BB anuncia projetos selecionados para programação de centros culturais

Publicado em: 15/10/2020

O Banco do Brasil divulgou, nesta quarta-feira (14/10), o resultado do Edital de Patrocínio Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que selecionou as atividades cultural que vão compor a programação dos quatro centros culturais do banco – Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo – para o período 2021/2022. Ao todo, foram 138 projetos escolhidos, sendo 41 de artes cênicas, 34 de cinema, 22 exposições, 15 de ideias, 21 de música e cinco do Programa Educativo. A lista completa pode ser conferida no site.

No período de inscrições, realizado entre 6 de abril e 5 de junho deste ano, o Banco do Brasil registrou número recorde de 9.944 projetos inscritos, um aumento de mais de 50% em relação ao último edital (2019/2020), que recebeu 6.562 propostas. Puderam inscrever projetos, produtores (pessoa física ou jurídica) de qualquer lugar do Brasil. “A seleção de projetos se destaca não só pela quantidade, por esse número expressivo de inscrições que recebemos, mas, principalmente, pela qualidade das propostas”, afirma Cláudia Kakinoff, diretora de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, por meio de nota.

Seleção de projetos

Todos os projetos inscritos foram avaliados com base em critérios pré-determinados, como a valorização da brasilidade, a inovação, a acessibilidade, a experiência do público e a cultura internacional, e ainda a viabilidade técnica e adequação física de cada centro. As análises foram realizadas por comissão de equipes técnicas dos CCBBs e especialistas do mercado cultural. Além disso, a curadoria foi norteada por premissas como relevância conceitual e temática, e originalidade.

Funcionamento dos CCBBs

A suspensão das atividades presenciais nos CCBBs, em março, como medida de segurança contra o novo coronavírus, incentivou a criação do projeto #CCBBemCASA. Por meio das redes sociais e do site, os centros passaram a disponibilizar conteúdos exclusivos da programação ao público. Em setembro, seguindo as recomendações governamentais locais, o CCBB Rio de Janeiro e o CCBB Brasília puderam retomar as atividades presenciais, adaptando-se às novas regras de segurança sanitárias. Os CCBB São Paulo e Belo Horizonte permanecem com as atividades presenciais suspensas.

Fonte: Correio Braziliense

BB, Bradesco, Itaú e Santander ficam para trás em chaves ativadas no PIX

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O Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) ficaram para trás em número de chaves ativadas no PIX nos primeiros dez dias de cadastro, de acordo com a pesquisa da XP Investimentos realizada com base nos dados do Banco Central.

O ranking, que contou com dez bancos, deixou o Bradesco em 4º lugar, com 3.710.035 chaves, Banco do Brasil em 6º, com 2.147.744 chaves, Itaú em 7º com 1.756.684 e Santander em 8º, com 1.637.709.

A líder da pesquisa, o Nubank, ficou com mais que o dobro de chaves ativadas que 2º colocado, obtendo 8.068.037.

Em último lugar, ficou o Banco Inter (BIDI11), com apenas 3% de market share.

“No geral, o resultado foi negativo para os bancos sob nossa cobertura, tanto pelo elevado número de chaves cadastradas quanto pelo fraco desempenho dos incumbentes. Foram acionadas 33,7 milhões de chaves nos primeiros 10 dias de cadastro, um número bem acima de nossas expectativas e que pode implicar em uma chance maior de sucesso para o programa”, informou a XP.

Sobre a vitória do Nubank, os analistas da XP acreditam que a idade tenha sido uma fator determinante, já que os jovens estão mais engajados digitalmente, porém, para eles, é possível que o ritmo tecnológico acelerado de Nubank também tenha contribuído.

Sobre os grandes bancos tradicionais, a XP se decepcionou especialmente com o Itaú (neutro, R$ 30), cujo número de usuários cadastrados foi de 1,8 milhão (vs. 3,7 milhões do Bradesco).

Para eles, entre os incumbentes, os melhores desempenhos vieram do Bradesco (compra, R$ 27) e Banco do Brasil (compra, R$ 29), seguidos pelo Santander (neutro, R$ 32).

“Acreditamos que os investidores buscarão melhores explicações com incumbentes e com o Inter após o período de silêncio do 3º trimestre de 2020”.

Fonte: Money Times

Cassi apresenta modelo assistencial a entidades representativas do BB

Publicado em: 09/10/2020

No dia 1º de outubro, a AAFBB e as demais entidades representativas do BB (Anabb, Contec, Contraf e FAABB) participaram, virtualmente, de reunião organizada pela Cassi para apresentar os detalhes do modelo assistencial baseado na Atenção Primária à Saúde (APS).

A APS é um conjunto de ações de saúde individual, familiar e coletiva, que engloba promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada por equipe interdisciplinar e dirigida à população, em território definido – área de abrangência.

A ação pode ser operacionalizada de várias formas. A Cassi adotou originalmente a Estratégia de Saúde da Família (ESF), sempre pautada nos princípios do acesso, acolhimento, coordenação de cuidados ao longo da vida do participante, com orientação familiar e comunitária, centrada nas necessidades de saúde da população cadastrada.

Os gestores das entidades, que compuseram a Mesa de Negociação quando da discussão do atual estatuto, ouviram os pressupostos da assistência oferecida e também conheceram como é feita a gestão do risco populacional da Caixa de Assistência.

Durante a reunião, a ANABB questionou se houve aumento de associados no ESF em relação a novembro de 2019, quando foram aprovadas as alterações estatutárias. O diretor da área, Luiz Satoru, afirmou que devido a pandemia não houve novos participantes no programa, mas que a meta é alcançar 400 mil do Plano de Associados até 2022. “Desde a aprovação do estatuto em novembro de 2019, não houve incremento na população cadastrada na ESF. Estamos com cerca de 182 mil participantes. A expansão foi prejudicada pela pandemia, pois o projeto Piloto, que iria iniciar em abril deste ano, foi postergado e só retornamos agora em outubro. A previsão é que mais 20 mil participantes se integrem ao programa até dezembro. Para 2021 e 2022 estamos fazendo as projeções e logo anunciaremos”, informou Satoru.

Fonte: Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil

Banco do Brasil esclarece supostas irregularidades na gestão de Rubem Novaes

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O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou, na manhã desta segunda-feira (5), um comunicado ao mercado esclarecendo a notícia divulgada pela “CNN”, na última quinta-feira (1), acerca de supostas irregularidades que teriam ocorrido na gestão do banco sob o comando de Rubem Novaes.

O Banco do Brasil é acusado de interferir em sua auditoria interna, barrando apurações sobre assuntos sensíveis, além de não atender a recomendações dos auditores e interferir irregularmente em nomeações na Previ, o fundo de pensão da instituição.

“O Banco do Brasil possui uma estrutura de governança que conta com reconhecimento público e que está adequada às regras de transparência previstas por sua participação no Novo Mercado da B3. O BB possui Comitê de Auditoria e uma Unidade de Auditoria Interna, ambas ligadas diretamente ao Conselho de Administração e com autonomia, prevista em Estatuto, para desempenhar suas funções com total independência”, disse a instituição estatal.

O BB salientou que, até o presente momento, não foi notificado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema em questão. Além disso, o banco reiterou que a auditoria interna “permanece em pleno funcionamento e em nada modificou suas funções e competências dentro da organização”.

O banco disse que na ocorrência de fatos adicionais, julgados importantes, “serão prontamente divulgados ao mercado”. A nota foi assinada pelo gerente geral de Relações com Investidores e Sustentabilidade, Daniel Alves Maria.

Fonte: Portal Suno Research

BB deve manter em casa funcionários que moram com pessoas do grupo de risco

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O estabelecimento do teletrabalho como prioritário para funcionários pertencentes ao grupo de risco da Covid-19 não exclui a proteção de empregados que coabitam com pessoas que se enquadram nessa categoria.

Dessa forma, a 2ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul (SP) determinou, sob pena de multa, que o Banco do Brasil não convoque para o trabalho presencial os funcionários que moram com indivíduos do grupo de risco. O pedido surgiu de uma ação civil coletiva do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro do Grande ABC. Assim, a decisão vale para as agências localizadas na base territorial da entidade.

O banco publicou em março um informe que estabelecia que empregados que coabitassem com pessoas do grupo de risco deveriam ser colocados em regime de teletrabalho ou à disposição do banco em isolamento social. Entretanto, um comunicado de julho convocou os mesmos funcionários para o retorno ao trabalho presencial.

A instituição financeira se defendeu alegando que havia adotado diversas medidas para reduzir os efeitos do coronavírus. Também argumentou que o afastamento dos empregados que moram com pessoas do grupo de risco foi uma medida voluntária adotada no início da epidemia, com excesso de cautela, devido ao desconhecimento geral sobre a doença. A determinação judicial seria, segundo a defesa, uma obrigação não prevista em lei que estenderia o conceito de grupo de risco.

A juíza Isabela Parelli Haddad Flaitt verificou que o acordo coletivo de trabalho assinado pelo Banco do Brasil apenas estabelecia os funcionários do grupo de risco como público prioritário para o trabalho remoto. Mas entendeu que isso não eliminaria a possibilidade de aplicar medidas protetivas também para os trabalhadores que residem com indivíduos do grupo de risco.

“É dever do empregador propiciar condições dignas e decentes aos seus trabalhadores, observando as normas afetas ao meio ambiente de trabalho, visando sempre a tutela da dignidade, saúde e integridade física e psíquica daqueles que lhe prestam serviços”, destacou a juíza. Ela também ressaltou que em nenhum momento o banco afirmou que as atividades remotas estariam prejudicando o atendimento aos clientes.

Fonte: Consultor Jurídico

Artigo: Parcerias entre BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica

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Cézar Manoel de Medeiros*

Segundo Keynes, os bancos, baseados em depósitos à vista, em aplicações financeiras e em títulos de capitalização, captados com compromissos de curto prazo junto a seus clientes, podem criar fundos rotativos (finance) que possibilitam financiar pré-investimentos (empréstimos – ponte) visando efetivar encomendas de máquinas e equipamentos, etc…) para projetos de investimentos para expansão e modernização da capacidade de produção.

Esses empréstimos de curto prazo, que impulsionam investimentos, podem ser substituídos por títulos mobiliários via (lançamentos de ações, de debêntures, de bônus, etc…), e que são colocados no mercado de capitais através de fundos de investimentos (funding) que são estruturados pelos próprios bancos credores e outras instituições financeiras.

Configurados em grandes conglomerados, ou verdadeiros Bancos Universais Contemporâneos, os bancos que atuam em vários segmentos financeiros: banco comercial, banco de investimentos, administradoras de planos de previdência e de consórcios, seguradoras, crédito imobiliário, leasing, financeira, operações de câmbio e de cobrança, etc. Eles podem percorrer todo o circuito financeiro: empréstimos de curto prazo até o financiamento de longo prazo e/ou capitalização no mercado de capitais.

Os bancos operacionalizam, portanto, importante premissa keynesiana: os investimentos são realizados à priori e não a poupança, como propõem os economistas ortodoxos. Ou seja: o investimento gera emprego e renda, que geram consumo e poupança.

Não é necessário portanto, sacrificar o consumo para obter poupança a priori. O pós-keynesiano Hymann Minsky desenvolveu o conceito e a metodologia para classificar as situações financeiras resultantes de empréstimos tomados pelas empresas e pelas famílias:

1- Devedores em situação de alta fragilidade financeira (Situação Ponzi) são aqueles que não são capazes de cumprir com suas obrigações nem com amortizações e nem com juros, o que resulta na elevação de seus níveis de endividamento e/ou inadimplência;

2- Devedores (pessoas físicas e jurídicas) que são capazes de arcar com seus compromissos de juros e de amortizações estão em plena situação de plena cobertura de seus empréstimos ou situação “Hedge”,

3-Devedores que são capazes de arcar apenas com seus encargos financeiros referentes aos juros, mas necessitam postergar amortizações, ou seja, estão em situação intermediária.

Ao adotarem linhas de crédito adequadas quanto a prazos e encargos financeiros em obediência à capacidade de pagamento de cada grupo específico de devedores, os conglomerados financeiros (oficiais e privados) estarão aptos para promover mudanças nas situações dos devedores, sejam das empresas e famílias que se encontram na situação Ponzi ” ou na situação intermediária, de modo a garantir a solvência de seus mutuários, recuperar o poder aquisitivo das famílias e a capacidade de investimentos das empresas.

Como a concentração e a conglomeração financeira configuram o sistema bancário brasileiro contemporâneo, que é um setor altamente oligopolizado não homogêneo, o que indica que a diferenciação consiste na principal estratégia empresarial para conquistar maior participação no mercado.

Em poucas palavras; a instituição financeira que tomar iniciativa em suas estratégias de diferenciação e na medida em que envolver seus recursos humanos de altos níveis de qualificação, de criatividade, de envolvimento e de comprometimento dos referidos objetivos, estará elevando sua participação no mercado de capitais.

O Banco do Brasil e a CEF estão configurados como BUC’s – Bancos Universais Contemporâneos ou Conglomerados Financeiros atuando como banco comercial, financeira, leasing, securities, diferentes modos de captação de recursos e de linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas, prestação de serviços como recolhimentos de impostos e de cobrança, de operações de câmbio, de aquisição de recebíveis, de empresas de administração de previdência complementar e de capitalização, de seguradoras, de banco de Investimentos, de distribuidora e de corretora de títulos e valores mobiliários.

Logo, na medida em que o BB e a CEF adotarem linhas de crédito com maiores prazos, menores spreads e juros, para empresas e famílias e, ao mesmo tempo, estiverem preparados para atuar como instrumentos de operações no mercado de capitais, estarão expandindo as escalas de suas operações, elevando suas participações no mercado financeiro, obtendo ganhos de eficiência empresarial e maior lucratividade, além de serem mais eficazes como órgãos de governo.

Quer dizer: a diferenciação do BB e da CEF resultarão em maior eficácia como instrumentos de governo que resultarão em maior eficiência como empresas e, não menos importante, induzirão os conglomerados financeiros privados aos mesmos procedimentos.

Em suma, os fortalecimentos do Banco de Investimentos do BB e da BB-Seguridade, bem como a criação de uma empresa de participações do Banco do Brasil – BBPAR e, ao mesmo tempo, também do fortalecimento das áreas de seguros e de previdência complementar da CEF, acompanhados da reestruturação da CEFPAR, constituirão passos de fundamental importância para que os novos conglomerados BB e CEF, sejam verdadeiros BUC’s(Bancos Universais Contemporâneos) capazes de elevar sua eficácia como braços financeiros complementares ao BNDES no financiamento de investimentos de longo prazo e no fortalecimento do mercado de capitais.

Os novos BB e CEF estarão também aumentando seus níveis de escala, de diversificação e de competitividade empresarial para obterem maiores lucratividades para seus acionistas, inclusive para o próprio governo como acionista controlador do BB e único proprietário da CEF.

Quanto ao BBPAR S.A – BB Participações S.A- cabe propor a integralização de seu capital social através de parcelas de participações acionárias do próprio Banco do Brasil S/A na BB-DTVM, no BB-BI, no BB-Securities, no BB – Leasing, no BB – Financeira, no BB imobiliário, de modo a garantir sua capacidade de alavancar recursos disponíveis nos mercados financeiros nacionais e internacionais, e assim estruturar fundos de investimentos de médio e de longo prazo.

A seguir tanto o BBPAR quanto a CEFPAR deverão ser S.A’s abertas e poderão alienar 49% do capital social nos mercados de capitais nacional e estrangeiro, o que resultará na geração de montantes de recursos para estruturações de grandes fundos de investimentos para o BB e a CEF.

O sucesso obtido pelo BB quando da captação de recursos em função da alienação de 49% das ações de controle da Holding BB Seguridade, permite esperar igual ou melhor resultado através da alienação de novas holdings, BBPAR S/A e CEFPAR S/A.

Logo o BBPAR e a CEFPAR poderão aplicar recursos dos referidos fundos em debêntures, ações, bônus, títulos mobiliários etc… , lançados por SPE’s – Sociedades para Propósitos Específicos – estruturadas para implementar projetos contemplados em concessões públicas e PPP´s – Parcerias Público-Privadas estratégicas, que poderão ser licitadas pelos Governos Federal e Estaduais, visando elevar investimentos em infraestrutura, em indústrias de capital intensivo em conteúdos científico-Tecnológicos, como a indústria 4.0 e setores inseridos em fronteiras tecnológicas como TI e C, biotecnologia, nanotecnologia, ciências da vida, aeroespacial e em indústrias contempladas na estratégia nacional de defesa.

Em síntese: tendo em conta as restrições orçamentárias que impedem o uso intensivo da política fiscal, ou seja, dos gastos públicos para minimizar a crise econômica e financeira observada desde 2016 e agravada pelo Coronavírus, bem como promover a retomada do crescimento e da geração significativa de empregos, cabe à política monetária a tarefa de condução da promoção do desenvolvimento em seu mais amplo sentido “crescimento econômico proporcionado pela inclusão social e pela redução das desigualdades”.

Caberá, portanto, aos bancos e ao sistema financeiro como um todo, a operacionalização da nova política monetária. O Banco Central deverá liberar o uso de recursos provenientes das reservas monetárias para cada Banco implementar programas de apoio ao capital de giro e de investimentos, particularmente, para micro e pequenas empresas, bem como para crédito para famílias, seja para refinanciamento do endividamento, seja para aquisição de bens essenciais e/ou de consumo de bens duráveis.

*É doutor em Economia pelo IE-UFRJ e criador e gestor do FUNDEC (Fundo de Desenvolvimento Comunitário Rural) do Banco do Brasil

Fonte: Carta Capital

BB: funcionários de bancos incorporados definem pauta de reivindicações

Publicado em: 08/10/2020

Uma das conquista da Campanha Nacional 2020 foi a instauração de uma mesa de negociação específica para discutir as reivindicações dos funcionários do Banco do Brasil oriundos de instituições financeiras incorporadas: Banco Nossa Caixa (BNC), Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Estado do Piauí (BEP). Esta mesa de negociação está prevista para ser realizada entre o fim de outubro e o começo de novembro.

“A pauta a ser reivindicada do Banco do Brasil foi construída a partir das demandas dos trabalhadores. São demandas recorrentes e muito importantes para bancários dos bancos incorporados, especificamente do pessoal associado ao Economus, os quais queremos equiparação de direitos: Cassi e Previ para todos nas mesmas condições dos funcionários que sempre foram do Banco do Brasil”, ressalta Adriana Ferreira, dirigente sindical e conselheira suplente do Economus.

Confira a pauta de reivindicações dos incorporados:

– Considerar, para todos os efeitos, o tempo de serviço e o histórico profissional dos funcionários egressos do Banco Nossa Caixa, desde sua posse naquela instituição, principalmente para pontuação nos sistemas de concorrências internas do Banco para ascensão profissional (TAO);

– Isonomia de direitos e benefícios, inclusive quanto ao pagamento de PLR, programas próprios de remuneração variável e outras premiações internas do Banco, e quanto aos sistemas de concorrência e promoção internas no Banco do Brasil, principalmente para os bancários egressos da Nossa Caixa que não aderiam ao Regulamento de Pessoal do BB;

– Assegurar o direito à utilização das garantias contidas Cláusulas 38º (PAS Auxílio), 20º (Auxílio Funeral) e 39º (Adiantamentos) do ACT BB CONTRAF para todos os funcionários egressos do Banco Nossa Caixa, notadamente àqueles que não aderiam ao Regulamento de Pessoal do BB;

– Assegurar o direito de migração para Cassi de todos os funcionários do BB egressos do Banco Nossa Caixa e/ou afiliados ao Economus, sejam funcionários da ativa ou todos os aposentados, na mesma forma do regulamento atual da Cassi, retroagindo para cômputo dos direitos estatutários desde a incorporação dos funcionários egressos em 12/2009;

– Efetuar a migração de todos os planos de previdência do Economus (A, B, C e PrevMais) para administração da Previ, respeitados seus respectivos estatutos atuais vigentes, no melhor formato que vise atingir a segurança financeira e previdenciária dos bancários egressos do Banco Nossa Caixa;

– Cassi e Previ para todos os funcionários egressos de bancos incorporados.

Ação na Justiça pede Cassi e Previ para todos

Simultaneamente à mesa de negociações específica para debater a situação dos bancários incorporados, corre na Justiça uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho de Brasília pleiteando que seja garantido aos trabalhadores incorporados ao banco por fusões tenham os mesmos direitos dos demais trabalhadores com relação à Cassi Previ. Os sindicatos de São Paulo e Brasília participam como assistentes simples.

Em 1ª instância, foram condenados Banco do Brasil, e subsidiariamente a Cassi e a Previ a garantirem aos empregados egressos do BNC, BESC e BEP, e seus dependentes, o direito de associação aos Planos de Saúde (Cassi) e de Previdência Complementar (Previ) em igualdade de condições aos empregados originariamente vinculados ao Banco do Brasil, mediante opção, que importará renúncia aos planos de saúde e previdenciária das instituições financeiras incorporadas, e ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 10.000.000 (dez milhões de reais), a serem revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Em face de recurso ordinário movido pelo Banco do Brasil, pela Previ e pela Cassi, o TRT reconheceu a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho em relação aos pedidos relacionados à migração para o plano de previdência complementar, e julgou improcedentes os pedidos iniciais de filiação à Previ, mantendo a sentença em relação à Cassi.

Dessa forma, o banco e o MPT interpuseram recursos de revista, negados em agosto de 2017. Atualmente está pendente o julgamento de agravos de instrumento, com o ministro Walmir Oliveira da Costa, do TST. O processo foi retirado da pauta do tribunal do dia 30 de setembro, porque a Previ alegou que não pôde exercer seu direito de defesa. O julgamento ainda não tem data para ocorrer.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil: PSO descumpre Acordo Coletivo de Trabalho, diz sindicato

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O Banco do Brasil, através da PSO (Plataforma de Suporte Operacional), vinculada ao órgão diretivo Unidade de Operações (DF), está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos bancários da instituição com a criação do programa “Tô ligado”, que promove a concorrência entre trabalhadores para aumentar a quantidades das vendas realizadas por escriturários e caixas, no qual os participantes são expostos em ranqueamento individual, o que fere a cláusula 23 do ACT.

“Escriturários e caixas são tratados como vendedores e o programa informa claramente que um dos seus objetivos, além de aumentar as vendas, é estimular a concorrência entre esses funcionários, cuja orientação essencial para o trabalho não são vendas, mas sim atendimento e relacionamento. Para piorar, o programa ignora o que o próprio banco acordou com a representação dos bancários no ACT, que veda expressamente a exposição dos trabalhadores em rankings individuais”, critica o dirigente do Sindicato e bancário do BB, Getúlio Maciel.

“Este ranking, que sequer foi apresentado ao movimento sindical ou até mesmo para outras áreas do banco como, por exemplo, a Dipes, tamanho o constrangimento gerado pelo tema, pode ser acessado por todos funcionários da UOP e não tem só o objetivo de cobrar metas, mas também de constranger e humilhar os participantes, que nunca tiveram treinamento adequado para atuarem como vendedores. Um flagrante assédio moral institucionalizado”, acrescenta.

Para o dirigente do Sindicato, o BB faz uma espécie de “estelionato funcional” com o programa. “O Tô Ligado modifica princípios organizacionais e normativos das funções dos colegas caixas e escriturários na busca por mais lucro, sem levar em consideração o perfil dos cargos, aumentando a competição entre os trabalhadores e, também, o adoecimento e a falta de solidariedade”.
CPA-10 e CPA-20

Outra prova do desvio de função imposto aos caixas e escriturários é a exigência, por parte de gestores do PSO, das certificações CPA-10 e CPA-20. Até dezembro, a PSO estipulou que 100% do seu quadro no atendimento deve possuir as certificações.

“Escriturários e caixas estão sendo tratados como gererntes de relacionamento, sem o salário, sem a comissão, sem a responsabilidade e, sobretudo, sem a devida preparação pela unidade gestora. Mas com metas similares. Escriturários e caixas não não gerentes negociais e nem recebem por isso”, enfatiza Getúlio.

O Sindicato levará a questão ao conhecimento da Diretoria de Gestão de Pessoas, cobrando a imediata interrupção do ranqueamento individual dos trabalhadores, uma vez que fere o acordado pelo próprio banco no ACT, bem como da exigência pelas certificações para escriturários e caixas.

“A partir disso, também avaliaremos as medidas judiciais cabíveis para garantir o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho”, conclui o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Acordo aditivo de horas negativas do BB é aprovado por unanimidade

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O acordo aditivo das horas negativas do Banco do Brasil foi aprovado por unanimidade em assembleia realizada virtualmente ontem (7), pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região.

Com a aprovação, o banco não deverá descontar as horas negativas de quem foi afastado das agências e não foi encaixado no home office em abril, nos primeiros dias da quarentena. Apesar de não descontar qualquer valor do salário agora, ficará pactuado o pagamento de 90% das horas negativas até dezembro de 2021.

A assembleia teve a participação de sete bancários do BB, que aceitaram o acordo.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

MTur e Banco do Brasil discutem parcerias para promoção do turismo

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O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, se reuniu na tarde da última terça-feira (6), com o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, para discutir propostas de parcerias para fomentar o Turismo no País, incluindo a ampliação da oferta de crédito.

O objetivo é dar condições para que empreendedores de serviços turísticos possam arcar com os custos operacionais dos seus negócios, impactados pela pandemia da covid-19, e consigam retornar às atividades a partir de um planejamento financeiro.

“O Banco do Brasil é uma instituição forte e que está presente em todo o país, o que aumenta o alcance de linhas de crédito às empresas e empreendedores do setor”, destacou Marcelo Álvaro Antônio.

André Brandão reforçou que “o segmento de Turismo já é um grande parceiro” da instituição, que tem feito desembolsos expressivos de crédito para apoio ao setor.

Fonte: Portal Panrotas

Confederação de Trabalhadores cobra fim do ranqueamento de funcionários do BB

Publicado em: 02/10/2020

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício ao Banco do Brasil exigindo o cumprimento da cláusula 23ª do Acordo Coletivo de Trabalho, que define que os bancos, no monitoramento de resultados, não exporão publicamente o ranking individual dos seus funcionários. A cláusula 39ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária também proíbe a exposição do ranking individual dos funcionários.

Mas, em descumprimento ao ACT e à CCT em vigência, o banco expõe os nomes de seus funcionários no sistema de Classificação do Programa de Desempenho Gratificado (PDG), alerta o ofício. “A exposição do ranking individual dos funcionários deve ser corrigida de imediato”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

“Os nomes e classificações dos funcionários são expostos nas telas do sistema, acessível a qualquer funcionário. Conquistamos essa proibição na Campanha Nacional (dos Bancários) de 2011 para reduzir o assédio moral e cobranças excessivas aos funcionários, que acabam levando ao adoecimento. E vamos continuar defendendo saúde e melhores condições de trabalho para os funcionários”, disse o coordenador da CEBB, ao exigir que o banco responda formalmente o ofício, indicando a responsabilização pela determinação do procedimento.

Fonte: Contraf-CUT

Após denúncias, Procon Nilópolis fiscaliza agência do Banco do Brasil

Publicado em:

Após as denúncias publicadas nesta quarta-feira (30), acerca do desrespeito à Lei Federal 10.048, que trata das prioridades no atendimento, o Procon Municipal de Nilópolis realizou fiscalização na agência do Banco do Brasil em Nilópolis.

Fazendo uso do “cliente oculto”, o Procon vistoriou a agência e constatou que a agência estava respeitando as orientações sanitárias e limitando o acesso ao local, porém, identificou também que havia idosos nas filas, ainda pelo lado externo da agência, o que foi imediatamente requisitado ao gerente que fizesse valer o atendimento prioritário a eles.

Após as denúncias publicadas nesta quarta-feira (30), acerca do desrespeito à Lei Federal 10.048, que trata das prioridades no atendimento, o Procon Municipal de Nilópolis realizou fiscalização na agência do Banco do Brasil em Nilópolis.

Fazendo uso do “cliente oculto”, o Procon vistoriou a agência e constatou que a agência estava respeitando as orientações sanitárias e limitando o acesso ao local, porém, identificou também que havia idosos nas filas, ainda pelo lado externo da agência, o que foi imediatamente requisitado ao gerente que fizesse valer o atendimento prioritário a eles.

Fonte: Nilópolis Online

Gestão de Novaes no Banco do Brasil é investigada por irregularidades pelo MP

Publicado em:

O Banco do Brasil (BBAS3) está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) por atribuição à diversas irregularidades que teriam ocorrido na gestão do banco sob o comando de Rubem Novaes. A documentação foi entregue ao procurador Lucas Furtado, que protocolou nesta quarta-feira (30) a representação 034.145/2020-6.

A acusação feita ao Banco do Brasil é de interferir na sua auditoria interna, evitar apurações sobre assuntos sensíveis, não atender a recomendações dos auditores, além de interferir irregularmente em nomeações na Previ, o fundo de pensão do banco. A denúncia ocorreu após a CNN divulgar que o Conselho de Administração do banco dissolveu a sua auditoria interna sob a justificativa de que os auditores favoreceram servidores em um programa de demissão.

A investigação

O Ministério Público, ao mencionar trechos da documentação recebida sobre o processo de demissão dos auditores, revelou que “foram sobejamente evidenciadas as sucessivas violações ao processo disciplinar de regência do Banco do Brasil” e que “essas violações implicariam em obrigatório cancelamento da Ação Disciplinar, por assim definir a própria norma interna do Banco, mas Conselho de Administração do BB, de forma arbitrária e sem fundamento, decidiu ratificá-las, como se corretas fossem”.

O documento ainda revela que quando o auditor-geral foi afastado, “o Conselho de Administração ao invés de indicar interinamente um dos executivos da própria Auditoria, nomeou a então Secretária Executiva do Banco, diretamente subordinada ao Presidente do Banco, e que não possuía nenhuma experiência em auditoria”.

A nomeação afetou as apurações da auditoria. “No período dos oito meses do afastamento dos serviços, a Auditoria tem “andado de lado”, e os trabalhos mais sensíveis estão parados, entre eles a denúncia envolvendo a publicidade em sites que propagam “fake news” e a venda de créditos inadimplidos ao BTG Pactual. Sobre este último a Auditoria Interna havia iniciado avaliação do tema, mas sofreu intensa resistência e oposição da gestão do Banco do Brasil.” (…) “O Presidente do Conselho de Administração, Sr. Hélio Magalhães, “orientou” o então Auditor Geral, a não auditar os fatos e os riscos associados à retirada do ar da Campanha Publicitária “Selfie”, em 25/04/2019, pelo Presidente do BB, atendendo pedido do Presidente da República, mesmo havendo demandas externas para tanto (Tribunal de Contas da União, Comissão de Valores Mobiliários, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Senado Federal, Instituto Ethos) e evidências da referida interferência e comprovação das perdas financeiras causadas e de que os resultados daquela campanha eram muito positivos para os negócios e imagem do Banco.”

Além disso, foram relatados problemas no chamado Projeto Sirius, a associação entre o banco e a empresa UBS Group AG. ” Os trâmites da aprovação da parceria estratégica entre o BB BI e o UBS (Projeto Sirius) passaram por reuniões do Conselho Diretor e de Administração do Banco do Brasil entre junho e novembro de 2019. Numa dessas reuniões, a Auditoria Interna manifestou preocupação com aspectos formais (documentação, pareceres, avaliações externas) e negociais da parceria. Em contraponto, o Vice presidente Carlos Hamilton reagiu de forma estranha e desproporcional à manifestação apresentada, rechaçando de forma veemente e até agressiva qualquer possibilidade de deficiência formal e que era um excelente negócio para o Banco.”

Segundo a conclusão do procurador Lucas Furtado, “ao longo da peça diversas fragilidades do Banco são apontadas, das quais destaco as falhas na conciliação geral e contábil, as falhas na metodologia de provisões contábeis relacionadas a ações judiciais, as falhas em processos de desinvestimentos de ativos do Banco e a proibição de apuração pela auditoria interna de indícios de irregularidades acerca da propaganda com mote diversidade do Banco do Brasil”.

O gabinete do ministro do TCU Bruno Dantas, que é relator do caso, declarou que os pedidos do Ministério Público estão em processo de análise.

O Banco do Brasil se pronuncia

Em consequência, o Banco do Brasil se manifestou citando sua adequação às regras de transparência. “O Banco do Brasil possui uma estrutura de governança que conta com reconhecimento público e que está adequada às regras de transparência previstas por sua participação no Novo Mercado da B3”.

“O Banco do Brasil, até o presente momento, não teve qualquer conhecimento acerca dos fatos narrados e, caso venha a ser notificado, responderá a todos os termos.”, concluiu.

Os documentos foram divulgados pela CNN. A íntegra pode ser conferida abaixo:

Leia a íntegra da representacao do MP

Na representação, por exemplo, o Ministério Público relata trechos da documentação que lhe foi entregue. Sobre o processo de demissão dos auditores, diz que “foram sobejamente evidenciadas as sucessivas violações ao processo disciplinar de regência do Banco do Brasil” e que “essas violações implicariam em obrigatório cancelamento da Ação Disciplinar, por assim definir a própria norma interna do Banco, mas Conselho de Administração do BB, de forma arbitrária e sem fundamento, decidiu ratificá-las, como se corretas fossem”. Diz ainda que quando o auditor-geral foi afastado, “o Conselho de Administração ao invés de indicar interinamente um dos executivos da própria Auditoria, nomeou a então Secretária Executiva do Banco, diretamente subordinada ao Presidente do Banco, e que não possuía nenhuma experiência em auditoria”. Também menciona que a auditoria foi excluída das reuniões do Conselho de Administração, que passaram a participar de reuniões trimestrais com o colegiado.

As mudanças, segundo o documento, afetaram apurações da auditoria. “No período dos oito meses do afastamento dos serviços, a Auditoria tem “andado de lado”, e os trabalhos mais sensíveis estão parados, entre eles a denúncia envolvendo a publicidade em sites que propagam “fake news” e a venda de créditos inadimplidos ao BTG Pactual. Sobre este último a Auditoria Interna havia iniciado avaliação do tema, mas sofreu intensa resistência e oposição da gestão do Banco do Brasil.” (…) “O Presidente do Conselho de Administração, Sr. Hélio Magalhães, “orientou” o então Auditor Geral, a não auditar os fatos e os riscos associados à retirada do ar da Campanha Publicitária “Selfie”, em 25/04/2019, pelo Presidente do BB, atendendo pedido do Presidente da República, mesmo havendo demandas externas para tanto (Tribunal de Contas da União, Comissão de Valores Mobiliários, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Senado Federal, Instituto Ethos) e evidências da referida interferência e comprovação das perdas financeiras causadas e de que os resultados daquela campanha eram muito positivos para os negócios e imagem do Banco.”

Também declara que teria havido problemas no chamado Projeto Sirius, a associção entre o banco e a empresa suiça UBS Group AG. ” Os trâmites da aprovação da parceria estratégica entre o BB BI e o UBS (Projeto Sirius) passaram por reuniões do Conselho Diretor e de Administração do Banco do Brasil entre junho e novembro de 2019. Numa dessas reuniões, a Auditoria Interna manifestou preocupação com aspectos formais (documentação, pareceres, avaliações externas) e negociais da parceria. Em contraponto, o Vice presidente Carlos Hamilton reagiu de forma estranha e desproporcional à manifestação apresentada, rechaçando de forma veemente e até agressiva qualquer possibilidade de deficiência formal e que era um excelente negócio para o Banco.”

Segundo o documento, haveria problemas sobre “aspectos negociais” da parceria. “Sobre os aspectos formais não há evidências de deficiências, mas sobre os negociais, o parecer da Diretoria de Controladoria do Banco do Brasil, presente na Nota Técnica aprovada pelo Conselho de Administração, em 06/11/2019, registra que parte expressiva do resultado esperado decorria da expectativa de redução de pessoal, na ordem de 300 pessoas. Caso tal redução não acontecesse, os resultados seriam negativos para o Banco em até R$170 milhões. Não há evidências de que ajustes organizacionais e redução de pessoal tenham sido realizados.”

A representação menciona ainda supostas irregularidades na nomeação de conselheiros da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do banco. “O Presidente Rubem Novaes e o Vice-presidente Carlos Hamilton interferiram irregularmente no processo de seleção de conselheiros da PREVI para as empresas as quais tem participação, a exemplo da Vale. Sob a alegação de ter profissionais de mercado nos conselhos, impuseram reabertura e alterações no processo de seleção para dar oportunidade de indicação de pessoas alinhadas com suas estratégias pouco republicanas que querem implementar, em detrimento àqueles que já haviam sido selecionados e aos objetivos e responsabilidades da PREVI.”

O procurador Lucas Furtado conclui que “ao longo da peça diversas fragilidades do Banco são apontadas, das quais destaco as falhas na conciliação geral e contábil, as falhas na metodologia de provisões contábeis relacionadas a ações judiciais, as falhas em processos de desinvestimentos de ativos do Banco e a proibição de apuração pela auditoria interna de indícios de irregularidades acerca da propaganda com mote diversidade do Banco do Brasil”.

A representação, bem como a documentação que a embasa, foi encaminhada à área técnica do banco. O ministro Bruno Dantas é o relator do caso.

Procurado, o gabinete do ministro do TCU Bruno Dantas, que é relator do caso, informou que os pedidos do MP estão em análise.

Fontes: Portal Suno Research com CNN Brasil

Daniel Bassan é nomeado presidente do UBS BB Investment Bank

Publicado em: 01/10/2020

A sociedade entre o UBS Group e o Banco do Brasil (BBAS3) para banco de investimento e corretagem na América do Sul, chamada UBS BB Investment Bank, inicia operações nesta quinta-feira com Daniel Bassan como presidente.
Bassan, chefe de global banking do UBS no Brasil desde novembro de 2016, manterá a posição na joint venture. Ele começou no UBS em março de 2016, depois de ser trabalhado no Credit Suisse e no Banco BTG Pactual.

Hélio Magalhães, presidente do conselho do Banco do Brasil e ex-presidente do Citigroup no Brasil, será o chairman do UBS BB Investment Bank. “Seremos muito competitivos em qualquer mercado, local e global”, disse Sylvia Coutinho, presidente do UBS no Brasil e chefe de gestão de fortunas para a América Latina do banco, que será também vice-presidente do conselho do UBS BB Investment Bank. “Há muito pouca sobreposição de capacidades, então a sinergia é perfeita”, disse André Brandão, presidente do Banco do Brasil.

O UBS e o Banco do Brasil anunciaram em novembro que criariam uma parceria para Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, com o objetivo de ganharem participação no competitivo negócio de banco de investimento na América do Sul e no mercado de corretoras institucionais no Brasil. O UBS terá o controle acionário, com 50,01% da joint venture, e o Banco do Brasil, maior banco do Brasil em ativos, ficará com o restante.

Dar o controle ao banco sediado em Zurique significa que a sociedade não terá de cumprir algumas das limitações que o Brasil impõe aos bancos estatais, como restrições a pagamento de bônus e contratações.

Daniel Mendonça de Barros, chefe de global markets do UBS na América Latina, terá a mesma função de chefe da corretora no UBS BB Investment Bank. A corretora do UBS era a maior em trading de ações no Brasil desde 2014 e está em segundo lugar desde o ano passado, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

“Eu vou lutar com força para ganhar de novo o primeiro lugar,” disse ele, acrescentando que agora ele tem os meios para isso, pois passa a se beneficiar do fluxo de clientes de varejo do Banco do Brasil. Até agora, a corretora do UBS no país só fazia negócios para clientes institucionais.

A parceria foi negociada entre Sylvia Coutinho e Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil que renunciou em julho e foi substituído posteriormente por André Brandão, ex-chefe de mercado global do HSBC Holdings para as Américas. Brandão também integra o conselho de administração do UBS BB Investment Bank, junto com Francisco Lassalvia, diretor do Banco do Brasil para mercados financeiros e de capitais.

Do lado do UBS, outros membros do conselho do UBS BB Investment Bank incluem Ros L’Esperance, co-responsável pela área de global banking Américas, e Darryll Hendricks, diretor de operações do banco para as Américas.

Os clientes do BB se beneficiarão do alcance global do UBS, de seu banco de investimento e de sua área de pesquisa, enquanto o banco suíço ganha acesso ao clientes corporativos e fluxos de transações do BB. O UBS contribuirá com sua plataforma de banco de investimento com presença local no Brasil e na Argentina.

O UBS BB Investment Bank terá sede no centro financeiro de São Paulo, na avenida Faria Lima, no mesmo prédio da sede do UBS no Brasil. O Banco do Brasil, maior gestor de recursos de terceiros do país, até agora não tinha corretora própria. O banco com sede em Brasília tinha R$ 1,15 trilhão em ativos sob gestão em agosto, segundo a Anbima, associação do mercado de capitais.

Com a joint-venture, o UBS ganha entrada no mercado local de renda fixa, onde o Banco do Brasil é o quinto colocado no ranking de bancos líderes até agora neste ano, segundo a Anbima. O Banco do Brasil possuía carteira de crédito de R$ 721,6 bilhões em junho. O banco estatal pode ajudar o UBS BB Investment Bank a ganhar negócios de banco de investimento que exijam crédito, como empréstimos-ponte para aquisições ou garantia firme em transações de emissão de títulos corporativos locais.

O plano é não apenas figurar entre os principais líderes em emissão de títulos de dívida, mas também estimular o mercado secundário de títulos corporativos locais, disse Bassan. As áreas de gestão de fortunas e de gestão de ativos de terceiros não estão incluídas na joint-venture. O Banco Patagonia, o banco de varejo controlado pelo Banco do Brasil na Argentina, também não está incluído, nem escritórios de banco corporativo que o Banco do Brasil tem na América do Sul.

“Nós queremos alavancar as relações do Banco do Brasil com as empresas médias e com o setor de agribusiness, e levar essas companhias para o mercado de capitais, com um foco especial em green finance e ESG”, disse Sylvia.

Fonte: InfoMoney

Banco do Brasil e UBS formalizam parceria estratégica em banco de investimento

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O BB Investimentos e o UBS formalizaram nesta quarta-feira (30) os documentos definitivos que estabelecem o início da parceria estratégica entre ambas as empresas, informou o Banco do Brasil (BBAS3), em fato relevante divulgado ao mercado.

O acordo visa a criação de uma nova companhia e suas controladas para desenvolver atividades de banco de investimento e corretora no segmento institucional em seis países: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.

De acordo com o Banco do Brasil, a parceria vai unir sua rede de relacionamentos no país e a capacidade de distribuição global do UBS.

Os clientes corporativos do Banco do Brasil terão acesso a produtos e serviços de investment banking e novas soluções integradas, enquanto os investidores poderão contar com mais instrumentos de captação e investimento do mercado de capitais.

O capital social total da nova companhia está dividido em 50,01% para o UBS e 49,99% para o BB Investimentos. A gestão ficou estabelecida da seguinte forma: cada acionista indicará três membros para o conselho de administração, sendo o presidente apontado pelo Banco do Brasil e o vice-presidente pelo UBS.

A diretoria executiva também terá profissionais de ambas as empresas, com o UBS indicando o diretor presidente da companhia. “A parceria estabelecida está alinhada à estratégia corporativa do Banco do Brasil e reafirma o compromisso com a melhoria do atendimento aos seus clientes e geração de valor aos acionistas”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Carlos Hamilton Vasconcelos de Araújo.

Fonte: Money Times

Banco do Brasil: situação dos funcionários incorporados é tema de live

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Na noite de segunda-feira 28, uma live realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região esclareceu as principais dúvidas de bancários de bancos incorporados.

Participaram desta edição o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga; o representante da CEBB pela Fetec-CUT/SP, Getúlio Maciel; o secretário de Bancos Públicos da FETC-CUT/SP, Antonio Saboia; a Conselheira Deliberativa Suplente do Economus, Adriana Ferreira; e a advogado Lucia Porto Noronha.

Um dos avanços da negociação específica da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários 2020 foi a implantação de uma mesa exclusiva de negociação para debater a situação dos funcionários de bancos que foram incorporados pelo BB, como o Banco Nossa Caixa.

Entre o fim de setembro e o início de outubro, a CEBB – que representa os trabalhadores nas negociações com a direção do BB – irá apresentar uma pauta de reivindicações específica para os trabalhadores de bancos incorporados, a ser debatida nesta mesa.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Saão Paulo, Osasco e Região

Para parlamentar, BB e Caixa são executores de políticas públicas

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Os bancos públicos foram e continuam sendo braços importantes para o desenvolvimento nacional e para o acesso da população ao crédito. Fatos esses que foram ressaltados durante live realizada entre o deputado federal, Alessandro Molon (PSB/RJ), e funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em 24/9.

Para o parlamentar, as instituições financeiras públicas têm um papel crucial para o desenvolvimento econômico, em especial neste momento de crise. “Os bancos atuam não somente como agentes de indução ao crescimento, como também executores de políticas públicas e bancarização da população mais pobre. O auxílio emergencial deu provas da importância de bancos públicos com capilaridade em todo o país. Quem quer destruir bancos públicos não tem compromisso com um projeto de nação soberana e desenvolvida.”

Molon ressaltou também que a criação de subsidiárias das empresas estatais será veemente combatida judicialmente e barrada no Congresso. “A criação de subsidiárias nada mais é do que uma fraude. O governo finge que está fazendo empresas para fatiar as empresas públicas, mas é uma forma de burlar a decisão do STF e vender sem o aval do Congresso Nacional e isso não vamos permitir. Não há ambiente para privatizações no parlamento”, destaca o deputado.

A representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil, Débora Nascimento, participou da live e ressaltou o papel do BB para a recuperação das microempresas. “O BB estruturou o Pronampe para apoiar as pequenas e microempresas. Pela expertise que o banco tem, emprestou para 111 mil empresas, que são responsáveis por mais de 600 mil empregos”, disse Débora.

Participaram também das discussões, Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Antônio Carlos Guerreiro, funcionário do Banco do Brasil, e Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da CEF.

Fonte: Agência ANABB

 

Banco do Brasil coloca quase 700 imóveis à venda em todo o país

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O Banco do Brasil (BBAS3) colocou 697 casas e apartamentos para venda no site Seu Imóvel BB. Os imóveis, disponibilizados tanto para venda direta quanto por leilões, podem ser encontrados com descontos de até 65%.

A região Sudeste abriga a maior quantidade de imóveis à venda (257). O Centro-Oeste conta com 175 ativos sob oferta, enquanto o Nordeste totaliza 168. Os imóveis estão 100% quitados e não possuem dívidas a cargo do adquirente.

No caso do leilões, as ofertas estão disponíveis nas plataformas da Alberto Macedo Leilões, Baldissera Leilões, Biasi Leilões, Cargnelutti Leilões, Cleber Cardoso Leilões, Cravo Leilões, CR Leilões, FG Leilões, Frazão Leilões, Leiloei.com, Leilões Brasil, Martelo Digital, Minas Gerais Leilões (MGL), Nordeste Leilões, Porto Leilões, Rocha Leilões, Sublime Leilões.

“A tecnologia agiliza, ainda mais, a venda desses ativos em todo o país. Bancos, leiloeiros, investidores e potenciais moradores são todos impactados positivamente quando se tem um diferenciado e eficiente canal de vendas, como o que construímos com a Resale [startup responsável pela tecnologia do Seu Imóvel BB] e com os parceiros dos leilões de imóveis”, comenta José Ricardo Forni, diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do Banco do Brasil.

Fonte: Money Times

BB, Bradesco e Sompo pedem desligamento da Líder, gestora do DPVAT

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Bradesco, Banco do Brasil e Sompo decidiram sair do consórcio da Seguradora Líder, responsável por gerir o seguro DPVAT, o seguro obrigatório para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. Os pedidos de desligamento ocorrem pouco mais de um mês depois que o Ministério Público Federal pediu bloqueio de R$ 4,4 bilhões da empresa, a quem acusa de leniência com fraudes na obtenção de seguros e maquiagem nas projeções de sinistros.

Na sexta-feira (25), a Porto Seguro comunicou ao mercado a sua saída do consórcio. Considerando as fatias acionárias das empresas que pediram desligamento, a Seguradora Líder perderá sócios que representam mais de 25% de seu capital.

Por meio de duas subsidiárias, Bradesco Auto/RE e Atlântica Companhia de Seguros, o Bradesco tem 7,7% das ações do consórcio. A Brasil Seg, do Banco do Brasil, é dona de outros 4,6%, e a Sompo, de 2,4%. A Porto Seguro era a maior acionista, com 11% divididos entre três subsidiárias.

Procuradas pela reportagem, Bradesco Seguros, Brasil Seg e Sompo ainda não comentaram o assunto. O acordo de acionistas da Seguradora Líder, formado em 2006, prevê a possibilidade de desligamentos a cada ano. Ao fim de 2019, a Líder tinha 56 acionistas.

A Seguradora Líder diz que a entrada e saída das seguradoras do consórcio está prevista no acordo de acionistas e não prejudica a operação do seguro DPVAT.

O seguro DPVAT foi tema de uma série de reportagens do jornal Folha de S.Paulo em 2020, que mostraram denúncias de mau uso do dinheiro arrecadado –com a compra, por exemplo, de veículos e garrafas de vinho– e de conflitos de interesse e favorecimento de sindicatos de corretores.
No pedido de bloqueio feito no início de agosto, o Ministério Público Federal acusou o consórcio de gerir recursos públicos federais “de forma temerária, danosa e em vilipêndio aos princípios constitucionais de economicidade, transparência e legalidade”.

Como recebe 2% do total arrecadado pelo seguro, dizem os procuradores, o lucro de seus associados é proporcional ao valor do prêmio pago pelos segurados. Assim, diz a Procuradoria, não havia incentivos para combater fraudes nem cortar despesas.

“O incremento das despesas do Consórcio de Seguradoras, em vez de refletir de forma negativa na margem de lucros das seguradoras Consorciadas, provoca um aumento dessa margem de lucros”, explicam os procuradores.

O pedido, negado em primeira decisão sobre o caso, do juiz Mauro Luiz Rocha Lopes, do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, é parte de uma série de questionamentos ao consórcio iniciada na Operação Tempo de Despertar, em 2015.

A operação investigou fraudes na concessão dos seguros. O consórcio é questionado também pelo sindicato dos trabalhadores da Susep (Superintendência de Seguros Privados), que vê repasses irregulares a sindicatos de corretores e conflito de interesses na gestão do órgão regulador.

Durante anos, o comando da Susep foi capturado por seguradoras e corretores de seguros, que mantiveram representantes na diretoria da autarquia.

A entidade voltou a ser cobiçada por lideranças sindicais ligadas aos corretores após a aproximação do presidente Jair Bolsonaro com o centrão, como o presidente do Solidariedade de Goiás, Armando Vergílio, que é um dos alvos da denúncia do SindSusep no período em que presidiu a autarquia.

Bolsonaro tentou extinguir o seguro DPVAT em 2019, mas a medida gerou polêmica e foi derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Atualmente, a própria Líder passou a defender o fim do monopólio na gestão do seguro obrigatório.

“Reiteramos que nada muda para o cidadão: motoristas, passageiros e pedestres continuam protegidos. E a Seguradora Líder permanece comprometida em atender com eficiência todas as vítimas de acidente de trânsito do Brasil”, disse, na nota distribuída na sexta, a Líder.

Em entrevista à Folha de S.Paulo após as primeiras reportagens, o presidente da companhia, Ismar Torres, defendeu que a gestão atual reforçou medidas de controle e de combate às fraudes na concessão do seguro, seguindo recomendações de auditoria encomendada para esse fim.

Fonte: O Tempo

OAB SP e BB viabilizam pagamentos de alvarás judiciais e precatórios federais

Publicado em: 25/09/2020

Visando a solucionar as dificuldades enfrentadas em razão das medidas de contenção à proliferação do novo coronavírus (Covid-19), o Banco do Brasil e a OAB SP, em nota conjunta, têm o compromisso de informar a implementação de procedimentos para viabilizar o pagamento de alvarás judiciais, precatórios federais e requisições de pequenos valores (RPVs) por meio de automação no pagamento.

As Signatárias informam que, por incentivo do Banco do Brasil, junto aos Tribunais deste Estado de São Paulo, foram aprimoradas medidas para permitir o levantamento dos valores de maneira remota e não presencial e, consequentemente, reduzir o comparecimento físico dos advogados e/ou partes às agências e postos de atendimento.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo regulamentou, nos termos dos Comunicados CG no 257/2020 e 540/2020, que todo levantamento deverá ocorrer de forma eletrônica, por meio do Portal de Custas. Em
casos de urgências e exceções, o Banco do Brasil receberá diretamente do Tribunal de Justiça as solicitações de levantamento, sem a necessidade de o advogado comparecer à agência, sendo tão somente necessário que peticione junto à vara pleiteando a emissão de alvará, informando os dados bancários para depósito.

Desse modo, buscando evitar o comparecimento pessoal às agências do Banco do Brasil, os levantamentos judiciais podem ser solicitados diretamente aos Tribunais de maneira eletrônica, nos moldes acima explicitados. A par de referidas iniciativas no sentido de evitar o deslocamento da advocacia, eventuais problemas pontuais no atendimento presencial que subsistirem deverão ser encaminhados à Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB/SP, pelo email prerrogativas@oabsp.org.br, pois serão encaminhados aos órgãos competentes do Banco do Brasil.

Fonte: Portal OAB/SP

Em reunião com diretores do BB, Brandão cobra projetos concretos

Publicado em: 24/09/2020

O novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão, deixou uma boa impressão na primeira reunião que teve com os diretores da instituição nesta quarta-feira (23/09). Mas os presentes entenderam que precisarão apresentar projetos concretos e não promessas que todos sabem que não darão em nada. Eficiência e resultados darão a tônica da gestão do BB de agora em diante.

Quem ouviu as diretrizes de Brandão — que, ressalte-se, mostrou-se muito educado e atencioso —, entendeu o recado, que se espalhou pelos corredores da instituição. Imediatamente, o termo mais usado entre os empregados do Banco do Brasil foi: “Acabou o Migué!”, num tom de piada, mas, também, de preocupação. Por uma razão simples: não será mais aceita enrolação.

Os diretores do BB perceberam que precisarão de projetos mais sólidos e de muito mais argumentos para debater os assuntos com André Brandão, que tem 34 anos de experiência no sistema financeiro, inclusive internacional.

Todo mundo no Banco do Brasil sabe que o ex-presidente da instituição Rubem Novaes, apesar da formação em economia, não tinha passagem relevante pelo sistema financeiro. Não à toa, quando convidou Brandão para a presidência do BB, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi enfático: “O Banco do Brasil precisa de gestão, de um executivo”.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

Banco do Brasil: reunião virtual vai abordar situação dos bancários incorporados

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Um dos avanços da negociação específica da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários 2020 foi a implantação de uma mesa exclusiva de negociação para debater a situação dos funcionários de bancos que foram incorporados pelo BB, como o Banco Nossa Caixa.

Entre o fim de setembro e o início de outubro, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) – que representa os trabalhadores nas negociações com a direção do BB – irá apresentar uma pauta de reivindicações específica para os trabalhadores de bancos incorporados, que será debatida nesta mesa.

“Nessa discussão, o principal assunto é a situação delicada do Economus no âmbito da saúde, principalmente para os aposentados. Precisamos debater a sustentabilidade do Economus, bem como retomar os debates sobre Cassi e Previ para todos”, enfatiza Getulio Maciel, dirigente sindical e representante da CEEB pela Fetec-CUT/SP.

Na segunda-feira 28, às 19h, será realizada uma live na qual serão esclarecidas as principais questões que envolvem os bancários de bancos incorporados.

Os funcionários oriundos de bancos como o Nossa Caixa poderão enviar sugestões e temas que serão abordados na live, preenchendo o formulário abaixo. Os nomes dos bancários serão mantidos no mais absoluto sigilo.

Reunião virtual

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região participou, dia 18, de reunião virtual convocada pela Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB SP/MS), para tratar dos direitos dos funcionários de bancos incorporados pelo Banco do Brasil, como a Nossa Caixa, por exemplo.

Estes debates terão mesa específica entre o movimento sindical e o BB. A pauta será unificada. “As maiores reivindicações são os ingressos de todos os trabalhadores, oriundos de bancos incorporados, na Cassi e Previ. Outro ponto tratado foi sobre o reconhecimento do tempo anterior a incorporação destes bancários, para poderem concorrer no programa de Talentos e Oportunidades (TAO)”, ressaltou André Elias, funcionário do BB e dirigente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região com Sindicato dos Bancários de Santos

Banco do Brasil é a 4ª marca mais valiosa do País em 2020, aponta pesquisa

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Prestes a completar 212 anos de existência no próximo dia 12 de outubro, o Banco do Brasil continua obtendo posição de destaque nacional. Prova disso é que a marca BB ficou em 4º lugar em ranking das 50 marcas mais valiosas do País em 2020. Avaliada em 4,6 bilhões de dólares, a marca da instituição financeira cresceu 5,4% em relação ao ano de 2019.
Os números constam do levantamento da consultoria inglesa Brand Finance, especializada em avaliação de marcas. A consultoria utiliza método que segue os padrões de avaliação de marcas definidos pela norma ISO 10668. O objetivo é determinar o valor que uma empresa se disporia a pagar para licenciar uma marca de terceiros. Para isso, é levada em conta uma série de métricas, como o investimento em marketing, a percepção dos consumidores e de outros públicos e o desempenho dos negócios.
Anualmente, são avaliados cerca de 5 mil marcas, onde são ouvidos em torno de 50 mil consumidores em 29 países. Vale destacar que o ranking de 2020 não capturou os efeitos da pandemia, uma vez que os consumidores foram entrevistados antes do início da crise mundial.
NÃO MEXE NO BB
A relevância do BB também é identificada no ranking global das 500 marcas mais valiosas de 2020. Nesse levantamento, apenas quatro brasileiras são mencionadas: Banco do Brasil, Caixa, Bradesco  e Itaú.
Levantamentos como esses são importantes termômetros, verdadeiros indicadores do quanto determinadas marcas valem para diversos públicos. Ainda mais no momento em que o papel dos bancos públicos é questionado.
Por essas e outras que a ANABB continua empenhada na campanha #nãomexenoBB. É do Brasil. É dos Brasileiros. Um movimento de defesa e de valorização do BB, um banco que alavanca a economia e valoriza o social, verdadeiro instrumento em prol do País.

BB: mercado já esperava veto do presidente Jair Bolsonaro à privatização

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse durante uma transmissão nas redes sociais que não tem planos de privatizar o Banco do Brasil (BBAS3), a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda em seu governo.

Bolsonaro reconheceu que o processo de privatização de uma empresa não é fácil, mas abrirá mão de “tudo aquilo que a iniciativa privada pode fazer”. “Entendemos que tudo aquilo que a iniciativa privada pode fazer, a gente vai abrir mão disso aí, esse é o nosso pensamento”, comentou. Pedro Guimarães, presidente da Caixa, também participou da live.

Na avaliação da Guide Investimentos, os comentários do presidente não devem pressionar as ações do Banco do Brasil, visto que o mercado já estava com suas expectativas parcialmente frustradas sobre o assunto. Ainda assim, a confirmação não deixa de ser negativa.

“A privatização do Banco do Brasil é um assunto que já foi bastante comentado no Ministério da Economia, mas as falas de Bolsonaro fazem com que as perspectivas para o processo atrasem mais do que o esperado inicialmente”, comentou o time de análise da corretora.

Fonte: Money Times

Nos últimos 12 meses, os créditos consignados aumentaram 14,6%, diz BB

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A crise produzida pela atual pandemia do Coronavírus mudou drasticamente as previsões feitas no começo do ano para a maioria dos setores da economia. Dentre eles, o setor financeiro registrou cifras inesperadas que foram variando no decorrer dos meses e dependendo principalmente da reativação de outras atividades assim como do acesso ao crédito por parte dos cidadãos.

Já em abril deste ano, época na qual o vírus Covid-19 tinha irrompido no país, o Banco Central do Brasil (BCB) projetava uma perspectiva de redução na rentabilidade do sistema bancário, reforçada diante das incertezas e impactos da pandemia, conforme o publicado no Relatório de Estabilidade Financeira publicado semestralmente. Mesmo assim se estimava que, por causa dos níveis de rentabilidade, uma maior pressão sobre ela não representaria risco relevante para a estabilidade do setor.

Confirmando o projetado pelo Banco Central, o Banco do Brasil por exemplo, um dos bancos mais importantes do país, começou o ano registrando uma queda do 20% do lucro líquido no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2019. Já no segundo trimestre deste ano, o lucro líquido caiu ainda mais registrando a soma de R$3,311 bilhões: 25,3% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado. De fato os quatro grandes bancos de capital aberto do país -Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil- mostraram uma queda no segundo trimestre do 36,5% com um lucro líquido combinado de R$ 13,525 bilhões. Um dos principais motivos deve-se às despesas com provisões para perdas no crédito e quedas nas receitas na prestacao de servicos.

Ainda assim nem todos os números são negativos. Segundo o Banco do Brasil, mesmo com a queda do lucro, a produção de negócios continua forte por causa do crescimento da carteira de crédito com um mix adequado, entre outras. No caso do BB a carteira de crédito ampliada cresceu 5,1% em um ano.

Neste crescimento sobressai o desempenho do crédito consignado que, em doze meses subiu um 14,6%. É que alguns créditos consignados com suas respectivas taxas estão sendo a opção mais econômica no mercado para quem precisar de ajuda financeira, sempre que conte com alguns dos ingressos requeridos para esta modalidade de crédito, claro.

O consignado é um tipo de crédito pessoal que apresenta diferentes modalidades com diversas taxas de interés cada uma: Consignado Setor Privado, Consignado Setor Público e Consignado do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Para poder ser titular dele, a pessoa solicitante deve contar com carteira de trabalho assinada tanto no setor público como privado, ou perceber algum tipo de benefício do INSS. A principal caraterística deste tipo de empréstimos é que o Banco cobra as parcelas diretamente descontando o valor da folha de pagamento mensalmente. Por causa disso, e o baixo risco de inadimplência que aquilo implica, as taxas do Consignado são as menores do mercado: a taxa mais cara das três modalidades é de 2,15% em média, correspondendo ao Consignado Setor Privado.

Isto explica por quê, em época de crise, o consumo do consignado tenha aumentado em 20%, ainda mais levando em conta que a média dos créditos pessoais atualmente oferecem taxas mensais do 5%.

Fonte: Bem Paraná

Nove agências BB oferecem serviços de câmbio em Fortaleza

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Desde segunda-feira (18), mais cinco agências do Banco do Brasil (BB) em Fortaleza passaram a oferecer serviços de compra e venda de moeda estrangeira nas modalidades espécie, cheques de viagem (Travelers cheques em Dólar e Euro) e cartão Ourocard Visa TravelMoney – VTM (cartão Pré-pago em Dólar e Euro).

Dessa forma, além das agências BB Aldeota, Praça do Carmo, Aeroporto e Praia de Iracema, o BB amplia os serviços de câmbio no Estado, passando a disponibilizar as agências Montese, Barão do Rio Branco, Praça dos Correios, Av. Monsenhor Tabosa e Santos Dumont para atender com comodidade a demanda dos cearenses e de turistas.

Os serviços de compra e venda de moeda estrangeira do Banco do Brasil contam com taxas e tarifas competitivas, oferecendo segurança e agilidade no atendimento prestado pelas equipes dessas nove dependências na capital cearense autorizadas a operar com câmbio.

Podem contar com o serviço de negociação da moeda estrangeira em espécie e cheques de viagem as pessoas físicas, residentes ou não no País, e pessoas jurídicas com sede no Brasil. Já o Cartão Ourocard Visa TravelMoney ? VTM é destinado a pessoas físicas residentes no País e correntistas do BB.

Fonte: Diário do Nordeste

Em nova campanha, BB convida: Já imaginou como será o novo incrível?

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A pandemia chegou de forma repentina, alterou comportamentos, hábitos de consumo, mudou estilos de vida e transformou “o novo normal” no jargão do momento. Além disso, ela também adiou encontros, segurou um monte de abraços, obrigou boa parte da população a postergar seus sonhos e a frear novos projetos. Entretanto, como uma espécie de demanda reprimida, tudo isso vai acontecer, com as experiências, as conexões ainda mais conscientes e mais ricas. E é lá que o Banco do Brasil quer estar, como o banco que ajuda as pessoas e as empresas a realizarem as suas conquistas. A criação é da WMcCann e o primeiro filme pode ser visto aqui.

Com o mote “Já imaginou?”, a nova campanha do BB estreou nesse domingo, 20, fazendo um convite para o público idealizar o seu novo sensacional, seu novo incrível e suas novas conquistas e possibilidades. Esse será o pontapé inicial de uma grande plataforma de comunicação que busca posicionar o banco de forma positiva e desejável.

O vídeo inaugural traz uma nova estética e uma nova linha visual, em comparação às propagandas anteriores. A ideia central é despertar o desejo do não cliente em fazer parte do Banco, ao mesmo tempo o sentimento de orgulho de quem já possui relacionamento com o BB. Afinal, eles têm o Banco do Brasil inteiro para ajudá-los a conquistar seus objetivos.

A campanha que nasce com apelo institucional vai ter desdobramentos na oferta de produtos PF e PJ, como abertura de contas, crédito e cartão, sempre direcionando o público aos canais digitais, como forma de preservar o atendimento físico neste período de pandemia.

Cláudia Kakinoff, diretora da Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, ressalta o propósito de mostrar o BB de maneira próxima e humana e a disposição dos brasileiros para acreditar e imaginar um futuro melhor: “Inauguramos uma nova linha visual nesta campanha, em que buscamos reforçar o papel relevante do BB na vida das pessoas, entendendo suas necessidades e oferecendo produtos que façam sentido para o atual momento das suas vidas – sempre de forma leve e otimista”, destaca. “É uma campanha de marca, mas também uma campanha para fazer negócios”, completa.

Diversificados canais

Até o fim de novembro, estão previstos novos vídeos específicos sobre produtos, com forte inserção na TV, no rádio, na internet e também em mídia externa, como outdoors e mobiliário urbano. Também estão previstos merchandisings na TV aberta, bem como estratégias regionais.

Fonte: Banco do Brasil

Mesmo sem tomar posse, André Brandão já dá as cartas no Banco do Brasil

Publicado em: 18/09/2020

Ainda sem ter assumido oficialmente o cargo de presidente, André Brandão já dá as cartas no Banco do Brasil. Ele, que deverá tomar posse na próxima semana, segundo fontes, vem se reunindo virtualmente com os principais executivos da instituição a fim de dar as diretrizes que serão a tônica de sua gestão.

Brandão, que substituirá Rubem Novaes no comando do BB, quer agilizar uma série de processos, uma vez que o banco corre contra o tempo para ampliar sua competitividade no mercado. Há projetos cujos prazos de execução terminam no fim deste mês. Boa parte, na área de tecnologia, que receberá investimentos totais de R$ 2,3 bilhões.

Quem teve contato com o executivo destaca a vontade que ele tem demonstrado para assumir o cargo afim de promover uma “revolução” no BB. Nas conversas, tem destacado os potenciais da instituição.

Desafios do BB são enormes

Para Brandão, no entanto, os desafios do Banco do Brasil são enormes, sobretudo por causa das mudanças que estão sendo promovidas pelo Banco Central no sistema financeiro. O objetivo é ampliar substancialmente a competição no mercado, não apenas entre os grandes bancos, mas com novos atores, como as fintechs. O PIX, que permitirá pagamentos e transferência eletrônica 24 horas, é um desses instrumentos.

Além das diretrizes operacionais, o futuro presidente do BB indicou que pode promover algumas mudanças no alto escalão do banco, o que é natural uma vez que ele quer estar cercado de pessoas mais alinhadas com seu estilo de gestão. Nada será feito, porém, de forma atropelada. Não há porque gerar turbulências desnecessárias.

Está certo, por exemplo, que Brandão terá participação direta na escolha do sucessor de Joaquim José Xavier da Silveira, que renunciou a uma vaga no Conselho de Administração do Banco do Brasil. O comunicado do desligamento foi encaminhado na sexta-feira (11/09) à Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fonte: Correio Braziliense

Presidente Bolsonaro diz que não vai privatizar Banco do Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17/9) que não cogita privatizar o Banco do Brasil. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo comentou que o BB integra, junto com a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda, as instituições geridas pelo governo que não serão repassadas à iniciativa privada.

Apesar de não ser 100% público — é constituído na forma de sociedade de economia mista —, o Banco do Brasil tem como sócio majoritário o governo federal, responsável por 50% das ações da instituição.

Bolsonaro comentou sobre o Banco do Brasil após o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que também participou da live, ter sido questionado se havia a necessidade de o Estado gerir três grandes bancos — além da Caixa e do Banco do Brasil, também faz parte do governo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Banco do Brasil e Caixa Econômica, no meu governo, não se cogita sua privatização. Assim como queriam privatizar a Casa da Moeda… No meu governo, só esses três (não serão privatizados)”, afirmou Bolsonaro.

Sobre a Casa da Moeda, o chefe do Palácio do Planalto explicou que não interferiu ao retirar a estatal da lista de privatizações do governo, em maio deste ano. “O pessoal fala em interferir. Exerci um direito meu, não é interferência, é um direito meu. Afinal de contas, se eu nomeio os ministros, no caso o Paulo Guedes dá posse aos presidentes de bancos estatais”, comentou.

Ele ainda disse que a instituição não deveria ser repassada à iniciativa privada devido aos tipos de documentos que produz. “Eu achei que não era o caso (privatizar), tendo em vista informações que tive de outros países que a privatizaram e, depois, voltaram atrás. Acho que o que a Casa da Moeda faz tem que ser uma questão de segurança nacional. Passaportes, emissão de dinheiro, moedas, entre tantas coisas mais”, observou.

Na sequência, Bolsonaro disse que concluir uma privatização não é fácil e reclamou que a imprensa tem criticado o governo injustamente pela demora na finalização de alguns processos.

“Qualquer privatização é demorada. Não justifica a mídia falar que estou segurando, que o governo está segurando as privatizações. Tem muita coisa que dá prejuízo, você tem que privatizar. Você até se entregar de graça para alguém é até vantajoso. Está dando prejuízo, sai perdendo todo o ano. Agora, também nós entendemos que tudo aquilo que a iniciativa privada pode fazer, a gente vai abrir mão disso aí. Esse é o nosso pensamento”, argumentou.

Guedes já cobrou privatização do BB

Apesar da declaração de Bolsonaro nesta quinta, a privatização do Banco do Brasil já foi algo bastante falado no Ministério da Economia. Paulo Guedes defendeu a entrega do banco ao setor privado na reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação virou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta de uma suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Naquele encontro, Guedes até usou um palavrão para se referir à instituição financeira, dizendo que “tem que vender essa porra logo”.

“O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem (Novaes, então presidente do BB), coitado. Ele é superliberal, mas se apertar ele e falar ‘bota o juro baixo’, ele: ‘Não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam.’ Aí, se falar assim ‘bota o juro alto’, ele: ‘Não posso, porque senão o governo me aperta’. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização”, disse o ministro da Economia.

“O senhor já notou que o BNDES e a Caixa, que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil, a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então, tem que vender essa porra logo”, completou Guedes.

Na reunião ministerial, o ex-presidente do Banco do Brasil confessou a Bolsonaro que o seu sonho era a privatização do banco, e o chefe do Executivo respondeu que ele só deveria pensar nisso daqui a três anos. “Faz assim, só em 23 você confessa, agora não. Isso aí, isso aí só se discute, só se fala isso em 23, tá?”, disse Bolsonaro a Novaes.

Lentidão provocou saída de secretário

A demora do Executivo em concluir a entrega de estatais para o setor privado repercutiu dentro do próprio governo, tanto que, em agosto, o secretário especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, pediu demissão do Ministério da Economia.

Mattar manifestou insatisfação com o ritmo das privatizações. Segundo ele, “o establishment” não quer privatizações.

A saída dele foi anunciada por Paulo Guedes, que reconheceu à época que a demissão era “um sinal de insatisfação com o ritmo de privatizações”. “O que ele me disse é que é muito difícil privatizar, o Estado não deixa privatizar, é muito emperrado”, disse o ministro, em coletiva à imprensa.

Fonte: Correio Braziliense

Condução dos negócios do BB compete aos órgãos de governança

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O Ministério da Economia afirmou, por meio de nota, que “a condução dos negócios do Banco do Brasil, uma sociedade de economia mista, compete aos seus órgãos de governança – diretoria e conselho de administração”, e não à Pasta. A manifestação foi feita em relação ao pedido da bancada do PSOL na Câmara apresentado ao Ministério Público Federal para que o mesmo investigue a operação de venda da carteira de crédito de R$ 2,9 bilhões do BB para o BTG Pactual. O partido pediu que o MPF investigue o ministro Paulo Guedes, o ex-presidente do BB Rubem Novaes e o BTG Pactual.

Na representação noticiada mais cedo pelo Broadcast, o PSOL aponta possível direcionamento pela proximidade do ministro Guedes e de Rubem Novaes com o BTG Pactual. “Há, portanto, uma clara violação dos princípios da moralidade, da legalidade, da impessoalidade inscritos na Constituição Federal. O caso em tela fere tais princípios e incorre na lei de improbidade administrativa”, diz o pedido.

A operação foi anunciada no início de julho, sob a gestão do presidente Rubem Novaes, que entregou o cargo. O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também foi acionados, estes pela Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), para investigar a negociação.

Fonte: Estado de Minas