BB cria programa de inovação Lentes e vai usar blockchain em experimentos

Publicado em: 18/03/2022

O Banco do Brasil acaba de criar o “Lentes BB”, novo programa de experimentação e inovação aberta para tecnologias digitais emergentes em novos modelos de negócios. O primeiro laboratório do banco nesse programa será voltado a blockchain. Essa tecnologia permite a duas ou mais pessoas, empresas ou computadores (que podem ou não se conhecer) trocar valores em ambientes digitais – em uma transação monetária, de informação ou outra troca de ativos – sem intermediários.

A estratégia vai permitir ao banco público aumentar o uso do blockchain e acelerar a digitalização, segundo Rodrigo Mulinari, diretor de tecnologia do BB. Outros temas estão na fila, como 5G, agronegócios, internet das coisas e inteligência artificial. A escolha do blockchain para iniciar o projeto do BB foi feita pela popularização da tecnologia. A ideia é identificar e validar oportunidades que possam se beneficiar dessa tecnologia.

O “Lentes BB” será executado por meio de laboratórios – físicos ou virtuais – com a intenção de juntar empreendedorismo, capacitação e tecnologia. A ideia do banco público é ter apoio de parceiros, que podem ser startups, universidades e outras corporações, desde que especialistas nos temas e tecnologias abordadas.

No caso do blockchain, a implementação será feita em parceria com a startup GoLedger, especializada em desenvolver sistemas desse tipo privados, sob demanda. A tecnologia usada pela empresa possibilita transações financeiras descentralizadas conhecidas como DeFi.

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 11/03/22, às 15h54.

Fonte: Estadão

Banco do Brasil apresenta a implementação do Trabalho Remoto Institucional

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A direção do Banco do Brasil apresentou para a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (17), a proposta de Trabalho Remoto Institucional (TRI) que será implementada ainda no mês de março.

Os funcionários só poderão trabalhar em home office por dois dias na semana. Para cada departamento ficará estabelecido, no máximo, 30% de ausências físicas programadas da dotação da dependência, incluindo-se férias, abonos e trabalhadores do grupo de risco que já estejam em home office. As ausências não programadas, como por exemplo ausências médicas, não estarão contempladas nesse cálculo.

“Embora haja esse percentual de ausências programadas, será possível colocar um percentual maior de bancários em home office, da ordem de 60 a 80%, desde que as diretorias e unidades façam opção pelo rodízio de funcionários que estariam semanalmente em teletrabalho nos seus departamentos”, avalia Getúlio Maciel, representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-SP) na CEBB.

Inicialmente, esse projeto contemplava poucos locais de trabalho em departamentos. Porém, o modelo avançou para todas as áreas, como diretorias e unidades. Para tanto, será preciso respeitar os critérios já acordados anteriormente no acordo específico de teletrabalho do BB, aprovado pelos funcionários no final de 2020, como a voluntariedade e mútuo acordo entre o banco e o funcionário; elegibilidade do processo de trabalho para o teletrabalho e elegibilidade do funcionário para esse tipo de trabalho.

O coordenador da CEBB, João Fukunaga, lembrou que o teletrabalho institucional é a possibilidade de trabalhar um período, em modelo híbrido, de casa. “A proposta do banco não contempla o que desejamos, que seria uma abrangência maior das pessoas em home office; mas com o acompanhamento e a devida avaliação periódica pela empresa e representantes dos trabalhadores, poderemos conseguir mais avanços, e nesse momento, o teletrabalho virá ao encontro de muitos trabalhadores. Neste momento, depois de um ano e meio, temos de consolidar a implementação, ela não é perfeita mas queremos e podemos avançar muito e conseguir a melhor forma de termos um teletrabalho justo e coerente”, avaliou.

Os representantes dos funcionários cobraram ainda atenção e melhor avaliação em relação aos trabalhadores dos Escritórios Digitais e das Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB), que podem não ser contemplados nesse momento. “São colegas que fazem atendimento presencial externo, e conseguiriam fazer o trabalho remotamente. Nas CRBBs, os problemas vão além, já que muitos desses locais de trabalho aparentam insalubridade e precisam de melhorias. Portanto, é importante contemplar esses colegas nesse novo tipo de trabalho”, completou Fukunaga.

Conheça os principais prontos da proposta:

  • Autoriza o início do uso do Trabalho Remoto Institucional – TRI, mantendo as premissas do ACT Teletrabalho 2021-2023: Elegibilidade dos processos, Elegibilidade do funcionário e Mútuo Acordo.
  • Estabelece o percentual diário de ausências físicas dos funcionários (incluindo TRI) em no máximo 30% da dotação da unidade.
  • Estabelece a frequência de trabalho remoto em até dois dias na semana ou equivalente mensal caracterizando o trabalho remoto híbrido.
  • Excepcionalmente, para unidades onde as mudanças físicas em função de estratégias adotadas anteriormente impeçam a adoção do TRI na frequência e percentuais acordados com as áreas gestoras, essas condições poderão ser flexibilizadas temporariamente.

Fonte: Contraf-CUT

Ação impede BB de descontar salários por causa de greve dos funcionários

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O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro conseguiu uma vitória na Justiça do Trabalho para garantir o direito de greve dos funcionários do Banco do Brasil, anulando os descontos de salários impostos pela direção da empresa em relação às paralisações do funcionalismo nos dias 29 de janeiro e 10 de fevereiro de 2021.

A decisão da juíza Nelie Oliveira Perbelis, da 30ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, tomada na sexta-feira passada (11), permite a compensação dos dias parados, evitando assim, o prejuízo salarial para os bancários que aderiram ao movimento grevista.

Motivos justos

Razões para o bancário aderir à paralisação não faltaram. A greve foi uma resposta dos bancários e do movimento sindical após o BB anunciar, no dia 11 de janeiro de 2021, a extinção da gratificação de caixa com o fim dos caixas executivos efetivos, passando todos estes funcionários a serem “substitutos”. O efetivo tinha a remuneração paga integralmente todo mês, já o susbtituto, comente nos dias que o banco determinar.

A magistrada relata que a paralisação foi uma resposta dos trabalhadores à decisão unilateral da direção do banco, sem “negociação prévia com o Sindicato”, de “supressão de gratificações”, o que “gerou uma importante redução remuneratória para os funcionários do BB”. A juíza considerou, portanto, legítima as paralisações dos bancários e destacou que a empresa tomou a decisão de descontar os grevistas “com nítida finalidade punitiva”.

Nelie de Oliveira ressaltou ainda que o banco gerou outros prejuízos aos empregados, além do desconto de salários, pois os mesmos implicam “na perda do direito a abonos salariais, licença prêmio demais benefícios contratuais”.

“A juíza lembrou muito bem que na data base da categoria, 1º de setembro, a categoria sempre negocia também os dias de paralisação ocorridos no ano, mas a direção do BB, arbitrariamente, insistiu em impor os descontos, o que não permitimos, buscando os direitos dos bancários na Justiça”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários do Rio e representante da Comissão Empresa dos Funcionários (CEBB), Rita Mota.

Alegação do banco negada

Os advogados do banco alegaram que “o direito de greve não é absoluto” e que “os descontos salariais dos dias de paralisação possuem amparo legal”, o que não foi aceito pela juíza, que citou “o direito de greve enquanto direito social fundamental previsto no artigo 9º da Constituição da República, cuja interpretação deve garantir a máxima efetividade possível” e que a jurisprudência do TST (Tribunal Superior do Trabalho ) “considera suspensos os contratos no curso do movimento e, nesses casos, entende-se que os descontos salariais dos dias de paralisação são indevidos”.

Descontos na pandemia

A decisão arbitrária do banco foi considerada ainda pela Justiça, uma “alteração lesiva dos contratos de trabalho”.

“O abuso do BB teve ainda ao agravante de trazer prejuízos financeiros para os bancários no curso da pandemia da Covid-19 e a decisão judicial reconhece mais este abuso da empresa, em plena crise sanitária”, acrescenta Rita. .

O Judiciário evocou ainda “o princípio da boa fé, entre as partes e o dever com um padrão ético e de lealdade”, o que na verdade, faltou à direção do banco. Caso o banco descumpra a decisão judicial terá de pagar multa diária de R$1.000.

“Essa é uma decisão muito importante, pois o banco puniu os bancários com descontos salariais pelo simples fato deles aderirem à paralisação em defesa de seus direitos. Garantir o direito de greve impõe uma derrota à tentativa do BB de inibir os movimentos grevistas da categoria e fortalece a nossa organização de luta”, completa a sindicalista.

Fonte: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários do Município do Rio de Janeiro

No BB, investidoras tiveram rentabilidade acima da média em 2021

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No Banco do Brasil, em 2021, as carteiras de investimentos das clientes mulheres apresentaram rentabilidade média 9% superior à média geral, segundo dados internos. Os números estão em linha com o estudo “Women and Investing Study”, apresentado recentemente pelo grupo de investimentos americano Fidelity, que constatou que a carteira das mulheres teve um retorno cerca de 0,4% ao ano superior ao dos homens, na média. No BB, os dados referem-se aos clientes investidores dos segmentos Varejo e Alta Renda, sem considerar poupadores.

Segundo Asclepius Soares, head de Captação e Investimentos do BB, as mulheres costumam ter perfil menos arrojado do que os homens e suas carteiras podem ter sido beneficiadas pela elevação da taxa básica de juros observada no segundo semestre de 2021. Porém, complementa, “mulheres costumam ter retornos melhores no longo prazo, pois não giram tanto suas posições em carteira, mantendo-se mais aderentes ao seu planejamento financeiro, o que também diminui a realização de perdas em momentos de maior volatilidade, como o que estamos vivendo”.

Também ganha destaque o crescimento do número de mulheres investindo na bolsa. A participação de mulheres clientes do BB investindo na bolsa cresceu quase 17% no último ano, enquanto entre os homens o aumento foi de 8%, mostrando uma tendência delas em buscar investimentos com um pouco mais de risco, especialmente entre aquelas que possuem maior grau de instrução. Mais de 80% das mulheres que investem em renda variável têm ensino superior ou mais.

Na análise de gênero, a base de investidores do Banco é balanceada: 47% de mulheres e 53% de homens, segundo os últimos dados, de fevereiro. O número de investidores como um todo vem aumentando, mas o crescimento de mulheres foi 48% superior ao de homens nos últimos 12 meses.

Segundo Neudson Peres, diretor de Clientes do BB, “as mulheres estão cada vez mais assumindo a gestão da sua vida financeira, com interesse crescente pelo mundo dos investimentos. Elas também costumam buscar informação e é importante para elas entender em que e por qual razão estão investindo. No BB, apoiá-las nessa jornada como investidoras é uma premissa, tanto por meio de nossa assessoria pessoal quanto pelas nossas soluções digitais”.

Fonte: Banco do Brasil

Prefeitos querem acabar com Fundeb apenas no Banco do Brasil e Caixa

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A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) ampliou os esforços para tentar derrubar o veto da lei que altera o Fundeb (fundo de financiamento da educação) e que proíbe a gestão da folha de pagamento aos profissionais da educação básica em contas que não sejam do Banco do Brasil ou da Caixa.

Segundo a entidade, prefeitos estão pressionando parlamentares, alegando que a movimentação dos salários em bancos privados, públicos estaduais e cooperativas de crédito levou cerca de R$ 11 bilhões para os cofres de estados e municípios nos últimos cinco anos.

Outra questão que preocupa, segundo os líderes municipais, é que muitas cidades não possuem agências do BB ou da Caixa, obrigando os profissionais a se deslocar para outro município para movimentar seus salários.

No projeto de lei, havia a previsão de instituir uma conta específica do Fundeb para processamento de folha de pagamento dos profissionais em outras instituições financeiras, além de atribuir a essas instituições a responsabilidade de disponibilizar permanentemente os extratos bancários. Ao vetar, o presidente Bolsonaro justificou que a iniciativa seria insuficiente como mecanismo de controle e transparência dos recursos do fundo.

De acordo com estudo da CNM (Confederação Nacional de Municípios) divulgado em outubro do ano passado, o veto representa impacto negativo para 1.471 cidades que têm contratos vigentes com outros bancos e terão de arcar com multas por quebra de contrato.

Fonte: Amazonas Atual

Estatais abandonam função social e lucram alto com a crise econômica

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O ano de 2021 foi de lucros recordes para grandes empresas estatais brasileiras. Das cinco grandes companhias controladas pelo governo – Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES –, pelo menos três delas – Petrobras, Banco do Brasil e BNDES – tiveram o melhor resultado contábil de sua história no ano passado.

Só a Petrobras lucrou mais de R$ 106 bilhões, 1.400% a mais do que em 2020. O ganho foi motivado principalmente pela alta do petróleo no mercado internacional e pelo repasse disso no preço dos combustíveis vendidos no Brasil.

O comportamento da empresa, contudo, teve efeitos colaterais para a economia brasileira: elevou o preço da gasolina em 46% durante 2021 e contribuiu para que a inflação fechasse o ano passado em mais de 10%, algo que não ocorria desde 2015.

Na quinta-feira (10), a Petrobras anunciou um novo reajuste nos preços dos combustíveis – o maior em mais de um ano. A notícia criou filas em postos, gerou reclamações de caminhoneiros e levantou uma questão: vale a pena ter uma estatal tão lucrativa e, ao mesmo tempo, pagar uma gasolina tão cara?

Para economistas ouvidos pelo Brasil de Fato, a resposta é não.

“O lucro está aumentando em cima da população”, afirmou Eric Gil Dantas, do Observatório Social da Petrobras (OSP). “Quando falamos de combustível, não estamos falando só de um cara que tem uma Land Rover. Estamos falando de trabalhadores que estarão impossibilitados de exercer suas funções, como motoristas de aplicativos, e de uma série de outros efeitos indiretos”, detalha.

Função social das estatais

Para Dantas e outros economistas, por ser uma empresa estatal, a Petrobras também deve cumprir uma função social. No caso específico dela, a companhia precisa trabalhar para que brasileiros tenham garantido o abastecimento de derivados de petróleo em momentos de crise, como o criado pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Isso, porém, não tem sido feito. Desde 2016, quando adotou uma nova política de preços em prol da lucratividade, a empresa reduziu investimentos em refinarias e vendeu plantas de produção de combustível. Isso aumentou a dependência do país em relação à importação de gasolina e diesel, o deixando mais vulnerável. O custo dessa vulnerabilidade ficou evidente com a guerra e a disparada do petróleo.

“Uma empresa estatal tem uma dupla natureza. Como empresa, ela deve gerar lucro, mas também tem que participar do processo de soberania nacional”, destaca William Nozaki, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp). “No caso da Petrobras, há um desequilíbrio entre esses dois pratos da balança”, complementa.

Segundo Nozaki, aliás, não foi só a Petrobras que reduziu esforços para cumprimento de sua função social. Outras estatais também o fizeram, mesmo enquanto obtinham lucros recordes durante o ano passado.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BB) obteve um lucro recorde de R$ 21 bilhões durante 2021. O resultado tão expressivo é quase tão bom quanto o do Itaú e do Bradesco, que lucraram R$ 26 bilhões cada um e também tiveram o melhor ano de suas histórias.

Segundo Simone Deos, professora do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), esse alto lucro do setor bancário está ligado, entre outras coisas, ao aumento da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

Buscando conter a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa de 2% ao ano para 9,75% ao ano em 2021. Isso fez com que os juros dos empréstimos concedidos pelas instituições financeiras aumentassem e, consequentemente, crescesse o lucro delas.

Deos disse que esse movimento de repasse do custo do crédito é corriqueiro no setor bancário brasileiro. O Banco do Brasil, no entanto, é um banco estatal, tendo mais de 50% de suas ações sob controle da União. Para a professora, ele deveria agir diferentemente, já que não é benéfico à economia brasileira que o BB se comporte como o Itaú.

“O BB é uma instituição com maioria do seu capital na mão do Estado”, explicou. “Não faz sentido que ela opere contra a própria economia nacional para obter lucros extraordinários”, defendeu.

De acordo com a pesquisa de juros realizada mensalmente pelo Procon-SP, o BB cobrava, em janeiro de 2021, juros de 5,73% ao mês – mais de 95% ao ano – em seus empréstimos pessoais. Em dezembro, já cobrava 5,97% ao mês – mais de 100% ao ano.

Também em dezembro de 2021, o banco Safra, de capital privado, cobrava juros de 5,9% em seus empréstimos pessoais. Ou seja, menor do que os cobrados pelo BB.

BNDES e Caixa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também teve lucro recorde no ano passado. Foram R$ 34,1 bilhões – 65% a mais que do no ano anterior.

Já a Caixa Econômica Federal lucrou R$ 17,3 bilhões, o que não chega a ser o melhor resultado financeiro do banco. Levando em conta os anos de 2019 a 2021, porém, a Caixa teve o maior lucro acumulado em três anos de sua história: R$ 51 bilhões.

Esse período coincide com o início do governo de Jair Bolsonaro (PL). Sob nova gestão, o banco deixou de operar o programa Minha Casa Minha Vida, encerrado em janeiro de 2021 e que concedia financiamentos subsidiados para compra de casas populares.

Também no governo Bolsonaro, o BNDES deixou de conceder empréstimos subsidiados a empresas com o objetivo de fomentar o crescimento do país. Esse comportamento aumentou sua lucratividade.

Segundo o professor Nozaki, o movimento dos dois bancos indica que eles reduziram seu papel como agente de política pública, dando espaço para visões estritamente empresariais.

Projeto de governo

Nozaki, aliás, afirmou que essa redução da função social de empresas estatais e públicas durante a gestão Bolsonaro é uma política de governo. Alinhado a visões liberais sobre economia, o governo Bolsonaro tem comemorado o lucro de estatais como se fossem a principal medida de avaliação da administração delas. E não são.

O economista Luiz Gonzaga Beluzzo diz que essa é uma visão monetária e limitada para tratar de estatais.

Ele admite que, por serem empresas, faz sentido que companhias do Estado tenham lucro. Lembrou, inclusive, que esse lucro é essencial para que elas tenham recursos para investimentos.

Acontece que, para Beluzzo, o principal objetivo de uma estatal é fomentar o crescimento da economia nacional. Isso aconteceu no Brasil de forma exitosa principalmente de 1930 a 1980, afirma ele. Hoje, esse papel está praticamente esquecido.

Beluzzo ressaltou, entretanto, que a visão limitada sobre o papel das estatais é conveniente para um dos objetivos deste governo: vendê-las.

“O que temos é uma tentativa de preparar essas empresas para serem privatizadas”, disse. “Na Petrobras, essa fúria na busca de apresentar lucros e pagar dividendos tem a ver com a atração de investidores privados, assim como [ocorre na] Eletrobras.”

Eletrobras

No caso da Eletrobras, o processo de privatização está em curso. Uma lei autorizando a venda do controle acionário da empresa já foi sancionada por Bolsonaro. O Tribunal de Contas da União (TCU) e a assembleia de acionistas da estatal já aprovaram a venda.

A Eletrobras ainda não anunciou o resultado consolidado do ano passado. Até setembro, contudo, todos os resultados trimestrais da empresa apontavam um crescimento expressivo do seu lucro líquido ante ao resultado de 2020.

No segundo trimestre de 2021, por exemplo, a Eletrobras teve lucro 601% maior do que no mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre de 2021 contra o de 2020, a alta foi de 69%.

Em um ano de escassez hídrica, a conta de luz aumentou mais de 21% durante 2021, segundo o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE). Considerada um insumo universal, assim como combustível, a eletricidade também teve grande peso na inflação do ano.

Estatais respondem

A Petrobras informou que, em 2021, a companhia repassou à sociedade brasileira cerca de R$ 230 bilhões em dividendos para a União e tributos aos governos federal, estaduais e municipais. “Quanto mais recursos a companhia gera, mais devolve a sociedade”, declarou.

A empresa, contudo, não se pronunciou sobre sua política de preços nem sobre questionamentos sobre o cumprimento de sua função social.

Após o reajuste da gasolina e do diesel anunciados na semana passada, o próprio presidente Bolsonaro, que escolhe o presidente da estatal, criticou a Petrobras. “A Petrobras demonstra que não tem qualquer sensibilidade com a população. É Petrobras Futebol Clube, o resto que se exploda”, disse.

O Banco do Brasil informou que, apesar de ter o governo como seu acionista majoritário, é um “banco de mercado” e “opera em um segmento altamente competitivo em pé de igualdade com instituições privadas”.

Segundo o banco, seus lucros são revertidos à União em forma de dividendos ou outras remunerações. Em 2021, tudo isso somou R$ 3,9 bilhões. Além desse valor, o banco recolheu R$ 12,7 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Sobre o aumento da taxa de juros cobrada pelo banco em 2021, o BB disse ser “competitivo” e ressaltou que contribui para o “crescimento da economia do Brasil e melhora da qualidade de vida dos brasileiros”.

O BNDES informou que, do seu lucro de R$ 34 bilhões, já repassou R$ 8,7 bilhões à União. Além disso, transferiu outros R$ 4,9 bilhões em dividendos relativos ao exercício de 2020, R$ 63 bilhões em liquidações antecipadas de obrigações, R$ 12,8 bilhões em pagamentos ordinários e mais R$ 10,5 bilhões em tributos.

O banco ressaltou que eliminou a política de concessão de créditos subsidiados a grandes empresas, pois isso resultava “em efeitos colaterais que vão muito além da piora das contas públicas ou de questões reputacionais”. Ainda assim, o BNDES destacou que é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do governo federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira.

“No apoio ao combate à pandemia [de covid-19] e seus efeitos sobre a economia, o banco foi responsável por irrigar mais de R$ 200 bilhões em recursos para a sociedade, sendo R$ 92 bilhões a milhares de pequenas e médias empresas brasileiras”, informou o banco sobre sua atuação.

A Caixa Econômica Federal não se pronunciou.

A Eletrobras também não porque está em período de silêncio já que deve divulgar seu balanço anual nesta sexta-feira (18).

O Ministério da Economia informou que a União já recebeu aproximadamente R$ 33 bilhões em dividendos de estatais referentes a lucros obtidos em 2021: R$ 2,7 bilhões do BB, R$ 3,5 bilhões da Caixa, R$ 8,6 bilhões do BNDES e R$ 18,2 bilhões da Petrobras. “Quanto às demais empresas, os valores só serão obtidos após aprovação em assembleia e divulgação dos resultados pela empresa”, acrescentou.

O ministério não quis se pronunciar sobre a função social das estatais.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

Fonte: Brasil de Fato

Em dia de pagamento da PLR, BB debocha dos funcionários com vídeo polêmico

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O Banco do Brasil creditou a PLR dos funcionários n sexta-feira 11 de março. Apesar de estar dentro do prazo – o BB tem até 10 dias úteis após o pagamento dos dividendos aos acionistas –, creditou bem depois dos outros grandes bancos do país. Como se não bastasse fazer os trabalhadores esperarem, a diretoria ainda resolveu “comemorar” o pagamento divulgando um clipe pseudo engraçadinho em que até mesmo o presidente da instituição faz dancinha.

A letra da música, uma paródia de “Happy” (tema da animação Meu Malvado Favorito), “brinca” com a situação financeira dos funcionários (e assim depõe contra a própria empresa que os remunera) e comemora a PLR como a salvadora da crise: “Tá complicada a situação eu sei/ Olhei minha conta e me desesperei/ Ainda tá no começo do mês/ E até o meu café hoje eu parcelei”. Quando chega a PLR, os dois personagens do vídeo comemoram dizendo que poderão pagar “o botijão de gás, o IPVA e a prestação”. E com isso, a letra depõe contra a própria situação do país, governado por Jair Bolsonaro, que colocou Fausto de Andrade Ribeiro na presidência do banco.

Para Getúlio Maciel, dirigente da Fetec-CUT/SP e funcionário do BB, o vídeo é um escárnio com as condições de trabalho dos bancários, do banco e do país. “O lucro do banco é construído com redução de agências, corte de funcionários, com redução de salário por ocasião do programa Performa. Isso tudo resulta em adoecimento emocional e físico dos trabalhadores, agravado ainda pela pandemia, com cerca de 24 mil funcionários do BB que foram contaminados pelo coronavírus. E esse vídeo tosco ainda comete o ato falho de dizer que as condições financeiras dos bancários do BB estão precárias.”

Getúlio destaca ainda que a letra faz questão de esconder que a PLR é fruto da luta da categoria bancária. “A PLR é uma conquista dos bancários, ao longo de muita luta e muitas greves, mas no vídeo fica parecendo que ela é uma bondade do banco. Muito pelo contrário! Basta lembrar que na última campanha salarial, em 2020, o banco queria reduzir a PLR.”

Segundo Getúlio, outro detalhe que choca é a participação do próprio presidente do banco, que dança no meio dos personagem do videoclipe. “É uma vergonha e uma total falta de seriedade. Parece que ele tem tempo de sobra.”

Veja a letra completa:

“Tá complicada a situação eu sei
Olhei minha conta e me desesperei
Ainda tá no começo do mês
E até o meu café hoje eu parcelei

PLR… Vou fazer uma tatuagem pra explicar o significado
PLR… Não vou mais cumprimentar o vizinho que mora do lado
PLR… Tô um nojo, só no ouro, tô andando até maquiado
PLR… Já comprei um copo Stanley pra tomar o meu chopinho gelado

O meu cartão já não aceitam mais
O Serasa então não me deixa em paz
Fui despejado três meses atrás
O pior é que eu morava com meus pais

PLR… Vou malhar, ficar trincado, até contratar um personal
PLR… Lipo, botox, rinoplastia e harmonização facial
PLR… Botar lente, cabelo e dente, caprichar no visual
PLR… Ninguém vai me reconhecer, mas vai ficar sensacional

Vou quitar meu botijão
Vou pagar meu IPVA
Vou pagar as prestação
Vou pagar você

Vou jantar filé mignon
Vou pagar a conta do bar
Vou pagar meus cartão
Vou pagar você

PLR… Vou gastar na internet sem olhar qual é o frete
PLR… Eu tô muito poderoso, sou a própria Juliette
PLR… Eu não vou mais no banheiro, agora eu falo toalete
PLR… E só pra poder rimar eu vou comprar um patinete
PLR… Já pagaram na Austrália então aqui não demora não
PLR… Parece que é a maior da história, já tô fazendo a simulação

Tô nervoso, ansioso, segurando a emoção
Vim até falar com o homem pra ele apertar logo esse botão

PLR… Vou tirar o pé da jaca, vou sair desse sufoco
PLR… Estou fazendo as minhas malas e partiu aeroporto
PLR… Vou curtir, tomar um bronze e beber água de coco
PLR… E daqui mais alguns meses vai rolar tudo de novo”

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB não pode convocar empregados do grupo de risco à agência, diz Justiça

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O Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso do Banco do Brasil S.A., que pretendia, por meio de correição parcial, afastar decisão da Justiça do Trabalho da 1ª Região (RJ) que havia mantido o trabalho remoto de empregados do grupo de risco para a covid-19 e vedado sua convocação para o trabalho presencial. Por unanimidade, o colegiado confirmou o entendimento de que o caso não se enquadra como situação extrema e excepcional que autorize a atuação correcional, uma vez que a determinação, diante do agravamento da pandemia, foi razoável e proporcional à proteção da saúde e da segurança dos empregados considerados grupo de risco.
Convocação

Em novembro de 2021, o banco editou norma interna determinando o retorno dos bancários do grupo de risco que, até então, estavam em teletrabalho, de forma que, até o fim de dezembro, todos tivessem voltado ao trabalho presencial. Contra a medida, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Niterói e Regiões ajuizou ação coletiva, com o argumento de que a medida era contrária ao acordo coletivo de trabalho específico sobre esse grupo, firmado em março de 2021 com vigência de dois anos. Com o indeferimento de tutela de urgência para sustar o ato, o sindicato impetrou mandado de segurança e obteve liminar favorável.

Análise equivocada

Na correição parcial, apresentada diretamente à Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (CGJT), o banco sustentou que a juíza que deferira a liminar teria efetuado uma análise equivocada das cláusulas do acordo coletivo. Segundo o BB, a norma garantia apenas a priorização do trabalho remoto para os empregados do grupo de risco “quando as condições assim exigirem ou recomendarem, e consoante definição do empregador”.

Ainda de acordo com o banco, a decisão era uma “intolerável interferência” do poder público na esfera privada, “cerceando o livre exercício da atividade econômica”, sobretudo porque havia provado o cumprimento das medidas legais e das recomendações das autoridades públicas competentes no combate à pandemia. Outro argumento foi o de que a atividade bancária é essencial e que os bancos foram autorizados a retomar o atendimento, e o não retorno desses empregados poderia acarretar prejuízos e comprometer o atendimento das necessidades inadiáveis das comunidades locais.

O então corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, chegou a determinar a realização de uma audiência de conciliação, que se mostrou inviável. Em decisão monocrática, ele julgou o pedido do banco improcedente, levando a instituição a interpor o agravo julgado pelo Órgão Especial.

Medida incabível

Em seu voto, o ministro explicou que, de acordo com o artigo 13 do Regimento Interno da CGJT, os limites de atuação do corregedor-geral, em correição parcial, são claros. “Trata-se de medida excepcional, sendo cabível para corrigir erros, abusos e atos contrários à boa ordem processual”, afirmou. Além disso, trata-se, em liminar, de medida condicional, somente cabível quando não houver recurso ou outro meio processual cabível contra a decisão questionada. No caso, o recurso cabível contra a decisão da Justiça do Trabalho da 1ª Região seria o agravo regimental, que já foi interposto pelo BB.

Cenário epidemiológico

O ministro ressaltou que, a partir da mudança no panorama epidemiológico do país no fim de 2021 e no início de 2022, com a identificação da variante ômicron, a CGJT passou a entender que a ordem de abstenção de convocação ao trabalho presencial, quando ponderada em face dos princípios da livre iniciativa e do poder diretivo do empregador, tem maior preponderância, diante da situação de excepcionalidade institucional e da necessidade de proteger a saúde e a segurança dos empregados considerados como grupo de risco.

Outra particularidade identificada no caso é que a decisão questionada não se mostrou genérica ou pautada em elementos abstratos, mas analisou, de forma efetiva, o teor da cláusula coletiva que ampara a pretensão do sindicato profissional. (GL/CF)

Processo: CorPar-1001617-21.2021.5.00.0000

O Órgão Especial do TST é formado por 17 ministros, e o quórum para funcionamento é de oito ministros. O colegiado, entre outras funções, delibera sobre disponibilidade ou aposentadoria de magistrado, escolhe juízes dos TRTs para substituir ministros em afastamentos superiores a 30 dias, julga mandados de segurança contra atos de ministros do TST e recursos contra decisões do corregedor-geral da Justiça do Trabalho.

Fonte: Comunicação Social do TST

 

 

BB abre programa de desligamento voluntário para 300 assessores 1 e 2

Publicado em: 13/03/2022

Na semana passada o Banco do Brasil anunciou a implementação do novo “PAQ”, dirigido a 310 assessores 1 e 2. O quadro de funcionários precisa de contratações urgentes e não desligamentos. A implementação do novo Programa de Adequação de Quadros (PAQ), dirigido a assessores lotados nos quadros das Unidades Estratégicas, que atendam aos requisitos estabelecidos no regulamento específico. De acordo com o banco, as adesões pelos funcionários que atendem os pré-requisitos poderão ser feitas até o próximo dia 25 de março.

Para movimento sindical dos Bancários esse tipo de decisão não passa por negociação e a defesa permanece por mais contratações e menos demissões. De acordo com os representantes dos funcionários, os concursos realizados recentemente pelo banco atenderam a uma demanda pontual por pessoal, mas não foram capazes de suprir o déficit gerado pela demanda de atendimento e o acúmulo de serviços continua.

“A diretoria do BB deve contratar e não desligar. Esses planos são decisões sem negociação com o movimento sindical e tem claro objetivo de enxugar o quadro para privatizar a Instituição”, diz André Elias, dirigente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancário do BB.

Como funcionará

De acordo com o BB, funcionários lotados nas duas funções podem manifestar a intenção no desligamento pelo PAQ. Somente serão validados os desligamentos de funcionários lotados em função com excesso (segundo a diretoria) no prefixo no momento da validação, até o limite de sua regularização.

Após as movimentações e desligamentos resultantes do PAQ, caso permaneçam os excessos, os funcionários também terão como alternativa a candidatura em descenso para funções de Assessores II ou III em UE, além das demais oportunidades existentes no Banco.

A medida mira posições de assessoramento e “permite o desligamento voluntário de funcionários, dentre outras medidas de movimentação”, disse o banco estatal em comunicado ao mercado.

O banco afirmou que o programa não deverá gerar “impacto material” em seu resultado.

Segundo a instituição, poderão aderir ao programa os funcionários que atendam a requisitos específicos, mas o Banco do Brasil não detalhou quais seriam essas condições. Os critérios do programa incluem estar afastado há mais de 30 dias; ter mais de 60 anos e atuar em áreas que “terão sua estrutura adequada à realidade de mercado”.

O anúncio do programa vai no caminho contrário aos dados divulgados pelo Banco do Brasil no último mês; quando a instituição bancária afirmou ter crescido 51,4% e que encerrou o ano de 2021 com um quadro de 84.597 funcionários e um recorde de lucro líquido anual de R$ 21 bilhões.

Fonte: Feeb/SP

Banco do Brasil anuncia movimento para apoiar o empreendedorismo feminino

Publicado em: 12/03/2022

O Banco do Brasil lançou na terça-feira, 8 de março, o movimento BB Pra Elas, um movimento dedicado à mulher brasileira cliente BB ou que venha ser cliente BB. O objetivo é apoiar as mulheres e o empreendedorismo feminino, por meio de soluções financeiras, educação empreendedora, saúde & bem-estar, e uma série de condições especiais.

Para o presidente Fausto Ribeiro, o lançamento do movimento nesta data reforça o compromisso do BB em oferecer opções adequadas aos clientes. “O Banco do Brasil, ao se colocar de forma relevante nesse movimento em benefício do empreendedorismo feminino, demonstra que é de fato uma instituição que apoia as mulheres para que continuem a levar adiante sua força e vitalidade em todos os campos da nossa sociedade”, afirmou.

No Banco do Brasil, temos 38 milhões de mulheres como clientes, representando aproximadamente 50% de nossos clientes. Do total do público feminino que tem relacionamento ativo conosco, 55% têm maturidade digital avançada, o que é mais uma demonstração da dedicação das mulheres brasileiras em se capacitar e em se adaptar às transformações de um mundo conectado.

BB Pra Elas

No Banco do Brasil, todos os dias nos relacionamos com mulheres com voz ativa no agronegócio e nas decisões de micro, pequenas e médias empresas. Sabemos do valor e importância das executivas dos grandes conglomerados, da profissional liberal e da gestora pública. A presença feminina na sociedade engrandece todas as frentes de negócios dos quais o BB participa.

O BB criou uma plataforma BB pra Elas com ações diretas e de parceiros nesses três eixos temáticos. Para cada um dos eixos, existirão benefícios exclusivos pensados especialmente para o público feminino. Para semana de lançamento, serão mais de vinte ofertas, distribuídas nos três eixos, para as Mulheres clientes BB.

Soluções financeiras

O BB disponibilizará R$ 85 bilhões, para mais de 3 milhões de mulheres empreendedoras clientes BB, com taxas promocionais. Será oferecido desconto de até 57%, na taxa de administração dos grupos de consórcio de bens móveis e imóveis.

Para bens móveis, a empreendedora cliente BB poderá adquirir motos e veículos. Os consórcios de demais bens poderão ser utilizados para comprar de tudo o que a empreendedora precisar (batedeiras, máquinas de costura, lavatórios, celulares, notebooks, eletros, eletrônicos; etc.).

Em linhas de crédito agro são mais de R$ 90 bilhões em limites disponíveis.

Educação empreendedora

Haverá mais de 1,3 mil cursos profissionalizantes para mulheres (EduK), três meses de treinamento grátis, para todas as mulheres clientes que se cadastrarem na semana de lançamento da plataforma BB pra Elas.

Saúde e bem-estar

Para todas que se cadastrarem na plataforma, terão ofertas gratuitas, de 30 dias de consultas médicas online e orientações sobre saúde da mulher cliente BB e para sua família.

Fonte: Banco do Brasil

 

STJ mantém condenação ao BB e ao Bradesco por desvio produtivo coletivo

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A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a relatoria da Ministra Nancy Andrighi, manteve a condenação do Banco do Brasil e do Bradesco, com fundamento na Teoria do desvio produtivo do consumidor, desenvolvida pelo advogado Marcos Dessaune.

As instituições financeiras devem pagar R$ 1 milhão a título de danos morais coletivos, cabendo R$ 500 mil para cada banco.

Em seu voto que integra o acórdão, a relatora Ministra Nancy Andrighi afirmou que: “É assente na jurisprudência desta Corte Superior que o dano moral coletivo é aferível ‘in re ipsa’, de modo que sua configuração decorre do simples fato da violação, ou seja, da mera constatação da prática de conduta ilícita que, de maneira injusta e intolerável, viole direitos de conteúdo extrapatrimonial da coletividade, revelando-se despicienda a demonstração de prejuízos concretos ou de efetivo abalo moral”.

Segundo a ministra, ao lado do excesso de tempo de espera em fila por tempo superior ao previsto na legislação, deve-se aferir, por exemplo, se essa situação é reiterada, se há justificativa plausível para o atraso no atendimento, se a violação etc. do limite máximo previsto na legislação foi substancial; se o excesso de tempo em fila encontra-se associado a outras falhas na prestação de serviços; se os fornecedores foram devidamente notificados para sanar as falhas apresentadas.

“Nesse passo, deve-se ressaltar que o tempo útil e seu máximo aproveitamento são interesses coletivos, subjacentes à função social da atividade produtiva e aos deveres de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho, que são impostos aos fornecedores de produtos e serviços”, frisou

Conforme Nancy Andrighi, a proteção contra a perda do tempo útil do consumidor deve, portanto, ser realizada sob a vertente coletiva, a qual, por possuir finalidades precípuas de sanção, inibição e reparação indireta, permite seja aplicada a teoria do desvio produtivo do consumidor, que conduz à responsabilidade civil pela perda do tempo útil ou vital. “Com efeito, a teoria do desvio produtivo – desenvolvida por Marcos Dessaune e empregada, pela primeira vez, nesta Corte Superior, no julgamento do REsp 1634851/RJ, de minha relatoria – preceitua a responsabilização do fornecedor pelo dispêndio de tempo vital do consumidor prejudicado, desviando-o de atividades existenciais”.

Para Marcos Dessaune, autor da Teoria do desvio produtivo, “trata-se de nova decisão paradigmática da Terceira Turma do STJ que, sob o voto condutor da ilustre Ministra Nancy Andrighi, utilizou a Teoria como razão de decidir com extrema perspicácia e acerto”.

Dessaune apenas ressalva que, “por dever de ofício, sempre registro que considero inadequada a nomenclatura ‘tempo útil’ ou ‘tempo livre’ que se disseminou aleatória e indevidamente na jurisprudência. Denominá-lo ‘útil’ implicaria reconhecer que existe algum tempo inútil na vida humana, o que não é concebível. E chamá-lo de ‘livre’ desconsidera que todo o tempo de vida é ‘ocupado’ – do ócio ao negócio. Na Teoria do desvio produtivo, que é a doutrina pioneira na tratativa dessa temática, prefiro denominar esse ‘novo’ e precioso bem jurídico de ‘tempo vital ou existencial’ – ou simplesmente ‘tempo’.”

Com informações do Superior Tribunal de Justiça.

Fonte: Juristas

Retomada do home office no BB reforça debate sobre Estratégia Saúde da Família

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Na última semana, os trabalhadores do Banco do Brasil conquistaram, junto à mesa de negociações com o banco, o retorno ao home office para os funcionários do grupo de risco e os com mais de 60 anos. “Esse foi um avanço dos trabalhadores para assegurar a saúde daqueles que sofrem com alguma comorbidade e dos mais frágeis, do ponto de vista médico. Precisamos, agora, prosseguir para uma outra e tão importante discussão que é o papel da Cassi no fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, fundamental, principalmente, para os pacientes do grupo de risco”, destaca o ex-gerente executivo da Cassi e funcionário da ativa do BB, Alberto Junior.

Desde o ano passado, representantes dos funcionários do BB no movimento sindical e entidades associativas vem denunciando mudanças estruturais na Cassi em prejuízo dos associados. Entre as principais alterações estão a terceirização da Telemedicina para a empresa norte-americana Iron, instalada no Brasil desde 2020 e que teve seu primeiro contrato relevante no país com a Cassi. “Nós estranhamos que uma empresa novata no mercado brasileiro é contratada, logo de primeira, pelo maior plano de saúde de autogestão do país”, pontua o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Alberto Junior, por sua vez, identifica que a terceirização tende a aumentar os custos da Cassi e reduzir a qualidade dos serviços aos associados. “A cada novo contato com o Teleatendimento da Cassi, ao invés de ser direcionado à Estratégia Saúde da Família (ESF), ligado às CliniCassi, o associado é encaminhado para um médico diferente do mercado”, alerta.

Ele explica que a ESF é um modelo adotado pelos sistemas de saúde mais modernos do mundo. “Isso porque, nela, o paciente é acompanhado, durante toda a sua trajetória, por uma equipe multidisciplinar, aumentando as chances de diagnósticos e tratamentos corretos, consequentemente reduzindo os custos nos sistemas de saúde”, completa. “Em outras palavras, quando a Telemedicina indica um médico diferente, cada vez que o associado precisa de atendimento, além de prejudicar o tratamento dos associados, aumenta os custos da Cassi”, pontua Junior.

O movimento sindical tem ainda feito reivindicações quanto ao Programa de Assistência Farmacêutica (PAF), que teve sua lista de medicamentos abonáveis reduzida em 1.818 produtos, desde 2019. Outra preocupação é o desmonte da rede credenciada, diminuída em cerca de 5.400 prestadores e serviços desde 2016.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região

BB Seguros lança novo seguro voltado para máquinas e equipamentos

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Em mais um movimento de aprimoramento do seu portfólio de produtos, a BB Seguros lança seu novo Seguro de Máquinas e Equipamentos. Com cobertura para as mais diversas máquinas e equipamentos não agrícolas, o produto fornece proteção para bens com até cinco anos de fabricação e agora passa a ser ofertado de forma simplificada, com retorno da simulação em tempo real, na jornada de contratação no Banco do Brasil.

Em uma realidade em que as atividades de muitas empresas dependem do funcionamento de determinadas máquinas e equipamentos, o seguro se torna item fundamental na estratégia de negócios. Ao agilizar processos, tanto na contratação, quanto no acionamento do seguro, a BB Seguros oferece não só a proteção das operações das empresas, como também uma parceria de gestão eficiente.

O novo Seguro de Máquinas e Equipamentos da BB Seguros pode ser contratado por pessoas físicas e jurídicas em qualquer agência do Banco do Brasil, e é válido para bens financiados pelo BB. O produto disponibiliza o parcelamento facilitado, que pode acompanhar a linha de crédito de bens segurados por até 60 meses e com cobertura em todo o território nacional.

“Com as novas soluções da BB Seguros aplicadas ao Seguro de Máquinas e Equipamentos, passamos a oferecer ao cliente uma jornada mais simples e ajustada ao processo de contratação no Banco do Brasil, aumentando a sinergia entre o seguro e a gestão de negócios dos nossos clientes”, comenta Emerson Nagata, gerente executivo de massificados da Brasilseg, uma das empresas da BB Seguros.

A cobertura do Seguro de Máquinas e Equipamentos da BB Seguros prevê indenizações em casos de danos físicos decorrentes de uma ampla gama de causas externas, roubo ou furto mediante a arrombamento, danos elétricos e quebra dos equipamentos.

Fonte: Portal Segs

Após paralisações, BB se compromete a concluir obras em duas agências no MA

Publicado em: 11/03/2022

Após a reunião com o SEEB-MA realizada na sexta-feira (25/02), via Zoom, o BB informou que o setor jurídico do banco já autorizou a licitação emergencial para a contratação das novas empresas que serão responsáveis pelas reformas das agências Presidente Dutra e Bacabal, no interior do Estado.

De acordo com o banco, as obras devem ser reiniciadas na próxima semana, com conclusão prevista para o mês de junho. A Cesup (setor de engenharia do BB) se comprometeu, ainda, a resolver, o quanto antes, os problemas mais urgentes das duas agências, como a poeira e a falta de climatização, o que deve melhorar as condições de trabalho e de atendimento ao público nas unidades.

“Esperamos que a conclusão das reformas e os reparos emergenciais ocorram com celeridade, a fim de restabelecer um ambiente salubre e adequado nas duas agências” – afirmou o presidente do SEEB-MA, Dielson Rodrigues.

A partir de agora, o SEEB-MA e o Banco do Brasil farão reuniões regulares, com o intuito de acompanhar o andamento das obras nas agências do BB no Estado.

“Vamos continuar fiscalizando. Caso providências urgentes não sejam tomadas, novas paralisações serão realizadas, a exemplo das que ocorreram nas unidades Bacabal e Presidente Dutra na terça-feira (22/02). Por condições dignas de trabalho, a nossa luta continua” – finalizou o diretor Rodolfo Cutrim.

Fonte: Maranhão 98

 

Justiça reinicia ação contra BB por comissões e gratificações

Publicado em: 23/02/2022

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) decidiu, nessa quarta-feira (16 de fevereiro), atender ao pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos filiados para a retomada de Ação Civil Pública (ACT) contra o Banco do Brasil para incorporar comissões/gratificações a funcionários que as recebiam por 10 anos ou mais e que, em razão da reestruturação de 2016, sofreram rebaixamento funcional.

A ACT foi impetrada na Justiça do Trabalho pelo movimento sindical em junho de 2017, pedindo que o banco reparasse as perdas salariais que atingiu milhares de funcionários por conta do programa de reestruturação de 2016. Sob o argumento de reduzir custos, na época, o Banco do Brasil fechou cerca de 30 superintendências regionais de varejo, três de governo, dois centros de serviço e sete gerências regionais de controles internos, além incentivar a aposentadoria de 18 mil empregados.

“Naquele ano, o banco, de forma ilegal, decidiu suprimir comissões e gratificações recebidas por dez anos ou mais de milhares de empregados. Isso nos levou a entrar na Justiça para que o BB volte a realizar os pagamentos”, relembra o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga.

Em setembro de 2017, os trabalhadores obtiveram uma primeira vitória, quando a Justiça atendeu ao pedido de tutela antecipada da Ação Civil Pública, sob pena de gerar multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) por empregado, caso o banco não retomasse os pagamentos.

“Tivemos a tutela antecipada vigente por aproximadamente um ano. Depois desse período, infelizmente, ao declarar a sentença, o então juiz de primeiro grau extinguiu o processo sem julgamento de mérito, porque entendeu que não seria o caso de demanda coletiva”, explica a advogada Renata Cabral, sócia de Crivelli Advogados, que assessora a Contraf-CUT.

As entidades sindicais entraram com recurso extraordinário no TRT10. “Então, obtivemos êxito na segunda instância. Na decisão, proferida nesta última quarta (16), a turma de desembargadores reconheceu a possibilidade de a demanda ser coletiva, determinando o retorno dos autos à origem para apreciação do mérito”, comemora Renata.

Em outras palavras, a Ação Civil Pública voltará a ser debatida na Justiça de primeiro grau. “Estamos otimistas com a retomada do processo. O banco tem obrigação de reparar a grande perda que provocou com a reestruturação”, pontua Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT

 

Banco do Brasil vai focar linhas de crédito mais arriscadas em 2022

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Frente a uma desaceleração no ritmo de crescimento da carteira de crédito prevista para 2022, o presidente do BB (Banco do Brasil), Fausto Ribeiro, afirmou que a instituição irá focar sua atuação neste ano em linhas de maior risco e rentabilidade, para manter a lucratividade da operação.

“Vamos explorar linhas mais rentáveis. A ideia é investir bastante no não correntista”, afirmou Ribeiro nesta terça-feira (15), ao comentar os resultados do banco estatal no quarto trimestre e no ano consolidado de 2021.

Nesse sentido, o presidente do BB citou o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) Não Consignado e o cartão de crédito entre as linhas que devem receber um enfoque maior por parte do banco nos próximos meses.

Ribeiro acrescentou que o controle das despesas administrativas também terá papel importante no trabalho do banco para conseguir atingir os objetivos traçados para o ano.

O banco prevê também que o ambiente macroeconômico esperado à frente, bem como a estratégia de buscar maior rentabilidade em linhas mais arriscadas, deve levar a um aumento nos níveis de inadimplência.

“Nosso resultado vai estar muito pautado nessa alteração do mix da carteira de crédito. Com isso, esperamos obviamente que, com linhas que vão trazer um maior retorno ajustado ao risco, a gente tenha uma gradual elevação dos índices de inadimplência, mas muito abaixo das médias históricas observadas”, disse Ana Paula Teixeira, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos.

Em contraste aos pares privados que viram o índice de atrasos aumentar durante os últimos meses, o índice de inadimplência acima de 90 dias do BB terminou dezembro passado em 1,75%, uma queda de 0,15 ponto percentual ante igual período de 2020 e de 0,07 ponto em relação a setembro de 2021.

O BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 21 bilhões em 2021, crescimento de 51,4% ante 2020. Para 2022, o banco projeta um lucro líquido ajustado entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões.

A carteira de crédito da estatal encerrou dezembro em R$ 874,9 bilhões, evolução de 17,8% em bases anuais e de 7,4% na comparação trimestral. Em linha com os pares privados, o banco projeta para este ano uma desaceleração no ritmo de crescimento da carteira, entre 8% e 12%.

“O crescimento da carteira é adequado ao cenário que enxergamos para 2022”, afirmou José Ricardo Forni, vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do BB.

“O banco se mostrou resiliente em um período de aumento da inadimplência e estreitamento do crédito”, diz Rodrigo Crespi, analista de mercado da Guide Investimentos. “O resultado do banco veio além do que esperávamos e acreditamos que também será bem recebido pelo mercado.”

As ações do BB iniciaram a sessão desta terça em forte alta na Bolsa de Valores brasileira, a B3. Por volta das 10h40, os papéis operavam em alta de 5,55%, negociados a R$ 35,40. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,33%.

Fonte: Folha de S.Paulo

Bons ventos a favor do BB e Petrobras; mas vem aí a ventania eleitoral

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Os ventos externos têm sido extremamente favoráveis às ações de exportadoras, dentre elas a Petrobras, e bancões, incluindo o Banco do Brasil. Os mesmos que levam inflação e juros para cima, trazem dólares ao país por esses dois canais. No caso das vendedoras de matérias-primas são vistas como proteção ao terem receitas turbinadas pelo rali de preços que tira o sono dos banqueiros centrais. Já as vendedoras de crédito são potencialmente beneficiadas por linhas de empréstimos mais caras, em linha com o aperto monetário global.

Os papéis da petroleira estatal, no embalo da alta de 17% dos preços do petróleo no mercado internacional, acumulam em 2022 até aqui ganhos pouco abaixo dos 18%. Já os do banco público subiram 22% no acumulado de 2022, com a Selic já prometendo andar dos atuais 10,75% ao ano para os arredores de 12% até junho. “Pelo menos”, de acordo com o Banco Central (BC), perigando ser necessário ir além, a depender do ritmo de alta dos juros americanos e do nível de ataque as contas públicas.

Tudo muito bem, tudo muito bom, ventos externos favoráveis. Mas haverá fôlego bastante para Petrobras e Banco do Brasil manterem o ritmo, quando a campanha eleitoral pegar fogo? “Digamos que haja um ringue no mercado”, diz Paloma Brum, analista da Toro Investimentos. “De um lado, há aqueles que defendem o investimento em estatais, apesar da alta exposição política, e de outro há quem prefira ficar de fora.” Mas de que lado ela está? Oras num, oras noutro.

“Gosto muito de operar estatais em janelas de oportunidade. Prefiro, por exemplo, quando esses papéis já estão mais esticados [ou seja, com preços já próximos do alvo ou além], colocar o pé no freio e sair desses papéis, observando o cenário político. Mesmo se o panorama se mostrar estável, não tem porque ficar carregando o papel, esperando uma novidade chegar para realizar os lucros, porque ela sempre vem, cedo ou tarde”, diz Brum.

De acordo com Brum, esse raciocínio fica mais claro quando se compara com as ações privadas. No caso dos bancos privados, por exemplo, diz que até é possível segurar um pouco papéis já nas proximidades do preço-alvo ou além deles. Já com o Banco do Brasil, não vale a pena o risco.

“O valor de mercado considerado justo para uma estatal tende a ser menor do que o das companhias privadas. Logo, se está próximo desse patamar, é hora de pular fora e aguardar. Quando vier uma forte correção, em geral ligada ao noticiário político, aí é hora de recomprar esses papéis, aproveitando a onda vendedora e depois esperar, de novo, outra janela de venda se abrir lá na frente.”

No caso do Banco do Brasil, a janela antes observada por Brum acaba de se fechar, dado o salto das ações no pós-balanço rumo às proximidades do preço alvo de R$ 36. Já no caso de Petrobras, a janela está quaaaase fechada. “Vejo como preço justo para os papéis da Petrobras as proximidades dos R$ 37, e já estão muito perto disso.” As preferenciais (PN), com preferência por dividendos, estão orbitando os R$ 33; as ordinárias (ON), com direito a voto em assembleias, estão a um triz de chegar lá.

Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais, está no time sendo levado pelos ventos externos. Ou seja, entende que o cenário macro global tende a preponderar no rumo das ações do Banco do Brasil e Petrobras, frente a ventania eleitoral.

“Por incrível que pareça, acho que é muito mais barulho o risco político em jogo do que qualquer outra coisa prática”, diz. “Temos visto a maior dificuldade para se interferir nos preços dos combustíveis, a não ser com redução de impostos. Mas mexer com a paridade internacional [que faz os preços praticados pela companhia oscilarem ao sabor do dólar e dos barris vendidos no mercado futuro londrino] parece algo fora de questão.”

“Se olharmos para o passado recente, com estais sendo usadas para controlar a inflação, incentivar o consumo, esse momento parece superado por causa de fatos recentes que condenam essas práticas. No caso da Petrobras, está claro que acompanhar o mercado internacional é essencial para não afugentar investimentos de outras companhias em óleo e gás, como aconteceu no governo Dilma. Já no caso do Banco do Brasil, tem hoje uma estrutura formada internamente, por funcionários de carreira, e não mais por ordens políticas como foi durante quase todo o seu passado.”

Um cavalo de pau nessas diretrizes, na visão de Bandeira, parece agora pouco viável, ainda que candidatos A, B ou C ameacem virar o volante de maneira brusca na campanha.

“Além do mais, investidores hoje estão correndo atrás de empresas maduras, com boa governança, geradoras de dividendos, é o caso de Petrobras e Banco do Brasil hoje. Então acaba que não deve ter grande efeito em seus preços o ruído político, ainda que com algum ou outro solavanco conforme candidatos tragam propostas mais ou menos polêmicas. Claro, o risco de confirmação dessas ameaças de interferência sempre existe, mas vejo hoje muito menor do que já foi no passado.”

Mas nem todo mundo no mercado tem tanta certeza assim de que essas águas são passadas. Aline Cardoso, estrategista da EQI Research, prefere aproveitar os ventos externos favoráveis para exportadoras e bancões empinando outras pipas no céu.

“Por enquanto, a questão do fluxo estrangeiro tem sobressaído. Mas acho que, chegando mais perto das eleições, os riscos políticos vão começar a pesar mais”, diz. “Mesmo hoje, com bons desempenhos, as ações das estatais já estão ficando um pouco para trás em relação a concorrência. Diria, portando, que esse risco político já está começando a ser embutido nos preços.”

Para dar cor ao que diz Cardoso, vale destacar aqui o desempenho das ações da Petro Rio, com alta de 22%, acima dos 18% da Petrobras. Já contra os 22% do Banco do Brasil existem os 24% acumulados em 2022 pelo Itaú Unibanco Holding. “Para surfar na onda global, me parece mais negócio comprar essas ações, privadas, que as das estatais brasileiras”, diz.

Para o sócio-fundador da 3R Investimentos, Tomás Awad, é verdade que a Petrobras esteja mais blindada do que noutros carnavais. “Além disso, os números da empresa são gritantes, e têm ajudado até o governo via distribuição de dividendos, ou seja, pode não ser tão interessante assim do ponto de vista do controlador acabar com a política de paridade”, diz.

Mas, contudo, no entanto, todavia… “À medida que a eleição começar a andar, dificilmente o desempenho da ação ficará tão imune assim ao risco de intervenções.”

Com o Banco do Brasil, entende Awad, existe mais risco de o investidor dar com os burros n’água do que em relação à petroleira. E não apenas pelo fato de ser um banco público. Mas porque, seja ou não, o setor tende a deixar de ser o alicerce de sustentação da alta de 8% e uns quebrados do Ibovespa até aqui em 2022, conforme a cena eleitoral for tomando cada vez mais a atenção do mercado.

Fonte: Valor Investe

 

Senado aprova requerimento para ouvir presidente do Banco do Brasil

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta terça-feira (22), um requerimento para ouvir o presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, sobre possíveis restrições de crédito a governadores de oposição ao governo federal. O pedido partiu do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo consta no requerimento apresentado por Calheiros, uma denúncia da imprensa no fim de janeiro apontou que dois terços dos R$ 5,3 bilhões emprestados pelo banco aos estados foram direcionados a governadores aliados e que estados como Alagoas e Bahia, de oposição, “enfrentam grandes dificuldades para aprovar operações de empréstimo”.

Renan Calheiros ainda avalia que Alagoas, estado governado pelo filho, Renan Filho (MDB), “é um exemplo de ajuste fiscal no Brasil, mas precisou recorrer ao STF [Supremo Tribunal Federal] devido a uma negativa de empréstimo já aprovado pela Assembleia Legislativa do estado”.

“Segundo reportagem citada, o próprio vice-presidente de governo da instituição, em reunião no final de 2021 com membros do Executivo, revelou a inclinação do BB em priorizar operações com quem tem ‘boa relação’ com o atual governo”, afirma o texto apresentado à comissão.

Fonte: Portal R7

Banco do Brasil fecha parceria com o Visa Airport Companion

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O Banco do Brasil fechou parceria com o Visa Airport Companion (VAC), uma plataforma que, além de oferecer a segurança e comodidade das salas VIP aos clientes enquanto aguardam o embarque nos aeroportos, dá acesso a facilidades como promoções e descontos em restaurantes, lojas, farmácias e estacionamentos nos principais aeroportos do mundo.

O acesso às salas vip do VAC está disponível para os clientes portadores dos cartões Ourocard Visa Platinum, Infinite e Altus. Com o cartão Ourocard Altus Visa, o acesso às salas VIP é ilimitado. Já para o Ourocard Infinite Visa são oferecidos 2 acessos gratuitos por ano e, no cartão Ourocard Platinum Visa, o cliente pode optar pelo uso das salas VIP mediante pagamento de taxa.

Para acessar os benefícios, basta realizar o download do aplicativo do Visa Airport Companion no celular e fazer o cadastro. Uma conta no Dragon Pass, programa de acesso a salas VIP, será criada automaticamente, possibilitando o uso imediato dos serviços da plataforma.

Para além das salas VIP

O Visa Airport Companion possui um programa digitalmente integrado que oferece privilégios e descontos diferenciados, além de facilidades e serviços aos clientes. São mais de 1 mil salas VIP, mais de 1mil restaurantes em aeroportos, além de lojas e serviços nos aeroportos do Brasil e de diversos lugares no mundo.

Pelo aplicativo, o cliente pode selecionar o aeroporto e filtrar os benefícios disponíveis como restaurantes, transportes, lojas e serviços, bem como consultar suas gratificações, lugares visitados e histórico de pedidos.

Fonte: Banco do Brasil

 

Grandes bancos do Brasil perderam mais de R$ 1 bi com o PIX

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Os quatro maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander perderam R$ 1,5 bilhão em receita devido a transferências feitas via PIX em 2021. Brasileiros têm preferido utilizar essa modalidade de transferência gratuita ao invés das tradicionais e pagas, TED ou DOC. Mesmo assim, o lucro dos principais bancos do Brasil alcançou a casa dos R$ 90,5 bilhões no ano passado.

Como toda evolução na prestação de serviço, a utilização do PIX está em franca ascensão sem apresentar sinais de enfraquecimento. Somente em janeiro deste ano foram realizadas 1,3 bilhão de transações através da modalidade, segundo informou o Banco Central. Atualmente, 72% do total de transações financeiras feitas no país são realizadas via Pix.

Dentre as instituições financeiras integrantes do ‘G4’ brasileiro, o Banco do Brasil foi a que mais sentiu os impactos derivados da preferência pelo novo sistema de pagamentos. As receitas com conta corrente do banco de economia mista caíram 17% só em 2021. Do volume total de transações movimentado através da ferramenta no país, o Banco do Brasil é responsável por quase 30%. Apenas o Bradesco conseguiu aumentar a receita com conta corrente entre os anos de 2020 e 2021, entre os bancos observados.

O ano de 2021 representou para muitos cidadãos brasileiros uma grande queda em sua qualidade de vida e no seu poder de compra, muito em parte devido à alta vertiginosa da inflação. Nesse mesmo tempo, no entanto, os grandes bancos brasileiros acumularam um lucro de R$ 90,5 bilhões.

O Itaú, por exemplo, divulgou um lucro de R$ 26,8 bilhões. O Santander fechou o ano com um lucro de R$ 16,3 bilhões. Por sua vez, o Banco do Brasil apresentou R$ 21 bilhões em lucro, enquanto o Bradesco comunicou R$ 26,2 bilhões de lucro em 2021.

Ao todo, esse valor representa uma alta de 38,4% e figura entre os maiores lucros na série histórica desses bancos. Em primeiro lugar está o ano de 2019, quando os bancos apresentaram um lucro de R$ 93,7 bilhões.

Fonte: Yahoo.com

BB tem lucro de R$ 5,9 bilhões no balanço do 4º trimestre, 60% maior do que 2020

Publicado em: 17/02/2022

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um desempenho 60,5% superior ao reportado no mesmo período de 2020. O consenso do mercado era de um lucro de R$ 4,78 bilhões, segundo os analistas consultados pela Refinitiv.

“Esse bom desempenho é explicado por menores despesas com provisões de crédito, crescimento da carteira de crédito, incremento nas receitas de prestação de serviços e na margem financeira bruta”, destacou o banco.

Já o lucro líquido contábil, após itens extraordinários, somou R$ 5,352 bilhões, alta de 67,3% na comparação anual, mas recuo de 16,1% frente terceiro trimestre. O lucro recorrente em 2021 somou RF$ 21,021 bilhões, ante R$ 13,884 bilhões de um ano antes. Já o lucro líquido contábil atingiu R$ 19,710 bilhões, frente R$ 12,697 bilhões de 2020.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) em termos ajustados foi de 16,3%, alta de 5,5 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2021 e ante dado de 14,3% no quarto trimestre de 2020.

O Índice de Basileia atingiu 17,76%, sendo 11,94% de capital principal. Enquanto isso, a margem financeira bruta somou R$ 14,801 bilhões, um incremento de 4,5% na comparação anual e recuo de 5,4% frente 3º trimestre. A líquida, por sua vez, atingiu R$ 11,010 bilhões, alta de 22,2% em um ano, mas queda de 6% no trimestre.

Já a provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) ampliada foi de R$ 3,9720 bilhões, cifra 26,5% inferior ao 4º trimestre do ano passado e 3,4% abaixo na comparação com o 3º trimestre deste ano.

Em 2021, a PCLD ampliada atingiu R$ 13,108 bilhões, uma queda de 40,2% na comparação com mesmo período do ano passado.

Carteira de crédito do Banco do Brasil

Segundo o BB, a Carteira de crédito ampliada alcançou R$ 874,9 bilhões em dezembro de 2021, uma evolução de 7,4% na comparação com setembro de 2021 e de 17,8% comparado ao mesmo período do ano anterior.

Entre os itens, a carteira apresentou crescimento em todos os segmentos, com destaque para as operações com o Agronegócio (18,5%), TVM privados (24,6%) e Pessoas Físicas (14,2%).

A carteira Pessoa Física ampliada cresceu 4,5% em relação a setembro de 2021, com destaque para a performance positiva nas linhas de Crédito Consignado (+2,1%), Empréstimo Pessoal (+6,4%) e Cartão de Crédito (+20,4%) na comparação anual.

Na Pessoa Jurídica houve crescimento de 7,7%. Entre os destaques está a carteira TVM privados e garantias (+32,0%) e recebíveis (+30,7%).

Em termos de qualidade da carteira, o índice de inadimplência acima de 90 dias da carteira total ficou em 1,75%, inferior ao patamar do SFN, com índice de cobertura de 325%.

Receitas e despesas do BB

As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 7,8 bilhões no trimestre, crescimento de 5,9% em relação ao 4º trimestre de 2020 e avanço de 5,2% na comparação com 3º trimestre.O crescimento em relação ao trimestre anterior foi influenciado, principalmente, pelo desempenho positivo anual nas linhas Cartão de Crédito (+11%), de Consórcios (+9,3%) e de Operações de crédito (+20,6%) e rendas do mercado de capitais (+81,9%).

Segundo o banco, as despesas administrativas totalizaram R$ 8,1 bilhões no quarto trimestre, acréscimo de 4,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, influenciadas principalmente pelo aumento das despesas de pessoal.

Na comparação ano a ano, as despesas aumentaram (+1,4%), mantendo-se dentro do intervalo das projeções corporativas 2021.

O índice de eficiência acumulado em 12 meses atingiu 35,6% no trimestre, reflexo a disciplina na gestão e controle das despesas, ao lado da maior geração de receitas.

Guidances do BB para 2022

O Banco do Brasil também informou suas projeções para o ano de 2022, junto com o balanço:

  • Lucro Líquido Ajustado: R$ 23 bilhões a R$ 26 bilhões;
  • Margem Financeira Bruta: 11% a 15%;
  • Carteira de Crédito: 8% a 12%;
  • Receitas de Prestação de Serviços: 4% a 8%;
  • Despesas Administrativas: 4% a 8%;
  • PCLD Ampliada: -R$ 16 bilhões a -R$ 13 bilhões.

BB distribuirá dividendos

O Banco do Brasil (BBAS3) distribuirá dividendo de R$ 0,3598 por ação e JCP complementar de R$ 0,4592 por ação em 11 de março deste ano, tendo como base a posição acionária de 02 de março de 2022.

As ações serão negociadas ex-direito em 3 de março de 2022.

Fonte: Infomoney

 

BB é o top pick do setor do Itaú BBA, que eleva preço-alvo da ação após resultado

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O Itaú BBA comentou que os resultados do quarto trimestre de 2021 e o guidance de 2022 divulgados pelo Banco do Brasil (BBAS3) na segunda-feira (14) mostraram números de qualidade de crédito ainda melhores e receitas surpreendentemente fortes.

O banco estatal registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um desempenho 60,5% superior ao reportado no mesmo período de 2020. O consenso do mercado era de um lucro de R$ 4,78 bilhões, segundo os analistas consultados pela Refinitiv. Em 2021, o lucro ajustado foi recorde em R$ 21 bilhões, um crescimento anual de 51,4%. As ações fecharam em forte alta após o resultado.

Os dados levaram o BBA a aumentar suas estimativas e o valor justo para 2022 para a ação do Banco do Brasil de R$ 42 para R$ 44 com um potencial de valorização de 25% em relação ao fechamento da véspera.

O crescimento de 16% do lucro líquido esperado para 2022 é o mais rápido entre os grandes bancos, e o múltiplo de 4 vezes o preço sobre o lucro faz do BB escolha preferencial do Itaú BBA no setor.

O BBA destaca que a grande reação que geralmente recebe quando destaca o BB como top pick é o risco de mudanças, ainda mais em um ano eleitoral.

“Embora este risco não deva ser ignorado, acreditamos que já está precificado. Além disso, o banco entregou ganhos de eficiência e alocação prudente de capital, apesar de várias mudanças de CEO ao longo do últimos anos. Trimestre após trimestre, o desconto maciço de 65% para outros bancos brasileiros torna-se menos justificável pelos fundamentos”, acrescenta o Itaú BBA.

A carteira de crédito defensiva, com alto índice de cobertura (que representa a proporção que a provisão para risco de crédito é capaz de cobrir os créditos inadimplentes) e captação competitiva tornam o BB um “lugar mais seguro” para estar em um cenário macro mais difícil, avaliam. Os analistas destacam ainda que a alocação prudente de capital e eficiência é uma tendência plurianual que provavelmente não deve mudar repentinamente.

Os analistas do BBA têm recomendação outperform também para o Bradesco (BBDC4), com preço-alvo de R$ 27, ou potencial de valorização de 26%, enquanto para Santander Brasil (SANB11) a recomendação é marketperform (desempenho em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 39, ou upside de 20%.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil está mais barato agora que no epílogo Dilma, diz BTG

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O BTG Pactual elevou a recomendação de Banco do Brasil para “compra” depois que o banco divulgou resultados acima do esperado no quarto tri e um guidance muito forte para 2022. Eduardo Rosman diz que a ação está barata demais para ser ignorada, mesmo considerando que o banco é estatal e que 2022 é um ano eleitoral.

O preço-alvo para a ação foi elevado em 18% para R$ 45, um upside de 34% sobre o fechamento de ontem.
O BB disse ontem à noite que seu lucro líquido ajustado foi de R$ 5,9 bilhões no 4TRI, com crescimento de 60% em relação ao 4TRI2020 e 18% acima do que o mercado esperava. O ROE ficou em 16,6% no trimestre.

No ano, o banco lucrou R$ 21 bilhões, com alta de 51,4%. O ROE subiu de 12% em 2020 para 15,8% em 2021. Para o time de Rosman, que inclui Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, os destaques positivos do resultado foram o crescimento do crédito, com inadimplência sob controle, e das receitas vindas de tarifas.

O BB divulgou um guidance de lucro entre R$ 23bi e R$ 26bi em 2022 . Assumindo que o banco entregue o ponto médio dessa estimativa – R$ 24,5 bilhões (+17%) – o BB está negociado hoje a 3,9x o lucro para 2022, com um dividend yield de 10% e um payout de 40%, calculou o time do BTG. O banco vale R$ 96 bi na Bolsa.

Para os analistas, com o papel na casa de R$ 33, o BB hoje negocia a patamares muito semelhantes aos de 2008. O pico mais recente foi em julho de 2019, quando a ação chegou a R$ 55. Apesar da ação negociar a 0,7x BV – um grande prêmio em relação às mínimas de 0,4x do final de 2015, nos piores momentos do governo Dilma – ajustando o risco dos dois cenários, é possível dizer que a ação parece estar ainda mais atraente agora, escreveram os analistas.

“Em 2015 tínhamos muito pouca visibilidade sobre o que esperar do resultado do banco em 2016. O Brasil estava atravessando uma recessão muito grande e o capital ‘core’ do banco estava sob grande pressão, e depois de crescer muito acima do mercado por muitos anos, temíamos que o BB fosse sofrer muito mais do que seus concorrentes privados em termos de qualidade de ativos, o que de fato aconteceu,” escreveram os analistas.

Mas agora, segundo o BTG, o BB está em outra condição. O banco cresceu menos do que o mercado nos últimos anos, tem uma carteira de crédito mais defensiva, com menor exposição a empréstimos sem garantias. E possui capital principal mais forte do que em 2015, mais alinhado com os concorrentes.

O custo de capital do BB, diz o BTG, também está mais baixo hoje do que naquela época, e o banco vem entregando um ROE melhor que o esperado nos últimos trimestres. O BTG elevou aua projeção de ganhos do BB em 2022 e em 2023 em 12% e, considerando o ponto mais baixo do guidance, chegou a um múltiplo de 4,2x o lucro para 2022. O P/BV é de 0,9x.

Os analistas esperam que a ação suba hoje e nos próximos dias, considerando o rally nas ações do Itaú semana passada após um resultado acima do esperado.

Os analistas de outras casas também aplaudiram os resultados acima do esperado, mas alguns consideraram o guidance divulgado pelo banco “desafiador.”

Para os analistas do JP Morgan, o guidance dado pelo BB para a margem financeira bruta em 2022, entre 11% e 15% vai depender de uma melhora significativa nos custos do banco.

Para os analistas do Bradesco, o resultado da tesouraria será uma variável importante para o BB alcançar essa margem.

O Bradesco projeta lucro de R$ 20,4 bi para o BB em 2022, 17% abaixo do que o BB espera. Para a XP, a expectativa de crescimento entre 8% e 12% da carteira de crédito em 2022 também pode ser desafiadora, dado o cenário macroeconômico deteriorado.

Fonte: Brazil Journal

Servidores e recém-empossados do BB terão um valor atrativo na PLR

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O último concurso Banco do Brasil encerrará a validade somente no fim de 2023. E servidores e recém-empossados terão um valor atrativo na PLR. Com um lucro líquido atrativo e recorde de R$ 21 milhões, o Banco do Brasil teve uma alta de 51,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Sendo assim, vale destacar que os funcionários receberão um bom valor em PLR. Além disso, vários motivos influenciaram essa alta. De acordo com o balanço divulgado pelo banco, apenas no quatro trimestre o lucro totalizou R$ 5,9 bilhões, ou seja, um aumento de 60,5% em relação ao ano anterior.

Por isso o aumento é explicado pela queda nas despesas com provisões de crédito, que caiu 40,2% em 2021, gerando receita maior. Além disso, há outros motivos apontados para o crescimento na carteira de crédito, o aumento nas receitas de prestação de serviços e a melhoria na margem financeira bruta.

Por ocorrer duas vezes por ano, uma das vantagens de ser Escriturário no Banco do Brasil é a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). E o valor é medido de acordo com o lucro obtido pela instituição, ou seja, esse ano será alto, pois quanto maior, melhor para os servidores.

Além disso, podemos destacar que o salário do concurso Banco do Brasil é bem maior do que o descrito no edital, ou seja, R$ 3.022,27, além de diversos benefícios e vantagens. O funcionário recebe ajuda alimentação/refeição de R$ 831,16 por mês e, cumulativamente com o benefício de ajuda alimentação/refeição, o Banco concede a cesta alimentação, no valor mensal de R$ 654,87, na forma do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT.

Sendo assim, os valores iniciais de R$ 3.022,27 chegam a R$ 4.508,30. Além disso, o funcionário ainda tem direito a outros benefícios. Portanto, saiba quais são:

  • planos de saúde
  • planos odontológicos
  • vale-transporte
  • auxílio-creche
  • auxílio a filho com deficiência
  • previdência complementar

Quando sai um novo edital para o Banco do Brasil?

É o que os concurseiros querem saber, mas ainda deve demorar um pouco, uma vez que o último concurso do Banco do Brasil segue vigente. Assim, o prazo de validade começou a contar a partir dos resultados finais do concurso, divulgados em dezembro de 2021 pela Cesgranrio.

Sendo assim, o prazo final de validade do concurso será no dia 21 de dezembro de 2023, ou seja, ainda há um bom tempo para que a seleção vença, o que não deixa outra ser publicada.

Ademais, antes do concurso de 2021, a Cesgranrio também foi responsável pelo certame para a carreira de escriturário do banco em 2018 .

Na época foram oferecidas 30 vagas imediatas e mais 30 de cadastro de reserva em um concurso público do banco.

Fonte: Nova Concursos

 

Saraiva adia reunião sobre plano de recuperação após pressão do BB

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Os credores da Saraiva, que está em recuperação judicial, toparam adiar novamente a assembleia geral que vai votar um aditivo ao plano de recuperação da empresa. A nova data, aprovada por 83% dos credores, será em 7 de março.

A rede de livrarias, que já foi a maior do país, não consegue aprovar um novo plano de recuperação judicial porque não chega a um acordo com o Banco do Brasil, que detém quase um quinto de uma dívida de cerca de R$ 700 milhões. Sem a concordância do BB, são grandes as chances de o plano não passar e a rede se aproximar da falência.

Segundo interlocutores, as duas opções postas na mesa pela Saraiva desagradam ao BB. O plano prevê que uma das alternativas para os credores é aceitar 80% de deságio e receber o restante em ações da holding da Saraiva — algo que estaria fora de cogitação para o banco, de acordo com advogados que acompanham o processo.

A outra opção seria abrir mão do deságio, mas receber em suaves prestações até 2048 — e amargar cinco anos de carência sem ver nenhum centavo.

A alternativa mais atrativa para o Banco do Brasil no momento, segundo pessoas familiarizadas com o tema, é se desfazer dos créditos que detém da Saraiva. O banco estatal estaria negociando transferir os créditos a outra instituição financeira.

Procurado, o banco diz que “continua procurando uma alternativa junto à empresa e aos demais credores, mas não pode comentar sobre os andamentos das negociações”.

A data da nova assembleia é 7 de março, o que ficaria fora do prazo estipulado pela lei de falências. Com isso, vai depender do juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Falências de São Paulo, decidir se a assembleia pode ser realizada ou se o adiamento é irregular.

Fonte: Portal IG

 

CFTA e FENATA contestam edital do BB que exclui técnicos agrícolas

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No dia 9 de fevereiro CFTA e FENATA protocolaram impugnação no Banco do Brasil, tendo em vista que o Edital de Credenciamento nº 2019/03356(7421) publicado pela instituição atualmente impede que pessoas jurídicas que possuam técnicos agrícolas como seus responsáveis técnicos possam participar do certame.

Vale referir que em caso análogo, a Caixa Econômica Federal (CEF) atendeu à solicitação das entidades, já tendo retificado o seu edital de credenciamento para incluir os técnicos agrícolas como profissionais aptos a atuar como responsáveis por pessoas jurídicas em serviços agrícolas.

O edital do BB abre a oportunidade para o credenciamento de pessoas jurídicas, inclusive empresário individual, para prestação de serviços técnicos de fiscalização e vistoria em empreendimentos rurais, comerciais e de garantias vinculados a financiamentos de crédito rural e comercial, bem como para a fiscalização de empreendimentos vinculados a programas e projetos com recursos não reembolsáveis. Os interessados têm até outubro de 2023 para se inscreverem.

Atualmente o edital só prevê a possibilidade de participação de pessoas jurídicas vinculadas ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Conselho Regional de Biologia (CRBio) ou Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

Nos ofícios de impugnação as entidades sustentam a habilitação legal dos técnicos agrícolas para a prestação dos serviços relacionados no documento, nos termos da sua legislação profissional – Lei nº 5.524/1968, Decreto nº 90.922/1985 e Resoluções do Conselho. Aguarda-se o retorno da instituição.

Fonte: Portal CFTA

 

Associados da Previ conquistam redução da taxa de carregamento

Publicado em: 11/02/2022

A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) anunciou a redução na taxa de carregamento, cobrada em seus planos de benefícios, de 4% para 3,5%, a partir de abril desde ano. A mudança resultará em impactos positivos, principalmente aos associados do plano Previ Futuro, com aumento correspondente do saldo de conta e, consequentemente, no valor da futura aposentadoria.

O diretor de Administração da entidade, Márcio de Souza, explica que a queda na taxa de carregamento cumpre um compromisso dos dirigentes eleitos para representar os funcionários do BB dentro da entidade: “É uma reivindicação antiga, aprovada pelos trabalhadores nos Congressos Nacionais de Funcionários do Banco do Brasil”, destaca. “Cumprindo um compromisso dos dirigentes eleitos, temos reduzido, ao longo do tempo, a taxa de carregamento, que já foi de 5%”, completa.

Luciana Bagno, eleita conselheira Deliberativa da Previ, observa também que a redução da taxa de carregamento representa mais uma etapa no ganho de eficiência que a entidade vem conquistando ao longo dos anos: “É claro que nosso trabalho para reduzir as taxas tem sido feito de forma responsável, levando em consideração a sustentabilidade da Previ”, pontua.

Com a redução, o associado é duas vezes beneficiado, “uma vez que a taxa de carregamento incide tanto sobre a contribuição dos participantes, como do patrocinador Banco do Brasil” explica ainda Márcio de Souza, completando: “Essa diferença, portanto, é acrescentada ao saldo de conta de cada associado e depois na aposentadoria”.

Papel social

“Essa conquista dos associados na Previ é fruto do modelo de governança robusto da entidade, que, além de garantir a influência dos funcionários do BB em decisões importantes, protege a entidade contra eventuais ameaças externas, como tentativas de ingerência política ou interesses de agentes de mercado”, avalia o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Não podemos perder de vista que a Previ é o maior fundo de pensão do Brasil e que ela tem cumprindo, de forma eficiente, seu principal propósito que é gerar aposentadoria segura e digna para seus participantes”, completa.

Combinação mais competitiva do mercado

A taxa de carregamento (agora em 3,5%) compõe, ao lado da taxa de administração, as despesas administrativas da Previ. “Ela incide sobre cada contribuição feita ao Previ Futuro, incluindo os aportes do participante e do patrocinador, o BB. Enquanto que a taxa de administração incide sobre o saldo total de contas do participante”, explica Luciana.

Na Previ, a taxa de administração (despesas administrativas sobre o total de recursos garantidores) está hoje em 0,13% – o menor índice entre os cinco maiores fundos de pensão do país. A taxa de administração da Previ também representa menos da metade da taxa de administração média (0,28%) do sistema de previdência complementar fechado (composto por 292 entidades e 1.129 planos), conforme relatório, referente a 2020, da Previc, o órgão regulador do sistema de previdência complementar fechado.

O custo de administração médio da Previ também é 10 vezes menor se comparado aos 11.300 fundos de investimentos e mais de 1.200 fundos de previdência abertos vendidos no mercado, que, segundo dados da Anbima, é de 1,33% ao ano.

Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil lança conta digital em dólar para correntistas

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O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira (9 de fevereiro) o lançamento de uma conta digital em dólar, exclusiva para seus correntistas pessoas físicas. Batizada de Conta Easy!, a solução foi feita em parceria com o BB Americas Bank.

A Conta Easy permite aos clientes realizarem transferências sem tarifas de sua conta corrente pessoa física no Banco do Brasil diretamente para a sua conta digital em dólar no BB Americas, criando reserva para as suas viagens internacionais ou outras finalidades. Segundo o banco, a solução está disponível para correntistas do BB que não tenham sido clientes do BB Americas nos últimos 12 meses.

O BB destacou que, ao abrir a sua Conta Easy, o cliente receberá um cartão de débito bandeira Visa, que possibilitará a realização de compras em mais de 44 milhões de estabelecimentos comerciais em todo o mundo. Além disso, no exterior o cliente também poderá realizar saques em caixas eletrônicos, os chamados ATMs (Automated Teller Machine, em inglês). O cartão também poderá ser utilizado em carteiras digitais, como Apple Pay, Samsung Pay e PayPal.

Por meio do convênio que o BB Americas tem com as empresas Allpoint, Presto, Plus e Star, é possível ainda realizar saques sem tarifas com o cartão em cerca de 40 mil caixas eletrônicos nos Estados Unidos.

Entre os diferenciais da nova conta digital, estão um seguro de proteção financeira para depósitos até US$ 250 mil, tarifa zero de abertura e zero custos de manutenção. Também há disponibilidade de atendimento diário 24 horas em call centers que atendem em português, inglês e espanhol.

A abertura da Conta Easy pode ser feita diretamente no aplicativo do Banco Brasil. Ao acessar o app, o cliente escolhe o menu “Câmbio” e seleciona a opção “Conta BB Americas”. Em seguida, é direcionado para o site seguro do BB Americas, onde será necessário realizar o carregamento online de documentação (CNH ou RG com CPF e comprovante de residência).

Fonte: Agência Brasil

 

Sinistros de covid-19 na BB Seguridade somam R$ 864 milhões em 2021

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Apesar de terem arrefecido no quarto trimestre com a maior vacinação da população brasileira, os avisos de sinistro relacionados à covid-19 na BB Seguridade somaram R$ 864 milhões em 2021, de acordo com a holding de seguros do Banco do Brasil. Esse volume é três vezes maior que o de 2020, primeiro ano da pandemia.

“Importante ressaltar que entre o aviso do sinistro, o que já sensibiliza o resultado da seguradora, e a confirmação da causa da morte como sendo por covid-19, exclusivamente para fins gerenciais, decorre um período médio de 60 dias”, afirma a holding em seu informe de resultados. Em outras palavras: alguns sinistros por morte por covid-19 ainda não foram contabilizados.

Este número fez com que a sinistralidade fechasse 2021 em 39,1%, índice 8,5 pontos porcentuais superior ao de 2020. Sem os avisos de covid, a BB Seguridade calcula que o índice teria sido 9,7 p.p. menor que o reportado, mas ainda teria crescido 1,8 ponto percentual no ano.

O crescimento seria puxado pelo seguro agrícola, que teve um crescimento nos avisos de sinistro em especial nos meses de junho e julho, com as perdas na safrinha de milho nos Estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, causadas pela estiagem e também pela geada. Este último fenômeno climático também atingiu lavouras de café na região de Minas Gerais.

A holding também registrou um volume maior de sinistros agrícolas em dezembro, decorrentes da seca que atingiu lavouras de soja e milho na Região Sul, e que foi causada pelo La Niña.

Receita

A receita de corretagem da BB Corretora, empresa de venda de seguros da BB Seguridade, teve um acréscimo de 9,7% no quarto trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020, para R$ 1,053 bilhão. Ante o terceiro trimestre, o avanço foi de 3,5%.

O desempenho foi puxado pelas vendas maiores de seguros, com destaque para os ramos rural, vida, residencial e empresarial, de acordo com a BB Seguridade. No acumulado de 2021, as receitas cresceram 7,9%, para R$ 3,9 bilhões.

O lucro líquido da corretora foi de R$ 552,8 milhões pelo critério ajustado, alta de 7,3% em um ano, mas retração de 4,5% em um trimestre. O aumento da taxa Selic e o saldo médio de ativos rentáveis impulsionaram o resultado financeiro da corretora, que somou R$ 53,8 milhões, e ajudou a incrementar o lucro trimestral.

No ano de 2021, a BB Corretora teve lucro líquido ajustado de R$ 2,1 bilhões, avanço de 8,3% no comparativo com 2020.

Dividendos

Diante dos resultados do último trimestre, a BB Seguridade espera elevar a proporção de seus lucros que distribui aos acionistas neste ano. Em 2021, a holding distribuiu aos acionistas 73% de seu lucro anual. “A tendência é de que o payout seja maior neste ano”, disse o diretor financeiro e de relações com investidores da holding, Rafael Sperendio. “Tivemos que fazer um aporte na Brasilprev no primeiro semestre, mas este não é o cenário para 2022.”

Digital

A BB Seguridade teve alta de 24% nas vendas em canais digitais no ano de 2021, ante os resultados de 2020. O digital fechou o ano passado com 12,8% do total de vendas da empresa. Até o fim deste ano, a BB Seguridade espera ter 100% dos seus produtos prontos para a venda por qualquer canal, incluindo os digitais. (Fonte: Estadão)

Fonte: Sindicato dos Bancários de Paranaguá

 

BB diz que agências fechadas foram convertidas em postos

Publicado em: 04/02/2022

O BB (Banco do Brasil) chegou ao fim de 2021 com 3.980 agências –388 a menos do que o registrado em 2021, segundo dados do BC (Banco Central). O banco diz, no entanto, que a redução não se deve exclusivamente ao fechamento de unidades, mas também à transformação de agências em postos de atendimento.

O plano de reestruturação lançado pelo Banco do Brasil em janeiro de 2021 estipulava o encerramento de 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento. Além disso, estabelecia a transformação de mais 243 agências em postos de atendimento.

Segundo nota enviada pela instituição ao Poder360, “as duas situações (encerramento e transformação em postos) resultam na diminuição do número de agências atribuídas ao BB no site do Banco Central”. Isso se dá porque os postos de atendimento não contam com toda a estrutura de uma agência e, por isso, não constam na lista de agências bancárias do Banco Central.

O Banco do Brasil disse também que, por causa dessa diferença entre agências e postos de atendimento, o plano de reestruturação lançado no início de 2021 resultou na “extinção de 355 agências, sendo 112 definitivamente encerradas e outras 243 que seriam convertidas em postos de atendimento”.

Entretanto, dados do Banco Central indicam que a redução da rede de agências do Banco do Brasil foi um pouco maior, de 388. Segundo o BC, “o levantamento inclui todas as agências em funcionamento, mesmo sem atendimento ao público, registradas no Unicad pelas instituições financeiras na data do levantamento”.

Este foi o dado utilizado pelo Poder360 na série de reportagens que mostrou que os bancos brasileiros fecharam 2.351 agências bancárias na pandemia de covid-19. Apesar disso, o Banco do Brasil tem hoje a maior rede de atendimento bancário do país, como mostrou o Poder360.

AGÊNCIAS X POSTOS

Postos de atendimento são menores e contam com menos funcionários que uma agência bancária. Os postos não têm a figura do gerente geral e, algumas vezes, nem com caixas humanos. Sem caixa, os postos também passam a não precisar de tesoureiro, cofre e porta giratória.

Nesta situação, os postos normalmente oferecem terminais eletrônicos de autoatendimento e uma mesa de atendimento com funcionários que ajudam na resolução de alguns problemas e fazem a contratação de alguns produtos. O cliente, no entanto, pode ter que ir a uma agência se quiser fazer um saque de valor maior do que o disponível nos terminais de autoatendimento ou se precisar falar com o gerente, por exemplo.

Por conta disso, os postos de atendimento não constam na lista de agências do Banco Central. A estrutura, no entanto, tem sido cada vez mais usada pelos bancos, já que é menos custosa do que uma agência. Segundo os bancos, o aumento dos pagamentos digitais permite esta transformação.

ÍNTEGRA DA NOTA DO BB

“Em relação à notícia publicada pelo Poder 360 nesta data, com o título ‘Banco do Brasil fecha mais agências do que o anunciadoi, o Banco do Brasil esclarece que está incorreta a comparação feita pela reportagem sobre o número de encerramento de agências anunciado pelo BB em janeiro de 2021.

Conforme Fato Relevante divulgado ao mercado, o Banco do Brasil anunciou em janeiro do ano passado a extinção de 355 agências, sendo 112 definitivamente encerradas e outras 243 que seriam convertidas em postos de atendimento.

As duas situações (encerramento e transformação em postos) resultam na diminuição do número de agências atribuídas ao BB no site do Banco Central.

A reportagem utilizou em sua comparação apenas o número de agências definitivamente encerradas, o que resultou em comparação incorreta que se refletiu em erro no subtítulo e no corpo do texto.

Diante da necessidade de melhor esclarecer ao público do Poder 360 e tendo em vista ser o Banco do Brasil uma empresa com ações negociada em Bolsa, pedimos a retificação da informação incorretamente divulgada”.

Fonte: Poder 360