Fátima Bezerra vai pedir mais três anos de antecipação dos royalties ao BB

Publicado em: 23/01/2019

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, confirmou que vai pedir a antecipação das receitas dos royalties de petróleo por mais três anos, além do que já está em negociação, referente a 2019, com o Banco do Brasil. A governadora pretende enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa para antecipar os royalties de 2020, 2021 e 2022.

Fátima Bezerra informou, em entrevista a rádio Cabugi do Seridó, que apresentará essas propostas. Nesta segunda-feira (21), ela reúne a bancada federal do Rio Grande do Norte e, depois, o secretariado. A crise fiscal do Estado e a busca por receitas extras devem ser entre os assuntos em discussão nestes encontros.

A antecipação das receitas de 2019 está autorizada por uma lei, aprovada na Assembleia. Uma decisão judicial de primeira instância que impedia a operação também foi derrubada no Tribunal de Justiça. Mas os recursos, que devem ficar próximos de R$ 165 milhões, não estão disponíveis, porque a antecipação está em negociação com o Banco do Brasil. Como o governo tem uma dívida, referente a parcelas de empréstimo consignados retidas dos servidores e não transferidas ao BB, há empecilhos para que o financiamento seja liberado.

Mesmo assim, está nos planos do governo a antecipação dos royalties por mais três anos. “Com relação aos royalties, o mais importante é o projeto de lei que vou enviar à Assembleia Legislativa no dia primeiro de fevereiro, pedindo a antecipação de 2020, 2021 e 2022, porque aí sim, será uma fonte de recursos mais expressiva e que vai nos ajudar a ir quitando essa dívida que o Estado tem com os servidores”, afirmou a governadora, à emissora de rádio no Seridó.

A antecipação desta receita foi defendia pelo presidente da Assembleia Legislativa, em entrevista publicada pela TRIBUNA NORTE no dia 23 dezembro. Na ocasião ele estimou que o governo poderia ter uma receita de R$ 650 milhões com esta operação.

A Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal impedem que recursos oriundos da antecipação de royalties sejam usados para pagamento de salários. Mas o secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, declarou que a receita excepcional poderia ser destinada ao pagamento de benefícios atrasados de aposentados e pensionistas.

A governadora Fátima Bezerra também descartou a privatização da Caern e disse que algumas medidas recomendadas pelo Tesouro Nacional para enfrentar a crise fiscal não serão acatadas. “Evidentemente que o governo federal tem sugerido uma serie de caminhos, de propostas, mas eu não sou obrigada a acatar todas as sugestões. Algumas medidas que o governo federal vem sugerindo nós vamos trabalhar em conjunto, outras medidas não”, disse.

Reunião com bancada federal

Quase toda a bancada federal do Rio Grande do Norte foi à reunião com a governadora Fátima Bezerra no fim da manhã desta segunda-feira. Estavam presentes o senador Jean Paul Prates (PT), a senadora eleita Zenaide Maia; (PHS) e os deputados Rafael Motta (PSB), Benes Leocadio (PTC), Beto Rosado (PP), Natália Bonavides (PT), João Maia (PR), General Girão (PSL). Os ausentes foram os deputados Walter Alves (MDB) e Fábio Faria (PSD) e o senador Styvenson Valentim (REDE).

No encontro, os secretários da área econômica detalharam a situação fiscal do Estado e pedindo apoio a projetos de interesse que estão tramitando no Congresso Nacional. A governadora pediu apoio, inclusive, pra que a bancada se voltasse para aprovação do projeto da cessão onerosa do pre-sal, que pode render R$ 400 milhões de recursos extras pra ajudar o Estado a tentar reequilibrar as contas públicas e atualizar o pagamento da folha de pessoal.

Fonte: Mossoró Hoje

Governo maranhense e BB discutem ampliação de investimento na agricultura familiar

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O governador Flávio Dino recebeu, no Palácio dos Leões, na manhã desta segunda-feira (21), o superintendente do Banco do Brasil no Maranhão, Alison Aguiar. Durante a visita, foi discutida a ampliação dos investimentos em agricultura no estado, como linhas de crédito que atendam, principalmente, os pequenos produtores.

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“O Governo do Maranhão tem um programa de apoio aos pequenos produtores que está totalmente alinhado com o programa do Banco do Brasil. O objetivo é que a gente possa subsidiar e apoiar os agricultores familiares do estado, para que possam desenvolver suas propriedades, fortalecer a economia local e gerar emprego”, disse Alison Aguiar.

Em parceria com o Governo do Maranhão, o Banco do Brasil, também, pretende ampliar o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf ), que fornece crédito aos agricultores familiares. Segundo Aguiar, o banco está trabalhando para identificar novas cadeias produtivas que podem receber fomento, principalmente, em regiões mais carentes, como a Baixada Maranhense e o Baixo Parnaíba.

“Queremos estar mais próximos de cadeias produtivas de pesca, mandioca e frutas. O projeto que temos pretende identificar em cada região qual a produção essencial para fomentar justamente a cultura local”, garantiu Alison Aguiar.

Atualmente, o Pronaf possui operações no Maranhão na ordem de R$ 674 milhões, beneficiando mais de 15 mil famílias e atendendo projetos nas cadeias produtivas de carne, couro, leite, arroz e aquicultura.

Participaram da reunião o senador diplomado Weverton Rocha; o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares; o subsecretário de Planejamento, Marcelo Duailibi; o superintendente regional de Varejo do Banco do Brasil, Carlos Mohabe Guedes; e os gerentes Daniel Montelo e Helton Paz.

Fonte: Governo do Maranhão

Por repasses, municípios de Minas Gerais vão à Justiça contra o BB

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Sem receber do governo de Minas Gerais repasses previstos em lei e passando por dificuldades financeiras, prefeituras do Estado tiveram que entrar, a última semana, com ações na Justiça contra o Banco do Brasil (BB) para pedir que o dinheiro do ICMS caia diretamente nas contas das cidades. Entre os municípios que recorreram a essa medida estão Contagem e Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. No total, segundo a Associação Mineira de Municípios (AMM), desde o ano passado o Executivo deixou de repassar R$ 12,6 bilhões de verbas para as prefeituras, sendo R$ 6,895 bilhões de ICMS.

As gestões municipais argumentam que esses bloqueios vão contra o que determina a Lei Complementar (LC) 63, de 1990, e as Constituições federal e mineira. Nelas é dito que o Estado é obrigado a repassar 25% do que for arrecadado de ICMS às cidades. A LC obriga ainda que esse dinheiro seja depositado nas contas das prefeituras no momento em que a arrecadação for realizada.

Além disso, as Constituições expressam que é proibida a retenção ou qualquer tipo de restrição ao repasse desses recursos para as cidades. Contudo, os valores de ICMS estão sendo bloqueados e depositados em atraso desde 2017. Diante disso, as prefeituras acionaram a Justiça, sustentando que o BB está burlando previsões legais e obedecendo a um decreto, expedido pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT) em 2017 e em vigor na gestão de Romeu Zema (Novo), que instituiu o comitê da crise no Executivo.

O documento prevê que esse grupo tem a competência de determinar a liberação do fluxo financeiro relativo a todas as despesas da administração pública do Executivo. “O Banco do Brasil, como qualquer banco, empresa ou cidadão precisa respeitar a Constituição e as leis. Isso não é legal. O decreto não tem o condão de alterar qualquer lei e muito menos a Constituição. Então, foi um subterfúgio que foi utilizado para apropriação indébita de recursos dos municípios, o que é crime”, afirmou o procurador de Betim, Bruno Cypriano.

O procurador explica que, na ação, a prefeitura solicita que, a partir de agora, o dinheiro de ICMS seja depositado imediatamente em conta indicada pelo município, sem transitar em qualquer conta do Estado. Além disso, é pedido à Justiça que os R$ 126 milhões de ICMS devidos à administração sejam bloqueados da conta do BB para que os cofres da cidade não sejam “desfalcados por conta de apropriação indébita realizada pelo Estado com a coparticipação do banco”. No total, o governo deve R$ 214 milhões de repasses para Betim, como IPVA e Fundeb.

O governo de Minas deixou de repassar para a Prefeitura de Contagem cerca de R$ 200 milhões somente de ICMS. Por isso, a procuradoria daquele município também pediu que as verbas constitucionais caiam automaticamente nas contas da cidade. “A gente alega apropriação indébita, retenção indevida, porque isso não é um favor que o Estado tem que fazer. Está na lei que a verba é do município”, diz o procurador Afonso José de Andrade.

Se a situação persistir na administração de Zema, as gestões municipais estudam pedir à Procuradoria Geral da República (PGR) que protocole uma ação pedindo a intervenção da União no Executivo estadual. A Constituição, em seu artigo 34, prevê que deixar de entregar aos municípios receitas tributárias constitucionais pode fundamentar essa medida.

‘Decreto ilegal sugere corrupção na gestão petista’, diz procurador

O procurador municipal da Prefeitura de Betim, Bruno Cypriano, classificou como ilegal e irresponsável a atitude do ex-governador Fernando Pimentel (PT) de criar o chamado Comitê de Crise no Estado para controlar e definir para onde vai cada centavo que entra nos cofres do governo de Minas Gerais.

Ele diz que a manobra foi autorizada por meio do decreto 47.296, de novembro de 2017, que desrespeita totalmente as Constituições federal e estadual. De acordo com Cypriano, essa medida evidencia o desleixo da gestão de Fernando Pimentel com as contas públicas e com a prestação de serviços públicos, como saúde e educação, para os cidadãos mineiros.

O procurador afirma que a criação desse decreto é ilegal, esdrúxula e evidencia a artimanha de Pimentel com a direção do Banco do Brasil. “Criou-se esse comitê de crise que decide os destinos dos recursos, como se esses 25% constitucionais fossem recursos do Estado também. O dinheiro é das prefeituras. Isso é uma questão esdrúxula de burlar a lei, o que não deveria ter sido aceito pelo Banco do Brasil”, declarou.

Criado em 2017, o decreto que institui no Estado o Comitê de Acompanhamento de Fluxo Financeiro permanece na gestão do governador Romeu Zema. Várias prefeituras pedem a revogação desse ato de Pimentel.

Instituição afirma que cumpre a lei

Por meio de sua assessoria, o Banco do Brasil afirmou que cumpre integralmente a legislação vigente sobre o repasse de recursos constitucionais e informou ainda que não tem conhecimento de ações sobre o tema: “O BB, se notificado, responderá aos termos da ação em juízo”.

Na ação protocolada pela Procuradoria Municipal de Betim ainda é trabalhada a hipótese de que a instituição financeira desobedeça uma possível decisão da Justiça de que o dinheiro de ICMS seja depositado diretamente na conta da cidade. Se isso ocorrer, é solicitado que os dirigentes do banco sejam responsabilizados. O presidente hoje é Rubem Novaes.

A Secretaria de Fazenda de Minas declarou que tem trabalhado intensamente para retomar os repasses para as prefeituras, enquanto também equaliza o não pagamento do 13° salário para os servidores públicos, “com o objetivo de cumprir suas obrigações para amenizar a grave situação financeira em que o governo anterior deixou o Estado”. Em relação a 2019, foi dito que, de 1° a 18 de janeiro, a gestão de Romeu Zema repassou cerca de R$ 1,7 bilhão para os municípios.

Fonte: O Tempo

IPO da BB Seguridade afetou a rentabilidade do banco

Publicado em: 17/01/2019

Quando o Banco do Brasil abriu o capital da BB Seguridade, havia a crença no mercado de que a operação ajudaria a destravar um valor que estava oculto na instituição financeira. A tese vigente entre executivos da casa e banqueiros de investimento era que a soma das partes era maior que o todo. A operação, realizada em 2013, é até hoje citada como um dos IPOs de maior sucesso da bolsa brasileira.

A oferta de ações movimentou R$ 11,5 bilhões e foi decisiva para atenuar os problemas de capital que o BB enfrentaria nos anos seguintes. No entanto, penalizou a rentabilidade do banco.

Levantamento feito pelo Valor Econômico indica que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês) do BB nos nove primeiros meses de 2018 teria sido de 14,6%, e não de 13,4%, se fosse contabilizada dentro de casa a totalidade do resultado da BB Seguridade. Esta companhia reúne os ativos da área de seguros, capitalização e previdência do banco, explorados em parceria com sócios privados. O retorno da empresa foi de 39,4%.

Esta é uma questão com a qual a nova diretoria do banco, encabeçada por Rubem Novaes, irá se deparar ao discutir quais ativos podem ser vendidos ou levados a mercado. O executivo já disse que não vai se desfazer das “joias da coroa” — como meios de pagamento, crédito a famílias e pequenas empresas e administração de fundos –, mas indicou que pode fazer parcerias. Uma das possibilidades na mesa é a abertura do capital da gestora de recursos BB DTVM.

No caso da BB Seguridade, o dinheiro embolsado com a venda de ações ajudou o Banco do Brasil a melhorar seus índices de capital, prejudicados pela política de juros artificialmente baixos praticada nos governos Lula e Dilma.

Capital não é um problema para o BB hoje, mas o balanço da instituição ainda tem R$ 8,1 bilhões em instrumentos híbridos. Caso esses recursos tenham de ser devolvidos ao Tesouro, vender ativos será necessário para preencher esse espaço.

Fazer IPO ou atrair sócios privados pode ajudar a melhorar o resultado de determinadas áreas de negócios e vai em linha com a proposta do governo de reduzir o tamanho do Estado, diz Eduardo Cintra, analista da Pacífico Gestão de Recursos. “Mas pode botar para fora do banco uma fonte importante de retorno”, pondera.

Realizada no governo Dilma, a venda de parte da BB Seguridade foi lamentada, em mais de uma ocasião, por Paulo Caffarelli, que presidiu o banco de maio de 2016 até o fim do ano passado. “A gente sente falta da receita recorrente da BB Seguridade. O Bradesco, por exemplo, tem 100% da sua operação de seguridade”, disse o executivo à imprensa numa das vezes.

Na gestão de Caffarelli, o foco voltou-se para a venda de ativos não estratégicos — que acabou não acontecendo — e para mudança nos modelos de crédito. Com o objetivo de melhorar a rentabilidade do banco, as medidas tiveram como ponto central elevar as taxas cobradas nas operações de crédito para patamares compatíveis com a média do mercado.

Embora tenha melhorado nos últimos dois anos, o BB ainda trabalha com retorno muito aquém da faixa de 19% a 22%, ostentada por Bradesco, Santander e Itaú. Em seu discurso de posse, Novaes disse que o objetivo é “superar” a rentabilidade exibida pelos pares privados.

Com um modelo verticalizado no país, os grandes bancos concentram dentro de casa suas operações de seguros, cartões e gestão de recursos. Essas atividades, em geral, são mais rentáveis que o crédito, além de atenuarem o impacto de freadas bruscas na economia.

O Itaú, por exemplo, reportou que as operações de crédito geraram retorno de 15% de janeiro a setembro do ano passado, enquanto a rentabilidade dos negócios de seguridade e serviços foi de 37%. O BB hoje é o banco mais dependente de resultado de crédito”, afirma Carlos Daltozo, chefe de análise de renda variável da Eleven Financial Research.

Para um ex-executivo do BB, a oferta da BB Seguridade cumpriu seu papel ao mostrar que havia valor oculto dentro do banco, cujas ações eram negociadas — e ainda são — com desconto em relação às dos pares privados. A premissa, segundo essa fonte, era que a abertura de capital daria à BB Seguridade maior flexibilidade e que o crescimento decorrente mais que compensaria a renúncia de receitas do banco. Porém, isso ainda não aconteceu. Embora tenha resultados crescentes, a companhia ainda não gera para o controlador um retorno superior ao que ele teria se fosse o único dono.

Isso não quer dizer que tenha sido mau negócio. “O crescimento acelerado da BB Seguridade nos primeiros anos muito provavelmente não teria acontecido se ela fosse departamento do BB”, diz Daltozo.

A participação de mercado da BB Seguridade, que era de 23,8% em 2013, chegou a 28,6% em 2016, recuando para 22,3% no último terceiro trimestre.

Para o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, que escreveu no fim do ano passado sobre a venda de ativos do BB, esse é um tema que deve ser visto com muita cautela. “Não é tão simples [vender partes do banco]. Não se trata de defender o BB, mas é preciso ter lógica.”

Procurado pelo Valor, o BB não se manifestou até o fechamento desta edição.

Fonte: Valor Econômico

Novo superintendente do BB fala de oportunidades em MS

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Depois de assumir o comando da Superintendência do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Sandro Jacobsen Grando destacou que inicia o trabalho com a liberação de R$ 51 milhões do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), em janeiro, para o agronegócio. Natural de Ronda Alta, no interior do Rio Grande do Sul, o novo superintendente começou a trabalhar na instituição há 32 anos como jovem aprendiz e, desde então, ocupou diferentes cargos de gestão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Tocantins.

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Em terras sul-mato-grossenses, ele vislumbra oportunidades que vão além do suporte aos investimentos na cadeia de produção agrícola – característica estadual – e expansão empresarial, somado a este contexto melhorias na logística e na geração de energia limpa por painéis fotovoltaicos.

Jornal do Povo – O que pode ser pontuado como desafios e oportunidades em Mato Grosso do Sul?
Sandro Jacobsen Grando – O desafio que eu trago é dar continuidade ao belo trabalho realizado nos últimos anos e ‘subir o sarrafo’ [ou seja, melhorar os resultados]. Já as oportunidades são aproveitar todos os municípios e projetos viáveis, estando presente ao lado do nosso cliente mostrando que o banco veio e continuará sendo parceiro de Mato Grosso do Sul.

JP – Considerando o potencial logístico, com a implantação da Rota Bioceânica, como avalia os efeitos desse projeto inclusive sobre o nível de industrialização do Estado?
Sandro – Vejo que nosso Estado está preparado para a industrialização porque ele já tem uma cadeia primária muito forte, que o Tocantins ainda está trabalhando. A parte logística tem um peso muito grande. O porto de Porto Murtinho pode ser um grande diferencial para atrair investidores e o Banco do Brasil tem linhas para apoiar esses projetos, desde o armazenamento, pequena agroindústria até grandes investimentos sustentáveis, economicamente viáveis e enquadrados nas nossas legislações.

JP – Sobre o FCO, uma das linhas de financiamento anunciadas no ano passado é dedicada a pessoas físicas interessadas na geração de energia solar. O limite de contratação seria de R$ 100 mil, com carência de seis meses e pagamento em até seis anos. Como o senhor avalia o potencial dessa modalidade de crédito que tem dedicados R$ 24 milhões?
Sandro – Bem cuidadas as placas podem durar 25 anos. Entendemos que se nós trouxermos a redução de custo [com a energia elétrica convencional] vamos estar gerando receita para ser utilizada na movimentação econômica do Estado e na aquisição de novos bens. A questão é colocar na planilha. Talvez a despesa de agora vai gerar receita no futuro que pagará muitas das prestações. Essa novidade logo estará à disposição.

Jornal do Povo – Mato Grosso do Sul teve 100% do recurso do FCO contratado no ano passado, resultando em R$ 2,44 bilhões em investimentos e 4.155 contratos. Qual a projeção para 2019, tendo em vista a disponibilidade de R$ 2,26 bilhões?
Sandro – A gente está vendo uma melhora na economia. O ânimo do nosso agricultor e empresário prova que ele está buscando o investimento novamente, tanto que nós usamos 100% [dos recursos do FCO] em 2018. Vamos trabalhar de forma que todo projeto bem elaborado e que se enquadre nas normas sejam atendidos pelo banco. No ramo do agronegócio devemos estar liberando, em janeiro, R$ 51 milhões. O FCO está para o desenvolvimento do Estado.

Fonte: JP News

Superintendente do BB desembarca em Vitória da Conquista

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Vitória da Conquista está voltando a receber uma superintendência regional do Banco do Brasil. Por isso, o novo superintendente, Eduardo Camargo Hoog, juntamente com sua comitiva, veio conhecer e saudar o prefeito Herzem Gusmão Guesmão. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (10), no Gabinete Civil. A reativação da superintendência também era um pleito do gestor municipal.

Vitoria da Conquista

“Eu soube que a maior agência do varejo é daqui, fica ali no Centro da cidade. E a nossa superintendência do Banco do Brasil, era a mais premiada da Bahia”, justifica. “O Banco do Brasil reconhece a potencialidade de Vitória da Conquista e retorna, por essa força e pujança econômica da região, algo que me surpreende a cada momento”, conclui o prefeito.

O superintendente regional, Eduardo Camargo Hoog, conta que a Bahia foi o único estado em que o Banco do Brasil voltou a ter duas superintendências em uma mesma região. Uma delas é Vitória da Conquista. “Estamos muito felizes por estar aqui e queremos, sim, integrados com a comunidade, fazer um trabalho bacana, de respeito e de valorização das pessoas. E, logicamente, um aumento na participação do Banco do Brasil nos negócios da região”, conta.

Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de novas parcerias, como para financiamento de equipamentos e para agricultura familiar. “Estamos muito felizes em estar aqui, mais uma vez fortalecendo a participação do Banco do Brasil junto à comunidade e junto aos 53 prefixos que estarão vinculados à superintendência regional de Vitória da Conquista”, diz Hoog.

Fonte: Blog do Anderson

BB lidera ranking de reclamações no quarto trimestre, diz Banco Central

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O Banco do Brasil liderou o ranking de reclamações de clientes no quarto trimestre entre os grandes bancos do país, divulgou o Banco Central nesta terça-feira (15), de acordo com a Reuters. O banco controlado pelo governo federal teve no período 1.585 queixas consideradas procedentes, resultando no índice 24,98, o maior dentre todas as 11 instituições com ao menos quatro milhões de clientes.

A reclamação mais frequente ao regulador por clientes do BB foi a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada, com 304 casos.

O Santander Brasil ficou em segundo no ranking, com índice 24,04, seguido pelo Bradesco, com 23,52. Banrisul, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco vieram a seguir da quarta à sexta posições, respectivamente.

Em volume de reclamações, porém, o Bradesco foi o primeiro, com um total 2.262 registros. Na medição que contempla também as reclamações não reguladas, como relatos de insatisfação com o atendimento prestado na agência, o Bradesco também liderou, com um total de 10.097 queixas.

Outro lado

Questionado, o Banco do Brasil disse que “adota constantemente ações de aprimoramento para que a melhora no atendimento e a adequação de nossos produtos e serviços repercutam na satisfação dos nossos clientes, e está trabalhando para retornar ao seu nível histórico nesse ranking, ficando fora das quatro primeiras posições.”

Consultado pelo G1, o Bradesco afirmou que “Reduzir os índices de reclamação é foco permanente do Banco, assim como oferecer um atendimento de qualidade a todos os clientes e usuários. O banco vem desenvolvendo nos últimos anos um extenso programa de análise da origem das manifestações de seus clientes e usuários. (…) É importante ressaltar que o Bradesco tem uma posição de respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses.”

Em nota, o Santander afirmou que “trabalha continuamente (…) para garantir a satisfação dos consumidores e que está empenhado para prestar o melhor atendimento aos clientes.

A Caixa afirmou que “utiliza as demandas registradas pelos clientes para a melhoria constante de seus processos, serviços e produtos. Periodicamente, o feedback dos consumidores auxilia na implantação de ações de correção pelas áreas gestoras, com o objetivo de melhorar os canais presenciais e digitais de atendimento, priorizar a redução das reclamações e aumentar a confiança e a satisfação dos clientes”.

O Banrisul informou que “todas as demandas registradas no Banco Central, independentemente se classificadas como procedentes ou improcedentes, são tratadas individualmente. As normas internas e procedimentos são revisados continuamente com o objetivo de implantar as melhorias e adequações necessárias para aperfeiçoar o atendimento aos nossos clientes.”

Já o Itaú Unibanco disse que seguen “focados em alavancar a satisfação dos nossos clientes e utilizamos as manifestações encaminhadas para aprimorar nossos produtos e serviços, além de buscar aumentar a eficácia do atendimento dos nossos canais internos constantemente. Nossa posição neste ranking demonstra que estamos no caminho certo e continuaremos buscando novas oportunidades em 2019”.

Fonte: Portal G1

BB faz empréstimo de R$ 30 milhões e cede prédio à Prefeitura de Feira

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A prefeitura de Feira de Santana e o Banco do Brasil firmaram na manhã desta quinta-feira (10) uma parceria, com assinatura de protocolo, em que a instituição financeira cede sem ônus um prédio para uso de uma secretaria. Também foi aprovado um empréstimo no valor de R$ 30 milhões, que deverá ser utilizado para a compra de maquinário moderno para a realização de obras e serviços pela prefeitura.

Feira

De acordo com o prefeito Colbert Martins, o prédio a ser utilizado pela prefeitura fica na Rua de Aurora, onde funcionou por muitos anos o INSS. O local possui dois andares, sendo que o andar de cima ainda é do Banco do Brasil, e o andar de baixo o banco está cedendo.

“Nós deveremos levar uma secretaria, que não definimos ainda qual será, mas durante essa semana vamos fazer e nós temos que agradecer ao Banco do Brasil, que nos cede esse imóvel sem cobrança, absolutamente nenhuma, o que para nós é uma grande ajuda e permite que a gente se desfaça de um dos aluguéis que já mantemos”, informou o gestor municipal.

Conforme o prefeito, a cessão do prédio é por tempo indeterminado. Além disso, o banco também irá prestar assessoria à prefeitura sobre a questão da Previdência.

“É uma contrapartida que o Banco nos dá, eles não estavam usando aquela área e agora a Prefeitura de Feira passa a usar. Nós pretendemos colocar uma secretaria pelo menos. Vamos definir exatamente qual vai ser. De qualquer forma, a Rua de Aurora volta a ter neste momento uma repartição pública importante do Centro Comercial Popular, perto do Centro de Abastecimento”, afirmou.

Empréstimo de R$ 30 milhões

A respeito do empréstimo de R$ 30 milhões que a prefeitura vai tomar junto ao banco, o prefeito Colbert Martins explicou que o convênio está pronto e agora será feita a compra dos equipamentos.

“Vão ser compradas máquinas, patróis, carregadeiras, caçambas, mas também tem algo vinculado com inovação, questão de servidores. Nós temos algumas coisas que precisam ser feitas, agora a pressa é nossa. O que o Banco está aqui nos cobrando é que venhamos dar as especificações para que se possa fazer a licitação e a compra desses equipamentos.”

Assessoria

Em entrevista ao Acorda Cidade, o superintendente do Banco do Brasil do estado da Bahia, Amaury Aguiar Vasconcelos, falou sobre a questão da previdência no município e a assessoria que será prestada pelo banco.

“A gestão da previdência é um tema que está em evidência em todas as mídias nacionais e é um problema que a gente não pode protelar, pois diz respeito a todos os servidores municipais. Então a gestão eficiente dos recursos previdenciários diz respeito a saúde financeira dos servidores quando forem usufruir de sua merecida aposentadoria. Por último temos ainda a gestão da frota dos mecanismos automatizados de cartão e a cobrança da dívida ativa vai permitir ao contribuinte da prefeitura de Feira regularizar suas dívidas através de uma cobrança administrativa e negociada sem a necessidade de recorrer às vias judiciais”, adiantou.

O superintendente disse ainda que a parceria vai permitir aos servidores públicos municipais realizar empréstimos junto ao Banco do Brasil de forma mais facilitada.

“O que a gente vai fazer é possibilitar que os servidores da prefeitura de Feira de Santana também possam fazer uso do banco no que diz respeito a contratação de crédito consignado, por exemplo. Nós vamos formatar uma proposta de minimizar o custo desses empréstimos para esses servidores da prefeitura. A migração da folha de pagamento não está sendo discutida nesse momento com a prefeitura”, esclareceu.

Amaury Aguiar salientou também que a reativação da superintendência regional do Banco do Brasil em Feira de Santana, que foi extinta ano passado, oferece uma maior eficiência e maior agilidade nas demandas.

“Então o ganho que isso traz é muito percebido. O papel do Banco do Brasil no estado da Bahia é fomentar o desenvolvimento econômico de onde ele está. Ele tem sido presente desde sua fundação em todas as comunidades onde se encontra para desenvolver a agricultura, o comércio, o micro e pequeno empreendedor, facilitar os servidores municipais, estaduais e federais”, ressaltou o superintendente do BB na Bahia.

Com informações e fotos do repórter Paulo José do Acorda Cidade.

Fonte: Portal Acorda Cidade

Previ reajusta benefícios do Plano 1 em janeiro com índice de 3,43372%

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Os aposentados e pensionistas do Plano de Benefícios 1 receberão seus benefícios reajustados neste mês. Para as concessões até 31/01/2018, o índice de reajuste da Previ será de 3,43372%, correspondente ao INPC acumulado entre janeiro e dezembro/2018. O INPC é o indexador dos planos de benefícios da Previ. Para os benefícios concedidos pela Previ entre 01/02/2018 e 31/12/2018, computou-se o INPC acumulado entre o primeiro dia do mês de início do benefício e 31/12/2018. Lembramos que para as pensões por morte de participantes aposentados o critério de apuração do índice de reajuste leva em conta o mês de início da aposentadoria, e não o da pensão.

Os aposentados do Plano 1 cujo início do benefício for a partir de 01/01/2019 terão o primeiro reajuste em janeiro/2020, com base no INPC apurado entre o primeiro dia do mês de início do benefício e 31/12/2019.

O benefício do INSS também é reajustado anualmente no mês de janeiro. Como não houve tempo hábil de aguardar a divulgação do índice do INSS no Diário Oficial da União, adiantamos o reajuste do INSS pelo mesmo índice da Previ, de modo que, em caso de necessidade os eventuais ajustes ocorrerão na folha de pagamento seguinte.

Veja como seu complemento foi reajustado:

a) Participante filiado até 03/03/1980 com início de benefício até 23/12/1997:
– o reajuste da Previ (3,43372%) é aplicado sobre o benefício global (INSS + Previ). Para saber qual é o valor do complemento Previ, subtrai-se do total o valor do benefício pago pelo INSS;

b) Participante filiado a partir de 04/03/1980, ou filiado até 03/03/1980 com início de benefício após 23/12/1997:
– o reajuste da Previ de 3,43372% é aplicado somente sobre o complemento.

Veja a tabela com os reajustes aplicados considerando a data de início do benefício da Previ:

Previ

Reajuste para o Plano Previ Futuro

O reajuste a ser feito em janeiro aplica-se somente aos benefícios do Plano 1, em conformidade com as disposições do Regulamento do Plano 1 vigente a partir de 22/04/2013. Para os assistidos do Plano Previ Futuro, o reajuste anual permanece no mês de junho.

Fonte: Previ

Presidente do BB nega reduzir crédito ou fechar agências de imediato

Publicado em: 10/01/2019

O recém-empossado presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse hoje (7) que o banco público não tem “nenhuma intenção” de reduzir sua oferta de crédito no mercado e declarou que qualquer eventual fechamento de agências ainda será objeto de estudos.

Novaes deu as declarações após a cerimônia de transmissão de cargo na sede do banco, em Brasília, ao ser questionado sobre uma fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse hoje ser preciso promover uma “desestatização do crédito”.

“Ele [Guedes] não falou do Banco do Brasil, ele falou de uma maneira geral, aumentar a competição. Não tem nenhum recado direto ao Banco do Brasil”, disse Novaes. “Não está em cogitação [reduzir crédito]”.

Sobre reestruturações de pessoal ou um eventual fechamento de agências, Novaes disse que examinará estudos feitos por consultorias a respeito desses assuntos, mas acrescentou que “o banco tem que ter cuidado quando fala em fechar agências”, devido ao papel que desempenha na interiorização de serviços bancários.

“Enxugamento de despesa é objetivo de qualquer gestor, mas desde que isso não prejudique o funcionamento do banco. Reduzir despesa por reduzir despesa é um mau princípio”, disse.

Em relação a uma eventual redução dos juros no Brasil, Novaes disse se tratar de uma questão macroeconômica, e que “o Banco do Brasil não vai resolver essa questão do juro”.
Desinvestimentos

Na entrevista, Novaes detalhou um pouco sobre desinvestimentos a serem promovidos pelo banco, que antes foram mencionados em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo.

O presidente do banco disse que o BB não perderá controle sobre suas “joias”, que não serão alvo de desinvestimento, sendo somente passíveis de abertura de capital ou de captação de parceiros.

“A parte de administração de fundos, a parte de meios de pagamento, a parte de seguridade, crédito para pessoa física e pequenas e médias empresas”, respondeu ao ser indagado sobre quais seriam tais joias.

Fonte: Agência Brasil

Presidente do BB diz que assume ‘livre de interferência política’ e que venderá ‘alguns ativos’

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O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou nesta segunda-feira (7) que assume o comando do maior banco público do país livre de “interferências políticas”. Ao discursar na cerimônia de transmissão de cargo na qual recebeu a presidência do BB, Novaes anunciou que pretende vender “alguns ativos” da instituição, mas não venderá o que classificou de “joias da coroa”.

Ao discursar na solenidade, ele afirmou que empresas de capital aberto e controle da União – como o Banco do Brasil – nem sempre mantiveram uma boa relação entre os acionistas privados e o controlador.

(Brasília - DF, 07/01/2019) Palavras do Presidente do Banco do Brasil, o Senhor Rubem Novaes. Foto: Marcos Corrêa/PR

“Esse é o drama de todas as empresas estatais de capital aberto, uma anomalia. Subordina administradores a dois patrões que raramente comungam de objetivos comuns. Estou livre deste drama, pois o mandato que recebo é plenamente compatível com o interesse de [acionistas] minoritários”, declarou Novaes.

O novo dirigente do Banco do Brasil afirmou ainda que a nova administração da instituição pública não pretender “vender as joias da coroa, deixando-o fragilizado”, mas admitiu que pretende vender “alguns ativos”.

“O mandato é de rígida austeridade de maximização de valor respeitada a transparência. Entendemos que alguns ativos dos banco não guardam sinergia com os objetivos principais e, nesses casos, consideraremos os desinvestimentos”, enfatizou.

O novo presidente do Banco do Brasil não citou quais ativos da instituição financeira podem ser vendidos ao setor privado. Após a cerimônia, em entrevista coletiva, porém, ele disse que a administração de fundos, os meios de pagamento, a parte de seguridade e de crédito para pessoa física e pequenas e medias empresas, são as áreas mais rentáveis, consideradas como as “joias da coroa”.

Ao discursar na cerimônia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que, quando as instituições publicas são “capturadas por desígnios políticos, elas perdem o rumo”. Comandante da economia na gestão Jair Bolsonaro, Guedes ressaltou que isso não acontecerá com o Banco do Brasil no novo governo.

Aos jornalistas, o novo presidente do BB também afirmou que não há intenção de reduzir o crédito rural, mas acrescentou que há uma posição do governo eleito de dar menos subsídios, por meio de juros baixos ao setor agrícola, e mais apoio por meio do seguro agrícola.

“Uma tendência nova, que talvez veio de cima para baixo aqui no banco, com orientação de governo, mas ainda não participei de nenhuma reunião nesse sentido. Agora que há essa intenção dentro do governo, posso afirmar que há. Trabalhar mais com seguro e menos com subsídio. Diretriz de governo, e aí você tem de cumprir”, concluiu.

Por outro lado, segundo ele, a estratégia para as atividades lucrativas do banco será a abertura para o mercado de capitais e a busca de parceiros complementares. “Sempre buscando destampar e evidenciar valores antes despercebidos ou desconsiderados nos registros contábeis, como tem falado o ministro da Economia, Paulo Guedes”, citou.

Sem perseguição política

Enquanto o ministro da Casa Civil fala em “despetizar” o governo, Novaes afirmou que não haverá perseguição política no Banco do Brasil. “Sou um liberal e, como tal, pouco me importa se algum cidadão discorda de minhas ideias, seja por preferências políticas ou por quaisquer outros motivos. Estará em seu pleno direito e nunca será prejudicado por discordâncias desta natureza”, garantiu.

Segundo ele, o fato de ter trabalhado sob administrações petistas, ou tucanas, ou emedebistas, não desmerece ninguém, desde que o cidadão tenha agido corretamente dentro de suas funções. “Situação bem diferente ocorre quando, por razões políticas, ou pessoais, o funcionário ou dirigente age contrariamente aos interesses do Banco e de seus acionistas, traindo a confiança de seus pares para atingir propósitos escusos. Para estes, os rigores da lei”, completou.

Novaes lembrou que o BB já foi “muitos bancos”, sendo refundado de tempos em tempos com as mais diversas características. “Já foi monopolista em depósitos, no crédito e na emissão de moeda e já foi tratado como qualquer banco privado, em regime de livre concorrência. Uma constante é que sempre alternou, ao longo de sua existência, períodos de forte e fraca, boa e má, interferência estatal na sua gestão”, avaliou.

Boa impressão da equipe

O presidente do BB disse ainda que durante o período de transição fez um seminário intensivo com funcionários e dirigentes do banco, e ficou melhor impressão possível. “Assumo, assim, confiante de que comigo tenho uma equipe altamente qualificada para competir num mundo bancário em constantes transformações. Vislumbrar o que será a atividade bancária no futuro e caminhar na direção certa, sempre objetivando a satisfação do cliente, é o desafio que nos anima. A concorrência que se cuide!”, avisou.

Fonte: Portal G1 com Estadão

Novaes mantém nomes do 1º escalão, mas troca cadeiras no BB

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O presidente-executivo do Banco do Brasil, Rubem Novaes, indicou o time de vice-presidentes que vão compor o primeiro escalão do banco, mantendo três nomes da gestão anterior, mas com mudanças de cadeiras. Conforme a Reuters noticiou em dezembro, Carlos Hamilton Araújo, que participou com Novaes durante a fase de transição de comando do banco, será vice-presidente de finanças e de relações com investidores.

Antônio Matos do Vale troca a vice-presidência de tecnologia pela de gestão de pessoas e operações. Márcio Hamilton Ferreira, que era vice de controles internos e riscos, passa a ser o vice de atacado, no lugar de Walter Malieni, que deve ser o novo presidente da Brasilprev, disse uma fonte familiarizada com o BB.

O BB já informara na véspera que Marcelo Labuto, que ocupou interinamente a presidência-executiva do BB, voltou a ser o vice-presidente de varejo do banco. Carlos Motta do Santos deixa a gerência de pessoa física, jurídica e agronegócio do BB para ser o vice-presidente de distribuição de varejo.

Carlos Bonetti, que era diretor de riscos, agora será vice-presidente de controles internos e riscos. Fábio Cantizani é o único do novo grupo que não é funcionário de carreira do BB, e vai ser o vice-presidente de tecnologia.

Flávio Corrêa Basílio, funcionário de carreira do BB, e que era secretário Nacional de Segurança Pública, foi nomeado vice-presidente de governo.

Por fim, Ivandré Montiel da Silva, também funcionário de carreira do banco, será o vice-presidente de agronegócio, deixando o cargo de secretário de Política Agrícola e Meio Ambiente da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Fonte: Terra

BB Seguridade elege novos executivos para cargos na diretoria

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A BB Seguridade informou que seu conselho de administração aprovou a nomeação de Pedro Bramont para o cargo de diretor de governança, riscos e controles, para complementar o mandato 2016-2019, após a renúncia de Antonio Rugero Guibo.

Bramont tem 36 anos e ocupa, desde 2014, o cargo de Superintendente Executivo de Finanças e Desenvolvimento Corporativo na BB Seguridade. Antes de entrar na companhia, atuou como Gerente de Planejamento e Formulação Estratégica do Banco do Brasil, além de ter assessorado uma série de projetos estratégicos, como a constituição da Bandeira Elo e a aquisição de instituições financeiras pelo BB. Possui formações em Administração (UFSC) e Engenharia (PUC-PR), além de Mestrado em Gestão do Conhecimento e TI (UCB-DF).

O conselho da BB Seguridade também elegeu Reinaldo Kazufumi Yokoyama para o cargo de diretor de clientes, comercial e de produtos, para complementação do mandato 2016-2019, após a renúncia de André Renato Viard Fortino. No BB desde 1985, ele atuou em várias posições, incluindo como diretor de distribuição. É formado em Administração de Empresas, com especializações nas áreas de Controladoria, Gerência Financeira e Marketing.

Além disso, o conselho da BB Seguridade comunicou que recebeu a renúncia de Gueitiro Matsuo Genso ao cargo de membro do colegiado. A posição permanecerá vaga até que o controlador, ou seja, o BB, indique o substituto.

Fonte: Valor Econômico

Banco do Brasil nomeia novo superintendente no Estado do Ceará

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Na segunda-feira, dia 7/1, tomou posse o novo superintendente estadual do Banco do Brasil (BB) no Ceará, Pio Gomes de Oliveira Júnior, em substituição a Amauri Aguiar de Vasconcelos, nomeado para a Superintendência da Bahia.

Natural de Jucás, o cearense Pio Gomes tem 55 anos e 36 anos de carreira no BB, a maior parte dela em unidades do Banco na Rede de Atendimento no Ceará, onde exerceu o cargo de superintendente regional e gerente geral de várias unidades. Pio também atuou como superintendente estadual em Rondônia e no Piauí e, no último ano, esteve à frente da Superintendência do Banco do Brasil no Distrito Federal.

Pio Gomes é graduado em Direito e especialista em Gestão Financeira e Formação para Altos Executivos.

Fonte: Anuário do Ceará

BB no Mato Grosso do Sul já está sob comando de novo superintendente

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Sandro Jacobsen Grando tomou posse, na segunda-feira (7), como superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul. Ele assume o cargo em decorrência da aposentadoria de Antônio José Banhara que esteve por dois meses na função.

Jacobsen tem 47 anos e é natural de Ronda Alta (RS). Formado em Direito, com MBA em Formação Geral para Altos Executivos, ele faz parte dos quadros da instituição bancária há 32 anos, tendo trabalhado anteriormente nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Tocantins, onde comandava a superintendência local.

Ao assumir suas funções, o novo superintendente será atualizado em reuniões internas obre as oportunidades e desafios que enfrentará em Mato Grosso do Sul. Ele já está se reunindo com colaboradores da instituição, além de participar de encontros com autoridades.

Fonte: JP News

Banco do Brasil vira ação preferida de investidor com Bolsonaro

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A ascensão de Jair Bolsonaro à presidência tornou o Banco do Brasil favorito entre os investidores que esperam lucrar com a nova administração. Maior banco estatal do país em ativos, o papel caiu no gosto de gestores e de analistas que apostam que melhorias de gestão e vendas de ativos podem aproximar os múltiplos do banco de seus pares não estatais. Outra vantagem é que, diferentemente da Petrobras, o banco não é dependente de preços de commodities.

Enquanto o governo já disse que o BB não será privatizado, o novo presidente da instituição financeira Rubem Novaes mencionou que venderia ativos não “core” e possivelmente buscará parceiros para algumas das “jóias da coroa” da instituição. No passado, quando o banco precisava levantar capital, ele se desmembrou e vendeu parte de seus negócios de seguros e de cartão de crédito. “As privatizações seriam a cereja do bolo, mas não são necessárias para uma valorização nas empresas estatais”, disse João Braga, co-diretor de ações da XP Asset Management.

O otimismo é generalizado entre analistas de buyside e de sellside. Felipe Guerra, um dos sócios fundadores da Legacy Capital Gestão de Investimentos, disse que as vendas de ativos podem “desbloquear valor oculto” e fazer o banco subir mais que os rivais. Os analistas do Morgan Stanley citaram razões semelhantes na inclusão do banco como uma das 10 principais escolhas na América Latina, enquanto uma pesquisa do Bank of America Merrill Lynch com gestores de fundos mostrou que as apostas mais “concorridas” na região eram montar posição “comprada no setor financeiro do Brasil” e “comprada em empresas estatais brasileiras ” – com o Banco do Brasil se encaixando nas duas.

O Banco do Brasil já avançou para se tornar mais eficiente nos últimos dois anos. A rentabilidade aumentou para mais que o dobro do que foi quando Michel Temer assumiu o cargo de presidente em 2016, com o banco implementando um programa de demissão voluntária, recuando no crédito corporativo e dando um impulso a seus negócios geradores de tarifas.

Nem todos os analistas estão convencidos de que vender ativos é uma coisa boa. Os analistas do Citigroup Jörg Friedemann e Gabriel Nobrega rebaixaram o banco para neutro no mês passado, dizendo que os desinvestimentos podem prejudicar a rentabilidade. Eles observam que, depois que o banco vendeu uma participação na BB Seguridade, nunca retornou aos níveis de seus pares não estatais.

Fonte: Portal Uol

BB compra carteira do Banco Votorantim por R$ 593,8 milhões

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O Banco do Brasil informou que comprou uma carteira do Banco Votorantim – que é controlado pelo banco estatal em parceria com a família Ermírio de Moraes – por R$ 593,808 milhões. Segundo o banco, trata-se de operação de cessão de direitos creditórios com retenção substancial de riscos e benefícios, ou seja, com coobrigação do cedente.

“A coobrigação assumida pelo cedente prevê o pagamento dos vencimentos independentemente da inadimplência da carteira com mecanismo de ‘first loss'”, afirma o BB. O contrato também possui cláusula de mandato que prevê a cobrança e os recebimentos dos clientes devedores pelo cedente.

Além disso, há uma cláusula de recompra de operações liquidadas antecipadamente pelos devedores, de operações inadimplentes ou que sejam objeto de falhas/vícios de contratação. Existe ainda uma cláusula de depósito relacionada aos dossiês das operações de crédito cedidas para os quais o cedente é constituído como fiel depositário.

Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para comunicar sobre a transação com parte relacionada, o BB afirma que realiza negócios com outras instituições financeiras no mercado de cessões de créditos. Os procedimentos normalmente realizados nessas operações são: análise de risco e estabelecimento de limite de crédito para a instituição cedente, negociação das condições, análise do processo de crédito do cedente, estabelecimento de teto operacional para a cessão e avaliação e seleção da carteira pela área de crédito, precificação a preços de mercado pela área de finanças e formalização e liquidação da cessão em Câmara de Cessões de Créditos (C3) autorizada pelo Banco Central.

“Assim como ocorre com as outras instituições, o negócio com a parte relacionada decorre da sinergia estratégica entre as instituições. Os procedimentos e medidas adotadas seguem os padrões do mercado de cessões de créditos, sendo formalizadas por intermédio de contratos de cessões de direitos creditórios e validadas e liquidadas na C3 a preço de mercado”, diz o BB.

Fonte: Valor Econômico

Prefeitura de Contagem assina convênio com o BB para investir R$ 8 milhões em TI

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O prefeito da cidade mineira de Contagem, Alex de Freitas, assinou nesta semana convênio com o Banco do Brasil para investimentos de R$ 8 milhões na Tecnologia da Informação (TI) dos órgãos públicos municipais. Acompanhado da secretária Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Marilena Chaves, e de representantes do setor da TI da Prefeitura de Contagem, Alex recebeu em seu gabinete o superintendente Estadual da instituição financeira, Luiz Cláudio Batista.

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O financiamento de Eficiência Municipal viabiliza melhorias na infraestrutura do setor de TI, como compra de novos equipamentos e modernização de softwares. Esta é a primeira vez em mais de dez anos que a área recebe investimentos significativos para melhorar a vida dos contagenses.

“É muito importante atualizar o setor de TI. E só com base nesse investimento que será possível melhorar o processo de digitalização de todos os órgãos, facilitando, por exemplo, a emissão de cartão cidadão eletrônico, cadastros de habitação, do Bolsa Família, entre outros serviços. Será uma Contagem ainda mais inteligente”, ressaltou Mariela Chaves.

“É uma satisfação para o Banco do Brasil participar desse momento. Sabemos que houve todo um trabalho da Prefeitura, que se organizou e montou todo um projeto de excelência, e obviamente que o Banco do Brasil não poderia ficar de fora desse processo”, destacou Luiz Cláudio Batista.

Fonte: Prefeitura Municipal de Contagem

Reabertura do BB em Macambira ocorrerá em julho de 2019

Publicado em: 13/12/2018

A reabertura da agência do Banco do Brasil (BB) do município de Macambira está prevista para julho de 2019, de acordo com a assessoria de comunicação do órgão. A filial foi fechada após explosões causadas por bandidos, em setembro de 2017.

A previsão anterior era de que até o fim deste ano, a agência estivesse em funcionamento. Porém, de acordo com o BB, os danos causados pela explosão não permitiram a execução do prazo estipulado pelo banco.

Atendimento aos clientes

Até que a agência seja reaberta no município, os clientes do BB podem utilizar a Lotérica e os Correspondentes Mais BB (em estabelecimentos comerciais credenciados com a marca do xxx, como farmácias, supermercados, etc). Nelas, de acordo com o banco, é possível realizar saques nas contas corrente e poupança pessoa física, saque benefício INSS (Correspondente Mais BB), consultar extratos e saldos, e realizar pagamentos de títulos e convênios com código de barras, sem custos adicionais.

Oito acusados pelo crime

As investigações sobre a explosão foram realizadas pelo Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil. Com apoio da Divisão de Inteligência (Dipol) e do 11º Batalhão de Polícia Militar, oito homens foram presos acusados de participarem do ação criminosa.

Fonte: Infonet

BB e Caixa não estão no radar das privatizações, diz Bolsonaro

Publicado em: 06/12/2018

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (29) que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não estão no radar das privatizações do próximo governo. “Qualquer privatização tem que ser responsável. Não é jogar pra cima e ficar livre. Algumas privatizações ocorrerão. Outras estratégicas, não. Banco do Brasil e Caixa não estão no nosso radar”, afirmou.

O presidente eleito informou ainda que pretende propor uma outra Reforma da Previdência no próximo ano e avaliou que a proposta apresentada pelo governo atual é muito agressiva com o trabalhador.

Bolsonaro chegou a cogitar a aprovação de alguma alteração nas regras da aposentadoria ainda em 2018, porém avaliou que será difícil, já que vários parlamentares não foram reeleitos e o Congresso está dividido neste momento. Desta forma, o governo eleito decidiu deixar a reforma para 2019. Conforme o presidente eleito, o novo texto deve ser enviado ao Legislativo no início do mandato.

As declarações ocorreram após solenidade de diplomação do Curso de Aperfeiçoamento de oficiais, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). O evento na Vila Militar, no Rio de Janeiro, reuniu militares e familiares. Foram diplomados 420 capitães da linha bélica, 15 oficiais das chamadas Nações Amigas, seis oficiais fuzileiros navais e 29 oficiais médicos.

O curso é realizado em dois anos por oficiais do Exército que se formaram na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), e tenham atingido o posto de capitão. Oficiais médicos também realizam uma pequena fase presencial na EsAO. O próprio Jair Bolsonaro já realizou esse curso quando estava na ativa do Exército e disse que as recordações o emocionam.

Fonte: Agência Brasil

BB Seguridade: Antônio Maurano renuncia ao cargo de presidente

Publicado em: 05/12/2018

A BB Seguridade Participações divulgou nota na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de demissão de Antônio Maurício Maurano. Ele renunciou aos cargos de diretor-presidente e de membro do Conselho de Administração, com efeito a partir de hoje, 28 de novembro de 2018. Werner Romera Süffert, atual diretor de Gestão Corporativa e Relações com Investidores, vai acumular interinamente a função.

Süffert, 45 anos, é funcionário de carreira do Banco do Brasil desde 1993, tendo atuado como Gerente Geral da agência de Paris, Gerente Executivo nas áreas de cartões, novos negócios de varejo e marketing além de ter exercido a função de gestor nas áreas de finanças, gestão de riscos, distribuição e logística. Ingressou na BB Seguridade em 2013 como Gerente Executivo de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores, função esta que exerceu até fevereiro de 2014 quando assumiu a posição de Diretor de Gestão Corporativa e Relações com Investidores. É graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília – UnB, possui MBA em Negócios Internacionais pela FIPE-USP e Mestrado em Administração pelo COPPEAD- UFRJ.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Justiça do Trabalho rejeita duas horas extras a advogado do BB

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A 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas negou provimento ao recurso apresentado pelo advogado do Banco do Brasil que pretendia receber a sétima e oitava horas trabalhadas como extras, alegando se enquadrar na jornada de seis horas dos bancários. Para o relator, juiz convocado Hélder Vasconcelos Guimarães, o advogado empregado de banco que exerce atribuições inerentes à advocacia deve observar a regulamentação de jornada específica de sua categoria, prevista na Lei 8.906/94.

Segundo ação, o trabalhador ingressou no banco como aprendiz e, na década de 1980, passou a ser escriturário. Em 1º de junho de 1999, passou ao cargo de advogado pleno, tendo assinado termo de dedicação exclusiva, pelo qual cumpriria jornada de oito horas diárias e 40 semanais, com recebimento de gratificação de função. Ele argumentou que, pelas funções que exercia, não poderia ser considerado cargo de confiança ou advogado, pois grande parte de seu tempo era destinada a atividades típicas de escriturário.

O empregado alegou que, sempre que havia alteração de cargo, era obrigado a assinar termo de opção e exclusividade, e que não houve anotação do regime de dedicação exclusiva na carteira, sendo que a alteração contratual da jornada de 6h para 8h seria lesiva, violando o artigo 468 da CLT.

Ao analisar o caso, o relator não enxergou irregularidade praticada pelo banco e observou que o depoimento do empregado revelou que as atividades eram típicas da advocacia. Isso porque ele afirmou que fazia peticionamento em processos judiciais e administrativos, realizava audiências e ainda inseria dados referentes a processos no banco de dados da instituição.

O magistrado explicou que o exercício da advocacia é regulado por estatuto profissional próprio, a Lei nº 8.906/1994, enquadrando-se no conceito de categoria diferenciada, estabelecido pelo artigo 511, parágrafo 3º, da CLT. O artigo 20 prevê que a jornada de trabalho do advogado empregado não poderá exceder quatro horas diárias e a de 20 horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva, justificando o caso em questão. O relator considerou que não há provas de que o advogado tenha sido coagido a assinar o termo de exclusividade e, portanto, não houve violação ao Estatuto da Advocacia ou alteração contratual lesiva, nos moldes do artigo 468 da CLT.

Fonte: JM Online

Agência do BB na cidade gaúcha de Livramento chega aos 100 anos

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No dia 02 de dezembro de 1918 Livramento recebia a agência do Banco do Brasil. E neste ano de 2018 a agência celebra seu aniversário de 100 anos.

A agência em Livramento foi a 35° a ser criada no país e é a 4ª agência mais antiga do Brasil. Segundo o gerente da agência, Ricardo Nunes Schlosser, isto demonstrou o interesse pela cidade e o poder econômico que a cidade já possuia. Na criação da agência eram apenas três funcionários e começou na Rua dos Andradas, depois a agência ocupou o prédio que hoje é a Casa de Cultura de Livramento. Apenas em 1975 o Banco do Brasil passou a ocupar o seu atual endereço na Rua dos Andradas.

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A agência já teve 128 pessoas trabalhando, hoje são 35 funcionários e mais as equipes de limpeza e segurança que são terceirizadas. A Carteira de crédito do Banco do Brasil em Livramento está em 425 milhões de reais, sendo que 65% desse total é voltado para o crédito do agronegócio. Ricardo frisou que isso é muito importante e traz muito orgulho para a agência. O Banco do Brasil chegou a ter duas agências ainda na cidade vizinha, Rivera e destaca que este é um aspecto importante da história do banco em Livramento. A atual sede possui dois pavimentos com uma área de 2.005 metros quadrados.

Falando sobre evolução, Ricardo comentou que com o advento da internet as agências sofreram redução do seu quadro de funcionários, todavia, este processo é importante para a evolução dos negócios também. O aplicativo BB é atualmente o mais baixado nos celulares.

A agência de Livramento possui no momento 25 mil contas abertas e aproximadamente 30 mil usuários. Sobre a AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) Livramento tem hoje 450 sócios, o que mostra a importância desta associação na cidade nos seus mais de 60 anos de atividade.

Em 2018 foram muitas atividades e celebrações alusivas ao aniversário da agência e para o mês de dezembro, no dia 04, às 18h a Câmara de Vereadores fará uma Sessão Solene alusiva aos 100 anos. A sessão acontece pela manhã. Já no dia 05 de dezembro, às 18h na própria agência, acontecerá uma celebração alusiva a este centenário. Ricardo Schlosser lembrou que é uma comemoração onde todos os clientes do banco são convidados. Quem visita a agência pode conferir uma exposição sobre o centenário com livros e máquinas que fazem parte de sua história.

Fonte: Grupo A Plateia

BB pagará JCP aos seus acionistas no próximo dia 28

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O Conselho Diretor do Banco do Brasil, reunido em 26/11/2018, aprovou o valor de R$ 350.059.500,00 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), relativos ao quarto trimestre de 2018.

Os Juros sobre o Capital Próprio (JCP) por ação, será de R$ 0,12567066595.

Esse valor será imputado ao dividendo mínimo obrigatório referente ao 2º semestre de 2018, nos termos do artigo 48 do Estatuto Social do Banco do Brasil S.A. e do parágrafo 7º do artigo 9º da Lei 9.249/95.

Os JCP serão pagos em 28/12/2018 e terão como base a posição acionária de 11/12/2018, sendo as transferências de ações a partir de 12/12/2018 efetuadas “ex” JCP.

O crédito será por conta corrente, poupança-ouro ou por caixa. Os acionistas cujos cadastros estejam desatualizados terão suas remunerações retidas até a efetiva regularização de seus registros em uma das agências do Banco do Brasil. A regularização cadastral poderá ser efetuada mediante a apresentação de documento de identidade, CPF e comprovante de residência, se pessoa física, ou estatuto/contrato social e prova de representação, se pessoa jurídica.

Aos acionistas com ações custodiadas na CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, os valores serão pagos àquela entidade, que os repassará aos acionistas titulares, por meio de seus respectivos agentes de custódia.

Haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com a legislação vigente. Os acionistas dispensados da referida tributação deverão comprovar esta condição até 14/12/2018, em uma das agências do Banco do Brasil.

Fonte: Investimentos e Notícias

Carlos Hamilton deve assumir vice-presidência do Banco do Brasil

Publicado em: 30/11/2018

Indicado para integrar o governo Jair Bolsonaro, o economista e engenheiro Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo deve ocupar o cargo de vice-presidente do Banco do Brasil. Nesta quarta-feira (28/11), o futuro presidente do BB, Rubem Novaes, disse ao Metrópoles que a escolha é “bem provável”.

Desde o início da semana, Carlos Hamilton tem transitado pelo Centro Cultural Banco do Brasil e em agendas externas com Novaes. Fontes ligadas ao BB confirmam que Hamilton é o nome favorito para o cargo.

Novaes não indicou, porém, qual vice-presidência Carlos Hamilton poderia assumir, se a de Tecnologia; Gestão Financeira e Relações com o Investidor; Distribuição e Varejo; Gestão de Pessoas, Suprimentos e Operações ou Governo

Hamilton foi diretor de política econômica do Banco Central. Ocupou também o posto de secretário de política econômica do ministério da Fazenda. Foi ainda vice-presidente de Serviços, Infraestrutura e Operações do BB.

Fonte: Metrópoles

Eleições Caref 2019: inscrições abertas até 4 de dezembro

Publicado em: 29/11/2018

Os funcionários da ativa do BB podem se inscrever até o dia 4 de dezembro para participar das eleições para Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários (Caref) do Banco do Brasil. O eleito terá mandato no período de 2019/2021.

O período de inscrição dos candidatos vai até às 23h59min do dia 4/12/2018, horário de Brasília, no sistema eletrônico de inscrição/votação disponibilizado pelo Banco do Brasil, através do SISBB, obedecidas as regras específicas de requisitos de elegibilidade, procedimentos de inscrição e habilitação de candidatos, estabelecidas no Regulamento Eleitoral.

O Caref é o representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB. Entre suas atribuições está a fiscalização da execução da política geral de negócios e serviços do Banco. O Conselho de Administração é composto de 8 membros, sendo 5 indicados pelo governo, 2 pelos acionistas minoritários e mais um eleito pelos funcionários. O Caref participa de todas as decisões, exceto daquelas que dizem respeito à remuneração e benefício dos funcionários.

O período de votação vai ocorrer entre a 0h do dia 02 de janeiro de 2019 às 23h59min do dia 08 de janeiro de 2019, em primeiro turno, e entre a 0h do dia 25 de janeiro de 2019 às 23h59min do dia 31 de janeiro de 2019, em segundo turno, horário de Brasília, caso necessário.

Confira edital de convocação

Fonte: Portal ANABB

Repasse de R$ 7,5 bilhões da Previ ao BB leva aposentados à Justiça

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Aposentados do Banco do Brasil estão recorrendo à Justiça para questionar acordo assinado em 2010 com o fundo de pensão Previ, que transferiu à instituição financeira metade dos R$ 15 bilhões em ganhos acumulados por um plano de aposentadoria. Eles dizem que a divisão dos lucros —R$ 7,5 bilhões feriu a lei e pedem ressarcimento dos recursos.

Banco do Brasil e Previ contestam, mas a primeira decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o assunto foi em favor de um participante do fundo. Cristina Stamato, uma das advogadas envolvidas no caso, diz que há hoje uma centena de ações pedindo o ressarcimento, em um universo de cerca de 85 mil participantes que podem recorrer à Justiça.

A disputa envolve o fundo mais antigo da Previ, chamado Plano 1, que tem atualmente 113.378 participantes —entre aposentados, pensionistas e trabalhadores ainda na ativa— e registrou seguidos superávits entre 2005 e 2012.

Segundo a legislação, após o terceiro ano consecutivo no azul, o ganho deve ser dividido entre os participantes. Primeiro, com suspensão temporária dos pagamentos, e, depois, com aumento nos benefícios.

No fim de 2010, a fundação anunciou acordo com sindicatos e associações de aposentados para a distribuição da sobra acumulada entre 2007 e 2009. Aposentados e pensionistas ganharam o benefício entre 2011 e 2014. Para os funcionários da ativa, foi criado um fundo para garantir o pagamento após a aposentadoria.

Nas ações, os participantes acusam Previ e BB de manobra para aprovar o acordo e questionam a legalidade de resolução de 2008 do extinto Conselho de Gestão de Previdência Complementar que autorizou o repasse a patrocinadores dos fundos de superávits acumulados de planos de aposentadoria.

Em 2017, o MPF (Ministério Público Federal) derrubou a resolução na Justiça, alegando que tem “grave ilegalidade”. A decisão é usada pelos participantes que foram à Justiça como argumento para reverter a divisão dos lucros.

Na época, a proposta foi aprovada por mais de 80% dos funcionários do banco, mas os autores das ações dizem que a comunicação sobre os termos do acordo foi “parca, obscura e rápida”.

Eles alegam que a proposta aprovada pela administração da Previ foi apresentada aos participantes do fundo em dezembro de 2010, quando esses foram convocados para a votação. “Nessa revista nada foi claramente falado sobre valores e muito menos que o Banco do Brasil, o patrocinador, também se beneficiaria da reversão da reserva especial em quantia igual à dos participantes e assistidos”, dizem os escritórios de advocacia Stamato Saboya e Bastos Advogados Associados e Mauro Abdon Advocacia e Consultoria.

Embora réu nas ações, o BB não quis comentar o tema, direcionando as perguntas à Previ.

Em nota, a fundação afirmou que o acordo de 2010 respeitou a legislação vigente na época.

“A destinação dos superávits da Previ seguiu a resolução 26/2008 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar”, disse a fundação, acrescentando que recursos transferidos ao BB vêm sendo usados para quitar compromissos com a própria Previ.

Maior fundo de pensão do Brasil, a Previ é vista pelo mercado como exemplo de gestão e até o momento não foi atingida por denúncias que varreram o segmento de previdência complementar de estatais por irregularidades durante os governos petistas.

Participantes dizem, porém, que a fundação foi alvo de pressão política para beneficiar o banco. Em 2009, por exemplo, com a apropriação de R$ 3 bilhões da Previ, o BB teve lucro recorde de R$ 10,1 bilhões.

DADOS

– R$ 15 bi foram os ganhos acumulados por um plano de aposentadoria da Previ entre 2007 e 2009. No fim de 2010, a fundação anunciou acordo com sindicatos e associações de aposentados para a distribuição da sobra;

– 113.378 participantes —entre aposentados, pensionistas e trabalhadores ainda na ativa— estão na disputa judicial no mais antigo fundo da Previ, o chamado Plano 1;

– R$ 3 bi da Previ foram repassados ao Banco do Brasil em 2009 e ajudaram a instituição financeira a atingir o lucro recorde de R$ 10,1 bilhões.

Fonte: Bem Paraná

Novo presidente do BB começou mal, afirma ex-ministro Maílson da Nóbrega

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Rubem Novaes, o novo presidente do Banco do Brasil, é um economista com várias passagens pelo governo federal, inclusive como diretor do BNDES. Tem excelente trajetória acadêmica, que culminou com o doutorado na Universidade de Chicago.

Novaes tem credenciais para bem exercer o novo cargo, mas começou mal. A exemplo do que tem ocorrido na atual transição, ele parece ter falado antes de pensar. Prometeu, seguindo orientação do próximo superministro da Economia, que iria enxugar o BB e privatizar partes de sua estrutura. Estaria na lista a área de cartões de crédito.

Trata-se de uma medida sem sentido. A área de cartões de crédito do BB é uma das mais lucrativas da instituição. O banco é o maior emissor desse produto, êxito que está intimamente associado à sua imagem. Nada disso aconteceria sem o balcão do banco, isto é, a sua capacidade de venda. Privatizar isoladamente essa área tem tudo para diminuir o seu valor.

O BB criou muitas áreas de negócios depois que perdeu a “conta de movimento” em 1986, pela qual era suprido automaticamente de recursos e a custo baixo pelo Banco Central. O BB se preparou para ser viável no mercado financeiro e foi para tanto autorizado pelo governo a atuar em todas as áreas do sistema financeiro.

Daí a modernização de sua estrutura, a redução de pessoal e de agências e a criação das áreas de previdência privada, seguros, capitalização, gestão de recursos e outras. Foram essas áreas que permitiram ao BB tornar-se razoavelmente competitivo. É assim que ele atua em atividades menos rentáveis ou onerosas, como as do crédito rural e da prestação de serviços ao governo.

Ao mesmo tempo, a conglomeração do BB foi a consequência lógica da construção de sua capacidade de concorrer com os bancos privados de rede, que dispõem das mesmas áreas. A privatização dos negócios rentáveis reduzirá mais do que proporcionalmente o valor de mercado do banco. A soma de suas partes produz um valor maior do que o todo. O BB perderá rentabilidade e competitividade.

Em algum momento, quando a sociedade se convencer de que a privatização integral do BB é o meio de fortalecê-lo ainda mais, como ocorreu nos casos da Vale, da Embraer e de outras empresas estatais, terá chegado a hora de transferir o seu controle para o setor privado. Antes disso, adotar o plano de Novaes é contribuir para a perda de valor da instituição, em detrimento do Tesouro e dos acionistas minoritários.

A rigor, se levado adiante o plano, com suas negativas consequências, caberia acusar o governo de abuso do controlador. Como se sabe, ao controlador cumpre agir para agregar valor à empresa, nunca para diminuí-lo.

Espera-se que Novaes, ao se familiarizar com as atividades do banco e com as responsabilidades do Tesouro, possa meditar melhor sobre sua ideia.

Fonte: Blog do economista Maílson da Nóbrega

BB está no ranking das 25 marcas mais valiosas do Brasil, segundo Interbrand

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A consultoria Interbrand divulgou na última quinta-feira (22) o ranking das marcas brasileiras mais valiosas em 2018, que continua sendo liderado por marcas do setor financeiro e de cervejas. As cinco primeiras continuam sendo Itaú, Bradesco, Skol, Brahma e Banco do Brasil, como nas últimas seis edições do ranking. Nesta edição, uma nova marca entrou para o ranking na 23ª posição: o Assaí, avaliado em R$ 459 milhões.

Das 25 marcas do ranking, 15 tiveram variação positiva em relação ao ano anterior, sendo que quatro cresceram dois dígitos positivos em seu valor de marca: Magazine Luiza, com 50%, crescimento mais expressivo desde 2013; CVC, com 21%; Porto Seguro, com 12%; e Localiza, com 10%. Por outro lado, nove empresas perderam valor: Banco do Brasil, Antarctica, Vivo, Cielo, Ipiranga, BTG Pactual, Havaianas, Bohemia, Totvs e Fleury.

No total, o ranking soma R$ 120 bilhões em portfólio, valor 2,7% maior que em 2017. As cinco primeiras ficaram ainda mais poderosas frente às demais e passaram, nesse ano, a representar 75,8% desse total, ante 75,3% no ano passado.

As marcas vencedoras deste ano entendem a realidade do consumidor e adaptam sua oferta em um momento de restrição econômica, ditam o ritmo de suas categorias e se descolam dos concorrentes diretos. Respondem à altura a níveis cada vez mais exigentes de consumo e são capazes de viver em múltiplas plataformas”, comentou André Matias, diretor de Estratégia e Avaliação de Marcas da Interbrand São Paulo, sobre o ranking deste ano.

Para montar o ranking, o Interbrand considera somente empresas de origem nacional e que tenham informações financeiras públicas – não necessariamente que tenham capital aberto. É aplicada uma metodologia exclusiva de brand valuation em cima desses dados, analisando e inter-relacionando performance financeira, percepção e influência das marcas junto aos consumidores. Foram entrevistadas mais de mil pessoas a respeito de 100 marcas diferentes.

Confira, a seguir, o ranking completo e a variação no valor de cada empresa:

Ranking

Fonte: Infomoney

Indicados para BB, Caixa e Petrobrás podem acelerar privatizações e afetar investimentos

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Os nomes dos indicados pelo novo governo para assumir a Petrobrás (Roberto Castello Branco), o Banco do Brasil (Rubem de Freitas Novaes) e a Caixa Econômica Federal (Pedro Guimarães) reforçam a ideia de que a equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro deve vender, se não todas, a maioria das empresas públicas brasileiras, inclusive, as lucrativas, sem se preocupar com as consequências que isso acarretará ao desenvolvimento do país.

Em artigo publicado em maio deste ano no Jornal Valor, Castello Branco defendeu um “amplo programa de privatização, com inclusão obrigatória de Petrobras, Eletrobras, BB, Caixa, Basa, BNB, Correios, Infraero, Casa da Moeda, CBTU e Companhias Docas”.

“O novo governo disporá de oportunidade histórica para transformar a economia brasileira, implementando reformas que substituam a presença do Estado por uma iniciativa privada vibrante e capaz de liderar uma longa fase de prosperidade”, declarou o economista, formado pela Escola de Economia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, celeiro dos ultraliberais, os chamados “Chicago Boys”. A ideologia de Estado Mínimo difundida pela Escola embasou a política econômica de governos conservadores e liberais das décadas de 80, como Margaret Thatcher, na Inglaterra, Ronald Reagan, nos Estados Unidos, além da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile.

Em julho, em novo artigo, agora na Folha de São Paulo, Castello Branco reafirmou “a urgente necessidade de privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”. Ao comentar a política de preços dos derivados, ele afirmou: “No caso do diesel, embora seguindo o mercado global, é o comitê de uma única empresa, uma estatal dona de 99% do refino, quem anuncia os preços. Essa é mais uma razão para privatizar a Petrobras. Precisamos de várias empresas privadas competindo nos mercados de combustíveis”.

Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, é provável que Castello Branco entregue a estatal ao setor privado em fatias.“Da escola [econômica] que ele vem, que é a Escola de Chicago, eles alimentam esse processo de um Estado cada vez menor. Isso dialoga diretamente com a política do novo governo – que é, inclusive, criar uma Secretaria de Privatizações. A expectativa é de entregar a empresa, entregar o pré-sal, de tornar a Petrobras uma mera exportadora de óleo cru”, lamenta.

Ele se contrapõe à opinião de Castello Branco de que a Petrobrás deve privatizar suas refinarias. “O que ele quer dizer é que o que tem que valer aqui dentro é o livre mercado. No livre mercado, vamos expor o povo brasileiro ao que estamos assistindo hoje: gasolina a R$ 5,00 e botijão de gás a R$ 80,00. O brasileiro vai pagar o preço dos derivados de acordo com o mercado internacional, de acordo com a variação cambial. Quem tem petróleo tem poder, e o Brasil está entregando, de maneira acelerada e vergonhosa, seu petróleo para o capital internacional”, afirma José Maria Rangel.

Desmonte dos bancos públicos
Os indicados para o Banco do Brasil e a CEF também são especialistas em privatização e ligados ao mercado financeiro. No caso de Pedro Guimarães, que deverá assumir a presidência da Caixa existe, ainda, a questão ética de conflito de interesses. Como sócio e diretor do Banco Brasil Plural, principal credor no processo de recuperação judicial da empresa Ecovix, na qual CEF e BB também são credores, ele não poderia ocupar qualquer cargo de gestão na Caixa ou no Banco do Brasil.

Além disso, ele é suspeito de envolvimento na supervalorização artificial registrada pelo FIP Florestal, fundo do qual a empresa Brasil Plural é gestora. A operação causou prejuízos à Funcef e à Petros e está sendo investigada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal no âmbito da Operação Greenfield, como denunciou em nota a Associação Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econômica Federal (Audicaixa).

“Se Guimarães de fato se tornar o presidente da Caixa é fácil prever que os processos de privatizações serão acelerados no banco. Seu perfil se enquadra justamente nessa linha, e não se faz menção a nenhuma experiência dele em gestão pública. Isso derruba de vez a ilusão que alguns colegas ainda tinham de que a Caixa não estaria na lista das empresas a privatizar”, diz a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano.

Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), as indicações para as presidências do BB e da CEF no governo Bolsonaro vão aprofundar o desmonte iniciado por Temer, prejudicar a população com desemprego, aumento de juros e serviços precários.

“Atualmente os trabalhadores e trabalhadoras já estão sobrecarregados após tantas demissões com os Planos de Demissões Voluntárias (PDV), que reduziram o quadro funcional dessas instituições. E com a privatização, muitas agências em cidades pequenas poderão ser fechadas, o que é totalmente contrário à política de um banco público – o de estar onde não há interesse de instituições financeiras privadas que só pensam no lucro”, afirma.

[Com informações da CUT e do Brasil de Fato]

Fonte: Federação Única dos Petroleiros