Concorrência obriga BB colocar série de novos serviços na Paraíba

Publicado em: 09/11/2017

Em um mundo cada vez mais informatizado e a sociedade aprendendo a conviver com as tecnologias de ponta, as instituições bancárias conquistaram um avanço extraordinário e estão oferecendo aos seus clientes o que há de mais moderno e prático, tudo para facilitar o dia-a-dia dos correntistas.

Na transição da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais da Paraíba, está cada vez mais evidente a necessidade de os clientes optarem por quem tem mais cesta de benefícios. O Banco do Brasil, que detinha a folha de pagamento do Estado, está colocando à disposição dos servidores uma ampliação dos serviços que já oferecia.

Nesse processo, conforme explicou a superintendente do Banco do Brasil na Paraíba, Maristela de Oliveira Salles, talvez o termo “portabilidade” ainda possa suscitar dúvidas entre os servidores.

A “portabilidade” de salário é um direito de todo cidadão, regulamentado pelo Banco Central, e o BB está reforçando essa opção ao servidor da Paraíba, e, mais do que continuar oferecendo os melhores serviços e tarifas, irá ampliar os benefícios, entre eles, cinco anos de isenção de pacote de serviços (tarifas) e de isenção de anuidade de cartão de crédito para o titular e adicional, entre outros. Todos os benefícios estão listados no portal: bb.com.br/servidorparaiba.

“O banco tem como principal estratégia ampliar o seu relacionamento com as pessoas físicas, jurídicas, agronegócios e governo. A Paraíba tem grande importância para o Banco do Brasil e, por isso, foi estabelecida uma série de benefícios e diferenciais para os servidores públicos, que têm manifestado a vontade de permanecer recebendo seu salário no BB.”, afirmou Maristela Salles.

Segundo a superintendente do BB, os benefícios ainda poderão ser ampliados. “Estamos, na realidade, oferecendo um pacote de diferenciais. Todos sabem que a mudança de bancos traz uma série de dificuldades, tais como a alteração de contas de débito automático, e outros produtos e serviços. A portabilidade é um direito do servidor e não é uma novidade, regulamentada desde 2006, permite a manutenção e ampliação do relacionamento que o servidor tem com o banco”.

Maristela Salles enfatizou que, por ser uma determinação do Banco Central, o servidor deve exigir do novo banco, caso faça essa opção, a portabilidade de seu salário.

No momento da abertura da conta salário no banco que vai processar a folha de pagamento, o servidor que optar pela portabilidade pode fazê-lo no ato, inclusive, deve exigir o termo protocolado.

A superintendente do BB revelou que o banco está abrindo novos postos de autoatendimento, como no Mag Shopping, nos próximos 60 dias, e que abriu dois novos escritórios digitais e uma nova agência Estilo com atendimento digital das 8h às 22h.

Fonte: TV Cariri

BB Seguridade prevê manter nos próximos trimestres rentabilidade do 3º tri

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O crescimento da atividade econômica do país deve permitir melhora dos resultados operacionais da BB Seguridade o suficiente para compensar a queda dos resultados financeiros e manter os níveis de rentabilidade do terceiro trimestre, disseram executivos da companhia nesta segunda-feira.

“Com o ambiente mais propício para crescimento operacional, a gente deve continuar crescendo o lucro a ponto de manter os níveis de rentabilidade sobre o patrimônio”, disse à Reuters o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Werner Suffert.

A empresa, que reúne as participações do Banco do Brasil em seguros e previdência, informou mais cedo nesta segunda-feira que seu lucro líquido de julho a setembro cresceu 20,7 por cento ante igual período de 2016, mas que o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio caiu 2,5 pontos percentuais ano a ano, para 46,4 por cento.

Segundo o presidente-executivo da companhia, José Maurício Pereira Coelho, os produtos de previdência devem continuar a liderar o aumento de receita da empresa ao longo de 2018, seguidos pelos segmentos de agronegócio e capitalização.

Para Suffert, o aumento dos níveis de sinistralidade na área de vida, habitacional e rural no terceiro trimestre foi pontual e tende a voltar a padrões históricos nos próximos trimestres. O índice foi de 32,4 por cento, alta de 5 pontos percentuais sobre o trimestre anterior.

As ações da companhia exibiam alta de 3,6 por cento às 12:44, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 0,4 por cento.

Fonte: Jornal Extra

Oposição e técnicos reagem a decreto de Temer para facilitar privatizações

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Parlamentares da oposição prometeram reagir ao Decreto nº 9188, publicado na última quarta-feira (1º) e que regulamenta a Lei das Estatais (13.303/16). Além de tornar ainda mais evidente “o regime especial de desinvestimento de ativos das sociedades de economia mista”, como descrito no documento, o decreto ainda propõe a dispensa de licitação na privatização de empresas de capital público e privado, como a Eletrobras, a Petrobras e o Banco do Brasil.

Nesta segunda-feira (6), durante debate sobre a privatização da Eletrobras e de outras empresas públicas, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o decreto é inconstitucional, já que a criação e a venda de empresas estatais precisam passar pelo Congresso Nacional. O senador destacou que as bancadas petistas no Congresso já estão tomando as medidas legislativas e jurídicas para derrubar o decreto.

“Estão tentando legalizar ilegalidades que já foram cometidas, em especial na Petrobras. A Petrobras vendeu 66% do campo de Carcará, do pré-sal, sem licitação, para a estatal norueguesa, com o preço do barril de petróleo saindo a US$ 2. Isso é um presente”, observou o parlamentar petista.

Ainda no debate, o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconomicos), Clemente Ganz Lúcio chamou a atenção para a gravidade da medida e acrescentou que o decreto ameaça a soberania do país, ao facilitar a venda de ativos de empresas

“Não há caso de um país gigante como o Brasil que entrega seus ativos para o controle internacional. Não há experiência histórica. A gravidade dessa transferência dos ativos estatais está integrada a uma entrega mais dramática. O que estamos fazendo é uma entrega do maior volume de ativos reais disponíveis no planeta para uma riqueza patrimonial”, criticou o diretor do Dieese.

Ex-ministro interino de Minas e Energia do governo Lula, o engenheiro e professor da Uerj, Nelson José Hubner Moreira, garantiu que em cinco anos o país estará discutindo racionamento e explosão de preços de energia em decorrência da venda da Eletrobras, anunciada pelo governo Temer nesta segunda-feira (6).

Hubner ressaltou que mesmo países liberais como a Noruega e Estados Unidos mantém suas usinas hídricas e produção energética nas mãos do Estado. Para ele, a Eletrobras garante a competição em um mercado oligopolizado, e, por isso deve ser mantida como estatal. “Nosso modelo aqui hoje leva a competição tanto na expansão da nossa capacidade instalada quanto em sistema de transmissão”, explicou.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse que o domínio das fontes de energia é imprescindível para o desenvolvimento econômico do país. Segundo ele, as privatizações do governo Temer levarão a uma precarização absoluta do Brasil. O senador ainda lamentou o que chamou de “Parlamento do capital”. Para Requião, através do financiamento privado de campanhas, o Parlamento brasileiro está precarizado e subordinado aos interesses do grande capital.

Bancos Públicos

Ao defender os bancos públicos, Jair Pedro Ferreira, diretor presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), ressaltou que esses bancos são indutores do desenvolvimento econômico nacional, estadual e municipal; regulam o mercado financeiro; geram empregos diretos e indiretos, além de operarem políticas públicas de forma mais eficiente e clara.

“Ao ameaçar os bancos públicos, se ameaça também a renda, a possibilidade de financiamento de longo prazo em todos os estados”, disse.

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) ressaltou a importância de uma luta articulada para resistência às privatizações de Temer. O deputado destacou que é preciso que os parlamentares e líderes sindicais se qualifiquem para mostrar à população que as privatizações são um crime contra o país.

Fonte: Jornal do Brasil

Prefeitos pernambucanos pedem reabertura de agências do BB

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Treze prefeitos de municípios do Interior de Pernambuco cobraram, na segunda-feira (6), da superintendência regional do Banco do Brasil (BB) a reabertura de agências destruídas em ações criminosas nos últimos meses. Pelo menos 17 cidades estão sem atendimento bancário na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão. Segundo os gestores, a instituição teria anunciado que, em alguns municípios, não recuperará as agências, que serão desativadas em definitivo. Os prefeitos avaliam a possibilidade de entrar na Justiça para garantir que o serviço não seja extinto em suas regiões.

A reunião com um representante da superintendência do banco, no prédio do BB situado na avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, foi a primeira de três reuniões agendadas pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para tratar sobre o assunto ao longo do dia. Depois de expor as dificuldades que a população e a economia estão enfrentando à diretoria do banco, o grupo ainda seguiu para a sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e foi recebido pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu. Depois, os gestores também pediram apoio do defensor público-geral, Manoel Jerônimo, em reunião realizada no prédio da Defensoria Pública de Pernambuco.

Foram definidos dois encaminhamentos. O primeiro diz respeito a uma tentativa de diálogo com a diretoria do BB em Brasília, em data ainda não definida. O encontro deve ter a participação da Amupe e de um representante do MPPE. Se não houver acordo, as prefeituras pretendem entrar com uma ação judicial conjunta e com ações individuais para pedir que o banco seja obrigado a reabrir as agências. A intenção ganhou força depois de uma liminar favorável ao município de Inajá, no Sertão, ter determinado que a agência local do BB voltasse a funcionar, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento. A decisão, impetrada por um defensor público, foi concedida na semana passada.

“O banco é de fomento, um braço do desenvolvimento, e esse braço não pode ser quebrado. Não podemos cuidar da produção, da caprinovinocultura, sem financiamento, e se o banco está longe, fica difícil. Se há agências superavitárias nas capitais e grandes centros econômicos, essas devem cobrir possíveis prejuízos financeiros [da manutenção de agências no Interior]. É preciso equacionar isso”, afirmou o presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota.

A demora para reabrir agências destruídas por criminosos tem levado populações vulneráveis a viajar dezenas de quilômetros em busca de atendimento. Em alguns casos, clientes chegam às 2h e formam filas para esperar o início do expediente bancário, às 10h, segundo os prefeitos. “Pessoas se dirigem a outras cidades para tirar a aposentadoria, para sacar salário, e se expõem a assaltos e acidentes. Já houve alguns, inclusive”, relatou o prefeito de Flores, Marconi Santana. “Nosso município é pobre, pequeno. A folha de servidores, o comércio, tudo dependia do banco. Agora, nossa economia está parada”, completou o prefeito de Poção, Emerson Vasconcelos.

O BB foi procurado pela reportagem, mas, até a publicação deste texto, não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Folha de Pernambuco

Ação político-cultural alerta bancários do BB em Brasília

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Nesta quarta, 1º de novembro, bancários do Banco do Brasil foram surpreendidos com uma intervenção político-cultural através de uma apresentação teatral promovida pelo Sindicato no edifício Banco do Brasil, no Setor de Autarquias Norte, tratando da reforma trabalhista, que entra em vigor no próximo dia 11 pela lei 13.467.

Na atividade, iniciada no horário do almoço, também foi feita coleta de assinaturas da campanha para revogar a reforma trabalhista, em que o funcionalismo, por meio de um texto breve e direto, foi informado de como os trabalhadores estão sendo e serão atingidos pelos projetos do atual governo, que conta com apoio da mídia e do judiciário para promover a desigualdade social.

“A iniciativa do Sindicato foi extremamente produtiva porque ao mesmo tempo que serviu para informar e esclarecer os bancários, de forma lúdica e didática, sobre a reforma que está prestes a entrar em vigor, também serviu para colhermos assinaturas para a campanha de mobilização para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) cujo objetivo é revogar esse retrocesso”, assegurou Kleytton Morais, diretor do Sindicato que esteve no ato.

“O Sindicato está trabalhando em várias frentes em defesa dos trabalhadores, os que mais vão sofrer os impactos perversos dessa reforma que veio pelas mãos de um governo ilegítimo e que está a serviço tão somente do capital financeiro”, complementou Wadson Boaventura, que também esteve presente à atividade, lembrando que uma dessas frentes consiste em esclarecer os bancários por meio de reuniões nos locais de trabalho.

Também participaram do ato os diretores do Sindicato Mônica Dieb, Fátima Marsaro, Maria José Furtado e Rafael Zanon.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

Previ recupera mais de R$ 400 milhões em créditos

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Desde 2005, quando foi criada a Gerência Cobrança e Cálculos Judiciais (Gecob), a Previ já recuperou mais de R$ 400 milhões em créditos das operações de financiamento imobiliário, empréstimo simples e dívidas previdenciárias. Este resultado é fruto do trabalho conjunto da Gecob, da Gerência Jurídica (Asjur) e de outras gerências que, direta ou indiretamente, contribuem para a geração de resultados positivos para a Entidade e seu conjunto de participantes.

Características e origem das dívidas

A inadimplência dos financiamentos imobiliários vem sendo combatida por meio da cobrança extrajudicial e judicial e tem origem, em sua grande maioria, nos programas de demissão voluntária do Patrocinador. As dívidas das operações de empréstimo simples também têm origem no desligamento de participantes dos planos de benefícios.

Já as dívidas previdenciárias, estão relacionadas a cancelamentos ou indeferimentos de benefícios do INSS, cessação de invalidez e pensão, falecimentos e outras questões previdenciárias que geram dívidas a serem cobradas, como as ações judiciais nos processos de Cesta Alimentação cuja justiça tem decidido pela devolução à PREVI dos valores pagos em tutela antecipada.

É importante frisar a disposição de se buscar soluções para o equacionamento das dívidas de forma a preservar os interesses da PREVI e seus participantes. Para cada tipo de dívida a Entidade dispõe de opções viáveis para regularização da situação.

Soluções são duplamente positivas

A gestão eficaz da cobrança de dívidas previdenciárias e financeiras de participantes, assistidos e ex-participantes é duplamente positiva. Além de recuperar valores importantes para os planos de benefícios, busca devolver a tranquilidade, na medida do possível, às pessoas que, por dificuldades financeiras, não conseguiram manter-se adimplentes.

Fonte: Previ

Reingresso à Previ: de volta para o futuro

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Você sabia que pode reingressar ao Previ Futuro pagando apenas os valores relativos às contribuições da Parte I (Benefícios de Risco)? Essa opção reduz o valor necessário para retorno ao Plano e facilita o reingresso.

A partir do seu retorno, você volta à condição de participante e contribui com 7% de seu salário de participação. O Banco do Brasil contribui com igual valor, o que já garante 100% de retorno para seu saldo no Plano. Mais do que isso, reingressar no Plano é voltar a contar com a tranquilidade oferecida pela Previ. Mas lembre-se de que o reingresso somente é permitido aos funcionários ativos na patrocinadora e depende de requerimento à Previ.
Previ facilita o reingresso ao Plano

O funcionário do Banco que deseja retornar ao Previ Futuro conta com o ES-Reingresso. É um empréstimo que pode ser usado para recompor apenas as contribuições da Parte I (Risco) ou as contribuições das Partes I e II (Benefícios de Risco e Programado).

Para obter simulações de Reingresso, inclusive com contratação de ES-Reingresso, entre em contato com a Previ pelo Fale Conosco do site – www.previ.com.br, ou pela Central de Atendimento nos telefones 0800 729 0505 e 0800 031 0505.
Participantes falam sobre a volta ao Plano

Algumas pessoas, por motivos transitórios, tomam a decisão de sair do Previ Futuro. Foi o caso de Leonardo Araújo. “Minha segunda filha tinha nascido e o orçamento ficou muito apertado. Mas eu já tinha informações suficientes sobre o Plano. Isso me deu a certeza de que o retorno era necessário em algum momento.” Outros colegas no início de carreira no Banco do Brasil, por dúvidas se permanecerão ou não, preferem desligar-se da Previ, o que não é necessário, pois mesmo saindo do BB a pessoa pode permanecer como participante e ter a tranquilidade proporcionada pela Previ.

A participante Nirley Matos teve esse tipo de dúvida: “eu decidi não me manter no plano, pois achava que iria sair do Banco em dois anos (…), mas aos poucos, quando fui permanecendo, percebi que precisava regularizar essa situação”. Às vezes, o fato de não ter buscado informações suficientes sobre o plano é que faz o funcionário tomar decisões precipitadas. “Acho que sempre podemos buscar nos informar melhor e compreender mais como se dá todo esse processo de adesão ao plano. Hoje em dia a informação está mais acessível através dos meios digitais”, declara a colega Nirley Matos.

Fonte: Previ

A nova jogada da Elo, cartão do BB, Bradesco e Caixa

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Sem aviso, um cartão Elo chegou na casa do comediante Guilherme Soares, em São Paulo. Soares, que atua em stand-up comedy com o nome artístico Gui Preto, tentou incorporar o plástico à sua rotina. Sem sucesso: os comerciantes da vizinhança não trabalhavam com cartões dessa bandeira. Soares resolveu usar a dificuldade como material de trabalho. Publicado nas redes sociais, o vídeo humorístico de dois minutos que ironizava a “Elofobia, que mata as pessoas de vergonha no caixa”, foi amplamente compartilhado. O sucesso foi tanto que o departamento de comunicação da Elo convidou Soares para uma conversa, para explicar as vantagens do cartão. Ao fim do papo, ao sair do suntuoso escritório na zona sul de São Paulo, Soares decidiu fazer uma traquinagem.

Ligou seu celular e perguntou se o caixa do estacionamento do prédio aceitava Elo. A resposta negativa rendeu risadas, mas não outro vídeo. “Não quis me indispor com a empresa, que me tratou muito bem”, diz Soares. No que depender de Eduardo Chedid, CEO da Elo, episódios como esse – que, para ele e para os demais executivos, não têm graça nenhuma – serão coisa do passado. Após seis anos no mercado, a bandeira que foi lançada em conjunto por Banco do Brasil e Bradesco, e posteriormente teve a adesão da Caixa Econômica Federal, prepara-se para um novo salto. Originalmente voltada para os clientes de renda mais baixa e dedicada aos cartões de débito, a Elo agora quer tornar-se mais parecida com Visa e MasterCard, as gigantes internacionais que dominam o mercado brasileiro.

Para isso, a Elo está adotando uma estratégia baseada em dois pilares. O primeiro é diversificar a base de emissores, hoje restrita aos bancos que a controlam. A partir do dia 6 de novembro, a Elo passará a embandeirar alguns dos cartões da Lojas Pernambucanas. Segundo informações da varejista, por sua rede de 312 lojas, localizadas em sete estados brasileiros, passam 180 milhões de clientes por ano. “Pela primeira vez, vamos emitir cartões com um emissor que não é ligado aos controladores”, diz Chedid. Ele afirma que a meta é emitir 800 mil cartões com a bandeira Elo até o fim deste ano. Procurada, a varejista não falou com a DINHEIRO. O segundo pilar da nova estratégia de expansão é centrar forças em um cartão corporativo. Lançado discretamente há cerca de um ano, o cartão Grafite Corporate passou para o topo da lista de prioridades. A meta é capturar uma fatia maior das transações entre empresas.

Iniciativas como essas vão criar massa crítica para romper a barreira de entrada da Elo entre as bandeiras. O mercado brasileiro é dominado pelas gigantes internacionais, Visa e MasterCard. Juntas, elas capturam pouco mais de 82% do cerca de R$ 1,2 trilhão de transações processadas por cartões de débito e de crédito todos os anos no mercado brasileiro. O restante é dividido por bandeiras menores. Algumas internacionais, como American Express e Diner’s. Outras locais, como a Elo, que afirma ter 12% desse mercado.
No universo dos cartões, o grosso das receitas – que são calculadas como um percentual das transações capturadas – fica com dois grupos de empresas. O principal são os emissores dos cartões, em geral bancos ou redes de varejo. Em seguida vêm as empresas de adquirência. Nomes como Cielo, Rede e GetNet, que operam as maquininhas que repousam sobre os balcões do comércio Brasil afora. As bandeiras são responsáveis pela gestão da marca, por definir estratégias macro e negociar programas de aceitação e recompensa. Por ser uma função mais estratégica e de menor massa, sua parte dessa montanha de dinheiro é de apenas 0,2% do total. No entanto, no Brasil, isso representa um faturamento anual respeitável, de R$ 2 bilhões.

A Elo quer uma fatia desse bolo. Para isso, o desafio de Chedid é tornar seu cartão mais aceito. O principal obstáculo é explicado por um raciocínio circular. “Quanto mais comerciantes aceitarem o cartão, mais clientes estarão dispostos a ter um plástico com a bandeira, e quanto mais clientes tiverem o cartão, mais varejistas o aceitarão”, diz ele. A dificuldade enfrentada pelo comediante Soares decorre da participação da Elo no mercado de bandeiras ainda ser menor do que a das concorrentes internacionais. Para um varejista, integrar uma nova bandeira à sua rotina custa dinheiro, dá trabalho e toma tempo.

Todos recursos escassos. Se perceber que está perdendo uma quantidade razoável de vendas por não aceitar um cartão, o varejista ficará muito mais propenso a instalar os sistemas da Elo em seus terminais. Daí o sentido em trazer para o negócio um parceiro como a Pernambucanas, capaz de agregar uma grande quantidade de portadores de cartão de uma só vez. Pensando nisso, a companhia passou os últimos dois anos refazendo todos os seus sistemas. O investimento, não revelado, chegou às centenas de milhões de reais. “Gastamos 600 mil horas de programação para refazer tudo”, diz Chedid. Ele garante que, agora, os sistemas estão muito mais flexíveis para costurar parcerias.

Esse novo jogo garante a vitória para a Elo? Essa resposta vai depender do comportamento dos consumidores e do varejo. “A bandeira, no Brasil, é menos importante que as condições oferecidas pelo emissor”, diz o consultor Boanerges Freire, especialista no mercado de cartões. Segundo ele, uma bandeira local, como a Elo, terá dificuldade em concorrer com as gigantes internacionais, que podem não apenas mobilizar recursos, mas também costurar parcerias internacionais. “No fim do dia, o que vai definir a escolha do consumidor é se o cartão é aceito”, diz ele.

Fonte: Isto É Dinheiro

BB recebe prêmio de inovação no Vale do Silício da Plug and Play

Publicado em: 01/11/2017

O Banco do Brasil recebeu o prêmio de inovação corporativa na Fall Summit 2017 desta quinta-feira, dia 26 de outubro. O prêmio exalta o trabalho de intraempreendedorismo do Banco, realizado principalmente no maior ecossistema de inovação e startups do mundo: o Vale do Silício. O evento foi realizado pela Plug and Play, uma das principais aceleradoras de startups da região e do mundo.

O Banco está presente no Vale do Silício através do “Laboratório Avançado do Banco do Brasil”, o Labbs. Em funcionamento desde junho de 2016, o Labbs funciona como incubadora e aceleradora de projetos e é visitado por empresas e startups de todo o mundo.

A integração com o Vale do Silício – outro motivo para o prêmio – tem o objetivo de trazer novas tecnologias para o Banco do Brasil, além de disseminar a cultura e o modelo de sucesso do Vale para as agências do Brasil.

Uma das formas de trazer o ecossistema do Vale ao Brasil é através de uma imersão: funcionários do Banco do Brasil desenvolvem, em três meses, projetos no Labbs como se fossem startups. Os projetos podem ser incubados e acelerados, transformando-se em soluções inovadoras para a Estatal.

“O Labbs é fruto do trabalho de todo o Banco e do propósito de construirmos experiências digitais cada vez melhores para os nossos clientes”, afirma Vilmar Gruttner, gerente do Laboratório Avançado do BB no Vale do Silício.

Ao mesmo tempo em que é um banco renomado, com um modelo de negócios há muito definido, o Banco do Brasil mantém-se alinhado e por dentro de todas as inovações, tornando-se um personagem importante em tecnologias que mudam o mundo.

Essa foi a solução encontrada pela Estatal para manter-se competitiva e, ao mesmo tempo, inovadora. O Banco do Brasil, ao ganhar um prêmio pela iniciativa, demonstra a estratégia funciona. Para saber mais como empresas podem inovar a partir de startups, participe da Corporate Startup Innovation Conference.

Fonte: StartSE

Liminar garante retorno das atividades do BB em cidade pernambucana

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A Defensoria Pública do Estado do Pernambuco ajuizou Ação Civil Pública contra o Banco do Brasil S/A em favor dos moradores da cidade de Inajá, Sertão do Estado. A ação, impetrada pelo Defensor Público José Antônio de Lima Torres, teve como objetivo evitar a suspensão do atendimento da agência bancária do distrito. As atividades do Banco do Brasil foram suspensas sob alegação de ataques criminosos em diversas agências no interior do Estado. Ação civil pública vai tentar reativar 11 agências instaladas em Pernambuco, principalmente no Sertão.

Por decisão da Juíza Tayná de Lima Prado Santana, foi determinado o retorno das atividades da agência, já que a falta de atendimento aos clientes do Banco do Brasil, vem causando grande dano à sociedade daquela região. Com a decisão, a agência deverá retornar seu funcionamento normalmente. Caso descumpra a liminar, o banco pagará uma multa diária de R$ 50 mil.

A cidade de Inajá conta apenas com esta agência bancária para atender uma população de 22 mil habitantes. O Defensor Público José Antônio disse que sem a agência traria um grande prejuízo aos moradores do município e cidades circunvizinhas, principalmente aos idosos, pensionistas, comerciantes, e à grande quantidade correntistas.

“Com as atividades suspensas, induz a existência de inúmeros transtornos à sociedade, que, para a realização das referidas transações precisa se deslocar para outras cidades vizinhas, o que demanda tempo e consideráveis gastos com transportes, onerando sobremaneira e em especial a população mais carente.”, destacou o Defensor Público.

José Antônio de Lima Torres observou, ainda, que a sociedade vem sofrendo o impacto da ausência efetiva da prestação do serviço bancário da cidade. “Assim, prolongar esta carência, seria dilatar, ainda mais, os prejuízos aos consumidores que já fazem o uso do serviço e àquele que dele venha necessitar”, enfatizou.

Fonte: Diário de Pernambuco

PF detecta fraude em 90% de contratos agrícolas do BB alvos da Operação Turbocred

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Ao menos 90% dos contratos de financiamentos agrícolas concedidos pelo Banco do Brasil e que são investigados pela Operação Turbocred da Polícia Federal (PF), no valor total de R$ 59 milhões, foram fraudados entre 2013 e 2015.

A informação foi confirmada pelo delegado Victor Hugo Alves, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (31), em Ribeirão Preto (SP).

Em nota, o BB informou que colabora com as investigações e que quaisquer informações adicionais podem ser obtidas com a autoridade policial.

Um gerente regional e dois ex-superintendentes do BB estão entre os investigados, além de servidores, ex-funcionários e pessoas que atuavam como “laranjas”, ou seja, tinham os nomes usados para obtenção dos empréstimos.

Ao todo, 39 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Goiás, durante a segunda fase da Operação Turbocred. Fraudes semelhantes já foram identificadas em Goiás e no Ceará. Destes, 33 foram na região de Ribeirão Preto.

Segundo o balanço parcial da Polícia Federal, dos 162 contratos analisados – 149 de financiamentos agrícolas e 13 de outras modalidades -, houve desvios em pelo menos 145.

“A documentação e os contratos que estavam sob suspeição foram encaminhados à perícia da Polícia Federal para que fossem analisados. Esses contratos somam R$ 59 milhões e os peritos constataram que em 90% deles há fraudes”, diz o delegado.

Deflagrada em maio do ano passado, a Turbocred é um desdobramento da Operação Golden Boy, que prendeu cinco pessoas, entre elas dois ex-gerentes do BB, em dezembro de 2015, em Guará (SP) e Franca (SP). Ambos foram soltos quatro meses depois.

Na época, a PF informou que as fraudes desviaram R$ 35 milhões dos cofres públicos. Agora, segundo o delegado, uma auditoria independente do BB identificou prejuízo de R$ 44 milhões. Os contratos eram firmados, principalmente, nas agências em Morro Agudo (SP), Guará e Franca.

“Depois da primeira fase da Operação Turbocred, houve uma alteração nos procedimentos do Banco Central para aprovação desse tipo de financiamento. Os peritos constataram que, mesmo assim, houve descumprimento das normativas”, explica Alves.

O esquema

Alves afirma que os suspeitos tinham três maneiras de fraudar os contratos de financiamentos agrícolas. Uma delas era solicitar crédito para custear atividades agrícolas que nunca existiram, ou imóveis próprios, só que arrendados a terceiros.

“A segunda modalidade era o financiamento também para custear atividades agrícolas inexistentes, mas imóveis de terceiros de boa-fé. Nesse caso, a pessoa não tem o imóvel rural e não tem o arrendamento, mas falsifica, frauda o contrato de arrendamento”, diz.

Além disso, a PF também identificou empréstimos destinados a propriedades rurais que não tinham capacidade de suportar todos os investimentos agrícolas que constavam no contrato.

“É interessante destacar que, em alguns casos, houve o pagamento de vantagens ilícitas, ou seja, propina, para o funcionário do Banco do Brasil liberar esse empréstimo. A organização é bem estruturada, cada pessoa tem sua função.”, completa.

Alves afirma, porém, que a PF ainda não identificou a origem do esquema ilícito, ou seja, se a fraude foi planejada por servidores do BB e então oferecida a terceiros, ou se um suposto cliente propôs aos servidores do banco.

“A gente está iniciando um mutirão de oitivas entre hoje [terça] e quarta-feira, e dezenas de pessoas devem ser ouvidas. O fato é que foi comprovado que, em alguns casos, havia conluio entre funcionários e clientes na obtenção desses empréstimos para financiamento de produções fictícias”, conclui.

Fonte: G1

Novo fundo vai atuar em resgate de grande banco

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Os bancos terão de destinar uma parcela dos depósitos de clientes para um fundo que será criado para salvar as instituições consideradas grandes demais para quebrar. A proposta faz parte do projeto de lei de resolução bancária, que trata dos procedimentos a serem adotados caso instituições financeiras tenham dificuldades. O Valor teve acesso a uma versão preliminar do texto que o governo deve encaminhar ao Congresso ainda neste ano.

Seis bancos se enquadram hoje na definição de sistemicamente importantes: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Santander Brasil e BTG Pactual – esse último, por sua exposição internacional. Mas o chamado fundo de resolução terá aportes de todas as instituições do país, mesmo daquelas que inicialmente não são elegíveis a ser socorridas por esse mecanismo.
A ideia é que o fundo funcione como uma reserva para recuperar bancos que, se quebrassem, provocariam abalos no sistema financeiro como um todo. É daí que vem a lógica da contribuição coletiva. Embora as linhas gerais do projeto estejam desenhadas, o BC deve deixar uma boa margem de manobra para dar a resposta adequada a uma determinada crise e até para decidir se uma instituição pode acessar o fundo mesmo sem estar entre os maiores bancos. Para quem não se enquadrar nesse perfil, a tendência é que continuem a vigorar os modelos tradicionais de liquidação.

Os recursos para constituir o fundo de resolução não devem representar um encargo adicional para as instituições financeiras. O modelo que vem se desenhando prevê que parte da contribuição anual feita hoje pelos bancos para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) seja direcionada para a nova estrutura.

O objetivo é evitar a criação de uma nova contribuição, cujo custo certamente seria repassado aos clientes. E a redução dos spreads de crédito está entre os compromissos assumidos pelo regulador na chamada Agenda BC+.

Atualmente, os bancos destinam mensalmente 0,0125% dos recursos captados de clientes para o FGC, responsável por garantir os depósitos de até R$ 250 mil em caso de problemas com alguma instituição. O fundo contava com patrimônio de R$ 62,452 bilhões no fim do primeiro semestre.

O FGC também deverá ser o gestor do fundo de resolução, mas a organização, que é privada, não deverá atuar na gestão dos bancos problemáticos. Caberá ao Banco Central (BC) nomear os novos administradores das instituições financeiras que entrarem no regime de resolução.

O novo fundo ainda não tem tamanho definido, mas um dos possíveis modelos é o europeu, que tem como meta atingir um patrimônio equivalente a pelo menos 1% dos depósitos garantidos até 2023. Em junho deste ano, o fundo contava com EUR 17,4 bilhões, o equivalente a 0,3% dos depósitos.

O projeto de lei brasileiro, que está em fase final de elaboração após cinco anos de discussões, traça um roteiro para garantir que as instituições sejam socorridas por seus acionistas e credores – o chamado “bail in” – e só se use dinheiro público em último caso.

O fundo de resolução é um dos diversos estágios que antecedem o uso de dinheiro do Tesouro. A proposta em discussão no governo prevê que os investidores de dívidas subordinadas – as últimas a serem pagas em caso de problemas com o banco – poderão ter seus papéis convertidos em ações caso o capital da instituição não seja suficiente para cobrir eventuais rombos.

Pela versão do projeto à qual o Valor teve acesso, o BC também pode determinar, em casos específicos, que outros tipos de dívida, como os CDBs acima do valor coberto pelo fundo garantidor, também sejam usados para capitalizar o banco com problemas. O fundo de resolução seria acionado em uma terceira etapa, se o banco continuar sem recursos mesmo após o uso do capital dos acionistas e da conversão das dívidas.

Um eventual aporte de dinheiro público só entraria em cena caso o patrimônio do fundo de resolução não seja suficiente para cobrir o passivo do banco em crise. Para permitir o resgate com recursos da União será necessária uma mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal, que proibiu esse tipo de operação. A informação foi antecipada pelo Valor no início deste mês.

O conceito de “bail in” surgiu em organismos internacionais para evitar que volte a acontecer o que se viu na crise financeira de 2008, quando enormes somas de dinheiro de contribuintes tiveram de ser usadas para salvar grandes bancos do Estados Unidos e da Europa cuja quebra causaria danos ainda maiores na economia global.

O Brasil está atrasado nesse processo. O país se comprometeu a adotar mecanismos de resolução – para o salvamento ou a liquidação organizada – das instituições consideradas de importância sistêmica até o fim de 2015. Como isso não aconteceu, o G-20, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, concedeu mais dois anos para que o governo brasileiro pudesse se adequar às exigências.

Embora reduza a necessidade de recursos públicos, o uso de dinheiro de investidores no resgate de instituições financeiras não está livre de polêmicas. Na Itália, as dívidas subordinadas foram vendidas em larga escala a pequenos investidores, que em sua maioria não conheciam os riscos da aplicação, e acabaram sendo convertidas em ações no processo de “bail in” de quatro bancos com problemas.

“Houve um problema claro de ‘suitability'”, diz uma fonte que acompanha o assunto, em referência ao termo em inglês que trata do processo de adequação das aplicações ao perfil de risco dos investidores. No Brasil, essa questão não preocupa, já que os instrumentos de dívida subordinada não são vendidos pelos bancos a qualquer investidor.

Fonte: Valor Econômico

Banco do Brasil e Macro reatam namoro por Patagônia

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O Banco do Brasil e o espanhol Macro reataram o namoro em torno do Patagônia. As conversas, que tinham sido congeladas, foram retomadas. O principal entrave do passado, porém, segue presente: o preço. O BB não está disposto a aceitar uma oferta abaixo do valor de mercado do Patagônia.

Sem sentido. No passado, Itaú Unibanco e o espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) também tentaram levar o argentino. A percepção dentro do BB é de que, como a operação do Patagônia é rentável, não faz sentido vender sua participação abaixo do valor do mercado.

Inflado?. Na prática, há avaliações de que o certo seria o banco comprar a fatia da família Stuart Milne. A negociação, porém, não avançou também por questão de preço. O valor já estaria definido em contrato e a família igualmente quer vender sua fatia a preço de mercado. Mas como os papéis do Patagônia não têm liquidez na bolsa argentina, o valor poderia estar inflado.

Chance. Em meio a isso, a probabilidade maior continua sendo um possível re-IPO do banco argentino. O BB tem 58,97% do Patagônia, mas cogitava vender apenas 8,5% em uma eventual oferta de ações. Procurados, BB e Macro não comentaram.

Fonte: Estadão

Superintendência do BB do Ceará sob nova direção a partir do próximo dia 6

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O novo superintendente do Banco do Brasil no Ceará, Amauri Aguiar de Vasconcelos, assumirá funções na próxima segunda-feira (6). A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

Sobralense, Amauri (51) conta com 30 anos de carreira no BB, a maior parte dela em unidades do banco no Ceará, onde exerceu o cargo de superintendente regional e gerente geral de agências de Fortaleza.

Amauri também atuou como superintendente estadual em Rondônia, regional no Rio Grande do Norte e, no último ano, estava como gerente-executivo da diretoria de Distribuição do Banco do Brasil , em Brasília.

Amauri Vasconcelos é graduado em Ciências da Computação pela UFC e especialista em Estratégia e Gestão, também pela UFC, e em Administração Pública, pela USP.

Também concluiu MBAs em Gestão Pública e Formação de Altos Executivos BB, pelo Insper, após aprovação no Programa de Ascensão de Executivos do Banco do Brasil.

Fonte: Blog do Eliomar

Justiça suspende desativação de agência do BB em Alagoas

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Desde o início do ano, o Banco do Brasil começou a desenvolver uma série de programas alternativos de atendimentos que acabaram por gerar o encerramento de algumas agências do maior banco público do estado federativo. Assim, alguns clientes acabaram ganhando atendimento remoto estendido (das 7 horas até às 22) e o atendimento presencial, tendencialmente, começou a diminuir.

Entretanto, alguns clientes parecem não estar felizes com as mudanças que o banco veio promovendo nos últimos meses; em especial os mantidos no município de Traipu, no interior de Alagoas. As atividades da agência bancária da cidade estavam previstas para serem finalizadas nos próximos dias, entretanto, a Justiça local acabou determinando a permanência da agência por conta de sua função social.

Os moradores da região fizeram protesto na cidade contra o fechamento que estaria previsto para dia 20 de novembro, data que foi informada pela superintendência do Banco do Brasil. Assim, com a manifestação e o apoio dos juízes, a agência ainda se manterá na cidade.

A decisão veio do juiz Ewerton Luiz Chaves Carminati. Por conta do fechamento, o chefe do judiciário da vara local determinou que para cada dia de fechamento, o banco deve pagar R$ 5 mil reais em indenização. Caso as atividades da agência se mantenham em encerramento, os moradores locais poderão apenas buscar auxílio na agência mais próxima que fica cerca de 30 km de distância.

O Banco do Brasil informou que o fechamento da agência foi, primariamente, para a prevenção de assaltos recorrentes à esta unidade que aconteceram anteriormente.

Para eles, além do perigo iminente que a agência é servida todo dia, ainda existe o débito do município que não arcou com os valores em crédito consignado que o banco fez para os estatutários do local. Assim, visto as grandes preocupações, o banco decidiu fechar a agência.

Para o magistrado que determinou o continuidade da agência no município, o banco recebe todo o respaldo de fechamento da unidade em lei quando se fala de entidade privada e direito privado na economia. Entretanto, quando se trata de realização de uma função social (a atividade bancária se tornou essencial para o município e, neste caso, a agência do banco, por ser única, se tornou instrumento social de bem-estar), o juiz pode determina que a atividade continue corriqueiramente. Assim, o juiz recebeu o respaldo político-constitucional para sua ação.

Fonte: Blasting News

Sindicato fecha agência do BB por falta de estrutura no MS

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O Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região fechou a agência do Banco do Brasil localizada na Avenida Afonso Pena esquina com a Rua 13 de maio, na manhã de hoje (27). Na agência, os atendimentos internos estão interrompidos durante todo o dia, apenas os caixas eletrônicos estão à disposição da população.

A medida foi tomada devido a falta de condições de trabalho, uma vez que a unidade está operando sem ar condicionado. Os dirigentes sindicais já vinham cobrando uma solução e a promessa do banco era de que a situação se resolveria até o final desta semana, o que não ocorreu. No local, funciona a principal agência do Banco do Brasil de Campo Grande, que abriga inclusive a superintendência regional, e por onde passam centenas de pessoas diariamente.

“Esse é um problema recorrente e sempre cobramos uma solução. Mas essa semana chegou a uma situação insuportável, colocando em risco o cliente e o funcionário. Essa agencia tem a demanda muito grande e precisamos de uma solução, imagina quando chegar o verão, as pessoas vão passar mal”, contou Edvaldo Barros, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande.

Para o sindicato, a demora em providenciar a refrigeração adequada do prédio mostra o descaso da instituição financeira com seus clientes e trabalhadores, que são submetidos a temperaturas elevadas, caracterizando condições insalubres.

Dos clientes que estiveram na agencia procurando os serviços, Carlos Alberto da Silva, 35, gerente de vendas em concessionária, apoiou o movimento. “Eu acho que todo trabalhador tem que ter o mínimo de condições de trabalho, nesse calor de Campo Grande, pessoal trabalhar assim, é inadmissível”, opinou.

Por outro lado, Maria Lucia da Silva, 46, aposentada, ficou revoltada ao chegar na agencia e não ser atendida. “Preciso desbloquear meu cartão, cheguei às 10h e não aparece ninguém para falar que não vai atender. Não somos cachorros não”, reclamou.

De acordo com o sindicato, o Banco do Brasil registrou lucro de R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre deste ano. Em comparação com o mesmo período de 2016, houve um crescimento de 67,3%.

Fonte: O Estado de MS

Moradores de Traipu, AL, pedem garantia de funcionamento de agência do BB

Moradores de Traipu, interior de Alagoas, realizaram um protesto nesta quinta-feira (26) para pedir a manutenção do funcionamento da agência do Banco do Brasil da cidade. Segundo eles, o banco fecha as portas no dia 20 de novembro.

O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Banco do Brasil para confirmar as informações passadas pela população, mas ainda não obteve resposta.

O anúncio do fechamento da agência não só desagradou os funcionários como também os usuários do banco, que agora vão ter que se deslocar até o município vizinho de Girau do Ponciano para fazer movimentações bancárias.

“A população foi pega de surpresa com essa notícia. Muitos aposentados e pensionistas estão com medo porque vão ter que percorrer até 40 km a Girau do Ponciano. Ou seja, vão ter que se expor mais à violência, porque vão ter que andar com dinheiro. Então, somos contra isso”, disse um manifestante identificado apenas como Jonathan, em contato por telefone.

Ainda segundo os manifestantes, a superintendência do banco justificou insegurança, já que a agência foi assaltada duas vezes, além da pouca movimentação financeira.

“Em Traipu foi criada recentemente uma Secretaria de Segurança Pública municipal, o que fez com que a segurança em relação ao município fosse aumentada”, argumentou Jonathan.

Em relação à movimentação financeira, ele diz que os comerciantes se propuseram a realizar mais serviços na agência de Traipu, para aumentar o volume de movimentações financeiras.

O fechamento dessa e de outras agências no interior do estado será tema de uma reunião entre a superintendência do Banco do Brasil em Alagoas e o Sindicato dos Bancários. O encontro será na sexta (27), à tarde.

“A gente quer saber quantas agências estão fechadas e quantas estão fechando. Temos notícia desta de Traipu e de outras no Sertão, que foram alvos de bandidos e não foram reabertas, por falta de predisposição do banco. É um prejuízo muito grande para uma cidade pequena ter uma agência fechada”, afirma Nnilson Roberto Lopes Vieira, diretor financeiro do sindicato.

Fonte: G1

Golpe via SMS atinge mais de 33 mil clientes do BB e Santander

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O DFNDR Lab, laboratório de segurança digital especializado em cibercrimes, alerta para golpes envolvendo o nome de dois importantes bancos do país de forma fraudulenta: o Santander e o Banco do Brasil. Na última semana, hackers disseminaram de forma massiva links maliciosos via mensagens SMS que simulavam à perfeição comunicações oficiais das instituições financeiras

As mensagens recebidas pelas vítimas dos golpes traziam os dizeres: “Por razões de segurança, seu cartão foi bloqueado” e “Prezado(a) cliente, seu cartão de segurança expirou”. Ao todo, mais de 33 mil ataques deste golpe pelo aplicativo do DFNDR Lab.

Segundo Emílio Simoni, diretor do DFNDR Lab, “ataques via SMS ainda são muito comuns. Por isso, é muito importante manter um aplicativo de segurança atualizado com a função antiphishing e também desconfiar de quaisquer arquivos e links, mesmo quando recebidos de pessoas conhecidas ou quando a comunicação aparenta ser oficial”.

Todo cuidado é pouco!

Tendo como base a quantidade de smartphones no Brasil, o laboratório estima que cerca de outras 410 mil pessoas tenham sido impactadas. O golpe pode parecer datado e até um pouco óbvio nos dias de hoje, mas não deixa de fazer vítimas entre usuários mais descuidados, que acabam cedendo à perfeição das mensagens usadas para pescar dados pessoais, que é como o phishing funciona.

Ao acessar a URL do golpe, o usuário do smartphone é encaminhado a uma página que o induz a passar informações pessoais e bancárias, como CPF e dados do cartão de crédito, incluindo senhas e fotos de tokens/cartões de segurança bancários. Além disso, também é solicitado do correntista o número de IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) dos aparelhos celulares. Com isso, criminosos conseguem clonar os dispositivos dos usuários.

A recomendação é que sempre deve-se usar aplicativos de segurança para evitar qualquer tipo de infecção do seu dispositivo e, claro, tomar cuidado sempre com mensagens suspeitas, mesmo que venham de remetentes confiáveis, como seus amigos ou conhecidos. Nenhum tipo de informação bancária individual deve ser fornecido para ninguém por meio de mensagens ou mesmo ligações telefônicas.

Fonte: TecMundo

BB lança solução para financiar o 13º salário das empresas

Publicado em: 27/10/2017

Já está disponível para contratação nas agências do Banco do Brasil, solução de crédito que oferece capital de giro às empresas para o pagamento do 13º salário dos empregados. A linha possibilita o financiamento de até 100% da folha de pagamento, acrescidos dos encargos sociais, sem comprometer o fluxo de caixa da empresa, e poderá ser contratada até 31 de janeiro de 2018.

O prazo de pagamento pode chegar a até 24 parcelas, com até 90 dias de carência para o pagamento da primeira prestação. Outro grande diferencial é o “Bônus Parcela em Dia”, benefício que prevê a devolução de 25% do valor dos juros pagos nas parcelas do empréstimo. A devolução dos juros é feita de forma automática na conta do cliente, desde que o pagamento total da parcela ocorra na data do vencimento.

Direcionada às empresas de qualquer ramo de atividade com faturamento anual de até R$ 45 milhões, a linha apresenta taxas atrativas, definidas de acordo com o perfil do cliente.

Desde o lançamento, em 09 deste mês, já foram contratadas 516 operações, alcançando a cifra de R$ 27 milhões, sendo 85% das contratações realizadas por micro e pequenas empresas (FBA até R$ 3,6 milhões). Até o final da temporada de contratações (jan/2018), há expectativa de liberação de R$ 1 bi nessa modalidade.

A contratação do BB Giro 13º Salário pode ser realizada nas agências do Banco do Brasil.

Fonte: Último Instante

Governo admite que estuda transformar Caixa Econômica em Sociedade Anônima

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Sem dinheiro para que o governo faça um aporte de recursos na Caixa, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, confirmou nesta quinta-feira, 26, as negociações de alternativas para que o banco reforce seu capital e não descumpra normas internacionais de proteção contra crises no sistema bancário. Ela também admitiu os estudos para transformar a Caixa em Sociedade Anônima (S.A.). As informações foram antecipadas pelo Estadão/Broadcast.

Ana Paula explicou que, para fortalecer o capital da Caixa e assegurar sua capacidade de continuar emprestando, o governo está dando prioridade à operação com o FGTS que transforma R$ 10 bilhões de dívida que o banco tem hoje com o fundo em instrumento perpétuo.

Além de pareceres jurídicos, o governo vai consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de enquadrar esses recursos dentro dos níveis de capital necessitados pela Caixa.

Segundo a secretária, essa operação seria suficiente para equacionar a situação do banco, inclusive com alguma folga.

Ana Paula, que preside o Conselho de Administração da Caixa, é defensora da transformação da empresa em S.A., modelo pelo qual o capital do banco é dividido em ações. Ela disse que essa opção está em estudo e seria positiva para melhorar a governança da instituição.

Hoje a Caixa ainda é dominada por indicações políticas. Segundo a secretária, a transformação do banco em S.A. não afeta sua posição como empresa pública 100% estatal. “Não há discussão sobre IPO (oferta pública de ações, na sigla em inglês) da Caixa”, disse.

Modelo. Se a mudança for confirmada, o modelo será o mesmo do Banco do Brasil, cujo acionista majoritário é a União. Ainda assim, o BB continua sendo um banco público. Já a Caixa é um banco com único acionista: a União.

O governo vem discutindo com a Caixa uma revisão estatuto do banco e medidas para adesão da instituição ao programa de governança das estatais da B3 (a Bolsa de Valores brasileira). Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o banco teve problemas com perdas relacionadas a decisões erradas de desembolsos. “A ideia é que a Caixa seja um banco que tenha governança sólida, que faça decisões de crédito saudáveis e que possa, portanto, ter resultados positivos para o governo e para a sociedade”, afirmou Meirelles, em entrevista recente ao Estadão/Broadcast.

Fonte: Estadão

Bancários de Franca obtém vitória para os assistentes do BB

Publicado em: 26/10/2017

O sindicato obteve mais uma vitória, através da justiça do trabalho, para os assistentes do Banco do Brasil.

Após sentença favorável em primeira instância, na ação coletiva que o sindicato ajuizou em face do Banco do Brasil, visando o recebimento da 7ª e 8ª horas como horas-extras e a redução da jornada de trabalho para seis horas sem redução salarial para os Assistentes A de Unidades de Negócio, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT 15) manteve a decisão.

O Advogado do Sindicato, Dr. Antônio Carlos Saraúza, informou ainda que da referida decisão cabe por parte do banco a interposição de Recurso de Revista para o Tribunal Superior do Trabalho TST (Brasília).

Fonte: União Geral dos Trabalhadores

Governo reforça orçamento em R$ 3 bi em acordo com Caixa e BB

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Depois de uma longa e difícil negociação, o governo fechou ontem um acordo com Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil (BB) para aumentar em cerca de R$ 3 bilhões as receitas do governo federal.

Valores devidos pela União em ações judiciais (precatórios) que não foram sacados há, pelo menos, dois anos, e que estavam bloqueados pela Justiça, serão liberados a partir de sexta-feira.

A liberação total, segundo apurou o ‘Estadão /Broadcast’, será de R$ 4,7 bilhões, mas parte desse valor já está na conta do governo.

As administrações da Caixa e do Banco do Brasil resistiam em repassar os recursos bloqueados temendo questionamentos futuros.

Depois de uma reunião de cerca de 40 minutos na Advocacia-Geral da União (AGU), representantes dos dois bancos concordaram em repassar para o Tesouro os recursos diante da garantia da União de se responsabilizar por qualquer ação judicial a respeito.

A ministra da AGU, Grace Mendonça, vai publicar uma orientação interna para que todos os advogados da União atuem em todos os casos ligados aos precatórios.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vai publicar um parecer reunindo avaliações jurídicas de todos os órgãos envolvidos e determinando a responsabilidade jurídica da União nos casos ligados aos precatórios.

Participaram da reunião, a ministra da AGU, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e representantes do Tesouro, dos bancos, da PGFN e da Secretaria de Orçamento.

Mesmo com o reforço no caixa, o governo ainda não deve decidir por novas liberações no orçamento contingenciado. Somente no envio ao Congresso do ultimo relatório de receitas e despesas do Orçamento de 2017, em 22 de novembro, a equipe econômica tomará uma decisão a respeito.

Um eventual desbloqueio amplia automaticamente as emendas parlamentares impositivas – parte do Orçamento que obrigatoriamente é destinada a emendas apresentadas por parlamentares.

O acordo deu alívio ao Ministério do Planejamento, que pretende fazer um novo desbloqueio das despesas até o fim do ano. A liberação permite ampliar os gastos, mas também tira pressão sobre o Orçamento de 2018.

Paralelamente a essa decisão, o governo ainda busca aumentar receitas de última hora para compensar a perda de arrecadação com a retirada de Congonhas do programa de concessões. O governo contava com cerca de R$ 6 bilhões de receita com a concessão.
Orçamento

O governo ainda não definiu a data de apresentação da nova versão do Orçamento de 2018. A equipe econômica quer entregar a mensagem na sexta-feira,27, mas há possibilidade de o envio ficar para segunda ou até mesmo terça-feira, 31.

Um dos imbróglios em torno da apresentação da nova proposta é a forma de encaminhamento das medidas econômicas que irão elevar receitas e conter despesas no ano que vem.

A equipe econômica quer que elas sejam apresentadas como medidas provisórias (MPs), que têm vigência imediata.

Mas o Planalto quer evitar novos conflitos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já reclamou da quantidade excessiva de MPs do Executivo.

Por isso, a ala política do governo defende o envio por projetos de lei, que dependerão da boa vontade do Congresso em votar as propostas para só então entrarem em vigor e serem incluídas no Orçamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame.com

Após três anos, BB volta ao mercado e capta US$ 1 bilhão

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Após três anos longe do mercado internacional, o Banco do Brasil captou US$ 1 bilhão em bônus de sete anos nesta quarta-feira (18).

Os papéis embutem rentabilidade ao investidor de 4,7%, com cupom de 4,625%. A operação atraiu demanda de cerca de US$ 5,5 bilhões.

Segundo o vice-presidente de finanças e de relações com investidores do BB, Alberto Monteiro, os recursos captados serão usados para operações gerais do banco no exterior.

“Acho que foi uma taxa boa para o banco e para os investidores”, disse Monteiro a jornalistas, por telefone.

De acordo com o executivo, não há planos de voltar ao mercado. E uma eventual nova captação destinada para ajudar a compor os níveis de capital do banco só aconteceriam após 2020.

Fonte: Época Negócios

Terceirização do setor de TI no BB avança

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O processo de terceirização do setor de tecnologia do BB caminha a passos largos para a sua total terceirização. Feita pela empresa Falconi, que tem como membro do Conselho Administrativo na empresa nada menos do que Moreira Sales, presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco e também Presidente do Conselho Diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban).

Como este Diário vem noticiando sistematicamente, o governo do golpistas Michel Temer prepara a privatização dos bancos públicos para entregar nas mãos dos banqueiros parasitas nacionais e internacionais.

Recentemente, a direção da Caixa Econômica Federal anunciou que modificará o seu estatuto com vista transformar o banco em uma empresa de sociedade anônima e pavimentar o caminho para a privatização.

Os bancos estatuais, que sobraram da famigerada era FHC, tais como Banrisul, Banco Regional de Brasília, Banestes, etc. estão na mira dos governos estatuais como moeda de troca com o governo para saldar parte das dívidas dos Estados, o Banco do Nordeste, que exerce uma função social nos Estados mais pobres da Federação, está passando por um processo de reestruturação que visa a sua privatização.

No Banco do Brasil o processo de reestruturação vai a todo o vapor através do enxugamento funcional (após o golpe que derrubou o governo legitimamente eleito já foram colocados no olho da rua mais de 9 mil trabalhadores) e o sucateamento da empresa com o fechamento de centenas de agências no país, e até fora dele como nos casos de Portugal, França, Venezuela, etc., falta de pessoal, etc., com a finalidade de liquidação do banco como empresa pública de fomento para o desenvolvimento do país e entregar para os capitalistas em crise um patrimônio do povo brasileiro com mais de R$ 1 trihão em ativos.

E é neste sentido que caminha, a passos largos, o processo que visa, através da terceirização, de entregar para empresas privadas o setor de tecnologia do banco. A TI do banco é um setor estratégico para o banco. Foi colocado nas mãos de uma Consultoria comandada por Moreira Sales, homem do Itaú. São várias as denúncias de trabalhadores bancários naquele setor estão fazendo em relação ao processo de entrega do setor de TI.

É necessário organizar os bancários do Banco do Brasil com os demais trabalhadores bancários, com as organizações dos trabalhadores da cidade e do campo com o objetivo de barrar o golpe através da anulação da frande do impeachment de derrubou um governo eleito democraticamente com mais de 54,5 milhões de votos, e todas as medidas executadas pelo governo golpistas de liquidação dos direitos e conquistas dos trabalhadores.

Fonte: Diário Online

BB passa a cobrar taxa de 500 ienes em operações no Japão

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As 3 repartições consulares – Consulado-Geral do Brasil – em Nagoia, Hamamatsu e Tóquio postaram um comunicado oficial em suas respectivas web pages. Trata-se da informação da taxa de 500 ienes a ser cobrada pelo Banco do Brasil por cada boleto de taxa consular a ser paga na instituição financeira.

“A partir do próximo dia 1º de novembro (quarta-feira), o Banco do Brasil passará a cobrar taxa de processamento de ¥500 (quinhentos ienes) para cada boleto pago. Não haverá alteração no valor dos emolumentos cobrados pelo Consulado”, descreveu o Consulado-Geral do Brasil de Nagoia.

Ou seja, “a cobrança da referida taxa de serviços bancários é independente da taxa de emolumentos paga por serviços consulares”, esclarece o Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu.

A página do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio mostra um exemplo prático. “Para solicitar passaporte pelo correio, que custa ¥15.600, o consulente deverá acrescentar ¥500, pagando ¥16.100, mais a taxa do correio. Caso esteja solicitando 3 passaportes, deverá pagar ¥ 47.300 (¥46.800 mais ¥500), mais a taxa do correio.”

Banco do Brasil explica sobre os ¥500

Acontece que nas redes sociais há posts questionando a taxa, os quais geraram polêmica dentro da comunidade.

O Banco do Brasil no Japão foi consultado para esclarecer o motivo dessa cobrança de taxa, ainda que ele tenha disponibilizado a informação em sua página web.

“Os depósitos em contas de clientes não residentes possuem características diferentes dos depósitos em conta de residentes no Japão, especialmente no tocante aos tratamentos operacional, contábil e tributário.

Conforme a legislação japonesa, Consulados e Embaixadas são considerados instituições vinculadas aos países aos quais representam e, portanto, não residentes no Japão.

No Banco do Brasil, assim como em todo o mercado financeiro japonês, a operação de depósito em conta de não residentes possui o tratamento equivalente ao de uma remessa ao exterior. Assim, não se trata de um simples depósito e/ou furikomi.

Para realizar os depósitos em contas de não residentes, no mercado financeiro japonês, é cobrada tarifa que varia de 2.500 a 5.500 ienes por transação. No Banco do Brasil no Japão, a mesma tarifa custa 2.200 ienes, cuja cobrança tem sido e continuará sendo isentada integralmente até o dia 31 de outubro de 2017, para os depósitos relacionados aos pagamentos de emolumentos consulares. Portanto, não se trata de uma nova tarifa.

A partir do dia 1o. de novembro de 2017, para permitir a continuidade da prestação deste serviço, com a mesma qualidade até então oferecida e, no intuito de cobrir os custos envolvidos em sua operacionalização, o BB retirará parcialmente a isenção até então concedida e efetuará a cobrança em valor reduzido (500 ienes, equivalentes a 23% do valor original da tarifa)”, informou a instituição.

Fonte: Portal de Mie

População de cidade alagoana se articula para evitar fechamento do BB

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Moradores do município de Traipu, região Agrestina de Alagoas, vivenciam momento de humilhação e falta de respeito por parte do Banco do Brasil. É que drasticamente a instituição bancária publicou há poucos dias, uma portaria, dando conta de que a partir do dia 20 de novembro próximo, quem quiser dispor de todos os serviços oferecidos hoje pela agência da cidade, terá que se deslocar até Girau do Ponciano; pois a direção do órgão em Brasília, decidiu de maneira medíocre transferir todas as contas dos correntistas traipuenses para a agência de Girau.

Na verdade em Alagoas, o Banco do Brasil vem sendo alvo de muitas críticas por parte de vários prefeitos, apoiados pelos deputados, Ronaldo Medeiros (estadual) e os federais Ronaldo Lessa e Paulão, parlamentares que vestiram a camisa, sobretudo cobrando em Alagoas e no Congresso Nacional, respeito e satisfação para o povo. Isso porque o BB adotou uma política, a fim de transformar suas agências que sofreram ataques de bandidos, em Postos de Serviços. Isso resultou na debilitação da economia das cidades vítimas desse caso, visto que a população passou a operacionalizar suas finanças em outras regiões. Por conta disso, foi que no último dia 6, a Justiça determinou a reabertura por completa das agências de Canapi, Mata Grande e Piaçabuçu.

O prefeito de Traipu, Eduardo Tavares (PSDB) disse que foi informado pela Superintendência Regional do Banco do Brasil aqui em Alagoas, que em razão dos sinistros ocorridos de 2016 para trás e, devido ao fato do ex-prefeito (Marcos Santos) não haver repassado ao Banco o dinheiro dos consignados dos servidores públicos, fato que fez o BB judicializar o caso e, por isso, não pode mais fazer empréstimo aos quase 2.500 servidores da Prefeitura, levou a diretoria a decidir, no final do ano passado, pelo fechamento do Banco.

“O fechamento está marcado para ocorrer dia 20 de novembro próximo, justamente em uma época em que o dinheiro público é tratado com respeito; circula dentro do município e em um momento que Traipu vivencia profundo clima de tranquilidade, paz e segurança! Esse ano jamais tivemos qualquer tipo de delito em nossa terra. Mas, nós vamos brigar! Estamos mobilizando a classe política e vamos à Justiça (ação popular), o Banco é de fomento! É do povo! Está em Traipu há 40 anos! Não vamos permitir que isso ocorra!” disse Eduardo Tavares, esperançoso para alcançar tal sonho, assim como os prefeitos de Canapi, Mata Grande e Piaçabuçu que este mês receberam o aval da Justiça, para que o Banco do Brasil reabra suas portas como agência bancária, e não como posto de serviço.

Fonte: Tribuna Hoje

BB segue Copom e anuncia sétima redução de juros neste ano

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O Banco do Brasil seguiu a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, e anunciou a sétima queda consecutiva de juros neste ano.

O repasse da nova redução da Selic, que foi para 7,5% ao ano, será tanto para linhas de crédito com foco na pessoa física como na jurídica. As novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira, dia 30.

“Estamos num momento vital para retomada da economia e a redução dos juros pela sétima vez neste ano reforça esta tendência. Corte de juros, inflação sob controle e indicadores de mercado de trabalho aumentam a confiança de investidores e dos consumidores”, avalia o presidente do BB, Paulo Caffarelli, em nota exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Na pessoa física, uma das linhas que passarão a ter juros menores é a de crédito de livre aplicação com garantia de imóvel (home equity), cujas taxas serão reduzidas de 1,69% ao mês para 1,44% ao mês, na faixa mínima, e de 2,10% para 1,90% ao mês, no patamar máximo.

Para veículos novos e seminovos, a taxa mínima passa para 0,99% ao mês e a máxima para 2,23% ao mês, ante 1,19% e 2,33% ao mês cobrados até então.

Para veículos com até cinco anos de uso, as novas taxas estarão entre 1,29% ao mês e 2,73% ao mês, ante 1,39% ao mês e 2,83% ao mês, válidas para operações contratadas via canal mobile.

O Banco do Brasil também reduzirá os juros para quatro linhas da pessoa jurídica.

As taxas mínimas para as linhas do BB Crédito Veículo passarão de 1,49% ao mês para 1,39% ao mês, na faixa mínima, enquanto as máximas sairão de 3,26% para 3,16% ao mês.

Nas linhas de recebíveis, os juros serão reduzidos em 0,06 p.p. (taxa nominal para 30 dias).

Na linha desconto de cheque, as taxas passarão para 1,08% ao mês (mínima) e 4,46% ao mês (máxima), ante os 1,14% ao mês e 4,52% ao mês cobrados atualmente.

Fonte: Exame.com

Governo quer transformar Caixa Econômica em empresa de sociedade anônima

Publicado em: 19/10/2017

A área econômica quer transformar a Caixa em uma empresa de sociedade anônima, modelo pelo qual o capital do banco é dividido em ações. A intenção é melhorar a governança e abrir caminho para a abertura de capital da instituição, revela o Estadão.

O modelo é o mesmo do Banco do Brasil, cujo acionista majoritário é a União. Ainda assim, o BB continua sendo um banco público. Já a Caixa é um banco com único acionista: a União.

O assunto pode ser votado hoje em reunião do conselho de administração do banco, presidido pela secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, que defende a mudança. O Estadão/Broadcast apurou, porém, que ainda faltam alguns pareceres técnicos para analisar o assunto.

Segundo uma fonte da equipe econômica, o novo modelo é visto como o mais adequado por diminuir a interferência política, pelas exigências normativas em relação à transparência da instituição e pela pressão dos acionistas minoritários (caso o banco abra o capital) por resultado melhores na comparação com os concorrentes. Dessa forma, decisões de investimentos ou desembolsos que coloquem em risco a saúde financeira do banco seriam monitorados e possivelmente evitados pela fiscalização dos minoritários.

O governo vem discutindo com a Caixa uma revisão estatuto do banco e medidas para adesão da instituição ao programa de governança das estatais da B3 (a Bolsa de Valores brasileira). Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o banco teve problemas com perdas relacionadas a decisões erradas de desembolsos. “A ideia é que a Caixa seja um banco que tenha governança sólida, que faça decisões de crédito saudáveis e que possa, portanto, ter resultados positivos para o governo e para a sociedade”, afirmou Meirelles, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

O ministro afirmou que o governo conta com a Caixa para assegurar o crescimento do País nos próximos anos. Meirelles ressaltou, no entanto, que, no momento, não há proposta de abertura de capital da Caixa como um todo, apenas da área de seguros do banco.

Programas. Com forte influência política, a Caixa encampou programas que tecnicamente colocavam em risco a saúde financeira do banco. Um dos exemplos mais gritantes foi o programa Minha Casa Melhor, de financiamento de móveis e eletrodomésticos para beneficiários do Minha Casa Minha Vida, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Embora a área jurídica do banco tivesse recomendado que o programa não entrasse em vigor no modelo que foi desenhado pela equipe da ex-presidente, o banco assumiu os riscos. Um ano e meio depois, o governo da própria Dilma teve que cancelar o Minha Casa Melhor devido à alta inadimplência do programa, que beirava 30%.

Ainda na gestão PT, o banco foi usado em manobras contábeis para melhorar as contas públicas e serviu de locomotiva do crédito para impulsionar o crescimento.

Procurada, a Caixa não quis comentar.

Fonte: Estadão

Banco público é fundamental para o país, diz economista da Unicamp

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O relógio ainda não marca 10 horas, mas já há fila do lado de fora da agência da Caixa Econômica Federal. São clientes e usuários que chegaram antes do horário, na tentativa de garantir atendimento e diminuir o tempo de espera. Eles aguardam para receber a pensão ou aposentadoria, pagar a parcela do financiamento habitacional ou utilizar outros serviços disponíveis. Mesmo assim, após a distribuição das senhas, a fila que têm que enfrentar é longa, demorada e cansativa.

Do outro lado do balcão, bancários se desdobram para conseguir atender a todos. Embora existam vários guichês, há poucos funcionários designados para o atendimento pessoal. Além da realização de saques, depósitos, manuseio de envelopes e malotes e pagamento de benefícios, o trabalho inclui a venda de produtos bancários, como seguros, capitalização, previdência e consórcios. No Banco do Brasil, por exemplo, cada funcionário de agência é responsável pelo atendimento médio de 450 contas. Tudo isso sob a pressão das metas a serem cumpridas.

“Essa é a realidade atual, vivida por usuários e funcionários dos bancos públicos brasileiros. Resultado de um processo de desmonte que vem sendo intensificado pelo Governo Temer”, explica Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região. As medidas desta abordagem destrutiva incluem fechamento de agências, diminuição do número de funcionários – através dos planos de aposentadoria incentivada – e constantes reestruturações, que precarizam o atendimento à população e sobrecarregam os trabalhadores bancários.

Bancos públicos

Segundo dados no Dieese, de janeiro a agosto de 2017, foram fechados 6.845 postos de trabalho na Caixa. Já o Banco do Brasil fechou 563 agências em todo o pais, no primeiro trimestre do ano. “Trata-se de uma estratégia para diminuir o papel destes bancos, criando uma percepção na sociedade de que eles não prestam e não são eficientes. Com isso, abre-se espaço para o velho discurso de que estão operando mal ou perdendo dinheiro e, portanto, devem ser privatizados a médio prazo, eliminando-os da economia nacional”, conclui o presidente do Sindicato.

Lucro X interesse público

Nos últimos anos, a Caixa e o Banco do Brasil foram fundamentais para manter o crescimento do país, investindo do acesso da população aos serviços bancários e na expansão do crédito. Segundo o professor do Instituto de Economia da Unicamp Fernando Nogueira da Costa, os bancos públicos têm papel crucial no acesso popular, ampliando a abertura de contas para trabalhadores formais e informais, e também na capacidade de financiamento produtivo, corrigindo falhas do mercado financeiro, baixando taxas e juros e cumprindo políticas públicas de cunho social.

“Os bancos privados têm como foco a área de investimento e a busca pelo lucro, beneficiando principalmente clientes de alta renda. Já os bancos públicos têm maior fonte de captação na poupança – 38% na Caixa e 20% no Banco do Brasil –, o que beneficia a população de baixa renda, e financiam setores menos lucrativos, como a habitação e a agricultura familiar, entre outros”, resume o professor da Unicamp.

Em outras palavras, os bancos públicos são essenciais porque há atividades e setores econômicos que os bancos como Itaú, Bradesco e Santander não têm interesse em participar. Assim, o Banco do Brasil e a Caixa são necessários para viabilizar políticas econômicas e sociais em áreas como habitação, saneamento, infraestrutura, educação, esporte, cultura e agricultura. Por isso, essas instituições tornam-se imprescindíveis para o desenvolvimento do país e para aumentar o bem-estar social da população.

Cortes também para agricultura familiar

As medidas de desmonte dos bancos públicos implementadas pelo Governo Temer impactam também a população rural. Um exemplo é o corte de 39% no orçamento destinado ao Pronaf, programa de fortalecimento da agricultura familiar operado pelo Banco do Brasil.

A proposta do governo para 2018 é que o montante destinado ao Pronaf passe de R$ 7,8 bilhões para R$ 4,8 bilhões. Vale lembrar que, segundo dados do último censo agropecuário (2006), apesar da agricultura familiar ocupar apenas 24,3% da área agricultável, produz 70% dos alimentos consumidos e emprega 74,4% dos trabalhadores rurais.

Sete passos

Fonte: Brasil de Fato

Previ revê estratégia e prepara associado para assumir mais risco

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Com 203 mil participantes e R$ 172 bilhões em ativos, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é de longe o maior do país. E, apesar de seu tamanho, é um dos poucos que não precisou aumentar recentemente as contribuições de seus associados ou aposentados de maneira drástica, como vários outros fundos de estatais, para cobrir rombos de má gestão ou irregularidades.

Alguns fundos acabaram sofrendo até intervenção dos órgãos reguladores. Já a Previ acumula neste ano, até setembro, um superávit acima de R$ 6,5 bilhões, que somado ao de 2016 chega a R$ 10 bilhões em 20 meses, afirma Gueitiro Matsuo Genso, presidente da Previ.

Ele falou ao Portal do Pavini durante o 38 Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada promovido pela Abrapp.

Uma explicação para a performance pode ser o próprio perfil dos associados, bancários, pessoas que lidam com dinheiro em seu dia a dia e conhecem o básico de mercados.

“E usamos a estrutura do banco, altamente preparada, para recrutar nossos executivos, seja na área de análise, seja de gestão, e todos têm de ter mais de dez anos de contribuição ao fundo, o que cria um compromisso forte”, diz.

Mais que os profissionais, uma governança sólida ajudou a evitar as investidas de interesses externos no fundo. “Na Previ, quem decide não executa e quem executa não controla”, diz.

Fundo novo e fundo antigo

Mesmo assim, a Previ se prepara para um grande desafio que é preparar o pagamento das aposentadorias dos funcionários mais antigos do Plano de Benefício Definido (BD), com R$ 161 bilhões e 114 mil associados, dos quais 102 mil já recebendo benefícios, cujo valor é garantido pelo fundo.

Ao mesmo tempo, terá de garantir os recursos até 2090 para os que entraram a partir de 1997 no Plano de Contribuição Variável (CV), que tem hoje R$ 10,9 bilhões 86 mil associados, 85 mil deles na ativa, e em um ambiente em que juro será menor e o ganho da renda fixa deixará de ser a principal garantia do fundo.

Escolha agora é dos participantes

Será preciso tornar os ativos mais líquidos para o plano antigo e correr mais risco no mais novo, mas para isso é preciso que o investidor do plano CV, que é quem escolhe onde aplicar o dinheiro dele, entenda e aceite correr esse risco, afirma Genso.

“No Plano BD, nós decidíamos e respondíamos pelas escolhas, mas no CV é o próprio participante que escolhe de acordo com seu perfil”, diz.

Mais ações no fundo antigo

Isso explica o elevado percentual que a Previ ainda tem em ações no Plano BD, de 46% do total de ativos, incluindo grandes fatias de controle em importantes empresas como Vale, Petrobras ou Neo Energia, e que garantiram boa parte da rentabilidade do fundo no ano passado e neste ano, apesar das fortes perdas nos anos anteriores.

“Temos 12 ações que representam 95% de nossa carteira”, afirma Genso. A renda fixa tem 43%.

Fundo novo poderia ter mais ações

Já no CV, as ações respondem por 30% do total e a renda fixa, 53%, exatamente o contrário do que um público mais jovem, que ainda vai demorar para se aposentar, deveria ter.

“Esse percentual, pelo perfil dos participantes, deveria ser 50% em renda variável pelo menos”, afirma Genso. “Mas, em geral, o investidor olha o retrovisor, e saca de ações quando o mercado cai, realizando prejuízos que seriam recuperáveis, e entra quando está no pico, quando o ganho já está no limite”, diz.

Ensinar o investidor a acompanhar e suportar quedas momentâneas do mercado será o trabalho do fundo nos próximos anos. “Tanto que grande parte do ganho do fundo BD veio da renda variável ao longo dos anos”, destaca Genso.

O desafio da educação previdenciária é geral no Brasil, admite o presidente da Previ. “Fazer a pessoa poupar hoje para ter uma reserva no futuro está muito ligado à cultura, e nós não temos essa cultura no Brasil, ao contrário de outros países, como o Japão, em que há até exagero na poupança”, diz.

Perdas de 2015 recuperadas até 2018

Uma das formas de educar os participantes é a comunicação. O fundo envia mensalmente seus balanços detalhados aos 110 mil participantes do Plano BD e 89 mil do CV, detalhando os resultados, de onde eles vieram e onde o dinheiro está aplicado.

“Agora, por exemplo, estamos mostrando com esse ganho de R$ 10 bilhões em 20 meses que nosso desequilíbrio de 2015, quando tivemos de marcar a mercado 12 ações com fortes perdas, de R$ 13 bilhões, e que elevaram o prejuízo total no ano para R$ 16 bilhões, foi conjuntural”, diz.

“Esperamos voltar ao equilíbrio no Plano BD ainda em 2018, recuperando as perdas de 2015”, afirma Genso.

Balanço mensal para ajudar a entender o plano

A estratégia do fundo vai além das exigências legais, lembra Genso. Por elas, o fundo de pensão teria apenas de divulgar o resultado uma vez por ano.

“Mas se patrocinamos boas práticas nas empresas em que investimos, como não vamos segui-las também?”, questiona.

Por isso a decisão de divulgar balanços mensais. E, em agosto, além de divulgar resultado, mandaram um boletim explicando o balanço do fundo BD.

“Não é fácil, mas tentamos mostrar o que é ativo e passivo, que o passivo é uma reserva matemática para 2090 para pagar os benefícios futuros, corrigida pelo INPC mais 5% ao ano, e que os ativos são as aplicações”, diz. A dificuldade é maior porque há associados de diversas idades, desde jovens até os aposentados.

Seis classes de ativos

O boletim mostra as seis classes de investimentos do fundo: renda variável, renda fixa, imóveis, operações com participantes (empréstimos, por exemplo), investimentos estruturados, ou fundos de participação, e investimentos no exterior.

Assim, neste ano, até agosto, último dado divulgado, o passivo cresceu 4,61%, que representa a variação da inflação do INPC mais 5%.

Plano BD redeu 8,35% até agosto

Já os ativos do Plano BD renderam no total 8,35%, sendo 10% da renda variável, 6% da renda fixa e 3% do investimento imobiliário. Os imóveis, que ainda sofrem com a alta vacância, representam 6,35% da carteira.

Os polêmicos Fundos de Investimento em Participações (FIPs), que compram empresas fechadas, fora da bolsa, e que foram envolvidos em irregularidades e prejuízos a alguns fundos de pensão, renderam 20% para a Previ este ano.

“Esses fundos estão saindo da fase de maturação e já mostram serem muito rentáveis, mas são ainda uma parcela muito pequena da carteira, 0,55%”, diz. E o investimento no exterior, que tem uma fatia ainda mais modesta, de 0,07% da carteira, renderam 9%.

Ganhos da renda variável e concentração em 12 ações

Com esse resultado, o fundo está ganhando 4% líquidos acima da meta atuarial de 4,6%, destaca Genso. “Estamos pagando ainda a conta de 2015 e dando uma tranquilidade para o associado”, diz. Ele explica que o que mexe com o resultado do fundo é a renda variável.

“Temos uma carteira de R$ 72 bilhões, quase toda, 95%, em 12 ativos, por isso quando a bolsa cai dizemos ao investidor ter calma, pois os ativos são bons”, lembra.

Como exemplo ele cita a Vale, cujas ações representam sozinhas 36% da carteira de renda variável e 16% do patrimônio do fundo.

Depois aparecem BB, com 11% da carteira de ações, Neo Energia, com 9,5%, Ambev, com 7,4%, Petrobras, com 6,64%, BRF, com 4,97%, Itaú Unibanco, 5%, CPFL Energia, 3,66%, Bradesco, 3,06%, Ultrapar, 2,26%, Itaú Investimentos, 2,03% e Invepar 2%.

Planos novos rendem 10,58%

Já no plano novo, CV, há 4 perfis para o investidor escolher com seu perfil de risco. O fundo rendeu 10,58% na média, também bem acima dos 4,61% da meta atuarial. Mas a maioria escolhe o plano conservador, por isso o trabalho de conscientização e educação financeira, afirma Genso.

“Temos de evitar o efeito manada, de aplicar na alta quando todos estão aplicando e resgatar na baixa”, diz. “E essas pessoas ainda têm 20 anos para se aposentar, deveriam estar aproveitando para correr risco agora para alavancar os ganhos, ainda mais com os juros caindo”, diz.

Questionário de perfil de risco e cenário econômico

Para ajudar a convencer os participantes, a Previ criou um questionário para definir o perfil de cada associado e, a partir disso, um app que traz um cenário econômico mensal com os principais indicadores da economia.

“Fazemos isso porque, se no plano BD somos nós que definimos as aplicações, no CV é o investidor, e é uma linha tênue entre a orientação e a obrigação de não induzir o investidor”, explica Genso. “Tentamos fazer ele refletir sobre as oportunidades e os cenários”, diz.

Vantagens dos fundos fechados

Genso cita as vantagens dos planos fechados em relação aos abertos, oferecidos pelos bancos. “Nos fechados, o associado participa da gestão escolhendo representantes para o conselho, e não há a divisão do lucro com a instituição financeira”, lembra.

“E mesmo com um custo mais baixo, conseguimos um retorno maior que a previdência aberta”, diz, citando um estudo com fundos de renda fixa de bancos e a Previ. “Nosso fundo Previ Futuro, de janeiro a agosto deste ano, rendeu 7,98%, para 7,86% do Bradesco Master FI, 7,58% do Itaú FlexPrev ativo, e 7,50% da BrasilPrev RT Fix VI”, diz.

“E isso porque não marcamos todo o ganho que tivemos com nossas NTN-B com a queda dos juros, só 42% do total”, diz. Os outros 58% são marcados “na curva”, ou seja, atualizados de acordo com o rendimento acumulado desde a aplicação.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Arena do Pavini.

Fonte: Exame