Banco do Brasil fecha a torneira: dividendos extras estão “totalmente descartados” em 2026, diz diretor

Publicado em: 14/05/2026

Em meio à piora do cenário de crédito na largada de 2026, a diretoria do Banco do Brasil (BBAS3) decidiu antecipar a mensagem mais sensível para o investidor: não haverá espaço para dividendos extraordinários neste ano.

“Está totalmente descartado”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias, durante coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (14 de maio).

A sinalização veio direto da diretoria durante a conferência de resultados do primeiro trimestre, em um momento em que o banco já lida com pressão crescente sobre a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio.

Além disso, a decisão também ocorre na esteira de uma revisão nas projeções (guidance) do BB para 2026, motivada por uma deterioração no cenário de crédito e um aumento nos riscos previstos.

Mais do que buscar acelerar a remuneração ao acionista nos próximos meses, a prioridade do Banco do Brasil agora é preservar capital e atravessar um ciclo de maior pressão com mais cautela.

O peso do agronegócio nos resultados do Banco do Brasil

Segundo o vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, o fluxo de pagamentos do setor de agronegócio em abril veio pior do que o esperado — um sinal relevante em um momento em que o mercado já monitora de perto a qualidade do crédito rural.

Embora a produção e produtividade brasileiras continuem em níveis recordes, o banco enfrenta problemas pontuais de liquidez em algumas atividades específicas, o que tem afetado a pontualidade dos pagamentos, segundo a administração do BB.

Esse descompasso entre produção forte e caixa mais apertado ajuda a explicar por que a inadimplência segue pressionada, mesmo em um setor que, historicamente, funciona como pilar da carteira do banco.

Além disso, o cenário climático adiciona mais uma camada de incerteza. Os efeitos do El Niño continuam no radar, com impactos distintos entre regiões e dificuldade maior de previsibilidade para os próximos meses.

Diante desse ambiente mais instável, o banco já começou a ajustar suas engrenagens internas.

O vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Felipe Prince, destacou que o BB revisou suas estimativas de perda esperada — movimento que se traduziu em reforço de provisões e revisão do custo de crédito projetado para o ano.

Quando o agro transborda para a pessoa física

A deterioração do fluxo de caixa no agronegócio já começa a transbordar para outra ponta da carteira do Banco do Brasil: a pessoa física.

Como muitos produtores concentram seu relacionamento financeiro no Banco do Brasil, o aperto no campo acaba contaminando outras linhas de crédito dos mesmos clientes — elevando o risco também fora do segmento rural.

Para lidar com esse cenário, o BB vem acelerando a implementação de uma nova metodologia de concessão de crédito. O objetivo é elevar o nível de exigência, priorizar garantias mais robustas e tornar a originação mais seletiva.

Por enquanto, cerca de 25% da carteira agro já está enquadrada nesse novo modelo. A expectativa é que, até setembro, mais de 50% dos vencimentos mensais passem a seguir essas diretrizes.

A aposta da administração é que esse ajuste comece a aparecer de forma mais clara nos indicadores de inadimplência ao longo do segundo semestre, ainda que de maneira gradual.
O contra-ataque do Banco do Brasil no crédito

Enquanto recalibra o risco em algumas frentes de crédito, o banco também busca reequilibrar o portfólio por outro caminho: aumentando a exposição a linhas consideradas mais previsíveis e rentáveis.

O principal destaque é o crédito consignado privado. Em menos de um ano, o Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões nessa modalidade, alcançando 1,2 milhão de clientes.

O objetivo do BB é atingir cerca de 20% de participação de mercado, patamar similar ao que já detém no consignado do setor público.

A estratégia é ganhar tração em produtos com garantias mais sólidas e spreads mais atrativos, compensando a menor performance de carteiras mais sensíveis ao ciclo econômico.

“A gente segue tracionado na pessoa física… para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos em que outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou Prince.

Fonte: Seu Dinheiro

BB anuncia mais R$ 465 milhões em JCP após balanço fraco do 1T26

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A noite dos acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) trouxe sinais mistos nesta quarta-feira (13 de maio). O balanço do 1T26 deixou um gosto amargo, com tombo no lucro, rentabilidade sob pressão e um guidance (projeção) mais fraco para 2026. Ainda assim, o BB não quis deixar os acionistas saírem de mãos vazias.

Em meio ao resultado mais pressionado, o BB anunciou o pagamento de R$ 465,7 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).

Os proventos complementares correspondem a cerca de R$ 0,08157 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Vale lembrar que a nova distribuição se soma aos R$ 400 milhões já antecipados aos acionistas em meados de março, reforçando a estratégia do banco de manter uma remuneração consistente mesmo diante de um ciclo difícil para lucro e rentabilidade.

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 1º de junho.

A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 02 de junho e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 11 de junho. O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões, tombo de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre passado.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 7,3%, dentro das expectativas do mercado. A cifra representa uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p) na comparação anual e de 5,1 p.p frente ao trimestre anterior.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil joga a toalha para dividendos extraordinários

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A piora do cenário fez o Banco do Brasil (BBAS3) descartar completamente o pagamento de dividendos extraordinários, disse o CFO do banco, Giovanne Tobias em coletiva com jornalistas. A possibilidade foi levantada no terceiro trimestre de 2025.

Na ocasião, Tobias havia afirmado que só teria clareza desse pagamento ao final de 2026. Porém, a situação, hoje, é pior que o esperado. Na noite da última quarta-feira, o banco divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões, queda de 52%. Mais do que isso, cortou o guidance (projeções) para ano.

A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora tem como meta o lucro de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.

O custo de capital disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.

Entre analistas, a previsão era de que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance (projeções), o que, de fato, aconteceu.

Para o analista da Levante, Flavio Conte, supondo um lucro líquido de R$ 18 bi em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bi, equivalente a R$ 0,9422, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5% em relação a cotação de fechamento de R$ 20,76.

Banco do Brasil: foco na pessoa física

Uma das apostas do Banco do Brasil para mudar o jogo é para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado. Apesar disso, o agro ainda continua pressionado.

“Nossa estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma que temos para melhorar a rentabilidade do banco, fazer mais retorno. O cuidado que temos que ter aqui é focar naquelas operações de risco/retorno mais ajustado”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira do BB.

Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento, enquanto em cartão de crédito apontou que o foco deve ficar na alta renda.

“Nós reduzimos muito o apetite (no segmento de cartões) para as pessoas físicas de menor renda, onde o risco está muito mais agravado”, afirmou, ponderando, contudo, que o Novo Desenrola traz expectativa de melhora na adimplência.

Segundo o banco, o cenário para pessoas físicas está mais desafiador, principalmente em função do elevado endividamento das famílias.

Esse contexto impacta especialmente os portfólios não garantidos, como cheque especial, cartão de crédito — que representa uma carteira relevante para o banco — e o crédito pessoal não consignado.

Por outro lado, o BB aposta forte no crédito consignado, o que inclui o privado e público. Atualmente, o banco é líder nesse segmento, com quase 25% de participação.

“Estamos fortemente empenhados em manter essa liderança e, paralelamente, avançamos de forma bastante relevante no crédito ao trabalhador”.

Até o momento, o banco já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões na nova modalide, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de clientes e trabalhadores. “Trata-se de uma linha que oferece um retorno ajustado ao risco bastante favorável”.

Agro ainda ruim

O vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, destacou que o abril continua um mês ruim para a inadimplência do segmento, o que pode sinalizar um segundo trimestre ainda fraco.

Desde o ano passado, porém, o BB adota medidas para diminuir esses calotes, como maior seletividade e o uso de garantias para os empréstimos: um quarto da carteira já é composto por créditos concedidos a partir da nova matriz de residência, que começou a ser operado em julho do ano passado.

“Nossa expectativa é que a adimplência melhore gradualmente ao longo dos próximos meses”.

Ainda há algum impacto daqui para frente? Para ele, certamente, até porque, explica, existem operações de investimento contratadas há um, dois ou até três anos, que continuarão afetando os resultados.

“No entanto, esses contratos terão um peso cada vez menor sobre o total de vencimentos futuros”.

Fonte: Money Times

BB amplia ‘BB, Sou Eu!’ para clientes PJ e fortalece segurança com cartão

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O Banco do Brasil anunciou na sexta-feira, 8 de maio, a ampliação do BB, Sou Eu!, solução de autenticação que agora passa a atender também transações com cartões de clientes Pessoa Jurídica (PJ) no App BB. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com inovação, segurança e melhoria contínua da experiência dos clientes.

Com a expansão, as empresas passam a contar com um processo mais ágil e eficiente para validação de transações. Sempre que uma operação apresentar indício de risco, o cliente é notificado em tempo real e pode confirmar, de forma simples no próprio aplicativo, se reconhece a compra, reduzindo novas recusas indevidas e garantindo maior fluidez no uso do cartão.

Para utilizar a solução, o cliente PJ precisa apenas ter o App BB instalado, chave J e senha de acesso ao App BB, o que possibilita uma jornada totalmente digital e prática. “A funcionalidade traz para o público PJ a mesma experiência já consolidada junto aos clientes PF, com interações rápidas e autonomia na tomada de decisão. A expansão fortalece a estratégia do Banco do Brasil de oferecer soluções digitais integradas, alinhadas às tendências do mercado financeiro e às necessidades dos clientes”, afirma Bárbara Freitas, diretora de Soluções em Meios de Pagamento do BB.

Sobre o ‘BB, Sou Eu!’

O ‘BB, Sou Eu!’ é uma solução de autenticação que informa o cliente, em tempo real, sobre situações de suspeita de fraude. Lançada em julho de 2025 para clientes PF, a solução permite, de forma simples e ágil, confirmar a autenticidade de uma compra, contribuindo para uma experiência de pagamento mais segura e sem interrupções.

Com a ampliação para clientes Pessoa Jurídica (PJ), a solução se torna ainda mais completa, oferecendo uma jornada 100% digital, simples, rápida e intuitiva, com mais autonomia e controle sobre as transações.

A iniciativa consolida o BB, Sou Eu! como uma ferramenta estratégica na evolução da experiência do cliente, combinando segurança, praticidade e inovação para pessoas físicas e jurídicas.

Fonte: Banco do Brasil

BB, Secretaria do Tesouro e B3 lançam Tesouro Reserva com operação 24h

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No dia 11 de maio, a Secretaria do Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançaram oficialmente o Tesouro Reserva, novo título do Programa Tesouro Direto. O produto terá rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic) e poderá ser negociado em qualquer hora, todos os dias da semana, ou seja, 24×7.

Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, eliminando o risco de oscilações no valor do investimento em momentos de maior volatilidade do mercado financeiro. O título inicialmente ficará disponível para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, instituição financeira parceira neste projeto. Outras instituições estão em fase de testes e devem ofertar o papel em breve.

O Tesouro Reserva foi criado para quem quer montar uma reserva de emergência de forma simples e segura. Alinhado ao objetivo do Tesouro Direto, o novo título visa atrair pessoas para iniciar a jornada de investimentos, fomentando a educação financeira de milhões de brasileiros, assim como outras iniciativas da Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3, a bolsa do Brasil, como a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira).

“O Tesouro Reserva nasce para atender uma demanda concreta da população: a necessidade de guardar dinheiro com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com a operação 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos barreiras de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas. É um título pensado para quem quer começar a investir, formar uma reserva de emergência e ter previsibilidade, sem sustos no momento do resgate”, explica Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

O Tesouro Reserva tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.

A B3 é responsável pela infraestrutura que viabiliza a operação dos títulos do Tesouro. Para o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, o novo produto cumpre um papel importante na democratização do mercado financeiro do país.

“Temos estudado formatos distintos para promover em escala a atração e formação de novos investidores digitais no Brasil. Com o Tesouro Reserva, a pessoa pode aplicar valores a partir de R$ 1, acompanhar o rendimento e resgatar quando quiser, 24×7. Tudo feito de forma simples. Isso reforça uma questão importante de finanças comportamentais: quando a pessoa detém um investimento, aumenta seu interesse na jornada de educação financeira”, afirma.

O Banco do Brasil é um parceiro histórico do Tesouro Direto, desde o lançamento do programa, em 2002. Na avaliação de Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, “ser a primeira instituição a distribuir o novo título reforça nossa expertise e vanguarda, tanto em tecnologia quanto em investimentos. Fomentar a cultura de investimentos e a educação financeira é uma forma poderosa de apoiar o desenvolvimento da economia do nosso país e promover a autonomia dos cidadãos”.

Os investimentos e resgates do Tesouro Reserva são realizados por meio do app Investimentos BB, utilizando transação via Pix, o que simplifica o processo.

Tributação

O Tesouro Reserva segue as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Há incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto.

Para aplicações resgatadas em até 30 dias, pode haver cobrança de IOF, que é também regressiva e zerada após esse período. A cobrança dos impostos é automática, feita pela instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.

Fonte: Banco do Brasil

BB Asset lança fundo de crédito privado com foco em sustentabilidade

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A BB Asset Management, líder da indústria de fundos do país, anunciou no dia 11 de maio o lançamento do BB Renda Fixa Crédito Privado ASG IS. O fundo visa investir em empresas comprometidas com boas práticas relacionadas aos temas Ambiental, Social e de Governança Corporativa (ASG), buscando retornos no médio e longo prazo.

Os recursos serão alocados em ativos de crédito privado criteriosamente selecionados, aliados a uma estratégia de engajamento junto às empresas investidas. Para atingir seu objetivo de investimento sustentável, o fundo investe em emissores que apresentem práticas consolidadas de sustentabilidade ou que atuem em setores que contribuam para a descarbonização da economia e/ou para o desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Para Fabricio Reis, diretor comercial da BB Asset, como incumbente na indústria de fundos, a gestora tem o compromisso de liderar pelo exemplo e inovar continuamente. “Para priorizar emissores comprometidos com boas práticas ambientais, sociais e de governança, o BB Renda Fixa Crédito Privado ASG IS adota uma metodologia própria de avaliação ASG, que combina análises qualitativas e quantitativas. A partir de um framework interno, é obtido Rating ASG capaz de medir o desempenho e a maturidade das empresas em critérios como governança, ética, meio ambiente e questões sociais”.

O público-alvo abrange os investidores institucionais em um momento em que a Resolução PREVIC nº26, estabelece que as EFPCs devem julgar os aspectos relacionados à sustentabilidade econômica, ambiental, social e de governança de seus investimentos, disponibilizando dessa forma investimentos com aspectos sustentáveis para um público que necessita endereçar a temática.

O lançamento do BB Renda Fixa Crédito Privado ASG IS reforça o alinhamento da BB Asset à Agenda 30 do Banco do Brasil, que estabelece metas claras para impulsionar o desenvolvimento sustentável. Entre os compromissos assumidos está o objetivo de alcançar R$ 30 bilhões em investimentos sustentáveis até 2030, consolidando o papel da instituição como protagonista na integração de critérios ASG e na promoção de uma economia mais verde, inclusiva e responsável.

Confira as informações básicas do fundo:
Tícket de entrada: R$ 0,01
Classe Anbima: Renda Fixa Duração Livre Grau de Investimento
Tributação: longo prazo
Rentabilidade Alvo: CDI + 0,3%
Aplicação: D+0
Resgate: D+10/D+11
Taxa global de administração: 0,60% a.a.
Taxa de performance: 20% sobre o excesso do CDI
Público-alvo: PF, PJ, RPPS, EFPC e Seguradoras.

Sobre a BB Asset

A BB Asset é a gestora de fundos de investimento líder do Brasil, com patrimônio líquido de R$ 1,88 trilhão e um market share de 17,82%, conforme ranking Anbima de março de 2026. Seus produtos são distribuídos pelo Banco do Brasil, e nas principais plataformas de investimento. Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating: Fitch e Moody´s.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil reforça sua participação no Desenrola Rural

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Agricultores familiares já podem regularizar seus débitos no Banco do Brasil por meio do Desenrola Rural. Anunciada na última semana, a nova etapa do programa amplia as possibilidades de renegociação e liquidação de débitos até 20 de dezembro de 2026, com oferta de descontos, prazos estendidos para pagamento e outras medidas de apoio financeiro aos produtores rurais.

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o Governo Federal, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados e a expectativa é que a nova fase do programa alcance mais 800 mil produtores, superando 1,3 milhão de beneficiados.

A iniciativa também contribui para fortalecer as atividades e cadeias produtivas, garantindo segurança alimentar e a geração de emprego e renda no campo. Considerando a importância da medida, o Banco do Brasil, principal parceiro da agricultura familiar, está participando ativamente do programa, reforçando seu compromisso histórico com o desenvolvimento dos produtores.

Condições diferenciadas

Os produtores que fazem parte do público-alvo do programa terão acesso a condições especiais para quitação ou renegociação de dívidas:

  1. Condições diferenciadas para liquidação ou renegociação de dívidas junto ao Banco do Brasil, observada a Políticas de Crédito e Cobrança do BB;
  2. Descontos de até 80% para liquidação ou renegociação de operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), observados os saldos devedores das operações na data de liquidação;
  3. Descontos de até 70% para liquidação ou renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU);
  4. Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária – Incra (PNRA).

No Banco do Brasil, os clientes que possuam dívidas financeiras contabilizadas em prejuízo ou em atraso há mais de 180 dias, em operações contratadas com recursos e com risco integral do BB, deverão procurar os canais de atendimento do BB. Além da rede de agências, os produtores podem utilizar o app BB e o Internet Banking (www.bb.com.br/renegocie). Pelo WhatsApp BB, basta enviar uma mensagem com #renegocie para o número 61 4004 0001. Também é possível entrar em contato com a Central de Relacionamento pelos números 4004 0001 (Capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões).

Clientes que possuam operações de Pronaf contratadas entre 1º/1/2012 e 31/12/2022 com recursos e risco integral do FCO, cujas parcelas tenham sido contabilizadas em prejuízo pelo Fundo até 05/05/2026 (data de publicação do Decreto nº 12.956), também poderão procurar o BB para liquidar ou renegociar as parcelas com descontos de até 80%, observados o somatório dos saldos devedores na data de liquidação.

Os agricultores familiares com dívidas inscritas na DAU deverão realizar a renegociação de seus débitos diretamente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por meio da plataforma Regularize. Já para as dívidas de Crédito Instalação do PNRA, os beneficiários deverão procurar diretamente o Incra para quitação dos débitos com desconto.

Acesso ao crédito

Além da regularização de dívidas, o Desenrola Rural tem como objetivo impulsionar a concessão de novos financiamentos nas linhas Pronaf A, A/C e B com recursos do Tesouro Nacional ou Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), abrangendo os clientes com dívidas enquadráveis no Desenrola Rural ou aqueles que não possuam dívidas elegíveis, mas estejam inscritos nos cadastros privados de crédito, desde que o somatório dessas dívidas não ultrapasse R$ 20 mil.

Fonte: Banco do Brasil

BB oferece condições especiais para renegociação no Desenrola FIES

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O Banco do Brasil já disponibiliza as condições do Desenrola FIES, iniciativa do Governo Federal voltada à renegociação de dívidas de estudantes e egressos do ensino superior.

Com descontos que podem chegar a até 99% do valor total da dívida, o programa busca apoiar a recuperação financeira dos beneficiários e contribuir para a continuidade ou retomada de seus projetos educacionais e profissionais.

O Desenrola FIES permite a renegociação de contratos a partir de 13 de maio, beneficiando potencialmente mais de 808 mil estudantes com operações ativas no Banco do Brasil.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, a iniciativa reforça o papel da instituição no apoio às políticas públicas de educação. “O Banco do Brasil tem um compromisso histórico com a educação e com o desenvolvimento do País. Ao viabilizar o Desenrola Fies, contribuímos diretamente para que milhares de estudantes regularizem sua situação financeira e possam retomar seus projetos de vida, com mais segurança e dignidade”.

Condições de renegociação

As condições se aplicam a financiamentos contratados até o segundo semestre de 2017 e que se encontravam em fase de amortização em 4 de maio de 2026.

Entre os principais benefícios estão:

Estudantes adimplentes

  • desconto de 12% sobre o valor total da dívida (incluindo o principal), para pagamento à vista.

Estudantes inadimplentes

  • débitos vencidos e não pagos até 90 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 12% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), para pagamento à vista;
  • débitos vencidos e não pagos entre 91 e 360 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 100% sobre encargos (juros e multas) e de 12% sobre o valor principal para pagamento à vista; ou parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com desconto de 100% dos juros e multas, mantidas as demais condições do contrato;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 92% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 5 anos em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 99% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias, em 4 de maio de 2026, que não se enquadrem na hipótese prevista nos dois itens anteriores: desconto de 77% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses.

Acesso e canais de contratação

A renegociação pode ser realizada de forma simples e segura pelo App BB (Soluções de Dívidas > Central de Renegociações > FIES), ou alternativamente, se o estudante não tiver acesso ao App, em uma agência do Banco do Brasil. Os estudantes terão até 31 de dezembro de 2026 para aderir às condições especiais.

A atuação do Banco do Brasil no Desenrola FIES reafirma seu compromisso com a execução de políticas públicas de educação e com a ampliação de oportunidades para a população brasileira, contribuindo para a redução do endividamento e para a promoção do desenvolvimento social e econômico. Confira mais informações sobre o Novo Desenrola em bb.com.br/desenrola e sobre o FIES em bb.com.br/desenrolafies.

Cuidados contra fraudes

O BB reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida.

Fonte: Banco do Brasil

BB tem novo diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias

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O Banco do Brasil comunicou ao mercado, na noite desta terça-feira, 12, a eleição de Gilmar Dalilo Cezar Wanderley para o cargo de diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias. O novo diretor ocupava anteriormente o cargo de gerente geral da Unidade de Participações e Parcerias Estratégicas, recentemente reestruturada em linha com a diretriz de fortalecimento da atuação do Banco na gestão estratégica de suas participações, no desenvolvimento de parcerias, sinergias intra‑conglomerado, no fomento de novos negócios e na geração de valor.

Gilmar é graduado em Ciências Econômicas, com especialização em Previdência Complementar e mestrado em Engenharia de Produção. Atua há mais de 22 anos no BB, com trajetória também na Previ, sendo responsável pelas atividades nas áreas de gestão de participações, renda variável, derivativos, alocação offshore, análise de empresas e operações de M&A.

Gilmar possui ainda experiência em conselhos de administração e fiscal, além de atuação em diretorias de empresas abertas e fechadas. Atualmente, é presidente do Conselho de Administração do BB-BI, conselheiro de administração da Livelo, diretor-presidente na Elopar e diretor do BB Marketplace.

Fonte: Banco do Brasil

Cassi apresenta aos associados o relatório 2025

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A Diretoria da CASSI apresentou aos associados, nesta terça-feira (12 de maio), o Relatório 2025, documento que reúne as principais ações da gestão ao longo do último ano, incluindo demonstrações contábeis e a análise econômico-financeira da Caixa de Assistência. A CASSI atende um total de 954.433 pessoas em todos os seus planos.

O relatório, amplamente detalhado durante a apresentação, está disponível aqui. Os associados podem participar da votação pela aprovação do documento entre 14 a 25 de maio pelo aplicativo da CASSI, pelo site da instituição, terminais de autoatendimento ou pelo SISBB.

O presidente da CASSI, Cláudio Said, fez a abertura da apresentação. O gestor destacou que o resultado de 2025 foi melhor que o de 2024, apesar das perspectivas de mercado; que a gestão continuará investindo em CliniCASSI, pois estas se pagam; e que as reservas livres (valores que a operadora de plano mantém além das reservas obrigatórias exigidas pela Agência Nacional de Saúde), previstas para se esgotarem em 2023, só serão esgotadas em outubro deste ano.

“Mesmo contra a expectativa do mercado, conseguimos resultado melhor que o previsto”, frisou Said.

A presidente do Conselho Deliberativo da CASSI e vice-presidente da ANABB, Graça Machado, destacou a importância de o associado conhecer o Relatório 2025 e votar.

“Todos os anos votamos. O que votamos? Votamos na veracidade das informações. Estamos votando se aquelas informações são fidedignas. Estamos votando no parecer do Conselho Fiscal, no parecer do Conselho Deliberativo. É importante saber como vamos dar nossa aprovação. Eu recomendo a aprovação do relatório. Nós, do Conselho Deliberativo, demos o nosso parecer de que aquelas contas apresentadas estavam fiéis ao que se passou. Como vice-presidente da ANABB, também aprovo o relatório”, disse ela.

O diretor de Administração e Finanças da CASSI, Gustavo Berti, destacou que o resultado consolidado da Caixa de Assistência em 2025 apresenta um déficit acumulado de R$ 425 milhões, bem abaixo do projetado, que era de R$ 1,3 bilhão. “Conseguimos esse resultado apesar da pressão da inflação médica”, apontou.

Berti destacou que reservas da operadora em todos os seus planos eram de R$ 3,358 milhões em 2023 e, ao final de 2025, de R$ 2,802 milhões. No combate a fraudes, a CASSI evitou o gasto de R$ 5,2 milhões em despesas que foram contestadas.

O presidente da Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB), participou da apresentação e falou da importância da CASSI para a entidade que ele preside. “Desde 1987, quando a APABB foi criada, contamos como apoio da CASSI”, destacou.

Também participou da reunião Luciana Bagno, diretora eleita de Risco Populacional da CASSI, que destacou seu compromisso em realizar uma gestão transparente à frente da Caixa de Assistência.

Fonte: ANABB

Previ amplia novamente limites do Empréstimo Simples

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Desde a quarta-feira, 13 de maio, entraram em vigor para todos os associados os novos limites de concessão do Empréstimo Simples (ES). Para o Plano 1, o teto passa de R$ 307 mil para R$ 314 mil. No Previ Futuro, o limite máximo sobe de R$ 235 mil para R$ 240 mil.

As mudanças nos parâmetros do ES se baseiam em estudos técnicos que são realizados periodicamente para adequar os valores à realidade de cada plano de benefícios. A elevação dos valores foi aprovada pela diretoria da Previ.

As taxas do ES, 4,62% + INPC, no Previ Futuro, e de 4,75% + INPC, no Plano 1, são competitivas e o prazo de pagamento do ES, que atinge até 120 meses, está entre os maiores do mercado.

Você pode conhecer mais sobre o Empréstimo Simples da Previ na seção Empréstimos e Financiamentos >> Empréstimo Simples. Para contratar o ES, acesse o Autoatendimento do site ou do App.

Fonte: Previ

Lucas Lima e Rodrigo Leite vencem as eleições para os conselhos do Economus

Publicado em: 07/05/2026

Terminou nesta quinta-feira, 7 de maio, a votação das eleições do Economus, Instituto de Seguridade Social dos funcionários oriundos da Nossa Caixa. Os participantes escolheram seus representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade em processo realizado de forma eletrônica desde o último dia 16 de abril.

As candidaturas apoiadas pela AGEBB e outras entidades, como o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, saíram vitoriosas no pleito. Para o Conselho Deliberativo, Lucas Passos de Lima foi eleito com 3.597 votos, o equivalente a 50,12% dos votos. Já Rodrigo Franco Leite conquistou uma vaga no Conselho Fiscal com 3.701 votos, alcançando 51,57% da votação.

Ao todo, 7.177 participantes exerceram o direito de voto entre os 18.374 eleitores aptos, índice de participação de 39,06%. Confira o resultado detalhado.

Conheça os eleitos

Lucas Lima ingressou no Banco Nossa Caixa em 2008 e acumula experiência no varejo do Banco do Brasil, onde atuou em diferentes funções, como caixa, gerente de serviço, supervisor de atendimento, gerente de relacionamento e gerente geral. Atualmente, é diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Piracicaba, além de suplente da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e conselheiro fiscal suplente do Economus. Lima é graduado em Cibersegurança, com pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, e possui certificação CPA-20.

Já Rodrigo Leite entrou no Banco Nossa Caixa em 2001 e possui trajetória ligada à representação sindical e à governança de entidades. É diretor executivo da FETEC/SP, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e atual conselheiro deliberativo do Economus. Formado em Administração, possui MBA em Controladoria e Finanças, pós-graduação em Economia do Trabalho (Unicamp) e certificação CPA-20.

Entre as principais propostas defendidas pelos candidatos estão a garantia da incorporação de ativos e aposentados à Cassi e à Previ, o acesso às unidades CliniCassi, o fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo, a ampliação da mobilização das entidades representativas e a extensão do plano de saúde para filhos até 24 anos.

Fonte: AGEBB com Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região


Acionistas do BB aprovam aumento de capital de R$ 150 bi em meio à pressão no agro

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Os acionistas do Banco do Brasil aprovaram um plano para aumentar o capital autorizado do banco para R$ 150 bilhões, em um momento em que o crescimento da inadimplência pesa sobre o lucro.

O banco não pretende emitir ações para levantar capital neste momento, mas considera que aumentar o limite é uma medida prudente diante do aumento do custo de crédito, de acordo com uma pessoa familiarizada com o tema que falou à Bloomberg News.

O banco já tomou algumas medidas para aumentar os índices de capital, como reduzir a fatia do lucro que distribui aos acionistas, e vê uma capitalização como um último recurso, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada discutindo informações privadas.

O capital social do Banco do Brasil está em R$ 120 bilhões, o que consome todo o limite anterior. O banco discutiu a necessidade de um aumento de capital no ano passado diante da pressão da alta da inadimplência e de resultados mais fracos, de acordo com outra pessoa a par do tema.

No entanto, antes de decidir pelo movimento, o BB apertou condições de crédito, o que incluiu uma redução na concessão de crédito rural. O movimento ajudou a estabilizar o desempenho e melhorar os resultados do banco, reduzindo a urgência de uma potencial injeção de capital.

Uma expansão do crédito consignado para trabalhadores do setor privado também ajudou na melhoria dos resultados. O Banco do Brasil é líder no consignado para servidores públicos e quer atingir uma fatia de pelo menos 20% no consignado para o setor privado.

Embora um aumento de capital não seja mais visto como iminente, continua sob o radar e é discutido com frequência em reuniões internas, de acordo com a pessoa.

O BB disse em um comunicado enviado por e-mail que a decisão dos acionistas é uma das medidas prudenciais que o banco adota para resguardar seu capital.

O banco afirmou ainda que não há necessidade de medidas adicionais e que não há qualquer debate sobre aumento de capital, e que as projeções financeiras divulgadas ao mercado apontam para um reforço gradual dos níveis de capital.

A inadimplência no crédito agro bateu recordes no começo deste ano, de acordo com dados do Banco Central. O BB responde por mais de 50% deste mercado.

Os produtores rurais brasileiros tomaram dívidas nos últimos cinco anos diante de um boom nos preços das commodities após a pandemia da Covid 19. Quando os preços caíram, muitos deles se viram com dívidas mais caras em meio a um ciclo de alta de juros no Brasil.

Parte do impacto nos resultados do Banco do Brasil veio da aceleração dos pedidos de recuperação judicial no setor. O BB respondeu com um endurecimento de regras no crédito, pedindo mais garantias.

O banco espera que os resultados se mantenham sob pressão no curto prazo porque empréstimos mais antigos, que têm maior risco, ainda são a maior parte dos volumes em aberto. Mas o BB disse que operações mais novas já mostram resultados mais positivos em termos de pagamento.

“A carteira que foi concedida com base nas alienações fiduciárias teve resultados bem mais significativos em relação à adimplência nos primeiros dias de abril”, disse o vice-presidente de agronegócios do banco, Gilson Bittencourt, em um evento para investidores na semana passada.

Segundo ele, essas operações mais novas representam apenas 20% do que o banco está recebendo este ano em algumas linhas.

O Banco do Brasil deve divulgar os resultados do primeiro trimestre em meados de maio.

Na média, analistas consultados pela Bloomberg estimam que o banco mostrará um lucro líquido ajustado de R$ 3,52 bilhões neste ano, uma queda de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. A estimativa do mercado caiu mais de 18% nas últimas quatro semanas.

Fonte: Bloomberg Línea

Com R$ 2,2 bilhões, BB Seguridade tem lucro 11% maior no 1º trimestre

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A BB Seguridade (BBSE3) teve lucro líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em parte por melhora em resultado financeiro do grupo.

Analistas, em média esperavam lucro líquido de R$2,2 bilhões para a BB Seguridade, segundo dados da LSEG.

Em termos consolidados, a empresa teve resultado positivo de R$2,14 bilhões nos três primeiros meses do ano, ante R$1,96 bilhão um ano antes.

A companhia, braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, teve um resultado financeiro de R$507 milhões de janeiro ao final de março, correspondendo a 22,8% do lucro líquido e saltando 58,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, a melhora no resultado financeiro ocorreu pela alta da taxa média Selic no período e redução do custo do passivo da Brasilprev, que foi favorecido pela deflação do IGP-M.

A BB Seguridade afirmou no balanço que os prêmios emitidos pela Brasilseg no primeiro trimestre ficaram dentro das estimativas para o ano e reservas de previdência PGBL e VGBLda Brasilprev variaram em linha com os intervalos das estimativas do grupo para 2026.

A Brasilseg apurou queda de 2,3% nos prêmios emitidos ante uma previsão para o ano de queda de 3% a alta de 2%. A sinistralidade foi de 23,9%, queda de 2,2 pontos percentuais sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil anuncia investimento de R$ 5,4 milhões na Agrorobótica

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O BB Ventures, programa de Corporate Venture Capital do Banco do Brasil, anuncia o investimento de R$ 5,4 milhões na Agrorobótica, agtech brasileira que desenvolve soluções de inteligência agronômica e tecnologias voltadas ao mercado de carbono no solo.

A operação marca a entrada da Agrorobótica no portfólio do Fundo BB Impacto I, gerido pela Vox Capital e reforça a estratégia do Banco do Brasil de apoiar empresas inovadoras que contribuem para o aumento da eficiência no campo, a sustentabilidade do agronegócio e a inserção do Brasil em cadeias globais de valor associadas à nova economia de baixo carbono.

Para o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, o investimento está alinhado ao papel histórico do Banco no setor. “O BB é o principal parceiro do agronegócio e investir em soluções como as desenvolvidas pela Agrorobótica reforça nosso compromisso com a inovação, a competitividade do produtor rural e a modernização do campo brasileiro, combinando produtividade, tecnologia e sustentabilidade”, afirma o executivo.

Fundada em 2015 e incubada na Embrapa Instrumentação, a Agrorobótica desenvolve tecnologias que integram agricultura de precisão, gestão da fertilidade do solo e mensuração de carbono, ampliando as oportunidades econômicas para o produtor rural e fortalecendo práticas alinhadas à transição sustentável do agro.

Com o investimento, o BB Ventures amplia sua presença no ecossistema de inovação com o olhar em negócios sustentáveis, fortalecendo conexões entre startups, unidades de negócio do Banco do Brasil e parceiros estratégicos, com foco em soluções que gerem valor econômico e impacto positivo de longo prazo.

O BB Ventures

O BB Ventures é o programa de Corporate Venture Capital do Banco do Brasil. Criado em 2020, conta hoje com R$ 500 milhões de capital comprometido. Em sua tese, o Programa busca soluções nas verticais agtechs, govtechs, fintechs e estreia a vertical de ASG com o aporte em Agrorobótica. O portfólio conta com cinco Fundos de Investimento em Participações e 51 startups investidas com estágios que vão desde o late seed até Serie B e aderência a tese.

Para saber mais, acesse bb.com.br/startups.

BB tem novo gerente geral de cobrança e reestruturação de ativos

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O Banco do Brasil tem novo gerente geral para a Unidade de Cobrança e Reestruturação de ativos. Daniel Regis Filho foi nomeado para a função em substituição a Kleuvanio Dias de Souza , que se tornou presidente da Economus.

Daniel Regis Filho está no BB há 18 anos. Nesse período, ocupou funções de Gerente Executivo na Diretoria de Negócios Digitais, na BB Seguros e atualmente estava na Diretoria de Empréstimos e Financiamentos onde atuava como responsável pela estratégia de produtos e negócios em crédito para pessoas físicas.

É mestre em Engenharia pela Universidade do Estado de Santa Catarina, possui MBA Executivo pelo IBMEC, formação executiva pelo Insper e graduações em Geografia e Marketing, além de formação complementar internacional pela Bridgewater State University e de possuir certificado pelo IBGC.

Fonte: Banco do Brasil

Postagens alegam que BBB confirmou concurso para 2026, mas é mentira

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Diversos perfis em redes sociais têm divulgado que o Banco do Brasil confirmou um novo concurso para o ano de 2026. Essa informação, porém, já foi desmentida pela própria instituição financeira em fevereiro deste ano.

Grande parte das contas que publicam a alegação é focada na venda de cursos preparatórios para concursos – ou seja, a desinformação é movida por interesse monetário. Análise feita pelo Estadão Verifica também identificou milhares de postagens patrocinadas na Biblioteca de Anúncios da Meta, que direcionam usuários do Facebook e do Instagram a sites fraudulentos de matrícula.

Anúncios alegam que o Banco do Brasil já teria confirmado o concurso e que o edital seria divulgado “em breve”. Veja abaixo um exemplo.

Em fevereiro deste ano, o BB informou que não há previsão de divulgação de edital para concurso. O banco classificou como “notícia falsa” e “desinformação” alegações semelhantes que circulavam naquela época.

Veículos de imprensa, como a Rádio Itatiaia e o portal R7, informaram que a instituição retomou o processo de escolha da banca organizadora. Apesar disso, não há previsão oficial para a divulgação do edital.

O último concurso do BB foi divulgado no final de 2022, com as provas realizadas em 2023. Naquele ano, a organizadora foi a Fundação Cesgranrio. Segundo a instituição financeira, a seleção externa admitiu, nos últimos três anos, mais de 5 mil funcionários.

O Banco do Brasil ressaltou que divulga formalmente por seus canais de comunicação todas as notícias sobre concursos. São nesses canais oficiais que os interessados podem obter informações confiáveis sobre o assunto.

Fonte: Terra

Banco do Brasil realiza 1,8 mil renegociações no primeiro dia do Desenrola

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Nesta quarta-feira, 6 de maio, primeiro dia de renegociações pelo Novo Desenrola, o Banco do Brasil realizou 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do Programa do Governo Federal. As operações somam cerca de R$ 3 milhões.

A instituição oferece ainda condições especiais de renegociação para clientes com outros perfis, que firmaram 10,1 mil novos acordos no mesmo dia; o montante total chega a R$ 94,8 milhões. Com o anúncio do Programa e a maior interesse pelos clientes, o BB notou um aumento significativo na procura durante esta semana. Para se ter uma ideia, a quantidade de renegociações, considerando todos os públicos, saltou 87% na comparação com o início da semana passada.

O BB oferece a seus clientes a possibilidade de renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial do BB (61 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90%, além de condições facilitadas de pagamento.

A partir do contato pelo WhatsApp, com uso da senha pessoal, a renegociação pode ser concluída ali mesmo, de forma ágil. E os clientes ainda contam com atendimento especializado realizado por atendentes da Central de Relacionamento BB, garantindo suporte humano durante todo o processo de negociação, de forma simples, segura e digital, aos clientes que precisarem de consultoria específica. O BB oferece ainda o acesso às negociações por outros canais, como o aplicativo da instituição, Internet Banking, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O Banco do Brasil incentiva hábitos financeiros mais saudáveis e reafirma seu papel como agente de desenvolvimento econômico e social, oferecendo soluções responsáveis que apoiam a regularização de dívidas, a recuperação do equilíbrio financeiro e o planejamento do futuro com mais segurança.

Cuidados contra fraudes

O Banco do Brasil reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais do BB, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida contra tentativas de fraude.

Fonte: Banco do Brasil

BB, em parceria com Aprova, impulsiona a digitização na gestão pública

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O Banco do Brasil, em parceria com a govtech Aprova, apresenta os primeiros resultados da implantação da solução BB Governo Digital, plataforma integrada para gestão e automação de processos do setor público que centraliza análises, autorizações, assinaturas e cobranças em um único ambiente digital, com elevado padrão de segurança, conformidade jurídica e governança. A solução visa apoiar gestores públicos na tomada de decisão e no controle dos fluxos administrativos.

Um dos municípios participantes do piloto é Ipatinga (MG), que já passou a operar com um sistema 100% digital de gestão pública. Processos que antes dependiam da circulação física de documentos entre secretarias passaram a tramitar de forma totalmente digital na plataforma, que oferece automação, inteligência artificial, rastreabilidade completa, padronização de fluxos e análise em tempo real.

Os resultados mostram que, além de melhorar a eficiência dos serviços públicos, a plataforma também auxilia na conservação ambiental:

  • 700 mil páginas não impressas mensalmente;
  • Redução de 42 toneladas de papel utilizadas por ano;
  • Redução de custos operacionais e de insumos;
  • Alinhamento à agenda de sustentabilidade e ESG;
  • Redução do prazo de processamento dos documentos de 5 a 20 dias para poucas horas e, em alguns casos, poucos minutos.

A população de Ipatinga também passou a se beneficiar da digitalização de documentos. Os cidadãos passaram, por meio da plataforma, a abrir e a acompanhar protocolos sobre serviços públicos de forma on-line, pelo celular ou computador, acompanhando todas as etapas do processo sem filas ou deslocamentos.

O projeto rendeu à cidade a Medalha Pan-Americana da Inovação, na Expo BH Cidades Inteligentes (Fórum Pan-americano da Inovação), evento realizado em 8 de abril, com projeção desse reconhecimento para a etapa Global, a ser realizada no mês de maio, em Boston.

Em Formiga (MG), a plataforma foi responsável pela economia de R$ 18 mil mensais para os cofres públicos e liberação de 125 horas de trabalho (que chegará a 300h/mês). Já em Uberaba (MG), os números projetam economia anual na ordem de R$ 3,5 milhões e 28 toneladas de papel fora de circulação.

A experiência em Minas Gerais mostra que a solução BB Governo Digital tem potencial para ser replicada em municípios de diferentes portes, aproveitando a capilaridade e a atuação histórica do Banco do Brasil com os entes públicos.

“Ao apoiar a transformação digital de processos administrativos, o Banco do Brasil reafirma seu compromisso com a inovação responsável, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente, transparente e alinhada às necessidades do cidadão. A solução BB Governo Digital fortalece a atuação do BB como indutor de modernização do estado brasileiro, colocando a tecnologia a serviço da boa governança e da entrega de valor público”, afirma Michele Azevedo Alencar, gerente geral de estratégia de Governo do Banco do Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

BB inaugura sala vip em Cumbica de olho no público de alta renda

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O Banco do Brasil inaugurou seu espaço VIP no Aeroporto de Guarulhos (Cumbica), seguindo os passos dos bancos privados, como Bradesco, Nubank e C6, que abriram suas próprias salas, em uma acirrada disputa pelos clientes de mais alta renda.

No BB, a sala terá funcionamento 24 horas, sete dias por semana e é voltada a clientes que têm “cartões premium” do banco, de acordo com comunicado à imprensa. “A iniciativa reforça o posicionamento da marca no relacionamento com o público de alta renda.”

O espaço VIP do banco recebeu o nome de “Casa BB”, tem capacidade para atender até 320 pessoas simultaneamente e fica no terminal 3, de embarques internacionais, onde estão a maioria dessas salas.

“O Banco do Brasil avança estrategicamente na corrida dos cartões premium ao reforçar sua proposta de valor baseada em diferenciação, experiências exclusivas e relacionamento”, comenta o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, na nota à imprensa.

Além do BB, o Itaú está para inaugurar uma sala VIP própria em Guarulhos. Nos últimos meses, tem havido uma corrida dos bancos por espaços no aeroporto, que é o maior da América Latina, e por onde passaram mais de 47 milhões de passageiros em 2025, recorde histórico.

O Nubank inaugurou no começo de 2025 sua sala VIP para clientes de alta renda do segmento Ultravioleta, enquanto o C6 abriu um espaço para os clientes do segmento Carbon, também para os mais endinheirados. O BTG foi além e construiu seu próprio terminal em Guarulhos. Já o Bradesco tem feito salas VIPs não só em Guarulhos, mas em vários aeroportos, como em Congonhas, não só para voos internacionais, mas para passageiros domésticos também.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Banco deve suspender encargos controvertidos em contratos de crédito rural

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Produtora rural obteve, na Justiça, a suspensão imediata da exigibilidade de encargos controvertidos em contratos de crédito rural firmados com o Banco do Brasil.

A decisão é da juíza de Direito Lília Maria de Souza, da 22ª vara Cível de Goiânia/GO, que concedeu tutela de urgência e determinou, ainda, que a instituição financeira se abstenha de negativar o nome da autora. Caso a inscrição já tenha ocorrido, o banco deverá providenciar a exclusão no prazo de 10 dias, sob pena de multa diária.

Entenda o caso

A produtora rural ajuizou ação revisional alegando manter longa relação contratual com o banco, envolvendo diversas operações de crédito rural.

Segundo sustentou, houve cobrança reiterada de encargos ilegais, como juros acima do limite de 12% ao ano, juros moratórios superiores ao permitido, além de venda casada de seguros e operações de refinanciamento sucessivas (“mata-mata”).

Diante do agravamento da situação financeira e da negativação da conta bancária, a cliente reiterou o pedido de tutela de urgência para suspender as cobranças e impedir novas restrições de crédito.

Suspensão

Ao analisar o pedido, a juíza entendeu estarem presentes os requisitos do art. 300 do CPC.

Quanto à probabilidade do direito, destacou que a autora apresentou documentação robusta, incluindo contratos e laudo técnico que indicam possíveis ilegalidades, como a cobrança de juros acima do limite legal em operações de crédito rural.

A magistrada também mencionou entendimento consolidado do STJ no sentido de que, na ausência de fixação pelo Conselho Monetário Nacional, os juros nessas operações devem respeitar o teto de 12% ao ano, além da possibilidade de revisão de contratos renegociados ou quitados.

Quanto ao perigo de dano, a juíza ressaltou que a negativação já efetivada e a continuidade das cobranças configuram prejuízo concreto e de difícil reparação, com impacto na reputação econômica e na capacidade financeira da autora.

Assim com base nesses fundamentos, determinou:

  • a suspensão da exigibilidade dos encargos que excedam os limites legais, incluindo juros e tarifas questionadas;
  • a proibição de negativação do nome da autora;
  • a exclusão de eventual inscrição em cadastros restritivos no prazo de 10 dias;
  • multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a 30 dias em caso de descumprimento.

Para o advogado que atua no caso, Leandro Marmo, especialista em Direito do Agronegócio da banca João Domingos Advogados, a liminar “é um marco na defesa do produtor rural contra o sufocamento financeiro imposto por instituições bancárias. O reconhecimento pela Justiça de que os juros no crédito rural devem se limitar a 12% ao ano freia imediatamente essas cobranças milionárias abusivas, garantindo a continuidade da produção no campo”.

Fonte: Migalhas

Em nova campanha, BB reforça que a força do agro vem da nossa gente

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Está no ar a mais nova campanha de comunicação do Banco do Brasil, com foco no agro. Assinada pela Lola\TBWA, a iniciativa reforça o papel do BB como o principal parceiro dos pequenos, médios e grandes produtores, reafirmando o compromisso histórico da Instituição com a cadeia de valor do agro e o desenvolvimento do país.

Sob o conceito “a força do agro vem da nossa gente”, a campanha traduz o entendimento de que o agro é movido por pessoas, desde o produtor que acredita na colheita e investe em cada safra, até os parceiros especializados do BB que orientam, aconselham e estão presentes no dia a dia do campo.

“O Banco do Brasil é parceiro histórico do agro e a nossa estratégia de comunicação busca reforçar esse nosso protagonismo”, afirma Paula Sayão, diretora de Marketing e Comunicação do BB. “Ao valorizar os produtores na campanha, reforçamos a confiança, relevância da nossa marca e identificação com o BB”, acrescenta.

O planejamento de mídia contempla várias frentes do agro, como o patrocínio ao programa Viver Sertanejo, da TV Globo, presença nas principais feiras de agronegócios em todo o país, além de ações relacionadas à divulgação do Plano Safra e outras iniciativas ao longo do ano.

Clique aqui e confira o filme.

Fonte: Banco do Brasil

Bancária será indenização após 24 anos em atividades de digitação

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A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reduziu de R$ 250 mil para R$ 80 mil o valor da indenização a ser paga pelo Banco do Brasil S.A. a uma bancária que desenvolveu doença ocupacional por ter executado continuamente, durante 24 anos, atividades de digitação. A decisão tomou por base precedentes do TST em casos semelhantes envolvendo Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT).

A bancária trabalhou de 1993 a 2019 na agência do Banco do Brasil de Teixeira de Freitas (BA). Com dor nos punhos e ombros, ela foi diagnosticada em junho de 2000 com LER/DORT. As sequelas diminuíram sua capacidade de trabalho e a incapacitaram para as tarefas que desempenhava.
Banco não concedia paradas periódicas nem ginástica laboral

O juízo de primeiro grau reconheceu o direito da bancária à indenização, destacando que o banco não garantia a interrupção periódica da jornada nem oferecia ginástica laboral e mobiliário adequado. Apesar de material que alertava para riscos ergonômicos, a bancária não podia interromper seu trabalho por conta própria. A reparação foi fixada em R$ 250 mil, e a condenação foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

No recurso ao TST, o Banco do Brasil pediu a redução desse valor, argumentando que a incapacidade da bancária é parcial e reversível e que ela não esgotou todas as formas de tratamento especializado para a enfermidade.

Casos semelhantes tiveram valores menores

O relator, ministro Augusto César, destacou que, de acordo com o quadro factual descrito pelo TRT, que não pode ser objeto de revisão no TST, o valor atribuído à indenização era elevado em relação a casos semelhantes. Ele citou como exemplo precedentes em que foram arbitrados valores de R$ 50 mil, R$ 70 mil e R$ 80 mil.

A decisão foi unânime.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

Congresso do BB debate os desafios da sustentabilidade da Cassi

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No congresso do BB, a palestrante Cris Garbinatto, Conselheira Deliberativa da CASSI e Diretora da FETRAFI RS, apresentou a atual situação da Cassi destacando o histórico de evolução do modelo de custeio do plano de associados desde a sua criação até os dias de hoje e ressaltou os desafios que estão colocados para esse momento, ressaltando a importância de debater e apresentar uma proposta bem definida de custeio da Cassi na mesa de negociação da Campanha Salarial desse ano.

“É fundamental que a gente apresente uma proposta muito bem definida de custeio pra Cassi que garanta a sustentabilidade do nosso plano, sem dividir a categoria, pois cada vez que a gente se divide, quem ganha é o banco”, ressaltou Cris Garbinatto.

Cris também destacou os riscos que estão colocados para essa negociação junto ao Banco do Brasil considerando os atrasos na discussão sobre o custeio. “Quando eu vou discutir custeio com as provisões obrigatórias praticamente zeradas, eu vou precisar debater a antecipação de uma receita pra gerar um caixa pro nosso plano, eu vou precisar discutir um custeio precisando ainda mais de recurso porque eu tenho que recolocar as reservas, tenho que ter dinheiro para antecipação do 13° e eu tenho que começar a constituir outras reservas. Então a gente atrasar a discussão de custeio é um tiro no nosso próprio pé, esse atraso definitivamente não é bom pra nós”, afirmou Cris.

A Conselheira da Cassi finalizou sua análise reforçando que buscar o paradigma 70/30 é fundamental para resolver a questão do custeio da Cassi e apresentou um novo passo que será igualmente importante nessa discussão que é a indexação do custeio à receita do banco. “Temos que lutar para conquistar o 70/30 certamente, esse é um paradigma que temos que defender, mas precisamos de uma proposta maior. Por isso estamos dialogando sobre a necessidade de mudança no modelo de custeio da Cassi. A proposta precisa ser mais a longo prazo, pra que a gente não tenha que ficar rediscutindo o custeio com o banco a todo tempo, porque cada vez que a gente rediscute, o banco estica a corda até que a gente abra mão de alguma coisa, foi assim todas as vezes que tivemos que debater”, avalia Cris.

“Hoje nós temos todas as receitas da Cassi atreladas à folha de pagamento e quando percebemos isso vimos que é necessária uma mudança de paradigma. Continuar nossa parte na folha de pagamento é excelente, as nossas receitas são a nossa folha de pagamento, nós trabalhamos para aumentar nossas receitas, mas a folha de pagamento para o banco é uma despesa, portanto o banco trabalha para diminuir a folha. Por isso começamos a debater a possibilidade de fazer um modelo híbrido, com indexação à receita do banco, ou seja, estamos debatendo e fazendo as contas para indexar um percentual do custeio sobre a receita operacional do banco que só cresce, e esse crescimento é muito maior que a inflação. Tendo como indicador a receita operacional, a contribuição do banco seria sempre mais alta e os aumentos para os funcionários seriam sempre menores. Pois a única coisa que cresce na mesma proporção que o custo médico é a receita dos bancos”, explicou Cris.

Ao final do debate, os participantes avaliaram a possibilidade de agendar novas reuniões para debater e elaborar uma proposta para contribuir com os debates sobre a sustentabilidade da Cassi na Campanha Salarial.

No segundo momento do congresso foi a vez de debater sobre eixos da Campanha Salarial 2026. Diversas foram as propostas enviadas pelos delegados sindicais como sugestões para o debate nos grupos de organização sindical e também pelos bancários e bancárias nas agências, além das propostas que surgiram durante os diálogos no Congresso.

Também foi acolhida e aprovada a pauta específica construída pelo grupo dos caixas.

Após debater, elaborar e aprovar o documento de reivindicações que será levado para a Conferência Interestadual, foi realizada a eleição dos delegados e delegadas para o Congresso Nacional dos Funcionários e Funcionárias do BB (CNFBB), que acontecerá em SP.

Reinvindicações da Conferência Estadual Banco do Brasil 2026

  • Renovação automática do ACT mesmo após o prazo limite, no caso de atraso das negociações
    PLR linear (mesmo valor para todos os(as) funcionários(as)), sem bônus para executivos, incorporando o PDG, com contribuição Previ e Cassi (nas mesmas regras das contribuições salariais)
  • Reversão do Performa, com retorno da remuneração avançada para cargos comissionados
    Incorporação automática da comissão, quando completados 10 anos de ocupação na função
  • Pausas no trabalho, no mesmo formato dos operadores de telemarketing, para os funcionários(as) da rede varejo
  • Valorização da cesta alimentação (índice do reajuste +5%)
  • Auxílio creche garantido até completar 14 anos de idade
  • Valor do auxílio creche baseado no valor da mensalidade escolar
  • Limitar a persistência das vagas recorrentes a 3 meses em cada unidade
  • Remoções e promoções independentes da existência das vagas recorrentes
  • Separa funções gratificadas de funções de confiança
  • Banco de horas seguindo a mesma proporção das horas extras pagas
  • Gratificação de caixa garantida a todos que abrem caixas, independente da função exercida
  • Possibilidade de conversão dos abonos assiduidade
  • Redistribuição das metas das carteiras com gerente de férias, no caso da impossibilidade de substituição em todo o período
  • Substituição em cadeia em casos de ausências
  • Cesta alimentação garantida durante todo o período de afastamento licença-saúde
  • Ajuda de custo proporcional para todos os funcionários(as) em home office, independente da frequência
  • Unidades afetadas por programas pilotos com metas reduzidas, e modo equivalente a agências em implantação. Adesão voluntária e com retorno garantido a função anterior
  • Régua do acompanhamento da produção linear, limitada a 100% para todos os indicadores
  • Autonomia para uso da verba de café mesmo para unidades em regime de condomínio
  • Liberação dos dirigentes (delegados e diretores de base) para as atividades sindicais a partir da autorização da Diretoria de Pessoas (Dipes), sem necessidade de aprovação dos gestores das unidades
  • Liberação de pelo menos um(a) bancário(a) de cada unidade, para um dia por ano, para participar da Conferência Estadual dos Bancários do BB
  • Redução de jornada e prioridade de home office para pais e mães com filhos pequenos
  • Jornada de 6 horas para todas as funcionárias, sem redução do salário e sem prejuízo para suas carreiras

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

Perfil PrevMais do Economus: novo período de alteração

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Os participantes do PrevMais ativos, autopatrocinados ou em Benefício Proporcional Diferido (BPD) têm até o dia 15 de maio para solicitar alteração em seu perfil de investimento, para entrada em vigor a partir de junho. O próximo período para solicitação de alteração será aberto em setembro.

O Economus disponibiliza dados e informações importantes para auxiliar o participante nesse momento. O Teste de Perfil de Investidor oferece acesso à autoavaliação para definir qual perfil é mais aderente a você.

As características de cada perfil de investimento estão disponíveis na cartilha completa, que descreve as características. Já o desempenho dos perfis de investimento* apresenta os resultados obtidos nos últimos meses em cada um.

É importante destacar que, caso a opção de investimento não esteja alinhada ao seu perfil, será apresentada uma declaração de manifestação de ciência dos riscos que serão assumidos no perfil escolhido.

Veja mais informações abaixo:

Como realizar a alteração do seu perfil: clique aqui.
Perguntas e respostas frequentes sobre esse tema aqui.
Vídeo sobre os perfis de investimentos aqui.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco através dos nossos canais de atendimento.

Fonte: Economus

74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos

Publicado em: 29/04/2026

A coluna do Broadcast, publicada no jornal O Estado de S.Paulo, revelou que 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para contratação de serviços bancários complexos.

De acordo com pesquisa Accenture sobre tendências bancárias, obtida com exclusividade pela coluna do Broadcast, 74% dos clientes preferem agências físicas para serviços que envolvam eventos de longo prazo como, por exemplo, a compra de um imóvel ou planejamento familiar.

“A pesquisa reforça a importância das agências físicas e a relevância da campanha Eu quero mais agências, lançada recentemente pelo Sindicato [leia mais abaixo]. O atendimento presencial é a opção para contratação de serviços de maior complexidade ou que envolvam altos valores. Além disso, outro ponto a se considerar é o fato de que quando algo não vai bem, no caso de um golpe ou insatisfação com um serviço, quando é necessária uma explicação clara, a confiança do olho no olho, a relação próxima entre bancário e cliente, é insubstituível”, enfatiza a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

Neiva destaca que os bancos – que operam como concessões públicas e batem recordes de lucratividade ano após ano – devem garantir atendimento de qualidade para toda a população.

“O fechamento de agências prejudica todos. Postos de trabalho são extintos; bancários de outras unidades precisam absorver a demanda das agências fechadas; a população, principalmente pessoas sem conexão de qualidade, deixam de contar com o atendimento presencial; o comércio e a economia local como um todo são afetados negativamente; e os clientes ficam com o atendimento precarizado, inclusive mais suscetíveis a fraudes e golpes nos canais digitais”, aponta a presidenta do Sindicato.

“Os bancos devem cumprir sua função social, abandonando a atual política de fechamento de agências e corte de empregos, de forma que seja assegurado atendimento de qualidade para toda a população e condições de trabalho adequadas para os bancários”, acrescenta.

Na esteira do fechamento de agências pelos bancos, entre 2015 e 2024, a categoria bancária saiu de 504.345 mil trabalhadores para 424.021 mil, redução de 80.324 empregos.

“Glamourização” do atendimento presencial

Reportagem da Folha de S.Paulo sobre o fechamento de agências bancárias, publicada em 23 de março, aponta que “os bancos têm preferido abrir pontos de atendimento mais especializados, para atrair a parcela da população que tem investimentos e faz negócios rentáveis”.

“A própria estratégia dos bancos de abrirem unidades focadas em clientes de alta renda, inseridos no mercado de investimentos, mostra que o atendimento presencial é importante, é desejado pelos clientes. Porém, os bancos – que operam como concessões públicas e deveriam garantir atendimento de qualidade para todos –optam por maximizar lucros fechando agências convencionais e expulsando das unidades abertas os clientes que não são de alta renda”, critica Neiva Ribeiro.
Fintechs e cooperativas ocupam o “vácuo”

Enquanto bancos fecham agências e cortam postos de trabalho, cooperativas de crédito e fintechs ganham espaço. Entre 2015 e 2025, o número de pontos de atendimento de cooperativas mais que dobrou, saltando de 4.470 para 9.822, alta de 120%. O número de funcionários passou de 54.995 em 2015 para 122.196 em 2024, uma variação de 122,4%.

Já em relação às fintechs, o número de empresas autorizadas pelo Banco Central que operam neste modelo saltou de uma em 2016 para 330 em 2025. Para além das autorizadas formalmente pelo BC, segundo levantamento da A&S Partners, o número total de fintechs no Brasil saltou 77% desde 2020, alcançando mais de duas mil empresas no setor.

“Enquanto bancos fecham agências e cortam empregos; cooperativas e fintechs, que na prática atuam como bancos, ampliam presença e absorvem trabalhadores, que deixam de ser bancários e, por consequência, recebem menos e perdem direitos. Defendemos uma regulação do sistema financeiro que aplique para estas empresas as mesmas normas exigidas dos bancos, em especial na esfera trabalhista. É preciso fazer justiça a estes trabalhadores que atuam de fato como bancários, mas hoje sem a mesma remuneração e direitos”, enfatiza a presidenta do Sindicato.

Campanha Eu quero mais agências

Entre 2015 e 2025, os bancos fecharam em média 45 agências por mês. Diante deste cenário, no qual 638 municípios ficaram sem agências bancárias, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, o Sindicato lançou o site Eu quero mais agências, no qual convida a categoria e clientes a aderirem ao abaixo-assinado por mais agências bancárias.

O fechamento de agências, além de contribuir com a redução de postos de trabalho, prejudica a população e o comércio local, principalmente em regiões periféricas e pequenos municípios. Na base do Sindicato, que engloba a capital paulista e 16 municípios da Grande São Paulo, 48% das agências foram fechadas entre 2015 e 2025.

“O que pretendemos com a campanha Eu quero mais agências é pressionar o setor, através da mobilização popular, a exercer de fato a responsabilidade social que lhe cabe, interrompendo esta política de fechamento de agências e corte de postos de trabalho, respeitando assim bancários, clientes e a sociedade brasileira”, conclui Neiva Ribeiro.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Última decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta ao mercado

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O Banco do Brasil (BBSA3) voltou a frustrar o mercado. Mas, desta vez, o problema não foi apenas um número abaixo do esperado — foi a confirmação de uma tese que muitos investidores preferiam ignorar.

O desconto histórico das ações nunca foi um erro de precificação. Sempre foi um prêmio de risco. E ele voltou ao centro da discussão.

Nos últimos anos, o Banco do Brasil construiu uma narrativa poderosa: um banco estatal eficiente, lucrativo e, principalmente, uma máquina consistente de dividendos (parcelas do lucro de uma empresa distribuídas aos seus acionistas como forma de remuneração). Esse conjunto levou muitos investidores a relativizar o risco político, tratando-o quase como um ruído de fundo.

A reunião com investidores (Investor Day), no entanto, trouxe um choque de realidade.

Segundo relatório recente do Safra (além de outros bancos, como o BTG), o encontro reforçou um cenário de elevada incerteza, com recuperação em formato de “W” para o retorno sobre patrimônio (ROE) e pouca visibilidade sobre a qualidade dos ativos, especialmente no crédito ao agronegócio.

Na prática, isso significa que o lucro pode até se recuperar — mas de forma irregular, mais lenta e com riscos adicionais no caminho.

E o ponto central: com maior necessidade de provisões, o banco passa a operar com um nível de rentabilidade mais pressionado. Alguns bancos (sell side) revisaram para baixo suas estimativas de lucro para 2026, projetando um ROE ao redor de 10%, abaixo do guidance e das expectativas do mercado.

Mas talvez o maior impacto não esteja no lucro. Está nos dividendos.

O Banco do Brasil sempre foi visto como um dos principais pagadores de proventos da bolsa brasileira. Era essa característica que justificava, para muitos investidores, conviver com o risco estatal. O problema é que essa equação começa a mudar.

As projeções atuais indicam um dividend yield (índice que mede a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de suas ações) próximo de 4%, muito abaixo do histórico recente.

E isso muda tudo. Quando o retorno em dividendos deixa de ser excepcional, o investidor passa a exigir mais previsibilidade — justamente o ponto em que bancos estatais tradicionalmente falham. Sem o “colchão” do yield (rendimento) elevado, o risco político deixa de ser compensado. E, nesse momento, o mercado reprecifica.

O próprio relatório do Safra reforça que o ambiente permanece desafiador, com riscos que vão desde deterioração da qualidade de crédito até possíveis interferências regulatórias e políticas . Em outras palavras: o conjunto de incertezas que sempre justificou o desconto continua presente — e agora mais evidente.

Não por acaso, as ações do Banco do Brasil seguem negociando a múltiplos baixos. Mas a pergunta que fica é: isso é uma oportunidade ou um reflexo correto do risco?

Historicamente, o Banco do Brasil negociou com desconto em relação aos bancos privados — como Itaú ou Bradesco — justamente por carregar essa assimetria estrutural. Em momentos de execução forte, esse desconto parecia exagerado. Agora, talvez ele esteja apenas voltando ao seu nível “justo”.

A grande mudança, portanto, não está apenas nos números. Está na percepção.

O investidor começa a perceber que o Banco do Brasil não é apenas um banco barato e pagador de dividendos. É também um ativo sujeito a ciclos mais voláteis, influenciado por decisões que vão além do mercado.

E quando essa percepção muda, o múltiplo muda junto. A decepção recente pode até não ser a última. Mas ela cumpre um papel importante: lembrar que, no caso do Banco do Brasil, o desconto nunca foi um erro.

Fonte: E-Investidor

Pior ainda não passou: BB enfrenta ceticismo dos analistas após BB Day

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O Banco do Brasil (BBAS3) realizou seu Dia do Investidor no dia 23 de abril em um momento delicado. O banco precisava convencer o mercado de que está no caminho certo para superar o que a própria administração classificou como a pior crise dos últimos 20 anos.

A onda de calotes no agronegócio elevou o índice de inadimplência da média histórica de 1% para cerca de 6,1%, derrubou os lucros em 60% e arrastou o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) para um dígito. O sentimento geral após o evento foi de que o pior ainda não passou e que o primeiro semestre seguirá difícil.

A própria administração admitiu que a recuperação poderá seguir um formato de W, ou seja, haverá uma nova piora antes da melhora consistente.

Safra e BTG cortam preço-alvo

Pelo menos duas casas revisaram suas projeções para baixo após o evento. O Safra reduziu o preço-alvo de R$ 28 para R$ 27, e o BTG Pactual, de R$ 26 para R$ 25. O Itaú BBA manteve o preço-alvo em R$ 23. Todos os três bancos seguem com recomendação neutra para o papel.

Guidance em risco com primeiro trimestre fraco

A principal preocupação entre os analistas é que o primeiro trimestre de 2026 será tão fraco que o banco corre o risco de não atingir seu guidance de lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

O Itaú BBA e o BTG projetam lucro de R$ 21 bilhões para o ano, abaixo do piso do intervalo divulgado pelo banco. O Safra está ligeiramente mais otimista, estimando R$ 25 bilhões.

Para o Safra, as apresentações do BB Day reforçaram um 2026 ainda difícil, com recuperação do ROE em formato de W e o ciclo de crédito do agronegócio ainda em processo de normalização.

O BTG foi mais direto e afirmou que “o limite inferior da projeção se tornou, efetivamente, o teto, ou seja, R$ 22 bilhões. Já estamos ligeiramente abaixo desse valor, embora ainda consideremos a possibilidade de uma alíquota de imposto favorável ao longo do ano.”

Carteira e vencimentos mantêm pressão em 2026

A Medida Provisória nº 1.314 estendeu vencimentos de empréstimos que somam R$ 36,5 bilhões, mas ainda há cerca de R$ 24 bilhões de vencimentos em 2026 oriundos da carteira rolada, que tendem a pressionar a qualidade dos ativos por apresentarem maior formação de NPL (Non-Performing Loans, empréstimos não pagos).

O próprio Banco do Brasil divulgou que 36% da carteira de crédito agropecuário com vencimento estendido vence em 2026 e outros 22% em 2027.

A administração espera que as taxas de inadimplência na primeira parcela do setor agropecuário melhorem de 8% em 2025 para cerca de 5% em 2026. “Embora a tendência seja positiva, acreditamos que a incerteza em relação ao momento e à magnitude dessa melhora permanece alta”, avaliou o BTG.

Para contextualizar a dimensão do problema, a Caixa reportou índice de inadimplência no setor agropecuário de aproximadamente 14% no mesmo período, segundo o BTG.

O Safra resumiu o cenário em relatório. “No geral, o cenário permanece altamente incerto, com externalidades agravantes como conflitos geopolíticos e seus impactos sobre os custos de insumos, o ritmo elevado de pedidos de recuperação judicial entre produtores rurais e os potenciais efeitos de La Niña.”

Guerra no Irã pode piorar o que já está ruim

Felipe Prince, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do Banco do Brasil, alertou que, após o início da guerra no Irã, o custo de insumos, especialmente fertilizantes, chegou a subir cerca de 80%.

Os efeitos diretos ainda não são sentidos agora, mas podem impactar a próxima safra. “Há pouca visibilidade sobre como essa situação irá evoluir”, destacou o BTG.

Há sinais positivos, no entanto. As novas entradas em recuperação judicial caíram para R$ 1,34 bilhão no primeiro trimestre, ante R$ 1,84 bilhão no quarto trimestre. “Esta é uma boa notícia, embora o nível ainda seja alto e uma maior concentração de dívidas esteja por vir”, afirmou o Itaú BBA.

Garantias reduzem calotes e crédito do trabalhador avança

No evento, o BB destacou que a maior seletividade e o uso de garantias nos empréstimos já estão ajudando a reduzir a inadimplência. “Observamos um resultado bem mais significativo em relação à inadimplência, mostrando que a mudança na forma de atuação, com maior foco em garantias, tem surtido efeito”, disse a administração.

Prince acrescentou que a garantia real traz “um efeito disciplinador, inclusive reduzindo o risco moral, já que, em caso de não pagamento, o cliente pode perder o bem dado em garantia.”

Para o Itaú BBA, as políticas de concessão de crédito foram substancialmente reforçadas e os frutos devem começar a ser colhidos no segundo semestre de 2026. Por outro lado, o banco espera uma expansão mais lenta da carteira de empréstimos.

No crédito do trabalhador, o BB construiu rapidamente uma carteira de R$ 17,2 bilhões, alcançando participação de mercado de aproximadamente 13%, com ambição de atingir 20%.

O Itaú BBA avalia a rentabilidade como atrativa, com valor médio de empréstimo de R$ 7,9 mil, taxa mensal média de aproximadamente 3% e prazo médio de 52 meses.

Ação não está cara, mas também não está atraente, diz BTG.

Negociada a cerca de 0,7 vez o valor patrimonial, a ação do Banco do Brasil não está cara, mas com ROE em torno de 10% em 2026, P/L de aproximadamente 6,5 vezes para o mesmo ano e dividend yield de cerca de 4%, “ela não é particularmente atraente quando comparada aos padrões históricos”, avaliou o BTG.

Fonte: Investidor 10

Diagnóstico do BB para o agro: “se a Selic for caindo, o setor reage rápido”

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O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BBAS3), Gilson Alceu Bittencourt, acredita que o setor deve reagir rápido caso a Selic, taxa básica de juros, continuar caindo.

“Se há uma sinalização de redução da taxa de juros, mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado, isso indica um cenário mais favorável à frente — tanto para novos investimentos quanto para a busca de soluções para problemas financeiros junto às instituições e credores”, disse ao Money Times durante o segundo dia da Agrishow. “Parte da inadimplência, inclusive, está concentrada em grandes indústrias de máquinas e insumos”, completou

O banco, que conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio, espera ver uma estabilidade em 2026. “Manter esse volume já é um grande desafio, considerando os vencimentos que eu preciso repor e o cenário mais restritivo de crédito”.

Quanto ao volume de negócios na Agrishow, o BB projeta R$ 3 bilhões. “Ainda estamos no início da feira, cerca de um dia e meio, e o desempenho está positivo. Temos boas chances de atingir esse objetivo”.

Para o evento, o Banco do Brasil trouxe isenção da taxa operacional nas operações realizadas na feira, linhas de pré-custeio para safra 2026/2027, com taxas a partir de 8% para médios produtores e cerca de 11% para grandes, além de maior disponibilidade de recursos equalizados, inclusive para máquinas, graças à redistribuição feita pelo governo ao longo do ano para o Plano Safra.

Banco do Brasil descarta crise

Na avaliação de Bittencourt, o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas sim desafios pontuais — visão já apresentada em evento do UBS, em janeiro.

“A prova disso é a safra que nós estamos colhendo, seja em relação a área, produção e produtividade, mostrando que o agro continua pujante. A nossa expectativa é que o processo de adimplência vá se retomando, especialmente com o maior critério que nós estamos adotando nas concessões, ampliação das garantias e um olhar mais profundo da capacidade de pagamento de cada produtor”.

Segundo ele, o cenário mais desafiador está concentrado em partes da região Centro-Oeste e em determinados perfis de produtores.

“É importante destacar que os preços não estão baixos em termos históricos, estão dentro da média de longo prazo. O que aconteceu é que, entre 2020 e 2023, tivemos um período excepcional, com preços muito elevados. Quando você olha 10 anos para trás, observa preços em dólar, os preços estão dentro do patamar histórico. Para um conjunto de produtores, o problema é mais de fluxo de caixa”.

Isso acontece já que muitos desses produtores prorrogaram dívidas de custeio por problemas climáticos ou de preço no começo de 2024, assumiram arrendamentos caros naquele período de preços altos, fizeram investimentos quando máquinas e insumos estavam mais caros, imobilizaram capital em terra, equipamentos ou até imóveis urbanos. Tudo isso, somado a um cenário de juros mais elevados.

“A rentabilidade média de uma cultura como a soja está em torno de 25% a 30%, um pouco abaixo disso se for arrendamento. É algo em linha com a média histórica, só que a quantidade de pagamentos que alguns produtores tem por conta dessas questões gera dificuldade. Não é que o setor está crise, é mais uma questão de fluxo de pagamento que afeta mais uns produtores que outros”.

O que o produtor alavancado deve fazer?

Para o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar, o primeiro caminho para o produtor alavancado fica por conta da redistribuição dos seus vencimentos em prazos maiores.

“Com a MP 1314, renegociamos ou contratamos R$ 36,6 bilhões. Desse total, R$ 33 bilhões são com taxas livres e mais da metade são com taxas pós-fixadas, ou seja, na medida que a taxa Selic cair, cai a taxa de juros, beneficiando o produtor. Os outros R$ 3,6 bilhões são com taxas controladas concentradas no Rio Grande do Sul”.

Mas não basta alongar dívida. É preciso ajustar o caixa, reduzindo investimentos, revisando custos e, em alguns casos, vender ativos.

“Houve muita imobilização de capital nos últimos anos, e agora parte desses ativos pode precisar ser liquidada para reequilibrar a situação financeira”.

As recuperações judiciais

Segundo Bittencourt, as recuperações judiciais (RJ) ainda passam por um processo de aprendizado, tanto por parte dos produtores quanto do próprio Judiciário, avalia Gilson Alceu Bittencourt. Ele explica que embora o instrumento venha sendo utilizado de forma adequada em alguns casos, também há distorções, com pedidos feitos apenas para postergar dívidas.

Nesse contexto, um recente provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe mais clareza sobre o que pode ou não ser incluído nas RJs, o que tende a melhorar o ambiente. “Há diferentes interpretações, e essa padronização ajuda a dar mais segurança ao processo”, afirma.

O executivo também destaca que já há produtores que recorreram à RJ e agora buscam sair do processo. Isso porque, ao contrário do que muitos imaginam, a recuperação judicial não significa apenas suspender pagamentos. “Você passa a ter um terceiro administrando o negócio, inclusive o caixa, e precisa comprovar uma reestruturação efetiva. Caso contrário, pode evoluir para falência”, explica.

Embora o objetivo da lei seja permitir a recuperação financeira, Bittencourt ressalta que, em determinadas situações, o produtor pode terminar em condição pior do que estaria em uma renegociação direta com credores. A expectativa, segundo ele, é que, com maior entendimento sobre o instrumento, o número de RJs tenda a diminuir ao longo do tempo.

Fonte: Money Times

BB lança conta digital do BB Portugal e permite abrir conta na Europa

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O Banco do Brasil passa a oferecer a Conta Digital do BB Portugal, que permite aos clientes abrir uma conta em Portugal de forma totalmente digital, diretamente pelo App BB ou pelo WhatsApp.

A nova solução amplia o acesso a recursos em euro e dólar, transferências na Zona do Euro (SEPA e SEPA Instantâneo), transferências internacionais para crédito em múltiplas moedas (Real, Dólar, Libra e Euro), aplicação em Depósito a Prazo em moeda estrangeira e cartão de débito em euro para uso no exterior.

Integrada ao App BB, a conta permite administrar, em um único canal, os recursos mantidos no Brasil e no exterior, oferecendo mais praticidade e uma visão consolidada do patrimônio.

Entre os diferenciais da nova solução está a possibilidade de abrir uma conta em euro com o acompanhamento de um gerente dedicado, responsável por apoiar a gestão da conta e dos investimentos no exterior. A Conta Digital do BB Portugal leva ao ambiente internacional a solidez, a segurança e a qualidade já reconhecidas pelos clientes do Banco do Brasil, combinando conveniência digital com atendimento especializado.

Neste primeiro momento, a solução está disponível para clientes BB dos segmentos Private, High Estilo e Estilo, reforçando a proposta de valor internacional voltada a investidores que buscam diversificação patrimonial em moedas fortes, pessoas com dupla cidadania, residência ou negócios na Europa, ou que precisam manter recursos em euro para diferentes finalidades.

A jornada de abertura é 100% digital e inclui validação de e-mail e telefone, verificação de identidade por biometria facial, prova de vida com envio eletrônico de documentos, como documento de identificação válido, comprovante de endereço e comprovante de atividade profissional, além de assinatura digital do contrato, em conformidade com a regulação europeia.

“O Banco do Brasil é uma instituição global, e a Conta Digital do BB Portugal reforça esse posicionamento em um mercado especialmente relevante para a nossa estratégia internacional. Portugal se destaca pela forte presença da comunidade brasileira e pela intensidade das relações econômicas e financeiras com o Brasil. Com essa iniciativa, ampliamos nossa capacidade de oferecer soluções internacionais estruturadas, integradas e alinhadas aos mais elevados padrões de governança, acompanhando a evolução do perfil e das necessidades dos brasileiros com atuação no exterior”, afirma Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil.

Com o lançamento, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de soluções internacionais para clientes que desejam estruturar parte do patrimônio no exterior com conveniência, segurança e integração digital. Em breve, a Conta Digital do BB Portugal também estará disponível para não clientes do BB no Brasil.

Banco do Brasil em Portugal

O Banco do Brasil está presente na Europa por meio do BB AG, subsidiária integral da instituição, com atuação em Portugal voltada ao atendimento de clientes pessoa física interessados em investir ou manter recursos em euro e dólar, além de oferecer soluções financeiras a grandes empresas brasileiras e portuguesas com operações entre Brasil e Europa.

Presente no país desde 1972, o Banco do Brasil construiu em Portugal uma trajetória marcada por solidez, continuidade e apoio ao fortalecimento das relações econômicas entre os dois países. Ao longo desse período, consolidou-se como parceiro financeiro de empresas, investidores e clientes com vínculos com o Brasil.

Nos últimos anos, em linha com seu reposicionamento estratégico global, o Banco passou a concentrar sua atuação em Portugal em segmentos de maior valor agregado, com foco nos públicos Corporate, Private e Alta Renda. A operação oferece atendimento especializado e soluções integradas para clientes que demandam apoio financeiro no Brasil e na Europa, reforçando a presença da instituição no mercado europeu com proximidade, segurança e excelência.

Fonte: Banco do Brasil