BB perde de novo e Justiça mantém pagamento de função

Publicado em: 19/10/2017

Injusto com seus funcionários, o Banco do Brasil mais uma vez tentou se eximir de incorporar aos salários dos empregados as comissões recebidas por dez anos ou mais e suprimidas ilegalmente em decorrência da reestruturação da empresa, iniciada em novembro de 2016.

A tentativa, dessa vez, se deu junto ao Tribunal Superior do Trabalho. A direção do BB ingressou com correição parcial com o objetivo de cassar a decisão proferida em mandado de segurança pelo TRT 10. Assim, o TST manteve os efeitos da tutela de urgência antecipada na ação civil pública movida pelo Sindicato, a qual determinou que o banco volte a pagar a gratificação de função aos empregados que a recebem ou receberam por 10 anos. Caso não obedeça, foi estabelecida pena de multa diária de R$ 1.000 por empregado que sofrer a lesão.

Na decisão, publicada na terça-feira 17, o corregedor da Justiça do Trabalho, ministro Renato de Lacerda Paiva, ressaltou que “o fundamento principal sustentado pelo requerente, ao excluir a gratificação de função, foi a reorganização institucional realizada no âmbito interno da instituição, a qual seria o ‘justo motivo’ de que trata a Súmula nº 372 desta Corte para afastar aquele direito”. O magistrado lembra que o fundamento já havia sido analisado e afastado em decisão anterior, pelo ministro Douglas de Alencar Rodrigues: “a destituição da função de confiança, ex vi do art. 468, parágrafo único, da CLT, esta Corte, à luz dos princípios da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e da estabilidade financeira, pacificou entendimento no sentido de que, no caso de reversão, deve ser mantido o pagamento da gratificação de função exercida por dez anos ou mais (Súmula 372, I, do TST)”. Essa decisão ressalta ainda que “a diminuição de vagas decorrente dessa restruturação não tem sido admitida como justo motivo para a supressão do pagamento da gratificação”.

“O Sindicato, após tentar todas as formas de negociação e pressão sobre o banco para reaver o direito ao comissionamento dos empregados atingidos pela reestruturação, teve de procurar a Justiça que agora, mais uma vez, reconheceu o direito dos trabalhadores que o BB insiste em vilipendiar”, afirma João Fukunaga, secretário Jurídico do Sindicato e representante na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

O dirigente ressalta que na manutenção da liminar concedida ao Sindicato, a Justiça menciona o corte nos pagamentos como “lesão de difícil reparação” e o impacto que pode resultar aos bancários, a partir da exclusão da gratificação de função recebida há mais de 10 anos. Assim, determinou a instituição financeira mantenha o pagamento da média das comossões que já vinham sendo pagas.

“Mais um passo importantíssimo contra o desmonte do Banco do Brasil e que preserva a estabilidade financeira dos empregados. Estamos aguardando o prazo estabelecido pelo TRT de 60 dias após a concessão do mandado de segurança (5 de outubro), para que os trabalhadores comecem a ser pagos”, comemora o dirigente sindical.

Ainda cabe recurso.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Em troca de votos, deputados pedem cargos no BB e na Caixa

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Desde que o Palácio do Planalto abriu a temporada de negociações com a Câmara para barrar a segunda denúncia contra Michel Temer, as cúpulas dos dois maiores bancos públicos perderam o sossego.

Cargos no Banco do Brasil e na Caixa estão entre os principais objetos de desejos dos deputados dispostos a mercadejar seus votos em troca de benesses.

Parte dos pedidos são enterrados na origem, mas os comandantes das duas instituições não se iludem:uma cadeira ou outra acabará sendo entregue a afilhados de congressistas.

Fonte: Veja

Ex-gerente do BB desviou R$ 10,5 milhões durante dois anos, diz polícia

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O ex-gerente do Banco do Brasil (BB), preso nesta terça-feira (17) suspeito de desviar R$ 10,5 milhões da instituição, roubou o banco por dois anos, conforme o delegado da Polícia Civil Matheus Layola. O suspeito trabalhou no BB por 17 anos.

“Foram praticamente dois anos lesando o Banco do Brasil nesse esquema que resultou em um desfalque milionário”, afirmou delegado. As fraudes foram consumadas entre 2015 e 2016. Cinco pessoas foram presas temporariamente durante a Operação Sangria, e há dois foragidos.

De acordo com Loyola, todos os mandados de prisão foram cumpridos em Curitiba e na Região Metropolitana. As prisões temporárias valem por cinco dias, podendo ser prorrogadas pelo mesmo período ou convertidas em preventivas, que é por tempo indeterminado.

“O ex-gerente geral de uma das agências aqui de Curitiba em coluio com o contador, que era contador de todas as empresas investigadas, se uniram juntamente com empresários de maneira estável e permanente para lesar o banco”, afirmou Matheus Layola.

O ex-gerente se chama Luiz Eduardo Cardoso e foi detido em casa, na capital. Já o contador Joilson Gomes Pires foi preso em Campo Largo. Ele era contador de todas as sete empresas envolvidas no esquema. Segundo investigação, o ex-gerente trabalhou em uma agência que fica no Centro de Curitiba e contava com a ajuda de contador, além de outras pessoas.

O grupo é suspeito de simular e criar contas com documentos falsos para a liberação de créditos e financiamentos. A polícia acrescentou dinheiro também era desviado para empresas.

Fonte: TN Online

BB, Itaú, Bradesco e Caixa concentram 78% do mercado de crédito do país

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Os quatro maiores conglomerados bancários – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – detinham, em junho deste ano, 78,65% de todas as operações de crédito feitas por instituições financeiras no país, segundo o relatório de estabilidade financeira divulgado nesta terça-feira (17) pelo Banco Central.

No fim do ano passado, essas instituições financeiras detinham 79,16% das operações de crédito e, no fechamento de 2015, cerca de 75,76%.

Em 2007, as quatro maiores instituições financeiras possuíam 54,6% de todas operações de crédito, indicador que mostra que a concentração bancária era muito menor no país há dez anos atrás.

Os dados do BC também mostram que os quatro bancos tinham, em junho deste ano, 72,98% de todos ativos bancários do país e 76,74% dos depósitos.

Juros altos e crédito baixo

Recentemente, o BC informou que, em agosto deste ano, os juros médios das operações de crédito com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) atingiram 62,3% ao ano em agosto no caso dos empréstimos para pessoas físicas. Neste ano, houve uma queda de 10,1 pontos percentuais.

Mesmo assim, a taxa permanece alta para padrões internacionais. Algumas linhas de crédito, como o cheque especial e o cartão de crédito rotativo, seguem acima de 300% ao ano – patamares considerados proibitivos por especialistas.

No mês passado, o BC também admitiu que o crédito bancário não deverá registrar crescimento neste ano. Na ocasião, a instituição avaliou que a recuperação do crédito bancário está acontecendo, mas de forma bastante gradual. Em 2016, o crédito bancário recuou 3,5%.

Spread bancário

Nesta segunda-feira (16), em São Paulo, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que o chamado “spread” bancário (diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e os juros que cobram de seus clientes) continuará caindo se a economia mantiver o cenário de queda da inflação e juros baixos.

Segundo dados do BC, a taxa média do spread bancário com recursos livres (crédito sem subsídios) caiu quase quatro pontos percentuais em um ano, passando de 40,69%, em agosto de 2016, para 36,90% em agosto deste ano.

“O spread bancário está começando a cair e vai cair mais à medida que o tempo passa, se a gente conseguir manter esse cenário de estabilidade e se a inflação estiver baixa e os juros também”, afirmou Goldfajn na ocasião.

O presidente do BC ponderou que, para ajudar nesse processo, é preciso continuar com a sequência de reformas do governo para equilibrar o quadro fiscal. “Na medida em que a economia reduzir as incertezas, as taxas bancárias vão cair”, informou ele, nesta segunda-feira (16).

Fonte: Portal G1

Santander Brasil lidera ranking de reclamações do 3º tri, diz BC

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O Santander Brasil foi o banco mais reclamado do terceiro trimestre entre as grandes instituições financeiras que operam no país, informou nesta segunda-feira o Banco Central.

Maior banco estrangeiro no país, o Santander Brasil foi alvo no período de 1.600 reclamações consideradas procedentes, o que lhe rendeu um índice 41,16, o maior da lista de 10 instituições.
Segundo o levantamento, o maior volume de ocorrências (567) contra o banco de origem espanhola está relacionado a queixas de clientes por irregularidades relativas à segurança, sigilo ou legitimidade das operações de internet banking.

O índice do BC é obtido a partir do número de reclamações, dividido pelo número de clientes e multiplicado por um milhão.

Por este critério, o Votorantim, que tem o Banco do Brasil como sócio, ficou em segundo, com índice 32,05. A Caixa Econômica Federal foi o terceiro mais reclamado dentre os grandes, com índice 31,88. O banco estatal havia liderado o ranking de reclamações no segundo trimestre.

Bradesco, com índice 23,99; BB (22,00); e Itaú Unibanco (17,20) foram quarto, quinto e sexto bancos com maiores índices de reclamações, respectivamente.

O Banco Votorantim afirmou que sua posição no ranking se deve a “um caso pontual” e que, sem ela, o banco ficaria nas últimas colocações como tem sido habitual nos últimos anos.

A Caixa respondeu que revisa permanentemente seus serviços e produtos, priorizando a redução das reclamações.

Procurado, o Santander Brasil não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Fonte: Terra

Previ acumula superavit de R$ 7,34 bilhões até setembro

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O Plano 1 da Previ, o maior do fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil, acumula superávit de R$ 7,34 bilhões nos nove primeiro meses do ano. Com isso, o rombo nas contas da maior entidade fechada de previdência complementar da América Latina diminui para R$ 6,59 bilhões.

Em entrevista recente ao Blog, o presidente da Previ, Gueitiro Genso, avaliou que se a rentabilidade da carteira de renda variável continuar nos mesmos patamares, a tendência é que o déficit continue a diminuir em 2018 e acabe ainda no primeiro semestre.

Com 114.351 associados, o plano tem 82.129 aposentados, que fazem uma contribuição mensal de 4,8% dos seus benefícios. A rentabilidade dos investimentos do Plano 1 de janeiro até setembro de 2017 foi de 11,02%. A taxa atuarial do período, que é a meta a ser perseguida, foi de 5,02%.

Fonte: Correio Braziliense

Previ: governança como eixo central da credibilidade

Publicado em: 18/10/2017

Gueitiro Genso, presidente da PREVI, participou da sessão plenária sobre Governança Corporativa no 38º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar Fechada da Abrapp. O evento, realizado em São Paulo desde 4/10, é o maior do país, reunindo mais de três mil pessoas para o debate do tema “Uma nova realidade: previdência complementar para todos.”

Gueitiro falou para uma plateia atenta sobre os aspectos que podem fortalecer a governança de uma entidade, citando o exemplo da PREVI, que reconhecidamente tem um dos modelos mais modernos do segmento de previdência complementar no Brasil.

“Governança é um tema sagrado na PREVI. Governança é um modo de vida, um valor que tem que estar colocado nas organizações. Não está escrito em nenhuma lei que temos que ter uma ouvidoria atuante, ligada ao Conselho Deliberativo, mas nós temos. Não é obrigatório ter segregação de funções, mas na PREVI quem planeja não executa e quem executa não controla. Esses exemplos são para mostrar que exercitar a governança vai muito além de obedecer a regras. É preciso estar intrínseco na cultura. Governança faz com que a gente possa passar por momentos de turbulência com segurança.

(…) Temos três pilares importantes que são sagrados para nós: o nosso estatuto, onde está determinando que para ser dirigente tem que ter no mínimo 10 anos como associado; a nossa estrutura segregada; e o nosso corpo técnico, formado por participantes, que nos ajuda na blindagem de longo prazo. Também temos dois instrumentos que colocamos como bússola, o Planejamento Estratégico, que especifica quais objetivos que precisam ser mirados no longo prazo, e a nossa Política de Investimentos, um documento robusto que já nos protegeu diversas vezes.”

Gueitiro também mencionou a criação de um rating de integridade pela PREVI, em que os investimentos serão avaliados com instrumentos de Governança muito além dos habituais. O objetivo é incentivar nos negócios um ambiente de integridade no relacionamento com o setor público e com o setor privado, através de ações de prevenção e combate a atos ilegais, ilegítimos ou de corrupção, em consonância com as diretrizes estabelecidas no Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção. O rating foi tema de uma matéria publicada no Valor Econômico em 6/10.

Durante o Congresso da Abrapp também foi lançado um Guia de integridade para entidades fechadas de previdência complementar, durante a palestra do gerente executivo de Conformidade e Controles Internos, Rafael Castro, que foi realizada em 5/10.

Como investidor institucional, a PREVI tem consciência no seu papel no desenvolvimento econômico e social do Brasil e da sua relevância no aperfeiçoamento das práticas de Governança Corporativa das companhias brasileiras. Incentivar que as empresas participadas da entidade promovam uma Política de Integridade efetiva faz parte deste processo.

Na tarde de quinta-feira, 5/10, também foi realizada a entrega do 7º Prêmio de Monografias da Previc, que teve como vencedores quatro técnicos da PREVI, os analistas Flavio Machado Pereira, Florentino da Silva Fernandes, Ricardo Martins de Paiva Bastos e Rodrigo Tavares dos Santos, funcionários da Gerência de Políticas de Investimentos e Cenários da PREVI (Gepoc). O título do trabalho premiado é “Gerenciando as expectativas dos participantes: a utilização de ferramentas gerenciais em um plano de benefício alvo”, que teve como objetivo gerar maior previsibilidade de ganhos em planos de Contribuição Definida, como o PREVI Futuro. Representando a equipe, Rodrigo Tavares fez um discurso em que agradeceu a todos os colegas da PREVI, em especial ao presidente Gueitiro e o diretor de planejamento Marcus Madureira.

O 38º Congresso da Abrapp termina nesta sexta-feira, 6/10, com mais uma participação de um técnico da PREVI. A gerente de núcleo da Gerência de Controladoria da Previ, Silvania Godoi Ferreira, ministrará a palestra “Finanças Comportamentais: investimentos imobiliários e o processo decisório nas EFPC”.

Fonte: Previ

Ação movida pelo Sindicato conquista vitória para bancários do BB

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Em ação individual de um bancário movida por intermédio do Sindicato, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que a primeira instância terá de julgar se o Banco do Brasil deve repassar à Previ verbas referentes às horas extras e equiparação salarial adquiridas em processo judicial.

Até então, muitos juízes da primeira instância decidiam que não tinham competência para julgar a questão sob a alegação de que a matéria fugia da esfera trabalhista. Agora a tendência é que os magistrados determinem o repasse à Previ, pelo Banco do Brasil, dos direitos reconhecidos na ação, já que a composição das aplicações do plano de previdência complementar passam pela natureza salarial.

“Acredito ser difícil não condenar o banco no repasse, porque é uma questão lógica. Se o banco já foi condenado a pagar horas extras e equiparação salarial, e esses direitos compõem a base de cálculo da Previ, consequentemente o juiz da primeira instância deve condenar o banco a repassar à entidade de previdência complementar valores referentes a esses direitos”, avalia o advogado André Watanabe, do escritório Crivelli Advogados Associados, que presta assessoria jurídica ao Sindicato.

“(…) o autor, que ainda permanece com o contrato laboral em vigor, busca somente o recolhimento das diferenças decorrentes das verbas salariais judicialmente reconhecidas para o plano de previdência privada do qual faz parte (PREVI), por integrarem a base de cálculo da contribuição. Destarte, tratando a questão de repasse das contribuições devidas pelo empregador, oriundas da relação de trabalho, nos precisos termos do aludido inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, esta Justiça é competente para conhecer e julgar o feito (…)”, declarou o desembargador Marcos César Amador Alves, da 8ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho. O voto foi acompanhado pelos demais julgadores.

A decisão servirá como jurisprudência, ou seja, abrirá precedente em favor dos trabalhadores em futuras ações judiciais.

“É uma conquista importante. É a correção de uma infração cometida pelo banco que afetava a aposentadoria dos funcionários”, afirma o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do Banco do Brasil, João Fukunaga. “Infelizmente tivemos de acionar a Justiça, porque o banco não abre possibilidade de negociação sobre esse tema, mesmo sabendo que está errado”, acrescenta o dirigente.

O Sindicato mantém serviço de atendimento jurídico e também ingressa com ações trabalhistas para os bancários sindicalizados e não sindicalizados.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Cassi é pauta de reunião com funcionários do BB

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O diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, William Mendes, circulou por locais de trabalho para conversar com funcionários do Banco do Brasil sobre o modelo de saúde da caixa de assistência e também a responsabilidade do banco sobre ela. As reuniões foram realizadas na sexta-feira 13, a convite dos dirigentes do Sindicato.

Foram visitados os prédios da agência Santo Amaro Paulista, onde também há o departamento de escritórios digitais, além da central de atendimento, na Verbo Divino, e da Ditec (Diretoria de Tecnologia).

“Garantir transparência da gestão e vir às bases para esclarecer e debater questões que envolvem nossa caixa de assistência é marca do mandato do William Mendes e deve ser a marca de todos os eleitos pelos trabalhadores”, afirma Silvia Muto, dirigente sindical e representante dos trabalhadores no Conselho de Usuários de São Paulo.

João Fukunaga, secretário jurídico do Sindicato, completa: “um representante dos trabalhadores tem como responsabilidade percorrer a base de seus eleitores, principalmente para ampliar o debate sobre a Estratégia Saúde de Família. Embora não fosse de sua diretoria na Cassi, o diretor eleito acabou dialogando com os bancários a respeito dos problemas de credenciamento que a dois anos só vem piorando. Essa marca de gestão aberta e de responsabilidade com os trabalhadores é o que precisamos nesse momento de ataques à Cassi, Previ e ao próprio Banco do Brasil”.

Além de William, Silvia e João, o diretor do Sindicato Antonio Netto também percorreu os locais de trabalho.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

CBSS inicia acordos com fintechs mirando mercado crescente

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O CBSS, banco da holding Elopar dos sócios Bradesco e Banco do Brasil, está fazendo parcerias com fintechs, prevendo em 2018 alcançar 30 por cento de um mercado de rápido crescimento e que já empresta mais de 1 bilhão de reais por ano.

Inicialmente, os acordos usarão o modelo mais praticado no mercado, com fintechs captando pedidos de empréstimos e filtrando o perfil de risco dos tomadores, operação conhecida no jargão do mercado como “lead” e pela qual as fintechs são remuneradas, quase sempre por bancos de médio porte e cooperativas de crédito, que de fato concedem os financiamentos.

“Nós temos funding competitivo e em boa quantidade e as fintechs conseguem originar crédito com um custo muito menor do que faríamos por meios físicos”, disse à Reuters o presidente do Banco CBSS, Carlos Giovane.

A primeira parceria é com a Bom Pra Crédito, marketplace no qual cerca de 500 mil interessados em tomar empréstimo pessoal submetem todo mês pedidos que são distribuídos para cerca de 25 bancos oferecerem propostas.

Além desse acordo, já em andamento, negociações estão em curso com outras quatro fintechs especializadas em crédito: Guia Bolso, Lendico, Finanzero e Wecash, previstas para estarem operacionais ainda em 2017.

O movimento marca a primeira aproximação operacional, mesmo que de forma indireta, de grandes bancos com fintechs, que nos últimos dois anos emergiram como potenciais rivais no crédito pessoal, ao oferecerem taxas de juros muito menores do que as praticadas no sistema financeiro.

Segundo o presidente da Bom Pra Crédito, Ricardo Kalichsztein, ser parceiro é melhor.

O CBSS, no caso, oferecerá empréstimos pessoais sem garantia com taxas a partir de 3,9 por cento ao mês. A taxa média do sistema financeiro foi de 7,2 por cento ao mês, segundo dados do Banco Central referentes a agosto.

A iniciativa acontece em meio a uma audiência pública aberta pelo Banco Central para regulamentar a atuação das plataformas digitais de crédito. A proposta do BC é classificar essas fintechs em duas categorias, a que empresta com capital dos próprios acionistas e a que conecta investidores a tomadores de recursos, prática conhecida como peer to peer lending.

Na avaliação de especialistas do setor, dependendo da forma como vier a regulação, o modelo atual de parcerias pode ser esvaziado, uma vez que bancos podem preferir ter plataformas digitais próprias, enquanto algumas fintechs poderiam ter um braço financeiro para operar de ponta a ponta.

“As fintechs começarão a se perguntar se vale a pena virar banco”, disse Rubens Vidigal Neto, sócio do PVG Advogados.

Atento a esse movimento, o CBSS já visualiza aprofundar a aproximação com as fintechs. Num primeiro momento, as conversas envolvem proposta de remuneração mais atrativa, na qual o banco pode repassar às parceiras mais do que apenas um valor pela originação de negócios.

Mas com pelo menos uma delas as conversas já evoluíram para participação societária.

“Estamos em negociações finais para sermos sócios de uma delas (fintech)”, disse Giovane, sem dar mais detalhes.

A entrada do CBSS no crédito digital é motivada, dentre outros fatores, pelo interesse dos sócios em acelerar a rentabilização do negócio, disse o executivo.

Após ter obtido as aprovações do Banco Central no ano passado para atuar como banco, o CBSS vem deslanchando uma série de iniciativas para vender produtos financeiros, incluindo por meio da financeira Ibi, de parcerias com redes varejistas e o lançamento de um plataforma digital própria de cartão de crédito, a Digio.

Essa plataforma começa a operar ainda este mês um marketplace, inclusive com produtos como os da Apple Store. A partir de novembro, a Digio incluirá oferta de crédito pessoal.

Todas essas frentes consumiram investimentos que levam mais tempo para dar retorno. O banco, que tinha patrimônio de 410 milhões de reais em junho, já opera no azul desde o mês passado, mas o plano é começar a ter lucro.

“As parcerias com as fintechs no crédito são um negócio que permite retorno quase imediato”, disse Giovane.

Fonte: Exame

Após mais de um ano, BB negocia nova emissão de dívida externa

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O Banco do Brasil começa a semana se reunindo com investidores no exterior na tentativa de realizar uma nova emissão de dívida. O banco tem apresentações marcadas, os famosos roadshows, em Londres, Los Angeles, Nova York e Boston nestas segunda e terça-feira.

Apesar de ainda não ter revelado o valor que almeja, a expectativa é por uma emissão de títulos de dívida de pelo menos 750 milhões de dólares com prazo de sete ou 10 anos. A emissão pode marcar o retorno do banco estatal ao mercado externo. A última captação do BB aconteceu em junho de 2014.

Na época, o banco obteve 2,5 bilhões de dólares em uma emissão de bônus perpétuos – sem data de vencimento. Também faz tempo que outros bancos brasileiros não vão ao mercado externo. O último foi o Itaú, em maio de 2015.

A tentativa de emissão do BB acontece após o período mais crítico da crise econômica brasileira já ter passado. Além disso, o índice de capital principal do banco, seu indicador de solvência, também evoluiu.

O índice chegou a bater 8,07% em meados de 2015. Atualmente, o banco corre para se adequar ao nível mínimo de 9,5% até 2019, para seguir as normas internacionais de Basileia 3 que serão implementadas no país.

Desde o fim do ano passado, o Bando do Brasil vem passando por uma reestruturação, que incluiu o fechamento de agências e um plano de aposentadoria incentivada. A reestruturação ajudou a melhorar o resultado.

No primeiro semestre deste ano o banco teve uma alta de 67,3% em seu lucro, que foi de 5,16 bilhões de reais. Essa e outras melhorias devem estar na apresentação do banco nesta segunda e terça-feira.

Fonte: Exame

Justiça determina reabertura de agências do BB em três cidades alagoanas

Publicado em: 11/10/2017

A Justiça determinou a reabertura das agências do Banco do Brasil que foram transformadas em postos de atendimento nos municípios de Canapi, Mata Grande e Piaçabuçu, no Sertão de Alagoas.

Procurada pela reportagem do G1, a assessoria de comunicação do Banco do Brasil informou, por meio de nota, que a instituição aguarda a notificação judicial para avaliar o assunto.

A direção do BB fechou agências ou as transformou em pontos de atendimento em Alagoas e outros estados do país no início deste ano, como parte de um plano de reestruturação que envolveu também um plano de aposentadoria incentivada dos funcionários.

A reabertura das agências foi determinada pelo Juiz de Direito Henrique de Barros Teixeira, da 3ª Vara Cível da Capital, e foi proferida na última quarta-feira (4). A ação popular é de autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PMDB).

De acordo com o texto da ação, o fechamento das agências nesses três municípios sobrecarregou o atendimento na agência localizada em Delmiro Gouveia, que já contaria com número insuficiente de caixas e funcionários.

O autor da ação alega também que entrou em contato com a Superintendência do Banco do Brasil para solicitar a reversão do rebaixamento das agências em Canapi, Mata Grande e Piaçabuçu, mas não obteve resposta.

Na decisão, o juiz determina a suspensão do rebaixamento e a retomada do atendimento normal das agências do BB nestes três municípios em até 15 dias úteis. A multa em caso de descumprimento é de R$ 5 mil diários.

Fonte: G1

Bancos apostam em novos dispositivos eletrônicos para pagamentos e compras

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A tecnologia de pagamentos por aproximação — nas quais não há contato direto com o meio de pagamento e que é disseminada há anos em países como Japão, mas ainda não ganhou tração no Brasil — começa a ser explorada pelos grandes bancos. A primeira iniciativa nesse campo no país foi do Banco do Brasil, que desde 2015 permite o pagamento via NFC, sigla de Near Field Communication (comunicação por proximidade, em tradução livre) por meio do cartão de crédito Ourocard.

Já o Santander vai lançar em novembro um conjunto de soluções baseadas em NFC que permitirá ao correntista pagar do ônibus ao coco na praia sem precisar de cartão. O objetivo é ir além dos smartphones equipados com NFC e incluir dispositivos vestíveis, como pulseiras e adesivos.

O NFC é a tecnologia mais usada para troca de informações entre aparelhos sem a necessidade de fios ou conexão com a internet. Enquanto o cartão de crédito precisa ser inserido na máquina, as tecnologias de NFC requerem apenas aproximar o dispositivo da maquininha.

Adesivo “vira” cartão

Embora o Brasil tenha a segunda maior base de máquinas de cartões com capacidade de aceitar pagamentos via NFC, com penetração de mais de 70%, o usuário tem opções limitadas do lado dos bancos, e a maioria depende de smartphones topo de linha compatíveis com a tecnologia.

O Santander — que lançou uma carteira digital no app para pagar via NFC —, passará a ofertar uma pulseira à prova d’água e stickers, adesivos que o cliente poderá colocar onde quiser, que poderão substituir os cartões. Dessa forma, as compras podem ser feitas sem dinheiro ou celular.

Para compras de até R$ 50, o sistema dispensará o uso de senha. O custo dos vestíveis equipados com NFC ainda não foi determinado mas, segundo Rodrigo Cury, superintendente de cartões do Santander, ficará entre R$ 30 e R$ 35.

O Itaú Unibanco tem um projeto-piloto de pagamento via NFC em sua base de clientes e disse que o serviço estará disponível em breve. As maquininhas de sua subsidiária Rede já são, em sua maioria, preparadas para a tecnologia, dependendo apenas de serem habilitadas.

O Bradesco já experimenta a tecnologia de cartões de crédito contactless desde 2011 e, recentemente, fez parceria para introduzir seus cartões Bradesco Visa nas carteiras digitais de Samsung e Android. Durante as Olimpíadas do Rio, o banco e a Visa realizaram um experimento com 3 mil clientes que ganharam uma pulseira NFC atreladas a um cartão pré-pago.

Por enquanto, no mundo, a aplicação mais abrangente é o Samsung Pay, que funciona em alguns smartphones da sul-coreana e é compatível com cartões de BB, Caixa, Santander e outros bancos menores. A solução da fabricante do iPhone, a Apple Pay, que já existe desde 2014, ainda não foi lançada no Brasil. O Android Pay, da Google, também não está disponível.

Passagem de ônibus

O Santander vai começar a explorar a tecnologia nos transportes públicos, primeiro nos ônibus de Jundiaí (SP), por meio de uma parceria com a prefeitura. A partir de setembro, os passageiros poderão pagar a passagem por meio do app Santander Way em smartphones Androids que possuem NFC, de pulseiras ou adesivo. O banco já negocia com prefeituras para lançar o serviço em até cinco grandes cidades brasileiras no início de 2018.

“O ônibus é uma das coisas que ainda não se pode pagar com cartão, enquanto a frota já é adaptada ao NFC por causa dos bilhetes únicos, que usam essa tecnologia”, disse Cury, completando que o banco está desenvolvendo outros vestíveis.

Outro foco do banco são os pedágios. O Santander firmou parceira com a Ecorodovias para que a cobrança em vias como a Ponte Rio-Niterói esteja adaptada ao NFC a partir de novembro.

Fonte: Época Negócios

“É uma insanidade abrir mão dos bancos públicos”, defende AGEBB em audiência pública

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Em uma audiência pública em Salvador, capital baiana, com o tema “Os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia nacional”, a diretoria da AGEBB, representada pelo presidente, Francisco Vianna de Oliveira Junior, e o primeiro vice-presidente e diretor Jurídico da associação, Levi Gomes de Oliveira, defendeu a importância da mobilização política, mas não partidária, e da necessidade de contar com o apoio da população contra a venda do Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica e Banco Nacional do Nordeste (BNB) levada a cabo pelo governo do presidente Michel Temer. O evento, organizado pela Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (Feeb-BA/SE), foi realizado no último dia 9 na Assembleia Legislativa da Bahia.

A convite do presidente da Feeb-BA/SE, Emanoel Souza de Jesus, Vianna e Levi participaram da mesa temática ao lado de representantes de outras entidades do setor, como a Associação de Gestores da Caixa Econômica Federal do Estado da Bahia, Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, da Associação dos Economiários Aposentados e Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal. “Utilizamos o nosso espaço para discorrer sobre a importância dos bancos públicos na política de controle de juros e taxas bancárias, bem como da extrema necessidade na execução e gestão dos programas sociais, apoio às comunidades mais carentes e pequenas cidades do país”, destaca o vice-presidente da AGEBB. “Os bancos públicos são fundamentais para defesa da economia nacional. É uma insanidade abrir mão deles”, completa.

Para enaltecer a importância da união da classe bancária em torno do assunto, Levi lembrou da experiência que teve com a venda do Banco Nossa Caixa (BNC). “Devemos ficar muito atentos às notícias sobre a reestruturação e acompanhar de perto os seus desdobramentos. No BNC, onde a AGEBB atuou fortemente, quando se falou em reestruturação, pensávamos que não ocorreria nada, que tudo estava sendo feito para melhorar o banco. Na verdade, o governo preparava a instituição para sua posterior venda”, destaca o executivo. O BB anunciou a aquisição do BNC em novembro de 2008 pelo valor, à época, de R$ 5,38 bilhões. “Por isso, reitero, precisamos buscar apoio da opinião pública e da classe política nessas discussões. Não podemos ficar na soberba acreditando que a venda desses bancos públicos não é possível de acontecer. Podemos acordar tarde demais, como aconteceu conosco no BNC”, argumenta Levi.

Defender os bancos “com unhas e dentes”

Jeane Pereira, em nome da Associação dos Funcionários do BNB, ressaltou a necessidade das entidades participarem de todos os espaços onde se discuta os bancos públicos para defendê-los. “O BNB também é alvo da chamada ‘reestruturação’ com fechamento de agências e programas de estímulo à aposentadoria, que visa desmantelar o banco, para posteriormente levar a privatização”, disse. Na ocasião, o representante dos empregados do BB, Fabio Ledo, lembrou que a instituição já perdeu mais de 10 mil funcionários sem reposição desde o início da reestruturação, em novembro do ano passado.

O presidente da Federação Nacional das Associações de Pessoal, Jair Pedro Ferreira, lembrou que só restaram dez bancos públicos após o processo anterior de privatizações. Para ele, essas empresas são fundamentais para equilibrar o sistema, para evitar que os bancos privados ditem as regras, na medida em que esses instrumentos públicos são os gestores dos fundos constitucionais e de dezenas de programas sociais.

Celso Argolo, coordenador Regional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), aproveitou a audiência para fazer denúncias em relação aos processos de reestruturação dos bancos. “Nossos trabalhadores estão adoecendo por conta dessas reestruturações em razão das demissões e desligamentos incentivados e há a sobrecarga de trabalho sobre os funcionários que permaneceram em seus postos. Além do mais, ao apresentar atestado médico, eles estão sendo questionados”, destacou.

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Fonte: AGEBB

Previ mira equilíbrio de plano em 2018

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A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e o maior do País, está com superávit e prevê o equilíbrio no próximo ano. Em 2016 a fundação gerou um superávit de R$ 2,19 bilhões e no acumulado deste ano até setembro já soma R$ 6,5 bilhões. Com esse resultado faltará um pouco mais de R$ 7 bilhões para o equilíbrio.

“Nos últimos 18 meses já geramos R$ 10 bilhões em superávit e teremos o equilíbrio em algum momento em 2018”, destacou o presidente da Previ, Gueitiro Genso, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Esse número se refere ao Plano 1 da Previ, o seu maior fundo e mais maduro, com um patrimônio de R$ 157 bilhões. Assim, Genso não prevê a necessidade de aportes de natureza extraordinária dos participantes do plano.

Nesse plano, cerca de 46% está alocado em renda variável, isso já considerando o recente desinvestimento na CPFL, 43,4% em renda fixa, 6,35% em renda variável, 3,56% em operações com participantes e 0,55% de investimentos estruturados.

A rentabilidade, considerando o período de janeiro a agosto, chegou a 8,35%, ante sua meta atuarial de 4,61%. Segundo Genso, a Previ tem trabalhado para aumentar a comunicação com seus associados e passou a enviar um boletim dos investimentos, com o detalhamento da composição do resultado do fundo. “Nossa primeira meta é alcançar o equilíbrio, depois reduzir nossa meta atuarial”, disse Genso. Hoje a meta do Plano 1 é de INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) + 5% ao ano.

Renda variável

Até agosto a Previ tinha, considerando ainda Plano 1, R$ 72,5 bilhões alocados em renda variável, em empresas como Vale, Banco do Brasil, Neoenergia, Ambev, Petrobras, BRF, Itaú Unibanco e Ultrapar. O presidente da fundação diz que o objetivo no longo prazo é reduzir tal volume, visto que esse fundo já está maduro, mas que não existe qualquer necessidade de se desfazer de ativos, e que avalia boas oportunidades, como a venda da CPFL para a chinesa State Grid.

“Não iremos queimar ativo a qualquer preço, não temos necessidade, mas a política é que qualquer ativo está à venda, desde que seja um bom negócio”, afirma.

Um dos objetivos, conta, é diversificar a carteira de renda fixa, o que poderá ocorrer mediante alguma venda de ações em bolsa para o investimento em outros papéis, incluindo aquelas que podem ser disponibilizadas em ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês). Segundo ele, a Previ não tem mais a premissa de fazer parte do bloco de controle das empresas investidas, como ocorria no passado. “Queremos empresas que são boas pagadoras de dividendos, com governança e integridade”, diz. “Seremos investidores ativistas”, completa.

A busca, dessa forma, da desconcentração da carteira será por setores ainda não investidos. Genso disse que a Previ está conseguindo neste momento ter um portfólio de ações líquidas no mercado. Isso está sendo possível com a conversão das ações preferenciais em ordinárias da Vale e, mais para frente, com o IPO da Neoenergia, que já está com o pedido de oferta realizado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fonte: O Estado de Minas

Governo planeja anunciar privatização da Caixa no fim do ano

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O governo Michel Temer estuda incluir a Caixa Econômica Federal (CEF) no pacote de privatizações que já têm Eletrobras, Infraero e Casa da Moeda, entre outras. A informação é do portal especializado em economia Relatório Reservado, que publica uma newsletter diária encaminhada a agentes do mercado financeiro.

Segundo o site, o anúncio oficial deverá ser feito no final do ano, depois da privatização da Eletrobras, junto com outras medidas de reestruturação da máquina pública, além do anúncio de que o programa Bolsa Família será incluído na Constituição Federal. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria da Caixa não confirmou e nem negou a informação, embora estivesse a par do assunto.

Segundo o Relatório Reservado, a responsabilidade pelo desenho da privatização está nas mãos do presidente da Caixa, Gilberto Occhi. Não fica claro, porém, se a empresa estatal seria vendida em sua totalidade ou apenas uma parte.

De acordo com a reportagem, a “venda da CEFé uma das raras operações capazes de gerar os recursos extraordinários para o equilíbrio das contas públicas, em 2018, um ano em que os calendários fiscal e eleitoral se entrechocam”. O governo vive uma fase de desajuste das contas públicas – o déficit primário deste ano deve chegar a R$ 159 bilhões, mesmo valor previsto para 2018 – e qualquer incremento de receita nesse cenário é mais do que bem vindo.

Um negócios das arábias

Se ocorrer, a privatização da Caixa envolveria número superlativos. O banco estatal tem um patrimônio líquido de R$ 63,6 bilhões e ativos totais na ordem de R$ 1,277 trilhão. No primeiro semestre deste ano, a CEF teve um lucro líquido de R$ 4,073 bilhões, segundo o Banco Central.

O resultado do primeiro semestre é bem superior ao lucro de R$ 2,4 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado. Já no primeiro trimestre deste ano, a Caixa havia informado um lucro líquido 81,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 1,488 bilhão. A Caixa tem cerca de 80 milhões de clientes e 95 mil funcionários. O Grupo Caixa conta com duas subsidiárias: a Caixa Participações e a Caixa Seguridade.

Além da liderança absoluta na concessão de crédito habitacional no país, a Caixa é responsável pelo pagamento de bilhões de reais em benefícios e programas sociais aos brasileiros – só em 2016 foram pagos R$ 242,1 bilhões. Mais de 355 mil cidadãos recebem no banco o programa Minha Casa Minha Vida, num total de R$ 41,4 bilhões pagos.

A expectativa do governo, segundo o Relatório Reservado, é atrair investidores estrangeiros com a privatização da Caixa, possivelmente chineses.

“Um assunto por vez”

Indagado sobre uma possível privatização da caixa em agosto pelo jornal Valor Econômico, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desconversou. “Tem que ser tratado um assunto por vez”, disse, por ocasião do lançamento da 17.ª edição do anuário Valor 1000. “A privatização da Eletrobras é histórica, e acho que não é o momento de discutir outras privatizações. No geral, a minha opinião é favorável a privatizações, mas o país tem que estar preparado para essas ações”, afirmou o ministro.

O governo já mostrou disposição publicamente de vender o braço de seguros do banco, a Caixa Seguridade, mas o processo até agora não avançou. O processo mais avançado é a venda da Lotex, a rede de loteria instantânea do banco público, prevista para ocorrer neste ano.

A informação, reproduzida na intranet do Banco do Brasil, caiu como uma bomba entre os bancários. “Isso não trará nenhum benefício para o Brasil e a população”, destaca a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. “Não podemos aceitar essa lógica de privatização. Não podem fazer isso sem passar pelo Congresso Nacional e chamo todos os brasileiros a resistirem e defenderem a Caixa como empresa pública”, disse.

Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria de comunicação da Caixa informou que já estava a par da notícia e disse que encaminharia uma nota oficial sobre o assunto. Mas, depois, em um segundo contato, informou que a questão seria respondida assim que fosse possível.

Fonte: Gazeta do Povo

Socorro a bancos deve ter ajuda do Tesouro

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Depois da aprovação da Medida Provisória que permite ao Banco Central (BC) fechar acordo de leniência com instituições financeiras, o governo deve enviar ao Congresso a nova lei de resolução bancária, que permitirá, em último caso, injetar dinheiro do Tesouro Nacional para socorrer bancos em dificuldade.

A medida se aplicaria a instituições financeiras sistematicamente importantes, como os grandes bancos públicos – Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil – e ainda Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual. Hoje, o socorro a bancos com recursos do Tesouro não é permitido, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

De maio de 2000, a legislação traz em seu artigo 28 a proibição de uso de recursos públicos, inclusive de operações de crédito, para socorrer as instituições, “salvo mediante lei específica”.

A questão é polêmica justamente porque, na década de 1990, o governo foi acusado de injetar bilhões nas instituições financeiras em risco por meio do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fornecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). O Proer foi sepultado pela LRF e a possibilidade de chamamento do Tesouro – ou seja, de dinheiro público – poderá voltar somente a partir de critérios e formas que serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Proer

O Proer, lançado em novembro de 1995, autorizou o repasse de dinheiro público (mais de R$ 16 bilhões) a bancos privados que estavam quebrados. O argumento do governo de Fernando Henrique Cardoso era de que, sem a medida, haveria um colapso bancário e financeiro no País. Além de atualizar o marco, que tem mais de 40 anos, as mudanças visam a aperfeiçoar a liquidação e a intervenção de bancos em dificuldade com a criação de determinados instrumentos.

Com cerca de 150 artigos, a nova legislação traz avanços como a possibilidade do uso do bail-in, que estabelece de forma compulsória a utilização de recursos de acionistas para a absorção de prejuízos e recapitalização de instituições financeiras.

Em discussão há mais de cinco anos, a nova lei de resolução bancária deve tocar em outros assuntos sensíveis, de acordo com uma fonte que ajudou na formatação do marco. Entre eles estão a sucessão fiscal para novos administradores e a inexistência de ganho de capital quando concedido desconto a credores (haircut do passivo). Esse último assunto chegou a criar questionamentos por parte da Receita Federal, que desejava tributar o desconto, conforme a mesma fonte, mas o BC teria contornado a questão.

Procurado, o Banco Central não comentou o assunto.

Fonte: Época Negócios

Reestruturação do BB em Portugal pode aumentar em 10% o resultado financeiro

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O fechamento de agências do Banco do Brasil em Portugal pode render ao banco um aumento de 10% no resultado financeiro naquele país. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

De acordo com a publicação, somente em despesas físicas o banco economizará R$ 6 milhões ao ano, enquanto as receitas a instituição estima aumento de 10%, com consultoria e comércio exterior.

Na última quarta-feira (04), executivos do banco disseram à agência Reuters que a ideia é priorizar as grandes empresas do país, enfatizando as operações mais rentáveis.

“Só vamos manter agências onde pudermos ter alguma escala e sermos rentáveis”, disse à Reuters o vice-presidente de negócios de atacado do BB, Maurício Maurano.

Fonte: Giro Business

Governo e BB apresentam atrativos do FCO para o setor empresarial

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O Governo do Estado, entidades do setor produtivo e o Banco do Brasil promovem na segunda-feira (9), uma palestra direcionada aos empreendedores de micro, pequenos, médios e grandes negócios.

A apresentação será às 9h, no auditório da Fiems. O objetivo da ação, intitulada “Dia do FCO Empresarial – Semana Nacional de Crédito” é apresentar as facilidades e atrativos das linhas de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e garantir a aplicação integral dos R$ 2,3 bilhões disponíveis para Mato Grosso do Sul em 2017.

A palestra será ministrada pelo superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Glaucio Zanettin Fernandes, que vai apresentará os novos procedimentos adotados para liberação de recursos do Fundo, destinado à implantação, ampliação e modernização de empreendimentos agrícolas, industriais, de comércio e serviços.

“Em Mato Grosso do Sul, R$ 1,33 bilhão do FCO já foram contratados e repassados aos empreendedores, mas ainda temos R$ 1 bilhão disponível. Desse total, cerca de R$ 674,3 milhões já foram aprovados pelo CEIF (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO) mas ainda dependem da análise do Banco do Brasil para serem liberados. Temos recurso disponível e nosso prazo é o dia 31 de outubro para que todas as demandas dos setores rural e empresarial sejam internalizadas no banco”, lembra o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

De acordo com o secretário, “estamos promovendo uma ação conjunta que envolve a Semagro, o Banco do Brasil, a Fiems, a Famasul, a Amems, a Fecomércio e o Sebrae. Do montante de empréstimos liberados pelo FCO, R$ 870 milhões estão concentrados no setor rural e R$ 463 milhões no empresarial. Nosso esforço agora se direciona ao setor empresarial. A meta é ampliar o número de contratações nesse segmento. Para isso, teremos essa ação na Fiems e outras em Dourados e em Três Lagoas com o objetivo de tirar as dúvidas sobre o Fundo”.

Menos burocracia

De acordo com o superintendente do Banco do Brasil, Glaucio Fernandes, “os processos estão mais céleres, menos burocráticos e mais democratizados e, com isso, o Banco do Brasil está absolutamente certo de que haverá ampla adesão por parte do setor produtivo. Conseguimos automatizar os processos, encurtar uma série de etapas e, por isso, ganhamos velocidade na contratação e disponibilização dos recursos”.

Ele acrescenta, ainda, que as mudanças nas regras do FCO são importantes para a retomada do crescimento do País e, por isso, saíram do papel e estão, de fato, sendo colocadas em práticas pelo Banco do Brasil. “Essa maior agilidade na liberação de recursos contribui para a promoção do desenvolvimento econômico, com a retomada da geração de empregos. Ainda que de maneira tímida, a economia do País está em ascensão e o empresário está estimulado a investir. Por isso, convidados aqueles que já tiveram alguma experiência com o BB, ou que ainda não conhecem a forma de atuação da instituição, a conhecer a nova cara do FCO”, reforçou.

Cartilha e plantão de dúvidas

Técnicos da Semagro estarão presentes no evento da Fiems, tirando as dúvidas dos empresários e apresentando a Cartilha do FCO, documento com dez páginas, a cartilha explica sobre regras, prazos, linhas de crédito e taxas tanto para o segmento rural quanto empresarial. A publicação está disponível no botão FCO, localizado do lado direito do site da Semagro (www.semagro.ms.gov.br).

Durante o evento, os técnicos do Banco do Brasil estarão à disposição do público presente para simular financiamentos e tirar as principais dúvidas. Outra novidade é que no evento, que terá transmissão ao vivo pelo Facebook da Fiems, será lançado o “WhatsApp FCO”, cujo número é (67) 99205-2111, para que empresários e produtores rurais tirem dúvidas sobre a aquisição de crédito.

Fonte: Capital News

Fundação BB e ONGs investem R$ 4 milhões em projetos sociais em São Paulo

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Cinco projetos da cidade de São Paulo que beneficiam catadores de materiais recicláveis, pessoas em situação de rua, educadores de escolas municipais e moradores de empreendimento habitacional de interesse social receberão investimento de R$ 3,5 milhões da Fundação Banco do Brasil e R$ 500 mil das organizações realizadoras das iniciativas. Os convênios foram assinados ontem (5) de manhã entre organizações da sociedade civil, a prefeitura de São Paulo e a fundação e devem beneficiar cerca de 4,5 mil pessoas.

O convênio com a Associação Nacional dos Catadores (Ancat) prevê a inclusão social e geração de renda para 1.130 catadores de materiais recicláveis, por meio da regularização de 50 cooperativas que hoje não prestam o serviço de coleta e triagem para a prefeitura. Atualmente, somente 28 cooperativas conseguem atender às exigências da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Com a regularização, a expectativa das entidades é aumentar a taxa de reciclagem no município de São Paulo, que hoje fica em torno de 300 toneladas por dia.

Situação de rua

Há dois projetos sobre a inclusão de pessoas em situação de rua. No convênio com a Rede Cidadã, o objetivo é mobilizar empresas, movimentos sociais e o Poder Público para preparar e encaminhar cerca de 2 mil pessoas para o mercado de trabalho ou atividades empreendedoras.

O segundo projeto voltado à população de rua visa a capacitação e implantação de uma horta escola agroecológica em espaço urbano ocioso. De acordo com a Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (Arcah), os 200 participantes serão certificados e poderão ser encaminhados ao mercado de trabalho.

Mais hortas

O plantio de hortas também está previsto em outro projeto, que pretende levar a iniciativa a 200 escolas da rede municipal de ensino. Haverá formação para 600 educadores implantarem os canteiros orgânicos com a participação dos alunos para melhorar os hábitos alimentares e também promover a educação ambiental, em parceria com a Associação Paulista dos Gestores Ambientais (Apgam).

Capacitação

Já o convênio com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) vai levar capacitação aos moradores do Empreendimento Habitacional de Interesse Social América Sul, no bairro do Grajaú, zona sul da capital paulista, com 1.188 moradias inauguradas em março deste ano.

A comunidade terá acesso a cursos de agente comunitário, capacitação e gestão condominial, desenvolvimento social e empoderamento de mulheres e jovens, além de resolução de conflitos comunitários. O projeto, que prevê a formação de 600 pessoas, busca ampliar a representatividade dos moradores.

Fonte: Agência Brasil/O Nortão

BB arrecada R$ 350 mil em mutirão em Cuiabá

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O Mutirão de Conciliação do Banco do Brasil, promovido pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos do Fórum de Cuiabá, alcançou índices de mais de 80% de acordos. Foram negociados R$ 350 mil em indenizações que o banco irá pagar a clientes e ex-clientes por falhas nos serviços prestados pelo banco, como cobranças de taxas indevidas e devoluções de cheques indevidas.

Além dos processos em que o BB era demandado por falha em serviço, o mutirão também englobou ações de cobrança de honorários advocatícios de profissionais que trabalharam para a instituição e não haviam recebido. O mutirão, realizado na semana passada, nos dias 4, 5 e 6 de outubro, negociou processos que tramitavam nos juizados especiais e alguns das varas cíveis da Capital.

A coordenadora do Cejusc da Capital, juíza Adair Julieta da Silva, avalia como uma experiência exitosa. “Esta é a primeira vez que o Banco do Brasil nos procurou solicitando as audiências concentradas. Como o resultado foi bastante positivo, o BB quer continuar com a parceria com o Cejusc para novo mutirão no ano que vem”, comemorou a magistrada.

Conforme a juíza Adair, a conciliação só traz benefícios para todas as partes e a própria sociedade já percebeu isso. “Os altos índices de acordo demonstram que as pessoas querem resolver o seu litígio através do acordo, do diálogo, da conciliação e da paz, pois é a forma mais rápida de resolução. As partes saíram satisfeitas e o Judiciário também, porque teve uma baixa no nosso estoque processual. Logo após o acordo, os processos são arquivados. Isso reduz a nossa taxa de congestionamento, que mede a celeridade da prestação jurisdicional. Se a taxa de congestionamento é muito alta, significa que existem muitos processos parados”, explicou a magistrada.

Até o final do ano, o Cejusc da Comarca de Cuiabá ainda vai realizar mais três mutirões de conciliação, da concessionária de energia Energisa, da cooperativa de serviços médicos Unimed e da Universidade de Cuiabá (UNIC).

Fonte: Folhamax

WWF-Brasil e BB discutem critérios socioambientais na cultura de commodities

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Os meses de setembro e outubro foram importantes para discutir sobre a produção de soja, milho e algodão. O diálogo sobre as três commodities fazem parte de uma série de workshops promovidos pela parceria entre o WWF-Brasil e o Banco do Brasil que irão acontecer até o segundo semestre de 2018.

Os encontros aconteceram na Universidade Coorporativa do Banco do Brasil, em Brasília, e contaram com a participação de diversos atores da cadeia de produção de commodity. Entre eles, representantes de organizações da sociedade civil, iniciativa privada, academia, instituições financeiras, entidades públicas como Embrapa, Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e organizações de representação de classe como o Instituto Brasileiro de Algodão e Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) também estiveram presentes.

A metodologia utilizada para o desenvolvimento dos temas e análises, a Supply Risk Analysis, foi desenvolvida pelo WWF-US e consiste em um mapeamento dos riscos socioambientais associado a uma cultura em uma determinada região. A análise identifica os riscos potenciais associados aos aspectos ambientais e sociais envolvidos na produção agrícola daquela commodity, e utiliza essa análise para identificar quais são as atividades de mitigação que podem ser implementadas para diminuir esse risco.

É uma metodologia que permite uma visão holística da produção, a partir da discussão de diversos indicadores, como por exemplo: o consumo de água, insegurança fundiária, mudanças climáticas e impacto em populações indígenas.

Para Carolina Siqueira, líder deste projeto e analista sênior do programa Agricultura e Alimentos do WWF-Brasil, “levar esta metodologia para o Banco do Brasil, o maior agente financeiro de crédito rural no país, vai contribuir para que a agricultura brasileira adote melhores práticas socioambientais.”

A parceria entre a ONG e o BB existe há cerca de sete anos e visa equilibrar a expansão da produção e, ao mesmo tempo, promover o uso eficiente e responsável dos recursos naturais. Com a análise desses critérios socioambientais, o Banco do Brasil passa a ser também um indutor de boas práticas para uma produção responsável de commodities no país.

Os próximos workshops, dedicado às culturas de arroz e eucalipto irão acontecer no mês de novembro.

Fonte: WWF Brasil

Mapa pede ajuda ao BB para facilitar transações com Irã; transações giram em torno de R$ 2 bi

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pediu ao Banco do Brasil ajuda para facilitar as transações bancarias entre Brasil e Irã, para aumentar as vendas de carne, soja e milho. Atualmente as transações entre os dois país é estimada em U$ 2 bilhões. O Irã enfrenta um embargo financeiro por parte dos Estados Unidos e por isso não consegue fechar alguns processos comerciais.
Na segunda-feira (9) o secretário executivo do Mapa, Eumar Novacki, reuniu-se com o vice-presidente de negócios de atacado do Banco do Brasil, Mauricio Maurano, para ver o que pode ser feito para facilitar as transações comerciais entre os dois países.

No início de setembro deste ano o secretário executivo esteve em missão oficial no Irã para promover o compromisso do Brasil em manter uma parceria de longo prazo com aquele país. O secretário mostrou as autoridades iranianas as diversas oportunidades para diversificar e intensificar as relações entre os dois países na área do agronegócio, o aprofundamento das relações comerciais e solução de pendências.

No entanto, por causa do embargo financeiro dos Estados Unidos ao Irã muitos bancos têm se negado a fazer as transações comerciais envolvendo empresas iranianas, o que tem dificultado a ampliação do mercado bilateral entre Brasil e Irã.

De acordo com Novacki, o arranjo financeiro bilateral será importante para investimentos e financiamento de projetos agrícolas, além do aumento das exportações e importações. Durante a visita do secretário executivo do Mapa foi solicitado pedido de apoio para ajudar a parte iraniana nesse quesito. Com o apoio do Embaixador do Brasil, algumas medidas já foram tomadas e alguns obstáculos financeiros/bancários já estão sendo resolvidos.

Fonte: Olhar Direto

A diferença entre as ações coletivas da Contraf-CUT e a preventiva da AGEBB

Publicado em: 10/10/2017

A ação coletiva da AGEBB visa a resguardar o direito dos funcionários que estão na ativa recebendo gratificação de função há mais de 10 anos e que não foram descomissionados, mas que correm o risco ou sofrem ameaça de o ser diante das constantes reestruturações realizadas pelo banco, as inconsistências do radar do gestor e a probabilidade da inexistência da avaliação GDP.

Já as ações civis públicas da Contraf-CUT (leia mais) e Feeb-SP/MS têm por finalidade a incorporação ao salário da gratificação de função recebida pelos empregados por 10 ou mais anos que, em razão da reestruturação iniciada em novembro de 2016, foram destituídos da função ou passaram a ocupar função hierárquica inferior, ou seja, é um pedido em prol dos funcionários que já sofreram o descomissionamento.

A ação da AGEBB (leia mais) é preventiva pois, com as mudanças proporcionadas pela reforma trabalhista, as quais entram em vigor a partir de 11 de novembro, o artigo 468 da CLT passa a prever que o empregador poderá descomissionar o empregado a qualquer tempo, com ou sem justo motivo, não assegurando o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, independentemente do tempo de exercício na respectiva função.

Portanto, visando à preservação de direitos dos gerentes que estão na ativa e em razão das modificações propostas com a reforma trabalhista, a AGEBB vai ajuizar uma ação coletiva preventiva e requerer que seja declarada a impossibilidade de se descomissionar o funcionário há mais de 10 anos em função gratificada, sem justo motivo, e incorporar esse direito, tendo em vista o tempo na função, com respaldo também no Princípio da Estabilidade Financeira e da Irredutibilidade Salarial.

Resumindo, vamos requerer judicialmente que seja incorporado esse direito, adquirido e garantido pela Súmula 372, do TST, para que não ocorra descomissionamentos em massa, injustos ou ilegais.

A ação coletiva será ajuizada em nome da AGEBB e beneficia somente os gerentes que recebem comissão de função há pelo menos 10 anos e estão na ativa em situação de insegurança. É pré-requisito também ser associado à AGEBB, para que possa ser representado na ação coletiva. Para associar-se, basta acessar www.agebb.com.br/associe-se/. Em seguida, envie os documentos abaixo, até o dia 16/10/2017, para o e-mail agebb@agebb.com.br.

1. Autorização preenchida e assinada (clique aqui para fazer o download do documento), sem a necessidade de firma reconhecida.
2. Cópia do SISBB em que conste as comissões recebidas nos últimos 10 anos.
3. Os gerentes que trabalharam na Nossa Caixa devem enviar também uma cópia da carteira de trabalho (CTPS), onde constem as anotações dos cargos comissionados, ou dos holerites dos últimos 10 anos.
4. Efetuar um crédito no valor de 600 reais, relativos aos honorários advocatícios, para o ingresso da ação. Essa taxa é única e não haverá despesas adicionais no decorrer do processo. Os dados bancários são informados por meio do telefone (11) 3104-4441, da Secretaria da AGEBB, ou pelo e-mail agebb@agebb.com.br.

Para mais informações sobre a ação, o interessado pode entrar em contato diretamente com o escritório Moraes & Lindgren Advogados, especializado no direito dos bancários e parceiro da AGEBB, pelos telefones (11) 97159-0732, (11) 95327-0423 e (11) 97295-2015 ou pelos e-mails
agebb@agebb.com.br e contato@moraes-advocacia.com.

AGEBB participa de audiência pública na BA sobre reestruturação de bancos públicos

Publicado em: 09/10/2017

Atendendo a convite do presidente da Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (FEEB-BA/SE), Emanoel Souza de Jesus, o presidente da AGEBB, Francisco Vianna de Oliveira Junior, e o primeiro vice-presidente e diretor Jurídico da associação, Levi Gomes de Oliveira, estão em Salvador, participando da Audiência Pública na Assembleia Legislativa daquele Estado, que discute “Os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia baiana”. Ambos participam, neste dia 9 de outubro, das discussões da mesa temática que tem como pauta o fechamento de agências, transformação de outras em postos de atendimentos e a diminuição do quadro de funcionários da Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste (BNB) que tem gerado transtornos para a população baiana.

A audiência tem o apoio do deputado estadual Jean Fabrício (PCdoB) e reúne representantes dos funcionários, parlamentares e gestores públicos para discutir formas de enfrentamento ao problema. A reestruturação nos bancos públicos vem sendo tocada a toque de caixa pelo presidente Michel Temer e os bancários estão atentos às movimentações e têm realizado uma série de manifestações por todo o país. “A mobilização que ocorre em todo o Brasil em defesa das empresas públicas é fundamental para não permitir que o governo federal realize a desestruturação de instituições como a Caixa, BB e BNB. Precisamos chamar atenção da sociedade para a questão, lembrando o papel estratégico desses bancos para o desenvolvimento sustentável do país”, argumenta o presidente da AGEBB.

Os bancários da Bahia e Sergipe, lembra a FEEB-BA/SE, participam intensamente da mobilização nacional em defesa dos bancos públicos. Já ocorreram manifestações nas agências das instituições citadas em diversas bases sindicais durante todo o mês de setembro. A agenda inclui ainda a realização de audiências públicas, como a que ocorre em Salvador, e sessões especiais para debater o desmonte dos bancos públicos, sua importância e os impactos do fechamento de agências para as economias de ambos os Estados.

Além da AGEBB, outras entidades representativas do setor, como Associação de Gestores da Caixa Econômica Federal do Estado da Bahia, Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, da Associação dos Economiários Aposentados, Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal, da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito e da Cooperforte, participam da audiência pública.

Fonte: AGEBB

Fundo de previdência dos funcionários dos Correios sofre intervenção

Publicado em: 06/10/2017

A Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), vinculada ao Ministério da Fazenda, decretou intervenção na Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios. A intervenção durará 180 dias, para exame da situação do fundo e estudo de soluções para a recuperação.

O Postalis é um dos maiores fundos de pensão do país, com quase 200 mil participantes, entre ativos e aposentados. Assim como os dois outros grandes fundos de estatais, Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), o Postalis vem sofrendo com efeitos de ingerência política e má gestão.

Em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a indisponibilidade de bens de ex-gestores da Postalis por “investimentos negligentes e em desacordo com o regulamento de investimentos do próprio fundo”, que teriam causado prejuízo de R$ 1 bilhão.

Um de seus planos, o BD, vem sofrendo prejuízos seguidos e já passou por dois processos de equacionamento, nos quais participantes e Correios foram chamados a dar contribuições adicionais para cobrir o rombo.

Atualmente, a contribuição adicional acumulada é de 17,92% dos vencimentos mensais. Na divulgação do balanço de 2016, a direção do fundo admitiu a possibilidade de propor terceira cobrança adicional para ajudar a conter o rombo.

A Previc indicou Walter de Carvalho Parente como interventor na fundação.

Fonte: Diário de Goiás

A construção de um mundo melhor começa dentro de nós

Publicado em: 05/10/2017

Quando olhamos ao nosso redor, é muito comum nos indignarmos com uma série de acontecimentos, como a violência, corrupção e o racismo, entre outros exemplos. E é mais comum ainda tomarmos uma postura defensiva e criticarmos tudo aquilo que é diferente do que acreditamos.

Com o passar dos dias, vamos somando esses pequenos descontentamentos, que se tornam grandes desconfortos, e chegamos em um ponto onde desejamos algum tipo de mudança. E queremos que ela seja imediata.

Nesse ponto, dotados de uma grande carga emocional, idealizamos um mundo no qual as pessoas ajam seguindo princípios que acreditamos serem corretos. Na prática, projetamos um mundo perfeito (ou quase…).

Mas a decepção vem logo a seguir, porque o mundo que idealizamos depende da mudança de comportamentos e crenças dos outros. E cada um idealiza um modelo de mundo de forma muito particular. Então não faz sentido eu mudar, se o mundo não vai mudar. Não faz sentido lutar se as coisas continuarão iguais.

Mas não é bem por aí. Esta semana tive a oportunidade de conhecer uma casa assistencial para pessoas em condições de fragilidade social. E nela tive uma das lições mais belas da minha vida.

Esse lugar é dirigido por uma senhora de 84 anos, que acredita com o coração e com a alma que é possível fazer melhor. Fazer mais com menos, ir atrás do melhor, de uma forma ética e responsável, em prol das crianças que frequentam aquela instituição.

Mais do que isso. Essa convicção é tão grande que contagiou todos os funcionários e criou-se uma cultura no local de que estão todos unidos pela mesma causa.

Essa senhora nos recebeu com uma doçura no olhar e ao mesmo tempo com a autoridade de quem ao longo de muitos anos já ajudou milhares de crianças e adolescentes a encontrarem um caminho melhor para a sua vida. Ela transformou essas pessoas.

Essa senhora me transformou por dentro. Ela me mostrou, sem falar nada, com um simples olhar, que não importa as barbaridades que vemos no mundo. O que importa é o que podemos efetivamente fazer em prol das pessoas que estão ao nosso redor.

O que importa é olharmos para dentro, e com sinceridade nos perguntarmos: “O que posso fazer hoje para ajudar, de coração, alguém que está ao meu lado?” Fazer o bem, não importa a quem.

Me reservo ao direito de não divulgar o nome dessa senhora, até por não ter a autorização dela para contar essa história, mas tenho a certeza de que a transformação aconteceu. E essa aconteceu dentro de mim, e talvez dentro de você também.

Uma boa semana!

Artigo de Marcelo Katayama, médico e terapeuta do Núcleo Ser Treinamento e Consultoria

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BB e Correios manterão agências do Banco Postal

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O Banco do Brasil informou que chegou a um acordo com os Correios para a manutenção do funcionamento dos 1,9 mil pontos de atendimento do Banco Postal, que seriam fechados a partir de 11 de outubro. O acerto, informado em nota na agência de notícias interna da instituição na terça-feira 3, ainda será formalizado, mas deve beneficiar os estados que seriam afetados com o encerramento das unidades. De acordo com o BB, foi encontrado “um novo equilíbrio financeiro para o contrato” do Banco Postal.

A decisão de encerramento das atividades chegou a ser anunciada pelos Correios que não teria condições financeiras para atender às exigências legais vinculadas a itens de segurança determinados pela Justiça em alguns estados, como portas giratórias, vidros blindados e vigilância armada.

O novo acordo vigorará até 31 de janeiro de 2018 e até lá BB e Correios prometem negociar para encontrar novas formas de “aumentar a rentabilidade da parceria”.

Para o Sindicato, o entendimento entre as partes é muito importante tanto para os bancários quanto para a população. Ao todo, 137 mil aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seriam afetados com a migração do pagamento de seus benefícios para outras agências bancárias e até para outros municípios. Desses, 56,7 mil passariam a receber os benefícios em agências do Banco do Brasil, o que aumentaria a sobrecarga dos trabalhadores já atingidos pelo desmonte e pela reestruturação no BB.

> Bancários do BB não podem sofrer com fim do Banco Postal

“Reforçamos a necessidade de contratação e realização de concurso para repor os 9 mil bancários do BB que saíram no plano de aposentadoria PEAI”, afirma Ernesto Izumi, diretor executivo do Sindicato. “O banco informou que estava preocupado com sua imagem e por isso negociou essa saída para o Banco Postal. Deveria pensar nisso também para garantir boas condições de atendimento aos clientes e de trabalho aos funcionários.”

A nota informa que, em todo o Brasil, o Banco Postal possui 6,5 mil pontos de atendimento, onde são atendidos mais de 10 milhões de usuários, por semana, e realizadas 15 milhões de autenticações por mês.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

BB fecha agências no exterior, mantém Miami e Japão

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Banco do Brasil está fechando agências de varejo na maior parte dos mercados fora do país, dentro da estratégia de preservar apenas operações rentáveis, disseram executivos do banco nesta quarta-feira.

Após ter desativado nos últimos meses agências físicas em mercados como Venezuela, Uruguai, Seul e Hong Kong, o BB acaba de fazer o mesmo em Portugal, maior operação de varejo na Europa, onde as unidades de Lisboa e do Porto atendiam somadas cerca de 8 mil correntistas.
A maioria das 19 regiões onde o banco tem agências para clientes pessoa física devem ser desativadas nos próximos meses, com a exceção de Miami, nos Estados Unidos, e do Japão. Mas mesmo no país asiático, o número de unidades do banco foi reduzida de sete para três.

“Só vamos manter agências onde pudermos ter alguma escala e sermos rentáveis”, disse à Reuters o vice-presidente de negócios de atacado do BB, Maurício Maurano.

Os clientes de regiões onde as agências estão sendo fechadas serão encaminhados pelo BB a outros bancos parceiros, disse o executivo.

Em alguns mercados, o BB manterá escritórios de negócios com foco no atendimento a grandes empresas, especialmente filiais de brasileiras no exterior. Além disso, o banco manterá parte da equipe atendendo clientes private, disse o diretor de Corporate Bank, Márcio Moral. Na Europa, por exemplo, esse atendimento será feito a partir de Lisboa.

Unidades de varejo fora da estrutura orgânica do banco, como o BB Americas, em Miami, e o argentino Banco Patagonia, manterão suas operações normalmente, disse Maurano.

O movimento marca uma virada de 180 graus na campanha de internacionalização implementada pelo BB em 2010, quando comprou o Patagonia e uma operação nos Estados Unidos. O BB chegou a negociar parceria com Bradesco e o Banco Espírito Santo (BES) para montar uma operação na África.

Mais recentemente, precisando melhorar a rentabilidade para organicamente fortalecer seus níveis de capital, o banco tem tomado medidas agudas para reduzir de tamanho e cortar custos.

Sob comando do presidente-executivo, Paulo Caffarelli, o banco anunciou no final de 2016 um plano de fechar ou reduzir cerca de 800 agências no país e um programa de demissão voluntária de aproximadamente 10 mil funcionários, o que já foi concluído.

Segundo Maurano, o redimensionamento das operações no exterior obedece a mesma diretriz de aumento da eficiência. Além disso, ele afirmou que o custo regulatório da atividade bancária cresceu muito nos últimos anos de forma global.

“Para nós, o custo de manter 200 ou 10 mil contas é o mesmo; então só vamos ficar onde tivermos condições de sermos minimamente competitivos”, disse Maurano.

Fonte: Portal Terra

Liminar garante a remuneração dos prejudicados pela reestruturação do BB

Publicado em: 04/10/2017

Os bancários do Banco do Brasil comissionados há dez anos ou mais não podem ter suprimida a gratificação sem justo motivo. É o que determina decisão liminar do juiz Jonathan Quintão Jacob, da 17ª Vara do Trabalho de Brasília, divulgada nesta quinta-feira (28), atendendo a pleito da ação civil pública ajuizada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos filiados, incluindo o de Brasília, em defesa dos trabalhadores contra a famigerada reestruturação implementada pelo BB no final de 2016. A decisão vale para todo o Brasil.

Na sentença, o juiz decretou a nulidade de quaisquer supressões de gratificação intentadas pelo banco e a incorporação definitiva das gratificações recebidas há dez anos ou mais, passando a receber tratamento de salário, conforme entendimento estabelecido pela Súmula 372, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), “acompanhando os reajustes previstos nas CCTs e ACTs, com reflexos em DSR, férias acrescidas de 1/3, 13º salário, horas extras, anuênios, PLR, FGTS e contribuições para Previ”.

“A decisão anuncia segurança jurídica para os bancários que tiveram perdas remuneratórias decorrentes da reestruturação. É uma grande vitória em nossa luta contra os malefícios dessa decisão do BB”, assegura o representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de Imprensa do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rafael Zanon.

“Essa importante decisão é crucial nesse momento conturbado, quando a reforma trabalhista ataca abertamente o princípio da estabilidade financeira, invocado na ação civil pública e prestigiado pelo juízo da 17ª Vara”, lembra Marianna Coelho, secretária de Assuntos Jurídicos do Sindicato.

Caso seja descumprida a determinação do judiciário, o BB terá de pagar multa diária de R$ 1.000 por empregado.

Ação Coletiva da AGEBB

Em razão do cenário de mudanças e incertezas, a AGEBB já havia decidido ingressar com uma ação coletiva preventiva em favor dos funcionários que estão na ativa recebendo gratificação de função há mais de 10 anos, ainda não foram descomissionados, mas correm o risco de o ser. Essa é a terceira ação coletiva impetrada pela associação neste ano (clique aqui para ler a reportagem sobre todas elas na edição mais recente do jornal impresso AGEBB Notícias).

A ação coletiva será ajuizada em nome da associação e anexados a ela os documentos fornecidos pelos gerentes sócios da AGEBB, em todo o país, interessados em se beneficiar da decisão judicial. O prazo para recebimento da documentação, digitalizada ou por correio, se encerra no dia 16 de outubro.

Clique aqui e confira no anexo a íntegra da decisão.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília