Por R$ 400 mil, BB contrata ex-presidente do STF para defesa no TCU

Publicado em: 04/12/2020

O Banco do Brasil contratou, por R$ 400 mil, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Brito para defender a cúpula do banco no processo que corre no Tribunal de Contas da União e investiga eventuais irregularidades na demissão de auditores do banco.

O parágrafo primeiro do contrato diz que “a prestação dos serviços será executada com direta participação e coordenação do Professor CARLOS AYRES BRITTO, OAB-DF nº 40.040, que inclusive assinará petições e despachará com os Ministros”.

O valor está previsto na cláusula quarta do contrato, que diz que “o CONTRATANTE pagará à CONTRATADA a importância total de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) brutos, somente após a efetiva prática do ato e respectiva comprovação perante o CONTRATANTE, conforme especificação abaixo: a) R$ 300.000,00 (quatrocentos mil reais), até 10 (dez) dias úteis após a data do protocolo no Tribunal de Contas da União das informações prestadas em atendimento ao Ofício 56267/2020-TCU/Seproc, datado de 9/10/2020; b) R$ 100.000,00 (cem mil reais), até 10 (dez) dias úteis após audiência/despacho com o Ministro Relator, a fim de demonstrar a improcedência da Representação”.

A destituição da auditoria do Banco do Brasil foi revelada pela CNN, assim como a ação do Ministério Público de Contas, que questiona a legalidade dessa destituição.

Na ação, elaborada a partir de denúncias anônimas, o banco é acusado de interferir na sua auditoria interna, evitar apurações sobre assuntos sensíveis, não atender a recomendações dos auditores, além de interferir irregularmente em nomeações na Previ, o bilionário fundo de pensão do banco.

Não há irregularidade na contratação, mas a necessidade tem sido questionada internamente ainda mais porque o banco tem um departamento jurídico próprio. Além disso, demonstra que o processo tem preocupado os dirigentes do banco.

O Banco do Brasil afirma, por meio de nota, que “a contratação de escritórios de advocacia especializados é prática comum entre grandes empresas e está em perfeita sintonia com a decisão do STF quanto à possibilidade de contratar notórios especialistas. O BB seguiu todas as normas licitatórias e o valor contratado é aderente aos preços praticados no mercado”.

Fonte: CNN Brasil

Receita Federal e Banco do Brasil iniciam arrecadação com Pix

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As empresas que declaram débitos e créditos tributários podem quitar as contas com o Fisco por meio do Pix, novo sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central. Em parceria com o Banco do Brasil, a Receita Federal está adaptando o recolhimento de tributos à nova tecnologia, lançada no mês passado e que executa transferências em até dez segundos.

O novo modelo do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), principal documento de arrecadação do governo federal, passará a ter um código QR (versão avançada do código de barras) que permitirá o pagamento via Pix. Bastará o contribuinte abrir o aplicativo do banco, ativar o Pix e apontar o celular para o código, que será lido pela câmera do celular.

Por enquanto, a novidade só está disponível para as empresas obrigadas a entregar a Declaração de Débitos e de Créditos Tributários Federais, Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb). A Receita, no entanto, estenderá o Pix para outros tipos de empregadores.

Ainda este mês, informou o Fisco, o código QR do Pix será incorporado ao Documento de Arrecadação do eSocial, usado por empregadores domésticos e que registra 1 milhão de pagamentos por mês. No início de janeiro, a novidade será estendida ao Documento de Arrecadação do Simples Nacional, usado por 9 milhões de microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais.

A Receita Federal informou que, ao longo de 2021, todos os documentos de arrecadação sob sua gestão terão o código QR do Pix. Segundo o órgão, cerca de 320 milhões de pagamentos por ano são feitos por meio de documentos emitidos pelo Fisco. O Banco do Brasil forneceu a solução tecnológica para o órgão.

Em novembro, o Tesouro Nacional lançou o PagTesouro, plataforma digital de pagamentos integrada ao Pix. A ferramenta dispensa a emissão da Guia de Recolhimento à União (GRU) e permite transferências instantâneas à conta única do Tesouro pelo Pix, além de pagamento por meio do cartão de crédito.

Fonte: Agência Brasil

 

Banco do Brasil é destaque no Prêmio Ouvidorias Brasil 2020

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O Banco do Brasil (BB) foi o grande vencedor do Prêmio Ouvidorias Brasil 2020, evento promovido pela Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec) na quinta, 26. Além de ter suas atuações interna e externa reconhecidas pela oitava vez, o BB também conquistou a premiação Destaque Institucional. Brasilprev, Brasilseg e Banco BV, empresas do Conglomerado BB, também foram premiadas em suas respectivas categorias.

A Ouvidoria Externa foi contemplada na esfera da Inovação, com a apresentação da trajetória percorrida desde 2018, quando passou a fortalecer a cultura de centralidade do cliente e avançar nas ações voltadas para a experiência desse mesmo cliente. Ao partir de princípios de prevenção e resolutividade, com priorização para a atuação proativa junto à rede de atendimento e ao desenvolvimento de ferramentas de solução, o acesso à Ouvidoria BB tornou-se mais fácil, ágil e intuitivo. O resultado foi o melhor desempenho da história do BB no Ranking Bacen (nono lugar no primeiro trimestre de 2020).

O trabalho focado no reposicionamento dos funcionários, orientando e desenvolvendo competências para fortalecer e conquistar a confiança e o engajamento das equipes, visando o atingimento de resultados sustentáveis foi reconhecido no âmbito da Ouvidoria Interna. Neste sentido, o investimento do BB em relacionamentos respeitosos, éticos e transparentes, imperativos num contexto em que os colaboradores permanecem longo tempo interagindo (presencial ou remotamente), mostrou-se relevante para seu quadro funcional.

Pela sua atuação, a Ouvidoria do BB foi ainda agraciada na categoria Destaque Institucional, cujo processo de reconhecimento ocorre por meio de critérios preestabelecidos, sendo uma escolha direta dos integrantes da Comissão de Avaliação pelo conjunto das ações apresentadas.

Para o vice-presidente Corporativo, Mauro Neto, a conquista é fruto da integração do trabalho desenvolvido pelas ouvidorias Interna e Externa com toda a rede de atendimento do BB: “A cultura do cliente no centro e o compromisso com a ética, realizando negócios perenes, desenvolvendo soluções inovadoras e apoiando nossas bases de atendimento, são vitais para os resultados que temos alcançado”, afirmou.

Além dos cases premiados das ouvidorias Interna e Externa, o Conglomerado Banco do Brasil recebeu troféus em outras três oportunidades. Brasilprev, na categoria Inovação, Brasilseg, em reconhecimento à nova jornada de sinistro residencial, que reduziu o prazo para pagamento de indenização com um processo mais simples e ágil num momento delicado para o cliente, e o Banco BV ao apresentar a Ouvidoria como principal responsável pela governança das reclamações do banco, com uso de inteligência artificial e simplificação de processos para solucionar as necessidades dos clientes no primeiro contato.

A premiação da Abrarec tem como propósito reconhecer organizações e ouvidores que trabalham para fortalecer e expandir o instituto da Ouvidoria no Brasil e no mundo. As metodologias e regras de avaliação identificam cases inovadores, que tenham contribuído para o aperfeiçoamento da governança da instituição e agregado valor à imagem da empresa, aos seus clientes e colaboradores.

Fonte: Banco do Brasil

Leilão do prédio do Banco do Brasil em Santos sofre novo fracasso

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Pela terceira vez e após uma redução superior a R$ 4 milhões no valor esperado inicialmente, não houve interessados em comprar o prédio que abriga a agência 0004 do Banco do Brasil, no Centro de Santos. A instituição confirmou o fracasso do novo leilão, realizado no último dia 26.

O edifício onde está a quarta agência mais antiga da instituição do País, na Rua XV de Novembro, 195, estava sendo oferecido por R$ 16,5 milhões. A primeira tentativa de venda foi em 27 de agosto, por lance mínimo de R$ 20,7 milhões. A segunda, em 8 de outubro: R$ 18,642 milhões.

Mesmo que a construção seja vendida, a agência continuará no prédio por, pelo menos, cinco anos. O banco pagará, inicialmente, R$ 89,4 mil mensais de aluguel ao futuro proprietário pelos espaços já utilizados. Caso desocupe o prédio antes, quitará todo o período de locação ao comprador.

O imóvel tem 13 andares e área construída de 15,7 mil metros quadrados (m²). Desde 22 de agosto de 1958, é sede da agência, instalada por ocasião dos 50 anos instalação do Banco do Brasil na Cidade.

O edifício foi modernizado e tem o aspecto atual desde 1991. A parede lateral, coberta por pastilhas, já serviu de cenário para a filmagem de comerciais.

Fonte: A Tribuna

IPO da bandeira Elo opõe os parceiros Banco do Brasil, Caixa e Bradesco

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As conversas em torno de uma eventual abertura de capital da bandeira de cartões Elo estão interditadas diante da falta de convergência dos sócios em uma mesma direção, apurou o Broadcast. A Caixa Econômica Federal e o Bradesco são favoráveis, mas uma mudança prevista para ocorrer em breve na composição acionária do negócio coloca o Banco do Brasil na ponta contrária, dizem três fontes, na condição de anonimato.

Fundada em 2011 como uma rival para as gigantes norte-americanas Mastercard e Visa, a bandeira é controlada por uma holding – a Elopar – que tem o Bradesco, com 50,01% do capital, e o BB, com 49,99%, como sócios. A EloPar possui 56,96% da Elo, enquanto o Bradesco tem outros 6,14% e a Caixa detém uma fatia de 36,88%.

No entanto, essa distribuição vai mudar na virada do ano. É quando vence o acordo de acionistas selado entre os sócios, segundo quatro fontes ouvidas pelo Broadcast. No contrato, há uma cláusula que vincula o tamanho da participação de cada um ao volume de negócios gerado até aqui.

Neste rebalanceamento, a Caixa deve ganhar participação enquanto o Bradesco e o BB devem ver sua fatia se reduzir. Essa mudança seria um dos principais motivos que estaria atrasando as conversas para um IPO da Elo, com cada sócio pesando os seus interesses. O Bradesco já teria acatado, diz uma fonte próxima às conversas. No entanto, o BB não concorda, porque não quer perder dinheiro em um futuro IPO por ter tido sua fatia reduzida na sociedade. “Está em contrato. Faz parte do jogo. Não tem o que fazer”, diz a fonte.

A Caixa vem crescendo o volume de negócios em cartões desde 2019, quando acrescentou cerca de R$ 30 bilhões à base. Neste ano, também teve o impulso extra do pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia, quando abriu mais de 100 milhões de contas em seu ‘banco digital’ – que também quer levar à bolsa. Com a emissão de milhões de cartões de débito da Elo para que os beneficiários acessassem os recursos, somente no débito, o salto no volume financeiro foi de mais de R$ 65 bilhões no acumulado até setembro ante um ano, para R$ 181,5 bilhões. Como consequência, sua fatia na bandeira também deve aumentar.

A Elo soma hoje mais de 180 milhões de cartões emitidos por mais de 30 emissores, o que lhe dá uma fatia de 15% do mercado brasileiro, que tem Mastercard na liderança, seguida pela Visa. Em um ano, o crescimento é visível. Em novembro de 2019, a base de cartões da Elo era de 130 milhões, com mais de 20 emissores.

Além disso, a Caixa sempre defendeu o IPO da Elo e tem puxado o coro desde o início do ano, quando o Bradesco ainda não era favorável à ideia. O movimento casa com a agenda de desinvestimentos da atual gestão – e também do governo. Desde que assumiu a presidência da Caixa, Pedro Guimarães seguiu à risca a cartilha do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desinflar os bancos públicos. Há ainda sua presença frequente ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, cujos olhos apontam para 2022.

Do lado do Bradesco, o sinal enviado, relata uma fonte, é de que o banco é “absolutamente favorável” ao IPO da Elo. A instituição não tem um histórico de venda de ativos, mas tem demonstrado “boa vontade”, conforme fontes, em avaliar a listagem do negócio, considerando a revolução no setor de meios de pagamentos com um cenário mais desafiador para os grandes bancos no Brasil.

Vale lembrar que o recém-chegado Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, ameaça o cartão de débito no médio prazo. A modalidade tem peso relevante na base da bandeira Elo, embora esse dado não seja público. Nesse sentido, quanto antes for feita a oferta, melhor seria a precificação do ativo. “Os sócios poderiam aproveitar esse momento e evitar um receio maior com o Pix, eventualmente”, sugere um analista do setor, que prefere não ter seu nome revelado.

Na outra ponta, o Banco do Brasil acaba de trocar de presidência, e pesa a perda de dinheiro com o IPO da Elo por conta do rebalanceamento das participações acionárias, afirmam fontes. Egresso do HSBC, André Brandão substituiu o economista Rubem Novaes há menos de três meses. Desde então, tem tomado pé da situação. Fontes próximas ao banco dizem que o executivo é favorável ao mercado de capitais, dada sua carreira construída em banco de atacado. Justificam que Brandão, há menos de três meses no posto, quer antes entender melhor o racional do negócio.

Desde que chegou, Brandão transportou seu estilo discreto à agenda de desinvestimentos do banco. É uma postura oposta à do seu antecessor, o economista Rubem Novaes, totalmente favorável à venda de ativos e que defendia a privatização do BB com frequência. Brandão vê sentido na agenda liberal do seu chefe, Paulo Guedes, mas defende o momento certo para uma melhor assertividade no preço, além de uma análise dos ativos que são essenciais para o dia a dia do banco.

Os vários ‘elos’ do mundo de cartões – muitos deles em sociedade com o Bradesco – são um dos principais desafios da gestão de Brandão. “André [Brandão] está super tracionado nos desinvestimentos. Ele só não gosta de falar muito a respeito para fora”, relata uma fonte, na condição de anonimato.

Com a falta de entendimento entre os sócios, um eventual IPO da Elo, antes previsto para o início de 2021, em meados de fevereiro, pode atrasar, conta uma outra fonte próxima às conversas. Na mesa, também se discute onde listar o ativo. Ainda não se sabe o palco escolhido será a B3, no Brasil, ou os Estados Unidos. No radar, estariam tanto a Nasdaq, de ações de tecnologia, ou a Nyse, onde estão listadas as rivais Visa e Mastercard.

A ideia dos sócios da Elo é a de abrir seu capital e futuramente fazer novas ofertas subsequentes, chamadas de follow on no jargão do mercado. Com o ativo precificado na bolsa, é mais fácil, na visão daqueles favoráveis ao movimento, vendê-lo a um investidor estratégico. Essa ideia foi aventada no passado, tendo Visa e Mastercard como possíveis compradores, mas não prosperou.

Procurada, a Elo esclarece que esse é um tema dos seus acionistas e não comentará o assunto. Os sócios Bradesco, Caixa e BB não se pronunciaram a respeito.

Fonte: Broadcast Estadão

Cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 53 bi em nove meses

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Os lucros somados dos cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) nos nove primeiros meses de 2020 foram de R$ 53,383 bilhões. O resultado poderia ser ainda maior se não fosse o crescimento do provisionamento para o risco de créditos de liquidação duvidosa (as PDDs). Na média dos cinco bancos, o crescimento das despesas com PDD foi de 44,7%.

“Mesmo com a taxa de inadimplência muito baixa e em queda, os bancos aumentaram absurdamente o volume das provisões para cobrir os possíveis calotes. Estes valores são subtraídos do montante de lucro e prejudicam os resultados dos bancos”, explicou a economista Vivian Machado, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Mesmo após a subtração dos valores de PDD, o lucro somados dos cinco maiores bancos do país nos nove primeiros meses 2020 é próximo a tudo o que foi investido (R$ 68,7 bilhões) pelo governo federal em educação até setembro. Com a alta da PDD, a queda média de lucro dos cinco maiores bancos do país no terceiro trimestre foi de 33,7%, na comparação com o mesmo período de 2019. Mesmo assim, o lucro obtido pelos bancos, em pleno período de pandemia representa quase a metade (43%) de todo o orçamento federal de recursos para a Saúde. Se comparado aos R$ 60,1 bilhões previstos no orçamento para pagamento do Benefício de Prestação Continuada durante todo o ano, os R$ 53,383 bilhões obtidos de lucro pelos bancos em nove meses já representa 89% do valor previsto para BPC.

“Com certeza, os bancos não têm do que reclamar. Mesmo após o aumento das PDDs, eles tiveram o lucro estrondoso de mais de R$ 53 bilhões”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Em nove meses eles já lucraram mais do que todo o montante de R$ 40,6 bilhões, previsto para o pagamento do seguro-desemprego. E, repito, sem contar os bilhões de provisões para os calotes. É muito dinheiro para pouca gente”, criticou a presidenta da Contraf-CUT.

Lucros dos bancos

A Caixa Econômica obteve um lucro de R$ 7,5 bilhões, com uma rentabilidade de 12,7%. No Itaú, o lucro foi de R$ 13,1 bilhões, com rentabilidade de 14%. No Bradesco, o lucro totalizou, aproximadamente, R$ 12,7 bilhões, com rentabilidade de 12,9%. O Banco do Brasil, por sua vez, obteve um lucro de R$ 10,2 bilhões no período, com rentabilidade de 10,3%; e, por fim, o Santander alcançou um lucro de R$ 9,9 bilhões, com uma rentabilidade que alcançou os 18,5%. Cabe destacar, no Santander, o crescimento do lucro do banco no 3º trimestre em relação ao trimestre anterior, de mais de 82%. Desconsiderando a provisão extraordinária por conta do cenário futuro previsto em função da pandemia, o lucro líquido chegaria a R$ 11.651 bilhões, representando uma alta de 7,6% em doze meses.

Os cinco ativos somados totalizaram R$ 7,93 trilhões, com alta média de 17,9% em relação a setembro de 2019. Grande parte desse crescimento se deve às carteiras de crédito desses bancos. A carteira de crédito total dos cinco bancos juntos atingiu, aproximadamente, R$ 3,5 trilhões, com alta de 13,4% no período. No segmento de Pessoa Física, os itens com as maiores altas são empréstimos consignados / crédito pessoal e veículos. Para Pessoa Jurídica, o segmento das grandes empresas voltou a apresentar variações positivas significativas.
A maquiagem

Estes cinco bancos divulgaram queda nos resultados na comparação com o terceiro trimestre de 2019. O resultado foi influenciado, principalmente, pelo crescimento médio de 44.7% do provisionamento para o risco de créditos de liquidação duvidosa (as PDDs).

“O crescimento das carteiras de crédito já apontava para um crescimento do provisionamento, mas, a perspectiva de deterioração no cenário econômico do país, com a paralização abrupta de grande parte das atividades, ao final do 1º trimestre do ano, propiciou elevações mais significativas”, afirmou a economista do Dieese.

A exceção foi a Caixa, que reduziu seu provisionamento em 7,2% em relação a setembro de 2019, totalizando R$ 8,5 bilhões. No Bradesco, as PDDs cresceram 68,9%, totalizando R$ 20,7 bilhões; no Itaú, 74,8%, chegando a R$ 24,4 bilhões; no Santander 39,2%, totalizando R$ 13,5 bilhões; e, no Banco do Brasil as despesas com PDD cresceram 31,9%, somando R$ 19,4 bilhões.

Os bancos argumentam que há uma forte expectativa, diante do cenário, de alta significativa das taxas de inadimplências para os próximos meses. No entanto, no período, ainda não se observa essa alta esperada. As taxas de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias, apresentaram queda em relação a setembro de 2019 e seguem baixas: 1,9% na Caixa; 2,1% no Santander; 2,3% no Bradesco; 2,4% no Banco do Brasil e 2,6% no Itaú.

O cliente paga a conta

As receitas com prestação de serviços e tarifas dos cinco bancos somadas, nos nove primeiros meses do ano de 2020, totalizaram R$ 100,4 bilhões. Estas receitas secundárias, que representam um valor irrisório frente ao que os bancos arrecadam com as demais transações, cobriram, com folga (exceto a Caixa), as despesas de pessoal dessas instituições, incluindo-se nessa conta o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A cobertura das despesas de pessoal, mais PLR por essa receita secundária dos bancos ficou em: 99,8% na Caixa; 130,5% no Banco do Brasil; 135,4%, no Bradesco; 163%, no Itaú; e 194,9%, no Santander.

Os cinco bancos juntos fecharam 9.499 postos de trabalho, em doze meses. O saldo foi positivo somente no Itaú, com 736 novos postos abertos, em relação a setembro de 2019, contudo, com saldo negativo em relação ao trimestre anterior (71 postos fechados). Parte disso em função da aquisição da empresa de tecnologia Zup, que contava com 1.448 trabalhadores em seu quadro no momento da aquisição e estes foram agregados ao banco. No Bradesco foram fechados 3.338 postos de trabalho, no período; no Banco do Brasil, foram fechados 1.766 postos; na Caixa, foram fechados 796 postos e o Banco Santander, por sua vez, fechou 4.335 postos de trabalho bancário em doze meses.

“Cabe ressaltar que os cinco bancos firmaram um acordo com o Comando Nacional dos Bancários de não demissão enquanto durar a pandemia e o Estado de Calamidade pública que se instaurou no país, o que parece não estar valendo mais para eles”, observou Vivian. Os dados da pandemia mostram que o país voltou a ter aumento de casos de mortes e contaminação pelo novo coronavírus e o Estado de Calamidade só se encerra, de acordo com o decreto, em 31 de dezembro de 2020.

Quanto à rede de agências, o único banco com saldo positivo foi o Banco do Brasil, com 67 agências abertas em doze meses. O Bradesco, por sua vez, fechou 772 unidades, entre setembro de 2019 e setembro de 2020, enquanto o Santander fechou 149 agências no período. No Itaú, foram fechadas 203 agências físicas no período. A Caixa fechou duas unidades. Juntos, os cinco bancos fecharam 1.059 agências no país em doze meses.

“Com as demissões e fechamentos de agências, os clientes sofrem para serem atendidos. Primeiro para encontrar uma agência, depois, precisa enfrentar filas intermináveis e os funcionários sofrem com as demissões em plena pandemia e aqueles que permanecem ficam sobrecarregados”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia

 

BB Seguridade também elege novo diretor de relações com investidores

Publicado em: 27/11/2020

A BB Seguridade (BBSE3) elegeu Rafael Augusto Sperendio como novo diretor responsável pelas áreas de finanças e relações com investidores, mostra fato relevante enviado ao mercado nesta quinta-feira (26). Rafael Sperendio tem 36 anos e é graduado em Ciências da Computação pela Universidade São Judas Tadeu, com MBA em Finanças pela Fundação Instituto de Administração.

O executivo está na BB Seguridade desde 2013, quando integrou o grupo responsável pela estruturação da oferta pública inicial de ações da companhia, realizada em abril daquele ano. É membro do comitê de auditoria da Brasilcap e atua como membro dos comitês financeiros das empresas do grupo.

Antes de se juntar à BB Seguridade, Rafael atuou nas áreas de Relações com Investidores do Banco do Brasil (BBSA3) (de 2009 a 2012) e do Banco Nossa Caixa (de 2006 a 2009).

Fonte: Money Times

Presidente do BB muda cúpula do banco e desagrada Palácio do Planalto

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Uma dança de cadeiras patrocinada pelo novo presidente do Banco do Brasil (BB), André Brandão, na cúpula da instituição desagradou integrantes do governo Jair Bolsonaro pouco mais de dois meses após sua posse no cargo. Fontes do Palácio do Planalto afirmam nos bastidores que está em curso a busca por um nome para substituí-lo.

Apontam como um dos motivos de desentendimento uma planejada abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) da Elo, empresa de cartões que o BB tem em sociedade com Bradesco e Caixa Econômica Federal. Outra fonte de atrito, segundo fontes da equipe econômica, seria que Brandão não está cooperando com o processo de desestatização das unidades do banco. Aliados do ministro Paulo Guedes alegam que ele foi colocado neste posto para dar celeridade à venda de ativos e que isso não está acontecendo.

Brandão retirou da direção do banco dois funcionários próximos ao ex-presidente do BB, Rubem Novaes, ligado ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Empossado no último dia 22 de setembro, ele demitiu um amigo de Novaes, nomeado na cota pessoal do presidente da instituição, Alberto Alves, e retirou da vice-presidência de Finanças e Relações com Investidores, Carlos Hamilton Araujo. Ele assumiu a presidência da Cateno, empresa da área de cartões do BB e Bradesco. Postura que se confirma pela recente nomeação de Ângela Beatriz de Assis para a presidência da Brasilprev, braço de seguros e previdência do banco.

Segundo fontes ligadas ao banco, essas duas mudanças deixaram Novaes muito chateado. Carlos Hamilton chegou a ser cotado para assumir o lugar de Novaes, que pediu demissão no fim de julho.

Antes das modificações desta semana, Brandão já tinha utilizado outros nomes da casa no rearranjo dos cargos. Bernardo Rothe, que era presidente do BB Seguridade, foi para a vice-presidência de negócios de atacado. E nomeou Gustavo Fosse, também funcionário do banco há mais de 30 anos, para a vice-presidência de tecnologia.

Vários outros nomes foram sondados para a presidência do banco, o de Brandão, ex-executivo da área internacional do HSBC, foi confirmado em agosto. Mas ele só tomou posse após uma transição de quase dois meses.

Fontes ligadas ao BB disseram não acreditar na substituição de Brandão e que há tentativa de criar tumulto.

Fonte: O Globo

Negociação sobre bancos incorporados pelo BB será no dia 1º de dezembro

Publicado em: 26/11/2020

Após cobrança das entidades, especialmente do movimento sindical, o Banco do Brasil marcou para o dia 1º de dezembro a primeira rodada de negociação que irá discutir questões específicas dos bancários de bancos incorporados: Banco Nossa Caixa (BNC), Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Estado do Piauí (BEP).

A mesa específica para debater a situação destes trabalhadores é uma das conquistas da Campanha Nacional dos Bancários 2020. A pauta de reivindicações foi construída a partir das demandas dos trabalhadores e terá como uma das principais reivindicações Cassi e rei para Todos.

Em novembro, a direção do Economus apresentou no seu conselho proposta para um novo plano de saúde e mudanças no Fundo Economus de Assistência Social (FEAS), sem antes o Banco do Brasil ter instaurado mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores.

“Depois que o movimento sindical cobrou uma posição da direção do Banco em relação a atitude do Economus, a negociação para tratar sobre a mesa de incorporados foi agendada. Também solicitamos do banco que se abstenha de tomar qualquer decisão sobre o Economus enquanto a mesa de negociação estiver estabelecida”, ressalta Getúlio Maciel, dirigente sindical e representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEEB) pela Fetec-CUT/SP.

Confira a pauta de reivindicações dos incorporados:

– Considerar, para todos os efeitos, o tempo de serviço e o histórico profissional dos funcionários egressos do Banco Nossa Caixa, desde sua posse naquela instituição, principalmente para pontuação nos sistemas de concorrências internas do Banco para ascensão profissional (TAO);

– Isonomia de direitos e benefícios, inclusive quanto ao pagamento de PLR, programas próprios de remuneração variável e outras premiações internas do Banco, e quanto aos sistemas de concorrência e promoção internas no Banco do Brasil, principalmente para os bancários egressos da Nossa Caixa que não aderiam ao Regulamento de Pessoal do BB;

– Assegurar o direito à utilização das garantias contidas Cláusulas 38º (PAS Auxílio), 20º (Auxílio Funeral) e 39º (Adiantamentos) do ACT BB CONTRAF para todos os funcionários egressos do Banco Nossa Caixa, notadamente àqueles que não aderiam ao Regulamento de Pessoal do BB;

– Assegurar o direito de migração para Cassi de todos os funcionários do BB egressos do Banco Nossa Caixa e/ou afiliados ao Economus, sejam funcionários da ativa ou todos os aposentados, na mesma forma do regulamento atual da Cassi, retroagindo para cômputo dos direitos estatutários desde a incorporação dos funcionários egressos em 12/2009;

– Efetuar a migração de todos os planos de previdência do Economus (A, B, C e PrevMais) para administração da Previ, respeitados seus respectivos estatutos atuais vigentes, no melhor formato que vise atingir a segurança financeira e previdenciária dos bancários egressos do Banco Nossa Caixa;

– Cassi e Previ para todos os funcionários egressos de bancos incorporados.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Teletrabalho: funcionários querem melhorias na proposta do Banco do Brasil

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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu na quinta para debater sobre a proposta de acordo sobre o teletrabalho apresentada pelo Banco do Brasil. “Desde a última reunião já tínhamos deixado claro para o banco que era preciso avançar na proposta, principalmente com relação ao início do pagamento da ajuda de custo para quem está em home office. Não temos como aceitar que seja somente a partir de julho de 2021. Queremos que o banco reavalie e comece a pagar a partir de janeiro”, afirmou a secretária de juventude e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com o BB, Fernanda Lopes.

Outra proposta do banco recusada pela representação dos funcionários é sobre o pagamento da ajuda de custo apenas para quem cumprir mais de 50% do tempo em teletrabalho. “Todos que estão em teletrabalho devem receber a ajuda de custo. Se o funcionário que passar mais do que 50% do tempo exercendo sua função nas dependências do banco será por alguma necessidade funcional e ele não deve ser penalizado por isso”, argumentou Fernanda.

Na próxima reunião, os trabalhadores vão defender a expansão da possibilidade de teletrabalho também para os funcionários de outras áreas além da área de Tecnologia da Informação, como, por exemplo, os escritórios digitais.

Além disso, o movimento sindical reivindica a possibilidade de acesso e contato com os trabalhadores que desempenharem suas funções na modalidade de teletrabalho. “É fundamental esse contato para a organização dos funcionários na luta por seus direitos e por melhorias nas condições de trabalho e remunerações”, concluiu a dirigente da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

 

Banco do Brasil tem novo diretor de relações com investidores

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O Banco do Brasil (BBSA3) elegeu Carlos José da Costa André para ocupar o cargo de vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores, mostra fato relevante enviado ao mercado nesta terça-feira (24).

A nomeação ocorre após Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo apresentar sua carta de renúncia. Carlos André tomará posse do cargo a partir de 1º de dezembro.

O executivo é graduado em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com MBA em finanças pelo IBMEC-Brasil. Ele é funcionário de carreira do BB há 37 anos, com mais de 25 anos de atuação em mercado de capitais, finanças e asset managem.

Além disso, ocupa a vice-presidência da ANBIMA, onde também atua como vice-presidente do conselho de autorregulação de administração de recursos de terceiros e como presidente do fórum de gestão de fundos mútuos.

Lembrando que o Banco do Brasil está sob novo comando desde outubro, quando André Brandão assumiu a presidência no lugar de Rubem Novaes. Em outra mudança recente, Bernardo Rothe deixou o comando da BB Seguridade para assumir a Vice-presidência de Negócios de Atacado do banco.

Fonte: Money Times

 

Banco do Brasil permite fazer transações do Pix pelo WhatsApp

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O Banco do Brasil disponibilizou para seus clientes a possibilidade de usar o Pix via WhatsApp . Isso é possível graças ao assistente virtual (chatbot) da empresa, através do número (61) 4004-0001. É possível fazer o cadastro da chave para usar o novo sistema de pagamentos, ou então realizar transações utilizando o serviço.

No mensageiro, na janela de conversa com o chatbot , basta enviar “PIX” para que as opções de uso sejam listadas. Além do cadastro da chave do cliente, o chatbot permite enviar dinheiro pelo serviço ou então receber. Também é possível, por exemplo, enviar uma mensagem de áudio com algum comando – como “enviar um PIX” –, e então a operação pode ser realizada.

Essa não é a primeira vez que o Banco do Brasil introduz comandos via mensagem de áudio ao chatbot. A função, em si, foi lançada em meados de 2019. No entanto, o BB é o primeiro a oferecer o serviço de pagamentos instantâneos do Banco Central utilizando o WhatsApp .

Para realizar um pagamento via Pix , o chatbot do banco pede a chave de identificação do cliente e, depois, o valor. Em seguida, o nome e o banco do destinatário são exibidos, para que o usuário confirme a transação. Por último, para validar a transação, o usuário é enviado para um link externo, em uma página do próprio BB, para digitar sua senha e confirmar o pagamento.

A chave do Pix pode ser o e-mail, número de telefone ou CPF do cliente. Para receber dinheiro com ajuda do chatbot no WhatsApp , o banco fornece um código QR que pode ser compartilhado com o pagador.

Fonte: Portal IG

Previ não pode ficar amarrada a acordos que impeçam venda de ações, diz diretor

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Em meio à turbulência dos mercados durante a pandemia, a Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, viu sua carteira de participações societárias encolher R$ 6,2 bilhões em 2020. Com patrimônio de R$ 201,8 bilhões, o fundo de pensão tem hoje perto de R$ 84,5 bilhões investidos em ações de companhias como Vale, Magazine Luiza, Petrobrás e Neoenergia. O diretor de participações da entidade, Denísio Liberato, afirma que apesar de ter sofrido com a crise o fundo “teve estômago” para não realizar perdas. Em entrevista exclusiva, ele destaca a busca por liquidez e cita o fim do acordo de acionistas da Vale como o mais recente passo nessa direção.

“A Previ passa a ter a liberdade de tomada de decisão em relação ao que vai fazer com sua participação. Isso deixa claro o norte de busca de liquidez”, disse ao Estadão/Broadcast. O maior fundo de pensão do País não abre, porém, qual será sua estratégia em relação aos papéis da Vale a partir de agora.

A extinção do acordo de acionistas da mineradora, no último dia 9, liberou para venda R$ 68 bilhões em ações detidas por seus signatários. Além da Previ e outros fundos de pensão estatais reunidos na Litel, faziam parte do bloco de controle o BNDES, por meio de seu braço de participações, a Mitsui e a Bradespar. Na última segunda-feira, 23, o banco público vendeu 40 milhões de papéis da Vale, embolsando R$ 2,5 bilhões numa tacada. A operação foi provocada pelo comprador, o que mostra que há uma janela para a venda dos papéis.

Na data do fim do acordo, a Previ tinha uma participação direta de 4,71% em ações ON da Vale, em montante de R$ 15,7 bilhões, o maior valor entre os das 34 empresas participadas da carteira do fundo. Detinha ainda 80,62% dos papéis da Vale nas mãos da Litel/Litela, em uma fatia que somava aproximadamente R$ 30 bilhões. Ou seja: são mais de R$ 45 bilhões em participação direta e indireta.

Segundo Liberato, a fundação pretende dar seguimento à política de reduzir a concentração da carteira de ações, deixando o controle das empresas para se tornar um acionista minoritário relevante. O movimento, que reduz riscos, entrou em compasso de espera por conta do choque nos mercados com a covid-19, mas vem sendo retomado à medida em que os preços dos ativos se recuperam. E o fundo tem entrado em novas companhias. Na nova safra de ofertas públicas de ações na Bolsa brasileira, por exemplo, a Previ participou dos IPOs de Lojas Quero-Quero, Grupo Mateus e Petz.

Apesar da meta de diversificação no médio prazo, em 2020 a forte concentração de investimentos na Vale foi favorável à Previ. A recuperação da carteira de renda variável a partir de maio, após o auge da pandemia, foi impulsionada especialmente pela performance da mineradora, cujo carro-chefe, o minério de ferro, está perto da máxima histórica de preços.

“A China conseguiu estancar a crise rapidamente e a pressão nos preços das commodities veio forte. A Previ tem exposição relevante em minério de ferro (via Vale). Isso puxou a carteira, que hoje tem desempenho superior ao de mercado”, destaca Liberato.

A renda variável foi o segmento de investimentos que mais sofreu na crise dentro do portfólio da Previ. Embora apresente desempenho bem acima do IBrX, índice de referência, a rentabilidade negativa acumulada chegou a 5,29% até setembro. No ápice da crise, em abril, o indicador chegou a ficar negativo em mais de 20%.
Pagamentos

O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil persegue a liquidez porque precisa estar preparado para fazer frente ao pagamento de benefícios, em especial do Plano 1, o maior e mais antigo. Dos cerca de sete mil funcionários ativos no Plano, 75% já podem se aposentar a qualquer momento, e quase todos os demais poderão requerer seus benefícios em até três anos. A folha de pagamento de benefícios está estimada em R$ 13,8 bilhões para 2021, quando atingirá seu pico.

“Não dá para ficar amarrado a acordos que impeçam o fundo de fazer vendas”, diz Liberato, ponderando que pelo tamanho da Previ, qualquer movimento deve ser gradual. “Tem que ser paulatino e muito bem pensado. Estamos passando por uma crise sui generis. Não se pode vender um papel depreciado para fazer realocação no meio da pandemia”, conclui.

Atualmente, entre as empresas em que a Previ está – com assento no conselho ou mais de 0,25% de seu patrimônio investido -, o fundo tem acordos de acionistas remanescentes na Invepar, onde detém uma fatia de 25,26%, na Neoenergia (30,29%) e na fabricante de bens de capital Tupy (25,88%).

Segundo a Previ, todos os acordos têm desenhos que permitem a desvinculação do fundo se preciso, à exceção da Invepar. A concessionária de infraestrutura, aliás, tem enfrentado reveses, sendo o último a encampação da Linha Amarela pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella. O caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, para especialistas, tende a aumentar a insegurança jurídica no setor.

“O gargalo do Brasil é a infraestrutura, então é um setor com belo potencial de crescimento. Em saneamento, nossos números são medievais. O que precisa é arredondar a bola do ambiente de negócios”, diz, ao ser questionado sobre se o episódio reduz o apetite da Previ pelo setor. “A infraestrutura no mundo todo é financiada por investidores institucionais. No Brasil não vai ser diferente se os problemas forem endereçados”, avalia Liberato.

Fonte: Terra

Depois de Novaes, Brandão também fecha agências do BB no exterior

Publicado em: 20/11/2020

André Brandão assumiu a presidência do Banco do Brasil há dois meses com a promessa de reforçar a atuação da instituição no exterior, de forma a prestar um serviço de excelência aos brasileiros que moram e trabalham fora do país. Mas o que está se vendo é exatamente o contrário. Não por acaso, os funcionários do BB estão se sentindo traídos.

Nas últimas semanas, o Banco do Brasil acelerou o processo de fechamento do escritório de Milão e deve fazer o mesmo com o de Madri e com a agência de Paris, apesar da grande quantidade de brasileiros que vivem na Itália, na Espanha e na França. Os postos, dizem os funcionários, são lucrativos e reforçam a marca do BB na Europa.

O encolhimento do Banco do Brasil no exterior também passará pela redução das atividades em Lisboa e em Viena. Todos essas agências são tradicionalíssimas e funcionam como porta de entrada de importantes negócios de comércio internacional. Não está claro para os funcionários do BB o que quer Brandão, que diz uma coisa e faz outra.

O processo de fechamento de agências do BB no exterior começou na gestão de Rubem Novaes, considerado um dos piores presidentes que a instituição teve. De acordo com funcionários do Banco do Brasil, o desastre da administração de Novaes foi tamanho, que, mesmo sendo amigo dele, o ministro da Economia, Paulo Guedes, celebrou a troca de comando no BB.

Falta transparência ao processo

Quem acompanha de perto a redução do Banco do Brasil no exterior garante que há muita coisa errada no processo, e que nada está sendo feito de forma transparente. Também trabalhos feitos por auditorias da própria instituição estão sendo relegados. “A pergunta é: o que o BB quer esconder?”, diz um funcionário do banco.

Em nota encaminhada ao Blog, o Banco do Brasil diz que “promove, desde o início do ano, processo de reestruturação de suas unidades no exterior com o objetivo de ganhar mais eficiência para sua atuação internacional e apoiar as atividades de comércio exterior dos clientes”.

O BB acrescenta que, “entre as mudanças, estão o reforço da atuação em praças que se mostram mais relevantes em nossa operação comercial e o encerramento em outras que apresentam menor retorno, como foi o caso dos escritórios comerciais de Milão e Madrid, cujas atividades serão absorvidas por outras unidades na Europa”.

Para o Banco do Brasil, “o apoio ao comércio exterior e às atividades comerciais dos nossos clientes no exterior continuam sendo prioritárias”. Assinala, ainda, que seu objetivo é “sempre aumentar a eficiência de sua operação”.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

 

Concurso BB: banco perdeu mais de 15 mil cargos em cinco anos

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No último dia 11 de novembro, o BB teve o seu quantitativo de pessoal próprio aprovado e fixado pelo Ministério da Economia. Com um novo concurso Banco do Brasil em estudo, ficou estabelecido o limite de 100.343 vagas.

Apesar do quantitativo atraente, o Banco do Brasil vem perdendo cargos a cada ano que passa. Somente nos últimos cinco anos, mais de 15 mil vagas foram cortadas na instituições.

Em dezembro de 2015, por exemplo, o então Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) fixou o limite máximo para o quadro de pessoal do banco em 115.495 cargos.

Desde então, o BB vem perdendo cargos. Entre 2017 e 2018, o quadro do banco foi de 106.659 para 106.186. Já no ano seguinte, em 2019, o quadro passou para um limite de 105.774 empregados públicos.

Em março deste ano, uma portaria trouxe um novo quantitativo e, consequentemente, uma nova redução, passando para 102.681 vagas.

No último dia 11, a portaria de março foi revogada e a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais fixou então o atual quantitativo: 100.343 vagas.

Para se adequar a cada ano a um novo limite de pessoal, o BB vem realizando Programas de Demissão Voluntária (PDV) e reorganizando as suas unidades, incluindo movimentações de pessoal.

“Essa reestruturação, assim como o programa de adequação de quadros, tem como principal finalidade enfraquecer o Banco do Brasil enquanto instituição financeira e abrir espaço para o que o governo chama de mercado. Os resultados a médio e longo prazo podem ser terríveis, tanto para o próprio banco quanto para a categoria”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Sebastião Araujo, em 2019.

Apesar da diminuição do quadro do Banco do Brasil, um novo concurso segue em estudo. Além disso, a possibilidade de privatizar a instituição foi descartada pelo presidente Jair Bolsonaro, em setembro deste ano.

Fonte: Folha Dirigida

 

 

BB é novamente reconhecido como uma das empresas mais sustentáveis do mundo

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O Banco do Brasil foi selecionado para compor o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI) da Bolsa de Valores de Nova York, nas carteiras World e Emerging Markets. A premiação é o reconhecimento do mercado internacional à atuação em sustentabilidade do Banco e à iniciativa em incorporar o tema na estratégia corporativa e nas práticas administrativas e negociais.

O BB integra a carteira World que reúne as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade de todo o mundo. O DJSI é revisado anualmente e na avaliação de 2020, o BB foi considerado referência mundial em 7 dos 23 temas avaliados nas dimensões Econômica, Ambiental e Social. Além do BB, foram listados outros 24 bancos no mundo.

“Trata-se de importante resultado, que reforça a nossa posição como uma das empresas líderes em sustentabilidade no mercado internacional, e vai ao encontro das crescentes demandas de investidores, clientes e demais públicos de relacionamento do BB por incorporar questões ambientais, sociais e de governança (ASG) à geração de resultados econômicos”, comemora Daniel Alves Maria, gerente geral da Unidade Relações com Investidores e Sustentabilidade do BB.

A carteira World do DJSI é composta por apenas 10% das empresas participantes com melhor performance em cada um dos setores avaliados e é um importante reconhecimento internacional da liderança do Banco no tema. Desde sua criação, em 1999, o DJSI tornou-se uma das maiores referências para instituições administradoras de recursos, que se baseiam neste índice para suas decisões de investimentos.

Entenda melhor o DJSI

Criado em 1999, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI) da Bolsa de Nova Iorque é um indicador de performance financeira das empresas líderes em sustentabilidade em nível global. É um dos mais importantes índices mundiais de sustentabilidade. A composição do DJSI decorre de uma avaliação feita pela S&P Global, empresa especializada em investimentos. Oferece um portfólio abrangente de produtos, entre os quais, índices de sustentabilidade e avaliações de sustentabilidade corporativa.

Para compor estes índices, as empresas precisam de fato alinhar-se às melhores práticas de mercado, por meio do desenvolvimento de uma série de iniciativas que vão desde a concepção de produtos e serviços que contribuam com a transição para uma economia inclusiva e de baixo carbono, passando por práticas administrativas ecoeficientes e investimentos em melhorias contínuas.

Para conhecer mais sobre a atuação do BB em sustentabilidade acesse aqui.

Fonte: Banco do Brasil

Sindicato de Florianópolis notifica BB sobre descumprimento de acordo

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O Sindicato dos Bancários de Florianópolis, em Santa Catarina, enviou nesta terça-feira, 17 de novembro, notificação ao Banco do Brasil sobre os temas que a Direção do Sintrafi entende que não estão sendo observados pelos gestores e caracterizam grave descumprimento de acordo coletivo de trabaho.

“O acordo coletivo de trabalho, ou ACT, é um ato jurídico celebrado entre uma entidade sindical laboral e uma ou mais empresas correspondentes, no qual se estabelecem regras na relação trabalhista existente entre ambas as partes” (fonte: Wikipédia). Um acordo coletivo de trabalho serve para regular e disciplinar as relações de trabalho e proteger o trabalhador perante os excessos do empregador. Quando um gestor (de qualquer nível) extrapola uma cláusula do ACT, ele pode prejudicar a saúde física ou psicológica do do seu subordinado.

O documento enviado ao banco foi organizado em quatro principais eixos de denúncias que os bancários enviaram.

  1. O cumprimento fiel do Acordo Coletivo de Trabalho Emergencial (Pandemia Covid-19).
  2. O cumprimento imediato dos protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde e sanitárias, a fim de garantir maior segurança aos funcionários e clientes durante a pandemia.
  3. Impedir a cobrança de metas durante a pandemia ou ao menos exigir dos gestores que esta não ocorra de forma abusiva.
  4. Impedir o acesso e/ou divulgação de qualquer tipo de ranqueamento de desempenho de vendas.

A Direção do Sintrafi Florianópolis entende que a flexibilização das medidas sanitárias preconizadas pelas autoridades de saúde e dos protocolos de proteção e prevenção podem levar ao risco de aumento da contaminação de empregados e clientes em nossa região, ainda mais no momento em que Santa Catarina apresenta um quadro de agravamento da crise sanitária.

Entende, ainda, que o momento crítico pelo qual a economia do país atravessa, com o crescimento das taxas de desemprego e queda brutal da renda das famílias deve ser considerado, não podendo recair sobre os trabalhadores uma expectativa por resultados descolada dessa mesma realidade.

Para Cleberson Eichholz, presidente do Sindicato, “no último dia 13 de novembro, o Sintrafi Florianópolis e Região, completou 85 anos de história de lutas e conquistas. Neste período, jamais se omitiu ou se intimidou diante das dificuldades. E não seria agora, numa crise sanitária e econômica sem precedentes, que deixaria de lutar pelos direitos dos bancários a uma vida digna com garantias mínimas de saúde e segurança.”

A Direção do Sintrafi aguarda a convocação de uma reunião com os responsáveis e que as providências e os ajustes sejam adotados com urgência pela Direção do BB.

Fonte: Sintrafi 

 

BB amplia terceirização com correspondentes bancários e corta lotéricas

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Desde a quarta-feira (18/11), os cerca de 70 milhões de correntistas do Banco do Brasil (BB) não podem mais efetuar transações nas mais de 13 mil casas lotéricas do país. Ficam impedidos os serviços de saques, depósitos, pagamentos de boletos ou do próprio INSS, além de extratos ou transferências. O motivo é o encerramento da parceria do BB com a Caixa Econômica Federal, que aconteceu em outubro.

Em nota, o Banco do Brasil, afirmou os que serviços disponibilizados pelas lotéricas serão substituídos pela Rede Mais BB, iniciativa que cadastra comerciantes e os integra à rede do Banco. Cada estabelecimento se torna responsável por facilitar o acesso ao sistema oferecendo serviços básicos que uma agência pode oferecer.

“Com a reestruturação o banco fechou várias agências em diversos municípios do país, fazendo com que a lotérica fosse o principal, em alguns casos o único, ponto de atendimento para os correntistas do BB. Agora troca pelos comerciantes locais que não terão a estrutura necessária para atender os clientes. Tudo em nome da privatização”, diz André Elias, bancário do BB e dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

O banco afirma que a expansão da Rede Mais BB ocorre em vários municípios. Dos 1.226 municípios contemplados na expansão da Rede, 82% contam com correspondentes substabelecidos ativos ou em processo de ativação. No entanto, o país possui mais de 5 mil municípios.

A Rede Mais BB é uma iniciativa que cadastra comerciantes e os integra à rede do Banco. Cada estabelecimento se torna responsável por facilitar o acesso ao sistema oferecendo serviços básicos que uma agência pode oferecer.

Para Rodrigo Britto, funcionário do BB e diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito da Região Centro Norte – Fetec-CUT/CN, o término da realização de transações bancárias para clientes e usuários do Banco do Brasil nas unidades lotéricas é “um retrocesso”. “Reestruturações fecharam várias agências em diversos municípios do país, fazendo com que a lotérica fosse o principal, em alguns casos o único, ponto de atendimento para os correntistas do BB”, diz.

Britto citou como exemplo o caso de Santo Antônio do Descoberto, município goiano que faz divisa com o Distrito Federal, que teve sua única agência do Banco do Brasil fechada. “Com o término das transações do BB nas unidades lotéricas várias pessoas, principalmente trabalhadores(as) rurais, terão grande dificuldade para realizarem suas demandas bancárias”, conclui.

O Banco do Brasil afirma que a expansão da Rede Mais BB já está ocorrendo e, em vários municípios. Dos 1.226 municípios contemplados na expansão da Rede, 82% contam com correspondentes substabelecidos ativos ou em processo de ativação. No entanto, o país possui mais de 5 mil municípios. Segundo o Banco, o BB “atua fortemente para que esses municípios tenham os pontos de atendimento da Rede Mais BB ativos antes do encerramento do convênio”, diz a nota.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Santos com Congresso em Foco

 

 

Universidade de Brasília e Banco do Brasil se une para inclusão digital de alunos

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Com o intuito de apoiar a comunidade acadêmica durante a realização das atividades durante o semestre letivo remoto, a Universidade de Brasília (UnB) promoveu iniciativas que auxiliam estudantes em vulnerabilidade socioeconômica condições de acesso a recursos tecnológicos e internet para o acompanhamento das aulas on-line.

Por meio de editais lançados pela Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS/DAC), a instituição ampliou a inclusão digital para discentes durante a pandemia com o empréstimo e a doação de computadores, além da oferta de auxílio financeiro para aquisição de equipamentos eletrônicos e de pacote de dados. Unidades acadêmicas também foram incentivadas a efetuar o empréstimo de dispositivos.

Com o intuito de alavancar ainda mais esses esforços, a Universidade fechou uma parceria com o Banco do Brasil, que fez a doação de 368 computadores para que universitários em vulnerabilidade socioeconômica possam assistir as aulas remotas. A articulação foi feita com apoio do professor de Engenharia de Software George Marsicano, coordenador do projeto Doarti, iniciativa que mantém, como uma das frentes, um aplicativo homônimo para estimular ações de solidariedade. Por meio do app, foi feita a divulgação da campanha UnB Solidária – Apoie um estudante em formação, também destinada à arrecadação de equipamentos eletrônicos para estudantes que necessitam.

O professor George Marsicano explica como se deu a intermediação com o Banco do Brasil. “Uma das campanhas cadastradas dentro do aplicativo Doarti e que tiveram bastante acesso e apoio da comunidade foi justamente a campanha de arrecadação de equipamentos para os alunos para a volta do ensino, em modo remoto emergencial. Como coordenador do Doarti, além de estar envolvido na divulgação da campanha, acabei fazendo vários contatos com órgãos públicos e, principalmente, com algumas empresas para verificar a possibilidade de fazerem doações de equipamentos para a UnB. O Banco do Brasil foi um desses contatos”, explica.

Paralelamente, o docente havia encaminhado uma solicitação formal da Reitoria ao Banco do Brasil e se manteve em diálogo com um representante do banco para alinhar os trâmites. “Foram 368 equipamentos recebidos pela Universidade e, durante esse processo, além da DDS e do projeto Doarti, a área de Patrimônio também deu um apoio importante em relação ao recebimento, a formalização e a entrada desses equipamentos na Universidade, além de ter ajudado na montagem deles para doação”, afirma Marsicano.

Inclusão digital

Um levantamento social feito pela UnB, antes do início do semestre, apontou que 6% de alunos (aproximadamente 5.200) não tinham condições de acompanhar o ensino remoto emergencial quase que exclusivamente por falta de equipamento. É importante ressaltar, que dentro do universo dos estudantes com dificuldades socioeconômicas, há aqueles com renda per capita familiar de um quarto do salário-mínimo (R$ 261,25), indígenas, quilombolas e pessoas com deficiências.

Para viabilizar o acesso a tecnologias por esses grupos, a Universidade lançou quatro editais pela DDS, além da campanha UnB Solidária com o objetivo de mobilizar a comunidade interna e externa para doação de equipamentos novos e usados (computadores e notebooks). São ações no âmbito do Programa de Inclusão Digital da UnB.

“Mediante as medidas de distanciamento social adotadas para o controle da pandemia de covid-19, a Universidade de Brasília adotou ação estratégica emergencial de inclusão digital. O objetivo foi o de criar oportunidades para que os estudantes de graduação e pós-graduação com dificuldades socioeconômicas que não possuíam equipamentos tivessem condições de realizar suas atividades acadêmicas ofertadas por acesso remoto”, explica Jackeline Lima, que atua como assistente social na DDS.

As regras e critérios de participação nos editais foram definidos em debate com representantes estudantis e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Honestino Guimarães. Ao total, 3.006 estudantes se inscreveram para receber equipamentos, dos quais 2.416 foram selecionados nas modalidades auxílio financeiros (1.903), empréstimo/doação (508) e aquisição de chip para acesso à internet (994). Além disso, 360 estudantes foram contemplados pelo programa Aluno Conectado, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MEC).

“A importância central do programa é ofertar meios para que estudantes vulnerabilizados socioeconomicamente tenham a chance de dar continuidade aos seus estudos neste contexto tão adverso”, afirma a diretora da DDS, professora Maria do Socorro Gomes (Nina).

Cooperação

“A Diretoria de Desenvolvimento Social, principal responsável por executar os programas da Política de Assistência Estudantil na Universidade, tem o compromisso de oferecer condições de permanência no ensino superior aos estudantes em vulnerabilidade social. Anualmente, esse compromisso tem se tornado cada vez mais desafiador com a demanda de estudantes aumentando e o orçamento não acompanhando esse crescimento. Nesse contexto, quem mais sofre são os estudantes com vulnerabilidades socioeconômicas, que têm o seu direito à educação superior ameaçado”, frisa Jackeline Lima.

Ela também menciona outros setores da Universidade que ajudaram na construção e divulgação das iniciativas, como a Diretoria de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária (Dasu/DAC), as unidades acadêmicas, a Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), a Diretom, a Prefeitura da UnB (PRC), a Coordenação de Protocolo do Arquivo Central (COP/ACE), a Biblioteca Central (BCE), a Secretaria de Comunicação (Secom), além de diretorias e equipes dos campi Darcy Ribeiro, Planaltina, Gama e Ceilândia.

Fonte: Jornal de Brasília

 

 

Banco do Brasil faz ofensiva para reter leva de diretores com aposentadoria até 2027

Publicado em: 13/11/2020

O Banco do Brasil propôs ao seu Conselho de Administração uma estratégia para reter uma safra de diretores que vai se aposentar nos próximos anos em meio ao assédio de concorrentes ao seu quadro e os desafios da covid-19, apurou o Estadão/Broadcast. A ideia da gestão atual, sob o comando de André Brandão, é possibilitar que esses executivos permaneçam na instituição a despeito de já terem atingido o tempo necessário para saírem, benefício até então restrito a vice-presidentes, conforme fontes que pediram anonimato.

O plano de incentivo a diretores, como tem sido chamado nos corredores do banco, deve ser uma ação pontual – valerá até 2027 – e tem como objetivo central segurar diretores mais seniores e que poderiam deixar o BB por conta da aposentadoria, explicam as fontes, que não quiseram ser nomeadas, uma vez que a informação ainda é confidencial. Há ao menos 15 executivos na mira – e que correspondem a mais da metade do total de diretores do banco. Dentre eles, estão nomes como Edson Rogério da Costa, de meios de pagamentos, e José Avelar Matias Lopes, de gestão de pessoas, dizem fontes.

A decisão de reter ou não o funcionário caberá, contudo, à instituição, ou seja, é soberana e não individual de cada um, uma vez que é uma prerrogativa do conglomerado reter quem interessa ao negócio. Nas últimas semanas, o assunto foi acertado com setores do governo Bolsonaro e, agora, uma mudança no estatuto da instituição será proposta ao colegiado, que tem o ex-Citi Hélio Magalhães no comando.

O momento é crucial para o BB, que tem sofrido forte assédio dos concorrentes privados ao seu quadro, ao mesmo tempo em que a competição no mercado só cresce com fintechs e afins. Além disso, o banco ainda tenta fechar o gap de retorno para os rivais Itaú Unibanco, Santander e Bradesco, ao mesmo tempo em que a pandemia continua exigindo atenção à inadimplência. Os calotes não aumentaram sob o efeito das postergações de dívidas, mas, com o fim do antídoto, a tendência é de alta daqui para frente, principalmente ao longo de 2021.

Nesse cenário, a retenção de diretores seniores ajudaria a minimizar eventuais impactos ao BB, seja da ordem de concorrência ou da pandemia. Atualmente, somente os vice-presidentes podem aderir à aposentadoria e continuarem na ativa. No caso dos diretores, o plano do banco é permitir que o alto escalão termine o mandato atual e tenha até mais duas gestões, de 2 anos cada.
Despesas

Além disso, a ampliação do benefício aos diretores permite ao banco segurar executivos-chave sem pressionar as despesas com pessoal. Isso porque o complemento de salário virá do fundo de pensão do BB, a Previ, que já provisionou tais pagamentos à medida que esses funcionários se aproximam da data da aposentadoria. Caso os 15 diretores venham a aderir – embora o foco da ação não seja a redução de custos -, a economia poderia passar de R$ 1 milhão por ano.

Ainda que os salários possam praticamente dobrar a renda dos diretores do banco, vão permanecer em sua maioria abaixo daqueles pagos pela iniciativa privada. No entanto, a medida reduz um pouco essa lacuna e pode ajudar na retenção dos diretores, conforme a expectativa do BB. Nos bastidores, a estratégia foi bem vista por diretores, afirma uma fonte. Os salários desse escalão estariam congelados há cerca de 4 anos, o que é um incentivo para a aposentadoria. Já na Previ, os benefícios são reajustados a cada ano.

Fonte: Terra

Ministério da Economia diminui quantitativo limite de pessoal do Banco do Brasil

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O secretário substituto da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério da Economia, Ricardo Moura Faria, publicou a portaria 23.352 que aprova o quantitativo de pessoal próprio do conglomerado Banco do Brasil S.A. (BB). Assim, o limite para o quantitativo de pessoal do BB fica agora em 100.343 vagas.

A nova portaria revogou a portaria de março desse ano (denº 8.775) em que o quantitativo aprovado foi de 102.681. Ou seja, houve diminuição de 2.338 funcionários.

Compete à empresa gerenciar o seu quantitativo de pessoal próprio, praticando atos de gestão para contratar ou desligar empregados, desde que observado o limite estabelecido, as dotações orçamentárias aprovadas para cada exercício, bem como as demais normas legais pertinentes.

Para chegar a esse número foram considerados:

I. os empregados efetivos admitidos por concursos público;

II. os empregados efetivos admitidos sem concurso público antes de 5.10.1988;

III. os empregados que possuem cargos, empregos ou funções comissionadas;

IV. os empregados que estão cedidos ou disponibilizados para outros órgãos ou entidades;

V. os empregados cedidos ou requeridos de outros órgãos ou entidades;

VI. os empregados anistiados com base na Lei nº 8.878, de 11.5.1994;

VII. os empregados readmitidos e reintegrados;

VIII. os empregados contratados por prazo determinado (temporários);

IX. os empregados ou servidores movimentados para compor força de trabalho conforme disposto no art. 93, § 7º, da Lei nº 8.112/90; e

X. os empregados com contrato de trabalho interrompido ou suspenso, à exceção dos empregados com contrato de trabalho suspenso por motivo de aposentadoria por invalidez.

Foram contabilizados também os empregados disponibilizados para as subsidiárias BB Gestão de Recursos – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. – BB DTVM; BB Seguridade Participações S.A. – BB Seguridade; BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A – BB Corretora; BB Seguros Participações S.A – BB Seguros; BB Administradora de Cartões de Crédito S.A. – BB Cartões; BB Administradora de Consórcios S.A. – BB Consórcios; BB Elo Cartões Participações S.A – BB Elo Cartões; BB Banco de Investimento S.A. – BB BI; BB Leasing S.A – Arrendamento Mercantil – BB Leasing S.A, e; BESC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S. A. – Bescval.

Fonte: O Estado de Minas

Presidente do BB defende atuação voltada para o agro, crédito, produção e clientes

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Oferecer crédito, atuar nas cadeias produtivas, ganhar espaço no agronegócio e focar nos clientes. Importantes funções que o Banco do Brasil sempre desempenhou com excelência e que, novamente, poderão ser mais valorizadas pela gestão do Banco. Esse foi o tom da primeira entrevista concedida pelo presidente do BB, André Brandão, após a apresentação dos resultados da instituição, que ocorreu nesta quinta-feira (5/11).

A possível mudança na orientação do Banco do Brasil vem em um momento crucial para o País e após um intenso trabalho de valorização e defesa da instituição, amplamente realizado pela ANABB que teve o apoio de parlamentares e de diversas outras entidades representativas.

Durante a entrevista, o novo presidente do Banco assumiu uma postura muito diferente do seu antecessor, Rubem Novaes. Mostrou a necessidade de o BB buscar parcerias e melhorar a experiência do cliente, em vez de indicar a possibilidade de acelerar o plano de venda de ativos do banco; deixou claro que não quer mais perder participação de mercado no agronegócio, nicho que dá oportunidades de expansão para além do crédito tradicional; e indicou que pretende oferecer crédito e outros produtos a não correntistas.

Para a ANABB, que vem lutando veementemente para que o Banco assuma o posto que lhe cabe de motor do desenvolvimento econômico e social, o discurso do executivo parece caminhar no sentido do reconhecimento sobre a importância do Banco.

Nos últimos meses, a luta da ANABB tem sido pela defesa do BB, e essa postura de combate foi muito alimentada em razão do posicionamento do presidente anterior, que nunca escondeu seu desejo de privatizar o Banco. A ANABB teve que construir uma importante rede de apoio, que contou com a participação de deputados e senadores, ex-chefes integrantes do governo, formadores de opinião, além da família Banco do Brasil, todos unidos contra as ameaças de vender partes importantes da instituição.

Para fortalecer esse trabalho, a ANABB fez forte pressão por meio da campanha #nãomexenoBB que alcançou toda a sociedade. O objetivo era também sensibilizar o novo presidente do BB sobre o trabalho duro dos funcionários que faz do BB uma empresa lucrativa, útil e sólida.

Em seu discurso, André Brandão destacou os impactos da covid e as lições que foram absorvidas. A ANABB entende que a pandemia trouxe à tona o papel relevante que o BB vem desempenhando no financiamento à operação de micro e pequenas empresas, garantindo a manutenção de empregos e o funcionamento da economia em um momento de grave crise. Além disso, a participação do BB no repasse de recursos emergenciais foi essencial em um momento em que trabalhadores estão perdendo renda e empresas estão fechando as portas.

Com essa possibilidade de alteração na estratégia do Banco, a ANABB vai continuar acompanhando as ações da gestão do BB, sempre defendendo que o fortalecimento do Banco do Brasil, como empresa pública, é decisivo neste momento onde o crédito precisa irrigar a economia e o agronegócio será um dos pilares da retomada econômica.

Fonte: Agência ANABB

Banco do Brasil vai priorizar parcerias em vez de venda de ativos, diz Brandão

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O novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão, afirmou nesta quinta-feira (5) que quer mudar a dinâmica de desinvestimentos da instituição para priorizar parcerias em negócios em vez da venda de ativos, como preconizado pelo seu antecessor no cargo, Rubem Novaes.

“Quero diminuir e tirar essa dinâmica de que é só venda de ativos. Quero discutir parcerias e voltar a discussão na centralidade dos clientes. Se tem algo que não é ‘core business’ do banco, está na esteira para vender. Mas a maioria das coisas que temos fazem parte do core e precisaremos melhorar a experiência do cliente”, afirmou o executivo em entrevista com jornalistas.

No comando do BB deste setembro, André Brandão assumiu a gestão do banco público após Rubem Novaes entregar seu pedido de renúncia do cargo a Paulo Guedes, em julho.

Segundo ele, a área de cartões — que estava em revisão à mando de Alves — é estratégica para o BB. Brandão também afirmou que deve buscar um novo sócio para o BB DTVM, braço de gestão de recursos do banco.

“Cartões e tudo o que é segmento de pagamentos é core business para o banco, então a discussão é sobre melhoria. Para BB DTVM, as discussões são sobre qual a melhor forma de atuar para ter melhores serviços e recomendações para clientes. Talvez a solução possa passar por uma parceria da mesma forma que aconteceu entre BB e UBS”, disse.

A parceria do banco público com o UBS foi formalizada em setembro e, segundo o vice-presidente de relações com investidores do BB, Carlos Hamilton, deve contribuir para melhorar as experiências na plataforma da instituição.

“Deve melhorar para pessoas jurídicas na perspectiva de captação e para pessoas físicas sob a ótica de captação. Ambos terão soluções mais completas no segmento de bancos de investimentos”, disse.

O novo presidente do BB também afirmou que um dos desafios de sua nova gestão é fazer com que o banco seja mais rentável. “Temos um banco resiliente e que teve resultados muito positivos neste ano, mas um dos efeitos colaterais é a rentabilidade um pouco aquém do que podemos ter. Um dos desafios será ter um posicionamento mais agressivo, com critérios claros de crédito para ativos com um pouco mais de risco. Há apetite e capital para isso”, afirmou.

Brandão afirmou que para melhorar a rentabilidade do banco deve reduzir despesas e aumentar a atuação do BB no crédito, integrando as diversas linhas de negócio.

“Tenho insistido para termos metas cruzadas, porque podemos fazer a integração dos modelos de negócio. Extrair mais valor de um cliente de atacado no varejo, por exemplo, ou de um cliente do governo no atacado. Tem extração de valor que vai além do empréstimo”, afirmou Brandão.

O executivo disse ainda que a dinâmica de integração também é válida para o segmento do agronegócio. “Nenhum outro banco tem tanta informação sobre o setor, o que é bem importante para nós. Podemos fazer muita coisa em conjunto, entrar na cadeia produtiva com clientes do atacado e middle Market [médias empresas] para o financiamento, vincular produtos a pessoas físicas e até private banking. Tem extração de valor que vai além do empréstimo e não quero mais ver o BB perder share [participação] nesse setor”, afirmou Brandão.

Fonte: Click PB

 

BB pretende incorporar Bescval; decisão será no dia 9 de dezembro

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Em comunicado divulgado ao mercado, o Banco do Brasil (BBAS3) informou que os seus acionistas decidirão em assembleia no dia 9 de dezembro sobre a incorporação da totalidade de participação na Bescval, com sede em Santa Catarina, cujo o banco público já é titular de 99,621573% das ações representativas do capital social da Bescval.

Efetivada a incorporação, a Bescval terá sua personalidade jurídica extinta, com versão da totalidade de seu patrimônio para o Banco do Brasil, que a sucederá e absorverá, a título universal e para todos os fins de direito, todos os bens, direitos, haveres, obrigações e responsabilidades da incorporada.

Em consequência, o capital social do BB será aumentado em R$ 23.475,34, correspondente a participação acionária dos minoritários no patrimônio líquido da Bescval. O referido aumento de capital implicará a emissão de 425 novas ações ordinárias, sem valor nominal, nominativas e escriturais, pelo BB.

As ações da Bescval de propriedade do Banco serão extintas e não há ações de emissão do BB detidas pela Bescval.

“A incorporação da Bescval tem por objetivo simplificar a estrutura societária do BB e, consequentemente, consolidação e redução de custos e despesas operacionais combinadas”, destaca o comunicado divulgado nesta segunda-feira (9).

A Bescval se encontra com as atividades operacionais reduzidas, restritas à gestão dos recursos próprios. A empresa não possui quadro próprio de pessoal, espaço físico, recursos materiais, tecnológicos e administrativos próprios. Suas atividades são conduzidas integralmente pela estrutura administrativa do BB.

A incorporação será submetida à aprovação do Banco Central e à manifestação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Economia.

Fonte: Money Times

 

Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente para o teletrabalho

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Em reunião com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), nesta quarta-feira 11, a direção do Banco do Brasil apresentou uma proposta de acordo coletivo de teletrabalho, que foi considerada insuficiente pelos representantes dos trabalhadores. Existem aproximadamente 35 mil funcionários do BB trabalhando em home office em todo o Brasil, perto de 40% do quadro total de bancários do BB.

Outro ponto apresentado pelo BB na mesa de negociação foi o conceito de teletrabalho em alta e baixa frequência. A alta frequência seria aquele onde o funcionário permanece em home office em mais de 50% da sua jornada de trabalho (de 3 a 5 dias uteis por semana). A baixa frequência seria a manutenção do funcionário em casa em período de trabalho inferior a 50% da jornada de trabalho (de um a dois dias úteis por semana).

Todos os bancários em home office teriam direito ao computador e notebook, porém, apenas os trabalhadores em alta frequência seriam contemplados com ajuda de custo e cadeira em comodato.

“Embora contemple as premissas apresentadas pelos representantes dos trabalhadores, essa proposta é considerada insuficiente, porque o BB pretende implementá-la a partir do segundo semestre de 2021, desalinhado com a atual realidade já existente nos outros bancos, cujas propostas para o home office passam a valer já no início de 2021, num suposto pós-pandemia”, salienta Getúlio Maciel, dirigente sindical e representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEEB) pela Fetec-CUT/SP.

A CEBB também requisitou a não diferenciação entre funcionários em baixa ou alta frequencia para pagamento da ajuda de custo e fornecimento de cadeiras e material de trabalho.

“O que queremos é que o banco implemente as melhorias da proposta para o home office imediatamente, ou no primeiro semestre de 2021, a fim de garantir equipamentos, ergonomia e ajuda de custo, desde o momento que valer o acordo proposto, a fim de assegurar o teletrabalho sem prejuízo para o funcionário”, reforça Getúlio.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil vai distribuir R$ 555,7 milhões de JCP no dia 27

Publicado em: 12/11/2020

Após divulgar seu balanço trimestral, o Banco do Brasil (BBAS3) divulgou que distribuirá quase R$ 555,73 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP). Para cada ação será pago cerca de R$ 0,19477 centavos, valor que será imputado no dividendo mínimo obrigatório do segundo semestre.

O valor será pago no dia 27 de novembro, tendo como base a posição acionária de 16 de novembro, e poderá ser depositado por conta corrente, poupança-ouro ou retirado através de um caixa. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 17 de novembro de 2020.

Acionistas com cadastros desatualizados devem regularizar seus registros em uma agência do Banco do Brasil com seus documentos. No final de setembro, o banco já havia pago R$294 milhões em JCP.

Também o banco divulgou que o Conselho de Administração aprovou uma série de medidas de reorganização institucional, que serão feitas no nível estratégico e de apoio. A Ouvidoria Externa do Banco do Brasil será vinculada diretamente à Presidência e a Diretoria de Soluções Empresariais, Meios de Pagamento e de Produtos Pessoa Física será desmembrada em duas, uma focada em crédito e outra em serviços. A Unidade de Operações também ganhará status de diretoria.

Fonte: Suno Research

A prática da sustentabilidade no Banco do Brasil

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A sustentabilidade tem sido pauta de muitos debates políticos, econômicos e sociais. E o Banco do Brasil tem se mostrado uma referência em sustentabilidade empresarial e responsabilidade socioambiental. Durante a Teleconferência dos resultados do 3º trimestre, o presidente do BB, André Brandão afirmou que 23% da carteira de crédito do Banco está focada em investimentos sobre temas ambientais, sociais e de governança (ASG).

“Isso foi uma grata surpresa quando cheguei aqui. É um tema que temos discutido muito. A nossa agenda ASG é substancial, tanto para potenciais internos, como redução da emissão de carbono e a troca da energia elétrica para solar nas agências bancárias, entre outras questões internas e externas”, disse Brandão.

No relatório, o Banco do Brasil, enfatizou que estão previstas medidas de ecoeficiência energética como geração e distribuição de energia, usinas fotovoltaicas e uso de Internet das Coisas (IoT) que, segundo o BB, nos próximos cinco anos, serão fundamentais para reduzir os impactos no meio ambiente e ainda gerar eficiência ao negócio.

Exemplos no dia a dia

Este ano, o BB se tornou-se a primeira instituição da administração pública do país a ter a própria usina de energia solar com o objetivo de abastecer suas agências bancárias. Duas usinas foram inauguradas e vão garantir fornecimento de energia renovável para 141 agências bancárias. Outras cinco usinas estão previstas para os próximos meses.

“Ambos os empreendimentos possibilitarão redução média de 45% na conta de energia de nossas agências e contribuirão com a diversificação da matriz energética renovável no Brasil. Quando todas as usinas estiverem em operação, 3.150 toneladas de dióxido de carbono deixarão de ser emitidas por ano, o que corresponde ao plantio de cerca de 21 mil árvores. A soma das três ações de eficiência e sustentabilidade citadas trarão uma economia líquida de R$ 3,3 bilhões até 2025”, enfatiza o BB no relatório do trimestre.

Outra ação interna lançada pelo Banco é a Plástico Zero, em que a distribuição dos copos plásticos descartáveis, tanto para café e lanche dos funcionários, como nas máquinas de café dos prédios corporativos será inibida gradativamente, até a eliminação completa. Segundo o Banco, no terceiro trimestre, foi possível a redução de 35% nas despesas com compras de descartáveis em relação ao trimestre anterior. A campanha acontece no Distrito Federal e será ampliada para todo o país.

Fonte: Agência ANABB

 

Banco do Brasil reforça linhas de crédito rural com R$ 1 bilhão

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O Banco do Brasil anunciou hoje (10) a liberação de R$ 1 bilhão para reforçar suas linhas de crédito rural, voltadas ao financiamento de máquinas e equipamentos agropecuários. A contratação utilizará recursos próprios da poupança rural, com taxa de 7,5% ao ano e prazo de até seis anos.

De acordo com o banco, o valor complementa volumes inicialmente disponibilizados para a safra 2020/2021, que já desembolsou R$ 9,1 bi em operações de investimento agropecuário, 27% a mais que o mesmo período da safra anterior.

“O nosso objetivo é atender a uma demanda crescente do setor, dinamizando a cadeia produtiva das empresas fabricantes e revendas e contribuindo para a transformação tecnológica no campo”, declarou o vice-presidente do BB, João Rabelo, em nota.

Fonte: Agência Brasil

 

Banco do Brasil libera R$ 6,8 bi em recursos pelo Pronampe

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O Banco do Brasil liberou R$ 6,8 bilhões em crédito para pequenos empreendimentos nas duas primeiras fases do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), realizando um total de 109.598 operações de financiamento. O número de empréstimos contratados junto ao BB representa aproximadamente um quarto das mais de 400 mil operações realizadas pelo programa em todo o País e demonstram a importância da atuação dos bancos públicos para o fomento à economia e ao desenvolvimento nacional.

A medida foi essencial durante a pandemia do novo coronavírus, devido às dificuldades enfrentadas pelas pequenas empresas para acesso ao crédito, inclusive por aspectos burocráticos. Mesmo em meio à pandemia, micro e pequenas empresas seguiram responsáveis por 55% dos empregos formais existentes no País, alcançando uma participação de 28% no Produto Interno Bruto (PIB).

Criado em abril – por meio da Lei 13.999/2020, sancionada em maio – entre as medidas de enfrentamento à crise econômica causada pela pandemia, o Pronampe teve esgotadas suas linhas de crédito em poucos dias – justamente pelas dificuldades de acesso a financiamento no sistema financeiro em geral, situação que é compensada pelos bancos públicos. Recursos foram então remanejados de outros programas estatais e uma segunda fase do Pronampe foi aberta entre o final de julho e início de agosto, ampliando o acesso aos recursos também a profissionais liberais.

O Banco do Brasil esgotou já no início de setembro o total aproximado de R$ 1,8 bilhão disponível em linhas de crédito nessa segunda fase do Pronampe. Os recursos foram contratados por 30.782 micro e pequenas empresas, além de profissionais liberais, que obtiveram empréstimos no valor médio de R$ 57,8 mil. Entre os beneficiados, estavam pequenas empresas que não conseguiram acesso ao financiamento na primeira fase do programa.

O BB aguarda agora por uma provável terceira fase do Pronampe, que deve ser transformado em programa permanente. A expectativa é de que isso ocorra até o final do ano. Entretanto, algumas mudanças já estão sendo propostas pelo governo federal para efetivação da iniciativa, entre as quais o aumento da taxa de juros – da atual taxa Selic mais 1,25% ao ano para algo em torno de 6% ao ano. A continuidade do programa dependerá de aprovação do Congresso Nacional.

Fonte: Agência ANABB

Banco do Brasil foca em experiência do cliente para encarar fintechs

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O presidente do Banco do Brasil (BBAS3), André Brandão, disse, nesta sexta-feira (6), que o caminho da instituição para fazer frente às fintechs e ao mercado competitivo é focar na experiência dos clientes. A declaração foi dada na teleconferência de resultados com analistas nesta manhã.

“Não é só falar na experiência do cliente de uma forma simples. É o que nós acreditamos aqui no Banco do Brasil. Uma boa forma de competir com a indústria nova que tem chegado, como as fintechs, é melhorar a experiência do cliente”, disse Brandão. Essa foi a primeira teleconferência dele na liderança do banco, após ter substituído Rubem Novaes em setembro.

“Isso passa por uma mudança de atitude, do quadro de funcionários que interagem com os clientes, mas também no aspecto digital. Criando essa melhor experiência dos clientes, isso irá nos ajudar a reter a base de clientes”, salientou. “Para tanto, já temos algumas áreas focadas em experiência do cliente dentro da organização. Eu trouxe a unidade de Ouvidora para reportar diretamente a mim com o intuito muito simples, de dissecar junto à diretoria qualquer problema”.

A fala de Brandão ocorre no âmbito do processo de revisão estratégica iniciada pelo Banco do Brasil há cerca de dois meses. No que se refere ao melhor atendimento aos clientes, o executivo da instituição estatal disse que as equipes responsáveis buscarão as melhores práticas do mercado para implementar nas demais áreas do banco.

Esse processo também se estende para as áreas de produtos e meios de pagamento, com o objetivo de encontrar sinergias entre as operações de atacado e varejo, segundo Brandão.

Agenda ESG também é uma aposta do Banco do Brasil

Dentre as alavancas projetadas para a operação do banco, o executivo também pontuou a agenda ESG, com as premissas voltadas para o meio ambiente, e questões sociais e de governança. Segundo ele, a carteira do banco já é “muito substancial vinculada a isso”, mas acredita que a instituição ainda possui potencial para ampliar a atuação.

Nesse sentido, Brandão disse que o BB possui potenciais externos, “como a redução de emissões de carbono, transferência de energia elétrica para energia solar, temos discussões sobre densidade interna. E, inclusive, podemos continuar com a transferência de nossos clientes de alto carbono para baixo carbono”.

Fonte: Suno Research