Lucro recorde do BB não surpreendeu; a aposta é no futuro do banco

Publicado em: 15/05/2019

O Banco do Brasil (BBAS3) chamou atenção nesta quinta-feira (9) ao anunciar o que classificou como o “maior resultado nominal em um trimestre na história”. Mas, apesar disso, o mercado não se empolgou demais: as ações do BC oscilaram entre leves perdas e ganhos durante boa parte do dia, e só passaram a subir com um pouco mais de força depois do discurso otimista de Rubem Novaes, presidente da instituição.

O maior banco do país encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 4,2 bilhões, uma alta de 40,3% ante o mesmo período de 2018. Em seu release, o BB explicou a melhora por conta do aumento da margem financeira, pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos.

A reação relativamente tímida dos papéis, porém, não significa que os analistas não gostaram do balanço. Os números foram considerados positivos, só que não surpreenderam.

Segundo André Martins, analista do setor financeiro da XP Investimentos, é importante destacar que este lucro recorde se deu basicamente por uma questão de alíquota de imposto, que ficou em 14% no primeiro trimestre (contra 35,6% no quarto trimestre de 2018). Se considerarmos o resultado antes dos impostos, o lucro da companhia teve um crescimento em linha com o esperado.

A equipe de análise da XP destacou que os números foram neutros e não alteram a tese de investimento da empresa, que é positiva, uma vez que, na comparação anual, as métricas permaneceram sólidas.

Já o Bradesco BBI viu o resultado como sólido, em que, no geral, os bons fatores se materializaram rapidamente, enquanto os fatores ruins devem melhorar este ano. “Em nossa visão, o 1T19 foi um bom trimestre para o BB, já que as NIIs (margem financeira) de clientes já começaram a apresentar melhorias devido a um melhor mix de empréstimos, enquanto a decepcionante formação de NPL (Non Performing Loans, ou inadimplência) e as altas despesas com litígios devem se normalizar ao longo do ano”, afirmaram os analistas em relatório.

Ainda na opinião do BBI, se a alíquota mais baixa for mantida, o banco poderá facilmente atingir a faixa superior de lucro líquido projetado no guidance apresentado, entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões, ficando também acima dos R$ 16,5 bilhões das projeções dos analistas consultados pela Bloomberg.

Essa expectativa também explica a alta das ações durante esta tarde. Os papéis passaram a subir cerca de 1% depois de Rubem Novaes afirmar, em teleconferência, que o banco vai continuar a trajetória de melhora dos seus resultados. Ele espera que a economia brasileira cresça mais a partir do segundo semestre, o que permitirá, segundo o executivo, que o BB cumpra a meta de de crescimento de crédito no ano.

Martins, da XP, destaca que, entre os fatores negativos para o futuro do banco está o segmento de receitas de serviços, que tem caído também nos balanços de outros bancos. Para ele, esta é uma tendência vista em todo o setor por conta do aumento da concorrência, em especial dos bancos digitais.

Fonte: Infomoney

BB tende a ficar com recursos da venda de ativos, diz CFO

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Os recursos a serem levantados com a extensa lista de ativos a serem vendidos pelo Banco do Brasil não deverão contribuir para o esforço fiscal de seu controlador, o governo federal, disse o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da instituição, Carlos Hamilton Araújo.

“Não há esse pensamento dentro do governo”, disse Hamilton à Reuters quando questionado sobre se o banco pretende repassar aos acionistas na forma de dividendo extraordinário o dinheiro que levantar com a alienação total ou parcial de investimentos.

Dentro do orientação do governo do presidente Jair Bolsonaro de tentar atrair investimentos via privatizações e licitações, as principais estatais do país vêm sinalizando a venda de subsidiárias e de participações em negócios considerados não prioritários.No caso do BB, essa agenda abrange a Neonergia, BB Americas (unidade na Florida), o argentino Banco Patagonia, a resseguradora IRB, o Banco Votorantim [VOTORT.UL.], além de fatias na BB DTVM e no braço de banco de investimentos.

Na véspera, o presidente-executivo do BB, Rubem Novaes, disse a jornalistas que o banco contratou assessoria para venda de vários desses ativos. Segundo Hamilton, a tendência é que os recursos a serem captados com essa campanha fiquem no banco para ajudar a dar suporte a um novo ciclo expansão do crédito no país, que deve acontecer após a aprovação das reformas, criando um ambiente para retomada mais firme do crescimento da economia.

A carteira de empréstimos do BB, que já chegou a superar os 800 bilhões de reais no final de 2015, fechou março passado em 684 bilhões de reais, alta de apenas 0,8 por cento em 12 meses.

Fonte: Jornal DCI

Banco do Brasil vai operar FNO em parceria com o Banco da Amazônia

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O Banco do Brasil anunciou que vai começar a operar em parceria com o Banco da Amazônia (Basa) na aplicação do Fundo Constitucional do Norte (FNO), uma importante fonte de crédito para os produtores rurais do estado de Roraima. A informação é do senador Mecias de Jesus (PRB).

O senador disse que hoje a operação é feita apenas pelo Basa e os valores disponíveis nunca são efetivamente aplicados em sua totalidade, não por vontade do banco, mas sim porque a estrutura existente em Roraima é limitada.

Ele cita que para este ano, por exemplo, foram disponibilizados para Roraima R$ 273,4 milhões e para a Carteira de Crédito Comercial R$ 9,2 milhões, totalizando R$ 282,6 milhões, devendo os recursos das demais fontes de R$ 110 milhões serem aplicados dentro da dinâmica econômica local e a demanda apresentada pelo Estado.

Segundo o senador Mecias de Jesus, a partir do momento que o BB passar a ser co-gestor do FNO irá oferecer aos estados beneficiados uma estrutura bancária capaz de garantir a análise dos projetos.

“Dessa forma os recursos disponíveis chegarão aos seus destinos, lá na ponta, para os produtores rurais alavancarem seus negócios”, disse.

A resposta do Banco do Brasil foi encaminhada ao gabinete do senador Mecias de Jesus pela gerente de Relações Institucionais, Hélen Cássia Nunes e Silva e segundo ela a proposta feita pelo parlamentar é positiva e demonstra o reconhecimento do Banco como parceiro na execução de programas de financiamento do Governo Federal.

“O BB, com sua expertise e capilaridade, poderá contribuir com o Basa e a Sudam para a aplicação dos recursos do Fundo na região Norte”, disse a representante.

Helen Cassia informou que as duas instituições já estão tratando como a parceria se dará na prática.

Mecias de Jesus ressalta ainda que, independentemente da resposta positiva do Banco, ele insistirá em uma saída legislativa em parceria com o senador Zequinha Marinho (PSC/PA).

“Nós iremos propor uma lei garantindo ao BB a prerrogativa legal e não apenas administrativa de atuar na liberação dos projetos do FNO, garantindo segurança jurídica da questão”, finalizou Mecias.

FNO – O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) é um eficiente instrumento de política pública federal, operado pelo Banco da Amazônia. Tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região Norte, através da execução de programas de financiamento de setores produtivos, em consonância com o plano regional de desenvolvimento, possibilitando, assim, a redução da pobreza e das desigualdades.

Fonte: Folha de Boa Vista

Governador de TO determina quitação de débitos e BB reabrirá crédito aos servidores

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O governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, reuniu-se na manhã desta segunda-feira com o superintendente comercial do Banco do Brasil, Raul Abu Bakr Wahbe, para comunicar que o Governo está realizando o pagamento de cerca de R$ 28 milhões, em débitos da gestão anterior com o Banco, relativos ao crédito consignado dos servidores públicos. O governador Mauro Carlesse solicitou também que o Banco do Brasil retome operações de crédito consignado aos servidores.

“Isso é resultado da redução de despesas que fizemos. Com esse corte de gastos, está sendo possível quitar dívidas como essa dos consignados, que já estavam desde a gestão passada, e pagar contrapartida de obras que estavam paradas. Nesses pouco mais de 120 dias desse Governo, já estamos realizando várias ações para aquecer a economia, como os incentivos para as companhias aéreas, para a venda de caminhões e para o pescado. E agora, a reabertura de crédito para nossos servidores que poderão fazer seus investimentos de maneira segura, movimentando o comércio e gerando empregos”, disse o governador.

De acordo com o superintendente do Banco do Brasil, a instituição irá realizar os trâmites necessários e a previsão é de que em 20 dias, o crédito consignado já esteja novamente liberado aos servidores do Governo do Estado do Tocantins. Participaram também da reunião, o gerente do Banco do Brasil, João Marcos e o secretário de Fazenda e Planejamento, Sandro Henrique Armando.

Fonte: Conexão Tocantins

BB vê pressão de fintechs, mas estima lucro no topo da previsão em 2019

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O Banco do Brasil previu que a crescente concorrência das fintechs tende a pressionar as margens do mercado de crédito no Brasil nos próximos trimestres, mas o banco deve atingir o topo de suas estimativas de lucro em 2019, apoiado em controle de despesas e aceleração dos empréstimos, disseram executivos da instituição nesta quinta-feira.

“Tem muita gente nova entrando no mercado e isso deve pressionar as margens do crédito no mercado”, disse o presidente-executivo do BB, Rubem Novaes, a jornalistas, durante apresentação sobre os resultados do primeiro trimestre.

Mais cedo, o BB anunciou que teve lucro acima das expectativas de janeiro a março, apoiado na combinação de menores custos de captação e das provisões com calotes, além do controle nas despesas administrativas.

Segundo Novaes, ainda há espaço para o BB seguir melhorando seus níveis de rentabilidade nos próximos trimestres, e o lucro líquido deve ficar no topo da faixa estimada para o ano, de 14,5 bilhões a 17,5 bilhões de reais.

Para o executivo, o banco deve se beneficiar de uma aceleração da atividade econômica a partir do segundo semestre, com um maior otimismo de empresas e pessoas após a esperada aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso, no meio do ano.

No fim de março, a carteira de empréstimos do BB havia crescido apenas 0,8 por cento em 12 meses. A faixa de crescimento do BB para essa linha em 2019 é de 3 a 6 por cento.

Interferências

Em meio a polêmicas nas últimas semanas devido ao envolvimento do presidente Jair Bolsonaro em assuntos internos do banco, Novaes procurou minimizar os episódios e assegurou que não há ingerência do governo na gestão.
Em evento no setor agrícola recentemente, Bolsonaro cobrou publicamente Novaes a baixar os juros dos empréstimos para o setor.

“Aquilo foi um brincadeira, o BB é totalmente independente para praticar suas taxas”, disse Novaes.
O executivo admitiu que o veto de Bolsonaro a uma campanha de marketing criou um ruído no banco, mas que ele mesmo não concordava com o tema do material dirigido a jovens.

Novaes disse que o BB contratou assessoria para venda de vários ativos nos quais o banco tem participação, incluindo Neonergia, BB Americas (unidade na Florida), Banco Patagonia, IRB e Banco Votorantim.

O banco também contratou consultoria para identificar opções para a BB DTVM e para a unidade de banco de investimentos do grupo.

“Mas ainda não temos um horizonte para quando essas coisas devem acontecer”, disse o presidente do BB.
O vice-presidente de varejo do banco, Marcelo Labuto, admitiu que a Cielo, negócio de adquirência do qual o banco divide o controle com o Bradesco, demorou a reagir à dinâmica do mercado, o que custou perda de participação de mercado e margens.

“Mas estamos recuperando e no momento não há na mesa planos de fechamento do capital da Cielo”, disse o executivo.

Fonte: Exame

Mercado Bitcoin busca reforma de sentença contra Banco do Brasil

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Mais uma movimentação aconteceu em relação ao processo envolvendo o Mercado Bitcoin e o Banco do Brasil S/A. Dessa vez, a justiça paulista determinou que o último pedido formulado pela exchange é praticamente inválido. Com a decisão, publicada através de uma liminar, o pedido do Mercado Bitcoin deixará de ser acatado por apresentar irregularidades quanto a sua solicitação perante a Justiça de São Paulo.

Em nota, a empresa informou:

“O caso ainda está em andamento. A Exchange teve liminar favorável, que depois foi substituída pela sentença em primeiro grau. Os embargos declaratórios funcionam mais como um instrumento de esclarecimento de pontos obscuros da sentença. Assim, a MB tentará, agora, reverter a decisão em segunda instância.”

Um pedido de revisão de sentença relacionada ao Mercado Bitcoin e ao Banco do Brasil foi julgado através de um documento recentemente publicado. A liminar determina que a reforma da sentença não pode ser revista da forma estipulada pela corretora de criptomoedas. Aparentemente o Mercado Bitcoin deveria ter formulado outra forma de pedido de revisão da sentença, que foi recentemente proferida a favor do Banco do Brasil S/A.

Exchange brasileira pediu reforma da sentença recentemente proferida
O Mercado Bitcoin busca reaver a decisão da juíza Camila Borges de Azevedo. No final de março de 2018 a juíza determinou que o Banco do Brasil S/A não infringiu nenhuma lei em relação a queixa apresentada pela exchange em forma de processo. Contudo, com a decisão da magistrada, a instituição bancária não foi obrigada a reabrir a conta do Mercado Bitcoin.

Após a decisão da justiça, cabe às partes se manifestarem em relação ao desfecho do processo. Como o Mercado Bitcoin perdeu o direito de manter sua conta no banco, a corretora de criptomoedas decidiu recorrer da decisão. Porém, como consta nos autos do processo, o pedido formulado pelo Mercado Bitcoin parece ser incongruente.

Justificativa apresentada pelo Mercado Bitcoin não é acolhida

A exchange apresentou embargos de declaração quanto a sentença proferida no final de março. De acordo com a liminar publicada nesta terça-feira (14), o pedido de reforma da sentença deveria ser realizado de outra forma.

A liminar também cita rapidamente sobre assuntos relacionados a demanda apresentada pelo Mercado Bitcoin como pedido para reforma da sentença. De acordo com a publicação, a justiça não tem nada a declarar sobre a relevância apontada pela exchange sobre a revisão do assunto. Sendo assim, o pedido da corretora de criptomoedas brasileira foi “desacolhido” pela justiça.

“As questões relevantes para a solução da demanda foram analisadas na sentença, nada havendo a declarar.”

Processo corria na justiça desde 2018

No dia 27 de março de 2018 o processo apresentado pelo mercado Bitcoin foi distribuído na comarca de São Paulo – SP. A corretora apresentou denúncia contra o Banco do Brasil S/A. Na acusação, o banco teria fechado a conta do Mercado Bitcoin sem o consentimento da empresa. Além disso, não foram enviados avisos e a decisão teria acontecido unilateralmente.

De acordo com a denúncia, a exchange buscava reaver o direito de manter uma conta no referido banco. Dessa forma, após perder acesso a conta que já existia na instituição, um processo foi movido pelo Mercado Bitcoin que viu-se lesado diante da decisão do Banco do Brasil S/A.

Após um ano e um dia a decisão sobre o processo aconteceu, favorecendo o banco. Para a juíza que analisou o caso, o Banco do Brasil S/A não teria infringido nenhuma regra. Alegadamente foi apresentado pela juíza Camila que o banco não poderia ser obrigado a manter uma conta que não seria do interesse da instituição.

Em síntese, após a perda do processo, o Mercado Bitcoin não poderá ter uma conta no banco envolvido no caso. Sendo assim, até então, nem mesmo a reforma da sentença será analisada enquantoo processo tramita na justiça de São Paulo. Por outro lado, a exchange ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão judicial envolvendo a empresa.

Operação mira suspeitos de desviar quase R$ 30 milhões do BB

Publicado em: 09/05/2019

A Polícia Civil do Distrito Federal deu início, na manhã desta quinta-feira (9), a uma megaoperação em oito estados e no DF para prender suspeitos de desviar quase R$ 30 milhões do Banco do Brasil entre 2017 e 2018.

Até as 10h30, 15 pessoas já tinham sido detidas (veja lista abaixo). Em Poços de Caldas (MG), o dono e o funcionário de uma empresa de recuperação de crédito foram levados para a delegacia da região. A Polícia Civil do DF informou também que, durante a manhã, apreendeu 23 carros de luxo.

Ao todo, a investigação deve cumprir 17 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão em Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e no DF até o fim do dia.

DF: 3 buscas e 2 prisões
GO: 1 busca e 1 prisão
MG: 5 buscas e 3 prisões
MT: 3 buscas e 1 prisão
SP: 3 buscas e 2 prisões
PR: 4 buscas e 1 prisão
PE: 2 buscas e 1 prisão
SC: 3 buscas e 2 prisões
RJ: 4 buscas e 2 prisões

Entre os alvos estão dois ex-funcionários do banco estatal e empresários de 11 empresas terceirizadas que tinham contrato com a instituição financeira para cobrar dívidas de clientes.

Segundo a polícia, quando o cliente do banco quitava a dívida após contato com a terceirizada, o Banco do Brasil, automaticamente, pagava uma comissão. Só que, em alguns casos, o sistema apresentava inconsistência – uma espécie de erro técnico – e o pagamento tinha que ser feito manualmente por um servidor.

Dessa forma, o banco pagava um valor a mais para a prestadora de serviços e “recebia de volta um valor de propina”, apontou a investigação.

Os policiais civis identificaram que um dos responsáveis por esse pagamento, à época, chegou a receber R$ 4 milhões em créditos ao longo de dois anos. O suspeito foi demitido pelo próprio banco em janeiro. Um outro ex-funcionário também teria recebido R$ 900 mil na conta. A operação foi batizada de Crédito Viciado.

A operação é feita pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor) e envolve 140 agentes da unidade e de outras delegacias no país.

Denúncia

Foi o Banco do Brasil quem denunciou o esquema para a polícia após uma auditoria interna que descobriu o rombo. Com a investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 16 milhões das contas dos suspeitos.

A prisão é temporária e vale por cinco dias. O grupo vai responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1

BB tem lucro de R$ 4 bilhões no 1º trimestre, alta de 45%

Publicado em:

O Banco do Brasil registrou lucro líquido contábil de R$ 4 bilhões no 1º trimestre. O resultado representa um aumento de 45,7% na comparação com os 3 primeiros meses do ano passado, quando a instituição lucrou R$ 2,7 bilhões. Se comparado com o resultado do 4º trimestre, o lucro foi 5,3% maior.

Já o lucro líquido ajustado do banco, que exclui itens extraordinários, somou R$ 4,2 bilhões no período entre janeiro e março, valor 40,3% maior se comparado ao mesmo período de 2018.

“Esse foi o maior resultado nominal em um trimestre na história do BB”, informou o banco, em comunicado.

BB1

Segundo o banco, o resultado foi impulsionado pelo aumento da margem financeira, pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos.

O retorno sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil, um indicador da lucratividade dos bancos, atingiu 16,8%, ante 15,4% no trimestre anterior. Apesar da alta, o desempenho segue abaixo do registrado pelos concorrentes.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 684,1 bilhões e cresceu 0,8% em 12 meses, com destaque para as carteiras pessoa física e agronegócio, que avançaram 7,8% e 1,5% respectivamente, na comparação anual.

O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu 2,59% no final de março. Já a despesa com provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) caiu 26,3% na comparação anual.

Distribuição de R$ 1,6 bilhão aos acionistas

O BB anunciou também que serão distribuídos R$ 1,6 bilhão aos acionistas em forma de Juros Sobre o Capital Próprio (JCP) no trimestre, o que representa um crescimento de 93,2% na comparação com o 1º trimestre de 2018.

Outros bancos

Entre os maiores bancos do país, o maior lucro no 1º trimestre foi do Itaú, que reportou ganhos de R$ 6,710 bilhões, um crescimento de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre, o Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 5,82 bilhões, uma alta de 30,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,415 bilhões, o que representa um crescimento de 21,1% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 2,820 bilhões).

Fonte: G1

Conselho do BB aprova nova proposta para a Cassi; despesa é de até R$ 586 mi

Publicado em: 08/05/2019

O Banco do Brasil informa que seu conselho diretor aprovou nova proposta de reforma estatutária apresentada pelo Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O novo estatuto, agora, depende de aprovação pelos associados. Caso aprovado, de acordo com comunicado do banco, a despesa adicional prevista é de até R$ 586 milhões em 2019.

A nova proposta visa alterar o modelo de custeio e melhorias na governança da Cassi, que é o plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil. O BB reitera que o aumento estimado das despesas não altera as projeções (guidance) par ao ano nem impacta o passivo atuarial.

Mobilização dos bancários

O Sindicato dos Bancários de BH e Região, juntamente com a Contraf-CUT, defende que os associados à Cassi aprovem a nova proposta pela manutenção da Caixa de Assistência. A votação será realizada entre os dias 17 e 27 de maio e podem votar funcionários da ativa e aposentados. O associado poderá registrar o voto no site e no App da Cassi, nos terminais de autoatendimento do BB e, para funcionários da ativa, existe ainda a opção de votar pelo SisBB.

Nas negociações sobre a Cassi, o Banco do Brasil teve que abrir mão de sua intransigência e avançar nos seguintes pontos, em relação à proposta rejeitada em 2018:

– O banco manteve a relação contributiva 60% a 40%, por meio da contribuição de 3% sobre cada dependente dos ativos e do pagamento da taxa de administração até 2021;

– Aceitou a inclusão dos novos funcionários no Plano de Associados

– Abriu mão do voto de minerva na diretoria em questões cruciais, mantendo somente para algumas questões operacionais que não alteram direitos dos associados

– Acatou a cobrança por dependente vinculada ao percentual do salário e protegendo os associados de futuros aumentos superiores aos reajustes salariais

Após várias reuniões, as entidades representativas (exceto a CONTEC) aceitaram levar à consulta do Corpo Social desta proposta debatida e construída em conjunto, banco e entidades. Dada a situação financeira da Cassi, de déficit de R$ 351 milhões e patrimônio líquido negativo no Plano Associados causados principalmente pela chamada inflação médica, a alternativa seria uma intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com desfecho imprevisível. O Sindicato e a Contraf-CUT indicam sua aprovação.

Na proposta conquistada pelas entidades, o princípio fundamental do custeio da Cassi, a solidariedade, foi mantido. Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos, de maneira que todos os associados e seus dependentes tenham o mesmo atendimento, independentemente de sua situação funcional.

“A exaustiva negociação entre o BB e as entidades representativas do funcionalismo, foi uma tentativa de proteger a Cassi e garantir a sua sustentabilidade num cenário político extremamente complicado e desfavorável à manutenção dos nossos direitos. Não estamos falando de salvar a Aassi somente do ponto de vista financeiro, mas salvá-la de ser liquidada ou ter a sua carteira alienada para um plano de mercado. Defender essa alteração estatutária nesse momento é mais do que um ato de sensatez, é um ato de responsabilidade para com a nossa Caixa de Assistência”, afirmou Luciana Bagno, que é diretora do Sindicato e representa a Fetrafi-MG/CUT na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Nova proposta foi fruto de muita negociação

As negociações sobre o custeio da Cassi começaram em 2015. Desde o início, o BB tentava repassar o custo do plano de saúde para os associados. A Contraf-CUT e o Sindicato sempre defenderam uma solução perene da Cassi, mantendo a relação contributiva da 60% a 40% entre banco e associados.

Em 2016, a Contraf e as entidades representativas componentes da mesa de negociações (Anabb, Contec, AAFBB e FAABB) resistiram às investidas do banco, conseguiram manter os direitos dos associados e negociar o Memorando de Entendimentos válido até 2019, que foi aprovado pelos associados. O acordo previa aumento provisório das contribuições dos associados para 4% e uma série de ressarcimentos de despesas pelo BB, de forma a manter a relação contributiva de 60% a 40%.

A gestão da Cassi deveria implementar uma série de medidas de contenção de despesas, preservando os programas de saúde e melhorando o atendimento. Estas medidas não se mostraram eficazes, o déficit da Cassi se acumulou, reservas foram consumidas e foi preciso encontrar nova solução.

Em 2018, o banco rompeu unilateralmente a mesa de negociações, elaborou uma proposta de seu interesse com seus aliados na Cassi. A proposta alterava profundamente o modelo de governança, excluía os novos funcionários do Plano Associados e instituía a cobrança por dependente por faixas salariais, reajustada pela inflação médica. O Sindicato e a maioria das entidades representativas foram contra sua aprovação e 70% dos associados disseram não às mudanças.

Diante da negativa dos associados, o BB foi obrigado a reabrir as negociações, o que viria a acontecer somente em janeiro de 2019, após a posse do novo governo. A diretoria eleita da Cassi e as entidades representativas criaram um Grupo de Trabalho que elaborou uma proposta de consenso, sugerindo mudanças no custeio e na estrutura organizacional.

O banco não acatou a proposta do GT, começou as negociações de maneira intransigente e apresentou às entidades a mesma proposta que já havia sido rejeitada em votação, agravada com aumento de contribuição dos associados. As entidades rejeitaram de pronto, exigiram respeito, apresentaram várias sugestões e solicitaram uma série de cálculos atuariais aos técnicos da Cassi. Depois de dez rodadas de negociação, o banco apresentou a proposta final, que dever ser levada à apreciação do Corpo Social.

A Contraf e o Sindicato entendem que a proposta apresentada pelo BB não é a ideal, mas mantém os preceitos fundamentais. Mantém a relação contributiva de 60% a 40%, mantém a solidariedade mesmo cobrando por dependentes, incorpora os novos funcionários no Plano Associados, mantém os pontos fundamentais da governança da Cassi e o equilíbrio entre banco e associados. Traz ainda novos aportes do BB para recompor a situação financeira precária do plano de saúde.

A negociação se deu sob a vigência da Resolução CGPAR 23, que determina às empresas federais que instituam cobrança por dependente ou por faixa etária. A cobrança por faixa etária foi rechaçada pelas entidades, pois significaria grandes aumentos nas contribuições ao longo do tempo. Nas negociações, o banco avisou que só aceitaria fazer novos aportes à Cassi se fosse estabelecido uma das duas formas de cobrança.

A proposta é fruto de negociação em uma conjuntura política adversa, em que o governo empossado em janeiro anuncia a privatização de “tudo o que for possível” e não mede esforços para destruir a Previdência Social, cortar direitos trabalhistas, atacar sindicatos e organizações sociais e sucatear os serviços públicos.

Fonte: IstoÉ Dinheiro com Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte

Banco do Brasil realiza diversas alterações em seu quadro gerencial

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O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou em comunicado na última terça-feira (7) mudanças em seu management.

De acordo com o banco, Guilherme Horn foi nomeado conselheiro de administração. Por sua vez, Ronaldo Simon Ferreira se tornou diretor de reestruturação de ativos operacionais.

Já Simão Luiz Kovalski agora é diretor comercial da operação de varejo.

Por último, Paulo Roberto Evangelista de Lima é membro atual do comitê de remuneração e elegibilidade.

Fonte: Infomoney

Ações da Petrobras e do Banco do Brasil são as preferidas dos analistas em maio

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Após liderar por muitos meses a preferência dos analistas, Petrobras (PETR4) divide em maio o pódio com Banco do Brasil (BBAS3). Ambas as empresas receberam oito recomendações de casas de análise, segundo levantamento feito pelo InfoMoneycom 13 carteiras de ações. No ano, os papéis sobem 16,58% e 7,63%, respectivamente, ante alta de 7,71% do Ibovespa.

Dentre as justificativas para as escolhas, as equipes de análise apontam o valuation atrativo de Petrobras, com os papéis negociados abaixo de seus pares globais, bem como o processo de desalavancagem da companhia e a sólida geração de fluxo de caixa.

Com relação ao setor bancário, os analistas citam a posição estratégica das instituições financeiras em um cenário de recuperação econômica, com expectativa de crescimento das concessões de crédito nos próximos trimestres, inadimplência sob controle e despesas operacionais comportadas.

Ainda na lista dos papéis mais recomendados para maio, destaque para empresas voltadas à economia doméstica, como Pão de Açúcar (PCAR4), e para papéis com viés de proteção, caso de Suzano (SUZB3).

Confira abaixo as ações mais recomendadas* pelos analistas para maio e as principais justificativas para as escolhas. Para investir nos papéis com taxa zero de corretagem, clique aqui e abra uma conta gratuita na Clear.

Petrobras (PETR4)
Os fundamentos que justificam a escolha dos analistas por Petrobras se baseiam, em grande parte, na desalavancagem em andamento da companhia e na sólida geração de caixa, reforçada pela recuperação nos preços do petróleo neste começo de ano, bem como na resolução do leilão da área excedente da cessão onerosa.

Banco do Brasil (BBAS3)
Assim como em abril, as casas de análise estão otimistas com o setor bancário brasileiro. Banco do Brasil deve se beneficiar da aprovação da reforma da Previdência e da retomada econômica, aumentando sua oferta de crédito no segmento de varejo. O maior otimismo econômico também deve acarretar aumento de empréstimos, níveis de inadimplência comportados, spreads saudáveis e despesas operacionais crescendo abaixo da inflação nos próximos anos. Segundo as equipes de análise, um potencial ganho pode partir ainda das possíveis vendas de subsidiárias, como gestão de ativos e cartões.

Braskem (BRKM5)
Na opinião dos analistas, a estratégia de diversificação de matérias-primas da Braskem é eficiente, contribuindo para uma redução dos riscos causados pela volatilidade da cotação dos insumos e aumentando sua competitividade. Além disso, há forte geração de caixa por conta dos ativos internacionais da companhia e pelas exportações. Outro ponto citado é a expectativa de retomada das negociações entre a Odebrecht e a holandesa LyondellBasell para venda da sua participação na Braskem, em um negócio avaliado em R$ 9 bilhões.

Pão de Açúcar (PCAR3)
Na opinião dos analistas, o “atacarejo” deve ser beneficiado por melhores tendências econômicas, com impacto positivo da recuperação da inflação de alimentos. Resultados fortes de Pão de Açúcar também devem sustentar as ações no curto prazo.

Suzano (SUZB3)
A Suzano exporta praticamente toda sua produção, ou seja, é uma companhia bem exposta ao dólar. Apesar de a empresa ter apresentado performance negativa nos últimos meses por conta das piores perspectivas para o mercado de celulose, Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, diz estar mais confortável para entrar no papel em maio, uma vez que seu preço está descontado, mostrando uma relação risco/retorno atrativa. “O papel surge como uma estratégia defensiva temendo um maio traumático para o mercado”, escreve.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil lança dois novos fundos multimercados espelho

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O Banco do Brasil ampliou o seu portfólio de investimentos em abril, com mais dois fundos: o BB Espelho Multimercado Truxt I Macro Estilo e o BB Espelho Adam Macro Estilo. Desta forma, o BB mantém o seu compromisso de disponibilizar soluções completas, isentas e personalizadas, como mais uma alternativa de diversificação para os clientes, oferecendo estratégias de gestores renomados do mercado e selecionados pela BB DTVM.

Este movimento foi iniciado em julho do ano passado, com o lançamento dos primeiros fundos espelho para o segmento Estilo. A gerente geral de investimentos e captação do BB, Luciane Effting, reforça a importância da diversificação no cenário econômico atual, de juros baixos, na busca por melhores rentabilidades.

“Estes fundos vêm em linha com nosso objetivo de oferecer um amplo portfólio de soluções de investimento para que o investidor, de acordo com o seu perfil, possa diversificar a sua carteira de forma eficiente”. O Adam Macro está disponível apenas aos clientes do Banco do Brasil.

Fonte: Jornal DCI

Banco do Brasil diz que define juros por “aspectos técnicos”

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O Banco do Brasil (BBAS3) disse nesta quinta-feira (02) que as decisões sobre juros são tomadas por “aspectos técnicos”, mostra um comunicado enviado ao mercado.

A manifestação veio após um pedido de esclarecimentos feiro pela CVM acerca de “eventual pedido de redução dos juros dos financiamentos concedidos pelo emissor aos produtores rurais”.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu ao presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Rubem Novaes, , ao participar da abertura da Agrishow na segunda-feira (29) , para que os juros do crédito rural cobrados pelo banco “caiam um pouco mais”.

Segundo o banco, “as taxas de juros dos produtos comercializados pela sua rede são estabelecidas considerando metodologias que levam em conta vários componentes entre eles o custo de captação, o risco projetado, a estrutura temporal de taxa de juros vigente no momento da precificação, o retorno ajustado ao capital alocado e as taxas praticadas pela indústria financeira”.

O documento foi assinado por Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Vice-Presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores.

Fonte: Money Times

Abap, Fenapro e BB explicam valor da campanha vetada por Bolsonaro

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Pouco mais de dez dias após o veto do presidente Jair Bolsonaro à campanha do Banco do Brasil (veja filme abaixo), a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) e a Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) se posicionaram sobre a polêmica. O assunto voltou a esquentar na última sexta-feira, 3, com um post nas redes sociais do Burger King. A marca quer recrutar os atores da campanha vetada do banco estatal para participar de uma propaganda do fast food.

Após o reverberar nas mídias sociais, a peça criada pela David causou um debate que entrou nos tópicos mais comentados do Twitter Brasil. A nova polêmica passou a ser em torno do custo do filme do Banco do Brasil. Parte dos internautas e da imprensa utilizou informação de que a campanha custou cerca de R$ 17 milhões, fato que foi rebatido pelas entidades por meio de um comunicado.

“Em defesa da publicidade brasileira, a Abap e a Fenapro vêm esclarecer informações citadas em ataque proferido nas redes sociais contra a agência de publicidade WMcCann. São informações incorretas sobre o custo de produção de peça publicitária para o Banco do Brasil. Não procede a informação de que a peça tenha custado R$ 17 milhões. Segundo esclareceu a própria agência, o custo de produção foi de cerca de R$ 1 milhão”, diz o texto.

Sendo assim, os outros R$ 16 milhões contemplam o investimento em mídia em TV, rádio e internet, como confirmou o próprio Banco do Brasil, também por meio de um comunicado. “Cabe destacar que o valor de R$ 17 milhões, divulgado pelo Banco do Brasil, engloba a produção do vídeo e das peças publicitárias e, principalmente, a compra de espaço nas mais diversas mídias, como TVs aberta e fechada, internet, rádio e demais meios, durante 15 dias. O Banco do Brasil esclarece ainda que o valor total despendido na campanha está alinhado com o que se pratica no mercado para iniciativas publicitárias com a mesma abrangência e finalidade”.

Abap e a Fenapro disseram ainda que a informação pode ser verificada facilmente através de notas fiscais de prestação de contas em poder do próprio cliente. “Agências de publicidade que atendem contas públicas atuam em sintonia com a legislação e as regras dos órgãos de controle, como a CGU. É fundamental antes de propagar informações imprudentes que se busque entender como funciona a atividade e a complexidade de uma campanha ou plano de mídia. Nossa atividade é considerada referência mundial pela sua qualidade e profissionalismo, responsável por gerar 550 mil empregos (diretos e indiretos), além de promover a riqueza de milhares de empresas brasileiras, valorizando marcas e vendendo produtos”, finaliza o texto.

Fonte: Meio & Mensagem

Agências do BB em Goiânia passam a realizar serviço de acolhimento de alvarás

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A partir de agora, todas as agências varejo do Banco do Brasil (BB) de Goiânia passarão a realizar o serviço de acolhimento de alvarás (inclusive trabalhistas), aos quais serão encaminhados para a central de resgates da instituição bancária, onde são realizados os levantamentos. No interior do Estado, os resgates continuam a ser realizados pela agência jurisdicionante de cada comarca. A informação é da Comissão de Direito Bancário da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO).

A novidade foi tema de reunião realizada na terça-feira (7), entre os representantes do BB, Emanuelle Pinheiro e Gustavo Borges; com o secretário-geral da OAB-GO, Jacó Coelho; e o diretor-tesoureiro, Roberto Serra da Silva Maia; na sede da OAB-GO, no Setor Marista.

Serviços

Os representantes do banco explicaram que o BB oferece aos advogados ainda o serviço de “autorização de crédito permanente” que possibilita ao advogado cliente do BB autorizar que todos os créditos oriundos de levantamento de depósitos judiciais a que tenha direito, disponíveis para pagamento no Banco do Brasil, sejam creditados integralmente em sua conta corrente ou poupança indicada por ele.

Uma vez feita a adesão ao serviço não é mais necessária a presença do advogado na agência para que seja feito o resgate.

O formulário de crédito em conta e o respectivo alvará poderá ser entregue no Banco por qualquer pessoa. Em relação aos depósitos judiciais, no BB são realizados a partir do pagamento de boleto que pode ser gerado no site (Clique aqui para ter acesso) e pago em qualquer banco, lotérica, internet banking ou aplicativo de instituições financeiras. Com informações da OAB-GO

Fonte: Rota Jurídica

Procurador pede que TCU apure prejuízo ao BB com veto em propaganda

Publicado em: 01/05/2019

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União ( TCU), Lucas Rocha Furtado, pediu que a Corte apure se houve prejuízos ao Banco do Brasil após o Palácio do Planalto determinar que o BB retirasse de circulação uma campanha publicitária do banco.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu o veto à propaganda do BB que aparece com jovens brancos, negros, com cabelos pintados e tatuagens que estava no ar há quase um mês; tratava-se de uma estratégia para atrair clientes mais jovens. Depois que o presidente disse que não gostou , o comercial saiu do ar e o diretor de marketing do banco foi demitido.

Na representação encaminhada ao TCU , o procurador afirma que é necessário apurar se os atos do Planalto no Banco do Brasil podem acarretar em prejuízos materiais ao banco e à imagem da estatal no mercado e aos acionistas.

Segundo Furtado, a decisão do presidente de retirar a propaganda do ar pode acarretar em dois tipos de danos à União: o primeiro sobre os gastos com a peça publicitária, que foi tirada do ar, e o segundo, de que o banco pode ter deixado de atingir o público alvo da propaganda, por estar ausente na disputa comercial.

O segundo, de maior envergadura segundo o MP, está inserido no campo da política institucional da entidade, que poderia ter sido prejudicada na estratégia mercadológica de buscar, por meio da referida publicidade, captar maior clientela a reforçar a atividade primordial do banco, no caso a aplicação do varejo bancário, em face da concorrência. No ofício, o procurador afirma que é preciso averiguar se houve “ingerência destituída de critérios técnicos”. Segundo ele, há indicativo de ato de gestão ilegítimo e antieconômico, que pode ter gerado “efetivo dano ao erário a ser recomposto”.

“Ou seja, ao deixar de atingir o público alvo da propaganda, a estatal financeira poderá ter deixado de captar número substancial de novas contas bancárias por estar ausente da disputa comercial – ao menos no nível de marketing – do público que se pretendia atingir com a propaganda abruptamente descontinuada”, escreveu Furtado.

Para o representante do MP junto ao TCU, “não há nenhuma justificativa técnica para que a União tenha vetado o comercial do BB que já se encontrava em divulgação. Ao contrário, a motivação é puramente ideológica”.

Fonte: Brasil Econômico

Banco do Brasil e Santander possuem piores ouvidorias entre bancos maiores

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O Banco do Brasil e o Santander possuem as piores ouvidorias entre as instituições financeiras de maior porte no País, indicou o “Ranking de Qualidade de Ouvidorias”, divulgado pelo Banco Central. Em uma escalada de zero a cinco, o índice do Banco do Brasil foi de 2,86 no primeiro trimestre de 2019, enquanto o do Santander foi de 3,39.
Quanto menor o índice, pior a ouvidoria.

O índice é formado a partir das reclamações registradas pelos cidadãos nos canais de atendimento do Banco Central. São considerados aspectos como o prazo de resposta dos bancos às reclamações e a qualidade da resposta. Além disso, o indicador leva em conta a iniciativa dos bancos em aderir a plataformas públicas de resolução de conflitos com os clientes.

Entre as instituições com mais de quatro milhões de clientes, o Banco do Brasil apresentou prazo médio de respostas de 9,04 dias úteis, sendo que houve 28 reclamações sobre a qualidade da resposta e seis reclamações sobre a própria ouvidoria. No caso do Santander, foram 10,57 dias úteis para resposta e 12 reclamações contra a qualidade da resposta. Não houve reclamações contra a ouvidoria. A terceira pior ouvidoria, conforme o ranking, é da Caixa Econômica Federal, com índice de 3,45. Na lista com 11 instituições, a OMNI aparece com a melhor classificação para ouvidorias, com índice de 5,00.

Instituições menores

Entre as instituições financeiras com menos de quatro milhões de clientes, a pior ouvidoria é a da Avista S.A Crédito, Financiamento e Investimento, com índice de 1,00. Na sequência aparecem Banco da Amazônia (1,46) e Modal (1,79). A íntegra do ranking está disponível em https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankouvidoria.

Fonte: UOL

Comentário de Bolsonaro tem efeito limitado em BB; bancos perdem força

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As ações do Banco do Brasil tiveram uma reação limitada aos comentários do presidente Jair Bolsonaro a respeito do nível de juros praticado pela instituição. Os papéis do banco acompanham a perda de força que se viu não só em todo o setor bancário, como também em outras “blue chips”, caso de Petrobras e Vale.

Às 14h35, Banco do Brasil ON oscilava perto da estabilidade, em leve queda de 0,06%, enquanto Bradesco ON caía 0,23%; Bradesco PN cedia 1,06%. A ação do Itaú Unibanco recuava 0,53%.

A Petrobras ON operava em alta de 0,30% e a PN avançava 0,77%, perdendo substancial força em relação à abertura, quando os dois papéis chegaram a subir 1,3%. Mesma dinâmica se viu em Vale, que tem leve ganho de 0,06% nesta tarde.

Bolsonaro esteve presente na abertura da Agrishow, maior feira de agropecuária do país, em Ribeirão Preto (SP), onde anunciou que o Banco do Brasil vai ofertar R$ 1 bilhão em crédito rural ainda nesta safra.

“Vocês do campo precisam de ajuda, alguns setores. Não apenas que o Estado não atrapalhe, precisa de ajuda. Agradeço aqui o prezado Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, que traz R$ 1 bilhão para investir nessa área. Eu apenas apelo, Rubem – me permite fazer uma brincadeira aqui – eu apenas apelo, para o seu coração, o seu patriotismo, para que esses juros – tendo em vista você parecer um cristão de verdade – caiam um pouquinho mais. Tenho certeza que nossas orações tocarão seu coração. “, afirmou Bolsonaro à plateia.

O comentário não é bem visto na lógica liberal e pró-mercado esperada do governo Bolsonaro, na opinião de gestores, mas não chega a representar um nível de ingerência como se viu na Petrobras. No episódio envolvendo a estatal de petróleo, Bolsonaro telefonou para o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, e recomendou que o aumento do preço do diesel não fosse aplicado.

“É um barulho que se cria, mas não é como se ele tivesse dito para o BB cortar o juro, como se viu no passado, em outras gestões. O papel acompanha hoje o fluxo que se vê em outros ativos”, afirma um gestor de um grande fundo paulista, que prefere não ser identificado.

A perda de força do Ibovespa veio com o movimento das “blue chips”, que absorveram o desempenho positivo da manhã. O mercado opera com poucos catalisadores à sua disposição, em uma semana marcada pelo feriado de 1º de maio, que congela os trabalhos pela reforma da Previdência no Congresso — principal evento para o mercado neste momento.

Fonte: Valor Econômico

Gestores minimizam ruído com Bolsonaro e mantêm aposta em Banco do Brasil

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Alguns dos principais gestores de fundos no Brasil já aprenderem a não levar os comentários do presidente Jair Bolsonaro ao pé da letra, um ceticismo que, por ora, tem beneficiado o maior banco da América Latina em ativos: Banco do Brasil (BBAS3).

Na segunda-feira, o apelo de Bolsonaro para que o Banco do Brasil reduza as taxas de juros para o setor agrícola elevou a preocupação sobre possível interferência política e trouxe algum nível de desconforto entre investidores. As ações do banco chegaram a reverter os ganhos após as declarações do presidente e encerraram o dia perto da estabilidade, a R$ 49,37.

“Valuation e fundamentos ainda dominam”, disse Leonardo Rufino, gestor de portfólio da Pacifico Gestão de Recursos. “Cada fala dessa é uma oportunidade para o mercado lembrar que empresa estatal é uma aposta mais arriscada, mas a ação ainda está barata,” disse. As ações do Banco do Brasil estão sendo negociadas a 8,4 vezes o lucro estimado, contra 9,5 vezes para as ações ordinárias da Banco Bradesco, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

De acordo com João Braga, da XP Asset Management, o Banco do Brasil deve se beneficiar da recuperação esperada da economia brasileira, assim como a potencial venda de ativos do banco. “A fala de Bolsonaro não soou como imposição e eu a vejo com bem menos preocupação”, disse Braga. “Se a ação caísse muito por causa disso, eu compraria.”

O Banco do Brasil subiu 16% desde a eleição de Jair Bolsonaro em outubro passado, com o papel transformando-se em um “queridinho” dos investidores, diante das expectativas de lucro maior e mais vendas de ativos. O presidente do banco, Rubem Novaes, já disse que ativos que não tenham sinergia com operações do banco serão “desinvestidos”.

Greg Lesko, gestor da Deltec Asset Management, em Nova York, atualmente não tem exposição às ações do Banco do Brasil, já que prefere pagar um prêmio a seus pares privados, especialmente ao Bradesco (BBDC3;BBDC4), para evitar maior risco político. Ainda assim, Lesko monitora qualquer possível deterioração nas ações do banco. “Minha esperança é que isso seja barulho e, se virmos uma fraqueza significativa, posso procurar acrescentar” o papel, disse Lesko.

Fonte: Infomoney

Ações do Banco do Brasil caem após Bolsonaro pedir queda de juro

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As ações do Banco do Brasil caíram nesta segunda-feira (29) depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fazer um apelo público para que a instituição reduza os juros para o setor agropecuário. Bolsonaro fez o pedido ao presidente da estatal, Rubem Novaes, durante a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), feira do setor agropecuário realizada em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

A fala foi precedida de uma afirmação do presidente de que o homem do campo “precisa de ajuda dos administradores, não apenas que o Estado atrapalhe”. “Agradeço aqui, o nosso prezado Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, que traz R$ 1 bilhão para investir nessa área. Eu apenas apelo, me deixe fazer uma brincadeira aqui, apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros, tendo em vista você parecer um cristão de verdade, caiam um pouquinho mais”, disse o presidente, que foi aplaudido pelos ruralistas presentes à Arena do Conhecimento, espaço da Agrishow que sediou a abertura da feira agrícola.

Em seguida, Bolsonaro afirmou ter certeza “que as nossas orações tocarão seu coração”, referindo-se a Novaes.

Com a fala sobre juro, as ações da companhia, que registravam alta nesta manhã, caíram cerca de 1%. Às 12h39, os papéis recuavam 0,70%, a R$ 49. Na manhã desta segunda, as ações chegaram a R$ 50,30. Por volta das 14h, as ações subiam novamente, a R$ 49,56.

Na semana passada, Bolsonaro já havia intercedido na instituição com o veto à propaganda da empresa votada ao público jovem. Para analistas do mercado, a intervenção não trouxe impactos imediatos para o banco.

Em discurso na cerimônia de abertura da Agrishow, Bolsonaro também afirmou que seu governo está fazendo estudos para conceder e privatizar portos e defendeu que a propriedade privada é sagrada.

Além do R$ 1 bilhão citado por Bolsonaro, outros bancos, como Bradesco e Santander, preveem crescimento de até 20% nos financiamentos até sexta-feira (3). No total, a Agrishow projeta fechar R$ 3 bilhões em intenções de negócios, acima dos R$ 2,7 bilhões da edição do ano passado.

Fonte: Jornal do Brasil

Banco do Brasil lança chatbot para clientes internos via WhatsApp

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No início do ano, o Banco do Brasil já havia anunciado que começaria a atender seus clientes também pelo WhatsApp. O objetivo era lançar esse tipo de serviço ainda em 2018, e parece que o momento finalmente chegou, tornando o BB na primeira instituição do país a combinar a praticidade do aplicativo de bate-papos com uma inteligência artificial voltada para atendimentos, e também transações bancárias (por intermédio de chatbots).

Os testes foram iniciados na última terça-feira (22) e, mesmo em versão Beta, a experiência é voltada para a interação com os clientes e também envolverá o público interno. Ao longo dos próximos dias, todos os funcionários do Banco do Brasil e, em princípio, aproximadamente mil clientes, receberão convites via SMS gradativamente para experimentarem o mais novo canal de atendimento da instituição.

O robô do BB agirá no app de mensagens instantâneas fornecendo orientações sobre produtos e serviços, além de realizar algumas transações, bem como consultas a saldos e extratos da conta corrente e também da poupança. Outras funcionalidades incluem verificação de saldo de CDB, extrato de fundos de investimentos e rastreio e acesso à fatura do cartão de crédito.

Para se comunicar com o chatbot do BB basta adicionar o número do telefone fixo do banco na lista de contato do telefone, e depois chamar para conversar no WhatsApp, através do número (61) 4004-0001. Todavia, é bom ressaltar que apenas os convidados para participar do projeto terão acesso à ferramenta e, caso alguém de fora busque experimentar a novidade, será alertado sobre o período de testes.

Caso já seja um cliente do Branco do Brasil e ainda não tenha recebido o convite, basta aguardar. O banco garante que valerá a pena a espera, garantindo que você poderá receber a oportunidade de explorar o novo serviço também. E, se por ventura o projeto der certo, a instituição prevê expandir a solução para todos os seus clientes.

O chatbot do BB também se garante em questões de segurança, afirmando que as trocas de informações entre as mensagens possuem criptografia de ponta a ponta, protegendo os dados bancários de seus usuários.

Fonte: Canaltech

Banco do Brasil é condenado por impedir cliente de entrar descalço

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O juiz Alexandre Morais da Rosa, do Juizado Especial Cível de Florianópolis, condenou nesta terça-feira, 30, o Banco do Brasil a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais a um cliente que teve a entrada barrada em uma agência na capital catarinense, em 2018. Cabe recurso da decisão.

Segundo o processo, o cliente foi ao banco durante o intervalo de almoço e não conseguiu passar pela porta giratória com detector de metais, pois usava um calçado com detalhes em metal. Ele se ofereceu a deixar os sapatos do lado de fora da agência e entrar descalço, pois estava com pressa, mas a equipe de segurança do banco não o autorizou.

Na sentença, o juiz Alexandre Morais da Rosa defendeu que “andar sem sapatos não é ilegal” e, por isso, o estabelecimento não poderia vetar a sugestão do cliente para resolver o impasse. De acordo com o magistrado, o homem foi vítima de “preciosismo discriminatório”.

“O autor estava no seu horário de almoço, e queria depositar ou descontar um cheque no banco, e não podia se dar ao luxo de ir em casa se arrumar melhor”, finalizou o magistrado. O processo foi movido contra o Banco do Brasil e contra a Orcali Serviços de Segurança, empresa terceirizada responsável pela vigilância da agência.

Apenas o banco foi condenado a pagar a indenização. Para o Tribunal, a empresa terceirizada cumpria orientações do BB, sem desrespeitar de forma pessoal a vítima, e não poderia ser responsabilizada pela ação.

Em nota, o Banco do Brasil disse que regras para entrada de clientes são definidas em função da segurança.
“A porta giratória detectora de metais (PGDM) é um dos equipamentos de segurança exigidos pela Polícia Federal e visa preservar a segurança do ambiente e das pessoas ao restringir o acesso de armas de fogo ou objetos que venham a viabilizar investidas criminosas. As regras para triagem e acesso às agências do Banco do Brasil são definidas, única e exclusivamente, em função da proteção que o Banco deve oferecer aos seus usuários e funcionários. O Banco do Brasil ainda analisa o teor da sentença para decidir sobre eventuais providências.”

Fonte: Exame

Bolsonaro veta campanha do BB e diretor de marketing deixa cargo

Publicado em: 26/04/2019

O Banco do Brasil retirou do ar na quinta-feira (25) uma campanha publicitária. A ação teria sido exigida pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo o colunista Lauro Jardim, do “O Globo”. Após a remoção da campanha das mídias foi anunciada a saída do diretor de marketing do Banco do Brasil. Delano Valentim não será demitido da instituição, contudo, não continuará no comando do departamento de marketing do banco. Ele está de férias e será realocado quando voltar.

“O presidente Bolsonaro e eu concordamos que o filme deveria ser recolhido. A saída do diretor é uma decisão de consenso, inclusive com aceitação do próprio”, disse o presidente do banco, Rubem Novaes ao colunista. O vídeo A campanha lançada pelo BB tinha a diversidade como pauta e os jovens como público-alvo. No vídeo de 30 segundos, aparecem mulheres e homens negros, pessoas com cabelos coloridos e diferentes cortes, jovens e idosos.

As personagens aparecem realizando as ações faladas pelo narrador do vídeo. As pessoas estão em festas, salão de beleza e na rua. A instituição alega que o motivo da retirada da campanha do ar foi a faltar de outros perfis de jovens. O BB tem buscado atingir este público. Saiba Mais: Banco do Brasil vai vender participação da Neoenergia Segundo o “O Globo”, Rubem Novaes admitiu que Bolsonaro não gostou da campanha e pediu a retirada do ar. Contudo, o presidente do banco não detalhou os motivos que o chefe do Executivo alegou para fazer o pedido.

Rubem Novaes não viu a campanha publicitária do Banco do Brasil antes de ser veiculada nas mídias. Não está dentro das atribuições do presidente a coordenação das peças de marketing da instituição.

Fonte: Suno Research

Relatório anual da Cassi 2018 é aprovado por associados em votação

Publicado em: 25/04/2019

O Relatório Anual da Cassi de 2018 foi aprovado pelos associados em votação que ocorreu de 12 a 18 de abril. Do total de votantes, 34.165 votaram SIM e 17.602 votaram pela rejeição. Houve ainda 8.317 que votaram em branco e 10.452 que votaram nulo. As informações são da Contraf-CUT.

A apreciação das contas da Cassi pelo Corpo Social é uma conquista histórica dos associados, e a Contraf-CUT orientou bancários e sindicatos a votaram pela aprovação.

Para Wagner Nascimento, que coordena a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, a aprovação do Relatório Anual pelos associados demonstra que há um entendimento do momento que a Cassi atravessa, que está relatado fielmente nas contas apresentadas.

“A situação financeira é crítica, mas conseguimos negociar uma proposta para dar uma injeção de recursos da parte do BB e dos associados de forma a recuperar as Finanças da Cassi. Agora, é debater a proposta de sustentabilidade e garantir a perenidade de Cassi para os associados da ativa e aposentados”, disse.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB antecipa mais de R$ 200 milhões em restituições do Imposto de Renda

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Desde o dia 7 de março, quando a linha de antecipação de restituição de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) foi reaberta, um total de 78 mil clientes já contrataram a modalidade no Banco do Brasil. Até o momento, o montante liberado soma R$ 219 milhões, o que representa crescimento de 19% em relação ao ano anterior. As contratações no autoatendimento (terminais, aplicativo e internet banking) já representam 48% dos negócios.

Com a linha de crédito, é possível antecipar até 100% do valor a ser restituído, limitado a R$ 20 mil, conforme o perfil do cliente. O pagamento é feito na data do crédito da restituição ou no vencimento do contrato, que será no dia 15 de janeiro de 2020, o que ocorrer primeiro. As taxas variam de acordo com o perfil do cliente e canal de contratação. Aqueles que optam pelo App BB ou internet banking contam com taxas de juros mais atrativas: a partir de 1,79% a.m.

A facilidade na contratação é destaque da modalidade: o cliente pode enviar o recibo da declaração do imposto de renda (necessário para confirmar a indicação do BB como banco recebedor da restituição) durante a contratação da operação de crédito, diretamente no App/internet banking. A confirmação da proposta é realizada sem que o cliente precise se dirigir a agência e o crédito é disponibilizado diretamente na conta corrente.

Para ofertar a melhor opção em crédito, são utilizadas ferramentas que permitem identificar a necessidade dos clientes. Nestas ofertas, são destacados os diferenciais da modalidade de antecipação e seus benefícios, em especial aos clientes que possuem dívidas mais caras e podem ter vantagem financeira ao realizar a antecipação do valor da restituição. Com isso, aproximadamente 60% dos clientes que contratam este crédito, utilizam o valor para quitar ou amortizar compromissos financeiros com taxas de juros mais elevadas.

Fonte: Banco do Brasil

BB abre linha de crédito de R$ 600 milhões para cultivo de lúpulo no Estado do Rio

Publicado em: 24/04/2019

O Banco do Brasil em parceria com o governo do estado do Rio abre linha de crédito destinado a fomentar o cultivo do lúpulo em território fluminense. Até a pouco tem com produção desacreditada em terra brasileiras, a cultura do lúpulo no Brasil tem ganho suas primeiras iniciativas e a região serrana do Rio de Janeiro tem se mostrado um área de destaque.

O Banco do Brasil, em parceria com o governo do estado do Rio, lançou na última quarta-feira (17/04) uma linha de crédito para a cultura e exploração do lúpulo em território fluminense. A estimativa é disponibilizar R$ 600 milhões para pequenos e médios produtores associados à Rota Cervejeira da Serra Fluminense.

“O reconhecimento do lúpulo como cultura viável no estado é uma das nossas prioridades para ajudar na revitalização da nossa economia” — afirmou o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Eduardo Lopes.

Produtores rurais da região serrana do Rio têm iniciado investimentos na produção do insumo cervejeiro, e estudos mostram que há uma tendência do lúpulo florescer três vezes ao ano na Serra Fluminense, enquanto que, no Hemisfério Norte, só uma vez anualmente.

Esta iniciativa, certamente, abrirá caminhos e criará ótimas condições para que possamos fomentar o cultivo de lúpulo no estado, via operações de crédito de custeio e investimento, principalmente para as regiões Serrana, Centro e Sul. Esta linha de crédito é uma oportunidade de grande potencial que vai impactar positivamente o agronegócio fluminense – declarou Raimundo Pérez, superintendente estadual do Banco do Brasil.

” Em Teresópolis, já temos quatro plantações de lúpulo, que é a matriz agrícola de maior valor agregado do mundo. Quando se une a um agente financeiro, como o Banco do Brasil, com linhas atrativas para financiar o lúpulo, o agricultor começa a ganhar confiança com a nova matriz na sua plantação” comentou Vinicius Claussen, prefeito de Teresópolis.

Ações de agentes governamentais com entidades fomentadoras em relação não só a atividade de produção de cerveja, mas também atuando em diferentes pontos da cadeia de valor do produto são essenciais para o fortalecimento e amadurecimento do segmento.

A história de desenvolvimento comercial do lúpulo norte-americano, por exemplo, que foi gestada durante anos no longo prazo se apresentou como um diferencial importantíssimo para a indústria da cerveja dos Estados Unidos, pois ao longo do tempo reduziu seu custo e concomitantemente criou a singularidade sensorial devido o terroir relativo a características locais, se diferenciando dos, até então exclusivos, lúpulos europeus.

Fonte: Catalisi

BB, Itaú e Caixa ameaçam exchanges de criptomoedas, diz ex-presidente do Cade

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Paulo Furquim de Azevedo, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), criticou, por meio de um parecer técnico, a atuação dos bancos em encerrar contas de empresas de criptomoedas. Contendo 44 páginas, o documento foi feito sob encomenda da Associação Brasileira de Criptoativos e Blockchain (ABCB). Apesar de ter sido juntado na quarta-feira (17), ao inquérito administrativo que tramita no Cade, o parecer econômico foi escrito o último dia 12.

Nele, o agora economista e professor do Insper demonstra fortes elementos de abusividade dos bancos com o encerramento de contas, pois isso retira das corretoras de criptoativos a “infraestrutura essencial” para sua atividade comercial.v“O encerramento das contas correntes das exchanges tem elevado potencial lesivo à concorrência”.

Domínio dos bancos

Ele relata que a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, ltaú, Bradesco e Santander “detinham conjuntamente 94,4% de participação de mercado em depósitos à vista no ano de 2017”.

Para Azevedo, o crescimento do mercado de criptoativos e o surgimento das exchanges têm sido vistos pelos bancos como ameaça a sua posição e que o encerramento das contas correntes seria um “modo a assegurar a continuidade de sua dominância nesse mercado”.

De acordo com o seu parecer, as contas correntes para essas empresas que transacionam criptomoedas são elementos essenciais para a continuidade de atividade econômica.

Negar esse tipo de serviço é o mesmo que impossibilitar a existência dessas exchanges, pois “não há alternativa para a captação de recursos e conversão de criptoativos em reais por parte das exchanges fora do sistema financeiro tradicional”.

“Ao negar acesso a esses insumos, os bancos dominantes dificultam a operação das exchanges, eventualmente ao nível de inviabilizar as suas operações”.

Isso inclusive foi o argumento utilizado pela ministra Nancy Andrighi no julgamento do Recurso Especial 1696214/SP que tramitava na 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Andrighi, contudo, foi voto vencido no STJ e a Justiça acabou decidindo a favor das instituições bancárias.
De olho no mercado cripto

Azevedo entende que a fundamentação apresentada pelos bancos sobre o risco de haver lavagem de dinheiro por meio das corretoras de criptomoedas não é convincente.

“O conteúdo das comunicações de negativa de contratação às corretoras de criptoativos e o padrão temporal observado para a decisão de encerramento das contas correntes não são consistentes com uma política não- discriminatória e transparente de prevenção à lavagem de dinheiro”.

A questão, entretanto, é que os bancos têm mostrado cada vez mais interesse em entrar no mercado de criptomoedas. No documento, Azevedo cita Santander, Deutsche Bank, UBS, BNP Paribas e JP Morgan como instituições que já chegaram até a iniciar operações com blockchain e criptoativos.

“A situação é particularmente crítica quando se observa a entrada de bancos na corretagem de criptomoedas, efetiva ou planejada.”

A aquisição da XP Investimentos pelo grupo Itaú Unibanco não deixou de ser mencionada no parecer. Ele aponta que essa corretora entrou no mercado de criptoativos por meio da XDEX, “a qual disponibiliza a seus clientes a compra e venda de Bitcoin e Ethereum, os dois criptoativos mais populares”.

Segundo o parecer, a XDEX planeja aumentar seus ganhos com a transação de criptoativos e ter concorrentes não seria algo tão interessante. “A empresa tem metas de ter um R$ 1 trilhão sob custódia até 2020, quatro vezes mais do que o alcançado em 2018”.

Caso similar no Cade

Azevedo, que presidiu interinamente o Cade em 2008, compara o cenário atual àquele em que as Organizações Globo tentaram inviabilizar canais alternativos similares aos do Sportv e assim deter todo mercado de transmissão de canais esportivos.

“A Globosat impossibilitava a concorrência de operadoras que não tinham acesso ao conteúdo por ela gerado. O fechamento de mercado era, portanto, possível e racional por parte do grupo econômico dominante, as Organizações Globo”.

Nesse caso, o que aconteceu foi que a Globosat se obrigou a comercializar os canais Sportv em condições não discriminatórias. Isso fez com que outras empresas pudessem concorrer nesse mercado.

“O acordo modificou as condições de concorrência no mercado de operadoras de TV por assinatura, o que possibilitou que entrantes, como a Vivo e a Oi, pudessem concorrer com um mix de canais comparável ao de empresas coligadas ao grupo Globo”.

Fonte: Portal do Bitcoin

Figueiredo vai para o Conselho da Caixa Econômica e Magalhães para o do BB

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Aos poucos os postos de comando da Caixa Econômica Federal estão sendo aparelhados por agentes de mercado. Segundo o Valor Econômico, Luiz Fernando Figueiredo vai assumir a presidência do conselho de administração da Caixa Econômica Federal no lugar de Hélio Magalhães, que vai comandar o conselho de administração do Banco do Brasil.

Luiz Fernando Figueiredo é sócio fundador e CEO da Mauá Capital, empresa de gestão de recursos independentes que tem cerca de 6,5 bilhões de reais sob sua tutela. Luiz também foi diretor do Banco Central do Brasil e um dos fundadores da Gávea Investimentos.

Ainda de acordo com o Valor Econômico, o Banco do Brasil levantou dúvidas sobre a existência de um suposto “conflito de interesses” entre a gestora Mauá Capital, da qual Figueiredo é sócio, e o BB, sobretudo em relação à subsidiária BB DTVM.

“Causa preocupação que um agente do mercado presidirá o conselho de administração do principal banco público do país responsável pela gestão de diversos programas sociais. Essa indicação sinaliza que a função social do banco estará ainda mais ameaçada”, afirma Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está percorrendo agências e centros administrativos da Caixa, e realizado atos em locais públicos com grandes concentrações de pessoas para denunciar a política de desmonte da Caixa promovida pela atual gestão sob o comando do governo Bolsonaro.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, confirmou a existência de negociações para a venda das operações de cartões e seguridade. “Se elas saírem, em até dois anos dá para devolver R$ 40 bilhões [ao Tesouro].”

“O presidente da Caixa está se desfazendo das operações mais rentáveis do banco, o que certamente irá impactar na gestão dos programas sociais do banco. É uma política de desmonte e encolhimento do principal banco público do país que prejudicará toda a população brasileira, especialmente os mais pobres”, alerta Dionísio.
Entrega da Lotex

O leilão para a entrega das loterias operadas pela Caixa está previsto para ocorrer no dia 9 de maio, em mais um movimento claro de desmonte das políticas sociais operadas pelo banco.

Em 2017, as loterias Caixa registraram, de forma global, arrecadação próxima a R$ 14 bilhões. Desse montante, quase metade (48%) foi destinada aos programas sociais. Se a venda for efetivada, o montante deverá ser reduzido drasticamente, já que o leilão prevê repasse social de apenas 16,7%.

“Os empregados e a sociedade devem se manter alertas e mobilizados para resistir ao desmonte das políticas sociais da Caixa, que resultará em prejuízos imensos a todos e em benefício exclusivo do setor financeiro privado, que visa somente o lucro para a remuneração dos acionistas”, afirma Dionísio Reis.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Prefeitura de Maringá vai fechar financiamento de R$ 59 milhões com o BB

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A Prefeitura de Maringá publicou a intenção de fechar o contrato de financiamento de R$ 59 milhões com o Banco do Brasil. O empréstimo recebeu a autorização da Câmara Municipal no final de 2018, quando os vereadores decidiram excluir da proposta o projeto da administração municipal de fazer uma pista emborrachada no entorno do Parque do Ingá.

Agora, se não houver questionamentos à intenção de contratação do financiamento, que foi divulgada no portal da Prefeitura de Maringá, o negócio vai ser fechado pelo município. Os recursos vão ser aplicados totalmente em áreas de esporte e lazer.

A proposta de financiamento de R$ 59 milhões vai garantir recursos, por exemplo, para fazer o aquecimento das duas piscinas da Vila Olímpica, o que vai permitir que o município atrai competições nacionais e internacionais. Só esta melhoria é orçada em R$ 7 milhões.

Também há previsão de investimentos em ao menos nove centros esportivos da cidade, além do Centro Social Urbano (CSU).

Os recursos também serão utilizados para a colocação de cadeiras no Estádio Willie Davids, que atualmente conta apenas com arquibancadas. De acordo com o projeto, é prevista a instalação de quase 12 mil cadeiras na praça esportiva.

O financiamento de R$ 59 milhões é dividido em dois contratos. Um de R$ 39 milhões e outro de R$ 19 milhões. A previsão é que o município quite todo o empréstimo até 2027.

A intenção de usar a linha de financiamento do Banco do Brasil para o setor público foi anunciada pelo prefeito Ulisses Maia (PDT) em novembro de 2018.

Na ocasião, ele afirmou que “com essa linha de crédito exclusiva para o esporte, vamos reconstruir centros esportivos como o da Zona 5 e voltar com o aquecimento das piscinas. Muitas estruturas esportivas estavam precisando desse reparo”, afirmou.

A Prefeitura de Maringá também pretendia usar o recurso, com juros baixos, para construir uma pista emborrachada antiderrapante em todo o percurso do Parque do Ingá, de 3,5 mil metros. O projeto anunciado em setembro de 2018 também previa bancos, bebedouros, lixeiras e sinalização tátil para pessoas com deficiência visual, além da implantação de um sistema de iluminação com LED.

Fonte: Maringá Post

Suicídios entre bancários: uma triste realidade

Publicado em: 17/04/2019

Em 2016, no mais recente levantamento sobre o tema, o Brasil registrou 11.433 mortes por suicídios, o equivalente a 31 mortes por dia, segundo os dados apurados pelo Ministério da Saúde. O número representa um crescimento de 2,3% em relação a 2015 e acredita-se que ele deva ser ainda maior, em razão de casos que não são comunicados por familiares.

Nesse cenário, o que preocupa a diretoria da AGEBB é o número de gerentes do BB que integram essas estatísticas. Não existem dados oficiais, mas desde que o banco iniciou seu processo de reestruturação de suas operações, com fechamento de agências, abertura de planos de aposentadoria incentivadas e investimentos maciços na migração de clientes para o atendimento digital, casos de suicídio têm sido relatados por alguns associados.

Uma pesquisa sobre o assunto dá conta de que 181 bancários suicidaram-se no Brasil entre 1996 e 2005. “Não temos estatísticas mais recentes, mas, rotineiramente, somos surpreendidos com o recebimento em grupos de WhatsApp de bancários, no Facebook ou em outras mídias sociais com notícias sobre esse ato de desespero, que é atentar contra a própria vida”, afirma Ronald Feres, diretor de Comunicação da AGEBB.

Em especial no BB, como tem sido propagado nos bastidores, é inegável que as péssimas condições de trabalho que os funcionários, principalmente de nível gerencial, vêm enfrentando com a pressão por metas, resultados e cobranças desmedidas, além de um constante assédio moral, onde muitas vezes superiores ranqueiam os resultados da unidade, ameaçam com descomissionamentos ou transferências unilaterais, fatores que podem acabar induzindo a prática do suicídio.

A diretoria da AGEBB também está muito preocupada com o crescente número de casos de gerentes depressivos. Especialmente porque se sabe que a depressão é uma doença silenciosa, que uma vez não diagnosticada a tempo, afeta o estado mental do indivíduo e o debilita fortemente, podendo gerar, inclusive, problemas físicos.

Entre muitos relatos de gerentes que chegam ao conhecimento da AGEBB, com a proliferação dos escritórios digitais houve um agravamento do quadro depressivo nos funcionários. “Os gerentes perderam seu real papel de negociador, para serem meros operadores de telemarketing. Metas e mais metas são impostas a eles, sem ser levado em conta que a venda por telefone é muito mais difícil de ser concretizada do que quando de um atendimento presencial”, argumenta Francisco Vianna de Oliveira Júnior, presidente da AGEBB.

Um gerente de um escritório digital comentou em um grupo fechado de gestores: “O BB tirou minha carteira de clientes, meu poder de negociação (pois muitas condições de contratação de produtos ou linhas de crédito tem condições mais favoráveis pelo app), minha liberdade de pensar negocialmente (porque tem o tal dia D, sempre preciso entregar o que me pedem e não tenho tempo de montar uma estratégia própria.), minha mobilidade (hoje fico confinado no meu quadrado, ligando e recebendo ligação, chat, e-mails por 8 horas todos os dias). Tudo isso descaracterizou completamente minha função pois hoje não passo de operador de telemarketing. Só não me tirou a determinação de ter sucesso naquilo que faço.”

A diretoria da AGEBB acompanha os casos de perto. “Estamos atentos a todo esse cenário de reestruturação e descomissionamentos. As pessoas estão trabalhando como máquinas e cabe ao banco entender que os gerentes são seres humanos, trabalhadores e pais de família que têm suas responsabilidades, direitos e deveres. Correr atrás de metas sim, mas com ordem, disciplina e organização”, diz Oliveira Júnior.

Fonte: AGEBB