Mediação do Ministério Público sobre impactos da reestruturação do BB encerra sem registrar avanços

Publicado em: 27/07/2017

Na última quinta-feira (20), representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil tiveram a sexta e última audiência na sede da Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília (DF) para tratar da reestruturação em curso no banco. A audiência encerrou novamente sem avanços. A representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (FEEB-SP/MS), Maria do Carmo Peggau acompanhou a negociação.

Os assuntos abordados foram os itens que ficaram pendentes da última audiência: apresentação de resposta do BB quanto à inclusão das comissões retiradas para fins do programa de adiantamento salarial; apresentação de resposta quanto ao prazo de carência para início do pagamento das parcelas do adiantamento salarial; apresentação de resposta quanto a inclusão do endividamento do trabalhador em função de Consórcio assumido no rol das dívidas do trabalhador, para fins de recebimento do benefício de adiantamento salarial; apresentação de resposta do BB quanto a possibilidade de o adiantamento salarial ser concedido pela instituição independentemente de haver dívida do trabalhador com o banco; resposta definitiva quanto ao pagamento do VCP dos caixas, ou pelo prazo de 12 meses para os executivos que tiveram perdas, apresentação do BB de informações atualizadas sobre as visitas realizadas às agências durante o mês de julho e sobre realocações dos funcionários.

Para os temas: Inclusão das comissões retiradas para fins do programa de adiantamento salarial; prazo de carência para início do pagamento das parcelas do adiantamento salarial; inclusão do endividamento do trabalhador em função de Consórcio assumido no rol das dívidas do trabalhador, para fins de recebimento do benefício de adiantamento salarial e possibilidade o adiantamento salarial ser concedido pela instituição (independentemente de haver dívida do trabalhador com o banco); A resposta do BB foi de que não havia novidades a informar e de que o programa permaneceria nos moldes implantados.

Já, com relação à prorrogação da Vantagem em Caráter Pessoal (VCP), o banco informou que não haverá prorrogação.
O BB comunicou também que irá conceder benefícios aos trabalhadores que se inscreverem para vagas de difícil provimento. Ministério Público do Trabalho (MPT) e movimento sindical concordaram se tratar de uma situação que atende somente aos interesses do banco, uma vez que as vagas são destinadas aos escriturários e não aos bancários atingidos pela reestruturação.

Visitas realizadas às agências

Na audiência de junho, o Banco do Brasil se comprometeu a visitar 35 agências em todo o país durante o mês de julho, para entender como está ocorrendo o processo de reestruturação e o impacto nessas agências, porém, o representante do banco informou que as visitas ocorreram somente em 08 unidades, impossibilitando que houvesse uma avaliação conclusiva que pudesse resultar em aumento de cargos e dotação. O banco afirmou, contudo, que estão programadas mais 25 visitas até o final de agosto.

O BB informou também, que no inicio do processo de reestruturação foram extinguidas aproximadamente 9 mil funções, cerca de seis mil trabalhadores foram atingidos perdendo suas funções e não se aposentaram ou se desligaram, permanecendo hoje 2.300 trabalhadores descomissionados. Ainda de acordo com o banco, existem atualmente cerca 1.300 vagas com comissão abertas, porém, não significa que mais 1.300 trabalhadores serão realocados, uma vez que o trabalhador pode não ter interesse na vaga. No que diz respeito aos caixas, o número é de 202 vagas em aberto e ressaltou que o TAO Especial (Talentos e Oportunidades) continua aberto, sem previsão de encerramento.
Representantes dos trabalhadores relataram a existência de inúmeros casos nos quais houve aberturas e vagas e não foi priorizado o trabalhador em VCP.

Durante a audiência foi colhida uma lista contendo nomes e cargos de trabalhadores nomeados em detrimento dos que recebem VCP. O banco ficou de analisar e responder caso a caso ao MPT.

A audiência foi encerrada e o processo será arquivado após a resposta do BB referente às nomeações.

Fonte: Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul

Banco não pode demitir funcionário por ajuizar reclamação trabalhista

Publicado em: 20/07/2017

Em meio à reestruturação vivenciada no Banco do Brasil, funcionários sofrem com as consequências da redução de agências e de trabalhadores exercendo funções gratificadas, além dos salários mais baixos. Apesar disso, muitos bancários se veem em uma situação limitativa do livre exercício dos seus direitos, acreditando que a subordinação do empregado deve ser ampla a ponto de concordar com o prejuízo financeiro ou com situação que lhe traga limitações.

Há aqueles ainda que acreditam que o empregador pode demitir o funcionário pelo fato de ajuizar uma reclamação trabalhista na qual o empregado reivindica os seus direitos. Nada disso!

A dispensa de qualquer funcionário não pode ser efetivada com o escopo de discriminar e punir um empregado que exerce um direito individual fundamental, como é o de acesso ao Judiciário, garantido pelo texto constitucional e que possui aplicação imediata, nos termos do artigo 5º, inciso XXXV e §1º. Definitivamente, o empregado não pode ser demitido por entrar com ação trabalhista contra seu empregador.

Eventual ato de dispensa ainda pode ser decretado nulo com base na interpretação analógica da Lei 9.029/95, que autoriza a reintegração do empregado dispensado por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.  A despeito de a lei considerar apenas algumas condutas como crime, ela veda expressamente “qualquer prática discriminatória” que limite o acesso ou a permanência no emprego tendo em vista violação ao direito constitucional de ação.

O funcionário deve procurar um advogado trabalhista especializado no direito bancário assim que suspeitar de alguma irregularidade em seus direitos.

BB renegocia dívidas de crédito imobiliário no DF

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Clientes do Banco do Brasil no Distrito Federal, exclusivamente pessoas físicas, poderão renegociar dívidas em atraso a partir desta semana. Os interessados devem comparecer às agências do BB no DF portando documento de identificação oficial com foto (RG, CNH ou passaporte) e comprovante de renda atualizado. A ação acontece até o final do mês.

O atendimento é realizado por funcionários especializados, permitindo a renegociação de suas dívidas do Minha Casa Minha Vida, em condições especiais.

Condições facilitadas

A depender de cada caso, clientes com dívidas em atraso de até seis meses, conseguem repactuar dívidas até mesmo sem entrada. Já para operações inadimplentes já a mais de 180 dias, após avaliação, é possível realizar repactuação de dívidas com entrada a partir de R$ 600.

Portal Banco do Brasil

Universidade Corporativa do BB completa 15 anos com previsão de investir R$ 121,7 milhões em 2017

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A Universidade Corporativa do BB (UniBB) comemora 15 anos nesta terça-feira, 11, e contabiliza grandes números, expressivas realizações e muitos reconhecimentos nacionais e internacionais. Nos últimos 5 anos, foram mais de meio bilhão de reais investidos na formação dos funcionários. Somente em 2016, foram quase R$ 100 milhões de investimento, que proporcionaram 7.039.770 horas de capacitação, em mais de 690 soluções educacionais e 2.219.548 de cursos concluídos, além de 4.878 bolsas de estudo para cursos de graduação, pós-graduação e idiomas. Para este ano, está previsto investimento de até R$ 121,7 milhões.

“A Universidade Corporativa do Banco do Brasil tem como missão auxiliar os funcionários a descobrir e desenvolver talentos, crescer profissionalmente e contribuir para o bom desenvolvimento dos negócios. Temos o papel de desenvolver a excelência humana e profissional, por meio da criação de valor em soluções educacionais, contribuindo para a melhoria do desempenho organizacional e o fortalecimento da imagem do Banco do Brasil”, enfatiza José Caetano Minchillo, diretor de gestão de pessoas do BB.

Os cursos presenciais são oferecidos em 18 unidades regionais de gestão de pessoas (Gepes), que contam com uma estrutura física de com 111 salas de aula, 18 auditórios e 35 laboratórios de informática espalhadas pelo país. Os treinamentos são ministrados por 1.682 Educadores Corporativos.

O Portal da Universidade Corporativa Banco do Brasil recebe uma média de 20.000 acessos diários. Cada funcionário realiza por ano, em média, 20 cursos on-line que contabilizam mais 73h por pessoa. A UniBB conta, ainda, com um acervo de mais de 330 mil volumes e 178 mil títulos disponíveis para empréstimos ou consulta da comunidade nas Bibliotecas BB, localizadas em Brasília, no Edifício Brasília 50 e no Rio de Janeiro, no CCBB.

“O BB entende que as novas formas de organização do trabalho pedem a invenção de práticas e políticas educativas sintonizadas com as culturas da diversidade e da acessibilidade e que sejam indissociáveis de uma vida organizacional promotora do trabalho como ato social democrático. Nessa perspectiva, uma inovação implantada recentemente é a utilização de óculos 360 graus de realidade virtual para realização de treinamentos. Já conhecida e utilizada no mundo do entretenimento, a realidade virtual ainda é uma novidade em outros campos, em especial o da metodologia educacional”, explica Kátia Rodrigues Bastos, gerente executiva da UniBB. O treinamento desenvolvido permite recriar a sensação de realidade no participante, aproximando-o de situações de seu contexto real de trabalho no dia a dia das agências, a exemplo do atendimento a clientes.

História

A área de educação do Banco do Brasil existe, institucionalmente, há mais de 50 anos. Em 1965, com a criação do Departamento de Seleção e Desenvolvimento de Pessoal, o Banco sistematizou os primeiros cursos e programas educacionais, inovando a educação da empresa ao promover a democratização da sala de aula com ensino socializado e enfoque construtivista. A Universidade Corporativa foi inaugurada em 11 de julho de 2002, dando continuidade e estruturando as ações historicamente desenvolvidas e ampliando o escopo das ações educacionais, como um recurso estratégico para o efetivo posicionamento do Banco do Brasil na indústria financeira.

Em 2013, um novo ambiente virtual de aprendizagem foi lançado para agregar diversos benefícios, como: o acesso a qualquer tempo no local de conveniência do funcionário, variedade de modelos de entrega do conteúdo (animações, jogos educacionais, infográficos, e-Books, ambiente colaborativo de aprendizagem e comunidades de melhores práticas, trilhas de aprendizagem por cargo e temas estratégicos etc.) e formas de acesso (estação de trabalho, computador pessoal, tablets e smartphones). Assim, o Portal UniBB permitiu adequação dos modelos educacionais a distância para as novas gerações e o uso de ambientes colaborativos e redes sociais para a disseminação do conhecimento organizacional.

O lançamento e consolidação do novo Portal UniBB permitiu, ainda, diminuir, significativamente, a necessidade de trânsito o que promoveu, também, a redução da emissão de poluentes e do consumo de papel e de outros recursos originários dos processos tradicionais de educação. Essa ação ajudou o alcance de metas de sustentabilidade do BB, favorecendo a permanência da Empresa no Dow Jones Sustainability Indexes da Bolsa de Nova York e colocou a UniBB como benchmarking mundial para esse índice.

Hoje, o Portal UniBB contabiliza quase 9 milhões de cursos concluídos com um índice de satisfação superior à marca de 90%.

UniBB Mobile

O aplicativo possui quase 30 mil usuários ativos com 84 mil cursos concluídos e mais de 52 mil downloads em três anos. Somente em 2016, foram mais de 300 mil acessos.

UniBB Família

O Portal UniBB Família disponibiliza conteúdos educacionais diversificados, proporcionando apoio escolar e o desenvolvimento de toda a família. Didático e acessível, o ambiente virtual atende às demandas específicas das várias faixas etárias, desde a alfabetização até a terceira idade. Dependentes de funcionários e funcionários aposentados podem acessar os cursos. Atualmente, são 51.708 titulares e 96.529 dependentes ativos.

Neste mês, foi lançado curso de inglês com um método de aprendizagem exclusivo para brasileiros, proposta dinâmica e lúdica, tornando-se uma nova opção para que o funcionário e sua família aprenda e treine a língua inglesa.

Portal UniBB Setor Público

Criado pelo BB para aprimorar a formação de gestores públicos, como prefeitos e secretários, o Portal UniBB Setor Público tem ampliado sua popularidade e expandido o número de usuários pelo país: até o fim de junho, seus cursos foram acessados em 1.099 municípios.

Desde o lançamento do portal, em dezembro de 2015, foram distribuídos mais de 21 mil códigos de acesso às prefeituras do país todo. Os gestores públicos municipais do estado de São Paulo lideram a utilização do Portal, com 12,4 mil acessos, seguidos pelos administradores do Paraná, com 1,8 mil acessos, e de Minas Gerais, com 1,6 mil acessos. Dos 69 cursos disponíveis, a preferência recai sobre temas que envolvem orçamento público, educação financeira e gestão dos municípios.

Para tornar a plataforma mais acessível, no mês de junho, o BB lançou sua versão mobile, permitindo aos gestores públicos já cadastrados fazer o download de vídeos e de outros conteúdos educacionais para assistir nos modos online ou offline em smartphones e tablets.

Premiações

A UniBB vem conquistando reconhecimento do mercado e dos setores especializados em educação corporativa, no Brasil e no exterior. É possível destacar os seguintes reconhecimentos recebidos pela UniBB nos últimos anos:

– 2017 – Prêmio Global CCU, conferido pelo Global Council of Corporate Universities, como Melhor Universidade Corporativa do Mundo na Categoria Inovação;
– 2016 – Prêmio Educorp, conferido pela Human Resources Academy, como Melhor Case de Universidade Corporativa do Brasil;
– 2016 – Prêmio Learning & Performance Brasil, como Projeto de Educação Corporativa de Destaque dos Últimos 15 anos;
– 2016 – Top of Mind de RH, na categoria Empresa com Práticas Reconhecidas de Educação Corporativa e E-Learning;
– 2016 – Prêmio Corporate University Best-in-Class (Cubic Awards), conferido pelo International Quality & Productivity Center – IQPC em parceria com o Corporate Learning Networking – CLN, como 2° lugar na categoria Universidade Corporativa do Ano – Global;- 2013 – Prêmio Corporate University Best-in-Class (Cubic Awards), conferido pelo International Quality & Productivity Center – IQPC, como Melhor Programa de Educação Corporativa da América Latina;
– 2015 – Top of Mind de RH, como Empresa Destaque em Educação Corporativa e E-Learning;
– 2015 – Prêmio Learning & Performance Brasil, como Melhor Programa de Desenvolvimento de Líderes;
– 2015 – Prêmio Global CCU, conferido pelo Global Council of Corporate Universities, como Melhor Universidade Corporativa do Mundo;- 2014 – Prêmio Educorp, conferido pela Human Resource Academy, como Melhor Programa de Educação Corporativa do Brasil;
– 2014 – Top5 no Top of Mind de RH, como Empresa Destaque em Educação Corporativa e E-Learning;
– 2014 – Prêmio Learning & Performance Brasil, como Melhor Universidade Corporativa Ampliada do Brasil;
– 2013 – Prêmio Educorp, conferido pela Human Resource Academy, como Melhor Programa de Educação Corporativa do Brasil.

Portal Banco do Brasil

Sindicato solicita ao BB suspensão de reestruturação nas agências do DF

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O Sindicato protocolou na tarde desta sexta-feira (14) ofício junto à Superintendência do Banco do Brasil solicitando a suspensão do processo de reestruturação nas agências do DF, anunciado na semana passada. A iniciativa é um encaminhamento definido na plenária realizada pelo Sindicato com bancários do BB na noite desta quinta (13).

As mudanças anunciadas pelo banco estão relacionadas à migração de carteiras para escritórios. A preocupação do Sindicato é que, com isso, haverá redução do número de funcionários em praticamente todas as dependências de atendimento físico atuais – já que muitos deles migrarão junto com as carteiras -, precarizando ainda mais as condições de trabalho e também de atendimento à população.

“O Sindicato fica muito preocupado com o futuro dos trabalhadores nas agências e vai tomar uma série de iniciativas nos próximos dias para que possamos minimizar os impactos dessa reestruturação”, avisa o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

Também é motivo de apreensão a medida de migração de carteiras de clientes exclusivos, personalizados, para escritórios digitais e restritos por nível de renda, reduzindo a quantidade de bancários das agências de varejo, que atenderão basicamente clientes de média e baixa rendas.

“A estrutura mínima definida para os pontos de atendimento, com dotações de cargos insuficientes, levará à exaustão física e psicológica de gerentes, supervisores e escriturários, elevando ainda mais os riscos de fraudes e descumprimento de normativos e da legislação”, diz o documento enviado pelo Sindicato ao BB. “Enquanto isso a cobrança de atingimento de metas não tem nenhum limite”.

O Sindicato encerra o ofício afirmando que “a preocupação maior de todos é com a repercussão social dessas medidas, uma vez que o BB é um banco público e precisa do apoio da sociedade para evitar qualquer tentativa de privatização de algum governo de plantão”.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

Conferências de bancários discutem resistência em defesa de direitos e da democracia

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A defesa dos empregos e dos direitos e a formação de frentes de atuação por um projeto de nacional de desenvolvimento marcaram as conferências estaduais e regionais realizada por federações de bancários no final de semana. “O modelo neoliberal que está aí é inviável. Fracassou na Europa. Foi derrotado na Itália. Derrubou a Grécia. Então, a saída é a aliança entre trabalho e capital produtivo”, defendeu o senador Roberto Requião (PMDB-PR), no evento que reuniu representantes da categoria da Bahia e Sergipe, em Salvador. “Precisamos construir esta frente”, reforçou o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos. “Para nós, bancários, o desafio é maior ainda porque o enfrentamento é direto com o capital financeiro. Não podemos passar para a história como a geração dos omissos”, afirmou o dirigente.

Em outra conferência regional do Nordeste, em Recife, o sociólogo Emir Sader afirmou que os trabalhadores estão “no olho do furacão” e que o capital financeira está dando as cartas no Brasil. “Isso resulta diretamente na liquidação dos recursos sociais e na destruição da democracia. Sabemos também que a direita só triunfa em um país desmoralizado, e que Michel Temer, embora seja um cadáver político, tem o apoio do Congresso e pode seguir juridicamente por muito tempo. Por isso temos de fortalecer a nossa luta e impedir que esse governo golpista continue ativo”, defendeu.

O fato de os bancários organizarem nacionalmente sua campanha, em função da abrangência da convenção coletiva da categoria, foi observado pela presidenta do sindicato do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso, no evento que reuniu entidades de seu estado e do Espírito Santo. “A conferência deste ano se torna ainda mais importante. Foi positivo o acordo de dois anos (firmado no ano passado e válido até 2018) que garantiu direitos conquistados. Mas vivemos um Estado de exceção. Agora, o nosso objetivo central é organizar a luta em defesa de nossos direitos, combater um dos maiores ataques sofridos pelos trabalhadores e defender a democracia”, disse Adriana.

Na abertura do encontro do Rio, a vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, disse que a “reforma regulariza o bico”, torna mais precário trabalho e dificulta o acesso à Justiça do Trabalho. “A empresa pode ‘pejotizar’, terceirizar, sem a presença dos sindicatos para negociar. Ninguém mais vai receber hora extra. Extinguiram a incorporação de função, que atinge em cheio, por exemplo, os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que depois de dez anos de trabalho tinham este direito”, denunciou.

O ex-presidente da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec/CUT-SP) Sebastião Geraldo Cardozo, o Tião, morto em abril passado, foi lembrado como exemplo de luta na conferência realizada na capital paulista. Na abertura, os participantes fizeram homenagem celebrando a energia com que Tião lidava com os desafios. “Vamos precisar desse ânimo para enfrentar tudo o que vem por aí. Passaremos por uma transformação, inclusive no movimento sindical, mas nunca perderemos a esperança na construção de uma sociedade justa. Vamos reconquistar tudo o que nos foi roubado, com muita luta”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Oster,

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, ressaltou as ameaças de retrocessos de mais de um século trazidas com a reforma trabalhista. “Jogaram os cidadãos ao início da revolução industrial. Vamos organizar os bancários para enfrentar o desmonte da legislação trabalhista”, alertou.

Depois das etapas regionais, os bancários preparam agora a edição nacional da conferência da categoria, prevista para ocorrer em São Paulo de 28 a de julho. “Na crise, crescemos, e vamos para as bases conquistar corações e mentes para nossa luta por um estado democrático de direito. Somos protagonistas dessa luta e vamos lutar contra ódio de classe. Nosso mote é debater com a base quais são as ameaças da reforma trabalhista e defender um estado democrático de direito”, explicou a presidenta da Fetec/CUT-SP, Aline Molina.

Fonte: Rede Brasil Atual

Pagamentos de taxas e tributos municipais não poderão mais ser feitos nos caixas convencionais do BB

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A partir do dia próximo dia 7 de agosto, os contribuintes não poderão mais pagar contas municipais nos caixas convencionais das agências do Banco do Brasil. De acordo com a Secretaria Municipal das Finanças (Sefin), a partir dessa data os Documentos de Arrecadação Municipal (DAM) poderão ser pagos pela internet, gerenciador financeiro, terminais de autoatendimento, terminais do Banco 24h, aplicativo de celular BB mobile, sistema de pagamento, correspondentes bancários e Banco Postal (Correios).

A medida, tomada pelo Banco após acordo com a Sefin, tem como intuito levar mais comodidade e rapidez no atendimento ao cidadão contribuinte, investindo na modernização dos seus serviços.

Importante ressaltar que não houve alteração em relação às demais instituições bancárias, portanto, todas continuarão recebendo, normalmente, pagamentos nos caixas convencionais.

Prefeitura de Fortaleza

Banco do Brasil tem nova abordagem nas redes sociais

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O Banco do Brasil passa a ter uma nova abordagem de comunicação em suas redes sociais proprietárias. A empresa informa que passa a usar “uma linguagem mais informal, próxima dos usuários da rede”, além de ter adotado mudanças nas identidades visual, textual, audiovisual e até de tom de voz – os posts passarão a ser escritos em primeira pessoa, na maioria das vezes.

O banco identificou, por meio de pesquisas, a necessidade de se reposicionar nos ambientes digitais. A Isobar produziu o “Guia de Expressão em Redes Sociais” e o filme “O Cara Comum” (assista abaixo) que apresenta a nova “persona” do BB. A ideia é mudar a percepção da marca junto ao público, para que as pessoas vejam a instituição financeira de forma “mais jovial e dinâmica”.

“O reposicionamento do Banco do Brasil nas redes sociais é resultado de um trabalho de inteligência, estratégia e pesquisa de mercado, que deu origem ao ‘Guia de Expressão em Redes Sociais’, uma espécie de ‘carta magna’ do relacionamento que o Banco passa a ter com o seu público no ambiente digital”, afirma Mateus Braga, diretor executivo de criação da Isobar.

O BB utilizou, para definir a persona, um sistema estruturado para compreender os significados dos arquetípicos atribuídos às marcas, das norte-americanas Margaret Mark e Carol Pearson. O sistema foi baseado em estudo dos 12 arquétipos das motivações humanas, do psicólogo Carl Jung. Segundo elas, as empresas devem possuir um arquétipo que se relacione com seus clientes, que “fale a mesma língua” que eles.

Portal Clube da Criação

Ex-diretor do BB vai responder criminalmente pela produção de documentos falsos em nome do irmão morto

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A Corte de Apelação de Bolonha, na Itália, acolheu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) de extensão da extradição do ex-diretor de Marketing do BB (Banco do Brasil) Henrique Pizzolato para que ele responda criminalmente pela produção de documentos públicos falsificados. A autorização do governo italiano é necessária para a tramitação da ação penal contra ele no Brasil.

Pizzolato foi extraditado pela Itália em outubro de 2015 para cumprir a pena de prisão a que foi condenado na Ação Penal 470, o mensalão, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Estratégica da Procuradoria.

O Ministério Público Federal acusa Pizzolato de ter cometido por sete vezes o crime de falsidade ideológica e utilizado esses documentos por 12 vezes, nos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio.

De acordo com a acusação, com os documentos falsos, Pizzolato obteve o passaporte italiano que permitiu sua saída do Brasil e entrada no país europeu. A extensão de extradição abrange parte dessa acusação.

A Procuradoria em Santa Catarina aponta que Pizzolato usou o extrato do CPF e a certidão de nascimento de seu irmão falecido, Celso Pizzolato, para obter, junto ao Instituto de Identificação Civil do Estado, uma identidade civil com suas próprias digitais e foto.

Com esses documentos, o condenado do mensalão solicitou a emissão de título eleitoral em nome do irmão no Rio, último documento falso que necessitava para obter um novo passaporte.

Em junho deste ano, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, o ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu progressão para o regime semiaberto ao ex-diretor de Marketing do BB.

A decisão na Execução Penal 10 também autorizou o parcelamento da multa solicitado pela defesa, “desde que se comprove mensalmente o recolhimento das parcelas do ajuste, sob pena de regressão”.

Se a decisão da Corte de Apelação de Bolonha tornar-se definitiva, a ação do Ministério Público Federal de Santa Catarina, que aguardava a autorização do governo italiano, pode voltar a tramitar na 1.ª Vara Federal de Lages. O secretário de Cooperação Internacional da PGR, Vladimir Aras, explica que “cada pedido extradicional autoriza que o réu seja processado apenas pelos fatos descritos no pedido inicial”.

Na decisão, o tribunal italiano destaca que a extensão de extradição está sujeita às garantias em matéria de tratamento do detento já dadas por ocasião da extradição em 2015 e que representam condição essencial para a extensão.

O pedido tramitou pelo DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) e pelo Ministério de Relações Exteriores.

Portal R7 Notícias

Concentração de bancos traz prejuízos ao consumidor, afirma economista do Idec

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O anúncio do plano de demissão voluntária feito pelo Bradesco, assim como o de outros bancos, não tem um impacto direto muito significativo para o consumidor por tratar-se de uma ação isolada. A previsão é da economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, que acredita que o processo de concentração de bancos é que traz, sim, mais prejuízo ao consumidor.

Ione lembra que a compra do HSBC pelo banco, no ano passado, trouxe uma superposição de postos de trabalho, o que acaba resultando em demissões por haver uma duplicidade de funções:

— Consolidado esse processo, o plano de demissões voluntárias reflete essa realidade. Do ponto de vista do trabalhador, é ruim, claro. Já do ponto de vista do consumidor, mais do que esse encolhimento do quadro de funcionários, o processo de concentração bancária é que traz um prejuízo maior e gera a insatisfação do cliente.

A economista ressalta que, com a saída de outros bancos do mercado, o nível de concorrência diminui, há menos bancos atuando, e isso faz com que o consumidor tenha menos flexibilidade de escolha, e os serviços acabam sendo mais impositivos, já que não tem concorrentes, o que é desvantajoso para o consumidor.

— Não há um ambiente que estimule uma melhor qualidade de atendimento, uma oferta de serviços tecnológicos com maior rapidez, por exemplo. De um modo mais amplo, é o que mais afeta o consumidor.

Nos últimos dois anos, o Banco do Brasil promoveu dois planos de demissão voluntária. Em 2015, cinco mil funcionários participaram de um programa de incentivos para quem estivesse disposto a antecipar a aposentadoria. Em 2016, houve o fechamento de 8.569 postos de trabalho, diante da adesão de 9.409 trabalhadores ao programa de reorganização institucional anunciado em novembro.

A economista do Idec reforça, independente das novas estruturas adotadas pelas instituições bancárias, que já há uma relação de conflitos expressiva entre bancos e consumidores, muito mais por essa concentração de mercado, do que pela redução de funcionários, e que há muito ainda a melhorar para as instituições bancárias melhorem o atendimento e a oferta de serviços.

Portal O Globo

JBS renegociou dívida de R$ 17 bi com bancos, diz jornal

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Com alto endividamento e um pesado acordo de leniência de 10,3 bilhões de reais para pagar, a JBS negociou suas dívidas com bancos. A renegociação envolveu cerca de 17 bilhões de reais, segundo a Coluna Broad, do jornal O Estado de S.Paulo.

Entre os credores, estão o Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC e Citi, diz a coluna.

As instituições financeiras aceitaram adiar o pagamento em 24 meses. Como condição, exigiram que 80% de tudo o que o grupo J&F, holding que controla a JBS, levantar com a venda de ativos seja usado para pagar as dívidas.

Já o Itaú Unibanco decidiu ficar de fora da negociação coletiva e fez um acerto individual, diz o jornal. A cada dois terços que for quitado da dívida, o banco pode renovar o outro terço.

A JBS e a holding J&F colocaram diversos ativos à venda. A JBS espera levantar até 6 bilhões de reais, além do 1 bilhão de reais que já obteve com a venda das operações do grupo na Argentina, Paraguai e Uruguai para a Minerva.

A proposta inclui a venda da fatia de 19,2% na Vigor Alimentos e também da participação acionária na Moy Park, bem como a venda de ativos da Five Rivers Cattle Feeding e fazendas.

A holding J&F, dona da JBS, também busca interessados para a Eldorado Celulose e o restante da participação na Vigor. Ela já fechou a venda da Alpargatas, dona da Havaianas, para fundo Cambuhy, Itaúsa e Warrant Administração de Bens e Empresas por 3,5 bilhões de reais.

Portal Exame.com

Bradesco lança plano de demissão voluntária

Publicado em: 14/07/2017

O Bradesco informou nesta quinta-feira (13), por meio de comunicado ao mercado, a abertura de um plano especial de demissão voluntária.

A instituição não comenta se há alguma meta nem o número de funcionários elegíveis, afirmando apenas que o plano “não afetará o elevado padrão de qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e usuários, em todas as localidades em que atua”.

No final de 2015, após o anúncio da compra do HSBC, o Bradesco se reuniu com sindicatos e prometeu que não haveria demissões em massa. No início deste ano, uma decisão da Justiça trabalhista do Paraná também proibiu a dispensa coletiva de funcionários.

No mês passado, o Valor mostrou que o Bradesco fechou 192 agências no primeiro trimestre deste ano e o vice-presidente responsável pela rede de atendimento, Josué Pancini, disse que a tendência era esse movimento continuar.

O banco tinha 5.122 agências ao fim de março, incluindo as oriundas da aquisição do HSBC, nas quais só vai começar a mexer na segunda metade do ano.

Fonte: G1

BB É INTIMADO A REGULARIZAR DIFERENÇAS

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O escritório de advocacia parceiro da AGEBB entrou com pedido de cumprimento da decisão de tutela de urgência deferida pelo juiz da 19ª Vara do Trabalho de Brasília, para que tomasse as medidas cabíveis a fim de fazer que a sua decisão fosse cumprida. No mesmo pedido foi incluída a solicitação de intimação do BB pelo Ministério Público para apurar crime de desobediência a decisão judicial.

Em 13 de julho, o BB foi intimado por mandado para esclarecer em até cinco dias o porquê do não cumprimento das determinações impostas na decisão de tutela de urgência, ou seja, do pagamento das diferenças salariais pela média dos últimos 10 anos. Depois do prazo, o processo retorna ao juiz, que analisará o caso e vai definir as medidas para que seus cumpra a sua decisão.

Ação coletiva da AGEBB –  A 19ª Vara do Trabalho de Brasília concedeu uma Tutela de Urgência, a partir da ação coletiva ajuizada no mês de maio pela Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB). Nela, foi determinado que o BB teria o prazo de 15 dias para cumprir a tutela, a partir da intimação por mandado, no dia 19 de junho. Com isso, o BB teria até o dia 3 de julho para incorporar a gratificação de função pela média mensal dos últimos 10 anos, nos termos do Verbete Nº 12/2004 do TRT da 10ª Região.

A primeira audiência do julgamento da ação coletiva foi agendada para o dia 20 de outubro, oportunidade na qual o banco deverá apresentar sua defesa.

AGEBB entra com nova ação coletiva em favor dos descomissionados

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A AGEBB decidiu ingressar com outra ação coletiva em favor dos gerentes do Banco do Brasil (BB) que foram descomissionados em razão da reestruturação da empresa e não conseguiram realocação durante o período de recebimento do VCP. O prazo de recebimento da verba terminou e a maioria dos gerentes não foi realocada, portanto, sofreu uma enorme redução salarial, de forma abrupta e atualmente encontram-se sem perspectivas de mudança.

Essa iniciativa será ajuizada pela AGEBB nos mesmos termos da que está tramitando na 19ª Vara do Trabalho de Brasília. O pedido principal dela é a manutenção da gratificação de função, de acordo com os termos da Súmula 372, do Tribunal Superior do Trabalho. Nela, foi incluído também o pedido de declaração de nulidade da redução salarial em tutela de urgência.

A nova ação coletiva será ajuizada em nome da AGEBB, no dia 1º de agosto, e beneficia apenas os gerentes que são associados à entidade, recebem comissão de função há 10 anos ou mais, deixaram de receber o VCP e tiveram redução salarial. A lista dos beneficiados será juntada no momento do ajuizamento da ação, com autorização expressa de cada profissional e os demais documentos exigidos pela Justiça (relação, abaixo), os quais devem ser enviados até o dia 31 de julho para o e-mail agebb@agebb.com.br. É fundamental confirmar o recebimento da documentação junto à Secretaria da AGEBB.

Os gerentes descomissionados com menos de 10 anos em cargo comissionado ou com outras particularidades podem buscar orientação junto ao escritório de advocacia parceiro da AGEBB.

O QUE É NECESSÁRIO PARA PARTICIPAR DA NOVA AÇÃO COLETIVA DA AGEBB
– Ser gerente do BB, associado à AGEBB, ter recebido comissão de função há 10 anos ou mais, ter cessado o crédito da VCP e ter tido redução salarial.
– Documentos exigidos pela Justiça:
1. Autorização assinada (clique aqui para fazer o download dela), sem a necessidade de firma reconhecida;
2. SISBB em que conste as comissões recebidas nos últimos 10 anos;
3. Os gerentes que trabalharam na Nossa Caixa devem enviar também uma cópia da carteira de trabalho (CTPS), onde constem as anotações dos cargos comissionados, ou dos holerites dos últimos 10 anos.
– A documentação (sem a necessidade de firma reconhecida ou autenticação e digitalizada) deve ser enviada para a Secretaria da AGEBB, por meio do e-mail agebb@agebb.com.br

Vendas de consórcio do BB quase dobram e batem recorde no 1º semestre

Publicado em: 13/07/2017
As vendas de consórcio no Banco do Brasil bateram recorde no primeiro semestre, de acordo com dados antecipados ao Valor. O volume de cotas vendidas nos diversos segmentos de consórcio foi quase o dobro do verificado em igual período do ano passado, totalizando R$ 4,1 bilhões. De janeiro a junho de 2016, o volume vendido gerou R$ 2,1 bilhões para a BB Consórcios, a subsidiária do BB responsável pelos produtos.
As vendas de consórcios são uma das apostas do BB para o incremento em suas receitas de tarifas. De janeiro a maio, dado mais recente disponível, esse tipo de produto gerou R$ 271,4 milhões em tarifas para o BB, com alta de 39,5% sobre igual período do ano passado, mesmo ritmo verificado no primeiro trimestre, último dado de balanço. A expectativa para o ano é de R$ 640 milhões com tarifas de consórcio.
Na avaliação de Alexandre Santos, diretor-presidente da BB Consórcios, a trajetória de queda dos juros básicos não ameaça a trajetória desse segmento. Para ele, que também é presidente regional (Norte e Centro-Oeste) da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), mesmo com o custo do crédito tendendo a ser barateado com a redução da taxa básica, o consórcio ainda é um produto financeiro mais barato e compensador para quem pretende se alavancar para adquirir um bem. “O produto não deixa de ser atrativo”, afirmou.
O executivo da instituição destaca que, em meio à crise, o consórcio é um importante elemento de educação financeira, pois permite ao cliente planejar como uma poupança e ainda antecipar a aquisição de um determinado produto. Alexandre comenta que, em quatro anos, a BB consórcios triplicou seu resultado e hoje já gera um retorno sobre o patrimônio da ordem de 50%.
Além de ser um produto mais barato que o crédito, o diretor comercial da instituição, Paulo Ivan Rabelo, destaca o aspecto de fidelização do cliente que proporciona. Ele ressalta ainda que os consórcios vendidos no banco hoje têm maior flexibilidade, porque o consumidor pode alterar o destino final de uso em diversas modalidades.
Para continuar crescendo a um ritmo forte, os executivos da BB consórcios apostam nas operações em canais como o telefone celular e também em parceria no atacado e empresas, como locadoras de veículos que precisam trocar suas frotas, cujos volumes envolvidos são maiores.
Eles demonstram empolgação com a trajetória das vendas pelo canal móvel, que no primeiro semestre somaram R$ 43,4 milhões, volume ainda pequeno dado o total, mas que consideram com forte potencial de expansão neste ano.

Justiça italiana pede informações ao Brasil sobre Pizzolato

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A Corte de Cassação da Itália exigiu novas informações do governo brasileiro sobre as garantias do sistema penitenciário nacional para que Henrique Pizzolato, ex-presidente do Banco do Brasil que fugiu em 2013, após ser condenado no Mensalão, possa responder por mais um processo no país.
Pizzolato foi encontrado em Maranello em fevereiro de 2014 e extraditado ao Brasil em outubro de 2015. Atualmente, ele está detido no centro de Papuda, em Brasília.
A solicitação da Corte de Cassação ao governo brasileiro se refere à uma extensão do pedido extradição protocolado pelo Brasil, a qual permite que Pizzolato responde a uma outra ação no país, desta vez por falsificação ideológica de documentos.
Cabe à Justiça da Itália autorizar o procedimento, já que Pizzolato foi extraditado em outubro de 2015 apenas para cumprir uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O pedido brasileiro, da Procuradoria-Geral da República, foi apresentado e março e tinha sido aceito pela Corte de Apelação de Bolonha no fim do mês passado.
Mas o advogado de Pizzolato, Alessandro Sivelli, entrou com um recurso na Corte de Cassação para impedir que o brasileiro responda a outro processo no país.
“Foi provado que o governo brasileiro não respeitou os compromissos que assumiu”, acusou o advogado. “Pizzolato acabou sendo transferido por uns dias para uma cela de poucos metros quadrados, com 11 detendos, um único banheiro e não pode se comunicar com sua esposa e seus representantes legais”, afirmou.
“Além disso, apesar de ter obtido o direito ao regime semiaberto, ainda não goza de tal benefício”, apontou o advogado. A audiência na Corte de Cassação estava agendada para ontem (12), mas o tribunal decidiu pedir mais informações ao governo brasileiro antes de dar a sentença final. A última palavra caberá ao ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando.
Pizzolao fugiu do Brasil em novembro de 2013 com documentos falsos emitidos em nome do seu irmão, que já morreu. O ex-diretor do BB alegou que fugira para “salvar sua vida” e criticou que não recebera garantias por sua segurança. (ANSA)

Banco é multado após descarte de lixo na Avenida Fernandes Lima

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Após denúncia de descarte de lixo irregular em trecho da Avenida Fernandes Lima, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, a Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) multou, na manhã desta segunda-feira (10), o Banco do Brasil. É que o resto de material de construção utilizado durante reforma realizada numa das agências da instituição financeira.
Segundo o superintendente da Slum, Davi Maia, a agência bancária terá de pagar uma multa no valor de R$ 5 mil, tendo, ainda, que contratar uma empresa licenciada para o recolhimento do material.
Ainda de acordo com o superintendente, Maceió dispõe de ecopontos que são destinados ao recebimento deste tipo de lixo, apesar de, segundo Maia, o banco não ter recorrido a nenhum destes ecopontos para evitar o acúmulo do lixo no passeio público.
E o superintendente reforçou à reportagem da Gazetaweb que a Slum realizará, durante toda a semana, operações para combater este tipo descarte irregular.
Já a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet) também cobrará uma multa, de valor não divulgado, pelo fato de o banco não ter autorização do órgão para realizar a obra em questão.
O Banco do Brasil, por sua vez, ainda não se manifestou a respeito.
Fonte: Gazetaweb

BB terá de pagar R$ 3 mil a cliente que teve cartão bloqueado

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O Tribunal de Justiça do DF condenou o Banco do Brasil a pagar indenização de R$ 3 mil a um cliente por danos morais, além de outros R$ 327,02 por danos materiais. O BB afirmou que “ainda avalia a interposição de recurso contra a decisão”.
Segundo decisão do 1º Juizado Especial Cível de Brasília, o consumidor que entrou com a ação passou por “sério constrangimento” ao ter uma compra negada. Na ocasião, ele foi informado pelo banco que seu cartão havia sido cancelado, mesmo estando em dia com os pagamentos.
O cliente alega no processo que o banco cancelou o cartão sem aviso prévio por conta de outra disputa contra o BB, que também é analisada pela Justiça. Como o BB não anexou ao processo documentos que comprovassem o cancelamento ou a continuidade do uso do cartão, o Tribunal considerou verídica a versão do consumidor.
“Assim, imperioso considerar-se verídica a versão narrada na petição inicial, no sentido de que o requerente teve seu cartão cancelado sem motivo justo e sem prévia comunicação, em manifesto abuso do fornecedor de serviços, uma vez inexistente mora ou inadimplemento do consumidor”, diz a decisão.
A respeito dos danos materiais, a juíza do caso também decidiu pela restituição da anuidade do cartão, proporcional ao período de uso pelo consumidor, o que resultou nos R$ 327,02.

Linha de crédito do BB amplia capacidade de investimento dos municípios brasileiros

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O Banco do Brasil disponibiliza, a partir desta quarta-feira, 12, o Programa Eficiência Municipal, uma nova solução de crédito para o setor público. A linha permite o financiamento de projetos para cinco áreas essenciais da administração pública: saúde, educação, eficiência energética, modernização da gestão e infraestrutura viária. A iniciativa permite a contratação de até R$ 2 bilhões de crédito com os municípios e foi viabilizada pela Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 4.563, de 31 de março de 2017.
O valor máximo de contratação por operação é de R$ 5 milhões, sujeito à margem disponível no limite de crédito do município, podendo o Banco financiar até 100% do investimento a ser realizado pelo ente público. Para municípios com população acima de 200 mil habitantes será admitida a contratação de operações de crédito com valor superior a R$ 5 milhões. O prazo de contratação varia de 60 a 96 meses, com seis meses de carência e taxas postecipadas que variam de 1,2% a 1,4% ao mês.
O financiamento está disponível em duas modalidades: aquisição de bens e serviços e projetos de investimentos. Integram a primeira categoria a compra de veículos, máquinas, equipamentos e  softwares, como os utilizados para montagem de laboratórios de informática (computador interativo, lousa digital e hardwares) e aqueles necessários aos serviços de saúde e educação (ambulância, motolância, barcos para UBS fluvial, ônibus e embarcações escolares), dentre outros. Já a segunda envolve projetos que contemplam obras civis, como por exemplo as ações voltadas à melhoria de vias públicas.
Atuação do BB
A novidade visa consolidar o trabalho que o BB desenvolve com o cliente setor público. Dentre as ações em andamento estão as visitas qualificadas aos novos gestores municipais, o que vêm ocorrendo desde o começo do ano. Nessas abordagens, os funcionários do Banco apresentam as soluções para as diferentes necessidades dos municípios, em apoio ao desenvolvimento social e econômico do País.

Para competir com Nubank, bancos relançam contas digitais

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Já imaginou um banco que fala “2017, né, mores”? É o que diz o site da nova conta 100% digital de um tradicional banco brasileiro.
Sem querer ficar para trás, grandes instituições financeiras suspenderam as contas digitais gratuitas para relançar serviços pagos, mais moderninhos, e competir com fintechs como Nubank, Banco Inter e Banco Original.
Em junho, o Bradesco lançou a Next, plataforma digital paga que substituiu a Digiconta, gratuita. Um movimento parecido aconteceu no Banco do Brasil. A instituição suspendeu a BB Conta Digital, sem custos, e lançou a Conta Fácil, com uma modalidade paga, em novembro de 2016.
O Santander apostou na conta pré-paga Superdigital, um relançamento da antiga ContaSuper, em maio.
As novas contas permitem fazer todas as transações no aplicativo, sem agência bancária, e prometem tornar o jeito de lidar com o dinheiro menos complexo e mais transparente, como outras fintechs.
“É fácil encontrar alguém que esteja insatisfeito com seu banco no Brasil. Enquanto as fintechs ganham popularidade, os grandes bancos experimentam usar a mesma receita para sobreviver no longo prazo”, diz o consultor financeiro André Massaro.
Vale a pena contratar?
Com a competição mais acirrada com as fintechs, as ferramentas e a comunicação dos bancos tradicionais tendem a melhorar, na avaliação de Massaro.
Os bancos Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander já permitem a abertura de qualquer conta corrente pelo celular, sem precisar ir até uma agência física. As grandes instituições também simplificaram seus aplicativos e incluíram ferramentas de controle do orçamento, como outros apps de finanças pessoais.
No entanto, há menos opções nos grandes bancos para quem busca serviços gratuitos. Assim, cresce a necessidade de o consumidor pesquisar custos e serviços. “Conta digital não é mais sinônimo de conta gratuita”, lembra o consultor financeiro.
Além disso, mesmo nas contas correntes tradicionais, é possível realizar muitas transações por aplicativos. Na prática, todas as contas se tornam digitais. “Essa separação entre conta digital e contra presencial não faz mais sentido”, diz a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim.
A economista recomenda que o consumidor analise detalhadamente os serviços oferecidos e evite pagar pelo que não utiliza. Vale lembrar que todos os bancos oferecem uma conta de serviços essenciais, gratuita, regulamentada pelo Banco Central.
Compare as novas contas
EXAME.com levantou informações sobre custos, cartões, apps e programas de benefícios das novas contas digitais dos grandes bancos, para o leitor avaliar se vale a pena contratar.
O banco Itaú suspendeu a sua conta digital gratuita, a iConta, e não lançou nenhuma nova conta digital até o momento. Somente os clientes “Personnalité” e “Uniclass” têm direito ao atendimento 100% remoto.
A Caixa é o único dos grandes bancos que não tem conta 100% digital.
A seguir, confira uma comparação de custos e serviços das novas contas:
Next, do Bradesco
1 – Quem pode ter a conta?
Qualquer um com mais de 18 anos, que peça um convite e grave um vídeo para abrir a conta. O atendimento é feito somente por chat, redes sociais, e-mail ou telefone.
2 – Quanto custa?
A conta mais básica custa 19,95 reais por mês. Dá direito a um cartão internacional de débito e crédito e a saques e transferências para outros bancos ilimitados.
A conta intermediária custa 29,95 por mês. Dá direito, ainda, ao programa de milhas, que acumula um ponto a cada dólar gasto.
A conta mais completa custa 39,95 reais por mês e permite acumular 1,5 ponto a cada um dólar gasto.
Os valores já incluem a anuidade do cartão e é possível reduzi-lo conforme o gasto. Dá para experimentar a conta de graça por cinco meses, até um limite de serviços.
3 – Como é o cartão?
O cartão é internacional, de débito e crédito, da bandeira Visa. Os saques podem ser feitos em caixas da rede Banco24Horas e da rede de autoatendimento do Bradesco.
4 – O que dá para fazer no app?
Organizar vaquinhas e divisão de contas em grupo.
Inserir um limite de gastos no mês.
Ordenar os gastos e ganhos por categorias.
Criar objetivos e agendar investimento automático mensal.
Fazer aplicações somente em fundo de investimento e poupança.
Pegar empréstimo.
Pagar contas e fazer transferências.
5 – Tem programa de benefícios?
Clientes da Next participam do programa de fidelidade Livelo e do programa de descontos Mimo.
Conta Fácil, do Banco do Brasil
1 – Quem pode ter a conta?
Qualquer um com mais de 18 anos. O atendimento é feito por telefone e na agência, se o cliente preferir.
2 – Quanto custa?
A conta custa 9,90 reais por mês. Dá direito a um cartão de débito, quatro saques mensais e transferências ilimitadas entre contas BB, mas há limites de saldo de 5 mil reais por mês e de pagamento de 800 reais por dia.
O banco cobra 2,15 reais por saque em terminais de autoatendimento e 18,70 reais por transferências via DOC ou TED para agências de outros bancos.
A tarifa mensal pode ser convertida em bônus para recarga de celular pré-pago. Sem movimentação na conta ou sem conversão em bônus para celular, a conta é gratuita.
3 – Como é o cartão?
O cartão é de débito, da bandeira Elo. Os saques podem ser feitos em caixas da redes de autoatendimento Banco24Horas, Banco do Brasil e Banco Postal.
4 – O que dá para fazer no app?
Colocar recarga no celular
Ordenar os gastos e ganhos por categorias.
Contratar somente consórcio, seguros e título de capitalização (o app não permite contratar crédito e investimentos)
Pagar contas e fazer transferências.
5 – Tem programa de benefícios?
Clientes da Conta Fácil podem converter a tarifa da conta em bônus de recarga para celular.
Superdigital, do Santander
1 – Quem pode ter a conta?
Qualquer um com mais de 18 anos. O atendimento é feito somente por chat ou telefone.
2 – Quanto custa?
A conta individual custa 7,90 reais por mês. Dá direito a um cartão físico pré-pago e a cinco cartões virtuais, que podem ser compartilhados .
A conta família custa 11,90 reais por mês. Dá direito a três cartões físicos pré-pagos e a dez cartões virtuais.
Cada saque ou transferência para outros bancos é cobrado à parte e custa 5,90 reais.
De graça, dá para experimentar a conta até um limite de R$ 200 em transações por mês.
3 – Como é o cartão?
Tanto o cartão físico quanto o virtual são internacionais, pré-pagos, com bandeira Mastercard. Os saques só podem ser feitos em caixas da rede Banco24Horas.
4 – O que dá para fazer no app?
Organizar vaquinhas e divisão de contas contas em grupo.
Enviar e pedir dinheiro por chat.
Fazer câmbio em nove moedas.
Colocar recarga no celular.
Recarregar o Bilhete Único em São Paulo.
Ordenar os gastos e ganhos por categorias e tags.
Pagar contas e fazer transferências.
Não dá para pegar empréstimos nem fazer investimentos.
5 – Tem programa de benefícios?
Clientes da Superdigital participam do programa de descontos Santander Esfera e do programa de pontos Mastercard Surpreenda.

Acordo de compensação por perdas na poupança com planos econômicos deve sair até agosto

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Associações que representam consumidores e bancos públicos e privados devem fechar, até agosto, um acordo para a compensação das perdas nas cadernetas de poupança com os planos econômicos dos anos 1980 e 1990. O tema é alvo de milhares de ações na Justiça em todo o país, e os valores a serem pagos podem somar até R$ 11 bilhões.

O entendimento, que está sendo mediado pela Advocacia-Geral da União (AGU), valerá somente para ações coletivas, mas pode servir de parâmetro para outros processos. Participam das negociações a Febraban (que representa os bancos), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Federação Brasileira dos Poupadores (Febrapo), que receberam autorização de outras associações para representá-las. A informação foi antecipada ontem pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

CAIXA E BB CONCENTRAM CONTAS
A intenção é levar ao Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto, o acordo assinado, para ser homologado pelos ministros da Corte. No STF, tramitam quatro recursos extraordinários com repercussão geral e uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Ou seja, a decisão que o Supremo tomar valerá para todas as ações ajuizadas pelo país que tratam da correção na poupança.
O foco das negociações, agora, é definir o valor que será pago pelos bancos aos poupadores. Deve haver um desconto sobre juros acumulados no período, aos quais os poupadores teriam direito caso tivessem acesso aos recursos integralmente. Além disso, está em discussão a forma de parcelar o pagamento desses recursos.
Todas as ações que serão beneficiadas pelo acordo e os cortes temporais para a recomposição financeira já foram fechados. Com isso, os valores da negociação vão de R$ 8 bilhões a R$ 11 bilhões. A maior parte das poupanças cobertas pelo acordo estava na Caixa Econômica e no Banco do Brasil.
Uma solução negociada para o tema é defendida, também, pela área econômica do governo federal. Por isso, o Banco Central participa das negociações. Afinal, o acordo, com descontos nos pagamentos por parte das instituições financeiras, deve proporcionar um alívio ao balanço dos bancos, que poderão colocar mais dinheiro na praça e demonstrar segurança jurídica para investidores. Com o acordo, o estoque de processos sobre o tema deve diminuir.
A discussão sobre a correção das poupanças voltou a ganhar destaque após a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, confirmar que participará do julgamento. Inicialmente, ela havia declarado sua suspeição, porque seu pai era interessado no desfecho da causa. Além dela, declararam-se suspeitos os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.
Sem quatro ministros aptos a julgar os processos, o tribunal não alcançava o quórum mínimo. As ações, que são relatadas pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, contestam o direito a diferenças de correção monetária de depósitos em caderneta de poupança em razão de alegados expurgos inflacionários decorrentes dos planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.
IDEC: DIREITO DE TODOS OS POUPADORES
O Idec divulgou comunicado, ontem, defendendo que todos os poupadores têm direito à correção das perdas durante os planos econômicos dos anos 1980 e 1990. No texto, o instituto alega que a Febraban quer aplicar um grande calote ao insistir que somente poupadores filiados às associações que ajuizaram ações civis públicas contra os bancos devem ser contemplados.
“Se a Febraban tentar, novamente, limitar pagamentos apenas a afiliados (como está a ocorrer no Superior Tribunal de Justiça, no recurso especial 1.438.263/SP, de relatoria do ministro Raul Araújo), o Idec se manterá em intensa luta pelos consumidores”, diz a nota do instituto.
ENTENDA AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS DOS PLANOS
PLANO BRESSER: Em junho de 1987, o plano previu a substituição das Obrigações do Tesouro Nacional (OTN), de 26,06%, pela Letra do Banco Central (LBC), de 18,02%. Válida para cadernetas com aniversário de 1º a 15 de junho de 1987
PLANO VERÃO: Determinou, em janeiro de 1989, a substituição do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) pelas Letras Financeiras do Tesouro (LFT), com perda de 20,36%. Válida para cadernetas com aniversário de 1º a 15 de fevereiro de 1989
PLANO COLLOR I: Em março de 1990, o plano previu a conversão do cruzado novo (NCz$) para cruzeiro (Cr$) e determinou o bloqueio das poupanças com valores superiores a NCz$ 50 mil
PLANO COLLOR II: Em janeiro de 1991, o plano substituiu o Bônus do Tesouro Nacional Fiscal (BTNF) pela Taxa Referencial Diária (TRD), com redução de 14,11%
Fonte: O Globo

Banco do Brasil anuncia R$ 103 bilhões para a safra 2017 e 2018

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O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira (11) R$ 103 bilhões para o Plano Safra 2017/2018. Desse total, R$ 11,5 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia do agronegócio e R$ 91,5 bilhões serão emprestados a produtores e cooperativas.
Segundo informou o Banco do Brasil, o montante que financiará a produção agrícola terá uma redução de 1 ponto percentual nas taxas de juros das linhas de custeio, investimentos e comercialização da agricultura empresarial.
O Banco do Brasil também destinará parte dos recursos para o financiamento da agricultura familiar: R$ 14,6 bilhões serão destinados ao programa com taxa de juros que variam de 2,5% a 5,5% ao ano.
O anúncio foi feito em uma cerimônia com a presença do presidente Michel Temer e dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Agricultura, Blairo Maggi.
Durante o evento, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou que o valor que o banco destinou para a próxima safra é 30% maior do que o da safra 2016/2017, quando o Banco do Brasil liberou R$ 72 bilhões para o financiamento da produção agrícola.
Segundo informou o Banco do Brasil, o recurso que financiará a produção agrícola terá uma redução de 1 ponto percentual nas taxas de juros das linhas de custeio, investimentos e comercialização da agricultura empresarial.
O Banco do Brasil também destinará parte dos recursos para o financiamento da agricultura familiar. R$ 14,6 bilhões serão destinados ao programa com taxa de juros que variam de 2,5% a 5,5% ao ano.
A linha de financiamento do Banco do Brasil já está disponível para os agricultores desde o dia 3 de julho, início da safra 2017/2018.
Durante seu discurso, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ampliou a previsão da safra de 2017/2018 de 230 milhões de toneladas para 237 milhões de toneladas.
Maggi usou seu discurso para elogiar o governo de Michel Temer. “Quero agradecer o presidente Michel Temer pela liberdade que ele tem dado a mim e ao Ministério da Agricultura para fazer a agricultura andar”, disse. E ao final do discurso, Maggi pediu palmas para o presidente Michel Temer.
Fonte: Portal G1

BB já testa crédito imobiliário via mobile

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Desde o mês passado, o Banco do Brasil já testa, como projeto piloto, seu aplicativo para originar operações de crédito imobiliário. Nesta primeira fase, é possível simular crédito, que direciona o cliente de forma assertiva para a opção de financiamento imobiliário mais adequada às suas necessidades e permite solicitar o contato para apresentação de proposta.
A expectativa é de que até o final de 2017, já seja possível realizar todo o procedimento de acolhimento de propostas e envio de documentação de crédito imobiliário pelo app do BB.
Atualmente, a maior parte – 60% – das liberações dos contratos para esta finalidade já ocorrem em até 20 dias. A média é de apenas 33 dias.
Hoje, linhas do BB para crédito imobiliário já contam com taxas de juros a partir de 9%+TR, no Pró-Cotista, e 9,99% + TR no SFH. O Banco monitora constantemente os movimentos do mercado, para que suas taxas estejam sempre entre as mais competitivas do mercado.

Fundo soberano brasileiro vende R$ 375 mi em ações do BB

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O fundo soberano brasileiro vendeu 12,7 milhões de ações do Banco do Brasil nos meses de maio e junho, à medida que o governo busca recursos adicionais para cumprir as metas fiscais.
De acordo com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o chamado Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização, cujo único acionista é o Fundo Soberano do Brasil, vendeu no bimestre o equivalente a 375 milhões de reais em ações do BB, passando a deter o equivalente a 2,7 bilhões de reais em ações.
O governo brasileiro anunciou em maio que venderia as ações que detém no BB nos próximos 24 meses para reforçar o caixa do Tesouro.
As ações ordinárias no Banco do Brasil acumulam queda de 3 por cento até agora neste ano, ante uma alta de 4,5 por cento do Ibovespa no período.
Às 11:00, as ações do BB subiam cerca de 0,7 por cento, a 27,10 reais, enquanto o Ibovespa oscilava ao redor da estabilidade.

Banco do Brasil desrespeita as próprias regras para promoção

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O Banco do Brasil decidiu jogar no lixo as próprias diretrizes e adotar critérios desconhecidos para a promoção de funcionários. O fato, gravíssimo, está acontecendo na seleção de gerentes de relacionamento para escritórios Estilo Digital e Exclusivo Digital. Ao invés de utilizar as informações do sistema de Talentos e Oportunidades (TAO), sistema eletrônico do BB que contém as informações de todos os funcionários e que, de acordo com a qualificação e o cargo a ser preenchido, estabelece a pontuação de cada inscrito, criou um novo sistema, que chamou de “banco de talentos”, cujos critérios de escolha ninguém sabe quais são.

Rita Mota, diretora do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários, criticou a mudança. “O BB tem que manter o compromisso com a transparência nos processos seletivos para que os funcionários possam saber que critérios estão sendo usados para a escolha. Da forma como está sendo feito, a decisão vai ser completamente subjetiva. Assim, o BB está abrindo brechas para questionamentos, em função da seleção de alguns funcionários em detrimento de outros”, alertou.

Rita adiantou que a Comissão de Empresa dos Funcionários irá questionar a Diretoria de Gestão de Pessoas (Dipes) sobre o problema. Lembrou que o TAO existe há mais de 20 anos e suas normas de funcionamento, sempre aperfeiçoadas, estabelecem regra para a escolha. Entre elas, a pontuação e a indicação dos primeiros colocados para os cargos. Acrescentou que foi criada uma mesa temática específica para os processos de recrutamento e seleção para ascensão profissional. “O banco está sendo contraditório com suas próprias diretrizes e com aquilo que vem negociando na mesa temática com o movimento sindical”, afirmou a dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

BB RECORRE MAS JUSTIÇA MANTÉM A DECISÃO PELA  MANUTENÇÃO DO PAGAMENTO DE GRATIFICAÇÕES

Publicado em: 07/07/2017

Os gerentes descomissionados que fizeram parte da ação coletiva ajuizada pela AGEBB aguardaram até 3 de julho, o último dia do prazo determinado pela Justiça na tutela de urgência concedida à associação, para receber as gratificações de função atrasadas. As verbas ainda não foram pagas, pois o BB entrou com um mandado de segurança com pedido de liminar, alegando que houve abuso de direito, o qual foi indeferido pela Justiça. O juiz de primeira instância tem 10 dias para se manifestar sobre o mandado da empresa. O prazo para a manifestação vence em 17 de julho, mas o banco tem ainda a alternativa de entrar com agravo contra a tutela de urgência que beneficia centenas de gerentes associados à AGEBB.

Apesar de ainda não intimados, os advogados da AGEBB entraram com pedido de cumprimento da decisão de tutela de urgência, em 7 de julho, ao juiz de primeira instância. A providência foi tomada para que ele possa tomar as medidas cabíveis a fim de fazer com que a sua decisão seja cumprida, solicitando, inclusive, a intimação do Ministério Público para apurar crime de desobediência.

Ação coletiva da AGEBB –  A 19ª Vara do Trabalho de Brasília concedeu uma Tutela de Urgência, a partir da ação coletiva ajuizada no mês de maio pela Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB). Nela, foi determinado que o BB teria o prazo de 15 dias para cumprir a tutela, a partir da intimação por mandado, no dia 19 de junho. Com isso, o BB teria até o dia 3 de julho para incorporar a gratificação de função pela média mensal dos últimos 10 anos, nos termos do Verbete Nº 12/2004 do TRT da 10ª Região. No caso de descumprimento da medida, seria cobrada multa diária, conforme determinado em sentença.

A primeira audiência do julgamento da ação coletiva foi agendada para o dia 20 de outubro, oportunidade na qual o banco deverá apresentar sua defesa. O pedido principal da ação coletiva é para que seja mantida a gratificação de função, assim como era paga antes da reestruturação, e não pela média. Em momento oportuno, a AGEBB vai reiterar esse pedido.

Fonte: AGEBB

Assembleia autoriza empréstimo R$ 146 milhões do Governo do Estado com o BB

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A Assembleia Legislativa do Tocantins autorizou nesta quinta-feira, 6, a contratação, pelo Governo do Estado, de empréstimo com o Banco do Brasil no valor de até R$ 146 milhões. A proposta foi enviada ao Parlamento em dezembro de 2016, juntamente com outra solicitação e financiamento, este, junto à Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 453,24 milhões, que ainda tramita na Assembleia.

De acordo com o Parlamento, a aprovação do empréstimo com o Banco do Brasil se deu “depois de um inédito e criterioso processo de análise e discussão”. O pedido de financiamento do Governo recebeu uma série de questionamentos da Assembleia, encabeçados pelo presidente da Casa, Mauro Carlesse (PHS), sendo, inclusive, pauta de audiências públicas com representantes do Governo e do Banco do Brasil quanto à sua pertinência.

A aprovação se dá após uma intensa movimentação voltada para pressionar o Parlamento com manifestações públicas vindas do Governo do Estado e de entidades e órgãos de representação social em favor da aprovação.

Os recursos estão previstos para a conclusão da reforma e ampliação do Hospital Geral de Palmas (R$ 50 milhões), continuação da construção do Hospital Geral de Araguaína (R$ 50 milhões), conclusão do Fórum de Araguaína (R$ 15 milhões) e implantação dos campi da Unitins da região do Bico do Papagaio (R$ 11 milhões).

Outros R$ 5 milhões seguirão para a conclusão e ampliação da UTI do Hospital Regional de Augustinópolis, R$ 4 milhões para a continuação da pavimentação da rodovia TO-126, no trecho de 7,8 km entre Tocantinópolis e Ribeirão Grande, e R$ 3 milhões para a aquisição de equipamentos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Além disso, R$ 2,5 milhões serão destinados para a reforma e a ampliação do estádio de futebol “Rezendão”, em Gurupi; R$ 2,38 milhões para reforma da rodoviária de Gurupi; R$ 2,38 milhões para a reforma e ampliação do Hospital de Paraíso; por fim, R$ 1,5 milhão para a reforma do Ginásio de Esportes de Gurupi.

O pedido de financiamento recebeu votos contrários dos parlamentares Zé Roberto e Paulo Mourão, ambos do PT.

Fonte: Conexão Tocantis

Maiores bancos do país devem mais de R$ 124 bilhões para a União

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São Paulo – Os grandes bancos comerciais do Brasil são destaque entre os maiores devedores com a União. Juntas, as instituições financeiras somam mais de R$ 124 bilhões, de acordo com levantamento realizado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), divulgado ontem (5). A natureza de tais débitos envolve itens como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), atividades de seguros, capitalização, resseguros, planos de saúde e previdência.

De acordo com o relatório, do montante, R$ 7 bilhões correspondem à dívida com a Previdência, R$ 107,5 milhões são referentes ao FGTS e R$ 117 bilhões representam o restante. Os dados inspiram críticas à proposta de reforma da Previdência, capitaneada pelo presidente Michel Temer (PMDB). “Existe dinheiro, muito dinheiro. Existe um órgão responsável pela cobrança que está cada vez mais sucateado, porque não existe interesse do governo em que esse dinheiro seja cobrado. Fazer uma reforma na Previdência dizendo que a conta, mais uma vez, tem que ser paga pelo trabalhador é muito delicado”, disse o presidente do Sinprofaz, Achilles Frias.

“Os bancos devem R$ 124 bilhões. São recursos do povo. Verbas que poderiam ser investidas em áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e mesmo a Previdência, mas não é cobrada”, continua. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional possui a área de Estratégias de Recuperação de Créditos para cobrar os valores. Essa dívida pode ser ainda dividida entre situação regular ou irregular. As irregulares correspondem a R$ 82,6 bilhões e representam valores com cobrança ativa em andamento, sem garantia ou penhora de bens em execuções fiscais. Já a dívida em situação regular representa R$ 41,8 bilhões.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, destinada a investigar o déficit no setor, alegado pelo governo federal para mover a reforma, “os grandes devedores partem pela seguinte linha: devo, não nego e não pago. Eles vão continuar brigando na Justiça dentro dos instrumentos que o processo permite. Infelizmente, não são empresas pequenas. São bancos como Bradesco, Itaú, Caixa, Banco do Brasil. Dívidas de bilhões”.

Frias ainda alerta para a possibilidade de o Estado negligenciar ainda mais tais cobranças. “Essas dívidas, que deveriam ser revertidas para o povo, podem ser privatizadas por projetos existentes no Congresso, de autoria e articulados por parlamentares ligados ao governo. Ou seja, deputados e senadores querem privatizar a dívida da União por meio de securitização, concessão, seja qual terminologia for, para permitir que os bancos que devem R$ 124 bilhões cobrem ou não suas próprias dívidas, deixando a população à mercê e sem esses recursos”, afirma.

“Enquanto o governo penaliza o cidadão, tributando severamente os trabalhadores e os pequenos e médios empreendedores por um lado, por outro, permite que os bancos do Sistema Financeiro Nacional fiquem livres de cobranças, e no futuro, com as dívidas privatizadas para eles mesmos, tenham o poder de nem sequer cobrar suas dívidas”, completa. Para o senador à frente da CPI da Previdência, “o discurso que é dado pelo governo é sempre o mesmo, que tem que penalizar o trabalhador mais uma vez, se não o Brasil vai quebrar. Mas eles não cobram os grandes devedores. E querem que a gente não reclame”, diz.

A tabela da dívida do Sistema Financeiro Nacional é pública e pode ser vista aqui.

Fonte: Rede Brasil Atual

BB e MAPFRE participa do 3º Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão

Publicado em: 06/07/2017

Encontro foi organizado pela CKZ Diversidade

As estratégias adotadas pelo Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE para a promoção da diversidade dentro da organização foram abordadas pela diretora de Recursos Humanos da companhia, Cynthia Betti, durante o 3º Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão. O evento aconteceu na cidade de São Paulo, entre os dias 27 e 28 de junho.

Organizado pela CKZ Diversidade, o encontro reuniu as principais lideranças da área de recursos humanos, de empresas nacionais e multinacionais, para debater cases e estratégias diferenciadas que visem fomentar a diversidade no ambiente corporativo, garantindo ganho em produtividade, clima organizacional e sinergia entre os profissionais.

No painel “Gênero, Raça e Etnia – O Movimento Que Precisa Acontecer”, Cynthia expôs os projetos desenvolvidos pelo Grupo, os principais desafios para a inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro e as iniciativas implementadas para companhia neste segmento.

“Acreditamos que um local de trabalho diversificado é a chave para a construção de uma corporação forte e sólida. Por isso, a participação no fórum, foi uma boa oportunidade para conhecer os projetos desenvolvidos pelas companhias neste sentido e, também, para apresentar as nossas iniciativas, como o Conselho de Diversidade, que é dividido em seis pilares de atuação (pessoas com deficiência, gênero, gerações, etnias, LGBT e voluntariado) e visa justamente a construção de uma cultura de respeito e cidadania”, comenta a executiva.

O Conselho de Diversidade foi criado em 2015 e visa encontrar as melhores práticas e melhorias à organização.

Fonte: Revista JRS

Como o tempo está te tratando? Evento em Curitiba promovido pelo Inspira BB

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Diálogo entre gerações: Evento em Curitiba contou com personalidades e palestras sobre os caminhos para a evolução na interação entre as diferentes idades

Poucas coisas são tão curitibanas para uma tarde de outono quanto a combinação sol e frio. E foi com esse clima que a cidade recebeu a terceira etapa do Inspira BB, o movimento que reúne personalidades e funcionários do Banco do Brasil em breves palestras para promover reflexões e ideias sobre as grandes questões da atualidade, lotando a icônica Ópera de Arame no sábado, 3 de junho.

O evento teve como tema Mundo em Transição: Como o Tempo Está Te Tratando? Diálogo entre Gerações e levou ao público à reflexão sobre a importância da interação entre as diferentes gerações, X, Y e Z, em um mundo constantemente em transformação. A etapa curitibana contou com a presença de figuras como Serginho Groisman e Marcelo D2, que se reuniram ao time de funcionários do banco.

Enquanto as pessoas se acomodavam na plateia, projeções no telão apresentavam o diretor de teatro Antônio Abujamra, que declamava versos que celebram o tempo. Como o texto de Ricardo Gondim: “Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades”, ambientando o público para o que seria apresentado a seguir.

Logo de início, o público se emocionou com a participação do dramaturgo Domingos de Oliveira, que aos 80 anos de idade interpretou um texto sobre ainda estar diante da vida como uma criança que brinca na praia, tendo o mar diante de si. Falou sobre a passagem do tempo, compartilhando mandamentos para uma vida plena. Sendo o primeiro: “Não contrarie seus desejos. Desejar é viver”. Ao fim da introdução, levou a plateia aos risos, saindo de cena empurrando a própria cadeira de rodas, na qual havia entrado sentado. A partir dali, emoção e reflexão seriam companhias constantes.

O músico Marcelo D2 subiu ao palco para uma situação inusitada. Acostumado a atuar diante de multidões e muito barulho, dessa vez encontrou uma plateia sentada, em silêncio para ouvir a sua história. Prestes a completar 50 anos, o cantor falou sobre sua evolução ao longo da vida e sobre como hoje vive mais focado no autoconhecimento, ressaltando a importância dos cuidados com o corpo e com a mente. “Quero ficar por aí mais alguns anos”, emendando com humor: “Eu sei que já passei do meio da vida. Se bem que meu avô morreu aos 104. Então devo ter mais um tempo pra fazer as coisas que eu gosto, com a minha família”.

Também convicto da necessidade de viver a vida em família, subiu ao palco o apresentador Serginho Groisman. Ele, que teve seu primeiro filho aos 64 anos, ressaltou a importância de acreditar no que se vive. De construir a própria história de acordo com seus anseios. Contou sua trajetória, entrelaçada a grandes episódios da história brasileira, mas ressaltando que, sobretudo, o que acontecia ali era a estruturação de sua personalidade em contato com as outras. “Esqueça os holofotes, faça a diferença”, aconselhou, emendando: “O trabalho construiu minha carreira, mas meu filho me trouxe à vida”.

O tema filhos permeou boa parte do evento, apontado pelos palestrantes como a grande experiência que os abriu totalmente para a interação com uma nova geração. Como foi o caso da funcionária do Banco do Brasil Mariana Mello, que falou sobre sua saga de ser mãe aos 22 anos. “Depois que nos tornamos mães, não somos mais as mesmas. Mãe não tem idade. Mãe é mãe.” Hoje, dez anos depois, fala com entusiasmo das diferenças entre a sua própria geração e a da filha Luisa, sempre grudada à mãe. “Dia desses encontrei uma fita VHS da minha festa de 15 anos e a Luisa se empolgou toda pra assistir, porque era a primeira vez que iria assistir a um filme em preto e branco”, riu, brincando em seguida: “Mas poxa, a festa foi em 1999, nem existia mais TV em preto e branco!”.

No palco, Mariana emocionou falando de seus aprendizados com a filha. Terminou a participação com uma declaração de amor a Luisa, provocando lágrimas entre a plateia: “Hoje, eu sou a aprendiz e você é a mais bela das minhas lições”.

As lágrimas contagiaram também o jornalista Marcos Piangers, que entrou no palco na sequência, enxugando os olhos. Piangers, que é autor do livro Papai é pop, não poupou esforços em trazer a convivência com as duas filhas para ilustrar a interação com os mais novos. “Ter um filho é um processo de aprendizagem contínua. É se deparar constantemente com aquilo que a gente erra. É evoluir todos os dias.” E foi justamente sobre a experiência com as filhas que Piangers falou ao público. Sobre a necessidade de dedicar um maior tempo à família. “No último dia da sua vida, você não vai pensar no seu trabalho. Vai pensar na sua vida. Na sua família!”, e continuou: “Família tem a ver com afeto, não com genética. É dedicação, é aquilo que você constrói”, cravou.

O youtuber mirim Isaac do Vine também esteve presente no evento. Aos 8 anos de idade, ele soma mais de 4 milhões de inscritos em seu canal no YouTube. Era a única criança em uma programação repleta de adultos e, apesar da pouca idade, fez questão de deixar um conselho que mexe com muita gente: “Lembrem que quando eram crianças, vocês se divertiam. E ainda podem”, arrancando sorrisos cúmplices de todos.

A bailarina Camila Ribeiro e o ator Lee Taylor participaram do evento contando suas experiências profissionais e como o passar do tempo definiu suas carreiras. Assim como a antropóloga Mirian Goldenberg, que realizou uma pesquisa com mais de 1,7 mil idosos para mapear “os diferentes significados do tempo na velhice”. Da pesquisa, Mirian diz ter aprendido algumas lições para viver uma vida plena: “Rir mais, viver mais. Ser a criança que um dia fomos e que em algum lugar ela ainda nos acompanha”.

O time de funcionários do Banco do Brasil teve ainda a participação de Ernani Bresolin, Jean Licoviski e Simone Soares, que compartilharam suas experiências de amadurecer e de se deparar com as novas gerações que chegam ao banco. Além de Lucia Spricigo, que falou sobre ter ingressado na atual profissão já aposentada. “Eu posso até estar envelhecida, mas a minha alma é de menina.”

Fechando as apresentações, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, ressaltou a importância da convergência entre as gerações. “O diálogo entre as gerações é imprescindível para que possamos acompanhar a evolução do mundo. E os 208 anos do Banco do Brasil só foram possíveis graças a essa interação”, apontou. Refletindo sobre as contribuições de cada geração, finalizou com a reflexão: “O que podemos aprender? O que podemos ensinar?”.

A tarde seguiu até o início da noite, que gelada caiu sobre a Ópera de Arame a receber em seu palco os irmãos Fernanda e Daniel Gonzaga, netos de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A dupla não hesitou em colocar a plateia para cantar, encerrando o sábado de muito aprendizado e inspiração para trilharmos um caminho de constante evolução.

Fonte: Revista TRIP