Banco do Brasil impõe meta até para os caixas

Publicado em: 06/07/2017

São Paulo – Os caixas do Banco do Brasil ganharam uma nova tarefa: vender OuroCap, o título de capitalização do banco. Agora, além de cuidar das atribuições próprias, eles têm de cumprir metas. “A função de caixa não é vender produtos. Essa é uma função da área negocial do banco”, reforça a diretora do Sindicato e funcionária do BB, Silvia Muto.

A dirigente acrescenta que vender produtos atrapalha o bancário na execução das tarefas de caixa e, além de sobrecarregá-lo, pode prejudicá-lo financeiramente. “A responsabilidade desses funcionários é com o zelo das transações de caixa, o zelo com o numerário. E se a conta não fecha no final do dia, ele é obrigado a pagar do próprio bolso”, lembra.

Silvia destaca ainda que, ao mesmo tempo em que impõe metas de vendas a caixas, o BB extingue convênios que permitiam a clientes e usuários pagar contas como água, luz e gás, e mais recentemente, IPTU e boletos do Detran. “Ou seja, impõe metas de vendas aos caixas e retira serviços que são típicos de caixas, prejudicando a população.”

Silvia lembra que essas medidas fazem parte da reestruturação pela qual passa o banco, sob a gestão do governo ilegítimo de Temer. “Estamos vivendo um momento muito difícil, de desmonte do BB e demais bancos públicos. O BB já fechou mais de 500 agências em todo o país e extinguiu 9,9 mil postos de trabalho no período de um ano (entre março de 2016 e março de 2017). É fundamental que os funcionários estejam unidos, organizados e mobilizados na defesa do banco, de seus direitos e de seus empregos”, conclama.

Fonte: CUT

Agência pede que Ministério Público investigue Banco do Brasil

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A Nova S/B pediu ao Ministério Público uma investigação sobre a licitação de publicidade do Banco do Brasil. A agência diz que foi usada para acobertar a verdadeira beneficiada, a Multisolution. O processo foi suspenso.

Fonte: Veja – Radar On-Line

Artigo: Perspectivas para crédito privado com retomada da economia

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Por Marcelo Rodrigues de Farias, gerente de divisão de Análise de Crédito da BB DTVM.

O mercado de títulos de crédito privado experimentou um movimento sem precedentes nos últimos meses: após um longo período de estiagem entre 2015 e 2016, começamos o ano de 2017 com a retomada das emissões corporativas, marcada pela forte demanda. Emissões de ativos de boa qualidade chegaram a ter demanda superior a seis vezes a oferta, com consequente fechamento de spreads.

Analisando as curvas de crédito de debêntures da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as taxas indicativas de emissões com prazo médio de três anos nos melhores ratings reduziram cerca de 50 pontos-base em relação ao DI, somente nos seis primeiros meses do ano. Já nas escalas menores de rating, num período de 12 meses, chegamos a um fechamento de mais de 150 pontos-base, além da redução do DI observada nesse período.

É bem verdade que os mercados buscam antecipar movimentos e na esteira da melhora das premissas macroeconômicas era de se esperar uma redução nos spreads, contudo uma parte desse movimento se explica pelo excesso de liquidez dos fundos de Investimento .

Vários são os fatores que explicam esse excesso de liquidez: comparando dezembro de 2014 com maio de 2017, o patrimônio líquido da indústria de fundos cresceu 36%, enquanto o estoque de crédito privado caiu em termos nominais no mesmo período. Durante o momento de recessão econômica e recrudescimento do risco, os grandes bancos, tradicionais emissores de letras financeiras, que historicamente respondem por 60% do estoque de crédito privado da indústria de fundos, chamaram liquidez e reduziram significativamente o volume de emissões. Houve também a forte concorrência das LCA e LCI, que retiraram das assets parte do foco de captação dos bancos.

Os emissores corporativos, diante de elevados spreads e da aversão total ao risco de crédito , deixaram de emitir ou recorreram ao crédito bancário como única alternativa para rolagem em cenários de stress. Com excesso de liquidez nas tesourarias, as taxas das letras financeiras foram às mínimas possíveis, e as poucas emissões corporativas que vieram a mercado tiveram prazos menores e taxas elevadas.

Como consequência, a indústria de fundos apresenta hoje os níveis mais baixos de crédito privado na composição do patrimônio líquido, além de muitos vencimentos concentrados no curto prazo. Soma-se a isso as perspectivas concretas de inflação comportada e um ciclo duradouro da Selic abaixo de dois dígitos, o que potencializa o interesse dos Gestores em avançar a alocação no crédito privado para cumprir os mandatos em busca de rentabilidade.

Mas apesar das melhorias observadas no cenário macro, em termos microeconômicos os sinais de recuperação ainda inspiram cautela e há evidências de que o risco de crédito ainda se encontra em patamares não tão confortáveis.

Há um número maior de empresas com ratings com perspectiva de “downgrades” do que de “upgrades”. Em termos de indicadores, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das companhias ainda é elevada e os índices de liquidez, por sua vez, também são baixos em níveis históricos, com elevado volume de dívidas no curto prazo. A geração de caixa para a cobertura do serviço da dívida também é baixa. Em outras palavras, ainda demora um tempo para que as melhorias macroeconômicas se reflitam em aumento do faturamento e melhoria de margens, para que então os indicadores de crédito se estabilizem, com a retomada dos investimentos, ao final.

Ao observarmos os guidances de crédito de pessoa jurídica, verificamos que apontam para uma retomada ainda lenta do apetite ao crédito privado, sem contar a pressão por reduzir a exposição ao risco de crédito para fortalecer a estrutura de capital por conta das regras de Basileia 3. E como que num rescaldo de 2016, grandes corporações retornam ao mercado buscando a renegociação de dívidas e a flexibilização de “covenants” (cláusulas financeiras) que não serão atingidos.

Com a recuperação econômica e a redução das taxas de juros, as empresas naturalmente voltam ao mercado para alongar seu perfil de endividamento. O crescimento do PIB também destrava a retomada das captações destinadas a investimentos. O menor apetite dos bancos na liberação de financiamentos, notadamente às empresas que tenham perfil para se alavancar no Mercado de capitais , traz de volta à indústria de fundos o papel de importância que a mesma deve ter em um mercado financeiro evoluído. O crédito privado volta a ser o caminho natural para a manutenção da rentabilidade adequada dos fundos.

O investidor racional precisa estar atento aos sinais de recuperação e poderá contar com a ajuda de Gestores profissionais para realizar uma análise eficiente do crédito , sem cair em armadilhas do “grande demais para quebrar”. Recomenda-se que esta retomada seja feita com cautela, que seja dada atenção especial ao reforço nas estruturas e garantias e, antes de tudo, que seja adequada à relação entre risco e retorno de cada operação.

Fonte: Assessoria de Imprensa do BB

Especialistas debatem conservação de recursos hídricos durante evento em São Paulo

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Evento reúne representantes do WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas, Instituto Terra, Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil

Nesta sexta-feira (03), o Programa Água Brasil reúne especialistas para discutir o futuro das águas do país. Iniciativa do Banco do Brasil em parceria com a Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA), a iniciativa comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6) com painéis sobre os desafios hídricos enfrentados hoje, as oportunidades de ação e as parcerias entre empresas, governo e sociedade.

O evento para convidados conta com a presença do secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto; do Presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Guillo; do diretor da Fundação Banco do Brasil, Marcos Melo Frade; e dos gerentes do Banco do Brasil, Wagner de Siqueira Pinto e Dulcejane de Souza Vaz. A condução dos debates fica a cargo do multiartista Tadeu Jungle.

No encontro, o economista e ambientalista Sérgio Besserman, hoje presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, faz uma análise sobre o cenário da qualidade e quantidade de água disponível no Brasil e quais as tendências para os próximos anos.

Também participa do encontro Henrique Lobo, membro do Conselho Diretor do Instituto Terra. A organização criada por Sebastião Salgado desenvolveu ao lado do Banco do Brasil o Cartão OuroCard Origens. Feito com material reciclado, possibilita ao cliente a doação para o Instituto Terra na aquisição e no arredondamento de fatura. Além disso, é ilustrado com imagens do projeto fotográfico Gênesis, de Sebastião Salgado.

Programa Água Brasil
O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA), que dissemina ações sustentáveis, desenvolve modelos de negócios e mobiliza a população para a melhoria da qualidade e ampliação da quantidade de água no país.

Em seus primeiros cinco anos (2010-2015), mais de 11 milhões de pessoas foram beneficiadas direta e indiretamente com a iniciativa. No segundo ciclo, iniciado em março, serão investidos R$ 50 milhões, desta vez com foco no Cerrado, para disseminar ações sustentáveis no campo, implantar boas práticas no meio rural, desenvolver modelos de negócios e mobilizar toda a população para ampliar a quantidade e melhorar a qualidade de água no país.

Cartão Origens e Instituto Terra
O BB apoia o Instituto Terra (IT) nas suas atividades de recuperação da Mata Atlântica na região da Bacia do Rio Doce desde 2009. A primeira ação de apoio ao Instituto Terra aconteceu com o lançamento da transação de Arredondamento de Fatura. Por meio dessa transação, os clientes podem optar por arredondar os centavos do saldo da fatura do seu cartão no mês para o valor acima. Os centavos decorrentes da diferença são doados diretamente ao IT;
Em 2011, a associação entre o BB e o IT foi ampliada, o Banco lançou o cartão temático Ourocard Origens, um cartão feito com material reciclado em que o cliente pode escolher uma foto do Sebastião Salgado para compor o fundo do cartão, entre 10 licenciadas pelo fotógrafo do seu projeto fotográfico Gênesis.
Neste segundo ciclo do Programa Água Brasil, será aprofundada a parceria com o Instituto Terra para apoiar processos de restauração na Bacia do Rio Doce.
Dia Mundial do Meio Ambiente: Importância de Parcerias no Investimento de

Sobre a Fundação Banco do Brasil
Em 30 anos de existência, a Fundação Banco do Brasil estruturou sua atuação de forma a identificar e mobilizar diferentes atores sociais na busca por soluções efetivas para aspectos fundamentais do desenvolvimento sustentável das comunidades brasileiras. Nos últimos anos, entre 2004 e 2015, mais de três milhões de pessoas tiveram suas vidas transformadas pelos quase seis mil projetos apoiados e pelos investimentos sociais, que totalizam R$ 2,3 bilhões. A missão é melhorar a vida das pessoas, promovendo a inclusão socioprodutiva, o desenvolvimento sustentável e as tecnologias sociais.

Sobre o WWF
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Sobre a Agência Nacional de Águas (ANA)
A ANA tem como missão implementar e coordenar a gestão compartilhada e integrada dos recursos hídricos e regular o acesso à água, promovendo o seu uso sustentável em benefício da atual e das futuras gerações. A instituição possui outras definições estratégicas centrais, tendo como foco o uso sustentável da água e o objetivo de ser reconhecida pela sociedade como a referência na gestão e regulação dos recursos hídricos e na promoção de seu uso sustentável.

Fonte: Assessoria de Imprensa do BB

Analistas de mercado do BB estão entre os melhores da América Latina

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Analistas foram premiados pela Agência Estado e pela Reuters

Os analistas do BB-Banco de Investimento foram o destaque da 19ª edição do Prêmio Broadcast Analistas, realizado pela Agência Estado em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) nessa sexta-feira, 30. Foram quatro analistas do BB-BI entre os 10 premiados, inclusive a primeira colocada do ranking, Maria Paula Cantusio. Gabriela Cortez, na terceira posição, Viviane Cruz, na quinta, e Victor Penna, na sétima, foram os outros analistas do BB BI no Top 10 do ranking que avalia as recomendações de ações que tiveram a melhor rentabilidade em 2016. Concorreram ao prêmio 136 profissionais de 10 instituições.

Maria Paula e Gabriela também obtiveram conquistas importantes em outra premiação de peso, o Thomson Reuters Analyst Awards. Ao todo, foram premiados três analistas do BB nas categorias Stock Picker (baseada nas recomendações de compra e venda) e Top Earnings Estimator (que leva em consideração a precisão das projeções dos resultados de empresas). Com abrangência em toda América Latina, Maria Paula foi a primeira colocada no segmento de Varejo, na categoria Stock Picker. Mario Bernardes Júnior, ex-analista da equipe e hoje gerente de divisão na Diretoria de Crédito, obteve a segunda colocação no segmento de Indústrias, na categoria Top Earnings Estimator, e Gabriela foi a terceira colocada na mesma categoria do segmento de Materiais Básicos.

Para o Diretor de Mercado de Capitais e Infraestrutua, Fernando Campos, as premiações são reflexo dos investimentos realizados na estrutura da diretoria, com aumento da especialização da área. “Este é um negócio de pessoas e concorremos de igual para igual com o mercado ao investir em nossos talentos. Reconhecimentos como estes nos reafirmam como instituição atenta aos movimentos de mercado e preparada para oferecer as melhores soluções em diferentes esferas, gerando um círculo virtuoso”.

Analistas premiadosMaria Paula é analista do mercado de varejo e trabalha na Divisão de Pesquisa (Research) da Diretoria de Mercado de Capitais e Infraestrutura do Banco do Brasil há quatro anos. Pela primeira vez foi premiada pela Agência Estado. Essa foi a segunda vez que uma mulher fica em primeiro no ranking – havia acontecido apenas em 2006. “Além de um reconhecimento bastante relevante para o nosso trabalho como analistas, os prêmios ajudam a destacar o papel do BB como banco de investimento no mercado financeiro”, diz Maria Paula. As suas recomendações atingiram rentabilidade de 86,57%.

Gabriela, funcionária do BB-BI desde 2013, é responsável pelos relatórios do setor de papel e celulosa. É a segunda vez que figura entre os top10 do ranking. A rentabilidade dos papéis que recomendou foi de 75,56%. “Este prêmio mostra a força da marca do BB no mercado financeiro, coloca a empresa em um patamar de igualdade com os principais concorrentes nacionais e internacionais e atesta o BB como instituição que investe na qualidade, aprimoramento e encarreiramento dos funcionários”, afirma a analista.

Com análises do segmento de petróleo e gás, Viviane Silva alcançou rentabilidade de 71,57% e conquistou o prêmio pela primeira vez. “Este prêmio reflete nosso empenho e cuidado ao desenvolver modelos de avaliação de empresas que apresentem ao investidor as melhores alternativas de investimento em renda variável. Como analista, é uma honra representar o BB, pois todo reconhecimento e visibilidade que são proporcionados fortalecem nossa atuação dentro do mercado financeiro”, comemora a analista que chegou no BB-BI há dois anos.

Já Victor Penna está na Divisão de Pesquisa há 9 anos. Ele é responsável pelos relatórios sobre mercado de materiais básicos e graças às análises sobre setor siderúrgico, recebeu o prêmio pela terceira vez – com rentabilidade 69,6%. “Além de ser um enorme reconhecimento pelo meu trabalho, deixa-me feliz em representar o BB junto ao mercado financeiro e mostrar que podemos competir de igual para igual com bancos privados”, avalia.

“Nosso trabalho é reputacional, o que pressupõe visão de longo prazo, que começa com o período de formação dos analistas, certificação, elevação da exposição junto a empresas, investidores e demais agentes, ao reconhecimento. Nesse sentido, as premiações recentes reforçam que estamos trilhando o caminho certo. Nossos analistas são inquietos e sempre buscam o aprimoramento”, afirma Wesley Bernabé, gerente de divisão de Pesquisa (Research) da Diretoria de Mercado de Capitais e Infraestrutura do BB.

Fonte: Assessoria de BB

Os “pozinhos” mais interessantes do BB para aproveitar possível rompimento esta semana

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SÃO PAULO – No programa “A Hora das Opções” desta segunda-feira (26), o professor e trader Luiz Fernando Roxo comenta sobre os “pozinhos” mais interessantes (opções de poucos centavos) para a 1ª semana de julho.

Segundo ele, o BB parece estar tentando fazer um rompimento, o que poderia puxar uma alta mais acelerada nos próximos dias, enquanto as opções da Petrobras estão em acumulação e com a volatilidade em queda, o que deixa os “pozinhos” da estatal mais baratos na bolsa.

Clique aqui e acompanhe as cotações dos contratos de opções mais negociados na bolsa

O programa “A Hora das Opções” é transmitido todas as segundas-feiras ao vivo a partir das 14h40 (horário de Brasília) na InfoMoneyTV.

 

Para entender sobre o mercado de opções, confira nosso conteúdo educacional neste link.

Para maiores explicações sobre a “Estratégia do Pozinho”, ensinada pelo professor Luiz Fernando Roxo, clique aqui.

Fonte: InfoMoney

Funcionários do BB são suspeitos de participar de ‘farra do consignado’

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“Quando a gente fica na lama, os porcos se encontram”. A frase, dita em depoimento à Justiça neste mês, pelo servidor público Sandro da Costa Asseff, é emblemática: sugere uma corrupção generalizada, que se instalou na Prefeitura de Corumbá, especificamente durante os anos de 2009 a 2012, na gestão do então petista Ruiter Cunha de Oliveira, atualmente na chefia do Executivo municipal pelo PSDB. Asseff revelou detalhes do esquema de empréstimos consignados, que extrapolava a prefeitura, envolvendo até mesmo funcionários do Banco do Brasil.

Asseff, que foi candidato pelo PR à Câmara Municipal de Corumbá em 2016 (recebeu 207 votos e não se elegeu), está lotado na Fundação de Turismo do Pantanal. Trabalhando 40 horas, ele tem salário bruto de R$ 2.669, mas recebe R$ 419 (valores de maio), de acordo com o Portal da Transparência do município. As deduções informadas (Imposto de Renda e Previdência), no entanto, somam R$ 296 – o líquido seria, então, de R$ 2.373.

A remuneração do servidor, como a de outros funcionários públicos de Corumbá, estaria minguada por empréstimos consignados de altos valores, muitos deles feitos para favorecer terceiros, como clubes de futebol, escolas de samba e o próprio prefeito.

Asseff sugere que o esquema impactou, fortemente, as finanças de diversos servidores. Atualmente, ele paga empréstimo feito em outro banco para uso pessoal, e seus débitos com o Banco do Brasil foram para o ativo da instituição. “Recebo cobranças diárias”.

No detalhamento do modus operandi, Asseff afirmou que a operação de crédito era facilitada por funcionários do Banco do Brasil, ligados à prefeitura. Mesmo servidores públicos com salários abaixo do necessário para efetivar empréstimos elevados, conseguiam, com facilidade, sacar valores altos na instituição financeira.

O servidor contou que foi procurado pelo ex-gerente de RH (Recursos Humanos) da Prefeitura de Corumbá, Wilson Roberto Ferreira Pereira, para usar seu nome em um empréstimo. Mencionando a abordagem de Pereira, Asseff disse: “O Wilson me procurou: ‘Queridão, vai lá no meu gabinete’”. Já em sua sala, o ex-gerente teria dito, segundo Asseff: “O chefe [Ruiter] pediu pra você fazer, vai ter que fazer”.

Na sequência do depoimento, Asseff lembra o diálogo com o ex-gerente de RH: “’Wilson, não tenho mais margem’. [Pereira responde:] ‘Não, vou arrumar pra você. Você vai ao banco, sobe no segundo andar, que é de pessoas com contas especiais’”.

O servidor disse não ter conta especial no banco, o que não foi empecilho para a realização do empréstimo. De acordo com o ele, o funcionário que facilitou a operação (não precisou nem mesmo assinar nada) é filho do “ex-vereador Salatiel”. Asseff disse não lembrar o nome desse funcionário e nem informou o sobrenome do político citado.

Ele contou, ainda, que não precisou entregar ao banco documento do RH informando a “margem” [valor do salário que poderia ser comprometido com o empréstimo]. “Não, não levei o documento”, disse.

Dispensado de documentação necessária para a operação de crédito e sem precisar assinar nada, o servidor sacou R$ 12,5 mil. O dinheiro, segundo ele, foi entregue a Wilson, que o repassou a Ruiter. Respondendo para onde levou o montante sacado, Asseff afirmou: [fui à] antessala do prefeito (…). A pessoa [o ex-gerente de RH] pegou e levou lá pra dentro”.

O dinheiro foi usado para pagar dívidas de campanha política, possivelmente a de Ruiter.

Veja trecho do depoimento:

imagem

Segunda vez – Asseff foi novamente procurado por Pereira. Fez outro empréstimo, no valor de R$ 6 mil. Desta vez, o dinheiro seria usado para “ saldar dívidas do Corumbaense Futebol Clube”, segundo contou o servidor. A intermediação no Banco do Brasil foi feita por outra funcionária, referida apenas como “Nádia”.

Lama e porcos – Questionado se conhecia outros servidores que também participaram do esquema, Sandro Asseff respondeu: “Doutor, já disse para o senhor que quando a gente fica na lama, os porcos se encontram. Muitos. Tem muita gente passando necessidade, está desempregado até hoje”.

O Banco do Brasil foi procurado, mas não deu retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: Campo Grande News

Vence hoje o prazo dado pela Justiça para BB pagar a gratificação aos gerentes descomissionados

Publicado em: 03/07/2017

Conforme é de conhecimento, foi deferida a Tutela de Urgência requerida em ação coletiva ajuizada no mês de maio/2017, na 19a Vara do Trabalho de Brasília, pela Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB).

Ficou determinado que o Banco do Brasil tem o prazo de 15 dias para cumprimento da Tutela a partir da ciência da decisão, que foi publicada em 16/6/2017. Além disso, o banco foi intimado por mandado, ou seja, o prazo começou a contar no dia 19/6/2017, ou seja, o BB tem até o dia 3/7/2017 para incorporar a gratificação de função, pela média mensal dos últimos 10 anos, nos termos do VERBETE Nº 12/2004 do TRT da10a Região.

No caso de descumprimento da medida, será cobrado uma  multa diária de R$ 10 mil por empregado prejudicado que faz parte da ação coletiva, conforme determinado em sentença.

Sendo assim, precisamos aguardar o prazo determinado ao BB para que seja incorporada a gratificação de função pela média dos últimos 10 anos de função exercida.

Enquanto perdurar esta decisão, o banco não poderá retirar a gratificação de função.

A audiência inicial foi agendada para o dia 20/10/2017, oportunidade na qual o banco deverá apresentar sua defesa.

Ressaltamos que, o pedido principal da Ação Coletiva é para que seja mantida a gratificação de função, assim como era paga antes da reestruturação no banco, e não uma média dos valores. Em momento oportuno, a AGEBB irá reiterar este pedido.

AGEBB entrega prêmios da campanha do Dia do Gerente Bancário

Publicado em: 29/06/2017

Para a AGEBB, 15 de maio, na qual é comemorado o Dia do Gerente Bancário, é a data mais importante no ano. Por isso, em homenagem à ocasião, criou uma campanha que sorteou diversos presentes entre gerentes do BB, associados ou não, na ativa ou aposentados – ao todo foram 281 cadastrados na campanha. Todos os prêmios já foram entregues pelas mãos da Diretoria da associação, confira:

Prêmio para os associados da AGEBB – cada um ganhou um smartphone

José Francisco Nascimento Salvador

2

Osvaldo Tibúrcio Filho

4

Elizabeth Vicente Ribeiro

1

Prêmio para quem indicou um colega –  1 tablet (Positivo)

Ulisses Marcelo de Souza

6

Prêmio para todos os participantes – 1 TV Samsung 4K 49 polegadas

Paulo Roberto Ribeiro

5

 

BNDES assina acordo com bancos para compartilhar garantias

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou acordo com os principais bancos públicos e privados do país para compartilhamento de garantias nos financiamentos de projetos de infraestrutura. Entre os bancos estão a Caixa Econômica Federal (Caixa), o Banco do Brasil, o Itaú, o Santander, o Safra, entre outros.Segundo o BNDES, o modelo acordado é inédito nos contratos firmados pela instituição. A expectativa é que o acordo permitirá reduzir custos nas operações de longo prazo. O acordo prevê que os bancos que oferecerem fianças equivalentes a, pelo menos, 40% do total do financiamento, terão direito a compartilhar garantias com o BNDES.

O novo modelo já vai vigorar para empréstimos que forem concedidos aos grupos vencedores dos leilões de aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, realizados em março, e os de rodovias paulistas. Valerá ainda para os chamados empréstimos sindicalizados, os concedidos por um sindicato de bancos.

O BNDES informou que a instituição financeira que tiver participação relevante no projeto, individualmente, correspondente a um mínimo de 20%, também terá acesso às garantias.

Na avaliação do diretor das áreas de Crédito, Financeira e Internacional do BNDES, Claudio Coutinho, “o compartilhamento de garantias proporcionará a melhor alocação de riscos dos projetos de infraestrutura, aumentando a previsibilidade para os fiadores, potencialmente reduzindo custos”. Segundo ele, as regras valerão, em especial, para a etapa de maior risco, que antecede a conclusão das obras de um projeto.

Fonte: Jornal do Brasil

Com menos crédito na praça, PMEs sofreram mais no ano passado

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São Paulo — Durante os governos do PT, os bancos públicos serviram de instrumentos para expandir a oferta de crédito no mercado. Foi assim na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, que acionou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para ampliar a oferta de dinheiro e reativar a economia após a eclosão da crise financeira global de 2008. Foi assim também na administração de Dilma Rousseff, que recorreu aos bancos públicos para forçar a queda dos juros em 2012 e tentar gerar crescimento. A crise fiscal, porém, obrigou o governo a cortar programas e subsídios, e os bancos públicos refrearam a atuação. Uma pesquisa feita para a edição de MELHORES E MAIORES 2017 aponta que, no ano passado, o Banco do Brasil e a Caixa cortaram a concessão de crédito tanto para pessoas quanto para empresas. Os bancos privados também reduziram a vazão do dinheiro, dando prioridade às linhas com menos risco de calote. Ao final, quem perdeu mais foram as empresas de menor porte. A concessão de crédito para aquelas consideradas médias e pequenas pelos bancos (o critério de classificação varia de banco para banco) caiu 16% em 2016 em comparação com o ano anterior — para empresas grandes, os empréstimos cresceram 5% em termos reais.

O encolhimento do mercado de crédito tem como pano de fundo o fato de a taxa básica de juro Selic ter permanecido elevada por longo período, em uma situação de atividade econômica debilitada e minada pela baixa confiança. Ao final de 2015, a Selic atingiu 14,25% ao ano, e os cortes só começaram em outubro do ano passado. “O esforço do Banco Central para conter a inflação, mantendo a Selic alta, retraiu o crédito, desestimulou o consumo e desencorajou os investimentos das empresas”, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, empresa de análise de crédito. Além disso, a crise econômica provocou o aumento do desemprego — hoje, 14 milhões de brasileiros estão sem trabalho no país. Nesse cenário, mesmo as pessoas que não perderam o emprego ficam com receio de se endividar e não conseguir honrar os compromissos.

Com a desaceleração da economia e com o risco de aumento da inadimplência, os bancos subiram as taxas, encurtaram os prazos e passaram a exigir mais garantias. As micro, pequenas e médias empresas são as que mais se ressentiram dessas mudanças. “As grandes companhias têm mais facilidade de acesso a linhas externas de financiamento e aos recursos do BNDES”, diz o economista Roberto Troster.

No Itaú Unibanco, a carteira de crédito somava 552 bilhões de reais em dezembro de 2016, uma redução de quase 10% em relação ao final do ano anterior. Desde 2012, o Itaú tem privilegiado as linhas de menor risco. “No caso de pessoas físicas, enfatizamos os créditos consignado e imobiliário, linhas de menor risco e que apresentam menores taxas de juro”, diz Marcelo Kopel, diretor de relações com investidores do Itaú. O Bradesco adotou a mesma estratégia. Somando os dados do HSBC, adquirido em meados de 2016, o total da carteira de crédito do banco no final do ano passado atingiu 515 bilhões de reais, quase 9% mais que em dezembro de 2015. Na área de pessoas físicas, o crédito consignado também é o foco. “Para a carteira de cartões, adotamos uma política mais criteriosa na concessão de crédito para novos clientes”, diz João Carlos Gomes da Silva, diretor executivo do Bradesco. No crédito imobiliário, o banco aumentou a força de vendas por meio de parcerias com imobiliárias. “Simplificamos processos, diminuindo o prazo para contratações, e aproveitamos o volume de empreendimentos financiados pelo banco para impulsionar as vendas às pessoas físicas”, afirma Silva.

Neste ano, as perspectivas para o mercado de crédito continuam nebulosas em razão das incertezas com a crise política. Segundo o Banco Central, o estoque de empréstimos bancários em relação ao PIB chegou a 48% em abril deste ano, uma queda significativa em comparação com a fatia de 54% no final de 2015. A expectativa da Serasa é de um crescimento nominal de apenas 1% no volume de crédito do sistema financeiro. “Descontando a inflação, o resultado da carteira deverá ser negativo”, diz Rabi. “Nas linhas para pessoas físicas, o crescimento poderá ser acima da inflação, mas para as empresas ainda não haverá retomada.” Se a previsão se confirmar, será mais um ano de pouco crédito na praça.

Fonte: EXAME

Celular ajuda BB a vender consórcio e financiamento a veículos

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SÃO PAULO – Os dispositivos móveis se tornam um importante canal de vendas para os bancos e isso tem se demonstrado inclusive em operações que tradicionalmente era feitas por outros meios ou mesmo pessoalmente. No caso do Banco do Brasil, as vendas de cotas de consórcio por celular atingiram no primeiro mês de oferta R$ 23 milhões, valor que superou o que foi feito no internet banking. As contratações de financiamentos de automóveis por mobile já respondem por um terço do total.

As vendas dos consórcios começaram há apenas um mês e a maior parte das cotas vendidas foi de contratos relacionais a automóveis, o equivalente a 71% do total. Essa predominância também é vista na carteira total do BB Consórcios. Em seguida, as cotas mais vendidas são as de imóveis e depois de motos e serviços.

— O resultado superou a expectativa por se tratar de um canal novo. A referência era as vendas pela internet, que existe há mais de dez anos — disse Paulo Ivan Rabelo, diretor comercial de consórcios do BB. As vendas pelo canal internet somaram 17,2 milhões.

No ano, até o acumulado de maio, o BB comercializou R$ 3,4 bilhões em cotas de consórcios, um crescimento de 80% na comparação com igual período do ano passado.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostra que, em meio a crise econômica, os consumidores desse produto estão mais preocupados com o planejamento financeiro. Com isso, passou de 67% para 82% a fatia dos cotistas que se programou para fazer a compra de uma cota de consórcio – que garante os recursos para o pagamento de um bem no futuro (a carta de consórcio pode ser antecipada por meio de lance ou sorteio).

USO DO CELULAR PARA FINANCIAR VEÍCULO

Os aparelhos móveis como ferramenta de venda já era usado pelo BB para outros produtos. No caso do financiamento de veículos, que teve início em 2015, o total de operações feitas neste ano já chega a 15 mil contratos. Esse número mostra que a cada três concessões de empréstimos para compra de um veículo, uma é feita por esse canal.

O valor já chega a R$ 500 milhões no acumulado do ano e a expectativa é que chegue a R$ 1 bilhão até o final do ano.

O aplicativo do BB conta com 12 milhões de clientes. Dos que contrataram financiamento de imóveis, a resposta ocorreu de forma automática para 84%, já que a operação estava pré-aprovada.

Fonte: EXTRA

PIS/Pasep está disponível para saque até a próxima semana

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Quem trabalhou com a carteira assinada em 2015 pode ter direito a receber um dinheiro extra este ano: termina na sexta-feira (30) da semana que vem o prazo para saque do abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), relativo ao ano-base 2015. O valor pode chegar a R$ 937, patamar atual do salário-mínimo.

Têm direito ao abono os trabalhadores inscritos nos programas há pelo menos cinco anos e que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2015, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. É necessário ainda que os trabalhadores tenham tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Até 31 de maio, 1,83 milhão de trabalhadores ainda não haviam sacado o abono, o equivalente a 7,56% do total com direito ao saque. Segundo o Ministério do Trabalho, este é o balanço mais recente disponível. Passado o prazo para o saque, os valores não requeridos são destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O valor a que o trabalhador tem direito pode variar de R$ 78 a R$ 937, dependendo de quanto tempo ele trabalhou formalmente em 2015. O abono PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep pelo Banco do Brasil. O primeiro destina-se a trabalhadores do setor privado e o segundo a servidores públicos.

Para sacar o PIS, o trabalhador que tiver Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Caso não tenha o cartão, pode receber o valor em uma agência da Caixa apresentando documento de identificação. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 726 0227.

Os servidores públicos com direito ao Pasep devem verificar se houve depósito em conta. Caso isso não ocorra, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo número 0800 729 0001.

Bancos demitiram 20 mil profissionais em 2016

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São Paulo – Se por um lado a tendência pela digitalização no sistema bancário tem reduzido os custos por parte das instituições financeiras, por outro, ela acarreta em uma acelerada redução de postos de trabalho e de pontos fixos de atendimento.

Dados do Banco Central mostram que em dois anos o setor fechou 1.208 agências bancárias, 929 apenas de janeiro a maio deste ano.

Quanto ao emprego, uma filtragem do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) feita nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho indica que no ano passado o setor perdeu mais de 20 mil vagas, número muito superior ao visto nos anos anteriores – 2015 teve saldo negativo de 9.886 vagas; em 2014, menos 5.004 e em 2013, menos 4.329.

O resultado coincide com uma mudança sensível no comportamento dos clientes bancário. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Deloitte e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), 57% das transações bancárias em 2016 foram feitas por smartphones, tablets ou computadores.

No Banco do Brasil, por exemplo, os chamados “escritórios digitais” – que atendem virtualmente clientes com maiores movimentações e renda acima de R$ 4 mil – a produtividade dos gerentes aumentou entre 20% a 30%. “Um gerente que tinha uma média de 400 clientes na carteira no atendimento presencial consegue, nesse formato, atender 500, 550”, afirma Simão Luiz Kovalski, diretor da área de clientes do banco. A diferença, segundo o executivo, é que o funcionário conversa com clientes simultaneamente, pelo telefone, e-mail e pelo chat disponível no aplicativo.

Ricardo Humberto Rocha, professor do Insper, explica que o ambiente online proporciona menos “distrações” ao profissional. “Já dei aula para grupo de funcionários da plataforma online que foi um espetáculo. Eu achava que seria ruim porque eles ficam mais distantes e sozinhos no dia-a-dia, mas vi que mesmo em grupo eles são mais rápidos, objetivos e conseguem fazer mais tarefas ao mesmo tempo, porque foram treinados para isso”, afirma.

uem sai na vantagem no meio dessa transição, são os profissionais que conseguem se adaptar. O professor explica que embora a necessidade de adequação não seja algo exclusivo do Brasil, ela fica mais evidente em países que não têm a economia tão consolidada. “Quem não tiver mobilidade, flexibilidade em adaptação, fica distante do mercado de trabalho, principalmente em cenários conturbados. As pessoas precisam ter a mente aberta e se preocuparem com um programa de educação continuada, independente de seu perfil de trabalho”, explica.

Por isso, parte dos próprios bancos opta por investir na qualificação e especialização de seus profissionais. No Itaú, por exemplo, foram investidos R$ 22,3 bilhões no treinamento de colaboradores em 2016. Por sua assessoria de imprensa, o banco afirmou que sua Escola de Negócios foi “totalmente repaginada para incorporar novos temas”. Na UniBB, universidade corporativa do Banco do Brasil, já existem oito cursos voltados para a transformação digital, que oferecem aulas presenciais, vídeo-aulas e treinamentos em serviço.

Apesar de as contas digitais e transações virtuais já serem uma realidade no Brasil, o professor Eduardo Diniz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que, devido às mudanças do cenário econômico brasileiro nos últimos anos, ainda não é possível saber o que é realmente resultado dessas transformações.

Diniz explica que não é possível afirmar que exista uma relação direta entre digitalização e desemprego de bancários, já que para os atendimentos virtuais representarem uma produtividade mais alta, é preciso de um grande esforço, porque há também aumento da demanda. “Antigamente quando tinha que ir a agência física, a pessoa ia uma vez por semana. Quando atende no digital, a pessoa procura mais o banco. Portanto, tem que ter também mais gente trabalhando capaz de manter as plataformas funcionando”, afirma. Mesmo assim, o professor também reconhece que profissionais menos qualificados tendem a ser os mais afetados.

O sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região posiciona-se a favor da inclusão da tecnologia no trabalho, mas afirma que “ela não pode ficar a serviço apenas dos banqueiros, com o objetivo de reduzir os custos”. Em nota, a secretária-geral do sindicato, Ivone Silva, afirmou que “é preciso transações seguras, com a redução do valor das taxas para população e melhores condições de trabalho para a categoria”.

Segundo a Febraban, parte da redução de postos de trabalho pode ser explicada por demissões voluntárias, aposentadorias e términos de contrato em que não houve a admissão de outros profissionais no lugar os que foram desligados. A entidade também afirma que uma das explicações para fechamento das agências é o número de fusões e aquisições no setor. A Febraban ainda reconhece que a mudança nas preferências do consumidor moldam o papel das agências.”Isso exige um novo perfil e habilidades dos funcionários, que precisam estar preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes”, afirmou em nota.

Dados do Banco Central mostraram um aumento de 3,45% no número de pessoas que usam o sistema bancário em 2016. A explicação, segundo analistas, é justamente a ideia de que a digitalização pode promover um aumento na produtividade dos funcionários responsáveis por atender os correntistas.

Fonte: Exame

Pequenos produtores poderão ter acesso facilitado ao Pronaf, com parceria entre Agraer e BB

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Presente nos 79 municípios do Mato Grosso do Sul com os serviços de assistência técnica para agricultores familiares que procuram melhorar a qualidade do solo, técnicas de plantio, produção e renda familiar, a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) está em estudo junto ao Banco do Brasil para se tornar correspondente bancária e com isso agilizar o acesso às linhas de créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A segunda reunião para tratar do assunto foi realizada nesta quarta-feira (28), na sede estadual do BB, situada na Avenida Afonso Pena, Centro de Campo Grande. A primeira foi no dia 23 de junho, na sede da Agraer, no Parque dos Poderes. “Faremos um mapeamento dos 79 escritórios da Agraer quanto à necessidade e possibilidade de sermos um correspondente bancário. Estive conversando com a Emater do Mato Grosso, onde um trabalho similar vem sendo executado e acredito que, aqui, o trabalho terá um bom andamento”, afirmou a diretora-executiva da Agraer, Gisele Farias.

Na prática, os técnicos da Agraer serão colaboradores do banco no que se refere a trâmites burocráticos de preparação da documentação para aprovação de financiamentos no Pronaf. Contudo, esse acúmulo de funções não será voluntário, conforme explicou o gerente de Negócios do BB, André Risseto. “Não é simplesmente ‘terceirizar’ vocês, mas dar uma independência ao processo, ou seja, vocês passam a ser ‘donos do tempo’, pois estarão ainda mais inseridos no processo de liberação de recursos, além do que, a instituição terá uma remuneração sobre isso, caso o convênio seja firmado, como acontece no crédito de pessoa física em outras atividades do Banco”, informou.

Entretanto, o ganho maior nesse processo é compartilhado entre os três envolvidos no processo: instituição prestadora de assistência técnica (Agraer), instituição financeira (Banco do Brasil) e agricultores familiares. “Queremos suprimir os gargalos para acesso as linhas de crédito do Pronaf e atender com plenitude os pequenos produtores rurais. ‘O que eu vou conseguir transformar na minha regional e município?’, são perguntas que os técnicos da Agraer já podem se fazer enquanto agentes bancários. Ao produtor, a vantagem é que ele só precisará se dirigir a uma agência do Banco do Brasil para assinar o contrato quando o projeto for aprovado”, pontuou Risseto.

Em torno de uma mesa, os oito coordenadores regionais da Agraer, além de membros do Crédito Fundiário e da diretoria da Agraer, conheceram o aplicativo GeoMap Rural, do Banco do Brasil, uma ferramenta digital de georreferenciamento que permite aos técnicos e produtores rurais capturar e transmitir ao banco as coordenadas geodésicas de áreas de cultivo que serão financiadas, ou seja, um sistema para mostrar com precisão as medidas terrestres de uma determinada área.

O uso do aplicativo é obrigatório nas transações do banco para financiamento rural para o pequeno produtor, acima de 40 mil em custeio agrícola ou investimentos – formação de lavouras permanentes, reflorestamento, recuperação de pastagens, entre outros. “Se firmado o convênio, também está sendo considerada a necessidade de uma capacitação de nossos servidores para operação dos sistemas online liberados pelo Banco do Brasil. Sabemos que há alguns, no interior do Estado, que já detêm conhecimento, mas a grande maioria precisará desse acompanhamento”, observou o gerente de GDA da Agraer, Araquem Midon.

“Hoje cerca de 80% dos projetos do Pronaf são feitos pela Agraer. Nós reconhecemos a importância dessa instituição e esperamos até o mês de julho já estar com esse projeto materializado”, afirmou o superintendente do Banco do Brasil no Mato Grosso do Sul, Gláucio Zanettin Fernandes.Correspondente Bancário. Trata-se de uma empresa contratada por uma instituição financeira, autorizada pelo Banco Central, para servir de agente intermediária aos clientes que fazem uso de determinados serviços da entidade bancária contratante em questão.

Fonte: Fatimanews

Deputado Paulo Mourão questiona BB sobre capacidade do Tocantins contrair empréstimos

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Durante nova discussão sobre a autorização do empréstimo de R$ 600 milhões pelo Governo do Tocantins, que aguarda aprovação por parte da Assembleia Legislativa, ocorrida no Plenarinho da Casa, na tarde dessa terça-feira, dia 27, o deputado Paulo Mourão (PT) fez uma série de questionamentos ao superintendente do Banco do Brasil, Marcos Antônio Kruger. Entre eles qual é a taxa de juros a ser cobrada, a carência, o prazo para pagamento do empréstimo e se o Tocantins tem realmente condições de contrair o financiamento, uma vez que está descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. “É importante que o Banco do Brasil leve em consideração que 7% da Receita Corrente Líquida do Tocantins, que em 2016 foi algo em torno de R$ 7,3 bilhões, estão comprometidos para pagar juros e serviços dívida pública, referente à operações de crédito,”, lembrou.

Kruger ficou embaraçado na resposta, apesar de dizer que em princípio o banco sinalizou que o Estado teria condições de contrair o empréstimo, revelou a seguir que o cumprimento da LRF é um dos pré-requisitos para liberação do financiamento. Paulo Mourão considerou que o correto seria o banco dizer primeiro se o Estado tem condições de ter acesso ao crédito para depois os deputados decidirem pela aprovação. “Como ficará a situação de nós deputados se aprovarmos o financiamento e amanhã após a análise jurídica e técnica, o Banco do Brasil disser que o Estado não poderia tomar o empréstimo”, questionou. “Nós então aprovamos algo irregular, ilegal, não deveria ser o contrário o banco dizer que o Estado tem o crédito aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional e condições legais de ter acesso ao crédito para depois nós votarmos”, interrogou Mourão.

O Superintendente não quis informar a taxa de juros cobrada citando sigilo bancário, mas que poderia repassar a informação ao governo posteriormente. “Não é um empréstimo desvantajoso ou caro, é um empréstimo para estados, bem analisado e só acontece se Estado tiver capacidade de pagamento, senão não vai acontecer”, argumentou Marcos Antônio Kruger. “Aqui nós estamos tratando de coisa pública, o Banco do Brasil é público, o Estado do Tocantins é público, nós não podemos deixar de informar a sociedade a taxa de juros”, reagiu o deputado.

Paulo Mourão classificou de aviltante e um abuso o que o sistema bancário do país faz com o seu povo. “O sistema financeiro do país ganhou em 2016 R$ 880 bilhões, enquanto estamos com mais de 14 milhões de desempregados, então nós temos que saber qual a taxa de juros”, defendeu.

O superintendente respondeu que o empréstimo será liberado após análise. “Quando o banco fizer a análise é que vai ter dimensão da possibilidade ou não do Estado arcar com os compromissos ou não”, ressaltou. “Mas aí nós deputados aprovamos, como vamos explicar para a sociedade que aprovamos um empréstimo que o Banco do Brasil não pode financiar”, perguntou o parlamentar. “É algo deselegante com nós deputados, deveria ser diferente, o banco garantir que o Estado tem condições de ter acesso ao crédito para que nós votássemos e com conhecimento da taxa de juros, já pensou se for a taxa Selic”, observou.

“São coisas diferentes que andam em paralelo, não se misturam”, retrucou Kruger. “E se o banco resolver dizer que o Estado não tem condições de contrair o empréstimo, nós tendo aprovado aqui”, insistiu Mourão. “Em linhas gerais o Estado tem possibilidades nas condições de hoje”, respondeu o Superintendente. “Se o senhor me garantir que o Estado do Tocantins tem plena condições de ter acesso a esse crédito, ótimo”, frisou Paulo Mourão. “Mesmo descumprindo a LRF?”, quis saber. “Se estiver descumprindo da LFR, o banco não financia”, respondeu Kruger. “Então vamos aprovar o quê?”, comentou Paulo Mourão, encerrando a discussão.

Antes de iniciar esse debate com o Superintendente do Banco do Brasil, o deputado Paulo Mourão fez uma série de outros questionamentos. Ele protocolou um requerimento junto ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Olyntho Neto (PSDB), pedindo informações ao superintendente do Banco do Brasil, Marcos Antônio Kruger.

O documento questiona de serão analisadas as certidões que são requisitos mínimos da legislação vigente para concessão do empréstimo; se existe a disponibilidade e vontade das instituições financeiras em efetuar as operações de crédito com o Tocantins, baseada em critérios técnicos ou a decisão de conceder o crédito é puramente política; se as instituições tem pleno conhecimento da problemática enfrentada pelo Estado quanto ao descumprimento da LRF e as instituições não temem ser questionadas pelos órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União por terem firmado contrato com ente federado em descumprimento a LRF.

Outra preocupação do parlamentar é que os recursos sejam desviados, como foi verificado através da Operação Ápia da Polícia Federal, “onde foi montada uma verdadeira organização criminosa, suspeita de fraudar licitações e desviar recursos de terraplanagem e pavimentação asfáltica, envolvendo políticos, servidores públicos e empresários no valor de R$ 200 milhões”, cita o documento.

Paulo Mourão defende no requerimento que sejam criados mecanismos inovadores para garantir a destinação dos recursos. Ele pergunta se as instituições financeiras concordam que sejam incluídos artigos na lei autorizadora de contratação das operações de crédito, que dificultem as alterações na destinação dos recursos, uma vez que a modelo anterior mostrou-se falho e propenso a dar margem a fraudes. Por fim, o deputado assinala com a possibilidade de responsabilização solidária dos gestores das instituições financeiras, a fim de não se repetir os problemas verificados na Operação Ápia.

O presidente da CCJ, deputado Olytnho Neto acatou o pedido do requerimento que deverá ser respondido pelo Banco do Brasil por escrito, conforme solicitado pelo deputado Paulo Mourão.

Fonte: Conexão Tocantins

PF apura desvios de recursos em programas de financiamento rural em GO

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (28), em Goiás, uma ação que visa combater desvios de dinheiro público em programas de financiamento rural. A operação, batizada de “Fundo Falso”, foi iniciada a partir da delação de um gerente do Banco do Brasil. Os crimes teriam ainda a participação de outros servidores do banco. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 100 milhões.

Em nota enviada ao G1, o Banco do Brasil informou que “adotou todas as providências administrativas e judiciais inerentes ao caso”. Ainda conforme o comunicado, os desvios “foram detectados durante processo de investigação interna, imediatamente informado à autoridade policial”.

O Banco disse ainda que, durante a apuração interna, “um funcionário respondeu a inquérito administrativo e foi demitido por justa causa em julho de 2016”.

Conforme a PF, cerca de 80 policiais estão nas ruas para cumprir 70 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra um ex-gerente do banco. Outros 68 são de condução coercitiva. Eles foram expedidos pela 11ª Vara Federal de Goiânia

A operação foi solicitada pelo próprio Banco do Brasil e é coordenada na cidade de Anápolis, a 55 km de Goiânia. Além do município e da capital, os agentes também atuam em Itaberaí, Gameleira de Goiás e Silvânia.

De acordo com as investigações, os recursos foram desviados, entre 2014 e 2015, de programas do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Em nota enviada ao G1, a Superintendêcia do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que cuida do FCO, disse que acompanha o caso com “vivo interesse” e que vai aguardar o final da apuração para “ter uma posição definitiva sobre providências a serem adotadas pela Sudeco no campo dos usuários do FCO”.

Já a Previdência Social, responsável pelo Funrural, disse que o programa foi extinto pela Lei nº 8.213, de 1991.

O G1 entrou em contato com a PF novamente sobre a questão e aguarda retorno.

Fraudes
Segundo a PF, o crime consistia em fraudes na aprovação de financiamentos ilegais, nos quais áreas sobrepostas e terras em duplicidade eram dadas como garantia. A partir disso, eram obtidas liberações de dinheiro para fins ilegais.

Na residência do gerente do banco, foram encontrados 5 cheques no valor de R$ 35 mil, oriundos de beneficiários dos empréstimos.

A verba, que deveria ser utilizada no fomento à atividade agropecuária, segundo a PF, era desviada para a aquisição de produtos do próprio Banco do Brasil, como Seguro Ourocap, e pagamento de empréstimos.

Os envolvidos podem responder por estelionato qualificado. A pena prevista é de 5 anos em caso de condenação.

Fonte: G1

BB espera queda de CDS para retomar emissão de dívida

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O rendimento extra que os credores estrangeiros estão exigindo para compensar a crise política e econômica do Brasil ainda é muito alto para o Banco do Brasil.

“Quando o CDS volta para níveis mais razoáveis, nesse momento vamos olhar mais de perto oportunidades de emissão de dívida no mercado externo”, disse em entrevista Leonardo Loyola, diretor de finanças do Banco do Brasil. “No nível atual, há um espaço grande para melhorar”, disse ele, especialmente se houver a percepção de que as reformas econômicas e fiscais estão avançando.

O spread entre o CDS do Brasil e as notas de cinco anos do Tesouro dos EUA diminuiu 84 pontos base ante o ano passado, mas a 2,45 pontos percentuais, ainda é 144 pontos base mais alto do que em setembro de 2012. Loyola não disse o quanto teriam que cair antes que o banco considere entrar.

Entretanto, o banco encontrou outras formas de acessar crédito no exterior. Na terça-feira, a empresa disse que obteve um empréstimo sindicalizado de US$ 500 milhões da Inter-American Investment Corp. e um grupo de bancos.

O empréstimo será dividido em duas etapas: um empréstimo de US$ 400 milhões de dois anos de bancos, incluindo HSBC, Banco Santander e Wells Fargo e um empréstimo de US$ 100 milhões de cinco anos da IIC e sua matriz, o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Os recursos serão utilizados para ajudar a apoiar as pequenas empresas do agronegócio em todo o Brasil.

“Havia demanda nos bancos para um empréstimo maior, mas como essa foi a primeira vez que fizemos esse tipo de operação, decidimos ser mais conservadores com o tamanho”, disse Maurício Nogueira, gerente executivo de finanças do Banco do Brasil, em entrevista.

A última venda de dívida externa pública em larga escala do banco foi de US$ 2,5 bilhões de títulos perpétuos emitida em junho de 2014, de acordo com Nogueira.

Especiais InfoMoney

Descomissionado após reestruturação, bancário do BB ganha direito de incorporar função

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O bancário do Banco do Brasil Emerson da Silva Santos ganhou na justiça o direito à incorporação de função após descomissionamento provocado pela reestruturação do BB. Emerson exerceu funções comissionadas entre 2005 e 2017. Quando foi descomissionado, exercia o cargo de gerente de relacionamento da agência Iúna, que foi extinto pelo banco, por isso, o bancário foi revertido para o posto efetivo de escriturário.

A Justiça do Trabalho deu ganho de causa ao bancário com base no inciso I da Súmula 372 do TST, que estabelece que “percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado, se o empregador, sem justo motivo, revertê-lo ao seu cargo efetivo, não poderá retirar-lhe a gratificação, tendo em vista o princípio da estabilidade financeira”.

A decisão deixou claro que a extinção do setor de trabalho do empregado não constitui causa impeditiva do direito à incorporação e que, após longos anos recendo gratificação, o empregado não pode ter seu ganho comprometido por motivo de conveniência administrativa da empresa. “A reestruturação administrativa da empresa, por ser interesse econômico-financeiro, não constitui causa capaz de desonerá-la da obrigação”, determinou a sentença emitida pelo juiz Eduardo Politano de Santana, da Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante (TRT/17ª).

“A reestruturação do BB é parte de um desmonte do banco, foi desrespeitosa e trouxe diversas consequências para os empregados e para a sociedade. A decisão da Justiça é importante e precisamos recorrer a todos os meios possíveis para garantir nossos direitos. Para enfrentar essas mudanças, temos que fortalecer também nossa luta política, procurar o Sindicato, juntar os colegas da agência e pressionar o banco”, avalia a diretora do Sindibancários Goretti Barone.

Anunciada em novembro do ano passado, a reestruturação do Banco do Brasil incluiu diversas medidas enxugamento da estrutura do banco, como fechamento de agências, redução do número de empregados e extinção de cargos. No Estado, três agências foram fechadas e outras duas transformadas em posto de atendimento. Ocorreram descomissionamentos em massa que afetaram diretamente a vida dos bancários e bancárias e um Plano de Aposentadoria Voluntária (PDV) foi lançado, por meio do qual foram desligados mais de 100 empregados só no Espírito Santo. A meta nacional é demitir 18 mil até o fim de 2018. Vários protestos marcaram a luta contra as medidas.

A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários/ES, assessorado pelo escritório Moreira e Melo Advogados Associados.

Fonte: Sindibancários Espírito Santo

Fusão entre BB e Caixa entra na lista de Temer

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Nesta semana, sites de notícias nacionais divulgaram que o governo de Michel Temer (PMDB) estuda a possibilidade de fusão entre a Caixa e o Banco do Brasil. As informações são de que estão sendo retomados estudos iniciados nos anos 90 para tornar a Caixa uma instituição menor, com foco no crédito imobiliário. Todas as demais operações seriam transferidas para o BB.

Apesar do silêncio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do atual presidente da Caixa, Gilberto Ochi, sobre o assunto, a notícia não pode ser descartada uma vez que Michel Temer tem anunciado diversas medidas que ameaçam as estatais, como a privatização da Caixa.

“Cada banco cumpre um papel diferenciado e temos que manter os dois bancos, que são necessários e vitais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. A Caixa é uma empresa forte, altamente rentável, com 155 anos de história e consolidada no mercado. Hoje, a Caixa é o segundo maior banco do país e tem um importante papel na execução de políticas públicas na área de habitação, saneamento básico, entre outras. Mais do que nunca é preciso manter os trabalhadores bancários e a sociedade mobilizados para barrar essa destruição do nosso patrimônio”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Rita Lima.

Responsável por administrar os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), entre outros programas de estímulo ao desenvolvimento econômico do país, o Banco do Brasil possui hoje mais de 5 mil agências espalhadas pelo país. Para a diretora do Sindibancários/ES e bancária do BB, Goretti Barone, a fusão com a Caixa irá enfraquecer as duas empresas.

“Embora nos últimos anos tenha tido uma atuação voltada para o mercado, o BB tem um papel fundamental no desenvolvimento do país, por meio da concessão de empréstimos às pequenas e médias empresas e pequenos agricultores. Abrir mão desse papel é abrir mão de desenvolver os pequenos municípios, a agricultura familiar, entre outras importantes áreas. Temos que nos unir para resgatar o BB como um banco voltado para sua função de agente público financiador do desenvolvimento do país e impedir sua privatização”, destaca a diretora.

Com informações da Fenae.

Fonte: Sindibancários Espírito Santo

Agências bancárias vão mudar modo de operação, afirmam instituições financeiras

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Atualmente, o Brasil possui 1 milhão de contas digitais, abertas sem contato presencial entre cliente e instituições bancárias. A expectativa é que até o final do ano esse número triplique para 3, 3 milhões. No entanto, isso não quer dizer que as agências físicas vão deixar de existir, mas elas devem mudar de perfil, como defende o gerente-executivo da Plataforma Digital do Banco do Brasil, Fernando Amaral.

Só no Banco do Brasil, quatro dias úteis de transações pelo mobile e internet neste ano correspondem a todo ano de operações em 2014. “Temos 35 mil agências espalhadas no país e elas continuam desempenhando um papel fundamental. Elas ainda são um canal de relacionamento entre o banco e o cliente. Elas vão passar a ser um diferencial, na comparação com as agências digitais e irão se tornar pontos de referência para as instituições financeiras”, analisa.

O diretor-executivo do Bradesco, Luca Cavalcante, concorda. “O humano é imprescindível em nossas agências e na implantação de nossos projetos. O digital vem completar isso no formato que cabe a ele. A agência física vai continuar mantendo a presença da marca”.

O banco vai conquistar o cliente não somente pelas melhores taxas de juros ou de serviços, mas pela melhor experiência, como acrescenta o diretor de Canais Digitais do Banco Santander, Cassius Schymura. “Quem vai ganhar o jogo é aquele que dominar a melhor jornada do cliente de forma mais simples, ágil, com menos burocracia e mais soluções integradas com velocidade e segurança”, destaca.

MOBILE BANK É O CANAL DIGITAL PREFERIDO DOS BRASILEIROS

A última vez que o aposentado Abadia Ribeiro se recorda de ter ido há uma agência foi no início do ano passado para assinar a proposta de contratação e um investimento. O que não quer dizer, no entanto, que ele deixa de acessar os canais de atendimento do banco várias vezes por dia.

“A mobilidade dos bancos via internet facilita muito a vida do cliente que não precisa mais perder tempo em fila esperando para ser atendido”, afirma. O que ele pode resolver pelo celular, ele faz. “Faço tudo pelo aplicativo e realmente só passei a ir na agência, caso precise assinar algum documento”.

A relação entre os bancos e clientes como Abadia é cada vez mais digital. Isto porque, atualmente, de acordo com dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), 9,5 milhões de brasileiros utilizam o mobile em pelo menos 80% das transações bancárias, desde uma simples consulta de saque a contratação de uma linha de crédito, tudo é resolvido por um aplicativo de smartphone.

Nos últimos três anos, o uso da plataforma quase quadruplicou, passando de 10% para 34% em 2016, ao movimentar 21,9 bilhões de transações, crescimento 96% em relação ao ano anterior. O aumento do uso da tecnologia levou os bancos a investirem mais também no processo de digitalização dos serviços e do atendimento, quando nem mesmo o cenário recessivo impediu que as instituições financeiras gastassem no último ano, R$ 18,5 bilhões em tecnologia da informação, como assegura o diretor de Tecnologia e Automação bancária da Febraban, Gustavo Fosse.

“Com a popularização do smartphone, hoje eu não preciso digitar mais código de barra, por exemplo, se quiser pagar uma conta. A usabilidade do smartphone também contribuiu muito para a digitalização dos canais de atendimento dos bancos. Esta tecnologia permitiu que a experiência com o banco fosse boa. Nós hoje temos várias operações que no mobile a usabilidade é muito melhor”, explica.

Ainda de acordo com Fosse, quanto mais digital o banco se torna, mais rápida a resposta. “Antes do smartphone, nós começamos com transações por SMS, basicamente para saldo. Eram pouquíssimas transações e ninguém usava porque o SMS era caro. Aqueles celulares não conectavam no wifi e tinha que usar dados, que também eram muito caros. Foi o smartphone que permitiu esta transformação e a melhoria na experiência de se relacionar com banco”.

Antes o gasto médio para analisar uma proposta de crédito podia chegar a 90 dias. “Não precisa mais esperar para aprovar credito. Hoje você tem um crédito pré-aprovado e o dinheiro cai de imediato na conta. É o tempo de resposta que acaba agregando na experiência do cliente”, acrescenta.

A repórter viajou a convite do Ciab Febraban

Fonte: Correio da Bahia

Você vê o copo meio cheio, ou meio vazio?

Publicado em: 22/06/2017

A qualidade de vida que temos está diretamente ligada aos significados que damos para os acontecimentos do dia a dia.

Imagine-se em uma viagem de férias com a sua família e, de repente, chove! Você está férias na praia e dos sete dias que você havia planejado há 1 ano, em 5 deles, chove! E muito!

Nesse cenário, qual seria a primeira reação?

  1. Ficar revoltado com São Pedro por ele estar sendo absolutamente injusto com você;
  2. Ficar chateado e procurar alguma distração em algum lugar fechado;
  3. Pegar na mão de seus filhos e mostrar para eles como é gostoso correr e brincar na chuva, assim como você fazia quando era criança.

Agora imagine como ficaria o seu estado emocional se você escolhesse a alternativa A.

E se você tivesse a ousadia de correr e brincar com seus filhos na chuva, e depois fossem todos para um banho quente: como ficaria o seu estado emocional? Um pouco melhor do que na alternativa A? Radicalmente melhor? Isso poderia ser até o melhor dia de férias na praia, porque, ao invés de ficar escondido embaixo de um guarda-sol, você teve a criatividade e audácia de usar algo possivelmente desfavorável para criar uma experiência diferente e marcante para a vida deles?

Significados diferentes nos levam a experiências totalmente diferentes!

Na nossa vida nos deparamos com muitos fatos que fogem absolutamente do nosso controle. Existe um filme de 1997, com Roberto Benigni, A Vida é bela, que mostra a trajetória de um judeu, preso em um campo de concentração com seu filho pequeno. Nesse ambiente angustiante ele vai criando histórias para o filho, como se estivessem em um jogo e, de uma forma lúdica, transforma o período de reclusão  em algo menos sofrido e mais fácil de viver para o seu filho – e naturalmente para si mesmo.

Essa é a habilidade de enxergar a parte cheia do copo.

Olhe ao seu redor, olhe para a sua vida. Quais são as coisas belas que existem logo aí, quase embaixo do nossos narizes? Pessoas, oportunidades, relacionamentos, e até bens físicos, que estão aí presentes e que podemos usufruir com prazer, alegria, valorizando aquilo que temos.

De repente, olhar para o futuro, para as coisas que queremos ter, e usar nossas qualidades para atingir isso, e agir valorizando tudo aquilo que já conquistamos.

E se você se perceber mais leve, sorridente, por observar todas as belezas que temos ao nosso redor, parabéns. Você está olhando para a parte do copo que realmente importa!

Artigo de Marcelo Katayama é médico e terapeuta do Núcleo Ser Treinamento e Consultoria

Governo quer criar fundos para reforma e venda de imóveis

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Com uma carteira de cerca de 650 mil apartamentos, casas e terrenos em todo o Brasil, o governo decidiu criar dois fundos imobiliários com lastro em imóveis da União. Na semana passada, foi assinado um acordo com a Caixa Econômica e, até o fim desta semana, será firmado um segundo, com o Banco do Brasil, para a criação de um fundo em cada instituição.

A ideia é vender cotas para investidores e, com os recursos desses investimentos, reformar imóveis para aluguel, vender outros e construir em terrenos não edificados. O rendimento devolvido aos investidores viria justamente dos aluguéis ou do lucro com a venda dos imóveis. Caberá aos dois bancos administrar cada uma das carteiras, com o compromisso de torná-las rentáveis para os cotistas dos fundos.

Caixa e BB terão 90 dias para apresentar propostas de modelagem dos fundos, que o governo pretende lançar ainda neste ano. A medida é uma tentativa de aliviar o caixa do Tesouro, que tem de arcar com taxas de condomínio, manutenção e impostos de imóveis muitas vezes desocupados.
Hoje, muitos dos apartamentos funcionais de propriedade da União dão prejuízo. Só em Brasília, há 225 imóveis desocupados e um passivo de mais de R$ 12 milhões relativos a condomínio, IPTU e outras taxas.

Com o aperto fiscal, desde 2015 o governo tenta levantar recursos a partir da carteira de imóveis da União, mas vem enfrentando dificuldades. Já foram lançados editais para a venda de bens que, de acordo com o secretário do Patrimônio da União, Sidrack Correia, só venderam 15% dos imóveis listados.

Além disso, o governo cogitou colocar parte desses imóveis em um fundo garantidor para investimentos em infraestrutura, mas a ideia não foi colocada em prática. “Estamos buscando alternativas. Existem muitos imóveis que estão depreciando”, diz Correia.

A última estimativa, feita pelo valor patrimonial dos imóveis cadastrados, apontava um valor de R$ 7 bilhões desses bens, o que, pela avaliação de mercado, poderá ser maior.

Para o secretário, apesar de o mercado de compra e venda de imóveis estar em baixa, há espaço para investimentos em fundos imobiliários. Com a taxa Selic em baixa, muitos investidores estão migrando de aplicações em renda fixa para fundos com rendimento mais alto. “Há mercado para os fundos. Isso vem sendo estudado há algum tempo”, completou.

Ele criticou as tentativas de vendas de imóveis em governos anteriores e disse que os editais eram muito complexos e com muitos imóveis. O primeiro tinha 240, com perfis diferentes.

Na última rodada de vendas, nesta semana, foi oferecido um pacote menor, com 24 apartamentos e uma casa, todas em Brasília. Também foram colocadas equipes à disposição dos compradores para tirar dúvidas. “Estamos fazendo um teste para ver como o mercado vai reagir”, completou.
Mesmo com a criação dos fundos, a ideia é continuar vendendo casas e apartamentos, principalmente os que já foram colocados em edital anteriormente.

Fonte: Metropoles

CPMI da Previdência: em audiência, grandes bancos negam terem dívidas com INSS

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Os representantes dos cinco maiores bancos do país foram ouvidos nesta segunda-feira (19) em audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Previdência. Os executivos foram convidados para dar esclarecimentos sobre as dívidas das instituições com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cuja estimativa é que ultrapassem R$ 1,3 bilhão no total.

Em uma audiência esvaziada, no entanto, os representantes de Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil alegaram que não têm débitos com a Previdência e sim questionamentos judiciais sobre a incidência de cobrança da contribuição sobre algumas verbas trabalhistas que, na opinião deles, são de natureza indenizatória e não remuneratória.

O superintendente de Contabilidade e Tributos da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa, disse que esse tipo de discussão já conta com “vasta jurisprudência” favorável ao entendimento dos bancos de que as contribuições não são devidas. “Do total dos supostos débitos direcionados para a Caixa, nós temos aqui algo em torno de 60% desses valores em que se discute basicamente a natureza entre remuneratória e indenizatória, e com vastas decisões, em primeira e em segunda instância, de que isso é indenizatório. Indenizatório não só para quem paga, mas para quem recebe”.

O superintendente explicou que, para quem recebe, se esse valor não fosse indenizatório, mas remuneratório, ele seria tributado também por meio do imposto de renda retido na fonte. “É só uma questão de processo e tempo para que isso possa ser resolvido e esses números [da dívida com a Previdência], digamos, diminuírem de relevância”, disse.

Briga judicial

Entre as verbas que são fruto da briga judicial entre bancos e Previdência estão, por exemplo, os pagamentos referentes a venda de férias pelo empregado, auxílio-alimentação, auxílio-creche, vale-transporte, licença prêmio convertida em dinheiro, entre outros. Para as instituições, essas verbas têm natureza de indenizar o empregado por alguns de seus direitos e não configuram parte do salário ou da remuneração dele, por isso, não haveria a possibilidade de cobrança previdenciária sobre essa parte, interpretação que é questionada pela Previdência.

De acordo com o diretor de Auditoria Fiscal do Banco Bradesco, Marcelo Santos Dall’Occo não há risco de, caso os questionamentos judiciais resultam em decisão favorável à União, a Previdência não receber os valores. “Com relação a essas questões referentes à parte patronal, são questões em que o banco, para discutir, ele ou faz depósito judicial ou faz um seguro-garantia. Então, não existe o perigo, se a União ganhar a causa tributária, de ela não receber – o dinheiro já está depositado de uma certa maneira: ou por depósito judicial ou por que existe um seguro-garantia”, disse.

Como a reunião foi esvaziada, apenas o relator, senador Hélio José (PMDB-DF), fez perguntas aos palestrantes. Boa parte delas serão respondidas por e-mail posteriormente. Mota disse que os trabalhos da comissão estão chegando ao fim do segundo mês. No próximo, ele deve começar a trabalhar em seu relatório, que deverá ser votado pelos senadores em agosto.

Fonte: Jornal do Brasil

Banco do Brasil abre investigação interna sobre ex-presidente Bendine

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O Banco do Brasil informou que está investigando informações prestadas por colaboradores na operação Lava Jato sobre o ex-presidente da instituição Aldemir Bendine, alvo de um inquérito aberto pelo juiz Sérgio Moro na semana passada.

Moro autorizou a instalação de inquérito policial para investigar suspeita de pagamento de propina no valor de R$ 3 milhões pela Odebrecht a Bendine, que também é ex-presidente da Petrobras.
O Banco do Brasil disse na noite de sexta-feira (16) em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que desde abril, quando ocorreu a primeira veiculação dos depoimentos prestados por colaboradores da Odebrecht, nos quais foi citado o nome de Bendine, “a Auditoria Interna da Companhia, por solicitação do seu Conselho Diretor, vem apurando os supostos fatos referidos nos depoimentos e nas notícias divulgadas pela imprensa”.
“Numa primeira análise dos depoimentos tornados públicos e conforme entendimento do próprio MPF e do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, os fatos até então divulgados indicam que o Banco do Brasil não estaria relacionado aos supostos pagamentos de vantagens indevidas”, acrescentou.
O advogado de Bendine, Pierpaolo Bottini, afirmou que o cliente está “à disposição para esclarecer todos os fatos apresentados no inquérito”. A defesa também afirmou que o ex-presidente da Petrobras jamais beneficiou qualquer empresa e sempre pautou a atuação nos limites da lei.

Fonte: G1

Audiência debate situação dos bancos públicos e sua relevância social

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi palco de uma audiência pública na noite de terça-feira (20) para debater a atual situação dos bancos públicos brasileiros e toda a relevância que tais instituições representam para a sociedade. O evento foi proposto pelo deputado estadual João Grandão (PT).

Participaram do debate representantes dos sindicatos dos bancários de Campo Grande e Dourados, além da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Em comum, todos são conta a privatização dos bancos públicos e a atual corrente que aponta para isso no Governo.

“É significativo podermos alertar as pessoas sobre a importância de não privatizá-los [bancos públicos] para todo o Brasil. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES são exemplos, até hoje, de como ajudar um país a sair da crise”, destaca o presidente do sindicato douradense, Ronaldo Ramos.

Outro que frisa a necessidade expansão do debate é o presidente do sindicato campo-grandense, Edvaldo Barros. “Precisamos conscientizar as pessoas sobre a importância da existência da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do BNDES”, comenta Barros, que completa.

“A partir desta audiência, traçaremos um caminho em defesa destes bancos, Se não houver banco público, haverá dificuldade até de formação de estudantes no ensino superior. Os bancos privados são importantes, mas cada um tem o seu papel”, diz.

João Grandão, que propôs o evento, também se posiciona contra as privatizações nesse setor. “Não podemos permitir esse retrocesso, pois atualmente os bancos públicos facilitam o acesso a uma série de políticas públicas e linhas de crédito e de financiamento aos cidadão”.

Já o presidente da Contraf, Roberto Antonio Von de Osten, fala da diferença entre os bancos públicos e os privados. “O banco público tem que levar ao cliente também o objetivo social, não só o lucro, ele promove e fomenta o desenvolvimento”, diz Von de Osten, que aponta ainda a importância de compreender a função e distinções entre os bancos.

Fonte: Campo Grande News

 

Cinco maiores bancos do país lançam empresa de análise de crédito

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Os cinco maiores bancos brasileiros passaram a divulgar, nesta sexta-feira, os documentos definitivos para a constituição da empresa Gestora de Inteligência de Crédito S.A. Trata-se de um birô de crédito que vai concorrer com Serasa, Boa Vista e SPC Brasil.

O birô será uma sociedade entre Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa, cada qual com 20% do negócio. De acordo com o comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o birô de crédito estará integralmente operacional em 2019.

Estima-se que a empresa vai brigar por um mercado de dados de perto de R$ 3 bilhões anuais. E que pode, segundo estimativas conservadoras, dobrar em alguns anos. O novo birô tem potencial para causar mudanças no setor. Aquelas que envolvem não só informações que dão suporte às decisões de bancos e varejistas. Mas atuar no perfil das concessões, de modo geral.

A medida terá consequências importantes para o consumidor. Mas pode ir além disso. Avançar também sobre o que é possível, dentro da lei, de acumular informações individuais.

Fonte: Correio do Brasil 

Bancos cortam cartões de crédito de clientes com renda mais baixa

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Os bancos estão cortando os cartões de crédito dos clientes que julgam ser de maior risco, especialmente os das classes mais baixas. Só os dois maiores do País – Banco do Brasil e Itaú Unibanco – retiraram de circulação 1,2 milhão de cartões nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados informados pelas próprias instituições.

Na comparação com os quatro primeiros meses de 2016, a queda foi ainda maior. A base de cartões do BB caiu de 22,2 milhões para 17,2 milhões e a do Itaú recuou de 32,1 milhões para 28,9 milhões. Bradesco e Santander não abrem os números sobre a emissão e retirada dos cartões, mas executivos dizem que as instituições passaram a excluir clientes mais arriscados para diminuir os juros e as taxas do crédito parcelado, a nova modalidade que o governo impôs no lugar do crédito rotativo.

Símbolo da ascensão da classe C ao mundo do consumo, o uso de cartão de crédito dá sinais de exaustão diante da recessão e da cautela dos operadores com o calote que chegou aos 40% no crédito rotativo. “A gente vem observando redução da base total de cartões porque há uma maior seletividade por perfil de risco. Nós temos abdicado dos clientes de maior volatilidade e focamos em clientes com menor risco. Além disso, temos visto muita gente saindo do mercado por inadimplência”, diz o diretor-executivo de cartões do Itaú Unibanco, Marcos Magalhães.

O mesmo fenômeno acontece em outras instituições financeiras, especialmente as que mais sofreram com a inadimplência. Banco do Brasil e Santander preferiram não se pronunciar oficialmente.

A Caixa é a única exceção porque ainda sofre para aumentar a adesão dos clientes aos cartões do banco. Teve alta ligeira de 200 mil cartões de crédito nos quatro primeiros meses deste ano e de 700 mil na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Mesmo assim, o banco estatal tem ainda uma carteira de apenas 7,2 milhões de cartões de crédito, a menor entre as grandes instituições.

No Bradesco, o número de clientes ativos não chegou a cair, mas cresceu o bloqueio de cartões por atraso no pagamento. “Esses clientes não conseguem fazer compras até que voltem a pagar. Se o atraso atingir 60 dias, a gente cancela o cartão”, diz o diretor de cartões do Bradesco, Cesario Narihito Nakamura. O problema de atraso no pagamento aconteceu inicialmente entre clientes de menor renda ou sem renda fixa.

Surpresa no caixa. Joe Weider Ferreira, encanador autônomo de Sorocaba, teve uma surpresa no caixa do supermercado semanas atrás. “Meu cartão antigo venceu e fiquei esperando o novo. Fomos ao mercado com o cartão da minha mulher e, ao tentar pagar a conta de R$ 50, vimos que o dela também estava bloqueado.” Sem aviso prévio, o cartão emitido pelo supermercado tinha sido cancelado e, naquele momento, não passava de um plástico colorido sem função. “Foi chato. Eu tinha há dez anos. Já comprei televisão, máquina de lavar e celular com ele.”

Uma década atrás, quando Ferreira recebeu o cartão oferecido pelo supermercado, o setor vivia uma época de ouro. Dados do Banco Central mostram que, entre 2008 e 2010, operadoras emitiram e enviaram quase 27 milhões de cartões aos brasileiros. Nessa época, o Brasil emitia quase um novo plástico a cada dois segundos.

Os dados mais recentes do estoque de cartões ainda são de 2015. Segundo o Banco Central, no acumulado, naquele ano, havia 165,2 milhões de plásticos no Brasil, número recorde desde o início da série, em 2008. O BC, porém, ainda não divulgou os números do ano passado.

Pressão. Embora os clientes relatem que estão sendo feitos cancelamentos sem aviso prévio, os grandes bancos afirmam que só cancelam os cartões por razões previstas em contrato, como atraso no pagamento. Mesmo sem cancelar unilateralmente, algumas operadoras usam de outras estratégias para pressionar o cliente a desistir do cartão, como diminuir o limite ou aumentar a cobrança da taxa de anuidade.

O diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs), Ricardo Vieira, reconhece que o cenário macroeconômico afeta o setor como outras áreas da economia. O executivo explica, porém, que a entidade não tem dados sobre o número de cartões em circulação e prefere observar indicadores como faturamento e volume de transações. “Esses indicadores vão na contramão e continuam crescendo, mas isso não indica que não poderia estar acontecendo essa redução do número de cartões”, disse, ao comentar que alguns bancos podem estar “realizando movimento de limpeza da base de clientes”.
Fonte: Estadão

Banco do Brasil lança novo plano de consórcio de veículos para alta renda

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O Banco do Brasil lançou um novo grupo de consórcio de veículos na faixa de valor entre R$ 111 mil e R$ 228 mil. Com prazo para pagar em até 84 parcelas, o consórcio conta com taxa de administração de 13,8%, que corresponde a 0,16 ao mês, bem atrativa no mercado.

Outro diferencial do BB é a flexibilidade de pagamentos, que podem seguir periodicidade mensal, semestral ou até mesmo anual (um ponto positivo para produtores rurais, por exemplo, por conta do fluxo de caixa diante da safra). Antes, o leque de valores de automóveis variava de R$ 27 mil a R$ 147 mil (agora, vai de R$ 27 até R$ 228, portanto, a depender do grupo de consórcio que o cliente faça a adesão).

O segmento de automóveis é o principal responsável pelos resultados em vendas da BB Consórcios. A carteira de consórcio de automóveis no BB é de R$ 13 bilhões, atualmente, com mais de 603 mil cotas vendidas.

Fonte: Clicrbs

PIS/Pasep está disponível para saque até a próxima semana

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Quem trabalhou com a carteira assinada em 2015 pode ter direito a receber um dinheiro extra este ano: termina na sexta-feira (30) da semana que vem o prazo para saque do abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), relativo ao ano-base 2015. O valor pode chegar a R$ 937, patamar atual do salário-mínimo.

Têm direito ao abono os trabalhadores inscritos nos programas há pelo menos cinco anos e que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2015, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. É necessário ainda que os trabalhadores tenham tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Até 31 de maio, 1,83 milhão de trabalhadores ainda não haviam sacado o abono, o equivalente a 7,56% do total com direito ao saque. Segundo o Ministério do Trabalho, este é o balanço mais recente disponível. Passado o prazo para o saque, os valores não requeridos são destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O valor a que o trabalhador tem direito pode variar de R$ 78 a R$ 937, dependendo de quanto tempo ele trabalhou formalmente em 2015. O abono PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep pelo Banco do Brasil. O primeiro destina-se a trabalhadores do setor privado e o segundo a servidores públicos.

Para sacar o PIS, o trabalhador que tiver Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Caso não tenha o cartão, pode receber o valor em uma agência da Caixa apresentando documento de identificação. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 726 0227.

Os servidores públicos com direito ao Pasep devem verificar se houve depósito em conta. Caso isso não ocorra, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo número 0800 729 0001.

Fonte: Agência Brasil