Banco do Brasil pode enfrentar nova pressão no segundo semestre, diz BTG Pactual

Publicado em: 03/07/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) deve enfrentar mais um trimestre desafiador diante da piora no comportamento de pagamento de produtores rurais, segundo avaliação do BTG Pactual. Para o banco, a expectativa de aprovação, no Congresso Nacional, de um programa de renegociação de dívidas do agronegócio pode estar levando parte dos tomadores de crédito a adiar o pagamento de financiamentos, aumentando a pressão sobre a qualidade da carteira rural.

A análise foi elaborada após reportagem do jornal Valor Econômico informar que produtores rurais têm postergado pagamentos na expectativa de que suas operações sejam incluídas em um eventual programa de renegociação. Executivos de grandes bancos e cooperativas relataram ao jornal que os índices de inadimplência apresentaram deterioração em maio e junho, contrariando o padrão sazonal normalmente observado para o período.

Na avaliação do BTG Pactual, esse movimento está alinhado com as conversas recentes mantidas pela instituição com participantes do mercado. O banco afirma que o debate em torno de novas medidas de renegociação pode estar criando um ambiente de “risco moral”, no qual produtores optam racionalmente por atrasar pagamentos enquanto aguardam possíveis condições mais favoráveis para regularizar suas dívidas.

Segundo o relatório, a implementação do Desenrola 2.0 e as discussões sobre programas de renegociação para contratos ainda adimplentes reforçaram essa dinâmica, elevando as incertezas sobre o comportamento dos clientes do crédito rural.

Calendário amplia riscos

O BTG destaca que o calendário de vencimentos da carteira rural do Banco do Brasil aumenta a sensibilidade dos resultados do segundo trimestre. Conforme dados apresentados pela própria instituição durante o Investor Day, o banco possui R$ 155,6 bilhões em operações com produtores rurais vencendo ao longo de 2026.

Desse total, R$ 44,2 bilhões — o equivalente a 28,4% dos vencimentos do ano — concentram-se justamente no segundo trimestre. As linhas de financiamento de custeio agrícola representam 56% dos vencimentos de abril, 60% dos de maio e 63% dos de junho, enquanto quase 60% de todos os vencimentos anuais estão concentrados entre abril e setembro.

Na visão do BTG, essa concentração, combinada com os relatos de enfraquecimento da disciplina de pagamentos, tende a manter elevada a pressão sobre a capacidade de cobrança do banco e sobre o custo do risco nos resultados do segundo trimestre.

Desafios persistem

A avaliação ocorre após um primeiro trimestre já considerado difícil para o Banco do Brasil. Na ocasião, a instituição reportou um ROE (Return on Equity) de 7,3% e revisou suas projeções para 2026, citando a deterioração da qualidade da carteira de crédito voltada ao agronegócio.

Para o BTG Pactual, os próximos resultados deverão continuar refletindo os desafios enfrentados pelo segmento rural. Embora o lançamento do Plano Safra 2026/2027 possa trazer maior previsibilidade ao setor, a instituição acredita que a discussão sobre renegociação de dívidas continuará sendo um fator relevante para o comportamento dos produtores e para o desempenho financeiro do Banco do Brasil nos próximos meses.

Fonte: Eu Quero Investir

BTG vê risco de calote no agro pressionando BB no segundo trimestre

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O Banco do Brasil deve chegar ao balanço do segundo trimestre sob nova pressão do crédito rural. Relatório do BTG Pactual afirma que produtores têm atrasado pagamentos à espera de uma possível renegociação de dívidas do agro no Congresso.

Em maio, o banco estatal informou que teve um dos piores trimestres de sua história recente. O lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 54%, em meio à piora da inadimplência no agronegócio. Os atrasos acima de 90 dias no setor chegaram a 6,22% da carteira, e o banco elevou as provisões para perdas a R$ 16,8 bilhões. O BB teve retorno sobre patrimônio de 7,3% e revisou suas projeções para 2026 diante da piora do risco de crédito no agronegócio.

O relatório do BTG indica que a piora apareceu em maio e junho, período importante para a cobrança de financiamentos rurais. O banco diz que a discussão pode estar criando um “risco moral”, ou seja um incentivo para que produtores deixem de pagar agora na expectativa de condições melhores depois.

Os analistas afirmam que os devedores podem estar “postergando racionalmente pagamentos” enquanto aguardam alguma medida de alívio.

O alerta pesa mais sobre o Banco do Brasil por causa do tamanho da carteira no setor. O banco tem R$ 155,6 bilhões em vencimentos esperados na carteira de produtores rurais em 2026. Desse total, R$ 44,2 bilhões, ou 28,4%, vencem apenas no segundo trimestre.

A concentração também preocupa. As linhas de financiamento de safra representam 56% dos vencimentos de abril, 60% dos de maio e 63% dos de junho. Entre abril e setembro, vencem 59,4% das obrigações anuais da carteira rural do BB.

Para o BTG, esse calendário, combinado à piora no comportamento de pagamento, aponta para “pressão contínua sobre cobranças e custo de risco” no segundo trimestre. Na prática, isso significa mais dificuldade para receber os empréstimos e maior necessidade de provisões contra calotes.

O relatório também aponta um alívio pontual de capital. O TCU autorizou o reescalonamento de um instrumento híbrido de R$ 4,1 bilhões com o Tesouro, o que deve preservar 7 pontos-base de capital principal em 2026 e 2027. Ainda assim, o principal alerta para o curto prazo segue no agro.

Fonte: Forbes

Resultado do BB pode surpreender negativamente no 1º tri, diz BTG Pactual

Publicado em: 16/04/2026

Analistas do BTG Pactual esperam um resultado fraco do Banco do Brasil para o primeiro trimestre do ano, avaliando que a magnitude da queda sequencial do lucro e no retorno sobre o patrimônio (ROE) em relação aos últimos quatro meses de 2025 pode surpreender negativamente.

Na visão de Eduardo Rosman e equipe, os resultados do banco deterioraram-se desde o começo do ano, quando a administração sinalizou que 2026 seria um período de transição, com o primeiro semestre ainda pressionado por provisões, mas com recuperação esperada no segundo semestre.

“O principal ponto de inflexão era esperado a partir dos pagamentos das últimas safras originadas sob critérios de concessão de crédito mais rigorosos, com abril e maio sendo vistos como meses cruciais”, afirmaram em relatório enviado a clientes com data de terça-feira.

“No entanto, nossa impressão é de que o primeiro trimestre já ficou aquém das expectativas iniciais. Combinado com a contínua deterioração das condições no agronegócio — especialmente devido aos maiores custos de diesel e ao câmbio — vemos um risco crescente de que o segundo trimestre também decepcione.”

Nesse contexto, eles também veem riscos crescentes de frustração em relação às expectativas atuais para o resultado no ano, para o qual o guidance do banco aponta um intervalo entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Para o primeiro trimestre, o BTG estima lucro líquido na faixa de R$ 3 bilhões a 3,5 bilhões, calculando uma margem financeira (NII) menor e provisões para perdas com crédito ainda elevadas.

No quarto trimestre do ano passado, o BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, acrescentaram, beneficiado por um efeito tributário positivo pontual e muito significativo, “de modo que uma comparação trimestral mais fraca não deve surpreender na ausência de melhorias operacionais claras”.

“Ainda assim, embora um primeiro trimestre mais fraco não seja novidade, acreditamos que a magnitude da queda sequencial nos resultados e no ROE em relação ao quarto trimestre ainda pode surpreender negativamente.”

De acordo com os analistas, a qualidade do crédito continua sendo a principal preocupação e deve seguir pressionando os resultados, especialmente no agronegócio, onde a inadimplência acima de 90 dias ainda está em deterioração.

O crédito corporativo, avaliam, deve se estabilizar após casos específicos no quarto trimestre, enquanto o varejo deve refletir a habitual alta sazonal.

Rosman e equipe estimam que a formação de inadimplência deve cair de R$ 24,5 bilhões no quarto trimestre para cerca de R$ 20 bilhões, principalmente devido à normalização no segmento corporativo. No entanto, calculam, as provisões devem permanecer elevadas.

“Esperamos um novo aumento trimestral…. (com o custo do crédito ficando) bem acima da média trimestral de aproximadamente R$ 14 bilhões implícita no guidance”, afirmaram.

No quarto trimestre de 2025, as provisões somaram quase R$ 18 bilhões.

Os analistas destacaram que, anteriormente, esperavam alguma melhora no lucro antes dos impostos (EBT), mas agora enxergam uma maior probabilidade de uma queda de cerca de 20% na base trimestral. “A alíquota efetiva de impostos deve permanecer “positiva”, em linha com o terceiro trimestre, embora menos favorável do que no quarto trimestre.”

Para a equipe do BTG, o evento do banco com investidores e analistas na próxima semana (dia 23) deve ser um catalisador importante, especialmente em relação à trajetória da carteira de agronegócio, às tendências de provisões e ao timing de uma possível recuperação.

“O timing é crucial, à medida que nos aproximamos do fim de abril — um período crítico para avaliar os pagamentos antecipados da última safra”, ressaltaram.

Eles afirmaram que preferem aguardar um guidance atualizado da administração antes de ajustar suas previsões para o BB. Mas reforçaram que, neste momento, veem riscos relevantes de queda nas suas projeções, nas estimativas no mercado e no guidance.

No relatório, eles também apontam que a ação negocia a cerca de 0,8 vez o valor patrimonial mais recente, com um ROE “que pode ter dificuldade de atingir 10% em 2026 e um dividend yield na faixa de um dígito médio — níveis que não parecem particularmente atrativos em relação aos padrões históricos”.

Caso o mercado revise o lucro deste ano em cerca de 20%, para R$ 20 bilhões, avaliam, a ação passaria a negociar a aproximadamente 7,3 vezes o preço sobre lucro e com um dividend yield de cerca de 4% — “níveis que também não são particularmente atrativos pelos padrões históricos do BB”.

Nesta quarta-feira, por volta de 14h30, as ações recuavam 3,7%, a R$ 24,44. No ano, ainda acumulam alta de 12,7%.

“Dessa forma, mantemos nossa recomendação neutra e uma postura cautelosa. Entre os grandes bancos brasileiros, o Itaú segue como nossa única recomendação de compra, enquanto, na margem, atualmente preferimos Bradesco em relação a BB.”

O BB divulga seu balanço do primeiro trimestre no dia 13 de maio.

Fonte: CNN Brasil

Briga por clientes de alta renda muda o tabuleiro dos grandes bancos

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O mercado financeiro brasileiro vive um movimento silencioso, mas de alto impacto: o BTG Pactual (BPAC11) está atacando sistematicamente a base de clientes de patrimônio elevado que sempre foi reduto do Itaú Unibanco (ITUB4). A disputa, que combina agressividade comercial, inovação em produtos e geração de ROE de 27%, redefine o jogo competitivo entre os maiores nomes do setor bancário do país.

O diagnóstico vem de André Caldas, sócio, CIO e administrador da Springs Capital, que carrega nas costas quase três décadas de mercado financeiro e mantém posição relevante nos dois bancos dentro do portfólio da gestora. Para ele, a rivalidade é real, mas não elimina o valor de nenhum dos dois papéis.

A análise foi feita no programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo. “Hoje, o principal vetor de captação do BTG tem sido o cliente de patrimônio elevado, que é um cliente em que o Itaú sempre atuou como liderança”, avaliou. “E ele tem atacado nisso associado a uma geração de ROE de 27%.”

A resposta do Itaú não tardou. O banco criou uma área própria de special situations — movimento que, na leitura de Caldas, é um sinal claro de que o incômodo chegou à alta gestão. “Você percebe que tem coisas acontecendo entre os dois, que um está incomodando o outro.”

Animais diferentes no mesmo ecossistema

O Itaú, na visão dele, é um banco de inércia grande, que aposta na eficiência operacional como principal alavanca de crescimento. Quando o atual CEO, Milton Maluhy, foi indicado por Roberto Setúbal, Caldas leu o movimento como um sinal estratégico claro.

“Eu achei um sinal muito claro do Setúbal sobre o que ele queria, como ele via o futuro”, afirmou. Na leitura do gestor, a escolha indicava que o banco entraria numa fase de apertar parafusos e maximizar eficiência operacional — preparação para um ambiente mais difícil à frente.

O BTG, por sua vez, opera em outra velocidade. Caldas atribui ao banco um instinto para identificar oportunidades antes dos concorrentes — e cita o consignado privado como prova mais recente.

Por meio da aquisição da Meu Tudo, fintech especializada em crédito consignado privado, o banco se posicionou rapidamente no segmento e se tornou o maior originador da modalidade. “Recentemente saiu o tamanho da carteira”, disse o gestor.

A agilidade do BTG também se reflete na diversificação das receitas. Quando o banco abriu capital, a área de Sales & Trading respondia por cerca de 70% do resultado. Hoje, assim como a XP (XPBR31) se reinventou em linhas de receita, o BTG também o fez — e com uma sinergia entre as áreas que Caldas considera rara.

“O fato de ele ter vários agentes autônomos no Brasil todo serve de originação para a área de special situations”, diz André Caldas, sócio e CIO da Springs Capital.

O gestor ainda ressalta a qualidade do capital humano como diferencial competitivo do BTG. “Eu brinco, o cara que serve o café no BTG, sei lá de onde eles tiram esses caras, porque é todo mundo um monstro de bom”, disse, em tom bem-humorado.

Fonte: Infomoney

BB Seguridade: após desabar 20% desde máximas, 2T25 será da virada?

Publicado em: 06/08/2025

A ação da BB Seguridade (BBSE3) tinha um ano bom, até a divulgação de resultados do primeiro trimestre. Os números vieram dentro das expectativas, mas os prêmios emitidos ficaram abaixo do esperado.

Deste então, a ação despencou 20%. Em relatório, o BTG Pactual afirma que as cifras podem até superar um pouco as estimativas.

No entanto, o crescimento da receita deve continuar sob pressão, principalmente devido à piora no seguro rural. Além disso, pode haver impacto do aumento do IOF (imposto cobrado nas transações financeiras) nas contribuições previdenciárias em maio e junho.

“Ainda assim, apesar da dinâmica moderada da receita, esperamos um resultado líquido decente, com crescimento tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao ano anterior.”

O banco destaca alguns pontos positivos da seguradora, entre eles:

1 – índices de perdas muito saudáveis — ainda mais baixos que os níveis do 1º trimestre;
2 – fortes resultados financeiros em todas as subsidiárias, impulsionados por uma taxa média Selic mais alta.

BrasilSeg: prêmios em queda

Um dos pontos negativos do primeiro trimestre, o BTG projeta que os prêmios emitidos continuarão em queda, tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao ano anterior, principalmente devido à persistente fraqueza nas linhas rurais.

“O segmento rural segue enfrentando desafios estruturais ligados ao aumento do custo do financiamento, maiores despesas e demanda mais fraca.”

O agronegócio vive um período de incertezas, com alta da inadimplência e aumento das recuperações judiciais — fatores que têm prejudicado o controlador da BB Seguridade, o Banco do Brasil (BBAS3).

Segundo dados do Banco Central, a qualidade dos ativos rurais atingiu o nível mais baixo da série histórica, com 3,5% de inadimplência em 90 dias e 2,9% de inadimplência antecipada (de 15 a 90 dias).

No seguro de vida prestamista, o desempenho tem sido misto: enquanto as vendas no varejo se mantêm estáveis, os volumes corporativos continuam em queda.

Como ponto positivo, o BTG destaca os prêmios fortes em abril do produto de folha de pagamento privada (crédito consignado privado) recém-lançado.

BB Seguridade: dá para comprar?

O BTG ressalta que as ações da BBSE passaram por uma correção significativa, tornando-se mais atraentes — com dividend yield de volta aos dois dígitos.

Porém, alguns desafios persistem. A deterioração dos resultados do Banco do Brasil limita a posição de capital da BB Seguridade, tornando improváveis novas recompras de ações no curto prazo.

“A visibilidade no segmento rural permanece baixa, aumentando a incerteza sobre as perspectivas de receita para o segundo semestre de 2025 e para 2026.”

Assim, o banco avalia que, embora o segundo trimestre deva apresentar um resultado decente — sustentado por números sólidos de subscrição e forte receita financeira —, o cenário de investimento perdeu força.

O BTG reiterou a recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 46.

No setor de seguros, o banco mantém preferência por IRB Brasil (IRBR3) e Caixa Seguridade (CXSE3).

Fonte: Money Times

Banco do Brasil: BTG vê ação da instituição ultrapassando máxima histórica

Publicado em: 30/06/2023


O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para os papéis do Banco do Brasil (BBAS3), com preço-alvo de R$ 61. Se os valores chegarem a esse nível, então a ação do banco ultrapassaria sua máxima histórica, quando atingiu R$ 54 em fevereiro de 2019.

De acordo com os analistas, liderados por Eduardo Rosman, o Banco do Brasil caminha para continuar a boa fase que o fez disparar 50% no acumulado do ano, “sem grandes motivos para acreditar que o ROE (retorno sobre o patrimônio) se deteriorará no curto prazo”.

“Ainda vemos a ação como atraente, embora naturalmente, após o desempenho de 50% no acumulado do ano, estejamos menos entusiasmados do que no início do ano”, destacam. O BB é, junto com o Itaú (ITUB4), o top pick (favorito) do BTG Pactual.

Plano Safra pode ajudar BB ainda mais

Os analistas notam que o BB está superando o mercado em termos de carteira de crédito, com crescimento de 18% no ano durante o primeiro trimestre, contra 12% do sistema bancário.

“O crescimento deve ser decente no segundo trimestre, perto da faixa superior do guidance para 2023 (+8-12%), o que atribuímos à sua maior exposição ao crédito rural, uma vertical que superou outros setores este ano, apesar da queda nos preços das commodities”, coloca.

Com o Plano Safra, lançado na última terça-feira (27) e considerado o maior da história, o BB vê mais linhas de crédito com custos de captação mais baixos, impulsionando a alta dos empréstimos e das margens.

“Apesar de ter 52% do mercado, recebeu menos de 50% das linhas do Plano Safra no ano passado. A avaliação do governo sobre a capacidade dos players de mercado em aplicar rapidamente recursos ao agronegócio torna o BB favorito para aumentar sua participação nas linhas de crédito do Plano Safra”, discorre.

O BB prevê ainda que o aumento das provisões para devedores duvidosos deverá ser compensado por uma margem de lucro mais forte, impulsionada pelo crescimento decente da carteira, maior volume de liquidez (impulsionando os resultados da tesouraria), efeito continuado da reprecificação da carteira e uma Selic mais alta.

“Dessa forma, o BB não espera mudanças em seu guidance de resultados para 2023. Em um cenário de queda dos juros, eles veem um impacto neutro no banco”, completam.

Fonte: Money Times

Prévia de balanços: Banco do Brasil e BTG Pactual devem ser os destaques do 3T22

Publicado em: 28/10/2022


A temporada de resultados do 3T22 para o setor financeiro começa nesta semana. Entre os bancos, a nosso ver, Banco do Brasil, BTG Pactual e Itaú devem ser os principais destaques positivos.

Tratando das instituições que não são bancos, esperamos que a BB Seguridade e a Cielo apresentem os resultados mais fortes, enquanto o IRB Brasil RE pode decepcionar mais uma vez.

Esperamos que o Banco do Brasil apresente resultados muito fortes no 3T22, com boa evolução da renda líquida com juros e expansão do lucro líquido das empresas investidas. O lucro líquido do Banco do Brasil deve avançar para o topo de seu guidance revisado.

O Itaú Unibanco deve continuar a apresentar bons resultados, mantendo seu bom momento de resultados, especialmente no negócio de crédito, sustentando uma forte rentabilidade financeira junto aos clientes. Esperamos que o lucro cresça 19% no ano, mantendo o ROAE na marca de 21%.

O BTG Pactual também deve apresentar bons resultados no 3T22, apoiados pelo desempenho consistente da gestão de patrimônio e ativos e empréstimos corporativos e ventos favoráveis da alta da taxa Selic na linha de juros e outros.

O Bradesco deve apresentar resultados medíocres, em função de uma renda líquida com juros ainda negativa com o mercado e uma pequena deterioração na qualidade do crédito.

Por outro lado, o Bradesco deve continuar reportando uma boa recuperação do Negócio de Seguros (principalmente dos resultados operacionais).

Também esperamos que o Santander reporte contratempos de renda líquida com juros com o mercado e altos níveis de inadimplência, enquanto o desempenho de sua carteira de crédito pode continuar abaixo de seus principais pares privados, levando seu lucro líquido a registrar uma ligeira queda em relação ao ano anterior.

Entre os bancos de médio porte, o Banco Pan pode apresentar resultados medíocres principalmente sobre a inadimplência ainda elevada.

O Banrisul pode apresentar números fracos, com resultado inferior, mesmo considerando eventos não recorrentes (de provisões cíveis e trabalhistas).

Entre as Seguradoras, a BB Seguridade deve apresentar outro resultado muito bom, após forte desempenho em prêmios emitidos (rural e prestamista), suportando também receitas de corretagem e normalização de sinistros.

A Porto poderá apresentar melhores números no segmento de seguros de automóveis, com prémios crescendo fortemente, sinistralidade com ligeira melhoria na comparação trimestral e alguma recuperação nos resultados financeiros líquidos.

Do lado negativo, o IRB deve apresentar resultado negativo, impactado por um índice de sinistralidade muito alto (especialmente de Prejuízos Rurais).

Esperamos um desempenho positivo para a Cielo, que deve continuar melhorando seus resultados, em suas duas divisões: Cielo Brasil (com melhora do MDR) e Cateno (com bons volumes transacionados). Além disso, projetamos o crescimento de lucro líquido para a Cielo de 8% na comparação anual.

Em relação à B3, ela pode continuar apresentando resultados medíocres, refletindo o desempenho mais fraco do segmento de ações listadas (que refletiu menor valor de mercado das ações listadas), levando o lucro líquido a apresentar uma ligeira queda na comparação anual.

Fonte: Safra

 

BTG vê Banco do Brasil com retornos altos nos próximos trimestres – entenda

Publicado em: 26/09/2022


O nível de retorno sobre o patrimônio (ROE) de 20% atingido pelo Banco do Brasil (BBAS3) no segundo trimestre é sustentável e deve ser o novo patamar de rentabilidade para o banco nos próximos trimestres, na análise do BTG Pactual. “Inadimplência saudável, expansão de margens financeiras, disciplina de custos e mais eficiência devem ser o tom para o curto prazo”, escreveram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, analistas do BTG, em relatório distribuído nesta sexta-feira (23).

As conclusões dos analistas do BTG vêm depois do Investor Day do BB, em que a gestão do banco relembrou as principais conquistas dos últimos trimestres e detalhou sua estratégia de crescimento. Segundo o BTG, os executivos reafirmaram o foco em dados, tecnologia e inovação, que devem continuar a apoiar a rentabilidade.

“Com as iniciativas recentes em digitalização, tecnologia, foco no cliente e melhorias em eficiência, vemos o BB sustentando um nível de rentabilidade mais alto nos próximos trimestres, após o ROE de 20% no 2º trimestre – o que a gestão reiterou que deve ser considerado um ‘novo patamar’”, avaliam os analistas do BTG.

Diante disso, o BTG reiterou sua recomendação de compra para a ação do BB, com preço-alvo de R$ 55 – o que corresponde a alta de 33% em relação ao valor do papel no fechamento da última quinta-feira (22), de R$ 41,43.
Destaques do Investor Day

Um dos pontos abordados pela gestão durante o encontro, dizem os analistas do BTG, foi a carteira de crédito do banco. Nesta frente, a CRO Ana Paula Teixeira destacou o compromisso do BB em seguir buscando resultados robustos e resilientes, com foco em expandir a carteira sem perder qualidade.

Nesse sentido, os analistas do BTG destacam os baixos níveis de inadimplência do BB e a alta taxa de cobertura, que indicam que a abordagem do banco é mais conservadora do que a de players privados.

Em relação ao segmento de atacado, o vice-presidente João Carlos Pecego destacou, segundo o BTG, o portfólio de mais de R$ 260 bilhões e os baixos índices de inadimplência, além dos recentes aumentos de spread. Na divisão de agronegócio, o destaque foram os derivativos, que ganharam tração, enquanto na área de banco de investimentos o BB destacou a parceria com o UBS.

Ainda em agronegócio, o banco detalhou os quatro pilares de sua estratégia de crescimento, que são a maior proximidade com os clientes, investimentos em toda a cadeia de valor, financiamento de operações rurais e maior digitalização de soluções e processos.

Já na frente de tecnologia, o CTO Marcelo Cavalcante descreveu, de acordo com os analistas do BTG, o foco na adaptabilidade e na maior eficiência, com o objetivo de expandir a oferta de produtos e servir melhor os clientes. Outro destaque apontado pela gestão foi o foco no uso de dados.

Fonte: Trademap

 

BB Seguridade aumenta desafio do IRB, diz BTG Pactual

Publicado em: 02/09/2022


O BB Seguridade (BBSE3) está aumentando ainda mais o desafio do IRB (IRBR3) ao reduzir sua exposição à empresa, disse o BTG Pactual. A companhia é um dos principais clientes da resseguradora.

O desafio do IRB, lembrou o BTG, é continuar elevando prêmios para melhorar os resultados futuros. O banco comentou que esperava que o IRB estivesse em uma situação mais confortável agora.

“Nossa capacidade de prever resultados até agora se mostrou muito baixa”, escreveram Eduardo Rosman e equipe em relatório a clientes.

O comentário foi feito em um momento em que o IRB promove uma oferta de ações, após prejuízo e desenquadramento em métricas regulatórias.

“Se o IRB acabar emitindo o número máximo de ações permitido, para chegar a R$ 1,2 bilhão, estaríamos falando de um preço de ação de R$ 0,66″, calcularam analistas do BTG.

Fonte: Money Times

 

BB cedeu carteira de R$ 2,9 bilhões ao BTG ‘sem devidas justificativas’, diz CGU

Publicado em: 09/12/2021


A Controladoria-Geral da União (CGU) avaliou que o Banco do Brasil cedeu uma carteira de crédito ao BTG Pactual, em 2020, sem fazer um planejamento estruturado e “sem as devidas justificativas” de mercado.

O banco público realizou a operação a terceiros pela primeira vez em julho de 2020, ao ceder uma carteira de crédito de R$ 2,9 bilhões – a maioria, em perdas – a um fundo de investimentos administrado pelo BTG.

Os problemas constam em um relatório produzido pela CGU no início de novembro. O Banco do Brasil nega irregularidades e diz ter seguido rigorosos processos de governança (veja detalhes abaixo).

“O banco realizou uma operação piloto de cessão sem um plano diretor que a balizasse, sem demonstrar conhecer o mercado onde está se inserindo, tomou decisões sem as devidas justificativas e com um processo de gerenciamento de riscos superficial”, concluiu o relatório da CGU.

Esse tipo de carteira concentra créditos que o banco tem baixa expectativa de recuperar. Para tentar receber os valores que os devedores têm a pagar, o banco costuma negociar ou até cobrar as dívidas na Justiça.

Porém, os processos judiciais costumam ser demorados e caros, de forma que esse tipo de ativo é chamado comumente no mercado como “carteira de créditos podres”.

No relatório, a CGU avaliou que o processo de cessão dessa carteira de crédito a terceiros não está “devidamente estruturado” no Banco do Brasil e que o volume elevado do estoque de créditos a serem cedidos em uma única carteira não se justifica.

Se a instituição decidir continuar com esse tipo de operação, a controladoria recomendou que seja elaborada uma estratégia para a inserção do banco nesse mercado que assegure uma atuação com “segurança razoável” e o “devido tratamento dos riscos inerentes a essa modalidade”.

O relatório da CGU integra a auditoria anual de contas do Banco do Brasil, feita pela CGU para avaliar a gestão da instituição de janeiro a dezembro de 2020. Devido a um acordo junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), a auditoria se concentrou em avaliar o processo de cessão de carteira de crédito e a variação nos ativos que ocorreram no ano passado.

Em comunicado ao mercado publicado em 1º de julho de 2020, o Banco do Brasil informou que a cessão da carteira ao BTG teria impacto financeiro de R$ 371 milhões.

“Esta operação é o piloto de um modelo de negócios recorrente que o banco está desenvolvendo para dinamizar, ainda mais, a gestão do portfólio de crédito”, afirmou. Até então, o Banco do Brasil só fazia esse tipo de operação dentro do conglomerado.

O que diz o Banco do Brasil

Aos auditores da CGU, o Banco do Brasil afirmou que seguiu rigorosos processos de governança para preparar a cessão, já que solicitou pareceres a áreas técnicas e houve assessoramento jurídico e acompanhamento do processo por um comitê de riscos.

Ainda segundo o banco público, o projeto piloto teve como objetivo preparar a instituição para “considerar a possibilidade de cessão de carteiras” quando lhe for mais conveniente e vantajoso.

“Não há a intenção de buscar a venda de todo o portfólio em perdas e sim de parcelas desse portfólio que possam gerar eficiência econômica”, afirmou.

Entretanto, a equipe de auditoria da CGU afirmou que a pesquisa de mercado feita pelo banco não foi abrangente o bastante, por ter apresentado apenas uma relação de instituições que atuam no mercado e arquivos do tipo “PowerPoint” com material sobre a operação.

“Mantém-se a avaliação de que a operação de venda de ativos no valor de R$ 373 milhões, com potencial de geração de mais R$ 93 milhões com o compartilhamento de resultados, foi realizada sem estudo do mercado compatível com o porte da operação”, concluem os auditores.

Ainda, o Banco do Brasil explicou que, em vez de precificar a carteira proposta, projetou o resultado esperado dessa carteira em cinco anos e apresentou os dados para duas empresas interessadas. Segundo o banco público, foi contratada a melhor proposta entre as duas.

Assim, a equipe de auditoria concluiu que o Banco do Brasil não realizou uma “avaliação prévia do valor potencial da carteira”. Porém, os auditores lembram que a instituição já aprovou uma metodologia de avaliação para ser utilizada em novas operações de cessão.

Quanto à gestão de riscos, o Banco do Brasil afirmou que identificou, avaliou e mitigou os riscos envolvidos na operação, além de a Diretoria de Controles Internos ter avaliado o processo de cessão ao longo do segundo semestre de 2020.

Entretanto, a equipe de auditoria ressaltou que a ficha com os resultados da gestão da diretoria tem data de outubro de 2020, apenas três meses após o fechamento do negócio. “Está evidenciado que não houve um trabalho sistemático e documentado de gerenciamento de riscos”, concluem os auditores.

Fonte: G1

Operação com o BB pode dar lucro de R$ 1,7 bi a banco fundado por Guedes

Publicado em: 10/09/2020


A operação que em julho cedeu uma carteira de crédito de R$ 2,9 bilhões do Banco do Brasil ao BTG Pactual, instituição fundada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pode dar um lucro ao comprador de R$ 1,7 bilhão. A informação foi revelada em reportagem desta quarta-feira 8 pela Revista Fórum (confira aqui). Segundo uma fonte do mercado ouvida pela publicação que avaliou o histórico da carteira, vendida ao BTG por parcos R$ 371 milhões, esta última tem potencial de recuperação de 70%. “Além disso, a maior parte dela é composta por financiamentos imobiliários, ou seja, em caso de inadimplência, imóveis podem ser tomados para quitar os empréstimos”, diz a matéria.

Ainda de acordo com a fonte, “esses créditos imobiliários foram tomados por ex-funcionários do próprio BB, que deixaram o banco em PDVs nos anos 1990 e 2000”. “Se a avaliação de 70% de recuperação feita por essa fonte se concretizar, o BTG vai receber R$ 2,03 bilhões ao final, ou R$ 1,659 bilhão a mais do que pagou pela carteira”, explica a publicação.

João Fukunaga, diretor executivo do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), lembra que a entidade tem feito uma série de matérias desde o anúncio da operação pelo Banco do Brasil, e que a transação contestada também na Câmara por deputados da oposição, entre eles Glauber Braga (PSOL-RJ), que, entre outras medidas cabíveis, irá solicitar o cancelamento da operação.

O dirigente insiste que a operação carece de transparência e esclarecimentos por parte do BB e do governo Bolsonaro. “A denúncia da Revista Fórum deixa o negócio, que já era suspeito, ainda mais questionável. Temos denunciado nos nossos canais essa operação que teve um deságio de 90% e beneficiou justamente o banco fundado pelo Paulo Guedes, em mais uma investida privatista e de ataque ao Banco do Brasil deste governo”, enfatiza Fukunaga.

A pergunta que fica: por que o próprio BB, por meio da Ativos S.A., empresa do seu próprio conglomerado, não fez a recuperação desses créditos? Cadê a transparência da operação, que, em nota, o próprio BB diz ter sido ‘piloto de um modelo de negócios’ do banco?”, indaga Getúlio Maciel, dirigente sindical e representante da CEBB pela Fetec-CUT/SP.

A mesma fonte do mercado financeiro revelou à Revista Fórum que o BTG está de olho em outras duas carteiras de crédito do BB, de cerca de R$ 1,6 bilhão cada, que atualmente estão sob os ativos da Previ, o fundo de previdência dos funcionários da instituição.

À Revista Fórum, o Banco do Brasil, em nota, informou que “os créditos cedidos referem-se a operações que estavam inadimplentes, em média, há mais de seis anos. Do total, 98% já estava lançado em prejuízo e os 2% restantes contavam com provisões”.

O BTG Pactual, à mesma publicação, enviou a seguinte resposta: “Conforme já esclarecido pelo próprio Banco do Brasil em comunicado do dia 1º/7/2020, o BTG Pactual reforça que a aquisição da carteira de créditos inadimplentes mencionada pela reportagem se deu regularmente via processo de concorrência, no qual o BTG Pactual disputou com outras empresas especializadas neste mercado”. O banco destacou, ainda, que a operação contou com o acompanhamento de consultoria externa.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil impõe sigilo sobre venda de carteira ao BTG

Publicado em: 20/08/2020


O Banco do Brasil impôs “sigilo empresarial” sobre a decisão de ceder uma carteira de créditos a um fundo administrado pelo BTG Pactual. Em 1º de julho, o BB anunciou a cessão de uma carteira de créditos, “majoritariamente em perdas”, na “primeira vez em que o BB realiza cessão de carteira cujo cessionário não pertence ao seu Conglomerado”.

Segundo o comunicado, o banco vendeu por R$ 371 milhões uma carteira de valor contábil de R$ 2,9 bilhões. O texto também afirmou que a operação era “o piloto de um modelo de negócios recorrente que o Banco está desenvolvendo para dinamizar, ainda mais, a gestão do portfólio de crédito”.

Em outra nota, publicada no fim de julho, o BB informou que a venda da carteira “ocorreu após processo de concorrência que contou com a participação de quatro empresas especializadas neste mercado. O cessionário escolhido foi aquele que apresentou a maior oferta de pagamento à vista e o maior percentual do rateio de prêmios futuros”.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, O Antagonista pediu ao Banco do Brasil os “pareceres/relatórios que embasaram a decisão da cessão dessa carteira de créditos, inclusive sem leilão”.

A resposta veio hoje. O gerente Bruno Melo Vieira, da Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais, afirmou que “deixamos de atender o pedido por se tratarem de informações classificadas como “sigilo empresarial” e que a divulgação pode trazer prejuízos a [sic] competitividade e a [sic] governança do BB”.

A reportagem recorreu, pedindo esclarecimentos sobre quem determinou o sigilo.

Fonte: O Antagonista

Oposição cobra Guedes sobre venda de carteira de créditos do BB a BTG Pactual

Publicado em: 16/07/2020


O líder do PT na Câmara, Enio Verri, enviou um pedido de informações a Paulo Guedes para que o ministro explique a venda de carteira de créditos do Banco do Brasil a um fundo administrado pelo BTG Pactual. O valor da carteira é de R$ 2,9 bilhões e o impacto financeiro será de R$ 371 milhões. Foi a primeira vez que o Branco do Brasil fez a transação com uma empresa fora de seu conglomerado.

No requerimento, Verri pede “dados, análises e maiores detalhamentos pertinentes à cessão realizada a fim de que se possa aferir a regularidade de sua ocorrência, a observância de requisitos de boa governança e, principalmente, o atendimento ao interesse coletivo”.

O deputado questiona se a carteira foi oferecida a outros bancos, como o valor foi definido e quais as motivações para a cessão.

Fonte: Época 

Ex-diretor da Previ sugere questionar cessão de crédito do BB ao BTG-Pactual

Publicado em:


O ex-diretor eleito da Previ e ex-integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Francisco Alexandre, levantou a possibilidade de encaminhar denúncia ao Ministério Público Federal, questionando a transação pela qual o BTG-Pactual pagou R$ 371 milhões para ficar com a carteira de crédito do Banco do Brasil, orçada em R$ 2,9 bilhões. Para ele, antes, é preciso fazer um levantamento detalhado da operação, para saber de sua legalidade e prejuízos causados ao banco e ao Estado brasileiro.

A opinião foi expressada durante o segundo eixo de debate do 31º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil neste domingo (12) sobre o tema “Eles não vão gostar, mas nós não vamos largar nada!” , sobre a participação dos bancários entidades de autogestão do banco, como a Previ e a Cassi. O objetivo era traçar as estratégias para defender a representação dos trabalhadores nessas instituições.

Francisco frisou ser importante aprofundar esta discussão para decidir o que fazer, que providência tomar. Acrescentou que o que tem que ficar claro é se a transação foi feita para beneficiar o grupo privado e outras pessoas envolvidas. A entrega da carteira de crédito do BB nunca havia isso feita antes. A cobrança sempre coube ao próprio banco. Agora, os mais de R$ 2 bilhões passaram a pertencer ao BTG-Pactual, banco do qual o ministro da Economia, Paulo Guedes foi sócio-fundador.

Francisco fez um detalhado histórico do banco. Defendeu a organização de uma campanha nacional em defesa do BB, com a participação dos diversos segmentos sociais e partidos políticos, com uma coordenação nacional e representações onde for possível, como foi feito em campanhas anteriores.

Previ e Cassi

Rita Mota, da Comissão de Empresa dos Funcionários e candidata da Chapa 1 – Previ para o Associado, que concorre à eleição da Previ, chamou a atenção para esta eleição. “A nossa chapa tem representantes de entidades dos funcionários, com experiência comprovada na gestão do fundo. Enquanto a outra tem integrantes que já representaram o banco em negociações”, disse. Acrescentou que num momento de ataques à Previ e à Cassi, é importante garantir a continuidade de uma gestão que efetivamente represente os associados.

Wagner Nascimento, dirigente sindical do Banco do Brasil, destacou que o movimento sindical está muito atacado. “Como se representar os trabalhadores fosse algum tipo de problema”, disse. O sindicalista lembrou que os bancários do Banco do Brasil têm a capacidade de olhar a empresa como um todo. “Às Vezes, o trabalho de um dirigente sindical traz mais competência para olhar as empresas. Pela ótica dos funcionários e também pela ótica do próprio banco”, disse o dirigente que disputa esta semana a eleição para a diretoria da Previ pela Chapa 1 – Previ para o Associado.

Nascimento alertou para o momento atual, quando se quer acabar com a eleição dos fundos de pensão. “Queriam incluir os agentes de mercado. São pessoas que têm competência e, entre a parte de trabalhadores e a parte do patrão, é lógico que eles são alinhados muito mais com os patrões.”, declarou Nascimento, para quem essa visão tem crescido ultimamente.
Para o dirigente sindical, as gestões dos funcionários do Banco do Brasil são benéficas. “Fazemos uma gestão mais ética, mais séria, com a participação dos associados. Se abrirmos mão do papel das entidades sindicais, associativas e das associações de funcionários estaremos entregando a gestão toda para o patrão”.

Autogestão

Anderson Mendes, presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, afirmou que a gente tem passado por momentos muitos difíceis das autogestões, com investidas muito grandes do mercado em várias frentes. “As autogestões padecem de um problema que agravam seus custos, que são a não oxigenação da carteira, tendo em vista que as empresas têm cada vez menos novos funcionários, então temos cada vez menos novos entrantes nos planos e isso vai envelhecendo essa carteira, o que torna um desafio a sustentabilidade do plano. E isso vem agravando mais o novo modelo do que outros.”

Mendes lembrou que, apesar dos problemas, nas questões legais e regulatórias das agências as autogestões acabam tendo o mesmo tratamento que os demais planos. “Eles não conseguem perceber a importância de tratar diferente os que são diferentes. Eles não conseguem perceber que a gente tem um papel social muito importante, que a gente tem um modelo muito interessante com participação efetiva dos próprios associados e o como é importante a participação dos próprios beneficiários. Se eles não nos tratam de forma diferente, eles dificultam muito essa sustentabilidade”. Anderson Mendes revelou que a União Nacional vem trabalhando junto a políticos para que a causa seja defendida na esfera legislativa.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários do Rio de Janeiro

BB cede carteira de crédito ao BTG em meio à nova ameaça de privatização

Publicado em: 09/07/2020


O ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista à CNN neste domingo, anunciou que o governo brasileiro fará quatro grandes privatizações em 90 dias. Sem detalhar quais estatais seriam entregues à iniciativa privada, Guedes acrescentou que “as privatizações, até agora, não caminharam no ritmo desejado”.

A nova ameaça privatista do governo Bolsonaro foi feita dias após o Banco do Brasil anunciar a venda de carteiras de crédito, a maioria em perdas, a um fundo do BTG Pactual, banco fundado na década de 1980 pelo próprio Guedes. Trata-se da primeira cessão de carteira do BB a um banco que não pertence ao seu conglomerado. A carteira cedida tem valor contábil de R$ 2,9 bilhões e o impacto financeiro da transação será de R$ 371 milhões, antes dos impostos, que serão lançados no terceiro trimestre.

Em comunicado divulgado na quarta-feira 1º, o BB informou que “esta operação é o piloto de um modelo de negócios recorrente que o Banco está desenvolvendo para dinamizar, ainda mais, a gestão do portfólio de crédito”.

Para João Fukunaga, diretor executivo do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), trata-se de uma operação, no mínimo, suspeita. “A venda da carteira de crédito para o BTG Pactual, dita de vanguarda, é bastante suspeita ao beneficiar, pela primeira vez, um banco fora do conglomerado e que justamente foi criado pelo ministro bolsonarista. Como saber se o BB não está sendo usado para interesses escusos do Paulo Guedes?”, questiona o dirigente.

Fukunaga acrescenta que algumas superintendências têm feito reuniões com os gerentes gerais informando que o banco será privatizado em, no máximo, três anos. Além de prejudicial aos funcionários e ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, a privatização do BB traria consequências nefastas à maioria dos brasileiros, pois afetaria principalmente o financiamento da agricultura familiar, encarecendo o valor dos alimentos à mesa da população.

Falta de transparência

Segundo a economista do Dieese Cátia Uehara, não houve transparência por parte do BB na operação. Ela explica que os bancos, periodicamente, procuram “limpar” seus balanços cedendo créditos podres para empresas no intuito de reduzir custos e o índice de inadimplência.

“Essas empresas/fundos, então, compram essas carteiras e, por meio de um processo chamado securitização, transformam ativos; como cheques, crédito, duplicatas e outros recebíveis em atraso; em um título. Para os compradores, o lucro vem da diferença entre o que eles pagaram ao banco e o que receberão ao cobrar esses recebíveis/dívidas no futuro. Todavia, no caso da operação realizada pelo BB com o BTG Pactual, não fica claro se o valor da carteira cedida de R$ 2,9 bilhões é justo, pois o BB não explica qual o tipo da carteira e menciona somente que ela é “majoritariamente em perdas”, não havendo transparência na operação”, enfatiza.

Projeto autoritário

A operação suspeita e que envolve um banco criado pelo ministro da Economia parece ser mais uma das arbitrariedades cometidas pelo governo Bolsonaro ao longo de sua ingerência política dentro do Banco do Brasil. Internamente, gestores trabalham no sentido de não admitir contestações dos seus subordinados.

Em um canal interno do BB, quando questionada por um funcionário, que argumentou se a transação não estaria atendendo a algum interesse de Guedes, fundador do BTG Pactual, um gestor reagiu de forma totalitária, censora e intimidadora: “Sua colocação não está compatível com o nosso código de conduta, pois traz ilações inaceitáveis. Estou te ligando para entender melhor por que você se permitiu registrar esse comentário”, respondeu.

“Além do intuito do desmonte e da venda, há um projeto autoritário no BB comandado a mãos de ferro pelo Paulo Guedes. Além dos desmandos pouco ortodoxos, a direção do BB tem feito vista grossa para acusações de assédio por parte de gestores contra funcionários e, além de banalizado, tem normatizado esse tipo de prática nefasta. Cobramos que o banco abra um processo de assédio moral contra o gestor pelo comentário acima censurando, publicamente, o funcionário”, finaliza João Fukunaga.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil faz cessão de carteira vencida de R$ 2,9 bi a fundo do BTG Pactual

Publicado em: 03/07/2020


O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta quarta-feira que fez a cessão de uma carteira de créditos, a maioria em perdas, a um fundo de direitos creditórios administrado pelo BTG Pactual (BPAC11).

Em comunicado, o BB explicou que a carteira cedida tem valor contábil de 2,9 bilhões e o impacto financeiro da transação será de 371 milhões de reais, antes dos impostos, que serão lançados no terceiro trimestre.

“Esta operação é o piloto de um modelo de negócios recorrente que o banco está desenvolvendo para dinamizar, ainda mais, a gestão do portfólio de crédito”, afirmou o BB.

Fonte: Money Times