam por momentos distintos.

Os representantes do BB informaram que receberam a pauta de reivindicações específicas e encaminharam para estudo na área de governança do BB, a Diretoria de Governança de Entidades Ligadas – Direg.

Em função do momento em que passa o Economus, foi definida que a próxima reunião, na semana que vem, será para debater exclusivamente as questões desta entidade. O Economus é o plano de previdência complementar e o administrador da assistência médico-hospitalar dos funcionários do antigo BNC. As questões relacionadas ao Besc e ao BEP serão tratadas num segundo momento em outra mesa separada.

Segundo João Fukunaga, coordenador do CEBB, o banco vai analisar a suspensão das mudanças no Economus. “Devido ao tamanho e ao processo de mudanças que já havia sido iniciado, achamos melhor isolar as tratativas referentes ao Economus e aos funcionários oriundos da Nossa Caixa”, explicou Fukunaga ao informar que na sequência será marcada outra reunião para tratar das questões específicas dos funcionários oriundos do Besc e do BEP.

AVALIAÇÃO DOS DIRIGENTES

Embora os dirigentes que representam os egressos do Besc reconheçam a importância das resoluções conquistadas em mesa e a complexidade dos temas propostos, foi uma decepção a postura protelatória dos representantes do Banco do Brasil. Já são mais de 12 anos de problemas acumulados, direitos suprimidos e uma enorme expectativa dos colegas do extinto Besc em ver suas justas demandas atendidas.

A pauta de reivindicações, que não é nenhuma novidade para a Direção do BB, foi redefinida em plenária no dia 28/09/20 e enviada no início de Outubro para o banco. Dois meses depois o banco responde ao movimento sindical que recebeu a pauta e que vai encaminhar para estudo da área de governança, sem previsão de nova rodada de negociações, além daquela para tratar das demandas do Economus.

As Direções da Fetrafi SC e dos Sindicatos Filiados esperam que seja, no mínimo, definido um calendário de reuniões e que as negociações tenham mais agilidade e celeridade para tratar as demandas dos egressos do Besc.

Fonte: Sintrafi Floripa/Fetrafi SC

Banco do Brasil pagará R$ 333,7 milhões em JCP aos acionistas no dia 30

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O Banco do Brasil (BBSA3) comunicou ao mercado que aprovou o valor de R$ 333,7 milhões a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), relativos ao quarto trimestre de 2020.

Segundo o fato relevante do Banco do Brasil, esse montante total é equivalente a R$ 0,11698470002 por ação. Esse valor será imputado ao dividendo mínimo obrigatório referente ao segundo trimestre.

Os JCP serão pagos no dia 30 de dezembro deste ano e terão como base a posição acionária de 11 deste mês, sendo as transferências de ações a partir de 14 de dezembro efetuadas “ex” JCP.

Ainda de acordo com o documento, o crédito será por conta corrente, poupança-ouro ou por caixa. Haverá também retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal. Os acionistas dispensados da referenda tributação deverão comprovar esta condição até dia 16 deste mês em uma das agências da instituição financeira.
Banco do Brasil anunciou JCP em novembro

No início de novembro, ao divulgar o balanço do terceiro trimestre, o Banco do Brasil informou a distribuição de quase R$ 555,73 milhões em Juros sobre Capital Próprio. Para cada ação foi anunciado pagamento de cerca de R$ 0,19477 centavos, valor imputado no dividendo mínimo obrigatório do segundo semestre.

O pagamento foi marcado para o último dia 27 de novembro, tendo como base a posição acionária de 16 de novembro. As ações passaram a ser negociadas ex-JCP em 17 de novembro de 2020. No final de setembro, o banco já havia pago R$294 milhões em JCP.

No terceiro trimestre, o banco teve um lucro líquido ajustado de R$ 3,5 bilhões. O resultado equivale a uma queda de 23,3% sobre o registrado no mesmo período do ano passado, mas um avanço de 5,2% em comparação ao segundo trimestre deste ano.

No comparativo do acumulado de nove meses, o Banco do Brasil apresentou um lucro líquido de R$ 10,2 bilhões, um recuo de 22,9% sobre o registrado durante os nove primeiros meses de 2019.

Fonte: Suno Research

 

Por R$ 400 mil, BB contrata ex-presidente do STF para defesa no TCU

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O Banco do Brasil contratou, por R$ 400 mil, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Brito para defender a cúpula do banco no processo que corre no Tribunal de Contas da União e investiga eventuais irregularidades na demissão de auditores do banco.

O parágrafo primeiro do contrato diz que “a prestação dos serviços será executada com direta participação e coordenação do Professor CARLOS AYRES BRITTO, OAB-DF nº 40.040, que inclusive assinará petições e despachará com os Ministros”.

O valor está previsto na cláusula quarta do contrato, que diz que “o CONTRATANTE pagará à CONTRATADA a importância total de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) brutos, somente após a efetiva prática do ato e respectiva comprovação perante o CONTRATANTE, conforme especificação abaixo: a) R$ 300.000,00 (quatrocentos mil reais), até 10 (dez) dias úteis após a data do protocolo no Tribunal de Contas da União das informações prestadas em atendimento ao Ofício 56267/2020-TCU/Seproc, datado de 9/10/2020; b) R$ 100.000,00 (cem mil reais), até 10 (dez) dias úteis após audiência/despacho com o Ministro Relator, a fim de demonstrar a improcedência da Representação”.

A destituição da auditoria do Banco do Brasil foi revelada pela CNN, assim como a ação do Ministério Público de Contas, que questiona a legalidade dessa destituição.

Na ação, elaborada a partir de denúncias anônimas, o banco é acusado de interferir na sua auditoria interna, evitar apurações sobre assuntos sensíveis, não atender a recomendações dos auditores, além de interferir irregularmente em nomeações na Previ, o bilionário fundo de pensão do banco.

Não há irregularidade na contratação, mas a necessidade tem sido questionada internamente ainda mais porque o banco tem um departamento jurídico próprio. Além disso, demonstra que o processo tem preocupado os dirigentes do banco.

O Banco do Brasil afirma, por meio de nota, que “a contratação de escritórios de advocacia especializados é prática comum entre grandes empresas e está em perfeita sintonia com a decisão do STF quanto à possibilidade de contratar notórios especialistas. O BB seguiu todas as normas licitatórias e o valor contratado é aderente aos preços praticados no mercado”.

Fonte: CNN Brasil

Receita Federal e Banco do Brasil iniciam arrecadação com Pix

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As empresas que declaram débitos e créditos tributários podem quitar as contas com o Fisco por meio do Pix, novo sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central. Em parceria com o Banco do Brasil, a Receita Federal está adaptando o recolhimento de tributos à nova tecnologia, lançada no mês passado e que executa transferências em até dez segundos.

O novo modelo do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), principal documento de arrecadação do governo federal, passará a ter um código QR (versão avançada do código de barras) que permitirá o pagamento via Pix. Bastará o contribuinte abrir o aplicativo do banco, ativar o Pix e apontar o celular para o código, que será lido pela câmera do celular.

Por enquanto, a novidade só está disponível para as empresas obrigadas a entregar a Declaração de Débitos e de Créditos Tributários Federais, Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb). A Receita, no entanto, estenderá o Pix para outros tipos de empregadores.

Ainda este mês, informou o Fisco, o código QR do Pix será incorporado ao Documento de Arrecadação do eSocial, usado por empregadores domésticos e que registra 1 milhão de pagamentos por mês. No início de janeiro, a novidade será estendida ao Documento de Arrecadação do Simples Nacional, usado por 9 milhões de microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais.

A Receita Federal informou que, ao longo de 2021, todos os documentos de arrecadação sob sua gestão terão o código QR do Pix. Segundo o órgão, cerca de 320 milhões de pagamentos por ano são feitos por meio de documentos emitidos pelo Fisco. O Banco do Brasil forneceu a solução tecnológica para o órgão.

Em novembro, o Tesouro Nacional lançou o PagTesouro, plataforma digital de pagamentos integrada ao Pix. A ferramenta dispensa a emissão da Guia de Recolhimento à União (GRU) e permite transferências instantâneas à conta única do Tesouro pelo Pix, além de pagamento por meio do cartão de crédito.

Fonte: Agência Brasil

 

Banco do Brasil é destaque no Prêmio Ouvidorias Brasil 2020

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O Banco do Brasil (BB) foi o grande vencedor do Prêmio Ouvidorias Brasil 2020, evento promovido pela Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec) na quinta, 26. Além de ter suas atuações interna e externa reconhecidas pela oitava vez, o BB também conquistou a premiação Destaque Institucional. Brasilprev, Brasilseg e Banco BV, empresas do Conglomerado BB, também foram premiadas em suas respectivas categorias.

A Ouvidoria Externa foi contemplada na esfera da Inovação, com a apresentação da trajetória percorrida desde 2018, quando passou a fortalecer a cultura de centralidade do cliente e avançar nas ações voltadas para a experiência desse mesmo cliente. Ao partir de princípios de prevenção e resolutividade, com priorização para a atuação proativa junto à rede de atendimento e ao desenvolvimento de ferramentas de solução, o acesso à Ouvidoria BB tornou-se mais fácil, ágil e intuitivo. O resultado foi o melhor desempenho da história do BB no Ranking Bacen (nono lugar no primeiro trimestre de 2020).

O trabalho focado no reposicionamento dos funcionários, orientando e desenvolvendo competências para fortalecer e conquistar a confiança e o engajamento das equipes, visando o atingimento de resultados sustentáveis foi reconhecido no âmbito da Ouvidoria Interna. Neste sentido, o investimento do BB em relacionamentos respeitosos, éticos e transparentes, imperativos num contexto em que os colaboradores permanecem longo tempo interagindo (presencial ou remotamente), mostrou-se relevante para seu quadro funcional.

Pela sua atuação, a Ouvidoria do BB foi ainda agraciada na categoria Destaque Institucional, cujo processo de reconhecimento ocorre por meio de critérios preestabelecidos, sendo uma escolha direta dos integrantes da Comissão de Avaliação pelo conjunto das ações apresentadas.

Para o vice-presidente Corporativo, Mauro Neto, a conquista é fruto da integração do trabalho desenvolvido pelas ouvidorias Interna e Externa com toda a rede de atendimento do BB: “A cultura do cliente no centro e o compromisso com a ética, realizando negócios perenes, desenvolvendo soluções inovadoras e apoiando nossas bases de atendimento, são vitais para os resultados que temos alcançado”, afirmou.

Além dos cases premiados das ouvidorias Interna e Externa, o Conglomerado Banco do Brasil recebeu troféus em outras três oportunidades. Brasilprev, na categoria Inovação, Brasilseg, em reconhecimento à nova jornada de sinistro residencial, que reduziu o prazo para pagamento de indenização com um processo mais simples e ágil num momento delicado para o cliente, e o Banco BV ao apresentar a Ouvidoria como principal responsável pela governança das reclamações do banco, com uso de inteligência artificial e simplificação de processos para solucionar as necessidades dos clientes no primeiro contato.

A premiação da Abrarec tem como propósito reconhecer organizações e ouvidores que trabalham para fortalecer e expandir o instituto da Ouvidoria no Brasil e no mundo. As metodologias e regras de avaliação identificam cases inovadores, que tenham contribuído para o aperfeiçoamento da governança da instituição e agregado valor à imagem da empresa, aos seus clientes e colaboradores.

Fonte: Banco do Brasil

Leilão do prédio do Banco do Brasil em Santos sofre novo fracasso

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Pela terceira vez e após uma redução superior a R$ 4 milhões no valor esperado inicialmente, não houve interessados em comprar o prédio que abriga a agência 0004 do Banco do Brasil, no Centro de Santos. A instituição confirmou o fracasso do novo leilão, realizado no último dia 26.

O edifício onde está a quarta agência mais antiga da instituição do País, na Rua XV de Novembro, 195, estava sendo oferecido por R$ 16,5 milhões. A primeira tentativa de venda foi em 27 de agosto, por lance mínimo de R$ 20,7 milhões. A segunda, em 8 de outubro: R$ 18,642 milhões.

Mesmo que a construção seja vendida, a agência continuará no prédio por, pelo menos, cinco anos. O banco pagará, inicialmente, R$ 89,4 mil mensais de aluguel ao futuro proprietário pelos espaços já utilizados. Caso desocupe o prédio antes, quitará todo o período de locação ao comprador.

O imóvel tem 13 andares e área construída de 15,7 mil metros quadrados (m²). Desde 22 de agosto de 1958, é sede da agência, instalada por ocasião dos 50 anos instalação do Banco do Brasil na Cidade.

O edifício foi modernizado e tem o aspecto atual desde 1991. A parede lateral, coberta por pastilhas, já serviu de cenário para a filmagem de comerciais.

Fonte: A Tribuna

IPO da bandeira Elo opõe os parceiros Banco do Brasil, Caixa e Bradesco

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As conversas em torno de uma eventual abertura de capital da bandeira de cartões Elo estão interditadas diante da falta de convergência dos sócios em uma mesma direção, apurou o Broadcast. A Caixa Econômica Federal e o Bradesco são favoráveis, mas uma mudança prevista para ocorrer em breve na composição acionária do negócio coloca o Banco do Brasil na ponta contrária, dizem três fontes, na condição de anonimato.

Fundada em 2011 como uma rival para as gigantes norte-americanas Mastercard e Visa, a bandeira é controlada por uma holding – a Elopar – que tem o Bradesco, com 50,01% do capital, e o BB, com 49,99%, como sócios. A EloPar possui 56,96% da Elo, enquanto o Bradesco tem outros 6,14% e a Caixa detém uma fatia de 36,88%.

No entanto, essa distribuição vai mudar na virada do ano. É quando vence o acordo de acionistas selado entre os sócios, segundo quatro fontes ouvidas pelo Broadcast. No contrato, há uma cláusula que vincula o tamanho da participação de cada um ao volume de negócios gerado até aqui.

Neste rebalanceamento, a Caixa deve ganhar participação enquanto o Bradesco e o BB devem ver sua fatia se reduzir. Essa mudança seria um dos principais motivos que estaria atrasando as conversas para um IPO da Elo, com cada sócio pesando os seus interesses. O Bradesco já teria acatado, diz uma fonte próxima às conversas. No entanto, o BB não concorda, porque não quer perder dinheiro em um futuro IPO por ter tido sua fatia reduzida na sociedade. “Está em contrato. Faz parte do jogo. Não tem o que fazer”, diz a fonte.

A Caixa vem crescendo o volume de negócios em cartões desde 2019, quando acrescentou cerca de R$ 30 bilhões à base. Neste ano, também teve o impulso extra do pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia, quando abriu mais de 100 milhões de contas em seu ‘banco digital’ – que também quer levar à bolsa. Com a emissão de milhões de cartões de débito da Elo para que os beneficiários acessassem os recursos, somente no débito, o salto no volume financeiro foi de mais de R$ 65 bilhões no acumulado até setembro ante um ano, para R$ 181,5 bilhões. Como consequência, sua fatia na bandeira também deve aumentar.

A Elo soma hoje mais de 180 milhões de cartões emitidos por mais de 30 emissores, o que lhe dá uma fatia de 15% do mercado brasileiro, que tem Mastercard na liderança, seguida pela Visa. Em um ano, o crescimento é visível. Em novembro de 2019, a base de cartões da Elo era de 130 milhões, com mais de 20 emissores.

Além disso, a Caixa sempre defendeu o IPO da Elo e tem puxado o coro desde o início do ano, quando o Bradesco ainda não era favorável à ideia. O movimento casa com a agenda de desinvestimentos da atual gestão – e também do governo. Desde que assumiu a presidência da Caixa, Pedro Guimarães seguiu à risca a cartilha do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desinflar os bancos públicos. Há ainda sua presença frequente ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, cujos olhos apontam para 2022.

Do lado do Bradesco, o sinal enviado, relata uma fonte, é de que o banco é “absolutamente favorável” ao IPO da Elo. A instituição não tem um histórico de venda de ativos, mas tem demonstrado “boa vontade”, conforme fontes, em avaliar a listagem do negócio, considerando a revolução no setor de meios de pagamentos com um cenário mais desafiador para os grandes bancos no Brasil.

Vale lembrar que o recém-chegado Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, ameaça o cartão de débito no médio prazo. A modalidade tem peso relevante na base da bandeira Elo, embora esse dado não seja público. Nesse sentido, quanto antes for feita a oferta, melhor seria a precificação do ativo. “Os sócios poderiam aproveitar esse momento e evitar um receio maior com o Pix, eventualmente”, sugere um analista do setor, que prefere não ter seu nome revelado.

Na outra ponta, o Banco do Brasil acaba de trocar de presidência, e pesa a perda de dinheiro com o IPO da Elo por conta do rebalanceamento das participações acionárias, afirmam fontes. Egresso do HSBC, André Brandão substituiu o economista Rubem Novaes há menos de três meses. Desde então, tem tomado pé da situação. Fontes próximas ao banco dizem que o executivo é favorável ao mercado de capitais, dada sua carreira construída em banco de atacado. Justificam que Brandão, há menos de três meses no posto, quer antes entender melhor o racional do negócio.

Desde que chegou, Brandão transportou seu estilo discreto à agenda de desinvestimentos do banco. É uma postura oposta à do seu antecessor, o economista Rubem Novaes, totalmente favorável à venda de ativos e que defendia a privatização do BB com frequência. Brandão vê sentido na agenda liberal do seu chefe, Paulo Guedes, mas defende o momento certo para uma melhor assertividade no preço, além de uma análise dos ativos que são essenciais para o dia a dia do banco.

Os vários ‘elos’ do mundo de cartões – muitos deles em sociedade com o Bradesco – são um dos principais desafios da gestão de Brandão. “André [Brandão] está super tracionado nos desinvestimentos. Ele só não gosta de falar muito a respeito para fora”, relata uma fonte, na condição de anonimato.

Com a falta de entendimento entre os sócios, um eventual IPO da Elo, antes previsto para o início de 2021, em meados de fevereiro, pode atrasar, conta uma outra fonte próxima às conversas. Na mesa, também se discute onde listar o ativo. Ainda não se sabe o palco escolhido será a B3, no Brasil, ou os Estados Unidos. No radar, estariam tanto a Nasdaq, de ações de tecnologia, ou a Nyse, onde estão listadas as rivais Visa e Mastercard.

A ideia dos sócios da Elo é a de abrir seu capital e futuramente fazer novas ofertas subsequentes, chamadas de follow on no jargão do mercado. Com o ativo precificado na bolsa, é mais fácil, na visão daqueles favoráveis ao movimento, vendê-lo a um investidor estratégico. Essa ideia foi aventada no passado, tendo Visa e Mastercard como possíveis compradores, mas não prosperou.

Procurada, a Elo esclarece que esse é um tema dos seus acionistas e não comentará o assunto. Os sócios Bradesco, Caixa e BB não se pronunciaram a respeito.

Fonte: Broadcast Estadão

Cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 53 bi em nove meses

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Os lucros somados dos cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) nos nove primeiros meses de 2020 foram de R$ 53,383 bilhões. O resultado poderia ser ainda maior se não fosse o crescimento do provisionamento para o risco de créditos de liquidação duvidosa (as PDDs). Na média dos cinco bancos, o crescimento das despesas com PDD foi de 44,7%.

“Mesmo com a taxa de inadimplência muito baixa e em queda, os bancos aumentaram absurdamente o volume das provisões para cobrir os possíveis calotes. Estes valores são subtraídos do montante de lucro e prejudicam os resultados dos bancos”, explicou a economista Vivian Machado, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Mesmo após a subtração dos valores de PDD, o lucro somados dos cinco maiores bancos do país nos nove primeiros meses 2020 é próximo a tudo o que foi investido (R$ 68,7 bilhões) pelo governo federal em educação até setembro. Com a alta da PDD, a queda média de lucro dos cinco maiores bancos do país no terceiro trimestre foi de 33,7%, na comparação com o mesmo período de 2019. Mesmo assim, o lucro obtido pelos bancos, em pleno período de pandemia representa quase a metade (43%) de todo o orçamento federal de recursos para a Saúde. Se comparado aos R$ 60,1 bilhões previstos no orçamento para pagamento do Benefício de Prestação Continuada durante todo o ano, os R$ 53,383 bilhões obtidos de lucro pelos bancos em nove meses já representa 89% do valor previsto para BPC.

“Com certeza, os bancos não têm do que reclamar. Mesmo após o aumento das PDDs, eles tiveram o lucro estrondoso de mais de R$ 53 bilhões”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Em nove meses eles já lucraram mais do que todo o montante de R$ 40,6 bilhões, previsto para o pagamento do seguro-desemprego. E, repito, sem contar os bilhões de provisões para os calotes. É muito dinheiro para pouca gente”, criticou a presidenta da Contraf-CUT.

Lucros dos bancos

A Caixa Econômica obteve um lucro de R$ 7,5 bilhões, com uma rentabilidade de 12,7%. No Itaú, o lucro foi de R$ 13,1 bilhões, com rentabilidade de 14%. No Bradesco, o lucro totalizou, aproximadamente, R$ 12,7 bilhões, com rentabilidade de 12,9%. O Banco do Brasil, por sua vez, obteve um lucro de R$ 10,2 bilhões no período, com rentabilidade de 10,3%; e, por fim, o Santander alcançou um lucro de R$ 9,9 bilhões, com uma rentabilidade que alcançou os 18,5%. Cabe destacar, no Santander, o crescimento do lucro do banco no 3º trimestre em relação ao trimestre anterior, de mais de 82%. Desconsiderando a provisão extraordinária por conta do cenário futuro previsto em função da pandemia, o lucro líquido chegaria a R$ 11.651 bilhões, representando uma alta de 7,6% em doze meses.

Os cinco ativos somados totalizaram R$ 7,93 trilhões, com alta média de 17,9% em relação a setembro de 2019. Grande parte desse crescimento se deve às carteiras de crédito desses bancos. A carteira de crédito total dos cinco bancos juntos atingiu, aproximadamente, R$ 3,5 trilhões, com alta de 13,4% no período. No segmento de Pessoa Física, os itens com as maiores altas são empréstimos consignados / crédito pessoal e veículos. Para Pessoa Jurídica, o segmento das grandes empresas voltou a apresentar variações positivas significativas.
A maquiagem

Estes cinco bancos divulgaram queda nos resultados na comparação com o terceiro trimestre de 2019. O resultado foi influenciado, principalmente, pelo crescimento médio de 44.7% do provisionamento para o risco de créditos de liquidação duvidosa (as PDDs).

“O crescimento das carteiras de crédito já apontava para um crescimento do provisionamento, mas, a perspectiva de deterioração no cenário econômico do país, com a paralização abrupta de grande parte das atividades, ao final do 1º trimestre do ano, propiciou elevações mais significativas”, afirmou a economista do Dieese.

A exceção foi a Caixa, que reduziu seu provisionamento em 7,2% em relação a setembro de 2019, totalizando R$ 8,5 bilhões. No Bradesco, as PDDs cresceram 68,9%, totalizando R$ 20,7 bilhões; no Itaú, 74,8%, chegando a R$ 24,4 bilhões; no Santander 39,2%, totalizando R$ 13,5 bilhões; e, no Banco do Brasil as despesas com PDD cresceram 31,9%, somando R$ 19,4 bilhões.

Os bancos argumentam que há uma forte expectativa, diante do cenário, de alta significativa das taxas de inadimplências para os próximos meses. No entanto, no período, ainda não se observa essa alta esperada. As taxas de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias, apresentaram queda em relação a setembro de 2019 e seguem baixas: 1,9% na Caixa; 2,1% no Santander; 2,3% no Bradesco; 2,4% no Banco do Brasil e 2,6% no Itaú.

O cliente paga a conta

As receitas com prestação de serviços e tarifas dos cinco bancos somadas, nos nove primeiros meses do ano de 2020, totalizaram R$ 100,4 bilhões. Estas receitas secundárias, que representam um valor irrisório frente ao que os bancos arrecadam com as demais transações, cobriram, com folga (exceto a Caixa), as despesas de pessoal dessas instituições, incluindo-se nessa conta o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A cobertura das despesas de pessoal, mais PLR por essa receita secundária dos bancos ficou em: 99,8% na Caixa; 130,5% no Banco do Brasil; 135,4%, no Bradesco; 163%, no Itaú; e 194,9%, no Santander.

Os cinco bancos juntos fecharam 9.499 postos de trabalho, em doze meses. O saldo foi positivo somente no Itaú, com 736 novos postos abertos, em relação a setembro de 2019, contudo, com saldo negativo em relação ao trimestre anterior (71 postos fechados). Parte disso em função da aquisição da empresa de tecnologia Zup, que contava com 1.448 trabalhadores em seu quadro no momento da aquisição e estes foram agregados ao banco. No Bradesco foram fechados 3.338 postos de trabalho, no período; no Banco do Brasil, foram fechados 1.766 postos; na Caixa, foram fechados 796 postos e o Banco Santander, por sua vez, fechou 4.335 postos de trabalho bancário em doze meses.

“Cabe ressaltar que os cinco bancos firmaram um acordo com o Comando Nacional dos Bancários de não demissão enquanto durar a pandemia e o Estado de Calamidade pública que se instaurou no país, o que parece não estar valendo mais para eles”, observou Vivian. Os dados da pandemia mostram que o país voltou a ter aumento de casos de mortes e contaminação pelo novo coronavírus e o Estado de Calamidade só se encerra, de acordo com o decreto, em 31 de dezembro de 2020.

Quanto à rede de agências, o único banco com saldo positivo foi o Banco do Brasil, com 67 agências abertas em doze meses. O Bradesco, por sua vez, fechou 772 unidades, entre setembro de 2019 e setembro de 2020, enquanto o Santander fechou 149 agências no período. No Itaú, foram fechadas 203 agências físicas no período. A Caixa fechou duas unidades. Juntos, os cinco bancos fecharam 1.059 agências no país em doze meses.

“Com as demissões e fechamentos de agências, os clientes sofrem para serem atendidos. Primeiro para encontrar uma agência, depois, precisa enfrentar filas intermináveis e os funcionários sofrem com as demissões em plena pandemia e aqueles que permanecem ficam sobrecarregados”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia

 

BB Seguridade também elege novo diretor de relações com investidores

Publicado em: 27/11/2020

A BB Seguridade (BBSE3) elegeu Rafael Augusto Sperendio como novo diretor responsável pelas áreas de finanças e relações com investidores, mostra fato relevante enviado ao mercado nesta quinta-feira (26). Rafael Sperendio tem 36 anos e é graduado em Ciências da Computação pela Universidade São Judas Tadeu, com MBA em Finanças pela Fundação Instituto de Administração.

O executivo está na BB Seguridade desde 2013, quando integrou o grupo responsável pela estruturação da oferta pública inicial de ações da companhia, realizada em abril daquele ano. É membro do comitê de auditoria da Brasilcap e atua como membro dos comitês financeiros das empresas do grupo.

Antes de se juntar à BB Seguridade, Rafael atuou nas áreas de Relações com Investidores do Banco do Brasil (BBSA3) (de 2009 a 2012) e do Banco Nossa Caixa (de 2006 a 2009).

Fonte: Money Times

Presidente do BB muda cúpula do banco e desagrada Palácio do Planalto

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Uma dança de cadeiras patrocinada pelo novo presidente do Banco do Brasil (BB), André Brandão, na cúpula da instituição desagradou integrantes do governo Jair Bolsonaro pouco mais de dois meses após sua posse no cargo. Fontes do Palácio do Planalto afirmam nos bastidores que está em curso a busca por um nome para substituí-lo.

Apontam como um dos motivos de desentendimento uma planejada abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) da Elo, empresa de cartões que o BB tem em sociedade com Bradesco e Caixa Econômica Federal. Outra fonte de atrito, segundo fontes da equipe econômica, seria que Brandão não está cooperando com o processo de desestatização das unidades do banco. Aliados do ministro Paulo Guedes alegam que ele foi colocado neste posto para dar celeridade à venda de ativos e que isso não está acontecendo.

Brandão retirou da direção do banco dois funcionários próximos ao ex-presidente do BB, Rubem Novaes, ligado ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Empossado no último dia 22 de setembro, ele demitiu um amigo de Novaes, nomeado na cota pessoal do presidente da instituição, Alberto Alves, e retirou da vice-presidência de Finanças e Relações com Investidores, Carlos Hamilton Araujo. Ele assumiu a presidência da Cateno, empresa da área de cartões do BB e Bradesco. Postura que se confirma pela recente nomeação de Ângela Beatriz de Assis para a presidência da Brasilprev, braço de seguros e previdência do banco.

Segundo fontes ligadas ao banco, essas duas mudanças deixaram Novaes muito chateado. Carlos Hamilton chegou a ser cotado para assumir o lugar de Novaes, que pediu demissão no fim de julho.

Antes das modificações desta semana, Brandão já tinha utilizado outros nomes da casa no rearranjo dos cargos. Bernardo Rothe, que era presidente do BB Seguridade, foi para a vice-presidência de negócios de atacado. E nomeou Gustavo Fosse, também funcionário do banco há mais de 30 anos, para a vice-presidência de tecnologia.

Vários outros nomes foram sondados para a presidência do banco, o de Brandão, ex-executivo da área internacional do HSBC, foi confirmado em agosto. Mas ele só tomou posse após uma transição de quase dois meses.

Fontes ligadas ao BB disseram não acreditar na substituição de Brandão e que há tentativa de criar tumulto.

Fonte: O Globo