Cassi está a um passo de sofrer intervenção da Agência Nacional de Saúde

Publicado em: 17/04/2019

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) está a um passo de sofrer intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Documento ao qual o Blog teve acesso mostra que só falta o sinal verde da diretoria colegiada da ANS para que seja decretado o sistema de direção fiscal na operadora que atende os empregados do BB.

A direção fiscal tem por objetivo averiguar qual a real situação financeira da Cassi, que vem registrando consecutivos prejuízos. Em 2018, a operadora registrou perdas de R$ 377,7 milhões. O rombo seria de mais de R$ 900 milhões não fossem os pagamentos extras feitos pelos conveniados (R$ 226 milhões) e a antecipação de receitas realizada pelo Banco do Brasil (R$ 301 milhões).

Se o regime de direção fiscal for aprovado, o comando da Cassi será afastado do dia a dia das decisões da operadora. A Cassi ainda pode derrubar a intervenção se apresentar argumentos fortes à ANS. Para isso, precisa entregar, nos próximos dias, à agência uma série de documentos nos quais comprovem a sua capacidade de sair da crise financeira na qual está mergulhada.

O pedido de direção fiscal já está pronto. É assinado pelo diretor de Norma e Habilitação das Operadoras da ANS, Leandro Fonseca da Silva. A medida será discutida em colegiado. O Banco do Brasil tem feito uma série de gestões para tentar amenizar as perdas da Cassi. Mas a direção da instituição se recusa a antecipar mais recursos. Os R$ 301 milhões injetados na operadora em 2018 se referem a contribuições sobre o 13º salário de seus empregados que serão pagos até 2021.

Em nota, a CASSI informou que não está sob o regime de direção fiscal pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que todos os serviços estão mantidos dentro da normalidade.

Comunicou ainda que o despacho do órgão regulador (número 44/2019), recebido pela CASSI no dia 15 de abril, é mais um dos ritos do processo de acompanhamento econômico-financeiro pela ANS referente à CASSI (processo 33902.140980/2011-39).

A ANS, por sua vez, informou que o documento “integra processo administrativo com sigilo comercial, cujo acesso e disponibilização é limitado aos representantes da operadora”. “Não se trata de decisão final sobre instauração de direção fiscal e, portanto, não produz efeitos externos. Ressalta-se, ainda, que a ANS não comenta a situação econômico-financeira de operadoras de planos de saúde específicas”, disse a nota.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

BB refaz estratégia ao ver clientela envelhecer e funcionalismo público estagnar

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O Banco do Brasil (BBAS3) quer mudar o seu perfil de clientes para se adaptar ao envelhecimento da sua base e para a perspectiva futura de um setor público menor. A administração do banco recebeu, na semana passada, a equipe de análise do BTG Pactual acompanhada de 15 investidores em sua sede em Brasília. O chefe da área de RI (Relações com Investidores) Daniel Maria e executivos dos segmentos para pequenas e médias empresas, pessoas físicas e relacionamento com clientes.

Os analistas Eduardo Rosman e Thiago Kapulskis destacaram, em seu relatório após o encontro, que a instituição financeira percebeu que precisava se concentrar em fazer mais negócios dentro dos clientes existentes.

“Isto é verdade para as PMEs e empréstimos a particulares. Mas como a base de clientes do BB está envelhecendo, como provavelmente eles não estão vendo um aumento de empregados do setor público no futuro (em que o BB historicamente tem uma franquia muito forte), especialmente na linha de crédito consignado, o objetivo agora é encontrar novos clientes também. Ter a Cielo (CIEL3), a adquirente do grupo, com um cliente é muito importante – na verdade, eles são agora mais agressivos oferecendo pacotes bancários + Cielo com 6 meses de carência de taxas de cobrança”, destacam.

Marketing

Para avançar em seu novo posicionamento, o BB tem investido em iniciativas de marketing em universidades e outros locais, visando principalmente as classes A e B. “O BB também trabalha duro na segmentação, que deve melhorar o atendimento e a monetização”, aponta o BTG.

Uma das propostas é a de vender ao cliente uma série de descontos e benefícios com terceiros como Uber e Spotify e incorporar ali as taxas bancárias regulares. O banco também está mudando seu modelo de taxas de uma “base de pacote” para um “clube de benefícios”.

Ações

No curto prazo, os analistas mostram confiança de que o BB continuará sua tendência de melhorar a rentabilidade, o que, se ajudado pelo sentimento do mercado com as reformas, será suficiente para elevar as ações, fazendo com que a ação seja muito boa em 2019.

“No longo prazo, no entanto, ainda temos dificuldade de ver a rentabilidade realmente alcançando os pares privados, o que é, em última análise, o motivo da nossa recomendação neutra ao BB, apesar de nossa visão positiva do setor e do viés positivo de longo prazo”, concluem.

Fonte: Money Times

CVM cobra BB por conflito de interesses em indicações de conselheiros

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As indicações de nomes do mercado para o Conselho de Administração do BB, a serem votadas em assembleia no dia 26, não pegaram nada bem. Após o Comitê de Remuneração e Elegibilidade (Corem) do Banco do Brasil adiar a aprovação do nome de Luiz Fernando Figueiredo, sócio e CEO da Mauá Capital, para a presidência do Conselho de Administração, devido a análise de possíveis interesses conflitantes, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou esclarecimentos do banco sobre a indicação de Figueiredo e outros nomes do mercado.

O CVM aponta que Guilherme Horn, Marcelo Serfaty, Beny Parners e Maurício Graccho também exerceram atividades de gestão de recursos de terceiros e, portanto, questiona o banco se a indicação desses nomes passou pelo mesmo processo de análise de conflitos de interesses que o de Figueiredo.

“O Sindicato, assim que anunciadas as indicações de nomes do mercado para o Conselho de Administração, denunciou o óbvio conflito de interesses, a intenção do governo em abrir mais espaço para atuação de instituições financeiras privadas e para o mercado de capitais. Estão entregando o BB nas mãos de pessoas que tem a lógica de resultados de curtíssimo prazo, ignorando o papel estratégico do banco para o Brasil”, comenta o diretor do Sindicato e bancário do BB, João Fukunaga.

Em resposta ao ofício da CVM, o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, lista possíveis conflitos de interesses que poderão ser suscitados se Figueiredo ocupar o Conselho de Administração: concorrência com a BB DTVM; acesso a informações privilegiadas decorrentes de participações societárias e da atuação empresarial do BB; exposição das carteiras aos papéis do BB e concorrência com a atividade de crédito, citando a recém-lançada fintech Pontte.

“Pode-se inferir a existência de um aparente conflito de interesses no que diz respeito à assunção do cargo de membro do Conselho de Administração do BB. (…) A prudência e os princípios de governança corporativa aconselham um exame acurado sobre a admissão concomitante dos cargos de conselheiro do BB e controlador e CEO da Mauá Capital”, diz em carta Carlos Araújo.

O BB comunica ainda que o Figueiredo voluntariamente apresentou declarações adicionais sobre sua situação atual de controlador da Mauá Capital “e não vê conflito de interesse por não ter voto no comitê de investimento da gestora, e declarou que sendo eleito, iria se abster de qualquer decisão que possa gerar conflito de interesse nos assuntos relacionados à subsidiária do BB, BB DTVM.” Além disso, diz que a indicação de Figueiredo pelo Ministério da Economia veio acompanhada de documentos, entre eles a ficha de cadastro com análise de compatibilidade e comprovante da aprovação pela Casa Civil.

Presidência

De acordo com informações do Estadão, diante da polêmica e impasse em torno do nome de Figueiredo, cotado para a presidência do Conselho, o colegiado nomeou, no dia 15, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Junior, braço direito do ministro da Economia, Paulo Guedes, para cumprir o mandato 2017-2019. A decisão era necessária uma vez que a presidência do Conselho estava vaga e tinha de ser preenchida.

Waldery Rodrigues Júnior segue no comando do Conselho do BB ao menos até a assembleia do dia 26. A expectativa é que até a data, a CVM e a Comissão de Ética da Pública (CEP) tenham emitido parecer sobre o nome de Figueiredo.

“Não faz qualquer sentido manter a indicação de um nome que em tese teria poderes limitados nas votações do Conselho de Administração por conta de claros conflitos de interesses. Seja ele o presidente do conselho ou apenas membro do mesmo. O Sindicato cobra esclarecimentos e posicionamento do BB e da CVM sobre a indicação do governo desses nomes de mercado! É clara a violação dos interesses da instituição pública e da sociedade. Esse governo não tem moral e respeito pela sociedade. Uma postura inadmissível, mais uma vez explicitada nesse assalto que quer fazer ao banco público, o destruindo por dentro, pirateando por dentro.”, conclui Fukunaga.

Hoje, o BB responde por 60% do crédito agrícola. É responsável por financiar a agricultura familiar por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que representa 70% da produção de alimento consumido pelos brasileiros, a juros módicos, que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano. Sem o Pronaf, os agricultores teriam de pagar até 70% a mais de juros nos bancos privados, e consequentemente a comida na mesa dos brasileiros ficaria mais cara.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Incorporados passam a ter acesso ao plano Capec da Previ

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Os trabalhadores de todos os bancos incorporados pelo Banco do Brasil passarão a ter direito a ingresso na Previ através da Capec. A mudança, uma cobrança antiga dos funcionários do BB oriundos de outros bancos, entra em vigor nesta terça-feira 16, data em que a Previ comemora 115 anos de criação.

“Queremos que os colegas que entram agora também conquistem espaço ao longo do tempo, é um passo importante para fortalecer o plano. Entretanto, é preciso que estes trabalhadores venham efetivamente para a Previ”, disse o dirigente sindical e funcionário do BB, Davi Basso.

A entrada dos trabalhadores se dará através da Capec. Nesta modalidade, não há limite de idade na contratação enquanto o funcionário estiver na ativa, os valores de pecúlio e contribuição são sob medida para cada participante, as contribuições são descontadas no contracheque e possuem valores atrativos, pois a Capec não visa lucro.

“Queremos que os funcionários tenham um só plano de previdência dentro do Banco, a Previ, então trabalhamos para que todos os funcionários do Banco tenham este direito. Entrar na Capec é um passo importante neste caminho”, diz o dirigente.

Como contratar

Para contratar, o funcionário do BB precisa acessar o App Previ ou no Autoatendimento do site Previ, e seguir as instruções de criação de senha. Há três modalidades disponíveis para contratação, que são os planos por Morte, Invalidez e Especial (cônjuge/companheiro).

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB espera arrecadar R$ 51 Milhões com leilões de 78 imóveis, entre eles agências desativadas

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O Banco do Brasil (BB) espera arrecadar mais de R$ 51 milhões com leilões de 78 imóveis, entre agências desativadas, salas comerciais, casas, apartamentos e terrenos, localizados na cidade de São Paulo e no interior do estado.

Os leilões serão realizados nos dias 21 de novembro e 10 de dezembro, ambos a partir das 11 horas, com lances presenciais e online a partir de R$ 42 mil e com possibilidade de financiamento. As agências desativadas fazem parte de uma reestruturação organizacional promovida pelo Banco.

Para os lances presenciais, os interessados devem comparecer à Rua Doutor Bento Teobaldo de Ferraz, 190, Barra Funda, em São Paulo capital. Para participar de forma online, é necessário fazer um cadastro com 48 horas de antecedência no site www.lancenoleilao.com.br. As oportunidades estão abertas para pessoa física e jurídica.

No dia 21 de novembro, serão leiloados 52 imóveis nas cidades de Adamantina, Araçatuba, Avaré, Barra Bonita, Bastos, Batatais, Bauru, Campinas, Estrela D’Oeste, Garça, Ibitinga, Ibiúna, Itapevi, Jardinópolis, Jaú, Junqueirópolis, Marília, Mirassol, Monte Azul Paulista, Monte Mor, Osvaldo Cruz, Penápolis, Pindamonhangaba, Piraju, Rio Claro, Santa Cruz do Rio Pardo, Santos, São Bernardo do Campo, São Manuel, São Paulo, São Roque, Sorocaba, Suzano, Tietê e Vargem Grande do Sul.

Já no dia 10 de dezembro, serão leiloados 26 imóveis nas cidades de Águas da Prata, Araraquara, Bauru, Bragança Paulista, Cajamar, Cajobi, Chavantes, Franca, Guarujá, Igarapava, Marília, Monte Mor, Piedade, Pontal, Presidente Venceslau, Rancharia, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São Paulo, Tanabi, Tatuí, Tietê e Tupã.

Entre as oportunidades, imóveis em locais estratégicos de São Paulo capital, como nas ruas Cardoso de Almeida em Perdizes (prédio com área de 685,52 m², em terreno de 476,56m²) e Turiassú (prédio em terreno de 302,50m²), próxima ao estádio Allianz Parque – Arena Palmeiras. Ambos os imóveis com lance mínimo em torno de R$ 2 milhões.

Já no interior do estado, as agências desativadas nas cidades de Marília (prédio localizado na rua Sampaio Vidal, em terreno de 398,335 m²) e São Roque (rua Quinze de Novembro, em prédio com área de 1.270,80m², em terreno de 602,26m²), com lances mínimos de R$ 2,007 milhões e R$ 3,670 milhões, respectivamente, se destacam pelo valor do metro quadrado viável e localização central nos municípios.

Cresce o investimento no interior de São Paulo

O interior do estado, inclusive, vem se mostrando um destino recorrente dos investidores paulistanos. Segundo Carla Umino, leiloeira oficial do Banco do Brasil no estado de São Paulo e sócia diretora da Lance no Leilão, empresa que realiza leilões judiciais e extrajudiciais, a expansão e a oferta de terrenos nos municípios, diferentemente do que acontece na capital, vem provocando um caminho inverso dos investimentos em leilão.

Carla conta que registrou em seus últimos leilões um aumento de 90% nas arrematações para os municípios do estado, sendo a maioria para imóveis comerciais. “Isso mostra claramente o investimento migrando para o interior paulista. O interior é uma excelente oportunidade hoje, para uso residencial ou comercial. Isso porque o metro quadrado é mais viável se comparado ao da capital, e porque São Paulo não tem mais áreas disponíveis que sejam tão estratégicas ou situadas em regiões centrais, com fluxo grande circulação de pessoas”, explica.

A leiloeira completa que, existindo valores não quitados de IPTU, ITR, CCIR, laudêmio (taxa de transação para a União) e condomínio, o Banco do Brasil ficará responsável pela quitação até a efetivação do registro da transferência do imóvel ao arrematante.

Fonte: Terra

Bancos não conseguem dar vazão a imóveis retomados

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Apesar de terem voltado a acelerar no crédito imobiliário, os bancos ainda têm de resolver uma herança deixada pela crise. As cinco maiores instituições financeiras do país – Banco do Brasil (BB), Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa – fecharam 2018 com nada menos que R$ 18,7 bilhões em bens retomados em garantia de empréstimos inadimplentes. Cerca de 90% do valor se refere a imóveis.

O estoque já vinha em escalada desde 2015, mas voltou a dar um salto no ano passado, quando cresceu 32,3%. Em dois anos, o aumento foi de 78%. Nas levas mais recentes, destaca-se a retomada de imóveis de valor mais baixo, muitos deles ligados ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), operado principalmente pela Caixa.

O tema é um elefante na sala para o setor. Os bens retomados consomem capital dos bancos, que precisam constituir provisões contra perdas com esses ativos – no fim de 2018, as reservas totalizavam R$ 5,8 bilhões. No entanto, com a economia ainda fraca, as instituições não conseguem encontrar compradores para se desfazer dos imóveis rapidamente, nem pretendem fazê-lo. Se inundarem o mercado com uma oferta muito grande, podem minar a recuperação das incorporadoras. As duas maiores do país – MRV e Cyrela – tinham estoque de R$ 13,1 bilhões no fim do ano passado.

Embora não seja um problema novo, os bancos ainda recorrem principalmente a leilões para vender esses bens individualmente, o que limita o alcance das ofertas. Mas aos poucos começam a surgir iniciativas para se desfazer desses ativos em bloco e para melhorar o valor recuperável.

O Bradesco fechou acordo com dois parceiros para lidar com os imóveis recebidos em garantia. Um deles é a Ulbrex Capital, que tem entre os sócios o empresário Claudio Bruni, fundador da BR Properties. A gestora criou fundos para empacotar imóveis retomados pelo banco de incorporadoras inadimplentes. A Ulbrex se encarrega da manutenção, paga IPTU e condomínio e, se necessário, organiza o relançamento dos empreendimentos no mercado.

Os fundos somam R$ 460 milhões e são compostos, em sua maioria, por imóveis residenciais com valor de R$ 200 mil a R$ 400 mil. Há unidades em municípios tão distantes quanto Manaus, Limeira (SP) e Mogi das Cruzes (SP). “Do que entrou, acima de 40% foram vendidos em pouco mais de um ano”, afirma Bruni. “O objetivo é andar rápido.”

O vice-presidente de varejo do Bradesco, Eurico Fabri, disse, numa entrevista concedida no fim do ano passado, que a instituição vinha conseguindo vender os imóveis a 95% do valor de mercado na parceria com a Ulbrex.

O outro parceiro do Bradesco é a Enforce, empresa de recuperação de créditos do BTG Pactual, conforme apurou o Valor. Para ela, o banco tem destinado imóveis retomados de pessoas físicas e considerados “problemáticos”. Entram aí unidades com documentação incompleta ou irregular, moradias invadidas ou ocupadas, entre outras questões.

No fim de 2018, a Enforce já havia assumido R$ 200 milhões em imóveis do Bradesco, e a expectativa era chegar a R$ 1 bilhão. Na parceria, os dois bancos dividem riscos, custos e lucros, e a empresa do BTG entra com a tecnologia de recuperação, segundo fonte a par do negócio. Procurados, Bradesco e Enforce não comentaram o assunto.

Maior banco de crédito habitacional do país, a Caixa também busca soluções para se desfazer de um estoque de 62,9 mil imóveis, dos quais 29,5 mil entraram no balanço ao longo de 2018. Um dos caminhos em estudo é oferecer a investidores institucionais lotes de imóveis com características em comum. Segundo uma fonte do setor, a Caixa planeja fazer um leilão de unidades consideradas complexas – não residenciais ou com algum tipo de problema – que tendem a ser mais atrativas para gestores.

No ano passado, a instituição fez uma tentativa fracassada de leiloar 6 mil imóveis no atacado. Mas o desconto de 30% oferecido pelo banco foi considerado pouco atrativo, e também desagradou os investidores o fato de que foram empacotados em conjunto ativos muito diferentes.

Hoje, o leilão de unidades para pessoas físicas ainda é o principal instrumento usado pela Caixa para se desfazer desses bens, mas o próprio banco reconhece que o canal é insuficiente para um estoque tão grande. “Os editais precisam ser públicos e geralmente são afixados nas agências” afirma o vice-presidente de habitação, Jair Mahl.

Boa parte dos imóveis assumidos pela Caixa veio do MCMV, destinado à população de baixa renda. Encontrar compradores individualmente não é tarefa simples.

O programa habitacional também é a origem de mais de 80% dos 1,9 mil imóveis que o Banco do Brasil tinha no fim do ano passado. “É um público muito sensível a preço”, afirma Gustavo Lellis, executivo da diretoria de suprimentos, infraestrutura e patrimônio.

Com dificuldades para se desfazer desses bens, o BB adotou uma nova política de preços nos leilões, voltados a pessoas físicas. A partir da segunda metade de 2018, os imóveis começaram a ser oferecidos com descontos de até 50%. Antes, a política era vendê-los num patamar próximo ao valor de mercado, mas a adesão era muito baixa. Com a mudança, a expectativa é que haja uma melhora, apesar de o mercado imobiliário ainda não mostrar uma reação tão forte.

O Santander optou pela criação de um canal próprio para vender seus imóveis. O site se assemelha ao de uma imobiliária, e oferece unidades com descontos de 20% a 70% em relação ao preço de mercado. Mais da metade das ofertas se refere a imóveis avaliados em até R$ 250 mil. “O resultado foi muito positivo tanto no compromisso que tínhamos quanto em relação a vendas”, diz Fábio Gusmão, superintendente de patrimônio do banco.

Outra estratégia que as instituições vêm adotando é agir antes de chegar ao ponto de tomar o bem em garantia. De acordo com uma fonte, o Itaú tem procurado se antecipar nas renegociações com clientes quando nota uma deterioração do crédito, tentando evitar que o imóvel vá para o balanço. O banco também começa a fazer vendas de imóveis em bloco a gestoras, enquanto continua promovendo leilões de unidades. Procurado, o Itaú não se manifestou.

Depois de anos em queda, o crédito imobiliário ensaia uma recuperação. Em 2018, a carteira dos cinco grandes bancos cresceu 2,64%, para R$ 645,6 bilhões. A melhora está concentrada nas operações com pessoas físicas. As instituições continuam restritivas no financiamento a incorporadoras.

Apesar da melhora, os bancos continuam retomando um grande volume de imóveis por causa de financiamentos que deixaram de ser pagos anos atrás. O processo de retomada das garantias é lento, o que significa que uma limpeza dessas carteiras também será demorada. “Uma melhora mais forte do mercado depende mais da recuperação da economia que do setor imobiliário”, diz Lellis, do BB.

Fonte: Valor Econômico

Sem concurso, Banco do Brasil tem déficit de 10 mil funcionários

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No início deste mês, o governo, através do secretário de Desestatização e Desinvestimentos do Ministério da Economia, Salim Mattar, disse que algumas estatais não serão privatizadas, entre elas o Banco do Brasil. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que a instituição tem um déficit de mais de 10 mil escriturários na área de atendimento. O último certame foi divulgado em 2018.

De acordo com o secretário da Economia, haverá privatizações em outros setores e que a meta de 2019, fixada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 77 bilhões na cotação atual), vai ser superada. De acordo com o titular da pasta, “a privatização já está ocorrendo”. “Nós temos o hábito de superar a meta e vamos superar em muito essa meta”, disse. A meta foi revelada em janeiro deste ano pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o Fórum Econômico Mundial.

Segundo Mattar, o Brasil tem 434 estatais. Desse total, 134 estão sob o controle do governo federal e podem render US$ 490 bilhões para a União.

No final do ano passado, foi realizada uma audiência no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de discutir uma ação direta de inconstitucionalidade contra a privatização de estatais por parte do governo federal, em específico as do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF). Na oportunidade, a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, apresentou dados reforçando a importância dos bancos públicos. Além disso, ela desmentiu as afirmações de que as empresas estatais têm gestão ineficiente.

“Os números mostram o contrário. No primeiro semestre de 2018, elas apresentaram lucro líquido de R$ 37,3 bilhões e os dividendos que essas empresas vão repassar para a união giram em torno de R$ 5,7 bilhões. Quando analisamos um período maior, de 2002 a 2016, vemos que as empresas estatais repassaram R$ 285 bilhões de dividendos para União. Elas não dão prejuízo. Ao contrário, dão lucro”, disse a presidente da Contraf-CUT.

A apresentação foi feita durante audiência pública sobre a privatização das empresas públicas, convocada pelo ministro Ricardo Lewandowski antes de tomar sua decisão sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5624. A Contraf-CUT é uma das autoras da ADI.

Último concurso do Banco do Brasil

No dia 06 de março de 2018, o Banco abriu concurso para preencher 30 vagas no cargo de Escriturário, além de cadastro reserva. A Fundação Cesgranrio, organizadora do certame, aplicou as avaliações no dia 13 de maio em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) ou São Paulo (SP).

De acordo com o documento publicado, as oportunidades foram para lotação nas cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Para concorrer a uma das vagas, o candidato precisou ter certificado de conclusão ou diploma de curso de nível médio expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação, (MEC), e idade mínima de 18 anos completos na data da contratação.

Fonte: Notícias de Concursos

Banco do Brasil oferece antigo prédio do Besc à prefeitura por R$ 11,3 milhões

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A prefeitura de Blumenau vai avaliar a possibilidade de adquirir o prédio onde funcionava a agência do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), na rua XV de Novembro, no Centro de Blumenau pelo valor de R$ 11,3 milhões. Essa foi a contraproposta feita pelo Banco do Brasil, que é proprietário do imóvel, ao prefeito Mário Hildebradt em uma reunião na manhã desta quarta-feira, dia 16.

A proposta inicial do governo municipal, feita semana passada, era pagar R$ 9 milhões no imóvel. Um laudo da Caixa Econômica Federal, solicitado pela prefeitura, apontou que o imóvel vale R$ 10,254 milhões.

De acordo com o secretário de Orçamento e Gestão, Paulo Costa, dentro de 30 dias a prefeitura deve responder ao Banco do Brasil se fará ou não a compra. Como o banco coloca a condição de pagamento à vista, a prefeitura estuda contratar uma linha de financiamento do Banco do Brasil para pagar o imóvel.

“Considerando juros de 8% a 10% ao ano nesse tipo de operação, que tem atualização ao longo do tempo, o retorno de investimento é de médio a longo prazo. Em um primeiro momento não é uma situação muito viável”, disse Costa. Atualmente, Blumenau gasta R$ 7 milhões com alugueis por ano.

Em 2018, o banco tentou leiloar o prédio pela segunda vez com o lance mínimo de R$ 11,5 milhões mas não recebeu lances. A prefeitura começou a estudar a compra do prédio no fim do ano passado, com a intenção de fazer uma reforma e transferir algumas secretarias que funcionam em locais alugados.

R$ 8 milhões em reformas

Segundo o secretário de Orçamento e Gestão o Executivo, o valor da reforma necessária para que o prédio receba as secretaria chega a R$ 8 milhões. “O imóvel está bastante deteriorado tendo em vista que está há muito tempo sem uso e é um prédio antigo”, explicou Costa.

Somado ao valor do imóvel, o investimento chegaria a R$ 19,3 milhões, sem contar os juros do financiamento. “É um valor que está bastante acima do que a Prefeitura entende que teria condições de arcar”, comentou o secretário.

Se for comprado, o prédio vai receber secretarias como a de Educação, que funciona em prédio alugado na rua Paraíba, Saúde, que fica na rua 2 de setembro, e a Fundação do Meio Ambiente (Faema), hoje em outro imóvel da Rua XV.

Fonte: O Município de Blumenau

Banco indeniza cliente de Governador Valadares por inscrever nome dele no SPC

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O Banco do Brasil S.A. foi condenado a indenizar em R$ 6 mil um cliente que teve seu nome inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) devido à cobrança de uma dívida que ele não contraiu. A decisão é da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reformou parcialmente sentença da Comarca de Governador Valadares.

O consumidor narrou nos autos que tentava comprar um televisor quando tomou conhecimento da inscrição de seu nome no SPC, pelo Banco do Brasil, devido a um débito de R$ 547,81. Os valores referiam-se à cobrança de tarifas de manutenção de uma conta-corrente.

Ele afirmou que o vínculo que mantinha com a instituição financeira se devia exclusivamente à abertura de uma conta-salário. Sustentou que foi a empresa que providenciou a abertura da conta e que um funcionário do banco compareceu ao canteiro de obras onde ele trabalhava para coletar as assinaturas.

De acordo com o cliente, na oportunidade, nenhum dos operários foi informado da natureza e extensão das obrigações assumidas, a não ser que a conta era exclusivamente para receber o salário. Por isso, alegou que não tinha o dever de pagar tarifas para manutenção de conta-corrente.

O autor da ação explicou ainda que, quando foi afastado do trabalho por motivo de doença e começou a receber o auxílio-doença, por intermédio do INSS, seus proventos passaram a ser pagos na Caixa Econômica Federal, por isso ele parou de movimentar a antiga conta.

Em sua defesa, o banco sustentou que o autor não tinha conta-salário, mas uma conta-corrente ativa, cuja natureza permitia a utilização do crédito rotativo e a cobrança de tarifas por pacotes de serviços. Alegou que a dívida tinha sido gerada por saldo devedor nessa conta, e por isso agiu no exercício regular do direito ao inscrever o nome do cliente no rol dos maus pagadores. Alegou ainda que o homem não comprovou os danos morais alegados.

Em primeira instância, a 7ª Vara Cível da Comarca de Governador Valadares declarou a inexistência do débito e condenou a instituição financeira a pagar ao cliente R$ 10 mil por danos morais.

Princípio da boa-fé objetiva

Ao analisar os autos, o relator, desembargador Domingos Coelho, observou inicialmente que a conta-corrente normal aberta em qualquer instituição bancária traz consigo uma série de tarifas incidentes sobre saques, uso de talão de cheque, débito em conta, cheque especial com limite e facilidade para obtenção de empréstimos, etc.

“O mesmo não acontece, entretanto, quando a conta é aberta para fim exclusivo de recebimento de salário. Esse tipo de conta (conta-salário) não gera tarifas bancárias. Em outras palavras, o correntista só a utiliza para receber seus salários”, ressaltou.

O relator observou que, conforme pontuado na sentença, o autor da ação “é homem simples, sem formação educacional básica e de parcos conhecimentos, sendo a empresa onde trabalhava que providenciou toda a documentação necessária para a abertura da conta-salário que teria por objetivo o recebimento do seu provento.”

De acordo com o relator, na ocasião da abertura da conta, não foi informado ao cliente a natureza e extensão das obrigações assumidas, a não ser que a conta era para fim exclusivo de recebimento do salário.

“A instituição financeira, ao iniciar e dar continuidade à cobrança de taxas bancárias, quando a conta do autor era para fim exclusivo de recebimento de salário, afrontou o princípio da boa-fé objetiva, que deve permear as relações contratuais”, avaliou o desembargador.

O relator ressaltou ainda o fato de a conta estar inativa desde o momento em que o autor começou a receber benefício previdenciário de auxílio-doença, o qual é depositado pelo INSS na Caixa Econômica Federal e resgatado nas casas lotéricas.

Assim, manteve a condenação do banco. Contudo, tendo em vista as peculiaridades do caso, julgou necessário reduzir o valor da indenização por dano moral para R$ 6 mil.

Os desembargadores José Flávio de Almeida e José Augusto Lourenço dos Santos votaram de acordo com o relator.

Fonte: Aconteceu no Vale

Executivos do BB são recebidos pelo presidente do TJAP em visita institucional

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No final da manhã desta terça-feira (16), o desembargador-presidente do TJAP, João Lages, recebeu uma comitiva de executivos do Banco do Brasil, em visita institucional à Corte de Justiça. Integraram a comitiva: Marcelo Reali Andreola, gerente geral da Agência Setor Público do BB; Antônio Leônidas Valente Junior, Superintendente Comercial de Varejo Macapá e Adilson Raulino Pfleger, superintendente regional de governo da instituição bancária. Também estiveram presentes à reunião o diretor-geral do TJAP, Alessandro Rilsoney; o chefe de gabinete, Veridiano Colares e o diretor-financeiro, Gláucio Bezerra.

“O Banco do Brasil é um parceiro histórico do Poder Judiciário, com o qual temos avançado em muitos aspectos que visam melhorar a prestação jurisdicional, como é o caso do Alvará Eletrônico, processo que está em curso e que irá permitir o pagamento de alvarás de forma direta nas contas dos favorecidos, sem que estes precisem se deslocar até uma agência bancária”, destacou o desembargador-presidente.

Saudar o novo presidente e desejar sucesso na sua gestão foi a primeira manifestação de Marcelo Reali, que falou em nome dos executivos. “Nosso objetivo é aprimorar e aperfeiçoar as estruturas e as relações já existentes entre o TJAP e o Banco do Brasil e colocar à disposição nossa equipe, seja para atendimento no âmbito das necessidades do Tribunal, como das necessidades dos magistrados e serventuários”, enfatizou o gerente geral.

Fonte: Tribunal de Justiça do Amapá

Gerente-geral do BB ainda pode ser chamado de gestor?

Publicado em: 12/04/2019

O cargo de gerente-geral em uma instituição financeira sempre teve muita relevância, especialmente em cidades do interior do país. Em uma agência do Banco do Brasil, então, sempre foi um cargo muito respeitado e importante não só na própria instituição, mas muitas vezes em toda a comunidade onde estava instalada. Em histórias de funcionários aposentados, era comum ouvir falar das três pessoas mais importantes do município: o prefeito, o padre e o gerente do BB. Esse último tinha, de fato, o poder de interferir no desenvolvimento e progresso daquele local.

Hoje, infelizmente, a realidade mudou. Diariamente, é possível observar o esvaziamento das atribuições do gerente-geral e seus reflexos são percebidos desde a redução de sua força e influência nas negociações de taxas com clientes e, consequentemente, na queda nos resultados das agências do BB.

Além de não poder mais decidir quais serão os focos a serem trabalhados por sua agência, ficando sempre refém das necessidades da Regional ou até mesmo da Super, o gerente-geral já não tem mais em suas mãos o poder para uma simples autorização de hora extra para funcionários ou mesmo uma migração de orçamento de metas entre as carteiras de sua própria agência.

Uma reclamação recente que tem chegado até a AGEBB, oriunda de associados que ocupam o cargo de gerente-geral, é quanto ao fato de hoje ele sequer poder escolher aqueles que farão parte de sua equipe. A alegação para tal ocorrência vem do fato de que, com os recentes descomissionamentos que têm assombrado os funcionários, essas vagam acabariam ficando abertas e à disposição da Super ou da Regional, para que o preenchimento pudesse atender a uma ou outra demanda dessas superintendências. Assim, o gerente acabaria apenas recebendo o nome da pessoa que seria nomeada para a vaga em sua agência.

Pela lógica, imagina-se que como esse funcionário a ser comissionado ficará sobre as ordens do gerente-geral, e trabalhando em sua equipe, que no mínimo, esse faça parte de todo o processo de seleção e que caiba a ele a palavra final sobre a nomeação. Infelizmente não é isso que acontece no BB atualmente.

A diretoria da AGEBB entende que alguns casos pontuais podem ocorrer e isso é comum dentro de uma organização do porte do BB. Porém, se a medida tornar-se uma regra, pode gerar entre as equipes uma situação incômoda para o gestor, onde o mesmo teria pessoas mais qualificadas para ocupar a posição e acabar aceitando a outra por uma imposição superior.

A AGEBB espera que o BB reveja essas práticas e possa devolver ao gerente-geral a última palavra em relação aos comissionamentos. Caso contrário, como aponta a diretoria da associação, o banco acabará criando conflitos desnecessários dentro de suas próprias unidades.

Fonte: AGEBB

Mandato não é privatizar, mas tornar BB mais eficiente, diz Luiz Fernando Figueiredo

Publicado em: 11/04/2019

Ex-diretor do Banco Central e fundador da gestora de recursos Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo foi convidado pela equipe economia do governo para assumir a presidência do conselho de administração do Banco do Brasil.

Será a primeira vez, segundo Figueiredo, que o conselho do BB será comandado por alguém vindo do mercado. E o que isso significa na prática? Que haverá um plano para tornar o BB mais eficiente e capaz de brigar de igual para igual com os concorrentes privados – o que, diz ele, não acontece hoje.

“O Banco do Brasil tem profissionais excelentes, mas, por ser uma estatal, também tem uma série de amarras. Entra na disputa por mercado com um braço para trás, enquanto os bancos privados competem com tudo o que têm”, afirmou, durante uma palestra online exclusiva para alunos do MBA em Investimentos e Private Banking, feito pelo InfoMoney em parceria com o Ibmec.

Sem dar muitos detalhes de como será sua atuação no BB – já que ainda não foi formalizado no cargo –, Figueiredo disse que seu mandato é “ajudar, com minha experiência, a tornar o banco melhor e mais eficiente”.

É preciso privatizar o BB para isso? “O que sei sobre esse assunto é o que está público: o banco não será privatizado”, disse Figueiredo. “Meu mandato não é esse.” Ele defendeu a atuação pública da instituição, mas disse que os custos dessa atividade não precisam ser pagos pelo BB – poderiam, por exemplo, estar previstos no orçamento da União.

“Montar uma agência numa área remota da Amazônia pode não fazer sentido econômico, mas tem uma função pública, e o Banco do Brasil deve estar atento a isso. Mas os recursos poderiam vir do orçamento público”, afirmou.

Sobre a chance de haver conflito de interesse entre sua atuação como presidente da Mauá e o comando do conselho do BB, Figueiredo diz que esse problema não existe. “Sou criterioso e, antes de aceitar o convite, também consultei advogados. Não existe conflito.” Segundo ele, Mauá e BB não são concorrentes diretos e, além disso, ele não faz parte do comitê que decide onde serão investidos os recursos dos fundos da gestora.

Trilhões fora da bolsa

Durante a palestra, em que respondeu perguntas dos alunos do MBA, Figueiredo também fez uma análise sobre a situação atual do país e disse acreditar na aprovação da reforma da previdência, “o que abriria espaço para um grande avanço do país”. “Os ativos financeiros vão mudar de preço”, acrescentou.

Para o gestor, a bolsa é o mercado com o maior potencial de valorização nesse cenário. Ele lembra que, atualmente, menos de 10% do patrimônio total do setor de fundos (que beira os R$ 5 trilhões) está aplicado em ações. A média internacional é de cerca de 50%. Se o Brasil se tornar um país mais “normal”, com uma perspectiva de crescimento de longo prazo, “a migração para a bolsa tende a ser enorme”, afirma.

Figueiredo acredita ainda que o câmbio esteja “fora do lugar” – ou seja, o real está desvalorizado demais frente ao dólar. “Mesmo sem a entrada de mais capital estrangeiro, o balanço de pagamentos é superavitário. Se a reforma for aprovada, não sei quem vai comprar tudo isso de dólar”, disse ele.

Fonte: Infomoney

Agentes do mercado vão controlar Banco do Brasil

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O Banco do Brasil (BB) convocou assembleia geral ordinária e extraordinária para 26 de abril. Entre outros pontos, será votada a composição do conselho de administração. Foram indicados seis novos representantes do mercado financeiro para o conselho, o que reforça o direcionamento privatista e neoliberal que o banco público está adotando no governo Bolsonaro.

Além disso, os indicados são ligados a outras instituições financeiras privadas e fintechs, o que gera conflito de interesses e pode prejudicar a instituição pública.

Guilherme Horn (Accenture), Luiz Fernando Figueiredo (Mauá Capital), Luiz Serafim Spinola Santos (UBS Capital e Bank of Boston), Marcelo Serfaty (G5 Partners, Pactual, Fiducia Asset), Ricardo Reisen de Pinho (Oi e Petrobras) e Waldery Rodrigues Junior (Secretário da Fazenda) são os indicados.

“O Guilherme Horn é totalmente conflitado. Ele é conselheiro de outras fintechs que concorrem diretamente com o Banco do brasil. É um conflito grave. Onde está a Comissão de Valores Mobiliários que não vê essas coisas?”, questiona João Fukunaga, secretário de Assuntos jurídicos do Sindicato dos Bancários de Osasco e Região e funcionário do Banco do Brasil.

Walderly já indicou que a intenção do governo é abrir mais espaço para a atuação de instituições financeiras privadas e para o mercado de capitais. “Queremos fazer com o BB o que estamos fazendo com o BNDES (…)”, disse.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, autorizou Waldery a redigir ofício exigindo R$ 100 bilhões do BNDES até o fim do ano, segundo o Estado de S. Paulo. Também defendeu a venda de ativos do Estado.

Hoje, o Banco do Brasil responde por 60% do crédito agrícola. É responsável por financiar a agricultura familiar por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que representa 70% da produção de alimento consumido pelos brasileiros, a juros módicos, que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano. Sem o Pronaf, os agricultores teriam de pagar até 70% a mais de juros nos bancos privados.

Fechamento de capital

O novo estatuto que será votado também prevê alienação do controle acionário do banco; e fechamento de capital.

“Definitivamente estão entregando o Banco do Brasil para a iniciativa privada e para pessoas acostumadas a gerir fundos de investimento que dão resultado no curto ou curtíssimo prazo, e não para pessoas que pensam essas instituições de forma estratégica para o Brasil. Para a função social dos bancos públicos essa visão é mortal”, afirma Fukunaga.

Saída do Novo Mercado

Será incluída também seção específica para tratar de eventual saída do Novo Mercado, segmento destinado à negociação de ações de empresas que adotam, voluntariamente, práticas de governança corporativa adicionais às que são exigidas pela legislação brasileira. A listagem nesse segmento especial implica a adoção de um conjunto de regras societárias que ampliam os direitos dos acionistas, além da divulgação de políticas e existência de estruturas de fiscalização e controle.

“Novo Mercado é o que há de melhor nos termos de governança e transparência. Por que a gestão do Banco do Brasil apresenta uma proposta de mudanças no estatuto para sair do Novo Mercado? Isso é outro problema. As empresas se esforçam para fazer parte do Novo Mercado e o Banco do Brasil quer sair? É ir na contramão do que todo mundo está fazendo, o que é um sinal muito negativo”, avalia Fukunaga.

Empréstimos para diretores e membros do CA

Além dessas mudanças, o novo estatuto prevê que membros do conselho de administração e da diretoria executiva poderão tomar dinheiro emprestado do Banco do Brasil.

“O cara que é ligado a Accenture, G5, Mauá, vai poder tomar empréstimo do Banco do Brasil? Eles vão poder assaltar o Banco do Brasil internamente? Os membros da diretoria executiva e do conselho de administração eram proibidos de tomar empréstimo do banco. Então por que agora será liberado? Os trabalhadores devem estar atentos a todos esses movimentos que atacam frontalmente o caráter público e social do Banco do Brasil”, afirma Fukunaga.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Cassi, plano de saúde do BB, tem prejuízos de R$ 377,7 milhões

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Maior operadora de planos de saúde de autogestão do país, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) está em uma situação bastante difícil.

Relatório financeiro divulgado no fim de março mostra que, em 2018, a Cassi registrou prejuízo de R$ 377,7 milhões, rombo 83% maior do que o computado em 2017 (R$ 206,1 milhões). Quando comparadas ao resultado de 2016 (R$ 159,4 milhões), as perdas mais que duplicaram.

A saúde financeira da Cassi só não está pior por causa dos pagamentos extras que estão sendo feitos pelos associados aos planos e pelo Banco do Brasil, patrocinadora da empresa. Os usuários dos convênios pagaram, além das mensalidades normais, R$ 226,5 milhões a mais à Cassi. Já o BB fez um aporte de R$ 301 milhões.

Para especialistas, se continuar nesse caminho, operando com prejuízos crescentes, a Cassi poderá sofrer intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação e pela fiscalização do setor. A Cassi está operando com patrimônio líquido negativo superior a R$ 100 milhões. Ou seja, se fechasse as portas e vendesse tudo o que tem, ainda assim deixaria esse rombo no mercado.

Em nota, a Cassi informa que o deficit registrado em 2018 decorreu do descasamento entre os valores arrecadados e os gastos com o pagamento das despesas assistenciais. “Essa situação está detalhada no relatório de administração e gestão, amplamente divulgado pela instituição desde o dia 29 de março e disponível para consulta em www.cassi.com.br.”

Eleições na Unidas

Apesar dos péssimos resultados da Cassi, Anderson Mendes, gerente de Negociações da empresa, está se movimentando no mercado para formar uma chapa a fim de disputar o comando da Unidas, associação que reúne as operadores de saúde de autogestão. As eleições estão marcadas para 28 de abril.

Mendes vinha se articulando com representantes da Geap, responsável pelos planos de saúde dos servidores públicos, para formar uma chapa com boas chances de vitória. Mas, nesta semana, toda a diretoria da Geap caiu, depois de uma intervenção do Palácio do Planalto. Juntas, Cassi e Geap têm quase 1,2 milhão de associados.

Quem acompanha de perto esse mercado de planos de saúde de auto-gestão garante que o quadro é preocupante. Como os custos dos convênios subiram muito, mas as empresas patrocinadoras têm reduzido o número de funcionários, o público pagante está diminuindo. Em 2017, a Cassi tinha 695.123 associados. Em 2018, esse número recuou para 683.737.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

Quem passar em concurso no BB pode ficar sem plano de saúde ao se aposentar

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Diante dos gastos cada vez maiores com planos de saúde de seus funcionários, o Banco do Brasil está negociando com o Sindicato dos Bancários um acordo para não pagar os convênios de futuros empregados da instituição quando eles se aposentarem.

Segundo informou o BB ao Blog, as negociações já vêm se estendendo por um bom período e fazem parte de uma Resolução baixada pelo antigo Ministério do Planejamento, em janeiro de 2018. Por meio desse documento, nenhuma estatal poderá honrar planos de saúde de novos funcionários após a aposentadoria. Hoje, o banco arca com mais da metade do valor dos planos de saúde de funcionários e de dependentes mesmo depois da aposentadoria.

O BB ressalta que o que está sendo proposto só valerá para os futuros funcionários. Para quem já está no banco, nada mudará. Pelo menos por enquanto. O BB diz que o convênio médico é um atrativo importante para quem faz concurso para a instituição.

Cassi

O funcionários do Banco do Brasil são atendidos pela Caixa de Assistência, a Cassi. A operadora, no entanto, enfrenta sérias dificuldades financeiras. Em 2018, registrou prejuízos de R$ 377,7 milhões, rombo 83% maior do que o do ano anterior.

O buraco no caixa só não foi maior graças aos R$ 226 milhões que os funcionários pagaram a mais por meio de uma contribuição extra, instituída desde o fim de 2016, que vigorará até dezembro de 2019, e pela antecipação de receitas futuras referentes a 13º salário feitas pelo BB, de R$ 301 milhões. Essas receitas seriam recolhidas à Cassi até 2021.

A grande pergunta que se faz dentro do banco é até quando a Cassi continuará operando no vermelho. Mais: até que ponto o BB está disposto a ficar antecipando receitas para cobrir os constantes prejuízos.

Bradesco

Há que diga, dentro do BB, que, mantidos esses resultados ruins, a Cassi poderia ser incorporada por outra operadora de planos de saúde, mais precisamente pela Bradesco Seguros. O Banco do Brasil assegura que não existe tal possibilidade.

De qualquer forma, será preciso pôr em prática um grande programa de recuperação da Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Brasil.

A contribuição dos funcionários para o plano de saúde passou de 3% para 4% dos salários (o percentual extra cairá a partir de 2020). E todos estão tendo que bancar, desde janeiro deste ano, 40% de toda as consultas e 20% dos exames. Até o ano passado, essas contribuições eram de 30% e 10%, respectivamente.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

BB diz que proposta para Cassi é a última; sindicato orienta aprovação

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Na última quinta-feira 27, o Banco do Brasil apresentou sua proposta final na mesa de negociação da Cassi. Fruto de longo e duro processo negocial, a proposta é definitiva. Os negociadores do BB informaram que o banco não vai mais fazer qualquer alteração no documento apresentado, uma vez que a proposta – que traz avanços em relação à de 2018, rejeitada em consulta pelos associados – já foi votada pelo Conselho Diretor do BB.

“Na atual conjuntura política, na qual o governo federal tem postura extremamente privatista, que se alinha ao discurso do presidente do BB, Rubem Novaes, a proposta, mesmo não sendo a ideal, permite resguardar o plano de saúde dos funcionários, da ativa e aposentados”, avalia o diretor do Sindicato e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga.

“Nesse cenário de ameaças como uma possível intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde) na Cassi e de tentativas de retirada de direitos dos trabalhadores com privatizações, aprofundamento da reforma trabalhista, proposta nefasta de reforma da Previdência e cortes orçamentários na saúde pública, a prioridade deve ser preservar o futuro da Cassi”, acrescenta.

Ameaças essas que se agravam na eminência de um novo Conselho de Administração, composto por nomes mercado. De acordo com matéria do Valor Econômico, recentemente foram indicados seis novos nomes do mercado para o Conselho de Administração do BB, o que reforça o caráter privatista e adverso aos trabalhadores da atual conjuntura política: Guilherme Horn (Accenture), Luiz Fernando Figueiredo (Mauá Capital), Luiz Serafim Spinola Santos (UBS Capital e Bank of Boston), Marcelo Serfaty (G5 Partners, Pactual, Fiducia Asset), Ricardo Reisen de Pinho (Oi e Petrobras) e Waldery Rodrigues Junior (Secretário da Fazenda).

Na avaliação do Sindicato, a recusa da proposta seria jogar os interesses dos associados da Cassi em uma verdadeira arena de leões. Por considerar que apresenta avanços e visa à sustentabilidade da Cassi, apesar de não ser a ideal, a entidade orienta pela aprovação da proposta em consulta ao corpo social.

Pontos centrais da proposta:

– Mantida a relação contributiva: BB 60% e associados 40% até 2022. A parte do banco no custeio contemplará 4,5% sobre a folha de pagamento de ativos e aposentados, 3% para cada dependente de funcionário ativo, mais 10% sobre as contribuições dos ativos a título de taxa de administração, retroativos a janeiro de 2019;

– A parte dos associados da ativa no custeio será de 4% sobre as verbas salariais, mais 1% para o primeiro dependente, 0,5% para o segundo e 0,25% a partir do terceiro, com piso de R$ 50,00 e teto de R$ 300,00 por dependente;

– A parte dos aposentados e pensionistas no custeio será de 4% sobre a soma dos benefícios do INSS mais Previ, acrescido de 2% para o primeiro dependente, mais 0,5% a partir do segundo dependente;

– Fica mantida a mesma forma de custeio para os atuais funcionários ativos e aposentados;

– O Plano Associados será reaberto e os novos funcionários admitidos deste 01/01/2018 podem manter a Cassi após a aposentadoria, desde que assumam o pagamento da parte pessoal e patronal;

– Será instalada mesa de negociação para integrar à Cassi os funcionários dos bancos incorporados em até 30 dias a partir da aprovação do novo Estatuto;

– Não altera o modelo de governança no Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Diretoria. Não se aplica voto de minerva nos conselhos em nenhuma matéria;

– As diretorias dos eleitos e dos indicados permanecem com as mesmas atribuições, com duas alterações: a parte de atuária é dividida entre a Diretoria de Finanças (indicada) e a atual Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes (eleita). Fica estabelecido voto de qualidade para o Presidente somente para algumas questões operacionais de competência exclusiva da Diretoria. Não pode ser usado voto de minerva para alterar direitos, benefícios, regulamentos, estatutos, dentre outras questões.
Histórico das Negociações:

– 23/01 – Reunião entre BB, Cassi e entidades define retomada da mesa de negociação. Restabelecimento da Mesa de Negociação da Cassi foi reivindicação principal.

– 31/01 – Entidades e Banco do Brasil retomam as negociações da mesa da Cassi. As entidades cobraram do banco a apresentação de uma proposta de custeio para ser levada a debate com as entidades e os associados.

– 07/02 – Negociação da mesa da Cassi tem discussões sobre governança e custeio. Entidades representativas dos funcionários apresentam contraproposta de governança.

– 19/02 – Entidades cobram mais dados da proposta para a Cassi e apresentam sugestões. Números globais e dados detalhados foram pedidos para divulgação aos associados.

– 25/02 – BB detalha nova proposta para a Cassi.

– 27/02 – Entidades recusam proposta por ser pior que a proposta rejeitada na votação.

– 01/03 – Contraf-CUT disponibiliza boletim sobre negociações da Cassi e convoca Jornada de Lutas pela Cassi.

– 08/03 – Entidades reafirmaram premissas sobre governança e pedem mais dados de custeio.

– 17 a 22/03 – Entidades ficam em regime de esforço concentrado nas negociações durante toda a semana em Brasília.

– 18/03 – Entidades apresentam contraproposta de governança, debates sobre custeio e ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF).

– 20/03 – Debates sobre governança.

-22/03 – Encerrada a semana de estudos e simulações de custeio incluindo a área técnica da Cassi.

– 27/03 – Apresentada Proposta.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil adquire carteira de crédito do Banco Votorantim por R$ 1,4 bi

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O Banco do Brasil comprou nesta segunda-feira (08) uma carteira de crédito do Banco Votorantim por R$ 1,393 bilhão. O contrato para a cessão de direitos creditórios foi firmado no dia 27 de março.

De acordo com o Banco do Brasil, a coobrigação que foi assumida pela Votorantim prevê o pagamento dos vencimentos, mesmo com a inadimplência da carteira, por meio do mecanismo de “first loss”. Além disso, há uma cláusula de mandato que prevê cobranças e recebimentos dos clientes devedores pelos cedente.

Ademais, outra cláusula prevê a recompra de operações liquidadas antecipadamente por devedores, que incluem operações inadimplentes ou que sejam objeto de falhas ou vícios de contratação. Há ainda uma cláusula de depósito.

De acordo com o Banco do Brasil, o negócio com o Votorantim “decorre da sinergia estratégica entre as instituições”. “Os procedimentos e medidas adotadas seguem os padrões do mercado de cessões de créditos, sendo formalizadas por intermédio de contratos de cessões de direitos creditórios e validadas e liquidadas na C3 (central de registro de contratos de crédito) a preço de mercado”.

Desinvestimento no Banco do Brasil

O banco vem passando por uma série de desinvestimentos. Na semana passada, o banco anunciou a venda da sua participação na Neoenergia. O negócio deverá ocorrer por meio de uma IPO (oferta pública de ações).

De acordo com o presidente do BB, Rubem Novaes, a venda envolvendo o Banco do Brasil acontecerá no primeiro semestre deste ano. Em março, a Neoenergia confirmou que planeja abrir o capital da empresa.

A estatal possui 9,34% de participação da Neoenergia. Além disso, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco, é dona de 38,21% da companhia. O resto pertence ao grupo espanhol Iberdrola. A negociação da venda da fatia do Banco do Brasil faz parte da nova diretriz de estimular uma série de desinvestimentos.

Fonte: Suno Research

Só 20% dos poupadores inscritos em acordo recebem indenização dos bancos

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Dez meses após a implementação da plataforma on-line para pagamento das indenizações dos bancos a poupadores por perdas nos planos econômicos (Bresser, Verão e Collor II), apenas 20% dos 148.431 consumidores que se habilitaram conseguiram receber, integral ou parcialmente, os valores devidos. Segundo a Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo) a expectativa era que pelo menos 50% dos habilitados tivessem recebido até agora. Afinal, já passou metade do prazo para a adesão ao acordo, de dois anos contados a partir da homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), feita em março de 2018.

A última fase do calendário de pagamento, aliás, começou no mês passado, no dia 18, quando a plataforma passou a receber adesões de quem ingressou na Justiça em 2016.

Assinado por Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Febrapo e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o acordo teve como objetivo colocar um ponto final na briga judicial iniciada ainda nos anos 1990. Já a plataforma, que entrou no ar em maio de 2018, foi criada para agilizar o processo de indenização.

— O objetivo da plataforma era simplificar, mas acabou virando um complicador. O consumidor cai em exigência por uma procuração ilegível, apesar de o banco ter o documento em seu processo — conta o presidente da Febrapo, Estevan Pegoraro.

Segundo ele, a federação já recebeu três mil reclamações de poupadores. A maior parte das queixas diz respeito à plataforma administrada pela Febraban.
Para Walter Moura, advogado do Idec, a plataforma da Febraban falhou:
— Se os bancos identificaram os poupadores que devem ser ressarcidos e a plataforma falhou, já passou da hora de procurarem diretamente esses consumidores para cumprir o acordo.

Mudanças na plataforma

Até a semana passada, diz Moura, Banco do Brasil (BB), Bradesco, Santander e Safra não haviam pago nem a um único associado do Idec.

A engenheira aposentada Maria Carolina Rodrigues Silva, de 67 anos, faz parte desse grupo. Ela aguarda, desde outubro, os R$ 3 mil que tem para receber do BB, referente à diferença da remuneração da sua caderneta de poupança no Plano Verão.

— Não consigo acessar a plataforma para acompanhar o caso. Já estamos quase em abril e ainda não recebi nada. Tivemos um deságio de 70% na indenização, mas nem assim consigo receber — queixa-se Maria Carolina, que na época economizava para comprar a casa própria.

Consultados, BB, Bradesco, Santander e Safra informaram que a Febraban responderia por eles.

Mais mutirões

A Febraban, por sua vez, afirma trabalhar em parceria com Febrapo e Idec para corrigir eventuais dificuldades no processo de adesão ao acordo dos planos econômicos e no pagamento dos valores devidos. Segundo a instituição, foram feitas 25 melhorias na plataforma e “restam apenas exigências indispensáveis para a efetivação dos acordo” e “necessárias para evitar fraudes e pagamentos indevidos”.

Perguntada sobre o número total de queixas e os problemas relatados pelos usuários da plataforma, a Febraban informou não dispor “de levantamento estatístico relativo ao tema, que vem sendo tratado pelos bancos, individualmente, caso a caso, no menor prazo possível.”

Fora da plataforma, dez mil pessoas obtiveram a indenização prevista no acordo por meio de mutirões realizados desde outubro pela Febraban em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Perguntado sobre as críticas das entidades sobre o desempenho da plataforma, o CNJ diz que vai intensificar o atendimento presencial este ano, mas não divulga o calendário. Segundo a Febraban, devem ser feitos mutirões, a partir deste mês, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais.

Procurada, a Advocacia-Geral da União (AGU), que intermediou o acordo, pediu para entrar em contato com a Febraban.

Quem não conseguir receber as indenizações dentro do prazo de acordo não perde o direito ao ressarcimento, ressalta Luciana Telles, subcoordenadora Cível da Defensoria Pública do Rio:

— Passado o prazo, o STF fará o julgamento final. E se o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça for mantido, quem esperar pode até fazer jus a uma indenização maior. Há assistidos da Defensoria que preferiram não aderir ao acordo, decidiram aguardar o julgamento final — diz.

Entenda como se deu o acordo para a indenização de perdas

1987 a 1991 – Planos econômicos
Na implementação dos planos econômico Bresser (1987), Verão (1989) e Collor II (1991), os brasileiros que tinham recursos depositados em conta poupança tiveram uma correção no saldo inferior à devida.

1990 – Primeiras ações
Em 1990, o Idec entrou com a primeira ação coletiva sobre o tema para reparação dos prejuízos. Em 1993, foi impetrada ação civil pública contra o Plano Verão.

2001 – Relação de consumo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ ) reconhece que se trata de uma relação de consumo e que é legítimo, portanto, que órgãos de defesa do consumidor representem os poupadores.

2016 – Juros remuneratórios
O STJ acata pedido dos bancos e retira a aplicação de juros remuneratórios nos processos em que a sentença não prevê expressamente a sua incidência, reduzindo o valor da indenização em até 70%. Acordo entre poupadores e bancos é enviado para homologação do STF.

2018 – Acordo homologado
O STF homologa o acordo de planos econômicos em março. É criada uma plataforma para adesão, coordenada pela Febraban, em maio, e a habilitação e os pagamentos começam a ser feitos.

Saiba como funciona a habilitação

Quem pode se beneficiar?
Todos os poupadores ou herdeiros que ajuizaram ações individuais ou coletivas até 31 de dezembro de 2016. Quem não recorreu à Justiça não tem direito ao acordo.

Como faço para aderir?
A adesão pode ser feita pelo poupador, desde que tenha todos os dados, inclusive os do advogado. Para concluir a habilitação, é obrigatório que o advogado assine o termo de adesão por meio de certificado digital. A exceção são os casos de Juizado Especial Cível, quando o poupador não constituiu advogado. A adesão pode ser feita até março de 2020.

Como é feita a análise:
Após o recebimento do pedido de habilitação, o banco fará a análise em 60 dias. No caso de o pedido ser instruído por declaração de IR, em vez de extrato, o prazo será dobrado. Todas as fases da análise serão comunicadas por e-mail.

Fonte: O Globo

TRT-18 e Banco do Brasil vão implantar sistema para emissão de alvarás

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O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás) e o Banco do Brasil discutiram na tarde de terça-feira (2/4) a implantação do Sistema de Controle de Depósitos Judiciais (SisconDJ) para a emissão de alvarás de levantamento de depósitos judiciais nas unidades de primeiro grau. A expectativa é que a interligação bancária das Varas do Trabalho com o BB seja feita até o fim do semestre.

Para a implantação do sistema, Goiás conta com o apoio técnico do TRT de São Paulo, que inaugurou a interligação com o BB, e com os técnicos do banco. Além de SP, mais dois regionais trabalhistas já utilizam a interligação: o TRT-20 (Sergipe) e o TRT-21 (Rio Grande do Norte).

Uma vez implantado, o sistema permite que as partes recebam seus créditos diretamente nas contas indicadas no processo, evitando o comparecimento ao banco ou à vara do trabalho.

De acordo com dados do Banco do Brasil, o mês de março fechou com um saldo de R$ 118 milhões aproximadamente em depósitos judiciais relativos a processos que tramitam na Justiça do Trabalho em Goiás. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-18.

Fonte: Consultor Jurídico

Banco do Brasil será usado para entrega da TAG a franceses

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Cerca de dois terços de US$ 8,6 bilhões (equivalente a R$ 32,6 bilhões) a ser pago pela privatização da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobrás, serão financiados por seis bancos estrangeiros e três brasileiros. O anúncio da entrega de 90% da transportadora para um consórcio formado pela multinacional francesa Engie e o fundo canadense Caisse de Depôt et Placement du Québec (CDPQ) foi feito no dia 5.

O holandês ING, os franceses Crédit Agricole e BNP Paribas e os japoneses Sumitomo, Mizuho e MUFG entrarão com o equivalente em dólares a R$ 9,5 bilhões. Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil vão entrar com R$ 13,5 bilhões, divididos em partes aproximadamente iguais.

Isso significa que os bancos financiarão o equivalente a cerca de R$ 23 bilhões. As informações são do jornal Valor Econômico.

O financiamento dos bancos terá como garantia os contratos de transporte de gás com a Petrobrás. Ou seja, risco zero para os bancos e lucro garantido para consórcio estrangeiro que empalmou a TAG.

“Já está tudo negociado e todos os financiamentos garantidos. Mais do que garantidos. São 100% baseados nas receitas dos contratos com a Petrobrás”, afirmou o presidente da Engie no Brasil, Maurício Bähr.

Mau negócio para a Petrobrás e prejuízo para o Brasil, em todos os sentidos. Também, o presidente da Petrobrás, Roberto Castelo Branco, abriu a alma e asseverou que o seu sonho é ver a estatal privatizada.

A TAG é uma empresa fundamental para o país. Tem uma capacidade contratada de movimentação de cerca de 74,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. É a garantia de transporte do gás natural da região de Urucu (AM) para várias cidades da Região Norte, além de garantir o transporte de gás natural das bacias de Campos (RJ) e de Santos (SP) para a Região Nordeste.

Segundo a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), “a privatização da TAG sem licitação não é apenas ilegal e inconstitucional”. Conforme a entidade, “as receitas da TAG são reconhecidas com base nos contratos de transporte de gás natural, que inclui cláusulas de ship or pay, na qual a Petrobrás (carregadora) se obriga a pagar pela capacidade de transporte contratada, independentemente do volume transportado”.

A receita da TAG está garantida pelos contratos de serviços de transporte, regulados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Aepet resumiu:

– Malha Nordeste para 21,6 milhões de metros cúbicos por dia, com prazo de duração de 20 anos e vigência até dezembro de 2025;

– Sistema Gasene para 20,0 milhões de metros cúbicos por dia no trecho sul e 10,3 milhões de metros cúbicos por dia para trecho norte, com prazo de duração de 25 anos e vigência até novembro de 2033;

– Urucu-Coari-Manaus para 6,3 milhões de metros cúbicos por dia, com prazo de duração de 20 anos e vigência até novembro de 2030;

– Pilar Ipojuca para 15 milhões de metros cúbicos por dia, com prazo de duração de 20 anos e vigência até novembro de 2031.

Na avaliação da Aepet, a venda da TAG pode representar para a Petrobrás uma despesa cujo valor presente líquido (VPL), para um período de 25 anos, seria de US$ 13,82 bilhões (R$ 52,5 bilhões). Com a venda de 90% das ações, o VPL seria de US$ 12,44 bilhões (R$ 47,8 bilhões).

“Desse modo, é temerário que a Petrobrás venda 90% de sua participação acionária na TAG por valor inferior a US$ 12,44 bilhões (R$ 47,8 bilhões)”, conclui a entidade dos engenheiros da estatal.

Fonte: Hora do Povo

BB é condenado a pagar R$ 10 mil a cliente que foi barrada em porta giratória

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O Banco do Brasil foi condenado pela Justiça a indenizar, por danos morais, uma cliente em R$ 10 mil, no município de Fazenda Nova, a 206 km de Goiânia. Na decisão, dada pelo juiz Eduardo Perez de Oliveira, consta que a mulher, correntista da agência e comerciante na cidade, foi barrada várias vezes na porta giratória e teve que deixar a bolsa do lado de fora para depositar 13 mil.

Segundo o magistrado, a pequena cidade, com seis mil habitantes, onde aconteceu o fato, deu a tônica dos fatos: todos se conhecem, inclusive funcionários da instituição bancária e correntistas.

A assessoria de imprensa do Banco do Brasil informou que a instituição ainda analisa o teor da sentença para decidir sobre eventuais providências. No entanto, informou que a porta giratória detectora de metais é um dos equipamentos de segurança exigidos pela Polícia Federal. (veja a nota abaixo na íntegra)

“A parte ré, como único banco de toda a comarca, deve adaptar seu atendimento à realidade local na medida do possível. Não se propõe aqui um regramento novo do banco para cada cidade, mas um tratamento (diferente de regramento) que permita contemplar as peculiaridades dos costumes locais, sem ferir a lei ou as normas de segurança”, afirmou o juiz.

Para Eduardo Perez de Oliveira, o fato ter acontecido na pequena cidade do interior goiano, é repleto de particularidades, principalmente pela falta de anonimato.

“Um caso julgado em Fazenda Nova, embora fundando-se nos mesmos dispositivos, pode não ter o mesmo resultado do que um julgado em Goiânia ou São Paulo, dadas as características próprias de cada urbe. Por ser uma cidade pequena, em que todos se conhecem e onde a parte autora é também conhecida, o tratamento dispensado pela parte ré deveria ter sido diverso. Tal proceder já seria abusivo em cidades grandes, não pela negativa, mas pela orientação de abandonar a bolsa no chão na parte externa, que dirá em uma pequena urbe”, disse o magistrado.

Na petição, ela alegou que se sentiu humilhada na frente dos demais clientes, já que teria retirado todos os seus pertences pessoais da bolsa, deixando apenas a quantia, e mesmo assim não conseguiu passar. Ela contou que pediu ao segurança, em vão, para que ele olhasse o interior de sua bolsa e chamou pelos gerentes, mas não adiantou.

Risco para a cliente

Segundo Eduardo Perez, não é admissível é que o cliente seja orientado a “retirar um bolo robusto de notas, diante dos demais clientes, e abandonar seus pertences do lado de fora da agência para só então ser atendido”.

“A agência colocou a própria cliente em risco, pois, ao fazê-la ingressar na agência com grande quantidade de dinheiro em mãos, deixou claro a todos que se trata de pessoa que vai ao banco com somas elevadas. Diante do tamanho da cidade, a informação já deve muito certamente ter sido difundida, o que pode significar mal futuro para a parte autora, colocando-a e aos seus em risco, pois trata-se de pessoa conhecida”.

Veja a nota do BB:

“A porta giratória detectora de metais (PGDM) é um dos equipamentos de segurança exigidos pela Polícia Federal e visa preservar a segurança do ambiente e das pessoas ao restringir o acesso de armas de fogo ou objetos que venham a viabilizar investidas criminosas. As regras para triagem e acesso às agências do Banco do Brasil são definidas, única e exclusivamente, em função da proteção que o Banco deve oferecer aos seus usuários e funcionários. O Banco do Brasil ainda analisa o teor da sentença para decidir sobre eventuais providências”.

Fonte: Portal G1

Brasileirinho Delivery firma parceria com BB para financiamento de franquias

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O Brasileirinha Delivery, que oferece comida típica brasileira em box, anuncia a parceira com o Banco do Brasil para investimento em sua franquia, em que uma unidade requer investimentos a partir de R$ 130 mil. “Os custos são bem mais altos para franquias de alimentação, onde o cuidado deve ser redobrado. É impossível atuar através do homeoffice, por exemplo, então sempre existirá esse custo de ter um lugar físico para as operações, por menor que o espaço seja”, explica Jhonathan Ferreira, diretor executivo do Brasileirinho Delivery. Outras particularidades do mercado de alimentação, continua o executivo, também encarecem o preço da franquia, como amplo espaço para cozinha, equipamentos de qualidade, equipe completa para trabalhar na produção das refeições e no atendimento, entre outros.

Segundo Ferreira, cerca de 80% dos clientes que realizam cadastro para se tornarem franqueados da rede não possuem capital suficiente para investir na franquia. “As pessoas sempre perguntam se existem linhas de crédito, pois muitos possuem metade do investimento e não conseguem levantar o restante, nem identificar um sócio para entrar com esse capital. Por isso, é comum que alguns interessados desistam da ideia de abrir uma unidade”.

A parceria do Banco do Brasil com o Brasileirinho garante ao investidor financiamento de até 80% do capital necessário com 72 meses de prazo de pagamento. A carência para começar a pagar as prestações é de um ano após a aprovação do crédito. “Nossa média é de 200 mil pedidos por mês, isso passa uma segurança para o banco, que confia no nosso trabalho e sabe que nossos modelos já foram testados e aprovados pelo mercado”, garante Ferreira.

Para o executivo, essa é uma grande oportunidade de alcançar as metas da rede em menos tempo, inclusive ainda neste ano: “O prazo para pagamento, os juros mais baixos e o tempo de carência oferecidos pelo Banco do Brasil são um grande incentivo para quem deseja ter seu próprio negócio, uma vez que possibilita aos investidores um fôlego maior para a manutenção da unidade”. O Brasileirinho Delivery possui 90 unidades franqueadas em todo o Brasil e projeta um incremento de até 50% em novos negócios impulsionados pela iniciativa.

Fonte: Novarejo

BB está preparado para navegar no marasmo da economia, diz Rubem Novaes

Publicado em: 03/04/2019

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, confirmou nesta terça-feira (2) que a companhia vai vender a sua participação na Neoenergia “através de um IPO” (oferta pública de ações, na sigla em inglês). A negociação deve ocorrer no primeiro semestre deste ano, segundo o executivo. A operação vai ser liderada pelo BB Investimentos, JP Morgan e Bank of America, segundo Novaes.

Novaes também disse que o Banco Brasil está preparado para navegar num quadro de “marasmo da economia”. Num cenário em que as projeções para a economia brasileira estão desapontando, o executivo reconheceu que as perspectivas para o BB podem ser melhores se a atividade econômica passar para um patamar melhor.

Nesta semana, os analistas consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central, reduziram, pela primeira vez, a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano para menos de 2% – no fim de 2018, alguns analistas chegaram a projetar que a economia brasileira poderia ter um crescimento próximo de 3% em 2019.

“Se a economia deslanchar, os resultados serão bem melhores, mas estamos preparados para navegar neste mundo em que há um certo marasmo na economia”, afirmou Novaes ao participar de evento em São Paulo.

No ano passado, o Banco do Brasil teve lucro líquido contábil de R$ 12,8 bilhões em 2018. O resultado representa um aumento de 16,8% na comparação com 2017. A carteira de crédito avançou 1,8%.

“Com a economia crescendo 1,5%, 2%, não estamos sendo muito agressivos na política de crédito”, afirmou Novaes. “Se tentar expandir o crédito e a demanda não estiver crescente, vai dar bobagem.”

Novaes disse que o país enfrenta um quadro binário. Se a reforma da Previdência, considerada fundamental para o acerto das contas públicas for aprovada, a atividade economia deve se fortalecer, avalia. Se, no entanto, a reforma não sair do papel, o Brasil “pode entrar no quadro muito ruim”.

Fonte: G1

Cassi: recuo das direções sindicais pode abrir caminho para derrubar conquista histórica da categoria

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Com o aprofundamento da crise capitalista, aumenta a necessidade dos patrões procurarem uma saída através de um maior ataque às já precárias condições de vida dos trabalhadores. Valendo-se de um recuo das direções sindicais no encaminhamento das lutas dos trabalhadores bancários, a direção do Banco do Brasil procura abrir caminho para derrubar uma conquista histórica da categoria, que foi fruto de muita luta de gerações passadas.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil foi criada pelos os funcionários do banco em 1944, com o objetivo de dar assistência médica para todos os trabalhadores e seus dependentes. Muitos anos depois, em 1970, o Banco do Brasil ao invés de contratar um plano de saúde no mercado de âmbito nacional optou em patrocinar a CASSI, que já era de seus empregados, ou seja, a Cassi é um patrimônio construído pelos trabalhadores.

Com o advento da era neoliberal no País, no começo da década de 1990, do governo Collor até o governo do famigerado Fernando Henrique Cardoso (PSDB), havia uma determinação clara, de preparar o BB para uma possível privatização. Para que isso fosse levado à frente uma das medidas adotadas foi de reduzir as despesas com a saúde do trabalhador.

Em 1996, em plena era privatista de FHC (PSDB), contando, com a colaboração das entidades representativa dos trabalhadores, houve uma campanha de ameaças sistemáticas por parte do Banco de que a Caixa de Assistência estava na iminência de uma falência, que era necessário a mudança do estatuto da entidade para sanear os problemas financeiros. Depois de muitas falsas propagandas e ameaças de fim do plano de saúde acabaram aprovando a proposta que aumentava de 1% para 3% a contribuição do funcionalismo (200% de aumento) e de 2% para 3% da patrocinadora, ou seja, o Banco (50% de aumento); os funcionários que possuíam parentes como dependentes indiretos (pais, avós, tios, filhos maiores de 24 anos, etc.) passaram a ter que contratar um plano específico equivalente a qualquer outro existente no mercado.

A última mudança do estatuto da Cassi, se deu em 2007, também apoiada pelas direção das entidades representativas dos trabalhadores, junto com a direção do banco. A mesma gerou uma enorme manipulação em que o corpo social rejeitou a mudança em três consultas, só sendo aprovada apenas na quarta votação e, só após intensa campanha, o novo estatuto foi “aprovado”. A mudança estabeleceu, dentre outras questões, a cobrança, a título de “co-participação”, de 10% a 30% sobre eventos de diagnose e terapia não vinculados à internação hospitalar para o associado, e o investimento por parte do Banco em serviços próprios no valor de R$ 300 milhões na Cassi, que até hoje os trabalhadores não sabem onde foram parar, sendo que, o compromisso era que após a aprovação da reforma, esse recurso seria investido em serviços próprios. Ao contrário disso, o que aconteceu foi o fechamento e o abandono de ambulatórios, descaso em relação aos SESMTs etc.

Agora, no atual processo de uma nova consulta da mudança na Cassi, essas mesmas direções chamam os trabalhadores a aumentar a ofensiva do atual governo, eleito através da maior fraude eleitoral já vista no país, golpista, neoliberal privatista (recentemente o presidente do BB deu declaração se dizendo favorável à privatização do banco), para liquidar com o plano de saúde dos funcionários para entregar aos planos de saúde privados e fortalecer a política de privatização do banco.

O que as entidades chamam de avanço, na nova proposta do banco, na verdade é um ataque sem precedentes que visa liquidar com a Cassi. É tudo que os banqueiros querem. Quebram com o sistema de Solidariedade do plano (todos contribuem para o fundo em benefícios de todos, tanto da ativa quanto dos aposentados, que poderão ter um plano digno até a sua morte): a proposta de sustentabilidade financeira tem projeções apenas até 2021 onde se abre nova mesa de negociação para novas alternativas; está prevista a paridade contributiva entre associados e patrocinadora de 50%, hoje a empresa arca com 60% e associados com 40%; o fim da solidariedade não só obriga contribuição dos dependentes, mas estabelece que os novos funcionários assumam a contribuição patronal nas suas aposentadorias; e institui o voto de minerva, que será aplicado em vários casos.

Sob o argumento de “preservar o futuro e a sustentabilidade” há, no mínimo, informações distorcidas sobre a Cassi, com o intuito de impor mais um ônus aos trabalhadores.

Ao contrário das justificativas apresentadas: o “governo toma medidas drásticas contra os trabalhadores, tais como a privatização de várias empresas públicas, o aprofundamento da reforma trabalhista com corte de direitos, a proposta de destruição da Previdência Social, o corte de verbas para educação e saúde públicas” (Contraf 28/3/19), são medidas para colaborar com a direita golpista de liquidação do plano de saúde dos funcionários do BB.

É claro que está nos planos do governo privatizar o Banco do Brasil. Não é mera coincidência que os golpistas e os capitalistas “nacionais” e internacionais estão em uma intensa campanha para liquidar com a previdência pública que hoje tem um caráter solidário sendo substituído por um sistema de capitalização, obrigatório e individual.

Os bancários do Banco do Brasil devem dizer um sonoro não à tentativa de mudança no estatuto da Cassi, que é um patrimônio construído pelos trabalhadores e é a eles que cabem o seu gerenciamento e controle. É preciso denunciar e mobilizar contra este ataque e exigir que a Cassi seja colocada sobre o controle dos trabalahdores.

Cabe aos trabalhadores do BB barrar mais esse ataque do governo golpista e organizar a mobilização pelo controle, efetivo, do seu plano de saúde unicamente pelos trabalhadores.

A mudança do estatuto da Cassi abre sim o caminho da privatização do Banco do Brasil e a liquidação do plano saúde dos funcionários do BB.

Fonte: Causa Operária

Caiado quer que Goiás seja tratado como prioridade pelo BB e propôs “parceria total”

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O governador Ronaldo Caiado (DEM) esteve reunido na tarde desta quarta-feira, 27, com o superintendente estadual do Banco do Brasil, Felipe Zanella, quando teve acesso ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) em Goiás e propôs “parceria total”.

Na visão de Caiado, Goiás merece ser tratado como prioridade pelo banco, por ter índice de inadimplência da 0,5%. A ideia dele é que o dinheiro do FCO chegue ao pequeno agricultor, ao produtor rual e aos empresários por todo Estado.

“Onde for identificada a necessidade, nós estaremos presentes levando informação, estrutura e recursos para que haja o desenvolvimento, seja rural ou urbano. O objetivo é o crescimento econômico do Estado e a melhoria de vida das pessoas”, disse o superintendente.

Diante do acesso ao FCO, o governador colocou como meta para 2019 o foco na aprovação de Cartas Consultas de empresas que estão, ou pretendem, se instalar em áreas menos desenvolvidas do Estado.

O objetivo seria levar investimento para o Norte e Nordeste goiano. A própria regulamentação do FCO, traz uma determinação de que pelo menos 12% do valor total do fundo sejam aplicados nas regiões Nordeste e Oeste.

Wilder Morais lembrou que a previsão orçamentária para este ano destinará cerca de R$ 3 bilhões para Goiás. Na reunião desta tarde, explicou, foram definidas as metas de investimento.

O FCO é um fundo de crédito destinado à região Centro-Oeste do país. Atualmente Goiás possui parcela de 33% do total. O restante é dividido da seguinte forma: 33% para o Mato Grosso, 24% para o Mato Grosso do Sul e 10% para o Distrito Federal. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 7.031.694.949.

Fonte: Jornal Opção

Lucro conjunto de Petrobras, Eletrobras e BB bate recorde de R$ 51,9 bilhões

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As três maiores estatais brasileiras de capital aberto (com ações listadas em Bolsa de Valores) — Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil — tiveram lucro líquido conjunto de R$ 51,9 bilhões no ano passado, maior valor já registrado pelas três estatais na história, segundo pesquisa da empresa de informações financeiras Economatica.

O maior lucro conjunto anterior tinha sido de R$ 49,172 bilhões, em 2011. Esse resultado é nominal, ou seja, corresponde ao lucro anunciado naquele ano e não considera um eventual ajuste do número pela inflação acumulada entre 2011 e 2018. No ano passado, a Petrobras lucrou R$ 25,8 bilhões, a Eletrobras teve ganho líquido de R$ 13,2 bilhões, e o Banco do Brasil registrou lucro de R$ 12,9 bilhões.

Em contrapartida, no período de 2014 a 2017 o balanço combinado das três empresas resultou em prejuízo líquido. O pior momento ocorreu em 2015, quando o prejuízo conjunto atingiu R$ 34,9 bilhões. A Petrobras foi a principal responsável pelo resultado ruim naquele ano, com perda de R$ 34,9 bilhões, enquanto a Eletrobras teve prejuízo de R$ 14,4 bilhões e o Banco do Brasil lucrou R$ 14,4 bilhões.

Valor de mercado também bate recorde

Segundo a Economatica, o valor de mercado conjunto das três companhias alcançou a marca recorde de R$ 554,9 bilhões ontem (27). O valor de mercado considera o total de ações de uma companhia multiplicado pelo preço das ações.
A Petrobras registrou valor de mercado recorde de R$ 379,8 bilhões, o Banco do Brasil atingiu valor histórico de R$ 129,2 bilhões e a Eletrobras alcançou marca recorde de R$ 45,9 bilhões no fechamento do pregão de ontem.

Fonte: UOL

Banco do Brasil lança pulseira para comprar via débito ou crédito

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Clientes do Banco do Brasil poderão fazer pagamentos via débito ou crédito por meio de uma pulseira exclusiva, que funciona por aproximação. Com o acessório, não será mais preciso tirar a carteira do bolso e entregar o cartão para autorizar suas compras.

A pulseira Ourocard é o primeiro vestível lançado pelo BB, e, por enquanto, o único do país a oferecer essa vantagem. O acessório usa a tecnologia NFC (Near Field Communication), e as operações são realizadas por meio de um chip localizado na parte interna da pulseira. Quem opera a transação é o lojista, e o correntista ganha a facilidade de comprar mais rapidamente, além da segurança de não precisar exibir sua carteira em público.

À prova d’água, o wearable também visa oferecer conveniência aos clientes do banco, em especial naquelas situações de lazer, como em shows, na academia ou em barzinhos na praia. Para Rogério Panca, diretor de meios de pagamento do BB, a pulseira é um novo passo na transformação digital que o banco vem implementando no país.

“A chegada da Pulseira Ourocard representa um avanço importante no mercado de cartões brasileiro e complementa a estratégia do BB para ampliar o uso de soluções digitais pelos nossos clientes, fortalecendo nosso posicionamento #MaisQueDigital. O objetivo é evoluir cada vez mais para entregar a melhor experiência possível aos nossos portadores, oferecendo alternativas sustentáveis em relação ao uso do dinheiro em espécie”, destacou o executivo.

Fonte: Canaltech

BB divulga resultado do Edital de Cessão de Espaço dos CCBBs

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O Banco do Brasil divulga o resultado do Edital de Seleção Pública de Projetos Culturais, modalidade Cessão de Espaço, com os projetos que poderão compor a programação dos Centros Culturais no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte em 2019 e 2020. Ao todo, foram selecionados 71 projetos, dentre os 534 inscritos, para as áreas de Artes Cênicas, Cinema, Exposições, Ideias e Música. Para consultá-los, basta acessar o site: www.bb.com.br/cessaoespacoccbb.

Na modalidade Cessão de Espaço, as propostas selecionadas não recebem patrocínio financeiro do Banco do Brasil e devem possuir os recursos necessários para sua realização. Em outubro de 2018, o Banco do Brasil divulgou o resultado do Edital de Patrocínio 2019-2020 dos CCBBs, com a pré-seleção de 451 propostas, sendo 112 para realização e 339 para composição do banco de projetos.

Os projetos selecionados para a programação dos Centros Culturais foram avaliados pelas equipes técnicas de cada CCBB. A iniciativa permite garantir uma programação de qualidade para o próximo biênio, consolidando os CCBBs como centros de referência em arte e cultura no país, fortalecendo a imagem do Banco do Brasil como instituição que valoriza e investe no acesso e na formação cultural dos cidadãos brasileiros.

“Disponibilizar os espaços dos CCBBs, via Edital de Seleção Pública, reforça o compromisso do Banco em manter uma relação transparente com a sociedade, fomentar e democratizar o acesso à arte e à cultura”, afirma Karen Machado, gerente executiva da diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil.

Somente em 2018, os Centros Culturais receberam mais de 4,36 milhões de visitantes.

Fonte: Banco do Brasil

Diretoria da Previ começa apresentação de resultados pelo país

Publicado em: 28/03/2019

Na última segunda-feira, 18/3, os participantes do Previ Futuro e do Plano 1 do Rio de Janeiro puderam conhecer os números da Entidade em 2018. O giro pelas cidades para realizar as apresentações de resultado teve início na cidade onde fica a sede da Previ e que concentra um dos maiores números de associados.

Com quase 200 mil participantes e dois planos de previdência complementar, a Diretoria Executiva da Previ visita anualmente diversas capitais do país para apresentar seus números. Em 2019 serão 15 cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Recife, Fortaleza, Belém e Campo Grande. Uma rotina que já existe há pelo menos dez anos, até mesmo quando os números são ruins.

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Em 2016, quando a Entidade estava com um déficit de R$ 16,1 bilhões e o setor de fundos de pensão enfrentava acusações de má administração, as apresentações também aconteceram. Algumas das frases repetidas à exaustão nas exposições explicavam que aqueles números eram fruto de uma conjuntura econômica difícil, que os investimentos da Previ eram sólidos e resilientes. “Esse quadro será revertido”, explicavam. E ele realmente foi. Naquele mesmo ano os resultados anuais começaram a ser positivos. O déficit foi completamente sanado em 2018, com um superávit de R$ 6,5 bilhões, sem que os participantes da Previ precisassem fazer contribuições extraordinárias.

Desde 2015 as apresentações são segmentadas por público, divididas entre Plano 1 e Previ Futuro. Na manhã do dia 18/3 a Diretoria esteve presente no Edifício Sedan, no centro da cidade, para falar aos participantes do Previ Futuro e, no período da tarde, na AABB Lagoa para se comunicar com os associados do Plano 1. As apresentações de resultado são uma oportunidade para os associados acompanharem de perto a gestão do plano de benefícios, conhecer os resultados do exercício anterior e os desafios do ano que se inicia, além da possibilidade de esclarecimento de dúvidas diretamente com os membros da Diretoria Executiva. Uma oportunidade bem aproveitada pelo público: após a apresentação os participantes encaminham perguntas para os diretores. As respostas são dadas na hora, para todos os presentes.

O tempo destinado para os questionamentos acaba sendo maior do que a apresentação propriamente dita. São quase duas horas de sabatina, em que todas as dúvidas são sanadas. As duas apresentações contaram com a presença do Previ Itinerante, com funcionários especializados prestando serviços aos associados. Foram 48 atendimentos no total, sendo 13 do Previ Futuro e 35 do Plano 1. Além disso, foram recebidos sete formulários da Capec, que contemplam elevações de cobertura e adesões ao pecúlio.

Ao falar sobre os números e a gestão de cada plano na abertura da apresentação de resultados do Previ Futuro, o presidente José Maurício frisou a importância de planejar seu benefício para os participantes do plano mais jovem da Entidade. “No Previ Futuro, é necessário um protagonismo forte do participante nas decisões importantes da gestão do seu benefício. É preciso planejar o seu futuro e definir quanto você quer ter de renda lá na frente e quanto você pode poupar hoje para usufruir no futuro”.

Para Israel Golim, funcionário da Diretoria de Finanças do BB, esse contato entre Diretoria e associados é muito importante. Frequentador assíduo das apresentações de resultados, Israel avalia que os números do Previ Futuro foram satisfatórios para seu perfil este ano. “Meu perfil é o Moderado, com máximo de 10% dos investimentos em renda variável”, explica. “Por isso, acho que a rentabilidade de 12,87% foi boa, um pouco abaixo dos perfis Arrojado e Agressivo, mas com uma boa relação entre risco e retorno para o que eu escolhi”.

A aposentada Daisy de Lima David, 66 anos, compareceu à apresentação na AABB pela primeira vez. “Achei uma ótima oportunidade para sanar minhas dúvidas e saber como anda a gestão do Plano 1. Estou aposentada há 22 anos e, por estar afastada do dia a dia do BB, eu acho fundamental me manter bem-informada. Afinal, a Previ é de todos nós”.

Leonardo Barros, com 19 anos de filiação ao Previ Futuro, comemorou o resultado do plano, destacando ainda o bom desempenho dos investimentos nos últimos anos. Participante proativo que conhece e lança mão dos serviços oferecidos pela Previ, ele aproveitou a presença do Previ Itinerante para se filiar à Capec. “Já queria fazer isso há um tempo e aproveitei a oportunidade”, diz, elogiando a rapidez do atendimento. “Vale a pena, porque o custo é realmente mais baixo do que as opções que a gente vê no mercado por aí”, pontuou.

Assuntos como o superávit do Plano 1 e questionamentos dos participantes foram tratados pela Diretoria da Previ. A apresentação de resultados conta também com o Previ Itinerante, uma estrutura especializada de atendimento da Entidade que está presente para sanar dúvidas e viabilizar adesões à Capec e ao Previ Futuro, bem como alterações nos planos ou nos pecúlios contratados.

Transparência

A Transparência é um dos Valores Corporativos da Previ que gera confiança e embasa a prestação de contas como um compromisso da Entidade com seus associados. Além das apresentações, a Previ também divulga seu resultado anual em seu site, no App Previ e em um Relatório Anual, documento que apresenta de forma consolidada informações sobre o seu desempenho financeiro e socioambiental.

Apesar de a obrigação legal ser apenas a divulgação anual dos resultados, os participantes da Previ recebem mensalmente o Boletim de Desempenho, um informativo com a atualização mensal dos números. Outra ação de fortalecimento e transparência do relacionamento com os associados é a existência de uma estrutura especializada para atender aos participantes que conta com central telefônica, site e ouvidoria.

Confira aqui a apresentação de resultados realizada para o Plano 1 e para o Previ Futuro e veja abaixo a agenda das próximas apresentações e como garantir a sua participação no evento.

Previ

Funcionários da ativa recebem convites apenas por e-mail, enquanto aposentados e pensionistas recebem os convites por carta também. A Previ pede aos participantes que se inscrevam previamente por e-mail e informem nome e matrícula. Cabe lembrar que os endereços de e-mail dos eventos são exclusivamente para confirmação de presença dos associados na Apresentação de Resultados.

Após solicitar sua inscrição, aguarde o e-mail de confirmação da Previ. Sem ele, a inscrição não está confirmada. A participação nas apresentações de resultados está sujeita à capacidade de lotação dos auditórios. As confirmações obedecem à ordem de recebimento dos pedidos de inscrição. A lista de espera é acionada em casos de desistência ou não comparecimento até o horário de início da apresentação. Se solicitar a inscrição, evite atrasos.

Fonte: Previ

Proposta final do BB traz mudanças na governança e no custeio da Cassi

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Em reunião realizada na quarta-feira (27), no Rio de Janeiro, o Banco do Brasil apresentou proposta final na mesa de negociação da Caixa de Assistência (Cassi) com as entidades representativas dos funcionários da ativa e aposentados.

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O processo negocial foi retomado no dia 31 de janeiro e, após diversas rodadas com debates e estudos técnicos, o BB apresentou na mesa a proposta que inclui mudanças na governança e no custeio da Cassi por parte do banco e dos associados.

Governança

Na estrutura de governança apresentada, foi aceita a proposta feita no Grupo de Trabalho das entidades na Cassi, sem a troca entre diretorias de eleitos e indicados.

O BB também apresentou o detalhamento sobre o voto de decisão em itens específicos da Diretoria Executiva, a exigência de experiência mínima para ocupação de cargos nos Conselhos e Diretoria Executiva, bem como a segregação da eleição do Conselho Fiscal.

Custeio

Na parte do custeio, a proposta inclui a cobrança por dependentes com contribuição dos associados e do banco sobre a folha de pagamento dos ativos. A cobrança por dependente passa a ser por percentual do salário e a correção anual será pelo reajuste salarial.

Demais itens

Compromisso de ampliar e aprimorar o modelo da Estratégia Saúde da Família para alcançar todos os participantes do Plano de Associados em até quatro anos.

Criar em até 30 dias da aprovação do novo estatuto uma mesa específica para debater o ingresso na Cassi dos funcionários egressos de instituições financeiras incorporadas.

Abertura do Plano Associados aos novos Funcionários admitidos a partir de 1º de janeiro de 2018, com a possibilidade de permanência da Cassi na aposentadoria com pagamento das contribuições em auto patrocínio, arcando com a parte pessoal e parte patronal. As entidades farão avaliação da proposta para orientação aos associados.

Confira aqui a proposta completa.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região