Planalto libera empréstimo de R$ 600 mi do BB para a Bahia

Publicado em: 24/08/2017

Após um longo processo de brigas, discussões e intrigas finalmente foi liberado o empréstimo de R$ 600 milhões do Banco do Brasil à Bahia. A concessão do crédito foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 22. Também foi divulgado o extrato do contrato no informativo do governo.

Até o repasse desses recursos aconteceu de tudo um pouco. Primeiro, alguns parlamentares, como os senadores Otto Alencar e Lídice da Mata, alegavam “perseguição” e “sabotagem” do governo federal para não efetivar o empréstimo, que já havia sido acordada entre as partes. Os senadores baianos chegaram a ir à tribuna do Senado dizer que fariam uma marcha até o Palácio do Planalto para cobrar que o presidente Michel Temera cumprisse a promessa de liberar o dinheiro.

À época, os senadores apontavam uma interferência política do DEM na demora em repassar o dinheiro. O fato beneficiária ACM Neto, que deverá concorrer ao governo baiano em 2018.

Ao Portal A TARDE, alguns deputados baianos creditaram a liberação dos recursos a uma vitória no cabo de guerra de parlamentares da base do governo. Afinal, alguns partidos aliados a Temer, na Bahia, fazem parte da administração de Rui Costa. “Veja bem, são praticamente 24 parlamentares alinhados a Temer que têm ligação com o governo da Bahia. Certamente, o presidente pesou na balança esse apoio, especialmente neste momento da política brasileira”, afirmou um congressista, na condição de anonimato.

Apesar da liberação, os recursos, até a noite deste terça, ainda não haviam sido depositados na conta do estado. Parlamentares baianos dizem que, neste primeiro momento, vão esperar e atribuem esta “demora” no repasse a algum trâmite bancário, mas dizem estar de olho nos movimentos.

Os recursos devem entrar pela Secretaria de Fazenda da Bahia. Eles deverão ser investidos em empreendimentos públicos na área da saúde, educação e infraestrutura.

Fonte: A Tarde

Câmara devolverá cerca de R$ 300 milhões para cofres da União

Publicado em: 17/08/2017

Câmara dos Deputados devolverá ao Tesouro Nacional, até o fim de setembro deste ano, cerca de R$ 300 milhões. Responsável pelas contas da Casa, o 1º secretário da Câmara, deputado Fernando Giacobo (PR-PR), disse ao Estado/Broadcast Político que a maior parte desse montante será proveniente da renegociação da folha de pagamento dos servidores da Casa. A outra parte será oriunda de “economias” com controle de gastos administrativos.

De acordo com Giacobo, a renegociação da folha renderá cerca de R$ 200 milhões dos R$ 300 milhões que serão devolvidos. O parlamentar paranaense disse não poder adiantar quais bancos comprarão a folha em pagamento, alegando que a negociação ainda está em andamento. O Estado/Broadcast Político apurou, porém, que as negociações mais avançadas estão com o Banco do Brasil e Caixa – que teriam ofertado R$ 206 milhões para continuar com folha de pagamento da Casa.
Os outros R$ 100 milhões que a Câmara devolverá aos cofres da União virão de economias com conta de água e energia, redução dos gastos com passagens aéreas, desconto em contratos de aluguel de carros usados por parlamentares e demissão de funcionários terceirizados. De acordo com Giacobo, quase 200 terceirizados foram demitidos da Câmara desde o início do ano, quando ele assumiu a 1ª Secretaria da Casa.

O parlamentar paranaense disse que ele e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já informaram ao Ministério da Fazenda sobre a devolução dos recursos. Ele ressaltou que a Casa não era obrigada a devolver o dinheiro, mas o fará como forma de “dar exemplo”, em meio à crise fiscal que atinge o governo brasileiro. “Precisamos dar o exemplo. Em 2003, eram 2 mil terceirizados. Hoje já são 3.250”, disse o parlamentar paranaense.

Maia também anunciou a devolução dos recursos da Câmara para a União durante reunião com líderes partidários na manhã desta quarta-feira, 16, na residência oficial, na qual discutiam detalhes sobre a votação de um fundo eleitoral para bancar as eleições. O informe foi feito um dia após o governo anunciar revisão na meta fiscal deste ano e do próximo, para aumentar a previsão de déficit nas contas públicas para R$ 159 bilhões.

Fonte: Época Negócios

A sétima e oitava hora de trabalho é direito do bancário

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Em regra geral, os bancários devem exercer uma jornada diária de 6 horas nos termos do artigo 224 da CLT. A exceção está presente no parágrafo 2o do mesmo artigo, que afirma que os exercentes de cargos de confiança cumprirão uma jornada de 8 horas diárias. Trocando em miúdos, muitos bancários têm direito ao recebimento da sétima e oitava hora de trabalho, entretanto, desconhecem o acesso a esse direito.

A utilização da nomenclatura “cargo de confiança” em bancos é muito comum, justamente com o objetivo de que o bancário realize suas atividades em jornada de 8 horas diárias, de forma a não realizar o pagamento da sétima e oitava hora trabalhadas, como aponta em comunicado o Moraes & Lindgren Advogados, escritório de advocacia especializado no setor bancário e parceiro da AGEBB.

Contudo, quando o exercício do cargo não cumpre os dispostos na CLT, não se tratando efetivamente de cargo de confiança, o empregado, segundo a Moraes & Lindgren Advogados, tem direito a receber as horas extras a partir da sexta hora diária.

O conflito se dá quando, apesar da nomenclatura imponente do cargo, o bancário não exerce cargo de confiança, mas dedica-se somente às atividades comuns à rotina bancária, sem que haja a gerência de pessoas em atividades técnicas, na área comercial ou administrativa, como nos casos dos gerentes, coordenadores, supervisores, chefes de serviço, assistentes, programadores e analistas, entre outros, que têm direito a sétima e oitava hora pois não estão enquadrados na exceção do parágrafo 2o do art. 224 da CLT. Esses bancários, sequer, possuem autonomia para negociar as metas ou direcionar ao cliente certo produto sem que esteja a ele direcionado.

De acordo com o escritório Moraes & Lindgren Advogados, muitos dos empregados de banco exercem funções técnicas, e por essa razão, não podem ser enquadrados em cargo de confiança, isso porque, não basta o critério formal do pagamento da gratificação de função para que seja afastada a condição de bancário comum. A eles devem ocorrer atribuições distintas, com autonomia integral e responsabilidade exclusiva.

Ainda assim, muitas instituições financeiras não cumprem a legislação referente ao pagamento da sétima e oitava hora, o que abre a possibilidade de o bancário, mesmo na ativa, ingressar com uma ação trabalhista. No caso de já ter sido realizada a rescisão do contrato de trabalho, o empregado tem o prazo de até dois anos após a rescisão para entrar com a ação.

BB anuncia primeira parceria de Open Banking no Brasil para ajudar MPEs

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Banco do Brasil e ContaAzul anunciaram nesta terça-feira, 15, a primeira operação estruturada de Open Banking no país. A comunicação da parceria ocorreu na Fintouch, o maior evento de fintechs da América Latina, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Os clientes MPE (micro e pequenas empresas) do BB podem integrar informações bancárias, como saldo de conta corrente e fatura de cartão de crédito, à plataforma da ContaAzul. O cliente precisa apenas autorizar a operação. A integração de sistemas será feita por meio de API – Interface de Programação de Aplicativos em português. As API’s são interfaces de programação que permitem que empresas e desenvolvedores conectem os seus sistemas aos do BB, compartilhando dados e realizando transações de forma automatizada.

As interações vinham acontecendo em fase de testes há seis meses, com 70 clientes. A expectativa do BB é que 1 mil clientes estejam utilizando a solução no próximo mês. A meta é chegar a 5 mil usuários num prazo de seis meses.

A ContaAzul oferece plataforma de gestão empresarial integrada para micro e pequenas empresas. Entre as funcionalidades oferecidas estão acompanhamento de estoque, geração de relatórios gerenciais, emissão de nota fiscal, boletos e do demonstrativo de resultado do exercício (DRE).

Os clientes do Banco do Brasil que já utilizam as soluções do ContaAzul terão uma integração de informações mais rápida e completa, com maior detalhamento no descritivo das transações. Para melhorar ainda mais a experiência do cliente, o Banco está desenvolvendo novas API’s, para agregar mais informações e recursos.

Com a parceria, o BB passará a oferecer uma experiência completa, de acordo com o que o cliente deseja. A união com parceiros tecnológicos, que entendem de mercado financeiro, vai agregar ainda mais na experiência dos nossos usuários”, diz Marco Mastroeni, diretor de Negócios Digitais do Banco do Brasil.

NOVAS PARCERIAS

O Banco do Brasil lançou o Portal do Desenvolvedor, sua plataforma de Open Banking, há dois meses. O local concentra as informações das API’s que o BB oferece aos desenvolvedores de aplicativos. Desde a sua abertura, o Banco recebeu cerca de 1 mil intenções de parceria. Algumas foram selecionadas para início de testes a partir desta semana. A expectativa é que novas parcerias sejam anunciadas ainda em 2017.

Inicialmente, o Banco do Brasil disponibiliza dois grupos de API:

Financial Reports
Possibilita consultar extratos de conta corrente, fundos de investimento e cartão de crédito. Esses dados são utilizados normalmente em aplicativos de gestão financeira, mas a expectativa do BB é de que os desenvolvedores tragam novas ideias para a utilização das informações.

Payments (débito online)
Permite realizar pagamento via débito online em sites e aplicativos de compras de passagens áreas e outras empresas de varejo, por exemplo. Esses dados podem ser utilizados para criar novas formas de meio de pagamento que deem mais agilidade, de forma prática e segura.

SOBRE OPEN BANKING

O conceito de Open Banking compreende a criação de novos negócios e ecossistemas digitais, disponibilizados por instituições bancárias, por meio da integração de seus sistemas. Isso permite que outras empresas e desenvolvedores criem novas soluções, aplicativos e serviços que melhoram a interação entre banco e cliente.

Fonte: Banco do Brasil

Pais contribuem com R$ 234 por mês em planos de previdência para menores na Brasilprev

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A Brasilprev, especialista em previdência privada, fez um levantamento, a partir da base de papais responsáveis financeiros pelo produto Brasilprev Júnior (voltado a crianças e adolescentes). Realizado com dados de junho de 2017, o estudo apontou que o valor médio de contribuição deste público é de R$ 234. A pesquisa também revelou que, em média, os pais possuem 48 anos de idade e que 38% dos filhos beneficiados pelos planos Brasilprev Junior têm entre 7 e 14 anos (ver gráfico).

Na análise foi apontado que a maioria dos clientes desse produto está na Região Sudeste (45%), seguida pela Sul e Nordeste com praticamente o mesmo percentual (21% e 20%, respectivamente), Centro-Oeste (10%) e Norte (5%).

“O produto Brasilprev Júnior foi lançado pioneiramente há 20 anos e, hoje, representa 31% do total de planos da Brasilprev. É cada vez mais tido pelos adultos como um meio de viabilizar projetos educacionais para crianças e adolescentes, que vão desde um curso profissionalizante e a primeira faculdade, até uma pós-graduação e um intercâmbio”, comenta a superintendente de Gestão de Clientes da Brasilprev, Soraia Fidalgo.

Sobre a Brasilprev

Com 24 anos de atuação, a Brasilprev Seguros e Previdência S.A tem como acionistas a BB Seguridade Participações, braço de seguros, capitalização e previdência privada do Banco do Brasil, um dos maiores bancos do país, e o Principal Financial Group, uma das principais instituições financeiras dos Estados Unidos. A companhia é uma das maiores empresas de previdência complementar aberta no Brasil, com R$ 210 bilhões em ativos sob gestão e uma carteira de mais de 1,98 milhão de clientes.

Especializada no setor, com produtos acessíveis e serviços diferenciados, é líder em captação líquida de todo o segmento de previdência privada aberta, com 37,4% de participação. No fechamento de 2016 obteve lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão.

Sua estratégia de vendas é focada em seu principal canal de comercialização: a rede de agências do Banco do Brasil.

Fonte: Portal Segs

BB faz sua parte ao reduzir os juros e ampliar o crédito, diz Paulo Cafarelli

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O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, diz que há um volume enorme de investimentos prestes a sair da gaveta, mas, para isso, é necessário que o Congresso aprove a reforma da Previdência para permitir um ajuste mais consistente das contas públicas. Em entrevista ao CB. Poder, transmitido pela Tevê Brasília em parceria com o Correio, ele reconhece que ficou mais difícil uma vitória do Planalto, mas, “se a reforma não sair, terá um plano B”

Caffarelli diz que o pior da recessão ficou para trás e que os bancos estão preparados para atender a demanda maior por crédito quando o crescimento for retomado. Ele garante que o sistema financeiro vem repassando, de forma sistemática, para os consumidores a redução da taxa básica de juros (Selic). Desde outubro de 2016, a Selic recuou de 14,25% para 9,25% ao ano. “O repasse está sendo feito a cada queda da taxa básica”, afirma. Ele reconhece, porém, que, mesmo com todo o recuo, os juros cobrados de empresas e consumidores são muito altos.

“Quanto mais rápido a economia retomar, quanto mais a carteira de crédito crescer, quando mais a inadimplência cair, menores ficarão as taxas de juros”, diz o presidente do BB. Ele garante que o banco está fazendo sua parte ao reduzir os juros e ampliar a oferta de crédito. “Assim como na crise de 2009, o Banco do Brasil não deixou, em nenhum momento, de assistir seus clientes, principalmente as empresas”, frisa.
Sobre o envolvimento do Banco do Brasil em denúncias de corrupção (um ex-diretor, Henrique Pizzolato, foi preso durante o mensalão, e um ex-presidente, Aldemir Bendine, acabou atrás das grades durante a Operação Lava-Jato), assegura que a instituição está colaborando com a Justiça. “Não vou entrar em casos específicos, mas quero dizer que o Banco do Brasil, ao longo do tempo, tem um trabalho muito forte de colaboração com as autoridades. Em nenhum momento, nos privamos de prestar qualquer tipo de informação que possa auxiliar os trabalhos de investigação”, assinala.

Fonte: Blog do Vicente / Jornal Correio Braziliense

Bancos lideram lucros no 2º tri entre as empresas de capital aberto

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O Itaú Unibanco registrou o maior lucro líquido no 2º trimestre de 2017 entre as empresas de capital aberto, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. O banco teve ganhos de R$ 6,01 bilhões no período.

Na sequência, os maiores lucros no 2 trimestre foram os do Bradesco (R$ 3,9 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 2,6 bilhões).

Entre as 20 empresas mais lucrativas no período, 6 foram bancos. O setor liderou mais uma vez os ganhos, com a soma dos resultados de 23 instituições totalizando um lucro de R$ 16 bilhões, uma alta de 5,6% frente ao 2º trimestre de 2016.

Considerando os resultados de 309 empresas com capital aberto que já divulgaram seus balanços, o lucro consolidado no 2º trimestre foi de R$ 24,4 bilhões, valor 13,2% inferior que o do mesmo período de 2016 quando as mesmas empresas registraram R$ 28,1 bilhões.

O levantamento não considera os resultados da Eletrobras, Vale SA e Oi, em razão da disparidade dos números do 2º trimestre com os do mesmo intervalo do ano passado. O cálculo também não considera o lucro da JBS, cujo balanço ainda não foi auditado.

Maiores prejuízos

Na outra ponta, a Oi registrou o maior prejuízo no 2º trimestre, com perdas de R$ 3,27 bilhões, seguida por Biosev (R$ 577 milhões) e Log-in (R$ 559 milhões).

O setor de construção foi o que somou a maior perda, totalizando um prejuízo consolidado de R$ 1,56 bilhão, seguido por Transportes e Serviços (R$ 654,4 milhões).

Fonte: Portal G1

BB lança gerenciador para produtores

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O Banco do Brasil anunciou uma nova ferramenta para facilitar a vida dos produtores rurais na safra 2017/2018. Os clientes do campo passam a ter à sua disposição o Gerenciador Financeiro Produtor Rural. O recurso está disponível no site do BB aos clientes rurais pessoas físicas.

Como os clientes rurais possuem características semelhantes à de uma empresa, a nova ferramenta permite que o produtor rural administre os negócios, com aplicativos úteis para a gestão, sabendo a melhor hora de comprar insumos, plantar, colher e vender. Conta também com soluções gerenciais, como folha de pagamento, emissão de boletos de cobrança, delegação de atribuições a colaboradores para movimentação de conta corrente e realização de operações bancárias.

O sistema ainda permite o cadastro de representantes (prepostos), nomeados por meio de procuração, e que terão acesso a certas transações, além de usuário para atuar apenas como “secretário financeiro”, sem a possibilidade de movimentar a conta. Os acessos e as senhas serão diferentes.

O Gerenciador Financeiro Produtor Rural tem grande parte das funcionalidades que já existem no Gerenciador Financeiro para as empresas e pode ser acessado pelo internet banking Pessoa Física. Os limites transacionais no Gerenciador Financeiro Produtor Rural são os mesmos definidos para o cliente no internet banking Pessoa Física. Saiba mais em http://bit.ly/2uGXRh0.

Fonte: Portal DBO

Bancos disputam clientes para financiamento de imóvel com redução de taxas de juros

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A alta do desemprego e queda na renda, causados pela crise econômica, derrubaram o volume de contratos fechados na compra de imóveis. Na disputa pelo trabalhador que sonha com a casa própria, os bancos começam a investir em facilidades. O Santander reduziu a taxa de juros do crédito habitacional para menos de 10% ao ano e terá um aplicativo para pedidos de empréstimos totalmente digitais. O Banco do Brasil também se prepara para lançar o aplicativo até o fim do ano, segundo fontes, há expectativa é de que outros bancos sigam o mesmo caminho. No entanto, especialistas alertam que é preciso cuidado na hora de fechar um empréstimo.

Simulações feitas pelo diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, mostram como as parcelas e, principalmente, o custo total de imóveis podem variar de acordo com as condições do financiamento (confira a tabela abaixo).

— Como os riscos para os bancos são baixos, há uma briga pelo cliente. Em um financiamento de longo prazo, qualquer diferença nos juros resultará em custo final bem mais alto — explica Miguel.

O risco é baixo porque, em caso de inadimplência, o banco retoma o imóvel do cliente e revende em um leilão.

— A lei de alienação fiduciária foi alterada no mês passado tornando a regra para retomada de imóveis mais rigorosa. Na prática, se o mutuário atrasa prestações, o imóvel pode ser retomado — alerta Lizia Jacintho, presidente da Associação de Mutuários.

Para o professor André Brown, da Escola de Negócios da faculdade Celso Lisboa, é importante obedecer o limite de comprometimento máximo de até 30% da renda com o pagamento das mensalidades.

— O banco faz esse cálculo com a renda bruta, mas recomendo utilizar o valor líquido, que aquilo que ele realmente recebe — observa Brown.

A operadora Cátia Martins, de 43 anos, financiou um imóvel, em 30 anos, e aplica 50% do salário atual.

— Estou conseguindo pagar em dia. Mas, em caso de uma eventualidade, tenho reservas financeiras para não ficar inadimplente — disse Cátia.

Confira alguns cuidados:

Cálculo

É importante utilizar os simuladores de crédito, disponibilizados pelos bancos, que permitem avaliar as taxas de juros e as condições para a concessão do crédito, como exigência de renda familiar.

Renegociação

Renegociar o financiamento com outro banco, por meio da portabilidade de crédito, por ser uma alternativa para tentar reduzir juros. O consumidor pode avaliar se alguma instituição oferece condições mais favoráveis e solicitar a migração da dívida para ele. Caso aceite, o novo credor se encarregará do processo junto ao banco “antigo”. A portabilidade não pode ser cobrada.

Histórico

Os Procons possuem histórico de reclamações de de bancos e construtoras.

Fonte: Jornal Extra

Bancos não oferecem consignado com garantia do FGTS; linha foi liberada em abril

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Anunciado em abril pelo governo como nova opção de crédito e uma alternativa para o trabalhador trocar uma dívida cara por outra mais barata, o crédito consignado com o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia ainda é promessa e não está sendo oferecido pelos bancos.

O crédito consignado pode ser contratado por servidores públicos, privados e aposentados. Trata-se de umas linhas de crédito com menor risco para os bancos, já que a parcela do empréstimo é descontada na folha de pagamento ou da aposentadoria.

A proposta da nova linha com garantia do FGTS prevê reduzir ainda mais o risco para os bancos – e consequentemente as taxas de juros cobradas dos clientes. Se o trabalhador não pagar, o banco pode reter parte do seu FGTS para quitar o saldo devedor.

Em caso de inadimplência, o banco pode ficar com até 10% do saldo do trabalhador. E, se ele for demitido, o banco tem acesso a 100% da sua multa rescisória, que equivale a 40% do saldo do seu Fundo.

Baixa adesão

O G1 confirmou que Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Citibank ainda não lançaram linhas de crédito nessa modalidade. O único entre os grandes bancos que oferece a linha é o Santander, mas apenas em um projeto-piloto com uma única empresa.

As instituições financeiras ainda não estão totalmente confortáveis em relação à atratividade e garantias da nova modalidade, apurou a reportagem.

Procurados pelo G1, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Citibank informaram que ainda avaliam como operar a nova modalidade para poder começar a oferecer esta linha de crédito para os funcionários de empresas que já têm convênios com os bancos.

A Caixa afirmou que “está desenvolvendo as adequações internas necessárias, a fim de proporcionar o início das contratações”. O Banco do Brasil disse que “continua avaliando a medida”.

O Itaú Unibanco afirmou que “está desenvolvendo o produto para disponibilizar a modalidade aos seus clientes”. O Bradesco informou que “está avaliando as condições para oferta da linha”. O Citibank também disse estar avaliando, destacando que “não há data definida ou as condições em que será ofertado”.

Projeto-piloto

O Santander foi o único que já lançou um programa piloto de crédito consignado garantido pelo FGTS. Por enquanto, a linha só está disponível para os funcionários de uma empresa, a Ser Educacional, dona de universidades privadas.

Segundo o Santander, o volume total de contratações de crédito consignado cresceu 30% entre os funcionários da Ser Educacional após o lançamento do projeto piloto.

“Estamos em conversas para ampliar isso para outras empresas. Já estamos em fase avançada com algumas. Mas precisamos primeiro testar os fluxos operacionais”, disse o superintendente de crédito à Pessoa física do Santander, Eduardo Jurcevic.

Entraves para tirar linha do papel

O crédito consignado para trabalhadores do setor privado é considerado mais complexo do que o feito para o funcionalismo e aposentados. A dificuldade de análise de risco é maior e também o seu custo operacional.

Dos R$ 300 bilhões de empréstimos consignados concedidos até junho, apenas 6% foram para trabalhadores do setor privado, segundo dados do Banco Central.

“Uma coisa é o funcionário público que tem estabilidade. Outra coisa é a rotatividade no setor privado, em que dependendo do ramo de atividade um funcionário fica em média só 1 ano e meio na empresa e não tem mais vínculo”, disse um executivo de banco que falou ao G1 na condição de anonimato.

Embora não falem publicamente sobre os obstáculos e resistências em relação à nova modalidade com FGTS como garantia, os bancos aguardam um reforço nas garantias. Eles também esperam um melhor aperfeiçoamento no sistema de gestão dos dados do fundo de garantia, que assegure o bloqueio e transferência da garantia em caso de inadimplência e demissão.

“Por mais que a gente queira fazer, existe uma fragilidade operacional da Caixa. Para deslanchar, os bancos precisam ter a segurança que o saldo [garantia] será bloqueado em caso de inadimplência ou desligamento”, afirmou o executivo.

Crédito bancário em queda

Para o diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, a atividade econômica ainda fraca, o alto desemprego e o crédito em queda no país também ajudam a explicar a demora para o consignado com o FGTS entrar de fato na prateleira dos bancos.

“Os bancos estão muito restritivos e seletivos no crédito, e de certa forma com um pé atrás”, afirma Oliveira. “Num momento em que a atividade está em processo recessivo ou baixo crescimento e o cenário é de incerteza, isso significa que a pessoa pode perder o emprego e não pagar o empréstimo”, completa.

Segundo o Banco Central, o volume total do crédito bancário registrou queda de 0,9% no primeiro semestre. Já taxa de inadimplência das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), ficou em 5,8%.

Vantagens do consignado

Em junho, a taxa média cobrada dos trabalhadores do setor privado no crédito consignado ficou em 41,8% ao ano. Para servidores e beneficiários do INSS, os juros médios no consignado em junho ficaram em 25,8% e 27,8% ao ano, respectivamente.

A expectativa do governo é que com a garantia do saldo do FGTS, os juros médios do consignado possam cair e que os prazos de pagamento possam ser alongados.

Apesar dos juros menores do que outras modalidades de crédito (veja tabela abaixo), consultores financeiros e economistas alertam que é preciso avaliar com cuidado. O trabalhador precisa avaliar se vale a pena sacrificar a sua principal reserva em caso de desemprego para cobrir uma dívida.

“Para quem está no cheque especial ou no cartão de crédito rotativo, pode ser uma opção interessante. Mas, primeiro, a linha precisa estar à disposição”, resume Oliveira.

Fonte: Portal G1

Senadora quer explicação do presidente do BB sobre bloqueio de verba destinada à Bahia

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O estado da Bahia aguarda a liberação pelo Banco do Brasil de créditos de R$ 600 milhões. Aprovados pelo Senado no primeiro semestre deste ano e com o parecer favorável de três órgãos públicos, os contratos preveem investimentos em obras como educação e infraestrutura. A demora na liberação dos recursos levou os senadores da Bahia a requisitarem uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para que o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, apresente as explicações sobre o caso. O jornalista Adriano Faria conversou sobre o assunto com a senadora Lídice da Mata (PSB–BA). Ouça a entrevista ao Programa Conexão Senado, da Rádio Senado.

Fonte: Agência Senado

BB nega fechamento da agência em São Sepé

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A gerente do Banco do Brasil de São Sepé, Luana Mattos de Farias, negou que a agência local irá fechar as portas. A garantia da continuidade dos serviços da instituição financeira no município foi dada nesta segunda-feira, durante reunião com vereadores.

A Câmara de Vereadores formou uma Comissão Provisória para tratar do assunto e da possível privatização do Banrisul. A preocupação dos parlamentares vinha da divulgação do fechamento de agências em 16 municípios do Rio Grande do Sul.

– Realmente houve um período de reestruturação do banco, mas só foram encerrados os trabalhos em municípios onde havia mais de uma agência. Além disso, a reestruturação começou em novembro de 2016 e acabou em janeiro deste ano – salientou Luana.

O presidente da comissão, vereador Luiz Otávio Picada Gazen, Tavinho (PDT), disse que a redução de funcionários e a demora da reforma da agência depois do assalto ocorrido em dezembro de 2016 também causaram suspeitas sobre o fechamento.

– O Banco do Brasil chegou a ter 60 funcionários. Hoje tem apenas oito. A situação nos intrigava – justificou Tavinho.

A questão do possível fechamento da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) também foi pauta do encontro. A questão preocupa os vereadores, uma vez que o fim da entidade implicaria no encerramento das atividades do programa AABB Comunidade, que atende crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Fonte: Diário de Santa Maria

Em um ano, Banco do Brasil corta mais de 10 mil postos de trabalho

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O Banco do Brasil há bem pouco tempo era a maior instituição financeira da América Latina. Hoje, com Temer, tudo mudou. O processo de reestruturação reduz a importância e atuação da empresa.

Desde janeiro, 402 agências foram fechadas, funções extintas e postos de trabalho, cortados. Em um ano – junho de 2016 a junho de 2017 – foram eliminadas 10.012 vagas. Somente pelo PEAI (Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada) saíram 9,4 mil funcionários e o banco agora conta com 99.603 bancários.

Com o quadro reduzido, aumenta a sobrecarga de trabalho, o estresse e, consequentemente, o adoecimento. O atendimento à população também fica comprometido. Prejuízo para os correntistas e também para o país, que, aos poucos, vai perdendo o BB.

Fonte: Portal Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Juíza manda BB reduzir número de páginas em defesa de ação trabalhista

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Ao receber uma peça de defesa com 113 páginas do Banco do Brasil em um processo trabalhista, a juíza Elisangela Smolareck se viu irritada. A julgadora da 5ª Vara do Trabalho de Brasília determinou que a instituição financeira reapresente suas considerações em cinco dias. Só que, desta vez, com um documento que tenha no máximo 30 páginas.

Smolareck disse que o calhamaço do BB é um desrespeito ao Judiciário, que já está abarrotado de processos. “A arte de escrever importa também em se saber condensar o que é realmente importante e útil ao leitor, no presente caso, ao advogado da parte contrária e ao julgador”, disse a juíza na decisão.

Fonte: Consultor Jurídico

Tribunal de MT condena BB a indenizar menor que emitiu cheque sem fundo

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação de primeira instância e determinou que o Banco do Brasil indenize uma cliente no valor de R$ 4 mil, a título de danos morais. O caso aconteceu após o nome da requerente ser enviado ao serviço de proteção ao Crédito (SERASA), depois de um cheque sem fundos – no valor de R$ 500 – ser descontado em seu nome. O banco não poderia ter cobrado a dívida, pois abriu uma conta corrente quando a cliente ainda tinha 16 anos e sem a representação legal de seus pais.

O desembargador e relator do caso, Dirceu dos Santos, entendeu que a instituição bancária agiu de forma negligente ao permitir a abertura da conta e de conceder crédito a pessoa legalmente incapaz. “A indenização por dano moral deve ser fixada em montante que não onere em demasia o ofensor, mas, por outro lado, atenda à finalidade para a qual foi concedida, compensando o sofrimento da vítima e desencorajando a outra parte quanto aos outros procedimentos de igual natureza. O jovem maior de 16 e menor de 18 anos não-emancipado, deve ser assistido pelo pai, mãe ou pelo responsável legal. Agiu de forma negligente a instituição financeira ao permitir que menor de dezoito anos abrisse conta corrente, sem estar assistida pelos pais ou responsável”, ponderou o magistrado em seu voto.

O caso aconteceu na cidade de Sinop, após a cliente ser proibida de efetuar uma compra em estabelecimento comercial da mesma cidade. Após identificar que seu nome havia sido enviado ao Serasa, a cliente ingressou com o pedido de indenização. A cliente argumentou que no dia 24 de outubro de 2006 celebrou com o contrato de abertura de conta corrente. Porém à época, era menor de idade (16 anos), fato confirmado por meio de sua cédula de identidade.

Fonte: Portal Só Notícias

Justiça concede liminar à AGEBB em favor dos gerentes descomissionados

Publicado em: 11/08/2017

O juiz Marcos Ulhoa Dani, da 19ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), concedeu ontem tutela de urgência, popularmente denominada liminar, em favor dos gerentes associados à AGEBB descomissionados em razão da reestruturação e que não conseguiram realocação durante o período de recebimento do VCP ou foram realocados com valor menor de comissionamento. A ação foi protocolada em 4 de agosto e tramita com o número 0001027-64.2017.5.10.0019. O pedido principal dela é a manutenção da gratificação de função, de acordo com os termos da Súmula 372, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e inclui também o pedido de declaração de nulidade da redução salarial em tutela de urgência.

Na liminar, o juiz determina:

“Defiro a tutela antecipada para determinar que a parte reclamada Banco do Brasil S/A não retire a gratificação de função dos empregados substituídos que exerçam função gratificada por mais de 10 anos, sem justo motivo, (ID 7f10745) e sem observar a incorporação do valor médio das gratificações recebidas nos últimos 10 anos (TRT 10ª Região, Pleno, Verbete nº 12/2004), a partir da publicação desta decisão, sob pena de multa de 10 mil reais em favor da parte reclamante (CPC, arts. 497 e 536), por empregado prejudicado. Também defiro a tutela de urgência antecipada para que haja a incorporação de gratificação de função para aqueles empregados substituídos que tenham 10 ou mais anos de função gratificada, pela média mensal dos últimos 10 anos de função exercida (verbete 12/2004 do TRT da 10a Região), e que tenham tido as suas gratificações retiradas sem justo motivo e sem a incorporação pela média ora determinada, sob pena de multa diária de 10 mil reais em favor da parte reclamante, por empregado substituído eventualmente prejudicado. Prazo para cumprimento desta última determinação: 15 dias a partir da ciência desta decisão pela reclamada.

Em outras palavras, a gratificação de função dos empregados substituídos que tenham 10 anos ou mais na função só poderá ser retirada sem justo motivo se houver a incorporação da média mensal de gratificações recebida nos últimos 10 anos. Para aqueles empregados substituídos que já tenham perdido a gratificação de função, sem justo motivo, e que tenham exercido função gratificada/comissionada por 10 ou mais anos, deverá haver a incorporação pela média dos últimos 10 anos, sob as penas pecuniárias definidas acima.”

Cabe ressaltar que o pedido da ação é pela incorporação do valor da última gratificação recebida e não pela média dos últimos 10 anos como fora deferido, mas o entendimento do TRT da 10ª Região (Brasília/DF) tem sido pela média das verbas recebidas no período. No momento oportuno, será reiterado o pedido para que a decisão seja reformada, em benefício dos funcionários prejudicados com a reestruturação.

Os gerentes do BB que não foram beneficiados por essa ação e desejam exigir o pagamento pela última remuneração ou até mesmo reivindicar outros direitos podem entrar com ação individual. Para isso, basta consultar as advogadas responsáveis pela ação coletiva, Juliane Garcia de Moraes e Ana Lindgren, sócias do escritório Moraes e Lindgren Advogados (www.moraes-advocacia.com), especializado nos direitos dos bancários.

BB prevê que 2º semestre será bem melhor para crédito do que foi o 1º

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O segundo semestre será “bem melhor” para o desempenho da carteira de crédito do Banco do Banco do que foi a primeira metade de 2017, de acordo com o presidente Paulo Caffarelli. “A reação da carteira de crédito não aconteceu como esperávamos no primeiro semestre de 2017”, disse ele, em entrevista coletiva à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 10.

Pesou, sobretudo, o cenário macroeconômico, que segundo ele já dá sinais de melhora. De acordo com o presidente do BB, a trajetória de recuperação da economia se dará de forma consistente e vai colocar o País numa situação “robusta”.

Do lado do crédito para o agronegócio, Caffarelli destacou que o banco está convicto de que vai liberar 100% do seu orçamento para a safra 2017/2018, de mais de R$ 100 bilhões. O vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do BB, Márcio Hamilton Ferreira, acrescentou que o segmento tem sido mais assediado pelos bancos privados.

Inadimplência

O Banco do Brasil espera que seu índice de inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, fique estável no segundo semestre, de acordo com Caffarelli. A instituição, segundo o executivo, já esperava que o indicador subisse no primeiro semestre como reflexo do cenário macroeconômico atual.

“Já havíamos sinalizado que teríamos oscilações com relação à inadimplência. Não é fato novo. A notícia boa é que a formação da inadimplência mostra que o banco está em uma trajetória completamente diferente”, destacou Caffarelli.

Segundo ele, o fato de o banco ter maior exposição que seus pares ao segmento de micro, pequenas e médias empresas o penaliza em termos de inadimplência uma vez que o setor foi um dos que mais sofreu com a crise no País. Lembrou ainda que créditos concedidos a grandes grupos com elevados volumes também influenciaram os calotes como, por exemplo, segundo fontes, o caso da operadora Oi, que entrou com pedido de recuperação judicial no ano passado.

“Muitos bancos não estavam fazendo crédito e com desembolso menor que o nosso. Por isso, quando passam a fazê-lo, a inadimplência reduz”, explicou Caffarelli.

Márcio Hamilton Ferreira acrescentou que o banco segue confortável com o atual nível de provisão para devedores duvidosos, que o banco chama de PCLD, e que o fluxo desse colchão sinaliza um processo de maior qualidade não só da carteira do banco bem como da originação de novos empréstimos. “O fluxo de PCLD dá tranquilidade de que o nosso índice de inadimplência ficará mais estável para frente”, acrescentou o executivo.

Unidades de captação

Caffarelli informou que a instituição criou uma unidade específica de captação e investimentos para assessoramento financeiro aos clientes. “Essa unidade estará dedicada a desenvolver produtos e serviços a partir de necessidades dos clientes”, resumiu.

Ele antecipou que a criação da unidade é o primeiro de alguns passos que o Banco do Brasil deve tomar frente à necessidade de adequação de produtos e serviços aos clientes e ainda um posicionamento da instituição junto aos seus concorrentes. O executivo já havia falado anteriormente que o BB se posicionaria para atrair seus clientes que hoje se relacionam mais com outros bancos.

Gestão e eficiência

O presidente do Banco do Brasil afirmou também que o resultado do primeiro semestre demonstra que a instituição é hoje “muito mais eficiente” e está preparada para entregar números crescentes assim que a conjuntura econômica permita. “Temos feito gestão criteriosa de despesas e alcançamos o melhor índice de eficiência de nossa história, de 38,9%”, destacou.

Caffarelli disse que o ambiente econômico não possibilitou crescimento vigoroso da carteira de crédito do banco, mas que já há sinais de retomada. De acordo com o executivo, a linha de consignado, com desconto em folha de pagamentos, teve em junho seu melhor desempenho desde meados de 2014 e os empréstimos pessoal e destinado a compra de veículos já demonstram sinais de recuperação.

“Temos excelentes notícias. O IPCA de 12 meses teve crescimento de 3% ao final de junho e em julho a inflação subiu 2,7%. Para agosto, o índice projetado é de 2,9% e em setembro de 3,2%. No primeiro semestre, tivemos importantes sinais de inflação do ciclo econômico recessivo até então”, avaliou Caffarelli, que acrescentou: “O pior já ficou para trás.”

O BB espera, conforme o executivo, que o IPCA feche o ano em 3,7% e suba para 4,2% em 2018. Para a taxa básica de juros, a Selic, o banco projeta 7,5% para este e o próximo ano. Já o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 0,5% este ano e 2,3% em 2018.

O presidente do BB destacou ainda a melhora do retorno (RSPL) no segundo trimestre, com a aproximação da instituição junto à rentabilidade apresentada pelos bancos privados.

Classificação de clientes

O Banco do Brasil fez uma mudança na metodologia de classificação de clientes pessoas físicas a partir de maio, acrescentando uma nota mais sob medida para novas operações de crédito, de acordo com o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do banco, Alberto Monteiro de Queiroz Netto. Esse foi o motivo, segundo ele, para o aumento de mais de R$ 25 bilhões no rating B no segundo trimestre ante o primeiro.

“O rating de alguns clientes pessoas físicas já começa em B e não mais em A”, destacou Monteiro, em coletiva de imprensa, acrescentando que a mudança não reflete aumento da inadimplência.

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou ainda que a reclassificação de rating B na PF reflete maior conservadorismo do banco.

Fonte: Isto É Dinheiro

Caffarelli diz que foco do Banco do Brasil continua sendo IPO do Patagônia

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O foco do Banco do Brasil para o argentino Patagônia continua sendo a venda de uma fatia da instituição em uma oferta de ações, de acordo com o presidente do BB, Paulo Caffarelli. Segundo ele, uma eventual operação não tem data para ocorrer e se dará em um momento oportuno.

Sobre eventuais propostas de investidores estratégicos no Patagônia, Caffarelli disse que o BB nunca trabalhou com a hipótese de venda da instituição, mas que o banco estava aberto para avaliar propostas. “Não deixamos de analisar propostas pelo Patagônia. Acreditamos no Patagônia, mas não deixaremos de analisar proposta”, disse ele, em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira, 10, sem confirmar eventual desistência do banco Macro pelo argentino.

O presidente do BB voltou a reforçar que o banco não considera a venda de ativos, inclusive os que não são core business da instituição. Disse ainda que a instituição está focada em um trabalho orgânico em termos de capital e que o esforço está sendo efetivo. “Não estamos considerando venda de ativos para entregar índice de capital prometido para 2018”, afirmou Caffarelli.

Ele destacou ainda que os bancos brasileiros estão fazendo a lição de casa do ponto de vista de despesas para atuar com mais eficiência em um ambiente de queda dos juros. Afirmou também que o banco não tem planos de redução da rede de agências nem de funcionários.

Portal: Isto É Dinheiro

Banco do Brasil revisa guidances de margem e carteira de crédito para baixo

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O Banco do Brasil revisou para baixo, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, suas projeções (guidance) para a margem financeira bruta e ainda para o desempenho da carteira de crédito neste ano. A notícia positiva, porém, veio das despesas administrativas que devem ter, conforme o banco, desempenho mais positivo em 2017. Os demais guidances foram mantidos.

Conforme as novas projeções, o BB espera que sua carteira de crédito encolha no máximo 4% neste ano e, na melhor das hipóteses, fique no zero a zero. Antes, previa de estabilidade a alta de 4%. No primeiro semestre, os empréstimos tiveram leve alta de 0,3%.

De acordo com o banco, a revisão do guidance para crédito, a despeito do resultado em linha na primeira metade do ano, foi influenciado, principalmente, pelo desempenho dos empréstimos para a pessoa jurídica. O BB projeta que essa carteira encolha de 11% a 8% neste ano contra intervalo anterior de queda de 4% a 1%. De janeiro a junho, os empréstimos para empresas diminuíram 14,5%.

“O crescimento (da carteira de pessoa jurídica) foi impactado pelo volume de amortizações e priorização de desembolsos em linhas de maior rentabilidade”, justifica o banco, em seu relatório.

Para a pessoa física, o BB projeta aumento de 2% a 5% neste exercício. Neste segmento também está mais conservador. Antes, sinalizava alta de 4% a 7%. Não é à toa. No primeiro semestre, o desempenho da carteira de pessoa física ficou fora do guidance ao crescer apenas 1%. O BB explica que o desempenho foi impactado pela priorização do crescimento em linhas de menor risco.

Outra linha que ficou fora do intervalo esperado no primeiro semestre foi a de crédito rural. O segmento cresceu 3,7% enquanto o banco esperava aumento entre 6% e 9%. Apesar disso, a instituição preferiu reiterar o intervalo projetado para 2017, uma vez que espera que o crescimento convirja para dentro do guidance.

Fonte: Isto É DinheiroDepois de entregar lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões, o banco reiterou sua expectativa de que a última linha do balanço alcance entre R$ 9,5 bilhões e 12,5 bilhões.

Já a despesa de provisões para devedores duvidosos (PCLD) líquida de recuperação de operações em perdas deve somar de R$ 23,5 bilhões a R$ 20,5 bilhões. De janeiro a junho, totalizou R$ 11 bilhões.

O BB espera ainda que suas rendas com tarifas cresçam entre 6% e 9% neste ano ainda que no primeiro semestre tenha superado o guidance ao entregar alta de 10% nesta linha. Para as despesas administrativas, o banco público espera redução de no máximo 2,5% e, na pior das hipóteses, aumento de 0,5%.

Antes, o banco projetava gastar mais, com intervalo de alta que ia de 1,5% a 4,5%. No primeiro semestre, as despesas administrativas diminuíram 0,9% ante um ano. “O resultado foi influenciado pelo rígido controle de despesas”, diz o BB.

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 2,62 bilhões no 2º trimestre

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O Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 2,619 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2016, quando ficou em R$ 2,465 bilhões.

Na comparação com o 1º trimestre, quando o valor chegou a R$ 2,443 bilhões, o aumento foi de 7,2%.

Já o lucro líquido ajustado somou R$ 2,649 bilhões no período, aumento de 47,1% na comparação com mesmo período de 2016 (R$ 1,801 bilhão). Em relação ao 1º trimestre, quando o resultado ficou em R$ 2,515 bilhões, o avanço foi de 5,3%.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado da instituição foi a R$ 5,164 bilhões, volume 67,3% superior ante mesmo período do ano passado, que foi de R$ 3,087 bilhões. O lucro líquido no período foi de R$ 5,062 bilhões, aumento de 4,9% ante mesmo período do ano passado, que foi de R$ 4,824 bilhões.

O Banco do Brasil destacou que o bom desempenho refletiu aumento das rendas com tarifas e serviços e redução dos gastos operacionais no período – nesse caso, o BB promoveu reestruturação e incentivou desligamento de funcionários.

Segundo o BB, houve evolução das rendas com prestação de serviços de administração de fundos (+26,5%), contas correntes (+11,5%) e consórcios (+41%), impulsionando a participação da prestação de serviços bancários na rentabilidade do banco. No 2º trimestre, o BB atingiu recorde histórico em venda de consórcios.

As despesas administrativas foram de R$ 7,864 bilhões, queda de 1,4% no 2º trimestre ante o ano anterior. Em relação ao 1º trimestre de 2016, a redução foi de 0,9%, com destaque para a redução de 2,6% nas despesas de pessoal. Segundo o BB, o resultado geral veio do “rígido controle de gastos”.

Já as despesas operacionais caíram 4,4% ante 2016, para R$ 12,68 bilhões, refletindo em parte o programa de cortes de custos no fim de 2016.

As despesas do grupo com provisões para perdas com calotes caíram 19,6% em relação a 2016, para R$ 6,66 bilhões. Já na comparação com o 1º trimestre, o recuo foi de cerca de 1%.

As receitas com tarifas cresceram 7,3% ante 2016 e 3,6% ante o trimestre anterior, indo a R$ 6,32 bilhões.

Isso ajudou a compensar menores receitas com crédito, já que a fraca atividade econômica fez o estoque ampliado de empréstimos do banco recuar 7,6% em 12 meses, fechando junho em R$ 696,1 bilhões. O BB, inclusive, mudou a previsão para a carteira no país em 2017, agora estimando queda de 1 a 4%, ante previsão anterior de alta de 1 a 4%.

Inadimplência

Outro ponto negativo do balanço foi o aumento do índice de inadimplência acima de 90 dias, chegando a 4,11%, antes 3,89% do trimestre anterior e dos 3,26% da mesma etapa de 2016, na contramão dos rivais Santander Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.

A inadimplência de pessoa jurídica subiu para 7,35% em junho, ante 6,83% em março e 4,82% no fim do segundo trimestre do ano passado.

Para pessoa física, a inadimplência passou de 3,09% em março para 3,34% em junho. No segundo trimestre de 2016, a taxa era de 2,37%.

A inadimplência do agronegócio aumentou para 1,39% em junho, ante 1,28% em março e 0,95% em junho de 2016.

Carteira de crédito

As operações para pessoa física somaram R$ 185,8 bilhões em junho, queda de 2% ante 2016 e alta de 0,4% ante o 1º trimestre. Os produtos com melhor desempenho foram cartão de crédito e créditos consignado e imobiliário. A queda foi registrada em financiamento de veículos e cheque especial.

Para pessoas jurídicas, a carteira de crédito somou R$ 280,7 bilhões, queda de 15,4% em relação a junho de 2016 e de 1,3% ante o 1º trimestre. Já a carteira de crédito do agronegócio somava R$ 188,1 bilhões – alta de 4,5% ante o 1º trimestre e de 2% ante 2016.

Diminuição de funcionários e agências

O número de colaboradores, incluindo funcionários e estagiários, caiu de 114.340 no 2º trimestre de 2016 para 101.071 no 2º trimestre deste ano. O número de agências caiu de 5.428 no 2º trimestre de 2016 para 4.885 no 2º trimestre desde ano.

Apesar da diminuição das agências e dos funcionários, o número de clientes do banco subiu de um ano para o outro. No 2º trimestre de 2016 eram 64,2 milhões e foi a 65,5 milhões no 2º trimestre deste ano.

Em 2016, o Banco do Brasil anunciou o fechamento de 402 agências. Ainda no ano passado, o banco propôs plano de incentivo à aposentadoria com a expectativa de adesão de cerca de 5 mil funcionários dentro do programa de redução de despesas. Na ocasião, 18 mil funcionários tinham condições de se aposentar.

Fonte: Portal G1

Banco do Brasil aposta em plataforma de investimento para atrair não cliente

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O Banco do Brasil deu o primeiro passo para disputar espaço com assessorias de investimentos independentes como a XP e anunciou, nesta quinta-feira (10), uma plataforma financeira que oferecerá produtos de casas concorrentes para atrair “não clientes”.

Hoje, o BB distribui fundos e produtos de outras casas para o público private, que tem renda mais elevada e, em tese, disporia de mais acesso a informações para amparar suas decisões.

Agora, o banco decidiu ampliar essa estratégia para alcançar outros perfis de investidores, buscando atrair pessoas de fora da base de clientes do BB e que não queiram ter uma conta-corrente ou qualquer outro tipo de relacionamento com o banco.

“Cada banco adota uma estratégia com relação ao assessoramento financeiro. A exigência do cliente mudou, e os bancos devem se adequar à nova exigência dos clientes”, afirmou Paulo Caffarelli, presidente do banco, durante coletiva para divulgação dos resultados financeiros do BB no segundo trimestre -o banco teve lucro 6,2% maior no período, para R$ 2,619 bilhões.

Segundo Caffarelli, o banco tomou uma decisão estratégia ao apostar na nova plataforma. “Vamos trabalhar a figura do não cliente também. Cada banco tem sua estratégia. Embora seja uma estratégia para atender a demandas dos clientes como a desenvolvida pela XP, não temos a mesma demanda da XP. Optamos por uma estratégia que entendemos ser melhor que isso”, afirma o presidente do banco.

A mudança estratégica do BB ocorre cerca de três meses após o Itaú Unibanco anunciar a compra de 49,9% da XP. Segundo o maior banco privado do país, haverá “livre competição” entre Itaú e XP.

A XP ganhou força no mercado ao adotar a estratégia de aliar educação financeira à oferta de investimentos.

TENDÊNCIA

Para Marcelo Labuto, vice-presidente de negócios de varejo do BB, esse estilo de assessoria mais diversificada é uma tendência do mercado. “Identificamos a necessidade de posicionar o banco focando no assessoramento do cliente”, afirmou. “Há todo um processo de evolução do mercado de produtos financeiros, é uma tendência natural que vai ser estudada e tende a evoluir para toda a base, dependendo da necessidade dos clientes”, ressaltou.

Na plataforma, a ideia é oferecer uma assessoria baseada no perfil de cada investidor. “Por exemplo, quem estava na mesma condição que você e tem o mesmo perfil que você comprou qual tipo de produto? Já temos uma inteligência grande. Estamos integrando tudo e colocando inteligência e automação no processo”, afirma Labuto.

Até alcançar o investidor de varejo, porém, deve levar tempo, admite o vice-presidente de negócios do BB. “Hoje, o consumidor brasileiro ainda detém pouca informação. Ele terceiriza muito isso, chega para o gerente e fala que tem X dinheiro. O que eu faço com esse dinheiro? Ele não tem esse domínio, ele precisa de uma assessoria mais robusta até ter esse domínio e conseguir fazer isso”, avalia.

“Naturalmente isso tem evoluído. O private já é um cara que domina, que consegue conversar isso. Já percebemos acontecendo no Estilo, dialogamos com produtos e serviços mais diversificados, e conforme isso vai evoluindo, isso tende a permear todo o varejo. É uma questão de tempo”, ressalta.

Fonte: Folhapress

Após dois anos, programa de estatais da B3 ganha adesões, inclusive do BB

Publicado em: 10/08/2017

Depois de quase dois anos aguardando o interesse das empresas, o Programa Destaque em Governança de Estatais da B3 (ex-BM&FBovespa) recebeu suas primeiras adesões – e, logo de cara, de duas gigantes: Petrobras e Banco do Brasil (BB).

As duas empresas atenderam a todas as medidas obrigatórias para a certificação no programa da bolsa. Agora, ambas deverão divulgar no formulário de referência informações sobre a estrutura e o orçamento da área de controles internos e compliance e têm, até 7 de agosto de 2020, para incorporar integralmente as normas previstas.

Segundo o advogado Davi Tangerino, do escritório Trench Rossi Watanabe, que foi contratado para conduzir investigações internas na Petrobras, a adesão ao programa de governança é o “resultado natural” das mudanças implementadas para aprimorar controles. “O conjunto da obra animou a Petrobras a pedir adesão ao selo”, afirma.

Para o especialista em governança corporativa Alexandre Di Miceli, professor da Fecap e sócio da consultoria Direzione, a busca por credibilidade após os escândalos de corrupção também explica parte do interesse no programa. “Esse selo dado pela bolsa é uma condição necessária, mas não é suficiente para assegurar a governança, porque mantém a mentalidade de ´checklist´”, diz. “É uma boa iniciativa, mas não são medidas tão diferentes do que essas empresas já têm ou terão que ter por lei.”

O programa da B3, de adesão voluntária, foi criado para estatais abertas ou em processo de abertura de capital e quer incentivar o aprimoramento de práticas de governança. Com o lançamento, em junho do ano passado, da Lei de Responsabilidade das Estatais, parte do programa foi revisado para adequá-lo às normas legais.

Em entrevista Valor, a diretora de regulação de emissores da bolsa, Flavia Mouta, destaca o papel fiscalizador que a iniciativa tem e o fato de algumas regras trazerem exigências maiores em relação ao marco legal – como a alternativa de 30% de membros independentes no conselho de administração; a lei estipula 25%. “Não nos surpreende o tempo que levou [para o anúncio]. Conforme as empresas interiorizarem os componentes da Lei das Estatais, isso pode viabilizar novas adesões.” A BB Seguridade debaterá a adesão ao programa em assembleia geral no dia 31.

Em resposta encaminhada à reportagem, o diretor de estratégia e organização do BB, Carlos Netto, afirmou que a instituição já contava com estruturas exigidas tanto pela nova lei, quanto pelo programa, caso do comitê de auditoria. “Há mais de um ano, o banco tem realizado aprimoramentos em seus mecanismos de governança, motivo pelo qual, somente agora, optou por fazer o pedido de certificação.”

Em evento promovido ontem pela revista “Exame”, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou que a participação no programa da bolsa “certamente ajuda muito em todos os aspectos”, sem entrar em detalhes.

Tangerino admite que nenhum programa de governança é capaz de zerar o risco de que atos como os cometidos no passado voltem a acontecer, “mas a estrutura montada permite detectar os problemas mais rapidamente e remediá-los”. “Nem o programa e nem a lei conseguirão dar essa garantia ao investidor, mas vão auxiliar na retomada da credibilidade dessas empresas”, diz Flavia, da B3.

A certificação do banco e da petroleira chega em um momento em que um de seus principais ex-executivos tem sido notícia: Aldemir Bendine. Em 31 de julho, o juiz federal Sergio Moro determinou a prisão preventiva de Bendine, acusado de estar envolvido em pagamentos de propinas pela Odebrecht.

No lançamento do programa para estatais da B3, em setembro de 2015, Bendine presidia a Petrobras. O executivo também ocupou por seis anos a presidência do BB, de 2009 a 2015.

Fonte: Valor Econômico

Lucro líquido da BB Seguridade cai 12% no 2º tri

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A BB Seguridade, que reúne as participações do Banco do Brasil em seguros e previdência, registrou lucro líquido de 956,3 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, queda de 12 por cento ante igual período de 2016 devido, principalmente, à retração nas receitas de investimento em participações societárias.

Em fato relevante divulgado separadamente, a BB Seguridade também reduziu a projeção de lucro líquido ajustado para queda de 5 a 1 por cento em 2017, contra expectativa de crescimento de 1 a 5 por cento anteriormente.

Fonte: Exame

Moro manda investigar email que pediu R$ 700 mil por habeas a Bendine

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O juiz federal Sérgio Moro mandou nesta segunda-feira, 7, a Polícia Federal abrir um inquérito para investigar a autoria de um e-mail enviado a Amanda Bendine, filha do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, Aldemir Bendine. A decisão atende a pedido dos advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Cláudia Vara San Juan Araujo, que defendem o executivo. A defesa do relatou ao magistrado que a mensagem foi recebida por Amanda no dia 2 de julho, e pedia um depósito de R$ 700 mil para pagar uma decisão em habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Intimem-se Ministério Público Federal e autoridade policial, com urgência e por telefone, acerca da petição, devendo a autoridade policial providenciar a instauração de inquérito para apurar os fatos”, ordenou Moro.
Bendine foi preso em 27 de julho na Operação Cobra, 42.ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da Petrobrás é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.

O e-mail foi enviado à filha de Bendine às 17h50 do dia 2 pelo remetente aldemirbendine63@bol.com.br.

“Filha é o pai. um agente está me ajudando neste e-mail. estou bem avisa a sua mãe e a Andressa.Tenho um contato no RJ que tem uma conexão com o STF.. para garantir o habeas corpus domiciliar. eu já tinha combinado o valor com eles.fale com a Silvana fazer um Ted para o banco do Brasil agência 1257-2 conta 3933_0 nome Alexandre Inácio , valor 700 mil reais quando for a hora falo com o bottini… para pedir o habeas….amo vocês..”, diz a mensagem.

Os advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Cláudia Vara San Juan Araujo, que defendem Bendine, sugeriram a Moro que quebre o sigilo do remetente e também da conta corrente indicada para depósito, a fim de que possa ser identificada a sua titularidade.

“Trata-se de e-mail recebido no final do dia de ontem por Amanda Bendine, filha do peticionário, na qual pessoa que se faz passar por Aldemir Bendine, hoje custodiado na carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, solicita a realização de depósito na ordem de R$ 700 mil, na conta de terceiro desconhecido para suposto pagamento de decisão em habeas corpus a ser impetrado perante o e. STF”, relatou a defesa a Moro.

Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo

BB Seguridade prevê manter rentabilidade nos próximos trimestres

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A BB Seguridade, que reúne as participações do Banco do Brasil em seguros e previdência, deve manter os atuais níveis de rentabilidade nos próximos trimestres, enquanto procura elevar o desempenho operacional para compensar menores receitas financeiras, disse o presidente-executivo da companhia, José Maurício Pereira Coelho.

“O patamar atual deve fazer sentido, considerando o ciclo de juros mais baixos”, disse Coelho à Reuters nesta segunda-feira, referindo-se à previsão de rentabilidade daqui em diante.

Pela manhã, a BB Seguridade informou que seu lucro do segundo trimestre caiu 12 por cento ano a ano, fazendo o retorno sobre patrimônio líquido ajustado recuar 11 ponto, a 44,5 por cento, o pior nível desde o terceiro trimestre de 2013.

De acordo com Coelho, a queda nas receitas financeiras, derivadas do ciclo de cortes da Selic, teve impacto mais imediato no resultado, enquanto o desempenho operacional tende a acontecer de forma mais gradual.

O executivo previu que linhas de negócios como previdência, capitalização e os seguros automotivo, de vida e rural, devem ter melhora na segunda metade do ano.

Ainda assim, a BB Seguridade revisou sua expectativa para o lucro ajustado de 2017, de alta de 1 a 5 por cento para queda de 1 a 5 por cento.

Fonte: Portal R7

Crea-SP amplia parceria com o Banco do Brasil

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Durante a realização de reunião extraordinária do Colégio de Entidades Regionais de São Paulo – CDER-SP na quinta-feira, 3 de agosto, na Sede Angélica do Crea-SP, o Presidente do Conselho, Eng. Vinicius Marchese Marinelli, assinou o termo aditivo ao contrato de prestação de serviços bancários com o Banco do Brasil, representado na ocasião por seu Superintendente Regional, José Aurélio Prado Silva.

Com a assinatura do termo aditivo, foram ampliados os meios de pagamento nas transações bancárias realizadas entre as entidades:

Cartão de crédito: credenciamento do Crea-SP para aceitação dos meios de pagamento, o que inclui a captura, o transporte, o processamento de informações e a liquidação de transações, dentre outros serviços, por meio de cartão de crédito;

Débito em conta corrente: o banco prestará ao Crea-SP o serviço de liquidação financeira de valores devidos relativos às transações realizadas diretamente pelos clientes do banco, via Internet, junto ao sistema do Conselho;

BB Crediário Internet: serviço de financiamento (dirigido às pessoas físicas, correntistas do Banco) de serviços prestados pelo Conselho às empresas e profissionais registrados.
Redução de custos e ampliação e melhoria dos serviços oferecidos

Na reunião do CDER-SP, a mesa diretora foi composta pelo Presidente do Crea-SP; o Superintendente Regional do BB; o Coordenador do CDER-SP, Tec. Daniel Montagnoli Robles; a Superintendente de Fiscalização do Crea-SP, Eng. Maria Edith dos Santos; o Superintendente de Gestão de Recursos, Lourival Junior Franklin Ferreira; o Coordenador Adjunto do CDER-SP, Eng. José Geraldo Trani Brandão; o Diretor Financeiro do Conselho, Eng. Rodolfo Fernandes More; e o Diretor de Valorização Profissional, Eng. Ângelo Petto Neto.

O Superintendente de Gestão de Recursos destacou as metas colocadas pela Presidência e os esforços dos gestores do Conselho para promover a redução de custos e a consequente ampliação e melhoria dos serviços oferecidos aos profissionais.

A Chefe da Unidade de Parcerias e Convênios do Crea-SP, Jussara Ralisse, detalhou os editais para os termos de fomento e colaboração entre as entidades, ambos relativos ao Ato nº 33, que incentiva projetos de fiscalização, ética e valorização do exercício profissional.
Cerca de 100 entidades de classe integrantes do CDER-SP estiveram presentes à reunião, quando receberam o certificado de Declaração de Utilidade para o Sistema Confea/Crea representantes das associações de profissionais de Arthur Nogueira, Jacareí, Campos do Jordão e Assis.
O CDER-SP teve sua instalação aprovada por meio da Decisão PL nº 417/2017, que também estabelece os critérios para credenciamento das entidades de classe. Podem integrar o CDER as entidades municipais, intermunicipais e estaduais representativas das profissões jurisdicionadas pelo Sistema Confea/Crea e credenciadas junto ao Crea-SP.

Fonte: Portal do CREA-SP

Prefeitura e Banco do Brasil assinam contrato do programa AABB Comunidade

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O prefeito Favio Telis, o gerente do Banco do Brasil, Rafael Martins Isnard e o Presidente da AABB, Cezar Neves Martins, assinaram na manhã desta sexta-feira, 04, o contrato que renova por mais quatro anos a parceria entre a Prefeitura Municipal e a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) em Jaguarão para dar continuidade as atividades desenvolvidas pelo programa AABB Comunidade.

Fonte: Prefeitura de Jaguarão

Bancos de São Paulo reduzem juros do cheque especial

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Dois de um total de seis bancos pesquisados pelo Procon de São Paulo, vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, reduziram as taxas de juros cobradas sobre o uso do cheque especial.

O levantamento, referente ao último dia 2, mostra que na média a correção do dinheiro tomado nesta modalidade de empréstimo oscilou 13,38%, o que representa um recuo de 0,08 ponto percentual sobre a taxa anterior (13,46%) apurada em julho.

A maior redução, de 2,34%, ocorreu no banco Santander (de 15,35% para 14,99% ao mês). No Itaú, a taxa passou de 13,07% para 12,99% com uma queda de 0,61%. Nos demais bancos foram mantidas as mesmas taxas de julho último: Banco do Brasil (12,84%), Bradesco (13,33%), Caixa Econômica Federal (13,55%) e Safra (12,6%).

Fonte: Agência Brasil

Banco do Brasil expande crédito agrícola em 60% nas últimas duas safras em Santa Catarina

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O agronegócio catarinense tem acumulado resultados positivos e evitado tombos ainda maiores no PIB. Em Santa Catarina, há um fator que tem sido essencial para a formação dessa ilha de prosperidade: trata-se da expansão do crédito agrícola.

O exemplo mais claro vem do Banco do Brasil. Responsável por financiar quase 70% da produção do setor primário de Santa Catarina, o banco expandiu em 60% o volume de recursos destinado a financiar os produtores rurais nos últimos dois anos. Se na safra de 2015/2016 o valor destinado ao crédito agrícola havia sido de R$ 3,5 bilhões, esse número saltou para R$ 5,6 bilhões em 2017/2018.

Superintendente regional do BB para Santa Catarina, Oberti Finger ressalta as qualidades do setor agropecuário catarinense, com praticamente 90% de produção familiar, para dizer que há um esforço contínuo para garantir que não falte recursos para o produtor rural financiar o seu negócio.

— Esse valor (R$ 5,6 bilhões) é para o período entre julho deste ano e junho do ano que vem, mas, se levarmos em consideração o que aconteceu nas últimas safras, é provável que tenhamos de pedir mais recursos para Brasília lá por abril — conta.

O secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, também destaca que a disponibilidade de fontes diversas de financiamento tem garantido um crescimento contínuo do agronegócio catarinense, que tem tido impactos positivos até mesmo nos números de consumo em outras setores.

— Vivemos um momento difícil lá por 2012, porém foi superado. Hoje não falta recurso para o agricultor que quer produzir em Santa Catarina — diz Sopelsa.

O discurso governamental encontra eco também entre as entidades produtivas. Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, essa disponibilidade de recursos é indispensável, pois, sem financiamento, a maioria dos agricultores não teria recursos para produzir alimentos.

— Nós trabalhamos com uma indústria a céu aberto. Estamos sujeitos a qualquer tipo de intempéries. Embora as safras tenham sido boas, o agricultor tem o risco de não colher nada que plantou. Por isso, o financiamento é tão importante, para que ele tenha condições de rolar eventuais dívidas e ,claro, adquirir máquinas e insumos para expandir a produção — afirma.

Outros dados

Embora o Banco do Brasil tenha garantido uma constante expansão do crédito agrícola em SC, nem todas as instituições têm conseguido os mesmos resultados. No caso do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por exemplo, o valor disponibilizado via Plano Safra teve uma leve redução safra 2015/2016 para a que terminou em junho: foi R$ 480,7 milhões para R$ 470,7 milhões. Apesar disso, o valor destinado à agricultura familiar cresceu mais de 30%.

— Os números globais do Plano Safra permaneceram praticamente estáveis, demonstrando que o agronegócio segue impulsionando os resultados da economia catarinense. O mais positivo é observar que os pequenos produtores rurais catarinenses estão tendo mais acesso ao crédito — conta Marcone Souza Melo, gerente de operações do banco em SC.

Agronegócio segue com bons resultados

Além de ser o único setor a registrar seguidos resultados positivos, com aumento nacional de 13,4% na última comparação entre trimestres, o agronegócio também tem impulsionado as exportações catarinenses. No primeiro semestre de 2017, as exportações de carne suína aumentaram 45%. Aves e soja também tiveram aumentos consideráveis: 16% e 27% respectivamente. No total, produtos agroalimentares já representam mais de 40% do total exportado pelo Estado.

No caso dos cereais, a super safra é explicada principalmente pelo clima positivo, com temperaturas favoráveis e chuvas na medida certa. A colheita do milho, por exemplo, foi 15% maior.

— Tudo que foi plantado vingou — diz o secretário Sopelsa.

Valor para crédito agrícola do BB em SC

Safra 2015/2016: R$ 3,5 bi

Safra 2016/2017: R$ 4,4 bi

Safra 2017/2018: R$ 5,6 bi

Fonte: Diário do Comércio

LIG pode melhorar funding para crédito imobiliário, diz BB

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O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou que as letras imobiliárias garantidas (LIGs), que ainda dependem de regulamentação do Banco Central, podem melhorar a atual estrutura de funding das instituições financeiras para crédito imobiliário no País. De acordo com ele, a questão atinge todos os bancos, mas, principalmente, o BB uma vez que 90% dos recursos das cadernetas de poupança, uma das principais fontes de recursos para o segmento, da instituição são destinados ao financiamento do agronegócio.
“As LIGs serão um complemento de funding para o sistema financeiro brasileiro. Todos os bancos enfrentam hoje escassez de recursos para atender à demanda existente no crédito imobiliário”, disse Caffarelli, a jornalistas, durante evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) sobre LIG.

Além disso, conforme o presidente do BB, as letras imobiliárias garantidas, similares aos covered bonds que movimentam cerca de US$ 3 trilhões no mercado externo, chegam em uma boa hora em meio à queda dos juros no Brasil. Isso porque, conforme ele, com a redução da Selic os investidores no Brasil e também os estrangeiros que aportam recursos em ativos locais vão procurar alternativas de maior rentabilidade. A dupla garantia da LIG, a atrelada ao próprio instrumento e também a do emissor, é a característica mais importante do papel e deve servir de atrativo para eventuais compradores.

Para Caffarelli, as letras imobiliárias garantidas, além de permitirem a homogeneização em termos de funding, podem permitir um salto no mercado de financiamento da compra e construção de imóveis. Ele lembrou, durante seu discurso, que o segmento é importante para o sistema uma vez que funciona como o principal instrumento de fidelização entre os bancos e os clientes por ser de longo prazo, podendo chegar a 30 anos.

De acordo com o presidente do BB, em paralelo à iniciativa de funding outros pontos têm de ser trabalhados – e que já estão na mira do Ministério da Fazenda, como a segurança jurídica e a questão dos distratos (cancelamentos de vendas já feitas). “Por conta de amarras jurídicas, o processo de alienação fiduciária foi dificultado. A possibilidade de retomar o bem de forma bem rápida deixou de existir. Precisamos reforçá-la e retomar o bem por meio do poder que tem a alienação fiduciária”, alertou Caffarelli.

Sobre os distratos, o executivo disse que esse ponto precisa ser enfrentado para que o financiamento imobiliário brasileiro passe a ter “papel moderno” e de destaque na retomada do crescimento econômico.

O BB, conforme Caffarelli, é o segundo maior banco em termos de saldo de crédito imobiliário e vai continuar sendo. Segundo ele, dos R$ 614 bilhões, a instituição detém R$ 54 bilhões.

LCIs

O BB ainda não mensurou o impacto da retirada de isenção tributária das letras de crédito imobiliárias (LCIs), em estudo no atual governo, segundo Caffarelli. “Não há ainda uma decisão final sobre isso”, disse ele.

De acordo com o executivo, as LCIs representam hoje um importante instrumento de captação para o BB no que tange ao crédito imobiliário. Representam, segundo ele, mais de 40% do funding do banco para a modalidade. Pesa, sobretudo, o fato de 90% dos recursos da caderneta de poupança da instituição serem voltados ao crédito ao agronegócio enquanto os demais bancos usam a maioria do funding para financiamento imobiliário.

Sobre se as LIGs podem suprir o impacto da retirada de isenção das LCIs, ele afirmou que o BB ainda não fez esse cálculo. Para que sejam emitidas no Brasil, as LIGs dependem de regulamentação por parte do Banco Central que, recentemente, finalizou uma consulta pública junto ao mercado. As letras imobiliárias garantidas, conforme as regras já definidas, devem ter isenção tanto para investidores locais como para estrangeiros.

Fonte: Exame